Publicações da edição 1756 - 13/07/2026 e Ano XIV
Apresentação da Audiência Pública da Saúde 1º Quadrimestre de 2026
Licitações e Contratos • Outros atos
Município de Cornélio Procópio
3520-8000
IMPRENSA OFICIAL Secretaria Municipal de Saúde
13/07/2026 Ano XIV | Edição nº1756 | Certificado por Município de Cornélio Procópio
Diário Oficial assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2, de 2001, garantindo autenticidade, validade jurídica e integridade.
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AUTORIZAÇÃO
Licitações e Contratos • Aviso de abertura do certame
Autorização
Considerando as informações prestadas pela Agente de Contratação e o Documento de Formalização de Demanda – DFD, expedido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, autorizo a contratação de empresa especializada para execução de serviços de manutenção corretiva e preventiva da prensa enfardadeira PHV 150, utilizada pela Associação dos Recicladores de Cornélio Procópio – ARECOP (CNPJ nº 09.***.733/0001-**), compreendendo a desmontagem e montagem do cilindro hidráulico e de seus componentes internos, transporte do cilindro até o local de execução dos serviços, recuperação da rosca interna da camisa do cilindro, fabricação de novo cabeçote e substituição do conjunto de reparos hidráulicos. A contratação é de caráter urgente, tendo em vista que o equipamento é indispensável para a continuidade das atividades desenvolvidas pela associação, no valor total de R$ 5.990,00 (cinco mil, novecentos e noventa reais), junto à empresa FH Equipamentos Ltda., inscrita no CNPJ nº 63.***.965/0001-**.
Cornélio Procópio, 13 de julho de 2026.
Raphael Dias Sampaio
Prefeito
AVISO DE EDITAL
Licitações e Contratos • Aviso de abertura do certame
AVISO DE EDITAL
PREGÃO Nº 037/2026 - FORMA ELETRÔNICA
PROCESSO Nº 132/2026
MODALIDADE: Pregão do tipo menor preçoOBJETO: Registro de preços para futura e eventual contratação de empresa especializada como Laboratório Regional de Prótese Dentária – LRPD, para confecção de próteses dentárias totais e parciais removíveis, compreendendo todas as etapas necessárias à sua execução, conforme especificações constantes do Termo de Referência. CADASTRO: Até 08h58m do dia 28 de julho de 2026. DISPUTA: A partir das 09h00m do dia 28 de julho de 2026. LOCAL: www.bbmnet.com.br DISPONIBILIDADE DO EDITAL: PNCP www.bbmnet.com.br INFORMAÇÕES: www.bbmnet.com.br |
* Para todas as referências de tempo será observado o horário de Brasília (DF).
Cornélio Procópio-PR, 13 de julho de 2026.
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GLAUCIA ELIANA NARDONI Pregoeira |
Decreto nº 799/2026 - Exonera o servidor que especifica.
Atos Oficiais • Decretos
DECRETO Nº 799/2026
SÚMULA: Exonera o servidor que especifica.
RAPHAEL DIAS SAMPAIO, Prefeito do Município de Cornélio Procópio, Estado do Paraná, usando das atribuições que lhe são conferidas por lei,
DECRETA:
Art. 1º - Fica exonerado, a partir do dia 08 de julho de 2026, o servidor ODAIR MATIAS, portador do CPF nº 551.XXX.XXX-72, detentor do cargo de DIRETOR DE DEPARTAMENTO DE TRÂNSITO, vinculado à Secretaria Municipal de Segurança Pública e de Defesa Civil.
Art. 2º - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos a partir de 08 de julho de 2026, revogando-se as disposições em contrário.
Gabinete do Prefeito, 08 de julho de 2026.
Raphael Dias Sampaio
Prefeito Municipal
Decreto nº 800/2026 - Exonera o servidor que especifica.
Atos Oficiais • Decretos
DECRETO Nº 800/2026
SÚMULA: Exonera o servidor que especifica.
RAPHAEL DIAS SAMPAIO, Prefeito do Município de Cornélio Procópio, Estado do Paraná, usando das atribuições que lhe são conferidas por lei,
DECRETA:
Art. 1º - Fica exonerado, a partir do dia 08 de julho de 2026, o servidor ODAIR MATIAS, portador do CPF nº 551.XXX.XXX-72, detentor do cargo interino de DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE POLÍTICAS ANTIDROGAS, vinculado à Secretaria Municipal de Segurança Pública e de Defesa Civil.
Art. 2º - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos a partir de 08 de julho de 2026, revogando-se as disposições em contrário.
Gabinete do Prefeito, 08 de julho de 2026.
Raphael Dias Sampaio
Prefeito Municipal
Decreto nº 801/2026 - Designa, interinamente, o Secretário Municipal de Segurança Pública e de Defesa Civil para exercer o cargo de Diretor do Departamento Municipal de Trânsito – DIRETRAN, e dá outras providências
Atos Oficiais • Decretos
DECRETO Nº 801/2026
SÚMULA: Designa, interinamente, o Secretário Municipal de Segurança Pública e de Defesa Civil para exercer o cargo de Diretor do Departamento Municipal de Trânsito – DIRETRAN, e dá outras providências.
RAPHAEL DIAS SAMPAIO, Prefeito do Município de Cornélio Procópio, Estado do Paraná, no uso das atribuições que lhe confere a Lei Orgânica do Município, e considerando a estrutura administrativa municipal e a necessidade de assegurar a continuidade dos serviços públicos,
DECRETA:
Art. 1º - Fica designado o Senhor Coronel PM RR Reginaldo Silva de Oliveira, portador do CPF nº 563.XXX.XXX-15, Secretário Municipal de Segurança Pública e de Defesa Civil, para exercer, interinamente, a partir do dia 09 de julho de 2026, as atribuições do cargo de Diretor do Departamento Municipal de Trânsito – DIRETRAN, sem prejuízo das atribuições inerentes ao cargo de Secretário Municipal.
Art. 2º - No exercício da função interina, o designado responderá pela direção administrativa, técnica e operacional do Departamento Municipal de Trânsito – DIRETRAN, competindo-lhe a prática de todos os atos necessários ao regular funcionamento do órgão, observadas as competências previstas na legislação municipal, no Código de Trânsito Brasileiro e nas demais normas aplicáveis.
Art. 3º - Durante a vigência da presente designação, o servidor exercerá as funções de Autoridade Municipal de Trânsito, praticando os atos administrativos decorrentes das competências atribuídas ao órgão executivo municipal de trânsito, em conformidade com a legislação vigente.
Art. 4º - A presente designação tem caráter precário e temporário, vigorando até a nomeação de titular para o cargo ou até ulterior deliberação do Chefe do Poder Executivo.
Art. 5º - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos a partir de 09 de julho de 2026, revogando-se as disposições em contrário.
Gabinete do Prefeito, 08 de julho de 2026.
Raphael Dias Sampaio
Prefeito Municipal
Decreto nº 802/2026 - Nomeia Odair Matias para o cargo de Diretor do Departamento de Políticas Antidrogas.
Atos Oficiais • Decretos
DECRETO Nº 802/2026
SÚMULA: Nomeia Odair Matias para o cargo de Diretor do Departamento de Políticas Antidrogas.
RAPHAEL DIAS SAMPAIO, Prefeito do Município de Cornélio Procópio, Estado do Paraná, usando das atribuições que lhe são conferidas por lei, e com fundamento na Lei Complementar nº 19, de 17 de dezembro de 2025,
DECRETA:
Art. 1º - Fica nomeado, a partir do dia 09 de julho de 2026, ODAIR MATIAS, portador do CPF nº 551.XXX.XXX-72, no cargo de provimento em comissão de DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE POLÍTICAS ANTIDROGAS – CD, vinculado à Secretaria Municipal de Segurança Pública e de Defesa Civil.
Art. 2º - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos a partir de 09 de julho de 2026, revogando-se as disposições em contrário.
Gabinete do Prefeito, 08 de julho de 2026.
Raphael Dias Sampaio
Prefeito Municipal
Decreto nº 806/2026 - Exonera a servidora que especifica
Atos Oficiais • Decretos
DECRETO Nº 806/2026
SÚMULA: Exonera a servidora que especifica.
RAPHAEL DIAS SAMPAIO, Prefeito do Município de Cornélio Procópio, Estado do Paraná, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei,
DECRETA:
Art. 1º - Fica exonerada, a partir do dia 06 de julho de 2026, a servidora ROSANGELA MILANEZ FERNANDES, portadora do CPF nº 031.XXX.XXX-39 e RG nº 4.XXX.XXX-1 SSP/PR, detentora do cargo de Zeladora, por motivo de aposentadoria.
Art. 2º - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos a partir de 06 de julho de 2026.
Gabinete do Prefeito, 09 de julho de 2026.
Raphael Dias Sampaio
Prefeito Municipal
Errata a Portaria nº 139/2026
Atos Administrativos • Outros atos
ERRATA A PORTARIA Nº 139/2026
RAPHAEL DIAS SAMPAIO, Prefeito do Município de Cornélio Procópio, Estado do Paraná, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, torna pública a presente ERRATA à PORTARIA Nº 139/2026, publicada no Diário Oficial do Município nº 1752, de 07/07/2026, devido a ocorrência de erro material, procedendo-se as seguintes correções:
ONDE SE LÊ NO ARTIGO 1º:
Professora-1
LEIA-SE NO ARTIGO 1º:
Professora-4
Gabinete do Prefeito, 09 de julho de 2026.
Raphael Dias Sampaio
Prefeito Municipal
EXTRATO DO CONTRATO
Licitações e Contratos • Extrato de contrato
EXTRATO
6º REEQUILÍBRIO ECONÔMICO-FINANCEIRO - SUPRESSÃO
ATA DE REGISTRO DE PREÇOS N°108/2025
PREGÃO Nº 029/2025
OBJETO: Este instrumento tem por objeto registrar preço de RC-1CE para futuras aquisições
através do Sistema de Registro de Preços
CONTRATANTE: PREFEITURA MUNICIPAL DE CORNÉLIO PROCÓPIO
CONTRATADO: CASA DO ASFALTO DISTRIBUIDORA, INDUSTRIA E COMERCIO DE
ASFALTO LTDA
DATA: 09/07/2026
ASSINATURAS: Raphael Dias Sampaio - Prefeito
Ricardo Henrique Ramos - Representante
ITEM ESPECIFICAÇÃO UNID. VALOR VALOR
LICITADO ATUALIZADO
1 Emulsão asfáltica RC-1CE Litro MARCA
2 Emulsão asfáltica RC-1CE Litro C.A R$ 5,78 R$ 5,53
R$ 5,78 R$ 5,53
C.A
EXTRATO DO CONTRATO
Licitações e Contratos • Extrato de contrato
EXTRATO
3º TERMO ADITIVO – PRAZO E VALOR
CONTRATO Nº117/2024
PROCESSO Nº 180/2024
PREGÃO Nº 081/2024
CONTRATANTE: MUNICÍPIO DE CORNÉLIO PROCÓPIO
CONTRATADO: VOXCITY TECNOLOGIA LTDA
OBJETO: Contratação de empresa para prestação de serviços de comunicação unificada para atender as necessidades do Município de Cornélio Procópio, com comodato de aparelho telefônicos IP, siporte técnico especializado.
VIGÊNCIA: O prazo firmado no contrato será de 03 (três) meses, contados a partir de 22/06/2026 a 21/09/2026.
VALOR: O valor total do contrato é de R$ 37.500,00 (trinta e sete mil e quinhentos reais).
DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA: (73) 04.001.04.122.0002.2009.3.3.90.40.00 / 00000.00000.01.07.00.00.1.500.0000 - Recursos Ordinários (Livres), (244) 08.001.10.301.0007.2036.3.3.90.40.00 / 00303.00303.01.02.00.00.1.500.1002 - Saúde - Receitas Vinculadas (E.C. 29/00 - 15%) - BB 38380-5 - CEF 411-1 (F303), (407) 09.001.12.361.0006.2093.3.3.90.40.00 / 00104.00104.01.01.00.00.1.500.1001 - EDUCAÇÃO 25% SOBRE IMPOSTOS - BB 10280-6 - CEF 575256013-2 (F104).
DATA: 22/06/2026
ASSINANTE: Raphael Dias Sampaio – Prefeito
Diogo Bernarda Netto - Representante legal
EXTRATO DO CONTRATO
Licitações e Contratos • Extrato de contrato
EXTRATO DO 2º TERMO ADITIVO (PRAZO E VALOR)
CONTRATO Nº 0682024
PROCESSO Nº 129/2024
DISPENSA Nº 035/2024
CONTRATANTE: MUNICÍPIO DE CORNÉLIO PROCÓPIO.
CONTRATADA: RENTAL SAAS SERVIÇOS E SOLUÇÕES EM INFORMÁTICA LTDA
PRAZO: 12 MESES
DOTAÇÃO: 407) 09.001.12.361.0006.2093.3.3.90.40.00 / 00104.00104.01.01.00.00.1.500.1001 - EDUCAÇÃO 25% SOBRE IMPOSTOS - BB 10280-6 - CEF 575256013-2 (F104).
DATA DA ASSINATURA: 20 de junho de 2026.
ASSINANTES: RAPHAEL DIAS SAMPAIO
RUY OTTO BUSS
Lei nº 134/2026 - Institui o Plano Municipal pela Primeira Infância no Município de Cornélio Procópio - PR e dá outras providências.
Atos Oficiais • Leis
HOMENAGEADA
ORLIZA DE ALMEIDA PITELLI
Orliza nasceu em Lorena, estado de São Paulo no dia 05 de novembro
de 1920. Primogênita entre quatro irmãos, foi filha de Manoel Júlio de Almeida e
de Albertina de Almeida.
Veio com os pais e irmãos para a cidade de Cornélio Procópio no ano de
1947, e em 22 de janeiro de 1948 casou-se com Rosário Pitelli, e dessa bela
união nasceram três filhos que são; Julio Alberto o primogênito, Sergio Eduardo
e Horliza Maria.
Formada no Magistério, assim que chegou à cidade começou a dar aulas
no então Grupo Escolar Professor Lourenço Filho e, no início da década de 60,
tornou-se a diretora da Instituição e permaneceu no cargo até a sua
aposentadoria no ano de 1982, e simultaneamente lecionava também na Escola
Normal de Cornélio Procópio.
Dona Orliza assim carinhosamente chamada era uma apaixonada pelo
que fazia, e tinha um carinho especial pela Escola Lourenço Filho. Conhecida
pela firmeza e dedicação, é lembrada com carinho por seus ex-alunos, que
reconhecem o quanto sua atuação foi importante na formação acadêmica e na
vida como um todo.
Orliza deixou um legado de amor, dedicação e comprometimento com a
educação de Cornélio Procópio, marcando a história com sua trajetória
inspiradora e cheia de competência.
Deixou filhos, sete netas e quatro bisnetos, falecendo aos 97 anos de
idade no dia 30 de setembro de 2018.
À senhora Orliza, nosso profundo reconhecimento por mais de vinte
anos de dedicação, competência e lealdade à nossa educação municipal.
PALAVRA DO PREFEITO
RAPHAEL SAMPAIO
É com imensa satisfação e um profundo senso de responsabilidade que
hoje entregamos oficialmente o nosso primeiro Plano Municipal pela Primeira
Infância, que será a bússola das nossas ações de 2026 a 2036. Este não é
apenas um documento; é um compromisso inabalável com o futuro das nossas
crianças, especialmente aquelas com idades entre 0 a 6 anos de idade. A partir
de hoje, reafirmamos que o bem-estar delas é a nossa prioridade máxima.
Este plano representa uma promessa contundente: estamos decididos a
criar um ambiente seguro, acolhedor e estimulante, onde cada criança possa
crescer e se desenvolver plenamente. Sabemos que os primeiros anos de vida
são cruciais. É nesse período que se moldam as bases do desenvolvimento
emocional, social e cognitivo.
Portanto, não estamos medindo esforços!
Estamos mobilizando todas as secretarias municipais para garantir que
nossas crianças tenham acesso ao suporte necessário e à qualidade de vida que
merecem.
Nosso objetivo é claro: queremos um ambiente que promova a saúde, a
educação e o bem-estar de cada criança.
Temos um conjunto robusto de ações e programas planejados, focados
em atender às diversas necessidades de nossas famílias e em proporcionar
oportunidades reais de crescimento.
Estamos determinados a transformar este plano em realidade, com um
acompanhamento rigoroso e revisões bienais, como a lei estabelece.
Neste último ano, Cornélio Procópio tem avançado significativamente
em áreas vitais como educação, saúde e segurança. Esses progressos têm sido
reconhecidos pela população e nos enchem de orgulho.
Mas sabemos que nossa maior riqueza são nossas crianças! É nossa
responsabilidade, e um dever moral, priorizar ações que garantam seus direitos
e seu bem-estar.
Quero agradecer profundamente a todos os envolvidos na elaboração
deste plano, em especial a nossa Secretaria Municipal de Educação cuja
dedicação incansável foi fundamental para chegarmos até aqui.
Agora, o verdadeiro desafio que se apresenta, é assegurar que esses
programas se tornem uma realidade palpável no dia a dia de nossas crianças e
suas famílias.
Por isso, precisamos da colaboração de todos vocês, da equipe
municipal e, acima de tudo das famílias, que são essenciais nesse processo.
Vamos juntos transformar Cornélio Procópio em um lugar onde nossas
crianças possam não apenas sobreviver, mas prosperar!! O futuro se constrói a
partir de um presente repleto de oportunidades, e é a nossa missão garantir que
nenhuma criança fique para trás.
Conto com cada um de vocês nessa jornada!
Muito obrigado a todos!
PALAVRAS DA SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO
MARISA IOLANDA CONTI
Sabemos que os primeiros anos de vida de uma criança pequena são
cruciais para seu desenvolvimento e a base para um futuro de sucesso. A
infância é por excelência a fase mais inspiradora do ser humano em evolução.
E é nesse sentido que a criança precisa se destacar como sujeito pleno
de direito e prioridade em nossa gestão.
Com essa característica surge a necessidade de apresentarmos o
nosso Plano Municipal pela Primeira Infância. Nele afirmamos conjuntamente
com as demais secretarias, entidades e órgãos governamentais,
intersetorializando e articulando de forma eficaz, políticas públicas de qualidade
para crianças de até seis anos, colocando assim a infância no topo das
prioridades e a criança como protagonista do processo.
Como Secretária de Educação entendo que garantir uma educação de
qualidade, que se efetive através das interligações com outros setores, não é
apenas um dever, é um direito primordial da criança pequena e a base de todo
desenvolvimento potencial humano.
O PMPI não é um plano apena da educação, mas sim uma ação
integrada concisa e coerente entre os diversos setores pois acreditamos na
criança pequena e somos porta vozes de seus direitos, quebrando ciclos de
violência e de pobreza que aumentam as desigualdades e reduzem os direitos
tão importantes para o desenvolvimento físico, mental e emocional de nossos
pequeninos.
Esse Plano Municipal é um pacto do município construído há várias
mãos, para que cada criança de nossa cidade, tenha um começo de vida digna,
segura e feliz, determinando assim seguramente os primeiros seis anos de vida
bem como toda sua trajetória como ser humano completo e integrado na
sociedade.
Convido cada professor, cada família e cada cidadão a ser o guardião
desse plano no sentido de fazer valer cada direito assegurado e previsto, pois
juntos podemos fazer a diferença por nossas crianças hoje e sempre.
Gratidão!!!!
AGRADECIMENTOS
A elaboração deste documento não seria possível sem a participação e
colaboração de diferentes pessoas do poder público e da sociedade civil. A
Prefeitura Municipal de Cornélio Procópio agradece a todos os envolvidos no
processo de construção do Plano Municipal pela Primeira Infância, em especial:
às crianças, para quem este plano foi feito e que, por meio da
manifestação do seu olhar para a cidade e sua escola/CMEI, forneceram
subsídios importantes para sua elaboração, assim como com os belos
desenhos enviados.
às equipes dos Centros municipais de Educação Infantil (CMEI'S), e
Escolas Municipais, professoras e crianças que participaram efetivamente
do Projeto: Escuta das Crianças com desenhos e elaboração escrita de
cada projeto.
Câmara dos Vereadores, que participou ativamente do processo de
elaboração de toda a parte legal viabilizando o efetivo reconhecimento do
Plano Municipal Pela Primeira Infância.
Ao querido Professor Antonio Villas Bôas Neto, Procopense, também
economista e jornalista, cidadão nobre de nossa querida cidade de
Cornélio Procópio, que muito contribuiu com pronta disponibilidade na
revisão, correção e aprimoramento da escrita e elaboração desse Plano
Municipal pela Primeira Infância.
À professora Mara Peixoto Pessoa que nos "abriu a mente", a respeito da
necessidade desse olhar mais apurado e carinhoso para os direitos das
crianças dessa faixa etária, nos indicando caminhos e possibilidades de
conhecimento sobre políticas públicas e intersetorialidade.
À professora Santina Petrus Aguiar que contribuiu ricamente com histórias
e fatos de cidadãos importantes que fizeram história em nossa cidade nas
diferentes esferas assim como na educação.
A Horliza Pitelli filha da homenageada desse Plano Municipal Pela
Primeira Infância, que prontamente se disponibilizou a nos ajudar a
construir a breve biografia de sua querida mãe que muito contribuiu com
nossa querida cidade.
Ao Eduardo Lopes Lavado nosso querido "Touchê", Diretor de Cultura de
nossa cidade, graduado em Educação Física especializado em Educação
especial grande musico, instrumentista, compositor, produtor cultural,
diretor de som direto em cinema e publicidade e incentivador da cultura
em todos os sentidos, que muito colaborou para o levantamento de dados
da nossa cidade, e que contribuiu ricamente com a construção desse
Plano.
À nossa Secretária de Educação Marisa Iolanda Conti, que se apresenta
sempre disposta a articular com dedicação, organização e transparência
todos os aspectos ligados a educação e a primeira infância de nossa
cidade.
Ao setor da Educação Infantil nas pessoas de Karime Bueno Cruz
Migliorini, Léa Andreza Pirolo, Crislaine Souza Gomes e Bruna Luiza de
Andrade professoras do município, que não mediram esforços para a
construção desse Plano Municipal pela Primeira Infância com cuidado,
carinho, dedicação, com um único objetivo de propor um impacto
positivo no desenvolvimento das crianças, nossos pequenos munícipes
que são atendidos por todos os setores interligados...gratidão! Muita
gratidão! Sem vocês não seria possível a realização desse documento.
A todos os setores que compõe a Secretaria Municipal de Educação de
Cornélio Procópio, que contribuíram com informações pertinentes e de
grande valia para a composição de todos os dados.
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ................................................................................................. 12
NOVO OLHAR EDUCAR E CUIDAR............................................................ 14
PALAVRAS DA COMISSÃO INTERSETORIAL .............................................. 19
PRIMEIRA PARTE ........................................................................................... 21
1 Histórico da Cidade de Cornélio Procópio: Situação Econômica, Social e
Cultural; Setores Interligados ...................................................................... 21
SEGUNDA PARTE........................................................................................... 27
2.1 Relação dos Setores Interligados.......................................................... 27
2.3 Indicadores de Diagnóstico Municipal da Primeira Infância .................. 29
2.3.1 Secretaria Municipal de Educação ................................................ 29
2.3.2 Centro de Atendimento Educacional Especializado Visiaudio.... 79
2.3.3 Secretaria Municipal da Saúde...................................................... 80
2.3.4 Secretaria Municipal da Cultura e Turismo .................................... 88
2.3.5 Secretaria de Vigilância Sanitária.................................................112
2.3.6 Secretaria da Assistência Social ..................................................115
2.3.7 Fundação Municipal do Esporte de Cornélio Procópio (FECOP) .117
2.3.8 Secretaria Municipal de Planejamento e Infraestrutura
(SEMPLA) ............................................................................................ 121
2.3.9 Secretaria do Meio Ambiente e Agricultura (SEMAGRI).............. 124
2.3.10 Secretaria Municipal da Mulher, Criança, Adolescente, Juventude
e Idoso (SEMUCRI).............................................................................. 128
2.3.12 Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) ................ 132
2.3.13 Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente
(CMDCA).............................................................................................. 137
2.3.14 Conselho de Alimentação Escolar (CAE) .................................. 140
2.3.16 Conselho Municipal da Educação (CME) .................................. 145
2.3.17 Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) ................. 147
TERCEIRA PARTE ........................................................................................ 151
3 Plano Municipal pela Primeira Infância de Cornélio Procópio Decênio
2026 a 2036 .............................................................................................. 151
3.1 Estratégias e Metas a Serem Alcançadas pelas Secretarias e
Instituições ................................................................................................ 151
3.6 Projeto Escuta das Crianças ............................................................... 199
3.6.1 Escuta das Crianças: CMEI'S e Educação Infantil IV e V ........... 201
3.7 Monitoramento e Avaliação ................................................................. 202
3.8 17 ODS: Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.......................... 207
METODOLOGIA ............................................................................................ 209
CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................... 210
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .............................................................. 212
ANEXOS ........................................................................................................ 214
INTRODUÇÃO
A primeira infância contempla os seis primeiros anos da vida de uma
criança. Nesses seis primeiros anos de vida acontece o amadurecimento do
cérebro, aquisição de movimentos estruturados, evolução das habilidades e
aprendizados em se tratando do início das relações afetivas e sociais.
Um dos aspectos essenciais do ser humano é a aprendizagem, iniciado
logo após ao seu nascimento, tendo em vista que nos primeiros anos de vida, as
crianças passam a assimilar informações importantes comuns ao seu
desenvolvimento e dessa forma, vivenciam uma fase intensa de descobertas,
explorando o mundo a sua volta e enriquecendo suas habilidades e seus
conhecimentos.
Portanto nesse período da infância, o mundo da realidade da criança se
revela para ela de forma crescente, gradativa e com bases em boas experiências
de vida. É importante salientar que proporcionar boas experiências e estímulos
para as crianças durante a primeira infância é fundamental para que haja um
desenvolvimento global e gradativo, mudando um olhar de enfoque para o
mundo que a cerca e suas necessidades.
Criança é criança em qualquer contexto e independente do lugar em que
ocupa no mundo ou no período histórico em que esteja inserida. Nesse contexto
é importante fazer uma alusão ao contorno histórico da infância e suas
peculiaridades dentro da concepção de desenvolvimento humano, para que seja
possível entender a evolução e a importância que a criança pequena adquiriu
dentro da sociedade.
A história da infância sofreu avanços significativos ao longo do tempo, e
também foi e é marcada por grandes desafios. Por um grande período na
história, a criança era vista como um ser limitado e não dotado de pensamentos
próprios, nem desejos latentes.
Na idade Média, Áries (1981), autor pioneiro nesse campo da história da
criança, diz que, as crianças eram vistas como "adultos em miniatura", eram
vestidas e expostas aos costumes adultos, não havendo um tratamento
diferenciado para elas nem para "seu próprio mundo", eram seres "desajeitados"
até mesmo por conta de suas vestimentas também adultizadas. Nesse período
não existia um atendimento da infância relacionada a uma particularidade
infantil, sendo assim não havia um olhar mais carinhoso, muito menos um
atendimento que se relacionasse com suas necessidades próprias.
A noção de infância como um período especial e distinto não existia, e
as crianças eram frequentemente incluídas nas atividades e responsabilidades
dos adultos e da família, desenvolvendo até papéis com uma importância que
não lhes cabia. Por isso a infância seria não apenas uma fase caracterizada
por questões biológicas, mas estaria intrinsicamente ligada a processos
históricos representados por mudanças na família e na sociedade, como
facilmente encontramos em estudos direcionados a esses aspectos.
Diante dessa perspectiva por muitos séculos, as crianças foram vistas
como sujeitos sem direitos na sociedade, e muitas foram à luta para que hoje
elas pudessem ter acesso a serviços básicos de saúde, lazer, cultura, educação
de qualidade, entre outros.
Contudo por volta do século XVIII começou a surgir um sentimento de
que era necessário um "novo" olhar para a criança; dessa forma a mesma
passou a ser vista com singularidade, como um ser que existe e possui
sentimentos. Portanto neste contexto, a criança passa a ser amada e educada
com base nos desejos dos pais e da família, que se responsabilizam pelo futuro
da mesma criança na sociedade.
Em 1948, portanto, a Organização das Nações Unidas (ONU) promulgou
a Declaração dos Direitos Humanos, que apresentou uma necessidade de se
adequar os direitos gerais com relação a todas as particularidades e seu
desenvolvimento infantil. Mais tarde em 1989 foi então adotada pela ONU a
Convenção sobre os Direitos da criança.
Em âmbito nacional de acordo com o Artigo 277 da Constituição Federal:
é dever da família, da sociedade e do estado assegurar à criança, ao
adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à
alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade,
ao respeito, à liberdade e a convivência familiar e comunitária, além de colocá-
los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência,
crueldade e opressão.
Já em 1990, na Lei nº 8.069/90 considerada uma legislação relacionada
à proteção e direitos fundamentais da criança, foi aprovado o Estatuto da Criança
e do Adolescente (ECA), reforçando assim que seja assegurado legalmente o
acesso das crianças aos seus direitos fundamentais.
A educação infantil então objetiva o desenvolvimento integral da criança,
englobando os aspectos físicos, psicológicos, intelectuais e sociais, vinda ao
encontro da Leis de Diretrizes e Bases da Educação que também estipula e
preza pela indissociabilidade do cuidar e educar, promovendo ações práticas
educativas que sejam sensíveis à afetividade e ao desenvolvimento global dos
infantes. Dessa forma compreendemos que o educar e cuidar são inseparáveis
ao desenvolvimento global da criança.
Também nessa mesma linha de avanço, veio a Lei nº 13.257/16 o Marco
Legal para a Primeira Infância, que visa desenvolver políticas públicas
principalmente na primeira infância, com ações eficazes para o desenvolvimento
aos direitos das crianças com suas diretrizes específicas. Dentro dessas
considerações do Marco, foi instituído o Plano Nacional pela primeira Infância
(PNPI), que visa uma vida plena, e para isso, orienta ações de promoção dos
direitos da infância através de uma articulação intersetorial.
NOVO OLHAR - EDUCAR E CUIDAR
Antonio Villas Bôas Neto
Na qualidade de professor e historiador da querida Cornélio
Procópio, estou honrado pelo convite da Secretaria municipal de Educação para
apresentar este trabalho conjunto realizado entre o Poder Público através de
suas Secretarias e Conselhos, sociedade constituída e famílias, trabalho este
que denota com abrangência um novo olhar para a educação básica, sendo
desafio para a gestão municipal.
É importante ressaltar que, para que um município caminhe rumo a um
progresso crescente e de qualidade, é preciso foco na educação de seus
munícipes, principalmente no que diz respeito ao pleno desenvolvimento do ser
humano com ênfase na primeira infância.
Nessa perspectiva, as políticas públicas e serviços intersetoriais
envolvem cooperação entre os agentes governamentais e não-governamentais,
visando integrar saberes e recursos para atendimento integral das crianças,
colocando-as como centro de atenção diante dos problemas complexos que
enfrentam.
Dentro dessa vertente, surge por regulamentação o Plano Nacional pela
Primeira Infância, o PNPI, fundamental para a garantia dos direitos das crianças,
conforme estabelecido na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do
Adolescente (ECA), que vem numa decisão soberana por parte da Secretaria
Municipal de Educação e Prefeitura Municipal locais, se fazer cumprir com
plenitude, as deliberações da legislação vigente de atenção às crianças, visando
seu bem-estar e tudo o que regulamenta constitucionalmente à infância, através
do seu Plano Municipal pela Primeira Infância.
Com esse Plano, surge em Cornélio Procópio, a oportunidade de grande
conquista para o desenvolvimento infantil, a intensificação da intersetorialidade
na prática, ou seja, a articulação entre órgãos ligados à educação e outros que
atuam no atendimento da faixa etária de zero a seis anos, sendo a melhor forma
para responder às demandas das famílias de maneira integrada. E o que é mais
importante, o Plano inclui a voz das crianças, de seus cuidadores e da sociedade
organizada.
Criança não é adulto em miniatura, nem adulto em gestação, mas sim
um ser humano em processo de transformação, crescimento e desenvolvimento
no sentido mais amplo da palavra, e com necessidades próprias de cada fase.
Nesse contexto vale lembrar, que esse desenvolvimento global pelo qual a
criança passa desde seu nascimento, contribui para formar o que ela sabe e o
que ela será no futuro.
Diversos campos do conhecimento já demonstram a relação existente
entre o potencial genético que a criança traz ao nascer e as interações que
ocorrem no ambiente em que vive. A criança e suas características individuais
são resultados desses pontos. Também está provado por estudo e
cientificamente, que boa alimentação e os estímulos que a criança recebe são
de extrema importância de forma geral e, em especial, as experiências vividas
na primeira infância entre o nascimento e o sexto ano de vida.
Esses fatores influenciam diretamente nas estruturas cerebrais que
terão papel fundamental no restante da sua vida. É por isso que nessa etapa,
cada criança aprimora sua capacidade de aprender, de participar, de se
relacionar, de se expressar e explorar, de brincar e de se conhecer, não
significando, contudo, que ao nascer em uma família com vulnerabilidade social
e econômica, essa criança fique em desvantagem por toda vida. Diante disso,
entende-se que a primeira infância é a fundação, o alicerce do bom
desenvolvimento, mantendo essa estrutura ao longo da vida escolar e social.
Nesse olhar técnico, as ações conjuntas e intersetoriais se fazem
extremamente necessárias na criação de interfaces e parcerias com diferentes
setores e instituições no objetivo de enfrentar problemas complexos que não
conseguem ser resolvidos apenas por um órgão/setor ou até mesmo pela política
pública de modo a sanar totalmente o problema. Desse modo, a
intersetorialidade busca superar a fragmentação e promover resposta
coordenada, onde ações de diferentes setores se complementam e se reforçam
mutuamente. O monitoramento e avaliação do processo são fatores
importantíssimos.
Entendo também, que ao trabalhar de forma intersetorial, as políticas
públicas podem ser mais abrangentes, eficientes e ajustadas às reais
necessidades dos munícipes, promovendo desenvolvimento social mais
equilibrado e sustentável.
Com esta abordagem, o Estado brasileiro passou a reconhecer a
Seguridade Social e, consequentemente, as políticas públicas de Saúde e de
Assistência Social, segundo o artigo 194, caput da Constituição Federal, como
"um conjunto integrado de iniciativas dos poderes públicos e da sociedade,
destinado a assegurar os direitos relativos a saúde, a previdência e a assistência
social".
Ainda, de acordo com a Lei Nacional 13.257/2016, onde em caráter
obrigatório designa que cada Município elabore de forma plena o seu próprio
Plano Municipal destinado à Primeira Infância, o PMPI para crianças de zero a
seis anos de idade, - nos faz entender, que esse período é um dos mais
importantes para o desenvolvimento integral da criança. Nesses seis primeiros
anos de vida da criança, é o período em que acontecem as maiores
transformações neurológicas, sociais, emocionais, pedagógicas, éticas e
culturais e essas transformações determinarão o seu futuro educacional em todo
processo de crescimento.
Em linha, no entanto, com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
(ODS) e com o que traz o Marco Legal da Primeira infância, é de suma
importância a consonância com o Plano Municipal da Primeira Infância, sendo
elemento-chave no desenho e na implementação de programas, políticas e
serviços qualificados para essa etapa da vida. O PMPI é justamente um
instrumento de gestão para implementação de políticas públicas, capaz de
fortalecer direitos e permitir um olhar mais apurado da infância no município.
Diante disso, na elaboração do PMPI, é fundamental que o Município
lance um novo olhar para as crianças de modo a enxergar e ver além do que
parece óbvio. Essa análise mais profunda, permitirá entender as necessidades
reais da população, e em especial das crianças de zero até seis anos, permitindo
assim que o Plano consiga obter ações com mais agilidade, articulando-se com
outros órgãos, reduzindo a segmentação, que muitas vezes prejudica os
serviços dirigidos à primeira infância.
Quero destacar ainda, que com base nesse prisma, foi elencado alguns
órgãos e segmentos para contribuir nesse processo. São eles: Secretaria da
Educação, Secretaria da Saúde, Secretaria de Assistência Social, Secretaria do
Esporte (FECOP), Secretaria da Cultura, Secretaria de Planejamento e
Infraestrutura (SEMPLA), Secretaria do Meio Ambiente (SEMAGRI), Secretaria
Municipal da Criança, Adolescente, Idoso e Mulher (SEMUCRI), Conselho
Tutelar, Vigilância Sanitária, Conselho Municipal de Pessoas com Deficiência,
Conselho de Alimentação Escolar (CAE), Centro de Referência da Assistência
Social (CRAS), FUNDEB, Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) -
que para a construção efetiva do Plano Municipal da Primeira Infância
organizaram reuniões, seminários, troca de e-mails e conversas com
representantes de cada segmento e órgão municipal, cujo material especifico de
cada um já foi estudado.
Foi realizado também, levantamento de dados na apresentação de
algumas propostas no sentido de se conhecer o que cada segmento/órgão já
dispunha como prática social e ações, destacando a importância e definição de
prioridades. A partir dessas reuniões, uma Comissão Intersetorial foi constituída,
e pelos estudos definiram-se número de prioridades por metas e estratégias para
seu alcance no percurso de dez anos (2026-2036), como rege a legislação que
embasa esses procedimentos legais e disposições normativas.
Assim, diante desse trabalho do Plano Municipal da Primeira Infância-
PMPI implantado para o período 2026/2036, que será reajustado bienalmente ou
quando necessário, nos abre sentimento de esperança coletivo para uma
educação de qualidade e respeito às individualidades, e por oportuno,
parabenizo o Poder Público de Cornélio Procópio através das suas Secretarias
e demais órgãos, e sociedade organizada, pois o Plano com certeza,
proporcionará bem-estar às crianças e cuidará para formar munícipes educados
e responsáveis para o enfrentamento das vicissitudes que a vida nos impõe.
PALAVRAS DA COMISSÃO INTERSETORIAL
A construção do Plano Municipal da Primeira Infância é essencial para
planejar ações com foco na garantia do desenvolvimento integral das crianças.
Nesse processo é de suma importância a intersetorialidade das políticas
públicas, unindo Saúde, Educação, Assistência Social, Esporte, Lazer, Cultura,
entre outras, para que o cuidado com a primeira infância seja completo e
integrado. Entendemos que o trabalho em conjunto fortalece vínculos e aproxima
as pessoas, enaltecendo os saberes e aumento a troca de ideias pois nenhuma
política setorial isolada consegue atender integralmente as demandas
complexas da sociedade.
Nesse sentido o papel da nossa comissão é e sempre foi a de conectar
diferentes áreas para que possamos focar em resultados que beneficiem a
população como um todo, unindo esforços e mostrando que quando estamos
juntos, as boas iniciativas têm mais eficácia.
Isabella Baraldi e Andréa Canônico e Leandro Bueno
1. PRIMEIRA PARTE
1 - HISTÓRICO DA CIDADE DE CORNÉLIO PROCÓPIO, SITUAÇÃO
ECONÔMICA, SOCIAL E CULTURAL; SETORES INTERLIGADOS.
1.1 - Cornélio Procópio Paraná: história, crescimento econômico social e
cultural
A história de Cornélio Procópio está intrinsicamente ligada a construção
da ferrovia São Paulo Paraná e a figura do Coronel Cornélio Procópio de Araújo
Carvalho. O Município surgiu a partir do povoamento em torno da estação
ferroviária inaugurada em 1930, que recebeu o nome em homenagem ao
Coronel. A emancipação política ocorreu em 1938 com a instalação do Município
em 15 de fevereiro do mesmo ano, desmembrado assim de Bandeirantes.
Seu primeiro prefeito nomeado, depois o primeiro eleito, o agrimensor
Dr. Francisco Lacerda Júnior.
A agricultura era a atividade principal e o café foi o destaque que
contribuiu para Cornélio Procópio, a cidade construída por portugueses e
espanhóis, em sua maioria mineiros e paulistas, fosse denominada de "Capital
Mundial do Café".
Cornélio Procópio é um importante centro urbano na região, com
destaque para o comércio, a agropecuária e a indústria.
A cidade também é conhecida por sua relevância no cenário estudantil
e por ser um polo de eventos e negócios.
Tem uma área de 635,10 km2, e localiza-se na latitude sul e na longitude
oeste, com população estimada em (46.928 habitantes).
A cidade contempla duas Universidades Públicas: a Universidade
Estadual do Norte do Paraná Campus de Cornélio Procópio; e Universidade
Tecnológica Federal do Paraná Campus de Cornélio Procópio. E conta com
Faculdades privadas; a Faculdade Cristo Rei-FACREI, Faculdade Dom Bosco,
UNICESUMAR Polo em Cornélio Procópio com educação a distância,
UNOPAR/ ANHANGUERA Polo em Cornélio Procópio com educação a
distância também.
Os Municípios que fazem limite com nossa cidade são: Leópolis, Santa
Mariana, Nova Fátima, Nova América da Colina e Uraí.
As características geográficas são:
Quadro 1. Dados geográficos da cidade de Cornélio Procópio
Área Total: 635,10 km2
População Total: 47.840 habitantes
Densidade: 75,3 hab / km2
Clima: subtropical
Altitude: 658 m
Fuso horário: Horário de Brasília.
Indicadores do IDH: 0,759 alto
Demografia do Município: População Total: 46.928
Urbana: 44.308
Rural: 2.620
Homens: 22.697
Mulheres: 24.331
Bandeira da cidade de Cornélio Procópio
Brasão de Armas do Município de Cornélio Procópio, Paraná, Brasil.
1.2 - Eventos Populares e Turismo
Cornélio Procópio PR promove todo ano o Carnaval de rua, onde o
evento atrai muitos visitantes inclusive das cidades adjacentes.
Conta também com a Mata São Francisco que é uma área de preservação
ambiental com 832,57 hectares, formada por floresta estacional (Mata Atlântica);
tem também como possibilidade, o lindo Bosque Municipal Manoel Júlio de
Almeida, criado em 1967 com a área de 9,8 hectares com as mais ricas espécies
nobres de fauna e flora. Possui infraestrutura para passeios, lazer, exercícios
físicos, distração e visitação de escolas e Cmeis, sendo assim um instrumento
de educação para a preservação e manutenção da vida.
Mata São Francisco Bosque Municipal "Manoel Júlio de Almeida"
O famoso monumento Cristo Rei, com uma magnífica vista panorâmica
da região, abriga a maior estátua de bronze da América Latina; ele possui uma
altura total de 23,80m, e situa-se no centro da praça para pedestre que
contempla um dos mais lindos entardeceres, contendo jardins com flores,
bancos, iluminação, parque infantil, pista de skate e via livre de acesso de
veículos com estacionamento.
Monumento Cristo Rei
A arquitetônica Catedral Cristo Rei, em um estilo romântico, na nave
interior encontra-se a imagem do "Cristo Rei do universo", esculpida em madeira
policromada e detalhes em ouro.
Catedral Cristo Rei
Conta também com o Museu Natural Mozart de Oliveira Vallim, localizado
no centro da cidade, com uma variedade de animais taxidermizados
(empalhados), criado em 2002 com o objetivo de promover a interação plena
entre o homem e o meio ambiente. São 300 exemplares, distribuídos em cinco
dioramas Pantanal, Cerrado, Mata Atlântica, Amazônia e Exótico , com
vegetação e substrato correspondentes à cada região. Os monitores orientam e
fornecem aos visitantes de todas as idades informações sobre os biomas e seus
componentes e sobre o comportamento dos animais.
Os deficientes visuais têm a oportunidade de manipular as peças para
identificação das espécies. O som de cantos de aves e de vocalização animal
embalam as visitas. O museu conta também com exposições de arqueologia,
antropologia indígena, osteologia comparativa, embriologia, artes plumárias,
artefatos e trançados dos silvícolas amazônidas, onde os visitantes também são
orientados por guias.
Museu Natural Mozart de Oliveira Vallim
O Lago São Luiz, local onde moradores tiram o dia para relaxar em
pescarias, e onde idosos podem fazer caminhadas com tranquilidade. Alguns
levam os filhos para se divertirem em contato com a natureza sendo um marco
para a cidade, atraindo turistas para conhecer e passar momentos agradáveis
no local.
Lago São Luiz
1.3 - Crescimento Econômico e Industrial
Cornélio Procópio situado no Norte Pioneiro do Paraná, tem mostrado um
crescimento econômico significativo, com destaque para o desempenho do PIB
e a consolidação como polo educacional regional. Cornélio se destaca como um
centro importante para o comércio e a economia criativa, abriga um número
significativo de micro e pequenas empresas e de estudantes e imóveis para
locação.
O PIB de Cornélio é de 1.81 bilhão de reais com um crescimento de
104% em relação aos anos anteriores. Nos últimos dez anos o crescimento
nominal do nível de atividade da cidade foi de 28,8% (VER) nos últimos cinco
anos. O município tem um PIB per capta de R$ 37.882,76 e um IDHM de 0,759.
O Plano Municipal Pela Primeira Infância está alinhado em termos
temporais e de conteúdo aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Fixados de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), em agosto de
2015, do qual o Brasil é signatário. Essa conformidade demonstra o
compromisso de Cornélio Procópio com a sustentabilidade global.
2. SEGUNDA PARTE
DIAGNÓSTICO DA REALIDADE DA PRIMEIRA INFÂNCIA NO MUNICÍPIO DE
CORNÉLIO PROCÓPIO SECRETARIAS, DEPARTAMENTOS E ÓRGÃOS
DA REDE MUNICIPAL.
2.1 - Relação dos Setores Interligados
SECRETARIAS / ÓRGÃOS / REPRESENTANTES
ENTIDADES
1. SECRETARIA MUNICIPAL DE MARISA IOLANDA CONTI
EDUCAÇÃO
2. SECRETARIA MUNICIPAL DA CLAUDIANE ANDRADE
SAÚDE
3. SECRETARIA DA ASSISTÊNCIA EMERSON CARAZZAI FONSECA
SOCIAL
4. FUNDFAÇÃO DO ESPORTE DE
CORNÉLIO PROCÓPIO LEANDRO BUENO
(FECOP)
5. SECRETARIA DE
PLANEJAMENTO / JOÃO MAURÍCIO FERRAREZI
INFRAESTRUTURA (SEMPLA)
6. SECRETARIA DA VIGILÂNCIA TANIA LANGER
SANITÁRIA
7. CONSELHO TUTELAR IRACILDA T. SAGGIN
8. SECRETARIA MUNICIPAL DA
CRIANÇA, ADOLESCENTE, LUCIENE RIBEIRO
IDOSO E MULHER (SEMUCRI)
9. SECRETARIA DO MEIO LUIZ GILHERME BRAGA
AMBIENTE (SEMAGRI)
10. CRAS - CENTRO DE ANDREA CANONICO
REFERÊNCIA DA ASSISTÊNCIA
SOCIAL ANA PAULA ROSA DE OLIVEIRA
11. CONSELHO MUNICIPAL DOS VANDERLEIA DA SILVA
DIREITOS DA CRIANÇA E DO OLIVEIRA
ADOLESCENTE (CMDCA)
SIMONE AGNOLLETI
12. UNIVERSIDADE DO NORTE DO
PARANÁ UENP
13. CONSELHO DE
ACOMPANHAMENTO E
CONTROLE SOCIAL
CACS/FUNDEB
14. CONSELHO MUNICIPAL DE SIMONE AGNOLLETI
EDUCAÇÃO - CME
15. CONSELHO DE ALIMENTAÇÃO
ESCOLAR - CAE2 TANIA F. PEREIRA
RUY SAMPAIO / EDUARDO
16. SECRETARIA MUNICIPAL DA LOPES TOUCHÊ
ESTELA CAETANO LAMIN
CULTURA E TURISMO VIEIRA
17. CENTRO DE ATENDIMENTO
ESDUCACIONAL
ESPECIALIZADO - VISIAUDIO
2.3 - INDICADORES DE DIAGNÓSTICO MUNICIPAL DA PRIMEIRA INFÂNCIA
2.3.1 - SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
A Secretaria Municipal de Educação de Cornélio Procópio hoje conta
com uma equipe de 29 profissionais, sendo 4 profissionais com cargos
comissionados e 25 profissionais com função gratificada que fazem parte da
Rede de Ensino. Essa equipe é composta e dividida em setores: Educação
Infantil, Ensino Fundamental, Rede de Proteção, Educação Especial, Equipe
Técnica e Equipe do setor da Nutrição.
Cada setor possui suas atribuições que são:
Educação Infantil
O setor da Educação Infantil é composto por profissionais da rede
municipal, compreendendo quatro professoras com formação acadêmica
compatível com o cargo. Cada profissional dentro de sua característica e
habilidade, desenvolve trabalhos pertinentes ao setor que compreende:
Cumprir com a Lei da Central Única de Vagas;
Receber e conferir documentação entregue pelas famílias;
Atender na recepção e por telefone os familiares para devolutiva quanto
a pontuação e colocação em fila de espera;
Alimentar a fila de espera semanalmente para a publicação;
Interlocução com demais serviços / políticas em relação a central
(Conselho Tutelar, CRAS, Saúde e outros);
Coordenar o Infantil IV e V, dando apoio pedagógico e técnico para
Supervisoras e Professoras no que se refere aos infantis dentro do
contexto das escolas;
Contribuir com o setor e demais técnicas no que se refere ao Cmei e na
construção do Plano Municipal Pela Primeira Infância.
Visitar frequentemente as escolas com cronograma e agendamento
prévio com as instituições;
Orientar e fazer feedback direto aos diretores, supervisores e professores
sobre o desenvolvimento do currículo e do método de ensino;
Implementar projetos e programas educacionais definidos pela
Secretaria;
Identificar e organizar formações continuada dos profissionais da
educação, seguindo as demandas com base nas observações e análise;
Planejar e executar cursos e momentos de estudo para professores e
equipes gestoras;
Trocar experiências e boas práticas entre as escolas;
Fazer canal de comunicação entre a Secretaria de Educação e as
unidades escolares, garantindo o fluxo de informações e o alinhamento
das ações;
Organizar reuniões na Secretaria e nas escolas para discutir e deliberar
sobre questões pedagógicas;
Auxiliar na resolução de desafios pedagógicos e administrativos;
Produzir relatórios detalhados das visitas às escolas e Cmeis, contendo
observações, análises e recomendações;
Elaborar documentos pedagógicos da Secretaria;
Levantar dados contínuos da necessidade de professores para as
diversas unidades escolares;
Elaborar e acompanhar a publicação dos editais de Processo Seletivo
Simplificado (PSS) para a contratação de docentes temporários;
Coordenar e distribuir a convocação dos professores selecionados nos
chamamentos do Processo Seletivo Simplificado (PSS);
Conhecer a legislação educacional vigente (LDB, BNCC, pareceres e
resoluções do CNE);
Acompanhar Avaliações Externas SAEB;
Acompanhar a aquisição e implementação dos percursos das crianças e
das bússolas dos professores do "Método de Abordagem Reggio Emilia"
para a rede de ensino;
Colaborar e Construir o Plano Municipal pela Primeira Infância em
parceria com todas as secretarias interligadas com a educação, políticas
públicas e órgãos e entidades não governamentais;
Organizar a criação e postagem de mídias digitais para a informatização
de documentos e o compartilhamento de informações com as instituições
de ensino;
Formular relatórios, gráficos e tabelas a partir do envio das respostas
sobre o PMPI;
Organizar cronogramas de formações, visitas e reuniões;
Promover e/ou organizar formações para professores regentes da rede,
com foco no Método de Abordagem Reggio Emília;
Realizar visitas frequentes às Escolas e Cmeis para observar os Planos
de Trabalho Docentes e as práticas pedagógicas em sala de aula e nos
demais ambientes de aprendizagem;
Ser o principal canal de comunicação entre a Secretaria de Educação e
os profissionais que atuam nas unidades escolares, garantindo o fluxo de
informações e o alinhamento das ações;
Fazer atendimento sob protocolo às famílias e servidores da rede;
Atender a recepção;
Fazer levantamento de funcionários PSS / efetivos e alunos matriculados
na rede semanalmente.
A Central Única de Vagas da Secretaria Municipal de Educação de
Cornélio Procópio segue o disposto na Lei Federal nº 14.851/2024 e na Lei
Municipal nº 595/2024, ambas instituídas com o objetivo de garantir maior
transparência, equidade e organização no processo de distribuição de vagas na
Rede Municipal de Educação Infantil (CMEIs) do município.
Conforme estabelece a Resolução nº 03/2024, composta por 15 artigos,
o documento orienta, de forma clara e objetiva, que o Município deve respeitar
as diretrizes, normas e critérios previstos para o cadastramento, classificação e
efetivação de matrícula nas unidades de Educação Infantil.
O Art. 2º dispõe que o cadastramento ocorre em três etapas:
* Etapa 1 Cadastro de Vagas:
Realizado na Central Única de Vagas, junto à Secretaria Municipal de
Educação. Nessa etapa, o responsável legal pela criança escolhe a unidade de
interesse. Destaca-se que a escolha não está vinculada ao georreferenciamento
municipal, permitindo que as famílias optem por CMEIs cuja localização melhor
atenda às suas necessidades, especialmente relacionadas ao local de trabalho.
* Etapa 2 Análise e Classificação:
A família preenche um formulário avaliativo contendo 17 critérios
definidos em Resolução, utilizados para classificação das vagas ofertadas nas
11 unidades de CMEIs do município e distrito. A pontuação é atribuída conforme
os critérios apresentados, sendo o de maior peso a comprovação de que ao
menos um dos responsáveis legais está em atividade de trabalho.
* Etapa 3 Efetivação da Matrícula:
A matrícula é oficializada após os encaminhamentos da Secretaria
Municipal de Educação para a unidade escolhida, desde que a criança tenha
completado 6 meses de idade no ato da matrícula.
O documento está estruturado em 7 títulos, que tratam dos seguintes temas:
1.Do Cadastro de Vagas: O Cadastro de Vagas deve ser preenchido
presencialmente na Secretaria Municipal de Educação pelo responsável legal da
criança, mediante apresentação de documentos comprobatórios, que serão
anexados ao sistema da Central Única de Vagas. Documentos necessários para
o cadastro. Da criança: Certidão de Nascimento; termo de Guarda ou Tutela
(definitivo ou provisório) nos casos aplicáveis; documento de acolhimento
institucional, quando houver; declaração de Vacinação atualizada; laudo médico,
quando existir diagnóstico, com assinatura e CRM do profissional responsável.
Do responsável legal: declaração de trabalho formal (emitida pela empresa
contratante) ou informal (emitida pela Secretaria Municipal de Educação);
comprovante de vínculo como Servidor Público, quando aplicável; comprovante
de participação em Programas Sociais, se houver.
2.Do Preenchimento das Vagas: A ficha de cadastro será
disponibilizada pela Secretaria Municipal de Educação (SEMED). O responsável
legal deverá preencher indicando as opções de preferência. Havendo
disponibilidade de vaga conforme a opção escolhida, a Secretaria de Educação
emitirá parecer e o encaminhará ao Centro Municipal de Educação Infantil
(CMEI) para que a chefia imediata formalize a matrícula.
A redistribuição das vagas que eventualmente venham a surgir seguirá
o critério de proximidade do endereço informado no cadastro, priorizando o
acesso das crianças à unidade mais próxima de sua residência, conforme
previsto nas diretrizes de organização da rede municipal. Caberá à Secretaria de
Educação entrar em contato com a família para informar a possibilidade da vaga.
3. Da Matrícula: No ato da matrícula, deverão ser apresentados os
seguintes documentos: da criança (cópias), Certidão de nascimento; Termo de
guarda ou tutela (quando houver); Número de Identificação Social (NIS); Cartão
do SUS; Declaração de vacinação emitida pela unidade de saúde; Laudo
médico, caso possua diagnóstico com CID; Documentos que comprovem
participação em programas ou benefícios sociais (se houver). Do responsável
legal: RG e CPF, comprovante de residência.
Pais menores de idade: Pais adolescentes deverão estar acompanhados de
seu responsável legal para a efetivação do cadastro. Deverão apresentar
declaração de trabalho da empresa em que atuam ou declaração de trabalho
autônomo emitida pela SEMED. Ressalta-se que parentes não poderão assinar
como testemunha para evitar conflito de interesses e garantir a veracidade das
informações.
Da moradia: Será necessário apresentar comprovante de residência. Caso o
documento não esteja no nome do responsável legal, deverão ser apresentadas
correspondências que comprovem o vínculo com o endereço no prazo de até 5
dias, podendo haver tentativas de verificação em dias e horários diferentes.
O não comparecimento do responsável legal para a efetivação da
matrícula implicará acionamento do Conselho Tutelar por parte da chefia
imediata, o qual comunicará a Secretaria de Educação para as medidas cabíveis.
Esgotadas todas as tentativas de contato e permanecendo a ausência de
manifestação da família, esta será orientada a comparecer a Secretaria de
Educação para formalizar a desistência da vaga, sendo informada de que o
retorno ao cadastro ocorrerá mediante novo pedido, passando novamente para
a lista de espera.
Do Preenchimento das Vagas: A ficha de cadastro é disponibilizada
pela SEMED, para tanto serão atribuídas as opções indicadas pelo responsável
legal no preenchimento dela, existindo a disponibilidade da vaga da opção
desejada a Secretaria de Educação envia o Parecer para o Centro de Educação
Infantil (CMEI) e a chefia imediata formalizara a matrícula. A redistribuição das
vagas que possivelmente estiverem disponíveis, seguirá o critério da
proximidade do endereço disponibilizado no cadastro, ficando sob a
responsabilidade da Secretaria de Educação entrar em contato com a família.
4. Das Transferências: O responsável legal poderá solicitar a
transferência da criança regularmente matriculada em um CMEI, sendo a
concessão analisada e deferida pela SEMED. A transferência ocorrerá mediante
disponibilidade de vaga na turma e na instituição desejada. Critérios para
transferência - A criança deve estar matriculada e frequentando a unidade de
origem há, no mínimo, 6 meses; Existência de irmãos matriculados em CMEIs
diferentes; Mudança de endereço comprovada; A transferência dependerá da
existência de vaga conforme a demanda e capacidade de atendimento da
unidade de destino.
5. Da Classificação: As vagas nos Centros Municipais de Educação
Infantil serão oferecidas atendendo a opção indicada pelos responsáveis no ato
do cadastro, respeitando preferencialmente e atendendo o georreferenciamento
utilizado no endereço, a organização de turmas, faixa etária e critérios de
vulnerabilidade, priorizando a seguinte ordem: extrema vulnerabilidade social,
responsável legal, programas sociais e saúde.
6. Dos Critérios de Desempate: Para cadastro de vaga nos Centros
Municipais de Educação Infantil, estabelecem os seguintes critérios de
desempate: maior tempo de inscrição na Central Única de vagas, maior idade da
criança, maior número de filhos.
7. Da Atualização do Cadastro: O responsável legal deverá atualizar
os dados na SEMED em caso de mudança de endereço, telefone, trabalho e
opção do Cmei de escolha, realizando assim formalmente o pedido de troca de
Cmei.
8. Das Disposições Finais: A lista de espera por vagas nos Centros
Municipais de Educação Infantil CMEIs será publicada no Portal da
Transparência da Prefeitura Municipal de Cornélio Procópio, devendo ser
atualizada quatro vezes ao mês semanalmente, sempre às sextas-feiras. As
vagas serão destinadas às crianças cujos responsáveis legais comprovem
residência no Município de Cornélio Procópio, mediante apresentação de
documentação comprobatória atualizada. As crianças não contempladas com
vaga permanecerão na lista de espera, observando-se a ordem de inscrição e
os critérios estabelecidos neste regulamento. Este regulamento entra em vigor
na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
O processo de preenchimento das vagas nos Centros Municipais de
Educação Infantil (CMEIs) deverá observar criteriosamente a faixa etária das
crianças e a capacidade física de cada unidade, garantindo a adequada
distribuição das turmas e o cumprimento das normas de segurança e bem-estar
infantil.
Essa organização segue as diretrizes estabelecidas pela Deliberação nº
02/2014 do Conselho Estadual de Educação, que orienta a oferta de vagas de
forma compatível com o espaço pedagógico disponível e com a idade apropriada
para cada etapa da Educação Infantil.
Além disso, o processo busca assegurar o princípio da equidade,
oferecendo igualdade de oportunidades no acesso à Educação Infantil,
respeitando critérios técnicos e legais que visam o melhor aproveitamento dos
recursos públicos e a qualidade do atendimento às crianças.
Terão direito à matrícula no mesmo Cmei os irmãos gêmeos que forem
contemplados no processo de distribuição de vagas, de modo a garantir a
convivência familiar e a continuidade do vínculo afetivo no ambiente escolar.
Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as
disposições em contrário.
Os indicadores da Educação Infantil em Cornélio Procópio
Os indicadores analisados representam a proporção de crianças de 0 a
6 anos de idade que frequentam creches e/ou escolas, em relação à população
total dessa faixa etária. O município tem apresentado, nos últimos anos, um
aumento significativo nas matrículas nos Centros Municipais de Educação
Infantil (CMEIs), especialmente no atendimento às crianças de 0 a 3 anos.
É importante destacar que, no ano de 2024, havia uma extensa lista de
espera. Já em 2025, esse número foi reduzido para 96 crianças, conforme dados
levantados até o mês de junho, considerando o mesmo período de comparação
entre os anos. Além disso, durante esse intervalo, foram realizadas 322 novas
convocações para matrícula, totalizando 725 crianças atendidas, distribuídas
entre os 11 CMEIs do município com a possibilidade de a cada ano esses
números sofrerem alterações.
Nas escolas com atendimento em período parcial, também se observou
um avanço relevante: o aumento de matrículas para as turmas de crianças de 4
e 5 anos. De acordo com o levantamento, em 2024, havia 538 crianças
matriculadas; em 2025, esse número subiu para 557, o que demonstra uma
tendência positiva visto que a progressão desses números tende realmente a
crescer com o passar dos anos. No entanto, esse crescimento representa um
grande desafio para a gestão municipal, que precisa implementar estratégias e
destinar recursos -- financeiros, humanos e de infraestrutura -- para garantir o
atendimento integral dessa faixa etária.
Diante do aumento considerável nas matrículas, a Secretaria Municipal
de Educação tem adotado ações para atender à crescente demanda, incluindo
o chamamento de professores aprovados em concurso público para
preenchimento de vagas efetivas, bem como a contratação de professores por
meio do Processo Seletivo Simplificado (PSS) para substituições temporárias,
como licenças maternidade e afastamentos por motivos de saúde. Também têm
sido realizadas melhorias na infraestrutura das unidades, investimentos em
materiais pedagógicos e na formação continuada dos profissionais.
No ano de 2025, o município passou a adotar a Abordagem Reggio
Emília na Educação Infantil para creches e Pré escolas que compreende
crianças de 0 a 3 anos e para a Educação Infantil de 4 e 5 anos de idade. Essa
filosofia, surgida na Itália pós-Segunda Guerra Mundial, vê a criança como
protagonista de seu próprio aprendizado, valorizando a experimentação, a
criatividade e as múltiplas formas de expressão -- as "cem linguagens", como
escreveu Loris Malaguzzi, seu idealizador.
Princípios da abordagem:
Protagonismo infantil.
Currículo autoguiado e baseado nos interesses da criança.
Espaço físico como terceiro educador.
Participação ativa da comunidade.
Professor como facilitador e observador atento.
Como a Educação infantil 4 e 5 (Pré-escola) está inserida no Ensino
Fundamental I, o município desenvolveu o Projeto Amorosidade, promovendo
uma transição acolhedora e segura entre os diferentes níveis de ensino, através
de visitas periódicas desenvolvidas por projeto em que as instituições de ensino
elaboram de acordo com a realidade de cada estabelecimento.
Dentro da Resolução Municipal Nº 02/2023 e Resolução nº 2/2017
CNE/CP (BRASIL, 2017), que instituem a Base Nacional Comum Curricular
(BNCC), que norteiam o trabalho pedagógico de ensino/aprendizagem, são
estabelecidos esses critérios para a construção do projeto que deve ser
desenvolvido durante o ano corrente com cronograma.
A Educação Infantil está fundamentada na aprendizagem e no
desenvolvimento dos eixos estruturantes da interação e das brincadeiras, são
eles que garantem os direitos de conviver, brincar, participar, explorar, expressar
e do conhecer. Também a BNCC propõe uma organização curricular para
Educação Infantil considerando os cinco Campos de Experiências o qual são
contextualizados os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento:
O Eu, o outro e o nós;
Corpo, gestos e movimentos;
Traços, sons, cores e formas;
Escuta, fala, pensamento e imaginação;
Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações.
O setor da educação infantil juntamente com o Rede de Proteção
acompanha o acesso e permanência das crianças na Educação Infantil por meio
de parcerias com Programas Sociais, Conselho Tutelar e o SERP. Também
realiza busca ativa em articulação com a Secretaria de saúde e Assistência
Social, especificamente com o Projeto Criança Feliz.
A busca ativa contempla crianças a partir de seis meses, respeitando o
direito dos estudantes à matrícula e frequência. A atuação é feita por meio do
SERP e Conselho Tutelar.
Sempre como forma de antecipação, o setor solicita aos Centros
Municipais de Educação Infantil que enviem no e-mail, uma estimativa de novas
vagas, visando organização e previsão de matrículas futuras dentro da lei
estabelecida.
APLICAÇÃO DA LEI Nº 15.211/2025 ECA DIGITAL
A Lei entrou em vigor em 17 de março de 2026 para reforçar a proteção
de menores de dezoito anos no ambiente virtual. Estabelece normas gerais de
proteção no uso de tecnologias digitais por crianças e adolescentes conforme
previsto em seu artigo 1º e reforçado pelo artigo 3º que trata da privacidade,
segurança e proteção prioritária aos menores.
Trata-se de norma de aplicação imediata, não sendo necessária criação
de Lei Municipal para sua validade, uma vez que se, está de acordo com o
disposto no artigo277 da Constituição Federal e com o Estatuto da Criança e do
Adolescente (artigos 1º, 4º e 70º).
Nesse sentido a Lei traz reflexos diretos para a rede municipal de ensino
especialmente no uso de tecnologias no ambiente escolar.
O artigo 5º, inciso 1º, e o artigo 8º estabelecem a necessidade de adoção
de medidas de segurança, gestão de riscos e adequação etária no uso de
plataformas e serviços digitais;
O artigo 7º e o artigo 16º tratam da proteção de dados pessoais, exigindo
cuidados reforçados em linha com a Lei Geral de Proteção de Dados
Pessoais ( artigo 14º );
O artigo 4º inciso 8º prevê a programação educação digital com foco no
uso seguro e responsável da tecnologia;
O artigo 6º estabelece o dever de prevenção de riscos, como exposição
indevida, assédio e outras situações que possam afetar a saúde e o
desenvolvimento de crianças e adolescentes.
A aplicação se dará por ato normativo expedido pela Secretaria
Municipal de Educação, com fundamento especialmente nos artigos 4º inciso 8º,
5º inciso 1º, 6º,7º, 8º e 16º da Lei para instruir:
O uso de tecnologias nas escolas;
A proteção de dados pessoais dos estudantes;
Diretrizes de segurança digital;
Ações de educação digital no ambiente escolar.
A adoção dessa medida garante a organização da rede, alinhamento as
normas vigentes e redução de riscos administrativos e jurídicos.
O documento de autorização de imagem será reformulado porque já
existe um documento que os pais ou responsável preenche no ato da matrícula,
autorizando ou não a imagem da criança a ser postada em rede social da
instituição. Esse documento precisa melhorar a redação prevendo mais outras
circunstancias.
Principais mudanças e proibições de forma geral:
Fim da autorização de idade: as plataformas não podem mais aceitar
apenas um clique em "tenho mais de 18 anos"; mais sem implantar mecanismos
eficazes de verificação de idade;
Contas vinculadas: menores de 16 anos só podem ter contas em redes
sociais se estiver vinculada a um perfil de um responsável;
Proibição de Motivação Infantil: é proibida a monetização baseada em
visualizações e curtidas de conteúdos que utilizem a imagem de crianças e
adolescentes, visando coibir a exploração de "influenciadores mirim".
Publicidade Comportamental: fica proibido o direcionamento de anúncios
baseados no comportamento ou perfil de usuários menores de idade.
O Brasil tem aproximadamente 19 milhões de crianças com idade entre
zero e seis anos, correspondendo a 10,6% da população total, conforme a
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2020. Apesar da
expressiva redução nos níveis de desigualdade de renda e de pobreza cerca
de 17,2 milhões de pessoas saíram da condição de extrema pobreza por conta
dos benefícios previdenciários e assistenciais, o que beneficia diretamente as
crianças de cada cinco crianças e adolescentes de até 17 anos, pelo menos
uma ainda vive em uma família sem renda suficiente para garantir a satisfação
das necessidades nutricionais básicas de seus membros.
Quando se faz um recorte por raça, etnia e localidade (crianças que são
indígenas ou que vivem em áreas rurais, por exemplo), observa-se que o
desenvolvimento da primeira infância no Brasil é marcado pela desigualdade.
Ensino Fundamental
O setor pedagógico é composto por uma equipe de sete profissionais,
sendo três responsáveis pela educação regular, dois pela educação em tempo
integral, um profissional pela educação física e um profissional pela área de
Arte/Artesanato. Conta também com uma diretora geral e uma coordenadora de
setor, que auxilia em todas as atividades e na resolução de demandas
administrativas e pedagógicas. Entre as principais ações desenvolvidas
destacam-se a organização dos calendários escolares, eventos e exposições
pedagógicas, acompanhamento e controle de diários de classe., PTD'S e
avaliações internas e externas; além do planejamento e execução de projetos e
programas educacionais.
A equipe também atua na implantação, acompanhamento e
aprimoramento do método de ensino adotado pela rede, buscando
constantemente a melhoria da qualidade do processo ensino e aprendizagem
Rede de Proteção
O setor da Rede de Proteção da Educação, atua para garantir a
proteção integral de crianças e adolescentes, assegurando seus direitos no
ambiente escolar, em conformidade com a Lei Federal nº13.431/2007, o Decreto
Federal nº679/2025. O setor realiza a gestão SERP Sistema Educacional da
Rede de Proteção monitorando dados sobre infrequência, abandono e evasão
escolar, capacitando equipes escolares e acompanhando Protocolo de
Enfrentamento à Infrequência Escolar.
Promove a articulação intersetorial com os órgãos da Rede de Proteção
como Conselho Tutelar, CRAS, CREAS, UBS e Ministério Público, participando
de Comitês, grupos de trabalho, elaboração de planos de ação, relatórios e
pareceres técnicos, garantindo escuta especializada e atendimento humanizado.
O psicólogo e a Assistente Social Educacional realizam buscas ativas,
atendimento psicossocial e acompanhamento de estudantes em situação de
vulnerabilidade, articulando intervenções com a escola e a Rede de Proteção.
Além disso, o setor acompanha a frequência escolar dos beneficiários do
Programa Bolsa Família/ Auxílio Brasil pelo sistema de presença / MEC,
realizando cruzamento de dados orientando ações preventivas à evasão escolar.
O trabalho é pautado por ética proatividade, comunicação institucional e
planejamento estratégico, garantindo a permanência escolar e a proteção
integral de crianças e adolescentes.
Educação Especial
A política municipal da Educação Especial pautado na Política Nacional
da Educação Especial com Decreto 10.502 de 10 de setembro de 2020, na
perspectiva da Educação Inclusiva, oferece atendimento educacional
especializado à população a partir de 0 (zero) ano e universaliza para a
população a partir de quatro anos, o atendimento escolar aos estudantes com
deficiência, transtornos da neurodesenvolvimento e altas habilidades,
superdotação, preferencialmente, na rede regular de ensino garantindo o
Atendimento Educacional Especializado (AEE) em classes, escolas ou serviços
especializados, públicos ou conveniados, sempre que, em função das condições
especificas dos estudantes, não for possível sua integração nas classes comuns.
Assim com o intuito de orientar a rede municipal e articular condições
efetivas de trabalho que promovam uma educação inclusiva de qualidade nas
classes comuns do sistema regular de ensino, nas salas de recursos de altas
habilidades/superdotação, elenca-se os objetivos da educação especial:
Contabiliza as matrículas dos estudantes que recebem o Atendimento
Educacional Especializado na rede municipal de educação;
Faz um levantamento e caso necessário amplia as equipes de
profissionais da educação, garantindo a oferta de professores para o
Atendimento Educacional Especializado, inclusive instrutores para os estudantes
de surdez;
Promove a articulação pedagógica como
complementação/suplementação de ensino regular e fortalece o
acompanhamento e o monitoramento do acesso à escola, bem como da
permanência e o desenvolvimento dos estudantes do AEE;
Promove a articulação intersetorial entre órgãos e políticas públicas de
saúde, assistência social e direitos humanos em parceria com as famílias a fim
de desenvolver modelos de atendimentos voltados a continuidade do
atendimento escolar, na educação infantil, ensino fundamental e educação de
jovens e adultos de forma a assegurar a atenção integral ao longo do processo
educacional;
Promove parcerias com instituições de ensino superior, comunitárias,
confessionais ou filantrópicos sem fim lucrativos, conveniadas com o poder
público, visando a ampliar oferta de formação continuada e a produção de
material didático acessível aos estudantes do AEE e favorecer a participação das
famílias e da sociedade na construção de um sistema educacional inclusivo;
Promove acessibilidade: arquitetônica, atitudinal, tecnológica, de
comunicação e de transporte aos estudantes/público-alvo;
Favorece a formação continuada dos professores especializados no
Atendimento Educacional Especializado. Dessa forma, a política municipal de
educação especial na perspectiva da educação inclusiva, reafirma o
comprometimento do município com uma educação pública de qualidade,
equitativa e acessível a todos. Aos estabelecer diretrizes, metas e ações
voltadas à garantia de direitos busca-se assegurar não apenas o acesso, mas
também a permanência e o desenvolvimento pleno dos estudantes, público-alvo
da educação especial. A efetivação dessas ações depende do fortalecimento do
trabalho coletivo, da formação continuada dos profissionais e da articulação
entre diferentes políticas públicas, consolidando assim, um sistema educacional
verdadeiramente inclusivo, que reconhece e valoriza a diversidade como
princípio fundamental do processo educativo.
Equipe Técnica
O setor da Equipe Técnica é composto por profissionais da rede
municipal, compreendendo duas professoras com formação acadêmica
compatível com o cargo e uma assistente administrativa também com formação
compatível ao cargo. Cada profissional dentro de sua característica e habilidade,
desenvolve trabalhos pertinentes ao setor que compreende:
Monitora o Programa Educação Conectada;
Atende e orienta as diretoras das Escolas e Cmeis junto ao Programa
Educação Conectada;
Acompanha o grupo de articuladores do Estado de Educação Conectada;
Monitora os mediadores de internet nas Escolas e Cmeis;
Acompanha e orienta a utilização dos recursos do programa do Governo
Federal e ações integradas (Educação Conectada);
Auxilia no monitoramento, conferência e inclusão dos dados no Sistema
Escola SERE;
Auxilia nas matrículas;
Auxilia na parte de documentação;
Participa do curso de Especialização em Educação Digital e Inovação
Pedagógica na Educação Básica;
Acompanha diariamente o Diário Oficial do Município;
Articula conjuntamente com a Secretaria de Educação da Câmara de
Alimentação;
Articula conjuntamente com o Conselho Municipal de Educação;
Participa do Comitê do Transporte Escolar;
Acompanha, monitora e avalia a execução do Plano Municipal de
Educação;
Acompanha o Projeto Turismo na escola;
Atende e orienta as diretoras das Escolas no Projeto Turismo na Escola;
Orienta e acompanha a inserção de dados nos programas/sistemas de
todas as instituições municipais de ensino: EDUCASENSO/CENSO, Sistema
Educacional de Registro Escolar SERE (Sistema Escola), PDDE Rex, PDDE
interativo (Programa Nacional do Livro e do Material Didático, Cantinho da
Leitura, Educação Conectada), PDDE Web;
Abre o ano letivo, inserindo no sistema de avaliação, do horário de aula,
do atrelamento de professor e dos atestados médicos dos estudantes das
instituições de ensino que estão sem agentes administrativos bem como Sistema
Estadual de Registro Escolar e Livro Registro de Classe Online Municípios
(SERE e LRCOM);
Orienta e atende ao agente administrativo, ao gestor, a equipe pedagógica
e os professores das instituições municipais de ensino quanto ao processo de
preenchimento do LRCOM;
Realiza reuniões com os gestores escolares municipais para orientar,
esclarecer sobre o funcionamento das plataformas Federais e Estaduais, da
matrícula e rematrícula dos estudantes;
Acompanha junto aos gestores sobre a atualização e vigência das
Associações de Pais, Mestres e Funcionários APMF e dos Conselhos
Escolares das instituições municipais de ensino;
Assessora os gestores das instituições municipais de ensino na
elaboração dos documentos necessários para as renovações dos atos legais, de
atas e ofícios;
Organiza e envia via e-protocolo, os documentos necessários para as
renovações dos atos legais de todas as instituições municipais de ensino;
Acompanha os Programas Federais destinados à educação nas
plataformas do MEC, FNDE;
Assessora a Secretária de Educação quanto ao preenchimento de dados
solicitados pelos programas federais e estaduais;
Atualiza as informações cadastrais dos Conselhos do CAE e FUNDEB, de
seus membros titulares e suplentes;
Atribuições do Agente Administrativo: responsável por gerenciar e
organizar documentos e arquivos, atender ao público por telefone ou
presencialmente, e prestar apoio logístico.
Faz levantamento de necessidades e demandas das instituições de
ensino da Rede Municipal. Participa da Comissão de Compras e Licitações,
sendo responsável por elaborar propostas técnicas e de preços, incluindo
planilhas de custo e registrando pedidos no sistema Betha. Elabora e apresenta
Estudo Técnico Preliminar (ETP) e documento de Formalização de Demanda
(DFD). Faz cotações de preços aos departamentos de Compras para iniciar o
processo de licitação e compra.
Atualmente é responsável por gerenciar o processo de aquisição de
produtos e serviços, buscando fornecedores, negociando preços e condições,
controlando o estoque e garantindo qualidade e pontualidade nas entregas dos
fornecedores.
Na questão do Sistema SERE, monitora e faz a conferência e inclusão
dos dados, garantindo que todas as informações referentes a Educação Infantil
e Ensino Fundamental I das instituições de ensino estejam devidamente
registradas.
Equipe Nutrição
A alimentação escolar é um direito assegurado aos estudantes da
educação básica pública e representa um importante instrumento de promoção
da saúde, do desenvolvimento físico e cognitivo, além de ser um fator
determinante para o rendimento escolar. O programa Nacional de Alimentação
Escolar (PNAE), instruído pela Lei nº11.947/2009, estabelece diretrizes para o
atendimento alimentar e nutricional dos alunos da rede pública, com foco na
garantia de uma alimentação adequada, saudável e de qualidade.
O município de Cornélio Procópio, por meio do Departamento de
Alimentação Escolar, reconhece a importância da merenda como parte
integrante do processo educativo e assume o compromisso de assegurar o
fornecimento regular, equilibrado e seguro dos alimentos a todos os estudantes
matriculados nas unidades escolares municipais, respeitando as especificidades
de cada faixa etária e necessidade nutricional. Em Cornélio Procópio a
alimentação escolar tem papel estratégico no cotidiano das escolas, contribuindo
não apenas para a nutrição, mas também para o desenvolvimento físico,
emocional e social dos alunos da rede pública municipal.
Nesse sentido as práticas relacionadas as Programa Nacional de
Alimentação Escolar (PNAE), garante a conformidade com as legislações
vigentes como a Lei nº 11.947/2009 e a Resolução CD/FNDE nº06/2020, bem
como com as recomendações do Ministério da Saúde.
A alimentação escolar no município é coordenada pelo Departamento de
Alimentação Escolar, que conta com uma equipe técnica composta por quatro
nutricionistas, sendo um deles o responsável técnico. O setor possui estrutura
funcional adequada para a elaboração de cardápios, acompanhamento
nutricional, controle de qualidade e capacitação dos manipuladores de
alimentos. Entre outros pontos positivos, destaca-se a aquisição de gêneros
alimentícios provenientes da agricultura familiar.
Essa prática contribui para a diversificação dos cardápios oferecidos aos
alunos e fortalece a economia local. O município também demonstra
compromisso com a aplicação do percentual mínimo de 30% dos recursos do
Programa Nacional de Alimentação (PNAE) nessa modalidade de aquisição,
conforme as diretrizes federais. Os nutricionistas realizam formações com os
manipuladores de alimentos, com intuito de assegurar a adoção de boas práticas
na preparação da merenda escolar. Durante cada visita técnica às unidades, é
aplicado um checklist de boas práticas para acompanhar o cumprimento das
orientações e identificar pontos de melhoria no processo de manipulação,
preparo e distribuição dos alimentos.
Dentro de todas essas atribuições existem ações propostas como:
Elaboração de cardápio;
Visitas técnicas;
Adequação da Oferta Alimentar;
Centralização do Recebimento de Alimentos;
Levantamento de Preferências Alimentares;
Aplicação de checklist de Boas Práticas;
Relatórios técnicos;
Capacitação de manipuladores;
Testes de receitas;
Diagnóstico de Baixa Aceitação;
Padronização de receitas.
Os planos de ação compreendem:
Educação Nutricional para alunos;
Apoio Técnico às Merendeiras
Relacionamento com Fornecedores;
Monitoramento de Entregas;
Adequações Baseadas em Feedback;
Por meio de um planejamento detalhado, capacitações e ações
estratégicas, busca-se garantir que todos os estudantes tenham acesso a uma
alimentação saudável, equilibrada e adequada às suas necessidades,
promovendo benefícios nutricionais, melhor desempenho escolar e maior
conscientização sobre hábitos alimentares saudáveis. A integração da educação
alimentar ao currículo escolar se apresenta como um pilar essencial para
consolidação de hábitos saudáveis no dia a dia dos alunos e de suas famílias.
O envolvimento ativo da comunidade escolar fortalece o sentimento de
pertencimento e amplia o alcance das ações educativas, tornando a alimentação
escolar não apenas uma política de segurança alimentar, mas também um
instrumento de transformação social.
A SEMED possui em torno de 582 professores do quadro próprio do
magistério, sendo aproximadamente 208 professores de Educação Infantil
distribuídos entre as creches e escolas.
As escolas, possuem um corpo administrativo que compreende a equipe
pedagógica, composta por diretora, supervisora e orientadora, já os Cmeis
possuem uma equipe pedagógica composta por diretora e supervisora.
Dentro dessa concepção de Secretaria Municipal de Educação, temos
como equipe diretiva uma Secretária de Educação e uma Diretora Pedagógica
no momento.
Hoje o Município conta com 11 Centros Municipais de Educação Infantil,
distribuídos pela cidade, sendo 1 no Distrito de Congonhas, atendendo
periodicamente aproximadamente 730 crianças em período integral, levando em
consideração a demanda de cada ano corrente, compreendendo o atendimento
à crianças de 0 a 3 anos e 11 meses, e também temos 14 Escolas Municipais,
que atende a Educação infantil de 4 e 5 anos de idade em período parcial,
compreendendo um total de 538 crianças, cuja matrícula tornou-se obrigatória a
esta faixa etária pela Lei nº 12.796/2013, caracterizando assim a educação
infantil do município de Cornélio Procópio.
A seguir um breve histórico de cada Escola Municipal e Centro Municipal
de Educação Infantil de nosso Município.
HISTÓRICO DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO DO
CENTROS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO INFANTIL
CMEI "Ananias Antônio Martins"
O Centro Municipal de Educação Infantil "Professor Ananias Antônio
Martins", foi inaugurado em 14/11/2024. Recebeu esse nome em homenagem
ao Professor Ananias Antônio Martins, nascido em 1955, mudou-se para
Cornélio Procópio em 1958 para lecionar no Colégio Castro Alves; firmando
assim sua residência e vindo a falecer no ano de 2024.
O Cmei atende a todos os dispostos em lei, e tem como objetivo, garantir
uma educação integral voltada para a criança, contemplando atividades
pedagógicas que contribuam para o desenvolvimento global da criança, sendo
assim cidadãos atuantes na sociedade.
CMEI "Anjo Gabriel"
O Centro Municipal de Educação Infantil "Anjo Gabriel" foi criado pelo
Decreto Municipal nº 502/99 para atender crianças pequenas. Foi autorizado a
funcionar pela Resolução 222/01 de 20/02/01.
O lugar chamava-se anteriormente Associação de Proteção à Criança
Padre Vicente Henning, homenagem ao primeiro pároco do Distrito de
Congonhas e situava-se à Rua Minas Gerais, porém em 2004 por problemas
estruturais, foi transferido para o atual endereço que continua na mesma rua em
local diferente.
A comunidade atendida é composta por crianças filhas de mães/famílias
trabalhadoras e moradoras do Distrito de Congonhas e também da Zona Rural,
garantindo assim uma educação de qualidade e promovendo também o bem-
estar da criança com atividades pedagógicas desenvolvendo aspectos: social,
afetivo e cognitivo.
CMEI "Dom Pedro Filipack"
O Centro Municipal de Educação Infantil Dom Pedro Filipack, foi criado
pelo Decreto Municipal nº 202/13 para atender crianças pequenas. Foi
inaugurado na antiga e desativada escola cujo nome era o mesmo em 15 de
fevereiro de 2014 sendo feitas algumas readequações atendendo as
necessidades específicas.
Dom Pedro Filipack nasceu em 26 de dezembro de 1920 e veio a falecer
em 10 de agosto de 1991. Foi nomeado Bispo da Diocese em 13 de maio de
1962 pelo então Papa Leão XXIII; sendo consagrado Bispo na Catedral de
Jacarezinho com o Lema: "Alma Mater Ducor" que em latim significa: "Sou
conduzido pela mãe nutriz", desenvolvendo vários trabalhos na sociedade e
também pastorais; afasta-se da Diocese em 12 de dezembro de 1982, vítima de
um acidente vascular cerebral.
O espaço garante assim por toda sua história, um ambiente acolhedor e
de ensino; com atividades pedagógicas que comtemplam o desenvolvimento
global da criança.
CMEI "Nair Dantas Canário"
O Cmei Nair Dantas Canário foi criado pelo Decreto Municipal nº 101/82
para atender crianças pequenas. Recebeu esse nome em homenagem à
professora pioneira em nosso Município Nair Dantas Canário.
Autorizado a funcionar pela resolução nº 884/92 de 25/03/1982.
O estabelecimento de ensino destina-se a proporcionar o
desenvolvimento integral da criança nos aspectos físicos, psicológicos,
intelectuais e sociais, com atividades espontâneas e dirigidas, tornando as
crianças agentes participativos e atuantes na sociedade.
CMEI "Anjo da Guarda"
O Cmei Anjo da Guarda, foi inaugurado em 1952 como Associação de
Proteção à Maternidade e a Infância. Onde hoje é o refeitório, funcionava um
posto de puericultura e o Doutor Raul Nascimento Silva era o médico pediatra
nessa época; foi a primeira creche de Cornélio Procópio. Ficou conhecida como
Anjo da Guarda por guardar crianças pequenas.
Em 2016, o estabelecimento de ensino passou a ser municipalizado e foi
inaugurado dia 11 de março de 2016, passando a ser a prefeitura a mantenedora
total.
O Centro Municipal de Educação Infantil tem como objetivo garantir uma
educação voltada para a formação integral da criança alicerçando sua vida
escolar e comtemplando seus aspectos globais de desenvolvimento.
CMEI "Djalma Pimenta Dantas"
O Cmei "Djalma Pimenta Dantas" foi inaugurado em 1996 no Decreto
Municipal nº 671/96.
Recebeu esse nome em homenagem a esposa do médico Oscar Dantas;
que muito contribuiu com as entidades assistenciais de Cornélio Procópio.
O centro municipal de educação Infantil tem como objetivo, garantir uma
educação voltada para a formação integral da criança, trabalhando com
atividades pedagógicas que contribuem para os aspectos: social, cognitivo,
afetivo e físico das crianças; formando assim cidadãos conscientes e
participativos na sociedade.
CMEI "Mário Eduardo Lotti"
O Cmei Mário Eduardo Lotti inaugurado no ano de 1983 criado pelo
Decreto Municipal nº118/82.
O nome é homenagem pleiteada pelo então vereador na época Silvio
Cunha, ao filho da professora municipal Zenaide Lotti; o menino Mário Eduardo
Lotti foi vítima de queimaduras graves devido a um acidente doméstico.
No início, nos primeiros 15 anos, por relato do rotariano Sr. Isac
Bernardino já falecido, também recebeu ajuda filantrópica do Rotary Club da
cidade.
Em 2013 a creche foi municipalizada, sendo a prefeitura o único órgão
mantenedor. A partir da resolução nº 5 de 17 de dezembro de 2009 transformou-
se em um espaço educativo com profissionais formados de propostas
pedagógicas, visando o desenvolvimento seguro e saudável de todas as
crianças. A instituição possui conteúdos que atendem as necessidades
pedagógicas promovendo um atendimento de qualidade.
CMEI "Professora Lia Marisa de Lacerda Trevisan"
O Cmei Lia Marisa de Lacerda Trevisan foi inaugurado em 01/08/18 e
recebeu esse nome em homenagem à professora Lia Marisa de Lacerda
Trevisan, nascida em 17/07/1938, filha de Francisco Lacerda Júnior e Eunice
Borges Lacerda. Mestra em educação pela extinta FAFICOP Faculdade
Estadual de Filosofia Ciências e Letras de Cornélio Procópio, lecionou no
Colégio Castro Alves e na mesma faculdade em que concluiu seus estudos,
ministrando aulas por mais de 40 anos consecutivos.
Dona Lia, assim chamada carinhosamente, foi casada com o ex-prefeito
e ex-deputado Osvaldo Trevisan; faleceu em 2013, deixando exemplo de
integridade, dedicação, competência, amorosidade e doçura, tornando-se
especial na vida de muitos procopenses.
A instituição tem como objetivo garantir uma educação voltada para a
formação integral da criança. Entende-se que essa fase da vida do aluno é a
mais importante, desenvolvendo assim aspectos como: social, afetivo, cognitivo
e físico para que as crianças vislumbrem um futuro promissor e sejam cidadãos
participativos na sociedade.
CMEI "Irmã Pia Gioconda Vieira"
O Cmei Irmã Pia Gioconda Vieira, recebeu esse nome em homenagem
a pioneira da educação em Cornélio Procópio, que pertencia a Ordem das Irmãs
Dominicanas da Beata Imelda, radicada em nosso município.
A instituição foi criada pelo Decreto Municipal nº 1377/03, de acordo com
os Dispostos na Constituição Federal e inaugurada em setembro de 2002.
O trabalho tem um olhar voltado para a perspectiva histórico crítico,
garantindo assim o pleno desenvolvimento da criança, criando cidadãos
responsáveis que sabem seus direitos e deveres.
CMEI "Maria de Jesus Fernandes da Silva"
O Cmei Maria de Jesus Fernandes da Silva, recebeu esse nome em
homenagem à sua família; pois foi a mesma que doou o terreno para a
construção do Cmei, e hoje situada na R. Saturnino Pires de Godoy, s/nº Vila
América. Maria de Jesus nasceu em 22 de outubro de 1924 em Santo Antônio
da Platina e faleceu em 29 de outubro de 1982.
Esse Cmei foi construído em 2003, através da instituição do Decreto
Municipal nº 1335/03, porém apenas equipado e aberto com uma reinauguração
no dia 31 de maio de 2005.
CMEI "João Paulo II"
O Cmei João Paulo II, obteve esse nome em homenagem ao Papa João
Paulo II grande líder mundial da igreja católica com um pontificado de 26 anos;
sendo assim o Papa com a maior permanência. Aclamado como um dos grandes
líderes mais influentes do século XX, vindo a falecer em 2 de abril de 2005.
Antes, a denominada Associação de Proteção à Infância João Paulo II,
atendia crianças com cunho apenas assistencialista. Vários funcionários
passaram pelo local desempenhando papéis de direção, presidência e de
cuidados.
Em 25 de julho de 1985 foi firmado um convênio com a Companhia
Iguaçu de Café Solúvel, que assumiu o compromisso de administrar a
Associação, viabilizando, entretanto, uma demanda de vagas para os filhos de
funcionários para a referida empresa até o ano de 2008. Até o ano de 2010, as
crianças eram assistidas por monitoras que realizaram concurso público para o
cargo, passando então por concurso público, os primeiros professores a serem
regentes das salas.
Esse acontecimento marcou de forma pedagógica e institucional,
nomeando assim como Centro Municipal de Educação Infantil a instituição
mantida pela prefeitura.
ATENDIMENTO EM CRECHES 0 A 3 ANOS
ESCOLAS MUNICIPAIS
ESCOLA MUNICIPAL "PROFESSOR LOURENÇO FILHO"
Manoel Bergstrom Lourenço Filho nasceu em 10 de março de 1897 na
cidade de Porto Ferreira e faleceu em 3 de agosto de 1970, no Rio de Janeiro
aos 73 anos de idade. Foi professor primário e secundário, jornalista, psicólogo,
escritor e foi iniciador em nosso país do movimento "Escola Nova".
A escola foi municipalizada em 07/10/1992, através da resolução nº
3293/92 e pela resolução nº 5064/07 de 31/01/2008 ficou autorizada a funcionar
o ensino fundamental do 1º ao 5º ano no regime de nove anos de duração.
A escola foi a primeira Escola Estadual de 1ª a 4 ª série de Cornélio
Procópio e recebeu o nome de Grupo Escolar "Professor Lourenço Filho",
homenagem ao Professor Manoel Bergstrom Lourenço Filho, por ser uma
pessoa atuante e com uma vida de trabalho construtivo e renovador em prol da
educação.
É dentro dessa perspectiva que a escola tem como filosofia formar
pessoas com conhecimentos, preparadas para raciocinar em qualquer situação
com espírito crítico com objetividade e coerência no pensamento, pautada na
ética e profissionalismo.
ESCOLA MUNICIPAL "NOÊMIA DE OLIVEIRA BRUNO"
A Escola Municipal Noêmia de Oliveira Bruno, foi instituída pelo Decreto
Municipal nº 558/92 de 18/05/92, através da resolução 3281/92 de 07/10/07 que
autorizou o funcionamento do Ensino Fundamental de 1º ao 5º ano no regime de
nove anos de duração.
A escolha do nome foi uma homenagem à pioneira de Cornélio Procópio,
que aqui chegou no início do ano de 1941, pessoa muito estimada em nossa
comunidade pela sua dedicação e trabalho social. Foi a primeira a receber a
aposentadoria municipal; dedicou-se as obras de assistência social, caminhando
a par com a bondade. Como pioneira da cidade, foi homenageada por ocasião
do Cinquentenário de Cornélio Procópio.
A escola vem trabalhando no sentido de melhorar o funcionamento e
ambiente escolar, através de um trabalho em conjunto; direção, equipe
pedagógica, professores, funcionários e pais, dentro de uma gestão
democrática, participativa, conseguindo o envolvimento e o comprometimento de
todos.
ESCOLA MUNICIPAL "DEPUTADO NILSON BAPTISTA RIBAS"
A escola foi autorizada no ano de 1967 pelo decreto nº 5.145 de
08/05/67. A partir do dia 01/10/67, com 14 professores estaduais nomeados por
concurso e 251 alunos, o Grupo Escolar "Deputado Nilson Baptista Ribas",
iniciou seus trabalhos em prédio próprio.
Na referida escola foram oferecidos curso noturno ensino regular e
supletivo, no decorrer do ano de 1977. Em 1981 por um ato administrativo o
ensino regular do período noturno passa a formar uma única escola; o que antes
era dividido em escola adjacente.
Sob o decreto nº 558/92 conforme a resolução nº 3.293/92 passa a
denominar-se integralmente Escola Municipal Deputado Nilson Baptista Ribas.
Nilson Baptista Ribas, foi um médico e político paranaense, nascido em
1912 em Palmas PR, sendo eleito deputado estadual por cinco mandatos,
ocupando a presidência da Assembléia Legislativa do Paraná em 1958. Foi
também Secretário de Educação no governo de Adolpho de Oliveira e atuou
pioneiramente na medicina em Cornélio Procópio, além de ser cafeicultor e
membro do Instituto Brasileiro do Café.
ESCOLA MUNICIPAL VITORINO GOMES HENRIQUES
Antes de ser fundada, era a Escola Vandyr de Almeida ensino de 1ª a 8ª
série que funcionava no período matutino, vespertino e noturno. Com a
municipalização recebeu o nome em homenagem ao senhor Vitorino Gomes
Henriques, um pioneiro Procopense nascido em Portugal em 1894 e naturalizado
brasileiro.
A autorização da escola se deu pela resolução nº 3286/92 na data de
07/10/92.
A Escola Municipal Vitorino Gomes Henriques em 1992 funcionou no
período vespertino com as quatro séries iniciais, e hoje funciona o reforço escolar
no período matutino para as turmas do 1º ao 5º ano, em sala cedida pelo Colégio
Estadual Vandyr de Almeida.
Para simbolizar a escola, no ano de 1994, foi criada uma bandeira nas
cores amarelo e azul; apresenta no jogo das cores o formato da letra "V", inicial
do nome Vitorino, que traz a ideia de vitória, que encerra a pretensão de que
aqueles que aqui realizam seus estudos sejam realmente vitoriosos. A mão em
punho, além da vitória, sugere também a ideia de "garra" e persistência.
A professora Maria Sueli Gasola Margarido, por amor a escola escreveu
a letra da música: Hino da Escola Vitorino, contando com a colaboração da
também professora Dalci Apª Bueno Furlan e para a elaboração da melodia a
professora Raquel de Paula Graciano.
ESCOLA MUNICIPAL EDGARD GALAFASSI
A Escola Municipal Edgard Galafassi situa-se à rua Minas Gerais nº 124
Centro, no Distrito de Congonhas. Foi criada pelo Decreto Municipal nº 558/92
de 18 de maio de 1992, e autorizada através da resolução nº 3282/92.
Foi escolhido como patrono o senhor Edgard Galafassi, nascido no
estado de São Paulo, que se mudou para Congonhas em 1935 já homem feito.
Com uma personalidade generosa, o que fazia dele amigo de todos, sua
religiosidade era bastante marcante. Fornecia também lenha e dormente à
estrada de ferro e foi também carpinteiro, deixando seu exemplo de homem
trabalhador, honesto e justo à família e amigos.
Em junho de 2008 a escola foi contemplada com a Educação em tempo
integral, passando a ofertar atividades extracurriculares no período vespertino.
ESCOLA MUNICIPAL PROFESSOR ANGELO MAZZAROTTO
Escola foi criada pelo Decreto nº 558/92 de 18 de maio de 1992, quando
a Escola Estadual "Zulmira Marchesi da Silva" Ensino de 1º grau teve as
modalidades de ensino de 1ª a 4 ª série municipalizadas. A partir da
municipalização, a escola passou a ter como entidade mantenedora a Prefeitura
Municipal de Cornélio Procópio e recebeu o nome de Escola Municipal
"Professor Ângelo Mazzarotto", com autorização de funcionamento pela
resolução nº 3.461/92, de 04 de novembro de 1992.
A escola recebeu esse nome em homenagem a um dos primeiros
professores de Cornélio Procópio que muito contribuiu para o desenvolvimento
de nossa cidade. A escola vem construindo uma história que se consolida a cada
dia, buscando por meio do trabalho, do diálogo e da gestão democrática uma
educação de qualidade, onde as desigualdades sejam minimizadas e as
oportunidades ampliadas.
ESCOLA MUNICIPAL PADRE ANTÔNIO LOCK
A Escola Municipal "Padre Antônio Lock", localizada em Cornélio
Procópio PR, foi criada pelo Decreto Municipal nº 604/92 e autorizada o
funcionamento pela resolução nº 699/93.
A instituição recebeu esse nome em homenagem ao Padre Antônio Lock,
primeiro pároco de nossa cidade. Nascido na Alemanha em 1.903 e falecido em
1992; atuando aqui em Cornélio Procópio a partir de 1936. O padre ficou
conhecido por sua dedicação total à igreja, tornando-se um exemplo de caridade
e abnegação pela comunidade carente, especialmente com seu trabalho na
então Paróquia da Catedral.
Desde sua criação, a escola teve seu funcionamento ampliado e
regulamentado por diversas resoluções, passando a ofertar Educação Infantil;
Ensino Fundamental de 1º a 5º ano e atendimento em sala de Recursos e Altas
Habilidades.
A Escola Municipal "Padre Antônio Lock", acredita no homem como ser
capaz de criar, transformar e modificar o mundo em que está inserido, tornando-
o mais fraterno, com menos desigualdade, sociedade menos consumista, onde
a natureza seja respeitada e que haja a restauração da dignidade de todos.
ESCOLA MUNICIPAL PROFESSORA EUNICE GATTI GOMES
A Escola Municipal "Professora Eunice Gatti Gomes", funciona sobre a
resolução nº 172/92 e recebeu esse nome em homenagem à professora Eunice
Gatti Gomes pioneira no ensino Procopense e a primeira professora do Distrito
de Congonhas.
Escola está funcionando sobre a resolução nº 3980/12 do dia 28 de julho
de 2012. Começou a funcionar no ano de 1991, no Salão Comunitário do Jardim
Pérola, aguardando o término da construção, cuja inauguração ocorreu no dia
11 de setembro em prédio próprio, situado a Rua Washington Luiz 183, no Jardim
Pérola no ano de 1992.
ESCOLA MUNICIPAL DOUTOR ACYR IVO CARAZZAI
A escola funciona pela lei nº 3 de 15/09/1976 com autorização de
funcionamento através da resolução nº 2.612/81; e em homenagem recebeu
esse nome.
Acyr Ivo nasceu em Curitiba em 22 de julho de 1925; e na cidade fez
curso primário, ginásio e científico no Bairro do Bacacheri. Formou-se em
medicina em 1949 pela Faculdade Federal de Medicina 17 da Universidade de
Curitiba. Veio para Cornélio Procópio no início de 1950; nessa época já residiam
aqui seus irmãos: Dr. Emílio Carazzai e o Dr. Reinaldo Carazzai, que fundaram
a Clínica Carazzai em 1945, sendo uma das primeiras desta cidade. Doutor Acyr
Ivo ao chegar, iniciou seus trabalhos profissionais junto com seus irmãos. Com
sua vocação, fé e coragem defendeu a população e enfrentou doenças da época
como: febres, malária, amarelonas e outras. Teve com Dona Zuleica Crisóstomo
Carazzai quatro filhos. Faleceu dia 4 de outubro de 1973. Dedicou 23 anos de
sua vida à nossa querida cidade, prestando seus serviços à população
procopense com carinho, amor e humildade.
Pelos seus relevantes serviços prestados e pelo reconhecimento dos
Procopenses, a escola construída pela municipalidade passou a denominar-se
Escola Municipal Dr. Acyr Ivo Carazzai, passando a ser a primeira escola
municipal com prédio primário.
Atualmente a escola conta com 264 estudantes, divididos nas 3
modalidades de ensino: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação
Especial; sempre promovendo a colaboração entre sociedade, escolas e os
estudantes, visando o pleno desenvolvimento e boa qualificação dos estudantes.
ESCOLA MUNICIPAL PROFESSOR ÁTILA SILVEIRA BRASIL
A Escola Municipal Professor Átila Silveira Brasil, foi inaugurada no dia
17 de setembro do ano de 2004, através do ato de autorização nº 2785/04 e
recebeu esse nome numa homenagem póstuma a este grande educador que
sempre esteve ligado às atividades educativas e literárias de nossa cidade,
sendo contemplado com o título de Cidadão Honorário em 1992 pleiteado pelo
vereador Antonio Villas Bôas Neto. O professor Átila é também autor da letra do
Hino de Cornélio Procópio.
A escola preza pelo bem-estar de todos os alunos e busca sempre uma
educação de qualidade dentro de uma formação humana.
ESCOLA MUNICIPAL "VEREADOR DAMASCO ADÃO SOTTILE"
A construção da escola teve início em 1971 pela Lei de orçamento
Municipal nº 720/71. Recebeu esse nome em homenagem prestada ao senhor
Damasco Adão Sottile, pioneiro fundador da cidade e homem público, vereador
dedicado às causas públicas, sempre defensor dos munícipes em suas gestões.
Foi inaugurada no dia 27 de fevereiro de 1972 na gestão do prefeito
Rolando Demétrio Marussi, ofertando na época o ensino fundamental de 1ª a 4ª
série, e em 19 de dezembro de 1979 através do decreto nº 2571/81 de 11 de
novembro de 1981 a escola passa a ser oficialmente chamada de Escola
Municipal "Vereador Damasco Adão Sottile".
Pela Lei nº 9266 de 24 de maio de 1990, fica autorizada a permuta dos
imóveis da quadra 253 situada à rua Carlos Gomes nº 626, na Vila América, para
a quadra nº 82 situada à rua Goiás nº 564 na Vila Seugling de Cornélio Procópio,
registrada conforme transição nº 72553 do livro 3-5 às folhas 85 do Cartório de
Registro de Imóveis do Primeiro Ofício da Comarca de Cornélio Procópio,
publicada em Diário oficial nº 3271 de 24 de maio de 1990.
Em agosto de 2005 fica autorizada pela Resolução nº 2280/05 o
funcionamento da Sala de Recursos para atendimento de educando com
deficiência intelectual e distúrbios de aprendizagem.
Em 14 de maio de 2007 pela resolução nº 72396/07 fica autorizado o
funcionamento da Classe Especial para atendimento de educandos com
deficiência intelectual. A partir de 2016 pelo parecer nº 065/2016 SEF/NRE fica
autorizado Curso Organizado em tempo integral.
ESCOLA MUNICIPAL PROFESSOR ANIBAL CAMPI
De acordo com o inciso XXXI do Artigo 64, da vigente Lei Orgânica do
Município, ano de 1995, ficou decretado à criação e denominação da Escola
"Professor Anibal Campi", com oferta de ensino pré-escolar e de 1º grau,
funcionando nas dependências do Centro de Atenção Integral à Criança e
Adolescente CAIC "Pedro Baggio", localizado às margens da Vila da
Integração s/nº, Conjunto União, no Município de Cornélio Procópio PR.
Através da Resolução nº 5064/2007 de 31/10/2007 ficou autorizado o
funcionamento da escola, mantida pela Prefeitura no Ensino Fundamental
anos iniciais até o 5º ano, no regime de 09 anos e da resolução nº 156/95 de
02/03/95 a educação infantil.
Em 02 de junho de 2008, foi implantado o Projeto Escola em Tempo
Integral em Turno Único onde proporciona aos estudantes um aprendizado
diversificado nos aspectos cultural, esportivo e acadêmico.
A escola tem como patronos Pedro Baggio que nasceu em
Pirassununga, Estado de São Paulo em 19 de março de 1903; e iniciou seus
trabalhos na agricultura dessa cidade. Em 1949 já casado, fixou residência em
Cornélio Procópio adquirindo algumas propriedades agrícolas, destacando-se na
cultura do café e pecuária.
Acompanhou, ajudou e colaborou de muitas formas para o crescimento
de nossa cidade. Faleceu em 13 de agosto de 1982, aos 79 anos de idade.
Já Anibal Campi, nasceu na cidade de Vinchio D`Asti, na Itália, no dia 16
de abril de 1917, naturalizado brasileiro, casado. Ele lia, falava, entendia e
escrevia muito bem: inglês, francês, espanhol e italiano. Em Cornélio Procópio,
foi do ensino superior da cadeira de Língua e Literatura Latina na faculdade de
Filosofia Ciências e Letras de Cornélio Procópio, sendo também diretor por
indicação. Faleceu em 14 de outubro de 1994 aos 77 anos de idade.
A escola tem como pressuposto o bem-estar de todos os alunos e busca
sempre uma educação de qualidade dentro de uma formação ética e humana.
ESCOLA MUNICIPAL COMENDADOR GINO AZZOLINI
A escola ainda sem documentação estabelecida, iniciou seus trabalhos
em fevereiro de 1990, no Salão Comunitário do Bairro Jardim Primavera,
assessorada diretamente pelo Departamento de Educação e Cultura com
apenas duas turmas.
Ainda em 1990 com a documentação aprovada pelo Decreto Municipal
nº 2.360/90 de 20 de agosto de 1990.
A escola tem esse nome, para homenagear o pedido do então Sr.
Prefeito Municipal da cidade Eduardo Lacerda Trevisan. O senhor Gino Azzolini
foi um dos pioneiros e prestador de serviços relevantes ao nosso município.
Natural de Araraquara nascido em 17/08/1893, filho de João Azzolini e
Stela Azzolini; veio para a região em 1935 e instalou-se definitivamente aqui na
cidade. Juntamente com Júlio Mariucci, Augusto Sicoli e Joanin Silvestre
inaugurou a Primeira Máquina de café em Cornélio Procópio. Foi prefeito de
Cornélio nomeado por duas oportunidades. Gino Azzolini faleceu em 1989 aqui
em nossa cidade.
No dia 23 de setembro de 1990 é inaugurado oficialmente o prédio da
escola na Av. Thomaz Pelegrine s/nº funcionando com duas turmas. Em 1991
estende-se a oferta de vagas até a 4ª série do Ensino Fundamental, devido à
grande demanda.
Em 2007 com grande desafio de garantir um ensino de qualidade aos
nossos estudantes com 11 turmas e um total de 285 estudantes.
Em 2020 a escola atende em dois turnos matutino e vespertino, nas
turmas de Educação infantil até o 5º ano do ensino fundamental, composto por
15 turmas e 315 estudantes.
CENTRO DE ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO VISIAUDIO
A Associação de Pais, Amigos, Deficientes Visuais ou Deficientes
Auditivos de Cornélio Procópio, foi fundada em 07 de abril de 1992, com sede e
foro na cidade de Cornélio Procópio, Estado do Paraná, como uma entidade de
direito privado, filantrópica, de assistência social, técnico-educativa, com
duração indeterminada, sem fins lucrativos, mantenedora do Centro de
Atendimento Especializado para Pessoas com Deficiência Visual ou Deficiência
Auditiva de Cornélio Procópio VISIAUDIO CP.
Pela Resolução nº 2938/92, de 04 de setembro de 1992, da Secretaria
de Estado da Educação do Paraná, foi autorizado o funcionamento do Centro de
Atendimento Especializado, iniciando suas atividades numa das dependências
da Escola Nossa Senhora do Rosário, cedida em regime de comodato pela
Sociedade Bem-aventurada Beata Imelda, à Avenida Minas Gerais, 1204,
contando com 16 (dezesseis) alunos da área visual e 12 (doze) alunos da área
da surdez. Suas primeiras professoras foram, na área visual, Isa Maria Siloto
Bueno e Maria Aparecida Rigon Moraes e na área da surdez, Sônia Ferres Busto
Rainieri.
No dia 17 de outubro de 1994, o Centro de Atendimento Especializado
passou a atender em novo endereço, à Avenida Nossa Senhora do Rocio, 696,
na residência da Sra. Jacira Hoffig Ramos, cedida em regime de comodato.
A partir de 16 de março de 2001, passamos a atender em novo
endereço, a Rua Francisco Morato, 430, Vila Staiger, em prédio escolar cedido
pela Prefeitura Municipal de Cornélio Procópio.
No ano de 2012, de acordo com a Resolução nº 4960/2012, do
DEEIN/SEED, o Centro sofreu mudança de denominação, passando para
Instituição Especializada na Área Visual e da Surdez Visiaudio, na Modalidade
Educação Especial.
A partir de 15 de agosto de 2016, de acordo com a Resolução nº
3195/2016 SEED, a Instituição Especializada na Área Visual e da Deficiência
Auditiva/Surdez Visiaudio, na modalidade Educação Especial sofre nova
alteração de denominação, passando para Centro de Atendimento Educacional
Especializado Visiaudio CP.
Atualmente, mantém Atendimento Educacional Especializado à criança,
adolescente, adultos e idoso, nas áreas visual e/ou da deficiência
auditiva/surdez, nos períodos matutino e vespertino, atendendo 70 (setenta)
alunos na área visual e 20 (vinte) na área da deficiência auditiva/surdez,
totalizando 90 (noventa) alunos.
Quadro 2. Professoras e Funcionárias
NOME Cargo/Função Vínculo Horas
Semanais
Aline Barbosa da Silva Pires Merendeira Convênio SEED 40h
Ângela Maria Galli Hidalgo Professora DV QPM 20h
20h
Bruna Carla da Silva Barbosa Professora DA Convênio SEED 40h
Daiane Zorzenoni de Melo Secretária Convênio SEED 26h
Santos 14h
20h
Danieli Lucila Stopa Professora Ed.Física Convênio SEED 20h
6h
Professora Arte Convênio SEED 20h
40h
Edina da Silva Lopes Professora DV QPM 40h
40h
Elisangela Aparecida Acripi Professora DV Convênio SEED 20h
Professora Arte Convênio SEED 40h
40h
Elisangela Sindici Banach Pedagoga QPM
40h
Estela Caetano Lamin Vieira Diretora QPM
20h
Leila Bonotto Piratelo Professora DV QPM 20h
20h
Liliane Bernadete Piza da Silva Instrutora Convênio SEED 20h
20h
Luzia Cândida de Souza Professora DA QPM
Fuganti
Maria Araújo Coelho Bruniera Serv. Gerais Convênio SEED
Maria de Fátima Scarat da Auxiliar Operacional Convênio SEED
Silva
Rosemara Sandra da Silva Professora DV/DA Convênio SEED
Chaves
Shirlei Marciano Lacerda Professora DV QPM
Fonseca Pedagoga QPM
Sônia Ferres Busto Rainieri Professora DA QPM
Sônia Stefano Professora de Arte QPM
Professora DV QPM
D.V Deficiência Visual
D.A Deficiência Auditiva
SEED Secretaria Estadual de Educação do Estado do Paraná
QPM Quadro Próprio do Magistério
COMO FUNCIONAM AS APMF (ASSOCIAÇÃO DE PAIS, MESTRES E
FUNCIONÁRIOS) E CONSELHO ESCOLAR DENTRO DAS INSTITUIÇÕES
DE ENSINO DO MUNICIPIO DE CORNÉLIO PROCÓPIO.
A APMF (Associação de Pais, Mestres e Funcionários) é uma pessoa
jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, que funciona como um órgão
colegiado de representação da comunidade escolar dentro da escola.
Geralmente constituída de pais, funcionários e representantes da comunidade
local com idoneidade pública e desejo de contribuir voluntariamente com a
comunidade escolar em questão.
Para instituir uma Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF),
é necessário seguir um rito jurídico e administrativo que transforma o grupo em
uma pessoa jurídica de direito privado. O processo envolve desde a mobilização
da comunidade até o registro em cartório e nos órgãos fazendários.
1. Convocação e Assembleia Geral
O primeiro passo é a convocação da comunidade escolar (pais,
professores e funcionários) por meio de editais públicos e privados para uma
Assembleia Geral de Fundação. Nesta reunião, devem ocorrer os seguintes
atos:
Aprovação do Estatuto: Leitura e votação das regras que regerão a associação.
Eleição da Diretoria e Conselhos: Escolha dos membros da Diretoria Executiva
e dos Conselhos Deliberativo e Fiscal.
Lavratura da Ata: Registro de todas as decisões tomadas, que deverá ser
assinada pelos presentes.
2. Documentação Necessária
Para a formalização, o presidente eleito deve organizar os seguintes
documentos:
Requerimento de Registro: Assinado pelo presidente com firma
reconhecida.
Vias do Estatuto: Geralmente 05 vias, assinadas pelo presidente e
obrigatoriamente vistadas por um advogado com registro na OAB.
Cópias da Ata de Fundação: 02 cópias acompanhadas do Livro Ata
original.
Relação da Diretoria: Lista com nome, nacionalidade, estado civil,
endereço e RG de todos os membros eleitos.
3. Registro Legal e Fiscal
Após a assembleia, a APMF deve ser regularizada perante o Estado
para poder movimentar recursos e assinar convênios:
Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas: Onde o estatuto e a ata
são registrados para conferir personalidade jurídica à entidade.
Receita Federal (CNPJ): Inscrição para obtenção do número de
identificação fiscal.
PDDE Web (FNDE): Cadastro ou atualização junto ao governo federal
para que a escola possa receber repasses diretos.
4. Manutenção e Obrigações
Para manter-se ativa e regular, a APMF precisa cumprir rotinas anuais,
como a prestação de contas à comunidade e órgãos públicos, além de manter
certidões negativas de débitos em dia.
Sua principal função é promover a interação entre família e escola,
oferecendo suporte à equipe pedagógica e auxiliando na gestão de recursos
financeiros, visando o bem-estar e a formação integral dos alunos.
Como funciona na prática:
Estrutura Democrática: É composta por pais, professores e funcionários.
Gestão de Recursos: A APMF é responsável por receber e gerenciar
recursos governamentais (como os do governo federal) e próprios,
geralmente movimentando uma conta bancária específica da associação.
Sem Remuneração: Seus dirigentes e conselheiros não recebem
remuneração para atuar.
Atuação Colaborativa: Apoia a direção da escola na solução de problemas
do cotidiano e na implementação do Projeto Político-Pedagógico.
Atribuições da APMF:
Representação: Representar os interesses da comunidade escolar (pais,
mestres, funcionários e estudantes).
Gestão Financeira: Administrar fundos para melhorias na infraestrutura
escolar, material pedagógico e atividades educativas, culturais ou
desportivas.
Integração: Promover atividades que unam a comunidade escolar
(familiares, alunos e profissionais).
Apoio Pedagógico: Auxiliar na execução de projetos da escola.
Participação: Participar de conselhos escolares e de decisões sobre a
utilização das dependências da escola.
Organização: A APMF é dividida em Diretoria (presidente, vice,
tesoureiros, secretários) e Conselho Deliberativo Fiscal (que fiscaliza as contas).
Os cargos de tesouraria costumam ser exclusivos para pais ou responsáveis.
Implantação:
Ela é criada através de assembleia geral, com eleição da diretoria e
posterior registro do estatuto em cartório.
Regras de Funcionamento
Caráter Apolítico: É proibida a utilização da APMF para fins político-
partidários, religiosos ou raciais.
Transparência: Todas as decisões devem ser registradas em atas e as
prestações de contas devem ser públicas para a comunidade escolar.
Vínculo Jurídico: Possui CNPJ próprio e autonomia administrativa para
realizar convênios e administrar contas bancárias específicas.
O Conselho Escolar é o órgão máximo de tomada de decisão, caráter
deliberativo, consultivo e fiscal, composto por representantes de todos os
segmentos da comunidade escolar (professores, funcionários, pais e alunos).
Ele atua na gestão democrática, definindo diretrizes pedagógicas,
administrativas e financeiras, além de promover a participação ativa de todos.
O Conselho Escolar funciona como o órgão máximo de decisão e
democratização dentro de uma instituição de ensino. Ele é um colegiado que
reúne representantes de todos os segmentos da comunidade escolar para
debater, acompanhar e deliberar sobre as questões administrativas,
pedagógicas e financeiras da escola. Implementar um Conselho Escolar exige
um esforço conjunto de mobilização, formalização jurídica e organização de
rotinas para que ele não exista apenas "no papel". O processo pode ser dividido
em etapas claras que garantem a legitimidade das decisões.
Etapa de Mobilização e Conscientização:
O primeiro passo é sensibilizar a comunidade escolar sobre a
importância do conselho.
Convocação: O diretor ou qualquer representante de segmento pode
iniciar o processo convocando uma Assembleia Geral através de um
edital fixado em locais visíveis.
Ações de engajamento: Realize reuniões para explicar as funções do
conselho e como ele fortalece a autonomia da escola.
Como funciona na prática
Composição Paritária: Inclui o diretor (membro nato), professores,
funcionários, pais/responsáveis e estudantes, eleitos por seus pares para
representar seus interesses.
Funções Deliberativas: Decide sobre normas internas, calendários
escolares e o uso de recursos financeiros da escola.
Gestão Democrática: Funciona como um canal de diálogo entre a escola
e as famílias, construindo ações conjuntas para melhorar a
aprendizagem.
Fiscalização e Acompanhamento: Acompanha as atividades pedagógicas
e a aplicação de verbas, garantindo a transparência.
Reuniões Periódicas: Realiza encontros para discutir demandas, planejar
ações e resolver conflitos.
Formalização e Documentação
Diferente da Associação de Pais e Mestres (APM), o Conselho Escolar
geralmente não precisa de registro em cartório para decisões administrativas
internas, mas a ata é essencial.
Estatuto e Regimento: O grupo deve elaborar ou atualizar o Regimento
Interno, definindo regras de funcionamento e periodicidade das reuniões.
Ata de Posse: A formalização ocorre através de uma ata de posse
assinada por todos os membros eleitos.
Casos Financeiros: Se o conselho for gerir recursos diretos (como o
PDDE), pode ser necessária a criação de uma Unidade Executora (UEX)
com estatuto social registrado em cartório e abertura de CNPJ.
Como fazer funcionar na prática
Um conselho atuante precisa de rotina e propósito claro para não se
tornar burocrático.
Agenda Periódica: Estabelecer um calendário de reuniões ordinárias
mensais ou bimestrais.
Pautas Relevantes: Focar em temas como a elaboração do Projeto
Político-Pedagógico (PPP), acompanhamento de metas de aprendizagem
e fiscalização financeira.
Formação Continuada: Investir em momentos de estudo sobre o papel de
cada conselheiro.
Foco no Aluno: Em reuniões mais voltadas ao desempenho acadêmico,
garantindo que o Conselho seja participativo e focado em soluções para
a aprendizagem.
O Conselho Escolar, conforme a Lei Federal nº 14.644/2023, fortalece a
gestão compartilhada, garantindo que as decisões não sejam centralizadas
apenas na direção, mas coletivas e focadas na melhoria da qualidade do ensino.
O funcionamento prático ocorre por meio de reuniões periódicas, onde todos os
membros possuem o mesmo poder de voto, independentemente de sua função
hierárquica na escola. As decisões são registradas em ata para garantir a
legalidade e transparência dos atos.
Nesse sentido de organização e estrutura, todas as Escolas Municipais
e os Centros Municipais de Educação Infantil, possuem APMF e Conselho
Escolar regularizado, funcionando tanto na parte administrativa quanto nas
tomadas de decisões, e isso só fortalece a gestão democrática de todas as
instituições.
POPULAÇÃO DE 4 A 5 ANOS ATENDIDAS NA ESCOLA - 2024
População censitária, segundo Faixas Etárias
FAIXA ETÁRIA 2000 2010 2022
Menores de 1 ano de 654 514
1.841
idade 2.504
De 1 a 4 anos de idade 2.921 2.216
De 5 a 9 anos de idade 3.947 2.947
FONTE: IBGE/IPARDES
População censitária, segundo cor/raça
COR/RAÇA 2000 2010 2022
Amarela 1.218 1004 28.817
12.617
Branca 35.238 32.031 2.789
Parda 8.285 11.313 -
Preta 2.044 2.493
Sem declaração 45 3
FONTE: IBGE/IPARDES
POPULAÇÃO DE 0 A 6 ANOS RAÇA / COR
RELAÇÃO DOS CENTROS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO INFANTIL
CRECHE 0 A 3
RELAÇÃO DAS ESCOLAS MUNICIPAIS DE ATENDIMENTO PARA CRIANÇAS DE 4 E 5 ANOS
CMEIS FONE/RAMAL ENDEREÇO Email
CMEI 3904-1090+432 Av: Nossa Senhora do cmeianjodaguardacp@
"Anjo da Guarda" Rosário, 1045 Centro gmail.com
CMEI 3904-1090+433 Rua: Curitiba,524 anjogabrielcmei@gmail.com
"Anjo Gabriel"
Distrito de
Congonhas
CMEI 3904-1090+441 Rua: Corbélias, 48 cmeinairdantas@gmail.
"Nair Dantas Canário" Jardim Panorama com
CMEI 3904-1090+436 Rua: Francisco cmeiirmapiagv@outlook.com
"Irmã Pia Gioconda Vieira" Camacho Camacho,
495 Vila
Independência
CMEI 3904-1090+440 Av: José Arrebola, s/nº cmeimariolotti@gmail.com
"Mário Eduardo Lotti" - Vila da Antena
CMEI 3904-1090+435 Rua: Edgard Silva dompedrofilipak@hotmail.com
"Dom Pedro Filipak" Mattos, 80 Vila São
Pedro
CMEI 3904-1090+434 Av: da Integração, s/nº cmeidjalma@gmail.com
"Djalma Pimenta Dantas" - Conjunto União
CMEI 3904-1090+437 Av: Getúlio Vargas, cemeijoaopauloii@gmail.com
"João Paulo II" s/nº - Vila Popular
CMEI 3904-1090+442 Rua: Georgina cmeiananias@gmail.com
"Ananias Antônio Martins" Seugling, s/nº - Marta
Dequêch
CMEI 3904-1090+439 Rua: Saturnino Pires cmeimariadejesus@gmail.com
"Maria de Jesus Fernandes" de Godoy, s/nº- Vila
América
CMEI 3904-1090+438 Rua: Bento Ferraz de cmeiliatrevisan@gmail.com
"Lia Marisa Campos, 1373º Jardim
de Lacerda Trevisan" Pérola
Escola Municipal 3904-1141+420 Rua: Zulmira Marchesi emp.apae2024@gmail.com
ProcoEpSeCnOsLeASMMoUdNalICidIPaAdIeS FONE/RAMAL da Silva,E6N4D4ERCEeÇnOtro Email
Educação Especial
"Comendador Gino 3904-1090+415 Av.T. Pelegrine, 635 Jd emcginoazzolini@gmail.com
Azzolini" Primavera
"Deputado Nilson 3904-1090+417 Rua Francisco emnilsonribas@gmail.com
Baptista Ribas" Landrgraf, 152 Vila
Popular
"Dr. Acyr Ivo Carazzai" 3904-1090+418 Rua Bento Ferraz de emdracyr@gmail.com
Campos, 475 Jd Bela
Vista
"Edgard Galafassi" 3904-1090+419 Rua Minas Gerais, 124 emescolaedgardgalafassi@gm
Congonhas ail.com
"Noêmia de Oliveira 3904-1090+422 Rua Wady Farah, 285 escolanoemia@gmail.com
Bruno" Jd. Progresso
"Padre Antonio Lock" 3904-1090+423 Rua da Pitanga nº 84 , emantoniolock@gmail.com
Jd. Figueira
"Professor Ângelo 3904-1090+424 Rua Portugal, 240 escolaangelomazzarotto@gma
Mazzarotto" Centro il.com
"Professor Aníbal Campi" 3904-1090+425 Av. Jose Tavares de anibalcampi@gmail.com
Paiva, 87 Conj. União
"Professor Atila Silveira 3904-1090+426 Rua José Leandro de empatilasilveirabrasil@gmail.c
Brasil" Barros, s/n Fortunato om
Sibin
"Professor Lourenço 3904-1090+427 Av. Minas Gerais, 543 emlourencofilho@gmail.com
Filho" Centro
"Professora Alice Correa 3904-1090+428 Rua Palmas, 176 V. empalicecdiniz@gmail.com
Diniz" Independência
"Professora Eunice Gatti 3904-1090+429 Rua Washington Luiz, emeunicegattigomes@hotmail.
Gomes" s/n Jd. Pérola com
"Vereador Damasco 3904-1090+430 Rua Goiás, 1516 emdamasco@gmail.com
Adão Sottile" Centro
"Victorino Gomes 3904-1090+431 Rua Crisântemos s/n Jd. vitorinoghenriques@gmail.com
Henrique" Panorama
RELAÇÃO DAS ESCOLAS QUE POSSUEM EDUCAÇÃO INFANTIL 4 E 5
O Município também conta com uma relação de entidades que oferecem
Educação Infantil e Atendimento Educacional Especializado para
ESCOLAS FONE/RAMAL ENDEREÇO Email
Escola Rui Barbosa 3524-2102 Rua: escolaruibarbosacp@gmail.com
Pernambuco, 37
Centro
Escola Vila Militar (43) 998720027 Rua: Angelino colegiovilamilitarcp.@gmail.com.br
Biagini, 51
Jardim
Bandeirantes
Colégio Nossa 3524-1488 Rua: Tiradentes, contato@cnsr.com.br
190 Centro
Senhora do
Rosário
Escola Suzana 3524-3035 Av: Paraíso, 450 suzanawesley450@yahoo.com.br
Jd. Vitória
Wesley Régia
SESC Serviço 3520-5400 Av: Nossa Cprocopio@sesc.com.br
Social do Senhora do
Comercio Rocio, 696
Centro
estimulação visual para crianças de até 6 anos de idade. Segue, pois, a lista:
CENTRO DE EDUCAÇÃO FONE/RAMAL ENDEREÇO E-mail
INFANTIL ceiemaus@hotmail.com
(43) 99667- Rua: Alagoas, 513 Centro visiaudio_cp@hotmail.com
Centro de Educação 8842 Rua Francisco Morato
Infantil- Emaús (CEI) 3904-
1171+414
Visiaudio C.P
A tabela abaixo apresenta respectivamente os dados das evoluções das
matrículas na Educação Infantil creche no período de 2020 a 2025 e Escolas
Municipais:
CENTRO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL
2020 2021 2022 2023 2024 2025
INFANTIL INFANTIL
INFANTIL INFANTIL INFANTIL INFANTIL 0/1 2 3 0/1 2 3
38 22 07
0/1 2 3 0/1 2 3 0/1 2 3 0/1 2 3 27 16 23
15 13 16 24 20 20
ANANIAS - - - - - - - - - - - -
ANTONIO 18 14 14
MARTINS 20 20 20 18 15 17 26 19 22 28 18 28
ANJO DA 08 09 16 14 08 12 15 11 10 20 14 14
GUARDA
ANJO GABRIEL
DJALMA P. 42 24 28 23 27 36 31 36 36 47 28 44 46 47 31 42 32 45
DANTAS
DOM PEDRO 31 33 29 18 31 33 31 32 33 31 44 34 30 34 50 29 34 36
FILIPAK
IRMÃ PIA G. 13 33 20 21 19 19 29 19 20 29 22 20 21 20 16 16 19 20
VIEIRA
JOÃO PAULO II 18 15 23 22 18 15 25 12 15 25 15 16 15 28 16 14 14 27
LIA M. L. 34 24 43 21 25 49 26 27 46 40 39 30 42 28 44 38 36 31
TREVISAN
MARIA DE JESUS 10 15 09 14 13 11 12 13 12 12 12 12 13 12 12 13 12 12
F. SILVA
MARIO EDUARDO 10 13 13 10 14 12 11 13 10 17 11 15 13 12 15 13 13 16
LOTTI
NAIR DANTAS 08 07 06 09 09 12 13 13 11 12 13 11 13 12 13 12 12 12
CANARIO
TOTAL POR 194 193 207 170 179 216 219 195 215 261 216 224 235 222 236 219 206 233
TURMA
TOTAL POR ANO 594 565 629 700 693 658
2020 2021 2022 2023 2024 2025
INFANTIL INFANTIL INFANTIL INFANTIL INFANTIL INFANTIL
Escolas Municipais 4 5 4 5 4 5 4 5 4 5 4 5
Profª Alice Correia 17 34 29 17 15 20 27 20 15 34 20 16
Diniz
Comendador Gino 42 25 56 59 52 50 30 51 31 32 26 32
Azzolini
Dep. Nilson Baptista 41 41 44 32 20 25 15 21 20 17 14 20
Ribas
Dr. Acyr Ivo 43 64 22 44 40 20 20 43 21 19 20 20
Carazzai
Edgard Galafassi 19 15 17 20 17 16 11 17 16 11 21 17
20 19 10 17 15 12 00 18 13 00
Noêmia de Oliveira 20 00
Bruno
Padre Antônio Lock 41 38 40 38 30 40 20 30 20 19 30 28
21 20 20 20 20 20 20 20 20 20
Profª Eunice Gatti 21 25
Gomes
Profº Ângelo 20 18 14 19 19 13 19 13 14 19 19 14
Mazzarotto
Profº Anibal Campi 35 28 28 32 15 24 18 12 17 18 12 14
00 19 40 40 41 34 40 42 34 39
Profº Lourenço 00 22
Filho
Profº Átila Silveira 22 25 07 18 11 16 21 13 16 19 15 19
Brasil
Damasco Adão 00 29 00 00 29 00 00 30 13 00 15 15
Sottile
Vitorino Gomes 19 19 39 19 15 30 20 19 16 21 19 14
Henriques
TOTAL POR ANO 340 383 337 356 333 331 277 335 259 289 279 268
DIVISÃO DE ESCOLAS MUNICIPAIS POR GEORREFERENCIAMENTO
ESCOLAS BAIRROS
Escola Municipal Jardim Primavera
"Comendador Gino Azzolini" Jardim Vale do Sol I e II
Jardim Nova Esperança
Escola Municipal Jardim Verde I e II
"Professora Alice Correia Conjunto Marta Dequêch
Conjunto Benedito Catarino
Diniz" Residencial Marlene
Jardim Campo Belo
Escola Municipal "Professor Country Ville Residence
Átila Silveira Brasil" Residencial Maurício de Rossis
Vila dos Operários
Vila Independência
Vila Nova Independência
Vila Nova
Vila Mariana
Vila Daher
Vila Severina
Jardim Seminário
Conjunto Mutirão I
Vila Vicentin
Fortunato Sibin
Vale da Margaridas
Jardim Ayrton Senna
Jardim Santa Rosa I e II
Jardim Universitário
Sebastião Cunha
Jardim Ouro Verde I e II
Conjunto Padre Paulo Broda
Conjunto Vera Lúcia
Escola Municipal Professor Conjunto União
Anibal Campi (CAIC) Conjunto Florêncio Rebolho
Jardim Universitário
Escola Municipal Padre Conjunto João Lima
Antônio Lock Mutirão I e II
Vila Severina
Escola Municipal "Ângelo Jardim Cristo Rei
Mazzarotto"
Jardim Cristo Rei
Escola Municipal "Doutor Jardim Figueira
Ivo Carazzai" Jardim Pioneiro
Vila Staiger
Escola Municipal Jadim Seminário
"Professora Eunice Gatti Vila São Pedro
Vila Moreira
Gomes" Vila Arrebola
Residencial Francisco Amâncio
Escola Municipal "Vitorino Conjunto Alvorada
Gomes Henrique" Conjunto Varoto
Escola Municipal Vila Moreira
"Professor Lourenço Filho" Vila Paraiso
Vila Haddad
Vila Henrique
Vila da Antena
Vila Recreio
Vila Staiger
Vila Assad (Três Bicas)
Centro linha do trem em direção ao
monumento Cristo Rei
Conjunto Vitor Dantas
Jardim Bela Vista
Conjunto Belle Bergamasco
Vila da Antena
Jardim Pérola
Jardim Pérola
Jardim São Judas Tadeu
Jardim João XXIII
Jardim Morumbi I e II
Jardim São Silvestre I e II
Jardim Vitória Régia
Vila Ipiranga
Jardim Panorama I e II
Jardim Henrique Vitorelli
Conjunto João Rocha
Jardim Porto Imperial
Conjunto Ivany Paiva Gatti
Residencial Atlântico
Jardim Belle Bergamasco
Jardim Morumbi I e II
Jardim São Silvestre
Centro linha do trem em direção a
Igreja Matriz Cristo Rei
Vila Ipiranga
Escola Municipal "Vereador Vila Mariana
Damasco Adão Sottile" Vila Assad (Três Bicas)
Vila Henrique
Escola Municipal "Deputado Vila Paraiso
Nilson Baptista Ribas" Vila Ipiranga
Escola Municipal "Noêmia Vila América
de Oliveira Bruno" Veneza I e II
Royal Parque
Jardim Porto Belo I e II
Jardim Novo Bandeirantes
Jardim Bandeirantes
Vila Seugling
Jardim Europa
Residencial Águas do Vale
Vila dos Operários
Jardim Progresso
Residencial das Orquídeas
Vila Galeano
Vila Santa Terezinha
Conjunto Rosário Pitelli (Vila Popular)
Vila Santa Catarina
Parque Industrial I e II
Vila América
Jardim Estoril
Jardim Taurus
Vila Inácio
Condomínio Lago do Bosque
Residencial Maanan
Vila Ipiranga
Loteamento Comercial
Jardim Progresso
Residencial das Orquídeas
Vila Galeano
Jardim Progresso
Conjunto Marta Dequêch
Conjunto Benedito Catarino
Residencial Marlene
Jardim Novo Horizonte
Residencial das Orquídeas
Vila Galeano
DIVISÃO DE CENTROS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO INFANTIL POR
PROXIMIDADE DOMICILIAR
CMEI'S BAIRROS
Cmei "Irmã Pia Gioconda Vila Independência
Vieira" Vila Primavera
Jardim Vale do Sol I e II
Jardim Nova Esperança
Jardim Vale Verde I e II
Vila Nova Independência
Residencial Maurício de Rosis
Vila dos Operários
Cmei "Anjo da Guarda" Centro sentido Catedral Cristo Rei
Vila Nova
Vila Mariana
Vila Daher
Vila Independência
Vila Severina
Vila Vicentin
Vila Ipiranga
Jardim Veneza I e II
Cmei Djalma Pimenta Jardim Seminário
Dantas Conjunto Mutirão I e II
Fortunato Sibin
Vale das Margaridas
Jardim Airton Senna
Jardim Santa Rosa I e II
Jardim Universitário (José Tibúrcio)
Conjunto Sebastião Cunha
Jardim Ouro Verde I e II
Conjunto Padre Paulo Broda
Conjunto Vera Lúcia
Conjunto União
Conjunto Florêncio Rebolho
Conjunto João Lima
Cmei Dom Pedro Filipak Vila Severina
Jardim Cristo Rei
Jardim Figueira
Jardim Pioneiro
Vila Staiger
Jardim Seminário
Vila São Pedro
Vila Moreira
Vila Arrebola
Residencial Francisco Amâncio
Conjunto Alvorada
Conjunto Varotto
Cmei Mário Eduardo Lotti Vila Staiger
Vila Moreira
Cmei Lia Marisa de Vila Paraiso
Lacerda Trevisan Vila Haddad
Vila Henrique
Cmei Nair Dantas Canário Vila da Antena
Cmei Maria de Jesus Vila Recreio
Fernandes Vila Assad (Tres Bicas)
Centro linha do trem em direção ao
Cmei João Paulo II Monumento Cristo Rei
Conjunto Vitor Dantas
Jardim Bela Vista
Conjunto Belle Bergamasco
Jardim Pérola
Conjunto João Rocha
Jardim São Judas Tadeu
Jardim João XXIII
Jardim Morumbi I e II
Jardim São Silvestre I e II
Jardim Vitória Régia
Vila Ipiranga
Jardim Panorama I e II
Jardim Henrique Vitorelli
Jardim Porto Imperial
Conjunto Ivany Paiva Gatti
Residencial Atlântico
Jardim Morumbi
Jardim São Silvestre I
Vila América
Royal Parque
Porto Belo I e II
Jardim Novo Bandeirantes
Jardim Bandeirantes
Vila Seugling
Jardim Europa
Residencial Águas do Vale
Vila dos Operários
Residencial das Orquídeas
Vila Galeano
Vila Santa Terezinha
Conjunto Rosario Pitelli (Vila
Popular)
Vila Santa Catarina
Parque Industrial I e II
Vila América
Jardim Estoril
Jardim Taurus
Vila Inácio
Condomínio Lago do Bosque
Residencial Mannan
Vila Ipiranga Loteamento Comercial
Cmei Professor Ananias Jardim Progresso
Antônio Martins Conjunto Marta Dequêch
Conjunto josé Benedito Catarino
Cmei Anjo Gabriel Residencial Marlene
Jardim Campo Belo
Conjunto Country Vile Residence
Jardim Novo Horizonte
Residencial da Orquídeas
Vila Galeano
Distrito de Congonhas
A referida tabela acima, não segue nenhuma determinação, levando em
consideração que para a educação infantil de 0 a 3 anos de idade (creche) o
ensino não é obrigatório. Seguimos uma Lei Federal 14.851/24 no qual ela
refere-se a obrigatoriedade da existência da Central Única de Vagas, e nela as
opções a serem seguidos na questão do local da matrícula, que fica a critério da
família.
2.3.2 - CENTRO DE ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
VISIAUDIO
Identificação
Dados da Entidade Associação de Pais, Amigos e deficientes visuais ou
auditivos de Cornélio Procópio
Centro de Atendimento Educacional Especializado CAEE VISIAUDIO CP
Endereço: Rua Francisco Morato, 430 Vila Staiger.
CNPJ: 81.881.146/0001-95
Área de Atuação: Atendimento Educacional para as Pessoas com Deficiências
Visuais (cego ou baixa visão) e auditivas.
O atendimento está disponibilizado aos estudantes regularmente matriculados
na rede regular de ensino e também as pessoas da comunidade desde os bebês
até ao longo da vida. Referente a faixa etária de 0 à 6 anos, é ofertado a
educação precoce e estimulação visual. Os atendimentos dos alunos ocorrem
de duas a quatro vezes por semana conforme necessidade do aluno.
Principais desafios em relação a primeira infância: A identificação da baixa
visão e ou deficiência auditiva/surdez é um processo complexo e envolve
acompanhamento por profissionais da área da saúde. E na idade escolar que
contamos com profissionais da educação para identificação e/ou suspeita da
deficiência para que os responsáveis procurem atendimentos médicos e a
necessidade ou não de Atendimento Educacional Especializado para
acompanhamento da criança.
Projetos Desenvolvidos
ÁREA AÇÃO PUBLICO LOCAL DATA DE
ALVO REALIZAÇÃO
SURDEZ E Palestra sobre Professores UTFPR - DUARANTE O
VISUAL sinais de da Educação CP ANO
alerta na Especial da CORRENTE
primeira Rede Pública
infância para Municipal
identificação
da deficiência
e informações
gerais
Plano de Trabalho
OBJETIV AÇÕES MONITORAMEN PERIODICIDA RESPONSÁV
OS EMETAS DE EIS
TO/
Atendiment Direção,
o INDICADORES Coordenação
Educacion e professores.
Identificar al Palestras sobre 1 vez por ano
Especializa
a do quando sinais de alerta ou de acordo
necessário
necessida na primeira com a
de da infância para necessidade
deficiência identificação da dos CMEIS
visual e/ou deficiência e
auditiva informações
gerais para os
profissionais dos
CMEIS
2.3.3 - SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE
O Plano Municipal pela Primeira Infância (PMPI), se faz necessário um
processo estruturado e intersetorial, focado na criação de políticas públicas que
atendam às necessidades das crianças de 0 a 6 anos. O PMPI na saúde não se
limita apenas a ações de vacinação, mas engloba uma abordagem integral,
conforme estabelecido pelo Marco Legal da Primeira Infância (Lei nº
13.257/2016).
A participação social é um dos pilares de um PMPI eficaz. É importante
incluir a voz das crianças, de seus cuidadores e da sociedade civil organizada
para garantir que o plano reflita as reais necessidades locais. É fundamental
seguir uma abordagem estratégica e colaborativa, assegurando que o processo
seja participativo e respaldado por dados e legislação.
Este relatório oferece uma análise sobre a situação da saúde em
Cornélio Procópio, com foco na saúde materno-infantil e no acesso a serviços
especializados. Os dados refletem um panorama com pontos fortes na atenção
primária e desafios significativos na demanda por especialistas.
Saúde Materno-Infantil
Acompanhamento Gestacional: O município acompanha um total de 161
gestações ativas. A distribuição, conforme o gráfico, mostra que a maioria das
gestantes (49,1% ou 79 gestantes) se encontra no segundo trimestre, um
período crucial para o desenvolvimento fetal. O restante se divide entre o terceiro
trimestre (35,4% ou 57 gestantes) e o primeiro trimestre (15,5% ou 25 gestantes).
Nascimentos e Partos (Período: janeiro a setembro de 2025):
Foram realizados 122 partos no período, sendo 106 partos normais e 16
partos Cesárea. Isso resulta em uma taxa de cesáreas de aproximadamente
13,1%, um índice considerado excelente e alinhado às recomendações da
Organização Mundial da Saúde (OMS), que preconiza taxas entre 10% e 15%.
Foram registrados 11 nascimentos prematuros e 29 nascidos vivos abaixo
do peso. Estes números requerem atenção, pois indicam a necessidade de
fortalecer o pré-natal e o acompanhamento de gestações de risco.
Mortalidade:
Um indicador extremamente positivo é a ausência de óbitos maternos (0)
no período, o que sugere uma boa qualidade na assistência ao parto e puerpério.
Há 2 óbitos de crianças (0 a 6 anos) em investigação, um ponto de alerta
que demanda apuração rigorosa das causas para a implementação de medidas
preventivas.
MORTALIDADE INFANTIL POR RAÇA / COR
MORTALIDADE INFANTIL POR CAUSAS EVITÁVEIS
MORTALIDADE MATERNA
3. Acesso a Serviços Especializados e Ações de Saúde
Lista de Espera: O principal desafio identificado nos dados é a alta demanda
reprimida por consultas especializadas. Somados os pacientes em espera
chegam a 1.428 pessoas, distribuídos da seguinte forma:
o Neurologia: 836 pessoas (maior gargalo).
o Fonoaudiologia: 162 pessoas.
o Outras especialidades (não especificadas): 430 pessoas. Estes números
indicam uma sobrecarga no sistema e a necessidade urgente de expandir a
oferta de serviços especializados para a população.
Ações de Prevenção e Atendimento:
o O município demonstra uma forte atuação na atenção primária, com a
realização de diversas campanhas de prevenção (vacinação, ISTs, aleitamento
materno) e controle de endemias (Dengue, Chicungunha e Zica).
o A rede de atendimento básico (UBS) funciona em horário padrão (8h às 17h),
com um importante diferencial na UBS Central, que oferece horário estendido
(até as 22h durante a semana e atendimento aos sábados, domingos e feriados),
ampliando o acesso para a população trabalhadora.
COBERTURA PRIMARIA À SAUDE
Conclusão e Recomendações
Pontos Fortes:
Taxa de parto Cesárea baixa (13,1%), indicando boas práticas na
assistência obstétrica.
Zero mortalidade materna, o maior indicador de sucesso na saúde da
mulher.
Ações robustas de prevenção na atenção primária e horários de
atendimento estendidos na UBS Central.
Pontos de Atenção (Desafios):
Longas filas de espera para consultas especializadas, especialmente
em Neurologia, representam o desafio mais crítico do sistema de saúde
local.
Os números de nascimentos prematuros e de baixo peso, juntamente
com os óbitos infantis em investigação, exigem monitoramento
contínuo e aprofundamento das estratégias de cuidado pré-natal.
Em suma, o relatório aponta para um sistema de saúde com uma base sólida na
atenção primária e na saúde materno-infantil, mas que enfrenta uma severa
dificuldade em garantir o acesso a serviços de média e alta complexidade. Ações
para ampliar a oferta de consultas especializadas são fundamentais para atender
a demanda da população.
ALEITAMENTO MATERNO INFANTIL
ÍNDICES DE PARTOS
COBERTURA ESQUEMA VACINAL INFANTIL
QUADRO DE REFERENCIA GESTACIONAL
REFERÊNCIA ITEM DETALHES / NÚMERO
22/09/2025 NÚMERO DE GESTANTES DO 161 GESTAÇÕES ATIVAS
MUNICÍPIO
22/09/2025 ÓBITOS DE 0 A 6 ANOS EM 02
INVESTIGAÇÃO
22/09/2025 ÓBITOS MATERNOS DE JANEIRO A 0
SETEMBRO 2025
22/09/2025 GESTAÇÕES DE 1º TRIMESTRE 25
22/09/2025 GESTAÇÕES DE 2º TRIMESTRE 79
22/09/2025 GESTAÇÕES DE 3º TRIMESTRE 57
22/09/2025 PARTO NORMAL REALIZADO NO 106
PERÍODO DE JANEIRO A SETEMBRO
22/09/2025 PREMATUROS NASCIDOS NO 11
PERÍODO DE JANEIRO A SETEMBRO
22/09/2025 NASCIDOS VIVOS ABAIXO DO PESO 29
22/09/2025 NO PERÍODO DE JANEIRO A
22/09/2025 SETEMBRO DE 2025
22/09/2025 NASCIDOS VIVOS COM DST NO 0
22/09/2025 PERÍODO DE JANEIRO A SETEMBRO
DE 2025
PARTO CESÁREA NO PERÍODO DE 16
JANEIRO A SETEMBRO
LISTA DE ESPERA PARA CONSULTA 836
ESPECIALIZADA EM NEUROLOGIA
LISTA DE ESPERA PARA 162
FONOAUDIOLOGIA
LISTA DE ESPERA 430
PARA PSICOLOGIA, CAMPANHAS E NO ÂMBITO DA ATENÇÃO
PROGRAMAS DE PREVENÇÃO À PRIMÁRIA EM SAÚDE SÃO
SAÚDE PARA MÃES E CRIANÇAS DE
0 A 6 REALIZADAS VÁRIAS
CAMPANHAS, INCLUINDO
AS DE VACINAÇÃO,
PREVENÇÃO DE ISTs,
ALEITAMENTO MATERNO,
PREVENÇÃO ÀS DOENÇAS
ENDÊMICAS, COMO
DENGUE, CHICUNGUNYA E
ZICA, ENTRE OUTRAS.
UNIDADES QUE ATENDEM TODAS AS UBS ATENDEM
CRIANÇAS DAS 8H ÀS 17H.
CRIANÇAS DE 0 A 6 ANOS UBS CENTRAL DAS 8H ÀS
22H DE SEGUNDA A SEXTA.
UBS CENTRAL DAS 8H ÀS
20 SÁBADOS DOMINGOS E
FERIADOS.
2.3.4 - SECRETARIA MUNICIPAL DA CULTURA E TURISMO
A secretaria de Cultura e Turismo tem a sua sede na Casa da Cultura
Nair Mariucci Azzolini, situada na Av. XV de Novembro, nº 400, e seu
organograma contempla:
Secretaria de Cultura: Ruy Dias Sampaio
Departamento de Cultura: Eduardo Lopes Lavado
Departamento de Eventos: Paulo Sérgio Batista
Departamento de Turismo: José Manuel Silva Junior
Assessoria de interação intersetorial I: Geraldo Teodoro
Assessoria de interação intersetorial II: Carlos Eduardo Concato
Agente administrativo: Carlos Eduardo Rodrigues Andrade
Auxiliar de serviços gerais: Eliane Banaki
Zeladora: Julia de Fátima Pedroso
CULTURA E PRIMEIRA INFÂNCIA
O direito da primeira infância (0 a 6 anos) à cultura é fundamental para
o desenvolvimento integral, garantido pelo Marco Legal da Primeira Infância e
pelo ECA. O acesso de crianças e adolescentes à educação, à cultura, ao
esporte e ao lazer são direitos assegurados pelo Estatuto da Criança e
Adolescente (ECA), lei 8.069/1990. Inclui o acesso a manifestações artísticas,
música, teatro e, crucialmente, ao brincar, reconhecendo a criança como
produtora de cultura, não apenas consumidora. O Estado, família e sociedade
devem prover espaços e materiais para essa vivência.
Pontos Principais sobre o Direito à Cultura na Primeira Infância:
Fundamento Legal: O artigo 15 da Lei 13.257/2016 (Marco Legal)
determina que políticas públicas criem condições para que crianças acessem e
produzam cultura.
Desenvolvimento Integral: A cultura estimula a criatividade, sensibilidade,
emoções e resiliência, essenciais nos primeiros anos de vida.
Desenvolvimento integral: A cultura estimula a criatividade, semsibilidade,
emoções e resiliência essenciais nos primeiros anos de vida.
Cultura como Brincar: A cultura lúdica -- brinquedos, brincadeiras,
cantigas de roda -- é considerada o maior patrimônio cultural da humanidade e
forma de transmissão social.
Direitos de Aprendizagem (BNCC): A Base Nacional Comum Curricular (BNCC)
para educação infantil prioriza conviver, brincar, participar, explorar, expressar e
conhecer-se.
Diversidade: Deve-se respeitar a diversidade cultural, étnica e
geográfica, garantindo acesso igualitário.
Direitos de Aprendizagem (BNCC): A Base Nacional Curricular para a
educação infantil, prioriza conviver, brincar, participar, explorara, expressar e
conhecer-se.
As atividades culturais desempenham um papel crucial na educação e
desenvolvimento das crianças, indo além do aprendizado tradicional. Afinal, elas
envolvem experiências que permitem às crianças explorar, expressar e acima
de tudo entender o mundo ao seu redor de maneira significativa.
A infância é uma fase de descobertas. É quando os sentidos estão mais
abertos e a imaginação se torna o principal instrumento de aprendizado.
Ao proporcionar experiências culturais desde os primeiros anos, os
adultos ajudam as crianças a expandirem sua visão de mundo e a construírem
referências positivas sobre convivência, criatividade e empatia.
O contato com a arte, seja por meio da música, da pintura, do teatro ou
da literatura, estimula o raciocínio, melhora a coordenação motora e fortalece a
capacidade de comunicação.
As atividades culturais oportunizam a otimização de vínculos afetivos,
sociais e familiares.
Frequentar espaços culturais: levar as crianças a lugares onde as
atividades que são planejadas especialmente para o público infantil, explorando
diferentes linguagens, são essenciais para estabelecer as relações afetivas e
familiares e o desenvolvimento global da criança.
Explorar diferentes linguagens: apresentar teatro, música, cinema,
pintura e literatura como forma artística desenvolvendo um tipo de percepção.
Crie momentos culturais em casa: ouvir uma orquestra, assistir a um
filme clássico ou montar uma miniexposição com desenhos da criança são
formas simples de viver cultura.
Valorize a produção infantil: quando a criança cria algo -- um desenho, uma
história, uma escultura --, valorize e incentive. Isso fortalece sua autoestima e o
desejo de continuar explorando o universo artístico.
Atividades culturais para crianças de 0 a 6 anos incluem musicalização,
teatro, pintura, contação de histórias e visitas a museus, focando na estimulação
sensorial, criatividade e expressão corporal. Ações como sarau poético, arte com
sucata, dança e brincadeiras populares (amarelinha, pega-pega) fortalecem o
desenvolvimento cognitivo e social.
CULTURA
Cultura é um conceito amplo que representa o conjunto de tradições,
crenças e costumes de determinado grupo social. Ela é repassada através da
comunicação ou imitação às gerações seguintes. Dessa forma, a cultura
representa o patrimônio social de um grupo sendo a soma de padrões dos
comportamentos humanos e que envolve: conhecimentos, experiências,
atitudes, valores, crenças, religião, língua, hierarquia, relações espaciais, noção
de tempo, conceitos de universo.
A cultura também pode ser definida como o comportamento por meio da
aprendizagem social. Essa dinâmica faz dela uma poderosa ferramenta para a
sobrevivência humana.
A cultura também é entendida como um conjunto de práticas, objetos,
relações, valores e costumes que caracterizam determinadas sociedades ou
grupos sociais. A cultura está presente nos mais diversos espectros da vida em
sociedade e molda, por meio das instituições e das relações que estabelece, o
modo como enxergamos o mundo. A experiência humana, pautada na cultura,
manifesta a cultura de diferentes formas e dá significado à vida em sociedade.
CULTURA MATERIAL E CULTURA IMATERIAL
A cultura de um povo pode manifestar-se de várias maneiras, tanto em
objetos quanto em coisas abstratas, por isso falamos em cultura material e
imaterial.
Cultura material e cultura imaterial são diferentes modalidades culturais
que preveem a existência de elementos culturais fisicamente construídos e
elementos culturais que não possuem uma criação física e material,
respectivamente.
Falando em patrimônio cultural, por exemplo, temos manifestações
culturais que compõem um conjunto patrimonial material, como construções e
obras de arte, e um conjunto patrimonial cultural imaterial, como festas, festivais,
danças, músicas e estilos musicais, culinária etc.
BRINCADEIRAS E BRINQUEDOS CULTURAIS
Existem brincadeiras e brinquedos que hoje conhecemos por passar de
geração em geração. Possuem várias origens e participaram de várias etapas
do desenvolvimento do pais. Hoje
CULTURA POPULAR
Cultura popular são as produções artísticas e intelectuais que têm
origem e são cultivadas fora das elites sociais e se destacam por seu caráter
orgânico e coletivo.
A cultura popular é compreendida como um vasto repertório de produtos
culturais, como música, literatura, arte, moda, dança, pintura, cinema, televisão
e rádio, consumidos majoritariamente por grupos fora da elite, abrangendo as
classes trabalhadoras e segmentos significativos da classe média.
A origem da cultura popular, enraizada nas tradições e costumes pré-
industriais e transmitida principalmente através da oralidade, destaca seu caráter
orgânico e coletivo, diferenciando-a da cultura erudita, adquirida por meio de
estudos, e da cultura de massa, produzida industrialmente.
A cultura brasileira é o conjunto de tradições, costumes, expressões
artísticas e crenças formados pela miscigenação de povos indígenas, africanos
e europeus (principalmente portugueses). É uma identidade nacional diversa,
não homogênea, que varia regionalmente e continua em constante
transformação. Assim como a formação étnica do povo brasileiro, é vasta e
diversa.
Nossos hábitos culturais receberam elementos e influências de povos
indígenas, africanos, portugueses, espanhóis, italianos e japoneses, entre
outros, devido à colonização, à imigração e aos povos que já habitavam aqui.
São elementos característicos da cultura brasileira a música popular, a literatura,
a culinária, as festas tradicionais nacionais, como o Carnaval, e as festas
tradicionais regionais.
A GARANTIA DE ACESSO À CULTURA
A Constituição Federal de 1988 (Art. 215-216) define a cultura como
direito fundamental, garantindo o acesso às fontes de cultura nacional e a
proteção do patrimônio material/imaterial. O Estado deve apoiar, incentivar a
valorização e proteger manifestações culturais (indígenas, afrodescendentes,
regionais), com o Sistema Nacional de Cultura estruturando essas políticas.
Direitos Culturais (Art. 215): Pleno exercício dos direitos culturais,
acesso à cultura nacional e proteção à diversidade cultural.
Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos
culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a
valorização e a difusão das manifestações culturais.
§ 1º O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e
afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório
nacional. Regulamento
§ 2º A lei disporá sobre a fixação de datas comemorativas de alta significação
para os diferentes segmentos étnicos nacionais.
§ 3º A lei estabelecerá o Plano Nacional de Cultura, de duração plurianual,
visando ao desenvolvimento cultural do País e à integração das ações do poder
público que conduzem à: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 48, de 2005)
I defesa e valorização do patrimônio cultural brasileiro; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 48, de 2005)
II produção, promoção e difusão de bens culturais; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 48, de 2005)
III formação de pessoal qualificado para a gestão da cultura em suas múltiplas
dimensões; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 48, de 2005)
IV democratização do acesso aos bens de cultura; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 48, de 2005)
V valorização da diversidade étnica e regional. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 48, de 2005)
Patrimônio Cultural (Art. 216): Proteção de bens materiais e imateriais
(referências à identidade, ação e memória) através de tombamento e registros.
Art. 216. Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza
material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de
referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da
sociedade brasileira, nos quais se incluem:
I - as formas de expressão;
II - os modos de criar, fazer e viver;
III - as criações científicas, artísticas e tecnológicas;
IV - as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às
manifestações artístico-culturais;
V - os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico,
arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.
§ 1º O Poder Público, com a colaboração da comunidade, promoverá e protegerá
o patrimônio cultural brasileiro, por meio de inventários, registros, vigilância,
tombamento e desapropriação, e de outras formas de acautelamento e
preservação.
§ 2º Cabem à administração pública, na forma da lei, a gestão da documentação
governamental e as providências para franquear sua consulta a quantos dela
necessitem. ( Lei nº 12.527, de 2011)
§ 3º A lei estabelecerá incentivos para a produção e o conhecimento de bens e
valores culturais.
§ 4º Os danos e ameaças ao patrimônio cultural serão punidos, na forma da lei.
§ 5º Ficam tombados todos os documentos e os sítios detentores de
reminiscências históricas dos antigos quilombos.
§ 6 º É facultado aos Estados e ao Distrito Federal vincular a fundo estadual de
fomento à cultura até cinco décimos por cento de sua receita tributária líquida,
para o financiamento de programas e projetos culturais, vedada a aplicação
desses recursos no pagamento de: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42,
de 19.12.2003)
I - despesas com pessoal e encargos sociais; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº
42, de 19.12.2003)
II - serviço da dívida; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)
III - qualquer outra despesa corrente não vinculada diretamente aos
investimentos ou ações apoiados. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42,
de 19.12.2003)
Art. 216-A. O Sistema Nacional de Cultura, organizado em regime de
colaboração, de forma descentralizada e participativa, institui um processo de
gestão e promoção conjunta de políticas públicas de cultura, democráticas e
permanentes, pactuadas entre os entes da Federação e a sociedade, tendo por
objetivo promover o desenvolvimento humano, social e econômico com pleno
exercício dos direitos culturais. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de
2012)
§ 1º O Sistema Nacional de Cultura fundamenta-se na política nacional de cultura
e nas suas diretrizes, estabelecidas no Plano Nacional de Cultura, e rege-se
pelos seguintes princípios: Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
I - Diversidade das expressões culturais; incluído pela Emenda Constitucional nº
71, de 2012
II - Universalização do acesso aos bens e serviços culturais; incluído pela
Emenda Constitucional nº 71, de 2012
III - fomento à produção, difusão e circulação de conhecimento e bens culturais;
incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
IV - Cooperação entre os entes federados, os agentes públicos e privados
atuantes na área cultural; incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
V - Integração e interação na execução das políticas, programas, projetos e
ações desenvolvidas; incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
VI - Complementaridade nos papéis dos agentes culturais; Incluído pela Emenda
Constitucional nº 71, de 2012
VII - transversalidade das políticas culturais; incluído pela Emenda Constitucional
nº 71, de 2012
VIII - autonomia dos entes federados e das instituições da sociedade civil;
incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
IX - Transparência e compartilhamento das informações; incluído pela Emenda
Constitucional nº 71, de 2012
X - Democratização dos processos decisórios com participação e controle social;
incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
XI - descentralização articulada e pactuada da gestão, dos recursos e das ações;
Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
XII - ampliação progressiva dos recursos contidos nos orçamentos públicos para
a cultura. Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
§ 2º Constitui a estrutura do Sistema Nacional de Cultura, nas respectivas
esferas da Federação: Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
I - órgãos gestores da cultura; incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de
II - Conselhos de política cultural; incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de
III - conferências de cultura; incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
IV - Comissões Inter gestores; incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de
V - Planos de cultura; incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
VI - Sistemas de financiamento à cultura; Incluído pela Emenda Constitucional
nº 71, de 2012
VII - sistemas de informações e indicadores culturais; incluído pela Emenda
Constitucional nº 71, de 2012
VIII - programas de formação na área da cultura; e incluído pela Emenda
Constitucional nº 71, de 2012
IX - Sistemas setoriais de cultura. Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de
§ 3º Lei federal disporá sobre a regulamentação do Sistema Nacional de Cultura,
bem como de sua articulação com os demais sistemas nacionais ou políticas
setoriais de governo. Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
§ 4º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão seus respectivos
sistemas de cultura em leis próprias. Incluído pela Emenda Constitucional nº 71,
de 2012
VIII - programas de formação na área da cultura; e incluído pela Emenda
Constitucional nº 71, de 2012
IX - Sistemas setoriais de cultura. Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de
§ 3º Lei federal disporá sobre a regulamentação do Sistema Nacional de Cultura,
bem como de sua articulação com os demais sistemas nacionais ou políticas
setoriais de governo. Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
§ 4º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão seus respectivos
sistemas de cultura em leis próprias. Incluído pela Emenda Constitucional nº 71,
de 2012.
EQUIPAMENTOS CULTURAIS VINCULADOS À SECRETARIA DE CULTURA
E TURISMO
CASA DA CULTURA NAIR MARIUCCI AZZOLINI
Av. XV de Novembro, 400
A Casa da Cultura fica situada em um prédio histórico do município. O
imóvel já foi a prefeitura na década de é um espaço cultural público, de livre
acesso, que abriga, em suas dependências, a Secretaria de Cultura e Turismo,
o Museu Histórico de Cornélio Procópio e a Biblioteca Pública Municipal. O
contato para agendamentos e informações é (43) 39041110 e o Email é
secretariadeculturacp@gmail.com.
BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL PROFª EDNA SAAD BONFIM
CARNEVALLE
Av. XV de Novembro, 400
A Biblioteca Municipal foi instituída em 8 de outubro de 1948 pela Lei nº
48 e foi reinaugurada em 2000 e conta com um acervo de mais de 20 mil livros
dos mais variados títulos.
A Biblioteca está aberta gratuitamente ao público, para visita e
empréstimo de livros, de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h
às 17h.
Atividades: Espaço para leitura; Atividades de contação de história,
leitura guiada, oficina de escrita criativa, às quintas-feiras das 14h às 16h com
agendamento prévio.
MUSEU HISTÓRICO DE CORNÉLIO PROCÓPIO
Av. XV de Novembro, 400
O Museu Histórico foi inaugurado em 2000 e seu acervo possui mais de
200 peças, adquiridas por meio de doações da população procopense e conta a
história do município e sua colonização através de um valioso acervo cultural de
objetos, instrumentos, móveis, peças que pertenceram aos pioneiros e
fundadores da cidade.
O Museu Histórico está aberto à visitação pública gratuita de segunda-
feira a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h.
Atividades: Visita aberta a turmas escolares, com agendamento prévio.
MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL MOZART DE OLIVEIRA VALLIM
Rua Jader Correia Silva Junior, S/N
O Museu de História Natural tem sua sede em um prédio histórico e de
relevante importância na colonização, fundação e desenvolvimento da cidade: a
antiga Estação Ferroviária Km 125. O Museu foi instalado em 2000.
O acervo de animais taxidermizados conta com mais de 200 peças
produzidas pelo biólogo e odontólogo professor João Aparecido Galdino, um dos
maiores taxidermistas do país.
Além dos animais taxidermizados, o museu também tem uma exposição
permanente de peças e utensílios dos povos originários.
O Museu de História Natural está aberto à visitação pública gratuita de
segunda-feira a sexta-feira, das 8:30 às 12h e das 13:30 às 17h e no primeiro
domingo do mês das 14:30 às 17h. Às quintas-feiras 8:30 e 9:30 o museu oferece
uma visita guiada por alunos de extensão do curso de ciências biológicas da
UENP, para turmas escolares com prévio agendamento. O contato para
informações e agendamentos é pelo telefone (43) 39041110.
Atividades: Visitas guiadas às quintas-feiras com agendamento de turmas
escolares às 8:30 e às 9:30.
CENTRO CULTURAL GALDINO DE ALMEIDA
Rua Paraíba, 163
O Centro Cultural é um espaço fundado que conta com um auditório de
320 lugares, palco italiano, onde recebe diversas palestras, reuniões,
apresentações musicais, dança, teatro, exposições de artes.
O Centro Cultural está aberto de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às
12h e das 13h às 17h. Salvo eventos particulares e públicos realizados em
período noturno e aos finais de semana. O contato para informações e
agendamentos é pelo telefone (43) 39041110.
Atividades: Shows, palestras, espetáculos de dança, teatro, exposições de
artes para todo o público da Cidade e região.
ESPAÇO CULTURAL GREGÓRIO FERACIN
Rua Emílio de Menezes, 86
O Espaço Cultural foi inaugurado em agosto de 1990 e é um espaço
criado em frente à pedreira, com o objetivo de abrigar eventos de grande porte
como shows e feiras.
O Espaço está aberto para visitação gratuita pública (salvo eventos
particulares) de segunda-feira a sexta-feira das 8:30 às 12h e das 13:30 às 17h.
O contato para informações e agendamentos é pelo telefone (43) 39041110.
Atividades: Shows, feiras, festas juninas, exposições, e na pedreira o grupo de
escalada de Cornélio oferece escalada guiada para crianças, jovens e adultos.
CASA DO ARTESÃO
Rua Paraná S/N
Início dos anos 2000, surge a ideia de criar um espaço onde
pudéssemos comercializar
produtos de atividades artesanais, que nos remetem aos tempos que só a
habilidade manual conseguia traduzir. As necessidades de objetos, como
utensílios do dia a dia, que hoje, muitos deles ainda tem sua função, tendo outros
conceitos comerciais na decoração ou como souvenir de lembranças de viagem.
Sua inauguração foi em 2009. A Casa do Artesão é um complexo de comércio e
monitoria em artesanato, com oficinas de artesanato, em especial o bordado em
tecido.
A Casa do Artesão está aberta gratuitamente à visitação pública de
segunda-feira a sexta-feira, das 13h às 16h.
Atividades: A Casa do Artesão oferece oficinas de artesanato para crianças,
jovens e adultos com agendamento de dias e horários.
CEU DAS ARTES
Rua do Lago, S/N
O CEU das Artes ou Centro de Artes e Esportes Unificado é um
programa federal que integra atividades artísticas, esportivas, lazer e assistência
social em um único local. Focados em comunidades com vulnerabilidade social,
oferecem serviços como teatro, música, biblioteca, dança, com o objetivo de
promover a inclusão social através da cultura e esporte. O CEU das Artes aqui
na nossa cidade, contempla somente as artes, não sendo um equipamento para
a prática esportiva.
O horário de funcionamento desse espaço se dá das 8h às 12h e das
13h às 16h.
Atividades: Ainda em estruturação do espaço físico e equipamentos, mas irá
abrigar atividades culturais e artísticas diversas.
CENTRO DE EVENTOS
Rua Francisco Morato, 125
O Centro de Eventos foi inaugurado em 2000 neste prédio histórico onde
era a antiga oficina de trens. O espaço abriga eventos para até 2800 pessoas e
são realizadas festas públicas e particulares, entre formaturas, convenções e
festas.
O centro de eventos abre apenas para a realização de eventos
agendados e para visitas técnicas.
Atividades: Festas particulares, festas públicas, formaturas, confraternizações
entre outros eventos de grandes proporções públicas.
EQUIPAMENTOS TURÍSTICOS VINCULADOS À SECRETARIA DE CULTURA
E TURISMO
ESTAÇÃO FERROVIÁRIA KM 125
próximo ao cruzamento da Avenida Marechal Deodoro da Fonseca com as
linhas férreas
Em agosto de 1920, o Presidente do estado do Paraná assinou um
contrato com Antônio Barboza Ferraz e outros fazendeiros da região de
Jacarezinho, para a construção da Estrada de Ferro Noroeste do Paraná que,
para não ser confundida com a Noroeste de São Paulo, passou a denominar-se
Companhia Ferroviária São Paulo Paraná.
Em 1923 iniciou-se a construção do trecho da ferrovia entre Ourinhos e
Cambará, que tinha uma extensão de 29km, deu o impulso necessário para a
colonização do "Norte velho" ou "Norte pioneiro". Este trecho ficou estacionado
há 2 anos, até que em 1925, graças a uma injeção de investimento inglês, foi
construído o trecho entre Leoflora (era o nome da estação inicial da ferrovia são
Paulo Paraná, inaugurada em 1924, situada logo após o Rio Paranapanema,
no trecho vindo de Ourinhos rumo ao Paraná, sendo um ponto estratégico de
bençãos e partidas, frequentemente mencionado em relatos históricos da
"Ferrovia do Café") e Cambará, esse trecho se tornou célebre pela visita do
Principe de Galles em 1931, que percorreu essa linha ferroviária em construção.
Em seguida, foi iniciada a construção do trecho Oeste, a partir de Cambará.
Ali foi requisitado pessoal para abrir a mata para a preparação do leito
na base das picaretas e assentamento dos trilhos para a construção das
estações em determinadas quilometragens. A maior parte da colônia portuguesa
radicada em Cambará, acompanhou a marcha pioneira da ferrovia e criou raízes
em Cornélio Procópio, entre os quais se destacam Vitorino Gomes Henriques.
A construção da ferrovia então, foi avançando para oeste de Cambará.
Em abril de 1930,
chegou ao Ingá. Chegando nas proximidades das terras procopenses,
os ingleses estabeleceram um posto avançado na altura do projetado km 125 da
ferrovia. Ali eles construíram casas para os técnicos, engenheiros ingleses,
galpões, armazéns, e iniciaram a construção da linha férrea.
Começaram a surgir ranchos de grileiros perto da futura estação. Então
Francisco Junqueira reorganizou o loteamento, colocando à venda os lotes
vizinhos do futuro leito da ferrovia. Também foi reorganizado o loteamento para
Congonhas, orientando-se pela posição da
ferroviária e dos trilhos da estrada de ferro, a caminho de Jataizinho.
Vitorino Gomes Henriques e Joaquim Vergílio dos Santos construíram a ponte
sobre o Rio Congonhas, a qual durou 17 anos e a engenheira se chamava Zenta
Lapuse Rozemberg, que foi a família fundadora de Cambé. Em 1 de dezembro
de 1930, foi entregue ao uso a estação ferroviária do km 125, que timidamente
já era chamada de Estação Coronel Cornélio Procópio, sendo ele o patrono
dessa
estação. Antônio Marques Júnior, que já tinha experiência em serviços
ferroviários, veio a ser o primeiro agente da estação de Cornélio Procópio. A
estação de Cornélio Procópio funcionou intensamente até seu encerramento do
transporte de passageiros em 1981, passando a ser utilizada apenas para cargas
Antônio chegou a Cornélio dia 28 de novembro de 1930 para já assumir seu
cargo e aguardar a chegada do primeiro trem, que aconteceu dois dias depois.
Os primeiros trens de passageiros eram constituídos de uma pequena Maria
Fumaça, que puxava apenas dois vagões.
CAIXA D'ÁGUA
A caixa d'água, que abastecia a locomotiva, foi trazida desmontada da
Inglaterra, por volta de 1928, via marítima, em demoradas viagens. Sua
construção fui ao mesmo tempo em que a estação era construída, pois para a
chegada de trem, no caso a Maria Fumaça, era necessário este reservatório de
água.
A estação foi a primeira edificação em alvenaria do município e o único
local iluminado. Em 26 de março de 1931, às 11h, o Príncipe de Gales chegava
a Cornélio, junto com Lord Lovat e Arthur Thomas. Em 1934, Gales se torna Rei
Eduardo VII, do Reino Unido.
Em 1942 a Companhia Melhoramentos do Paraná compra a ferrovia da
Cia Brazil Plantations Sindicate Co. e em 1957, a ferrovia passa para a União,
sendo a Rede Ferroviária Federal SA, a RFFSA. Em 1996 iniciou-se o processo
de privatização da Rede Ferroviária. Os trens de passageiros funcionaram até
1981 aqui na estação. Em 15 de janeiro de 2024, o trem de carga fez sua última
passagem por Cornélio. A cidade toda esteve em torno da ferrovia para ver a
última passagem do trem pela cidade que aconteceu recentemente.
PRAÇA BRASIL
Situada próxima a Rua Quintino Bocaiúva e na região do centro da cidade
O registro dos lotes, que iniciaram o povoamento de Cornélio, data em
1924, em cartório de Jacarezinho. O começo da colonização do km 125 vem
junto com os desbravadores que vinham abrindo picadas na mata para que a
estrada de ferro avançasse.
Com a chegada dos imigrantes e consequentemente o povoamento dos
lotes, ainda na
década de 1920, o primeiro espaço público criado foi a Praça Brasil. Então a
praça existe antes
mesmo da cidade de instalar como município. Ali está o monumento do marco
zero da cidade.
A praça era o ponto de encontro dos moradores e com o surgimento dos
comércios e residências no entorno, o movimento era intenso. Na Avenida XV,
em frente à praça, existia o primeiro cinema de Cornélio. Cine São Luiz, mas
essa é uma história a ser contada logo
mais.
Com a construção da primeira paróquia, já por volta de 1937, os
moradores podiam participar das celebrações religiosas, que até então eram
realizadas nas próprias casas. A catedral, de madeira, simples, existiu até a
construção da nova Catedral, a catedral
Cristo Rei, em 1947.
O altar original desta igreja foi doado para a Capela Santo Antônio, uma
capela pitoresca situada no Bairro do Macuco. A praça Brasil sofreu algumas
reformas desde sua forma original, com a construção de um púlpito para
solenidades oficiais, uma rosa dos ventos, uma seta indicando aos aviadores a
posição do aeroporto, seu coreto e já teve até um chafariz. Hoje abriga parque
infantil e aparelhos de ginástica, além de um monumento em concreto indicando
a posição geográfica da cidade em um mapa do Paraná.
CATEDRAL CRISTO REI
Rua Paraíba, 477, Centro de Cornélio Procópio
Por volta de 1935, Cornélio ainda não tinha uma paróquia e recebia a
assistência espiritual do padre Jonas, de Sertanópolis, nas casas dos
moradores. A primeira capelinha foi construída na Praça Brasil. O primeiro sino
foi doado por Antônio Marques Junior, chefe da Estação Ferroviária na época.
O padre palotino Antonio Lock, vindo de Londrina, assume o pastoreio
da cidade, com visitas quinzenais. Em 11 de maio 1936, mudou-se pra Cornélio
e em 10 de julho é instalada a Paróquia Cristo Rei, uma igreja de madeira na
Praça Brasil.
Então Cristo Rei foi tomado como padroeiro da cidade. Nela foram
realizadas as primeiras missas formais e inúmeros casamentos, sendo também
um ponto de encontro dos moradores durante 10 anos.
A construção da nova igreja, a Matriz de Cristo Rei, se inicia em 31 de
outubro de 1943, com a inauguração em 13 de junho de 1948.
A construção tem um estilo neo-romântico e influências bizantinas. Na
nave central encontra-se a imagem de Cristo esculpida em madeira com
policromia em ouro. Nas laterais do altar, podemos ver os vitrais coloridos. Nas
naves laterais, encontram-se duas capelas, feitas em 1966, onde estão
executados em mosaicos bizantinos uma cena da aparição de Nossa Senhora
de Fátima e do Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida Maria. Os quadros
da via sacra também são em mosaico. A Igreja tem 600m² e tem capacidade
para 1000 pessoas.
Um carrilhão de sinos de bronze do séc. XIX, estão no alto da torre e o
maior deles, instalado em 1964, é chamado de Sino da Paz ou Sino Cristo Rei.
BOSQUE MUNICIPAL MANOEL JULIO DE ALMEIDA
Av: Agostinho Ducci, 568
O bosque municipal originou-se da antiga e vasta Mata São Paulo, que
ocupava toda a região norte do Paraná. É uma mata estacional semidecidual,
onde as folhas caem nas estações quentes, para que a árvore consiga guardar
mais água. Hoje é um pequeno remanescente que conta a história desse valioso
ecossistema. O bosque tem 9,78 hectares, sendo uma área turística, com ruas
pavimentadas.
Compõe-se por floresta primária alterada, além de algumas árvores e
arbustos exóticos ornamentais, sendo ilhado por culturas de café, soja, cana-de-
açúcar, pastagens, malha rodoviária e a própria cidade. Sua vegetação é
composta por árvores nativas como Pau-d'alho, Canela e Sangueiro e espécies
nobres como Peroba, Cedro e Figueira, bem como plantas epífitas como
bromélias e orquídeas. As árvores podem chegar a 25 metros de altura, somando
em torno de 70 espécies arbóreas.
A fauna original ainda apresenta animais como quati, jacu, coruja branca,
gavião civil e várias espécies de cobras e lagartos, somando em torno de 15
espécies de animais exóticos. A floresta mata São Paulo foi adquirida pelo grupo
Votorantin e adaptada, na década de 60, para o turismo ecológico.
Em 1967 o bosque municipal foi inaugurado, sendo nomeado Bosque
Municipal Manoel Júlio de Almeida pela lei 503. Manoel Júlio de Almeida era
natural de Itajaí, Santa Catarina e foi uma personalidade marcante e de uma
fineza de trato incontestável. Sogro do prefeito da época Rosário Pitelli, era um
autêntico pioneiro de nossa cidade, dedicando-se, desde longa data, à
comercialização de café e cereais em nosso município. Pertencia ao Lions Club
e Rotary Club de Cornélio, entre outras entidades filantrópicas. Manoel faleceu
em 9/9/1967.
Atualmente o Bosque recebe visitas, para caminhada ecológica e visita
ao IPEVS Instituto de Pesquisa em Vida Selvagem.
O Bosque está aberto à visitação pública gratuita das 8:30 às 17h.
Atividades: Atividades guiada por monitoria, no IPEVS (Instituto de Pesquisa
em Vida Selvagem e Meio Ambiente) de segunda-feira a sexta-feira, das 8:30 às
11h e das 13:30 com prévio agendamento.
LAGO SÃO LUIZ
Avenida Minas Gerais, s/n - Centro, frequentemente acessado via Rua
João Reghin, próximo ao bairro João XXIII, na região central da cidade.
A criação do lago veio da necessidade de ligação entre dois lados da
cidade área central, região da antiga delegacia, Vila da Antena, Vitória Régia,
Panorama, com a região da Vila Popular, principalmente pela necessidade de
acesso dos trabalhadores que precisavam chegar até a Cia Iguaçu. Naquela
época, final da década de 1980, a única ligação mais próxima entre estas duas
áreas da cidade era a Rua Colombo e a Avenida XV.
E como a região, onde fica o lago, era um banhado, e quando chovia, o
trânsito pela rua de terra ficava inviável, na época foi feito um estudo para o
planejamento da cidade para os próximos 20 anos, feito pelo arquiteto Takis
Panayote Saridakis, contemplando no plano essa ligação dos dois lados da
cidade. Para que a rua fosse construída, houve a necessidade de canalizar a
água pluvial e represar a água do Ribeirão São Luiz com uma barragem e
consequentemente elevação da rua. Para a barragem, foram necessários mais
de 5 mil caminhões de terra. O engenheiro de obra foi Sérgio Albino. Os
moradores que viviam nas casas onde é o lago, foram realocados para casas no
Mutirão 2.
Após toda parte hidráulica estabelecida e a barragem construída, com a
caixa e encanamentos de vazão, então o lago São Luiz começa a encher,
tomando seu formato. O lago então é inaugurado em 1988.
O Lago São Luiz leva esse nome por conta do Ribeirão São Luiz, um
conjunto de minas d'água que surgem na depressão próxima às 3 Bicas,
escorrendo em direção do atual Lago, descendo pelo riacho São Luiz em direção
a Santa Mariana. O Lago São Luiz está aberto à visitação pública gratuita todos
os dias, em todos os períodos e é muito utilizado pelas famílias por ser um local
seguro e bem iluminado, com pistas de caminhada e espaço lúdico para
crianças.
Atividades: Caminhada, área de lazer, parquinho infantil, feiras, atividades
esportivas.
2.3.5 - SECRETARIA VIGILÂNCIA SANITÁRIA
Na construção do Plano Municipal pela Primeira Infância (PMPI), o papel
da Vigilância Sanitária (VISA) é garantir a segurança e a saúde das crianças e
suas famílias, monitorando e fiscalizando os serviços de saúde, a alimentação,
a água e os produtos que possam afetar o bem-estar infantil. A VISA atua na
regulamentação, na fiscalização do cumprimento das normas sanitárias e na
identificação de riscos, promovendo um ambiente seguro para o
desenvolvimento integral das crianças.
Algumas informações sobre essa Secretaria
Endereço Predial: Rua Paraíba, 45 Centro Cornélio Procópio/PR
Total de Servidores: 56
Diretora: 1
Profissionais de Nível Superior: 5
Técnicos em Vigilância Sanitária: 7
Agente Administrativo: (sem ocupante)
Zeladoras: 2
Guarda de Endemias: 1
Agentes de Endemias (UBSs): 37
Formação dos Profissionais
Direção e Especialistas: Pedagoga e Socióloga, Farmacêutica,
Enfermeira e Médica Veterinária.
Técnicos em Vigilância Sanitária: Bióloga e Pedagoga / Letras.
Gestão em Recursos Humanos: Administração e Direito, Bióloga /
Agrônoma, Gestão em Vigilância Sanitária, Contabilidade /Gestão Financeira /
Comercial, Letras e Medicina Veterinária.
Projetos Desenvolvidos para Mulheres e Crianças (0 a 6 anos)
Educação em Saúde para Mulheres Uso seguro de cosméticos
(embelezamento e emagrecimento).
Biossegurança em salões de beleza.
Boas práticas sanitárias em ambientes escolares.
Brincadeiras educativas com maquetes (lixo, água parada, vetores).
Criação de paródias musicais.
Controle de vetores.
Higienização e esterilização de mamadeiras.
Manipulação segura de alimentos.
Prevenção de verminoses, escabiose e pediculose.
Prevenção de doenças e acidentes com vetores e animais peçonhentos.
Ícones ilustrativos por projeto (ex: mamadeira, cosmético, escola,
paródia).
Como a Vigilância Sanitária contribui para a segurança e aplicação das
normas previstas e elaboração do PMPI.
Análise de riscos
A Visa identifica e avalia os riscos à saúde que crianças pequenas podem
enfrentar em seu ambiente físico e social, como falta de saneamento, má
qualidade da água e alimentos, ou exposição a produtos tóxicos.
Prevenção de doenças
Ao identificar esses riscos, a Visa orienta a criação de estratégias e políticas que
visem eliminar ou diminuir a exposição das crianças a agentes nocivos,
prevenindo doenças e acidentes.
Controle de produtos e serviços
Garante que os produtos e serviços voltados para a primeira infância, como
brinquedos, alimentos infantis, creches e programas de cuidado, sejam seguros
e não apresentem riscos à saúde.
Monitoramento e avaliação
A Visa acompanha a implementação das ações previstas no PMPI para
garantir que as metas de saúde estejam sendo alcançadas e que as políticas
evoluam para atender às necessidades da população infantil.
Promoção da saúde
Assegura que o PMPI seja um instrumento eficaz na promoção da saúde e no
desenvolvimento integral das crianças, contribuindo para a construção de um
ambiente mais saudável para elas.
DISTRIBUIÇÃO DE SERVIDORES VIGILANCIA SANITÁRIA
2.3.6 - SECRETARIA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL
O papel da Assistência Social na construção do Plano Municipal pela
Primeira Infância (PMPI) é fundamental para garantir a proteção e o
desenvolvimento integral das crianças, atuando na prevenção e no
enfrentamento da vulnerabilidade social. Isso se dá através de ações que
fortalecem os vínculos familiares e comunitários, assegurando o acesso a
direitos e serviços socioassistenciais, bem como apoiando os cuidadores e
fazendo tudo pelo desenvolvimento de um ambiente familiar seguro e afetivo.
CADASTRO PROGRAMA SOCIAL
ALGUMAS INFORMAÇÕES SOBRE A SECRETARIA DE ASSISTÊNCIA
SOCIAL
O endereço do prédio da Assistência Social fica na rua: Egaritis Sorto,
nº 200 Centro. Tem como formação dos profissionais que atuam, o Ensino Médio
e Ensino Superior.
Projetos de Lei Oferecidos para Crianças até 5 anos são:
O Conselho acompanha e apoia propostas legislativas relacionadas à
infância, assegurando atenção especial à proteção integral e ao
desenvolvimento saudável das crianças. Políticas Públicas e Programas
Ofertados.
Programa de proteção e atendimento especializado às famílias e
indivíduos em situação de vulnerabilidade social.
Ações integradas para assegurar os direitos previstos pela Constituição Federal
e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Importância das Políticas Públicas Multissetoriais para Crianças até 6
anos.
O Conselho entende que essas políticas são fundamentais e de
importância ímpar, pois representam uma estratégia de integração e
fortalecimento das garantias da primeira infância. As ações multissetoriais
contribuem para garantir desenvolvimento integral.
FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS CONSELHO MUNICIPAL DE
ASSISTENCIA SOCIAL
VIOLÊNCIA CONTRA A CRIANÇA 0 A 4 ANOS
2.3.7 - FUNDAÇÃO MUNICIPAL DO ESPORTE DE CORNÉLIO PROCÓPIO
(FECOP)
O objetivo da participação do esporte na construção do PMPI é garantir
um desenvolvimento integral das crianças, promovendo a saúde física, a
socialização, a cooperação, o respeito e a formação da cidadania, utilizando o
jogo e a brincadeira como ferramentas para o desenvolvimento da coordenação
motora e o bem-estar na primeira infância.
O município de Cornélio Procópio, localizado no norte do Paraná, possui
uma tradição consolidada no esporte, especialmente em modalidades como
basquetebol, handebol, voleibol e atletismo, tendo conquistado diversos títulos
regionais e estaduais. Essa vocação esportiva é fortalecida pela atuação da
Fundação de Esportes de Cornélio Procópio (FECOP), criada pela Lei
Complementar nº 126/09 de 17/12/2009, como uma fundação autônoma de
direito público, responsável por planejar, organizar e fomentar práticas esportivas
e recreativas, além de promover a qualidade de vida da comunidade.
Dentro desta estrutura do Município entre secretarias, o esporte é gerido
pela FECOP, que atua como entidade de apoio e execução de políticas
esportivas locais.
Objetivos da FECOP
A fundação tem como missão a democratização do acesso ao esporte e
à recreação. Entre seus principais objetivos, destacam-se:
Elaborar e executar o Plano de Esportes do Município e seus programas.
Desenvolver atividades voltadas para a comunidade, incluindo idosos e
pessoas com deficiência.
Apoiar equipes que representam o município em competições regionais,
estaduais e nacionais.
Firmar parcerias e convênios com instituições públicas e privadas para
viabilizar projetos.
Cuidar da construção, reforma, ampliação e manutenção de espaços
esportivos.
Promover programas sociais que integrem lazer, saúde e esporte.
Estrutura Administrativa
A gestão da FECOP está organizada em:
Conselho Administrativo com representantes indicados por instituições e
nomeados por decreto do Executivo Municipal.
Diretoria Executiva, subdividida em:
Presidência: Leandro José Bueno
Diretor de Esportes: Douglas de Souza Jandozo
Diretor de Recreação e Qualidade de Vida: João Rodolfo de Oliveira Busquim
Quadro de Recursos Humanos: Até 10 professores de Educação Física
disponibilizados pela Secretaria de Educação e até 10 professores terceirizados,
contratados via licitação.
Professores atuantes: Cristiano Fernandes Ribeiro Bonfim, Júlio Cesar Sales,
Maurício Salvador Amaral, Mozart Alves Santana Neto, Paulo Augusto Costa
Santos, Rogério Alves de Araújo.
Estagiários: 3 a contratar conforme necessidade.
Professores terceirizados: 6 a contratar conforme a necessidade.
Esse arranjo proporciona flexibilidade, mas também aponta a
dependência da terceirização e da cessão de profissionais da Secretaria de
Educação.
Programas e Atividades em Andamento
Escolinha de Futebol (crianças de 4 a 6 anos) realizada no
Ginásio de Esportes do Gatinho, às segundas e quartas das 18h às 19h.
Recreação com brinquedos disponibilizados pela FECOP.
Iniciação esportiva em modalidades como handebol, basquete,
vôlei e atletismo.
Oficinas educativas sobre a importância do esporte, com caráter
lúdico e pedagógico.
Análise Crítica
Estrutura legal consolidada (fundação autônoma de direito público).
Histórico esportivo forte no município.
Diversificação de atividades, incluindo esporte de base, recreação
e inclusão social.
Integração com escolas e projetos voltados para diferentes faixas
etárias.
Desafios Identificados:
Dependência de professores terceirizados e cedidos, o que pode
gerar instabilidade na continuidade das atividades.
Necessidade de maior expansão de programas para atender
adolescentes, jovens e adultos, além das crianças.
Ampliar a manutenção e modernização dos espaços esportivos,
garantindo qualidade e acessibilidade.
Reforçar a captação de recursos e parcerias privadas para
sustentabilidade de longo prazo.
Oportunidades:
Potencial de ampliar convênios com universidades e clubes para
formação técnica e desenvolvimento esportivo.
Projetos de inclusão social e esportiva para idosos e pessoas com
deficiência.
Maior envolvimento comunitário por meio de propostas
participativas.
A FECOP é uma instituição estratégica para o fortalecimento da cultura
esportiva em Cornélio Procópio. Sua atuação vai além do esporte competitivo,
alcançando dimensões sociais, educativas e de promoção da saúde. Apesar dos
avanços e da tradição local, é essencial superar os desafios relacionados à
estabilidade de recursos humanos e à manutenção de infraestrutura, além de
buscar constantemente inovação e parcerias.
O futuro da fundação depende da continuidade de políticas públicas,
engajamento comunitário e investimentos que consolidem o esporte como um
direito social e um vetor de qualidade de vida.
DISTRIBUIÇÃO DA EQUIPE - FECOP
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
2.3.8 - SECRETARIA MUNICIPAL DE PLANEJAMENTO E INFRAESTRUTURA
(SEMPLA)
O objetivo da participação da Secretaria Municipal de Planejamento na
construção do Plano Municipal pela Primeira Infância (PMPI) é dar suporte
técnico e integrar as diversas ações intersetoriais, definindo as estratégias e as
metas do plano, e alocando recursos e responsabilidades para garantir a
efetivação de políticas públicas que promovam os direitos e o desenvolvimento
integral das crianças de 0 a 6 anos.
Algumas informações sobre a secretaria
Endereço Predial: Rua Paraíba, nº 250
Quantidade de Funcionários: A Secretaria conta com 10 servidores em seu
quadro funcional.
Formação dos Profissionais: Arquitetos Urbanistas, Engenheiros Civis,
Escriturário e Zelador.
A Secretaria de Planejamento atua como um ponto focal técnico,
auxiliando na elaboração e organização do PMPI, que é um instrumento
estratégico de planejamento integrado.
Contribui para a elaboração do diagnóstico da situação da primeira
infância no município, utilizando dados e informações para fundamentar o plano.
Auxilia na definição dos caminhos, estratégias e metas para efetivar o
PMPI, que deve ser elaborado de forma quadrienal para acompanhar o mandato
da gestão municipal.
Explica as atribuições das diversas secretarias e órgãos públicos
envolvidos no processo, garantindo que as responsabilidades sejam bem
definidas e que os recursos necessários sejam previstos.
Promove a integração das ações das secretarias municipais (como
Saúde, Assistência Social e Educação) para criar um sistema abrangente de
proteção e promoção dos direitos da criança.
A secretaria tem um papel de acompanhar e avaliar a execução do plano,
garantindo que os objetivos sejam alcançados e que as políticas públicas saiam
do papel.
Em suma, a Secretaria de Planejamento é essencial para que o PMPI
seja um documento técnico-político eficaz, que integre diferentes áreas do
governo e da sociedade civil, e que transforme o compromisso com a primeira
infância em políticas públicas concretas e duradouras.
Projetos Desenvolvidos para Crianças de 0 a 6 anos
A Secretaria está responsável por projetos de construção de Centros
Municipais de Educação Infantil (CMEIs), com previsão de atendimento em
regime integral.
Centro Municipal de Educação infantil Professor Ananias Antônio Martins
- Conj. Marta Dequêch 112 vagas integrais (já em funcionamento no ano de
2025, porém não com a sua capacidade total).
Financiamento: verbas Federais (FNDE) e municipais.
Situação: já terminada, porém com algumas avarias que necessitam ser refeitas
ou reformadas tanto pela prefeitura quanto pela empresa terceirizada.
Centro Municipal de Educação Infantil Mary Alcântara Hannouche
Centro 188 vagas integrais
Financiamento: verbas Federais (FNDE) e municipais.
Situação: em construção, sem previsão de conclusão exata.
Centro Municipal de Educação Infantil (ainda sem nome) Conj. José
Tibúrcio 34 vagas integrais.
Financiamento: verbas Estaduais e Municipais.
Situação: em fase de elaboração de projetos para posterior aprovação, licitação
e execução. Sem cronograma definido.
Centro Municipal de Educação Infantil (ainda sem nome) Conj. Vitor
Dantas 34 vagas integrais.
Financiamento: verba Municipal e pleito de verba Estadual.
Situação: em fase de pleito de recursos, sem cronograma definido.
Centro Municipal de Educação Infantil (ainda sem nome) anexo ao Conj.
Fortunato Sibin 188 vagas integrais.
Financiamento: verba Municipal e pleito de verba Federal.
Situação: em fase de pleito de recursos, sem cronograma definido.
Para um melhor desenvolvimento dessa pasta entende-se necessário
viabilizar projetos destinados a crianças de 0 a 6 anos e que sejam estabelecidas
parcerias com: Governo Federal FNDE e Governo Estadual.
Cronograma dos Projetos
Avançado
CMEI Conj. Marta Dequêch (em fase final de construção).
Em construção
CMEI Mary Alcântara Hannouche.
Em fase inicial (sem cronograma definido)
CMEI Conj. José Tibúrcio.
CMEI Conj. Vitor Dantas.
CMEI Jardim/Fortunato Sibin.
A Secretaria Municipal de Planejamento possui um corpo técnico
multidisciplinar de 10 servidores, com formações que garantem suporte para a
execução de obras estruturais. O foco principal está na ampliação da rede de
educação infantil (0 a 6 anos), com cinco projetos de CMEIs em andamento ou
em planejamento.
Atualmente, apenas dois projetos apresentam andamento físico
relevante (Marta Dequêch e Mary Alcântara Hannouche), enquanto os demais
dependem de aprovação de projetos, licitação ou ainda da captação de recursos
estaduais e federais.
Apesar dos avanços na educação infantil, observa-se a ausência de
iniciativas específicas voltadas para crianças acima de 6 anos, evidenciando
uma lacuna no planejamento de médio e longo prazo para essa faixa etária.
STATUS DOS PROJETOS DE CONSTRUÇÃO DE CMEI'S
2.3.9 - SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE E AGRICULTURA
(SEMAGRI)
O papel da Secretaria do Meio Ambiente e Agricultura (Semagri) na
construção do Plano Municipal pela Primeira Infância (PMPI) é garantir que as
políticas sejam desenvolvidas de forma intersetorial, levando em consideração
as questões agrárias e ambientais, promovendo a articulação com a comunidade
e outros órgãos municipais para o desenvolvimento rural sustentável e a
proteção da infância. A sua atuação pode incluir a elaboração de programas que
assegurem o acesso à agricultura familiar e ao meio ambiente, contribuindo para
um ambiente mais seguro e saudável para as crianças.
Algumas informações sobre a Secretaria
Endereço Predial: Av: Minas Gerais, 1351 Centro
Quantidade de Funcionários: 24 servidores.
Formação dos Profissionais: 01 Médico Veterinário, 01 Gestor
Ambiental e 01 Técnico na área agropecuária.
O Plano Municipal da Primeira Infância, sob responsabilidade da
SEMAGRI, demonstra a importância da integração multissetorial entre diferentes
órgãos e secretarias. A atuação conjunta busca assegurar políticas públicas
efetivas e sustentáveis, promovendo o desenvolvimento pleno e a garantia dos
direitos das crianças na primeira infância.
É fundamental garantir que as crianças tenham acesso a um meio
ambiente equilibrado, essencial para o desenvolvimento cognitivo, motor e
socioemocional nos primeiros anos de vida. A secretaria pode promover a
educação ambiental dentro do próprio órgão e na comunidade, expandindo a
consciência sobre a importância do meio ambiente e seus impactos na vida das
crianças.
A secretaria pode contribuir para o desenvolvimento de práticas
agrícolas sustentáveis, que beneficiem a agricultura familiar e evitem a
degradação do solo, promovendo o uso correto dos recursos naturais e
incentivando alternativas naturais de acordo com suas responsabilidades.
Ao participar, a Secretaria contribui para a criação de planos que visam
reduzir as desigualdades, garantindo que as crianças em situação de
vulnerabilidade também tenham acesso a um ambiente seguro e saudável.
Em resumo, a participação da Secretaria do Meio Ambiente e Agricultura
é crucial para que o PMPI seja um instrumento completo e eficaz, que considere
a dimensão ambiental como parte essencial para o desenvolvimento integral das
crianças em seus primeiros anos.
Nessa perspectiva, algumas informações estão dispostas assim:
MORADIA
Número de Domicílios
INFORMAÇÃO 2000 2010 2022
Domicílios Total 15.406 16.819 21.924
Domicílios Particulares 15.380 16.775 21.271
Domicílios Particulares 13.450 15.132 21.257
Permanente
26 44 23
Domicílios Permanente
FONTE: SANEPAR/SINISA
Número de domicílios particulares permanentes ocupados - urbano e
rural
INFORMAÇÃO 2022
21.271
Domicílios Particulares 21.257
16.959
Domicílios Particulares Permanentes 4.298
Domicílios Particulares Permanentes Ocupados 1.479
Domicílios Particulares Permanentes Não Ocupados
Domicílios Particulares Permanentes Não Ocupados de uso 2.819
ocasional
Domicílios Particulares Permanentes Não Ocupados 14
vagos
Domicílios Particulares Improvisados
FONTE: SANEPAR/SINISA
Número de domicílios particulares permanentes ocupados - urbano e
rural
INFORMAÇÃO 2022
Domicílios Particulares Permanentes Ocupados Urbano 16.343
Domicílios Particulares Permanentes Ocupados Rural
FONTE: SANEPAR/SINISA
Número de domicílios particulares permanentes ocupados segundo
condição de ocupação
INFORMAÇÃO 2022
Domicílios Particulares Permanentes Ocupados próprio de 10.903
algum morador
Domicílios Particulares Permanentes Ocupados alugado 4.586
1.371
Domicílios Particulares Permanentes Ocupados cedido ou
emprestado 103
Domicílios Particulares Permanentes Ocupados outra
condição
FONTE: SANEPAR/SINISA
Número de domicílios particulares permanentes ocupados - segundo tipo
de domicílios
INFORMAÇÃO 2022
15.651
Domicílios Particulares Permanentes Ocupados casa
Domicílios Particulares Permanentes Ocupados casa de 14
vila ou condomínio
Domicílios Particulares Permanentes Ocupados
apartamento 08
Domicílios Particulares Permanentes Ocupados habitação
em casa de cômodo ou cortiço
Domicílios Particulares Permanentes Ocupados habitação -
indígena sem paredes ou maloca
Domicílios Particulares Permanentes Ocupados estrutura 03
residencial permanente degradada ou inacabada
FONTE: SANEPAR/SINISA
SANEAMENTO
Consumo de água medido e faturado (m3)
INFORMAÇ 2019 2020 2021 2022 2023
ÃO 550.219.5 541.445.7 554.593.4 599.448.7
31 46 24 90
Consumo 548.245.6 581.567.9 573.702.7 588.024.7 636.415.1
34 53 28 91
médio 38
Consumo 570.549.5
faturado 18
FONTE: SANEPAR/SINISA
Abastecimento de água segundo categorias
INFORMAÇÃO 2019 2020 2021 2022 2023
3.565.259 3.647.420 3.716.563 3.749.859
Ligações Total 3.431.159 4.391.988 4.481.541 4.556.218 4.589.234
Unidades 4.250.043 3.989.359 4.072.974 4.140.917 4.154.587
atendidas
Total
Unidades 3.885.199
atendidas
Residenciais
FONTE: SANEPAR/SINISA
Abastecimento de esgoto segundo categorias
CATEGORIA 2019 2020 2021 2022 2023
3.565.259 3.647.420 3.716.563 3.749.859
Ligações 3.431.159 4.391.988 4.481.541 4.556.218 4.589.234
Total 3.989.359 4.072.974 4.140.917 4.154.587
Unidades 4.250.043
Atendidas
Total
Utilidades 3.885.199
Atendidas
Residência
FONTE: SANEPAR/SINISA
Abastecimento de esgoto segundo categorias
CATEGORIA 2019 200 2021 2022 2023
2.380.479 2.477.509 2.550.819 2.619.189 2.710.766
Ligação Total 3.175.413 3.284.318 3.388.617 3.486.878 3.503.114
Unidades 2.873.378 2.985.851 3.074.225 3.158.536 3.266.429
atendidas Total
Unidades
atendidas
Residências
FONTE: SANEPAR/SINISA
FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS - SEMAGRI
2.3.10 - SECRETARIA MUNICIPAL DA MULHER, CRIANÇA,
ADOLESCENTE, JUVENTUDE E IDOSO (SEMUCRI)
A SEMUCRI desempenha um papel fundamental na formação da
identidade das crianças, desde a compreensão de quem são até o
desenvolvimento de sua língua, tradições e valores.
O objetivo da participação da SEMUCRI na construção do PMPI (Plano
Municipal pela Primeira Infância) é garantir que os aspectos culturais, de turismo
e de economia criativa sejam contemplados nas políticas públicas voltadas para
o desenvolvimento integral das crianças de 0 a 6 anos, promovendo um
ambiente culturalmente rico e propício ao seu desenvolvimento.
A SEMUCRI contribui para garantir que as crianças tenham acesso a
bens culturais produzidos ao longo da história e para incentivar sua própria
produção cultural. O envolvimento dessa Secretaria no PMPI ajuda a promover
o desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social das crianças, que são a
base para o seu bem-estar ao longo da vida.
Contribui com um diagnóstico que considera a importância do lazer, da
brincadeira e do acesso a espaços públicos para o desenvolvimento infantil.
As experiências e os produtos gerados a partir de atividades culturais
com as crianças podem ser usados para enriquecer as discussões e o texto final
do PMPI, assegurando que o olhar delas seja incluído no planejamento.
A participação da SEMUCRI permite a criação de políticas públicas que
unem os cuidados essenciais às atividades culturais e recreativas, como a
valorização da brincadeira e a necessidade de espaços públicos adequados para
as crianças.
Algumas informações sobre a Secretaria
Endereço: Rua Colombo, 55 Centro
Estrutura de Funcionamento: A Secretaria é composta por uma
equipe de quatro funcionários, responsáveis por desenvolver ações direcionadas
ao público feminino, às crianças, adolescentes, juventude e idosos, com ênfase
na proteção social e garantia de direitos.
Projetos Desenvolvidos
Atualmente, os projetos estão concentrados em: Sala de Escuta
Especializada: voltada para crianças, adolescentes e mulheres vítimas
de violência.
Parcerias: estabelecidas para ampliar o atendimento a crianças de 0 a 6
anos, com foco em proteção e acompanhamento familiar.
A Secretaria exerce um papel essencial na proteção social de crianças,
adolescentes e mulheres, especialmente no enfrentamento da violência. No
entanto, a ausência de projetos contínuos para a primeira infância representa um
ponto crítico a ser superado. É necessário ampliar o quadro funcional e
consolidar parcerias para atingir resultados mais efetivos.
Análise Crítica
Pontos fortes: existência da sala de escuta especializada, que atende
uma demanda emergente de proteção.
Fragilidades: falta de projetos específicos para a primeira infância (0 a 6
anos) e número reduzido de funcionários, o que limita a expansão das
atividades.
Oportunidades: possibilidade de ampliar parcerias intersetoriais e
desenvolver programas inovadores voltados à prevenção da violência e
fortalecimento de vínculos familiares.
Ameaças: vulnerabilidade social crescente pode aumentar a demanda
além da capacidade da Secretaria.
2.3.11 - CONSELHO TUTELAR
Conselho Tutelar é um órgão permanente, autônomo e não jurisdicional,
criado conjuntamente com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), sendo
parte integrante do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do
Adolescente, que visa garantir o cumprimento de seus direitos.
O objetivo da participação do Conselho Tutelar na construção do Plano
Municipal pela Primeira Infância (PMPI) é orientar e subsidiar o planejamento de
políticas públicas para a garantia dos direitos das crianças e adolescentes,
assessorando o Poder Executivo e o Conselho Municipal dos Direitos da Criança
e do Adolescente (CMDCA) com base na sua atuação cotidiana e no
conhecimento das demandas da comunidade. Ele atua como uma ponte entre a
comunidade e o poder público, fornecendo dados, identificando necessidades e
garantindo a prioridade na efetivação dos direitos, conforme o Estatuto da
Criança e do Adolescente (ECA).
Algumas informações sobre o Conselho Tutelar
Endereço Predial: Rua Michel Feres Haddad, 150 Vila Popular.
Quantidade de Funcionários: 10 funcionários
Funções identificadas: administrativos e motoristas
Formação dos Profissionais: (tempo de duração da chapa)
Claudia I. Rodrigues Miyamato Superior completo
Elizabeth Cristina Cruz Superior completo
Fanle Ap Francisco Superior completo
lracilda T. G. A. Saggin Superior completo
Leandro Lopes Oliveira Superior completo
Anabel G. de Araujo Feliz Superior completo
Keity Dandara Superior completo
Arlindo Matias Superior completo
Adauto Lázaro Jr. Ensino Médio completo
Rogerio Rodrigues Yoshu Ensino Médio incompleto.
Planos de Ação em Desenvolvimento
Garantia do direito à saúde na primeira infância;
Parcerias para calendário de vacinação e acompanhamento médico-
pediátrico;
Encaminhamento e acompanhamento pelo Projeto Criança Feliz;
Atendimento psicológico;
Atendimento às crianças em situação de vulnerabilidade, sem garantia de
direitos;
Intervenção e orientação em situações de negligência familiar;
Apoio às crianças com necessidades especiais, garantindo direitos e
fortalecendo a Educação Inclusiva;
Realização de visitas domiciliares com apoio do(a) assistente social;
Articulação com a Secretaria de Educação para acesso a vagas em
creches e pré-escolas.
Projetos Desenvolvidos (Mulheres e Crianças de 0 a 6 anos)
Primeira Infância Direito à Saúde.
Vacinação e acompanhamento pediátrico.
Projeto Criança Feliz.
Encaminhamento e atendimento psicológico.
Atenção à Vulnerabilidade Infantil.
Atendimento de crianças em risco e famílias em situação de negligência.
Educação Inclusiva.
Apoio às crianças com necessidades especiais.
Visitas Domiciliares.
Acompanhamento social e articulação intersetorial.
O Conselho Tutelar apresenta estrutura funcional composta por dez
servidores, com predominância de formação em nível superior, o que contribui
para a qualidade técnica das ações. Os projetos já implementados estão
alinhados ao fortalecimento de direitos da infância com foco em saúde,
educação, apoio psicossocial e inclusão.
Entretanto, observa-se a necessidade de expansão dos serviços,
principalmente no atendimento em horários alternativos, apoio especializado
para a primeira infância e fortalecimento das redes intersetoriais, sendo atuantes
como políticas públicas. A implementação das metas futuras, como a criação de
um CAPS Infantil e maior articulação com a SEMUCRI e CREAS, será
fundamental para ampliar a proteção integral de crianças e mulheres no
município.
FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DO CONSELHO TUTELAR
2.3.12 - CENTRO DE REFERÊNCIA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL (CRAS)
Intervenções da Proteção Social Básica Primeira Infância (0 a 6 anos)
O papel da Assistência Social na construção do Plano Municipal pela
Primeira Infância (PMPI) é fundamental para garantir a proteção e o
desenvolvimento integral das crianças, atuando na prevenção e no
enfrentamento da vulnerabilidade social. Isso se dá através de ações que
fortalecem os vínculos familiares e comunitários, assegurando o acesso a
direitos e serviços socioassistenciais, bem como apoiando os cuidadores e
cuidando do desenvolvimento de um ambiente familiar seguro e afetivo.
Como o CRAS participa na construção de políticas públicas de
qualidade?
Fortalecimento de Vínculos:
O CRAS atua para fortalecer os laços familiares e comunitários,
especialmente em famílias vulneráveis, promovendo a socialização e o
desenvolvimento das capacidades humanas dos indivíduos.
Prevenção de Riscos:
Por meio de suas ações, o CRAS previne situações de risco, como
negligência e violência doméstica, que podem afetar a primeira infância,
contribuindo para a construção de um ambiente seguro para as crianças.
Referência Territorial:
O Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) atua como um
ponto de apoio e referência para a população local, identificando famílias e
indivíduos em situação de vulnerabilidade e encaminhando-os para serviços e
programas adequados.
Ações Integradas:
A participação do CRAS garante que o PMPI contemple a integração
com a política de assistência social, assegurando um atendimento integral e
articulado às famílias acompanhadas pelo programa.
Inclusão da Perspectiva da Comunidade:
O envolvimento direto do CRAS no processo de construção do PMPI
permite que a visão das famílias e da comunidade sobre suas necessidades seja
incorporada ao plano, garantindo que ele seja relevante e efetivo.
Algumas informações sobre o CRAS
Endereço: Rua Goiás, 282 Centro.
Abrangência: Todos os bairros do município são referenciados a este CRAS.
Projetos e Programas Desenvolvidos Primeira Infância
Programa Criança Feliz (PCF) - Natureza: Iniciativa do Governo Federal.
Objetivo: Promoção do desenvolvimento integral de crianças na primeira
infância e acompanhamento de gestantes em vulnerabilidade social.
Metodologia:
Visitas domiciliares semanais.
Orientações às famílias sobre vínculos afetivos, saúde, estímulos
cognitivos, emocionais, motores e sociais.
Critérios de participação:
Crianças até 3 anos (ou até 6 anos em algumas fases). Situação de
vulnerabilidade social (baixa renda, fragilidade familiar, risco de negligência).
Funcionamento: Atendimentos semanais com visitas diárias.
Número de crianças atendidas: 150.
Programa Nossa Gente Paraná.
Natureza: Iniciativa do Governo do Estado do Paraná.
Objetivo: Cuidado integral de crianças de 0 a 6 anos, garantindo saúde,
educação, bem-estar e fortalecimento familiar e comunitário.
Critérios de participação:
Crianças em situação de vulnerabilidade social ou com necessidades
especiais de cuidado.
Funcionamento:
Dias: Segunda-feira e quinta-feira.
Horário: 8h00 às 11h00.
Apoio: Transporte ida e volta + lanche.
Número de crianças atendidas: 20.
Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)
Natureza: Ação da Proteção Social Básica (SUAS).
Objetivo: Desenvolvimento integral da criança (0 a 6 anos) por meio de
atividades coletivas lúdicas, recreativas e culturais.
Eixos principais:
Fortalecimento de vínculos familiares e comunitários.
Prevenção de situações de risco social.
Estímulo ao direito de brincar e socialização.
Critérios de participação:
Crianças em vulnerabilidade social, em geral vinculadas ao Bolsa Família.
Funcionamento:
Dia: Terça-feira.
Horário: 9h00 às 11h00.
Apoio: Transporte ida e volta + lanche.
Número de crianças atendidas: 30.
Instrumentos de Cadastro e Benefícios
Cadastro Único (CADÚNICO)
Famílias inscritas no município: 5.466.
Crianças de 0 a 6 anos inscritas: 1.352.
Programa Bolsa Família
Objetivo: Transferir uma renda para famílias em vulnerabilidade social, com
condicionalidades ligadas à saúde, educação e segurança alimentar.
O CRAS de Cornélio Procópio exerce papel central na proteção social
da primeira infância, atuando em três frentes principais: desenvolvimento infantil
(PCF e Nossa Gente Paraná), fortalecimento de vínculos (SCFV) e acesso a
benefícios sociais (CADÚNICO e Bolsa Família).
Somados, os programas diretamente voltados à primeira infância
atendem 200 crianças (PCF + Nossa Gente Paraná + SCFV), além das 1.352
crianças cadastradas no CADÚNICO e 793 beneficiadas pelo Bolsa Família, o
que revela ampla cobertura social.
As ações dialogam entre si acompanhamento domiciliar, atividades
coletivas, apoio financeiro compondo uma rede de proteção abrangente.
FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS CONSELHO MUNICIPAL DE
ASSISTÊNCIA SOCIAL
Os Programas e benefícios são contabilizados da seguinte forma:
Programa Criança Feliz (PCF): 150 crianças atendidas;
Programa Nossa Gente Paraná: 20 crianças atendidas;
Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV): 30
crianças atendidas;
Programa Bolsa Família: 793 crianças beneficiadas.
GRÁFICO DOS BENEFICIOS
CRIANÇAS ATENDIDAS PORPROGRAMA/BENEFÍCIO CORNÉLIO
PROCÓPIO
2.3.13 - CONSELHO MUNICIPAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO
ADOLESCENTE (CMDCA)
O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente tem um
papel central e estratégico na construção do Plano Municipal pela Primeira
Infância (PMPI), pois é o órgão colegiado que fórmula, acompanha, fiscaliza e
aprova as políticas municipais para a primeira infância, garantindo que as ações
e o orçamento sejam voltados para os direitos de crianças e adolescentes. Ele
atua na análise da realidade, no estabelecimento de prioridades e metas, e na
articulação com outros conselhos e com a sociedade para a criação do plano.
Funções do CMDCA na construção de políticas públicas de qualidade:
Deliberar e fiscalizar:
O conselho atua como um órgão colegiado deliberativo, que tem a
responsabilidade de fiscalizar a execução das políticas públicas voltadas para a
criança e ao adolescente.
Garantir a intersetorialidade:
A participação do CMDCA contribui para a articulação entre diferentes
setores do governo e a sociedade civil (saúde, educação, assistência social, etc.)
para que todos colaborem na criação de um plano integrado e efetivo.
Promover a participação da sociedade:
O Conselho pode organizar conferências, audiências públicas e outros
mecanismos de participação da população, garantindo que as demandas da
sociedade e das organizações da ponta sejam ouvidas e consideradas na
construção do plano.
Acompanhar e apoiar a tramitação do plano:
O CMDCA pode fornecer suporte e informações aos legisladores para
que eles compreendam o conteúdo e a importância do plano, e ainda apoiar o
envio do texto aprovado para a Câmara de vereadores para que seja
transformado em lei.
Assegurar a prioridade dos direitos das crianças:
O principal objetivo da participação é garantir que a gestão municipal
priorize os direitos das crianças na construção do Plano Municipal pela Primeira
Infância, assegurando que o documento seja um instrumento eficaz para a
promoção e proteção dessas crianças.
Identificação e Estrutura
Endereço Predial: Rua 282, nº não informado.
Ponto de Referência: Praça Botafogo.
Unidade Vinculada: Anexo I CMICA.
Funcionários: 01 funcionária cedida pela Secretaria de Assistência Social.
Formação: Bacharel em Ciências Contábeis (UENP).
A equipe é composta por apenas uma profissional, o que indica estrutura
administrativa limitada. Embora a funcionária possua formação superior, não é
da área socioeducacional, o que pode gerar desafios no acompanhamento
técnico de demandas ligadas à infância e adolescência.
O Conselho funciona como órgão de articulação e parceria com
entidades registradas no CMDCA que atuam diretamente com o público infantil
e adolescente.
Apesar da ausência de projetos autônomos, o CMDCA desempenha
papel estratégico de fiscalização, apoio e integração de ações já existentes. Essa
postura evita sobreposição de iniciativas e garante foco no fortalecimento
institucional.
Entidades e Serviços Vinculados ao CMDCA
As principais entidades cadastradas e parceiras são:
Casa da Criança I e II
Lar São Vicente de Paulo
VISIAUDIO (Associação de Pais e Amigos Deficientes Visuais ou
Auditivos).
APAE Cornélio Procópio
Associação Musicarte de Apoio e Incentivo Cultural
Pastoral da Criança
APAGIN Associação de Pais e Amigos da Ginástica
Creche Emaús (Associação Casa de Emaús)
Maculelê capoeira
Análise: A rede de atendimento é diversificada e abrangente, contemplando
desde acolhimento institucional até projetos culturais e esportivos. Essa
pluralidade amplia as possibilidades de atuação conjunta em favor da infância e
adolescência.
Metas
Fortalecer a atuação em parcerias com entidades já registradas,
com foco em:
Serviços de convivência e fortalecimento de vínculos.
Programas de acolhimento institucional.
Atividades esportivas e culturais (ginástica, capoeira, ballet).
Atividades assistenciais para prevenção de vulnerabilidades
sociais.
O modelo futuro mantém a estratégia de apoio e integração, priorizando
ações conjuntas e sustentáveis. Essa escolha reforça o caráter deliberativo e
fiscalizador do CMDCA, mas também evidencia a necessidade de maior
estrutura técnica própria para acompanhamento mais efetivo.
O CMDCA de Cornélio Procópio apresenta estrutura administrativa
enxuta, com apenas um profissional atuando no suporte.
A ausência de projetos próprios não representa inatividade, mas sim
priorização da articulação em rede.
As entidades vinculadas abrangem áreas essenciais de proteção,
cultura, esporte e assistência, garantindo cobertura diversificada às crianças e
adolescentes.
O desafio central é fortalecer a capacidade técnica e ampliar os recursos
humanos do CMDCA, permitindo atuação mais proativa e estratégica na defesa
dos direitos de crianças e adolescentes.
ENTIDADES VINCULADAS AO CMDCA CORNÉLIO PROCÓPIO
DISTRIBUIÇÃO DAS ENTIDADES VINCULADAS AO CMDCA CORNÉLIO
PROCÓPIO
2.3.14 - CONSELHO DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR (CAE)
O principal papel do CAE é garantir a qualidade da alimentação escolar
oferecida aos alunos, fiscalizando a aplicação dos recursos públicos repassados
pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que
complementa os recursos estaduais e municipais para a execução do Programa
Nacional de Alimentação Escolar.
Identificação Institucional
Órgão: Conselho de Alimentação Escolar CAE.
Endereço: Rua Portugal, 230 Centro Cornélio Procópio/PR.
Composição: 12 conselheiros (titulares e suplentes).
Natureza: Órgão deliberativo, consultivo, propositivo, mobilizador e
fiscalizador da política educacional no âmbito da alimentação escolar.
Composição dos Conselheiros: O CAE é formado por representantes
de diferentes segmentos:
o Poder Executivo
o Funcionários da Educação
o Pais de Alunos das Escolas Públicas Municipais
o Sociedade Civil
Análise: O Conselho possui pluralidade de segmentos, garantindo
representatividade social e diversidade de olhares no acompanhamento e
fiscalização da alimentação escolar.
Projetos Desenvolvidos
O CAE acompanha e fiscaliza a merenda escolar destinada às crianças
de 0 a 6 anos no município, assegurando:
Qualidade nutricional e sanitária da alimentação.
Adequação da oferta às faixas etárias e perfis epidemiológicos.
Respeito à cultura alimentar local e incentivo à agricultura familiar,
priorizando alimentos orgânicos e agroecológicos.
Ações de educação alimentar e nutricional para a comunidade escolar.
O Conselho de Alimentação Escolar (CAE) de Cornélio Procópio-PR
cumpre papel essencial na fiscalização da merenda escolar, garantindo que os
recursos do PNAE sejam utilizados com eficiência, transparência e foco no bem-
estar nutricional dos alunos.
Sua atuação contribui diretamente para os ODS 16 e 17, promovendo:
Instituições eficazes e responsáveis (ODS 16), ao fiscalizar de forma
participativa a execução da política pública.
Parcerias estratégicas (ODS 17), ao integrar poder público, comunidade
escolar e sociedade civil na promoção da alimentação saudável e inclusiva
DISTRIBUIÇÃO DAS AÇÕES DO PROGRAMA
2.3.15 - CONSELHO DE ACOMPANHAMENTO E CONTROLE SOCIAL
(CACS/FUNDEB)
O objetivo da participação do Conselho de Acompanhamento e Controle
Social (CACS) na construção do Plano Municipal pela Primeira Infância (PMPI)
é garantir que a sociedade civil fiscalize a gestão e a aplicação dos recursos,
assegurando a transparência, eficiência e a efetivação dos direitos das crianças
segundo a Lei nº 11.494 de 20 de junho de 2007 e a Leis que regulamenta nº
14.113 de 25 de dezembro. O CACS atua no monitoramento das políticas e dos
gastos, na validação das ações e na participação da sociedade na formulação
das políticas públicas para a primeira infância.
Identificação Institucional
Órgão: Conselho Municipal da Educação (CME), Conselho de
Acompanhamento e Controle Social do FUNDEB (CACS/FUNDEB) e Conselho
de Alimentação Escolar (CAE).
Localização: Cornélio Procópio PR.
Quantidade de Conselheiros: 20 membros titulares e suplentes.
Composição e Formação dos Conselheiros
A representatividade do Conselho é composta por diferentes
segmentos: Representantes do Poder Executivo / Secretaria Municipal de
Educação Formação diversificada em Pedagogia, Ciências Biológicas, Química
e História, com pós-graduações em gestão escolar, educação especial,
psicopedagogia, autismo e ensino de ciências.
Destaque para presença de membros com mestrado e doutorado em Ensino de
Ciências e Educação Matemática.
Representantes dos Professores da Educação Básica Pública.
Formação em Pedagogia, Biologia, Artes Visuais, com especializações em
educação especial e psicopedagogia clínica/institucional.
Representantes dos Diretores de Escolas Básicas Públicas.
Formação em Ciências Contábeis, História e Pedagogia, com pós-graduação em
Educação Especial Inclusiva.
Representantes dos Servidores Técnicos Administrativos
Formação em Pedagogia e Educação Infantil.
Representantes de Pais de Alunos da Educação Básica.
Formações em Pedagogia, Direito, com diversas pós-graduações em Gestão
Educacional, Educação Especial, Psicologia aplicada à Educação, Direitos
Humanos, Neuropsicopedagogia.
Representantes de Estudantes da Educação Básica Pública
Ensino Fundamental (titulares e suplentes).
Representantes do Conselho Municipal de Educação
Formação em Física e Gestão Escolar, com ênfase em Educação Especial.
Representantes do Conselho Tutelar
Formação em Pedagogia, com especialização em autismo, letramento e
educação infantil.
Representantes da Sociedade Civil
Formações em Matemática, Pedagogia e Educação Especial, com pós-
graduação em Gestão Escolar e EJA.
Análise: A composição do Conselho evidencia alto nível de qualificação
acadêmica e pedagógica, garantindo pluralidade de vozes e experiências para o
controle social da educação.
Objetivos e Atribuições
O Conselho atua como órgão deliberativo, consultivo, propositivo,
mobilizador e fiscalizador da política educacional municipal, com foco em:
Garantir participação democrática da comunidade.
Elevar a qualidade dos serviços educacionais.
Acompanhar projetos voltados para mulheres e crianças de 0 a 6 anos.
Alinhar suas ações aos ODS 16 e 17, reforçando transparência, justiça
social e parcerias institucionais.
O Conselho Municipal de Educação e o CACS/FUNDEB em Cornélio
Procópio exercem papel central na gestão democrática e transparente da
educação pública, atuando como elo entre sociedade civil, órgãos públicos e
instituições de ensino.
Sua composição, plural e qualificada, fortalece a credibilidade das
decisões e garante o alinhamento às políticas educacionais nacionais e
internacionais.
Além disso, ao monitorar projetos voltados às crianças de 0 a 6 anos e
às mulheres, o Conselho contribui diretamente para a inclusão social, justiça
educacional e fortalecimento das parcerias globais, conforme os ODS 16 e 17.
DISTRIBUIÇÃO DOS CONSELHEIROS POR SEGMENTO
2.3.16 - CONSELHO MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO (CME)
O objetivo da participação do Conselho Municipal da Educação (CME)
na construção do Plano Municipal pela Primeira Infância (PMPI) é garantir que o
plano reflita os princípios e metas da educação, trazendo a visão e os
mecanismos de controle social da educação para o processo de elaboração de
políticas para a primeira infância. Essa participação assegura que o PMPI esteja
alinhado com o Plano Municipal de Educação, focando na promoção de políticas
de acesso e qualidade para crianças, especialmente as mais vulneráveis, e na
intersetorialidade das ações.
O CME, como órgão de controle social, garante que o processo de
elaboração do PMPI seja democrático e que a comunidade se aproprie do plano.
O Conselho pode atuar na articulação entre o setor educacional e os
demais setores que compõem o Comitê Intersetorial responsável pelo PMPI,
fornecendo suporte e informações.
A participação do CME garante que o PMPI seja construído em sintonia
com os objetivos e metas já estabelecidas no Plano Municipal de Educação,
fortalecendo a implementação de um sistema mais integrado.
Como os planos de Primeira Infância envolvem diversos setores (saúde,
assistência social, educação etc.), o CME assegura que a perspectiva
educacional seja considerada na formulação de um plano abrangente.
A atuação do CME visa garantir que a primeira infância receba atenção
qualificada e que políticas sociais de acesso e qualidade sejam implementadas,
como determinam o Marco Legal da Primeira Infância e as leis municipais.
Identificação
Instituição: Conselho Municipal da Educação (CME)
Endereço: Rua Portugal, nº 230 Cornélio Procópio/PR
Quantidade de Conselheiros: 22 (entre titulares e suplentes)
Natureza: Órgão deliberativo, consultivo, propositivo, mobilizador, fiscalizador e
de controle social sobre a política educacional do município.
Representação e Formação dos Conselheiros
Representantes do Poder Executivo / Secretaria Municipal de Educação
Instituições de Ensino Particular da Educação Básica
Instituições de Ensino Superior
Professores da Rede Municipal de Ensino
Professores da Rede Estadual de Ensino
Pais de Alunos
Servidores Públicos da Rede Municipal de Ensino
Representantes da Comunidade
Projetos Desenvolvidos para Mulheres e Crianças de 0 à 6 anos
Em consonância com os ODS 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes) e
ODS 17 (Parcerias e Meios de Implementação), o CME acompanha e incentiva:
Projetos pedagógicos que garantam inclusão social e educacional.
Ações voltadas para a qualidade da educação infantil no município.
Parcerias entre instituições públicas e privadas para fortalecimento da
política educacional.
O Conselho Municipal da Educação de Cornélio Procópio atua como
instância essencial para a participação da sociedade civil e de representantes
institucionais na construção de uma política educacional democrática, inclusiva
e alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Sua composição
plural fortalece o caráter deliberativo e consultivo, assegurando a qualidade dos
serviços educacionais, especialmente no acompanhamento de projetos voltados
a mulheres e crianças de 0 a 6 anos.
2.3.17 - UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE DO PARANÁ (UENP)
O papel da universidade na construção de um Plano Municipal pela
Primeira Infância (PMPI) é multifacetado, abrangendo a geração e difusão de
conhecimento científico, o apoio à formulação e execução de políticas públicas
através de pesquisa e extensão, e a formação de profissionais capacitados para
atuar na área. A universidade contribui com diagnósticos intersetoriais,
desenvolvimento de protocolos, capacitação de equipes e o engajamento da
comunidade, visando a melhoria da qualidade de vida e a garantia dos direitos
das crianças.
A UENP fornece dados, conhecimentos e análise de indicadores que
ajudam a entender as necessidades da primeira infância no contexto local e
nacional.
A universidade participa de discussões e projetos, promovendo a
articulação entre os diferentes setores (saúde, educação, assistência social) e
atores sociais, incluindo as próprias crianças e suas famílias.
O envolvimento da UENP na construção do PMPI contribui para a
qualificação de profissionais da área, o desenvolvimento de novas estratégias e
a formação de recursos humanos para a pesquisa e atuação em políticas
públicas.
A participação da UENP é fundamental para o monitoramento da
implementação do plano, garantindo que as políticas se traduzam em ações
concretas e alcancem seus objetivos de melhoria do bem-estar infantil.
A universidade estimula a criatividade e o pensar científico, gerando
soluções inovadoras e adaptadas à realidade local para os desafios da primeira
infância.
Informações sobre a Universidade
Endereço Predial: Rodovia PR 160 Setor 5, Subsolo - Bloco A, CEP:
86.304-028 Cornélio Procópio/PR.
Equipe de Profissionais: Quantidade: 3 funcionários.
Formação: Mestrado e Doutorado em Educação.
Projetos Desenvolvidos para Mulheres e Crianças de 0 a 6 Anos:
Os projetos estão vinculados ao Programa de Extensão BrinquePed,
intitulado: "BrinquePed UENP: Integrando o Ensino, a Pesquisa e a Extensão".
Objetivos do Programa
Articular ensino, pesquisa e extensão no âmbito da ludicidade
Promover experiências de brincar livre e vivências lúdicas.
Estreitar vínculos entre a Universidade Estadual do Norte do Paraná
(UENP), instituições de Educação Infantil e a comunidade externa.
Ampliar repertórios para o desenvolvimento infantil.
Ações Desenvolvidas
Visitações de crianças de 0 a 6 anos das instituições de Educação Infantil
de Cornélio Procópio e região, com foco no brincar livre e/ou intervenções
pedagógicas.
Brinquedoteca itinerante, levando experiências lúdicas a municípios como
Bandeirantes e Andirá.
Mediações literárias para incentivo à formação do pequeno leitor.
Contação de histórias em espaço hospitalar com abordagem humanizada.
Experiências de brincar em eventos comunitários, como a Festa do
Trabalhador, na Praça Botafogo.
Público alcançado: cerca de 2.000 crianças atendidas anualmente.
Projetos Vinculados
BrinquePed UENP: Integrando o Ensino, a Pesquisa e a Extensão
Literatura fora da caixa: para ler, contar, brincar e encantar
BrinquePed, culturas e caixas do brincar: tecendo espaços e temporalidades
lúdicas em instituições de Educação Infantil
Quem brinca e encanta seus males espanta: uma abordagem humanizada
para crianças hospitalizadas.
DISTRIBUIÇÃO DAS AÇÕES DO PROGRAMA BRINQUEPED
ATENDIMENTO ANUAL 2000 CRIANÇAS / ANO
DISTRIBUIÇÃO DAS CRIANÇAS POR PROJETOS VINCULADOS À
BRINQUEPED
ATENDIMENTO ANUAL - 2000 CRIANÇAS / ANO
TERCEIRA PARTE
3 - PLANO MUNICIPAL PELA PRIMEIRA INFÂNCIA DE CORNÉLIO
PROCÓPIO DECÊNIO 2026 A 2036
3.1 - Estratégias e Metas a serem alcançadas pelas
Secretarias e Instituições
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
Estratégia 1 Ampliação da Educação Integral para Crianças de 4 e 5
Anos
O município reconhece a necessidade de ofertar atendimento em tempo
integral para essa faixa etária. No entanto, os espaços físicos atualmente
disponíveis não comportam a demanda existente. Conforme a Lei nº
14.851/2024, a prioridade legal para a oferta em tempo integral está centrada
nas crianças de 0 a 3 anos. As crianças atendidas em meio período o são em
razão de necessidades específicas, como atendimentos terapêuticos ou
educacionais especializados.
Com o objetivo de alcançar as metas propostas, foram elaboradas
algumas estratégias, detalhadas a seguir:
Estratégia 1.1 Expansão de Vagas na Rede Pública:
Visa a ampliação da oferta de vagas por meio da construção de novas
unidades e da ampliação das já existentes. Atualmente, há um Centro Municipal
de Educação Infantil (CMEI) em construção, com previsão de abertura de 188
novas vagas. Além disso, estão em andamento estudos de viabilidade para a
construção de mais três CMEIs, considerando critérios como localização,
capacidade de atendimento e disponibilidade de recursos.
Estratégia 1.2 Atendimento a Crianças com Renda Familiar Inferior a
10% do Salário-Mínimo:
Esta estratégia tem como foco garantir a matrícula de crianças oriundas
de famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica, assegurando a
equidade no acesso à educação infantil. O processo é regulamentado pela
legislação da Central Única de Vagas, cujos critérios são apresentados às
famílias no momento do cadastro junto a Secretaria Municipal de Educação.
Estratégia 1.3 Levantamento Intersetorial da Demanda por Creche
Diante do expressivo crescimento na busca por vagas, torna-se
essencial realizar levantamentos intersetoriais de demanda, a fim de planejar
adequadamente a ampliação e o aprimoramento das instalações educacionais.
A maioria dos CMEIs existentes possui espaço físico suficiente para expansão,
o que pode acelerar o aumento de vagas. Essa medida busca garantir
acolhimento e qualidade no atendimento às crianças.
Estratégia 1.4 Consulta Pública da Demanda por Creche:
Em consonância com a Lei Federal nº 14.851/2024, que determina aos
municípios a criação de mecanismos de levantamento e divulgação da demanda
por creches, o município realiza essa publicação semanalmente, às sextas-
feiras, no site oficial da Prefeitura. A referida lei exige a criação de uma central
de vagas, assegurando transparência no processo e melhor planejamento da
expansão da oferta.
Principais pontos da estratégia:
Obrigatoriedade: levantar-se, atualizar e divulgar periodicamente a
demanda por vagas;
Transparência: proporcionar controle social e garantir a correta aplicação
dos recursos públicos;
Planejamento: produzir dados que subsidiem a tomada de decisões e a
ampliação dos serviços educacionais;
Lista de Espera: seguir critérios justos, considerando aspectos
socioeconômicos e o contexto familiar;
Cooperação Federativa: buscar apoio e recursos federais e estaduais,
considerando que, diante de determinadas demandas, os recursos municipais
são insuficientes;
O município adota 17 critérios de priorização, pautados na transparência
e na justiça social.
Estratégia 1.5 Melhoria da Infraestrutura Educacional:
Visa à ampliação da acessibilidade e à aquisição de novos
equipamentos. A Prefeitura tem investido na manutenção e revitalização dos
espaços escolares, realizando reformas e pinturas internas e externas em
diversas unidades.
Estratégia 1.6 Parcerias para Oferta de Vagas Gratuitas:
O município mantém convênio com um Centro de Educação Infantil (CEI)
que oferece vagas integrais para crianças de 4 e 5 anos, conforme critérios
específicos. As crianças da rede municipal nessa faixa etária frequentam as
escolas em período parcial, em razão da limitação dos espaços físicos. Há,
ainda, instituições filantrópicas que atendem crianças em ambos os turnos,
mediante sistema de revezamento.
Estratégia 1.7 Formação Continuada e Inovação Pedagógica:
Recentemente, o município passou a adotar a Abordagem Reggio Emília
na Educação Infantil. Essa filosofia, surgida na Itália pós-Segunda Guerra
Mundial, vê a criança como protagonista de seu próprio aprendizado, valorizando
a experimentação, a criatividade e as múltiplas formas de expressão -- as "cem
linguagens", como escreveu Loris Malaguzzi, seu idealizador.
Princípios da abordagem:
Protagonismo infantil.
Currículo autoguiado e baseado nos interesses da criança.
Espaço físico como terceiro educador.
Participação ativa da comunidade.
Professor como facilitador e observador atento.
Estratégia 1.8 Apoio às Famílias e Desenvolvimento Integral:
Durante a vigência do Plano Municipal de Educação (PME), o município
contou com a Rede de Proteção à Infância, que inclui o Conselho Tutelar e o
SERP. Esse sistema atua em casos de faltas injustificadas, promovendo o
alinhamento entre escola e família, a fim de garantir o desenvolvimento integral
da criança. O Conselho Tutelar, por sua vez, atua na garantia dos direitos dos
estudantes.
Estratégias para realização da Meta 4:
A Meta 1.4 refere-se ao prazo de vigência deste Plano Municipal de
Educação, no que tange ao atendimento escolar da demanda apresentada pelas
famílias de crianças de 6 meses a 3 anos de idade.
No município, as crianças atendidas em meio período o são,
prioritariamente, por necessidades específicas, como acompanhamento
terapêutico, atendimento educacional especializada ou alguma restrição
alimentar que cause algum prejuízo a saúde.
Esse cenário evidencia a importância de ampliar o número de vagas e a
infraestrutura necessária para garantir o acesso à educação infantil desde os
primeiros meses de vida, conforme preconiza o PME, assegurando um
desenvolvimento integral e igualitário para todas as crianças.
Estratégias para realização da Meta 6:
A Meta 6 trata da ampliação da oferta de Educação Infantil e do Ensino
Fundamental em tempo integral, com previsão de criação de novas vagas em
Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) para os anos de 2026 e 2027.
Essa meta visa garantir às crianças o acesso a um currículo mais
completo, com atividades pedagógicas, culturais, esportivas e de lazer ao longo
de todo o dia, promovendo a equidade e a permanência escolar.
A Meta 6 refere-se à articulação da escola com diferentes espaços
educativos, como bibliotecas, praças e parques. Nesse sentido, a Secretaria de
Educação, em parceria com a Secretaria de Assistência Social, elaborou um
projeto voltado à aquisição de três parques, com o objetivo de suprir a carência
de infraestrutura nas instituições educacionais do município.
A integração da escola com esses espaços públicos amplia as
possibilidades pedagógicas, favorece o desenvolvimento físico, social e
emocional dos alunos e fortalece o vínculo entre escola, comunidade e território.
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE
Estratégia 2 - Componentes Essenciais da Participação da Saúde no Plano
Municipal pela Primeira Infância (PMPI)
A participação da Secretaria Municipal de Saúde no PMPI fundamenta-se na
integração de políticas, ações e serviços voltados à promoção, prevenção e
atenção integral à saúde da criança. Os principais componentes dessa
participação estão descritos a seguir:
Estratégia 2.1 Ações de Promoção e Prevenção
Visa ao desenvolvimento de ações voltadas à promoção da saúde e à prevenção
de agravos à criança, contemplando todos os níveis de atenção, de forma
humanizada e em tempo oportuno. Essas ações têm como foco a redução de
riscos e o fortalecimento de práticas de cuidado integral, desde a gestação até a
primeira infância.
Estratégia 2.2 Vigilância e Desenvolvimento Infantil
Propõe a organização de fluxos e a qualificação dos processos de trabalho
voltados à vigilância do desenvolvimento infantil, conforme orientações e
parâmetros estabelecidos na Caderneta da Criança. Busca-se assegurar o
acompanhamento contínuo do crescimento e do desenvolvimento de todas as
crianças, com foco na identificação precoce de possíveis alterações e na
intervenção oportuna.
Estratégia 2.3 Cuidado Integral
Garante o acompanhamento da criança desde o período gestacional -- incluindo
o pré-natal, o parto e o puerpério -- até o desenvolvimento e o atendimento
especializado. Essa estratégia tem como objetivo promover um cuidado integral,
articulando as redes de atenção primária, especializada e hospitalar, de modo a
assegurar a continuidade e a integralidade da assistência.
Estratégia 2.4 Atenção Integrada
Enfatiza a importância de ações transversais e integradas entre os diferentes
níveis de atenção à saúde, desde a atenção básica até os serviços
especializados. Essa integração visa fortalecer a rede de cuidado à infância,
garantindo a articulação entre os diversos setores e o compartilhamento de
responsabilidades entre as equipes multiprofissionais.
Estratégia 2.5 Formação e Capacitação de Profissionais
Prevê a realização de ações de formação continuada e educação permanente
voltadas aos profissionais de saúde, com foco na atualização dos protocolos e
das boas práticas de assistência à saúde materna e infantil. Essa iniciativa busca
aprimorar a qualidade dos atendimentos e fortalecer o compromisso com o
cuidado humanizado e qualificado.
Estratégia 2.6 Monitoramento e Avaliação das Ações
Institui práticas sistemáticas de monitoramento e avaliação das ações,
programas e políticas de saúde voltadas à infância. O objetivo é aprimorar os
resultados alcançados, orientar a tomada de decisões e assegurar a efetividade
das políticas públicas implementadas.
Estratégia 2.7 Garantia de Acesso e Equidade
Assegura o acesso equitativo e integral a um conjunto de serviços de saúde que
garantam condições adequadas de nutrição, desenvolvimento, proteção e
bem-estar das crianças em todas as etapas da primeira infância. Essa estratégia
reforça o compromisso com a universalização do acesso e a redução das
desigualdades sociais e territoriais.
SECRETARIA MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL
Estratégia 3 - Funções do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e
do Adolescente (CMDCA) na Construção do PMPI
A Secretaria Municipal de Assistência Social, por meio do Conselho
Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), exerce papel
essencial na elaboração, acompanhamento e monitoramento do Plano Municipal
pela Primeira Infância (PMPI). Sua atuação visa assegurar a defesa dos direitos
da criança e do adolescente, bem como a efetivação de políticas públicas
integradas e participativas.
As principais funções do CMDCA na construção do PMPI estão descritas a
seguir:
Estratégia 3.1 Proposição de Diretrizes e Metas
O CMDCA tem a atribuição de apresentar propostas de diretrizes e metas
específicas para a área da primeira infância, alinhadas aos direitos das crianças
e adolescentes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e em
demais marcos legais. Essa atuação orienta o planejamento municipal,
garantindo coerência entre as políticas públicas e as necessidades da população
infantil.
Estratégia 3.2 Deliberação e Fiscalização
O Conselho atua como órgão colegiado deliberativo e fiscalizador, com a
responsabilidade de acompanhar e monitorar a execução das políticas públicas
voltadas à infância e adolescência. Essa função assegura que as ações
propostas no PMPI sejam efetivadas de maneira transparente, ética e em
conformidade com os princípios da prioridade absoluta e da proteção integral.
Estratégia 3.3 Garantia da Intersetorialidade
A participação do CMDCA contribui diretamente para a articulação intersetorial
entre diferentes políticas públicas -- como saúde, educação, assistência social,
cultura e esporte -- promovendo o trabalho colaborativo entre governo e
sociedade civil. Essa integração é fundamental para a construção de um plano
municipal coeso, efetivo e sustentável.
Estratégia 3.4 Promoção da Participação Social
Compete ao CMDCA estimular e viabilizar a participação da sociedade civil no
processo de elaboração do PMPI, por meio da realização de conferências,
audiências públicas, consultas e fóruns temáticos. Esses espaços garantem que
as demandas e percepções da comunidade, especialmente das famílias e das
organizações que atuam com a primeira infância, sejam consideradas na
formulação do plano.
Estratégia 3.5 Acompanhamento e Apoio à Tramitação do Plano
O CMDCA exerce papel estratégico no acompanhamento da tramitação do
PMPI, oferecendo subsídios técnicos e institucionais aos legisladores para
fortalecer a compreensão sobre o conteúdo e a relevância do documento. Além
disso, o Conselho apoia o processo de encaminhamento do texto aprovado ao
Poder Legislativo Municipal, para que seja convertido em lei, garantindo a
institucionalização e a continuidade das ações.
Estratégia 3.6 Assegurar a Prioridade dos Direitos das Crianças
O principal objetivo da participação do CMDCA é garantir que a gestão municipal
priorize os direitos da criança em todas as etapas de construção e execução do
PMPI. Dessa forma, o plano torna-se um instrumento efetivo de promoção,
proteção e defesa dos direitos da primeira infância, assegurando que todas as
crianças tenham acesso a condições dignas de desenvolvimento integral.
FUNDAÇÃO MUNICIPAL DO ESPORTE DE CORNÉLIO PROCÓPIO (FECOP)
Estratégia 4 - O Esporte como Ferramenta de Desenvolvimento Integral na
Primeira Infância.
A Secretaria Municipal do Esporte, por meio da Fundação de Esportes e
Cultura Popular (FECOP), reconhece o esporte como um instrumento essencial
para o desenvolvimento integral das crianças na primeira infância. A prática
esportiva contribui para a formação de hábitos saudáveis, a promoção do bem-
estar e a construção de valores fundamentais à convivência em sociedade.
As estratégias abaixo evidenciam a contribuição do esporte para o fortalecimento
das ações do
Plano Municipal pela Primeira Infância (PMPI)
Estratégia 4.1 Desenvolvimento Integral e Formação de Hábitos
Saudáveis
O esporte, enquanto atividade lúdica e educativa, promove benefícios diretos à
saúde física, mental e social da criança, incentivando o autocuidado e a adoção
de estilos de vida saudáveis desde os primeiros anos de vida.
Principais dimensões desta estratégia:
Saúde física e mental: o esporte contribui para a qualidade de vida, a
prevenção de doenças e a adoção de hábitos saudáveis que podem
perdurar ao longo da vida;
Desenvolvimento motor: as práticas esportivas auxiliam no
aprimoramento da coordenação motora, equilíbrio e agilidade, aspectos
essenciais para um crescimento físico e cognitivo saudável;
Bem-estar: a atividade física favorece a saúde mental, reduz o estresse
e fortalece a autoestima das crianças, proporcionando prazer e equilíbrio
emocional.
Estratégia 4.2 Socialização e Cidadania
O esporte constitui um espaço privilegiado de convivência social, onde se
desenvolvem habilidades de cooperação, empatia, respeito mútuo e liderança.
Essas vivências fortalecem o sentimento de pertencimento e o aprendizado de
valores éticos e sociais.
Aspectos relevantes:
Desenvolvimento social: o esporte favorece a integração entre as
crianças, promovendo a socialização, o trabalho em equipe e a
convivência respeitosa;
Formação de valores: por meio da prática esportiva, as crianças
aprendem princípios como responsabilidade, resiliência, solidariedade e
respeito às diferenças, além de desenvolverem atitudes positivas diante
da vitória e da derrota.
Estratégia 4.3 Participação e Cidadania na Infância
A participação da criança nas atividades esportivas representa uma forma de
expressão, escuta e protagonismo, permitindo que ela manifeste suas
necessidades, desejos e opiniões, elementos fundamentais na construção de
uma cidade mais inclusiva e acolhedora para a infância.
Componentes dessa estratégia:
Espaço para a voz das crianças: o esporte, especialmente por meio do
brincar, oferece oportunidades para que as crianças expressem suas
emoções, ideias e interesses;
Apropriação do espaço público: a realização de atividades esportivas
em praças, parques e outros ambientes públicos estimula a convivência
comunitária, o uso saudável dos espaços urbanos e o sentimento de
pertencimento social.
Estratégia 4.4 Contribuição do Esporte para o PMPI
O esporte é reconhecido como uma ferramenta pedagógica e inclusiva,
capaz de integrar as dimensões física, cognitiva, emocional e social do
desenvolvimento infantil.
Essa estratégia reforça o entendimento do esporte como direito humano,
garantindo o acesso de todas as crianças à prática esportiva ao brincar e ao
lazer. A valorização dessas experiências contribui para a formação de cidadãos
mais ativos, saudáveis e participativos, alinhados aos princípios do Plano
Municipal pela Primeira Infância.
SECRETARIA MUNICIPAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA
Estratégia 5 - Metas e Projetos a Desenvolver Foco em Mulheres e
Crianças de 0 a 6 Anos
A Secretaria Municipal de Vigilância Sanitária tem como compromisso
contribuir para a promoção da saúde, a prevenção de riscos sanitários e a
proteção integral da população, com atenção especial às mulheres e às crianças
na faixa etária de 0 a 6 anos.
As ações desenvolvidas visam à conscientização sobre práticas seguras
de consumo, higiene e alimentação, fortalecendo a saúde individual e coletiva
desde a primeira infância.
Estratégia 5.1 Orientação sobre o Uso de Produtos e Cosméticos
Regulares
Promover palestras educativas voltadas a mulheres e famílias sobre os
riscos do uso de cosméticos irregulares e produtos para emagrecimento sem
registro. As ações enfatizam a importância de adquirir produtos devidamente
autorizados pela ANVISA, garantindo segurança, qualidade e eficácia.
Objetivos específicos:
Informar sobre os riscos sanitários de produtos clandestinos;
Orientar a população sobre a leitura de rótulos e selos de certificação;
Incentivar a adoção de hábitos seguros de consumo.
Estratégia 5.2 Promoção de Hábitos Saudáveis e Cuidados com o Corpo
Incentivar hábitos de vida saudáveis e cuidados adequados com o corpo e a
pele, destacando a importância da alimentação equilibrada e da atividade física
regular como alternativas seguras e eficazes ao uso de produtos de
emagrecimento não regulamentados.
Ações previstas:
Campanhas educativas sobre alimentação saudável e autocuidado;
Alerta sobre "fórmulas milagrosas" para emagrecimento e seus riscos à
saúde;
Parcerias com as Secretarias de Saúde e Esporte para promover
atividades físicas supervisionadas.
Estratégia 5.3 Educação Sanitária nas Escolas
Realização de palestras e atividades pedagógicas em escolas, voltadas às
crianças e suas famílias, utilizando metodologias lúdicas e participativas para
facilitar o aprendizado sobre temas sanitários e de saúde pública.
Atividades desenvolvidas:
Dinâmicas com maquetes demonstrativas de problemas sanitários;
Exibição de vídeos educativos e paródias musicais sobre dengue,
escorpiões e outros vetores;
Distribuição de materiais informativos adaptados à linguagem infantil;
Incentivo à adoção de práticas de higiene e limpeza doméstica como
forma de prevenção.
Estratégia 5.4 Fortalecimento da Consciência Sanitária Comunitária
As ações da Vigilância Sanitária visam também despertar o senso de
responsabilidade coletiva na promoção da saúde pública, integrando
comunidade, escolas e famílias em torno de uma cultura de prevenção e
cuidado.
Resultados esperados:
Redução de riscos associados ao uso de produtos irregulares;
Melhoria da percepção da população sobre segurança sanitária;
Formação de cidadãos conscientes, saudáveis e corresponsáveis pela
qualidade de vida no município.
SECRETARIA DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA
OBJETIVOS AÇÕES E METAS MONITORAMENTO PER/IODICIDADE TEMPO RESPONSÁVEL OU
INDICADORES
DE EXECUÇÃO CORRESPONSÁVEIS
Promover a saúde e Realizar palestras e ações Número de palestras Trimestral Farmacêutica Ana
segurança das mulheres educativas sobre o uso realizadas; Cristina/Equipe Técnica
no uso de cosméticos; seguro de cosméticos
(embelezamento e Participação do público, Semestral
Fortalecer práticas de emagrecimento); Avaliação de conhecimento
biossegurança nos Desenvolver oficinas antes e depois; Técnicas Isabella e
estabelecimentos de sobre biossegurança em Jéssica
beleza; salões de beleza; Quantidade de salões Semestral
participantes: Redução de
Garantir ambientes Implementar o projeto não conformidades,
escolares mais "Boas Práticas Sanitárias observadas nas inspeções; Técnica Adriana /Equipe
saudáveis; em Ambientes Escolares Técnica
Número de escolas Anual (com acompanhamento
Promover a educação Realizar brincadeiras envolvidas, Ações de I semestral)
sanitária para crianças educativas, maquetes e inspeção e educação
de 0 a 6 anos; parodias sobre higiene, sanitária; Diretora Tânia e Técnica
lixo e água parada; Adriana
Reduzir riscos de Envolvimento das escolas e
doenças transmitidas por CMEls, Avaliação da Semestral
vetores; Atividades educativas e participação das crianças;
ações de controle de Equipe técnica /Agentes
Promover segurança vetores em ambientes Índices de infestação, de Endemias
alimentar; escolares e comunitários; Número de ações de campo Contínuo / mensal
Oficinas sobre realizadas; Técnicas Cristiane.
Prevenir verminoses. manipulação segura Franciele e Médica
escabiose e pediculose; utensílios; Avaliação durante Veterinária Luciana
Inspeções; Número de Semestre
Prevenir acidentes e Campanhas oficinas realizadas; Enfermeira Elizabeth
doenças por animais de alimentos e /Equipe Técnica
peçonhentos; higienização de utensílios; Redução de casos
notificados. Participação nas Técnicos Azemilda.
campanhas ações educativas Número de Anual (com revisões Cristiane. Elizeo e Lilian
educativas em escolas e materiais distribuídos, semestrais) anual.
unidades de saúde; Relatos de acidentes;
Ações educativas e
distribuição de materiais
informativos;
CONSELHO TUTELAR
Estratégia 6 - Participação do Conselho Tutelar na Construção e
Implementação do Plano Municipal pela Primeira Infância.
O Conselho Tutelar exerce papel fundamental na defesa dos direitos da criança
e do adolescente, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA), sendo também um ator estratégico na construção e no acompanhamento
do Plano Municipal pela Primeira Infância (PMPI).
Sua atuação contribui para o fortalecimento da rede de proteção, a qualificação
das políticas públicas e a efetivação dos direitos das crianças de 0 a 6 anos.
As principais formas de participação do Conselho Tutelar no PMPI estão
descritas a seguir:
Estratégia 6.1 Assessoramento à Elaboração do Plano
O Conselho Tutelar atua assessorando o CMDCA e a Prefeitura Municipal na
criação, ampliação e aprimoramento de programas e políticas voltadas à
primeira infância. Essa colaboração técnica visa assegurar que o PMPI
contemple ações efetivas de proteção e promoção dos direitos de crianças e
adolescentes, com base nas demandas reais do território.
Estratégia 6.2 Fornecimento de Informações Relevantes
O Conselho Tutelar fornece ao CMDCA e aos demais órgãos gestores
informações quantitativas e qualitativas sobre a situação das crianças e
adolescentes no município.
Esses dados -- obtidos por meio dos atendimentos realizados e do
monitoramento das ocorrências -- são fundamentais para o diagnóstico
situacional e para o aperfeiçoamento das políticas públicas voltadas à infância.
Estratégia 6.3 Representação da Comunidade
Como órgão de representação da sociedade, o Conselho Tutelar garante que as
demandas e deficiências locais sejam ouvidas e consideradas durante o
processo de elaboração e revisão do PMPI.
Essa participação assegura que o plano reflita as reais necessidades das
famílias e crianças do município, promovendo políticas mais eficazes e alinhadas
ao contexto social.
Estratégia 6.4 Promoção de Audiências Públicas
O Conselho Tutelar pode promover audiências públicas, reuniões comunitárias
e escutas sociais com o objetivo de colher informações diretamente da
comunidade.
Esses espaços de diálogo fortalecem a participação popular e permitem
identificar carências nos serviços de atendimento, ampliando a transparência e
a legitimidade do PMPI.
Estratégia 6.5 Fiscalização e Monitoramento
O Conselho Tutelar exerce a função de fiscalizar instituições, serviços e
programas voltados à infância e adolescência -- como escolas, abrigos e
entidades de acolhimento --, garantindo o cumprimento dos direitos e normas
legais.
Essa atuação representa um importante instrumento de controle social,
contribuindo para a melhoria da execução das políticas públicas e o combate a
irregularidades.
Estratégia 6.6 Articulação da Rede de Proteção
O Conselho Tutelar participa ativamente da construção e fortalecimento da rede
de proteção à criança e ao adolescente, colaborando na definição de fluxos,
protocolos de atendimento e estratégias intersetoriais de intervenção.
Essa articulação entre os diferentes órgãos e serviços especializados assegura
uma resposta mais rápida, humanizada e eficaz às situações de vulnerabilidade.
Metas e Projetos a Serem Desenvolvidos
Em alinhamento às diretrizes do PMPI, o Conselho Tutelar propõe o
desenvolvimento das seguintes metas e projetos prioritários:
Criação de projeto de atendimento para crianças em horários alternativos,
oferecendo acolhimento e acompanhamento fora do período escolar;
Implantação de um CAPS Infantil, garantindo atenção integral à saúde
mental da criança;
Ampliação da articulação com a Secretaria da Mulher, para o atendimento
especializado de casos que envolvam violência doméstica ou
vulnerabilidade familiar;
Fortalecimento da parceria com o CREAS, visando à compreensão e à
intervenção nas dinâmicas familiares das crianças atendidas,
promovendo proteção integral e prevenção de reincidências.
SECRETARIA MUNICIPAL DA MULHER, CRIANÇA, ADOLESCENTE,
JUVENTUDE E IDOSO SEMUCRI
Estratégia 7 - Metas, Estratégias e Desafios no Âmbito do Plano Municipal
pela primeira Infância
A Secretaria Municipal da Mulher, Criança, Adolescente, Juventude e
Idoso (SEMUCRI) desempenha papel estratégico na promoção da equidade de
gênero, da proteção integral à infância e do fortalecimento dos vínculos
familiares e comunitários, em alinhamento às diretrizes do Plano Municipal pela
Primeira Infância (PMPI).
Suas ações visam garantir o acolhimento, a escuta qualificada e o
atendimento humanizado a mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade,
promovendo a cidadania e o acesso a direitos fundamentais.
Estratégia 7.1 Estruturação e Implementação de Programas Específicos
para Mães e Crianças de 0 a 6 Anos
Visa a criação e consolidação de programas específicos voltados às
mães e crianças na primeira infância, com foco no fortalecimento dos vínculos
familiares, afetivos e comunitários.
Esses programas têm caráter intersetorial e buscam integrar as políticas
de assistência social, saúde, educação e direitos humanos, garantindo atenção
integral às famílias.
Objetivos específicos:
Oferecer acompanhamento social e psicológico às mães e cuidadores;
Promover ações educativas sobre parentalidade positiva e cuidado na
primeira infância;
Incentivar a participação comunitária e a construção de redes de apoio
familiar.
Estratégia 7.2 Ampliação da Rede de Atendimento Psicossocial e Jurídico
Propõe a ampliação e o fortalecimento da rede de apoio psicossocial e
jurídico voltada às mulheres em situação de violência e suas famílias,
assegurando atendimento humanizado e sigiloso.
Essa ação tem por finalidade garantir o acesso a serviços especializados
de acolhimento, orientação e acompanhamento, promovendo a ruptura do ciclo
de violência e a proteção de crianças expostas a tais contextos.
Ações prioritárias:
Criação de novos pontos de atendimento especializados no município;
Capacitação de profissionais da rede para o atendimento humanizado;
Articulação com o sistema de justiça, saúde e assistência social para
encaminhamentos integrados.
Estratégia 7.3 Ações Integradas com Centros Municipais de Educação
Infantil e Projetos Sociais
Desenvolver ações conjuntas com Centros Municipais de Educação
Infantil (CMEIs) e projetos sociais, com o objetivo de apoiar famílias em situação
de vulnerabilidade e prevenir situações de risco social.
A atuação integrada busca promover o bem-estar infantil, o
fortalecimento dos vínculos familiares e o desenvolvimento pleno das crianças
na primeira infância.
Ações previstas:
Oficinas de orientação familiar e de fortalecimento de vínculos;
Atividades de integração escolafamíliacomunidade;
Encaminhamentos conjuntos para atendimentos psicossociais e
assistenciais.
Estratégia 7.4 Consolidação de Parcerias Interinstitucionais
Consolidar parcerias com organizações governamentais e não
governamentais, redes comunitárias e entidades civis para ampliar o alcance das
ações voltadas à infância, adolescência e juventude.
Essas parcerias são fundamentais para otimizar recursos, compartilhar
boas práticas e garantir a sustentabilidade das políticas públicas.
Resultados esperados:
Ampliação da cobertura dos programas de proteção e acolhimento;
Integração efetiva entre políticas municipais e regionais;
Melhoria dos indicadores de desenvolvimento infantil e fortalecimento da
rede de proteção.
SECRETARIA MEIO AMBIENTE E AGRICULTURA SEMAGRI
Metas e Atribuições da SEMPLA para a construção do PMPI
O Plano Municipal pela Primeira Infância (PMPI) no âmbito da SEMPLA,
tem como meta promover a integração de crianças de 0 a 6 anos de idade com
a natureza e tudo que a compõe, promovendo assim espaços seguros e
sustentáveis. A proposta valoriza o desenvolvimento integral da criança
assegurando seu direito a um ambiente saudável, conforme estabelecido pelo
Marco Legal da Primeira infância.
O foco da Secretaria visa integrar com estratégias de educação
ambiental precoce, requalificação de áreas verdes para as crianças e ações
intersetoriais de sustentabilidade urbana.
Entre as principais metas e estratégias, está a promoção da educação ambiental
e da sustentabilidade. Como meta, pretende-se capacitar todos os educadores
da educação infantil até 2030; e para isso serão desenvolvidos programas como
hortas escolares, práticas de compostagem e ações educativas sobre o
consumo consciente de recursos, incluindo água, energia e gestão de resíduos.
Outra frente importante é a qualificação dos espaços públicos naturais e
lúdicos; o plano prevê a criação e revitalização com criação de Centros de
educação ambiental ou parques naturalizados até 2030. Esses espaços deverão
contar com elementos naturais, como troncos, caixotes com areia e terra,
favorecendo o brincar livre, especialmente em áreas de maior vulnerabilidade,
incentivando também a população o cuidado com o espaço destinado.
No campo da mobilidade e das cidades saudáveis, a meta é ampliar em
30% a cobertura de áreas verdes no entorno das unidades escolares até 20236.
Para isso, serão implementados projetos como "ruas do brincar" e iniciativas de
arborização urbana contribuindo para a redução do calor e da poluição nas áreas
frequentadas por crianças principalmente as pequenas de 0 a 6 anos de idade.
A atuação intersetorial também é um eixo fundamental do plano.
Em parceria com áreas da saúde, educação, esporte, assistência social
e cultura, pretende-se implantar hortas comunitárias e espaços de alimentação
saudável em 50% das Unidades Básicas de Saúde até 2036. Além disso, serão
criados grupos de trabalhos para integrar a educação ambiental às políticas de
nutrição e saúde na primeira infância, incentivando práticas como a alimentação
orgânica.
Nessa prática complementar a SEMPLA propões estratégias
estruturantes como a reutilização de espaços urbanos, tornando parques e
praças mais acessíveis e atrativos para as crianças pequenas. Também prevê o
fortalecimento da educação ambiental precoce, envolvendo não apenas as
crianças, mas também suas famílias, no cuidado e preservação do meio
ambiente e tudo o que cerca e na valorização da biodiversidade local.
A construção de uma cidade mais amigável a infância, inclui
implementação de estruturas verdes como sombreamento e arborização
principalmente em rotas escolares onde seja possível e em rotas dos Centros
Municipais de Educação Infantil, ampliando também em sua totalidade o acesso
a água potável e ao saneamento básico. Por isso para garantir a efetivação
dessas ações a Secretaria estabelece metas mensuráveis e possíveis.
Por fim as contribuições do SEMPLA para o Plano Municipal pela
Primeira Infância, estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável (ODS), especialmente aqueles relacionados a água limpa, saúde, e
ações climáticas, reforçando, reforçando a importância da integração entre
políticas públicas e da atuação conjunta entre diferentes setores para promover
o bem estar e o desenvolvimento saudável na primeira infância.
Estratégia 8 - Como a Secretaria do Meio Ambiente pode colaborar na
prática para a efetivação do Plano Municipal pela Primeira Infância,
promoção de práticas sustentáveis e saudáveis.
Estratégia 8.1 - Apoio a sistemas agroflorestais: Oferecer suporte para a
implantação de sistemas agroflorestais, que combinam a agricultura com a
conservação da natureza, aumentando a produção sustentável e garantindo
segurança alimentar.
Estratégia 8.2 - Boas práticas: Compartilhar dados e conhecimento sobre a
produção de alimentos sem uso de agrotóxicos, por meio de boas práticas
agroecológicas. Isso contribui para uma alimentação mais segura para as
crianças.
Estratégia 8.3 - Sustentabilidade ambiental: Incentivar o pagamento por
serviços ambientais, que remunera o agricultor familiar por ações que protegem
o meio ambiente, como a conservação de nascentes e o uso racional do solo.
Estratégia 8.4 - Identificação de comunidades: Colaborar para identificar
comunidades tradicionais, povos indígenas e famílias de assentamentos que
produzem alimentos, garantindo que suas necessidades e culturas sejam
consideradas no plano.
Estratégia 8.5 - Equidade no acesso: Desenvolver estratégias para que as
famílias em situação de vulnerabilidade tenham acesso facilitado a alimentos
nutritivos e de qualidade.
Ao integrar essas informações e ações, a Secretaria de Meio Ambiente assegura
que o PMPI inclua a sustentabilidade, a segurança alimentar e o
desenvolvimento local como fatores essenciais para a saúde e o bem-estar das
crianças na primeira infância.
Integrar grupos de trabalho: A Secretaria do Meio Ambiente deve
participar ativamente dos grupos de trabalho que constroem o PMPI,
compartilhando dados e perspectivas ambientais e sociais sobre a
agricultura familiar.
Desenvolver diagnósticos conjuntos: Elaborar diagnósticos em
parceria com as Secretarias de Agricultura, Saúde e Assistência Social
para cruzar dados sobre produção, saúde e condições de vida das
famílias rurais.
Realizar ações de educação ambiental: Propor ações conjuntas para a
educação ambiental das crianças nas escolas e comunidades, usando a
agricultura familiar como um exemplo de produção sustentável.
Promover audiências e consultas públicas: Apresentar informações
sobre a agricultura familiar em audiências públicas para que a sociedade
civil possa contribuir com propostas para o PMPI.
Estratégia 8.6 - Programa de Agricultura Familiar e Atendimento à
Educação Infantil (0 a 6 anos), Atendimento à faixa etária de 0 a 6 anos: O
Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) possibilita o fornecimento
de gêneros alimentícios provenientes da agricultura familiar para as creches e
pré-escolas municipais.
Esses alimentos contribuem diretamente para o desenvolvimento infantil,
garantindo refeições nutritivas, seguras e com produtos regionais, respeitando a
cultura alimentar local.
O atendimento à faixa etária de 0 a 6 anos é feito por meio da inclusão desses
produtos nos cardápios elaborados pelos nutricionistas responsáveis.
Estratégia 8.7 - Levantamento e sistematização de dados: Foi realizado o
levantamento junto aos produtores rurais e cooperativas locais para identificar:
Produtos disponíveis para fornecimento;
Quantidades mensais e sazonais;
Capacidade de entrega e armazenamento;
Documentação e habilitação junto ao PNAE.
Os dados foram sistematizados em planilhas contendo nome do agricultor,
propriedade, produto e quantidade.
Estratégia 8.8 - Mapeamento da produção orgânica e agroecológica: O
município identificou propriedades que desenvolvem práticas agroecológicas e
orgânicas, com destaque para o uso reduzido ou inexistente de agrotóxicos,
manejo sustentável do solo e diversificação de culturas.
Essas informações são fundamentais para ampliar a oferta de alimentos
saudáveis às crianças da educação infantil.
Estratégia 8.9 - Famílias fornecedoras inseridas na agricultura familiar:
Atualmente, o município conta com 23 fornecedores cadastrados, das quais
participam entregando diversos tipos de alimentos diretamente para o PNAE.
Essas famílias estão distribuídas em diferentes comunidades rurais.
Estratégia 8.10 - Diversificação da produção nas propriedades familiares:
As propriedades familiares apresentam diversificação de produção, incluindo
hortaliças, frutas, legumes, mel, derivados de milho e mandioca, entre outros.
Essa variedade favorece cardápios equilibrados e atrativos para as crianças,
além de fortalecer a economia rural local.
SECRETARIA MEIO AMBIENTE E AGRICULTURA - SEMAGRI
OBJETIVOS AÇÕES E METAS MONITORAMENTO / PERIODICIDADE RESPONSÁVEL OU
INDICADORES TEMPO DE CORRESPONSÁVEIS
EXECUÇÃO
Levar a Oferece visitações Somente o número Anual Semagri (diretoria do
meio ambiente)
educação com educação de visitas gerais
Luiz Guilherme Braga
ambiental a toda ambiental a partir
rede de dos 6 anos,
educação funcionando de
pública e privada acordo com as
de Cornélio
Procópio e demandas.
região, por meio
de experiencias
interativas.
CENTRO DE REFERÊNCIA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL CRAS
Estratégia 9 - Metas, Estratégias e Desafios no Âmbito do Plano Municipal
pela Primeira Infância do CRAS.
O Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) atua como equipamento
estratégico na proteção e promoção dos direitos das crianças e famílias,
oferecendo acompanhamento social integral e articulado com as políticas de
saúde, educação e assistência social. Suas ações visam fortalecer a rede de
proteção e garantir a efetividade dos programas de atenção à primeira infância.
Estratégia 9.1 Ampliação da Capacidade de Atendimento aos Programas
Sociais: Visando ampliar o alcance e a efetividade dos programas Nossa Gente
Paraná e Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), que
atualmente apresentam limitações de vagas, o CRAS busca expandir sua
capacidade de atendimento e otimizar recursos para alcançar um maior número
de crianças e famílias.
Ações prioritárias:
Identificação de famílias em situação de vulnerabilidade;
Readequação de espaços físicos e horários de atendimento;
Planejamento estratégico para otimização de recursos humanos e
materiais.
Estratégia 9.2 Reforço da Articulação Intersetorial: Promover a integração
entre saúde, educação e assistência social, garantindo um acompanhamento
integral e contínuo das crianças e suas famílias.
A articulação intersetorial busca assegurar que as ações sejam complementares
e promovam o desenvolvimento integral da criança.
Ações previstas:
Criação de fluxos de comunicação entre serviços;
Reuniões periódicas de planejamento intersetorial;
Compartilhamento de informações para monitoramento de ações e
resultados.
Estratégia 9.3 Continuidade do Financiamento e Monitoramento dos
Programas: Assegurar a sustentabilidade financeira e a qualidade dos
programas, mantendo a continuidade dos serviços ofertados pelo CRAS.
O monitoramento constante permite avaliar impactos, identificar necessidades e
aprimorar os processos de atendimento.
Ações previstas:
Elaboração de relatórios periódicos de execução e desempenho;
Busca por fontes de financiamento complementares;
Avaliação contínua das estratégias implementadas e ajustes conforme
necessidade.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE DO PARANÁ (UENP)
Estratégia 10 - Metas e Projetos a Desenvolver para o Plano Municipal pela
Primeira Infância UENP
A Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) atua como parceiro
estratégico no PMPI, promovendo ações voltadas ao desenvolvimento integral
da criança, à educação e à ampliação do acesso a espaços de aprendizagem e
recreação.
Estratégia 10.1 Ampliação do Acesso à BrinquePed
Garantir que a BrinquePed, espaço de estímulo e aprendizado infantil, esteja
disponível para a comunidade externa, ampliando o acesso às atividades
lúdicas, educativas e culturais.
Ações prioritárias:
Abrir a BrinquePed à comunidade externa no período noturno;
Ampliar a oferta de atividades aos finais de semana (sábados);
Expandir projetos já existentes para outros municípios do entorno,
promovendo integração regional e troca de experiências.
CONSELHO DE ACOMPANHAMENTO E CONTROLE SOCIAL
(CACS/FUNDEB)
Estratégia 11 - Metas e Estratégias de Acompanhamento para o Plano
Municipal pela Primeira Infância CACS/FUNDEB
O CACS/FUNDEB desempenha papel essencial no monitoramento, controle e
transparência do uso dos recursos financeiros destinados à educação, incluindo
iniciativas voltadas à primeira infância.
Principais atribuições:
Estudo das leis e normas que regulamentam o financiamento da educação;
Acompanhamento, controle e fiscalização do FUNDEB;
Conferência e emissão de pareceres sobre prestações de contas;
Supervisão do censo escolar anual;
Controle de valores creditados e utilizados junto ao Banco do Brasil;
Supervisão da proposta orçamentária anual;
Exigência de prestação de contas em tempo hábil;
Emissão de pareceres gerenciais para o Tribunal de Contas;
Garantia da aplicação mínima de 60% dos recursos na remuneração dos
profissionais do magistério;
Exigência do cumprimento do plano de cargos, carreira e remuneração;
Fiscalização da documentação referente ao FUNDEB, inclusive com
inspeções in loco;
Encaminhamento de manifestações formais ao Executivo, Câmara Municipal
e Tribunal de Contas;
Acompanhamento da aplicação de recursos federais do PNATE (transporte
escolar) e programas de Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Estratégias do CACS dentro do PMPI
Estratégia 11.1 - Acompanhamento Social: Supervisionar a destinação e o uso
dos recursos destinados à primeira infância, incluindo o acompanhamento do
orçamento e das ações implementadas.
Estratégia 11.2 - Controle Social: Fiscalizar a execução financeira e física das
ações e programas do PMPI, garantindo a correta aplicação dos recursos
públicos.
Estratégia 11.3 - Transparência e Participação: Promover o acesso à
informação e estimular a participação da comunidade, usuários e trabalhadores
na discussão e formulação das políticas públicas.
Estratégia 11.4 - Avaliação da Política Pública: Monitorar o andamento do
plano, avaliar se as metas estão sendo alcançadas e verificar se os direitos das
crianças estão sendo efetivamente garantidos.
Estratégia 11.5 - Garantia de Direitos: Assegurar que o plano atenda às
necessidades reais da população e promova a proteção e o desenvolvimento
integral de todas as crianças na primeira infância.
Estratégia 11.6 - Eficiência na Gestão: Identificar falhas e orientar os gestores,
tornando a política pública mais eficaz e transparente.
Estratégia 11.7 - Fortalecimento da Democracia: Estimular mecanismos de
participação social, permitindo que a sociedade civil seja agente ativo na
construção e fiscalização das políticas públicas.
CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO (CME)
Estratégia 12 - Metas e Atribuições do Conselho Municipal de Educação
para o PMPI
O Conselho Municipal de Educação (CME) atua como instância consultiva e
deliberativa, com o objetivo de garantir a qualidade e a gestão democrática da
educação no município, incluindo a educação infantil contemplada no PMPI.
Principais metas e atribuições:
Avaliar e emitir pareceres sobre políticas educacionais municipais;
Realizar estudos e pesquisas para embasamento pedagógico e
normativo;
Acompanhar a execução do Plano Municipal de Educação (PME);
Assessorar órgãos e instituições vinculadas a Secretaria Municipal de
Educação;
Emitir recomendações sobre convênios e subvenções a entidades
educacionais;
Analisar a ação pedagógica e estatísticas anuais da educação municipal;
Acompanhar recenseamento e matrícula da população escolar;
Promover a inclusão de pessoas com necessidades especiais;
Garantir a gestão democrática nos órgãos educacionais;
Zelar pela qualidade pedagógica e cumprimento da legislação vigente;
Dar publicidade aos atos e deliberações do Conselho, assegurando
transparência.
CONSELHO DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR (CAE)
Estratégia 13 - Metas e Estratégias de Acompanhamento do Plano
Municipal pela Primeira Infância no CAE
O Conselho de Alimentação Escolar (CAE) atua como órgão de controle social,
em alinhamento com a Resolução CFN nº 465/2010 e as normativas do FNDE,
com a finalidade de assegurar a gestão, fiscalização e qualidade da alimentação
escolar no município.
Principais metas e atribuições:
Estratégia 13.1 - Gestão e Organização do Conselho: Substituir de
conselheiros em casos de vacância; Encaminhar as decisões às instituições
competentes; Divulgar informações à população, promovendo transparência e
participação social.
Estratégia 13.2 - Controle de Recursos e Materiais: Levantar através de dados
as necessidades das escolas; Distribuir recursos de materiais de acordo com a
demanda; Fiscalizar o uso adequado da alimentação escolar, garantindo
qualidade e segurança.
Atribuições Técnicas do Nutricionista no Programa de Alimentação
Escolar (PAE)
Diagnóstico e acompanhamento do estado nutricional dos estudantes;
Planejamento e avaliação de cardápios, considerando idade, cultura
alimentar e produção agrícola local;
Elaboração de fichas técnicas e supervisão da compra, armazenamento
e distribuição de alimentos;
Realização de testes de aceitabilidade dos cardápios;
Elaboração do Relatório Anual de Gestão do PNAE;
Supervisão das boas práticas higiênico-sanitárias.
Estratégia 13.3 - Integração e Parcerias: Articular com agricultores familiares
para inclusão de produtos locais; Participar de processos de licitação e compra
direta de gêneros alimentícios; Colaborar na capacitação de pessoal envolvido
no PAE; Atuar em equipes multidisciplinares de políticas públicas de nutrição
escolar.
CONSELHO MUNICIPAL DO DIREITO DA CRIANÇA E DO ADELESCENTE
(CMDCA)
Estratégia 14 - Metas e Atribuições do CMDCA para a construção,
monitoramento e avaliação do PMPI
O Plano Municipal pela Primeira Infância (PMPI) no âmbito do CMDCA,
estabelece como metas e estratégias voltadas às crianças de 0 a 6 anos, com
foco em reais como saúde, educação, esporte, cultura, assistência social
juntamente com o Conselho Municipal de Educação com vigência de 2026 a
2036; e com objetivos de garantir direitos, reduzir desigualdades e promover o
desenvolvimento integral na primeira infância em alinhamento com o Marco
Legal da Primeira Infância Lei 13.257/16.
Nesse sentido a partir de ações intersetoriais, fortalecendo vínculos
familiares e capacitação contínua de profissionais que atuam diretamente com
esse público. Entre suas principais metas e estratégias está o de se certificar
que as gestantes tenham disponíveis o atendimento pré-natal integral, redução
da mortalidade infantil e ampliação ao acesso a serviços de saúde mental.
No campo da proteção social o CMDCA prevê medida para enfrentar
problemas como o trabalho infantil e violência doméstica, além de fortalecer
vínculos de políticas públicas com o Centro de Referência a Assistência Social
(CRAS) e o Centro de Referência Especializado Social (CREAS). Também
contempla o direito ao brincar, com a criação e qualificação de espaços públicos
e comunitários adequados, reforçando também políticas públicas com a
Secretaria do Meio Ambiente e Agricultura.
Outra estratégia e meta a ser desenvolvida é a intersetorialidade com as
demais secretarias e órgão governamentais e não governamentais, promovendo
por meio de articulações, garantindo uma abordagem integrada do cuidado,
somando-se a isso a capacitação permanente dos profissionais envolvidos
assegurando maior qualidade nos serviços ofertados.
Como instrumento de planejamento o CMDCA organiza suas metas e
estratégias com base em princípios com base em princípios como
intersetorialidade, busca ativa de crianças em situação de vulnerabilidade,
fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, escuta das crianças e
garantia de orçamento prioritário.
O CMDCA desempenha um papel central em todo processo, atuando na
mobilização da sociedade e do poder público, na aprovação do Plano e no
monitoramento contínuo de sua execução, assegurando o cumprimento das
metas e a correta aplicação dos recursos.
Principais estratégias do CMDCA para o PMPI:
Estratégia 14.1 - Diagnóstico participativo: Mapeamento, seguridade e
orientação das vulnerabilidades locais com coleta de dados sobre tudo o que
envolve direitos da criança pequena de 0 a 6 anos de idade;
Estratégia 14.2 - Gestão Intersetorial: Articulação entre as Secretarias para
ações integradas evitando a fragmentação dos atendimentos;
Estratégia 14.3 - Prioridade Orçamentária: Monitorar e assegurar recursos no
Plano Plurianual (PPA) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o
desenvolvimento infantil.
Estratégia 14.4 - Escuta das crianças/família/comunidade: Convidar por meio
de ações em grupos, audiências públicas ou afins, crianças e famílias para
expressarem suas necessidades tornando-as sujeitos ativos no processo de
elaboração dos direitos e deveres, promovendo concomitante a própria
divulgação do Plano Municipal pela Primeira Infância para que a sociedade
conheça e se aproprie;
Estratégia 14.5 - Fortalecimento da Rede: Capacitação contínua de
profissionais e criação de campanhas de enfrentamento à violência doméstica e
trabalho infantil;
Estratégia 14.6 - Gestão do Fundo Municipal: Financia ações inovadoras
identificadas no diagnostico situacional com recursos de fundos; avaliando e
monitorando em tempo oportuno
SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA E TURISMO
Estratégia 15 - Diretrizes e metas da Secretaria de Cultura e Turismo
Lei Orgânica
Art. 184 o Município incentivará a livre manifestação cultural, mediante:
I criação, manutenção e abertura de espaços públicos devidamente equipados
e capazes de garantir a produção, divulgação e apresentação das manifestações
culturais e artísticas;
II Integração de programas culturais e apoio à instalação de casas de cultura
e de bibliotecas públicas;
III acesso aos acervos de bibliotecas, museus, arquivos e congêneres;
IV Promoção de aperfeiçoamento e valorização dos profissionais de cultura;
V planejamento e gestão do conjunto de ações, garantia a participação de
representantes da comunidade;
VI Preservação dos documentos, obras e demais registros de valor histórico
ou científico;
VII apoio e valorização de artistas procopenses e da região;
VIII criação de um conselho municipal de cultura.
Estratégia 15.1 - Poder público municipal: Estruturar a política pública de
cultura do município;
Estratégia 15.2 Acesso: Disponibilizar à classe produtora cultural recursos
financeiros, materiais de apoio, para que a sociedade possa ter acesso à
produção cultural e bens culturais;
Possibilitar aos criadores culturais o acesso às condições e aos meios de
produção cultural que possam ser facilmente usufruídos por toda comunidade;
Estratégia 15.3 Diversidade: Fomentar e proteger de maneira equânime as
manifestações culturais do município, por meio do resgate e preservação da
memória cultural;
Estratégia 15.4 - Desenvolvimento sustentável: Desenvolver estratégias para
o fomento à produção de bens culturais; incentivar a inovação e pesquisa
científica e tecnológica no campo artístico-cultural; incentivar projetos inovadores
e autênticos, que valorizam a cultura regional;
Estratégia 15.5 - Participação social: Identificar e integrar agentes culturais no
sistema municipal de cultura; estimular a compreensão da cultura a partir da ótica
dos direitos de liberdade do cidadão, por meio da universalização e efetivação
do acesso aos meios de produção e fruição culturais; democratizar o acesso a
ações culturais;
O fomento às ações da secretaria de cultura e turismo são feitas através
da fonte livre do município, até que se estabeleça o Fundo Municipal de Cultura.
Além desta fonte, os eventos também são custeados através de emendas
parlamentares estaduais e federais e por projetos vinculados ao Ministério da
Cultura e Secretaria de Estado da Cultura.
SISTEMA MUNICIPAL DE CULTURA SIMCULTURA
O sistema municipal de cultura (SMC) ou SIMCULTURA, foi criado em
04/07/2014 pela lei Nº 072/14, com o objetivo de se estabelecer a política pública
em cultura no município de Cornélio Procópio.
Compõe o sistema municipal de cultura:
I Órgão gestor do Sistema
II O Plano Municipal de Cultura (PMC)
III O Fundo Municipal de Cultura (FMC)
IV O Conselho Municipal de Política Cultural (CMPC)
V A Conferência Municipal de Cultura (CMC)
São princípios do Sistema Municipal de Cultura:
I Diversidade das expressões culturais;
II Universalização do acesso aos bens e serviços culturais;
III fomento à produção, difusão e circulação de conhecimento e bens culturais;
IV Cooperação entre os entes federados, os agentes públicos e privados
atuantes na área da cultura;
V integração e interação na execução das políticas públicas, programas,
projetos e ações desenvolvidas;
VI Apoio aos agentes culturais;
VII transversalidade das políticas culturais;
VIII autonomia das instituições da sociedade civil;
IX transparência e compartilhamento das informações;
X Democratização dos processos decisórios com participação e controle
social;
XI descentralização articulada e pactuada da gestão, dos recursos e das
ações;
XII ampliação progressiva dos recursos contidos nos orçamentos públicos para
a cultura.
SECRETARIA MUNICIPAL DE PLANEJAMENTO E INFRAESTRUTURA
As metas e estratégias do SEMPLA para o PMPI devem focar na criação
de ambientes urbanos seguros e no suporte financeiro para viabilizar politicas
públicas integradas. Deve também colaborar de forma estratégica para garantir
que o Plano municipal pela Primeira Infância saia do papel e transforme a
necessidade da cidade, tornando-a um lugar com ambientes saudáveis,
agradáveis e funcionais para crianças de 0 a 6 anos de idade.
Estratégia 16 Diretrizes para a efetivação de políticas públicas dentro do
SEMPLA
Estratégia 16.1 Garantir a alocação de recursos: organizar os orçamentos
e a requalificação dos espaços físicos da cidade de Cornélio Procópio dentro do
Plano Plurianual (PPA), na Lei Orçamentária (LDO), e na Lei Orçamentária Anual
(LOA).
Estratégia 16.2 Criar indicadores e mecanismos de monitoramento:
garantir o monitoramento para assegurar que os investimentos enviados e
destinados à primeira infância sejam executados conforme o planejado.
Estratégia 16.3 Ampliar a rede física de atendimento: assegurar a
ampliação de prédios e estruturas físicas bem como construção, reforma e
manutenção de creches; pré-escolas; e unidades básicas de saúde ou de
atendimento a gestante.
Estratégia 16.4 Mapear espaços públicos: colaborar no mapeamento de
espaços públicos para uso lúdico e de lazer, garantindo acessibilidade e
segurança para as crianças dessa faixa etária e de toda a comunidade.
Estratégia 16.5 Integrar critérios de segurança: Formalizar critérios de
segurança ambiental e de sustentabilidade integrando com as demais
necessidades da cidade no planejamento de áreas verdes e parques infantis.
3.2 - Garantir as condições para a articulação intersetorial dos programas,
projetos e ações para o atendimento integral da criança na primeira
infância
ODS correspondentes
METAS ESTRATÉGIAS
1 - Gerir de forma 1.1 - Expandir a estrutura de governança intersetorial
integrada os que reja as políticas públicas para a primeira
serviços, benefícios infância.
e programas 1.2 - Gerar mecanismos que promovam a atuação
voltados à primeira articulada do executivo com o Sistema de
infância. Garantia de Direitos da Criança e do
Adolescente.
1.3 Tornar disponível a transparência à destinação
de recursos para a primeira infância no
orçamento.
1.4 - Oferecer serviços interligados, adequados às
idades, situações e condições familiares.
1.5 - Formar prontuários de dados de todas as
secretarias municipais que atendam a primeira
infância.
1.6 - Tornar consistente a estrutura da gestão e
governança local, baseada na criação de comitê.
1.7 - Desenvolver e implantar protocolos interligados
de atendimento na primeira infância.
1.8 - Solidificar a estrutura de gestão e governança
local, baseada na criação de comitês regionais
nos territórios.
1.9 Integrar e qualificar os serviços de visitação
domiciliar.com vistas a garantir maior cobertura
territorial e foco na primeira infância.
2 - Implantar padrões 2.1 Firmar padrões mínimos de qualidade para
de qualidade para o serviços públicos destinados a população na
atendimento na primeira infância.
primeira infância, 2.2 Avaliar anualmente os serviços ofertados pela
considerando o prefeitura para a população da primeira infância.
desenvolvimento 2.3 Consolidar um sistema de avaliação
individual das intersetorial do desenvolvimento da primeira
crianças e a infância.
especificidade de
cada serviço.
3 - Garantir a formação 3.1 Fortalecer um modelo de formação continuada,
de servidores, e baseado em redes locais intersetoriais, que capacite
agentes parceiros e todos os agentes públicos e das redes parceiras que
outros atores do atendem a população na primeira infância para o
sistema de garantia atendimento integral.
dos direitos para
atuarem de maneira
ativa e propositiva no
atendimento à
população na primeira
infância.
4- Promover a 4.1 Corroborar mecanismos de participação da
participação social no sociedade no monitoramento e controle de políticas
monitoramento e públicas para a primeira infância.
implementação do 4.2 Fomentar a participação social nos conselhos
PMPI em Cornélio de direitos e de controle social das políticas para a
Procópio. primeira infância.
4.3 Desdobrar estratégias de divulgação do Plano
Municipal pela Primeira Infância a fim de promover o
envolvimento da sociedade e das famílias na sua
implementação.
5-Diversificar as fontes 5.1 Desenvolver e aprimorar estratégias de
de recursos para o financiamento de projetos e programas voltados ao
atendimento integral na atendimento na primeira infância.
primeira infância. 5.2 Anunciar os efeitos de parcerias com a
iniciativa privada, ONG's e instituições filantrópicas,
para viabilizar projetos e programas voltados ao
atendimento da primeira infância.
6- Elaborar Plano de 6.1 Definir a cada nova gestão as obras e
Ação conjunta e investimentos prioritários, que serão executados nos
intersetorial próximos anos, para cumprir as metas de curto e
longo prazo que estão contidas no PMPI
7- Planejar 7.1 Planejar intervenções de baixo, médio e alto
intervenções de custo e de impacto, como construção, reforma,
Urbanismo Tátil e ampliação, pintura, manutenção de áreas em comum
amigável atendendo a e educacionais e de saúde, bem como também em
faixa etária da primeira bairros periféricos.
infância.
3.3 - Garantir a todas as crianças na primeira infância educação, cuidados
e estímulos que contribuam para o seu pleno desenvolvimento.
ODS correspondentes
METAS ESTRATÉGIAS
1 - Garantir 1 Ampliação do Atendimento na Educação Infantil
atendimento a todas as 1.1 Assegurar, até 2027, o atendimento na
crianças de 0 a 3 anos Educação Infantil para, no mínimo, 75% das crianças
de idade. de 0 a 3 anos, ou percentual superior, conforme a
demanda identificada.
1.2 Garantir condições de mobilidade segura e
acessível para que as crianças possam ter acesso
aos equipamentos públicos.
2 Garantir 2.1 Universalização e Qualificação do Atendimento
atendimento integral a na Educação Infantil
todas as crianças de 4 2.2 Garantir a manutenção da universalização do
e 5 anos. atendimento na Educação Infantil para crianças de 4
e 5 anos de idade.
2.3 Definir e implementar protocolos de busca ativa
para a identificação de crianças fora da escola.
2.4 Mapear e requalificar os espaços públicos
disponíveis, assegurando o atendimento em tempo
integral e garantindo a acessibilidade.
2.5 Promover a melhoria da estrutura física das
escolas que oferecem Educação Infantil.
2.6 Construir prédio próprio para a Pré-escola, de
modo a facilitar o atendimento e disponibilizar
transporte escolar público.
2.7 Reformar os Centros Municipais de Educação
Infantil, adequando salas para o funcionamento das
turmas de Infantil 4 e 5.
3 Melhorar a 3.1 Garantir que todas as unidades de Educação
qualidade na educação Infantil disponham de espaços pedagógicos
infantil. adequados e acessíveis, internos e externos, que
favoreçam o livre brincar e a melhoria dos ambientes
já existentes.
3.2 Afirmar, conforme a legislação vigente, uma
relação adequada entre número de educandos,
docentes e espaço físico, no sistema municipal de
ensino, de forma a fortalecer a qualidade social da
educação e as condições de trabalho dos
profissionais, observando as seguintes proporções:
Infantil 0 até 1 ano de idade: 5 crianças por
professor;
Infantil 1 de 1 a 2 anos de idade: 8 crianças
por professor;
Infantil 2 de 2 a 3 anos de idade: 12 crianças
por professor;
Infantil 3 de 3 a 4 anos de idade: 18 crianças
por professor;
Infantil 4 4 anos completos: 20 crianças por
professor;
Infantil 5 5 anos completos: 20 crianças por
professor.
3.3 Assegurar a observância correta do corte etário
disposto na Lei nº 9.394/1996, alterada pela Lei
Federal nº 12.796/2013, conforme confirmado pelo
Supremo Tribunal Federal (STF) em 2018 e
regulamentado pela Resolução CNE/CEB nº 2/2018.
3.4 Propagar a formação continuada para os
profissionais da educação, com foco no
desenvolvimento integral da criança.
3.5 Ampliar o quadro de profissionais da educação,
garantindo o atendimento educacional especializado
e o apoio por meio de auxiliares para as crianças
pequenas.
3.6 Estimular a participação das famílias no
acompanhamento das atividades escolares dos
filhos, fortalecendo o vínculo entre escola e
comunidade.
3.7 Afirmar condições para a efetivação da gestão
democrática da educação, fortalecendo a autonomia
das unidades escolares e aprimorando os
mecanismos de controle social e acompanhamento
das políticas educacionais no município.
4- Ampliar o 4.1 Instalar programas de orientação e apoio às
envolvimento das famílias, por meio da articulação entre as áreas de
famílias e da educação, saúde e assistência social, com foco no
sociedade na desenvolvimento integral das crianças na primeira
valorização dos infância.
cuidados e vínculos na 4.2 Gerar um plano de comunicação que destaque
primeira infância. a importância do desenvolvimento integral na
primeira infância.
4.3 Tornar sensível a sociedade sobre os
mecanismos de exclusão e invisibilidade das
crianças na primeira infância nos espaços públicos,
ampliando a percepção sobre a importância de
ambientes acessíveis e adequados.
5 Tornar o ambiente 5.1 Incentivar a criação e melhoramento de
da cidade mais espaços arborizados, como praças, proporcionando
acolhedor para um ambiente acolhedor no qual as crianças
crianças de 0 a 6 anos pequenas possam brincar; os mesmos devem prever
de idade. mecanismos de parcerias com instituições privadas
garantindo sua manutenção e conservação.
5.2 Melhorar ampliação no acesso a equipamentos
públicos e privados, considerando as especificidades
da primeira infância, mantendo os estímulos do
brincar livre, gerando a convivência em relação a
diferentes faixas etárias.
5.3 Promover a garantia da construção de espaços
infantis em novos condomínios habitacionais,
sempre levando em consideração as especificidades
das crianças pequenas.
6 Ampliar a 6.1- Expandir a participação de gestantes, crianças
participação de de na primeira e suas famílias/cuidadores em
gestantes, crianças de atividades que favoreçam o desenvolvimento
0 a 6 anos e suas humano.
famílias/cuidadores em 6.2- Melhorar a oferta da qualidade para a primeira
atividades voltadas à infância em termos como: cultura, teatro, museu,
primeira infância, que biblioteca e parque, assegurando o direito a
estimulem e favoreçam acessibilidade.
o desenvolvimento 6.3- Favorecer a oferta de atividades físicas e
humano. modalidades esportivas e a diversificação de
equipamentos públicos para crianças na primeira
infância com e sem deficiência.
6.4- Melhorar a oferta de atividades físicas orientadas
para gestantes.
6.5- Assegurar a instalação de bibliotecas infantis
nas bibliotecas municipais.
6.6- Executar iniciativas de estímulo à leitura
parental.
6.7 Acrescentar os mecanismos de comunicação
sobre os serviços públicos disponíveis para
gestantes e crianças na primeira infância e as formas
de acesso a eles.
7 Restringir a 7.1 Instruir e conscientizar a sociedade e as famílias
exposição das sobre os efeitos prejudiciais quanto a exposição
crianças de 0 a 6 anos precoce de crianças na primeira infância aos meios
de idade à de comunicação e aparelhos eletrônicos.
comunicação
mercadológica e à
pressão consumista.
8.1 - Criar e facilitar o acesso infantil aos espaços
8 - Garantir acesso aos culturais como bibliotecas, museus, centros de
bens e à produção cultura.
cultural e artística 8.2 - Oferecer apresentações artísticas voltadas
especialmente para a primeira infância.
8.3 - Proporcionar um ambiente acolhedor e
seguro.
8.4 - Ofertar oficinas de produção artística, nas
mais variadas linguagens.
8.5 - Garantir transporte para visitas a espaços
culturais.
8.6 - Através da integração com a secretaria de
educação, levar apresentações artísticas,
exposições, oficinas, para dentro dos Cmeis e
escolas municipais.
9 Formar professores 9.1 - Através da integração com a secretaria de
e mediadores educação, oferecer oficinas, cursos de formação,
rodas de conversa, para os professores de artes
e professores dos Cmeis, com conteúdo
específicos para crianças de 0 a 6 anos.
10 - Envolver as 10.1 - Programar apresentações musicais, de teatro,
famílias em atividades dança, exposições, cinema, abertas aos familiares,
culturais proporcionando momentos de interação com a
criança em atividade cultural específica pra faixa
etária em questão.
10.2- Promover oficinas de contação de histórias,
leitura e escuta musical para mães gestantes e
mães puérperas.
11 Garantia de 11.1 Criar e facilitar o acesso infantil aos espaços
acesso aos bens e à culturais como bibliotecas, museus e centro de
produção cultural e cultura.
artísticas 11.2 Oferecer apresentações artísticas voltadas
especialmente para a a primeira infância.
11.3 Proporcionar um ambiente acolhedor e
seguro.
11.4 Ofertar oficinas de produção artística, nas
mais variadas, linguagens para a primeira infância.
11.5 Garantir transporte para visitas em espaços
culturais.
11.6 Através da integração com a secretaria da
educação, levar apresentações artísticas,
exposições, oficinas para dentro dos Cmeis e escolas
municipais.
11.7 Descentralizar ações culturais, levando
atividades para regiões periféricas.
11.8 Criar um calendário em conjunto com a
secretaria de educação, para várias visitas aos
pontos turísticos, museus, bibliotecas e espaços
públicos como praças.
12 Formação de 12.1 Através da interação com a secretaria de
professores e educação, oferecer oficinas, cursos de formação,
mediadores rodas de conversa, para professores de artes e
professores dos Cmeis com conteúdo específicos da
área cultural e do turismo para crianças de 0 a 6
anos.
12.2 Firmar termos de cooperação e parcerias com
universidades.
12.3 Oportunizar oficinas de capacitação em
mediação cultural infantil.
13 Estruturar rotas 13.1 Implementar melhorias nas calçadas,
seguras, sinalização e faixa de pedestres próximos e nos
caminhabilidade e entornos das creches e Pré escolas, e também
espaços públicos. unidades de saúde para facilitar o deslocamento das
crianças e seus responsáveis.
13.2 Requalificar espaços públicos, bem como
praças, parques e espaços abertos em locais
seguros que estimulem o brincar livre e o contato
com a natureza, essenciais para o desenvolvimento
global da criança.
14 Envolver as 14.1 Programar apresentações musicais, de teatro,
famílias em atividades dança, exposições, cinema, abertas aos familiares,
culturais. proporcionando momentos de interação com a
criança em atividade cultural especifica para faixa
etária de 0 a 6 anos.
14.2 Promover oficinas de contação de histórias,
leitura e escuta musical para mães gestantes e mães
puérperas.
14.3 Criar campanhas sobre a importância do livro
e leitura em casa.
14.4 Estimular a visita de pais e filhos a espaços
culturais e turísticos da cidade.
15 Priorizar a 15.1 Oferecer atividades criativas diversas,
diversidade e envolvendo todas as linguagens artísticas.
pluralidade cultural
15.2 Priorizar atividades culturais lúdicas e
brincantes.
15.3 Resgatar brincadeiras culturais populares
como: cantigas, jogos de encenação, artes plásticas
com reciclados, brincadeiras de roda...
15.4 Trabalhar as diferentes culturas de diversas
regiões do país, através de atividades de criação
artística.
15.5 Oferecer apresentações artísticas gratuitas,
como teatro, dança, exposições, shows e cinema de
acordo com a faixa etária.
15.6 Valorizar a cultura e artistas locais, através de
contação de histórias e apresentações de artistas da
cidade.
15.7 Apresentar a culinária diversificada e
caracterizada pelas culturas das diferentes regiões
do Brasil.
15.8 Propor atividades culturais em espaços
públicos e históricos da cidade.
3.4 - Garantir a proteção e dar condições para o exercício dos direitos e da
cidadania na primeira infância.
ODS correspondentes
METAS ESTRATÉGIAS
1- Garantir o acesso 1.1 Mesclar de maneira estrutural as redes de
aos serviços públicos serviços públicos de acordo com as especificidades
dispostos neste plano territoriais para gestantes, crianças de 0 a 6 anos e
a todas as crianças seus pares, especialmente as que se encontram em
em situação de situação de rua, violência, extrema pobreza e/ou com
vulnerabilidade. deficiência.
1.2 Tornar acessível a implementação de protocolos
territoriais de atuação em rede, que envolvam a
comunidade, para a realização da busca ativa de
gestantes e crianças que não tem acesso aos serviços
públicos disponíveis.
1.3 Tornar possível ao menos 70% das equipes de
atendimento direto e abordagem para caminharem de
acordo com os protocolos de busca ativa e
atendimento à população infantil e suas famílias.
1.4 Proporcionar o acesso aos serviços da rede
pública a todas as crianças, independentemente de
apresentarem registro civil com atenção especial para
imigrantes.
2- Promover uma
cultura de paz e não
violência contra a 2.1 Melhorar o acesso ao sistema de notificação de
criança. violência contra a criança, incluindo o desenvolvimento
de um canal de denúncias.
2.2 Preservar o encaminhamento de todas as
denúncias de violência contra a criança recebidas.
2.3 - Assegurar anualmente, campanhas de
favorecimento à cultura da não violência familiar contra
as crianças.
3 Garantir o acesso 3.1 Favorecer pesquisas que corroborem para a
às políticas públicas detecção precoce de situações que requerem atenção
para a primeira especializada.
infância às famílias 3.2 Assegurar nos protocolos intersetoriais
de crianças com procedimentos para encontrar situações que
deficiência, requerem atenção especializada para os direcionar ao
transtornos globais atendimento adequado dessa população.
do desenvolvimento, 3.3 Tornar acessível informações sobre os direitos e
e altas habilidades ou deveres de pessoas com deficiência, transtornos
superdotação; e globais do desenvolvimento e altas habilidades ou
outras situações que superdotação e outras situações que exigem
requerem atenção atendimento e acompanhamento especializado nos
especializada, serviços públicos municipais.
atendendo às
determinações legais
sobre inclusão.
4 Organizar 4.1 Mesclar os programas de combate à pobreza aos
políticas para a protocolos de atendimento na primeira infância com
primeira infância às vistas de reduzir a vulnerabilidade das crianças de 0 a
com agenda de 6 anos e suas famílias.
desenvolvimento 4.2 Trabalhar em comum acordo com os programas
sustentável. de prevenção e tratamento do abuso de drogas e
álcool aos protocolos de atendimento na primeira
infância, a fim de reduzir a vulnerabilidade das
crianças de 0 a 6 anos e suas famílias.
5-Criar espaços 5.1 Instalar pontos de apoio em locais de maior
funcionais acesso do público, que tornem a cidade mais
acolhedora para as famílias.
3.5 - Garantir o direito à vida, à saúde e a boa nutrição às gestantes e
crianças na primeira infância.
ODS correspondentes
METAS ESTRATÉGIAS
1 Alcançar 95% de
cobertura vacinal 1.1 - Alimentar de maneira adequada as doses de
para crianças de até vacinas aplicadas.
5 anos. 1.2 Tornar acessível o quadro vacinal exigido pelo
SUS nas salas de vacinas das UBS.
1.3 - Fortalecer a cobertura nos bairros de baixa
cobertura vacinal.
1.4 - Criar mecanismos para favorecer a busca ativa
dos faltosos por meio de visitas domiciliares,
consultas e grupos educativos.
1.5 - Favorecer de forma permanente as equipes para
o convencimento das famílias/cuidadores em
relação a importância da vacinação.
1.6 - Acompanhar a caderneta de vacinação de 100%
das crianças no Sistema Único de Saúde (SUS) e
proporcionar a vacinação nas escolas, quando
necessário, a fim de aumentar a cobertura vacinal
acompanhando e monitorando a caderneta da
criança.
2 Reduzir a 2.1 - Incentivar a disposição de salas de apoio à
desnutrição de amamentação nos equipamentos públicos.
gestantes e crianças 2.2 - Favorecer a ampliação do programa de
de 0 a 6 anos e a aleitamento materno, dispondo de mecanismos que
obesidade na instruem a conscientização nos Centros Municipais de
primeira infância. Educação Infantil.
2.3 - Fortalecer o incentivo e o apoio ao aleitamento
materno e à alimentação complementar saudável
durante as consultas e as visitas domiciliares.
2.4 Assegurar uma alimentação saudável em creche
e pré-escola e outros departamentos públicos que
atendem crianças na primeira infância, ampliando o
acesso a alimentação saudável para crianças em
situação vulnerável.
2.5 Tornar consciente a sociedade, visando a
promoção da alimentação saudável.
2.6 Tornar possível 100% das equipes de atenção
básica para a promoção do aleitamento materno e
alimentação complementar saudável.
2.7 Vedar a abordagem de empresas que fomentem
a alimentação não saudável nas instituições públicas.
2.8 Acompanhar com a maior abrangência o
crescimento e desenvolvimento das crianças abaixo da
linha da pobreza.
3 Diminuir o 3.1 Avolumar em 100% a disponibilidade anual de
coeficiente de métodos contraceptivos de longa duração,
mortalidade infantil. principalmente às mulheres em situação de alta
vulnerabilidade.
3.2 Efetuar busca ativa que garanta a captação
precoce (até 12ª semana) das gestantes para iniciar o
pré-natal.
3.3 Concretizar ao menos 15 ou mais consultas de
pré-natal para 90% das gestantes.
3.4 Fazer a primeira consulta em até sete dias após o
nascimento do recém-nascido na atenção básica por
meio de consulta médica ou visita domiciliar.
3.5 Criar condições para que a primeira consulta de
puerpério na atenção básica até trinta dias após o parto
para pelo menos 90% das mulheres.
3.6 Ofertar a formação continuada dos profissionais
responsáveis pelo pré-natal.
4 Reduzir o 4.1 Caminhar junto com as iniciativas de educação
percentual de entre pares na adolescência.
nascidos vivos de 4.2 Tornar possível a formação continuada para a
mães adolescentes. rede de proteção, com ênfase nos conselheiros
tutelares, em relação aos direitos sexuais e
reprodutivos.
4.3 Conversar e articular estratégias de intervenção
de forma integrada, promovendo "habilidades para a
vida" na rede de proteção do território com base em
diagnóstico situacional de atenção ao adolescente.
4.4 Acolher 90% da demanda por métodos
contraceptivos de longa duração para adolescentes,
principalmente em situação de alta vulnerabilidade.
4.5 Considerar os direitos sexuais e reprodutivos nas
instituições de ensino que atendem aos adolescentes.
4.6 Interpelar de forma adequada o adolescente para
acesso à atenção básica.
4.7 Ampliar a disponibilidade de preservativos em
espaços públicos e particulares (centros educacionais,
culturais, esportivos...).
5 Aumentar a 5.1 Formar equipes de saúde e implementar protocolo
prevalência de parto para atendimento humanizado no parto.
humanizado. 5.2 Intensificar a proporção de partos normais.
5.3 Assegurar o direito de acompanhante em todos
os partos em maternidades públicas e privadas, se a
mulher assim desejar.
6 Detectar 6.1 Consolidar a rede de apoio na comunidade e na
precocemente o família para detectar precocemente o sofrimento mental
sofrimento mental das gestantes, puérperas e crianças até 6 anos e
de gestantes, realizar as intervenções necessárias.
puérperas e 6.2 Organizar as ações e os equipamentos de saúde
crianças até 6 anos mental na rede do território: UBS's, NASF (Núcleo de
de idade a realizar Apoio à Saúde da Família), CAPS (Centro de Atenção
as intervenções Psicossocial Infanto Juvenil) Adulto e Álcool e Drogas.
necessárias. 6.3 Efetuar vigilância das gestantes, puérperas e
crianças com sofrimento mental por meio de visitas
domiciliares e consultas mais frequentes.
7 Aumentar a 7.1 Acentuar as ações educativas de saúde bucal nos
proporção de Centros Municipais de Educação Infantil e em todas as
crianças livre de instituições de ensino que atendam crianças nessa faixa
carie com idade de etária, entidades públicas e particulares, integrando
1 a 6 anos. também a família e responsáveis.
8 Reduzir o 8.1 Concretizar campanhas de conscientização para
coeficiente de prevenção de acidentes na infância.
riscos de acidentes 8.2 Propagar por meio da comunicação externa,
domésticos em impressa e mídias sociais, informações pertinentes
crianças de até 6 sobre os riscos eventuais de acidentes domésticos que
anos de idade. envolvam crianças dessa faixa etária com campanhas
para as famílias.
De acordo com o Regulamento Técnico para Funcionamento dos Serviços
de Atenção Obstétrica e Neonatal do Ministério da Saúde, Resolução da
Diretoria Colegiada (Resolução nº 36 de 3 de junho de 2008), a humanização do
atendimento consiste na "valorização da dimensão subjetiva e social, em todas
as práticas de atenção e de gestão da saúde, fortalecendo o compromisso com
os direitos do cidadão, destacando-se o respeito às questões de gênero, etnia e
raça". Que foi substituída pela RDC nº 920/2004 de 19 de dezembro.
Principais pontos da RDC nº 920/2024:
Objetivo: Estabelecer padrões para o funcionamento dos serviços de
atenção obstétrica e neonatal, visando a qualificação, humanização da atenção
e gestão, e a redução e controle de riscos.
Abrangência: Aplica-se a todos os serviços de saúde no país que
realizam atividades de atenção obstétrica e neonatal, sejam eles públicos,
privados, civis ou militares, incluindo os que atuam com ensino e pesquisa.
Condições Organizacionais: O regulamento estabelece requisitos para
as condições organizacionais de infraestrutura física, recursos humanos,
materiais e equipamentos, acesso a recursos assistenciais, processos
operacionais, transporte de pacientes, prevenção e controle de infecção e
biossegurança.
Humanização: O regulamento garante o direito da mulher de ser
acompanhada por uma pessoa de sua livre escolha durante o acolhimento,
trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, além de promover uma ambiência
acolhedora.
Biossegurança: Exige que os serviços de atenção obstétrica e neonatal
mantenham normas e rotinas técnicas escritas de biossegurança, atualizadas e
disponíveis a todos os trabalhadores, contemplando condutas de segurança
biológica, química, física, ocupacional e ambiental, entre outros itens.
Substituição da norma anterior: A nova RDC nº 920/2024 substitui a
RDC nº 36/2008, consolidando e atualizando as normas para a área de serviços
de saúde.
3.6 - PROJETO ESCUTA DAS CRIANÇAS
Um projeto de "Escuta da Criança", na educação Infantil, visa criar um
ambiente onde a criança seja reconhecida como sujeito de direitos, protagonista
de sua aprendizagem e participante ativa nas decisões que a afetam. Envolve
uma escuta sensível, atenta e empática, que vai além da audição apenas, por
isso abrange diversas linguagens como: verbais e não verbais, gestos,
brincadeiras e desenhos. Nesse sentido é necessário nessa "escuta" evitar
julgamentos, oferecer um ambiente seguro e acolhedor para que a criança se
sinta livre para se expressar, sempre estando atento aos gestos, brincadeiras,
desenhos e outras formas de comunicação não verbal.
É importante também buscar compreender o universo afetivo e cognitivo
da criança para entender suas atitudes e comportamentos, estimulando o
desenvolvimento da autonomia e do senso crítico permitindo assim que a criança
faça suas próprias conclusões.
Tomamos como pressuposto base desse intuito, a perspectiva da criança,
como agente capaz de se comunicar, não apenas por meio de palavras, mas por
suas múltiplas linguagens, contudo, reconhecemos que nem sempre suas
narrativas e expressões são consideradas na sociedade, o que nos leva a buscar
refletir sobre a importância de uma escuta atenta aos pequenos para que
possamos efetivar sua participação social.
As crianças são produtoras também de cultura e de história, agentes
contribuidores com a sociedade, não apenas criadas e moldadas para se tornar
a cópia de seus pais ou de alunos ideais; elas são potentes, com habilidades
presentes desde a mais tenra infância, o que, em consequência, revela que sua
contribuição social pode se dar em qualquer período, afinal, muitas foram as
descobertas que surgiram através das suas vivencias compartilhadas e
reconhecidas por sua cultura infantil.
É necessário que a criança participe, explore, se expresse, conheça o
espaço que está inserida, questione, levante hipóteses, crie, reinvente, brinque,
interaja e se aproprie dos mais diversos conhecimentos de modo ativo e
participativo. O que por conseguinte, exige um professor consciente das
singularidades infantis que ofereça e organize possibilidades para que a criança
se conheça, conheça seus pares, conheça seu ambiente escolar, o espaço que
o cerca, com relações e contato com a natureza e com a diversidade cultural.
Cabe ressaltar que a elaboração desse projeto teve como objetivo
incentivar as crianças a se expressarem através de desenhos, revelando de
forma direta e intencional o que sentem, e do que gostam quando estão na
Escola e Cmei.
Para a coleta desses "dados", lançamos um desafio para cada
estabelecimento de ensino uma proposta de construção de projeto com o título
nos Cmeis: O que vocês acham da escola? e para as Escolas: O que você mais
gosta na escola? O que você menos gosta na escola?
Utilizamos como instrumentação que cada sala elaborasse seu projeto
segundo um modelo guia, e que a professora da sala após isso escolhesse o
desenho mais significativo e enviasse para a Secretaria Municipal de Educação.
Esses desenhos fazem parte como ilustração do Plano Municipal Pela Primeira
Infância.
Nessa perspectiva de construção em conjunto, durante a execução
desses projetos, procuramos fazer com que professores e crianças pudessem
pensar de modo criativo e crítico, sendo sujeitos capazes e transformadores do
processo e execução dessa escuta.
Salientamos por fim, que a prática pedagógica e a construção efetiva do Plano
Municipal Pela Primeira Infância se torna mais significativa para todos os
envolvidos quando a Rede de professores e gestores reconhecem que é preciso
ter uma escuta sensível e um olhar atento para as crianças ao seu redor,
percebendo seus desejos, pensamentos e particularidades, e reconstruindo com
elas dia a dia o conceito de que escola/Cmei é um lugar de pensamento crítico,
liberdade e responsabilidade, produzindo assim conceitos e ensinamentos.
Uma vez que, no processo educativo não existe um único saber,
precisamos estar sempre em constante evolução, aprendendo uns com os
outros, e nesse sentido as crianças têm muito a nos ensinar, basta estarmos
abertos e sabermos ouvir o que cada um, dentro do seu universo tem para nos
mostrar.
3.6.1 - ESCUTA DAS CRIANÇAS: CMEI'S E EDUCAÇÃO INFANTIL IV E V
O Projeto Escuta das Crianças nos Centros Municipais de Educação
Infantil, se deu com as salas dos infantis 3 com crianças de até 3 anos e 11
meses. Cada sala elaborou o projeto seguindo orientações estabelecidas; com
um tema geral: Escuta das Crianças: Se as Escolas/Cmeis fossem um lugar
encantado, como você desenharia?
O Projeto teve como objetivo, coletar ideias que as crianças pensam
sobre a instituição de ensino em que estão inseridas através de desenhos.
As professoras das referidas salas, escolheram os desenhos mais
originais e enviaram via endereço eletrônico para a Secretaria Municipal de
Educação.
Entende-se o desenho como uma forma de escuta ativa e livre; podendo
ser interpretada também como um desejo ou até mesmo um sonho da criança
com relação ao ambiente escolar.
O Projeto Escuta das Crianças nas escolas municipais, também se deu
por desenhos com crianças de 4 e 5 anos compreendendo o infantil IV e o infantil
V das escolas.
As professoras construíram e desenvolveram o projeto com o tema: O
que você mais gosta e o que você menos gosta na escola? A partir do passo a
passo indicado, cada professora dentro da sua realidade da sala, desenvolveu
com suas crianças, estimulando assim a realização dos desenhos como forma
de escuta.
Sendo assim cada professora escolheu o desenho mais significativo e
enviou via endereço eletrônico para a Secretaria Municipal de Educação. Todo
esse movimento serviu para que os desenhos além de serem uma escuta ativa,
fossem contemplados também na construção efetiva do PMPI, como belíssimas
ilustrações dessa edição.
3.7 - MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO
O Projeto de Lei nº 2.614/24 novo Plano Nacional de Educação (PNE)
para o decênio 2024 -2034; é uma Lei Federal que definirá diretrizes e metas
educacionais aplicáveis em todo Brasil, incluindo os Municípios para os próximos
dez anos.
Os principais aspectos do Projeto de Lei 2.614/24 (PNE 2024-2034) são:
Finalidade: aprovar o PNE para o decênio 2024-2034 contendo 19
objetivos e 58 metas focadas na melhoria de qualidade de ensino e redução das
desigualdades e mais 250 estratégias. O plano visa expandir a cobertura
educacional, melhorar a qualidade em todos os níveis e reduzir as desigualdades
abrangendo desde a educação infantil até a educação superior, passando pela
alfabetização, ensino médio, educação profissional e tecnológica.
Expansão de metas: o novo Plano necessita ser robusto e focado na
melhoria do ensino, equidade e expansão de direitos;
Foco na Aprendizagem: definindo níveis básicos de aprendizagem para
todas as crianças com metas claras ao longo do decênio;
Redução de desigualdades: a equidade é princípio transversal; o Plano
incorpora metas especificas para reduzir disparidades entre diferentes públicos,
no caso crianças e regiões;
Gestão democrática: aprimorando mecanismos de transparência para
evitar descontinuidades das políticas públicas;
Desenvolvimento integral/intersetorialidade: promove a integração entre
várias secretarias, entidades e órgãos visando o completo atendimento a criança
de 0 a 6 anos.
Meta de investimento: o projeto mantém como meta de investimento em
educação de ao menos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) ao longo do decênio.
Ha uma forte ênfase no combate ao racismo e na promoção da
desigualdade, com propostas especificas para educação quilombola, indígena e
a educação especial.
O plano também prevê diretrizes para o aumento e investimento público
em educação como já citado acima, bem como ao Custo Aluno Qualidade (CAQ).
O processo de monitoramento, avaliação, análise e sistematização de
dados, metas e estratégias é resultado do engajamento e do comprometimento
da Secretaria Municipal de Educação, da Comissão Coordenadora e da Equipe
Técnica, que contam com representantes de todos os segmentos vinculados à
Educação Pública.
Destaca-se que a Secretaria Municipal de Educação coordena 11
Centros Municipais de Educação Infantil, que atendem 725 crianças de 0 a 3
anos de idade, além de uma Escola Municipal de Educação Especial, que acolhe
191 estudantes. A rede conta ainda com 14 escolas, sendo: 6 em turno regular,
com 1.745 estudantes; 5 em turno único, com 598 estudantes; e 3 com jornada
ampliada, que atendem 274 estudantes.
Ao todo, são 557 estudantes de 4 e 5 anos, 2.686 estudantes do 1º ao
5º ano e da Educação de Jovens e Adultos, totalizando 3.647 alunos
matriculados na rede municipal de ensino.
Destacamos também o trabalho desenvolvido com o transporte escolar,
que atende aproximadamente 1.100 estudantes nos períodos matutino,
vespertino e noturno, abrangendo um total de 30 rotas. Para suprir essa
demanda, contamos com uma frota composta por 5 veículos de pequeno porte,
2 vans, 2 kombis, 14 ônibus, além de 4 empresas terceirizadas responsáveis
pela execução de 15 rotas.
No setor de Alimentação Escolar, registramos avanços significativos em
relação aos anos anteriores. Atualmente, contamos com quatro nutricionistas
responsáveis por assegurar a qualidade das refeições oferecidas aos
estudantes. São atendidos 712 alunos nos Centros Municipais de Educação
Infantil (CMEIs), com quatro refeições diárias. Nas escolas, o atendimento é
distribuído da seguinte forma: turno integral e estendido - 1.292 estudantes, com
três refeições diárias; e turno parcial -- 1.644 estudantes, com uma refeição
diária, totalizando aproximadamente 8.368 refeições servidas por dia.
Destacamos, entre as ações relevantes realizadas em 2025/2026:
Planejamento e elaboração de cardápios equilibrados e adequados
às necessidades nutricionais dos alunos de cada etapa de ensino;
Garantia do cumprimento do cronograma de entrega e da qualidade
dos alimentos fornecidos;
Suporte técnico às merendeiras na execução dos cardápios;
Ações de educação nutricional com os alunos e equipes
pedagógicas;
Visitas técnicas às escolas e CMEIs;
Capacitação dos profissionais responsáveis pelo preparo das
refeições;
Verificação e adaptação dos cardápios por meio de testes de
aceitabilidade;
Controle de qualidade e segurança alimentar;
Centralização do recebimento e controle dos gêneros alimentícios.
O projeto já foi aprovado na Câmara dos Deputados em março de 2026,
teve andamento no Senado Federal antes de segui para sanção. Após aprovado
e sancionado o Plano Nacional de Educação serve de base para construção do
Plano Municipal de Educação do nosso município de Cornélio Procópio.
A Lei Municipal 388/16 de Cornélio Procópio datada de 19 de dezembro
de 2016, refere-se, portanto, ao Plano Municipal de educação do Município de
Cornélio Procópio. Esta legislação tem como súmula a alteração do artigo 9º e
das metas e estratégias contidas no anexo único da Lei anterior nº 216/15 que
originalmente institui o PME no Município; alinhando-se assim as diretrizes
federais.
O monitoramento e avaliação do Plano Municipal pela Primeira Infância
de Cornélio Procópio é o processo técnico e participativo para garantir que as
metas voltadas para as crianças de 0 à 6 anos de idade sejam cumpridas.
Embora o Plano seja um documento decenal, a avaliação deve ser contínua e
intersetorial.
Diferente de um plano setorial, o monitoramento do PMPI envolve
diversas áreas composta por uma Comissão Intersetorial nomeada pelo prefeito
municipal, composta por representantes das secretarias de Educação, Saúde,
Assistência Social, Esporte, além do Conselho Municipal dos Direitos da Criança
e do Adolescente, Conselho Municipal de Educação; todas essas etapas são
cruciais previstas na legislação e envolvem, relatórios periódicos em que a
Comissão e os responsáveis elaboram por meio de avaliações detalhando o
progresso das metas e a execução das ações previstas no Plano.
Essas medidas podem e devem se dar por meio de instancias de
controle social, Fórum Municipal de educação; acompanhados também pelo
Conselho Municipal de educação e pelo CMDCA; onde podem ser apontados os
avanços, progressos e o monitoramento garantindo assim uma participação
efetiva de todos incluindo a comunidade.
Os indicadores de impacto que necessitam de um olhar mais apurado
devem focar em dados como: taxa de vacinação e mortalidade infantil, oferta de
vagas em creches e pré-escolas, atendimento de programas de visitação e
acompanhamento domiciliar como por exemplo o Programa Criança Feliz;
segurança alimentar e nutricional.
Nesse sentido o monitoramento e a avaliação da implementação do
plano Municipal pela Primeira Infância de Cornélio Procópio é um elemento
fundamental para garantir a sua efetivação, sustentabilidade e eficácia,
destacada assim tão efetivamente no Marco Legal da Primeira Infância Lei
nº13.257/16 e Lei nº16.710/16 ambos no artigo 11 inciso sete.
O acompanhamento do PMPI tanto pelo poder público quanto pela
sociedade tem como funcionalidade primordial medir avanços na sua execução
e no alcance de suas metas, bem como identificar se há a necessidade de
ajustes, recalculo de rotas ou até mesmo mudanças de rumos.
Esses mecanismos de monitoramento além dos que já expostos aqui
devem também basear-se na coleta sistemática de dados quantitativos e
qualitativos que facilitem essas análises e que num segundo passo, possibilitem
ponderar possíveis resultados da implementação para a garantia dos direitos e
o desenvolvimento das crianças de 0 a 6 anos em nosso Município.
A fim de coordenar e complementar os esforços e de integrar e cruzar
dados e informações; procedimentos de monitoramento e avaliação deverão ser
padronizados, transparentes garantindo lisura em todo o processo para além do
corpo técnico da Prefeitura ou de outras Secretarias.
A divulgação periódica publicidade e transparência dos resultados
devem se dar por informações sistematizadas de interesse público, ajudando a
promover o conhecimento da sociedade e das famílias sobre as políticas e ações
existentes para a primeira infância. Esses resultados do monitoramento devem
ser divulgados para a população através do Portal online da Prefeitura no site
Procópio https://www.cornelioprocopio.pr.leg.br .
O Plano Municipal pela Primeira Infância 2026 a 2036 do Município de
Cornélio Procópio Paraná, desenvolvido intersetorialmente com ações para os
próximos 10 (dez) anos, conforme as ações apresentadas, abordando as
diretrizes e objetivos, bem como, as ações, metas, os prazos para a execução,
recursos e responsáveis com foco na efetivação dos direitos das crianças em
sua primeira infância tem como objetivo e neta principal o avanço na oferta de
políticas públicas de qualidade para crianças de 0 a 6 anos de idade.
Nesse sentido, o PMPI deve ser um processo dinâmico e flexível, por
isso no momento da avaliação, poderão ser propostas alterações, redefinições,
repactuações e ajustes necessários, sempre visando a eficácia e efetividade das
políticas públicas para a primeira infância. Cabe ressaltar que o Comite poderá
realizar reunião ampliada, consulta pública e audiência pública para demonstrar
à comunidade como o Plano está sendo desenvolvido.
3.8 - 17 ODS: Objetivo de Desenvolvimento Sustentável
1. Erradicação da pobreza: Acabar com a pobreza em todas as
suas formas, em todos os lugares.
2. Fome zero e agricultura sustentável: Acabar com a fome,
alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura
sustentável.
3. Saúde e bem-estar: Assegurar uma vida saudável e promover
o bem-estar para todas e todos, em todas as idades.
4. Educação de qualidade: Assegurar a educação inclusiva e
equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da
vida para todas e todos.
5. Igualdade de gênero: Alcançar a igualdade de gênero e
empoderar todas as mulheres e meninas.
6. Água potável e saneamento: Assegurar a disponibilidade e
gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos.
7. Energia limpa e acessível: Assegurar o acesso confiável,
sustentável, moderno e a preço acessível a energia para todas e todos.
8. Trabalho decente e crescimento econômico: Promover o
crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e
produtivo e trabalho decente para todas e todos.
9. Indústria, inovação e infraestrutura: Construir infraestruturas
resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a
inovação.
10. Redução das desigualdades: Reduzir a desigualdade dentro
dos países e entre eles.
11. Cidades e comunidades sustentáveis: Tornar as cidades e
os assentamentos
humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.
12. Consumo e produção responsáveis: Assegurar padrões de
produção e de consumo sustentáveis.
13. Ação contra a mudança global do clima: Tomar medidas
urgentes para combater a mudança climática e seus impactos.
14. Vida na água: Conservação e uso sustentável dos oceanos,
dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.
15. Vida terrestre: Proteger, recuperar e promover o uso
sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas,
combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de
biodiversidade.
16. Paz, justiça e instituições eficazes: Promover sociedades
pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à
justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em
todos os níveis.
17. Parcerias e meios de implementação: Fortalecer os meios
de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento
sustentável.
METODOLOGIA
A construção do Plano Municipal pela Primeira Infância foi submetida à
validação social e teve como primeiro marco de aprovação, a Audiência Pública
que foi realizada nas dependências da Universidade Tecnológica Federal de
Cornélio Procópio, situada a Rua Alberto Carazzai 1640 UTFPR; instituindo em
observância ao princípio da participação social, as metas e estratégias desse
plano, tanto para explanação quanto para a participação efetiva com entrega de
formulários para a inserção de escrita.
O referido momento foi constituído pela presença e representatividade
de pessoas da sociedade civil, profissionais da Rede Municipal de Educação,
profissionais da educação básica, entidades, conselhos, secretarias que
desenvolvem trabalhos voltados para o atendimento a essa faixa etária da
primeira infância e famílias.
O processo de elaboração do PMPI seguiu alguns ritos participativos
divididos em algumas etapas como: levantamento de diagnóstico, reuniões
técnicas e pôr fim a instancia de consulta pública em forma de Audiência que se
realizou no dia vinte e dois de abril do ano de dois mil e vinte e seis.
A Audiência foi promovida pela Prefeitura Municipal de Cornélio Procópio
PR, e organizada pela Secretaria Municipal de Educação, sempre ressaltando
a importância da participação de todos; e nesse contexto foi enviado um oficio
circular e publicado em Diário Oficial 15/04 edição 1697, e também
disponibilizado um endereço eletrônico para a realização das inscrições que
segue: https://forms.gle/Sj7kS8h88TrUUc8aA.
Todas as ações estão regularmente registradas em documento interno
na Secretara de Educação com as assinaturas dos cinquenta e cinco presentes
com lista e suas respectivas assinaturas.
A referida Audiência estabelece o compromisso do Município com todas
as crianças de zero a seis anos. Esse movimento é um compromisso da ligação
e tem por objetivo e integrar a educação, assistência social, cultura, saúde e o
planejamento estratégico de nosso município, focado assim na melhoria dos
serviços que são disponibilizados e no atendimento das crianças nessa faixa
etária.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O nosso Plano Nacional pela Primeira Infância, ao longo de seu
desafiador processo de elaboração e implementação, com vastas conversas
intersetoriais buscando um entendimento da realidade do nosso Município, deixa
claro que a primeira infância é um período de grande potencial em
desenvolvimento do ser humano, e desenvolve por conta desse prisma um olhar
mais apurado para as crianças pequenas de até seis anos de idade com
perspectivas de políticas públicas que invistam e promovam um futuro de
qualidade.
Com páginas escritas estrategicamente pensadas, depositamos um
profundo sentimento de esperança que vai além de um mero documento escrito,
segue, pois, a linha de um ideal de educação de excelência.
Entendemos através das leituras, reuniões, conversas e estudos, que
todo cuidado e ações eminentes, tem um impacto mais do que significativo no
desenvolvimento cognitivo, socioemocional e físico dos pequenos ao longo de
toda a vida.
A visão desse plano ressalta que a questão da intersetorialidade
reascende por completo a necessidade de políticas públicas como bússola para
uma qualidade de vida digna e socialmente referenciada; e que é possível fazer
do município de Cornélio Procópio, uma cidade voltada para um progresso
pujante.
Nessa perspectiva esse plano não se trata apenas de belas estratégias
e palavras bonitas, mas sim de um desejo possível de que os primeiros anos de
vida tenha respeitado e resguardado plenamente seus direitos e de uma forma
global e ampla.
Desejamos e queremos uma Cornélio transformada e com uma profunda
e duradoura missão de proporcionar o melhor para seus pequenos munícipes e
suas famílias, sendo assim, uma cidade acolhedora e feliz de se viver,
acreditando que cada meta estabelecida seja concretizada e colocada em
prática e que vá ao encontro de tudo o que fortaleça as mais sublimes intenções.
Colocar em prática é o ideal mais profundo de todo esse contexto.
À medida que lançamos nosso olhar para o futuro, enxergamos não
somente um plano implementado, mas uma prática em constante evolução, onde
as ações tomadas hoje reverberem pelos anos posteriores com um testemunho
dinâmico em construir um futuro em que cada criança se torne um cidadão pleno
de seus direitos e cumpridor dos seus deveres. É com esse plano que nós
lançamos e abraçamos esse Plano e a querida cidade de Cornélio Procópio.
6 - REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AKERMAN, M. et al. Intersetorialidade? Intersetorialidade! Revista Ciência &
Saúde Coletiva. Rio de Janeiro, v. 19, n. 11, p. 4291-4300, 2014. Disponível em:
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públicas para a primeira infância e altera a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990
(Estatuto da Criança e do Adolescente). Disponível em:
Acesso em: 06 de junho de 2026.
BRASIL. Observatório do PNE Educação Infantil. Disponível em:
data/painel-de-monitoramento-do-pne. Acesso em: 06 de junho de 2026.
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décadas da imprensa procopense. Londrina: Midiograf, 2015.
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Cidades Educadoras. Coleção Cidades Educadoras. Curitiba: COMPASS
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SIQUEIRA, Ariadne. 5 programas culturais que ajudam no desenvolvimento
infantil. 2022. Disponível em:
culturais-que-ajudam-no-desenvolvimento-infantil. Acesso em: 06 de junho de
2026.
ANEXOS
Escola Acyr infantil 4
Escola Acyr- infantil 5
Escola Vitorino- infantil 4
CMEI Ângelo
Ângelo infantil 5
Gino infantil 4 e 5
CMEI Filipak
CMEI João Paulo II
CMEI Djalma
CMEI Irmã Pia
CMEI Nilson Ribas, infantil 4 e 5
Portaria 038/26
Atos Legislativos • Outros atos
CÂMARA MUNICIPAL DE CORNÉLIO PROCÓPIO
ESTADO DO PARANÁ
PORTARIA Nº 038/26
O Presidente da Câmara Municipal de Cornélio
Procópio, Estado do Paraná, Carlos Henrique Romanini Trautwein, usando de suas
prerrogativas regimentais,
R E S O L V E:
Art. 1º - - Nomear Ana Cláudia Baia, CPF
066.XXX.XXX-26, residente e domiciliada nesta cidade de Cornélio Procópio, para
ocupar o cargo público de preenchimento em comissão de Assessor Legislativo da
Câmara Municipal de Cornélio Procópio, nos termos do que dispõe a Lei 837/2012 de
24/12/2012, percebendo valores correspondentes à referência do anexo III Quadro
de Cargos e Vencimentos de Provimento em Comissão, a partir de 08 de julho de
2026.
Art. 2o - Esta portaria entrará em vigor na data de sua
publicação, revogando-se as disposições em contrário.
Cornélio Procópio, 07 de julho de 2026.
CARLOS HENRIQUE ROMANINI TRAUTWEIN
Presidente
_____________________________________________________________________________________________________
Rua Paraíba, 163 CEP: 86300-000 Tele/fax: (43)523-1562 - e-mail: camaracp@onda.com.br Cornélio Procópio PR
Portaria nº 142/2026 - Concede Licença Especial ao servidor que especifica - IVO ROBERTO DELMONICO JUNIOR
Atos Oficiais • Portarias
PORTARIA Nº 142/2026
SÚMULA: Concede Licença Especial ao servidor que especifica.
RAPHAEL DIAS SAMPAIO, Prefeito do Município de Cornélio Procópio, Estado do Paraná, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei,
CONSIDERANDO as medidas adotadas pelo Decreto nº 680/2026, de 14 de maio de 2026;
CONSIDERANDO que a solicitação foi efetuada em 22 de abril de 2026, anteriormente à publicação do referido Decreto, que estabelece medidas temporárias para contenção e redução de despesas;
RESOLVE:
Art. 1º- Conceder Licença Especial, pelo período de 90 (noventa) dias, a partir de 01 de julho de 2026, ao servidor IVO ROBERTO DELMONICO JUNIOR, detentor do cargo de Agente Comunitário de Saúde, vinculado à Secretaria Municipal de Saúde.
Art. 2º - Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos a partir de 01 de julho de 2026.
Gabinete do Prefeito, 09 de julho de 2026.
Raphael Dias Sampaio
Prefeito Municipal