Publicações da edição 3624 - 02/07/2026 e Ano VII
CONTRATO Nº 259/2026 - CONCORRÊNCIA PRESENCIAL Nº 01/2026
Licitações e Contratos • Extrato de contrato
MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON
ESTADO DO PARANÁ
Departamento de Gestão de Compras // Divisão de Licitações
EXTRATO DE CONTRATO DE CONCESSÃO ADMINISTRATIVA Nº 259/2026
PROCESSO: CONCORRÊNCIA PÚBLICA Nº 01/2026
OBJETO: Concessão Administrativa de Uso de Bem Público Municipal para fins industriais.
ESPÉCIE: Concessão Administrativa de Uso
CONCEDENTE: Município de Marechal Cândido Rondon
CONCESSIONÁRIA: 58.333.586 IGOR EBERTZ
CNPJ DA CONCESSIONÁRIA: 58.333.586/0001-96
RESPONSÁVEL: IGOR EBERTZ
PRAZO DE VIGÊNCIA: 02 (dois) anos, de acordo com a Lei Municipal n.º 5.376/2022.
DATA E ASSINATURA: Marechal Cândido Rondon - PR, em 30 de junho de 2026, Adriano Backes, Prefeito e Igor
Ebertz.
* Documento na íntegra disponível no Endereço: https://c.ipm.com.br/p436516acb8315
ou através do site: www.mcr.pr.gov.br // Licitações // Serviços // Consulta Licitações
CONTRATO Nº 260/2026 - CONCORRÊNCIA PRESENCIAL Nº 01/2026
Licitações e Contratos • Extrato de contrato
MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON
ESTADO DO PARANÁ
Departamento de Gestão de Compras // Divisão de Licitações
EXTRATO DE CONTRATO DE CONCESSÃO ADMINISTRATIVA Nº 260/2026
PROCESSO: CONCORRÊNCIA PÚBLICA Nº 01/2026
OBJETO: Concessão Administrativa de Uso de Bem Público Municipal para fins industriais.
ESPÉCIE: Concessão Administrativa de Uso
CONCEDENTE: Município de Marechal Cândido Rondon
CONCESSIONÁRIA: 58.394.783 DANIEL MARLON REDIESS
CNPJ DA CONCESSIONÁRIA: 58.394.783/0001-15
RESPONSÁVEL: DANIEL MARLON REDIESS
PRAZO DE VIGÊNCIA: 02 (dois) anos, de acordo com a Lei Municipal n.º 5.376/2022.
DATA E ASSINATURA: Marechal Cândido Rondon - PR, em 30 de junho de 2026, Adriano Backes, Prefeito e Daniel
Marlon Rediess.
* Documento na íntegra disponível no Endereço: https://c.ipm.com.br/p0a8636ace3440
ou através do site: www.mcr.pr.gov.br // Licitações // Serviços // Consulta Licitações
CONTRATO Nº 261/2026 - CONCORRÊNCIA PRESENCIAL Nº 01/2026
Licitações e Contratos • Extrato de contrato
MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON
ESTADO DO PARANÁ
Departamento de Gestão de Compras // Divisão de Licitações
EXTRATO DE CONTRATO DE CONCESSÃO ADMINISTRATIVA Nº 261/2026
PROCESSO: CONCORRÊNCIA PÚBLICA Nº 01/2026
OBJETO: Concessão Administrativa de Uso de Bem Público Municipal para fins industriais.
ESPÉCIE: Concessão Administrativa de Uso
CONCEDENTE: Município de Marechal Cândido Rondon
CONCESSIONÁRIA: 60.212.720 ANDERSON RAFAEL CHRISTMANN
CNPJ DA CONCESSIONÁRIA: 60.212.720/0001-42
RESPONSÁVEL: ANDERSON RAFAEL CHRISTMANN
PRAZO DE VIGÊNCIA: 02 (dois) anos, de acordo com a Lei Municipal n.º 5.376/2022.
DATA E ASSINATURA: Marechal Cândido Rondon - PR, em 30 de junho de 2026, Adriano Backes, Prefeito e
Anderson Rafael Christmann.
* Documento na íntegra disponível no Endereço: https://c.ipm.com.br/p4ac020446c64a
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CONTRATO Nº 262/2026 - CONCORRÊNCIA PRESENCIAL Nº 01/2026
Licitações e Contratos • Extrato de contrato
MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON
ESTADO DO PARANÁ
Departamento de Gestão de Compras // Divisão de Licitações
EXTRATO DE CONTRATO DE CONCESSÃO ADMINISTRATIVA Nº 262/2026
PROCESSO: CONCORRÊNCIA PÚBLICA Nº 01/2026
OBJETO: Concessão Administrativa de Uso de Bem Público Municipal para fins industriais.
ESPÉCIE: Concessão Administrativa de Uso
CONCEDENTE: Município de Marechal Cândido Rondon
CONCESSIONÁRIA: F K FERRAMENTARIA LTDA
CNPJ DA CONCESSIONÁRIA: 61.485.250/0001-53
RESPONSÁVEL: SIVOLEI DE CARVALHO MORAIS
PRAZO DE VIGÊNCIA: 02 (dois) anos, de acordo com a Lei Municipal n.º 5.376/2022.
DATA E ASSINATURA: Marechal Cândido Rondon - PR, em 30 de junho de 2026, Adriano Backes, Prefeito e Sivolei
De Carvalho Morais.
* Documento na íntegra disponível no Endereço: https://c.ipm.com.br/p6d404a65f6334
ou através do site: www.mcr.pr.gov.br // Licitações // Serviços // Consulta Licitações
CONTRATO Nº 264/2026 - CONCORRÊNCIA PRESENCIAL Nº 01/2026
Licitações e Contratos • Extrato de contrato
MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON
ESTADO DO PARANÁ
Departamento de Gestão de Compras // Divisão de Licitações
EXTRATO DE CONTRATO DE CONCESSÃO ADMINISTRATIVA Nº 264/2026
PROCESSO: CONCORRÊNCIA PÚBLICA Nº 01/2026
OBJETO: Concessão Administrativa de Uso de Bem Público Municipal para fins industriais.
ESPÉCIE: Concessão Administrativa de Uso
CONCEDENTE: Município de Marechal Cândido Rondon
CONCESSIONÁRIA: ZETEC SOLUCOES INDUSTRIAIS LTDA
CNPJ DA CONCESSIONÁRIA: 65.433.800/0001-41
RESPONSÁVEL: RODRIGO AVAN BERNARDI
PRAZO DE VIGÊNCIA: 02 (dois) anos, de acordo com a Lei Municipal n.º 5.376/2022.
DATA E ASSINATURA: Marechal Cândido Rondon - PR, em 30 de junho de 2026, Adriano Backes, Prefeito e
Rodrigo Avan Bernardi.
* Documento na íntegra disponível no Endereço: https://c.ipm.com.br/p214235a5a0465
ou através do site: www.mcr.pr.gov.br // Licitações // Serviços // Consulta Licitações
EDITAL DE PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO n° 07.03/2026
Atos Administrativos • Outros atos
PROCESSO DE SELEÇÃO SIMPLIFICADO Nº 03/2026
EDITAL DE RESULTADO PRELIMINAR Nº 07.03/2026
A presidente da Comissão Organizadora de Processo Seletivo Simplificado, constituída pela Portaria nº
293/2026, de 25 de fevereiro de 2026, publicada em órgão oficial de imprensa na data de 27 de fevereiro de
2026, por meio de suas atribuições legais:
TORNA PÚBLICO
I O RESULTADO DO PROCESSO SELETIVO nos termos da legislação pertinente e das normas
estabelecidas neste Edital, conforme segue:
FONOAUDIÓLOGO
Não teve inscritos
MÉDICO T24H/S Ginecologista/Obstetra
Não teve inscritos
MÉDICO VETERINÁRIO
Nome do Candidato CPF Nota
70,50
LUIZ CLAUDIO TEIXEIRA XXX.487.896-XX 57,00
54,00
DANNA PINHEIRO LOBO FRAGA XXX.121.715-XX 52,50
45,00
MARCELO EDUARDO DA CRUZ XXX.674.759-XX 44,00
KREIN XXX.548.009-XX 34,00
GABRIELE GRUBER
NATHALY MACHADO MESSIAS XXX.237.019-XX
ADRIAN ALAVER FERNANDES XXX.545.549-XX
PRISCILA LUANA DE SOUZA XXX.034.439-XX
II Este Edital entra em vigor na data de sua publicação.
Município de Marechal Cândido Rondon, Estado do Paraná, em 01 de julho de 2026.
FÁBIO CÉSAR NAUMANN
Presidente da Comissão Organizadora
EDITAL DE CONVOCAÇÃO n° 005/2026
Atos Administrativos • Outros atos
CONSELHO MUNICIPAL DE ESPORTE E LAZER
EDITAL DE CONVOCAÇÃO 005/2026
O presidente do Conselho Municipal de Esporte e Lazer do município de Marechal Cândido
Rondon, convoca a todos os Conselheiros Titulares e convida a todos os Conselheiros Suplentes,
membros e demais interessados, para a Reunião ordinária a ser realizada no dia 07 de julho de
2026, às 07:40 horas, tendo como local a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, situada à Rua
Ceará 1515, centro, de acordo com o que é facultado pelo Regimento Interno deste CMEL, Mal. Cdo.
Rondon - PR.
Teremos como pauta:
A) Verificação da presença e da existência de quórum para instalação da reunião;
B) Leitura e aprovação da pauta;
C) Leitura e aprovação da ata da sessão anterior;
D) Recursos do fundo Estadual para o Fundo Municipal.
1. Linha 2 Políticas Públicas(2026/2027).
2. Linha 3 Municípios Sede.
F) Ofícios recebidos/enviados.
G) Assuntos Gerais.
Solicitamos que na falta do Conselheiro Titular, este se encarregue de comunicar ao seu suplente,
para que cada segmento possa se fazer representar.
Marechal Cândido Rondon, 01 de julho de 2026.
GIANMARCO STOEF
Presidente Conselho Municipal de Esporte e Lazer
LEI nº 5.573, DE 06 DE MAIO DE 2025 - REPUBLICAÇÃO
Atos Oficiais • Leis
Republicado: Publicado no Diário Oficial Eletrônico, Edição nº 3302, em 08/05/2025
LEI nº 5.573, DE 06 DE MAIO DE 2025
DISPÕE SOBRE A POLÍTICA MUNICIPAL DE
SANEAMENTO BÁSICO, REVISA O PLANO
MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO,
REESTRUTURA O CONSELHO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO BÁSICO, CRIA O FUNDO MUNICIPAL
DE SANEAMENTO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
A Câmara Municipal de Marechal Cândido Rondon, Estado do Paraná,
aprovou, e eu Prefeito, sanciono a seguinte LEI:
CAPÍTULO I
DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
Art. 1º A Política Municipal de Saneamento Básico de Marechal Cândido
Rondon, com fundamento na Lei Federal n°. 11.445/2007 e no Decreto de
Regulamentação n.º 7.217/2010, tem como objetivo, respeitadas as competências da
União e do Estado, melhorar a qualidade da sanidade pública e manter o meio ambiente
equilibrado, buscando o desenvolvimento sustentável e fornecendo diretrizes ao poder
público e à coletividade para a defesa, conservação e recuperação da qualidade e
salubridade ambiental, cabendo a todos o direito de exigir a adoção de medidas nesse
sentido.
§ 1º Para os efeitos desta lei considera-se saneamento básico o conjunto de
serviços, infraestrutura e instalações operacionais de:
I - abastecimento de água potável: constituído pelas atividades e pela
disponibilização e manutenção de infraestruturas e instalações operacionais necessárias
ao abastecimento público de água potável, desde a captação até as ligações prediais
e seus instrumentos de medição;
II esgotamento sanitário: constituído pelas atividades e pela
disponibilização e manutenção de infraestruturas e instalações operacionais necessárias
à coleta, ao transporte, ao tratamento e à disposição final adequados dos esgotos
sanitários, desde as ligações prediais até sua destinação final para produção de água de
reúso ou seu lançamento de forma adequada no meio ambiente;
III limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos: constituídos pelas
atividades e pela disponibilização e manutenção de infraestruturas e instalações
operacionais de coleta, varrição manual e mecanizada, asseio e conservação urbana,
transporte, transbordo, tratamento e destinação final ambientalmente adequada dos
resíduos sólidos domiciliares e dos resíduos de limpeza urbana; e
IV drenagem e manejo de águas pluviais urbanas: constituídos pelas
atividades, pela infraestrutura e pelas instalações operacionais de drenagem de águas
pluviais, transporte, detenção ou retenção para o amortecimento de vazões de cheias,
tratamento e disposição final das águas pluviais drenadas, contempladas a limpeza e a
fiscalização preventiva das redes.
§ 2º Nas Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis) ou outras áreas do
perímetro urbano ocupadas predominantemente por população de baixa renda, o
serviço público de esgotamento sanitário, realizado diretamente pelo titular ou por
concessionário, inclui conjuntos sanitários para as residências e solução para a destinação
de efluentes, quando inexistentes, assegurada compatibilidade com as diretrizes da
política municipal de regularização fundiária.
Art. 2º Não constitui serviço público de saneamento a ação executada por
meio de projetos e atividades individuais e específicas, desde que o usuário não dependa
da intervenção direta do poder público para operar os serviços, bem como as atividades
e obras de saneamento básico de responsabilidade privada, previstas em lei ou normas
regulamentadoras incluindo o manejo de resíduos de responsabilidade do gerador.
Art. 3º Os resíduos originários de atividades comerciais, desde que não se
enquadrem como resíduos perigosos, podem ser considerados como resíduos sólidos
urbanos.
Parágrafo único. Os resíduos industriais, de serviços de saúde, da construção
civil, agros silvipastoris, de serviços de transporte, de mineração, resíduos domiciliares e
resíduos perigosos devem observar a legislação específica quanto ao seu manuseio e
destino final.
Art. 4º Para o estabelecimento da Política Municipal de Saneamento Básico
serão observados os seguintes princípios fundamentais:
I - universalização do acesso e efetiva prestação do serviço;
II - integralidade, compreendida como o conjunto de atividades e
componentes de cada um dos diversos serviços de saneamento que propicie à
população o acesso a eles em conformidade com suas necessidades e maximize a
eficácia das ações e dos resultados;
III - abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e
manejo dos resíduos sólidos realizados de forma adequada à saúde pública, à
conservação dos recursos naturais e à proteção do meio ambiente;
IV - disponibilidade, nas áreas urbanas, de serviços de drenagem e manejo
das águas pluviais, tratamento, limpeza e fiscalização preventiva das redes, adequados à
saúde pública, à proteção do meio ambiente e à segurança da vida e do patrimônio
público e privado;
V - adoção de métodos, técnicas e processos que considerem as
peculiaridades locais e regionais;
VI - articulação com as políticas de desenvolvimento urbano e regional, de
habitação, de combate à pobreza e de sua erradicação, de proteção ambiental, de
promoção da saúde, de recursos hídricos e outras de interesse social relevante, destinadas
à melhoria da qualidade de vida, para as quais o saneamento básico seja fator
determinante;
VII - eficiência econômica e sustentabilidade;
VIII - estímulo à pesquisa, ao desenvolvimento e à utilização de tecnologias
apropriadas, consideradas a capacidade de pagamento dos usuários, a adoção de
soluções graduais e progressivas e a melhoria da qualidade com ganhos de eficiência e
redução dos custos para os usuários;
IX - transparência das ações, baseada em sistemas de informações e
processos decisórios institucionalizados;
X - controle social;
XI - segurança, qualidade, regularidade e continuidade;
XII - integração das infraestruturas e dos serviços com a gestão eficiente dos
recursos hídricos;
XIII - redução e controle das perdas de água, inclusive na distribuição de
água tratada, estímulo à racionalização de seu consumo pelos usuários e fomento à
eficiência energética, ao reúso de efluentes sanitários e ao aproveitamento de águas de
chuva;
XIV fortalecimento da execução dos serviços de abastecimento de água
potável e esgotamento sanitário por meio da autarquia municipal SAAE-MCR e
prestação regionalizada quanto aos demais serviços, quando julgada conveniente e
adequada sua realização, com vistas à geração de ganhos de escala e à garantia da
universalização e da viabilidade técnica e econômico-financeira dos serviços;
XV - seleção competitiva do prestador dos serviços; e
XVI - prestação concomitante dos serviços de abastecimento de água e de
esgotamento sanitário.
CAPÍTULO II
DO INTERESSE LOCAL
Art. 5º Para o cumprimento do disposto no Art. 30 da Constituição Federal no
que concerne ao saneamento básico consideram-se como de interesse local:
I - o incentivo à adoção de posturas, e práticas sociais e econômicas
ambientalmente sustentáveis;
II - a adequação das atividades e ações econômicas, sociais, urbanas e
rurais e do Poder Público, às imposições do equilíbrio ambiental;
III - a busca permanente de soluções negociadas entre o Poder Público, a
iniciativa privada e sociedade civil para a prevenção e mitigação dos impactos
ambientais;
IV - a adoção no processo de planejamento, de normas relativas ao
desenvolvimento urbano e econômico que priorizem a proteção ambiental, a utilização
adequada do espaço territorial e dos recursos naturais e que possibilitem novas
oportunidades de geração de emprego e renda;
V - a ação na defesa e conservação ambiental no âmbito regional e dos
demais municípios vizinhos, mediante convênios e consórcios;
VI - a defesa e conservação das áreas de mananciais, das reservas florestais
e demais áreas de interesse ambiental.
VII - o licenciamento e fiscalização ambiental com o controle das atividades
efetiva ou potencialmente degradadoras e poluidoras;
VIII - a melhoria constante da qualidade do ar, da água, do solo, da
paisagem e dos níveis de ruído e vibrações, mantendo-os dentro dos padrões técnicos
estabelecidos pelas legislações de controle de poluição ambiental federal, estadual e
municipal no que couber;
IX - o acondicionamento, a coleta, o transporte, o tratamento e a disposição
final dos resíduos sólidos;
X - a captação, o tratamento e a distribuição de água para consumo, assim
como o monitoramento de sua qualidade;
XI - a coleta, a disposição e o tratamento de esgotos;
XII - o tratamento e/ou reaproveitamento de efluentes gerados por
quaisquer atividades;
XIII - a drenagem e a destinação final das águas;
XIV - a garantia de crescentes níveis de salubridade ambiental, através do
provimento de infraestrutura sanitária e de condições de salubridade das edificações, ruas
e logradouros públicos;
XV - monitoramento de águas subterrâneas visando à manutenção dos
recursos hídricos para as atuais e futuras gerações, exigindo o cumprimento da legislação.
CAPÍTULO III
DOS ÓRGÃOS EXECUTORES DA POLÍTICA MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Art. 6º A Política Municipal de Saneamento de Marechal Cândido Rondon
será formulada, monitorada e revisada pelo Conselho Municipal de Saneamento, criado
pela Lei Municipal n.º 4.737/2015, e reestruturado pela presente Lei.
CAPÍTULO IV
DA EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS DE SANEAMENTO BÁSICO
Art. 7º Os serviços básicos de saneamento de que trata o § 1.º do art. 1º desta
Lei poderão ser executados das seguintes formas:
I - de forma direta pela Prefeitura ou por órgãos de sua administração
indireta;
II - por empresa contratada para a prestação dos serviços através de
processo licitatório;
III - por empresa concessionária escolhida em processo licitatório de
concessão, nos termos da Lei Federal nº. 8.987/95;
IV - por gestão associada com órgãos da administração direta e indireta de
entes públicos federados por convênio de cooperação ou em consórcio público, através
de contrato de programa, nos termos do art. 241 da Constituição Federal e da Lei Federal
nº. 11.107/05.
§ 1º A prestação de serviços públicos de saneamento básico por entidade
que não integre a administração municipal depende de celebração de contrato de
concessão, mediante prévia licitação, nos termos do art. 175 da Constituição Federal,
vedada a sua disciplina mediante contrato de programa, convênios, termos de parceria
ou outros instrumentos de natureza precária.
§ 2º Especificamente em relação aos serviços de abastecimento de água
potável e esgotamento sanitário de que tratam os incisos I e II do § 1.º do art. 1.º desta Lei,
sua execução será realizada por meio do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de
Marechal Cândido Rondon SAAE-MCR, autarquia municipal criada especificamente
para tal fim e, na falta deste, a execução incumbirá diretamente à Prefeitura Municipal.
Art. 8º São condições de legalidade dos contratos que tenham por objeto a
prestação de serviços públicos de saneamento básico:
I - a existência de plano de saneamento básico;
II - a existência prévia de estudo comprovando a viabilidade técnica e
econômico-financeira da prestação universal e integral dos serviços;
III - a existência de normas de regulação que prevejam os meios para o
cumprimento das diretrizes desta Lei, incluindo a designação da entidade ou órgão de
regulação e de fiscalização;
IV - a realização prévia de audiência e de consultas públicas sobre o edital
e minuta do contrato no caso de concessão.
V - a existência de metas e cronograma de universalização dos serviços de
saneamento básico.
Art. 9º As contratações de serviços públicos de saneamento básico devem
respeitar as regras descritas na Lei Federal n.º 11.445/2007, que "Estabelece as diretrizes
nacionais para o saneamento básico (...)", na Lei n.º 8.987/1995 que "Dispõe sobre o
regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos (...)" quando
aplicável, bem como de outras legislações incidentes.
rt. 10. Os contratos de prestação dos serviços públicos de saneamento
básico deverão definir metas de universalização que garantam o atendimento de 99%
(noventa e nove por cento) da população com água potável e de 90% (noventa por
cento) da população com coleta e tratamento de esgotos até 31 de dezembro de 2033,
assim como metas quantitativas de não intermitência do abastecimento, de redução de
perdas e de melhoria dos processos de tratamento.
Art. 11. Nos serviços públicos de saneamento básico em que mais de um
prestador execute atividade interdependente com outra, a relação entre elas deverá ser
regulada por contrato e haverá órgão único encarregado das funções de regulação e
de fiscalização, adequadas às normativas publicadas pela ANA, nos termos da Lei Federal
n.º 11.445/2007.
CAPÍTULO V
DA PARTICIPAÇÃO REGIONALIZADA EM SERVIÇOS DE SANEAMENTO BÁSICO
Art. 12. O Município poderá participar de prestação regionalizada de
serviços de saneamento básico, exceto em relação aos serviços de abastecimento de
água potável e esgotamento sanitário, prestados por meio do Serviço Autônomo de Água
e Esgoto SAAE-MCR, conforme descrito no § 2.º do art. 7.º desta Lei.
Parágrafo único. Para os demais serviços de saneamento básico, havendo
opção pela participação em prestação regionalizada, devem ser respeitadas as
disposições dos arts. 17 a 18-A da Lei Federal n.º 11.445/2007, bem como às disposições de
legislação municipal relacionadas a tais serviços.
CAPÍTULO VI
DA REGULAÇÃO E CONTROLE
Art. 13. A função de regulação, desempenhada por entidade de natureza
autárquica dotada de independência decisória e autonomia administrativa,
orçamentária e financeira, atenderá aos princípios de transparência, tecnicidade,
celeridade e objetividade das decisões.
Parágrafo único. A regulação e controle de serviços de saneamento básico
ficarão sob a responsabilidade do ORCISPAR - Órgão Regulador do Consórcio
Intermunicipal de Saneamento do Paraná, ou outra entidade que venha a substituí-lo.
Art. 14. Os prestadores de serviços de saneamento básico deverão fornecer
ao órgão ou entidade reguladora todos os dados e informações necessárias para o
desempenho de suas atividades, na forma das normas legais, regulamentares e
contratuais.
§ 1º Inclui-se entre os dados e informações a que se refere o caput deste
artigo aquelas produzidas por empresas ou profissionais contratados para executar
serviços ou fornecer materiais e equipamentos específicos.
§ 2º Compreendem-se nas atividades de regulação a interpretação e a
fixação de critérios para a fiel execução dos contratos, dos serviços e para a correta
administração de subsídios.
Art. 15. Será dada publicidade aos relatórios, estudos, decisões e
instrumentos equivalentes que se refiram à regulação e à fiscalização dos serviços públicos
de saneamento básico, com informação sobre os níveis dos reservatórios de água para
abastecimento público e outros dados relativos à segurança hídrica, bem como aos
direitos e deveres dos usuários e prestadores, a eles facultado o acesso de qualquer
indivíduo, independentemente da existência de interesse direto.
§ 1º Excluem-se do disposto no caput deste artigo os documentos
considerados sigilosos em razão de interesse público relevante, mediante prévia e
motivada decisão.
§ 2º A publicidade a que se refere o caput deste artigo será realizada por
meio eletrônico, através de publicação no endereço eletrônico do Serviço Autônomo de
Água e Esgoto (SAAE-MCR) do Município, bem como no Diário Oficial Eletrônico do
Município (DOEM), podendo, a critério da autoridade municipal, ser realizadas
divulgações por outros meios de comunicação.
Art. 16. É assegurado aos usuários dos serviços públicos de saneamento
básico:
I - amplo acesso a informações sobre os serviços prestados;
II - prévio conhecimento dos seus direitos e deveres e das penalidades a que
podem estar sujeitos;
III - acesso a manual de prestação do serviço e de atendimento ao usuário,
elaborado pelo prestador e aprovado pelo órgão ou entidade reguladora;
IV - acesso a relatório periódico sobre a qualidade da prestação dos
serviços.
V - acesso a relatórios periódicos sobre o nível dos reservatórios de água
para abastecimento público e a outros dados relativos à segurança hídrica.
CAPÍTULO VII
DOS ASPECTOS ECONÔMICOS E SOCIAIS
Art. 17 Os serviços de saneamento básico terão a sustentabilidade
econômico-financeira assegurada, por meio da remuneração pela cobrança dos
serviços, e quando necessário, por outras formas adicionais, como subsídios ou
subvenções, vedada a cobrança em duplicidade de custos administrativos ou gerenciais
a ser pagos pelo usuário, nos seguintes serviços:
I - de abastecimento de água e esgotamento sanitário, na forma de taxas,
tarifas e outros preços públicos, que poderão ser estabelecidos para cada um dos serviços
ou para ambos, conjuntamente;
II - de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, na forma de taxas, tarifas
e outros preços públicos, conforme o regime de prestação do serviço ou das suas
atividades; e
III - de drenagem e manejo de águas pluviais urbanas, na forma de tributos,
inclusive taxas, ou tarifas e outros preços públicos, em conformidade com o regime de
prestação do serviço ou das suas atividades.
§ 1º Na instituição das tarifas, preços públicos e taxas para os serviços de
saneamento básico serão observadas as seguintes diretrizes:
a) Prioridade para atendimento das funções essenciais relacionadas à
saúde pública;
b) ampliação do acesso dos cidadãos e localidades de baixa renda aos
serviços;
c) geração dos recursos necessários para realização dos investimentos,
objetivando o cumprimento das metas e objetivos do serviço;
d) inibição do consumo supérfluo e do desperdício de recursos;
e) recuperação dos custos incorridos na prestação do serviço, em regime
de eficiência;
f) remuneração adequada do capital investido pelos prestadores dos
serviços;
g) estímulo ao uso de tecnologias modernas e eficientes, compatíveis com
os níveis exigidos de qualidade, continuidade e segurança na prestação dos serviços;
h) incentivo à eficiência dos prestadores dos serviços.
§ 2º O Município poderá adotar subsídios tarifários e não tarifários para os
usuários que não tenham capacidade de pagamento suficiente para cobrir o custo
integral dos serviços, respeitada a sustentabilidade econômico-financeira do serviço e
desde que haja avaliação prévia da Secretaria Municipal de Assistência Social e Serviço
Autônomo de Água e Esgoto SAAE.
§ 3º As novas edificações condominiais adotarão padrões de
sustentabilidade ambiental que incluam, entre outros procedimentos, a medição
individualizada do consumo hídrico por unidade imobiliária.
§ 4º Na hipótese de prestação dos serviços sob regime de concessão, as
tarifas e preços públicos serão arrecadados pelo prestador diretamente do usuário, e essa
arrecadação será facultativa em caso de taxas.
§ 5º Os prédios, edifícios e condomínios que foram construídos sem a
individualização da medição até a entrada em vigor da Lei nº 13.312, de 12 de julho de
2016, ou em que a individualização for inviável, pela onerosidade ou por razão técnica,
poderão instrumentalizar contratos especiais com os prestadores de serviços, nos quais
serão estabelecidas as responsabilidades, os critérios de rateio e a forma de cobrança.
Art. 18. Observado o disposto no artigo anterior, a estrutura de remuneração
e cobrança dos serviços públicos de saneamento básico levará em consideração os
seguintes fatores:
I - categorias de usuários, distribuídos por faixas ou quantidades crescentes
de utilização ou de consumo;
II - padrões de uso ou de qualidade requeridos;
III - quantidade mínima de consumo ou de utilização do serviço, visando a
garantia de objetivos sociais, como a preservação da saúde pública, o adequado
atendimento dos usuários de menor renda e a proteção do meio ambiente;
IV - custo mínimo necessário para disponibilidade do serviço em quantidade
e qualidade adequadas;
V - ciclos significativos de aumento de demanda dos serviços, em períodos
distintos;
VI - capacidade de pagamento dos consumidores.
Art. 19. Os subsídios destinados ao atendimento de usuários determinados de
baixa renda serão, dependendo da origem dos recursos:
I - tarifários: quando integrarem a estrutura tarifária;
II - fiscais: quando decorrerem da alocação de recursos orçamentários,
inclusive por meio de subvenções;
III - internos a cada titular ou entre titulares, nas hipóteses de prestação
regionalizada.
Art. 20. As taxas ou tarifas decorrentes da prestação de serviço público de
limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos devem levar em conta a adequada
destinação dos resíduos coletados e o nível de renda da população da área atendida,
de forma isolada ou combinada, podendo, ainda, considerar:
I - as características dos lotes e as áreas que podem ser neles edificadas;
II - o peso ou o volume médio coletado por habitante ou por domicílio;
III - o consumo de água; e
IV - a frequência de coleta.
Art. 21. O reajuste de tarifas de serviços públicos de saneamento básico será
realizado observando-se o intervalo mínimo de 12 (doze) meses, de acordo com as normas
legais, regulamentares e contratuais.
Art. 22. Poderá ser realizada cobrança pela prestação do serviço público de
drenagem e manejo de águas pluviais urbanas.
Art. 23. As revisões tarifárias compreenderão a reavaliação das condições
da prestação dos serviços e das tarifas praticadas e poderão ser:
I - periódicas, objetivando a distribuição dos ganhos de produtividade com
os usuários e a reavaliação das condições de mercado;
II - extraordinárias, quando se verificar a ocorrência de fatos não previstos
no contrato, fora do controle do prestador dos serviços, que alterem o seu equilíbrio
econômico-financeiro.
§ 1º As revisões tarifárias terão suas pautas definidas pelo órgão ou entidade
reguladora, ouvidos os usuários e os prestadores dos serviços.
§ 2º Poderão ser estabelecidos mecanismos tarifários de indução à
eficiência, inclusive fatores de produtividade, assim como de antecipação de metas de
expansão e qualidade dos serviços.
§ 3º Os fatores de produtividade poderão ser definidos com base em
indicadores de outras empresas do setor.
§ 4º O órgão ou entidade reguladora poderá autorizar o prestador dos
serviços a repassar aos usuários custos e encargos tributários não previstos originalmente e
por ele não administrados, nos termos da Lei Federal nº. 8.987/95.
Art. 24. As tarifas devem ser fixadas de forma clara e objetiva, devendo os
reajustes e as revisões ser tornados públicos com antecedência mínima de 30 (trinta) dias
com relação à sua aplicação.
Parágrafo único. A fatura a ser entregue ao usuário final deverá ter seu
modelo aprovado pelo órgão ou entidade reguladora, que definirá os itens e custos a ser
explicitados.
Art. 25. Os serviços poderão ser interrompidos pelo prestador nas seguintes
hipóteses:
I - situações de emergência que atinjam a segurança de pessoas e bens;
II - necessidade de efetuar reparos, modificações ou melhorias de qualquer
natureza nos sistemas, respeitados os padrões de qualidade e continuidade estabelecidos
pela regulação do serviço
III - negativa do usuário em permitir a instalação de dispositivo de leitura de
água consumida, após ter sido previamente notificado a respeito;
IV - manipulação indevida de qualquer tubulação, medidor ou outra
instalação do prestador, por parte do usuário;
V - inadimplemento, pelo usuário do serviço de abastecimento de água ou
de esgotamento sanitário, do pagamento das tarifas, após ter sido formalmente
notificado, de forma que, em caso de coleta, afastamento e tratamento de esgoto, a
interrupção dos serviços deverá preservar as condições mínimas de manutenção da
saúde dos usuários, de acordo com norma de regulação ou norma do órgão de política
ambiental
§ 1º As interrupções programadas serão previamente comunicadas ao
regulador e aos usuários, com antecedência prévia de 24 (vinte e quatro) horas através
de todos os meios de comunicação disponíveis.
§ 2º A suspensão dos serviços prevista nos incisos III e V será precedida de
prévio aviso ao usuário, não inferior a 30 (trinta) dias da data prevista para a suspensão.
§ 3º A interrupção ou a restrição do fornecimento de água por
inadimplência a estabelecimentos de saúde, a instituições educacionais e de internação
de pessoas e a usuário residencial de baixa renda beneficiário de tarifa social deverá
obedecer a prazos e critérios estabelecidos por Decreto Municipal e que preservem
condições mínimas de manutenção da saúde das pessoas atingidas.
Art. 26. Desde que previsto nas normas de regulação, grandes usuários
poderão negociar suas tarifas com o prestador dos serviços, mediante contrato específico,
ouvido previamente o regulador.
Art. 27. Os valores investidos em bens reversíveis pelos prestadores
constituirão créditos perante o titular, a ser recuperados mediante a exploração dos
serviços, nos termos das normas regulamentares e contratuais e, quando for o caso,
observada a legislação pertinente às sociedades por ações.
§ 1º Não gerarão crédito perante o titular os investimentos feitos sem ônus
para o prestador, tais como os decorrentes de exigência legal aplicável à implantação
de empreendimentos imobiliários e os provenientes de subvenções ou transferências fiscais
voluntárias.
§ 2º Os investimentos realizados, os valores amortizados, a depreciação e os
respectivos saldos serão anualmente auditados e certificados pelo órgão ou ente
regulador.
§ 3º Os créditos decorrentes de investimentos devidamente certificados
poderão constituir garantia de empréstimos aos delegatários, destinados exclusivamente
a investimentos nos sistemas de saneamento objeto do respectivo contrato.
CAPÍTULO VIII
DOS ASPECTOS TÉCNICOS
Art. 28. A prestação dos serviços atenderá a requisitos mínimos de qualidade,
incluindo a regularidade, a continuidade e aqueles relativos aos produtos oferecidos ao
atendimento dos usuários e às condições operacionais e de manutenção dos sistemas, de
acordo com as normas regulamentares e contratuais.
Art. 29. Toda edificação permanente urbana será conectada às redes
públicas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário disponível e sujeita ao
pagamento de taxas, tarifas e de outros preços públicos decorrentes da disponibilização
e manutenção da infraestrutura e do uso desses serviços, ressalvadas as disposições em
contrário da entidade de regulação e do meio ambiente.
§ 1º Na ausência de redes públicas de saneamento básico, serão admitidas
soluções individuais de abastecimento de água e de afastamento e destinação final dos
esgotos sanitários, observadas as normas editadas pela entidade reguladora e pelos
órgãos responsáveis pelas políticas ambiental, sanitária e de recursos hídricos, bem como
autorizações e licenças pertinentes, entre outros atos autorizados.
§ 2º A instalação hidráulica predial ligada à rede de abastecimento de água
não poderá ser também alimentada por outras fontes, ressalvada o uso de água da
chuva.
§ 3º A instalação hidráulica predial prevista no § 2º deste artigo constitui a
rede ou tubulação que se inicia na ligação de água da prestadora e finaliza no
reservatório de água do usuário.
§ 4º Quando disponibilizada rede pública de esgotamento sanitário, o
usuário estará sujeito aos pagamentos previstos no caput deste artigo, sendo-lhe
assegurada a cobrança de um valor mínimo de utilização dos serviços, ainda que a sua
edificação não esteja conectada à rede pública.
§ 5º O pagamento de taxa ou de tarifa, na forma prevista no caput deste
artigo, não isenta o usuário da obrigação de conectar-se à rede pública de esgotamento
sanitário, e o descumprimento dessa obrigação sujeita o usuário ao pagamento de multa
e demais sanções previstas na legislação, ressalvados os casos de reúso e de captação
de água de chuva, nos termos do regulamento.
§ 6º A entidade reguladora ou o titular dos serviços públicos de saneamento
básico deverão estabelecer prazo não superior a 1 (um) ano para que os usuários
conectem suas edificações à rede de esgotos, onde disponível, sob pena de o prestador
do serviço realizar a conexão mediante cobrança do usuário.
§ 7º A entidade reguladora ou o titular dos serviços públicos de saneamento
básico deverá, sob pena de responsabilidade administrativa, contratual e ambiental, até
31 de dezembro de 2025, verificar e aplicar o procedimento previsto no § 6º deste artigo a
todas as edificações implantadas na área coberta com serviço de esgotamento sanitário.
§ 8º O serviço de conexão de edificação ocupada por família de baixa
renda à rede de esgotamento sanitário poderá gozar de gratuidade, observado, quando
couber, o reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos.
§ 9º Para fins de concessão da gratuidade prevista no § 8º deste artigo,
caberá ao titular regulamentar os critérios para enquadramento das famílias de baixa
renda, consideradas as peculiaridades locais e regionais.
§ 10. A conexão de edificações situadas em núcleo urbano, núcleo urbano
informal e núcleo urbano informal consolidado observará o disposto na Lei nº 13.465, de 11
de julho de 2017.
§ 11. As edificações para uso não residencial ou condomínios regidos
pela Lei nº 4.591, de 16 de dezembro de 1964, poderão utilizar-se de fontes e métodos
alternativos de abastecimento de água, incluindo águas subterrâneas, de reúso ou
pluviais, desde que autorizados pelo órgão gestor competente e que promovam o
pagamento pelo uso de recursos hídricos, quando devido.
§ 12. Para a satisfação das condições descritas no § 11 deste artigo, os
usuários deverão instalar medidor para contabilizar o seu consumo e deverão arcar
apenas com o pagamento pelo uso da rede de coleta e tratamento de esgoto na
quantidade equivalente ao volume de água captado.
CAPÍTULO IX
DO FUNDO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO FMSB
Art. 30. Fica instituído o Fundo Municipal de Saneamento Básico FMSB,
vinculado à Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Sustentável,
com a finalidade de concentrar recursos para custear a universalização dos serviços
públicos de saneamento básico e proporcionar recursos e meios para empreender a
proteção, recuperação e conservação do meio ambiente no âmbito do Município de
Marechal Cândido Rondon.
§ 1º Os recursos do FMSB serão aplicados exclusivamente em saneamento
básico na área territorial do Município.
§ 2º A Política Municipal de Saneamento Básico e o Plano Municipal de
Saneamento Básico são os únicos instrumentos hábeis para orientar a aplicação dos
recursos financeiros do Fundo Municipal de Saneamento Básico.
§ 3º Fica vedada a utilização dos recursos do Fundo Municipal de
Saneamento Básico para pagamento de dívidas e cobertura de déficits dos órgãos e
entidades envolvidas direta ou indiretamente na Política Municipal de Saneamento
Básico.
Art. 31. O Fundo Municipal de Saneamento Básico (FMSB) será gerido pela
Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Sustentável, e orientado
pelo Conselho Municipal de Saneamento Básico, órgão colegiado responsável pela
formulação, acompanhamento e controle da política municipal de saneamento básico
do Município.
Parágrafo único. O plano de aplicação dos recursos do Fundo será
elaborado anualmente pela Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e
Desenvolvimento Sustentável, com a colaboração das Secretarias Municipais de
Planejamento, Infraestrutura, Saúde e Fazenda, sendo referendado pelo Conselho
Municipal de que trata este artigo.
Art. 32. Os recursos do FMSB serão provenientes de:
I - dotações do Orçamento Geral do Município;
II - arrecadação de multas;
III - valores de transferências, contribuições, doações e financiamentos de
instituições financeiras e organismos públicos ou privados, nacionais ou estrangeiros;
IV - valores recebidos a fundo perdido;
V rendimentos de aplicações financeiras;
VI - quaisquer outros recursos destinados ao Fundo.
Parágrafo único. O resultado dos recolhimentos financeiros será depositado
em conta bancária exclusiva e poderão ser aplicados no mercado financeiro ou de
capitais de maior rentabilidade, sendo que tanto o capital como os rendimentos somente
poderão ser usados para as finalidades específicas descritas nesta Lei.
Art. 33. O orçamento, a contabilidade e a administração do Fundo
Municipal de Saneamento Básico obedecerão às normas estabelecidas pela Lei nº
4.320/64, Lei Complementar 101/2000 e as estabelecidas no Orçamento Geral do
Município.
Parágrafo único. Os procedimentos contábeis do Fundo serão executados
pela Contabilidade Geral do Município.
CAPÍTULO X
DO CONSELHO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Art. 34. O Conselho Municipal de Saneamento Básico- CMSB, é o órgão
colegiado, de caráter consultivo na formulação da política municipal de saneamento
básico, no planejamento e na avaliação de sua execução, sendo responsável pelo
acompanhamento dos serviços prestados na área de saneamento básico, com as
seguintes atribuições:
I - formular as políticas de saneamento básico, definir estratégias e
prioridades, acompanhar e avaliar sua implementação;
II - discutir e aprovar o Plano Municipal de Saneamento;
III - aprovar as diretrizes e normas para a gestão do Fundo Municipal de
Saneamento Básico;
IV - deliberar sobre propostas de projetos de lei e programas de saneamento
financiados com recursos do Fundo Municipal de Saneamento;
V - avaliar as propostas de fixação, revisão e reajuste tarifário dos serviços de
saneamento básico;
VI - promover estudos destinados a adequar os anseios da população à
política municipal de saneamento;
VII - definir os critérios para comprovação de interesse público relevante ou
da existência de riscos elevados à saúde pública, para aplicação dos recursos do Fundo
Municipal de Saneamento, a título de concessão de subsídios ou a fundo perdido;
VIII - acompanhar o cumprimento das metas de universalização dos serviços
de saneamento fixadas no Plano Municipal de Saneamento Básico;
IX - monitorar o cumprimento da Política Municipal de Saneamento,
especialmente no que diz respeito ao fiel cumprimento de seus princípios e objetivos e a
adequada prestação dos serviços e utilização dos recursos;
X - atuar no sentido da viabilização de recursos destinados aos planos,
programas e projetos de saneamento;
XI - articular-se com outros conselhos existentes no Município e no Estado
com vistas à implementação do Plano Municipal de Saneamento;
XII - elaborar e aprovar o seu regimento interno, bem como o Regimento
Interno da Conferência Municipal de Saneamento Básico;
XIII - promover a articulação com as políticas de desenvolvimento urbano e
regional, de habitação, de combate à pobreza e de sua erradicação, de proteção
ambiental, de promoção da saúde e outras de relevante interesse social voltadas para a
melhoria da qualidade de vida, para as quais o saneamento seja fator determinante.
Art. 35. O Conselho Municipal de Saneamento Básico nomeado pelo Prefeito
Municipal mediante Decreto, para um mandato de 2 (dois) anos, admitida a recondução
será constituído paritariamente, por 12 (doze) membros, sendo 6 (seis) governamentais e 6
(seis) não governamentais, conforme abaixo:
I - Representantes dos seguintes órgãos governamentais, sendo um titular e
um suplente:
a) Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento
Sustentável;
b) Secretaria Municipal de Saúde;
c) Secretaria Municipal de Planejamento;
d) Secretaria Municipal de Fazenda ;
e) Secretaria Municipal de Infraestrutura;
f) SAAE Serviço Autônomo de Água e Esgoto.
II - Representantes das seguintes entidades não governamentais sendo um
titular e um suplente:
a) Associação Comercial, Industrial, de Serviços Agropecuária de Marechal
Cândido Rondon;
b) Sindicato Rural de Marechal Cândido Rondon;
c) Ordem dos Advogados do Brasil - OAB;
d) AREA-MCR Associação Regional dos Engenheiros e Arquitetos de
Marechal Cândido Rondon;
e) 2 (dois) representantes de Clubes de serviços (Rotary, Lions, etc.).
§ 1º Os representantes - titular e suplente - dos órgãos governamentais de
que trata o inciso I deste artigo serão de livre nomeação do Prefeito, exceto em relação
ao representante do SAAE, que deve ser indicado por ofício de seu Diretor-Presidente.
§ 2º Os representantes titular e suplente - das entidades não
governamentais de que tratam as alíneas "a", "b", "c" e "d" do inciso II deste artigo serão
indicados por ofício pelo respectivo seguimento.
§ 3º Os representantes titulares e suplentes - das entidades não
governamentais de que trata a alínea "e" do inciso II deste artigo serão indicados em
ofício de consenso entre todos os clubes de serviços, ou, mediante escolha em audiência
pública convocada e conduzida pelas próprias entidades.
§ 4º O Conselho Municipal de Saneamento Básico reunir-se-á ordinariamente
no período designado em seu regimento interno e, extraordinariamente, sempre que
convocado.
§ 5º Caberá ao Município fornecer toda estrutura física e de pessoal para o
regular funcionamento do Conselho.
§ 6º As reuniões do Conselho Municipal de Saneamento Básico serão
públicas e conduzidas pelo Presidente eleito entre os membros do conselho.
§ 7º Cada membro titular terá direito a um voto nas reuniões, sendo que os
suplentes somente terão direito ao voto em caso de ausência do titular respectivo.
§ 8º O presidente do Conselho somente votará em caso de empate.
§ 9º Ninguém poderá representar ou votar em nome de mais de uma
entidade numa mesma reunião do conselho.
Art. 36. O Conselho Municipal de Saneamento Básico terá a seguinte
organização interna:
I Plenária: instância máxima, composta por todos os Conselheiros, em
reuniões ordinárias e extraordinárias, nas quais são realizadas as deliberações, sempre
através de votação e registradas em ata;
II - Mesa Diretora, composta por:
a) Presidente;
b) Vice-Presidente;
c) Primeiro(a) Secretário(a);
d) Segundo(a) Secretário(a).
III - Comissões Temáticas e Especiais Temporárias: criadas, por meio de
Resolução do Conselho, com a finalidade de subsidiar as decisões, por meio de estudo ou
encaminhamentos relevantes e específicos na área de competência.
IV - Secretaria Executiva: exercida exclusivamente por um representante
governamental, responsável pelos encaminhamentos técnicos e administrativos
relacionados ao Conselho, tais como elaboração das pautas, atas, ofícios, resoluções e
suas respectivas publicações, e o que mais for designado no Regimento Interno.
Parágrafo único. As demais regras de estruturação e funcionamento do
Conselho deverão constar em Regimento Interno a ser elaborado pelo Conselho e
homologado por Decreto Municipal.
CAPÍTULO XI
DA PARTICIPAÇÃO POPULAR
Art. 37. A Participação Popular tem por objetivo valorizar e garantir a
participação e o envolvimento da comunidade, de forma organizada, na gestão pública
e nas atividades políticas administrativas.
Art. 38. A garantia da participação dos cidadãos é responsabilidade do
governo municipal e tem por objetivos:
I - a socialização do ser humano e a promoção do seu desenvolvimento
integral como indivíduo e membro da coletividade;
II - o pleno atendimento das aspirações coletivas no que se refere aos
objetivos e procedimentos da gestão pública, influenciando nas decisões e no seu
controle;
III - a permanente valorização e aperfeiçoamento do poder público como
instrumento a serviço da coletividade.
IV - os cidadãos podem participar das ações definidas nesta política por
meio da ouvidoria, da atuação da sociedade civil organizada, petição, participação nas
audiências públicas, reuniões do Conselho Municipal de Saneamento Básico e demais
formas que vierem a ser criadas e regulamentadas pelo poder executivo.
CAPÍTULO XII
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 39. Integram a presente Lei, como anexo, o Volume Único do Plano
Municipal de Saneamento Básico de Marechal Cândido Rondon contendo todos os
Relatórios do PMSB, incluindo todos os Programas, Projetos e Ações que deverão ser
executados.
Art. 40. Compete às autoridades máximas dos órgãos da Administração
Direta, Autárquica e Fundacional promover a capacitação sistemática dos servidores
municipais, para garantir a aplicação e a eficácia desta lei e das demais normas
pertinentes.
Art. 41. Este plano e sua implementação ficam sujeitos a contínuo
acompanhamento através das publicações dos indicadores da qualidade dos serviços,
bem como da implementação do PMSB, de acordo com os prazos estabelecidos no
plano.
Parágrafo único. Sem prejuízo do previsto no caput deste artigo, e na forma
do art. 19, § 4.º da Lei Federal n.º 11.445/2007, o PMSB deverá ser submetido à revisão
periódica geral em prazo não superior a 10 (dez) anos.
Art. 42. Ao Poder Executivo Municipal compete dar ampla divulgação do
PMSB e das demais normas municipais referentes ao saneamento básico.
Art. 43. Os regulamentos dos serviços de abastecimento de água,
esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e drenagem e
manejo das águas pluviais urbanas serão propostos pelo ente e aprovados pelo órgão
regulador, devendo ser respeitadas as regras dispostas em legislações que fixem políticas
ou planos municipais relacionados a tais serviços.
Art. 44. Enquanto não forem editados os regulamentos específicos ficam em
uso as atuais normas e procedimentos relativos aos serviços de água e esgotamento
sanitário, bem como as tarifas e preços públicos em vigor, que poderão ser reajustadas
anualmente pelos índices de correção setoriais adotados até a presente data.
Art. 45. Revogam-se as disposições em contrário, em especial as Leis
Municipais nº 4.737, de 12 março de 2015 e nº 4.781, de 27 de agosto de 2015.
Art. 46. Revoga-se ainda a Lei nº 4113, de 25 de setembro de 2009, sendo
aplicadas as disposições da Lei Federal n.º 14.898, de 13 de junho de 2024 para fins de
tarifa social.
Art. 47. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Gabinete do Prefeito do Município de Marechal Cândido Rondon, Estado
do Paraná, em 06 de maio de 2025.
ADRIANO BACKES
Prefeito
VALMIR MONTEIRO
Secretário Municipal de Administração
PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO
BÁSICO
PRODUTO 1 - PLANO DE TRABALHO
Município de Marechal Cândido Rondon - PR
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
PLANO DE TRABALHO
Marechal Cândido Rondon - PR
PREFEITURA MUNICIPAL DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PR
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
PLANO DE TRABALHO
EMPRESA LÍDER ENGENHARIA E GESTÃO DE CIDADES LTDA - ME
MARCIO RAUBER
PREFEITO MUNICIPAL
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
PLANO DE TRABALHO
Marechal Cândido Rondon - PR
EMPRESA DE PLANEJAMENTO CONTRATADA
EMPRESA LÍDER ENGENHARIA E GESTÃO DE CIDADES LTDA - ME
CNPJ: 23.146.943/0001-22
Avenida Antônio Diederichsen, nº 400 sala 301.
CEP 14.020-250 Ribeirão Preto/SP
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
PLANO DE TRABALHO
Marechal Cândido Rondon - PR
EQUIPE TÉCNICA
Robson Ricardo Resende
Engenheiro Sanitarista e Ambiental
CREA SC 99639-2
Osmani Vicente Jr.
Arquiteto e Urbanista
CAU A23196-7
Especialista em Gestão Ambiental para Municípios
Juliano Mauricio da Silva
Engenheiro Civil
CREA/PR 117165-D
Carmen Cecília Marques Minardi
Economista
CORECON SP 36677
Daniel Ferreira de Castro Furtado
Engenheiro Sanitarista e Ambiental
CREA/SC 118987-6
Paulo Guilherme Fuchs
Administrador
CRA/SC 21705
Paula Evaristo dos Reis de Barros
Advogada
OAB/MG 107.935
Carolina Bavia Ferrucio Bandolin
Assistente Social
CRESS/PR 10.952
Juliano Yamada Rovigati
Geólogo
CREA/PR 109.137/D
Guilherme Ribeiro Nogueira
Engenheiro Ambiental
CREA/SP 5070630877
Rafael Remoto Menezes
Engenheiro Ambiental
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
PLANO DE TRABALHO
Marechal Cândido Rondon - PR
EQUIPE TÉCNICA MUNICIPAL
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
PLANO DE TRABALHO
Marechal Cândido Rondon - PR
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO ........................................................................................... 8
INTRODUÇÃO ................................................................................................. 9
1. OBJETIVOS ............................................................................................ 10
1.1. DO PLANO DE TRABALHO .......................................................................... 10
1.2. DA REVISÃO DO PMSB ............................................................................ 10
2. METODOLOGIA GERAL ........................................................................ 11
3. PRODUTOS PREVISTOS PARA A REVISÃO DO PMSB...................... 12
3.1. PRODUTO 1 PLANO DE TRABALHO AJUSTADO .......................................... 14
3.2. PRODUTO 2 PLANO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL........................................... 14
3.3. PRODUTO 3 RELATÓRIO A - DO DIAGNÓSTICO TÉCNICO-PARTICIPATIVO ...... 15
3.4. PRODUTO 4 RELATÓRIO B - DA PROSPECTIVA E PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO
3.5. PRODUTO 5 - RELATÓRIO C - DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES ............ 20
3.6. PRODUTO 6 - RELATÓRIO D - SOBRE OS INDICADORES DE DESEMPENHO DO
PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO; RELATÓRIO FINAL DO PLANO
MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO MINUTA DE PROJETO DE LEI DO PLANO
MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO; ESTUDO DE VIABILIDADE TÉCNICA ECONÔMICA
FINANCEIRA...................................................................................................... 21
4. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO ... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .............................................................. 24
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
PLANO DE TRABALHO
Marechal Cândido Rondon - PR
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 Etapas e produtos da revisão do PMSB. .............................. 13
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 - Cronograma de Execução. ................................................... 23
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
PLANO DE TRABALHO
Marechal Cândido Rondon - PR
APRESENTAÇÃO
Este produto é parte integrante à revisão do Plano Municipal de
Saneamento Básico do Município de Marechal Cândido Rondon - PR. A revisão
do Plano Municipal de Saneamento Básico PMSB, abrange o conjunto de
serviços de infraestruturas e instalações dos setores de saneamento básico, que,
por definição, engloba o abastecimento de água, o esgotamento sanitário, a
limpeza urbana e o manejo de resíduos sólidos e a drenagem e o manejo de
águas pluviais urbanas.
O Plano Municipal de Saneamento Básico PMSB do Município de
Marechal Cândido Rondon visa estabelecer um planejamento das ações de
saneamento no município, atendendo aos princípios da Política Nacional de
Saneamento Básico, Lei n° 11.445/2007, alterada pelo Novo Marco Legal do
Saneamento Básico, Lei 14.026/2020, assim como as diretrizes da Política
Nacional dos Resíduos Sólidos - Lei Federal nº 12.305/2010, Política Nacional
de Recursos Hídricos - Lei Federal 9.433/1997, com vistas à melhoria da
salubridade ambiental, à proteção dos recursos hídricos e à promoção da saúde
pública.
Além disso, tal revisão tem por objetivo avaliar o andamento das ações
estabelecidas no Plano de Saneamento Vigente, regulamentado por legislação
municipal, como a Lei Municipal 4.781/2015, que institui o Plano Municipal de
Saneamento Básico e a Lei Municipal 4737/2015 que dispõe sobre a Política
Municipal de Saneamento Básico.
O presente relatório é apresentado ao município, com a descrição das
atividades referentes ao desenvolvimento dos trabalhos.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
PLANO DE TRABALHO
Marechal Cândido Rondon - PR
INTRODUÇÃO
A necessidade da melhoria da qualidade de vida aliada às condições, nem
sempre satisfatórias, de saúde ambiental e a importância de diversos recursos
naturais para a manutenção da vida, resultam na necessidade de adotar uma
política de saneamento básico adequada, considerando os princípios da
universalidade, equidade, desenvolvimento sustentável, entre outros.
A falta de planejamento municipal e a ausência de uma análise integrada
conciliando aspectos sociais, econômicos e ambientais resultam em ações
fragmentadas e nem sempre eficientes que conduzem para um desenvolvimento
desequilibrado e com desperdício de recursos.
A falta de saneamento ou adoção de soluções ineficientes trazem danos
ao meio ambiente, como a poluição hídrica e a poluição do solo que, por
consequência, influencia diretamente na saúde pública. Em contraposição,
ações adequadas na área de saneamento reduzem significativamente os gastos
com serviços de saúde.
Acompanhando a preocupação das diferentes escalas de governo com
questões relacionadas ao saneamento, a Lei nº 11.445 de 2007 estabeleceu as
diretrizes nacionais para o saneamento básico, atualizada pelo Novo Marco
Legal do Saneamento, Lei n° 14.026 de 15 de julho de 2020.
Nesse sentido, em 2015, o Município de Marechal Cândido Rondon
instituiu oficialmente seu Plano Municipal de Saneamento Básico,
estabelecendo, entre outras coisas, as diretrizes e ações para o setor de
saneamento para um horizonte de 20 anos, o qual será objeto de atualização
conforme metodologia apresentada neste Plano de Trabalho.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
PLANO DE TRABALHO
Marechal Cândido Rondon - PR
1. OBJETIVOS
1.1. Do Plano de Trabalho
O Plano de Trabalho é o documento balizador do processo construtivo da
revisão do PMSB, estipulando, por sua vez, metodologias, mecanismos e
procedimentos para sua realização.
A revisão do Plano será desenvolvida em oito etapas, através de
levantamentos bibliográficos, mapeamento das áreas de interesse, utilização de
ferramentas de geoprocessamento, análise de documentos, dados e indicadores
fornecidos pelo município, levantamentos de campo e visitas técnicas para
produção de dados primários, entrevistas e coleta de dados com técnicos e
representantes da sociedade bem como de atores chave relevantes para sua
elaboração.
1.2. Da Revisão do PMSB
O objetivo do PMSB a ser revisado deverá contemplar tópicos que
possibilitem o fomento e a melhoria contínua na prestação de serviços públicos
nos quatro eixos de saneamento básico sob a responsabilidade do município.
Ainda, é de suma importância mobilizar a sociedade para a sensibilização
e participação da revisão do Plano do município objeto deste trabalho, uma vez
que é importante o envolvimento da população nas discussões acerca do Plano,
para que assim haja um desenvolvimento de forma efetiva do mesmo.
Neste sentido, são Objetivos Específicos da revisão do PMSB do
Município de Marechal Cândido Rondon, o diagnóstico e o prognóstico dos 4
eixos do saneamento básico, sendo eles:
· abastecimento de água: constituído pelas atividades,
infraestruturas e instalações necessárias ao abastecimento público
de água potável, desde a captação até as ligações prediais e
respectivos instrumentos de medição;
· esgotamento sanitário: constituído pelas atividades, infraestruturas
e instalações operacionais de coleta, tratamento e disposição final
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adequados de esgotos sanitários desde as ligações prediais até o
lançamento final do efluente tratado ao meio ambiente;
· drenagem e manejo de águas pluviais urbanas: conjunto de
atividades, infraestruturas e instalações operacionais de drenagem
urbana de águas pluviais, de transporte, detenção ou retenção para
o amortecimento de vazões de cheias, tratamento e disposição
final das águas pluviais; e
· limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos: compreendendo o
conjunto de atividades de infraestrutura tais como instalações
operacionais de coleta, manipulação, transporte, transbordo,
tratamento e monitoramento e destino final dos resíduos sólidos
(domiciliares, de limpeza urbana, sólidos urbanos, de
estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços, de
serviços públicos de saneamento básico, industriais, de serviços
de saúde, da construção civil, agrossilvopastoris, de transporte e
mineração), a partir de suas caracterizações, normas e leis
pertinentes, sobretudo em atendimento às diretrizes da Lei 12.305
de 02 de agosto de 2010 que institui a Política Nacional de
Resíduos Sólidos.
2. METODOLOGIA GERAL
Para a revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico do Município
de Marechal Cândido Rondon, serão adotadas as diretrizes estabelecidas na Lei
nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, que define as diretrizes nacionais e
estabelece a Política Nacional de Saneamento Básico. Inclusive com as
alterações preconizadas pelo Novo Marco Legal do Saneamento Básico, Lei nº
14.026 de 15 de julho de 2020, bem como a Lei nº 12.305, de 2 de agosto de
2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, além de estar em
consonância com o Plano Diretor do Município.
As atividades desenvolvidas serão aquelas elencadas para cumprir tanto
o preconizado na legislação supracitada como o requerido pelo Termo de
Referência e consistirão em:
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· Refletir as necessidades e anseios da população local, devendo,
para tanto, resultar do planejamento democrático e participativo,
para que atinja sua função social;
· Levantamento e sistematização de dados primários e secundários
sobre o paradigma atual do saneamento no Município de Marechal
Cândido Rondon;
· Consultas públicas, de modo a democratizar o processo e mobilizar
a sociedade em uma construção participativa do Plano Municipal
de Saneamento Básico do Município de Marechal Cândido
Rondon;
· Audiências Públicas para validação com posterior consolidação
dos dados e propostas elencados na mesma, resultando na Versão
Final do Plano do Município de Marechal Cândido Rondon.
Destaca-se que as audiências públicas previstas no Termo de Referência,
quanto as questões relativas a logística, mobilização e alimentação dos
participantes, durante a realização, serão de responsabilidade da Prefeitura
Municipal. Desta forma, o item a seguir detalha as atividades anteriormente
citadas.
3. PRODUTOS PREVISTOS PARA A REVISÃO DO PMSB
Os tópicos a seguir trarão as definições das etapas necessárias para
realização dos trabalhos, segundo o Termo de Referência e a legislação
aplicável, para a revisão e atualização do PMSB do Município de Marechal
Cândido Rondon. O fluxograma da figura abaixo resume as etapas, os produtos
e os eventos para a revisão do Plano.
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Figura 1 Etapas e produtos da revisão do PMSB.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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3.1. Produto 1 Plano de Trabalho Ajustado
O plano de trabalho constitui de um documento referência dos serviços
propostos, consistem em um esquema visual e composto por texto, que lista
todas as ações e etapas que precisam ser realizadas para concluir um projeto
específico.
Nesta primeira etapa, a equipe técnica da Líder Engenharia e Gestão de
Cidades apresenta por meio do referido documento, para o município, a proposta
do Plano de Trabalho, contendo:
· Equipe técnica;
· A metodologia geral de construção da revisão do PMSB;
· Descrição das atividades necessárias para cumprir os objetivos de
cada etapa do PMSB;
· Processo de participação da sociedade, cronograma das etapas de
elaboração dos produtos;
· Previsão de consultas ou audiências públicas.
Nesta etapa também será definido através da Prefeitura Municipal os
membros do Grupo de Trabalho GT e outros comitês necessários, o qual serão
constituídos por representantes do poder público e da comunidade para
acompanhamento da revisão do PMSB.
O Plano de Trabalho será apresentado ao GT para validação e
apresentação das etapas de elaboração do projeto.
3.2. Produto 2 Plano de Mobilização Social
A participação da população em processos decisórios é fundamental para
garantir a corresponsabilidade entre órgão público e comunidade. O Município
deve conceber mecanismos de envolvimento da sociedade durante todo o
processo de revisão do plano.
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Para garantir a participação e a integração efetiva de toda população, a
prefeitura deve usar como elementos base à mobilização social uma estrutura
de contato já formalizada no município, com o auxílio do conselho municipal de
saneamento e demais conselhos municipais, como o de saúde, de assistência
social, do idoso, de educação, de meio ambiente, do desenvolvimento da
agricultura e meio ambiente entre outros. A prefeitura deverá fazer uso desta
base de contatos e do conhecimento de seus conselheiros para a divulgação e
disseminação do plano.
Desde o início da revisão do plano, haverá abertura para participação
social e democrática, a qual permanecerá durante todas as etapas do plano,
garantindo que ações vinculadas atendam às necessidades da população,
assegurando melhoria da qualidade de vida e sustentabilidade.
O Plano de Mobilização Social visa dar suporte metodológico à
participação concreta da população na revisão do PMSB e o seu papel está
presente em todas as etapas, assim como no conjunto total do plano. Além dos
objetivos gerais, o processo participativo também deverá contemplar os objetivos
específicos para cada etapa do plano.
3.3. Produto 3 Relatório A - do diagnóstico técnico-participativo
Os estudos para a caracterização municipal e diagnóstico serão
elaborados a partir de dados primários e secundários, de acordo com a
disponibilidade e a necessidade técnica para desenvolvimento dos produtos.
A caracterização e atualização das informações serão realizadas através
do levantamento em bancos de dados oficiais, da realização de visitas para a
identificação e discussão da realidade atual dos serviços de saneamento básico
água, esgoto e resíduos - no município. Esse processo também se dará por
meio de reunião com o GT, levantamento in loco de dados primários,
fornecimento de dados administrativos através do preenchimento de formulários,
SIG e software de geoprocessamento, além de dados da infraestrutura de gestão
do município atualizadas de modo a subsidiar o processo de elaboração do
Plano.
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O diagnóstico apresentará a situação atual nos quatro eixos do
saneamento básico e apontará quais foram as alterações acerca da versão
anterior do PMSB, tanto na parte relativa aos 4 eixos quanto a caracterização
socioeconômica.
O diagnóstico dos serviços públicos de saneamento básico englobará
todo o território do município, zonas urbanas e rurais e será elaborado com base
nas informações bibliográficas, inspeções de campo, dados secundários
disponibilizados pela Prefeitura e na leitura comunitária feita por meio de
questionários e entrevistas semiestruturadas, a serem aplicados nas localidades
inseridas na área de estudo, conforme necessidade.
A base cartográfica a ser adotada para detalhamento do plano será
fornecida pelo município e, quando inexistente, coletada em bases oficiais como
IBGE, INPE e outros, assim como todas as demais informações de que é
detentora ou de que possa ter acesso. O diagnóstico, de forma geral conterá,
entre outros, os seguintes tópicos:
· Coleta de dados e informações;
o Estrutura e capacidade institucional existente para a gestão
dos serviços, situação dos sistemas de saneamento básico
nos seus 4 (quatro) componentes em termos de cobertura e
de qualidade da prestação dos serviços, situação
socioeconômica e capacidade de pagamento dos usuários
e demais informações pertinentes dos órgãos municipais,
estaduais e federais.
· Visitas de campo;
· Caracterização do eixo Abastecimento de Água Potável;
o caracterização da cobertura e qualidade dos serviços,
consumo per capita, existência de outorgas de captações,
qualidade da água tratada e distribuída, avaliação da
disponibilidade e demanda de água dos mananciais,
descrição e avaliação dos sistemas de abastecimento de
água existentes, identificação de projetos futuros dos
sistemas, caracterização da prestação dos serviços e
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levantamento aéreo, por meio de VANT, para confecção de
ortofoto dos sistemas de abastecimento de água potável.
· Caracterização do eixo Esgotamento Sanitário;
o caracterização da cobertura e qualidade dos serviços,
existência de outorgas de lançamento de efluentes, situação
atual x capacidade de atendimento, descrição e avaliação
dos sistemas de esgotamento sanitário existentes,
identificação de projetos futuros dos sistemas, condições
dos corpos receptores, caracterização da prestação dos
serviços e levantamento aéreo, por meio de VANT, para
confecção de ortofoto dos sistemas de esgotamento
sanitário.
· Caracterização do eixo Limpeza Urbana e Resíduos Sólidos;
o diagnóstico da situação dos resíduos sólidos gerados,
identificação de áreas para disposição final dos rejeitos,
identificação dos geradores sujeitos a plano de
gerenciamento específico ou sistema de logística reversa,
procedimentos operacionais e especificações mínimas a
serem adotados (Lei nº 11.445/2007), regras para o
transporte e outras etapas do gerenciamento de resíduos
sólidos, identificação dos passivos ambientais relacionados
aos resíduos sólidos, incluindo áreas contaminadas, e
respectivas medidas saneadoras, descrição e análise da
situação dos sistemas de acondicionamento, coleta,
transporte, transbordo, manuseio, tratamento e disposição
final dos resíduos sólidos, identificação da cobertura da
coleta porta a porta, análise dos serviços de varrição,
serviços especiais e coleta seletiva, informação de áreas
identificadas de risco de poluição/contaminação e de áreas
já contaminadas por resíduos sólidos e levantamento aéreo,
por meio de VANT, para confecção de ortofoto dos locais de
deposição de resíduos.
· Caracterização do Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais.
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o análise dos sistemas de manejo e drenagem das águas
pluviais (macro e microdrenagem) e das técnicas e
tecnologias adotadas, identificação das deficiências no
sistema natural de drenagem a partir de estudos
hidrológicos, análise das condições de operação e
manutenção dos sistemas existentes, caracterização e
complementação da indicação cartográfica das áreas de
risco (enchentes, inundações e escorregamentos), análise
dos processos erosivos e sedimentológicos e sua influência
na degradação das bacias e riscos (enchentes, inundações
e escorregamentos).
Os eventos e atividades de participação social (audiências públicas ou
consultas públicas) terão os dias, horários e locais de realização sugeridos pela
Líder Engenharia e Gestão de Cidades e posteriormente aprovados pela
Prefeitura Municipal. Deverão ser precedidos de ampla divulgação, no intuito de
atingir o maior número possível de pessoas, cada qual com relatório, lista de
participantes e fotografias.
Tal registro fará parte do Relatório da Consulta Pública e Audiência
Pública, parte integrante da Versão Final do Plano Municipal de Saneamento
Básico.
Algumas atividades poderão ser desenvolvidas de forma virtual, com
metodologias que não prejudiquem os objetivos e funcionalidade das mesmas,
tampouco sua participação popular e democrática. As plataformas usuais usadas
pela empresa para esses eventos são a Microsoft Teams® e a Google Meet®,
dada sua facilidade de utilização, bem como a possibilidade de acessar a sala
de encontro sem a necessidade de instalar programas.
Por fim, a participação e o empoderamento da sociedade firmar-se-ão ao
final da elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico por meio de
audiência pública para apresentação e validação da versão final do plano.
Além das formas de participação supracitadas, o Diagnóstico também
será avaliado pelo Grupo de Trabalho.
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3.4. Produto 4 Relatório B - da prospectiva e planejamento
estratégico
O Prognóstico, contendo as soluções necessárias para a problemática
identificada referente aos serviços públicos de saneamento básico e a análise e
seleção das alternativas serão realizadas de forma a projetar os estados
progressivos de desenvolvimento. O mesmo objetiva a melhoria das condições
em que vivem as populações urbanas e rurais no que diz respeito à sua
capacidade de inibir, prevenir ou impedir a ocorrência de doenças relacionadas
com o meio ambiente através da universalização do acesso aos serviços de
saneamento básico.
A partir dos resultados das propostas de intervenção nos diferentes
cenários, será selecionado o conjunto de alternativas que promoverá a
compatibilização quali-quantitativa entre demandas e disponibilidade de
serviços, o qual se caracterizará como o cenário normativo, que deverá nortear
as ações do setor para atingir a situação desejada e necessária, tendo em vista
as projeções realizadas e os objetivos propostos
A projeção populacional será realizada por meio dos métodos do
Crescimento, Aritmético, Previsão e do método Geométrico. Serão utilizados os
levantamentos dos anos de 1970, 1980, 1991, 2000 e 2010, do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE.
A fim de definir qual dos métodos matemáticos mais se adequa a
realidade do município, serão obtidas as linhas de tendência para os dados do
IBGE, através de software de processamento de dados, utilizando-se quatro
tipos diferentes de curvas: logarítmica, linear, polinomial e exponencial.
A evolução da população e a taxa de crescimento (%) ano a ano, obtidos
através do ajuste dos dados do IBGE, são determinadas a partir da curva que
melhor se ajusta aos dados do próprio IBGE.
O prognóstico do sistema de abastecimento de água, esgotamento
sanitário, limpeza urbana e drenagem pluvial abordarão os seguintes aspectos:
· Previsão da demanda anual da área de planejamento, ao longo dos
20 anos após o início da ocupação da área e estabelecimento da
curva de demanda de água ao longo desse tempo;
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· Criação de cenários alternativos de demandas por serviços de
Saneamento Básico, os quais obedecerão às mesmas premissas
estabelecidas no PMSB vigente;
· Estabelecimentos de Objetivos e Metas que serão propostos de
forma gradual e apoiados em indicadores. Serão estabelecidas
metas de curto, médio e longos prazos definidos pelo PMSB
compatíveis e articulados com os seus objetivos de
universalização. Os prazos para as metas serão os mesmos do
vigente PMSB.
3.5. Produto 5 - Relatório C - dos programas, projetos e ações
Esta etapa consiste na elaboração dos programas, projetos e ações
concebido sob o viés estratégico compatível com as aspirações sociais e com as
características socioeconômicas do município.
Neste item também serão detalhadas medidas a serem tomadas por meio
da estruturação de programas, projetos e ações especificas para cada eixo do
setor de saneamento hierarquizadas de acordo com os anseios da população e
as deficiências expostas na etapa de diagnóstico.
Os programas, projetos e ações necessárias para atingir os objetivos e
metas devem ser compatíveis com os respectivos planos plurianuais e com
outros planos governamentais correlatos, identificando possíveis fontes de
financiamento e as formas de acompanhamento e avaliação e de integração
entre si e com outros programa e projetos de setores afins.
Serão também apresentadas, a programação de investimentos que
contemple ações integradas e ações relativas a cada um dos serviços, com a
estimativa de valores, cronograma das aplicações, fontes de recursos, dentro da
perspectiva de universalização do atendimento, com nível de detalhes
diferenciados para cada etapa.
Na etapa de Prognóstico serão efetivamente elaboradas as estratégias de
atuação para melhoria das condições dos serviços de saneamento. A
programação das ações do Plano será desenvolvida em duas etapas distintas:
uma imediata ao início dos trabalhos, chamada de Programação de Ações
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Imediatas e a outra denominada de Programação das Ações (Curto, Médio e
Longo Prazo), resultante do próprio desenvolvimento do Plano. Serão
priorizadas as temáticas propostas no PMSB vigente e incluídas outras
temáticas, caso necessário.
O planejamento estratégico pressupõe uma visão prospectiva da área e
dos itens de planejamento por meio de instrumentos de análise e antecipação,
construídos de forma coletiva pelos diferentes atores, técnicos e sociais.
Nesta etapa serão feitas as projeções das carências dos serviços de
saneamento, os objetivos e metas para o horizonte de projeto (20 anos),
particionadas em:
· Curto prazo - anual ou até 04 anos;
· Médio prazo - entre 04 e 08 anos;
· Longo prazo - acima de 08 e até 20 anos.
3.6. Produto 6 - Relatório D - sobre os indicadores de desempenho do
Plano Municipal de Saneamento Básico; Relatório final do Plano
Municipal de Saneamento Básico Minuta de projeto de Lei do Plano
Municipal de Saneamento Básico; Estudo de Viabilidade Técnica
Econômica Financeira
O último produto consistirá na compilação de todos os relatórios
elaborados anteriormente, o Estudo de Viabilidade Técnica e Econômico-
Financeira, Monitoramento e Avaliação e o Projeto de Lei para aprovação do
Plano Municipal de Saneamento Básico. Tais etapas e produtos deverão ser
consolidados e aprovados pelas referidas municipalidades e seu Grupo de
Trabalho.
Uma das etapas deste produto consiste na definição da metodologia, dos
sistemas, procedimentos e indicadores para o monitoramento e avaliação da
implantação e eficiência do PMSB e do Plano de Contingência e Emergência,
pelos órgãos regionais (se existirem) e entidades estaduais e federais.
Entende-se como emergencial o acontecimento perigoso, que leva a uma
situação crítica, incidental ou urgente. A contingência, por sua vez, é aquilo que
pode ou não suceder, a incerteza, a eventualidade.
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A existência de um plano para lidar com possíveis emergências ou
contingências que venham a surgir diminui consideravelmente o tempo de
resposta às crises, garantindo mais segurança à população.
Além disso, neste produto constará a análise da avaliação sobre o
funcionamento do Sistema de Informação Municipal de Saneamento Básico e,
caso necessário a revisão do Termo de Referência para Elaboração do Sistema
de Informação Municipal de Saneamento Básico.
O Relatório Final do Plano Municipal de Saneamento Básico do Município
de Marechal Cândido Rondon, será apresentado em uma Audiência Pública ou
Consulta Pública a ser realizada, no âmbito de todo o território municipal,
objetivando a validação do Plano.
Após a realização da Audiência Pública Municipal de Saneamento Básico
e a validação pelo GT, será procedida pela Líder Engenharia e Gestão de
Cidades a sistematização das discussões, dos encaminhamentos e das
proposições estabelecidas no evento, objetivando embasar a consolidação da
proposta definitiva do Plano Municipal de Saneamento Básico.
Com base no documento de sistematização da Audiência Pública
Municipal de Saneamento Básico, será apresentada pela empresa o Relatório
Final do Plano Municipal de Saneamento Básico do Município.
Os produtos corresponderão aos conteúdos definidos, identificáveis e
compreensíveis em si que de forma articulada e sequencial, representam o
processo em todas as suas etapas.
4. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO
A figura abaixo mostra o cronograma de execução para a revisão do Plano
Municipal de Saneamento Básico do Município de Marechal Cândido Rondon -
PR.
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Tabela 1 - Cronograma de Execução.
Produtos Etapas Mês 1 Mês 2 Mês 3 Mês 4 Mês 5 Mês 6 Mês 7
Plano de Trabalho Ajustado
Plano de Trabalho
Plano de Mobilização Social Mobilização Social
Relatório A - do diagnóstico Diagnóstico do Saneamento
técnico-participativo Básico
Relatório B - da prospectiva e Prognóstico, Objetivos e Metas
planejamento estratégico
Programas, Projetos e Ações
Relatório C - dos programas,
projetos e ações Estudo de Viabilidade Técnica e
Econômico-Financeira
Relatório D - sobre os indicadores
de desempenho do Plano Monitoramento e Avaliação
Municipal de Saneamento Básico; Projeto de Lei para aprovação do
Relatório final do Plano Municipal Plano Municipal de Saneamento
de Saneamento Básico Minuta de
projeto de Lei do Plano Municipal Básico
de Saneamento Básico; Estudo de Plano Municipal de Saneamento
Viabilidade Técnica Econômica Básico (PMSB): corresponde à
Financeira consolidação dos produtos
anteriores, exceto o Plano de
Trabalho, em um único documento
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2022.
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PLANO DE TRABALHO
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília DF,
1988.
BRASIL. Lei Federal nº 11.445/2007 Política Nacional de Saneamento Básico.
Brasília DF, 2007.
BRASIL. Lei Federal nº 12.305/2010 Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Brasília DF, 2010.
BRASIL. Lei Federal nº 14.026/2020 Novo Marco Legal do Saneamento. Brasília
DF, 2020.
MARECHAL CÂNDIDO RONDON. Lei Municipal 4.781/2015 Institui o Plano
Municipal de Saneamento Básico. Marechal Cândido Rondon PR, 2015.
MARECHAL CÂNDIDO RONDON. Lei Municipal 4737/2015 Dispõe sobre a
Política Municipal de Saneamento Básico. Marechal Cândido Rondon PR, 2015.
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BÁSICO
PRODUTO 2 - PLANO DE MOBILIZAÇÃO
SOCIAL
Município de Marechal Cândido Rondon - PR
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PREFEITURA MUNICIPAL DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PR
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PLANO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL
EMPRESA LÍDER ENGENHARIA E GESTÃO DE CIDADES LTDA - ME
MARCIO RAUBER
PREFEITO MUNICIPAL
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PLANO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL
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EMPRESA DE PLANEJAMENTO CONTRATADA
EMPRESA LÍDER ENGENHARIA E GESTÃO DE CIDADES LTDA - ME
CNPJ: 23.146.943/0001-22
Avenida Antônio Diederichsen, nº 400 sala 301.
CEP 14.020-250 Ribeirão Preto/SP
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PLANO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL
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EQUIPE TÉCNICA
Robson Ricardo Resende
Engenheiro Sanitarista e Ambiental
CREA SC 99639-2
Osmani Vicente Jr.
Arquiteto e Urbanista
CAU A23196-7
Especialista em Gestão Ambiental para Municípios
Juliano Mauricio da Silva
Engenheiro Civil
CREA/PR 117165-D
Carmen Cecília Marques Minardi
Economista
CORECON SP 36677
Daniel Ferreira de Castro Furtado
Engenheiro Sanitarista e Ambiental
CREA/SC 118987-6
Paulo Guilherme Fuchs
Administrador
CRA/SC 21705
Paula Evaristo dos Reis de Barros
Advogada
OAB/MG 107.935
Carolina Bavia Ferrucio Bandolin
Assistente Social
CRESS/PR 10.952
Juliano Yamada Rovigati
Geólogo
CREA/PR 109.137/D
Guilherme Ribeiro Nogueira
Engenheiro Ambiental
CREA/SP 5070630877
Rafael Remoto Menezes
Engenheiro Ambiental
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PLANO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL
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COMISSÃO DE ESTUDO E ATUALIZAÇÃO DO PMSB
(PORTARIA nº 292/2022)
RODRIGO EMERSON COPETTI
Secretaria Municipal de Administração
MARIANE KRAUSE
Secretaria Municipal de Administração
ANDRÉ ORLANDO SOFFA
Secretaria Municipal de Agricultura e Política Ambiental
MARCOS JOSÉ CHAVES
Secretaria Municipal de Agricultura e Política Ambiental
GEANE MICHELE ROSA
Secretaria Municipal de Coordenação e Planejamento
ROMEU AKIO SHINKAWA
Secretaria Municipal de Coordenação e Planejamento
ANA PAULA SCHERER
Serviço Autônomo de Água e Esgoto SAAE
LEIA INES KROTH BOHNEN
Serviço Autônomo de Água e Esgoto SAAE
VINICIUS DE SOUZA RIBEIRO
Serviço Autônomo de Água e Esgoto SAAE
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
PLANO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL
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SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO ......................................................................................................7
INTRODUÇÃO ............................................................................................................8
1. OBJETIVOS DO PLANO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL...................................9
2. ESTRUTURA DO PLANO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL ...............................12
2.1. ETAPAS E EVENTOS............................................................................................. 12
2.2. ESTRUTURA DOS EVENTOS .................................................................................. 13
2.3. AUDIÊNCIAS PÚBLICAS......................................................................................... 14
2.4. PORTAL VIRTUAL................................................................................................. 14
2.5. EVENTOS VIRTUAIS ............................................................................................. 14
2.6. REUNIÕES TÉCNICAS E GRUPO DE DEBATE ........................................................... 15
2.7. METODOLOGIA PEDAGÓGICA ................................................................................ 15
2.8. COMUNICAÇÃO.................................................................................................... 16
2.9. PUBLICIDADE ...................................................................................................... 17
2.10. DIVULGAÇÃO E ACESSO À INFORMAÇÃO ................................................................ 17
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.........................................................................19
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
PLANO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL
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APRESENTAÇÃO
Este produto é parte integrante da revisão do Plano Municipal de Saneamento
Básico (PMSB) de Marechal Cândido Rondon - PR. A revisão do PMSB, abrange o
conjunto de serviços de infraestruturas e instalações dos setores de saneamento
básico, que, por definição, engloba o abastecimento de água, o esgotamento sanitário,
a limpeza urbana e o manejo de resíduos sólidos e a drenagem e o manejo de águas
pluviais urbanas.
O PMSB do Município de Marechal Cândido Rondon visa estabelecer um
planejamento das ações de saneamento no município, atendendo aos princípios da
Política Nacional de Saneamento Básico, Lei n° 11.445/2007, alterada pelo Novo
Marco Legal do Saneamento Básico, Lei 14.026/2020, assim como as diretrizes da
Política Nacional dos Resíduos Sólidos - Lei Federal nº 12.305/2010, Política Nacional
de Recursos Hídricos - Lei Federal 9.433/1997, com vistas à melhoria da salubridade
ambiental, à proteção dos recursos hídricos e à promoção da saúde pública.
Além disso, tal revisão tem por objetivo avaliar o andamento das ações
estabelecidas no Plano de Saneamento Vigente, regulamentado por legislação
municipal, como a Lei Municipal 4.781/2015, que institui o Plano Municipal de
Saneamento Básico e a Lei Municipal 4737/2015 que dispõe sobre a Política Municipal
de Saneamento Básico.
O presente relatório é apresentado ao município, com a descrição das
atividades referentes ao desenvolvimento dos trabalhos de Mobilização Social para
melhor definir o processo participativo na construção da revisão do PMSB do
Município de Marechal Cândido Rondon.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
PLANO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL
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INTRODUÇÃO
A necessidade da melhoria da qualidade de vida aliada às condições, nem
sempre satisfatórias, de saúde ambiental e a importância de diversos recursos
naturais para a manutenção da vida, resultam na necessidade de adotar uma política
de saneamento básico adequada, considerando os princípios da universalidade,
equidade, desenvolvimento sustentável, entre outros.
A participação da população em processos decisórios é fundamental para
garantir a corresponsabilidade entre órgão público e comunidade. O Município deve
conceber mecanismos de envolvimento da sociedade durante todo o processo de
elaboração do PMSB.
Para garantir a participação e a integração efetiva de toda população, serão
utilizadas como elementos base à mobilização social uma estrutura de contato já
formalizada no município, com o auxílio dos conselhos municipais e demais
segmentos da sociedade civil organizada. Estas bases de contatos e de conhecimento
de seus conselheiros serão utilizadas para a elaboração e divulgação do PMSB.
Desde o início da elaboração do plano, haverá abertura para participação social
e democrática, a qual permanecerá durante todas as etapas de revisão do PMSB,
garantindo que ações vinculadas ao plano atendam às necessidades da população,
assegurando melhoria da qualidade de vida e sustentabilidade.
Assim, este Plano de Mobilização Social inerente à revisão do Plano Municipal
de Saneamento Básico aborda a metodologia pedagógica e a estruturação dos
eventos, assim como a execução das reuniões.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
PLANO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL
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1. OBJETIVOS DO PLANO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL
Deve o Plano de Mobilização Social ser alimentador do processo construtivo
da elaboração do PMSB, estipulando, por sua vez, metodologias, mecanismos e
procedimentos a fim de sensibilizar o maior número de atores para o trabalho a ser
realizado, arrecadando dados e informações, para uma "leitura técnica" do Município
de forma geral.
A Lei nº 11.445/2007 e principalmente o Novo Marco Legal do Saneamento
Básico, Lei 14.026, que define as diretrizes nacionais para o saneamento básico,
estabelece o controle social como um de seus princípios fundamentais e o define
como o "conjunto de mecanismos e procedimentos que garantem à sociedade
informações, representações técnicas e participações nos processos de formulação
de políticas de planejamento e de avaliação relacionados aos serviços públicos de
saneamento".
O objetivo é mobilizar a sociedade para a sensibilização e participação da
revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) em cada uma das etapas
deste trabalho, uma vez que é importante o envolvimento da população nas
discussões acerca do plano, para que assim haja um desenvolvimento de forma
efetiva do mesmo.
Tal objetivo pode ser melhor compreendido na exposição dos objetivos
específicos que seguem abaixo:
· Refletir as necessidades e anseios da população;
· Apresentar caráter democrático e participativo, considerando sua função
social;
· Envolver a sociedade durante todo o processo de elaboração do PMSB;
· Sensibilizar a sociedade para a responsabilidade coletiva na
preservação e conservação dos recursos naturais;
· Estimular os segmentos sociais a participarem do processo de gestão
ambiental; e
· Estimular a criação de novos grupos representativos da sociedade não
organizada através da criação de conselhos ou fóruns relacionados à
temática que defenda os interesses dos usuários dos serviços de
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saneamento básico, tendo em vista o princípio da universalização desse
setor.
Sendo assim, percebe-se a importância dada ao estímulo à participação da
sociedade, processo que permitirá elaborar um plano coerente e adequado com a
realidade local e capaz de promover a melhoria da qualidade de vida da população
municipal propiciados por uma melhor prestação dos serviços públicos de
saneamento básico.
A participação da população em processos decisórios é fundamental para
garantir a corresponsabilidade entre órgão público e comunidade. Conforme o Termo
de Referência, deve-se conceber mecanismos de envolvimento da sociedade durante
todo o processo de elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico PMSB.
O Plano será aprovado em audiência pública, após um período de consulta pública,
física e virtual, para eventuais contribuições e complementações.
A participação social na metodologia de planejamento do PMSB é a base
fundamental de todas as ações, tem caráter continuo e estará em todas as fases,
como disposto na Figura 1.
Figura 1 - Fluxograma do Planejamento estratégico do PMSB
Fonte: Modificado de FUNASA 2012
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O principal objetivo do Plano de Mobilização Social é garantir a efetiva
participação social e democrática na elaboração do PMSB de forma a criar um
sentimento de corresponsabilidade na população por meio da construção participativa
do mesmo, e par isso, tem como diretrizes:
· Refletir as necessidades e anseios da população;
· Apresentar caráter democrático e participativo, considerando sua função
social;
· Envolver a sociedade durante todo o processo de elaboração do PMSB;
· Sensibilizar a sociedade para a responsabilidade coletiva na
preservação e conservação dos recursos naturais;
· Estimular os segmentos sociais a participarem do processo de gestão
ambiental; e
· Estimular a criação de novos grupos representativos da sociedade não
organizada.
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2. ESTRUTURA DO PLANO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL
2.1. Etapas e Eventos
O fluxograma exibido na Figura 2 mostra os eventos previstos para cada etapa
da elaboração da revisão do PMSB do município de Marechal Cândido Rondon.
Figura 2 - Produtos e eventos previstos.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2021.
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2.2. Estrutura dos Eventos
Os eventos e atividades de participação e mobilização social deverão ser
convocados, através de publicação oficial, com antecedência mínima de 15 (quinze)
dias corridos da data da sua realização e deverão ser precedidos de ampla divulgação,
no intuito de atingir o maior número possível de pessoas, cada qual com relatório, lista
de participantes e fotografias que serão de responsabilidade da empresa Líder
Engenharia e Gestão de Cidades.
Tal registro fará parte do Relatório da Consulta Pública e Audiência Pública,
parte integrante da Versão Final do Plano Municipal de Saneamento Básico, que ficará
disponível à consulta da população como os demais documentos produzidos durante
a elaboração do Plano.
Ocorrerão seguindo o detalhamento dado com relação ao número, distribuição
e objetivos. No entanto, devem ser considerados alguns aspectos adicionais quanto
sua realização:
· A inscrição será feita por meio de lista de presença, com a devida
identificação dos participantes;
· Será feita a exposição dos temas da elaboração do Plano pelos técnicos
e posteriormente aberto espaço para a discussão junto com a sociedade;
· As propostas deverão ser apresentadas na forma escrita e serão
consideradas na Construção de Planos, Projetos e Ações do Plano;
· Todos os presentes terão direito a voz;
· No final será aberto espaço para os últimos questionamentos ou
considerações quando os presentes poderão se manifestar mediante
inscrição prévia;
· O tempo para intervenção oral dos presentes será limitado em três
minutos por participante.
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2.3. Audiências Públicas
A audiência pública é um espaço de democracia participativa reconhecido e
garantido por lei. Por meio das audiências, grupos e indivíduos podem expressar
pontos de vista e necessidades diretamente a gestores públicos. Isso ajuda a melhorar
o trabalho do poder público e traz mais poder à sociedade civil. O conteúdo da
audiência será apresentado à Comissão de estudo e atualização do Plano Municipal
de Saneamento Básico- PMSB com no mínimo 10 (dez) dias de antecedência da data
do evento e serão estruturadas com, no mínimo, os seguintes itens:
· Apresentação do conteúdo técnico;
· Divulgação e envio dos convites com no mínimo 10 (dez) dias de
antecedência;
· Carga horária mínima de 1 (uma) hora;
· Local com capacidade mínima para os participantes;
· Material mínimo: microcomputador, projetor multimídia e equipamento de
áudio (quando necessário);
· Lista de presença contendo o nome, instituição, telefone e e-mail do
participante;
· Facilitador(es) técnico(s) da Líder Engenharia e Gestão de Cidades para
conduzir os trabalhos.
2.4. Portal Virtual
Serão disponibilizados no site oficial da prefeitura, pela Líder Engenharia e
Gestão de Cidades juntamente com a administração municipal, todos os documentos
e consultas necessários e pertinentes à construção do Plano, facilitando assim a
participação democrática da sociedade em sua elaboração.
2.5. Eventos Virtuais
Devido à dinâmica e objetivando a otimização e fluidez dos trabalhos, algumas
atividades poderão ser desenvolvidas de forma virtual, com metodologias que não
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prejudiquem os objetivos e funcionalidade das mesmas, tampouco sua participação
popular e democrática.
2.6. Reuniões Técnicas e Grupo de Debate
Para tornar mais eficiente e eficaz a comunicação entre os envolvidos com a
elaboração do PMSB, a empresa Líder Engenharia e Gestão de Cidades adota a
metodologia de sempre realizar uma primeira Reunião Técnica, afim de estreitar os
laços entre as equipes da empresa e da prefeitura, nivelar conhecimentos e esclarecer
possíveis dúvidas sobre o andamento dos trabalhos.
Concomitante à realização da reunião técnica, também é criado um grupo para
debate no aplicativo de comunicação virtual WhatsApp, facilitando e agilizando a
comunicação. Esse grupo será usado apenas para tratar de assuntos referentes ao
trabalho desenvolvido no município e, sempre que necessário, as informações
poderão ser solicitadas oficialmente via e-mail.
2.7. Metodologia Pedagógica
A técnica de Educação Ambiental para os eventos terá como base
metodológica a teoria de aprendizagem cognitiva de David Ausubel, que define a
aprendizagem significativa como um processo pelo qual um novo conhecimento é
introduzido na estrutura cognitiva do educando, modificando ou se acoplando a
conhecimentos prévios já existentes na estrutura cognitiva do indivíduo. Para a
aprendizagem significativa ocorrer são necessários três fatores principais: o
conhecimento prévio, um recurso didático potencialmente significativo (como
imagens, textos, gráficos ou vídeo que possa se relacionar com a estrutura cognitiva
do educando) e a predisposição do educando para a aprendizagem. Quando o
primeiro fator conhecimentos prévios não se fizer presente o facilitador deve utilizar
precedentes organizadores que utilizem grande grau de abstração para despertar o
interesse dos participantes e estruturar sua aprendizagem por meio da hierarquização,
que parte de conceitos mais gerais e evolui explorando posteriormente conceitos mais
específicos.
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Freitas (2014), em sua tese de doutorado, aponta o facilitador/educador como
"elemento essencial no processo de ensino/aprendizagem, pois ele detém o
referencial metodológico para conduzir o processo de aprendizagem de acordo com
seus objetivos, reconhecendo e ancorando os conhecimentos prévios de seu público
alvo aos novos conhecimentos".
Os recursos técnicos pedagógicos a serem utilizados nos eventos serão a
exposição dialogada com apresentação em PowerPoint, fazendo uso de projetor de
imagens, mesa de som e computador sendo de responsabilidade da Prefeitura a
providência destes equipamentos. Após a explanação dos técnicos será aberto
espaço à participação da comunidade. A linguagem e os conceitos serão adequados
à cada um dos públicos, tornando a construção participativa o mais democrática
possível.
Insta salientar que, devido as restrições sanitárias impostas pela pandemia de
COVID-19, os eventos poderão ser realizados de forma virtual, a depender das
recomendações das autoridades municipais e estaduais.
A mobilização para a elaboração do Plano é de competência da empresa Líder
Engenharia e Gestão de Cidades com auxílio do Município. Assim, a empresa Líder
Engenharia e Gestão de Cidades, é responsável pela viabilização do processo de
mobilização, reunindo registros das atividades e sistematizando as propostas e
informações levantadas.
2.8. Comunicação
Esta é a fase de trabalho de interpretação, difusão e discussão das premissas
da elaboração do Plano, onde serão identificadas e incorporadas lideranças e
entidades locais que atuarão na construção conjunta de mecanismos efetivos para
todos os setores envolvidos no Plano: os membros da Comissão e outros atores chave
da sociedade. Esses grupos serão convidados e estimulados a participar das
atividades e eventos, das reuniões de trabalho e de participação social para que o
debate seja amplo.
A divulgação e o compartilhamento de informações entre os envolvidos serão
feitos por e-mail, redes sociais e telefone, estabelecendo, dessa maneira, um canal
aberto de comunicação.
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2.9. Publicidade
O material que compõe as Etapas da elaboração do Plano será disponibilizado
para a Comissão de Coordenação, que receberão o conteúdo para discutir e analisar
juntamente com a empresa Líder Engenharia e Gestão de Cidades, previamente à
realização das atividades e eventos de reuniões técnicas e audiências públicas.
Também haverá divulgação das etapas de trabalho em link específico no site
da Prefeitura para possibilitar maior transparência e acessibilidade aos produtos
elaborados, bem como nos meios locais de comunicação e nos pontos chave dos
setores de mobilização social.
2.10. Divulgação e Acesso à Informação
A mobilização popular consiste no trabalho de aproximação dos grupos sociais
de interesse e sensibilização da população em geral por meio de reuniões específicas,
além do trabalho de divulgação das atividades de elaboração do PMSB. Será
realizada junto às lideranças comunitárias, Câmara Municipal de Vereadores,
associações de classes, sindicatos, conselhos e entidades atuantes no Município,
organizações não governamentais, comunidade em geral, de forma a representar os
vários segmentos da sociedade.
Todo material produzido e entregue pela empresa Líder Engenharia e Gestão
de Cidades no final das etapas será disponibilizado à população na sede da
Administração Pública, podendo ser reproduzido e distribuído sob responsabilidade
da Prefeitura, inclusive na Internet.
A divulgação da Audiência Pública será promovida juntamente com a prefeitura
através de uma faixa no local a ser realizada e/ou cartazes nos pontos chave de
divulgação nos setores de mobilização social, publicação no site da prefeitura e nas
redes sociais além de publicação em jornal. Nesses materiais haverá indicação das
datas, temas/programação e local.
As datas destes eventos serão previamente acordadas entre a empresa Líder
Engenharia e Gestão de Cidades e a Comissão de Coordenação, de acordo com a
disponibilidade do município e das restrições sanitárias oriundas da pandemia.
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Os modelos de materiais para divulgação das atividades e eventos serão
desenvolvidos pela Líder Engenharia e Gestão de Cidades, depois de aprovados pela
Comissão do Plano.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, 1988.
BRASIL. Lei Federal nº 11.445/2007 Política Nacional de Saneamento Básico,
2007.
BRASIL. Lei Federal nº 12.305/2010 Política Nacional de Resíduos Sólidos,
2010.
BRASIL. Lei Federal nº 14.026/2020 Novo Marco Legal do Saneamento, 2020.
BRASIL. Decreto Nº 7.217, de 21 de Junho De 2010. 2010.
FREITAS, MIRLAINE ROTOLY DE. Metodologias em educação ambiental formal
e não formal para a conservação do sistema socioecológico. 2014. 183 f. Tese
(Doutorado) - Curso de Engenharia Florestal, Universidade Federal de Lavras, Lavras,
2014. Disponível em: http://repositorio.ufla.br/bitstream/1/4628/1/TESE_Metodologias
em educação ambiental formal e não formal para a conservação do sistema sócio-
ecológico.pdf. Acesso em: julho de 2021.
MARECHAL CÂNDIDO RONDON. Lei Municipal 4.781/2015 Institui o Plano
Municipal de Saneamento Básico. Marechal Cândido Rondon PR, 2015.
MARECHAL CÂNDIDO RONDON. Lei Municipal 4737/2015 Dispõe sobre a
Política Municipal de Saneamento Básico. Marechal Cândido Rondon PR, 2015.
PNUD. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para
o Desenvolvimento (PNUD) (2010).
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO BÁSICO
Município de Marechal Cândido Rondon ± PR
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PREFEITURA MUNICIPAL DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON ± PR
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RELATÓRIO FINAL
EMPRESA LÍDER ENGENHARIA E GESTÃO DE CIDADES LTDA
MARCIO ANDREI RAUBER
PREFEITO MUNICIPAL
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EMPRESA DE PLANEJAMENTO CONTRATADA
EMPRESA LÍDER ENGENHARIA E GESTÃO DE CIDADES LTDA
CNPJ: 23.146.943/0001-22
Avenida Antônio Diederichsen, nº 400 ± sala 210.
CEP 14.020-250 ± Ribeirão Preto/SP
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EQUIPE TÉCNICA
Robson Ricardo Resende Henrique Moraes Krüger
Engenheiro Sanitarista e Ambiental Engenheiro Sanitarista e Ambiental
CREA/SC 99639-2
CREA/SC 122794-8
Osmani Vicente Jr. Rafael Remoto Menezes
Arquiteto e Urbanista Engenheiro Ambiental
CAU A23196-7 CREA/SP 5063887557
Juliano Mauricio da Silva Pedro Henrique Vicente
Engenheiro Civil Engenheiro Civil
CREA/PR 117165-D
CREA/SP 5070395829
Carmen Cecília Marques Minardi Mike Sam James Ferreira
Economista Engenheiro Florestal
CORECON/SP 36677
CREA/MG 142136158-2
Daniel Ferreira de Castro Furtado Camilla Stephanie Oliveira
Engenheiro Sanitarista e Ambiental Engenheira Civil
CREA/SC 118987-6
Paulo Guilherme Fuchs Juliano Yamada Rovigati
Administrador Geólogo
CRA/SC 21705
CREA/PR 109.137/D
Paula Evaristo dos Reis de Barros
Advogada
OAB/MG 107.935
Carolina Bavia Ferrucio Bandolin
Assistente Social
CRESS/PR 10.952
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EQUIPE TÉCNICA MUNICIPAL
Rodrigo Emerson Copetti
Diretor Especial Departamento (Gestão de Compras)
Ana Paula Scherer
Agente Administrativo (Seção de Estatística)
Romeu Akio Shinkawa
Engenheiro Civil (Secretaria de Planejamento)
Geane Michele Rosa
Arquiteta (Secretaria de Planejamento)
Marcos José Chaves
Engenheiro Ambiental (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento
Sustentável)
Léia Inês Kroth Bohnen
Agente Administrativo (Divisão de Planejamento SAAE)
Fabricio Romeiro Salviano
Assessoria Tecnica Operacional SAAE
Mariane Krause
Procuradoria Geral do Município
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SUMÁRIO
1. CARACTERIZAÇÃO MUNICIPAL ................................................................30
1.1. ASPECTOS REGIONAIS, LOCALIZAÇÃO E ACESSO ...........................30
1.2. HISTÓRICO...............................................................................................32
1.3. ASPECTOS AMBIENTAIS........................................................................32
1.3.1. Clima ............................................................................................................. 32
1.3.2. Temperatura .................................................................................................. 37
1.3.3. Precipitação e Umidade Relativa do Ar ......................................................... 37
1.3.4. Levantamento da Rede Hidrográfica do Município ........................................39
1.3.5. Geologia ........................................................................................................ 43
1.3.6. Geomorfologia ............................................................................................... 45
1.3.7. Declividade .................................................................................................... 47
1.3.8. Solo ............................................................................................................... 51
1.3.9. Vegetação ..................................................................................................... 53
1.4. ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS..........................................................56
1.4.1. Densidade Demográfica ................................................................................ 56
1.4.2. Taxa de Urbanização.....................................................................................56
1.4.3. Distribuição Etária por Gênero.......................................................................58
1.4.4. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal ± IDHM.................................58
1.4.5. Educação ...................................................................................................... 60
1.4.6. Razão de dependência, taxa de mortalidade e esperança de vida ................ 62
1.4.7. Economia ...................................................................................................... 63
1.4.8. Produto Interno Bruto (PIB) ........................................................................... 64
1.4.9. Renda............................................................................................................65
1.4.10. Saúde ........................................................................................................ 66
1.4.11. Vulnerabilidade Social ............................................................................... 68
2. ESTUDO POPULACIONAL ..........................................................................70
3. DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO ATUAL DE SANEAMENTO.......................77
3.1. SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA............................................78
3.1.1. Infraestrutura e Recursos Disponíveis ........................................................... 78
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3.1.2. Identificação de Mananciais para Abastecimento Futuro ............................... 81
3.1.3. Regulação de Uso dos Recursos Hídricos.....................................................89
3.1.4. Descrição dos Sistemas de Abastecimento de Água Atuais ........................ 101
3.1.5. Indicadores Operacionais ............................................................................ 109
3.1.6. Panorama da Situação Atual dos Sistemas Existentes ................................ 112
3.1.7. Reservação ................................................................................................. 164
3.1.8. Balanço entre Consumos e Demandas de Abastecimento de Água na Área de
Planejamento ......................................................................................................... 198
3.1.9. Estrutura de Tarifação, Índice de Inadimplência, Receita Operacional e
Indicadores Operacionais....................................................................................... 201
3.1.10. Análise Crítica do Sistema de Abastecimento de Água de Marechal Cândido
Rondon........ .......................................................................................................... 206
3.2. SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO.......................................... 207
3.2.1. Caracterização do Sistema de Esgotamento Sanitário ................................ 207
3.2.2. Interceptores do Sistema de Esgotamento Sanitário ................................... 213
3.2.3. Estação de Tratamento de Esgoto ± ETE Guavirá ...................................... 214
3.2.4. Análise Crítica do Sistema de Esgotamento Sanitário ................................. 222
3.3. SISTEMA DE LIMPEZA URBANA E MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS
....................................................................................................................... 223
3.3.1. Gerenciamento e Manejo dos Resíduos Sólidos ......................................... 223
3.3.2. Arcabouço Legal.......................................................................................... 226
3.3.3. Limpeza Pública .......................................................................................... 239
3.3.4. Resíduos Sólidos Domiciliares - RDO ......................................................... 243
3.3.5. Resíduos Recicláveis .................................................................................. 260
3.3.6. Resíduos com Logística Reversa Obrigatória .............................................. 270
3.3.7. Resíduos dos Serviços de Saúde ................................................................ 278
3.3.8. Resíduos de Construção Civil e Volumosos ................................................ 282
3.3.9. Destinação Final .......................................................................................... 287
3.3.10. Análise Financeira ................................................................................... 293
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3.3.11. Análise Crítica do Sistema de Gestão dos Resíduos Sólidos................... 294
3.4. SISTEMA DE DRENAGEM URBANA E MANEJO DAS ÁGUAS
PLUVIAIS............................................................................................................. 295
3.4.1. Drenagem e Manejo das Águas Pluviais Urbanas ....................................... 296
3.4.2. Caracterização das Microbacias Urbanas.................................................... 305
3.4.3. Estudos Hidrológicos ................................................................................... 317
3.4.4. Erosão ......................................................................................................... 334
3.4.5. Áreas de Risco ............................................................................................ 340
3.4.6. Doenças de Veiculação Hídrica Associada com Deficiências na Drenagem
das Águas Pluviais................................................................................................. 343
3.4.7. Indicadores de Drenagem............................................................................ 345
3.4.8. Sistemas de Macrodrenagem ...................................................................... 346
3.4.9. Sistemas de Microdrenagem ....................................................................... 348
3.4.10. Análise Crítica do Sistema de Drenagem Urbana e Manejo das Águas
Pluviais................................................................................................................... 350
4. PROGNÓSTICO DOS SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA,
ESGOTAMENTO SANITÁRIO, LIMPEZA URBANA E MANEJO DOS
RESÍDUOS SÓLIDOS E DRENAGEM PLUVIAL URBANA........................ 351
4...................... ................................................................................................... 351
4.1. SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ± SAA .............................. 351
4.1.1. Projeção de Demanda ................................................................................. 352
4.1.2. Alternativas Técnicas de Engenharia para Atendimento da Demanda
Calculada ............................................................................................................... 355
4.1.3. Ações de Emergência e Contingência para o Sistema de Abastecimento de
Água.......... ............................................................................................................ 357
4.1.4. Objetivos e Metas para o Sistema de Abastecimento de Água .................... 362
4.2. SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO.......................................... 369
4.2.1. Projeção da Vazão Anual de Esgoto ........................................................... 369
4.2.2. Cargas de Concentração ............................................................................. 370
4.2.3. Comparação das Alternativas de Tratamento dos Esgotos ......................... 373
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4.2.4. Definição de Alternativas Técnicas de Engenharia para o Atendimento da
Demanda Calculada............................................................................................... 375
4.2.5. Sistemas Individuais .................................................................................... 375
4.2.6. Ações de Emergência e Contingência para o Sistema de Esgotamento
Sanitário................................................................................................................. 391
4.2.7. Objetivos e Metas para o SES ..................................................................... 396
4.3. SISTEMA DE LIMPEZA URBANA E MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS
....................................................................................................................... 400
4.3.1. Estimativa da Produção de Resíduos Sólidos com Base nos Resultados dos
Estudos Demográficos ........................................................................................... 400
4.3.2. Proposição das Possibilidades de Implantação de Soluções Consorciadas ou
Compartilhadas com Outros Municípios ................................................................. 402
4.3.3. Procedimentos Operacionais e Especificações Mínimas a Serem Adotadas
nos Serviços Públicos de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos, Incluindo
a Disposição Final Ambientalmente Adequada dos Rejeitos .................................. 406
4.3.4. Destinação Final .......................................................................................... 441
4.3.5. Resíduos da Limpeza Pública ..................................................................... 446
4.3.6. Resíduos dos Serviços de Saúde - RSS...................................................... 457
4.3.7. Resíduos da Construção Civil - RCC ........................................................... 460
4.3.8. Sistema Nacional de Informações Sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos ±
SINIR e Manifesto de Transporte de Resíduo ± MTR ............................................ 489
4.3.9. Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana - ISLU ................................ 494
4.3.10. Regras Para o Transporte de Resíduos Sólidos ...................................... 496
4.3.11. Definição das Responsabilidades Quanto a sua Implementação e
Operacionalização ................................................................................................. 499
4.3.12. Programas e Ações de Capacitação Técnica Voltados Para sua
Implementação e Operacionalização ..................................................................... 504
4.3.13. Educação Ambiental ................................................................................ 507
4.3.14. Programas e Ações para a Participação dos Grupos Interessados, em
Especial das Cooperativas e Outras Formas de Associações de Catadores de
Materiais Recicláveis e Reutilizáveis...................................................................... 510
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4.3.15. Mecanismos para Criação de Fontes de Negócios, Emprego e Renda
Mediante a Valorização dos Resíduos Sólidos....................................................... 512
4.3.16. Sistema do Cálculo dos Custos da Prestação dos Serviços Públicos de
Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos Sólidos bem Como a Forma de Cobrança
Desses Serviços .................................................................................................... 515
4.3.17. Medidas de Redução, Reutilização, Coleta Seletiva e Reciclagem, Entre
Outras, Com Vistas a Reduzir a Quantidade de Rejeitos Encaminhados para a
Disposição Ambientalmente Adequada.................................................................. 526
4.3.18. Descrição das Formas e dos Limites da Participação do Poder Público Local
na Gestão dos Resíduos Sólidos ........................................................................... 529
4.3.19. Meios a Serem Utilizados para o Controle e a Fiscalização, no Âmbito Local,
da Implementação e Operacionalização do Plano de Gerenciamento dos Resíduos
Sólidos de que Trata o Art. 20 e dos Sistemas de Logística Reversa .................... 533
4.3.20. Ações Preventivas e Corretivas a Serem Praticadas, Incluindo Programa de
Monitoramento ....................................................................................................... 536
4.3.21. Ações de Emergência e Contingência para o Sistema de Limpeza Urbana
e Manejo dos Resíduos Sólidos ............................................................................. 537
4.3.22. Objetivos e Metas para o Sistema de Gestão dos Resíduos Sólidos ....... 541
4.6. SISTEMA DE DRENAGEM URBANA E MANEJO DAS ÁGUAS
PLUVIAIS........................................................................................................... 562
4.6.1. Medidas Estruturais ..................................................................................... 562
4.6.2. Medidas Não Estruturais ............................................................................. 579
4.6.3. Ações de Emergência e Contingência ......................................................... 591
4.6.4. Objetivos e Metas para o Sistema de Drenagem Urbana e Manejo das Águas
Pluviais .................................................................................................................. 595
5. PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL............................................ 601
6. PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES PARA O SISTEMA DE
ABASTECIMENTO DE ÁGUA .................................................................... 603
6.1. Programa 1 ± Manter a Universalização do Sistema de Abastecimento de Água
do Distrito Sede e Demais Distritos .................................................................... 604
6.2. Programa 2 ± Manter o Sistema de Abastecimento de Água na Zona Rural607
6.3. Análise Econômica .................................................................................. 609
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
7. PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES PARA O SISTEMA DE
ESGOTAMENTO SANITÁRIO .................................................................... 612
7.1. Programa 1 ± Ampliar o Sistema de Esgotamento Sanitário do Distrito
Sede................................................................................................................... 613
7.2. Programa 2 ± Ampliar e Aprimorar os Sistemas Rurais de Esgotamento
Sanitário............................................................................................................. 616
7.3. Análise Econômica .................................................................................. 618
8. PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES PARA O SISTEMA DE LIMPEZA
URBANA E GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS ....................... 621
8.1. Programa 1 ± Manutenção da Coleta Convencional ................................ 622
8.2. Programa 2 ± Manter e Ampliar a Coleta Seletiva ................................... 624
8.3. Programa 3 ± Aprimoramento da Gestão dos Resíduos Orgânicos ......... 626
8.4. Programa 4 ± Manter os Serviços de Limpeza Pública ............................ 628
8.5. Programa 5 ± Gestão dos Resíduos Sólidos da Construção Civil............ 630
8.6. Programa 6 ± Fomentar a Responsabilidade Compartilhada Sobre a Gestão
dos Resíduos da Logística Reversa ................................................................... 632
8.7. Programa 7 ± Manter a Gestão dos RSS................................................. 634
8.8. Programa 8 ± Destinação Final ............................................................... 636
8.9. Programa 9 ± Sistema Tarifário ............................................................... 638
8.10. Análise Econômica .................................................................................. 640
9. PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES PARA O SISTEMA DE DRENAGEM
URBANA E MANEJO DAS ÁGUAS PLUVIAIS .......................................... 643
9.1. Programa 1 ± Mapeamento, Digitalização e Georreferenciamento do Sistema
de Drenagem do Município ................................................................................ 644
9.2. Programa 2 ± Implementar Ações Não Estruturais que Minimizem os Problemas
no Sistema de Drenagem Urbana ...................................................................... 646
9.3. Programa 3 ± Implementar Ações Estruturais que Minimizem os Problemas no
Sistema de Drenagem Urbana ........................................................................... 648
9.4. Programa 4 ± Implantação da Taxa de Drenagem .................................. 650
9.5. Análise Econômica .................................................................................. 652
10. FONTES DE FINANCIAMENTO ................................................................. 655
10.1. Recursos Ordinários ................................................................................ 656
10.2. Recursos Extraordinários ........................................................................ 657
10.3. Os Programas de Financiamento Reembolsáveis ................................... 657
10.3.1. BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento) ....................................... 657
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
10.3.2. Banco do Brasil (BB)................................................................................ 657
10.3.3. Caixa Econômica Federal (CAIXA) .......................................................... 658
10.3.4. Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).................................... 658
10.3.5. Banco Mundial (The World Bank) ............................................................ 658
10.3.6. Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ..................................... 659
10.4. Os Programas de Financiamento Não Reembolsáveis ............................ 659
10.4.1. Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) ............................................. 659
10.4.3. Fundo Brasileiro de Educação Ambiental (FunBEA) ................................ 660
10.4.4. Ministério da Saúde ................................................................................. 660
10.4.5. Ministério das Cidades ± Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental 661
10.4.6. Ministério da Justiça ± Fundo de Direito Difuso (FDD) ............................. 661
10.4.7. Fundo Nacional de Compensação Ambiental (FNCA) ............................. 662
10.4.8. Fundo Vale .............................................................................................. 662
11. ANÁLISE GLOBAL DOS INVESTIMENTOS .............................................. 664
REFERÊNCIAS ..................................................................................................... 666
ANEXOS.......... ...................................................................................................... 672
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 - Temperaturas 1991 a 2021 (ºC). .................................................. 37
Tabela 2- Precipitação de 1991 a 2021. ........................................................ 38
Tabela 3 - Umidade relativa do ar (1991 a 2021). .......................................... 38
Tabela 4 - Classes de declividade com indicações gerais da adequabilidade e
restrições para o planejamento......................................................................47
Tabela 5 - Características dos Tipos de Solos de Marechal Cândido Rondon.
...................................................................................................................... 51
Tabela 6 - Taxa de urbanização de Marechal Cândido Rondon. ................... 57
Tabela 7 - Série Histórica do IDH. ................................................................. 59
Tabela 8 - Índice de Desenvolvimento Humano Municipal e seus Componentes.
...................................................................................................................... 60
Tabela 9 - Estrutura Etária da População de Marechal Cândido Rondon. ..... 62
Tabela 10 - Taxa de Mortalidade Infantil e Esperança de Vida ao Nascer no
município. ...................................................................................................... 63
Tabela 11 - Economia nos setores municipais...............................................63
Tabela 12 - Evolução do PIB de 2010 a 2020................................................64
Tabela 13 - Classificação pela renda domiciliar per capita em Marechal Cândido
Rondon. ......................................................................................................... 65
Tabela 14 - Classificação com base no CadÚnico do Governo Federal no
município. ...................................................................................................... 65
Tabela 15 - Unidades de saúde Município de Marechal Cândido Rondon. .... 66
Tabela 16 - Estabelecimentos de Saúde no Município de Marechal Cândido
Rondon. ......................................................................................................... 67
Tabela 17 ± Quantitativo de Leitos em Marechal Cândido Rondon................68
Tabela 18 - Vulnerabilidade Social do município. .......................................... 68
Tabela 19 - População total do Município de Marechal Cândido Rondon. ..... 70
Tabela 20 - Projeção da população do município até o ano 2043..................75
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 21 ± Cargos existentes no SAAE. ...................................................... 79
Tabela 22 ± Equipamentos e maquinários disponíveis no SAAE ................... 80
Tabela 23 ± Valores de referência dos valores da vazão de margens plenas
(Qmp). ........................................................................................................... 82
Tabela 24 ± Outorgas existentes no Município para Abastecimento Público. 90
Tabela 25 ± Outorgas existentes vigentes para fins Particulares no Município.
...................................................................................................................... 92
Tabela 26 ± Sistema de indicadores do SNIS utilizados na avaliação dos
serviços do SAA. ......................................................................................... 109
Tabela 27 ± Volume e vazões do PTP001. .................................................. 112
Tabela 28 ± Volume e vazões do PTP002. .................................................. 114
Tabela 29 ± Volume e vazões do PTP003. .................................................. 115
Tabela 30 ± Volume e vazões do PTP004. .................................................. 116
Tabela 31 ± Volume e vazões do PTP005. .................................................. 117
Tabela 32 ± Volume e vazões do PTP006. .................................................. 118
Tabela 33 ± Volume e vazões do PTP008. .................................................. 119
Tabela 34 ± Volume e vazões do PTP009. .................................................. 121
Tabela 35 ± Volume e vazões do PTP010. .................................................. 122
Tabela 36 ± Volume e vazões do PTP011. .................................................. 123
Tabela 37 ± Volume e vazões do PTP013. .................................................. 125
Tabela 38 ± Volume e vazões do PTP014. .................................................. 126
Tabela 39 ± Volume e vazões do PTP015. .................................................. 127
Tabela 40 ± Volume e vazões do PTP016. .................................................. 128
Tabela 41 ± Volume e vazões do PTP017. .................................................. 129
Tabela 42 ± Volume e vazões do PTP018. .................................................. 130
Tabela 43 ± Volume e vazões do PTP019. .................................................. 131
Tabela 44 ± Volume e vazões do PTP020. .................................................. 132
Tabela 45 ± Volume e vazões do PTP101. .................................................. 138
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 46 ± Volume e vazões do PTP102. .................................................. 139
Tabela 47 ± Volume e vazões do PTP103. .................................................. 140
Tabela 48 ± Volume e vazões do PTP104. .................................................. 141
Tabela 49 ± Volume e vazões do PTP105. .................................................. 142
Tabela 50 ± Volume e vazões do PTP106. .................................................. 143
Tabela 51 ± Volume e vazões do PTP107. .................................................. 144
Tabela 52 ± Volume e vazões do PTP109. .................................................. 146
Tabela 53 ± Volume e vazões do PTP1027. ................................................ 147
Tabela 54 ± Pontos de captação ativos da área rural. ................................. 149
Tabela 55 ± Apresentação quantitativa das análises exigidas pela Portaria
n°888/2021 -GM/ MS. .................................................................................. 154
Tabela 56 ± Padrão microbiológico de potabilidade da água. ...................... 156
Tabela 57 ± Padrão Organoléptico de Potabilidade. .................................... 158
Tabela 58 ± Internações hospitalares causadas por doenças relacionadas ao
saneamento inadequado. ............................................................................ 163
Tabela 59 ± Volume e vazões do EAT001/REN001/REL001. ...................... 164
Tabela 60 ± Volume e vazões do EAT002/RAP002..................................... 165
Tabela 61 ± Volume e vazões do EAT003/RAP001..................................... 167
Tabela 62 ± Volume e vazões do EAT004/REN006. ................................... 168
Tabela 63 ± Volume e vazões do EAT005. .................................................. 169
Tabela 64 ± Volume e vazões do EAT006. .................................................. 170
Tabela 65 ± Volume e vazões do EAT007. .................................................. 171
Tabela 66 ± Volume e vazões do EAT008. .................................................. 172
Tabela 67 ± Volume e vazões do EAB001/REN003. ................................... 173
Tabela 68 ± Volume e vazões do EAB002/REN002. ................................... 174
Tabela 69 ± Volume e vazões do EAB003/REN004/RAP005. ..................... 175
Tabela 70 ± Volume e vazões do EAB004/RAP003. ................................... 176
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 71 ± Volume e vazões do EAB006/REN004. ................................... 177
Tabela 72 ± Pontos de reservação ativos da área rural. .............................. 190
Tabela 73 ± Volume, faturado e produzido na sede municipal de Marechal
Cândido Rondon.......................................................................................... 198
Tabela 74 ± Volume, faturado e produzido nos Distritos de Marechal Cândido
Rondon. ....................................................................................................... 198
Tabela 75 - Volume, faturado e produzido na Linha Hermann. .................... 199
Tabela 76 ± Número de Economias por Classe de Consumo na Sede Municipal.
.................................................................................................................... 200
Tabela 77 - Dados de Esgoto na Sede Municipal. ....................................... 210
Tabela 78 - Número de ligações, volume micromedido e faturado............... 212
Tabela 79 - Extensão e diâmetro dos interceptores e emissários de esgotos.
.................................................................................................................... 213
Tabela 80 - Média das análises físico-químicas de entrada e saída do efluente
na ETE Guavirá. .......................................................................................... 215
Tabela 81 ± Tabela tarifária do SAAE.......................................................... 216
Tabela 82 - Portaria Instituto Água e Terra. ................................................. 217
Tabela 83 ± Geração de resíduos per capita e total coletado nas diferentes
regiões do país em 2022. ............................................................................ 226
Tabela 84 - Massa Per Capita Coletada. ..................................................... 226
Tabela 85 - Informações sobre os serviços de limpeza pública de Marechal
Cândido Rondon.......................................................................................... 243
Tabela 86 - Informações de coleta do Setor 01. .......................................... 247
Tabela 87 - Informações de coleta do Setor 02. .......................................... 247
Tabela 88 - Informações de coleta do Setor 03. .......................................... 247
Tabela 89 ± Informações de coleta dos Setores 04 e 05. ............................ 248
Tabela 90 ± Informações de Coleta dos Setores 06 e 07. ........................... 248
Tabela 91 ± Informações de Coleta dos Setores 08 e 09. ........................... 249
Tabela 92 - Resumo Geral da Coleta Convencional. ................................... 259
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 93 - Cronograma de coleta da ACAN............................................... 264
Tabela 94 - Cronograma de coleta da COOPERAGIR................................. 264
Tabela 95 - Estabelecimentos de Saúde no Município de Marechal Cândido
Rondon. ....................................................................................................... 281
Tabela 96 - Análise Financeira da gestão dos resíduos sólidos de Marechal
Cândido Rondon.......................................................................................... 293
Tabela 97 ± Extensão total da rede de drenagem do município (em metros)
.................................................................................................................... 305
Tabela 98 ± Microbacias hidrográficas em Marechal Cândido Rondon de acordo
com a UNIOESTE (PMSB 2016). ................................................................ 306
Tabela 99 ± Principais índices físicos das bacias hidrográficas do município,
baseados em informações do Plano Diretor Participativo de 2008 (PMSB 2016).
.................................................................................................................... 306
Tabela 100 ± Hierarquia do fluxo de drenagem computado. ........................ 309
Tabela 101 ± Dados extraídos das microbacias. ......................................... 315
Tabela 102 ± Tempo de Concentração para as diferentes microbacias....... 318
Tabela 103 ± Classes de uso do solo utilizadas por microbacia. ................. 324
Tabela 104 ± Coeficientes da equação da chuva. ....................................... 326
Tabela 105 ± Valores da Equação de intensidade da chuva........................ 326
Tabela 106 ± Valores da Equação de intensidade da chuva........................ 331
Tabela 107 ± Vazões para diferentes Tempos de Retorno pelo Método I-PAI-
WU. ............................................................................................................. 332
Tabela 108 ± Principais voçorocas descritas na pesquisa comentada (PMSB
2016). .......................................................................................................... 336
Tabela 109 ± Evolução anual da incidência de internações totais por doenças
de veiculação hídrica em Marechal Cândido Rondon e despesas. .............. 344
Tabela 110 ± Comparação da incidência de internações totais por doenças de
veiculação hídrica por localidade (2021). ..................................................... 345
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 111 ± Número de casos de doenças de veiculação hídrica do Município
de Marechal Cândido Rondon. .................................................................... 345
Tabela 112 - Demandas para a Sede Municipal. ......................................... 354
Tabela 113 - Ações para emergências e contingências referentes ao
abastecimento emergencial/temporário de água. ........................................ 358
Tabela 114 - Ações para emergências e contingências referentes
abastecimento emergencial/temporário de água. ........................................ 360
Tabela 115 - Ações para emergências e contingências referentes ao sistema
de abastecimento emergencial. ................................................................... 361
Tabela 116 - Ações para emergências e contingências referentes ao
abastecimento alternativo de água. ............................................................. 362
Tabela 117 ± Tabela Síntese do Objetivo 1. ................................................ 364
Tabela 118 ± Tabela Síntese do Objetivo 2. ................................................ 366
Tabela 119 ± Tabela Síntese do Objetivo 3. ................................................ 368
Tabela 120 - Projeção da geração de esgoto doméstico no Distrito Sede. .. 370
Tabela 121 - Valores de cargas orgânicas de DBO. .................................... 373
Tabela 122 - Ações de emergência e contingência para o extravasamento de
esgoto em estações elevatórias................................................................... 392
Tabela 123 - Ações de emergência e contingência para o rompimento de linhas
de recalque, coletores, interceptores e emissários. ..................................... 393
Tabela 124 - Ações de emergência e contingência para ocorrência de retorno
de esgoto em imóveis. ................................................................................. 394
Tabela 125 - Ações de emergência e contingencia para vazamentos e
contaminação de solo, curso hídrico ou lençol freático por fossas. .............. 395
Tabela 126 - Tabela Síntese do Objetivo 1. ................................................. 397
Tabela 127 - Tabela Síntese do Objetivo 2. ................................................. 399
Tabela 128 ± Estimativa da geração total, resíduos reciclados e compostados.
.................................................................................................................... 401
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 129 - Treinamento para os colaboradores dos serviços de limpeza
pública e manejo dos resíduos sólidos. ....................................................... 413
Tabela 130 - Vantagens e desvantagens da coleta convencional noturna de
resíduos sólidos........................................................................................... 417
Tabela 131 - Recomendações para a coleta convencional de resíduos sólidos.
.................................................................................................................... 418
Tabela 132 - Cores de identificação de resíduos sólidos. ............................ 425
Tabela 133 - Formas de Segregação de Resíduos Sólidos. ........................ 426
Tabela 134 - Vantagens e Desvantagens dos diferentes tipos de execução de
coleta seletiva. ............................................................................................. 429
Tabela 135 - Vantagens e desvantagens do processo de compostagem. ... 440
Tabela 136 - Tipos de resíduos, origem e responsabilidade. ....................... 442
Tabela 137 - Etapas dos processos de reciclagem dos materiais................ 444
Tabela 138 - Proposta de frequência para os serviços da varrição pública.. 450
Tabela 139 - Normas para manejo e aspectos centrais da ABNT NBR voltadas
para resíduos da construção civil................................................................. 460
Tabela 140 - Responsabilidade de cada agente envolvido na gestão e manejo
de RCC e resíduos volumosos. ................................................................... 466
Tabela 141 - Características físicas de um Ponto de Entrega Voluntária ou
Ecoponto. .................................................................................................... 470
Tabela 142 - Tipos de controle necessários sobre o fluxo de resíduos da
construção civil e resíduos volumosos......................................................... 478
Tabela 143 - Tipo de resíduo que compõem o RCC e o resíduo volumoso e sua
destinação adequada. ................................................................................. 487
Tabela 144 - Formas de reuso dos resíduos da construção civil. ................ 488
Tabela 145 - Resultado do ISLU 2022. ........................................................ 495
Tabela 146 - Responsabilidades dos gestores públicos e privados quanto ao
manejo das diferentes tipologias de resíduos. ............................................. 500
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 147 - Principais estruturas e equipamentos que constam no sistema de
limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. ............................................ 521
Tabela 148 - Ações de Emergência e Contingência - Resíduos Sólidos...... 538
Tabela 149 - Tabela Síntese do Objetivo 1. ................................................. 543
Tabela 150 - Tabela Síntese do Objetivo 2. ................................................. 545
Tabela 151 - Tabela Síntese do Objetivo 3. ................................................. 547
Tabela 152 - Tabela Síntese do Objetivo 4. ................................................. 549
Tabela 153 - Tabela Síntese do Objetivo 5. ................................................. 551
Tabela 154 - Tabela Síntese do Objetivo 6. ................................................. 553
Tabela 155 - Tabela Síntese do Objetivo 7. ................................................. 555
Tabela 156 - Tabela Síntese do Objetivo 8. ................................................. 557
Tabela 157 - Tabela Síntese do Objetivo 9. ................................................. 559
Tabela 158 - Tabela Síntese do Objetivo 10. ............................................... 561
Tabela 159 - Tabela Síntese dos Programas de Educação Ambiental. ....... 602
Tabela 160 - Tabela Síntese do Programa 1. .............................................. 605
Tabela 161 - Tabela Síntese do Programa 2. .............................................. 608
Tabela 162 - Totais dos Valores Estimados................................................. 610
Tabela 163 - Tabela Síntese do Programa 1. .............................................. 614
Tabela 164 - Tabela Síntese do Programa 2. .............................................. 617
Tabela 165 - Totais dos valores estimados.................................................. 619
Tabela 166 - Tabela Síntese do Programa 1. .............................................. 623
Tabela 167 - Tabela Síntese do Programa 2. .............................................. 625
Tabela 168 - Tabela Síntese do Programa 3. .............................................. 627
Tabela 169 - Tabela Síntese do Programa 4. .............................................. 629
Tabela 170 - Tabela Síntese do Programa 5. .............................................. 631
Tabela 171 - Tabela Síntese do Programa 6. .............................................. 633
Tabela 172 - Tabela Síntese do Programa 7. .............................................. 635
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 173 - Tabela Síntese do Programa 8. .............................................. 637
Tabela 174 - Tabela Síntese do Programa 9. .............................................. 639
Tabela 175 - Totais dos Valores Estimados................................................. 641
Tabela 176 - Tabela Síntese do Programa 1. .............................................. 645
Tabela 177 - Tabela Síntese do Programa 2. .............................................. 647
Tabela 178 - Tabela Síntese do Programa 3. .............................................. 649
Tabela 179 - Tabela Síntese do Programa 5. .............................................. 651
Tabela 180 - Totais dos valores estimados.................................................. 653
Tabela 181 - Análise Global dos Investimentos. .......................................... 665
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
LISTA DE FIGURAS
Figura 1- Mapa de localização do Município de Marechal Cândido Rondon. . 31
Figura 2- Brasil de acordo com a Classificação de Köppen-Geiger. .............. 34
Figura 3 - Classificação Climática de Marechal Cândido Rondon. ................. 36
Figura 4 ± Bacias Hidrográficas do Brasil. ..................................................... 39
Figura 5 ± Bacia do Rio Paraná. .................................................................... 40
Figura 6 ± Mapa de Hidrografia do Município de Marechal Cândido Rondon. 41
Figura 7 - Mapa de Hidrografia urbana de Marechal Cândido Rondon. ......... 42
Figura 8 - Mapa Geológico do Município de Marechal Cândido Rondon. ...... 44
Figura 9 - Mapa Geomorfológico de Marechal Cândido Rondon. .................. 46
Figura 10 - Mapa de Declividade do município. ............................................. 49
Figura 11 - Mapa de Altitude do Município de Marechal Cândido Rondon. .... 50
Figura 12 - Mapa Pedológico do município. ................................................... 52
Figura 13- Cobertura vegetal do Município de Marechal Cândido Rondon. ... 55
Figura 14 - Taxas de Urbanização das Regiões Brasileiras (2015)................57
Figura 15 - Cálculo da Taxa de Urbanização. ................................................ 57
Figura 16 - Posição do IDHM de Marechal Cândido Rondon no Estado de
Paraná. .......................................................................................................... 59
Figura 17 ± Estrutura Organizacional do SAAE. ............................................ 79
Figura 18 ± Unidades aquíferas aflorantes no estado do Paraná. ................. 85
Figura 19 ± Sistema aquífero correspondente a área do Município de Marechal
Cândido Rondon - PR....................................................................................88
Figura 20 ± Captações e ETA na sede municipal. ....................................... 102
Figura 21 ± Fluxograma do Sistema na sede municipal............................... 104
Figura 22 ± Fluxograma do distrito de Bela Vista......................................... 105
Figura 23 ± Fluxograma do distrito de Bom Jardim...................................... 105
Figura 24 ± Fluxograma do distrito de Iguiporã. ........................................... 106
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 25 ± Fluxograma do distrito de Margarida......................................... 106
Figura 26 ± Fluxograma do distrito de Novo Horizonte. ............................... 107
Figura 27 - Fluxograma do distrito de Três Passos...................................... 107
Figura 28 ± Fluxograma do distrito de Porto Mendes................................... 108
Figura 29 ± Fluxograma do distrito de São Roque. ...................................... 108
Figura 30 ± PTP001..................................................................................... 113
Figura 31 ± PTP002..................................................................................... 114
Figura 32 ± PTP003..................................................................................... 115
Figura 33 ± PTP004..................................................................................... 116
Figura 34 ± PTP005..................................................................................... 117
Figura 35 ± PTP006..................................................................................... 118
Figura 36 ± PTP008..................................................................................... 120
Figura 37 ± PTP009..................................................................................... 121
Figura 38 ± PTP010..................................................................................... 122
Figura 39 ± PTP011..................................................................................... 123
Figura 40 ± PTP013..................................................................................... 125
Figura 41 ± PTP014..................................................................................... 126
Figura 42 ± PTP015..................................................................................... 127
Figura 43 ± PTP016..................................................................................... 128
Figura 44 ± PTP017..................................................................................... 129
Figura 45 ± PTP018..................................................................................... 130
Figura 46 ± PTP019..................................................................................... 131
Figura 47 ± PTP020..................................................................................... 132
Figura 48 ± CAP-M-001. .............................................................................. 133
Figura 49 ± CAP-M-002. .............................................................................. 134
Figura 50 ± CAP-M-004. .............................................................................. 134
Figura 51 ± CAP-M-005. .............................................................................. 135
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 52 ± CAP-M-006. .............................................................................. 136
Figura 53 ± CAP-R-001. .............................................................................. 137
Figura 54 ± PTP101..................................................................................... 138
Figura 55 ± PTP102..................................................................................... 139
Figura 56 ± PTP103..................................................................................... 140
Figura 57 ± PTP104..................................................................................... 141
Figura 58 ± PTP105..................................................................................... 142
Figura 59 ± PTP106..................................................................................... 143
Figura 60 ± PTP107..................................................................................... 144
Figura 61 ± PTP110..................................................................................... 145
Figura 62 ± PTP109..................................................................................... 146
Figura 63 ± PTP1027................................................................................... 147
Figura 64 ± Etapas de coagulação e floculação........................................... 153
Figura 65 ± Etapas de decantação e filtração. ............................................. 153
Figura 66 ± Doenças de veiculação hídrica. ................................................ 162
Figura 67 ± EAT001/REN001/REL001. ....................................................... 165
Figura 68 ± EAT002/RAP002. ..................................................................... 166
Figura 69 ± EAT003/RAP001. ..................................................................... 167
Figura 70 ± EAT004/REN006. ..................................................................... 168
Figura 71 ± EAT005..................................................................................... 169
Figura 72 ± EAT006..................................................................................... 170
Figura 73 ± EAT007/REL002/RAP006......................................................... 171
Figura 74 ± EAT008..................................................................................... 172
Figura 75 ± EAB001/REN003. ..................................................................... 173
Figura 76 ± EAB002/REN002. ..................................................................... 174
Figura 77 ± EAB003/REN004/RAP005. ....................................................... 175
Figura 78 ± EAB004/RAP003. ..................................................................... 176
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 79 ± EAB006/REN004. ..................................................................... 177
Figura 80 ± EAB007/REN005. ..................................................................... 178
Figura 81 ± REL003..................................................................................... 179
Figura 82 ± REL004..................................................................................... 180
Figura 83 ± RAP101. ................................................................................... 181
Figura 84 ± REL111..................................................................................... 182
Figura 85 ± REL101..................................................................................... 183
Figura 86 ± REL102..................................................................................... 184
Figura 87 ± REL103..................................................................................... 184
Figura 88 ± REL104..................................................................................... 185
Figura 89 ± REL105..................................................................................... 186
Figura 90 ± REL107..................................................................................... 186
Figura 91 ± REL108..................................................................................... 187
Figura 92 ± REL110..................................................................................... 188
Figura 93 ± REL113..................................................................................... 189
Figura 94 ± REL1021................................................................................... 190
Figura 95 ± Comparação dos índices de perdas municipal, estadual e nacional.
.................................................................................................................... 194
Figura 96 ± Exemplificação REN/REL/Elevatória......................................... 196
Figura 97 ± Exemplificação Poço profundo.................................................. 196
Figura 98 ± Tela dos Macromedidores. ....................................................... 197
Figura 99 ± Tela dos Reservatórios. ............................................................ 197
Figura 100 ± Indicadores do sistema de abastecimento de água - SAA. ..... 202
Figura 101 ± Comparativo de valores praticados. ........................................ 204
Figura 102 ± Fluxograma da coleta e tratamento de esgoto do município de
Marechal Cândido Rondon. ......................................................................... 208
Figura 103 - EEE 01 UNIOESTE e EEE 02 Borboleta. ................................ 209
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 104 - EEE Augusto. .......................................................................... 209
Figura 105 ± Poço de visita. ........................................................................ 214
Figura 106 - Entrada da ETE Guavirá.......................................................... 218
Figura 107 - Calha Parshall. ........................................................................ 219
Figura 108 - Lagoas anaeróbias e facultativas............................................. 219
Figura 109 ± Mapa de localização da ETE - Guavirá. .................................. 221
Figura 110 - Triturador de Galhos modelo Scorpion PTU/500. .................... 241
Figura 111 - Resíduos de poda dispostos no Ecoponto. .............................. 242
Figura 112 ± Locais com boa execução dos serviços de limpeza pública. ... 242
Figura 113 - Dispositivo para armazenamento de resíduo domiciliar. .......... 244
Figura 114 ± Armazenamento e separação de recicláveis e orgânicos. ...... 244
Figura 115 - Mapa dos Setores de Coleta Convencional no Distrito Sede. .. 246
Figura 116 ± Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de Porto Mendes. 250
Figura 117 - Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de Bom Jardim. .... 251
Figura 118 ± Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de Iguiporã. ......... 252
Figura 119 - Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de Novo Três Passos.
.................................................................................................................... 253
Figura 120 - Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de Novo Horizonte.
.................................................................................................................... 254
Figura 121 - Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de Bela Vista........ 255
Figura 122 - Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de Margarida........ 256
Figura 123 - Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de São Roque. ..... 257
Figura 124 - Roteiro da Coleta Convencional na Vila Rural Santa Clara...... 258
Figura 125 - Trator para revolvimento das leiras de compostagem.............. 259
Figura 126 - Containers dispostos no Ecoponto. ......................................... 261
Figura 127 - Imagem de divulgação do Ecoponto pela COOPERAGIR. ...... 261
Figura 128 - Caminhão utilizado para coleta da ACAN. ............................... 262
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 129 - Sacos para o armazenamento de resíduos recicláveis. ........... 263
Figura 130 - Novo Galpão disponibilizado para ACAN................................. 265
Figura 131 - Galpão da associação de catadores ACAN. ............................ 265
Figura 132 - Galpão da COOPERAGIR. ...................................................... 266
Figura 133 - Armazenamento dos resíduos no interior da Cooperativa. ...... 266
Figura 134 - Máquina extrusora de isopor. .................................................. 267
Figura 135 - Armazenamento de vidro no Ecoponto e ACAN. ..................... 268
Figura 136 - Embalagens laminadas enfardadas. ........................................ 269
Figura 137 - Fiações armazenadas no galpão da ACAN. ............................ 269
Figura 138 - Resíduos com logística reversa obrigatória. ............................ 271
Figura 139 - Relação interligada entre os atores no sistema de logística reversa.
.................................................................................................................... 271
Figura 140 - Fluxo simplificado de resíduos nos sistemas de logística reversa.
.................................................................................................................... 272
Figura 141 - Ciclo da logística reversa de eletroeletrônicos e seus
componentes. .............................................................................................. 274
Figura 142 - Ciclo da logística reversa de pilhas e baterias. ........................ 275
Figura 143 - Ciclo da logística reversa de lâmpadas inservíveis. ................. 276
Figura 144 - Resíduos volumosos e RCC no Ecoponto. .............................. 285
Figura 145 ± Materiais de gesso armazenado no Ecoponto Municipal. ....... 285
Figura 146 - Localização do depósito de RCC. ............................................ 286
Figura 147 - Interior do Depósito de RCC. ................................................... 286
Figura 148 - Exemplo de Lixão. ................................................................... 287
Figura 149 - Exemplo de aterro controlado. ................................................. 288
Figura 150 - Exemplo de aterro sanitário. .................................................... 288
Figura 151 - Localização do aterro sanitário. ............................................... 290
Figura 152 - Entrada do aterro sanitário e disposição dos resíduos............. 291
Figura 153 - Balança para pesagem dos veículos. ...................................... 291
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 154 - Localização do Antigo Lixão e sede da Cooperagir. ................ 292
Figura 155 - Situação do Antigo Lixão. ........................................................ 293
Figura 156 ± Dispositivos de microdrenagem no Município de Marechal
Cândido Rondon.......................................................................................... 298
Figura 157 ± Fluxograma do sistema de drenagem do município (PMSB 2016).
.................................................................................................................... 300
Figura 158 ± Inundação em Marechal Cândido Rondon, Avenida Rio Grande
do Sul (Lago Municipal). .............................................................................. 303
Figura 159 ± Inundação em Marechal Cândido Rondon, Avenida Rio Grande
do Sul. ......................................................................................................... 303
Figura 160 ± Mapa das microbacias de influência na área urbana do Município
de Marechal Cândido Rondon. .................................................................... 308
Figura 161 ± Mapa da hierarquia fluvial. ...................................................... 311
Figura 162 ± Mapa de uso e ocupação do solo da Microbacia Córrego Guará.
.................................................................................................................... 320
Figura 163 ± Mapa de uso e ocupação do solo da Microbacia Córrego Guavirá.
.................................................................................................................... 321
Figura 164 ± Mapa de uso e ocupação do solo da Microbacia Arroio Fundo.
.................................................................................................................... 322
Figura 165 ± Mapa de uso e ocupação do solo das microbacias de influência
na área urbana do Município de Marechal Cândido Rondon. ...................... 323
Figura 166 ± Equação de intensidade de chuva. ......................................... 326
Figura 167 ± Determinação da largura média da bacia................................ 331
Figura 168 ± Exemplo de ravinas. ............................................................... 335
Figura 169 ± Exemplo de voçoroca. ............................................................ 336
Figura 170 ± Suscetibilidade a erosão hídrica no Brasil............................... 337
Figura 171 ± Erodibilidade dos solos no Brasil. ........................................... 338
Figura 172 ± Vulnerabilidade a erosão hídrica de Marechal Cândido Rondon.
.................................................................................................................... 339
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 173 ± Área com drenagem deficitária. .............................................. 341
Figura 174 ± Pontos e problemas identificados (PMSB 2016). .................... 342
Figura 175 ± Localização dos pontos com problemas identificados (PMSB
2016). .......................................................................................................... 342
Figura 176 ± Principais macrodrenagens municipais (2016). ....................... 348
Figura 177 - Exemplo de sistema e convencional. ....................................... 374
Figura 178 - Exemplo de sistema descentralizado....................................... 374
Figura 179 - Exemplo de sistema de saneamento centralizado. .................. 375
Figura 180 - Sistema Individual de Tratamento ± Fossas Sépticas.............. 377
Figura 181 ± Sistema de tratamento individual ± Valas de Infiltração. ......... 378
Figura 182 ± Sistema individual de tratamento ± Sumidouro. ...................... 379
Figura 183 ± Estação Compacta de Tratamento de Esgotos Sanitários. ..... 380
Figura 184 - Esquema da fossa séptica biodigestora. ................................. 383
Figura 185 - Exemplo de instalação da fossa biodigestor. ........................... 383
Figura 186 - Esquema de zona de raízes ou SAC. ...................................... 385
Figura 187 - Exemplos de zonas de raízes e mecanismos de controle de PVC.
.................................................................................................................... 386
Figura 188 - Esquema de círculo de bananeira. .......................................... 387
Figura 189 - Exemplo de círculo de bananeira............................................. 388
Figura 190 - Esquema de BET. ................................................................... 388
Figura 191 - Exemplo de BET ou fossa verde.............................................. 389
Figura 192 - EPIs necessários para os colaboradores dos serviços de limpeza
pública e manejo de Resíduos Sólidos. ....................................................... 415
Figura 193 - Fluxograma das etapas mínimas do dimensionamento da coleta
convencional................................................................................................ 416
Figura 194 - Recipiente para o acondicionamento de resíduos sólidos
domiciliares e comerciais............................................................................. 419
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 195 - Equação do dimensionamento da frota de veículos de cidades de
pequeno e médio porte. ............................................................................... 421
Figura 196 - Recipientes para a coleta seletiva. .......................................... 425
Figura 197 - Exemplo de Ponto de Entrega Voluntária. ............................... 431
Figura 198 - Exemplo de veículo para a coleta seletiva. .............................. 432
Figura 199 - Funcionamento de um CTR. .................................................... 433
Figura 200 - Centro de Triagem de Resíduos Sólidos - CTRS e segregação de
recicláveis e não recicláveis. ....................................................................... 435
Figura 201 - Bombonas para o acondicionamento de resíduos orgânicos. .. 438
Figura 202 - Leiras de compostagem natural de resíduos de feira e
compostagem aeróbica de resíduos orgânicos em leiras. ........................... 439
Figura 203 - Equipamento utilizado para varrição mecânica. ....................... 448
Figura 204 - Capacidade instalada de tratamento de RSS. ton/ano............. 458
Figura 205 - Organograma para sistema de gestão de RCC e volumosos. . 462
Figura 206 - Usina Móvel de reciclagem de RCC. ....................................... 464
Figura 207 - Modelo de Ponto de Entrega Voluntária ou Ecoponto para
recebimento de resíduos da Construção Civil ou volumosos. ...................... 471
Figura 208 - Modelo de Caçamba para acondicionamento de resíduos da
construção civil e caminhão poliguindaste para o recolhimento da caçamba.
.................................................................................................................... 475
Figura 209 - Modelo de Controle de Transporte de Resíduos ± CTR. ......... 477
Figura 210 - Modelo de plano de gerenciamento de resíduos da construção civil
- PGRCC para grandes geradores............................................................... 481
Figura 211 - Cálculo das diferentes dimensões do ISLU. ............................ 495
Figura 212 - Equação geral do ISLU............................................................ 495
Figura 213 - Veículo utilizado para o transporte de lodo de ETE e ETA. ..... 498
Figura 214 - Gestão pública para o manejo de resíduos sólidos urbanos. ... 530
Figura 215 - Gestão pública associada para o manejo de resíduos sólidos
urbanos. ...................................................................................................... 530
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 216 - Gestão público-privada para o manejo de resíduos sólidos
urbanos. ...................................................................................................... 531
Figura 217 ± Desenho esquemático do processo de assoreamento. ........... 564
Figura 218 ± Exemplo de reservatório subterrâneo com recreação na parte
superior. ...................................................................................................... 565
Figura 219 ± Demonstração de Faixas das APPs de acordo com Código
Florestal....................................................................................................... 566
Figura 220 - Exemplo de Corredores Verdes............................................... 568
Figura 221 ± Seção típica de valas biorretenção. ........................................ 569
Figura 222 ± Exemplos de biovaletas. ......................................................... 570
Figura 223 ± Exemplo de biótopos. ............................................................. 571
Figura 224 ± Exemplo de caixa de expansão. ............................................. 572
Figura 225 ± Diques. ................................................................................... 573
Figura 226 - Exemplo de Pôlder. ................................................................. 574
Figura 227 - Exemplos de controles na fonte............................................... 577
Figura 228 - Exemplos de reservatórios para água da chuva em imóveis
residenciais.................................................................................................. 578
Figura 229 - Exemplo de Estação Fluviométrica Automática. ...................... 589
Figura 230 - Lista de Presença Reunião Técnica. ....................................... 673
Figura 231 - Apresentação do Diagnóstico e do Prognóstico....................... 674
Figura 232 - Lista de Presença da Audiência Pública do Diagnóstico e do
Prognóstico. ................................................................................................ 687
Figura 233 - Fotos da Audiência Pública do Diagnóstico e do Prognóstico.. 689
Figura 234 - Apresentação Audiência Pública Final..................................... 690
Figura 235 - Lista de presença da Audiência Pública Final.......................... 696
Figura 236 - Fotos Audiência Pública final. .................................................. 697
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
LISTA DE QUADROS
Quadro 1 - Breve descritivo dos principais dispositivos legais de âmbito federal
direta ou indiretamente relacionados com a gestão de resíduos sólidos. .... 228
Quadro 2 - Breve descritivo das principais deliberações do CONAMA no âmbito
federal que direta ou indiretamente se relacionam com a gestão de resíduos
sólidos. ........................................................................................................ 232
Quadro 3 - Breve descritivo das principais Normas da ABNT que direta e/ou
indiretamente se relacionam com a gestão de resíduos sólidos. ................. 234
Quadro 4 - Instrumentos de implementação e operacionalização do sistema de
logística reversa. ......................................................................................... 236
Quadro 5 - Legislações e normas estaduais de Resíduos Sólidos (Estado do
Paraná)........................................................................................................ 237
Quadro 6 - Legislação municipal aplicável a temática de Resíduos Sólidos.239
Quadro 7 - Definição e tipos de serviço que caracterizam a limpeza pública.
.................................................................................................................... 240
Quadro 8 - Ações para emergências e contingências referentes a ocorrência de
alagamentos, inundações e enchentes........................................................ 592
Quadro 9 - Ações para emergências e contingências referentes a alternativas
para resolução dos problemas com processos erosivos. ............................. 593
Quadro 10 - Ações para emergências e contingências referentes a alternativas
para resolução dos problemas..................................................................... 594
Quadro 11 - Síntese do objetivo 1. .............................................................. 596
Quadro 12 - Síntese do objetivo 2. .............................................................. 597
Quadro 13 - Síntese do objetivo 3. .............................................................. 598
Quadro 14 - Síntese do objetivo 4. .............................................................. 599
Quadro 15 - Síntese do objetivo 5. .............................................................. 600
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
LISTA DE GRÁFICOS
Gráfico 1 - Educação no município. ............................................................... 61
Gráfico 2- Educação no Município de Marechal Cândido Rondon, Paraná e
Brasil. ............................................................................................................ 61
Gráfico 3 - Evolução da população do Município de Marechal Cândido Rondon.
...................................................................................................................... 71
Gráfico 4 - Gráfico com Taxa de crescimento urbano. ................................... 71
Gráfico 5 - Análise comparativa entre o crescimento populacional pelo IBGE e
a Curva Linear. .............................................................................................. 72
Gráfico 6 - Análise comparativa entre o crescimento populacional pelo IBGE e
a Curva Potencial. ......................................................................................... 73
Gráfico 7 - Análise comparativa entre o crescimento populacional pelo IBGE e
a Curva Exponencial......................................................................................73
Gráfico 8 - Análise comparativa entre o crescimento populacional pelo IBGE e
a Curva Logarítmica. ..................................................................................... 74
Gráfico 9 - Análise comparativa entre o crescimento populacional pelo IBGE e
a Curva Polinomial......................................................................................... 74
Gráfico 10 ± Coeficiente de distribuição espacial da chuva (K).................... 332
Gráfico 11 ± Vazões Microbacia Córrego Guará.......................................... 333
Gráfico 12 ± Vazões Microbacia Córrego Guavirá. ...................................... 333
Gráfico 13 ± Vazões Microbacia Arroio Fundo. ............................................ 334
Gráfico 14 - Despesas por prazo de execução. ........................................... 620
Gráfico 15 - Despesas por prazo de execução. ........................................... 642
Gráfico 16 - Despesas por prazo de execução. ........................................... 654
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
APRESENTAÇÃO
Este documento corresponde à revisão do Plano de Saneamento Básico do
Município de Marechal Cândido Rondon ± PR, conforme Contrato nº 052/2023.
O Plano Municipal de Saneamento Básico ± PMSB, abrange o conjunto de
serviços de infraestruturas e instalações dos setores de saneamento básico, que, por
definição, engloba o abastecimento de água, o esgotamento sanitário, a limpeza
urbana e o manejo de resíduos sólidos e a drenagem e o manejo de águas pluviais
urbanas.
O Plano de Saneamento Básico do Município de Marechal Cândido Rondon
visa estabelecer um planejamento das ações de saneamento no município, atendendo
aos princípios da Política Nacional de Saneamento Básico - Lei n° 11.445/2007,
alterada pela Lei nº 14.026/2020, assim como as diretrizes da Política Nacional dos
Resíduos Sólidos - Lei Federal nº 12.305/2010, com vistas à melhoria da salubridade
ambiental, à proteção dos recursos hídricos e à promoção da saúde pública.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
INTRODUÇÃO
A necessidade da melhoria da qualidade de vida aliada às condições, nem
sempre satisfatórias, de saúde ambiental e a importância de diversos recursos
naturais para a manutenção da vida, resultam na necessidade de adotar uma política
de saneamento básico adequada, considerando os princípios da universalidade,
equidade, desenvolvimento sustentável, entre outros.
A falta de planejamento municipal e a ausência de uma análise integrada
conciliando aspectos sociais, econômicos e ambientais resultam em ações
fragmentadas e nem sempre eficientes que conduzem para um desenvolvimento
desequilibrado e com desperdício de recursos.
A falta de saneamento ou adoção de soluções ineficientes trazem danos ao
meio ambiente, como a poluição hídrica e a poluição do solo que, por consequência,
influencia diretamente na saúde pública. Em contraposição, ações adequadas na área
de saneamento reduzem significativamente os gastos com serviços de saúde.
Acompanhando a preocupação das diferentes escalas de governo com
questões relacionadas ao saneamento, a Lei nº 11.445 de 2007 estabeleceu as
diretrizes nacionais para o saneamento básico, atualizada pelo Novo Marco Legal do
Saneamento, Lei n° 14.026 de 2020.
Entendendo saneamento básico como o conjunto de serviços, infraestruturas e
instalações operacionais de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza
urbana e manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo de águas pluviais urbanas,
a Lei condiciona a prestação dos serviços públicos destas áreas à existência do Plano
de Saneamento Básico, o qual deve ser revisto a cada dez anos, de acordo com as
diretrizes da Lei n° 14.026/2020.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
1. CARACTERIZAÇÃO MUNICIPAL
A caracterização geral compreende um painel resumo sobre a área de estudo,
com um breve histórico do Município de Marechal Cândido Rondon, a localização,
suas principais vias de acesso, os aspectos ambientais regionais, a situação
socioeconômica em que são apresentados os aspectos demográficos e o índice de
desenvolvimento humano municipal.
1.1. ASPECTOS REGIONAIS, LOCALIZAÇÃO E ACESSO
Marechal Cândido Rondon é um município brasileiro que faz parte do Estado
de Paraná. Faz divisa com os municípios: Mercedes, Quatro Pontes, Nova Santa
Rosa, Toledo, Ouro Verde do Oeste, São José das Palmeiras, Entre Rios do Oeste e
Pato Bragado. Em relação às suas coordenadas geográficas, localiza-se na latitude
24º32¶59´VXOHORQJLWXGH54º03¶40´RHVWHDXPDDOWLWXGHGH25 metros. Está a 578
km de distância da capital do Estado de Paraná Curitiba, e a 1.461 km de distância da
capital do país, Brasília.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ± IBGE, a área
da unidade territorial era de 745,748 km² em 2022. E conforme o último censo
demográfico realizado em 2022, apresentava um total de 55.836 habitantes,
chamados pelo gentílico altinense (IBGE, 2022).
O principal acesso ao município de Marechal Cândido Rondon se dá pela
Rodovia Estadual PR ± 467 e BR - 163. Abaixo segue o mapa que expõe as
informações.
A figura abaixo mostra as principais rodovias de acesso ao município.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 1- Mapa de localização do Município de Marechal Cândido Rondon.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
1.2. HISTÓRICO
Marechal Cândido Rondon é um município típico germânico, onde as
características do povo e as construções, protegem a cultura europeia.
A ocupação da cidade e território local foi estimulada a partir da instalação da
empresa Colonizadora chamada Industrial Madeireira Rio Paraná S/A ± Maripá, por volta
dos anos cinquenta. A busca da extensão da fronteira agrícola, acoplada a premissa de
exploração da erva mate, a policultura de subsistência, e diversos fatores econômicos,
foram importantes para criação do núcleo populacional, que se originou no Município de
Marechal Cândido Rondon.
Para explorar as riquezas vegetais presente no território Oeste do Paraná a
Companhia Colonizadora Maripá foi responsável por tais procedimentos,
desmembrando assim o lugar em pequenas propriedades rurais e as comercializou
para os colonos provenientes dos vizinhos, Estados de Rio Grande do Sul e Santa
Catarina.
A vila General Rondon passou a ser distrito de Toledo em 1953. Já em 25 de julho
de 1960 General Rondon foi elevada a condição de município, recebendo o nome de
Marechal Cândido Rondon. A emancipação política do município foi em 1960.
1.3. ASPECTOS AMBIENTAIS
No quesito dos aspectos ambientais de Marechal Cândido Rondon, sendo eles
o clima, a temperatura, a precipitação, a umidade relativa do ar, geologia,
geomorfologia e vegetação, os capítulos subsequentes descreverão estas vertentes
do município, apresentando suas peculiaridades que determinam as características
ambientais do seu território.
1.3.1. Clima
A classificação climática é uma tentativa de reunir o maior número de
elementos possíveis que possam caracterizar os diferentes climas existentes em
grupos distantes como, por exemplo: temperatura, precipitação, radiação e vento. É
feita a partir de zonas, como as zonas polares, temperadas, tropical, subtropical e
equatorial. O sistema de classificação climática mais utilizado na climatologia,
ecologia e geografia é o de Köppen±Geiger, devido sua simplicidade, facilidade e por
conter base científica (PASSOS, 2009).
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Marechal Cândido Rondon - PR
Foi lançado pela primeira vez no ano de 1900, relacionando clima e vegetação
a partir de critérios numéricos que definem os tipos climáticos, porém, em algumas
ocasiões, o referido sistema classificatório não apresenta parâmetros para distinguir
quanto às regiões e biomas distintos, pois se trata de uma classificação genérica
(PASSOS, 2009).
Segundo Ayoade (1996), este primeiro modelo baseava-se nas zonas de
vegetação do mapa feito por Alphonse de Candolle. O modelo foi revisado em 1918,
dando maior atenção à temperatura, à precipitação pluvial e às suas características
sazonais. Estabeleceu-se assim, cinco tipos climáticos principais, designados pelas
letras maiúsculas:
A ± Climas tropicais chuvosos;
B ± Climas secos;
C ± Climas temperados chuvosos e moderadamente quentes;
D ± Climas frios com neve-floresta;
E ± Climas polares;
Sendo:
A ± O mês mais frio tem temperatura média superior a 18ºC. A precipitação
pluvial é maior que a evapotranspiração anual, prejudicando a sobrevivência
de algumas plantas tropicais;
B ± A evapotranspiração média anual é maior do que a precipitação anual;
C ± A temperatura média varia entre -3ºC e 18ºC no mês mais frio;
D ± Com temperatura média abaixo de -3ºC o mês mais frio e temperatura
média maior do que 10ºC para o mês mais quente;
E ± Temperatura média menor do que 10ºC para o mês mais moderadamente
quente.
Seguido desta classificação, adicionou-se um grupo de climas de terras-altas,
que ficou representado pela letra H. Esta classificação ainda passou a ter duas
subdivisões. A primeira realizada pela distribuição sazonal de precipitação, como
pode-se visualizar abaixo:
f ± Úmido o ano todo (A, C, D);
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m ± De monção, breve estação seca com chuvas intensas durante o resto do
ano (A);
w ± Chuva de verão (A, C, D);
S ± Estação seca de verão (B);
W ± Estação seca de inverno (B);
A figura 2 mostra o Brasil de acordo com a classificação climática de Köppen-
Geiger.
Figura 2- Brasil de acordo com a Classificação de Köppen-Geiger.
Fonte: ALVARES et al., 2013. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Após esse entendimento sobre a classificação climática de Köppen-Geiger, é
possível classificar o clima predominante dos municípios brasileiros. Sabe-se que o
clima de uma região é determinante para as atividades econômicas nela
desenvolvidas, assim como o tipo de vegetação predominante e o tipo de solo.
Especificamente para o município, localizado a uma altitude de 425 metros,
com pluviosidade anual de 1.835 mm, temperatura média estimada de 21ºC, seguindo
a classificação climática de Köppen, o clima de Marechal Cândido Rondon é
classificado como Cfa denominado Clima subtropical úmido.
Neste sentido, a Figura 3 mostra a classificação climática do município de
acordo com Köppen.
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Figura 3 - Classificação Climática de Marechal Cândido Rondon.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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1.3.2. Temperatura
Em relação ao Município de Marechal Cândido Rondon, a temperatura média
anual é 21°C. Janeiro e fevereiro são os meses mais quentes, com temperatura
máxima de 28,5°C enquanto que no mês mais frio (julho), atinge mínima de 12,8°C
(CLIMATE DATA, 2023).
Através da Tabela 1, é possível observar as variações de temperatura e
precipitação apresentadas durante o período de 1991 a 2021.
Tabela 1 - Temperaturas 1991 a 2021 (ºC).
Mês Temperatura Mínima Temperatura Máxima Média
JAN 24,2
FEV 20,7 28,5 24
MAR 23,4
ABR 20,6 28,5 21,7
MAI 17,8
JUN 19,8 28 16,8
JUL 16,4
AGO 18 26,3 18,4
SET 20,3
OUT 14,5 22,1 22,4
NOV 22,8
DEZ 13,5 21,2 23,9
12,8 21,2
14,1 23,9
15,9 25,9
18,3 27,5
18,8 27,5
20,1 28,4
Temperatura média
Fonte: CLIMATE DATA, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
1.3.3. Precipitação e Umidade Relativa do Ar
A precipitação é um fenômeno que inclui a chuva, a neve, a neblina, o granizo,
o orvalho entre outros fenômenos relacionados à queda de água do céu. A medida
utilizada para calcular a quantidade ocorrida de precipitação em um determinado local
é o mm/m².
Conforme análise de banco de dados entre os anos de 1991 a 2021, tem-se
uma mínima mensal de 97 mm e máxima mensal de 200 mm de chuva. A precipitação
anual foi de 1.835 mm (CLIMATE DATA, 2023).
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Tabela 2- Precipitação de 1991 a 2021.
Mês Chuva (mm)
JAN 176
FEV 172
MAR 134
ABR 132
MAI 164
JUN 139
JUL 114
AGO 97
SET 156
OUT 200
NOV 161
DEZ 190
TOTAL 1.835
Fonte: CLIMATE DATA, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
A umidade relativa do ar é uma das formas de expressar o conteúdo de vapor
existente na DWPRVIHUD $ SUHVHQoD GH YDSRU G¶água na atmosfera contribui para a
diminuição da amplitude térmica, sendo a diferença entre a temperatura mínima e
máxima registrada.
A tabela 3 ilustra as médias mensais de umidade relativa do ar durante o
período de 1991 a 2021 em Marechal Cândido Rondon.
Umidade JAN Tabela 3 - Umidade relativa do ar (1991 a 2021).
(%) 78 FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
78 75 74 76 78 75 66 65 70 71 75
Fonte: CLIMATE DATA, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Para o município, em relação a sensação de umidade, janeiro, fevereiro e junho
era o mês com maior porcentagem de umidade relativa do ar, com 78%. Setembro foi
o mês com menor valor 65% (CLIMATE DATA, 2023).
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1.3.4. Levantamento da Rede Hidrográfica do Município
A rede hidrográfica de um município é definida como bacia hidrográfica, sendo
o conjunto de terras banhadas por um rio e seus afluentes, de forma que toda vazão
seja descarregada através de um curso principal, limitada perifericamente por uma
unidade topográfica mais elevada, denominada divisor de águas.
A bacia hidrográfica desempenha um papel fundamental no fornecimento de
água potável, na prática de irrigação e no setor turístico. No entanto, a sub-bacia em
questão enfrenta o risco de inundações devido à falta de vegetação adequada para
conter a água quando ocorrem chuvas intensas.
Segundo o Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos do
Estado de São Paulo, o Brasil é dividido em 12 bacias hidrográficas nacionais,
ilustradas pela Figura 4.
Figura 4 ± Bacias Hidrográficas do Brasil.
Fonte: SIGRH, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
A bacia hidrográfica de Marechal Cândido Rondon, é uma sub bacia do rio
Paraná, a área da bacia é de 700 Km², e a população atendida pela sub bacia é cerca
de 100.000 habitantes.
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Figura 5 ± Bacia do Rio Paraná.
Fonte: RESEARCHGATE, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Abaixo a Figura 6 mostra o mapa de Hidrografia do Município de Marechal
Cândido Rondon.
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Figura 6 ± Mapa de Hidrografia do Município de Marechal Cândido Rondon.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Figura 7 - Mapa de Hidrografia urbana de Marechal Cândido Rondon.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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1.3.5. Geologia
Como conceito, a geologia busca o conhecimento da origem da terra, além de
sua estrutura, composição, processos de dinâmica interna e externa e de sua
evolução.
A geologia possibilita o entendimento da formação de minerais e rochas,
significado dos fósseis, a origem de vulcões, terremotos, maremotos e montanhas, a
formação de solos, o transporte e deposição de sedimentos, e a acumulação de água
subterrânea.
Para o Município de Marechal Cândido Rondon foi realizado o levantamento
geológico na base de dados do Banco de Dados e Informações Ambientais - BDiA, e
analisadas as unidades geológicas que estão presentes no território do município.
Identificou-se que Marechal Cândido Rondon possui apenas uma unidade
geológica em seu território, sendo ela Serra Geral, com 94,86% de incidência e corpo
G¶iJXDFRQWLQHQWDOFRPGHLQFLGrQFLD$VURFKDVEDViOWLFDVGDIRUPDomR6HUUD
Geral são originárias de lavas vulcânicas que emergiram da superfície há milhões de
anos.
As lavas se espalharam em grandes áreas, formando derrames de 30 a 40
metros de espessura. Cada derrame é composto de três partes principais: base,
central e topo. A Figura 8 apresenta o mapa geológico do município, segundo essas
informações.
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Figura 8 - Mapa Geológico do Município de Marechal Cândido Rondon.
Fonte: BDIA, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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1.3.6. Geomorfologia
A Geomorfologia pode ser entendida como a ciência que estuda as formas do
relevo, considerado a expressão espacial de uma superfície terrestre, que formam
variadas paisagens geomorfológicas.
É uma ciência que engloba os estudos das formas superficiais do relevo, seus
métodos de formação geológica e dinâmica de transformação, é um estudo amplo que
compreende elementos e encadeamento de fatores que fornecem a transformação do
modelo terrestre em diferentes escalas de tempo portando busca analisar os agentes
endógenos e exógenos de formação do relevo.
As características da geomorfologia de Marechal Cândido Rondon se dão pela
formação do relevo, com predomínio de Planalto Dissecado Rio Iguaçu 3,61%,
Planaltos Rebaixados do Rio Paraná H&RUSRG¶iJXD&RQWLQHQWDO
O gráfico abaixo expressa de forma didática as principais características
dessas formações. A Figura 9 apresenta o mapa geomorfológico de Marechal Cândido
Rondon.
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Figura 9 - Mapa Geomorfológico de Marechal Cândido Rondon.
Fonte: BDIA, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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1.3.7. Declividade
Declividade pode ser entendida como a inclinação do relevo em relação ao
plano horizontal. Sendo um dos aspectos limitantes à utilização de máquinas agrícolas
em terrenos que possam tornar lento o deslocamento, assim como não garantir a
estabilidade das máquinas.
A declividade também pode influenciar de maneira direta na radiação solar
recebida pelas diferentes encostas, explicando as diferenças encontradas na
distribuição e propriedades dos solos em encostas, na distribuição do escorrimento
superficial e desenvolvimento das redes de drenagem (HÖFIG; ARAUJO JUNIOR,
2015).
No que tange ao declive do Município de Marechal Cândido Rondon, a tabela
a seguir relaciona as classes de declividades com indicações gerais da
adequabilidade e restrições para o planejamento.
Tabela 4 - Classes de declividade com indicações gerais da adequabilidade e restrições
para o planejamento.
Intervalos Inclinações Indicações para o planejamento
0 ± 5% ¶ Áreas com muito baixa declividade. Restrições
à ocupação por dificuldades no escoamento de
águas superficiais e subterrâneas.
5 ± 10% ¶± ¶ Áreas com baixa declividade. Dificuldades na
instalação de infraestrutura subterrânea como
redes de esgoto e canalizações pluviais.
10 ± 20% ¶± ¶ Áreas com média declividade. Aptas à
ocupação considerando-se as demais restrições
como: espessura dos solos, profundidade do
lençol freático, susceptibilidade a processos
erosivos, adequabilidade a construções, etc.
20 ± 30% ¶± ¶ Áreas com alta declividade. Restrições à
ocupação sem critérios técnicos para
arruamentos e implantação de infraestrutura em
loteamentos
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> 30% !¶ Áreas com muito alta declividade. Inaptas à
ocupação face aos inúmeros problemas
apresentados.
Fonte: Embrapa. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Ao examinar a tabela que categoriza as classes de declividade, acompanhada
pelos mapas correspondentes de declividade e hipsometria, é possível observar que
na zona urbana do Distrito Sede, o Município de Marechal Cândido Rondon exibe uma
área caracterizada por uma declividade reduzida, enquanto evidencia elevação na
porção sul do município.
No contexto do mapa hipsométrico, a diferença altimétrica alcança 322,6
metros entre a região mais elevada (507,94 metros) e a região mais baixa (185,3
metros).
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Figura 10 - Mapa de Declividade do município.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Figura 11 - Mapa de Altitude do Município de Marechal Cândido Rondon.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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1.3.8. Solo
O Sistema Brasileiro de Classificação do Solo, estabelece que o solo é um
conjunto corpos naturais, constituídos por partes sólidas, líquidas e gasosas,
tridimensionais, dinâmicos, formados por materiais minerais e orgânicos.
O solo é constituído pelas fases sólido líquida, gasosa e orgânica, sendo sólido
os minerais, o líquido e gasoso correspondem aos poros e a orgânica é representada
pela matéria orgânica que compõem o solo.
Para o Município de Marechal Cândido Rondon, são 3 tipos de solos
dominantes em seu território. Em proporções decrescentes são: Nitossolo Vermelho
(50,70%), Latossolo Vermelho (32,11%), Neossolo Litólico (9,81%), incluso também
Corpo d'água continental (5,09%) e Área Urbana (2,28%) (BDIA, 2023).
Tabela 5 - Características dos Tipos de Solos de Marechal Cândido Rondon.
Solo Características
Nitossolo Vermelho Nitossolo Vermelho Solos constituídos por material mineral, não
hidromórfico, sendo definido pelo SiBCS (Embrapa, 2006) pela presença
Latossolo Vermelho de horizonte diagnóstico subsuperficial nítico em sequência a qualquer
Neossolo Litólico tipo de horizonte. Apresentam baixa atividade da argila, podendo
apresentar caráter alítico imediatamente abaixo do horizonte ou dentro
dos primeiros 50 cm.
Por apresentarem oxido de ferro, possuem uma cor vermelha acentuada,
dentro de sua composição se destaca em ambientes bem drenados, e
características de cor, textura e estrutura uniformes em profundidade.
Apresentar alta fertilidade por serem profundos e porosos ou muito
porosos.
Compõem solos rasos, onde as rochas não ultrapassam 50 cm,
associados normalmente a relevos mais declivosos.
Sua fertilidade está associada a presença de alumínio, sendo maior nos
eutróficos e mais limitada nos distróficos e alícos.
Fonte: EMBRAPA, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
A Figura 12 mostra o mapa pedológico do território de Marechal Cândido
Rondon.
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Figura 12 - Mapa Pedológico do município.
Fonte: BDIA, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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1.3.9. Vegetação
A vegetação é um dos atributos de maior significância da biota, por isso, sua
conservação é essencial para manutenção de serviços ambientais, existência de
hábitats para as espécies e garantia de bens necessários à sobrevivência humana.
Sendo assim, é um tópico indispensável de análises para estabelecimento de políticas
públicas que visem sua preservação e uso sustentável (MMA, 2023).
O estado do Paraná tem sua vegetação composta por Mata Atlântica e Cerrado,
sendo elas de extrema importância para o clima local. A biodiversidade deste bioma
ampara diversas atividades econômicas voltadas para fins agrossilvopastoris e
industriais.
A Mata Atlântica é composta por formações florestais e ecossistemas
associados. Situa-se em 17 estados brasileiros, estendendo-se na costa do país, com
área de 1,1 milhões de km². No entanto, devido à ocupação e atividades humanas na
região, hoje restam cerca de 29% de sua cobertura original. De acordo com o
Ministério do Meio Ambiente (2022):
As florestas e demais ecossistemas que compõem a Mata Atlântica são
responsáveis pela produção, regulação e abastecimento de água;
regulação e equilíbrio climáticos; proteção de encostas e atenuação de
desastres; fertilidade e proteção do solo; produção de alimentos,
madeira, fibras, óleos e remédios; além de proporcionar paisagens
cênicas e preservar um patrimônio histórico e cultural imenso.DD
2022).
O Cerrado está presente em todas as Regiões brasileiras, e ocupa uma área
de aproximadamente 2 milhões de km², cerca de 23,3% do território nacional. Neste
bioma estão situadas as nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América
do Sul (Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata), fato este que resulta em um
elevado potencial aquífero e favorece a sua biodiversidade.
Possui diversos tipos de fitofisionomias, que abrangem formações campestres,
savânicas, e florestais, além de ser considerado como um hotspot mundial de
biodiversidade devido a abundância de espécies endêmicas.
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³O bioma também tem importante papel social: muitas populações
sobrevivem de seus recursos naturais, incluindo etnias indígenas,
geraizeiros, ribeirinhos, babaçueiras, vazanteiros e Comunidades
quilombolas que, juntas, fazem parte do patrimônio histórico e
cultural brasileiro, e detêm um conhecimento tradicional de sua
biodiversidade.´00$
As formações florestais são um aglomerado de árvores com mais de 15 metros
de altura onde sua copa se encontra com outra, formando um dossel continuo. A
Figura 13 apresenta a cobertura vegetal no território de Marechal Cândido Rondon.
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Figura 13- Cobertura vegetal do Município de Marechal Cândido Rondon.
Fonte: BDIA, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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1.4. ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS
Neste capítulo serão analisados os principais indicadores socioeconômicos
do município, com vista a compreender o processo de produção do espaço e a
sua relação com a população e a economia do local, sendo:
x A caracterização demográfica;
x Os dados econômicos;
x Os indicadores de qualidade de vida.
1.4.1. Densidade Demográfica
Densidade demográfica, densidade populacional ou população relativa é a
medida expressa pela relação entre a população e a superfície do território,
geralmente aplicada a seres humanos e expressada em hab/km² (habitantes por
quilômetro quadrado).
No Município de Marechal Cândido Rondon, a densidade demográfica é de
74,87hab/km², para o ano 2022, de acordo com o IBGE, com o total de 55.836
habitantes (IBGE, 2023).
O resultado da densidade demográfica permite que o município desenvolva
políticas públicas para atender as necessidades sociais e econômicas de uma
determinada população. Este dado permite avaliar também os impactos causados
ao ambiente pelo excesso de pessoas em um determinado local. Monitorando
desta forma, o desmatamento, a poluição de rios e córregos e a geração de
resíduos (IBGE, 2023).
1.4.2. Taxa de Urbanização
A taxa de urbanização, como conceito, é definida como o percentual da
população residente em determinadas áreas urbanas, durante o ano considerado.
Conforme dados elaborados pela PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios) realizado em 2015, 84,72% da população brasileira vive em áreas
urbanas (IBGE, 2015).
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Figura 14 - Taxas de Urbanização das Regiões Brasileiras (2015).
Fonte: IBGE, 2015. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Por definição, a taxa de urbanização é encontrada pela divisão quantitativa
da população urbana pela população total, multiplicada por 100 (IBGE, 2015).
Figura 15 - Cálculo da Taxa de Urbanização.
Fonte: IBGE, 2015. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
De acordo com as projeções populacionais elaboradas pelo Sistema
Nacional de Informações sobre Saneamento, o SNIS apresentou valores da taxa
de urbanização do Município de Marechal Cândido Rondon.
Tabela 6 - Taxa de urbanização de Marechal Cândido Rondon.
Município Ano População População População Taxa de
2020 urbana rural total Urbanização
Marechal
Cândido 44.729 8.766 53.495 (%)
Rondon
83,61
Fonte: SNIS 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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1.4.3. Distribuição Etária por Gênero
A composição por sexo da população de Marechal Cândido Rondon,
focalizada segundo grupos etários, evidencia maior número de mulheres em
relação aos homens no ano de 2017, ainda que há pouca diferença entre eles,
sendo respectivamente, 51,23% e 48,77%. Dos 53.495 habitantes do município
(2017), 25.499 eram mulheres e 24.274 eram homens (ATLAS BRASIL, 2023).
Vale pontuar que a conformação etária constitui resultados dos efeitos
combinados entre fecundidade, mortalidade e migração, gerando pressões de
demanda diferenciadas sobre os serviços públicos de atendimento às
necessidades básicas da população (ATLAS BRASIL, 2023).
1.4.4. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal ± IDHM
O cálculo do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal ± IDHM, possui
a finalidade de caracterizar a qualidade do desenvolvimento do cidadão através
do estudo de três indicadores, sendo eles: a longevidade, a renda e a educação.
Para efeito de comparação, o Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento ± PNDU, indica que o valor desse índice deve variar de 0 a 1,
sendo que, quanto mais próximo a 1, melhor é a qualidade do desenvolvimento
do indivíduo e, quanto mais próximo a 0, pior é o seu desenvolvimento.
Foram avaliados aspectos relacionados à educação, longevidade, emprego
e renda, acesso ao trabalho, condições habitacionais e outras variáveis que
integram alguns dos indicadores de desenvolvimento humano mencionados. A
variação metodológica, bem como o distanciamento do período de publicação
destes indicadores aponta diferenças, sobretudo na classificação do município,
especialmente quando se estabelece comparativos entre os indicadores.
Vale ressaltar que, os dados mais atuais de valores de IDHM individuais
disponíveis são apenas para o ano de 2010.
Em 2010, o IDHM do município ocupava a 7ª posição entre os municípios
do Estado de Paraná. E em relação ao nível nacional, ocupava a 185ª posição,
sendo 0,774 seu IDHM, valor considerado na faixa de Desenvolvimento Humano
baixo (IBGE, 2010).
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Marechal Cândido Rondon - PR
Desta forma, a Figura 16 ilustra o IDHM de Marechal Cândido Rondon em
relação ao Estado.
Figura 16 - Posição do IDHM de Marechal Cândido Rondon no Estado de Paraná.
Fonte: IBGE, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
A Tabela 7apresenta a série histórica do IDH de Marechal Cândido Rondon,
comparando com a série histórica do Estado de Paraná e da cidade de Curitiba
(capital).
Tabela 7 - Série Histórica do IDH.
Ano IDH Estado do Paraná IDHM Curitiba IDHM Marechal
1991 0,507 0,640 Cândido Rondon
2000 0,650 0,750
2010 0,749 0,823 0,569
0,705
0,774
Fonte: IBGE. ATLAS BRASIL, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
A Tabela 8 mostra a evolução do IDHM do município durante os censos
realizados pelo IBGE nos anos de 2000 e 2010, sendo possível notar a qualidade
registrada devido ao aumento de 0,705 para 0,774. Mostra-se também a
significância em cada setor, Educação, Longevidade e Renda.
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Tabela 8 - Índice de Desenvolvimento Humano Municipal e seus Componentes.
IDHM e componentes 2000 2010
IDHM 0,705 0,774
IDHM Educação 0,612 0,704
42,68 56,82
% de 18 anos ou mais com fundamental completo 48,60 83,83
% de 4 a 5 anos na escola 85,70 91,09
% de 11 a 13 anos nos anos finais do ensino fundamental
ou com ensino fundamental completo 81,55 68,03
% de 15 a 17 anos com ensino fundamental completo
% de 18 a 20 anos com ensino médio completo 48,36 59,72
IDHM Longevidade 0,804 0,842
Esperança de vida ao nascer 73,26 75,51
IDHM Renda 0,711 0,782
Renda per capita 669,62 1.036,38
Fonte: ATLAS BRASIL, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Em 2010, a dimensão que mais contribuiu para o IDHM do município foi a
Longevidade, com índice de 0,842, seguida de Renda, com índice de 0,782 e de
Educação com índice de 0,705. Entre 2000 e 2010, verificou-se que os IDHM
Longevidade, Renda e Educação apresentaram alterações de, respectivamente,
de 4,73%, 9,99% e 15,03% (ATLAS BRASIL, 2023).
1.4.5. Educação
Para este índice, são considerados cinco indicadores, sendo que em quatro
referem-se ao fluxo escolar de crianças e jovens com o intuito de medir até que
ponto estão frequentando a escola na série adequada à sua idade. Como quinto
indicador, está a escolaridade da população.
Para o Município de Marechal Cândido Rondon, em 2010, a proporção de
crianças de 5 a 6 anos na escola era de 95,78%. No mesmo ano, a proporção de
crianças de 11 a 13 anos frequentando os anos finais do ensino fundamental era
de 91,09% (ATLAS BRASIL, 2023).
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Marechal Cândido Rondon - PR
A proporção de jovens de 15 a 17 anos com ensino fundamental completo
era de 68,03%. E a proporção de jovens de 18 a 20 anos com ensino médio
completo era de 59,72% (ATLAS BRASIL, 2023).
Gráfico 1 - Educação no município.
Fonte: ATLAS BRASIL, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Para efeito de comparação, o Gráfico 2 demonstra o fluxo escolar por faixa
etária, em relação ao Estado do Paraná e Brasil.
Gráfico 2- Educação no Município de Marechal Cândido Rondon, Paraná e Brasil.
Fonte: ATLAS BRASIL, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Marechal Cândido Rondon - PR
1.4.6. Razão de dependência, taxa de mortalidade e esperança de
vida
A razão de dependência é o percentual da população com menos de quinze
anos de idade e da população com sessenta e cinco anos de idade ou mais,
classificados como população dependente em relação à população de quinze
anos a sessenta e quatro anos, ou seja, a população potencialmente ativa.
Enquanto que a taxa de envelhecimento é a razão entre a população com
sessenta e cinco anos de idade ou mais em relação a população total. Sendo
assim, tem-se que a razão de dependência total de Marechal Cândido Rondon
passou de 48,78% (2000) para 40,61% (2010) e a proporção de idosos de 6,36%
para 8,56% (ATLAS BRASIL, 2023).
A Tabela 9 menciona a estrutura etária entre os anos de 2000 e 2010,
segundo o IBGE.
Tabela 9 - Estrutura Etária da População de Marechal Cândido Rondon.
Estrutura etária 2000 2010
Menor de 15 População % do Total População % do Total
anos
10.835 26,42 9.513 20,32
15 a 64 anos 27.550 67,18 33.247 71,01
65 anos ou mais 2.622 6,39 4.059 8,67
Razão de 48,78 - 40,61 -
dependência
Taxa de 6,36 - 8,56 -
envelhecimento
Fonte: ATLAS BRASIL, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
A taxa de mortalidade infantil é definida como o número de óbitos de
crianças com menos de um ano de idade para cada mil nascidos vivos. No
município essa taxa passou de 20,20 (2000) para 12,38 em 2010. No mesmo
período, na UF, mudou de 20,30 para 13,08.
Como conceito, a esperança de vida ao nascer é o indicador utilizado para
compor a dimensão Longevidade do Índice de Desenvolvimento Humano
Municipal - IDHM. Esta variável no Município de Marechal Cândido Rondon era
de 73,26 anos em 2000, e de 75,51 anos em 2010. Na UF a esperança de vida
ao nascer era de 69,83 anos no ano de 2000, passando para 74,80 anos em
2010 (ATLAS BRASIL, 2023).
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Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 10 - Taxa de Mortalidade Infantil e Esperança de Vida ao Nascer no
município.
Indicadores 2000 2010
Mortalidade infantil 20,20 12,38
Esperança de vida ao nascer 73,26 75,51
Fonte: ATLAS BRASIL, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
1.4.7. Economia
Economia é considerada uma ciência social, pois engloba o
comportamento que resulta nas necessidades individuais das pessoas,
abordando a produção, distribuição e consumo de bens e serviços que promovem
a qualidade de vida e sobrevivência humana (FEAUSP, 2021).
Em relação ao crescimento econômico e desenvolvimento social dos
municípios, o Valor Adicionado (VA) detém influência direta nos principais setores
econômicos responsáveis pela economia local de cada região, que são: Serviços,
Indústria e Agricultura (BARTH et al., 2018).
VA compreende-se como uma maneira de medir o valor criado por algum
agente econômico, após retirados os custos com matéria-prima, serviços e bens
intermediários, obtendo-se o valor dos bens produzidos por uma economia
(BARTH et al., 2018).
Tabela 11 - Economia nos setores municipais
Setor Atividade Valores em 2020 (R$) (%)
Serviços Serviços (não inclui 1.133.229,63 45,30
administração pública)
Indústria 301.882,04 12,90
Agropecuária Serviços de 643.213,56 25,71
administração pública 422.766,21 16,90
Diversas
Produção agropecuária
Fonte: IBGE,2020. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Marechal Cândido Rondon - PR
1.4.8. Produto Interno Bruto (PIB)
O Produto Interno Bruto ± PIB, representa a soma em valores monetários
de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região, sendo
países, estados ou municípios, durante um período determinado de tempo. O PIB
é um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia com o objetivo de
quantificar a atividade econômica de uma região.
Entretanto, o PIB é apenas um indicador síntese de uma economia. Ele
ajuda a compreender um país, mas não expressa importantes fatores, como
distribuição de renda, qualidade de vida, educação e saúde.
Um país tanto pode ter um PIB pequeno e ostentar um altíssimo padrão de
vida, como registrar um PIB alto e apresentar um padrão de vida relativamente
baixo.
De acordo com o IBGE, em 2010, o PIB per capita do Município de
Marechal Cândido Rondon é de R$ 8.037,01, no ano de 2020. A Tabela 12
apresenta a evolução do PIB do município entre os anos de 2010 e 2020.
Tabela 12 - Evolução do PIB de 2010 a 2020.
Ano Valor (R$ x1000)
2010 88.401
2011 97.856
2012 110.693
2013 117.968
2015 134.776,35
2016 136.069,55
2017 139.794,54
2018 153.946,13
2019 171.950,66
2020 176.570,70
184.722,67
Fonte: IBGE, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Marechal Cândido Rondon - PR
1.4.9. Renda
Os valores de renda per capita mensal registrados em 2000 e 2010
apresentaram crescimento em Marechal Cândido Rondon. No ano de 2000, a
renda per capita era de R$ 669,62, aumentando para R$ 1.036,38 em 2010
(ATLAS BRASIL, 2023).
Com isso, Atlas do Desenvolvimento Humano classifica a população do
município em extremamente pobres, pobres e vulneráveis à pobreza,
considerando a renda domiciliar per capita mensal.
Tabela 13 - Classificação pela renda domiciliar per capita em Marechal Cândido
Rondon.
Categoria Extremamente pobre Pobre Vulneráveis a pobreza
Renda per capita < R$ 70,00 < R$ 140,00 < R$ 255,00
Proporção em 2000 2,65%
Proporção em 2010 0,58% 11,52% 29,93%
2,15% 10,44%
Fonte: ATLAS BRASIL, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Com base nas informações de pessoas que estão inscritas no Cadastro
Único (CadÚnico) do Governo Federal, a Tabela 14 apresenta a proporção de
cada classificação mencionada anteriormente, após o recebimento do Bolsa
Família.
Tabela 14 - Classificação com base no CadÚnico do Governo Federal no município.
Categoria Extremamente pobre Pobre Vulneráveis a pobreza
Renda per capita < R$ 70,00 < R$ 140,00 < R$ 255,00
Proporção em 2014 1,00%
Proporção em 2017 5,84% 10,99% 19,36%
22,59%
50,48%
Fonte: ATLAS BRASIL, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Quanto ao índice que representa a desigualdade de renda, chamado de
Índice de Gini é uma das medidas de desigualdade de renda constantes do Atlas
do Desenvolvimento Humano no país. Seu valor pode variar entre 0 e 1, sendo
que quanto maior o índice, maior a desigualdade de renda existente.
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Deste modo, o Índice de Gini para o Município de Marechal Cândido
Rondon em 2000 era de 0,56, passando para 0,53 em 2010, indicando redução
na desigualdade de renda (ATLAS BRASIL, 2023).
1.4.10. Saúde
De acordo com Datasus (2023), Marechal Cândido Rondon possui 10
Unidades de Saúde. Abaixo segue relação das Unidades de Saúde.
Tabela 15 - Unidades de saúde Município de Marechal Cândido Rondon.
Unidade Básica de Saúde
POSTO DE SAUDE DE NOVO TRES PASSOS
POSTO DE SAÚDE JARDIM PRIMAVERA
POSTO DE SAÚDE DE NOVO HORIZONTE
POSTO DE SAÚDE JARDIM MARECHAL
POSTO DE SAÚDE LOTEAMENTO SÃO LUCAS
POSTO DE SAÚDE DE PORTO MENDES
UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE GERTA HERPICH DE BOM JARDIM
POSTO DE SAÚDE DE IGUIPORA
POSTO DE SAÚDE DE MARGARIDA
CENTRO DE SAÚDE DA CRIANÇA E DA MULHER
POSTO DE SAÚDE VILA GAÚCHA
POSTO DE SAÚDE LOTEAMENTO AUGUSTO JOSE ALVES DE ARAÚJO
POSTO DE SAÚDE JARDIM ALVORADA
POSTO DE SAÚDE DE SÃO ROQUE
POSTO DE SAÚDE JARDIM LIDER
Fonte: DATASUS, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
A Tabela 16 mostra os tipos de estabelecimentos e as quantidades de
salas, com base em dados até junho de 2023.
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Tabela 16 - Estabelecimentos de Saúde no Município de Marechal Cândido
Rondon.
Descrição Salas
CENTRO DE SAÚDE / UNIDADE BÁSICA 19
POLICLÍNICA 2
HOSPITAL GERAL 2
CONSULTÓRIO ISOLADO 162
CLÍNICA/CENTRO DE ESPECIALIDADE 8
UNIDADE DE APOIO DIAGNOSE E TERAPIA (SADT ISOLADO) 14
UNIDADE MÓVEL DE NÍVEL PRÉ-HOSPITALAR NA ÁREA DE URGÊNCIA 1
FARMÁCIA 6
UNIDADE DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE 1
CENTRAL DE GESTÃO EM SAÚDE 1
CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL 1
PRONTO ATENDIMENTO 1
CENTRAL DE REGULAÇÃO DO ACESSO 1
POLO DE PREVENÇÃO DE DOENÇAS E AGRAVOS E PROMOÇÃO DA SAÚDE 1
CENTRO DE IMUNIZAÇÃO 2
Fonte: DATASUS, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
O Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde - CNES possui
informações dos leitos disponíveis nos estabelecimentos de saúde em todo
território nacional.
Essas informações são captadas pelas gestões municipais e estaduais por
meio das variáveis de Tipo de Leito (clínicos, cirúrgicos, complementares etc.),
Detalhamento do Leito (Especialidades) e a quantidade dividida entre Leitos
Existentes e Leitos SUS (CNES, 2023). Abaixo são descritos os conceitos de cada
tipo de leito:
x Leitos Existentes: são utilizados para internação, mesmo que
alguns deles, eventualmente, não possam ser utilizados por alguma
razão, no espaço de tempo de até 01 competência.
x Leitos SUS: são utilizados no âmbito do SUS, pelo qual conceitua-
se por leitos de internação hospitalar ativos, disponíveis para
internação do paciente do SUS. O gestor é responsável por informar
o quantitativo, exceto no caso dos leitos complementares, que é
resultado do processo de habilitação (vide Leitos não SUS);
x Leitos não SUS: é a diferença entre os Leitos Existentes e Leitos
SUS (CNES, 2020).
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Marechal Cândido Rondon - PR
Neste sentido, a Tabela 17 apresenta o quantitativo de leitos existentes e
leitos SUS por categoria.
Tabela 17 ± Quantitativo de Leitos em Marechal Cândido Rondon.
Descrição Existente SUS
CIRÚRGICO 21 3
CLÍNICO 39 11
11 6
OBSTÉTRICO 8 3
PEDIÁTRICO 3 0
COMPLEMENTAR 82 23
TOTAL GERAL
Fonte: DATASUS, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
1.4.11. Vulnerabilidade Social
O Índice de Vulnerabilidade Social (IVS), é um indicador que permite aos
governos um detalhamento sobre as condições de vida de todas as camadas
socioeconômicas do país, identificando àquelas que se encontram em
vulnerabilidade e risco social.
O índice faz menção à suscetibilidade à pobreza e é expressa por variáveis
relacionadas à renda, educação, trabalho e moradia das pessoas e famílias em
situações vulneráveis (ATLAS BRASIL, 2023).
Para estas quatro dimensões de indicadores, destacam-se para o
município os resultados apresentados na Tabela 18.
Tabela 18 - Vulnerabilidade Social do município.
Indicadores Ano
Crianças e Jovens 2000 2010
% de crianças de 0 a 5 anos de idade que não frequentam a escola 78.64 48,00
% de 15 a 24 anos de idade que não estudam nem trabalham em domicílios 6.39 3,76
vulneráveis à pobreza
% de crianças com até 14 anos de idade extremamente pobres 5.38 0,93
Adultos 40.65 28,75
% de pessoas de 18 anos ou mais sem ensino fundamental completo e em 9.21 9,26
0.81 0,61
ocupação informal 0,05
% de mães chefes de família, sem fundamental completo e com pelo menos -
um filho menor de 15 anos de idade
% de pessoas em domicílios vulneráveis à pobreza e dependentes de idosos
% de pessoas em domicílios vulneráveis à pobreza e que gastam mais de
uma hora até o trabalho
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Marechal Cândido Rondon - PR
Condição de Moradia 97.53 100,00
% da população que vivem em domicílios com banheiro e água encanada
Fonte: ATLAS BRASIL, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Com base na dinâmica de alguns indicadores da tabela acima, pode-se
destacar que, entre 2000 e 2010, houve redução no percentual de crianças
extremamente pobres de 5,38% para 0,93%. O percentual de mães chefes de
família sem fundamental completo e com filhos menores de 15 anos, passou de
9,21% para 9,26%.
Durante este mesmo período analisado, houve redução no percentual de
pessoas de 15 a 24 anos que não estudam nem trabalham e são vulneráveis à
pobreza, mudando de 6,39% para 3,76%. E a população em domicílios com
banheiro e água encanada no município aumentou de 97,53% para 100%.
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Marechal Cândido Rondon - PR
2. ESTUDO POPULACIONAL
As metas para a universalização do acesso e a promoção da saúde pública
que serão previstas na revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico, visam
o horizonte de planejamento de vinte anos. Para isso, se faz necessário conhecer
a população do município no final do período determinado.
Diversos são os métodos aplicáveis para o estudo do crescimento
populacional. Neste estudo foram utilizados o método do Crescimento, o
Aritmético, Previsão e o Geométrico. Foram utilizados os levantamentos dos anos
de 1970, 1980, 1991, 2000 e 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
± IBGE.
Com base nos dados do IBGE, realizou-se o estudo da evolução da
população total do município por meio dos métodos citados. Os valores na Tabela
19 apresentam os dados de população urbana e rural do município, dos anos de
1970 até 2010.
Tabela 19 - População total do Município de Marechal Cândido Rondon.
População residente de Marechal Cândido Rondon - PR
Situação do 1970 1980 Ano 2000 2010
domicílio 1991
Total 43.776 56.210 49.430 41.007 46.819
Urbana 7.166 25.039 26.455 31.246 39.147
Rural 36.610 31.171 22.975 9.761 7.672
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, 2022. Adaptado por Líder
Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
O gráfico abaixo apresenta a distribuição da população do município entre
os anos de 1970 a 2010, conforme dados disponibilizados pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística ± IBGE.
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Gráfico 3 - Evolução da população do Município de Marechal Cândido Rondon.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Já no Gráfico 4 é demonstrado a taxa de crescimento urbano anual em
cada período intercensitário. Pode-se averiguar que o período com maior
crescimento da população urbana foi o de 1970/1980, no qual a taxa de
crescimento anual foi de 13,33% ao ano.
Gráfico 4 - Gráfico com Taxa de crescimento urbano.
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, 2022. Adaptado por Líder
Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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A fim de definir qual dos métodos matemáticos mais se adéqua a realidade
do município, obteve-se as linhas de tendência para os dados do IBGE, através
do Software EXCEL, utilizando-se cinco tipos diferentes de curvas: logarítmica,
linear, polinomial, exponencial e potencial.
A evolução da população e a taxa de crescimento (%) ano a ano, obtidos
através do ajuste dos dados do IBGE, são determinadas a partir da curva que
melhor se ajusta aos dados do próprio IBGE. Os gráficos que seguem ilustram o
estudo populacional e o desvio padrão (R²) de cada um dos métodos.
Gráfico 5 - Análise comparativa entre o crescimento populacional pelo IBGE e a
Curva Linear.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Gráfico 6 - Análise comparativa entre o crescimento populacional pelo IBGE e a
Curva Potencial.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Gráfico 7 - Análise comparativa entre o crescimento populacional pelo IBGE e a
Curva Exponencial.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Gráfico 8 - Análise comparativa entre o crescimento populacional pelo IBGE e a
Curva Logarítmica.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Gráfico 9 - Análise comparativa entre o crescimento populacional pelo IBGE e a
Curva Polinomial.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Sendo assim, a linha de tendência que melhor se ajustou (menor desvio
padrão) aos dados do IBGE foi a linha polinomial, que apresentou um R² no valor
de 0,91605243 resultando na equação:
y = -10,86593519x² + 43.946,03225647x - 44.394.568,22345990
R² = 0,91605243
2QGH ³\´ p D SRSXODomR HP XP GHWHUPLQDGR WHPSR ³W´ H ³[´ p R DQR QR
PHVPRWHPSR³W´$SyVGHILQLGDVDVWD[DVGHFUHVFLPHQWRGDOLQKDGHWHQGrQFLD
compara-se os valores com os obtidos por cada método de crescimento.
Desta forma, foi indicado como o mais aplicável ao comportamento do
município, o método Aritmético, que retratou melhor a evolução da população e
permitiu estima-la no futuro. Este método apresentou a população para os
próximos vinte anos, conforme a Tabela 20:
Tabela 20 - Projeção da população do município até o ano 2043.
Ano População
2023 56.569
2024 57.303
2025 58.036
2026 58.769
2027 59.502
2028 60.236
2029 60.969
2030 61.702
2031 62.435
2032 63.169
2033 63.902
2034 64.635
2035 65.368
2036 66.102
2037 66.835
2038 67.568
2039 68.301
2040 69.035
2041 69.768
2042 70.501
2043 71.235
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Ao considerarmos as projeções populacionais realizadas ou mesmo as
informações fornecidas pelo IBGE, é possível perceber o crescimento
populacional do município. Entretanto, percebe-se através dos dados expostos na
tabela acima que a população tem procurado cada vez mais as áreas urbanas
para se residir, buscando postos de trabalho, melhores condições de moradia e
de prestação de serviços.
Sendo assim, é necessário que o Município de Marechal Cândido Rondon
esteja preparado para um contingente futuro garantindo desta forma, uma boa
qualidade de vida para seus habitantes. Além de proporcionar para as áreas rurais
condições para que esta população permaneça em suas propriedades,
contribuindo para o desenvolvimento do município, e que a saída do campo por
estas pessoas seja uma opção e não uma necessidade de melhoria de condição
de vida.
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Marechal Cândido Rondon - PR
3. DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO ATUAL DE SANEAMENTO
A Lei Federal nº 11.445 de 2007, atualizada pela Lei Federal n°
14.026/2020 - Novo Marco Legal do Saneamento, é uma legislação que define os
serviços de saneamento básico. Esses serviços abrangem não apenas o sistema
de abastecimento de água e o de esgotamento sanitário, mas também incluem a
limpeza urbana, o manejo de resíduos sólidos e sistemas de drenagem urbana e
manejo de águas pluviais.
Nos centros urbanos, o abastecimento de água desempenha um papel vital
na vida cotidiana, fornecendo água segura para consumo humano e atividades
domésticas. No entanto, o tratamento dos efluentes gerados pelo uso da água é
igualmente importante. A devolução desses efluentes aos corpos d'água sem o
devido tratamento pode comprometer a qualidade dessas fontes hídricas e trazer
prejuízos sociais, econômicos e ambientais.
Os esgotos domiciliares frequentemente contêm uma grande quantidade
de matéria orgânica biodegradável, que, quando lançada sem tratamento
adequado nos cursos de água, pode levar à depleção do oxigênio nos rios, como
resultado da estabilização que as bactérias realizam, causando impactos
negativos no ecossistema aquático. Além disso, esses efluentes podem conter
nutrientes e organismos patogênicos, tornando-os inadequados para usos
posteriores, como irrigação ou recreação.
Em áreas urbanas e rurais que carecem de sistemas de coleta e tratamento
eficazes, podem surgir problemas de poluição difusa devido a práticas
inapropriadas, como lançamentos direto no solo, fossas rudimentares, secas e
sépticas. Essas práticas inadequadas podem prejudicar a qualidade do solo e das
águas subterrâneas, afetando a saúde pública e do ambiente.
A regulamentação das áreas de interesse de proteção de mananciais
municipais é crucial para preservar a capacidade de infiltração da água no solo e
garantir a conservação dos recursos hídricos naturais.
Essa regulamentação é estabelecida com base nas leis estaduais e
federais, como é o caso da Lei Federal de Saneamento Básico, com o objetivo de
proteger as fontes de água potável, promovendo, assim, a saúde e o bem-estar
das comunidades.
O órgão responsável pela fiscalização destes serviços no município de
Marechal Cândido Rondon é o Órgão Regulador do Consórcio Intermunicipal de
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Marechal Cândido Rondon - PR
Saneamento do Paraná ± ORCISPAR, que está encarregado de exercer a
atividade regulatória dos serviços de água, esgoto, resíduos e drenagem em
benefício dos municípios consorciados.
Desta forma, neste diagnóstico serão abordados dados e informações
referentes ao sistema de abastecimento de água, esgotamento sanitário, resíduos
sólidos e drenagem urbana do município de Marechal Cândido Rondon, para que
posteriormente possam ser propostas ações que visam a boa funcionalidade dos
serviços de saneamento básico, garantindo a excelência da qualidade de vida da
população.
3.1. SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Os serviços de saneamento, em todos os seus eixos, dependem
diretamente da disponibilidade de recursos hídricos. Além deste fato, a
inexistência de tais serviços impacta significativamente a qualidade do recurso
natural, que é essencial para a manutenção da vida e demais atividades
cotidianas.
Assim, a análise da disponibilidade hídrica torna-se um importante
instrumento de planejamento, utilizado para previsão das ações futuras que visam
a universalização dos serviços de saneamento.
3.1.1. Infraestrutura e Recursos Disponíveis
A responsabilidade pelo gerenciamento da prestação de serviços de
abastecimento de água e esgotamento sanitário do município de Marechal
Cândido Rondon é atribuída ao Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). A
estrutura organizacional do SAAE é apresentada na figura a seguir.
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Figura 17 ± Estrutura Organizacional do SAAE.
Fonte: SAAE, 2023.
Abaixo segue os cargos existentes e preenchidos do SAAE.
Tabela 21 ± Cargos existentes no SAAE.
Cargo Total Funcionários
Advogado 1
Assessor de Comunicação Institucional 1
Assessor de Desenvolvimento de Programas e Projetos 1
Assessor de Saneamento Rural 1
Assessor Técnico Operacional 1
Agente Administrativo 14
Agente Administrativo de Campo 6
Agente de Produção e Operação 27
Agente de Serviços de Zeladoria 3
Almoxarife 1
Analista de Informática 1
Auxiliar de Produção e Operação 1
Contador 2
Diretor de Departamento de Administração e Finanças 1
Diretor do Departamento Técnico e Operacional 1
Diretor Executivo 1
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Marechal Cândido Rondon - PR
Estagiário Nível Médio Administrativo 2
Estagiário Nível Superior - Laboratório de Análises 3
Eletricista de Operação 2
Engenheiro Civil 1
Mecânico de Operação 1
Operador de Trator e Escavadeira 3
Telefonista 1
Técnico Administrativo 5
Técnico Químico 2
Técnico em Saneamento 1
Vigia 3
TOTAL 87
Fonte: SAAE, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Para a realização dos serviços de manutenção dos sistemas de água e
esgoto, o SAAE dispõe dos veículos e maquinários listados a seguir.
Tabela 22 ± Equipamentos e maquinários disponíveis no SAAE
Equipamento Data Aquisição
GM - MONTANA CONQUEST 2P 1.8 - ALT-6215 - 2004 17/05/2004
FIAT SIENA HLX 4P 1.8 - APW-2975 - 2008 24/03/2008
TOYOTA BAND. MOD.BJ55LP BL3 - 2P - AIE-1731 - 1998/99 24/11/1998
FORD - F-1000 MOD SS - 2P - HQQ-0256- 1992/93 04/02/2002
FIAT - STRADA FIRE - 2P 1.4 - ATM-1169 - 2010/11 22/12/2010
RETROESCAVADEIRA CATERPILLAR 416E 4X2 2007 SEM CABINE 04/07/2007
TRATOR LANDINI TECHNOFARM DT60 4X4 2008 01/09/2008
MOTOSSERRA STHIL 038 31/12/2009
MOTOBOMBA A GASOLINA PE 40 31/12/2009
HIDROLAVADORA GASOLINA HIDROLAU B 31/12/2009
CONJUNTO MOTOBOMBA A GASOLINA ESGOTO 31/12/2009
CONJUNTO MOTOBOMBA A GASOLINA ÁGUA 25/02/2011
VOLKSWAGEN SAVEIRO CS 2P 1.6 - AUA-5689 - 2011 03/06/2011
MOTOSSERRA MOD. MS250 40 CM 16 POLEGADAS 23/05/2011
FIAT UNO MILLE WAY ECONOMY 4P 1.0 - AVU-9G74 - 2012/13 13/08/2012
JCB MINI RETRO NOVA SEM CICLONE 1CX - 2013 19/08/2013
FORD RANGER CD 4P 2.5 - AXH 8946 -2013/14 19/08/2013
FIAT STRADA WORKING 2P 1.4 - AXH 7783 - 2013 19/08/2013
MOTOR A GASOLINA B4T 5,5CV BRANCO BETONE 10/04/2014
YBR AYG 3450 28/04/2014
GM - MONTANA SPORT 2P 1.4 - AYS 2178 - 2014/15 31/07/2014
JCB RETROESCAVADEIRA 4X4 3C - 2015 06/07/2015
FIAT STRADA WORKING 2P 1.4 - BAQ 0537 - 2016 06/07/2016
GM - MONTANA CONQUEST 2P 1.8 - AOP-1554 - 2007 28/02/2007
FIAT SIENA ESSENCE 4P 1.6 - BAQ 0542 - 2016 06/07/2016
FIAT STRADA WORKING 2P 1.4 - BAQ 0540 - 2016 06/07/2016
FIAT STRADA WORKING 2P 1.4 - BBN-4780 - 2017 07/08/2017
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FIAT STRADA WORKING 4P 1.4 - BBN-4781 - 2017 07/08/2017
PERFURADOR DE SOLO 18/10/2017
VOLKSWAGEN SAVEIRO CS ROBUST 2P 1.6 - BCF 4540 - 2018/19 23/05/2018
VOLKSWAGEN SAVEIRO CS ROBUST 2P 1.6 - BCF 4541 - 2018/19 18/06/2018
CG 160 BCF 9468 18/06/2018
CG 160 BCF 9470 18/06/2018
CG 160 BCF 9472 18/06/2018
CG 160 BCF 9473 30/10/2018
CG 160 BCF 9474 30/10/2018
FOCUS SEDAN 2.0 16V/ 2.0 16V FLEX 4P AUT BCP 4169 01/04/2019
VOLKSWAGEN SAVEIRO CS ROBUST 2P 1.6 -BCP 6529 - 2018/19 01/04/2019
SAVEIRO CS ROBUST 2P 1.6 - BCY 7G09 - 2019/2019 17/05/2019
GOL VOLKSWAGEN 1.6 L 4P - BCY-7G07 - 2019/2019
SAVEIRO CS ROBUST - 1.6 2P - BCY 7G08 - 2019/2019 05/07/2019
FIAT STRADA HARD WORKING 1.4 EVO Flex BDB-8B13 2019/2019 05/08/2019
GERADOR A DIESEL 150/141 KVA, TRIFÁSICO, FATOR DE POTENCIA 01/10/2019
0,8, TENSÃO 200 VCA EM 60 HZ. 04/08/2020
MINI ESCAVADEIRA JCB 8026 CTS - 2019 01/07/2020
GERADOR A DIESEL 40/36 KVA DA EEE BORBOLETA
GERADOR A DIESEL 83/75 KVA DA EEE AUGUSTO / POÇO BONITO 18/05/2021
CAMINHÃO IVECO TECTOR 11-190 4X2 - BEG-9F10 - 2020/2020
CONJUNTO DE COMPRESSOR PORTÁTIL M20 25/05/2021
RETROESCAVADEIRA CATERPILLAR 416F2 2021 4X4 SERIE 28/07/2023
OLBF10727
GERADOR A DIESEL 7,5 KVA, TRIFÁSICO, FATOR DE POTENCIA 0,8,
FREQUENCIA 60 HZ.
SAVEIRO ROBUST CS, 2 P, 116 CV, SER- 0F87, 2023/2023
Fonte: SAAE, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
3.1.2. Identificação de Mananciais para Abastecimento
Futuro
3.1.2.1. Mananciais superficiais
O conhecimento adequado do comportamento hidrológico de uma bacia
hidrográfica é essencial para sua gestão. Desta forma, faz-se necessários estudos
que apontem a variabilidade temporal e espacial dos indicadores ambientais.
Sendo assim, a hidrografia do Município de Marechal Cândido Rondon é
cDUDFWHUL]DGD SHOD SUHVHQoD GH GLIHUHQWHV WLSRV GH FRUSRV G¶iJXD WDLV FRPR
sangas, riachos, lajeados, córregos, arroios e rios.
2 WHUPR ³VDQJD´ UHIHUH-se a pequenos ribeiros que apresentam uma
tendência a secar facilmente, como descrito por Oliveira em 1980. No município,
encontram-se várias sangas, incluindo Apepu, Bangu, Cascata, Horizonte, Matilde
Cuê, Onça Preta, Palmital, Peroba, Tereza, Tunas e Uru.
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/DMHDGRVVmRFRUSRVG¶iJXDFXMRVOHLWRVVmRFRQVWLWXtGRVSRUURFKDVHHVWmR
situados na superfície do solo, conforme a definição de Oliveira em 1980. No
município, podemos identificar os lajeados Bonito, Borboleta, Guará, Guavirá e
Santa Rosa, importante ressaltar que o lajeado Guavirá é o local onde a água é
devolvida após o tratamento de esgoto em Marechal Cândido Rondon.
Os córregos são cursos de água de pequeno porte que fluem
constantemente, de acordo com o conceito do IBGE de 2010. O município abriga
córregos como Ajuricaba, Arara, Barra Bonita, Barreiro, Belmonte, Boa Vista, Bom
Fim, Cotovelo, Curvado, Do Sete, Esperança, Havaí, Jaraguá, Maracanã e São
Luiz.
$UURLRVVmRFXUVRVG¶iJXDGHPHQRUH[WHQVmRTXHJHUDOPHQWHWUDQVSRUWDP
água doce e fluem gravitacionalmente em direção a um oceano, lago, mar ou outro
rio, conforme descrito por Oliveira em 1980. No município, podem ser identificados
os arroios Fundo, Guaçu, Marreco, Quatro Pontes e São Cristóvão.
Dentre as bacias anteriormente citadas, somente a Bacia Hidrográfica do
arroio São Cristóvão encontra-se integralmente situada no âmbito do território
municipal. As demais bacias também abrangem territórios de municípios vizinhos,
e é importante observar qXHWRGRVRVFXUVRVG¶iJXDGHVVDVEDFLDVGHViJXDPQR
Rio Paraná.
A tabela abaixo mostra o resumo da disponibilidade hídrica dos principais
córregos/rios do município de Marechal Cândido Rondon que estão inseridos na
Bacia Hidrográfica do Paraná 3.
Tabela 23 ± Valores de referência dos valores da vazão de margens plenas (Qmp).
Rio/Córrego Coordenadas Área da Bacia (km²) Vazão Qmp (m³/s)
Geográficas
Apepu ¶´6 7,62 4,37
¶´:
Matilde-cue ¶´6 4,63 1,77
¶´:
Borboleta ¶´6 4,96 2,0
¶´:
Guará ¶´6 7,44 2,92
54º ¶´:
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Guará ¶´6 9,7 3,16
¶´:
Guará ¶´6 13,63 7,21
¶´:
Peroba ¶´6 5,85 2,27
¶´:
Bonito ¶´: 6,74 3,28
¶´6
Arroio Fundo ¶´6 187,2 29,7
¶´:
Guavirá ¶´6 10,7 3,59
¶´:
Guavirá 24 31 41 S 8,9 1,47
54 03 47 W
Fonte: Plano da Bacia Hidrográfica do Paraná 3, 2014. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão
de Cidades, 2023.
Ressalta-se, que os dados contidos na tabela acima são importantes para
DHPLVVmRGHRXWRUJDVG¶iJXDHFRQFLOLDURVP~OWLSORVXVRVGRUHFXUVR
3.1.2.2. Mananciais subterrâneos
Em casos de carência de mananciais superficiais com qualidade para
abastecimento da população, em alguns municípios do Brasil, a água subterrânea
pode ser a principal fonte de abastecimento local. Entretanto, a locação de poços
profundos para a obtenção de água subterrânea é dificultada pela natureza
fissurada encontrada em aquíferos de determinadas regiões do país.
O cenário de escassez de recursos superficiais, tanto em grandes cidades
como em pequenas comunidades rurais, desencadeou a necessidade de melhoria
do arcabouço legal para o controle da exploração do recurso. Em função da
demanda por água subterrânea, pode acontecer a superexploração, ou seja, a
extração de água em volume maior do que a recarga natural, alterando a dinâmica
do ciclo hidrológico.
A quantidade, a qualidade e o fluxo das águas subterrâneas são
determinados pelas características geotécnicas das rochas e dos sedimentos.
Estas determinam a possibilidade de aproveitamento da água pelo homem em
quantidade economicamente viável.
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Sendo assim, a partir da figura abaixo, extraída do Plano Estadual de
Recursos Hídricos, pode-se observar quais são os aquíferos presentes nessa
bacia, onde se encontra o município de Marechal Cândido Rondon.
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Figura 18 ± Unidades aquíferas aflorantes no estado do Paraná.
Fonte: Plano de Estadual de Recursos Hídricos, 2010. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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O levantamento hidrogeológico revelou que, na Bacia Hidrográfica do
Paraná 3, encontram-se duas unidades aquíferas distintas, a saber, o Aquífero
Serra Geral e o Aquífero Guarani.
O sistema Aquífero Serra Geral (SASG), cujo substrato é constituído por
basalto Serra Geral, uma rocha ígnea extrusiva, se destaca como um aquífero de
notável qualidade. Este destaque se fundamenta na abundância de fraturas e
fendas presentes no basalto, bem como no potencial de existência de uma
significativa quantidade de poros ou aberturas de dimensões consideráveis.
Estes últimos resultam da liberação de gases durante o processo de
formação da rocha, manifestando-se na forma de lavas vesiculares ou
amigdaloides. Consequentemente, os aquíferos basálticos abrigam água tanto
nas fraturas e fendas, sejam elas verticais ou horizontais, quanto nas vesículas
interconectadas (ATHAYDE, 2008).
Por sua vez, o sistema Aquífero Guarani (SAG) repousa sobre o arenito
Botucatu, uma rocha sedimentar de origem continental, estratigraficamente
posicionada abaixo do sistema Aquífero Serra Geral.
Importante ressaltar que não há afloramentos visíveis deste aquífero na
área da Bacia Hidrográfica do Paraná 3, uma vez que ele se encontra
profundamente enterrado sob espessas camadas de basalto, cuja espessura varia
de 600 a 1.100 metros (BORGHETTI, 2004).
Com base em dados geológicos e hidrogeológicos, constatou-se que o
município de Marechal Cândido Rondon está localizado no Aquífero Serra Geral.
A ocorrência de água subterrânea em rochas basálticas, mais
especificamente no Aquífero Serra geral, está intrinsecamente ligada à sua
estrutura geológica.
Esta estrutura é caracterizada por falhas, fraturas e zonas vesículo-
amigdaloidais interderrames, que criam vazios e poros interconectados nas
camadas superiores. Importante destacar que o basalto em si não é, por si só, um
aquífero, mas a porosidade e permeabilidade resultantes principalmente das
falhas e fraturas desempenham um papel significativo nesse contexto.
Surpreendentemente, essas rochas ígneas são capazes de armazenar
volumes de água até dez vezes maiores do que a maioria das rochas ígneas e
metamórficas.
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Portanto, os derrames basálticos da Formação Serra Geral apresentam
porosidade e permeabilidade primárias praticamente insignificantes, tornando-os
aquíferos heterogêneos e anisotrópicos.
Os fatores estruturais desempenham um papel fundamental na
determinação das propriedades aquíferas desta formação. A capacidade de
armazenamento de água está diretamente relacionada a áreas afetadas por
fraturas de distensão, fraturas atectônicas e contatos interderrames.
Nas camadas subjacentes dos derrames basálticos, encontram-se zonas
vesiculares, enquanto nas camadas superiores há zonas com intenso
diaclasamento horizontal.
Essas características geológicas têm implicações importantes nas
disponibilidades e no gerenciamento dos recursos hídricos na região de Marechal
Cândido Rondon.
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Figura 19 ± Sistema aquífero correspondente a área do Município de Marechal Cândido Rondon - PR.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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3.1.3. Regulação de Uso dos Recursos Hídricos
A outorga é o instrumento de gestão das águas que assegura ao usuário o
direito de utilizar os recursos hídricos, no entanto, essa autorização não dá ao
usuário a propriedade da água. A outorga de direito de uso de recursos hídricos
deve assegurar o efetivo exercício dos direitos de acesso à água, bem como
garantir que existam múltiplos usos nas bacias hidrográficas.
A correta aplicação do instrumento da outorga, mais do que um ato de
regularização ambiental, se destina a disciplinar a demanda crescente das águas
superficiais e subterrâneas. Existem dois tipos de outorga:
x Autorização ± Obras, serviços ou atividades que forem
desenvolvidas por pessoa física ou jurídica de direito privado,
quando não se destinarem a finalidade de utilidade pública. Validade
de até cinco anos.
x Concessão ± Obras, serviços ou atividades que forem
desenvolvidas por pessoa jurídica ou direito público ou quando se
destinarem a finalidade de utilidade pública. Validade de até trinta e
cinco anos.
No estado do Paraná, a lei Estadual nº 20.070/2019, autoriza a
incorporação do Instituto de Terras, Cartografia e Geologia (ITGC) e do Instituto
das Águas do Paraná (Águas Paraná) pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP),
que passou a ser chamado Instituto Água e Terra (IAT) e atribui ao IAT a
responsabilidade de coordenar, executar e fiscalizar as ações de gestão dos
recursos hídricos, incluindo a concessão de outorgas.
De acordo com o IAT, os maiores volumes de água retirados de rios e
reservatórios no Paraná são destinados ao abastecimento público urbano, rural e
animal, à indústria e à mineração.
A ampliação do conhecimento sobre esses usos ocorre constantemente por
meio de levantamentos diretos, estudos setoriais e cadastro de usuários, o
número de poços outorgados em 2021 foi de 2.838.
Apresentam-se a seguir, as outorgas do município de Marechal Cândido
Randon, para o Abastecimento Público do Município, fornecidas pelo SAAE.
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Tabela 24 ± Outorgas existentes no Município para Abastecimento Público.
Nome/Razão Social Recurso Hídrico/Manancial Coordenadas UTM Finalidade Vazão (m³/h) Volume dia Horas/dia Dias/mês
30,00 (m³) 24 30
Serviço Autônomo Mina 01 (São Lucas) 7279743 N Abastecimento 35,00 18 30
de Água e Esgoto 798802 E público 15,00 720,00 20 30
Mina 02 (Líder) 25,00 630,00 18 30
Serviço Autônomo 7280900 N Abastecimento 30,00 300,00 20 30
de Água e Esgoto Mina 04 (Higienópolis) 799250 E público 108,00 450,00 24 30
42,00 600,00 18 30
Serviço Autônomo Mina 05 (Universit.) 7283700 N Abastecimento 40,00 2.592,00 16 30
de Água e Esgoto 799450 E público 105,00 756,00 20 30
Mina 06 (Rainha) 11,00 640,00 20 30
Serviço Autônomo 7279803 N Abastecimento 2.100,00
de Água e Esgoto Arroio Fundo 799049 E público 16,00 20 30
220,00
Serviço Autônomo Poço 01 - Aquífero Serra 7282692 N Abastecimento 5,20 8 30
de Água e Esgoto Geral 797667 E público 35,00 320,00 20 30
Poço 03 - Aquífero Serra 55,00 22 30
Serviço Autônomo Geral 7277098 N Abastecimento 41,60
de Água e Esgoto Poço 04 (Livi) - Aquífero 796385 E público 700,00
Serra Geral 1.210,00
Serviço Autônomo PTP 04 - Aquífero Serra 7278500 N Abastecimento
de Água e Esgoto Geral 795150 E público
Poço 08 (Água mineral
Serviço Autônomo Feiden) - Aquífero Serra 7278605 N Abastecimento
de Água e Esgoto Geral 794985 E público
PTP 06 (João Pessoa) -
Serviço Autônomo Aquífero Serra Geral 7277209 N Abastecimento
de Água e Esgoto Poço 02 (Líder) - Aquífero 794756 E público
Serra Geral
Serviço Autônomo Poço 14 (Luciana I) - 7278794 N Abastecimento
de Água e Esgoto Aquífero Serra Geral 799820 E público
Serviço Autônomo 7279150 N Abastecimento
de Água e Esgoto 802600 E público
Serviço Autônomo 7278879 N Abastecimento
de Água e Esgoto 802176 E público
Serviço Autônomo 7280900 N Abastecimento
de Água e Esgoto 799200 E público
Serviço Autônomo 7282450 N Abastecimento
de Água e Esgoto 797750 E público
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Serviço Autônomo Poço 03 (Hagemann) - 7284613 N Abastecimento 90,00 1.620,00 18 30
de Água e Esgoto Aquífero Serra Geral 796586 E público
Serviço Autônomo Poço 01 (Dierings I) - 7283450 N Abastecimento 80,00 1.600,00 20 30
de Água e Esgoto Aquífero Serra Geral 797750 E público
Serviço Autônomo PTP 13 (Arroio Fundo 4) - 7276922 N Abastecimento 30,00 600,00 20 30
de Água e Esgoto Aquífero Serra Geral 797390 E público
Serviço Autônomo PTP 14 (Arroio Fundo 5) - 7276965 N Abastecimento 61,00 1220,00 20 30
de Água e Esgoto Aquífero Serra Geral 797441 E público
Serviço Autônomo PTP 15 (Arroio Fundo 6) - 7277140 N Abastecimento 72,00 1440,00 20 30
de Água e Esgoto Aquífero Serra Geral 796753 E público
Serviço Autônomo PTP 16 (Arroio Fundo 7) - 7276846 N Abastecimento 35,00 595,00 17 30
de Água e Esgoto Aquífero Serra Geral 795307 E público
Serviço Autônomo Poço 06 (Bonito) - Aquífero 7283700 N Abastecimento 20,00 400,00 20 30
de Água e Esgoto Serra Geral 799400 E público
Serviço Autônomo Poço 09 (Gressler) - 7283600 N Abastecimento 34,00 680,00 20 30
de Água e Esgoto Aquífero Serra Geral 799650 E público
Serviço Autônomo PTP 19 (Geib) - Aquífero 7277005 N Abastecimento 86,00 1260,00 18 30
de Água e Esgoto Serra Geral 796232 E público
Serviço Autônomo PTP Krauser - Aquífero 7276657 N Abastecimento 10,00 60,70 6,07 30
de Água e Esgoto Serra Geral 794672 E público
Serviço Autônomo PTP Peroba - Aquífero 7282100 N Abastecimento 5,30 60,42 11,40 30
de Água e Esgoto Serra Geral 797324 E público
Serviço Autônomo PTP 101 Bela Vista - 7286180 N Abastecimento 10,00 120,00 12 30
de Água e Esgoto Aquífero Serra Geral 783763 E público
Serviço Autônomo PTP 102 Bom Jardim - 7283550 N Abastecimento 12,00 60,00 5 30
de Água e Esgoto Aquífero Serra Geral 777250 E público
Serviço Autônomo PTP 103 Iguipora - 7280902 N Abastecimento 14,00 168,00 12 30
de Água e Esgoto Aquífero Serra Geral 781655 E público
Serviço Autônomo PTP 104 Margarida - 7270913 N Abastecimento 7,50 135,00 18 30
de Água e Esgoto Aquífero Serra Geral 791779 E público
Serviço Autônomo PTP 105 Novo Horizonte - 7286098 N Abastecimento 9,00 90,00 10 30
de Água e Esgoto Aquífero Serra Geral 791797 E público
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Marechal Cândido Rondon - PR
Serviço Autônomo PTP 106 Novo Três 7288650 N Abastecimento 10,00 120,00 12 30
de Água e Esgoto Passos - Aquífero Serra 803650 E público
Geral
Serviço Autônomo PTP 107 Porto Mendes - 7288600 N Abastecimento 22,00 264,00 12 30
de Água e Esgoto Aquífero Serra Geral 773250 E público
Serviço Autônomo PTP 109 São Roque - 7263489 N Abastecimento 20,00 360,00 18 30
de Água e Esgoto Aquífero Serra Geral 795568 E público
Serviço Autônomo PTP 110 Porto Mendes II 7288577 N Abastecimento 20,00 400,00 20 30
de Água e Esgoto (Praia) - Aquífero Serra 772237 E público
Geral
Fonte: SAAE, 2024. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2024.
Tabela 25 ± Outorgas existentes vigentes para fins Particulares no Município.
Nome/Razão Social Recurso Coordenadas Finalidade Vazão (m³/h) Volume Horas/dia Dias/semana
OTILO NESTOR SCHIMIDT Hídrico/Manancial Geográficas 4,5 anual (m³)
VILMAR JOSÉ KRENCINSKI Latitude Longitude Irrigação 10 18.144,00 12 7
ELVINO SCHRODER Serra Geral -24,5169 -54,12 Dessedentação 6 40.320,00
LAURI HAAG Serra Geral -24,6390 -54,14 8 20.160,00 12 7
DEOCLECIO MATTE Serra Geral de animais 9 7.392,00
VALDECIR ELDIR KOPPE Serra Geral -24,6002 -54,13 5 30.240,00 10 7
HUGO MERGENER Serra Geral Dessedentação 8 23.520,00
JOSE STEFFENS Serra Geral -24,4799 -54,31 de animais 8 12.288,00 3 7
FRIMESA COOPERATIVA CENTRAL Serra Geral 19,8 15.360,00
Serra Geral -24,5652 -54,17 Dessedentação 133.056,00 10 7
Serra Geral de animais
-24,5449 -54,11 14 7
Dessedentação
-24,5553 -54,29 de animais 4 8
-24,6918 -54,09 Dessedentação 5 8
de animais
-24,5794 -54,04 20 7
Dessedentação
de animais
Dessedentação
de animais
Processo
industrial
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
JACINTO ZEFERINO KLEIN Serra Geral -24,5184 -54,08 Dessedentação 12 32.256,00 8 7
de animais 7
VERNER MIGUEL HORN 7
VALDECIR JOÃO TAGLIEBER Serra Geral -24,6860 -54,04 Consumo 7 4.704,00 2 7
ALEXANDRE SCHMIDT humano 7
VALMIR ROGERIO GABE Serra Geral -24,4891 -54,31 Irrigação 8 21.504,00 8 7
OSVALDO FACCIN 7
COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL Serra Geral -24,6486 -54,10 Dessedentação 1,2 9.676,80 24 7
COPAGRIL de animais 7
JOSÉ BONA 7
Freático -24,5497 -54,02 Dessedentação 1,8 12.096,00 20 7
LUIZ CARLOS RUPOLO de animais 7
DARCI CARLOS LANG Serra Geral -24,5845 -54,03 Limpeza 8 2.688,00 1 7
CLAIR PRASS 7
COOPERATIVA AGRÍCOLA MISTA Serra Geral -24,5638 -54,14 Processo 55 369.600,00 20 7
RONDON industrial 7
COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL 7
COPAGRIL Serra Geral -24,6535 -54,15 Dessedentação 15 40.320,00 8 7
AIRTON SCHNEIDER de animais
ARI VORPAGEL Serra Geral -24,6608 -54,14 Dessedentação 10 13.440,00 4
de animais
MARCIO BICKEL
Serra Geral -24,4486 -54,04 Dessedentação 1,8 12.096,00 20
EGON BLUM de animais
CARLOS ALBERTO MAEHLER - -24,5934 -54,01 Aquicultura 15 120.960,00 24
JAQUELINE HANG STRELOW Serra Geral -24,5458 -54,05 Processo 4 16.128,00 12
industrial
ALEX RODRIGO LERMEN
Serra Geral -24,5463 -54,12 Processo 16 107.520,00 20
industrial
Serra Geral -24,5280 -54,10 Dessedentação 7 23.520,00 10
de animais
Serra Geral -24,6150 -54,01 Dessedentação 6 24.192,00 12
de animais
Serra Geral -24,6933 -54,06 Dessedentação 8 16.128,00 6
de animais
Serra Geral -24,6476 -54,12 Dessedentação 7 11.760,00 5
de animais
Serra Geral -24,7213 -54,09 Dessedentação 5 16.800,00 10
de animais
Serra Geral -24,5340 -54,12 Dessedentação 6 10.080,00 5
de animais
Serra Geral -24,5980 -54,03 Dessedentação 10 33.600,00 10
de animais
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
MARCIO BICKEL Serra Geral -24,6926 -54,06 Dessedentação 10 46.080,00 16 6
de animais
ADEMAR BALD Serra Geral -24,5562 -54,17 4 13.440,00 10 7
RUBENS RINGENBERG Serra Geral -24,4931 -54,30 Dessedentação 7
LÚCIA CATARINA KEMPER Serra Geral -24,4701 -54,02 de animais 10 26.880,00 8 7
SCHILLER
COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL Serra Geral -24,5685 -54,13 Irrigação 1,25 3.360,00 8 7
COPAGRIL
Serra Geral -24,4389 -54,06 Dessedentação 12 80.640,00 20 7
RUDI EDVINO GIBBERT de animais
Freático -24,7118 -54,03 6 12.096,00 6 7
IVAN CARLOS RHODEN Processo
Serra Geral -24,4293 -54,02 industrial 1 3.360,00 10 7
VILSON OSMAR HAMILTON
Serra Geral -24,5259 -54,16 Dessedentação 1,5 3.024,00 6 7
LIDIO ANDRÉ KOCHEPKA de animais
Serra Geral -24,6390 -54,06 1,8 12.096,00 20 7
OSNI TESSARI - -24,4362 -54,01 Dessedentação 7
LAIRTON DA ROSA BOIASKI - -24,6174 -54,16 de animais 1,7 571,20 1 7
ENEAS JUNG E OUTROS - -24,5847 -54,04 7
EGON BRAUWERS - -24,5561 -54,07 Dessedentação 65 524.160,00 24 7
RICARDO LETTNIN - -24,4903 -54,22 de animais 7
NELSON KRUGER - -24,6881 -54,14 350 2.822.400,00 24 7
DIONÍSIO G. CHAPLA E OUTROS - -24,4724 -54,00 Dessedentação 7
ADEMIR LUIZ SACHSER - -24,7010 -54,07 de animais 0,3 0,00 24 7
ALMO LUIZ GREGORY - -24,5472 -54,24 7
DIEGO IESES LANG - -24,6000 -54,14 Dessedentação 5 0,00 24 7
ARNILDO KOTTERS - -24,5817 -54,07 de animais 7
JULIERME ALAN GENTILINI - -24,4664 -54,06 19 57.456,00 9 7
ANDRE AFONSO BACH - -24,6314 -54,11 Aquicultura 7
ARMINDO KOCHEPKA -24,4872 -54,03 Aquicultura 10 80.640,00 24 7
AGRÍCOLA HORIZONTE LTDA. Serra Geral
Dessedentação 50 403.200,00 24 94
de animais
1,8 0,00 24
Aquicultura
Irrigação 10 80.640,00 24
Aquicultura 10 80.640,00 24
Aquicultura
1,5 12.096,00 24
Dessedentação
de animais 10 80.640,00 24
Aquicultura 10 80.640,00 24
Aquicultura
Aquicultura 70 470.400,00 20
Aquicultura
Aquicultura
Processo
industrial
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
ELIO LINO RUSCH Serra Geral -24,4669 -54,01 Dessedentação 14 75.264,00 16 7
de animais 7
OTÁVIO ARNO DRESCH Serra Geral -24,7177 -54,05 Dessedentação 8 16.128,00 6 7
de animais 7
CESAR RENATO UHLEIN Serra Geral -24,5966 -54,03 Dessedentação 8 53.760,00 20 7
de animais 7
DANTE ROQUE TONEZER Serra Geral -24,4308 -54,06 Dessedentação 8 8.064,00 3 7
de animais 7
EDEMAR OTAVIO HORN Serra Geral -24,6878 -54,04 Dessedentação 8 21.504,00 8 7
de animais 7
WELINGTON GRAEBIM Serra Geral -24,5270 -54,19 Dessedentação 8 26.880,00 10 7
de animais 7
ROGERIO MENDES Serra Geral -24,6469 -54,08 Dessedentação 5 1.680,00 1
de animais 95
SOLANGE MARIA COTTICA Serra Geral -24,6493 -54,18 Dessedentação 5 16.800,00 10
de animais
SILVERIO STANPENHORST Serra Geral -24,5335 -54,11 Dessedentação 13 69.888,00 16
de animais
LAERCIO BICKEL Serra Geral -24,7183 -54,04 Dessedentação 12 40.320,00 10
de animais
GILBERTO DOMINGOS Serra Geral -24,5158 -54,14 Dessedentação 7 35.280,00 15
KRENCHINSKI de animais
VILMAR ERLEI REDEL Serra Geral -24,5735 -54,26 Dessedentação 3 3.024,00 3
de animais
IRINEU FUHR E OUTRO - -24,5957 -54,16 Dessedentação 10 20.160,00 6
de animais
PAULO JOSÉ SCHNIDER E OUTROS Serra Geral -24,7266 -54,04 Dessedentação 8 26.880,00 10
de animais
NEUDI PIOTROWSKI Serra Geral -24,6957 -54,04 Dessedentação 2,6 17.472,00 20
de animais
TENI EGER Serra Geral -24,5274 -54,03 Dessedentação 40 241.920,00 18
de animais
VICENTE DE CESARO e outro Serra Geral -24,5723 -54,22 Dessedentação 6 16.128,00 8
de animais
RICARDO JOSE KEMFER Serra Geral -24,4420 -54,02 Dessedentação 1,6 6.988,80 13
de animais
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL Serra Geral -24,5580 -54,10 Processo 5 33.600,00 20 7
COPAGRIL industrial 7
WELINGTON GRAEBIM Serra Geral -24,5262 -54,19 Dessedentação 3 8.064,00 8 7
de animais 7
TANIA CRISTINA DA SILVA - -24,4872 -54,00 Aquicultura 10 80.640,00 24 7
HEINRICH E OUTRO 5
QUIRINO SCHUTZ E OUTRO - -24,5754 -54,15 Dessedentação 10 80.640,00 24 7
de animais 7
JANDIR VALDIR ENGE - -24,5106 -54,27 Aquicultura 10 80.640,00 24 7
ERECI KLEIN E OUTRO - -24,5489 -54,28 Irrigação 5 40.320,00 24 7
ELIANE STREY E OUTRO - -24,5533 -54,22 Aquicultura 6 44.352,00 24 7
CLAUDIO KRUG Serra Geral -24,4810 -54,09 Dessedentação 5 10.800,00 9 7
de animais 7
PEDRO VILMAR WINTER Serra Geral -24,7238 -54,08 Dessedentação 7 14.112,00 6 96
de animais
RUY JACOB HILIBIG Serra Geral -24,7521 -54,07 Dessedentação 2,5 10.080,00 12
de animais
HILEMAR JOÃO OSTJEN Serra Geral -24,5367 -54,11 Dessedentação 8 8.064,00 3
de animais
RUI FRANK Serra Geral -24,5194 -54,09 Dessedentação 8 10.752,00 4
de animais
ARI HANSEN Serra Geral -24,5377 -54,10 Dessedentação 10 13.440,00 4
de animais
GERALDO BERWALDT Serra Geral -24,6291 -54,02 Dessedentação 5 8.400,00 5
de animais
GILBERTO DOMINGOS Serra Geral -24,5182 -54,14 Dessedentação 12 40.320,00 10
KRENCHINSKI de animais
LEANDRO RICARDO VIVIAN Serra Geral -24,5683 -54,21 Dessedentação 6 40.320,00 20
de animais
ASSOC. US. SIST. ABAST. ÁGUA DA Serra Geral -24,5286 -54,03 Consumo 3 10.080,00 10
COMUNIDADE DA LINHA GUARÁ humano
LEANDRO JESUS DE ANDRADE Serra Geral -24,6441 -54,01 Dessedentação 1,8 12.096,00 20
de animais
COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL Serra Geral -24,5514 -54,15 Processo 50 151.200,00 9
COPAGRIL industrial
COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL Serra Geral -24,5454 -54,16 Processo 50 151.200,00 9
COPAGRIL industrial
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
FÁBIO FALCADE - -24,4248 -54,08 Aquicultura 5,3 0,00 24 7
QUIRINO SCHUTZ E OUTRO 7
CLAIR PRASS - -24,5758 -54,16 Dessedentação 24 193.536,00 24 7
TANIA CRISTINA DA SILVA de animais 7
HEINRICH E OUTRO 7
PEDREIRAS COROADOS LTDA. - -24,5948 -54,01 Aquicultura 10 80.640,00 24 7
FRANCISCO RICHART 7
ANDRÉ CZYCZA - -24,4858 -54,00 Aquicultura 10 80.460,00 24 5
LAR COOPERATIVA 7
AGROINDUSTRIAL - -24,5979 -54,09 Lazer 13,2 39.916,80 18 7
HILDOR DREYER - 7
- -24,5546 -54,15 Dessedentação 1,8 14.515,20 24 7
HUGO EIFERT Serra Geral de animais 7
Serra Geral 7
HERIBERTO CONRAT Serra Geral -24,7079 -54,16 Irrigação 4,5 36.288,00 24 7
Serra Geral 7
GIDIO LUIS RIETH Serra Geral -24,5451 -54,13 Processo 150 720.000,00 20 7
Serra Geral industrial 7
NEIMAR WEISS Serra Geral 7
Serra Geral -24,6115 -54,08 Dessedentação 6 16.128,00 8 7
NILTON FISCHER Serra Geral de animais 7
Serra Geral
MILTON LAYTER -24,5024 -54,19 Dessedentação 8 13.440,00 5 97
O C C FRIGORÍFICO DE PEIXES de animais
LTDA.
DIRLAN DA SILVA -24,5625 -54,17 Dessedentação 6,82 45.830,40 20
MARCIO ADRIANO SCHELL E de animais
OUTRO
IRINEU FUHR E OUTRO -24,6621 -54,06 Dessedentação 5 13.440,00 8
UDO WILL de animais
LAIRTON DA ROSA BOIASKI
-24,4610 -54,07 Dessedentação 5 6.720,00 4
de animais
-24,6616 -54,08 Dessedentação 6 16.128,00 8
de animais
-24,5884 -54,12 Dessedentação 8 26.880,00 10
de animais
-24,5558 -54,04 Processo 10 26.880,00 8
industrial
-24,5517 -54,12 Dessedentação 6 0,00 17
de animais
- -24,5651 -54,18 Aquicultura 5,4 0,00 24
- -24,5952 -54,16 Aquicultura 10 80.640,00 24
- -24,5953 -54,11 Dessedentação 0,3 0,00 24
de animais
- -24,4362 -54,01 Aquicultura 5 40.320,00 24
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
TANIA CRISTINA DA SILVA - -24,4864 -54,00 Aquicultura 10 80.640,00 24 7
HEINRICH E OUTRO 7
JAIR VALDECIR LANG - -24,5297 -54,20 Aquicultura 7,35 59.270,40 24
COOPERATIVA AGRÍCOLA MISTA Serra Geral -24,5460 -54,05 Processo 12 48.384,00 12
RONDON industrial 7
H GELOS LTDA Serra Geral -24,4257 -54,05 Processo 5 23520 14 7
industrial
ARLINDO OSMAR ABREU Serra Geral -24,6327 -54,11 Dessedentação 1,3 3494,4 8
de animais 7
MARCELO DIEDRICHS Serra Geral -24,4988 -54,01 Irrigação 3 16128 16 7
FRIGORÍFICO ECKERT LTDA - ME Serra Geral -24,5422 -54,04 Processo 8 26880 10 7
industrial
GILMAR ADOLFO LOHMANN Serra Geral -24,5162 -54,07 Dessedentação 8 21504 8
de animais 7
VANDERLEI GERALDO CARDOSO Serra Geral -24,5460 -54,13 Dessedentação 5 5040 3 7
DA SILVA de animais
CORINTIANS ESPORTE CLUBE Serra Geral -24,6545 -54,13 Consumo 8 53760 20 7
humano 7
GILBERTO DOMINGOS Serra Geral -24,5177 -54,14 Dessedentação 12 40320 10 7
KRENCHINSKI de animais 7
GIOMAR GERSON HUNEMEIER Serra Geral -24,6903 -54,10 Dessedentação 4 21504 16 7
de animais 7
CLAUDEMAR SEEFELD Serra Geral -24,4879 -54,14 Dessedentação 12 8064 2 98
de animais
OLIVIO JOSÉ HERRMANN Serra Geral -24,6299 -54,09 Dessedentação 5 700 5
de animais
COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL Serra Geral -24,5569 -54,13 Processo 55 166320 9
COPAGRIL industrial
DARLON ALEX FREITAG - -24,5671 -54,26 Aquicultura 5,4 0 24
ELZA HOFER - -24,5755 -54,18 Aquicultura 10 80640 24
EGON PRIESNITZ - -24,6854 -54,08 Dessedentação 0,3 0 24
de animais
ROGERIO RIEGER - -24,6540 -54,17 Aquicultura 2,4 0 24
DJONAS PEREZ - -24,5729 -54,21 Aquicultura 40 322560 24
ALTAIR RUPOLO - -24,6064 -54,16 Aquicultura 50 201600 12
CLACI SCHUMANN
- -24,5642 -54,20 Irrigação 10 80640 24
DIONÍSIO G. CHAPLA E OUTROS - -24,6875 -54,14 Aquicultura 10 80640 24
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL Serra Geral -24,5606 -54,14 Processo 50 336000 20 7
COPAGRIL industrial
FRIMESA COOPERATIVA CENTRAL Serra Geral -24,5790 -54,04 Processo 40 268800 20 7
industrial
COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL Serra Geral -24,5493 -54,15 Processo 50 151200 9 7
COPAGRIL industrial
ADEMIR LUIZ SACHSER - -24,4724 -54,00 Irrigação 10 80640 24 7
DJONAS PEREZ
- -24,5780 -54,21 Aquicultura 18 145152 24 7
FRIMESA COOPERATIVA CENTRAL Serra Geral -24,5238 -54,07 Processo 80 537600 20 7
industrial
VALMOR ADELAR FREITAG Serra Geral -24,5497 -54,29 Consumo 8 26880 10 7
humano
ERECI KLEIN E OUTRO - -24,5499 -54,28 Irrigação 4 32256 24 7
Fonte: IAT, 2024. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2024.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
3.1.3.1. Segurança hídrica
O conceito de segurança hídrica, segundo a Organização das Nações
Unidas ± ONU/2014, é dado como a capacidade de a população ter acesso
sustentável à água em quantidade e qualidade adequadas para a manutenção da
vida e do bem estar humano, garantindo o desenvolvimento das atividades
econômicas, a proteção contra doenças de veiculação hídrica e desastres
associados à água, bem como a preservação dos ecossistemas.
A concepção de segurança hídrica é o objetivo central da Política Nacional
de Recursos Hídricos, Lei n.º 9.433/1997. O conceito de segurança hídrica
também se alinha com os objetivos da ONU, cujas metas visam erradicar a
pobreza, proteger o planeta, garantir a paz e a prosperidade.
Dentro dessa perspectiva, foram elaborados os dezessete objetivos do
desenvolvimento sustentável - ODS, e dentre estes, pode-se destacar as ações
para ampliar a segurança hídrica brasileira em vista do objetivo seis. O objetivo 6
do Desenvolvimento Sustentável estabelece que é preciso:
x Melhorar a qualidade da água;
x Reduzir a poluição;
x Eliminar despejos;
x Minimizar a liberação de produtos químicos e materiais perigosos;
x Reduzir à metade a proporção de água residuais não tratadas;
x Aumentar substancialmente a eficiência do uso da água em todos
os setores;
x Assegurar retiradas sustentáveis e o abastecimento de água doce
para enfrentar a escassez de água;
x Apoiar e fortalecer a participação das Comunidades locais para
melhorar a gestão da água e do saneamento;
x Reduzir substancialmente o número de pessoas que sofrem com a
escassez de água;
x Aumentar substancialmente a reciclagem e reutilização de água
entre outras.
Deve-se ainda considerar a Lei Estadual nº 12.726/1999, a qual institui a
Política Estadual de Recursos Hídricos, tem como objetivos assegurar o controle
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
quantitativo e qualitativo dos usos da água e efetivo exercício dos direitos de
acesso à água no Estado do Paraná.
Em Marechal Cândido Rondon, a Lei Complementar nº 139/2021
regulamenta o Código de Posturas e estabelece outras providências, com o
objetivo de proteger os recursos hídricos no âmbito do Município.
Os serviços de água e esgotos são geridos pelo Serviço Autônomo de Água
e Esgoto (SAAE), com estrutura e competência própria.
3.1.4. Descrição dos Sistemas de Abastecimento de Água
Atuais
O sistema de abastecimento de água do município de Marechal Cândido
Rondon é administrado pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). O
sistema na sede municipal é composto por 18 poços profundos, sendo que 2 estão
inativos temporariamente, 5 captações de minas e 1 captação de rio. Os distritos
e a linha rural são abastecidos por 10 poços profundos.
Já as linhas rurais, cuja responsabilidade é das associações, atualmente
existem 49 fontes ativas. Algumas associações são atendidas por duas fontes,
como as linhas Arara, Baitaca, Belmonte, Curvado, Guará, Guavirá, Maracanã,
Ouro Verde/Flor de Maio, Piacuê e São José do Guaçu.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), referente ao ano de 2022, a população total abastecida no município é de
55.836 habitantes, o que corresponde a 100% da população municipal. A figura
abaixo ilustra as captações existentes na sede municipal.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 20 ± Captações e ETA na sede municipal.
Fonte: SAAE, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
No município, há problema relacionados à falta de água. A produção hoje
está no limite e a região não possui uma sobra hídrica. Desta forma, novas
estiagens poderão afetar abastecimento público de água, como o que vem
ocorrendo no ano de 2024.
Como prova, de acordo com o SAAE, em agosto de 2021, foi preciso
implementar medidas de racionamento devido à escassez durante este período.
Sendo assim, o desabastecimento público de água em Marechal Cândido Rondon
pode ocorrer em períodos de estiagem prolongada e, durante a realização de
manutenção do sistema. Entretanto, neste último, o sistema é reestabelecido após
a conclusão dos reparos.
Atualmente, há um novo ponto de captação de água para o abastecimento
público, que está localizado no Arroio Fundo, que aumentou significativamente a
disponibilidade hídrica de Marechal Cândido Rondon.
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Marechal Cândido Rondon - PR
O sistema de distribuição de água da Sede Municipal é composto por 6
reservatórios enterrados, 4 reservatórios elevados, 9 reservatórios apoiados, 8
estações elevatórias de água tratada (boosters junto). Essas estruturas atendem
as 3 regiões de abastecimento de água da Sede do município, fornecendo água
potável a 18.405 ligações ativas.
Para o abastecimento de água potável nos 8 Distritos Urbanos e uma linha
rural, o município possui sistemas independentes de captação, tratamento e
distribuição. A captação é realizada por meio de poços profundos, com tratamento
simplificado. A distribuição é feita em marcha, com reservatório de jusante. Esses
sistemas atendem a 1.693 ligações.
As associações rurais possuem sistemas independentes de captação e
tratamento de água. A captação é realizada por meio de poços profundos. Esses
sistemas atendem a 1.949 ligações.
As figuras a seguir apresentam um fluxograma que mostra, de forma
simplificada, o sistema de abastecimento de água nas regiões de distribuição na
sede e nos distritos.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 21 ± Fluxograma do Sistema na sede municipal.
Fonte: SAAE, 2023.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 22 ± Fluxograma do distrito de Bela Vista.
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 23 ± Fluxograma do distrito de Bom Jardim.
Fonte: SAAE, 2023.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 24 ± Fluxograma do distrito de Iguiporã.
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 25 ± Fluxograma do distrito de Margarida.
Fonte: SAAE, 2023.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 26 ± Fluxograma do distrito de Novo Horizonte.
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 27 - Fluxograma do distrito de Três Passos.
Fonte: SAAE, 2023.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 28 ± Fluxograma do distrito de Porto Mendes.
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 29 ± Fluxograma do distrito de São Roque.
Fonte: SAAE, 2023.
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Marechal Cândido Rondon - PR
3.1.5. Indicadores Operacionais
Os indicadores representam uma ferramenta fundamental para construção
de panoramas e cenários, de modo a transmitir informações de forma precisa e
de fácil entendimento para a população. Além dessa função, indicadores são
utilizados para registrar o acompanhamento e avaliação dos serviços, facilitando
as tomadas de decisões.
O uso de indicadores e o acompanhamento periódico de sua variação são
necessários, pois, permitem o monitoramento do sistema de abastecimento de
água. O incremento e disponibilização de um banco de dados para calcular o
maior número de indicadores para acompanhamento do sistema é desejável.
Sendo assim, abaixo segue a tabela especificando os principais
indicadores utilizados para analisar a eficiência do SAA do Município de Marechal
Cândido Rondon, ressaltando, que estes indicadores são elaborados pelo
Sistema Nacional de Informação Sobre Saneamento ± SNIS, e preenchidos pelos
responsáveis técnicos do SAAE.
Tabela 26 ± Sistema de indicadores do SNIS utilizados na avaliação dos serviços do SAA.
ITEM INDICADOR QUANTIDADE UNIDADE
AG001 População total atendida com abastecimento 54.031 Habitante
AG002 de água. 19.742 Ligação
Quantidade de ligações ativas de água.
AG003 Quantidade de economias ativas de água. 22.401 Economia
AG005 Extensão da rede de água 617,30 m
AG006 Volume de água produzido 5.103,55 1.000m³/ano
AG008 Volume de água micromedido 3.778,10 1.000m³/ano
AG010 Volume de água consumido 3.778,10 1.000m³/ano
AG011 Volume de água faturado 4.347,31 1.000m³/ano
AG021 Quantidade de ligações totais de água 21.521 Ligação
AG028 Consumo total de energia elétrica nos 5.554,10 1.000kWh/ano
IN003 sistemas de água 2,93 R$/m³
IN004 Despesa total com os serviços por m3 3,61 R$/m³
faturado 3,63 R$/m³
Tarifa média praticada
IN005 Tarifa média de água
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Marechal Cândido Rondon - PR
IN006 Tarifa média de esgoto 3,5 R$/m³
IN009 100 Percentual
IN012 Índice de hidrometração 123,13 Percentual
IN013 14,82 Percentual
IN015 Indicador de desempenho financeiro 21,44 Percentual
IN016 Índice de Perdas Faturamento 100 Percentual
IN021 25,03
IN022 Índice de coleta de esgoto 192,53 m/lig
IN023 100 l/hab./dia
Índice de tratamento de esgoto Percentual
IN024 35,89
IN044 Extensão da rede de esgoto por ligação Percentual
IN046 100 Percentual
IN049 Consumo médio per capita de água 21,44 Percentual
IN050 25,97 Percentual
IN051 Índice de atendimento urbano de água 5,94 m³/dia/Km
IN053 Índice de atendimento urbano de esgoto 186,5
referido aos municípios atendimento com 14,24 l/dia/lig.
água m³/mês/econ.
Índice de micromedição relativo ao consumo
Índice de esgoto tratado referido à água
consumida
Índice de perdas na distribuição
Índice bruto de perdas lineares
Índice de perdas por ligação
Consumo médio de água por economia
IN058 Índice de consumo de energia elétrica em 1,09 kWh/m³
sistemas de abastecimento de água.
Fonte: Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento ± SNIS, 2021. Adaptado por Líder
Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
De acordo com os parâmetros apresentados na tabela, o município de
Marechal Cândido Rondon apresenta índice de hidrometração de 100%. O índice
de hidrometração é um indicador da eficiência do sistema de abastecimento de
água, pois está diretamente relacionado ao índice de perdas. As perdas podem
ser causadas por problemas na medição, falta de hidrômetros, ligações
clandestinas ou cobrança ineficiente.
De acordo também com o Art. 29 da Lei n° 11.445/2007, atualizada pelo
1RYR0DUFR/HJDOGR6DQHDPHQWR%iVLFR/HLQ³DKLGURPHWUDomR
interfere nas diretrizes para fixação de tarifas dos serviços de saneamento básico,
entre quais, pode-se citar:
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Marechal Cândido Rondon - PR
x Inibição do consumo supérfluo e do desperdício de recursos;
x Recuperação dos custos incorridos na prestação do serviço, em
regime de eficiência;
x Estímulo ao uso de tecnologia modernas e eficientes, compatíveis
com os níveis exigidos de qualidade, continuidade e segurança na
prestação dos serviços;
x Incentivo à eficiência dos prestadores de serviço.
Com a atualização periódica do Plano Municipal de Saneamento Básico,
prevista por exigência legal, este sistema poderá ser complementado com outros
indicadores que no decorrer do processo forem considerados relevantes para o
acompanhamento da evolução do serviço de abastecimento de água no
município.
Desta forma, a Lei Federal n° 11.445/2007, atualizada pela Lei nº
14.026/2020, Novo Marco Legal do Saneamento, determina que os municípios
brasileiros estabeleçam um sistema de informações sobre os serviços articulados
com SNIS. O SNIS representa o principal sistema de coleta, armazenamento,
geração e divulgação dos dados de saneamento no Brasil.
Sendo assim, nos capítulos específicos para cada tópico relacionado ao
SAA do município, contidos neste Diagnóstico, será apresentado o indicador
responsável e seus respectivos valores. Pois, desta maneira, há uma melhor
compreensão da atual situação e através desta compreensão, apontamentos
podem ser realizados visando melhorias no sistema de abastecimento de água.
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3.1.6. Panorama da Situação Atual dos Sistemas Existentes
3.1.6.1. Captação
Como dito em capítulos anteriores, a captação de água para abastecimento
público no município de Marechal Cândido Rondon ocorre através de águas
vindas de vários lugares, incluindo poços profundos, minas e rio. A seguir será
descrito cada um deles.
3.1.6.2. Sede municipal
-Poços Tubulares Profundos:
x PTP001
a) Nome Técnico: PTP001 (Lat. -24.57.1953; Long. -
54.089547);
b) Aquífero: Serra Geral;
c) Data da Perfuração: 23/11/1999;
d) 'LkPHWUR¶
e) Profundidade: 88 m;
f) Localização: Linha Gaúcha ± LR 88/86 do 19º Perímetro;
g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da
medição em dezembro/2011).
Tabela 27 ± Volume e vazões do PTP001.
PTP001
ANO VOLUME BOMBEADO (m³/ano) VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2014 212.133,42 35
2016 211.480,12 38
2018 190.981,67 40
2020 197.314,88 38
2022 180.781,53 39
204.874,16 38
176.512,56 33
158.592,23 32
138.681,35 32
Fonte: SAAE, 2023.
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Figura 30 ± PTP001.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
x PTP002
a) Nome Técnico: PTP002 (Lat. -24.578806; Long. -54.087778);
b) Aquífero: Serra Geral;
c) Data de Perfuração: 25/02/2002;
d) 'LkPHWUR´
e) Profundidade: 100 m;
f) Localização: Linha Gaúcha ± LR 88 do 11º Perímetro;
g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (início da
medição março/2012).
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Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 28 ± Volume e vazões do PTP002.
ANO PTP002 VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 41
2015 34
2016 229.081,48 35
2017 167.218,58 33
2018 150.949,64 35
2019 145.412,06 24
2020 142.379,45 22
2021 91.290,91 21
2022 63.670,18 19
45.425,42
48.672,84
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 31 ± PTP002.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão Cidades, 2023.
x PTP0003
a) Nome Técnico: PTP003 (Lat. -24.591028; Long. -54.089403);
b) Aquífero: Serra Geral;
c) Data da Perfuração: 12/07/2002;
d) 'LkPHWUR´
e) Profundidade: 259 m;
f) Localização: Linha Concórdia ± LR 74 C do 19º Perímetro;
g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da
medição janeiro/2010).
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Tabela 29 ± Volume e vazões do PTP003.
ANO PTP003 VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 91
2015 91
2016 564.229,61 90
2017 504.508,57 87
2018 447.355,21 88
2019 449.813,53 91
2020 412.193,05 84
2021 483.893,64 78
2022 484.949,81 62
429.459,42
329.852,00
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 32 ± PTP003.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
x PTP004
a) Nome Técnico: PTP004 (Lat. -24.575836; Long. -54.039772);
b) Aquífero: Serra Geral;
c) Data da Perfuração: 06/08/1991;
d) 'LkPHWUR´
e) Profundidade: 102 m;
f) Localização: LR 51 do 11º Perímetro;
g) Medição de Vazão/Volume: Não, estimado conforme teste de
vazão/volume, e desde o final de 2018 realizado com medidor
portátil.
OBS: Estava desativado entre setembro/2018 a
fevereiro/2019, para recuperação de nível/vazão. Inativo
temporariamente desde novembro/2022.
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Tabela 30 ± Volume e vazões do PTP004.
ANO PTP004 VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2015 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 17
2016 17
2017 120.079,90 17
2018 83.951,04 17
2019 107.845,13 11
2020 99.147,66 11
2021 24.062,65 11
2022 24.958,37 11
31.569,64
32.154,00
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 33 ± PTP004.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
x PTP005
a) Nome Técnico: PTP005 (Lat. -24.573278; Long. -54.020833);
b) Aquífero: Serra Geral;
c) Data da Perfuração: 19/12/1980;
d) 'LkPHWUR´
e) Profundidade: 150 m;
f) Localização: LR 41/42A do 11º Perímetro;
g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da
medição outubro/2006).
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Tabela 31 ± Volume e vazões do PTP005.
ANO PTP005 VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 16
2015 16
2016 111.734,36 19
2017 94.181,85 14
2018 92.608,68 12
2019 68.778,85 12
2020 64.496,86 11
2021 64.196,41 11
2022 66.946,30 11
62.770,39
63.848,34
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 34 ± PTP005.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
x PTP006
a) Nome Técnico: PTP006 (Lat. -24.574614; Long. -54.016561);
b) Aquífero: Serra Geral;
c) Data da Perfuração: 07/10/2003;
d) 'LkPHWUR´
e) Profundidade: 150 m;
f) Localização: Linha João Pessoa ± LR 40C do 11º Perímetro;
g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da
medição outubro/2013).
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OBS: Poço entrou em funcionamento em outubro de 2013.
Desativado temporariamente em outubro/2022.
Tabela 32 ± Volume e vazões do PTP006.
ANO PTP006 VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2015 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 7
2016 13
2017 49.632,86 9
2018 39.441,48 12
2019 31.031,41 10
2020 29.753,95 7
2021 27.472,12 5,5
2022 20.550,94 5
15.906,98
12.173,16
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 35 ± PTP006.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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x PTP008
a) Nome Técnico: PTP008 (Lat. -24.555669; Long. -54.044811);
b) Aquífero: Serra Geral;
c) Data da Perfuração: 05/03/1985;
d) 'LkPHWUR´
e) 3URIXQGLGDGH´
f) Localização: Rua Concordia, Jd. Lider ± LR 88 do 12º
Perímetro;
g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da
medição novembro de 2014 a novembro de 2017,
posteriormente ficou sem medição, sendo reinstalado um
novo macromedidor em julho de 2020.
Tabela 33 ± Volume e vazões do PTP008.
ANO PTP008 VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 16
2015 16
2016 193.671,34 23
2017 124.463,07 25
2018 98.005,59 27
2019 91.370,64 26
2020 128.306,35 20
2021 214.432,83 18
2022 168.105,56 15
87.243,00
87.675,00
Fonte: SAAE, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 36 ± PTP008.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
x PTP009
a) Nome Técnico: PTP009 (Lat. -24.543267; Long. -54.062306);
b) Aquífero: Serra Geral;
c) Data da Perfuração: 27/02/1991;
d) 'LkPHWUR´
e) Profundidade: 47m;
f) Localização: Rua Vitória, Loteamento Luciana I ± Q9 L1;
g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da
medição fevereiro/2021, anteriormente era realizado através
de teste de vazão ou ultrassônico portátil).
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Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 34 ± Volume e vazões do PTP009.
ANO PTP009 VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 55
2015 55
2016 455.137,90 55
2017 456.255,71 55
2018 330.079,40 55
2019 425.524,28 33
2020 423.738,85 22
2021 276.975,79 27,5
2022 189.484,17 34,5
229.120,00
258.722,00
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 37 ± PTP009.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
x PTP010
a) Nome Técnico: PTP010 (Lat. -24.523483; Long. -54.07234);
b) Aquífero: Serra Geral;
c) Data da Perfuração: 08/10/2001;
d) 'LkPHWUR´
e) Profundidade: 88 m;
f) Localização: Linha Guavirá ± LR 281/282B do 12º Perímetro;
g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da
medição junho/2021, anteriormente era realizado através de
teste de vazão ou ultrassônico portátil).
Tabela 35 ± Volume e vazões do PTP010.
ANO PTP010 VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 99,50
2015 99,50
2016 633.602,01 99,50
2017 824.766,24 99,50
2018 682.505,41 99,50
2019 623.485,32 80
2020 585.874,29 62
2021 496.557,60 58
2022 421.167,04 63
350.986,00
347.369,00
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 38 ± PTP010.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
x PTP011
a) Nome Técnico: PTP011 (Lat. -24.529331; Long. -54.063378);
b) Aquífero: Serra Geral;
c) Data da Perfuração: 08/06/1999;
d) 'LkPHWUR´
e) Profundidade: 78 m;
f) Localização: Linha Guavirá ± LR 284 do 12º Perímetro;
g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da
medição junho/2021, anteriormente era realizado através de
teste de vazão ou ultrassônico portátil).
Tabela 36 ± Volume e vazões do PTP011.
ANO PTP011 VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 74,30
2015 74,30
2016 357.836,65 74,30
2017 440.228,23 74,30
2018 197.234,83 74,30
2019 320.540,08 44
2020 217.337,21 44
2021 268.096,15 43,5
2022 310.814,54 45
331.924,30
315.270,00
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 39 ± PTP011.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
x PTP013
a) Nome Técnico: PTP013 (Lat. -24.591677; Long. -
54.0467472);
b) Aquífero: Serra Geral;
c) Data da Perfuração: 10/07/2002;
d) 'LkPHWUR´
e) Profundidade: 79 m;
f) Localização: Linha Arroio Fundo ± LR61A/62B do 20º
Perímetro, Faz. Britânia;
g) Medição de Vazão/Volume: Não, estimado conforme teste de
vazão/volume, e desde o final de 2018 realizado verificação
com medidor portátil.
OBS: Entrou em funcionamento em janeiro/2015, leituras e
acompanhamentos desde julho/2015.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 37 ± Volume e vazões do PTP013.
ANO PTP013 VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2015 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 60
2016 60
2017 55.916,55 60
2018 254.293,10 60
2019 277.940,81 47
2020 300.076,67 33
2021 188.640,24 24
2022 209.954,73 12,5
161.412,50
56.250,00
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 40 ± PTP013.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
x PTP014
a) Nome Técnico: PTP014 (Lat. -24.5928; Long. -54.062853)
b) Aquífero: Serra Geral;
c) Data da Perfuração: 13/04/2005;
d) 'LkPHWUR´
e) Profundidade: 82 m;
f) Localização: Linha Arroio Fundo ± LR 79B/A do 20º
Perímetro, Faz. Britânia;
g) Medição de Vazão/Volume: Não, estimado conforme teste de
vazão/volume, e desde o final de 2018 realizado verificação
com medidor portátil.
OBS: Entrou em funcionamento em fevereiro/2015, leituras e
acompanhamentos desde outubro/2015.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 38 ± Volume e vazões do PTP014.
ANO PTP014 VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2015 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 85
2016 85
2017 33.772,39 85
2018 270.203,51 85
2019 346.325,45 74
2020 387.103,62 69
2021 421.893,13 61,5
2022 473.487,19 65
395.686,00
404.437,80
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 41 ± PTP014.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
x PTP015
a) Nome Técnico: PTP015 (Lat. -24.59135: Long. -54.069683);
b) Aquífero: Serra Geral;
c) Data da Perfuração: 16/04/2005;
d) 'LkPHWUR´
e) Profundidade: 70 m;
f) Localização: Linha Arroio Fundo ± LR 84C do 20º Perímetro;
g) Medição de Vazão/Volume: Não, estimado conforme teste de
vazão/volume, e desde o final de 2018 realizado verificação
com medidor portátil.
OBS: Entrou em funcionamento em janeiro/2015, leituras e
acompanhamentos desde julho/2015.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 39 ± Volume e vazões do PTP015.
ANO PTP015 VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2015 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 80
2016 80
2017 96.444,19 80
2018 310.702,81 80
2019 182.162,44 72
2020 278.067,38 58
2021 341.607,38 46
2022 392.428,66 45
294.998,00
226.729,00
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 42 ± PTP015.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
x PTP016
a) Nome Técnico: PTP016 (Lat. -24.594278; Long. -54.083878);
b) Aquífero: Serra Geral;
c) Data da Perfuração: 14/04/2005;
d) 'LkPHWUR´
e) Profundidade: 162 m;
f) Localização: Linha Arroio Fundo- LR 98F do 20º Perímetro,
Fazenda Britânia;
g) Medição de Vazão/Volume: Não, estimado conforme teste de
vazão/volume, e desde o final de 2018 realizado verificação
com medidor portátil.
OBS: Entrou em funcionamento em janeiro/2015, leituras e
acompanhamentos desde julho/2015.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 40 ± Volume e vazões do PTP016.
ANO PTP016 VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2015 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 60
2016 60
2017 32.794,23 60
2018 126,419,80 60
2019 163.811,71 58
2020 166.841,94 48
2021 338.014,68 37,5
2022 333.765,11 36
226.741,00
208.035,00
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 43 ± PTP016.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
x PTP017
a) Nome Técnico: PTP017 (Lat. -24.527364; Long. -54.041242);
b) Aquífero: Serra Geral;
c) Data da Perfuração: 27/01/1986;
d) Diâmetro: ´
e) Profundidade: 200 m;
f) Localização: LR 115 do 12º Perímetro, Jd. Higienópolis;
g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da
medição abril/2008).
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 41 ± Volume e vazões do PTP017.
ANO PTP017 VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 20
2015 22
2016 148.374,30 22
2017 130.116,74 21
2018 76.569,19 21
2019 76.203,00 22
2020 94.409,69 19
2021 78.469,11 20
2022 85.984,30 20,5
99.153,54
99.279,00
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 44 ± PTP017.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
x PTP018
a) Nome Técnico: PTP018 (Lat. -24.529197; Long. -54.043547);
b) Aquífero: Serra Geral
c) Data da Perfuração: 08/04/1989;
d) 'LkPHWUR´
e) Profundidade: 144 m;
f) Localização: LR 106 do 12º Perímetro, Jd. Higienópolis;
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da
medição abril/2021, anteriormente era realizado através de
teste de vazão ou ultrassônico portátil).
Tabela 42 ± Volume e vazões do PTP018.
ANO PTP018 VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 34,50
2015 34,50
2016 242.434,51 34,50
2017 201.001,79 34,50
2018 96.132,97 34,50
2019 115.598,92 36,70
2020 118.787,94 36,70
2021 137.755,51 36
2022 162.231,71 33,5
103.777,15
110.123,00
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 45 ± PTP018.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
x PTP019
a) Nome Técnico: PTP019 (Lat. -24.592764; Long. -54.074815);
b) Aquífero: Serra Geral;
c) Data da Perfuração: 31/07/2020;
d) 'LkPHWUR´
e) Profundidade: 100 m;
f) Localização: Linha Guarani, Lote Rural 90A do 13º Perímetro;
g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor.
OBS: Poço entrou em funcionamento em 27/09/2020.
Tabela 43 ± Volume e vazões do PTP019.
ANO PTP019 VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2020 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 52
2021 55
2022 140.933,00 56
401.902,55
357.769,00
Fonte; SAAE, 2023.
Figura 46 ± PTP019.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
x PTP020
a) Nome Técnico: PTP020 (Lat. -24.59610822; Long. ±
54.09011111);
b) Aquífero: Serra Geral;
c) Data da Perfuração: 02/12/2020;
d) 'LkPHWUR´
e) Profundidade: 120 m;
f) Localização: LR 72/73B do 19° Perímetro ± Linha Gaúcha;
g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor.
OBS: Poço entrou em funcionamento em 25/09/2021.
Tabela 44 ± Volume e vazões do PTP020.
ANO PTP020 VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2021 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 44
2022 58
51.938,40
300.619,00
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 47 ± PTP020.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
-Captações de mina - Nascentes:
x CAP-M-001
a) Nome Técnico: CAP-M-001 (Lat. -24.567028: Long. -
54.050664;
b) Início de Funcionamento: 1967;
c) Vazão média atual da mina (2022): ~52,50 m³/h;
d) Localização: Av. Rio Grande do Sul, Bairro São Lucas ± Parte
da Chácara 140 e 141.
Figura 48 ± CAP-M-001.
Fonte: SAAE, 2023.
x CAP-M-002
a) Nome Técnico: CAP-M-002 (Lat. -24.556017; Long. -
54.050664)
b) Início do Funcionamento: 1974/1975;
c) Vazão média da mina: ~40,7 m³/h;
d) Localização: Rua Concórdia, Parte do LR 88 do 12º
Perímetro.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 49 ± CAP-M-002.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
x CAP-M-004
a) Nome Técnico: CAP-M-004 (Lat. -24.529161; Long. -
54.044253);
b) Início de Funcionamento: 1979;
c) Vazão média atual da mina (2022): ~30 m³/h;
d) Localização: Rua das Dálias, Higienópolis ± LR 111, 113 e
115 do 12º Perímetro.
Figura 50 ± CAP-M-004.
Fonte: SAAE, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
x CAP-M-005
a) Nome Técnico: CAP-M-005 (Lat. -24.566783: Long. -
54.0475);
b) Início de Funcionamento: 1991;
c) Vazão média atual da mina (2022): ~22,6 m³/h;
d) Localização: Av. Rio Grande do Sul, Chácara 157.
Figura 51 ± CAP-M-005.
Fonte: SAAE, 2023.
x CAP-M-006
a) Nome Técnico: CAP-M-006 (Lat. -24.540714; Long. -
54.061625);
b) Início de Funcionamento: 1997;
c) Vazão média atual da mina (2022): ~26 m³/h;
d) Localização: Loteamento Rainha Q9 L1.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 52 ± CAP-M-006.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
x CAP-R-001
a) Nome Técnico: Arroio Fundo Técnicos 001 (Lat. -24.591056;
Long. -54.069587);
b) Início de Funcionamento: março/2022;
c) Vazão média atual da mina (2022): ~108 m³/h;
d) Localização: Linha Arroio Fundo, LR 84C do 20º Perímetro.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 53 ± CAP-R-001.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
3.1.6.3. Distritos
x Bela Vista
a) Nome Técnico: PTP101 (Lat. -24.511913: Long. -54.198816);
b) Aquífero: Serra Geral;
c) Data da Perfuração: 03/11/2010;
d) 'LkPHWUR´
e) Profundidade: 70 m;
f) Localização: Bela Vista, LR 87C do 26º Perímetro;
g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da
medição agosto/2011).
Tabela 45 ± Volume e vazões do PTP101.
ANO PTP101 VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 7,32
2015 7,05
2016 12.871,06 7,06
2017 11.676,53 7,43
2018 14.152,90 7,38
2019 15.602,94 9,13
2020 12.949,92 9,44
2021 19.682,54 8,87
2022 16.691,04 8,83
13.136,45
15.083,62
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 54 ± PTP101.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
x Bom Jardim
a) Nome Técnico: PTP102 (Lat. -24.5370805; Long. -
54.2646138);
b) Aquífero: Serra Geral;
c) Data da Perfuração: 14/07/2000;
d) 'LkPHWUR´
e) Profundidade: 114 m;
f) Localização: Bom Jardim ± LR 9B do 26º Perímetro;
g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da
medição maio/2006).
Tabela 46 ± Volume e vazões do PTP102.
ANO PTP102 VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 10,74
2015 14,92
2016 22.013,30 15,05
2017 21.591,08 12,62
2018 20.738,32 10,75
2019 18.300,92 9,15
2020 21.873,35 11,37
2021 22.652,43 11,24
2022 23.680,47 11,34
23.382,45
22.563,11
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 55 ± PTP102.
Fonte: SAAE, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
x Iguiporã
a) Nome Técnico: PTP103 (Lat. -24.56033; Long. -54.219233);
b) Aquífero: Serra Geral;
c) Data da Perfuração: 23/12/1997;
d) 'LkPHWUR´
e) Profundidade: 60 m;
f) Localização: Distrito de Iguiporã, Chácara nº 65;
g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da
medição dezembro/2007).
Tabela 47 ± Volume e vazões do PTP103.
ANO PTP103 VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 9,59
2015 8,87
2016 38.771,91 8,42
2017 36.081,49 7,94
2018 38.639,61 7,45
2019 42.509,41 7,36
2020 44.099,37 7,90
2021 46.102,63 11,09
2022 47.481,06 10,91
50.216,90
50.956,63
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 56 ± PTP103.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
x Margarida
a) Nome Técnico: PTP104 (Lat. -24.6479; Long. -54.116956);
b) Aquífero: Serra Geral;
c) Data da Perfuração: 19/09/2008;
d) 'LkPHWUR´
e) Profundidade: 150 m;
f) Localização: Margarida, Chácara M14/M12/A;
g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da
medição dezembro/2008).
Tabela 48 ± Volume e vazões do PTP104.
ANO PTP104 VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 11,45
2015 11,58
2016 51.330,18 12,27
2017 51.023,37 9,77
2018 54.740,20 9,26
2019 57.516,89 11,37
2020 57.286,83 10,43
2021 57.295,23 11,51
2022 62.385,27 11,51
72.342,63
68.073,34
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 57 ± PTP104.
Fonte: SAAE, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
x Novo Horizonte
a) Nome Técnico: PTP105 (Lat. -24.511638; Long. -54.119766);
b) Aquífero: Serra Geral;
c) Data da Perfuração: 23/01/1993;
d) 'LkPHWUR´
e) Profundidade: 92 m;
f) Localização: Distrito de Novo Horizonte ± LR 70 do 18º
Perímetro;
g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da
medição março/2008).
Tabela 49 ± Volume e vazões do PTP105.
ANO PTP105 VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 6,44
2015 6,39
2016 33.563,70 6,63
2017 29.155,30 5,96
2018 32.870,01 6,25
2019 32.686,92 6,77
2020 28.633,74 6,39
2021 32.891,51 6,92
2022 36.652,86 7,57
36.718,85
35.474,17
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 58 ± PTP105.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
x Novo Três Passos
a) Nome Técnico: PTP106 (Lat. -24.486119; Long. -54.003981);
b) Aquífero: Serra Geral;
c) Data da Perfuração: 15/06/2001;
d) 'LkPHWUR´
e) Profundidade: 144 m;
f) Localização: Novo Três Passos, LR 162 do 13º Perímetro;
g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da
medição maio/2007).
Tabela 50 ± Volume e vazões do PTP106.
ANO PTP106 VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 8,99
2015 9,81
2016 32.761,46 10,13
2017 29.531,61 9,75
2018 30.840,11 9,76
2019 31.339,13 9,98
2020 32.121,17 10,71
2021 32.950,31 10,05
2022 39.727,09 9,98
43.985,23
37.129,09
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 59 ± PTP106.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
x Porto Mendes
a) Nome Técnico: PTP107 (Lat. -24.491206; Long. -54.304653);
b) Aquífero: Serra Geral;
c) Data da Perfuração: 27/08/1982;
d) 'LkPHWUR´
e) Profundidade: 80 m;
f) Localização: Rua Guanabara e Criciúma, Q67 L5 ± Porto
Mendes;
g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da
medição fevereiro/2008).
Tabela 51 ± Volume e vazões do PTP107.
ANO PTP107 VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 21,59
2015 21,67
2016 109.549,30 21,74
2017 120.270,00 21,00
2018 124.815,64 19,96
2019 116.544,44 18,6
2020 117.755,87 20,21
2021 122.100,37 19,97
2022 137.720,05 20,78
123.115,57
133.885,94
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 60 ± PTP107.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
x Praia ± Porto Mendes
a) Nome Técnico: PTP110 (Lat. -24.49215; Long. -54.313247);
b) Aquífero: Serra Geral;
c) Data da Perfuração: 03/10/2019;
d) 'LkPHWUR´
e) Profundidade: 120 m;
f) Localização: Praia de Porto Mendes;
g) Medição de Vazão/Volume: Não.
Figura 61 ± PTP110.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
x São Roque
a) Nome Técnico: PTP109 (Lat. -24.714341; Long. -54.078022);
b) Aquífero: Serra Geral;
c) Data da Perfuração: 30/06/2012;
d) 'LkPHWUR´
e) Profundidade: 150 m;
f) Localização: São Roque, LR 248 do 35º Perímetro;
g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da
medição maio/2013).
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 52 ± Volume e vazões do PTP109.
ANO PTP109 VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 12,53
2015 12,69
2016 46.033,97 12,53
2017 47.397,95 11,84
2018 51.759,65 11,88
2019 47.678,94 11,61
2020 44.281,62 10,24
2021 46.952,53 11,47
2022 50.709,38 11,56
55.685,52
46.654,50
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 62 ± PTP109.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
3.1.6.4. Linha rural
x Linha Hermann
a) Nome Técnico: PTP1027;
b) Aquífero: Serra Geral;
c) Data da Perfuração: 25/06/2001;
d) 'LkPHWUR´
e) Profundidade: 66 m;
f) Localização: Linha Hermann ± São Roque;
g) Medição de Vazão/Volume: Sim.
OBS: Sistema/poço era administrado pela Associação de
Moradores desde 2001, em dezembro de 2021 passou a ser
administrado pelo SAAE.
Tabela 53 ± Volume e vazões do PTP1027.
PTP1027
ANO VOLUME BOMBEADO (m³/ano) VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2022 208,73 2,58
2.465,48 2,53
OBS: Volume apensa de dezembro/2021
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 63 ± PTP1027.
Fonte: SAAE, 2023.
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Marechal Cândido Rondon - PR
3.1.6.5. Sistemas rurais
O SAAE foi responsável pela implementação dos poços de captação de
água bruta e das redes de distribuição de água potável na área rural, mas não é
responsável pela manutenção e operação desses sistemas.
O SAAE é acionado somente em casos emergenciais que necessitam de
mão de obra especializada para a regularização do sistema. A tabela abaixo
identifica todos os pontos de captação ativos atualmente.
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Tabela 54 ± Pontos de captação ativos da área rural.
CAPTAÇÃO DA ÁREA RURAL
DESCRIÇÃO LATITUDE LONGITUDE POTÊNCIA DIÂMETRO VAZÃO PROFUNDIDADE
ATUAL
PTP-1001 - POÇO -24,579536 -54,118052 7,00 6 60
AJURICABA II 6 100
PTP-1002 - POÇO -24,506175 -54,307408 2,50 6 5 200
APEPU/SANTA MARIA I 12 168
PTP-1003 - POÇO -24,605786 -54,058774 7,00 6 8 150
ARARA III 18 130
PTP-1005 - POÇO -24,609805 -54,052881 5,50 6 12 150
BAITACA II 9 100
PTP-1006 - POÇO -24,444678 54,034056 6,00 6 6 102
BANDEIRANTES II 5
PTP-1007 - POÇO BOA -24,279061 -54,30797 11,00 6 5 -
VISTA III 6 94
PTP-1009 - POÇO -24,518431 -54,170811 8,00 6 5 72
BELMONTE II 10 70
PTP-1010 - POÇO -24,524903 -54,132053 3,00 8 31 120
BELMONTE III 2 0
PTP-1011 - POÇO -24,678044 -54,150264 5,50 6 35 80
CAMPO SALLES 4 150
CAP-1012 - CAPTAÇÃO -24,716394 -54,046806 - -
CINCO CANTOS
PTP-1013 - POÇO -24,599994 -54,099544 5,00 6
CONCORDIA
PTP-1014 - POÇO -24,474819 -54,265764 5,50 6
CUNHAPORÃ
PTP-1015 - POÇO -24,560306 -54,144364 4,50 6
CURVADO I
PTP-1016 - POÇO -24,566993 -54,168211 - 6
CURVADO II
CAP-1018 - CAPTAÇÃO -24,708233 -54,052881 - -
GLÓRIA
PTP-1019 - POÇO -24,642905 -54,119908 - -
GRUTA VORÁ/FURÃO
PTP-1020 - POÇO -24,552397 -54,022861 5,50 6
GUARÁ II
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PTP-1021 - POÇO
GUARÁ III -24,528139 -54,025281 5,00 8 5 100
PTP-1022 - POÇO I 40
GUARANI -24,582594 -54,066506 11,00 8 12 114
PTP - 1023 - POÇO
GUAVIRÁ II -24,504827 -54,075458 7,50 6 14 118
PTP-1025 - POÇO 150
HAVAI -24,546008 -54,237797 4,50 4 4
PTP-1026 - POÇO 100
HEIDRICH -24,594636 -54,15436 7,00 6 6 60
PTP-1028 - POÇO 60
HORIZONTINA -24,516414 -54,109175 4,50 6 5
CAP-1029 - CAPTAÇÃO
LUDWIG -24,484197 -54,123505 - - 0
PTP-1030 - POÇO
MARACANÃ I -24,626819 -54,033842 4,00 6 15
PTP-1031 - POÇO
MARACANÃ III -24,644839 -54,035389 1,50 6 3
PTP-1032 - POÇO
MARRECO -24,687733 -54,082597 6,00 6 16
PTP-1033 - POÇO
NEUHAUS -24,472114 -54,039275 6,00 6 10
PTP-1034 - POÇO
OURO VERDE /FLOR
DE MAIO I -24,548319 -54,176761 5,50 8 6
PTP-1035 - POÇO
OURO VERDE / FLOR -24,570683 -54,188914 2,00 6 17
DE MAIO II
PTP-1036 - POÇO
PALMITAL -24,617786 -54,096403 4,50 6 5
PTP-1037 - POÇO
PASSO FUNDO -24,559528 -54,281411 3,00 6 7
PTP-1038 - POÇO
PAULISTA /SÃO LUIS -24,487108 -54,234269 3,00 6 8
PTP-1039 - POÇO
PERDIGÃO -24,486031 -54,105283 3,00 6 6
PTP-1040 - POÇO
PIACUÊ /FLOR DO
OESTE -24,545281 -54,203839 3,50 6 20
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PTP-1041 - POÇO
SANGA DO MICO -24,533051 -54,248136 6,00 6 6 100
PTP-1042 - POÇO
SANTO ANGELO -24,545917 -54,159419 7,00 6 20 100
PTP-1043 - POÇO
SANTOS DUMONT -24,487942 -54,281919 5,00 4 10 0
PTP-1044 - POÇO SÃO
BERNARDO -24,699273 -54,1082362 4,00 6 6 90
PTP-1045 - POÇO SÃO
CARLOS -24,504219 -54,258125 4,50 6 5 42
PTP-1046 - POÇO SÃO
CRISTOVÃO -24,66625 -54,048297 5,00 4 13 60
PTP-1047 - POÇO SÃO
JOSÉ DO GUAÇU I -24,436013 -54,060431 5,00 6 5 78
PTP-1048 - POÇO SÃO
JOSÉ DO GUAÇU II -24,447416 -54,053031 7,00 6 20 150
PTP-1049 - POÇO
WILHEMS -24,648731 -54,153119 11,00 8 27 46
PTP-1050 - POÇO VILA
RURAL SANTA CLARA
II -24,517924 -54,085241 7,50 6 16 150
PTP-1051 - POÇO TRÊS
VOLTAS (PARTE
BAIXA) -24,641777 -54,002824 6,00 6 10 102
PTP-1052 - POÇO
ARARA IV -24,615902 -54,074108 - 6 18 126
PTP - 1054 - POÇO
BAITACA (PARTE ALTA) -24,619751 -54,021147 4,50 6 12 114
PTP - 1055 - POÇO II
PIACUÊ /FLOR DO
OESTE -24,566947 -54,224473 5,50 6 10 60
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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As águas subterrâneas, por se tratarem de uma fonte de água de alta
qualidade, são classificados como Classe Especial pela Resolução nº 396/2008
do CONAMA. Portanto, necessitam apenas de tratamento simplificado para
atender aos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação.
3.1.6.6. Tratamento
No município de Marechal Cândido Rondon o tratamento das captações
por poços tubulares profundos é o tratamento simplificado, é um processo que
consiste na adição de cloro e flúor na água antes de sua distribuição à população
O município conta com uma Estação de Tratamento de Água (ETA),
conhecida como ETA Diego Alexandre Tech, localizada na Linha Guarani. A
estação iniciou suas operações em 7 de março de 2022 e realiza o tratamento de
água proveniente do Arroio Fundo.
De acordo com Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), a ETA tem
capacidade de produzir até 2,5 milhões de litros de água potável por dia. A
captação de água da estação ocorre a uma vazão de 30 L/s, podendo operar
24h/dia, porém atualmente opera em média 18h/dia, de segunda a sábado. A
seguir, descrevem-se as etapas envolvidas no referido processo:
x Eliminação de resíduos: Consiste na remoção de sólidos suspensos
na água;
x Floculação: É um processo físico-químico que consiste na adição de
sulfato de alumínio, sulfato férrico ou cloreto férrico, os quais
reagirão com as impurezas presentes na água. Isso promove a
coagulação das partículas, resultando na formação de flocos
pesados que desempenharão um papel auxiliar no processo de
decantação.
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Figura 64 ± Etapas de coagulação e floculação.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
x Adensamento: É um processo físico que consiste na remoção dos
flocos de impureza da água por meio de decantação, os flocos
sedimentam no fundo de um tanque, onde são retirados
periodicamente.
x Filtração: A filtragem é a remoção completa das partículas que não
foram removidas pelo processo de decantação.
Figura 65 ± Etapas de decantação e filtração.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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x Desinfecção: A etapa subsequente consiste na desinfecção da água, em
que o recurso é tratado com cloro para fins de desinfecção. Nessa mesma
etapa, a água recebe a adição de flúor, que tem como objetivo combater
cáries dentárias, e carvão ativado, para remoção de odor e sabor
indesejáveis.
Ressalta-se, que em 07 de maio de 2021, foi publicada a Portaria GM/MS
nº 888, que altera o Anexo XX da Portaria de Consolidação nº 5, de 28 de
setembro de 2017, para dispor sobre os procedimentos de controle e de vigilância
da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade. A
nova Portaria entrou em vigor na data de sua publicação, ou seja, é válida a partir
de 07 de maio de 2021.
As principais alterações incluem mudanças nos textos das definições,
alterações nas responsabilidades das autoridades públicas e dos responsáveis
pelos sistemas de abastecimento de água, adequações nos escopos analíticos de
monitoramento e seus VMPs (Valores Máximos Permitidos) e mudanças nos
Planos de Amostragem.
A Portaria 888, assim como a anterior PRC nº 5 Anexo XX, é aplicável aos
responsáveis pelos Sistemas de Abastecimento de Água (como concessionárias)
ou pelas Soluções Alternativas Coletivas de Abastecimento de Água (como poços
artesianos em empresas).
Sendo assim, a tabela abaixo indica, de acordo com a Portaria GM/MS nº
888/2021, as análises quantitativas que devem ser feitas a fim de assegurar a
qualidade da água.
Tabela 55 ± Apresentação quantitativa das análises exigidas pela Portaria n°888/2021 -GM/
MS.
Parâmetro Tipo de Saída do Sistema de distribuição (reservatórios e
Mananci Tratamento redes)
al
Nº de Frequênci População Abastecida
Amost a
ras
<50.0 <50.0 <50.0 <50.0
00 00 00 00 <50.00 <50.00
hab. hab. hab. hab. 0 hab. 0 hab.
Número de Frequência
amostras
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Turbidez,
Residual de
desinfetant Superfici 1 A cada 2 Conforme § 3º do Art. 42
e (1), al horas
Cor
aparente,
pH
Subterrâ
neo 1 semanal
Superfici
Fluoreto (2) al ou 1 A cada 2 Dispensada a análise
Subterrâ horas
neo
Gosto e Superfici Dispensada a análise
Dispensada a análise
odor al 1 Trimestral
Dispensada a análise
Subterrâ
neo 1 Semestral
Semanal
quando
contagem
Cianotoxina Superfici 1 de
cianobacté
s al
rias³
20.000
células/mL
Produtos Superfici Dispensada a 1(4) 4(4) 8(4) Bimestral
secundários al análise
da Subterrâ Semes Semes
desinfecção neo
1(4) 2(4) 3(4) Anual tral tral
(3) Superfici
al ou 1 Mensal 1(6) 1(6) 1(6) Mensal
Acrilamida
(5) Subterrâ 1 Mensal 1(6) 1(6) 1(6) Mensal
neo
Epicloridrin 1 Semestral 1 1 1 Semestral
a (4) Superfici
al ou 1 Semestral 1(6) 1(6) 1(6) Trimestral
Cloreto de
Vinila (7) Subterrâ
neo
Demais
parâmetros Superfici
al ou
(8)(9)
Subterrâ
neo
Superfici
al ou
Subterrâ
neo
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Notas (1) Análise exigida de acordo com o desinfetante utilizado. / (2) Para
sistemas que realizam a fluoretação ou desfluoretação da água. Os demais
sistemas devem realizar o monitoramento de fluoreto conforme a
frequência definida para demais parâmetros. / (3) Quando houver pré-
oxidação com agente diferente do desinfetante incluir o monitoramento de
subproduto em função do oxidante utilizado. / (4) As amostras devem ser
coletadas, preferencialmente, em pontos de maior tempo de detenção da
água no sistema de distribuição. / (5) Deve ser monitorado apenas pelos
SAA e SAC que fazem o uso de polímero que apresenta essa substância
em sua constituição. A coleta de amostra deve ser realizada durante o
período em que esse polímero for utilizado no tratamento de água. / (6)
Quando o parâmetro não for detectado na saída do tratamento (resultado
da análise menor que o limite de detecção) fica dispensado o
monitoramento na água distribuída, à exceção de substâncias que
potencialmente possam ser introduzidas no sistema. / (7) Cloreto de
Vinila deve ser monitorado na rede de distribuição, mesmo que não seja
encontrado na saída do tratamento, tendo em vista a possibilidade de
serem liberados de materiais a base de plástico PVC. / (8) Para
agrotóxicos, observar o disposto no parágrafo 4º do artigo 44. / (9)
Quando o parâmetro for detectado na saída do tratamento, deve-se
monitorar com frequência trimestral na saída do tratamento e no sistema
de distribuição.
Fonte: Portaria nº 888/2021 GM/MS ± Anexo 13. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de
Cidades, 2023.
O padrão bacteriológico da água para consumo humano está detalhado na
Portaria, além de orientações quanto ao procedimento de análise no caso de
detectadas amostras com resultado positivo, assim como para amostragens
individuais, por exemplo, de fontes e nascentes.
Tabela 56 ± Padrão microbiológico de potabilidade da água.
Formas de abastecimento Parâmetro VMP (1)
SAI Escherichia coli (2) Ausência em 100 mL
SAA Na saída do tratamento Coliformes totais (3) Ausência em 100 mL
e
SAC
Sistema de Escherichia coli (2) Ausência em 100 mL
distribuição e pontos
de consumo
Sistemas ou
soluções Apenas uma amostra, entre as
alternativas amostras examinadas no mês
Coliformes coletivas que pelo responsável pelo sistema
totais (4) abastecem ou por solução alternativa
menos de coletiva de abastecimento de
20.000 água, poderá apresentar
habitantes resultado positivo
Sistemas ou
soluções Ausência em 100 mL em 95%
alternativas das amostras examinadas no
coletivas que mês pelo responsável pelo
abastecem a sistema ou por solução
partir de 20.000 alternativa coletiva de
habitantes abastecimento de água.
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(1) Valor Máximo Permitido / (2) Indicador de contaminação fecal. / (3) Indicador de
eficiência de tratamento. / (4) Indicador da condição de operação e manutenção do
Notas sistema de distribuição de SAA e pontos de consumo e reservatório de SAC em que a
qualidade da água produzida pelos processos de tratamento seja preservada (indicador
de integridade).
Fonte: Portaria n° 888/2021 GM/MS. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Dentre as recomendações, condições, e orientações dadas na norma, os
seguintes itens também podem ser destacados:
x Para turbidez, após filtração rápida (tratamento completo ou filtração
direta) ou simples desinfecção (tratamento da água subterrânea), a
norma estabelece o limite de 1,0 uT (Unidade de Turbidez) em 95%
das amostras. Entre os 5% dos valores permitidos de turbidez
superiores ao valor máximo permitido citado, o limite máximo para
qualquer amostra pontual deve ser de 5,0 uT. Para isso, o
atendimento ao percentual de aceitação do limite de turbidez, deve
ser verificado mensalmente, com base em amostras no mínimo
diárias para desinfecção ou filtração lenta e a cada quatro horas para
filtração rápida, preferivelmente no efluente individual de cada
unidade de filtração;
x É obrigatória a manutenção de, no mínimo, 0,2 mg/L de cloro
residual livre ou 2 mg/L de cloro residual combinado ou de 0,2 mg/L
de dióxido de cloro em toda a extensão do sistema de distribuição
(reservatório e rede) e nos pontos de consumo.;
x A água potável também deve atender o padrão de potabilidade para
substâncias químicas que representam risco à saúde, conforme
relação apresentada na Portaria da nº 888/2021 ± Anexo 13;
x Monitoramento de cianotoxinas e cianobactérias deve ser realizado,
seguindo as orientações de amostragem para manancial de água
superficial e padrões e recomendações estabelecidos na norma;
x A água potável também deve estar em conformidade com o padrão
de aceitação de consumo humano, o qual está determinado na
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norma, sendo destacados na tabela abaixo os valores para os
parâmetros mais comumente analisados.
Sendo assim, a tabela abaixo mostra os parâmetros básicos e o seu valor
máximo permitido de aceitação, da qualidade da água para o consumo humano.
Tabela 57 ± Padrão Organoléptico de Potabilidade.
Parâmetro CAS Unidade VMP (¹)
Alumínio 7429-90-5 mg/L 0,2
7664-41-7 mg/L 1,2
Amônia (como N) 16887-00-6 mg/L 250
Cloreto uH 15
95-50-1 mg/L
Cor Aparente (²) 106-46-7 mg/L 0,001
1,2 diclorobenzeno mg/L 0,0003
1,4 diclorobenzeno 7439-89-6 mg/L
Dureza total 7439-96-5 Intensidade 0,3
Ferro 108-90-7 mg/L 6
7440-23-5 mg/L 0,1
Gosto e odor mg/L 0,02
Manganês 14808-79-8 mg/L 200
04/06/7783 mg/L 500
Monoclorobenzeno mg/L 250
Sódio 7440-66-6 uT 0,05
mg/L 5
Sólidos dissolvidos totais 5
Sulfato
Sulfeto de hidrogênio
Turbidez (3)
Zinco
Fonte: Portaria n° 88/2021 GM/MS. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Dentro do contexto apresentado, as seguintes definições são
consideradas:
x Cianobactérias: microrganismos procarióticos autotróficos,
também denominados cianofíceas ou algas azuis, que podem
ocorrer em qualquer manancial superficial, especialmente
nos com elevados níveis de nutrientes, podendo produzir
toxinas com efeitos adversos à saúde;
x Cianotoxinas: toxinas produzidas por cianobactérias que
apresentam efeitos adversos à saúde por ingestão oral,
incluindo microcistinas, cilindrospermopsina e saxitoxinas;
x Cloreto: presente nas águas naturais em maior ou menor
escala, contém íons da dissolução de minerais. Em
determinadas concentrações confere sabor salgado à água.
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Ele pode ser de origem natural (dissolução de sais e presença
de águas salinas) ou de origem antrópica (despejos
domésticos, industriais e águas utilizadas em irrigação);
x Cloro Residual Livre: deve permanecer na água tratada até
a sua utilização final. No tratamento o cloro é utilizado como
oxidante de matéria orgânica e para destruir microrganismos.
Quando aplicado, parte dele é consumido nas reações de
oxidação e quando as reações se completam, o excesso que
permanece é denominado cloro residual. Teores positivos
são desejáveis, pois é garantia de um processo de
desinfecção eficiente;
x Coliformes totais: bactérias do grupo coliforme, bacilos
gram-negativos, aeróbios ou anaeróbios facultativos, não
formadores de esporos, oxidase-negativos, capazes de
desenvolver na presença de sais biliares ou agentes
tensoativos que fermentam a lactose com produção de ácido,
gás e aldeído a 35,0 ± 0,5ºC em 24-48 horas, e que podem
apresentar atividade da enzima ß -galactosidase. A maioria
das bactérias do grupo coliforme pertence aos gêneros
Escherichia, Citrobacter, Klebsiella e Enterobacter, embora
vários outros gêneros e espécies pertençam ao grupo,
podendo existir bactérias que fermentam a lactose e podem
ser encontradas tanto nas fezes como no meio ambiente
(águas ricas em nutrientes, solos, materiais vegetais em
decomposição). Nas águas tratadas não devem ser
detectadas bactérias coliformes, pois se isso ocorre o
tratamento pode ter sido insuficiente, ocorreu contaminação
posterior ou a quantidade de nutrientes é excessiva. Espécies
dos gêneros Enterobacter, Citrobacter e Klebsiella podem
persistir por longos períodos e se multiplicarem em ambientes
não fecais;
x Coliformes termotolerantes: a definição é a mesma de
coliformes, porém restringem-se as bactérias do grupo
coliforme que fermentam a lactose a 44,5 ± 0,2ºC em 24
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horas, tendo como principal representante a Escherichia coli,
de origem exclusivamente fecal;
x Contagem de bactérias heterotróficas: determinação da
densidade de bactérias que são capazes de produzir
unidades formadoras de colônias (UFC), na presença de
compostos orgânicos contidos em meio de cultura
apropriada, sob condições pré-estabelecidas de incubação:
35,0, ± 0,5ºC por 48 horas;
x Cor: resulta da existência de substâncias dissolvidas,
provenientes de matéria orgânica (principalmente da
decomposição de vegetais ± ácidos húmicos e fúlvicos),
metais como ferro e manganês, resíduos industriais coloridos
e esgotos domésticos. No valor da cor aparente pode estar
incluída uma parcela devido à turbidez da água, sendo está
removida obtém-se a cor verdadeira;
x Dureza: resultante da presença de sais presentes com
exceção de sódio e potássio. Nas águas naturais a dureza é
predominantemente devido à presença de sais de cálcio e
magnésio, no entanto sais de ferro, manganês e outros
também contribuem para a dureza das águas. A dureza
elevada causa extinção de espuma do sabão, sabor
desagradável e produzem incrustações nas tubulações e
caldeiras;
x Escherichia coli (E. Coli): é a única espécie do grupo dos
coliformes termotolerantes cujo habitat exclusivo é o intestino
humano e de animais homeotérmicos, onde ocorre em
densidades elevadas (CONAMA nº 357/2005);
x pH: abreviação de potencial hidrogeniônico, que é usado
para medir acidez ou alcalinidade de soluções através da
medida de concentração do íon hidrogênio (logaritmo
negativo da concentração na solução). O pH 7 é considerado
neutro sendo abaixo de 7 ácido e acima alcalino. É um
parâmetro importante por influenciar diversos equilíbrios
químicos que ocorrem naturalmente na água ou em unidades
de tratamento de água;
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x Turbidez: medida da capacidade de uma amostra de água
em impedir a passagem de luz. Grau de atenuação de
intensidade que um feixe de luz sofre ao atravessá-la, devido
à presença de sólidos em suspensão, tais como partículas
inorgânicas (areia, silte, argila) e de detritos orgânicos, algas
e bactérias etc.
Para atender a todas as legislações pertinentes, o município de Marechal
Cândido Rondon realiza o monitoramento da qualidade de todas as fontes de
abastecimento. As análises são realizadas diariamente, por técnicos do SAAE.
A Portaria GM/MS nº 888/2021, que altera o Anexo XX da Portaria de
Consolidação nº 5/2017, estabelece que é aceitável que 5% das amostras
analisadas por mês apresentem coliformes totais. Os demais parâmetros exigidos
estão dentro dos padrões de potabilidade.
3.1.6.7. Análise de ocorrência de doenças de
veiculação hídrica
Há uma série de doenças epidemiológicas relacionadas a diversos fatores
vinculados a condições ambientais e sanitárias inadequadas. Dentre as possíveis
enfermidades estão as doenças infectocontagiosas como é o caso da
esquistossomose e da hepatite A, relacionadas à carência de boas condições
habitacionais.
Estas doenças podem estar associadas em maior ou menor grau, difusa ou
heterogeneamente, a deficiências do sistema de abastecimento de água,
inidoneidades no sistema de esgotamento sanitário, contaminação por resíduos
sólidos ou condições precárias de habitação.
As doenças potencialmente determinadas por estas condições são
denominadas de Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado -
DRSAI, que seriam evitáveis ou passíveis de controle por ações adequadas de
saneamento ambiental.
A precariedade nos sistemas de abastecimento de água, esgotamento
sanitário, coleta e destinação final dos resíduos sólidos, drenagem urbana, bem
como a higiene inadequada, são aspectos que colocam em risco a saúde da
população, sobretudo para populações em situação de precariedade sanitária
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como em países em desenvolvimento, afetando diretamente na qualidade e
expectativa de vida dessas pessoas.
Neste sentido, torna-se de extrema importância a análise minuciosa de
cada doença derivada da falta de saneamento básico, desde os modos de
transmissão até as formas de proliferação e técnicas de controle. Para gerar um
diagnóstico da saúde é importante especificar as principais doenças relacionadas
ao saneamento que assolam países em desenvolvimento, como o Brasil.
Dentre as principais doenças relacionadas com veiculação hídrica a tabela
abaixo explicita as principais formas de transmissão.
Figura 66 ± Doenças de veiculação hídrica.
Doenças relacionadas com a água.
Grupo de Formas de Principais Doenças Formas de Prevenção
Doenças Transmissão
Diarreias e desinterias, Proteger e tratar as águas
Transmitidas O organismo como a cólera e a de abastecimento e evitar o
por vias feco- patogênico, giardíase; uso de fontes
oral (alimentos agente causador contaminadas; fornecer
contaminados da doença é Febre tifoide e água em quantidade
por fezes) ingerido paratifoide; adequada e promover
higiene pessoal, doméstica
Leptospirose; e dos alimentos.
Amebíase;
Hepatite infecciosa;
Ascaridíase (lombriga).
Controladas A falta de água e Infecção na pele e olhos, Fornecer água em
pela a higiene pessoal como tracoma e o tifo quantidade adequada e
higienização insuficiente criam relacionado com piolhos promover higiene pessoal e
(associadas ao condições e a escabiose. doméstica;
abastecimento favoráveis para a
de água) sua disseminação.
Associadas a O patogênico Esquistossomose Evitar o contato de pessoas
água (uma penetra pela pele com águas infectadas;
parte do ciclo ou é ingerido
da vida do Proteger mananciais;
agente
infeccioso Adotar medidas adequadas
ocorre em um para a deposição de
animal esgotos;
aquático)
Combater o hospedeiro
intermediário.
Transmitidas As doenças são Malária; Combater os insetos
por vetores que propagadas por Febre amarela; transmissores;
se relacionam insetos que Dengue;
com a água nascem na água Filariose (elefantíase). Eliminar condições que
ou picam perto possam favorecer
dela criadouros;
Evitar contato com
criadouro;
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Utilizar meios de produção
individual.
Fonte: BARROS, R.T. de V. et. al., 1995. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades,
2023.
A tabela a seguir traz o histórico do número de internações hospitalares por
ano ocorridas em consequência de Doenças Relacionadas ao Saneamento
Ambiental Inadequado ± DRSAI, no Município de Marechal Cândido Rondon.
Tabela 58 ± Internações hospitalares causadas por doenças relacionadas ao saneamento
inadequado.
Ano Internações
2007 30
2008 351
2009 202
2010 202
2011 29
2012 3
2013 8
2014 38
2015 102
2016 50
2017 35
2018 27
2019 38
2020 41
2021 23
Fonte: Internações Hospitalares - SIH/DATASUS, 2022; adaptado por Líder Engenharia e
Gestão de Cidades, 2023.
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3.1.7. Reservação
Em relação ao sistema de reservação de água para o abastecimento
público de Marechal Cândido Rondon, de acordo com informações do SAAE, o
total é de dezenove reservatórios espalhados pela área urbana do município,
sendo 6 reservatórios enterrados, 4 reservatórios elevado e 9 reservatórios
apoiado, além dos reservatórios existem 8 estações elevatórias de água tratada
(boosters junto).
Nos Distritos a reservação é a partir de 11 reservatórios, e na área rural
abastecida pelo SAAE (Linha Hermann), 1 reservatório. Já nos Sistemas Rurais
existem 39 reservatórios em operação.
3.1.7.1. Sede municipal
x EAT001/REN001/REL001
a) Nome Convencional: Centro de Distribuição I ± Caixa I;
b) Localização: Rua Santa Catarina, nº 750 ± Centro (Sede
administrativa SAAE);
c) REN001: Reservatório enterrado de água tratada com
capacidade de 456 m³;
d) REL001: Reservatório elevado de água tratada com
capacidade de 200 m³;
e) Distribui água para a Região I e DMC II;
f) Macromedição: Iniciada em agosto/2017.
Tabela 59 ± Volume e vazões do EAT001/REN001/REL001.
EAT-001/REN-001/REL-001 (CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO I) - ÁGUA TRATADA
ANO VOLUME BOMBEADO (m³/ano) VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2017 1.175.064,49 143
2018 1.086.543,81 132
2019 1.148.092,09 136
2020 1.182.655,12 145
2021 1.243.918,00 142
2022 1.123.516,00 141
Fonte: SAAE, 2023.
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Figura 67 ± EAT001/REN001/REL001.
Fonte: SAAE, 2023.
x EAT002/RAP002
a) Nome Convencional: Centro de Distribuição II ± Caixa II;
b) Localização: Rua 15 de Novembro S/N ± Centro (Parque de
Exposições);
c) RAP002: Reservatório apoiado de água tratada com
capacidade de 4.000 m³;
d) Distribui água para a Região II;
e) Macromedição: Iniciada em janeiro/2017.
Tabela 60 ± Volume e vazões do EAT002/RAP002.
EAT-002/RAP-002 (CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO II) - ÁGUA TRATADA
ANO VOLUME BOMBEADO (m³/ano) VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2018 2.041.018,66 233
2020 2.209.832,93 252
2022 2.359.422,35 269
2.389.398,40 272
2.285.759,00 261
2.479.015,00 283
Fonte: SAAE, 2023.
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Figura 68 ± EAT002/RAP002.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
x EAT003/RAP001
a) Nome Convencional: Recalque Gaúcha;
b) Localização: Linha Gaúcha - Chácara nº 32;
c) RAP001: Reservatório apoiado de água tratada com
capacidade de 108 m³;
d) Recebe água de PTP001, PTP002, PTP003 e PTP020;
e) Distribui água para a Região I e Região I ± DMC II;
f) Macromedição: Iniciada em abril/2008.
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Tabela 61 ± Volume e vazões do EAT003/RAP001.
EAT-003/RAP-001 (RECALQUE GAÚCHA) - ÁGUA TRATADA
ANO VOLUME BOMBEADO (m³/ano) VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2014 1.112.218,85 165
2016 1.014.147,20 163
2018 874.357,06 158
2020 794.570,61 160
2022 757.378,23 145
720.816,79 155
733.604,34 141
705.543,00 123
687.685,00 125
859.190,00 160
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 69 ± EAT003/RAP001.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
x EAT004/REN006
a) Nome Convencional: Recalque Captação IV;
b) Localização: Rua das Dálias, nº 994 ± Higienópolis;
c) REN006: Reservatório enterrado de água tratada com
capacidade de 302 m³;
d) Recebe água de PTP017, PTP018 E CAP-M-004;
e) Distribui água para a Região III;
f) Macromedição: Iniciada em abril/2008.
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Tabela 62 ± Volume e vazões do EAT004/REN006.
EAT-004/REN-006 (SISTEMA CAPTAÇÃO IV)
ANO VOLUME BOMBEADO (m³/ano) VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2014 354.557,53 62
2016 346.603,18 57
2018 314.354,01 55
2020 352.035,52 53
2022 385.086,74 59
370.077,23 62
399.112,10 63
472.511,00 61
467.397,00 58
475.399,00 74
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 70 ± EAT004/REN006.
Fonte: SAAE, 2023.
x EAT005
a) Nome Convencional: Booster Flamengo;
b) Localização: Av. Rio Grande do Sul ± Chácara 339;
c) Recebe água de RAP001/EAT003 e REL001/EAT001;
d) Distribui água para a Região I ± DMC II;
e) Macromedição: Iniciada em junho/2018.
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Tabela 63 ± Volume e vazões do EAT005.
EAT-005 (BOOSTER FLAMENGO) - ÁGUA TRATADA
ANO VOLUME BOMBEADO (m³/ano) VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2020 251.567,13 689,23
2022 265.118,89 724,37
255.173,00 699,10
262.441,00 719,02
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 71 ± EAT005.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
x EAT006
a) Nome Convencional: Booster Portal;
b) Localização: Av. Rio Grande do Sul, LR 83/84B, Pq. Industrial
II;
c) Recebe água de RAP002/EAT002;
d) Distribui água para a Região II ± DMC I;
e) Macromedição: Iniciada em outubro/2013 (Sistema instalado
em 2013).
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Tabela 64 ± Volume e vazões do EAT006.
EAT-006 (BOOSTER PORTAL) - ÁGUA TRATADA
ANO VOLUME BOMBEADO (m³/ano) VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2014 26.157,34 33
2016 112.336,24 33
2018 120.613,91 31
2020 123.930,74 29
2022 138.755,30 25
120.918,97 26
128.723,80 24
145.546,00 29
142.566,00 30
145.565,00 33
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 72 ± EAT006.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
x EAT007/REL002/RAP006
a) Nome Convencional: Sistema Parque Industrial;
b) Localização: LR 76 do 12º Perímetro da Sede Municipal;
c) REL002: Reservatório elevado de água tratada com
capacidade de 10 m³;
d) RAP006: Reservatório apoiado de água tratada com
capacidade de 142 m³;
e) Recebe água de EAT006;
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f) Distribui água para a Região II ± DMC I;
g) Macromedição: Iniciada em junho/2014.
Tabela 65 ± Volume e vazões do EAT007.
EAT-007 (PQ. INDUSTRIAL)
ANO VOLUME BOMBEADO (m³/ano) VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2016 2.346,00 2,14
2018 1.939,00 2,2
2020 1.789,00 2,24
1.368,00 2,28
1.531,00 2,30
1.633,00 2,04
2.341,00 2,25
OBS: 2022 com problemas no medidor.
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 73 ± EAT007/REL002/RAP006.
Fonte: SAAE, 2023.
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x EAT008
a) Nome Convencional: EAT Diego Alexandre Tech;
b) Localização: Linha Arroio Fundo, LR 84C do 20º Perímetro;
c) Recebe água de CAP-R-001;
d) Recalca água para RAP003/EAB004;
e) Macromedição: março de 2022, e data que entrou em
funcionamento.
Tabela 66 ± Volume e vazões do EAT008.
EAT-008 (DIEGO ALEXANDRE TECH)
ANO VOLUME BOMBEADO (m³/ano) VAZÃO MÉDIA (m³/h)
260.828,00 852
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 74 ± EAT008.
Fonte: SAAE, 2023.
x EAB001/REN003
a) Nome Convencional: Sistema Captação I;
b) Localização: Av. Rio Grande do Sul, parte da Chácara
140/141;
c) REN003: Reservatório enterrado de água bruta com
capacidade de 308 m³;
d) Recebe água de PTP004, PTP005, PTP006, EAB006/CAP-
M-005 e CAP-M-001;
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e) Recalca água para RAP002 e REN001;
f) Macromedição: Iniciada em novembro/2011.
Tabela 67 ± Volume e vazões do EAB001/REN003.
EAB-001/REN-003 (SISTEMA CAPTAÇÃO I)
ANO VOLUME BOMBEADO (m³/ano) VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2014 751.681,30 95
2016 998.782,17 130
2018 939.266,67 117
2020 829.366,05 112
2022 805.694,52 109
811.202,09 104
641.979,24 102
572.332,00 100
662.053,90 104
766.784,00 105
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 75 ± EAB001/REN003.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
x EAB002/REN002
a) Nome Convencional: Sistema Captação II;
b) Localização: LR 88 do 12º Perímetro da Sede Municipal;
c) REN002: Reservatório enterrado de água bruta com
capacidade de 987 m³;
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d) Recebe água de CAP-M-002;
e) Recalca água para RAP002 e REN001 (Até julho/2014
PTP008 bombeava água dentro do REN002, a partir de
agosto/2014 os dois sistemas se tornaram independentes);
f) Macromedição: Iniciada em novembro/2011.
ANO Tabela 68 ± Volume e vazões do EAB002/REN002.
2014 CAP-002/REN-002/EAB-002 (CAPTAÇÃO II)
2015 VOLUME BOMBEADO (m³/ano)
2016 441.512,33
2017 449.760,61
2018 419.974,54
2019 403.012,58
2020 375.747,50
2021 232.484,43
2022 249.329,09
350.316,00
368.124,10
356.426,00
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 76 ± EAB002/REN002.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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x EAB003/RAP004/RAP005
a) Nome Convencional: Sistema/Recalque Rainha;
b) Localização: Rua Salvador, Lot. Rainha Q8 L4;
c) RAP004/RAP005: Reservatórios apoiados de água bruta com
capacidade de 573 m³ cada, estão interligados;
d) Recebe água de CAP-M-006/EAB007, PTP009, PTP010 e
PTP011;
e) Recalca água para RAP002 e REN001;
f) Macromedição: Iniciada em novembro/2011.
Tabela 69 ± Volume e vazões do EAB003/REN004/RAP005.
EAB-003/RAP-004/RAP-005 (RECALQUE RAINHA) - ÁGUA BRUTA
ANO VOLUME BOMBEADO (m³/ano) VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2014 1.378.492,31 181
2016 1.423.495,30 179
2018 1.396.647,12 177
2020 1.237.750,04 166
2022 1.126.429,06 152
1.187.872,19 151
1.208.350,55 147
1.104.136,00 142
1.121.026,00 145
1.122.164,00 147
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 77 ± EAB003/REN004/RAP005.
Fonte: SAAE, 2023.
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x EAB004/RAP003
a) Nome Convencional: Sistema/Recalque Arroio Fundo;
b) Localização: LR 62/B/C do 11º Perímetro Linha Arroio Fundo;
c) RAP003: Reservatório apoiado de água bruta com
capacidade de 400 m³;
d) Recebe água de PTP013, PTP014, PTP015, PTP016,
PTP019, CAP-R-001/EAT008 (Quando esteve ativo do
PTP012);
e) Recalca água para RAP002 e REN001;
f) Macromedição: Iniciada em dezembro/2014, sendo também
início de funcionamento do sistema.
Tabela 70 ± Volume e vazões do EAB004/RAP003.
EAB-004/RAP-003 (RECALQUE ARROIO FUNDO) - ÁGUA BRUTA
ANO VOLUME BOMBEADO (m³/ano) VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2016 425.494,93 347
2018 1.089.074,90 360
2020 1.019.973,39 382
2022 1.080.486,61 361
1.413.798,77 275
1.600.528,00 269
1.488.139,00 268
1.460.112,00 260
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 78 ± EAB004/RAP003.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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x EAB006/REN004
a) Nome Convencional: Sistema Captação V;
b) Localização: Av. Rio Grande do Sul, Chácara 157;
c) REN004: Reservatório enterrado de água bruta com
capacidade de 136 m³;
d) Recebe água de CAP-M-005;
e) Recalca água para REN003;
f) Macromedição: Sim, iniciada em julho/2021.
Tabela 71 ± Volume e vazões do EAB006/REN004.
EAB-006/REN-004 (CAPTAÇÃO V - ÁGUA BRUTA)
ANO VOLUME BOMBEADO (m³/ano) VAZÃO MÉDIA (m³/h)
2022 236.810,00 30,5
198.021,00 25,6
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 79 ± EAB006/REN004.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
x EAB007/REN005
a) Nome Convencional: Sistema Captação VI;
b) Localização: Loteamento Rainha Q9 L1;
c) REN005: Reservatório enterrado de água bruta com
capacidade de 290 m³;
d) Recebe água de CAP-M-006;
e) Recalca água para RAP004/005;
f) Macromedição: Não.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 80 ± EAB007/REN005.
Fonte: SAAE, 2023.
x EAB008
a) Nome Convencional: Booster Gaúcha;
b) Localização: Linha Concórdia, LR 74C do 19º Perímetro;
c) Recebe água de PTP020;
d) Recalca água para RAP001/EAT003;
e) Macromedição: Não.
x REL003
a) Nome Convencional: Reservatório Barcelona;
b) Localização: Chácara 121 ± Barcelona;
c) REL003: Reservatório elevado de água tratada com
capacidade de 108 m³;
d) Recebe água de EAT004 e rede de abastecimento;
e) Distribui água para a Região III;
f) Macromedição: Não (Todo volume distribuído na Região III é
macromedido na saída da EAT004).
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 81 ± REL003.
Fonte: SAAE, 2023.
x REL004
a) Nome Convencional: Reservatório Lira ± Linha Esquina
Horizonte;
b) Localização: LR 3B do 18º Perímetro;
c) REL004: Reservatório elevado de água tratada com
capacidade de 11 m ³;
d) Recebe água de EAT005 e rede de abastecimento;
e) Distribui água para parte da Região I DMC II (Linha Esquina
Horizonte);
f) Macromedição: Não.
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Figura 82 ± REL004.
Fonte: SAAE, 2023.
3.1.7.2. Distritos
x São Roque
a) Nome Técnico: RAP101 (Lat. -24.714763; Long. -
54.0843194)
b) Localização: LR 149 do 39º Perímetro Linha Eldorado;
c) RAP101: Reservatório apoiado de água tratada com
capacidade de 10 m³;
d) Material: Polipropileno;
e) Distribui água para Linha Eldorado ± Distrito de São Roque.
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Figura 83 ± RAP101.
Fonte: SAAE, 2023.
a) Nome Técnico: REL111 (Lat. -24.708222; Long. -
54.07223055);
b) Localização: Rua Terezópolis, Q1 L8 ± São Roque;
c) REL111: Reservatório elevado de água tratada com
capacidade de 50 m³;
d) Material: Metálico;
e) Distribui água para o Distrito de São Roque (Vila) e Linha
Cascata.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 84 ± REL111.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
x Bela Vista
a) Nome Técnico: REL101 (Lat. -24.517397; Long. -54.215991)
b) Localização: Rua Souza Naves ± Bela Vista (Praça);
c) REL101: Reservatório elevado de água tratada com
capacidade de 20 m³;
d) Material: Metálico;
e) Distribui água para o Distrito de Bela Vista (Vila) e Linha São
Marcos.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 85 ± REL101.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
x Bom Jardim
a) Nome Técnico: REL102 (Lat. -24.5454; Long. -54.265716);
b) Localização: Rua Valdemar Zimmer, QA-2 L16 ± Bom Jardim
c) REL102: Reservatório elevado de água tratada com
capacidade de 50 m³;
d) Material: Metálico;
e) Distribui água para o Distrito de Bom Jardim (Vila).
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 86 ± REL102.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
x Iguiporã
a) Nome Técnico: REL103 (Lat. -24.558458; Long. -54.208138);
b) Localização: Rua do Sul ± Parte da Chácara 20 ± Iguiporã;
c) REL103: Reservatório elevado de água tratada com
capacidade de 50 m³;
d) Material: Metálico;
e) Distribui água para o Distrito de Iguiporã (Vila) e Linha Flor do
Oeste.
Figura 87 ± REL103.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
x Margarida
a) Nome Técnico: REL104 (Lat. -24.654419; Long. -54.122697);
b) Localização: Margarida Chácara 90
c) REL104: Reservatório elevado de água tratada com
capacidade de 50 m³;
d) Material: Metálico;
e) Distribui água para o Distrito de Margarida (Vila), Linha
Marrecos, Linha Sanga Furão e Linha Campo Sales.
Figura 88 ± REL104.
Fonte: SAAE, 2023.
x Novo Horizonte
a) Nome Técnico: REL105 (lat. -24.51915; Long. -54.121475);
b) Localização: Chácara 05 ± Novo Horizonte;
c) REL105: Reservatório elevado de água tratada com
capacidade de 30m³:
d) Material: Metálico;
e) Distribui água para o Distrito de Novo Horizonte (Vila), Linha
Esquina Horizonte e Linha Belmonte.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 89 ± REL105.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
x Porto Mendes
a) Nome Técnico: REL107 (Lat. -24.49215; Long. -54.313247);
b) Localização: Praia Porto Mendes;
c) REL107: Reservatório elevado de água tratada com
capacidade de 50 m³;
d) Distribui água para a Praia de Porto Mendes.
Figura 90 ± REL107.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
a) Nome Técnico: REL108;
b) Localização: Praia Porto Mendes;
c) REL108: Reservatório elevado de água tratada com
capacidade de 50 m³;
d) Material: Metálico;
e) Distribui água para a Praia de Porto Mendes.
Figura 91 ± REL108.
Fonte: SAAE, 2023.
a) Nome Técnico: REL109;
b) Localização: Praia Porto Mendes;
c) REL109: Reservatório elevado de água tratada com
capacidade de 20 m³;
d) Material: Concreto;
e) Distribui água para a Praia Porto Mendes.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
a) Nome Técnico: REL110 (Lat. -24.48915; Long. -54.297975);
b) Localização: Rua Hugo Simas, Q113 L6 ± Porto Mendes;
c) Material: Fibra de Vidro;
d) Distribui água para o Distrito de Porto Mendes e Linha
Provenil/Cunha Porã.
Figura 92 ± REL110.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
x Novo Três Passos
a) Nome Técnico: REL113 (Lat. -24.4967805; Long. -
54.0110416);
b) Localização: LR 163C do 13º Perímetro;
c) REL113: Reservatório elevado de água tratada com
capacidade de 30 m³;
d) Material: Metálico;
e) Distribui água para o Distrito de Novo Três Passos, Linha
Barro Preto e Linha Bandeirantes.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 93 ± REL113.
Fonte: SAAE, 2023.
x Linha Hermann: a Linha Hermann é uma linha diferenciada, pois
possui o sistema rural abastecido pelo SAAE, enquanto que, as
demais Linhas são independentes.
a) Nome Técnico: REL1021;
b) Localização: Linha Hermann;
c) REL1021: Reservatório elevado de água tratada com
capacidade de 15 m³;
d) Material: Metálico;
e) Distribui água para a Linha Hermann.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
3.1.7.3. Sistemas rurais
Figura 94 ± REL1021.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Tabela 72 ± Pontos de reservação ativos da área rural.
RESERVATÓRIOS DA ÁREA RURAL
DESCRIÇÃO LATITUDE LONGITUDE TIPO DE ÁGUA
REL-1001 - RESERVATÓRIO LINHA -24,581702 -54,111538 TRATADA
AJURICABA TRATADA
TRATADA
REL-1002 - RESERVATÓRIO LINHA APEPU -24,517425 -54,299983 TRATADA
TRATADA
REL-1003 - RESERVATÓRIO LINHA ARARA -24,611275 -54,042441 TRATADA
REL-1004 - RESERVATÓRIO LINHA -24,612011 -54,025061 TRATADA
BAITACA -24,444722 -54,026519 TRATADA
REL-1005 - RESERVATÓRIO LINHA -24,517469 -54,139722 TRATADA
BANDEIRANTES -24,518561 -54,178391 TRATADA
REL-1006 - RESERVATÓRIO I LINHA -24,484391 -54,063138 TRATADA
BELMONTE -24,700105 -54,143027 TRATADA
REL-1007 - RESERVATÓRIO II LINHA -24,720994 -54,045649 TRATADA
BELMONTE -24,586569 -54,110775 TRATADA
REL-1008 - RESERVATÓRIO LINHA BOA -24,472038 -54,27368 TRATADA
VISTA -24,563008 -54,166127
REL-1009 - RESERVATÓRIO LINHA -24,703519 -54,047933
CAMPO SALLES -24,646647 -54,105202
REL-1010 - RESERVATÓRIO LINHA CINCO
SANTOS
REL-1011 - RESERVATÓRIO LINHA
CONCÓRDIA
REL-1012 - RESERVATÓRIO LINHA
CUNHAPORÃ
REL-1013 - RESERVATÓRIO LINHA
CURVADO
REL-1014 - RESERVATÓRIO LINHA
GLÓRIA
RAP-1015 - RESERVATÓRIO LINHA
GRUTA VORÁ
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
REL-1016 - RESERVATÓRIO LINHA -24,555222 -54,018302 TRATADA
GUARÁ -24,581300 -54,057402 TRATADA
RAP-1017 - RESERVATÓRIO LINHA
GUARANI -24,524822 -54,082919 TRATADA
-24,534697 -54,234261 TRATADA
REL-1018 - RESERVATÓRIO LINHA -24,602136 -54,016563 TRATADA
GUAVIRÁ/VILA RURAL -24,511502 -54,112972 TRATADA
-24,481361 -54,124186 TRATADA
REL-1019 - RESERVATÓRIO LINHA HAVAI -24,633672 -54,02881 TRATADA
REL-1020 - RESERVATÓRIO LINHA -24,688586 -54,082091 TRATADA
HEIDRICH -24,478505 -54,039041 TRATADA
REL-1021 - RESERVATÓRIO LINHA -24,539794 -54,177352 TRATADA
HORIZONTINA -24,541675 -54,202716 TRATADA
REL-1022 - RESERVATÓRIO LINHA -24,623616 -54,078369 TRATADA
LUDWIG -24,567983 -54,275308 TRATADA
REL-1023 - RESERVATÓRIO LINHA -24,494886 -54,241405 TRATADA
MARACANÃ -24,491791 -54,104144 TRATADA
REL-1024 - RESERVATÓRIO LINHA -24,527966 -54,245297 TRATADA
MARRECO -24,538938 -54,16553 TRATADA
REL-1025 - RESERVATÓRIO LINHA -24,48613 -54,282216 TRATADA
NEUHAUS -24,694819 -54,105608 TRATADA
REL-1026 - RESERVATÓRIO LINHA OURO -24,496669 -54,254605 TRATADA
VERDE -24,675519 -54,049338 TRATADA
REL-1027 - RESERVATÓRIO LINHA
PIACUÊ -24,447511 -54,053047 TRATADA
REL-1028 - RESERVATÓRIO LINHA -24,657705 -54,151272 TRATADA
PALMITAL
REL-1029 - RESERVATÓRIO LINHA PASSO
FUNDO
REL-1030 - RESERVATÓRIO LINHA
PAULISTA
REL-1031 - RESERVATÓRIO LINHA
PERDIGÃO
REL-1032 - RESERVATÓRIO LINHA SANGA
DO MICO
REL-1033 - RESERVATÓRIO LINHA SANTO
ANGELO
REL-1034 - RESERVATÓRIO LINHA
SANTOS DUMONT
REL-1035 - RESERVATÓRIO LINHA SÃO
BERNARDO
REL-1036 - RESERVATÓRIO LINHA SÃO
CARLOS
REL-1037 - RESERVATÓRIO LINHA SÃO
CRISTÓVÃO
REL-1038 - RESERVATÓRIO LINHA SÃO
JOSÉ DO GUAÇU
REL-1039 - RESERVATÓRIO LINHA
WILHEMS
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
3.1.7.4. Distribuição
Após as etapas de captação, tratamento e reservação, cabe ressaltar que
o tratamento de água para o abastecimento público no município de Marechal
Cândido Rondon é do tipo convencional na Estação de Tratamento de Água (ETA)
e do tipo simples nos poços tubulares profundos. A água então segue para o
sistema de distribuição, que é composto por uma malha de tubulações que levam
a água tratada aos consumidores.
No município, de acordo com o SAAE, há um alto índice de atendimento,
servindo 55.836 habitantes, abrangendo desta forma 100% da população do
município.
De acordo ainda com informações do SAAE, o Sistema de Abastecimento
de água do município, como um todo, é muito amplo com os Sistemas Rurais
administrados pelas Associações. Marechal Cândido Rondon possui 525,07
quilômetros de rede na sede municipal, com 18.405 ligações e 105,24 quilômetros
de rede, com 1.683 ligações ativas nos Distritos, 10,70 quilômetros de rede, com
10 ligações para o Sistema Rural (SAAE).
Sendo que 100% destas ligações possuem micromedição. Ainda sobre a
rede de distribuição de Marechal Cândido Rondon, o SAAE informa que os
materiais são alternados entre ferro fundido, PEAD, tubo fofo e PVC e seus
diâmetros possuem variações entre 20mm e 250mm.
Ressalta-se que a importância do diagnóstico e da avaliação dos índices
de perdas nos sistemas de abastecimento e distribuição de água se deve ao poder
de aferir a eficiência dos prestadores em atividades como distribuição,
planejamento, investimentos e manutenção.
A International Water Association ± IWA classifica as perdas levando em
conta a sua natureza como reais ou aparentes. As perdas reais equivalem ao
volume de água perdido durante as diferentes etapas de produção, como a
captação, o tratamento, o armazenamento e a distribuição antes de chegar ao
consumidor final.
Estas possuem efeito direto sobre os custos de produção e a demanda
hídrica. Neste sentido, um elevado nível de perdas reais equivale a uma captação
e a uma produção superior ao volume efetivamente demandado, gerando
ineficiências nos seguintes âmbitos:
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Produção:
x maior custo dos insumos químicos, energia para bombeamento, entre outros
fatores de produção;
x maior custo de manutenção da rede e de equipamentos;
x desnecessário uso da capacidade de produção e distribuição existente;
x maior custo pela possível utilização de fontes de abastecimento alternativas
de menor qualidade ou difícil acesso.
Ambiental:
x desnecessária pressão sobre as fontes de abastecimento do recurso hídrico;
x maior custo de mitigação dos impactos negativos desta atividade
(externalidades).
Sendo assim, as fórmulas e a tabela abaixo avaliam os indicadores de
perdas do SAA do município de Marechal Cândido Rondon, apresentando um
comparativo também com valores do Estado de São Paulo e do Brasil. Ressalta-
se que os indicadores para avaliar as perdas de água são os indicadores do SNIS,
sendo eles:
x índice de perdas no faturamento ± IN013;
x índice de perdas na distribuição ± IN049;
x índice de perdas por ligação ± IN051.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 95 ± Comparação dos índices de perdas municipal, estadual e nacional.
Índice Objetivo Marechal Paraná Brasil
Cândido
Rondon
IN013 Avaliar em termos percentuais o nível 14,82 25,46 37,54
da água não faturada sem o volume de 25,97
Índice de
Perdas de serviço (%)
Faturamento
IN049 Avaliar em termos percentuais o nível 28,02 40,14
de perdas da água efetivamente
Índice de consumida em um sistema de
Perdas na
Distribuição abastecimento de água potável (%).
IN051 Avaliar o nível de perdas da água 186,5 212,26 343,37
efetivamente consumida em termos
Índice de
Perdas por unitários (l/lig./dia).
Ligação
Fonte: Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento ± SNIS, 2021. Adaptado por Líder
Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Conforme os dados apresentados na tabela, o índice IN013 do município
de Marechal Cândido Rondon é inferior à média estadual e nacional. O consumo
faturado medido corresponde ao volume de água registrado nos hidrômetros,
enquanto o volume não faturado corresponde à água extraída diretamente no
ponto de captação.
Com os dados do índice IN013, o SAAE pode aferir as perdas reais e
promover ações eficientes de combate às questões relacionadas às perdas. No
índice IN049, o município também apresenta um valor inferior ao índice brasileiro
e à média estadual.
No entanto, é importante ressaltar que esses valores podem não refletir a
realidade, pois a macro e micromedição podem ser deficitárias. Por fim, o índice
IN051 do município também apresenta um valor inferior à média entre o índice do
estado do Paraná e índice brasileiro. Isso indica que o município se encontra em
uma boa posição em nível nacional e estadual.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Desta forma, salienta-se a importância do monitoramento constante em
todo o processo produtivo, incluindo a elaboração ou até mesmo, a manutenção
de um cadastro técnico que relate a realidade da infraestrutura na rede de
distribuição local, com avaliações periódicas no controle dos possíveis
vazamentos e implantando uma gestão de perdas através de macro medidores e
do gerenciamento das pressões na rede. Ressalta-se, que o procedimento citado
neste parágrafo é realizado pelo SAAE.
A incorporação deste conjunto de boas práticas, colabora para a
continuação dos altos índices de qualidade, que foram constatados no município
em relação a gestão do sistema de abastecimento de água como um todo.
3.1.7.5. Telemetria e automação
O sistema de abastecimento de água de Marechal Cândido Rondon conta
com um sistema de telemetria e automação que permite o monitoramento em
tempo real de 31 unidades de abastecimento de água.
O sistema de telemetria utiliza sensores para coletar dados sobre o
funcionamento do sistema, tais como níveis de água nos reservatórios, vazões
nas redes, pressão da água e condições operacionais dos equipamentos. Esses
dados são transmitidos para um centro de controle, onde são analisados e
armazenados.
O sistema de automação utiliza esses dados para controlar o
funcionamento do sistema, de forma a garantir a qualidade e a continuidade do
abastecimento de água. Por exemplo, o sistema pode ser programado para operar
as bombas de forma a manter os níveis de água nos reservatórios dentro dos
limites especificados.
As Figura 96 e Figura 97, mostram a exemplificação da automação e
telemetria do reservatório e do poço profundo.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 96 ± Exemplificação REN/REL/Elevatória.
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 97 ± Exemplificação Poço profundo.
Fonte: SAAE, 2023.
As Figura 98 e Figura 99, mostram a tela dos macromedidores e dos
reservatórios do município de Marechal Cândido Rondon.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 98 ± Tela dos Macromedidores.
Fonte: SAAE, 2023.
Figura 99 ± Tela dos Reservatórios.
Fonte: SAAE, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
3.1.8. Balanço entre Consumos e Demandas de
Abastecimento de Água na Área de Planejamento
Com base nos dados disponibilizados pelo SAAE, foram calculadas as
médias mensais dos volumes consumido, faturado e produzido. O volume
faturado de água pode apresentar valor maior que o volume efetivamente
consumido, pois, o seu cálculo adota parâmetros de consumo mínimo ou médio.
Desse modo, caso o usuário consuma qualquer volume abaixo do definido
como valor faturado, este terá que pagar pelo volume determinado como consumo
mínimo. O volume consumido de água é o volume anual de água que de fato foi
servido nas ligações ativas.
Enquanto que o volume faturado de água é referente ao volume anual de
água debitado ao total de economias, medidas e não medidas, para fins de
faturamento, incluindo também o volume de água tratada exportado.
O volume de água produzido se refere a quantidade anual de água captada
disponível para o consumo. Sendo assim, a tabela abaixo mostra os valores do
volume consumido, do volume faturado e do volume produzido do município de
Marechal Cândido Rondon.
Tabela 73 ± Volume, faturado e produzido na sede municipal de Marechal Cândido
Rondon.
Ano Volume micromedido Volume Faturado (x 1.000 m³/ano) Volume de Água
(x 1.000 m³/ano) distribuído (x 1.000
m³/ano)
2022 3.533,97 4.080,23 4.937,12
Fonte: SAAE, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Tabela 74 ± Volume, faturado e produzido nos Distritos de Marechal Cândido Rondon.
Volume Volume de Água
Ano micromedido (x Volume Faturado (x 1.000 m³/ano) distribuído (x 1.000
1.000 m³/ano) m³/ano)
2022 256,42 314,07 409,82
Fonte: SAAE, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 75 - Volume, faturado e produzido na Linha Hermann.
Ano Volume Volume Faturado (x 1.000 m³/ano) Volume de Água
2022 micromedido (x 1,48 distribuído (x 1.000
1.000 m³/ano) m³/ano)
1,20 2,46
Fonte: SAAE, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Os dados acima mostram que o volume micromedido é inferior ao volume
distribuído, na sede municipal e nos distritos. Isso indica que há um índice de
perdas no sistema de abastecimento de água do município, que totaliza 28,42%
na sede municipal e 37,42% nos Distritos e 51,08% no Sistema Rural (Hermann -
SAAE).
Segundo informações do SAAE, o sistema de abastecimento de água da
sede municipal é composto de 18.405 ligações ativas de água, todas
hidrometradas. Isso resulta em 20.968 economias ativas de água. Nos Distritos, o
sistema de abastecimento de água é composto de 1.683 ligações ativas de água,
todas hidrometradas. Isso resulta em 1.794 economias ativas de água.
No sistema Rural abastecido pelo SAAE, o sistema de abastecimento de
água é composto por 10 ligações ativas de água, todas hidrometradas. Isso resulta
em 10 economias ativas de água. A tabela abaixo demonstra o número mensal
de economias por classe de consumo ao longo do ano de 2022, na Sede
Municipal.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 76 ± Número de Economias por Classe de Consumo na Sede Municipal.
DATA/ANO ECONOMIA MICRO ECONOMIA MICRO ECONOMIA MICRO ECONOMIA MICRO ECONOMIA MICRO
COMERCIAL COMERCIAL INDUSTRIAL INDUSTRIAL ESPECIAL ESPECIAL RESIDENCIAL RESINDECIAL RURAL RURAL
(m³/mês) (m³/mês)
(m³/mês) (m³/mês) (m³/mês)
Janeiro/2022 1.892 22.506 88 3.923 3 33.270 18.650 251.683 29 2.254
Fevereiro/2022 1.894 21.277 18.662 224.800
1.891 21.707 88 4.210 3 31.079 18.705 227.967 29 1.910
Março/2022 1.894 21.391 18.679 208.622
Abril/2022 1.897 20.583 89 4.665 3 36.367 18.732 202.553 29 2.068
Maio/2022 1.888 20.480 18.722 202.920
Junho/2022 1.902 20.898 89 4.600 3 41.294 18.805 213.921 28 1.651
Julho/2022 1.909 22.122 18.810 222.505
Agosto/2022 1.910 22.137 88 4.101 3 45.505 18.832 219.727 28 1.505
Setembro/2022 1.920 20.539 18.882 207.534
Outubro/2022 1.932 21.542 87 4.532 3 58.053 18.895 224.042 28 1.413
Novembro/2022 1.926 23.094 18.927 241.819
Dezembro/2022 87 4.067 3 46.464 28 1.630
86 4.171 3 46.175 28 1.750
88 4.560 3 50.836 28 1.733
85 4.286 3 55.844 28 1.803
83 4.157 3 52.573 27 1.664
85 4.522 3 57.300 27 1.668
Fonte: SAAE, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
3.1.9. Estrutura de Tarifação, Índice de Inadimplência,
Receita Operacional e Indicadores Operacionais
Taxa é o pagamento de imposto obrigatório ao Governo por serviços
prestados e, a tarifa corresponde à forma de pagamentos por serviço ou
benefício prestado, portanto, não sendo compulsória.
O regime tarifário do custo de serviço tem por objetivo evitar que os preços
fiquem abaixo dos custos de manutenção e operação, além de garantir que o
preço final seja estabelecido entre a receita bruta e a receita requerida para a
remuneração de todos os custos de produção. Dentre os principais objetivos da
tarifação, pode-se constatar os seguintes critérios:
x Evitar que o preço fique abaixo do custo;
x Evitar o excesso de lucro;
x Viabilizar a agilidade administrativa no processo de definição e
revisão de tarifas;
x Impedir a má-alocação de recursos e a produção ineficiente;
x Estabelecer preços não discriminatórios entre os consumidores.
Quanto à aplicação dos recursos adquiridos em função da cobrança do
uso da água, está previsto pela Política Nacional de Recursos Hídricos, Lei nº
9.433/1997, o artigo 22, que trata sobre as aplicações prioritárias destes recursos
na bacia hidrográfica em que foram gerados.
Em atendimento às diretrizes nacionais para o saneamento básico tem-
se a Lei Federal n° 11.445/2007, alterada pela Lei no 14026/2020 ± Novo Marco
Legal do Saneamento, os serviços desta área devem ser prestados em
condições de sustentabilidade e equilíbrio econômico-financeiro.
Assim, as tarifas e taxas devem ser adequadas de forma justa
considerando o balanço entre receitas, despesas e investimentos necessários
para manter a qualidade e a universalização dos serviços, com subsídios
tarifários à população de baixa renda, tendo em vista a equidade social no
atendimento.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
O Plano de Saneamento Básico deve discutir estes critérios a fim de
respaldar o município quanto aos interesses internos de investimentos.
Especificamente em Marechal Cândido Rondon, de acordo com informações do
SNIS, a cobrança pelo uso da água é realizada mensalmente, com cobrança da
tarifa média de água é de aproximadamente no valor de três reais e sete
centavos.
Desta forma, com o intuito de apresentar mais informações sobre os
custos operacionais realizados para o Município de Marechal Cândido Rondon,
abaixo segue a tabela com as informações do SNIS ± 2021 e, a metodologia de
cálculo para os principais indicadores.
Figura 100 ± Indicadores do sistema de abastecimento de água - SAA.
ITEM INDICADOR R$/ano R$/m³
FN002 Receita operacional direta de água 15.781.005,03 -
FN005 Receita operacional total (direta + indireta) 20.726.940,86 -
FN006 Arrecadação total 20.726.940,86 -
FN013 Despesa com energia elétrica 4.228.638,66 -
FN014 Despesa com serviços de terceiros 1.289.874,76 -
FN015 Despesas de exploração 15.537.118,71 -
IN003 Despesa total com os serviços por m³ faturado - 2,93
IN004 Tarifa média praticada - 3,61
IN005 Tarifa média de água - 3,63
Fonte: Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento ± SNIS, 2021. Adaptado por Líder
Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
O IN003 - Despesa Total com os serviços por m³ faturado de água e
esgoto, é calculado através do valor das despesas totais com os serviços dividido
pelo volume total faturado (Água e Esgoto). Sendo assim, para se calcular o
IN003 é utilizada a fórmula abaixo:
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Marechal Cândido Rondon - PR
O IN004 ± Tarifa Média Praticada, corresponde ao cálculo da divisão da
receita operacional direta total, pela soma do volume de água faturado com o
volume de esgotos faturado. Este indicador apresenta o valor gasto por metro
cúbico de água ou de esgoto faturado. Sendo assim, para se calcular o IN004 é
utilizada a fórmula abaixo:
O IN005 - Tarifa Média de Água, corresponde ao valor da receita
operacional direta de água, dividido pelo valor obtido entre a subtração do
volume de água faturado e o volume de água exportado. Sendo assim, para se
calcular o IN005 é utilizada a fórmula abaixo:
Contudo, a tabela abaixo mostra os valores dos índices IN003, do IN004
e do IN005 do município de Marechal Cândido Rondon, do município de São
Mateus do Sul, utilizado como município de comparação, do Estado do Paraná
e do Brasil. Lembrando que a unidade dos valores apresentados é em R$/m³.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 101 ± Comparativo de valores praticados.
Índice Marechal Cândido Rondon São Mateus do Paraná Brasil
Sul
IN003 2,93 5,14 4,09 3,98
IN004 3,61 6,15 4,84 4,25
IN005 3,63 6,69 6,78 4,55
Fonte: Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento ± SNIS, 2021. Adaptado por Líder
Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Analisando-se os dados contidos na tabela acima, observa-se que o
município de Marechal Cândido Rondon, no índice de despesa total ± IN003,
apresentou um valor de 2,93 R$/m³, sendo este valor, inferior ao município de
São Mateus do Sul, ao Estado do Paraná e ao Brasil.
No índice da tarifa média praticada ± IN004, o valor foi de 3,61 R$/m³,
sendo este também inferior ao município de São Mateus do Sul que possui o
valor de 6,15 R$/m³, sendo este valor superior as tarifas praticadas no Estado
do Paraná e no Brasil.
Enquanto que no índice da tarifa média de água ± IN005, o valor no
município de Marechal Cândido Rondon foi 3,63 R$/m³, novamente inferior ao
município de São Mateus do Sul, com tarifa média de água de 6,69 R$/m³ e,
novamente com valor inferior ao Estado do Paraná e ao Brasil.
Um outro índice muito importante é o IN058 - Consumo de Energia Elétrica
em Sistemas de Abastecimento de Água, correspondendo à quantidade de
quilowatts por hora para a produção de um metro cúbico de água.
Este indicador é importante para a avaliação dos custos com energia
elétrica, sendo possível avaliar se o sistema demanda de muita energia para
manter o abastecimento da população, além de possibilitar um comparativo com
outros sistemas. Sendo assim, para se calcular o IN058 é utilizada a fórmula
abaixo:
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Marechal Cândido Rondon - PR
Contudo, a análise dos dados expostos nos parágrafos anteriores revela
que o SAA do município de Marechal Cândido Rondon gera receita. De acordo
com o SNIS referente ao ano de 2021, o indicador FN006 (arrecadação total)
apresentou um valor de R$ 20.726.940,86, enquanto o indicador FN015
(despesas de exploração) apresentou um valor de R$ 15.357.118,71, resultando
em um superávit de R$ 5.369.822,15 para o SAA do município no ano de 2021.
Cabe ressaltar que o Município, por meio da Resolução CRFS nº 20, de 7
de junho de 2023, reajustou as tarifas de água e esgoto.
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Marechal Cândido Rondon - PR
3.1.10. Análise Crítica do Sistema de Abastecimento de
Água de Marechal Cândido Rondon
As principais deficiências que podem ser citadas no SAA de Marechal
Cândido Rondon são:
x Necessidade de reduzir perdas no sistema de captação e
distribuição;
x Necessidade de maior regulação quanto a limpeza dos
reservatórios;
x Campanhas educacionais junto à população visando a redução do
consumo e o desperdício.
A partir das deficiências levantadas serão apresentadas propostas
mitigatórias na etapa de Prognóstico. Assim, deve-se apresentar soluções para
os problemas apontados no presente produto.
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Marechal Cândido Rondon - PR
3.2. SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO
3.2.1. Caracterização do Sistema de Esgotamento Sanitário
Neste capítulo será apresentado o diagnóstico dos Serviços de
Esgotamento Sanitário do Município de Marechal Cândido Rondon, incluindo os
Distritos e a área rural. A área urbana do Distrito Sede está inserida dentro de
seis microbacias, ou sub-bacias de contribuição de esgoto, sendo:
x Microbacia Bonita;
x Microbacia Guará;
x Microbacia Matilde Cuê;
x Microbacia Borboleta;
x Microbacia Andorinha;
x Microbacia Guavirá.
Tomando como base os dados do ICn05 - Índice de Atendimento Urbano
(SEDE) de Esgoto, o SES existente atende a 38% da população urbana, sendo
que, destes, aproximadamente 86% referem-se à classe residencial. De acordo
com os dados acima, o município coleta e trata aproximadamente 94.860
m³/mês.
O restante das edificações, sejam elas residenciais, comerciais ou
industriais possuem sistema individual de tratamento, podendo ser composto de
fossa séptica ou rudimentar. De acordo com o Serviço Autônomo de Água e
Esgoto ± SAAE, não há lançamentos de esgotos in natura nos corpos hídricos
da área urbana.
O sistema é composto por redes coletoras, coletores tronco, interceptores
e estações elevatórias. A rede coletora existente contempla três sub-bacias com
uma extensão total de 175 km, considerando os diâmetros das tubulações entre
100 mm a 400 mm. O SES existente conta com três sistemas de bombeamento
de esgotos, que realizam a reversão dos esgotos coletados, sendo a Estação
Elevatória de Esgoto - EEE 001 UNIOESTE, a EEE 002 Borboleta e a EEE 03
Augusto.
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Marechal Cândido Rondon - PR
A EEE 01 UNIOESTE, recebe o esgoto bruto da rede coletora de esgoto
- RCE da Bacia I (Subbacia II), e faz o bombeamento para a rede coletora de
esgoto ± RCE Bacia II. Após esta etapa, o efluente é direcionado para um
interceptor de esgoto bruto ± IEB, sendo posteriormente transportado por
gravidade para um emissário de esgoto bruto ± EEB, que por sua vez, o
transporta até a ETE Guavirá.
A EEE 02 Borboleta recebe por gravidade o esgoto bruto da rede coletora
de esgoto ± RCE Bacia III, e faz o bombeamento deste esgoto para um
interceptor de esgoto bruto ± IEB, que interliga a um emissário de esgoto bruto
± EEB, finalizando até a ETE Guavirá.
A ETE Augusto recebe por gravidade o esgoto bruto da rede coletora de
esgoto ± RCE Bacia I (Subbacia I), e faz o bombeamento deste esgoto para um
interceptor de esgoto bruto ± IEB, que interliga a um emissário de esgoto bruto
± EEB, finalizando até a ETE Guavirá. O fluxograma abaixo demonstra estes
fluxos de forma simplificada.
Figura 102 ± Fluxograma da coleta e tratamento de esgoto do município de Marechal
Cândido Rondon.
Fonte: Serviço Autônomo de Água e Esgoto - SAAE, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e
Gestão de Cidades, 2023.
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Figura 103 - EEE 01 UNIOESTE e EEE 02 Borboleta.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Figura 104 - EEE Augusto.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
A tabela abaixo destaca um compêndio das condições históricas do SES
em Marechal Cândido Rondon, abrangendo o intervalo de 2012 a 2022.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 77 - Dados de Esgoto na Sede Municipal.
Número Total de Número Total Economia Economias Economias Índice de Km de Rede de
Ligações de Economias Residenciais Comerciais Industriais Atendimento Esgoto
Ativas de Esgoto Ativas de Ativas de
Data/Ano Esgoto na Sede Esgoto na Urbano de 16,31
na Sede Municipal Sede Municipal Esgoto (%) ±
Municipal
Relativo a
Dez/2012 328 346 339 7 0 População
Atendida
2,83
Dez/2013 533 583 577 6 0 3,2 81,87
Dez/2014 1.423 1.705 1.578 126 1 10,3 89,00
Dez/2015 2.483 2.859 2.651 206 2 17,3 91,72
Dez/2016 3.486 4.147 3.703 439 5 23,7 105,16
Dez/2017 4.061 4.995 4.274 715 6 27,6 114,35
Dez/2018 4.566 5.577 4.771 799 7 28,4 134,73
Dez/2019 5.085 6.186 5.314 864 8 31,2 153,70
Dez/2020 5.994 7.262 6.226 1.027 9 34,8 158,15
Dez/2021 6.231 7.542 6.485 1.046 11 35,9 163,54
Dez/2022 6.852 8.221 7.106 1.102 13 37,6 167,97
Fonte: Serviço Autônomo de Água e Esgoto - SAAE, 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Marechal Cândido Rondon - PR
A rede coletora existente, conforme indicado no registro fornecido pelo
SAAE, distribui-se nas sub-bacias Guavirá e Bonito. A principal Estação de
Tratamento de Esgoto ± ETE, do município de Marechal Cândido Rondon é a ETE
Guavirá, situada na sub-bacia homônima, sendo receptora de todos esgotos
gerados na área urbana do Distrito Sede. O transporte do esgoto até a ETE é
realizado por meio de um interceptor denominado Interceptor Guavirá.
De acordo com os dados fornecidos pelo SAAE, o plano atual para a
implementação de novas redes coletoras concentra-se principalmente na região
das sub-bacias que contribuem para a ETE Guavirá. Esta abordagem é
fundamentada na viabilidade técnica para o lançamento de redes coletoras por
gravidade, visando completar a malha de rede, especialmente em áreas mais
densamente povoadas, ou seja, do centro para as extremidades da cidade.
Segundo os dados fornecidos pelo SAAE, no ano de 2019 foi implementada
uma estação elevatória na região central urbana, situada na sub-bacia Borboleta.
Esta estação direciona os esgotos gerados em parte dessa sub-bacia para a ETE
Guavirá.
Esta estação elevatória recebe os esgotos provenientes de 9.608 metros
de rede coletora, que está em parte na região central da área urbana, conhecido
como Ramal Borboleta, inserido na delimitação de esgotamento da Sub-bacia
Borboleta (Bacia Arroio Fundo), mas com direcionamento para a sub-bacia
Guavirá. A tabela abaixo mostra o número de ligações por classe de atendimento
e, o volume micromedido e faturado no ano de 2022.
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Tabela 78 - Número de ligações, volume micromedido e faturado.
MESES JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV
Total de Ligações 6.588 6.603 6.632 6.691 6.713 6.738 6.754 6.928 7.129 7.151 7.260
Total de Economias 7.911 7.930 7.964 8.020 8.046 8.073 8.087 8.272 8.500 8.522 8.652
Residencial 6.780 6.798 6.826 6.885 6.907 6.926 6.937 7.112 7.312 7.334 7.452
Comercial 1.120 1.121 1.127 1.124 1.128 1.136 1.139 1.148 1.175 1.175 1.186
Industrial 11 11 11 11 11 11 11 12 13 13 14
Volume Micromedido 76.867 68.994 70.851 66.562 75.530 64.970 68.064 72.916 73.622 70.302 75.102
m³/mês
83.114 77.410 79.155 76.260 75.530 76.079 77.352 81.332 82.693 80.835 84.392
Volume Faturado 9.005 8.489 8.806 8.617 8.482 8.334 8.459 9.096 9.332 8.733 8.984
m³/mês
Comercial m³/mês
Industrial m³/mês 122 127 162 122 106 92 103 125 119 110 138
Residencial m³/mês 67.560 60.378 61.883 57.823 56.327 56.544 59.502 63.695 64.171 61.459 65.980
Fonte: Serviço Autônomo de Água e Esgoto - SAAE, 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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3.2.2. Interceptores do Sistema de Esgotamento Sanitário
De acordo com informações do SAAE, o Distrito Sede de Marechal Cândido
Rondon conta com os interceptores Augusto e Bonito e, com o emissário bruto
Guavirá e com o emissário tratado também de nome Guavirá.
O Interceptor Bonito desempenha um papel fundamental no transporte dos
esgotos coletados na bacia de mesmo nome até a ETE Augusto, onde ocorre o
tratamento do efluente. Por sua vez, o Interceptor Guavirá percorre a margem
direita da Sanga Guavirá, coletando os esgotos gerados na respectiva bacia e
uma parte dos efluentes revertidos pela EEE UNIOESTE.
O interceptor encaminha este efluente até a ETE Guavirá, onde o
tratamento adequado é realizado. O emissário de esgoto tratado direciona o
efluente até o ponto de liberação no Córrego Guavirá, próximo à sua confluência
com a Sanga Horizontina.
Destaca-se, que o projeto deste interceptor foi desenvolvido em conjunto
com o projeto da ETE Guavirá, levando em consideração as vazões previstas para
o futuro. A tabela abaixo mostra as especificações técnicas de cada interceptor e
emissário.
Tabela 79 - Extensão e diâmetro dos interceptores e emissários de esgotos.
Unidade Material DN (mm) Extensão (m)
Interceptor Augusto PVC 200 913,1
400 916,0
300 599,0
PVC 250 1.064,0
Interceptor Bonito FD 200 2.365,7
PVC
Emissário Bruto FD 300 50,5
Guavirá
PVC 200 65,8
Emissário Tratado MB
Guavirá FD 400 2.238,4
Total
400 110,0
400 478,6
300 2.543,0
300 241,0
300 12,0
12.967,0 metros
Fonte: Serviço Autônomo de Água e Esgoto - SAAE, 2022. Adaptado por Líder Engenharia e
Gestão de Cidades, 2023.
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Figura 105 ± Poço de visita.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
3.2.3. Estação de Tratamento de Esgoto ± ETE Guavirá
A operação da ETE Guavirá iniciou-se no ano de 2014, com uma
capacidade instalada de 10 m³/hora, e projeção de atendimento para 57.616
habitantes. A ETE Guavirá está localizada às margens da Sanga Guavirá, na
periferia noroeste da cidade, aproximadamente a 4,5 km da área central do Distrito
Sede.
As fases do tratamento da ETE iniciam-se através do tratamento preliminar,
com gradeamento e desarenador (caixa de areia), seguidos pela lagoa anaeróbia
e lagoa facultativa. A ETE Guavirá trata em média 26,9 l/s de esgotos, com uma
carga orgânica de 928,69 kg/dia.
No ano de 2016, a ETE Guavirá estava operando com uma vazão de
entrada de efluentes em horários de pico de 40 m³/h. Esta quantidade foi suficiente
para preencher as lagoas anaeróbias, porém, não foi capaz de preencher
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completamente a lagoa facultativa. Consequentemente, até esta data, não houve
nenhum lançamento dos efluentes no corpo hídrico receptor, sendo o Sanga
Guavirá.
No ano seguinte, em 2017, foi constatado uma infiltração de esgoto no
talude da primeira lagoa anaeróbia. Desta forma, houve a necessidade da
implantação de uma segunda lagoa anaeróbia para receber o efluente, enquanto
que, a primeira lagoa recebia a manutenção. Atualmente há três lagoas em
operação e, o lodo gerado no tratamento é encaminhado para o aterro sanitário
municipal.
O SAAE realiza mensalmente, através de um laboratório terceirizado, as
análises físico-químicas e microbiológicas, tanto na entrada do sistema, quanto
na saída do efluente para o corpo hídrico receptor, destacando, que a ETE
Guavirá possuí outorga para operação e lançamento. As tabelas abaixo mostram
os resultados das análises físico-químicas no ano de 2022, para a entrada e saída
do efluente na ETE Guavirá, demonstrando a eficiência do tratamento.
Tabela 80 - Média das análises físico-químicas de entrada e saída do efluente na ETE
Guavirá.
ENTRADA
DBO DQO pH OD Turbidez Material Nit. Fósforo Sólidos O.
(mg/L) (mg/L) 0,20 (uT) Suspenso Amon. (mg/L) Suspensos Graxas
(mg/L) (mg/L)
318,64 577,09 7,65 193,67 (mL/L) 6,73 (mg/L)
57,29 86,73
2,58 168,00
SAÍDA
DBO DQO pH OD Turbidez Material Nit. Fósforo Sólidos O.
(mg/L) (mg/L) 8,31 10,85 (uT) Suspenso Amon. (mg/L) Suspensos Graxas
(mg/L) (mg/L)
68,82 221,18 105,80 (mL/L) 5,40 (mg/L)
34,39 14,91
0,22 112,17
Fonte: Serviço Autônomo de Água e Esgoto - SAAE, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e
Gestão de Cidades, 2023.
A tabela abaixo mostra os dados de outorgas de direito e vazões
operacionais da ETE Guavirá.
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Tabela 81 ± Tabela tarifária do SAAE.
Outorga para Lançamento de Efluentes
Razão Social SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO
CNPJ/CPF 76.878.669/0001-42
Endereço Lote 282/283/A-B
Bairro/Distrito Linha Peroba
Município Marechal Cândido Rondon
Atividade Captação, tratamento e distribuição de água
Bacia Hidrográfica Paraná 3
Corpo Hídrico Receptor Córrego Guavirá
Finalidade do Uso Diluição
Origem dom Efluente Sanitário
Vazão Máx. do Efluente (m³/h) 50,00 m³/h
Vazão Máx. p/ Diluição (m³/h) 250,00 m³/h
24 (vinte e quatro) hora(s) por dia
Regime de Lançamento 30 (trinta) dia(s) por mês
Coordenadas UTM
Jan/Fev/Mar/Abr/Mai/Jun/Jul/Ago/Set/Out/Nov/Dez
7286794 N 795604 E - Fuso 21
Concentrações máximas dos parâmetros Demanda Bioquímica de Oxigênio ± DBO: 60,00
para lançamento: (mg/L)
Demanda Química de Oxigênio ± DQO: 150,00
(mg/L)
Monitoramento do Efluente Tratado
Parâmetro Frequência
DBO Trimestral
DQO Trimestral
OD Trimestral
Vazão Trimestral
Monitoramento do Corpo Hídrico Receptor
Parâmetro Frequência
DBO Trimestral
DQO Trimestral
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STD Trimestral
pH Trimestral
Oxigênio Dissolvido Trimestral
Temperatura Trimestral
Fonte: Serviço Autônomo de Água e Esgoto - SAAE, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e
Gestão de Cidades, 2023.
Abaixo segue a tabela com os valores de cobrança praticados pelo SAAE,
de acordo com a Resolução n° 050/2023, que Dispõe sobre a Revisão Tarifária e
Serviços Públicos do Serviço Autônomo de Água e Esgoto, e dá outras
providências.
Tabela 82 - Portaria Instituto Água e Terra.
TARIFA RESIDENCIAL R$/M³
Faixa de Consumo Unidade Residencial R$ m³ Percentual Esgoto
Até 10 Mínimo 39,37 75%
De 11 até 35 m³ 4,40 75%
De 36 até 60 m³ 5,67 75%
Acima de 60 m³ 7,29 75%
TARIFA RESIDENCIAL SOCIAL R$/M³ - LEI MUNICIPAL n° 4.113/2009
Faixa de Consumo Unidade Residencial Social Percentual Esgoto
Até 10 Mínimo R$ m³ -
19,68
TARIFA COMERCIAL R$/M³
Faixa de Consumo Unidade Comercial R$ m³ Percentual Esgoto
Até 10 Mínimo 64,84 75%
De 11 até 35 m³ 6,95 75%
De 36 até 60 m³ 7,41 75%
Acima de 60 m³ 9,38 75%
TARIFA INDUSTRIAL R$/M³
Faixa de Consumo Unidade Industrial R$ m³ Percentual Esgoto
Até 10 Mínimo 72,37 75%
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De 11 até 60 m³ 7,76 75%
Acima de 60 m³ 9,14 75%
TARIFA PRODUTOR RURAL R$/M³
Faixa de Consumo Unidade Produtor Rural R$ m³ Percentual Esgoto
Até 60 Mínimo 164,42 75%
De 61 até 150 m³ 2,89 75%
De 151 até 300 m³ 3,12 75%
Acima de 300 m³ 4,05 75%
LIGAÇÕES DE ESGOTO
A vista - R$248,95
03 Pagamentos = 1+2 R$88,00 R$264,00
06 Pagamentos = 1+5 R$52,11 R$312,66
Fonte: Serviço Autônomo de Água e Esgoto - SAAE, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e
Gestão de Cidades, 2023.
Figura 106 - Entrada da ETE Guavirá.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Figura 107 - Calha Parshall.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Figura 108 - Lagoas anaeróbias e facultativas.
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Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Figura 109 ± Mapa de localização da ETE - Guavirá.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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3.2.4. Análise Crítica do Sistema de Esgotamento Sanitário
As principais deficiências que podem ser citadas no SES de Marechal
Cândido Rondon são:
x Ligações pluviais irregulares à rede de esgoto;
x 62% da população do Distrito Sede é desprovida do sistema coletivo
de tratamento de esgotos;
x Demais Distritos desprovidos de sistemas coletivos de tratamento de
esgotos.
A partir das deficiências levantadas serão apresentadas propostas
mitigatórias na etapa de Prognóstico. Assim, deve-se apresentar soluções para
os problemas apontados no presente produto.
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3.3. SISTEMA DE LIMPEZA URBANA E MANEJO DE RESÍDUOS
SÓLIDOS
Neste capítulo serão apresentados os diferentes aspectos técnicos,
institucionais, administrativos, legais, sociais e econômicos dos resíduos do
serviço de limpeza pública, domiciliares, resíduos orgânicos, coleta seletiva,
resíduos da construção civil ± RCC, resíduos volumosos, resíduos dos serviços
de saúde ± RSS, resíduos de logística reversa obrigatória, resíduos
agrossilvopastoris, resíduos de transporte, resíduos do saneamento e resíduos de
mineração e a destinação final, de acordo com a Política Nacional de Resíduos
Sólidos ± PNRS, Lei n° 12.305/2010.
Para cada tipo de resíduo gerado no Município de Marechal Cândido
Rondon, um panorama será mostrado, para que toda a população compreenda a
dinâmica do sistema de limpeza urbana.
3.3.1. Gerenciamento e Manejo dos Resíduos Sólidos
A PNRS - Política Nacional dos Resíduos Sólidos, em seu Artigo 3°, define
resíduos sólidos da seguinte forma:
...Material, substância, objeto ou bem descartado resultante
de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final se
procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos
estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em
recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu
ODQoDPHQWRQDUHGHS~EOLFDGHHVJRWRVRXHPFRUSRVG¶iJXDRX
exijam para isso soluções técnicas ou economicamente inviáveis em
face da melhor tecnologia disponível (BRASIL, 2010).
Os resíduos sólidos podem ser classificados de acordo com a sua origem,
tipo, composição química e periculosidade. Enquanto que a sua caracterização
tem por objetivo determinar a sua composição físico/químico. A classificação dos
resíduos é necessária para a obtenção de informações, sobre seus potenciais
riscos ambientais e de saúde pública.
A NBR n° 10.004/04 da ABNT ± Associação Brasileira de Normas Técnicas,
dispõe sobre a classificação de resíduos. De acordo com esta Norma, os resíduos
sólidos são classificados como resíduos no estado sólido e semissólido;
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resultantes de atividades industriais, domésticas, hospitalares, comerciais,
agrícolas e de varrição. Inclui-se também nesta definição os lodos provenientes
de sistemas de tratamento de água, os lodos gerados em equipamentos e
instalações de controle de poluição, assim como, líquidos cujas particularidades
tornem inviáveis seu lançamento ao ambiente.
A NBR n° 10.004/04 estabelece ainda a metodologia de classificação dos
resíduos sólidos quanto aos seus riscos potenciais ao meio ambiente e à saúde
pública. Sendo assim, o Resíduo Classe I, ou Resíduo Perigoso, é o resíduo que
apresenta característica de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade
e patogenicidade.
No que se refere ao Resíduo Classe II, considerado Não-Perigoso, estão
inseridos os Resíduos Não-Inertes e Inertes. Os resíduos Não-Inertes são aqueles
que podem apresentar propriedades como combustibilidade, biodegradabilidade
e solubilidade em água, geralmente são os resíduos úmidos, orgânicos.
Os Inertes, por outro lado, são aqueles que não se enquadram em
nenhuma das classificações anteriores, sendo fortemente representados pelos
resíduos recicláveis. De acordo com a PNRS, a classificação dos resíduos
segundo a sua origem ocorre da seguinte forma:
a) resíduos domiciliares: os originários de atividades domésticas em
residências urbanas;
b) Resíduos de Limpeza Urbana: os originários da varrição, limpeza de
logradouros e vias públicas e outros serviços de limpeza urbana;
F
UHVtGXRVVyOLGRVXUEDQRVRVHQJOREDGRVQDVDOtQHDV³D´H³E´
d) resíduos de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços: os
JHUDGRV QHVVDV DWLYLGDGHV H[FHWXDGRV RV UHIHULGRV QDV DOtQHDV ³E´ ³H´
³J´³K´H³M´
e) resíduos dos serviços públicos de saneamento básico: os gerados
QHVVDVDWLYLGDGHVH[FHWXDGRVRVUHIHULGRVQDDOtQHD³F´
f) resíduos industriais: os gerados nos processos produtivos e instalações
industriais;
g) resíduos de serviços de saúde: os gerados nos serviços de saúde,
conforme definido em regulamento ou em normas estabelecidas pelos
órgãos do Sisnama e do SNVS;
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h) resíduos da construção civil: os gerados nas construções, reformas,
reparos e demolições de obras de construção civil, incluídos os resultantes
da preparação e escavação de terrenos para obras civis;
i) resíduos agrossilvopastoris: os gerados nas atividades agropecuárias e
silviculturais, incluídos os relacionados a insumos utilizados nessas
atividades;
j) resíduos de serviços de transportes: os originários de portos, aeroportos,
terminais alfandegários, rodoviários e ferroviários e passagens de
fronteira;
k) resíduos de mineração: os gerados na atividade de pesquisa, extração
ou beneficiamento de minérios.
É imprescindível destacar que, para a elaboração deste plano, algumas das
informações e dados empregados foram derivados do descritivo técnico referente
à coleta convencional domiciliar de resíduos sólidos no Município de Marechal
Cândido Rondon, conduzido no ano de 2022 e disponibilizado pela Secretaria
Municipal de Agricultura e Política Ambiental.
Contudo, é importante também apresentar um panorama sobre os serviços
de gestão de resíduos sólidos e limpeza pública nos municípios da Região Sul.
Estes, geraram ao todo em 2022 a quantidade de 8.668.857 toneladas de
resíduos sólidos urbanos ± RSU, de acordo com o Panorama de Resíduos Sólidos
no Brasil realizado pela ABRELPE - Associação Brasileira de Empresas de
Limpeza Pública e Resíduos Especiais, em 2022.
A Tabela a seguir mostra a geração de RSU per capita nas cinco regiões
brasileiras e a quantidade de resíduos coletados no ano em questão.
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Tabela 83 ± Geração de resíduos per capita e total coletado nas diferentes regiões do país
em 2022.
Macrorregião Geração Per Quantidade de
Capita kg/hab./dia RSU Coletado
Toneladas/ano
Norte 0,884 5.110.575
Nordeste 0,955 16.705.718
Centro-Oeste 0,993 5.821.043
0,776 8.408.791
Sul 1,234 40.072.190
Sudeste 1,043 76.118.317
Brasil
Fonte: ABRELPE, 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Ainda de acordo com o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil de 2022,
realizado pela ABRELPE, cerca de 97% de todo o resíduo gerado na Região Sul
foi coletado no ano de 2022. Destes, apenas 71,6% foram encaminhados para
uma destinação adequada.
Acerca dos gastos por habitantes no ano de 2021, a Região Sul apresentou
um total de recursos aplicados no serviço de limpeza urbana de 08,48 R$/hab/mês
(ABRELPE, 2022).
A Tabela abaixo mostra a massa per capita coletada para o Município de
Marechal Cândido Rondon no ano de 2021, segundo o SNIS.
Tabela 84 - Massa Per Capita Coletada. Quantidade
Descrição (kg/hab.dia)
Massa coletada (rdo+rpu) per capita em relação à população urbana 0,78
Fonte: SNIS, 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
3.3.2. Arcabouço Legal
O presente capítulo retrata de forma sucinta os instrumentos legais (leis,
normas e regulamentos) que direta e/ou diretamente se relacionam com a gestão
dos resíduos sólidos, respectivamente nos âmbitos: federal, estadual e municipal,
os quais por sua vez serão confrontados numa análise integrada de suas redações
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por assunto de interesse ao planejamento, de modo a propiciar a identificação da
compatibilidade destes entre si.
No caso dos resíduos sólidos, para auxiliar os gestores nas tomadas de
decisões com o seu manejo adequado, há inúmeras determinações legais que
agem como suporte para facilitar as ações de gerenciamento que envolvem toda
a sua cadeia, sendo, a geração, o acondicionamento, o transporte, a disposição e
a destinação final correta.
Entretanto, todo este arcabouço legal, até o presente momento, não
impede que o indivíduo pratique atos criminosos envolvendo a questão dos
resíduos, mas através deste mesmo arcabouço legal, a sociedade se torna ciente
de que a comprovação de atos irregulares é passível de condenação, podendo
ser desde advertências, passando por sanções administrativas e multas, até a
detenção do responsável.
3.3.2.1. Âmbito federal
Neste subcapítulo é apresentada uma síntese dos principais dispositivos
legais e normativos vigentes no âmbito federal aplicáveis às temáticas
relacionadas à gestão e ao gerenciamento de resíduos sólidos especificamente,
educação, meio ambiente, saneamento básico, determinações e definições
técnicas, dentre outras que se referem tanto ao planejamento quanto à
estruturação e operação do sistema de limpeza urbana e manejo de resíduos
sólidos.
A gestão dos resíduos sólidos, diretamente conexa ao serviço público de
limpeza urbana, envolve-se no contexto do saneamento básico, o qual é um direito
do cidadão, conforme preconiza a Constituição Federal (BRASIL, 1988) em vista
da proteção à saúde e ao meio ambiente, de promoção à cidadania, infraestrutura
e desenvolvimento urbano.
Observa-se que anteriormente à CF/1988 existiam legislações mais
indiretamente aplicáveis à temática que também são elencadas e serão
consideradas neste relatório em se tratando de dispositivos legais recepcionados
pela Carta Magna e, portanto, vigentes.
A partir de promulgação da CF uma série de instrumentos legais na alçada
do saneamento básico foram elaborados almejando a melhoria de sua qualidade,
com objetivo de garantir o acesso universal ao sistema, com qualidade e controle
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social, conferindo ao gestor público um desafio para a sustentabilidade urbana
com enfoque na gestão dos resíduos sólidos.
Tratando especificamente do regramento legal do saneamento básico, bem
como dos demais instrumentos correlatos, que em síntese culminaram ao longo
dos anos póstumos a promulgação da CF em políticas que convergem à melhoria
ambiental com vista a gestão dos resíduos sólidos, apresenta-se no quadro a
seguir os principais atos legais (leis e decretos) formalizados no âmbito federal.
Quadro 1 - Breve descritivo dos principais dispositivos legais de âmbito federal direta ou
indiretamente relacionados com a gestão de resíduos sólidos.
NORMATIVO DESCRITIVO
Lei n. 5764, de 16 de Define a Política Nacional de Cooperativismo, institui o regime
dezembro de 1971 jurídico das sociedades cooperativas, e dá outras providências.
Portaria Minter n. 53, de Determina que os projetos específicos de tratamento e disposição
1 de março de 1979 de resíduos sólidos, ficam sujeitos à aprovação do órgão estadual
competente.
Lei n. 6.766, de 19 de Dispõe sobre o Parcelamento do Solo Urbano e dá outras
dezembro de 1979 Providências.
Lei n. 6.803, de 2 de julho Dispõe sobre as diretrizes básicas para o zoneamento industrial
de 1980 nas áreas críticas de poluição, e dá outras providências.
Art. 2: As zonas de uso estritamente industrial destinam-se,
preferencialmente, à localização de estabelecimentos industriais
cujos resíduos sólidos, líquidos e gasosos, ruídos, vibrações,
emanações e radiações possam causar perigo à saúde, ao bem-
estar e à segurança das populações, mesmo depois da aplicação
de métodos adequados de controle e tratamento de efluentes, nos
termos da legislação vigente.
Lei n. 6.938, de 31 de Institui a Política Nacional de Meio Ambiente.
agosto de 1981
Constituição da Art. 23: Define ser competência comum da União, dos Estados,
República Federativa do do Distrito Federal e dos Municípios promover programas de
saneamento básico;
Brasil de 1988
Art. 25, § 3º: Autoriza os Estados, mediante lei complementar,
instituir regiões para integrar a organização, o planejamento e a
execução de funções públicas de interesse comum;
Art. 30, inciso V: Compete aos Municípios organizar e prestar,
diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os
serviços públicos de interesse local que tem caráter essencial;
Art. 37, inciso XXI: ressalvados os casos especificados na
legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão
contratados mediante processo de licitação pública que assegure
igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas
que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as
condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente
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Lei n. 7.802, de 11 de permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica
julho de 1989 indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações;
Lei n. 8.666, de 21 de Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios
junho de 1993 poderão instituir os seguintes tributos: (...)II - taxas, em razão do
exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou
potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados
ao contribuinte ou postos a sua disposição; III - contribuição de
melhoria, decorrente de obras públicas.
§ 1º Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e
serão graduados segundo a capacidade econômica do
contribuinte, facultado à administração tributária, especialmente
para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados
os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os
rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte.
§ 2º As taxas não poderão ter base de cálculo própria de
impostos.
Art. 146. Cabe à lei complementar: (...)III - estabelecer normas
gerais em matéria de legislação tributária (...)
Art. 182, § 1º: Dispõe que a política de desenvolvimento urbano,
executada pelo Poder Público Municipal, conforme diretrizes
gerais fixadas por lei, tem por objetivo ordenar o pleno
desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-
estar de seus habitantes (art. 182) e obriga as cidades com mais
de 20.000 habitantes a elaborarem o Plano Diretor;
Art. 200: inciso IV: Define ser competência do Sistema Único de
Saúde (SUS) participar da formulação da política e da execução
das ações de saneamento básico; e inciso VI fiscalizar e
inspecionar bebidas e água para consumo humano;
Art. 225: Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente
equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia
qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o
dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras
gerações;
Art. 241: Preconiza que a União, os Estados, o Distrito Federal e
os Municípios disciplinarão por meio de lei os consórcios públicos
e os convênios de cooperação entre os entes federados,
autorizando a gestão associada de serviços públicos, bem como a
transferência total ou parcial de encargos, serviços, pessoal e
bens essenciais à continuidade dos serviços transferidos.
Dispõe sobre a pesquisa, a experimentação, a produção, a
embalagem e rotulagem, o transporte, o armazenamento, a
comercialização, a propaganda comercial, a utilização, a
importação, a exportação, o destino final dos resíduos e
embalagens, o registro, a classificação, o controle, a inspeção e a
fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins, e dá
outras providências. Regulamentado pelo Decreto n. 4.074, de 4
janeiro de 2002.
Regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, institui
normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá
outras providências.
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Decreto n 875, de 19 de Promulga o texto da Convenção sobre o Controle de Movimentos
julho de 1993 Transfronteiriços de Resíduos Perigosos e seu Depósito.
Lei n. 9.433, de 8 de Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, cria o Sistema
janeiro de 1997 Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamenta o
inciso XIX do art. 21 da Constituição Federal, e altera o art. 1º da
Lei n. 8.001, de 13 de março de 1990, que modificou a Lei n.
7.990, de 28 de dezembro de 1989.
Lei 9.605, de 12 de Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de
fevereiro de 1998 condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras
providências.
Lei n. 9.782, de 26 de Define o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, cria a Agência
janeiro de 1999 Nacional de Vigilância Sanitária, e dá outras providências.
Lei n. 9.795, de 27 de Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de
abril de 1999 Educação Ambiental e dá outras providências.
Lei n. 9974, de 6 de Altera a Lei n. 7.802, de 11 de julho de 1989, que dispõe sobre a
junho de 2000 pesquisa, a experimentação, a produção, a embalagem e
rotulagem, o transporte, o armazenamento, a comercialização, a
propaganda comercial, a utilização, a importação, a exportação, o
destino final dos resíduos e embalagens, o registro, a
classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização de
agrotóxicos, seus componentes e afins, e dá outras providências.
Lei n. 10.257, de 10 de Regulamenta os Arts. 182 e 183 da Constituição Federal,
julho de 2001 estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras
providências.
Art. 2: estabelece que a política urbana tem por objetivo ordenar o
pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da
propriedade urbana, mediante as seguintes diretrizes gerais:
Inciso II: gestão democrática por meio da participação da
população e de associações representativas dos vários
segmentos da comunidade na formulação, execução e
acompanhamento de planos, programas e projetos de
desenvolvimento urbano.
Decreto n. 4.074, de 4 de Regulamenta a Lei n. 7.802, de 11 de julho de 1989, que dispõe
janeiro de 2002 sobre a pesquisa, a experimentação, a produção, a embalagem e
rotulagem, o transporte, o armazenamento, a comercialização, a
propaganda comercial, a utilização, a importação, a exportação, o
destino final dos resíduos e embalagens, o registro, a
classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização de
agrotóxicos, seus componentes e afins, e dá outras providências.
Lei n. 11.107, de 06 de Dispõe sobre normas gerais de contratação de consórcios
abril de 2005 públicos e dá outras providências.
Lei n. 11.445, de 5 de Estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico; cria
janeiro de 2007 o Comitê Interministerial de Saneamento Básico; altera as Leis
nos 6.766, de 19 de dezembro de 1979, 8.666, de 21 de junho de
1993, e 8.987, de 13 de fevereiro de 1995; e revoga a Lei nº
6.528, de 11 de maio de 1978.
Decreto n. 6.017, de 17 Regulamenta a Lei n. 11.107, de 6 de abril de 2005, que dispõe
de janeiro de 2007 sobre normas gerais de contratação de consórcios públicos.
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Lei n. 12.187, de 29 de Institui a Política Nacional sobre Mudanças Climáticas - PNMC e
dezembro de 2009 dá outras providências.
Lei n. 12.305, de 02 Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei no
agosto de 2010 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências.
Lei n. 12.725, de 16 de Dispõe sobre o controle da fauna nas imediações de aeródromos.
outubro de 2012
Art. 2, inciso V: Área de Segurança Aeroportuária (ASA): área
circular do território de um ou mais municípios, definida a partir do
centro geométrico da maior pista do aeródromo ou do aeródromo
militar, com 20 km (vinte quilômetros) de raio, cujos uso e
ocupação estão sujeitos a restrições especiais em função da
natureza atrativa de fauna;
Art. 2, inciso VI: atividade atrativa de fauna: vazadouros de
resíduos sólidos e quaisquer outras atividades que sirvam de foco
ou concorram para a atração relevante de fauna, no interior da
ASA, comprometendo a segurança operacional da aviação.
Lei n. 14.026, de 15 de Atualiza o marco legal do saneamento básico e altera a Lei nº
julho de 2020 9.984, de 17 de julho de 2000, para atribuir à Agência Nacional de
Águas e Saneamento Básico (ANA) competência para editar
normas de referência sobre o serviço de saneamento, e altera a
Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, para tratar dos prazos
para a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.
Decreto Nº 10.936, de 12 Regulamenta a Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, que institui
de janeiro de 2022 a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Revoga o regulamento
anterior da PNRS (Decreto Federal nº 7.404/2010) e o Decreto
Federal nº 9.177/2017 que trata sobre a isonomia na logística
reversa, revoga o Decreto Federal nº 5.940/2006; Coleta Seletiva
Solidária foi substituída pelo Programa Coleta Seletiva Cidadã.
Altera o Decreto nº 7.404/201, há a necessidade de promover a
separação de resíduos secos e orgânicos, de forma segregada
dos rejeitos. Altera o Decreto nº 9.177/2017, as cooperativas e as
associações de catadores de materiais recicláveis poderão
integrar o sistema de logística reversa, desde que atendam aos
requisitos da lei e se comprometam a destinar 100% dos
materiais recebidos, inclusive aqueles que não tenham valor
positivo de mercado. Cria o Programa Nacional de Logística
Reversa.
Lei 9.974, de 6 de junho Altera a Lei nº 7.802, de julho de 1989, que dispõe sobre a
de 2000 pesquisa, a experimentação, produção, embalagem e rotulagem,
o transporte, armazenamento, comercialização, propaganda
comercial, a utilização, importação, exportação, destino final dos
resíduos e embalagens, o registro, a classificação, controle,
inspeção e fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e
afins, e dá outras providências.
Fonte: Brasil,2020. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), órgão consultivo e
deliberativo do Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA), instituído pela
Política Nacional de Meio Ambiente, cuja competência deliberativa é vinculada a
diretrizes e normas técnicas, critérios e padrões relativos à proteção ambiental e
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ao uso dos recursos ambientais, legislou desde 1986 acerca de matérias distintas
associadas a temática. O quadro a seguir sintetiza as preconizações de tal órgão
sobre a temática de resíduos sólidos, objeto do presente documento.
Quadro 2 - Breve descritivo das principais deliberações do CONAMA no âmbito federal
que direta ou indiretamente se relacionam com a gestão de resíduos sólidos.
NORMATIVO DESCRITIVO
Resolução CONAMA Dispõe sobre critérios básicos e diretrizes gerais para a avaliação de
n. 1, de 23 de janeiro impacto ambiental.
de 1986
Resolução CONAMA Dispõe sobre o gerenciamento de resíduos sólidos gerados nos
n. 5, 5 de agosto de portos, aeroportos, terminais ferroviários e rodoviários.
Resolução CONAMA Dispõe sobre as definições e o tratamento a ser dado aos resíduos
n. 23, de 12 perigosos, conforme as normas adotadas pela Convenção da Basiléia
dezembro de 1996 sobre o controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos
perigosos e seu Depósito.
Resolução CONAMA Dispõe sobre a importação, em caráter excepcional, de desperdícios
n. 228, de 20 de e resíduos de acumuladores elétricos de chumbo.
agosto de 1997
Resolução CONAMA Dispõe sobre a revisão e complementação dos procedimentos e
n. 237, de 19 de critérios utilizados para o licenciamento ambiental.
dezembro de 1997
Resolução CONAMA Licenciamento de fornos rotativos de produção de clínquer para
n. 264, de 26 de atividades de coprocessamento de resíduos.
agosto de 1999
Resolução CONAMA Estabelece o código de cores para os diferentes tipos de resíduos, a
n. 275, de 25 de abril ser adotado na identificação de coletores e transportadores, bem
como nas campanhas informativas para a coleta seletiva.
de 2001
Resolução CONAMA Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos
n. 307, de 5 de julho resíduos da construção civil.
de 2002
Resolução CONAMA Dispõe sobre o Inventário Nacional de Resíduos Sólidos Industriais.
n. 313, de 29 de
outubro de 2002
Resolução CONAMA Dispõe sobre procedimentos e critérios para o funcionamento de
n. 316, de 29 de sistemas de tratamento térmico de resíduos.
outubro de 2002
Resolução CONAMA Altera a Resolução CONAMA n. 307, de 5 de julho de 2002, incluindo
n. 348, de 16 de o amianto na classe de resíduos perigosos.
agosto de 2004
Resolução CONAMA Dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos
n. 358, de 29 de abril serviços de saúde e dá outras providências.
de 2005
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Resolução CONAMA Dispõe sobre o recolhimento, coleta e destinação final de óleo
n. 362, de 23 de lubrificante usado ou contaminado
junho de 2005
Resolução CONAMA Estabelece os limites máximos de chumbo, cádmio e mercúrio para
n. 401, de 4 de pilhas e baterias comercializadas no território nacional e os critérios e
padrões para o seu gerenciamento ambientalmente adequado, e dá
novembro de 2008
outras providências.
Resolução CONAMA Estabelece critérios e diretrizes para o licenciamento ambiental de
n. 404, de 11 de aterro sanitário de pequeno porte de resíduos sólidos urbanos.
novembro de 2008
Resolução CONAMA Dispõe sobre procedimentos para inspeção de indústrias
n. 411, de 6 de maio consumidoras ou transformadoras de produtos e subprodutos
florestais madeireiros de origem nativa, bem como os respectivos
de 2009 padrões de nomenclatura e coeficientes de rendimento volumétricos,
inclusive carvão vegetal e resíduos de serraria.
Resolução CONAMA Dispõe sobre a prevenção à degradação ambiental causada por
n. 416, de 30 de pneus inservíveis e sua destinação ambientalmente adequada, e dá
setembro de 2009
outras providências.
Resolução CONAMA Dispõe sobre os procedimentos de controle da importação de
n. 452, de 2 de julho resíduos, conforme as normas adotadas pela Convenção da Basiléia
de 2012 sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos
Perigosos e seu Depósito.
Resolução CONAMA Dispõe sobre os requisitos e critérios técnicos mínimos necessários
n. 465, de 5 de para o licenciamento ambiental de estabelecimentos destinados ao
dezembro de 2014 recebimento de embalagens de agrotóxicos e afins, vazias ou
contendo resíduos.
Resolução CONAMA Altera a Resolução CONAMA n. 307, de 05 de julho de 2002, que
n. 469, de 29 de julho estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos
de 2015 resíduos da construção civil.
Resolução CONAMA Altera a Resolução n. 411, de 6 de maio de 2009, que dispõe sobre
n. 474, de 6 de abril procedimentos para inspeção de indústrias consumidoras ou
de 2016 transformadoras de produtos e subprodutos florestais madeireiros de
origem nativa, bem como os respectivos padrões de nomenclatura e
coeficientes de rendimento volumétricos, inclusive carvão vegetal e
resíduos de serraria, e dá outras providências.
Resolução CONAMA Estabelece critérios e procedimentos para garantir o controle e a
n. 481, de 3 de qualidade ambiental do processo de compostagem de resíduos
outubro de 2017
orgânicos, e dá outras providências.
Resolução CONAMA Altera a Resolução nº 411, de 6 de maio de 2009, que dispõe sobre
n. 497, de 19 de procedimentos para inspeção de indústrias consumidoras ou
agosto de 2020.
transformadoras de produtos e subprodutos florestais madeireiros de
origem nativa, bem como os respectivos padrões de nomenclatura e
coeficientes de rendimento volumétricos, inclusive carvão vegetal e
resíduos de serraria.
Resolução CONAMA Dispõe sobre o licenciamento da atividade de coprocessamento de
n. 499, de 06 de resíduos em fornos rotativos de produção de clínquer.
outubro de 2020.
Fonte: CONAMA, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Analogamente ao CONAMA, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária -
ANVISA tem assumido papel de orientar, definir regras e regular conduta dos
diferentes agentes geradores de resíduos de serviços da saúde, à exemplo
destaca-se a Resolução Anvisa RDC n. 306, de 7 de dezembro de 2004 (ANVISA,
2004) que especificamente dispõe sobre o regulamento técnico para o
gerenciamento de resíduos de serviços da saúde.
No que tange a normalização1 insta salientar a Associação Brasileira de
Normas Técnicas (ABNT) como o Foro Nacional de Normalização, reconhecido
pela sociedade brasileira desde sua fundação, em 28 de setembro de 1940, cuja
responsabilidade é a de elaborar as Normas Brasileiras (ABNT NBR), as quais
permeiam a implementação de políticas públicas, desenvolvimento de mercados,
defesa de consumidores e a segurança.
Neste contexto, o quadro a seguir é apresentado de forma sucinta as
principais normas relacionadas a temática de planejamento do manejo dos
resíduos sólidos.
Quadro 3 - Breve descritivo das principais Normas da ABNT que direta e/ou indiretamente
se relacionam com a gestão de resíduos sólidos.
NORMA DESCRITIVO
ABNT NBR Aterros de resíduos perigosos - Critérios para projeto, construção e
10.157:1987 operação ± Procedimento.
ABNT NBR Apresentação de projetos de aterros sanitários de resíduos sólidos
8.419:1992 urbanos ± Procedimento.
(Versão
Corrigida:1996)
ABNT NBR Armazenamento de resíduos sólidos perigosos ± Procedimento.
12.235:1992
ABNT NBR Coleta, varrição e acondicionamento de resíduos sólidos urbanos ±
12.980:1993 Terminologia.
ABNT NBR Coleta de resíduos sólidos.
13.463:1995
ABNT NBR Aeroportos - Gerenciamento de resíduos sólidos.
8.843:1996
ABNT NBR Compostagem ± Terminologia.
13.591:1996
1 Normalização: segundo a ABNT Atividade que estabelece, em relação a problemas existentes ou
potenciais, prescrições destinadas à utilização comum e repetitiva com vistas à obtenção do grau ótimo de
ordem em um dado contexto
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
ABNT NBR Aterros de resíduos não perigosos - Critérios para projeto,
13.896:1997 implantação e operação.
ABNT NBR Embalagem rígida vazia de agrotóxico ± Procedimentos de lavagem.
13.968:1997
Resíduos sólidos ± Classificação.
ABNT NBR
10.004:2004 Amostragem de Resíduos Sólidos.
ABNT NBR Resíduos sólidos da Construção civil e resíduos inertes - Aterros -
10.007:2004 Diretrizes para projeto, implantação e operação.
ABNT NBR Resíduos sólidos da Construção civil - Áreas de reciclagem -
15.113:2004 Diretrizes para projeto, implantação e operação.
Estabilidade de encostas.
ABNT NBR
15.114:2004 Resíduos sólidos urbanos ± Aterros sanitários de pequeno porte ±
Diretrizes para localização, projeto, implantação, operação e
ABNT NBR encerramento.
11.682:2009 Resíduos de serviços de saúde ² Terminologia
ABNT NBR Resíduos de serviços de saúde ² Gerenciamento de resíduos de
15.849:2010 serviços de saúde intraestabelecimento
ABNT NBR Resíduos de serviços de saúde ² Classificação
12.807:2013
Resíduos de serviços de saúde ² Gerenciamento
ABNT NBR extraestabelecimento ² Requisitos
12.809:2013
Resíduos sólidos urbanos para fins energéticos - Requisitos
ABNT NBR
12.808:2016
ABNT NBR
12.810:2020
ABNT NBR
16.849:2020
Fonte: ABNT, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Ainda, cita-se alguns mecanismos que são decorrentes dos dispositivos
legais e/ou iniciativas setoriais para atendimento da logística reversa de resíduos
como pode ser visto no quadro seguir.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Quadro 4 - Instrumentos de implementação e operacionalização do sistema de logística
reversa.
CATEGORIA OBJETO DOCUMENTO
Implantação de sistema de logística reversa - Assinado em
de embalagens plásticas usadas de 19/12/2012;
lubrificantes.
- Extrato publicado no
Diário Oficial da União
(D.O.U) de 07/02/2013.
Acordo setorial Implementação do sistema de logística - Assinado em
reversa de lâmpadas fluorescentes de 27/11/2014;
vapor de sódio e mercúrio e de luz mista.
- Extrato publicado no
Implementação de sistemas de logística D.O.U de 12/03/2015.
reversa de embalagens em geral
- Assinado em
25/11/2015;
- Extrato publicado no
D.O.U. de 27/11/2015;
Implantação da Logística Reversa de - Assinado em
Eletroeletrônicos 31/10/2019;
- Extrato publicado no
D.O.U de 19/11/2019
Decreto n. 10.388 Implantação da Logística Reversa de
de 05 de junho de Medicamentos
Regulamento Institui, para fabricantes nacionais e Instrução Normativa
importadores, os procedimentos relativos Ibama n. 8, de 30 de
ao controle do recebimento e da destinação setembro de 2012.
final de pilhas e baterias ou de produtos
Instrução Normativa
que as incorporem. Ibama n. 1, de 18 de
Procedimentos necessários ao março de 2010.
cumprimento da Resolução CONAMA nº
416 de 2009, pelos fabricantes e
importadores de pneus novos, sobre coleta
e destinação final de pneus inservíveis.
Iniciativas Inpev ± entidade que integra todos elos da
operantes na cadeia que gerencia o sistema de
temática destinação das embalagens de defensivos
agrícolas pós consumo.
Reciclanip ± realiza a coleta e destinação
de pneus inservíveis.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Marechal Cândido Rondon - PR
3.3.2.2. Âmbito estadual
Em todo o território do Estado do Paraná há legislações e normas que
abrangem a proteção do ambiente, assim como, o seu uso sustentável, garantindo
que a exploração econômica não cause danos irreversíveis para o meio e para a
população.
No caso dos resíduos sólidos, para auxiliar os gestores nas tomadas de
decisões com o seu manejo adequado, há inúmeras leis, normas e resoluções
exclusivas, agindo como suporte para facilitar as ações de gerenciamento que
envolvem toda a sua cadeia, sendo, a geração, o acondicionamento, o transporte,
a disposição e a destinação final correta.
Quadro 5 - Legislações e normas estaduais de Resíduos Sólidos (Estado do Paraná).
NORMATIVO DESCRITIVO
Lei nº 9.056 de 02 de Dispõe que a produção, distribuição e a comercialização no Estado do
agosto de 1989 Paraná, de fertilizantes, corretivos, inoculantes, ou biofertilizantes,
destinados à agricultura, estão condicionados a prévio cadastramento
perante a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento e
adota outras providências.
Lei nº 12.493 de 22 de Estabelece princípios, procedimentos, normas e critérios referentes a
janeiro de 1999 geração, acondicionamento, armazenamento, coleta, transporte,
tratamento e destinação final dos resíduos sólidos no Estado do
Paraná, visando controle da poluição, da contaminação e a
minimização de seus impactos ambientais e adota outras providências.
Lei nº 15.698 de 27 de Autoriza o Estado do Paraná a participar dos consórcios
novembro de 2007 intermunicipais de gestão de resíduos sólidos que especifica.
Lei nº 16.075 de 01 de Proíbe o descarte de pilhas, lâmpadas fluorescentes, baterias de
abril de 2009 telefone celular e demais artefatos que contenham mercúrio metálico
em resíduo doméstico ou comercial, conforme especifica e adota
Lei nº 16.953 de 29 de outras providências.
novembro de 2011
Dispõe sobre multa por dano ambiental caracterizado por qualquer ato
que implique o depósito de lixo em logradouro público e propriedades
rurais.
Lei nº 17.211 de 03 de Dispõe sobre a responsabilidade da destinação dos medicamentos em
julho de 2012 desuso no Estado do Paraná e seus procedimentos.
Lei nº 17.232 de 16 de Estabelece diretrizes para coleta seletiva contínua de resíduos sólidos
julho de 2012 oriundos de embalagens que compõem a linha branca no âmbito do
território paranaense.
Lei nº 17.321 de 25 de Estabelece que a emissão do certificado de conclusão, expedido pelo
setembro de 2012 órgão competente, seja condicionada à comprovação de que os
resíduos (entulhos) remanescentes do processo construtivo tenham
sido recolhidos e depositados em conformidade com as exigências da
legislação aplicável à espécie.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Lei nº 19.260 de 05 de Dispõe sobre medidas de coleta e de reciclagem de óleos de origem
dezembro de 2017 vegetal e animal de uso culinário e seus resíduos em todo o Estado do
Paraná.
Lei nº 19.261 de 07 de Cria o Programa Estadual de Resíduos Sólidos Paraná Resíduos para
dezembro de 2017 atendimento às diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos no
Estado do Paraná e dá outras providências.
Lei nº 19.294 de 13 de Dispõe sobre o descarte de embalagens recicláveis em pontos
dezembro de 2017 comerciais.
Lei nº 19.967 de 16 de ,QVWLWXL D PDUFD GLVWLQWLYD ³6HOR (VWDGXDO /RJtVWLFD 5HYHUVD´ SDUD
outubro de 2019 fabricantes, importadores, comerciantes e distribuidores signatários de
acordo setorial estadual e/ou termos de compromisso de logística
reversa de resíduos sólidos no Estado do Paraná.
Lei nº 19.979 de 22 de Institui a Sema Estadual do Lixo Zero no Estado do Paraná.
outubro de 2019
Dispõe sobre o Plano Estadual de Resíduos Sólidos do Estado do
Lei nº 20.607 de 10 de Paraná e dá outras providências.
junho de 2021
Lei nº 20.708 de 22 de Dispõe sobre a separação do lixo orgânico e do lixo reciclável nas
setembro de 2021 repartições públicas estaduais.
Lei nº 21.052 de 23 de Estabelece diretrizes e critérios para o licenciamento, implantação,
maio de 2022 operação e encerramento de aterros sanitários e industriais e para o
gerenciamento de resíduos, contemplando as atividades de transporte,
coleta, armazenamento, tratamento e destinação final de resíduos,
visando o controle da poluição, da contaminação e a minimização de
seus impactos ambientais.
Fonte: Legislação Estadual do Paraná, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de
Cidades, 2023.
3.3.2.3. Âmbito municipal
Quanto à Legislação Municipal, leis que abrangem o território e
necessidades específicas para cada município constituem-se como importantes
ferramentas à disposição dos gestores municipais, fato que pode contribuir para
adoção e fiscalização de metas e objetivos acerca da gestão e manejo de resíduos
sólidos.
O quadro a seguir mostra algumas das legislações municipais de Marechal
Cândido Rondon, relacionadas com o gerenciamento e manejo dos resíduos
sólidos.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Quadro 6 - Legislação municipal aplicável a temática de Resíduos Sólidos.
NORMATIVO DESCRITIVO
Lei Ordinária nº 1858/1988 Dispõe sobre a coleta, transporte destino de resíduos sólidos
hospitalares no município de Marechal Cândido Rondon
Decreto nº 106/2002 Regulamenta a disposição e o transporte de resíduos de
construção civil e de escavações e similares, na cidade de
Marechal Cândido Rondon
Lei Ordinária nº 4329/2011 Autoriza o executivo a aderir ao consórcio intermunicipal para
gerenciamento de resíduos sólidos, e dá outras providências
Lei Ordinária nº 4699/2014 Aprova o plano municipal de gestão integrada de resíduos
sólidos e dá outras providências
Lei Ordinária nº 4819/2015 Institui a política municipal de resíduos sólidos, estabelece
normas e diretrizes para gestão integrada dos resíduos sólidos
urbanos e dá outras providências
Lei Ordinária nº 4781/2015 Institui o plano municipal de saneamento básico de Marechal
Cândido Rondon, compreendendo os serviços públicos de
abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza
urbana e manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo de
águas pluviais urbanas, e dá outras providências
Fonte: Prefeitura Municipal de Marechal Cândido Rondon, 2023. Adaptado por Líder Engenharia
e Gestão de Cidades, 2023.
3.3.3. Limpeza Pública
A limpeza pública é caracterizada pela composição dos serviços de
varrição, capina, roçagem, poda, corte de árvores e limpeza de bocas de lobo e
galerias pluviais. Sendo assim, o Quadro abaixo traz a definição e os tipos de
serviço de limpeza pública presente nos municípios brasileiros.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Quadro 7 - Definição e tipos de serviço que caracterizam a limpeza pública.
SERVIÇO DEFINIÇÃO FORMAS DE EXECUÇÃO
Varrição A varrição pode ser considerada A varrição pode ser realizada de
como uma das principais atividades forma manual ou mecanizada. No
de limpeza pública. Ela se estende Brasil, a varrição manual é realizada
para todos os tipos de vias públicas, por garis, podendo ser de empresas
como vias pavimentadas ou não, privadas contratadas para a
calçadas, praças, túneis, sarjetas, execução dos serviços ou, da própria
escadarias e qualquer outro tipo de Prefeitura.
logradouros públicos em geral.
Roçagem Conjunto de procedimentos
concernentes ao corte, manual ou
mecanizado, da cobertura vegetal A roçada pode ser realizada de forma
herbácea considerada prejudicial e manual ou mecanizada. Na forma
que se desenvolve em vias e mecanizada são utilizadas roçadeiras
logradouros públicos, bem como em e na forma manual, são utilizadas
áreas não edificadas, públicas ou enxadas ou enxadinhas.
privadas, abrangendo a coleta dos
resíduos resultantes.
Executada antes da roçada, a capina
também consiste em um conjunto de
procedimentos concernentes ao
corte, manual ou mecanizado, ou à
supressão por agentes químicos da A capina é realizada de forma
manual, utilizando enxada ou
cobertura vegetal rasteira, enxadinha, e quando autorizado,
utiliza-se produtos químicos.
Capina considerada prejudicial e que se
desenvolve em vias públicas, bem
como em áreas não edificadas,
públicas ou privadas, abrangendo,
eventualmente, a remoção de suas
raízes e incluindo a coleta dos
resíduos resultantes.
Poda Utilizada no paisagismo urbano para
retirar folhas, ramos e galhos, com o
objetivo de modificar a sua aparência Geralmente executada de forma
e estética, para que os galhos mecânica, com o auxílio de
cresçam de forma ordenada, evitando motosserras.
a danificação da rede elétrica ou a
queda de galhos podres.
Conjunto de procedimentos para A limpeza das bocas-de-lobo e valas
Limpeza das retirar os resíduos das galerias de drenagem são realizadas de forma
bocas de lobo e
pluviais e redes de drenagem urbana, manual com pás, porém, quando há a
valas de
drenagem evitando desta forma as enchentes e presença de resíduos mais pesados,
acúmulo de resíduos nos rios e utiliza-se tratores ou caminhões
córregos. Munck.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Para o Município de Marechal Cândido Rondon, os resíduos oriundos da
varrição são destinados para uma área de compostagem localizada próximo à
sede da COOPERAGIR ± Cooperativa dos Agentes Ambientais e são de
responsabilidade da Secretaria Municipal de Agricultura e Política Ambiental. É de
se destacar que a população do município pode estar utilizando deste material
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Marechal Cândido Rondon - PR
compostado como adubo para suas lavouras e plantações, dentre outras
finalidades.
O município de Marechal Cândido Rondon dispõe de um triturador de
galhos a partir de investimentos em parceria com a Itaipu Binacional, que contribui
para o desenvolvimento nos sistemas de saneamento dos municípios presentes
na região.
O modelo disposto para uso é o Scorpion PTU/500, mas conforme
verificado em visita técnica ao município, o mesmo encontra-se inutilizado por falta
de operadores técnicos.
Figura 110 - Triturador de Galhos modelo Scorpion PTU/500.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Para os outros serviços que caracterizam a limpeza pública descritos no
quadro acima, no Município de Marechal Cândido Rondon, a Secretaria Municipal
de Agricultura e Política Ambiental também é a responsável pelo gerenciamento.
Os serviços de poda são executados através de um cronograma elaborado
pela Prefeitura e, podem também ser destinados voluntariamente pela população
no Ecoponto Municipal, localizado dentro do Parque de Exposições. Na imagem
abaixo é possível notar os resíduos de poda armazenados no interior do ecoponto.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 111 - Resíduos de poda dispostos no Ecoponto.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
No que se refere à execução dos serviços de limpeza pública, de forma
geral, o Município de Marechal Cândido Rondon demonstra uma gestão eficiente
do sistema. Não foram identificadas vias públicas com resíduos dispersos ou
dispositivos de armazenamento danificados ou vandalizados, o que contribui
positivamente para o desenvolvimento do município e para a manutenção das
condições sanitárias.
Diante disso, a imagem abaixo demonstra os locais com boa execução dos
serviços de limpeza pública no município.
Figura 112 ± Locais com boa execução dos serviços de limpeza pública.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Em relação a algumas informações sobre os serviços de limpeza pública,
a Tabela a seguir mostra alguns dados disponibilizados pelo Sistema Nacional de
Informações sobre Saneamento - SNIS, referentes ao Município de Marechal
Cândido Rondon, tomando como base valores do ano de 2021.
Tabela 85 - Informações sobre os serviços de limpeza pública de Marechal Cândido
Rondon.
Indicador Quantidade
TB015 - Quantidade total de trabalhadores remunerados envolvidos 138 trabalhadores
nos serviços de manejo de RSU.
FN208 - Despesa total com o serviço de coleta de RDO e RPU. R$ 2.594.984,14
FN214 - Despesa total com o serviço de varrição. R$ 1.257.423,38
FN220 - Despesa total com serviços de manejo de RSU. R$ 4.930.065,03
Fonte: SNIS,2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
3.3.4. Resíduos Sólidos Domiciliares - RDO
Para o Município de Marechal Cândido Rondon, a responsabilidade pelo
gerenciamento dos resíduos sólidos domiciliares é da Secretaria Municipal de
Agricultura e Política Ambiental e a empresa que realiza a coleta destes resíduos
é a Costa Oeste Serviços LTDA.
Conforme dados fornecidos pela Prefeitura, a coleta convencional de
resíduos domiciliares atinge integralmente a população urbana do Município,
abrangendo tanto a sede quanto os demais Distritos. No entanto, é importante
destacar que não há prestação de serviço na área rural. Nestas regiões, é comum
a utilização de composteiras para a gestão dos resíduos orgânicos, visando sua
posterior utilização nas propriedades rurais.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 113 - Dispositivo para armazenamento de resíduo domiciliar.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Figura 114 ± Armazenamento e separação de recicláveis e orgânicos.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
No que se refere ao roteiro de coleta dos resíduos domiciliares do município
de Marechal Cândido Rondon, o mesmo é realizado em todas as vias públicas da
área urbana, tanto da sede quanto dos Distritos. Em relação a setorização, a
mesma é elaborada de forma a agrupar as regiões com características comuns
de quantidade de resíduos gerados, uso e ocupação do solo, densidade
populacional, dentre outros fatores.
A seguir são demonstrados através de mapas e tabelas a divisão territorial
imposta para os roteiros de coleta, juntamente com informações a respeito da
quantidade coletada, reciclada, distância ao aterro, dentre outros dados.
No Distrito Sede, a segmentação do itinerário de coleta é efetuada por meio
de nove Setores, sendo que a área correspondente ao Centro Comercial ostenta
a maior frequência de coleta no município, com um total de seis dias semanais,
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
ao passo que os demais Setores possuem uma frequência de três dias por
semana. Por outro lado, nos demais Distritos, a necessidade de coleta se restringe
a um único dia por semana.
O Mapa a seguir apresenta a setorização imposta no Distrito Sede para o
roteiro da coleta convencional de resíduos domiciliares no Município de Marechal
Cândido Rondon.
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Figura 115 - Mapa dos Setores de Coleta Convencional no Distrito Sede.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Marechal Cândido Rondon ± PR
A seguir são apresentados os dados de cada setorização em respeito ao
número de unidades geradoras, a média de geração total de lixo, fração reciclável,
volume de resíduos destinados ao aterro municipal, distância média do aterro e
periodicidade da coleta, informações que agrupam as características de cada
setor, fator importante no planejamento da rota de coleta e na subdivisão das
áreas.
Tabela 86 - Informações de coleta do Setor 01. 2.670
4.188
SETOR 1 - CENTRO COMERCIAL 1.466
Número médio de unidades geradoras de resíduos 32,97
92,64
Geração total de lixo (média) (kg/dia) 13.700
Fração reciclável (kg/dia)
Meta de recolha de resíduos recicláveis (ton/mês) 6
Destinado ao aterro sanitário (ton/mês)
Distância média do aterro sanitário (m)
Periodicidade da coleta (dias/semana)
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Tabela 87 - Informações de coleta do Setor 02.
SETOR 2 - CENTRO LESTE
Número médio de unidades geradoras de resíduos 1.062
1.666
Geração total de lixo (média) (kg/dia) 583
Fração reciclável (kg/dia) 13,11
Meta de recolha de resíduos recicláveis (ton/mês) 36,84
Destinado ao aterro sanitário (ton/mês) 13.700
Distância média do aterro sanitário (m)
Periodicidade da coleta (dias/semana) 3
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Tabela 88 - Informações de coleta do Setor 03.
SETOR 3 - CENTRO OESTE 1.048
Número médio de unidades geradoras de resíduos 1.644
Geração total de lixo (média) (kg/dia) 12,93
Fração reciclável (kg/dia) 36,36
Meta de recolha de resíduos recicláveis (ton/mês) 13.700
Destinado ao aterro sanitário (ton/mês)
Distância média do aterro sanitário (m) 3
Periodicidade da coleta (dias/semana)
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon ± PR
Tabela 89 ± Informações de coleta dos Setores 04 e 05.
SETOR 4 ± BAIRRO BOA VISTA SETOR 5 ± BAIRRO VILA GAÚCHA
Número médio de unidades 2.216 Número médio de unidades 1.555
geradoras de resíduos 3.476 geradoras de resíduos 2.439
Geração total de lixo (média) Geração total de lixo (média)
(kg/dia) (kg/dia)
Fração reciclável (kg/dia) 1.216 Fração reciclável (kg/dia) 854
Meta de recolha de resíduos Meta de recolha de resíduos
recicláveis (ton/mês) 27,36 recicláveis (ton/mês) 19,20
Destinado ao aterro sanitário Destinado ao aterro sanitário
(ton/mês) 76,89 (ton/mês) 53,97
Distância média do aterro 17.600 Distância média do aterro 15.400
sanitário (m) sanitário (m)
Periodicidade da coleta Periodicidade da coleta
(dias/semana) 3 (dias/semana) 3
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Tabela 90 ± Informações de Coleta dos Setores 06 e 07.
SETOR 6 ± BAIRROS ANA PAULA/SÃO SETOR 7 ± BAIRROS UNIVERSITÁRIO /
LUCAS/MARECHAL LÍDER
Número médio de unidades 2.538 Número médio de unidades 2.204
geradoras de resíduos 3.981 geradoras de resíduos 3.457
Geração total de lixo (média) Geração total de lixo (média)
(kg/dia) (kg/dia)
Fração reciclável (kg/dia) 1.393 Fração reciclável (kg/dia) 1.210
Meta de recolha de resíduos Meta de recolha de resíduos
recicláveis (ton/mês) 31,35 recicláveis (ton/mês) 27,21
Destinado ao aterro sanitário Destinado ao aterro sanitário
(ton/mês) 88,08 (ton/mês) 76,47
Distância média do aterro 15.400 Distância média do aterro 14.000
sanitário (m) sanitário (m)
Periodicidade da coleta Periodicidade da coleta
(dias/semana) 3 (dias/semana) 3
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Marechal Cândido Rondon ± PR
Tabela 91 ± Informações de Coleta dos Setores 08 e 09.
SETOR 8 ± BAIRROS PRIMAVERA / SETOR 9 ± BAIRROS BOTAFOGO /
HIGIENÓPOLIS ALVORADA
Número médio de unidades 2.704 Número médio de unidades 2.933
geradoras de resíduos 4.241 geradoras de resíduos 4.600
Geração total de lixo (média) Geração total de lixo (média)
(kg/dia) (kg/dia)
Fração reciclável (kg/dia) 1.484 Fração reciclável (kg/dia) 1.610
Meta de recolha de resíduos Meta de recolha de resíduos
recicláveis (ton/mês) 33,39 recicláveis (ton/mês) 36,24
Destinado ao aterro sanitário Destinado ao aterro sanitário
(ton/mês) 93,84 (ton/mês) 101,79
Distância média do aterro 12.600 Distância média do aterro 11.800
sanitário (m) sanitário (m)
Periodicidade da coleta Periodicidade da coleta
(dias/semana) 3 (dias/semana) 3
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Em relação aos demais distritos presentes no Município de Marechal
Cândido Rondon, os mesmos participam do roteiro de coleta convencional dos
resíduos domiciliares, mas com a frequência reduzida a apenas um dia por
semana, sendo realizado especificamente nas Terças, Quintas, Sextas e Sábados
no período diurno.
A seguir são apresentados os mapas de localização de cada distrito do
Município de Marechal Cândido Rondon, totalizando oito distritos e uma vila rural.
Concomitantemente aos mapas, são fornecidas as informações previamente
delineadas para a subdivisão das áreas, juntamente com as distâncias de cada
localidade até o Aterro Sanitário Municipal e a frequência de coleta estabelecida.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 116 ± Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de Porto Mendes.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 117 - Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de Bom Jardim.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Figura 118 ± Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de Iguiporã.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Figura 119 - Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de Novo Três Passos.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Figura 120 - Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de Novo Horizonte.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Figura 121 - Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de Bela Vista.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Figura 122 - Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de Margarida.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Figura 123 - Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de São Roque.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Figura 124 - Roteiro da Coleta Convencional na Vila Rural Santa Clara.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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A seguir são apresentados os valores gerais referentes a coleta convencional dos
resíduos domiciliares no Município de Marechal Cândido Rondon, incluindo a
Sede e os demais Distritos.
Tabela 92 - Resumo Geral da Coleta Convencional. 20.149
31.601
RESUMO GERAL 11.060
Número médio de unidades geradoras de resíduos 248,85
699,18
Geração total de lixo (média) (kg/dia)
Fração reciclável (kg/dia)
Meta de recolha de resíduos recicláveis (ton/mês)
Coleta Convencional (ton/mês)
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
No Município de Marechal Cândido Rondon, acerca da coleta e tratamento
de resíduos orgânicos, existe um projeto pendente de implementação destinado
à coleta diferenciada dos mesmos. A Prefeitura Municipal adquiriu um trator, por
meio de investimentos em parceria com a Itaipu Binacional, para o revolvimento
das leiras de compostagem.
Tal procedimento visa facilitar a circulação de oxigênio e potencializar as
propriedades fertilizantes do composto resultante. Contudo, devido à ausência de
implementação do referido projeto e à escassez de operadores técnicos, o
equipamento para o revolvimento das leiras permanece inutilizado. Na Figura
abaixo é mostrado o maquinário adquirido.
Figura 125 - Trator para revolvimento das leiras de compostagem.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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3.3.5. Resíduos Recicláveis
A reciclagem é um conjunto de técnicas de reaproveitamento de materiais
descartados, reintroduzindo-os no ciclo produtivo. É uma das alternativas de
tratamento de resíduos sólidos mais vantajosas, tanto do ponto de vista ambiental,
quanto social e econômico, reduzindo o consumo de recursos naturais,
economizando energia e água, diminuindo o volume gerado de resíduos sólidos e
promovendo emprego à população (FRANCESCHET; ROSA, 2015).
A coleta seletiva é definida como o conjunto de procedimentos referentes
ao recolhimento de resíduos recicláveis e/ou de resíduos orgânicos compostáveis,
que tenham sido previamente separados na fonte geradora, dos resíduos
orgânicos e rejeitos. Essas separações buscam evitar a contaminação dos
materiais reaproveitáveis e aumentar o valor agregado (CEMPRE, 2018).
Silva e Capanema (2019) consideram a participação popular extremamente
importante para a gestão de resíduos. Entretanto, de acordo com pesquisa
elaborada pela Ibope Inteligência, a população brasileira de maneira geral carece
de informações sobre coleta seletiva e quais os tipos de materiais que podem ser
reciclados, fato que salienta a importância do papel do Poder Público na
divulgação dessas informações, de maneira eficiente.
De acordo com a Abrelpe (2021), no ano de 2019, as associações e
cooperativas vinculadas à entidade coletaram e venderam cerca de 354 mil
toneladas de materiais recicláveis. Com destaque para as categorias de papel,
plástico e vidro, seguidos de outros metais, outros materiais e alumínio. Gerando
cerca de R$30.000,00 de faturamento por mês.
No âmbito do município de Marechal Cândido Rondon, um importante
recurso no gerenciamento de resíduos sólidos é o Ecoponto, estrategicamente
localizado no Parque de Exposições da cidade, adjacente ao Estádio Municipal.
Este Ecoponto é destinado à recepção voluntária de resíduos recicláveis por parte
da população, oferecendo um ponto central para a entrega consciente desses
materiais.
Essa iniciativa visa não apenas promover a separação adequada dos
resíduos, contribuindo para a eficiência dos processos de reciclagem, mas
também fomentar a conscientização ambiental e a participação ativa da
comunidade na gestão sustentável dos resíduos sólidos. O local em questão é
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disposto de diversos containers de armazenamento para cada tipo de resíduo,
conforme identificado na Figura abaixo.
Figura 126 - Containers dispostos no Ecoponto.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Segundo a Prefeitura Municipal, os materiais aceitos no Ecoponto são
resíduos de podas e jardinagem, eletrônicos, madeiras, resíduos da construção
civil, resíduos volumosos e eletrodomésticos. Desta forma, há um revezamento
para o recolhimento dos resíduos entre a associação e a cooperativa de catadores
presentes no município e que serão melhor detalhados no decorrer do trabalho.
Figura 127 - Imagem de divulgação do Ecoponto pela COOPERAGIR.
Fonte: Divulgação Prefeitura Municipal, 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de
Cidades, 2023.
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O Município de Marechal Cândido Rondon possuí programa de coleta
seletiva que abrange toda a população do Distrito Sede e os demais Distritos,
realizada por uma cooperativa, a COOPERAGIR, e a ACAN ± Associação dos
Catadores Amigos da Natureza.
De acordo com informações disponibilizadas pela Prefeitura Municipal, a
abrangência da coleta porta a porta é de 100% da população urbana e, além do
recolhimento, estas associações realizam a comercialização dos materiais
reaproveitados.
De acordo com informações da Prefeitura Municipal, no ano de 2022 foram
comercializadas 1.097 toneladas pela COOPERAGIR e 805 toneladas pela
ACAN, somando um total de 1.902 toneladas comercializadas.
Dentre a composição deste material, temos 848 toneladas de papel e
papelão, 562 toneladas de plástico, 184 toneladas de metais, 305 toneladas de
materiais de vidro e o restante composto por outros elementos. Ambas as
organizações dispõem de caminhões próprios para a coleta, na imagem abaixo é
evidenciado um caminhão utilizado pela ACAN para o transporte dos resíduos.
Figura 128 - Caminhão utilizado para coleta da ACAN.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Ainda no contexto da coleta seletiva, a Prefeitura Municipal de Marechal
Cândido Rondon disponibiliza dois sacos de ráfia reforçados aos cidadãos para
acondicionamento de resíduos recicláveis.
Durante o dia designado para a coleta seletiva, conduzida tanto pela ACAN
quanto pela COOPERAGIR, o primeiro saco é coletado e encaminhado às sedes
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das respectivas associações. Subsequentemente, no caso de uma coleta
adicional na mesma semana, o segundo saco, agora preenchido, é recolhido,
enquanto o primeiro, previamente coletado, é devolvido ao residente vazio. Este
procedimento possibilita o armazenamento adequado dos materiais recicláveis
pelos cidadãos.
Na Figura a seguir é identificado os sacos de ráfia utilizados na coleta
seletiva do município.
Figura 129 - Sacos para o armazenamento de resíduos recicláveis.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Acerca do roteiro de coleta, há um revezamento entre as duas
organizações para o recolhimento dos resíduos, dispostos de caminhões próprios.
O cronograma é efetuado de segunda a sexta feira, das 8h às 22h, e os locais de
coleta são planejados segundo as Tabelas abaixo.
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Tabela 93 - Cronograma de coleta da ACAN.
LOCAL DIA HORÁRIO ASSOCIAÇÃO
Barcelona, Augusto, Higienópolis, Sol Segunda Feira
Nascente Terça Feira
Primavera, São Matheus, Ciprestes,
Ipês
São Francisco, Industrial, Leste Quarta Feira 8h às 22h ACAN
Recanto Feliz, São Marcos, Nova Quinta Feira
América, Botafogo
Ana Neusa, Klaumann, Frankfurth, Sexta Feira
Natacha
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Tabela 94 - Cronograma de coleta da COOPERAGIR.
HORÁRI COOPERATIV
LOCAL DIA O A
Vila Gaúcha Sexta Feira
Boa Vista Segunda Feira
Alvorada, Espigão Quinta Feira 8h às 22h COOPERAGIR
Quarta Feira
Universitário, Marechal, São
Lucas
Quadrante Central Leste Terças e Sextas
Quadrante Central Oeste Segundas e Quintas
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Tanto a ACAN quanto a COOPERAGIR possuem locais próprios para o
armazenamento dos resíduos recicláveis, no caso da Cooperativa, o mesmo se
estabelece em uma área próxima ao antigo lixão municipal localizado na Rodovia
PR 491, Quilômetro 2.
Já a Associação de Catadores possui um galpão localizado ao lado do
Ecoponto Municipal, dentro do parque de exposições. Porém, já foi disponibilizado
pela Prefeitura um novo local de operação, próximo à sede da COOPERAGIR.
Este novo local disponibilizado já possui uma esteira de rolagem dos
resíduos, além de diversas caçambas de reciclagem armazenadas, conforme
mostrado na Figura abaixo. Porém, de acordo com informações da Prefeitura
Municipal, os membros da associação ainda não realizaram a mudança.
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Figura 130 - Novo Galpão disponibilizado para ACAN.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Nas imagens abaixo são mostradas as entradas dos galpões atualmente
utilizados pela ACAN e COOPERAGIR, respectivamente.
Figura 131 - Galpão da associação de catadores ACAN.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Figura 132 - Galpão da COOPERAGIR.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Figura 133 - Armazenamento dos resíduos no interior da Cooperativa.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Segundo informações a respeito do maquinário utilizado pela cooperativa,
tem-se a disposição uma esteira de elevação, um funil de alimentação, uma
esteira de triagem (chão) uma esteira de rejeitos e uma prensa de enfardamento,
além de uma máquina extrusora de isopor, este último que também se encontra a
disposição para o uso da ACAN.
A máquina extrusora possui a finalidade de diminuir o volume do isopor e
consequentemente aumentar o seu valor comercial. Sob alta pressão e
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temperatura, o material é fundido e moldado em formato específico,
transformando resíduos de poliestireno expandido (EPS) em novos produtos.
O equipamento é oriundo de um investimento de R$ 69.405,66 através de
convênio com o Ministério do Meio Ambiente e está à disposição da
COOPERAGIR e da ACAN. Porém, o mesmo encontra-se inutilizado por falta de
operadores técnicos presentes nas associações.
Na imagem abaixo é mostrada a máquina extrusora de isopor, responsável
pela redução do volume destes resíduos.
Figura 134 - Máquina extrusora de isopor.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Para a reciclagem de vidros, a população realiza a entrega voluntária tanto
no Ecoponto Municipal, quanto no galpão de responsabilidade da ACAN. Em
razão da inviabilidade comercial deste tipo de material, devido às precauções
necessárias no manuseio e o grande volume gerado, a Prefeitura Municipal de
Marechal Cândido Rondon realiza um incentivo financeiro para a associação de
catadores, onde a mesma faz uma contribuição extra para cada Quilograma do
material comercializado.
Em muitos casos, quando há compradores para este tipo de resíduo, as
associações e cooperativas são as responsáveis pelo transporte dos mesmos,
tornando ainda mais inviável a comercialização. Portanto, essa intervenção
financeira desempenha um papel crucial ao mitigar os desafios logísticos
associados à comercialização, tornando-a executável economicamente.
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Na figura abaixo, tem-se o armazenamento de vidro em caçambas no
interior do Ecoponto Municipal e no galpão da associação de catadores,
respectivamente.
Figura 135 - Armazenamento de vidro no Ecoponto e ACAN.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Outro ponto de destaque para o tratamento de resíduos recicláveis no
Município de Marechal Cândido Rondon é em relação as embalagens laminadas
de alimentos, que possuem aspecto metalizado.
A associação de catadores realiza o recolhimento deste tipo de resíduo e
também atua no enfardamento dos mesmos, diminuindo o volume e facilitando o
transporte e manuseio. Após o processo de enfardamento, as embalagens
laminadas são retornadas para os fabricantes.
Na Figura a seguir é mostrado o enfardamento do material situado no
interior do galpão da ACAN.
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Figura 136 - Embalagens laminadas enfardadas.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Ainda tratando dos materiais comercializados pela ACAN, a mesma
também realiza o recolhimento de fiações. Quando desprovidas de Cobre em usa
composição, as mesmas apresentam valor comercial muito baixo, dificultando a
venda.
Entretanto, a associação de catadores realiza a comercialização para uma
empresa especializada no tratamento desse tipo específico de resíduo, gerando
renda.
Figura 137 - Fiações armazenadas no galpão da ACAN.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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3.3.6. Resíduos com Logística Reversa Obrigatória
A logística reversa busca implementar o princípio da responsabilidade
compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos na etapa do pós-consumo,
retornando-os a um novo ciclo de reaproveitamento (ABRELPE, 2021).
Com o auxílio de embasamento legal, produtos e embalagens que possam
e/ou causem prejuízo à saúde pública, também devem ser incorporados ao
sistema logístico reverso (SINIR, 2023).
O Artigo 3° da Política Nacional dos Resíduos Sólidos define a logística
reversa da seguinte forma:
³,QVWUXPHQWRGHGHVHQYROYLPHQWRHFRQ{PLFRHVRFLDO
caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios
destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao
setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros
ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada
(BRASIL, 2010).
Os resíduos sólidos com logística reversa obrigatória (RLO) são:
x Baterias automotivas;
x Eletroeletrônicos;
x Embalagens de agrotóxicos;
x Embalagens plásticas de óleos lubrificantes;
x Embalagens em geral;
x Filtros usados de óleo lubrificante automotivo;
x Lâmpadas;
x Medicamentos;
x Óleo comestível;
x Óleo lubrificante usado ou contaminado;
x Pilhas e baterias;
x Pneus inservíveis;
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Figura 138 - Resíduos com logística reversa obrigatória.
Fonte: SINIR, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Sendo assim, o Artigo 33 da Lei Federal nº 12.305/2010 ± Política Nacional
dos Resíduos Sólidos, determinou a existência da responsabilidade pós-consumo
dos fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e consumidores,
obrigando-os a criar e manter sistemas de retorno dos produtos, além da coleta,
armazenamento, transporte e destinação final ambientalmente adequada, de
forma independente do serviço público de limpeza urbana e manejo dos resíduos
sólidos. Não deixando de aproximar o engajamento social pela comunicação com
a sociedade (FECOMERCIOSP, 2023).
Figura 139 - Relação interligada entre os atores no sistema de logística reversa.
Fonte: COUTO; LANGE, 2017. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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A PNRS representa um marco para a sociedade brasileira em relação à
sustentabilidade, expondo uma avançada visão na forma como a sociedade em
geral se relaciona com os resíduos sólidos gerados. E além de introduzir a
Logística Reversa, também preconiza o Princípio da Responsabilidade
Compartilhada pelo Ciclo de Vida dos Produtos (SINIR, 2023).
Esse princípio é preconizado pela ideia de que fabricantes, importadores,
distribuidores, comerciantes e consumidores devem agir em conjunto para que
aconteça o reaproveitamento, reciclagem e destinação adequada dos resíduos
sólidos. Nele, o cidadão no papel de consumidor é responsável por entregar os
resíduos nas condições solicitadas e nos locais estabelecidos pelos sistemas de
logística reversa (SINIR, 2023).
O setor privado fica responsável pelo gerenciamento ambientalmente
correto dos resíduos sólidos, reincorporação na cadeia produtiva, inovações nos
produtos que tragam benefícios socioambientais, uso racional dos materiais e
prevenção da poluição.
Por último, o Poder Público fica à cargo de fiscalizar todo o processo
envolvendo os demais responsáveis pelo sistema, sempre buscando
conscientizar e educar os cidadãos (SINIR, 2023).
Figura 140 - Fluxo simplificado de resíduos nos sistemas de logística reversa.
Fonte: SINIR, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Dentre os resíduos com logística reversa obrigatória, tem-se os resíduos
eletroeletrônicos, que são aqueles cujo funcionamento se dá por meio de
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correntes elétricas com tensão nominal não superior a 240 volts, podendo ser de
grande porte ou não, tais como refrigeradores, micro-ondas, fogões, máquinas de
lavar, ar-FRQGLFLRQDGR ³SURGXWRV GH OLQKD EUDQFD´
DVVLP FRPR FRPSXWDGRUHV
telefones, televisores, celulares, drones, cartuchos e toners, por exemplo
(ABRELPE, 2021).
De acordo com o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, elaborado pela
Abrelpe em 2022, no país existem duas entidades gestoras responsáveis pela
logística reversa de resíduos eletroeletrônicos, a Abree - Associação Brasileira de
Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos e a Green Eletron - Gestora
para Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos Nacional.
A Abree informou que até o presente momento da elaboração do
panorama, existiam naquele ano um total de 3.417 pontos de recebimento
espalhados entre 1.224 municípios. (ABRELPE, 2022). Ainda de acordo com a
Abree, a quantidade de resíduos eletroeletrônicos e eletrodomésticos coletada e
destinada de forma ambientalmente correta para reciclagem em 2021 foi de 1.245
toneladas.
Para o sistema Green Eletron (Gestora para Resíduos de Equipamentos
Eletroeletrônicos Nacional), em 2021 foram coletados e destinados de forma
ambientalmente adequada 715,83 toneladas de resíduos eletroeletrônicos.
(ABRELPE, 2022).
Em Marechal Cândido Rondon, os resíduos caracterizados como
eletrodomésticos inservíveis são destinados voluntariamente pela população no
ecoponto municipal, e o material que poderá ser reaproveitado é recolhido pelas
associações de catadores (COOPERAGIR e ACAN) para separação e posterior
comercialização.
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Figura 141 - Ciclo da logística reversa de eletroeletrônicos e seus componentes.
Fonte: SINIR, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
No caso das pilhas e baterias, o sistema Green Eletron informou ter
destinado corretamente um total de 144,41 toneladas de pilhas no ano de 2021,
além de possuir, até o ano em questão, 7.453 pontos de entrega voluntária de
pilhas e baterias instalados em 978 municípios em todos os estados da federação
(ABRELPE, 2022).
De acordo com o Sinir (2023), existe a responsabilidade incumbida aos
fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de pilhas e baterias de
disponibilizarem locais para recebimento destes resíduos, quando inservíveis,
para os consumidores que quiserem realizar o descarte.
Em Marechal Cândido Rondon, os resíduos de pilhas e baterias podem ser
descartados em locais disponibilizados pela Prefeitura Municipal e em outros
pontos de recolhimento espalhados pelo município. Além disso, são propostas
algumas campanhas para o recolhimento destes materiais e a conscientização da
população para o manejo correto, como por exemplo a Semana do Lixo Zero
realizada em outubro de 2023.
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Figura 142 - Ciclo da logística reversa de pilhas e baterias.
Fonte: SINIR, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
No caso da logística reversa de lâmpadas, conforme expõe a Associação
Brasileira para a Gestão da Logística Reversa de Produtos de Iluminação
(Reciclus), de acordo com o último relatório anual disponível (2020) haviam 2.124
pontos de coletas instalados por 465 municípios, e também associação com 99
empresas colaboradoras, promovendo então a coleta e destinação adequada de
6.351.257 unidades de lâmpadas (ABRELPE, 2022).
Também de acordo com a Reciclus, desde o começo de suas atividades
em 2017, até o ano de 2021, foram coletadas 20.138.214 unidades de lâmpadas
em 3.043 pontos de coleta (SINIR, 2023).
A separação de lâmpadas inservíveis tem certo nível de complexidade
maior, pois a fim de evitar quebra durante o transporte, devem ser embaladas
individualmente, de preferência na posição vertical, identificadas e encaminhadas
para empresas licenciadas. Além de haver o cuidado de separar as quebradas
das demais, em recipientes herméticos com vedação adequada (MOURÃO; SEO,
2012).
No Município de Marechal Cândido Rondon o descarte de Lâmpadas
fluorescentes inservíveis deve ser realizado nos próprios locais de compra a partir
da responsabilidade compartilhada entre os fabricantes, importadores,
distribuidores, comerciantes e consumidores. Além disso, em 2022 foi realizada
uma campanha para a destinação de lâmpadas inservíveis no Ecoponto
municipal.
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Figura 143 - Ciclo da logística reversa de lâmpadas inservíveis.
Fonte: SINIR, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
No que diz respeito a coleta e armazenamento de pneus inservíveis no
Município de Marechal Cândido Rondon, os mesmos são acondicionados nas
próprias borracharias.
Entretanto, há um esforço do poder público em redirecionar a destinação
destes materiais para um espaço apropriado ao armazenamento dos mesmos,
pois, segundo relatos de vereadores apresentados em sessão, há um espaço
limitado para o volume de material nas borracharias, além da dificuldade de
solicitar empresas que atendem no setor, pois a demanda não é grande o
suficiente.
De acordo com informações repassadas pela Prefeitura Municipal, a
responsabilidade de armazenamento e destinação dos resíduos de pneus
inservíveis no município se dá pelos próprios geradores, sendo eles oficinas,
concessionárias, dentre outros.
Na atividade agrícola a produção de resíduos está mais associada ao
acúmulo de embalagens de fertilizantes, produtos veterinários, agrotóxicos e
maquinários de implementação (MMA, 2012).
No caso das embalagens, possuem tóxicos que representam grandes
riscos para a saúde humana e contaminação do meio ambiente. Por esse motivo,
cabe a implantação ou utilização da logística reversa, devendo os próprios
distribuidores e fornecedores se responsabilizarem pela realização do serviço de
destinação correta.
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A Lei Federal n° 9.974/2000, conhecida como Lei do Agrotóxico, disciplina
a destinação final de embalagens vazias de agrotóxicos determinando
responsabilidades para o agricultor, para o revendedor e para o fabricante
(BRASIL, 2000).
De acordo com o Decreto nº 4.074/2002, que regulamenta a Lei dos
Agrotóxicos, a gestão de todo o processo de logística reversa desses resíduos é
feita pelos produtores e comerciantes, os quais devem manter o controle das
quantidades, dos tipos e das datas de vendas de produtos, além das embalagens
devolvidas pelos usuários, devendo tais controles estar disponíveis para a
fiscalização (BRASIL, 2002).
O fluxo logístico da operação inicia-se no ato da venda do produto, em que
o usuário (agricultor) deve ser informado sobre os procedimentos de lavagem,
acondicionamento, armazenamento, transporte e devolução de embalagens
vazias. Assim, cabe ao Poder Público Municipal fiscalizar quanto ao cumprimento
dessas ações.
Os usuários de agrotóxicos e afins deverão efetuar a devolução das
embalagens vazias, e respectivas tampas, aos estabelecimentos comerciais em
que foram adquiridos, no prazo de até um ano, contado da data de sua compra
(BRASIL, 2000).
Após o uso e antes da devolução, cabe ao agricultor realizar a lavagem das
embalagens no campo, armazenando-as temporariamente para entrega posterior
na unidade de recebimento indicada. A norma técnica ABNT NBR n° 13.968/1997,
da Associação Brasileira de Normas Técnicas, define a chamada "tríplice
lavagem" e a lavagem sob pressão, técnica que permite que os resíduos contidos
nas embalagens possam ser diluídos em diferentes concentrações e reutilizados
na lavoura (ABNT, 1997).
Os estabelecimentos destinados ao desenvolvimento de atividades que
envolvem embalagens vazias de agrotóxicos, componentes ou afins, bem como
produtos em desuso ou impróprios para utilização, deverão obter licenciamento
ambiental (BRASIL, 2000).
As empresas titulares de registro, produtoras e comercializadoras de
agrotóxicos, seus componentes e afins, são responsáveis pelo recolhimento, pelo
transporte e pela destinação final das embalagens vazias, devolvidas pelos
usuários aos estabelecimentos comerciais ou aos postos de recebimento, bem
como dos produtos por elas fabricados e comercializados (BRASIL, 2000).
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Marechal Cândido Rondon - PR
Quando o produto não for fabricado no país, a pessoa física ou jurídica
responsável pela importação assumirá, com vistas à reutilização, reciclagem ou
inutilização, a responsabilidade pela destinação (BRASIL, 2000).
No município de Marechal Cândido Rondon, ao que se refere a logística
das embalagens de agrotóxicos vazias, os mesmos são devolvidos aos
comerciantes dos produtos para o correto acondicionamento e destinação dos
resíduos.
3.3.7. Resíduos dos Serviços de Saúde
Os Resíduos de Serviços de Saúde (RSS), são aqueles provenientes de
qualquer atividade de natureza médico-assistencial humano ou animal, clínicas
odontológicas, veterinárias, farmácias, centros de pesquisa - farmacologia e
saúde, medicamentos vencidos, necrotérios, funerárias, medicina legal e barreiras
sanitárias (CEMPRE, 2018).
Segundo o Art. 13 da Política Nacional do Meio Ambiente ± PNRS n°
12.305/ 2010, os resíduos de serviços de saúde estão inclusos na classificação
dos resíduos sólidos, sendo sua gestão de responsabilidade do gerador
obedecendo as normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama, do SNVS e do
Suasa (BRASIL, 2010).
Um importante marco na área de resíduos de serviços de saúde ± RSS,
ocorreu na década de noventa com a Resolução CONAMA nº 006/1991, que
desobrigou a incineração dos resíduos provenientes deste tipo de atividade,
transferindo a competência da criação de normas de destinação final desses
resíduos para os órgãos estaduais.
Desse modo, os procedimentos técnicos de licenciamento, como
acondicionamento, transporte e disposição final realizados nos municípios que
não optaram pela incineração, são feitos por órgãos estaduais (CONAMA, 1991).
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, através da Resolução
RDC n° 306/2004, dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de
resíduos de serviços de saúde, que já atribuía aos geradores dos resíduos a
obrigatoriedade e responsabilidade de elaboração do Plano de Gerenciamento de
Resíduos de Serviços de Saúde ± PGRSS (ANVISA, 2004).
Conforme a Resolução CONAMA n° 358/2005, que dispõe sobre o
tratamento e a disposição dos resíduos dos serviços de saúde e dá outras
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providências, é de responsabilidade dos geradores de resíduos de serviço de
saúde, o gerenciamento dos resíduos, desde a geração até a disposição final, de
forma a atender aos requisitos ambientais e de saúde pública e ocupacional
(CONAMA, 2005).
Quanto à classificação, segundo as resoluções RDC ANVISA nº 306/2004
e CONAMA n° 358/2005 os RSS são classificados em 5 grupos: A, B, C, D e E,
sendo:
x Grupo A: engloba os componentes com possível presença de
agentes biológicos que, por suas características de maior virulência
ou concentração, podem apresentar risco de infecção. Exemplos:
placas e lâminas de laboratório, carcaças, peças anatômicas
(membros), tecidos, bolsas transfusionais contendo sangue, dentre
outras;
x Grupo B: contém substâncias químicas que podem apresentar risco
à saúde pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas
características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e
toxicidade. Exemplos: medicamentos apreendidos, reagentes de
laboratório, resíduos contendo metais pesados, dentre outros;
x Grupo C: quaisquer materiais resultantes de atividades humanas
que contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos
limites de eliminação especificados nas normas da Comissão
Nacional de Energia Nuclear (CNEN) como, por exemplo, serviços
de medicina nuclear e radioterapia etc;
x Grupo D: não apresentam risco biológico, químico ou radiológico à
saúde ou ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos
domiciliares. Exemplos: sobras de alimentos e do preparo de
alimentos, resíduos das áreas administrativas etc;
x Grupo E: materiais perfurocortantes ou escarificantes, tais como
lâminas de barbear, agulhas, ampolas de vidro, pontas
diamantadas, lâminas de bisturi, lancetas, espátulas e outros
similares (CONAMA, 2005).
Os resíduos de serviços de saúde grupos A, B, C e E são caracterizados
pela Norma ABNT NBR n° 10.004/2004 como Resíduos de Classe I ± Perigosos,
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tendo em vista suas características de patogenicidade, toxicidade, reatividade,
corrosividade e inflamabilidade (ABNT, 2004).
Ainda de acordo com a RDC ANVISA nº. 306/2004 e CONAMA 358/2005,
todo gerador deve elaborar um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços
de Saúde.
O PGRSS deve ser documentado, apontando e descrevendo as ações
relativas ao manejo dos resíduos, abrangendo as etapas de geração, segregação,
acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte, tratamento e disposição
final, bem como as ações desenvolvidas visando a proteção da saúde pública e
do meio ambiente (ANVISA, 2004).
A observação de estabelecimentos de serviços de saúde tem demonstrado
que os resíduos dos Grupos A, B, C e E são, em conjunto, 25% do volume total.
Os do Grupo D (resíduos comuns e passíveis de reciclagem, como as
embalagens) respondem por 75% do volume (MMA, 2012).
No município de Marechal Cândido Rondon, de acordo com informações
do SNIS referente ao ano de 2021, 100% das despesas para a coleta de RSS são
a partir da contratação de empresas privadas, com um gasto anual de R$
139.287,34. A empresa responsável pela coleta e transporte destes resíduos é a
Servioeste - Soluções Ambientais LTDA.
Ainda com base em dados do SNIS, Marechal Cândido Rondon envia os
resíduos de serviços de saúde coletados para outro município, no caso Chapecó
± SC e possui uma massa de RSS coletado por capita em relação a população
urbana de 2,28 kg/1000 hab/dia. A seguir são listadas as unidades públicas de
saúde e que são geradoras de resíduos.
x POSTO DE SAÚDE DE NOVO TRÊS PASSOS
x POSTO DE SAÚDE JARDIM PRIMAVERA
x POSTO DE SAÚDE DE NOVO HORIZONTE
x POSTO DE SAÚDE JARDIM MARECHAL
x POSTO DE SAÚDE LOTEAMENTO SÃO LUCAS
x POSTO DE SAÚDE DE PORTO MENDES
x UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE GERTA HERPICH DE BOM JARDIM
x POSTO DE SAÚDE DE IGUIPORA
x POSTO DE SAÚDE DE MARGARIDA
x CENTRO DE SAÚDE DA CRIANÇA E DA MULHER
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x POSTO DE SAÚDE VILA GAÚCHA
x POSTO DE SAÚDE LOTEAMENTO AUGUSTO JOSE ALVES DE
ARAÚJO
x POSTO DE SAÚDE JARDIM ALVORADA
x POSTO DE SAÚDE DE SÃO ROQUE
x POSTO DE SAÚDE JARDIM LIDER
A Tabela a seguir mostra os tipos de estabelecimentos e as quantidades
de salas, com base em dados até junho de 2023.
Tabela 95 - Estabelecimentos de Saúde no Município de Marechal Cândido Rondon.
Descrição Salas
CLINICAS BÁSICAS 19
POLICLÍNICA 3
HOSPITAL GERAL 2
CONSULTÓRIO ISOLADO 161
CLÍNICA/CENTRO DE ESPECIALIDADE 8
UNIDADE DE APOIO DIAGNOSE E TERAPIA (SADT ISOLADO) 14
UNIDADE MÓVEL DE NÍVEL PRÉ-HOSPITALAR NA ÁREA DE URGÊNCIA 1
FARMÁCIA 6
UNIDADE DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE 1
CENTRAL DE GESTÃO EM SAÚDE 1
CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL 1
PRONTO ATENDIMENTO 1
CENTRAL DE REGULAÇÃO DO ACESSO 1
POLO DE PREVENÇÃO DE DOENÇAS E AGRAVOS E PROMOÇÃO DA SAÚDE 1
CENTRO DE IMUNIZAÇÃO 2
Fonte: Sistema Único de Saúde, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades,
2023.
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3.3.8. Resíduos de Construção Civil e Volumosos
Os Resíduos de Construção Civil - RCC, também conhecidos como
entulhos, são oriundos de resquícios das atividades de obras e infraestrutura tais
como: reformas, construções novas, demolições, restaurações, reparos e outros
inúmeros conjuntos de fragmentos como restos de pedregulhos, areias, materiais
cerâmicos, argamassas, aço, madeira e etc. (CONAMA, 2002).
A resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA nº
307/2002, é o instrumento legal determinante no quesito dos resíduos da
construção civil, que define quem são os geradores, quais são os tipos de resíduos
e as ações a serem tomadas quanto à geração e a destinação (CONAMA, 2002).
De acordo com a classificação dos resíduos, podem ser divididos em quatro
classes:
x Classe A: são os reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais
como: de construção, demolição, reformas e reparos de
pavimentação e de outras obras de infraestrutura, inclusive solos
provenientes de terraplanagem; de construção, demolição, reformas
e reparos de edificações: componentes cerâmicos (tijolos, blocos,
telhas, placas de revestimento etc.), argamassa e concreto; de
processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em
concreto (blocos, tubos, meios-fios etc.) produzidas nos canteiros de
obras;
x Classe B: são os resíduos recicláveis para outras destinações, tais
como: plásticos, papel/papelão, metais, vidros, madeiras e outros;
x Classe C: são os resíduos para os quais não foram desenvolvidas
tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a
sua reciclagem ou recuperação, tais como os produtos oriundos do
gesso;
x Classe D: são os resíduos perigosos oriundos do processo de
construção, tais como: tintas, solventes, óleos e outros, ou aqueles
contaminados oriundos de demolições, reformas e reparos de
clínicas radiológicas, instalações industriais e outros. Classificação
alterada pelo artigo terceiro da resolução 348/2004 da CONAMA,
que passa a incluir telhas e demais objetos e materiais que
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contenham amianto ou outros produtos nocivos à saúde (BRASIL,
2004).
A Resolução também considera outros conceitos e definições sobre o RCC,
sendo:
x Agregado reciclado - é o material granular proveniente do
beneficiamento de resíduos de construção que apresentem
características técnicas para a aplicação em obras de edificação, de
infraestrutura, em aterros sanitários ou outras obras de engenharia;
x Áreas de destinação de resíduos - são áreas destinadas ao
beneficiamento e/ou reciclagem ou à disposição final de resíduo;
x Aterro de resíduos classe A de reserva de material para usos
futuros - é a área tecnicamente adequada onde serão empregadas
técnicas de destinação de resíduos da construção civil classe A no
solo, visando a reserva de materiais segregados de forma a
possibilitar seu uso futuro ou futura utilização da área, utilizando
princípios de engenharia para confiná-los ao menor volume possível,
sem causar danos à saúde pública e ao meio ambiente e
devidamente licenciado pelo órgão ambiental competente;
x Área de transbordo e triagem de resíduos da construção civil e
resíduos volumosos (ATT) - área destinada ao recebimento de
resíduos da construção civil e resíduos volumosos, para triagem,
armazenamento temporário dos materiais segregados, eventual
transformação e posterior remoção para destinação adequada,
observando normas operacionais específicas de modo a evitar
danos ou riscos à saúde pública e a segurança e a minimizar os
impactos ambientais adversos;
x Beneficiamento - é o ato de submeter um resíduo as operações
e/ou processos que tenham por objetivo dotá-los de condições que
permitam que sejam utilizados como matéria-prima ou produto;
x Destinação - Local para qual o resíduo é encaminhado, de acordo
com o previsto em legislação e preceitos da sustentabilidade, não
sendo legal o despejo irregular em lixões, via pública, vazios urbanos
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ou afins. Resíduos gerados e reaproveitados na própria obra têm
seu destino final na mesma;
x Geradores - são pessoas, físicas ou jurídicas, públicas ou privadas,
responsáveis por atividades ou empreendimentos que gerem os
resíduos definidos de acordo com a Resolução CONAMA;
x Reciclagem - ato de submeter o resíduo a um processo de
transformação física, química ou biológica, obtendo um novo
produto, idêntico ou não ao anterior;
x Reutilização - submeter o resíduo ao ato de reaplicação, sem a
transformação física, química ou biológica do mesmo, e sem que
haja prejuízo ao padrão de qualidade inerente ao produto final;
x Segregação - Ato de garantir a separação dos resíduos na fonte de
sua geração ou posteriormente;
x Transportadores - São as pessoas, físicas ou jurídicas,
encarregadas da coleta e do transporte dos resíduos entre as fontes
geradoras e as áreas de destinação (CONAMA, 2002).
Os resíduos volumosos são considerados peças com grandes dimensões,
que não são comumente coletadas pelo sistema de recolhimento domiciliar
convencional, sendo definidos em normas brasileiras que fazem menção aos
RCC. Dentre eles, tem-se por exemplo: grandes embalagens, podas, resíduos de
origem não industrial, madeiras e metais. Normalmente são removidos junto com
os RCC (MMA, 2012).
No município de Marechal Cândido Rondon, os pequenos geradores deste
tipo de resíduo podem destinar os materiais ao ecoponto municipal, ou armazená-
los em caçambas para o recolhimento.
Além de resíduos da construção civil, os cidadãos podem realizar a entrega
de materiais volumosos como móveis, grandes embalagens, materiais de mobília,
colchões, camas, dentre outros. Na Figura abaixo estão os resíduos volumosos e
de construção armazenados no Ecoponto.
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Figura 144 - Resíduos volumosos e RCC no Ecoponto.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Ainda tratando de materiais utilizados na construção civil, o Município de
Marechal Cândido Rondon realiza o armazenamento de gesso em seu Ecoponto,
conforme mostrado na Figura abaixo, e quando este material é destinado
incorretamente pode apresentar maiores danos ao meio ambiente devido a suas
características físicas e químicas.
Figura 145 ± Materiais de gesso armazenado no Ecoponto Municipal.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Posteriormente os materiais são transportados por veículos privados que
destinam os mesmos a um depósito de resíduos da construção civil, porém não
foram encontradas informações sobre a quantidade de material destinados ao
local.
Nas figuras abaixo, são demonstrados o mapa de localização do depósito
de RCC e uma imagem do interior da área.
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Figura 146 - Localização do depósito de RCC.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Figura 147 - Interior do Depósito de RCC.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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3.3.9. Destinação Final
Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento - SNIS,
as seguintes definições são consideradas:
x Lixão: vazadouro a céu aberto, sem controle ambiental e nenhum
tratamento ao lixo, onde pessoas têm livre acesso para mexer nos
resíduos e até montar moradias em cima deles. Sendo,
ambientalmente e socialmente, a pior situação encontrada ao se
tratar de reVtGXRVeRPHVPRTXHGHVFDUJDD³FpXDEHUWR´VHQGR
considerada inadequada e ilegal, segundo a legislação brasileira
(SNIS, 2023).
Figura 148 - Exemplo de Lixão.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
x Aterro controlado: instalação destinada à disposição de resíduos
sólidos urbanos, na qual alguns ou diversos tipos e/ou modalidades
objetivas de controle sejam periodicamente exercidos, quer sobre o
maciço de resíduos, quer sobre seus efluentes. Admite-se, desta
forma, que o aterro controlado se caracterize por um estágio
intermediário entre o lixão e o aterro sanitário.
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Figura 149 - Exemplo de aterro controlado.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
x Aterro sanitário: instalação de destinação final dos resíduos sólidos
urbanos por meio de sua adequada disposição no solo, sob controle
técnico e operacional permanente, de modo a que, nem os resíduos,
nem seus efluentes líquidos e gasosos, venham a causar danos à
saúde pública e/ou ao meio ambiente.
Figura 150 - Exemplo de aterro sanitário.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
A Constituição Federal de 1988, Cap. VI, Art.225 estabelece que todos têm
direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo
e essencial disposição inadequada dos resíduos sólidos urbanos à sadia
qualidade de vida, atribuindo ao Poder Público, e também à coletividade, o dever
de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações (BRASIL, 2003).
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A disposição inadequada dos resíduos sólidos urbanos representa um
grave passivo ambiental para a maioria dos municípios brasileiros, configurando-
se, inclusive, como um problema ambiental e de saúde pública, contrariando o Art.
225 da Constituição (BRASIL, 20023).
Atualmente, a maior parte dos municípios brasileiros dispõe de uma coleta
regular dentro nas áreas urbanas, serviço esse que é de fácil controle da
população, visto que sua não realização gera grande transtorno à cidade e a seus
moradores.
Porém, a disposição final dos resíduos sólidos urbanos, na maioria das
vezes, é colocada em um segundo plano, realidade que necessita de forte
coalizão do setor privado e poder público para alcance universalização da
adequada destinação dos resíduos sólidos (IPEA, 2021).
No mundo, vários episódios de contaminação de solos e águas
subterrâneas são atribuídos aos depósitos de lixo, até mesmo naqueles onde
foram implantadas medidas de controle, como drenos, impermeabilizações, etc.
Evidenciando a grande dificuldade de se gerenciar os resíduos sólidos (FIM DO
LIXO, 2023).
Assim, o correto gerenciamento incluí uma cadeia de ações com visões na
redução da geração, implementação ou melhoria da coleta seletiva, segurança no
transporte, o reaproveitamento de materiais recicláveis ou com potencial
energético, até a disposição final em sistemas projetados e operados sob critérios
técnicos adequados. Temas de suma importância que devem ser cada vez mais
presentes nas tomadas de decisões dos gestores públicos municipais (FIM DO
LIXO, 2023).
O município de Marechal Cândido Rondon conta com um aterro sanitário
municipal, localizado próximo ao Distrito de Novo Três Passos, onde são
dispostos os resíduos domiciliares (RDO) oriundos da coleta convencional.
O aterro em questão possui uma balança para a pesagem dos caminhões
e de acordo com informações repassadas pela prefeitura o mesmo recebeu no
ano de 2022 uma quantidade total de 9.860 toneladas de resíduos, sendo que
8.477 toneladas foram recolhidas na coleta convencional.
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Figura 151 - Localização do aterro sanitário.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Com base no mapa de localização apresentado, o aterro sanitário é
acessado através da rodovia PR-491, conectando-se à linha Neuhaus, que liga as
instalações do aterro e outras propriedades à rodovia estadual. A frequente
circulação de caminhões de coleta ao longo dessa rota resultou na necessidade
de manutenção constante da via, acarretando custos e prejudicando a
trafegabilidade da região.
Como resposta a essa situação, foi identificada a solução de pavimentação
com pedras irregulares, através de convênio com a Itaipu Binacional, otimizando
assim o processo de transporte dos resíduos e prolongando a durabilidade da
estrada de acesso.
O aterro municipal em referência foi inaugurado no ano de 2012, com um
projeto que estipulava uma vida útil de 20 anos. Nos primeiros anos de operação,
contudo, houve uma redução prematura da expectativa de vida útil devido à
ineficiência na compactação dos rejeitos, à ausência de fiscalização rigorosa dos
materiais recebidos e à baixa taxa de reciclagem.
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No entanto, ao longo do tempo, a situação tem apresentado uma reversão
significativa, resultado da estruturação das associações de reciclagem e da
consequente redução nos volumes de resíduos destinados ao aterro.
Na figura abaixo tem-se o acesso ao aterro sanitário e a disposição espacial
dos resíduos.
Figura 152 - Entrada do aterro sanitário e disposição dos resíduos.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Figura 153 - Balança para pesagem dos veículos.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
No cenário atual do Município de Marechal Cândido Rondon, os resíduos
são devidamente encaminhados para uma destinação apropriada no Aterro
Sanitário Municipal.
Entretanto, de acordo com o antigo Plano Municipal de Gestão Integrada
de Resíduos Sólidos, até o ano de implantação do aterro, em 2012, os resíduos
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eram depositados em um lixão, próximo onde hoje se encontra a sede da
COOPERAGIR e o Horto Municipal, de acordo com o mapa de localização abaixo.
Figura 154 - Localização do Antigo Lixão e sede da Cooperagir.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
A área passou por um processo de encerramento e recuperação no ano de
2012, sendo conduzido por uma empresa especializada no ramo. Atualmente, é
perceptível a presença de vegetação que se estabeleceu no local, conforme é
visto na figura abaixo, porém a área não se encontra totalmente recuperada.
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Figura 155 - Situação do Antigo Lixão.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
3.3.10. Análise Financeira
A Tabela abaixo mostra os custos e os valores arrecadados com os
serviços de manejo dos resíduos sólidos e limpeza pública, no ano de 2021, para
o Município de Marechal Cândido Rondon, de acordo com informações do SNIS.
Tabela 96 - Análise Financeira da gestão dos resíduos sólidos de Marechal Cândido
Rondon.
Análise Financeira da Gestão dos Resíduos - Exercício de 2021
Despesa total com serviços de manejo de RSU R$ 4.930.065,03
Receita arrecadada com taxas e tarifas referentes à gestão e manejo R$ 4.931.347,12
de RSU
Superávit R$ 1.282,09
Fonte: SNIS, 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Através do balanço financeiro do setor, observou-se que no município de
Marechal Cândido Rondon há a arrecadação com os serviços prestados para
cobrir os custos operacionais, apresentando um superávit financeiro de R$
1.282,00. De acordo com informações do legislativo do município, o mesmo
realiza a cobrança da Taxa de Serviço Urbano, neste inserido a arrecadação pela
coleta e gestão de lixo.
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3.3.11. Análise Crítica do Sistema de Gestão dos Resíduos Sólidos
A seguir, serão descritos os principais problemas relacionados ao Sistema
de Limpeza Pública e Manejo dos Resíduos Sólidos de Marechal Cândido
Rondon, os quais embasarão as soluções propostas no Prognóstico.
x Falta de operadores técnicos que acabam por deixar alguns
maquinários inutilizados, como por exemplo o triturador de galhos, o
caminhão compactador e a máquina extrusora de isopor,
equipamentos que poderiam auxiliar na gestão de resíduos do
município;
x Ausência de informações da quantidade de resíduos da construção
civil recolhidos e destinados para o depósito de RCC;
x Ausência de tratamento de Resíduos Volumosos em solução
individual ou consorciada;
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3.4. SISTEMA DE DRENAGEM URBANA E MANEJO DAS ÁGUAS
PLUVIAIS
A gestão eficiente das águas pluviais em áreas urbanas tem se tornado
uma prioridade crucial para comunidades em todo o mundo. O crescente impacto
das mudanças climáticas e o contínuo desenvolvimento urbano tem acentuado a
necessidade de uma abordagem holística para o planejamento e a implementação
de sistemas de drenagem que possam mitigar os riscos associados a inundações,
erosão do solo e contaminação da água.
No contexto municipal, a drenagem urbana e o manejo das águas pluviais
desempenham um papel fundamental na promoção da saúde pública, na
preservação dos ecossistemas locais e na garantia da sustentabilidade das
infraestruturas urbanas.
Compreender a complexidade dos desafios enfrentados pelo município em
relação à gestão das águas pluviais é essencial para a formulação de estratégias
e políticas integradas que assegurem a conservação dos recursos hídricos e a
proteção do meio ambiente.
Desse modo, busca-se uma avaliação minuciosa das condições existentes,
considerando os padrões de precipitação, a topografia local, o uso do solo e a
infraestrutura urbana, a fim de identificar de maneira precisa as vulnerabilidades
e deficiências no sistema de drenagem e manejo de águas pluviais.
O mapeamento das áreas de risco de inundação, a avaliação da
capacidade dos sistemas de drenagem e a análise dos impactos das mudanças
climáticas sobre o regime de chuvas constituem elementos-chave deste
Diagnóstico.
É essencial compreender a interrelação entre o crescimento urbano
acelerado, a impermeabilização do solo e a capacidade de absorção natural das
áreas urbanas, a fim de delinear um panorama claro das necessidades imediatas
e dos desafios futuros relacionados à drenagem urbana.
Portanto, para este eixo do Plano Municipal de Saneamento Básico ±
PMSB de Marechal Cândido Rondon, procura-se estabelecer as bases para a
formulação de estratégias e medidas específicas que possam melhorar a
resiliência do município em face dos eventos climáticos extremos e garantir a
sustentabilidade de longo prazo do sistema de drenagem e manejo das águas
pluviais.
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3.4.1. Drenagem e Manejo das Águas Pluviais Urbanas
O estudo da drenagem possui foco principal na predição dos resultados
dos hidrogramas de picos de vazões, que se elevam diretamente com a intensa
ocupação urbana nas bacias hidrográficas e consequente aumento da
impermeabilização da superfície.
No país, o crescimento urbano desordenado provoca impactos negativos
na população e no meio ambiente, pelo aumento da frequência e gravidade das
inundações e dos deslizamentos, prejudicando também a qualidade da água
devido ao aumento da presença de materiais sólidos no escoamento pluvial.
Assim, existem fatores a serem atribuídos a este crescimento urbano
desordenado. Sendo estes: a falta de planejamento para a abertura de novos
loteamentos; o uso impróprio do solo; a ocupação irregular em áreas de risco e;
sistemas de drenagem ineficientes.
A geografia hídrica do município está inteiramente ligada à Bacia do Rio
Paraná, a qual exerce o papel de escoamento para grande parte do sul do
continente sul-americano, desaguando no oceano Atlântico entre o Uruguai e a
Argentina. Esta bacia apresenta um fluxo de água que segue de norte a sul na
região de Marechal Cândido Rondon (SAAE, 2020).
Além disso, o município conta com uma extensa e intricada rede de canais,
que incluem sangas, córregos e rios, todos se originando na sede municipal e
fluindo em direções que abrangem o norte, noroeste, oeste e sudoeste (SAAE,
2020).
Conforme apresentado nos Estudos de Concepção, Projetos de
Engenharia para Reformulação dos Sistemas de Abastecimento de Água e
Esgotamento Sanitário com Plano de Controle Ambiental (PCA), da Sede do
Município de Marechal Cândido Rondon ± PR, P19, elaborado em setembro de
2020, os principais rios que desempenham um papel crucial na drenagem dos
terrenos das principais bacias hidrográficas do município são o Rio São Cristóvão,
Rio Branco, Rio Guaçu, Arroio Fundo, Rio Marreco e Rio São Francisco. Eles são
responsáveis por conduzir o escoamento das águas dessas áreas (SAAE, 2020).
Porém, de acordo com o Plano Municipal de Saneamento Básico anterior
(2016), o município não possui Plano Diretor de Drenagem Urbana (PDDU), não
havendo, portanto, recursos humanos, equipamentos, materiais e/ou veículos de
uso e destino exclusivo ao sistema de saneamento de drenagem municipal. Por
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este motivo, os serviços municipais relacionados à drenagem urbana são
executados conforme demanda, prioridade e urgência, pela Secretaria de
Coordenação e Planejamento e pela Secretaria de Viação e Serviços Públicos
(PMSB, 2016).
A implantação dos sistemas de redes de drenagem é feita por empresas
especializadas contratadas através de processos licitatórios, responsáveis pela
execução dos projetos de drenagem urbana elaborados pelo Setor de Engenharia
vinculado à Chefia de Planejamento e Projetos da Secretaria de Coordenação e
Planejamento.
Ademais, infere-se que os dispositivos de drenagem e manejo de águas
pluviais são, em sua maioria, implementados de forma complementar às obras de
pavimentação (PMSB, 2016).
O sistema tradicional de drenagem é geralmente dividido em dois
componentes, sendo a microdrenagem e a macrodrenagem. Ambos os sistemas
devem ser planejados e projetados sob critérios diferenciados.
A microdrenagem das águas pluviais urbanas é um sistema de
infraestrutura que coleta e direciona a água da chuva das ruas, calçadas e outros
espaços urbanos para um corpo d'água ou outro local de disposição. Segue
exemplos de dispositivos que compreendem a microdrenagem urbana:
x Sarjetas: As sarjetas são canais estreitos que coletam a água da chuva da
superfície das ruas e calçadas e a direcionam para bueiros ou outros
dispositivos de drenagem;
x Bueiros: Os bueiros são aberturas no leito de uma rua ou calçada que
permitem que a água da chuva seja coletada e direcionada para um
sistema de drenagem subterrâneo;
x Galerias de drenagem: As galerias de drenagem são túneis subterrâneos
que transportam a água da chuva de áreas urbanas para rios ou outros
corpos d'água;
x Sistemas de retenção: Os sistemas de retenção são projetados para
retardar o fluxo da água da chuva e permitir que ela se infiltre no solo ou
seja absorvida pelas plantas. Eles podem ser feitos de uma variedade de
materiais, incluindo jardins de chuva e pátios permeáveis;
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x Sistemas de drenagem verde: Os sistemas de drenagem verde são
projetados para combinar a drenagem urbana com a restauração da
paisagem.
Enquanto o sistema de macrodrenagem das águas pluviais urbanas é um
sistema de infraestrutura que coleta e direciona a água da chuva de grandes áreas
urbanas, como bairros, distritos ou cidades, para um corpo d'água ou outro local
de disposição. O sistema consiste em uma variedade de dispositivos, incluindo
rios, córregos, canais e reservatórios.
A
Figura 156 mostra o registro fotográfico de alguns dispositivos do sistema
de microdrenagem no município.
Figura 156 ± Dispositivos de microdrenagem no Município de Marechal Cândido Rondon.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Marechal Cândido Rondon - PR
A macrodrenagem é de extrema importância para a infraestrutura urbana,
pois ajuda a prevenir inundações e melhora a qualidade da água do corpo hídrico
receptor. Segue exemplos de dispositivos que compreendem a macrodrenagem
urbana:
x Rios: Os rios são cursos d'água naturais que transportam a água da chuva
das áreas urbanas para o oceano ou outros corpos d'água;
x Córregos: Os córregos são cursos d'água menores que os rios e
geralmente fluem para os rios;
x Canais: Os canais são cursos d'água artificiais que são construídos para
transportar a água da chuva das áreas urbanas para corpos d'água;
x Reservatórios: Os reservatórios são grandes reservatórios de água que
são usados para armazenar a água da chuva para uso futuro;
x Túneis: Os túneis são passagens subterrâneas que são usadas para
transportar a água da chuva das áreas urbanas para o oceano ou outros
corpos d'água;
x Barragens: As barragens são estruturas construídas para represar a água
da chuva e criar reservatórios;
x Diques: Os diques são estruturas construídas para proteger áreas urbanas
de inundações.
Diante disso, o Plano Municipal de Saneamento Básico de Marechal
Cândido Rondon, elaborado em 2016, apresentou um fluxograma esquemático
sobre o sistema de drenagem do município, ilustrado na Figura 157.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 157 ± Fluxograma do sistema de drenagem do município (PMSB 2016).
Fonte: PMSB-Marechal Cândido Rondon, 2016. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de
Cidades, 2023.
Neste contexto, considerando os termos legislativos específicos para o
Município de Marechal Cândido Rondon, de acordo com o Plano Diretor Municipal,
tem-se os seguintes artigos:
x Artigo 21, inciso IX - Parceria entre setor público municipal e
proprietários rurais quanto às soluções de drenagem nas estradas
rurais do município, mediante soluções técnicas adequadas,
cuidando dos aspectos de gestão do lançamento de águas pluviais,
principalmente, em vias públicas;
x Artigo 34, inciso III - Implantar bacias de acumulação e
amortecimento em pontos estratégicos para auxiliar na drenagem
urbana e amenizar os impactos das águas pluviais;
x Artigo 50, inciso VII - Elaborar Plano Diretor de Drenagem Urbana,
com indicação de pontos críticos e elaboração de projetos de
ampliação, complementação e/ ou ajuste da rede atual em acordo
ao Plano de Saneamento Básico.
Outro fator expressivo que é observado como agravante do sistema de
drenagem urbana é a concepção equivocada de projetos, os quais, em sua
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Marechal Cândido Rondon - PR
maioria, não preveem a expansão da área urbana e o aumento da
impermeabilidade do solo do município, bem como investir em ações estruturais
ao invés de estruturantes. Portanto, em relação à drenagem urbana, pode-se dizer
que existem duas condutas que tendem a agravar ainda mais a situação:
x Os projetos de drenagem urbana têm como filosofia escoar a água
precipitada o mais rapidamente possível para jusante. Este critério
aumenta em várias ordens de magnitude a vazão máxima, a
frequência e o nível de inundação de jusante;
x As áreas ribeirinhas, que o rio utiliza durante os períodos chuvosos
como zona de passagem da inundação, têm sido ocupadas pela
população com construções, reduzindo a capacidade de
escoamento. A ocupação destas áreas de risco resulta em prejuízos
evidentes quando o rio inunda seu leito maior.
Além destes dois sistemas tradicionais, cada vez mais, difunde-se o uso de
medidas sustentáveis, que buscam o controle do escoamento na fonte através da
infiltração ou detenção no próprio lote ou loteamento das águas pluviais, de modo
a manter as condições naturais pré-existentes de vazão para um risco definido.
A Prefeitura Municipal tem a importante responsabilidade de oferecer um
bom serviço de drenagem das águas pluviais para a população. As águas da
chuva precisam ser adequadamente drenadas para evitar enchentes e prejuízos
para a população e infraestrutura local.
Uma das principais atribuições da Prefeitura é planejar, projetar e executar
sistemas de drenagem eficientes, por meio de obras estruturais e ações
estruturantes. Isso envolve a construção de redes de captação e escoamento das
águas pluviais, como galerias, bueiros e canais, de forma a direcionar o fluxo para
as áreas adequadas, bem como introdução de legislações municipais como
zoneamento, diretrizes de uso e ocupação do solo, incentivo para captação de
águas pluviais e dentre outros.
Além disso, é importante realizar constantes melhorias e manutenção
desses sistemas, a fim de garantir o seu correto funcionamento. A Prefeitura
Municipal também é responsável por realizar estudos hidrológicos e topográficos
que auxiliem na identificação das áreas mais vulneráveis a enchentes e
alagamentos.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Com base nessas informações, é possível desenvolver estratégias
preventivas, como a construção de reservatórios para armazenamento temporário
das águas pluviais, bombas de drenagem e até mesmo a implementação de
medidas de retenção da água, como parques lineares com áreas permeáveis.
A necessidade de manter estruturas de microdrenagem em boas condições
e realizar uma manutenção contínua é de extrema importância para a gestão
eficaz das águas pluviais em ambientes urbanos. Essas estruturas, como bocas
de lobo, valetas de drenagem e galerias subterrâneas, desempenham um papel
fundamental na prevenção de inundações, na minimização de danos causados
por enchentes e na preservação da infraestrutura urbana.
A falta de manutenção pode resultar em obstruções, deterioração e
redução da capacidade de escoamento, o que pode agravar os problemas de
inundação e erosão. Além disso, a manutenção adequada dessas estruturas
contribui para a preservação da qualidade da água, evitando a contaminação por
poluentes transportados pelas águas pluviais.
Portanto, a atenção constante à manutenção das estruturas de
microdrenagem é essencial para garantir a resiliência das cidades diante dos
desafios climáticos e ambientais.
A vida útil de uma boca de lobo, ou bueiro, pode variar consideravelmente
com base em vários fatores, incluindo o material de construção, as condições
ambientais, o tráfego e a manutenção adequada. Em geral, as bocas de lobo são
construídas com materiais duráveis, como concreto ou aço, para resistir às
condições adversas.
A média de vida útil de uma boca de lobo pode variar dependendo dos
fatores, como material de construção, condições climáticas, tráfego e
manutenção. Em geral, no entanto, as bocas de lobo bem projetadas e
construídas com materiais duráveis, como concreto reforçado com aço, podem ter
uma vida útil que varia de 20 a 50 anos ou até mais em algumas circunstâncias.
Neste sentido, a Figura 158 e a Figura 159 mostram alguns episódios de
inundações no município.
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Figura 158 ± Inundação em Marechal Cândido Rondon, Avenida Rio Grande do Sul (Lago
Municipal).
Fonte: Conecta Oeste, 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Figura 159 ± Inundação em Marechal Cândido Rondon, Avenida Rio Grande do Sul.
Fonte: RIC, 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Marechal Cândido Rondon - PR
A Secretaria de Coordenação e Planejamento, a respeito de suas funções
na área de drenagem urbana, atua na fiscalização e acompanhamento da
execução de obras de drenagem por terceiros, assim como na aprovação e
elaboração de projetos básicos e executivos referentes a microdrenagem e
macrodrenagem do município. Também executam projetos e obras de pequeno
porte de microdrenagem (PMSB, 2016).
Já a Secretaria de Viação e Serviços Públicos, no que tange à drenagem
urbana, participa ativamente nos pequenos serviços de manutenção da
pavimentação asfáltica, conservação de vias (fechamento de buracos), serviços
de manutenção no sistema de drenagem principal, no desentupimento de bueiros,
dentre outros (PMSB, 2016).
O município carece de um sistema de gestão centralizado e padronizado
para informações relacionadas ao manejo das águas pluviais e à drenagem
urbana. O que existe é um registro preliminar das informações sobre o sistema de
drenagem, compilado em um arquivo digital do tipo CAD pelo Sistema Autônomo
de Água e Esgoto ± SAAE.
Este registro é fundamental para as atividades do SAAE relacionadas à
expansão das redes de água e esgoto, pois permite a compreensão da localização
e configuração das tubulações de drenagem nas vias, prevenindo danos e
interferências nos sistemas (PMSB, 2016).
No entanto, essas informações não são armazenadas em um sistema
informatizado acessível por várias secretarias e órgãos simultaneamente. O
arquivo permanece sob responsabilidade do SAAE e é ocasionalmente
requisitado pela Secretaria Municipal de Planejamento. A última atualização deste
cadastro foi em maio de 2013 (PMSB, 2016).
Dessa forma, a tabela mostra o cadastro preliminar da extensão e
dimensão das tubulações existentes na sede municipal.
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Tabela 97 ± Extensão total da rede de drenagem do município (em metros)
Diâmetro da tubulação Extensão total
0,40 86.710,16
0,60 23.740,92
0,80 9.182,47
1,00 5.574,80
Total 125.208,35
Fonte: PMSB-Marechal Cândido Rondon, 2016. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de
Cidades, 2023.
Por fim, vale dizer que neste plano, a componente drenagem e manejo de
águas pluviais, em sua fase de diagnóstico, pretende analisar os sistemas de
microdrenagem, macrodrenagem e de drenagem natural, apontar problemas
existentes e potenciais e além disto, elaborar cartas temáticas com base nos
dados secundários e cartografia disponível da região, destacando temas de
hidrografia, uso e ocupação dos solos, cobertura vegetal, estações pluviométricas
e fluviométricas, características dos solos e topografia.
Ressalta-se que este capítulo do PMSB se difere de um Plano de
Macrodrenagem, sendo este, responsável por propor diretrizes técnicas para
solucionar problemas de inundação, assoreamento e erosão.
Enquanto que, aqui serão apresentados um panorama do ciclo hidrológico
das principais bacias em que o Município de Marechal Cândido Rondon está
inserido e cálculos de intensidade de chuvas.
3.4.2. Caracterização das Microbacias Urbanas
Em relação à divisão e caracterização das microbacias urbanas do
Município de Marechal Cândido Rondon, o Plano Municipal de Saneamento
%iVLFR
FRPHQWRX VREUH R SURMHWR ³*HVWmR $PELHQWDO GH 0DQDQFLDLV´
elaborado pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná ± UNIOESTE. O
projeto dividiu o município em 10 microbacias hidrográficas, após levantamentos
e análises pela universidade, apresentados na Tabela 98.
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Tabela 98 ± Microbacias hidrográficas em Marechal Cândido Rondon de acordo com a
UNIOESTE (PMSB 2016).
Microbacia Área (ha) Área (%)
Arroio Fundo 17.517,09 24,60
Rio Marreco 11.990,18 16,84
Córrego Guavirá 6.895,62 9,69
Córrego Belmonte/Sanga São Luiz 6.661,31 9,36
Arroio Quatro Pontes 5.943,46 8,35
Rio Branco 5.553,87 7,80
Rio São Francisco 5.494,14 7,72
Rio São Cristóvão/Apepú 5.166,44 7,26
3.030,04 4,26
Rio Guaçu 2.941,16 4,13
Pequenos Afluentes do Lago Itaipú 71.193,31 100
Total
Fonte: PMSB-Marechal Cândido Rondon, 2016. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de
Cidades, 2023.
Além da divisão supracitada, o Plano de 2016 também trouxe a divisão do
município em 6 bacias hidrográficas, com dados baseados no Plano Diretor
Participativo Municipal de 2008, exibidas na Tabela 99.
Tabela 99 ± Principais índices físicos das bacias hidrográficas do município, baseados em
informações do Plano Diretor Participativo de 2008 (PMSB 2016).
Índices físicos Unid. Bacia hid. Bacia hid. Bacia hid.
Arroio Guaçu Arroio Fundo Rio Branco
Área km² 935,8 199,7 141,8
154,7 72,6 49,9
Perímetro km 110,0 36,1 16,90
0,16 0,36 0,35
Comprimento do rio principal km 0,07 0,15 0,50
Coeficiente de compacidade ± Kc -
Fator de forma ± Kf -
Índices físicos Unid. Bacia hid. Bacia hid. Bacia hid.
Arroio Guaçu Arroio Fundo Rio Branco
Área km² 57,2 128,7 250,7
37,6 57,9 83,9
Perímetro km 10,35 28,4 47,2
0,65 0,45 0,33
Comprimento do rio principal km 0,53 0,16 0,11
Coeficiente de compacidade ± Kc -
Fator de forma ± Kf -
Fonte: PMSB-Marechal Cândido Rondon, 2016. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de
Cidades, 2023.
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Entretanto, com o objetivo de revisar o PMSB anterior (2016), foi realizado
novamente o estudo de drenagem das águas pluviais de Marechal Cândido
Rondon. Desse modo, foram delimitadas 3 microbacias urbanas que possuem
influência direta na zona urbana do município: Córrego Guará, Córrego Guavirá e
Arroio Fundo.
Para delimitação das microbacias hidrográficas utilizou-se o software Arc
Hydro Tools, uma extensão do software: ESRI ® Arc Map 10.4. Portanto, o
mapa ilustrado pela Figura 160 mostra as microbacias urbanas identificadas para
o Município de Marechal Cândido Rondon. Ressalta-se que nos próximos tópicos
serão apresentadas as análises detalhadas para cada uma das microbacias.
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Figura 160 ± Mapa das microbacias de influência na área urbana do Município de Marechal Cândido Rondon.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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3.4.2.1. Análise Morfométrica
A metodologia utilizada para determinação dos parâmetros foi a proposta
por Horton (1945), sendo a mesma aplicada, considerando as condições
ambientais brasileiras definidas por Villela e Mattos (1975) e Christofoletti (1974).
Os dados secundários utilizados foram armazenados em ambiente SIG,
onde foram feitos os cálculos, por meio de ferramentas estatísticas e de
geoprocessamento, fazendo uso dos softwares: ESRI ® Arc Map 10.4.1 e
Microsoft ® Excel 2016.
O principal objetivo do estudo morfométrico é demonstrar, mediante os
cálculos de parâmetros, quais microbacias apresentam as melhores e piores
condições de drenagem, de acordo com suas condições naturais.
Neste estudo de caracterização morfométrica, optou-se pela utilização de
uma microbacia com o objetivo de identificar as condições de drenagem natural,
consequentemente o programa gerou um possível fluxo de drenagem através do
MDE, de modo que os cálculos foram realizados sobre esses dados. As
microbacias selecionadas foram as que apresentaram influência direta na
dinâmica urbana do Município de Cândido Rondon.
A análise morfométrica expõe a classificação e ordenação dos principais
fluxos de drenagem, obtendo assim a hierarquia fluvial para cada microbacia.
Portanto, a Tabela 100 apresenta as quantidades e extensões das ordens da
hierarquia fluvial das 3 microbacias identificadas para Marechal Cândido Rondon.
Tabela 100 ± Hierarquia do fluxo de drenagem computado.
Hierarquia Fluvial
Microbacias Ordem Quantidade Extensão (km)
Primária 5 11,994
Córrego Guará Secundária 2 14,167
Terciária 1 3,182
Primária 9 22,256
10,292
Córrego Guavirá Secundária 2
Terciária - -
Primária 13 24,729
Arroio Fundo Secundária 2 9,343
3,639
Terciária 1
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Com isso, a Figura 161 traz o mapa da Hierarquia Fluvial de Marechal
Cândido Rondon, referente às 3 microbacias identificadas anteriormente.
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Figura 161 ± Mapa da hierarquia fluvial.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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3.4.2.2. Análise linear
Comprimento do canal principal (km) - Lcp
É a distância que se estende ao longo do canal principal, desde sua
nascente até a foz.
Altura do canal principal (m) - Hcp
Para encontrar a altura do canal principal, subtrai-se a cota altimétrica
encontrada na nascente pela cota encontrada na foz.
*UDGLHQWHGRFDQDOSULQFLSDOPNP
- Gcp
É a relação entre a altura do canal e o comprimento do respectivo canal,
LQGLFDQGRDGHFOLYLGDGHGRFXUVRG¶iJXDeREWLGRSHODIyUPXOD
Gcp = Hcp / Lcp
Sendo:
Gcp = Gradiente do canal principal (m/km);
Hcp = Altura do canal principal (m);
Lcp = Comprimento do canal principal (km).
Este gradiente, também, pode ser expresso em porcentagem:
(%) ± Gcp = Hcp / Lcp * 100
([WHQVmRGRSHUFXUVRVXSHUILFLDONPNPð
- Eps
Representa a distância média percorrida pelas águas entre o interflúvio e o
canal permanente. É obtido pela fórmula:
Eps = 1 / 2 * Dd
Sendo:
Eps = Extensão do percurso superficial (km/km²);
1 = constante;
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2 = constante;
Dd = Valor da densidade de drenagem (km/km²).
3.4.2.3. Análise areal
Na análise areal das bacias hidrográficas, estão englobados vários índices,
nos quais, intervêm medições planimétricas, além de medições lineares. Podemos
incluir os seguintes índices:
Comprimento da bacia (km) ± Lb
É calculado, através da medição de uma linha reta traçada ao longo do rio
principal, desde sua foz até o ponto divisor da bacia.
&RHILFLHQWHGHFRPSDFLGDGHGDEDFLD- Kc
É a relação entre o perímetro da bacia e a raiz quadrada da área da bacia.
(VWHFRHILFLHQWHGHWHUPLQDDGLVWULEXLomRGRGHIO~YLRDRORQJRGRVFXUVRVG¶iJXD
e é em parte responsável pelas características das enchentes, ou seja, quanto
mais próximo do índice de referência, que designa uma bacia de forma circular,
mais sujeita a enchentes, será a bacia. É obtido pela fórmula:
.F
3¥$
o Kc = Coeficiente de compacidade;
o P = Perímetro da bacia (km);
o A = Área da bacia (km²).
Sendo:
Índice de referência ± 1,0 = forma circular.
Índice de referência ± 1,8 = forma alongada.
Pelos índices de referência, 1,0 indica que a forma da bacia é circular e 1,8
indica que a forma da bacia é alongada. Quanto mais próximo de 1,0 for o valor
deste coeficiente, mais acentuada será a tendência para maiores enchentes. Isto
porque, em bacias circulares, o escoamento será mais rápido, pois a bacia
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descarregará seu deflúvio direto com maior rapidez, produzindo picos de enchente
de maiores magnitudes. Já nas bacias alongadas, o escoamento será mais lento
e a capacidade de armazenamento maior.
Densidade hidrográfica (rios/km²) - Dh o Dh = Densidade hidrográfica;
o N1 = Número de rios de 1ª ordem;
o A = Área da bacia (km²).
É a relação entre o número de segmentos de 1ª ordem e a área da bacia.
É obtida pela fórmula:
Dh = N1 / A, sendo:
Canali (1986) define três categorias de densidade hidrográfica:
Dh baixa ± menos de 5 rios/km²;
Dh média ± de 5 a 20 rios/km²;
Dh alta ± mais de 20 rios/km².
Densidade de drenagem (km/km²) - Dd o Dd = Densidade de drenagem;
o Lt = Comprimento dos canais (km);
o A = Área da bacia (km²).
É a relação entre o comprimento dos canais e a área da bacia. É obtida
pela fórmula:
Dd = Lt/A
Segundo Villela & Mattos (1975), o índice varia de 0,5 km/km², para bacias
com pouca capacidade de drenagem, até 3,5 km/km² ou mais, para bacias,
excepcionalmente, bem drenadas.
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3.4.2.4. Análise hipsométrica
Altura da bacia (m) - Hb
É a diferença altimétrica entre o ponto mais elevado da bacia (crista) e o
ponto mais baixo (foz).
Sendo assim, foram analisados os parâmetros lineares, areais e
hipsométricos das microbacias localizadas dentro do perímetro urbano da sede
do Município de Marechal Cândido Rondon, cujos dados estão expostos na
Tabela 101.
Microbacias Tabela 101 ± Dados extraídos das microbacias. Valores
Córrego Guará 61,764
Parâmetros 38,055
Área da bacia - A (Km²) 17,248
Perímetro da bacia - P (Km)
Comprimento do canal principal - Lcp (Km) 140
Altura do canal principal - Hcp (m) 8,116
Gradiente do canal principal - Gcp (m/Km) 0,235
Extensão do Percurso Superficial - Eps (Km/Km²) 16,219
Comprimento da bacia - Lb (Km) 1,35
Coeficiente de compacidade (Fator de forma) - Kc 0,80
Densidade hidrográfica - Dh (rios/Km²) 0,47
Densidade de drenagem - Dd (Km/Km²) 203
Altura da bacia - Hb (m)
62,486
Córrego Guavirá Área da bacia - A (Km²) 32,058
Perímetro da bacia - P (Km) 11,477
Comprimento do canal principal - Lcp (Km)
Altura do canal principal - Hcp (m) 105
Gradiente do canal principal - Gcp (m/Km) 16,99
Extensão do Percurso Superficial - Eps (Km/Km²) 0,26
Comprimento da bacia - Lb (Km) 11,734
Coeficiente de compacidade (Fator de forma) - Kc 1,13
Densidade hidrográfica - Dh (rios/Km²) 0,17
Densidade de drenagem - Dd (Km/Km²) 0,52
Altura da bacia - Hb (m) 134
Arroio Fundo Área da bacia - A (Km²) 68,867
Perímetro da bacia - P (Km) 33,810
Comprimento do canal principal - Lcp (Km) 11,773
Altura do canal principal - Hcp (m)
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Gradiente do canal principal - Gcp (m/Km) 10,53
Extensão do Percurso Superficial - Eps (Km/Km²) 0,27
Comprimento da bacia - Lb (Km) 12,414
Coeficiente de compacidade (Fator de forma) - Kc 1,14
Densidade hidrográfica - Dh (rios/Km²) 0,18
Densidade de drenagem - Dd (Km/Km²) 0,54
Altura da bacia - Hb (m) 229
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Através da análise dos parâmetros morfométricos, pode-se inferir que as
microbacias localizadas na área urbana de Marechal Cândido Rondon possuem
influência direta junto ao rio Arroio Fundo e aos córregos Guará e Guavirá. Em
relação a Densidade Hidrográfica concluiu-se que todas as microbacias
estudadas apresentaram um valor baixo para este índice, com menos de cinco
rios/km².
A Densidade Hidrográfica é de suma importância, pois representa o
comportamento hidrográfico em determinada área, em um de seus aspectos
fundamentais, como a capacidade de gerar novos cursos de água.
Para o fator Densidade de Drenagem, todas as microbacias apresentaram
resultado baixo, sendo que a microbacia Córrego Guará apresentou valor abaixo
da medição mínima (0,5 km/km²), com seu valor em 0,47 km/km².
A Densidade de Drenagem é uma das variáveis mais importantes para a
análise morfométrica, representando o grau de dissecação topográfica, em
paisagens esculpidas pela atuação fluvial, ou expressando a quantidade
disponível de canais para o escoamento e o controle exercido pelas estruturas
geológicas.
Já para o Gradiente do Canal Principal, avaliando os valores referentes de
cada microbacia, observou-se que a microbacia que exibe o maior gradiente é a
microbacia Córrego Guavirá e, consequentemente, apresenta a maior velocidade
de escoamento. Além disso, é a microbacia com maior parte da área urbana de
Marechal Cândido Rondon.
Considerando que a principal microbacia responsável por causar
enchentes e alagamentos em diversos pontos da área urbana de Marechal
Cândido Rondon é a microbacia Arroio Fundo, faz-se necessário traçar metas
para o direcionamento adequado dos seus dispositivos de drenagem para controle
das águas pluviais.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Ressalta-se que o índice de Gradiente do Canal Principal está relacionado
com o índice de sinuosidade do respectivo canal. Este índice determina o
potencial de acumulo de sedimentos no corpo hídrico, o que pode resultar no
assoreamento e em casos mais graves, em erosão.
No caso do índice de Coeficiente de Compacidade ± Kc, mediante os
cálculos realizados, é possível verificar que, ao se aplicar a fórmula que o define,
todas microbacias identificadas apresentaram valores que indicam se aproximar
de uma forma circular, e desta forma, menor propensão ao escoamento natural
das águas da chuva, com maiores riscos de inundações. A microbacia Córrego
Guará é que apresenta maior valor de Kc, sendo 1,35.
3.4.3. Estudos Hidrológicos
Os Estudos Hidrológicos visam fornecer resultados das análises
matemáticas feitas em uma bacia hidrográfica em função das características que
alteram a sua capacidade de escoamento. Como exemplo destas características,
tem-se as alterações da sua vegetação com determinada ocupação de solo, seu
tipo de solo e geologia inserida, a intensidade pluviométrica e seus resultados das
análises morfométricas.
3.4.3.1. Índices físicos
Os índices físicos, em termos hidrológicos, são aqueles que representam
algumas características geométricas da bacia em estudo. Os abordados neste
estudo são o comprimento do talvegue principal e sua declividade média.
Os valores de desnível geométrico nas microbacias, bem como o
comprimento do talvegue principal, foram obtidos através do uso de
processamento digital de imagens, usando os sistemas de informações
geográficas e o auxílio da base cartográfica (IBGE, SRTM).
A literatura técnica especializada apresenta diversas equações para o
cálculo do tempo de concentração de bacias de drenagem. Dentre estas, as mais
conhecidas são Kirpich, Bransby-Willians, Onda Cinemática, SCS (Soil
Conservation Service) e de Watt e Chow.
O tempo de concentração de uma bacia pode ser definido como o tempo
contado a partir do início da precipitação, necessário para que toda a bacia
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Marechal Cândido Rondon - PR
contribua para a vazão na seção de saída ou em estudo, isto é, corresponde ao
tempo que a partícula de água de chuva que cai no ponto mais remoto da bacia
leva para atingir a seção em estudo, escoando superficialmente.
Para a elaboração do presente plano foram comparados os resultados
obtidos por meio das equações de Kirpich, Soil Conservation Service e a de Watt
e Chow. Mediante a análise dos resultados encontrados, foi observado que os
métodos de Watt e Chow e Soil Conservation Service forneceram valores de
tempo de concentração extremamente altos, e, por conseguinte, bem fora da
realidade requerida para o estudo. Portanto optou-se por utilizar os resultados da
equação de Kirpich. Sendo assim, a equação de Kirpich se apresenta a seguir:
Sendo:
Tc: Tempo de concentração, em minutos;
L: extensão do talvegue em quilômetros e;
H: diferença de cotas entre seção de drenagem e o ponto mais alto do
talvegue em metros.
A Tabela 102 apresenta os valores referentes ao Tempo de Concentração
(Tc) para as microbacias urbanas de Marechal Cândido Rondon.
Tabela 102 ± Tempo de Concentração para as diferentes microbacias.
Microbacias L (Km) +P
Tc(min) Tc (h)
3,29
Córrego Guará 17,248 203 197,66 2,41
2,02
Córrego Guavirá 11,477 134 144,89
Arroio Fundo 11,773 229 121,4
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Marechal Cândido Rondon - PR
3.4.3.2. Permeabilidade dos solos
A permeabilidade do solo é um atributo físico de grande importância para a
engenharia, sendo necessária à sua determinação nos trabalhos em que se tem
PRYLPHQWRG¶iJXDQRVROR9iULRVVmRRVDWULEXWRVItVLFRVGRVRORTXHLQIOXHQFLDP
nos valores do seu coeficiente de permeabilidade, sendo considerados de maior
importância a densidade e a porosidade.
3.4.3.3. Uso e ocupação do solo urbano
Neste ponto da análise, a imagem foi recortada para que abrangesse
apenas as áreas das microbacias relevantes para o estudo hidrológico e que
possuem influência direta e indireta na drenagem da área urbana do município. A
classificação que se deu foi de forma supervisionada, identificando as fisionomias
mais aparentes e, a partir do valor de seus pixels, realizando uma classificação
semiautomática.
Após isso, foram feitas correções manuais visando eliminar interferências
atmosféricas da imagem e alterar algumas áreas classificadas que não estavam
fiéis à realidade. Escolheram-se seis classes para a classificação supervisionada,
seguindo um critério de que cada classe possui uma maior tendência ao
escoamento da água e menor tendência à infiltração. São as seguintes:
6ROR([SRVWR
9HJHWDomR'HQVD
9HJHWDomR5DVWHLUD
6ROR(GLILFDGR
9LD3DYLPHQWDGD
As figuras a seguir mostram os mapas da classificação do uso e
ocupação do solo da área urbana corresponde a área de abrangência das
microbacias identificadas.
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Figura 162 ± Mapa de uso e ocupação do solo da Microbacia Córrego Guará.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Figura 163 ± Mapa de uso e ocupação do solo da Microbacia Córrego Guavirá.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Figura 164 ± Mapa de uso e ocupação do solo da Microbacia Arroio Fundo.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Figura 165 ± Mapa de uso e ocupação do solo das microbacias de influência na área urbana do Município de Marechal Cândido Rondon.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Com a elaboração dos mapas apresentados acima, a Tabela 103 mostra
as classes de uso do solo e seus respectivos valores por microbacia.
Tabela 103 ± Classes de uso do solo utilizadas por microbacia.
Microbacias Classes de uso Valores
Córrego Guará Área (km²) 61,764
38,055
Perímetro (km) 2,755
Solo edificado (km²) 0,598
Solo exposto (km²) 9,099
Vegetação densa (km²) 47,947
Vegetação rasteira (km²) 1,089
Via pavimentada (km²)
Córrego Guavirá Área (km²) 62,486
Perímetro (km) 32,058
Solo edificado (km²) 4,883
Solo exposto (km²) 0,594
Vegetação densa (km²) 7,821
Vegetação rasteira (km²) 46,82
Via pavimentada (km²) 2,103
Área (km²) 68,867
Perímetro (km) 33,810
Solo edificado (km²) 3,848
Arroio Fundo Solo exposto (km²) 0,769
Vegetação densa (km²) 14,978
Vegetação rasteira (km²) 47,355
Via pavimentada (km²) 1,665
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Em seguida, a partir da análise dos mapas de uso e ocupação do solo das
microbacias, bem como das áreas de cada classe que foram coletadas, é possível
inferir sobre as características de drenagem de cada microbacia.
A microbacia Córrego Guará apresenta valor baixo na classe que
demonstra impermeabilização do solo, sendo a junção da classe de solo edificado
e de via pavimentada, possuindo um total de 3,844 km², representando cerca de
6,2% da área total da microbacia. O restante da bacia pode ser considerado como
permeável, ou seja, apresenta maior tendência de infiltração das águas pluviais,
sendo aproximadamente 93,8% do total da área.
No caso da microbacia Córrego Guavirá, também apresenta valor baixo na
classe que demonstra impermeabilização do solo, sendo a junção da classe de
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solo edificado e de via pavimentada, possuindo um total de 6,986 km²,
representando cerca de 11,2% da área total da microbacia. O restante da bacia
pode ser considerado como permeável, ou seja, apresenta maior tendência de
infiltração das águas pluviais, sendo aproximadamente 88,8% do total da área.
A microbacia Arroio Fundo segue a mesma lógica, apresenta valor baixo
na classe que demonstra impermeabilização do solo, sendo a junção da classe
de solo edificado e de via pavimentada, possuindo um total de 5,513 km²,
representando cerca de 8,1% da área total da microbacia.
O restante da bacia pode ser considerado como permeável, ou seja,
apresenta maior tendência de infiltração das águas pluviais, sendo
aproximadamente 91,9% do total da área.
Ressalta-se que em todos as microbacias, a vegetação rasteira apresenta
os maiores valores percentuais em relação às áreas totais das mesmas, sendo
que para a microbacia Córrego Guará, representa cerca de 77,63% de sua área
total.
Para a microbacia Córrego Guavirá, o valor é de 74,93%. Já a microbacia
Arroio Fundo apresenta 68,76% de vegetação em sua área total, sendo a de
menor proporção entre as três microbacias analisadas.
3.4.3.4. Chuvas intensas
As equações de chuvas intensas são fórmulas que dependem de estudos
hidrológicos realizados na região de estudo. Esses estudos têm por objetivo a
obtenção de uma equação que melhor descreve o regime de chuvas do local. No
caso do Município de Marechal Cândido Rondon, segundo Bello e Carvalho
(2018), é possível calcular essa relação pela equação a seguir.
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Figura 166 ± Equação de intensidade de chuva.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Os dados pluviográficos e pluviométricos foram utilizados para obtenção da
equação de chuvas intensas. As séries históricas de intensidades máximas
médias de precipitação, correspondentes às diversas durações, foram submetidas
à análise estatística a fim de identificar o modelo probabilístico que apresentasse
melhor ajuste aos dados chegando aos valores apresentados na Tabela 104.
Tabela 104 ± Coeficientes da equação da chuva.
Município Estação k a b c
Marechal Cândido Cascavel 1.062,92 0,141 5 0,776
Rondon
Fonte: Fest, 2007. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
A Tabela 105 mostra as chuvas intensas para os diferentes tempos de
retorno.
Tabela 105 ± Valores da Equação de intensidade da chuva.
Bacia Tc (min) Intensidade para Diferentes TR (mm/h)
5 anos 10 anos 50 anos 100 anos
Córrego Guará 197,66 21,62 23,84 29,92 32,99
Córrego Guavirá 144,89 27,33 30,13 37,81 41,69
Arroio Fundo 121,39 31,19 34,39 43,16 47,59
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
A intensidade da precipitação indica a quantidade (altura) precipitada em
determinado tempo. Já o conceito de período de retorno (TR), de acordo com a
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1RUPD1%5$%17QSRGHVHUH[SUHVVRFRPRR³Q~PHURPpGLRGHDQRV
em que, para a mesma duração de precipitação, uma determinada intensidade
SOXYLRPpWULFDLJXDODGDRXXOWUDSDVVDGDDSHQDVXPDYH]´
O tempo de duração de chuva foi adotado como geralmente ocorre na
drenagem urbana, sendo igual ao tempo de concentração da seção analisada das
bacias.
3.4.3.5. Métodos para cálculos da vazão
Partes integrantes dos métodos de transformação de chuva em vazão são
os métodos de separação do escoamento. As águas pluviais, ao atingirem a
superfície terrestre, têm dois caminhos principais a seguir: infiltrar no solo ou
escoar superficialmente.
Para determinação da parcela das alturas precipitadas que escoam
superficialmente, foram desenvolvidos diversos métodos de estimativa. Os mais
conhecidos são:
x Coeficiente de run off;
x Método Racional;
x Índice (teta);
x SCS (Soil Conservation Service);
x Horton;
x Green & Ampt;
x I-Pai-Wu.
O Método Racional é o mais comum para a determinação da vazão de
projeto de bacias naturais é a partir de procedimentos estatísticos. Já para o
cálculo de vazão de projeto para pequenas bacias são aplicados modelos de
transformação chuva-vazão (ou indiretos), nos quais a vazão é calculada a partir
das chuvas. Para o uso desse modelo, a bacia precisa ter as seguintes
características:
$EDFLDGHYHWHUFDUDFWHUtVWLFDVItVLFDVKRPRJrQHDV
(PWRGDDiUHDGHGUHQDJHPGDEDFLDDSUHFLSLWDomRGHYHVHUXQLIRUPH
%DFLDVFRPiUHDDWpNPð
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O método é usado para calcular a vazão de pico de uma determinada bacia,
considerando uma seção de estudo. A fórmula, a seguir, apresenta a forma de
calcular a vazão de pico pelo Método Racional:
Sendo:
Q ± Vazão de pico (m³/s);
i ± intensidade máxima da chuva (mm/h);
C ± Coeficiente de escoamento superficial (adimensional);
A ± área de drenagem da bacia (km²).
2V YDORUHV GR FRHILFLHQWH ³&´ QR 0pWRGR 5DFLRQDO UHIHUHP-se ao
coeficiente de escoamento superficial, que é convencionado de acordo com as
características fisiográficas das bacias urbanas.
O método racional é um dos mais utilizados no território brasileiro. Sua
simplicidade de aplicação e resultados obtidos são geralmente satisfatórios, o que
o torna bem aceitável uma vez que as condições básicas são atendidas. De
acordo com Reis e Lima (201
RQRPHGRPpWRGR³5DFLRQDO´pSDUDFRQWUDSRU
os métodos antigos que eram empíricos e, portanto, não racionais.
O Método I-Pai-Wu é um aprimoramento do Método Racional e considera
características da bacia hidrográfica, como seu formato, a distribuição das águas
pluviais e sua capacidade de armazenamento. A utilização dessa metodologia
apresenta maior grau de precisão, porque relaciona variáveis importantes na
formação de uma cheia (SCHLICHTMANN, 2018).
O Departamento de Água e Energia Elétrica ± DAEE recomenda o Método
Racional para bacias de até 2 km² ou 200 ha, como já citado, e que não disponham
de série histórica de dados fluviométricos. Para bacias hidrográficas com áreas
acima deste valor, até 30 km², existem outros métodos mais indicados, como o
Método I-PAI-WU, que será utilizado neste estudo.
Desse modo, o método I-Pai-Wu é definido pela seguinte expressão:
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Q = 0,278.C.I.A*0,9.K
Em que:
Q = vazão (m³/s);
C = coeficiente de deflúvio;
I = intensidade de precipitação (mm/h);
A = área da bacia (km²);
K = coeficiente de distribuição espacial da chuva.
A obtenção do Coeficiente de deflúvio depende de fatores da bacia
hidrográfica analisada, tais como tipo de solo, declividade, uso da terra e
condições de cobertura. Segundo o DAEE (2012), o coeficiente C pode ser
determinado pela equação:
C = 2/1+F.C2/C1
Sendo:
C1 = Coeficiente de forma da bacia,
C2 = Coeficiente volumétrico de escoamento e
F = Fator de forma.
Para definição de C1, é necessário obter o valor de F, com a seguinte
equação:
F = L/2.(A/)¹/²
C1 = 4 / 2 + F
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Sendo:
A = Área da bacia contribuinte (km²) e
/ &RPSULPHQWRGRWDOYHJXHGRFXUVRG¶iJXDNP
O Fator de Forma é dado como sendo a razão entre a largura média da
bacia e o comprimento no sentido axial da mesma. O comprimento axial é medido
da saída da bacia até seu ponto mais remoto, seguindo-se as grandes curvas do
rio principal, sem considerar os meandros.
A largura média é obtida dividindo-se a área da bacia em faixas
perpendiculares, onde o polígono formado pela união dos pontos extremos dessas
perpendicularidades se aproxime da forma da bacia real. Pode ser também obtido
pela seguinte fórmula:
Ff = B/L
Sendo:
L: comprimento da bacia
B: largura média, obtida pela fórmula:
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Figura 167 ± Determinação da largura média da bacia.
Fonte: Méllo e Garcia, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
De acordo com o DAEE (2012) o coeficiente volumétrico de escoamento
(C2) está relacionado com grau de impermeabilidade da superfície do solo.
Podemos adotar o C2 de acordo com as características de cada microbacia
utilizando a Tabela 106.
Tabela 106 ± Valores da Equação de intensidade da chuva.
Uso do solo ou grau de urbanização Valores de C
Mínimos Máximos
Área totalmente urbanizada 0,50 1,00
Área parcialmente urbanizada 0,35 0,50
Área predominantemente de plantações, pastos etc. 0,20 0,35
Fonte: DAEE, 2012. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
O coeficiente de distribuição espacial da chuva, K, é em função do tempo
de concentração das chuvas e da área de drenagem. Seu valor pode ser obtido
através do
Gráfico 10.
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Gráfico 10 ± Coeficiente de distribuição espacial da chuva (K).
Fonte: Siqueira et al., 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Nesse sentido, a Tabela 107 demonstra as vazões estimadas pelo Método
I-PAI-WU.
Tabela 107 ± Vazões para diferentes Tempos de Retorno pelo Método I-PAI-WU.
Microbacias Vazão de Projeto Método I-PAI-WU (m³/s)
5 Anos 10 Anos 50 Anos 100 Anos
Córrego Guará 51,06 83,61 109,36 120,46
Córrego Guavirá 63,22 103,51 135,39 149,13
Arroio Fundo 58,73 96,17 125,78 138,55
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Gráfico 11 ± Vazões Microbacia Córrego Guará.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Gráfico 12 ± Vazões Microbacia Córrego Guavirá.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Gráfico 13 ± Vazões Microbacia Arroio Fundo.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
3.4.4. Erosão
A erosão é um fenômeno natural, em que a superfície terrestre sofre
desgaste e se afeiçoa por ação de processos físicos, químicos e biológicos
(SUGUIO, 2003). Pode ser definido como o processo de desagregação,
transporte, e deposição de partículas de solo pela ação do vento, da água e de
outros agentes (BERTONI e LOMBARDI NETO, 2008; MORGAN, 2005;
WISHMEIER e SMITH, 1978).
Esses agentes agem na superfície terrestre quebrando as partículas de
solo dispersando-as para regiões diferentes dos locais de origem, sendo que esse
processo pode ser acelerado pela ação antrópica por meio de práticas de uso e
manejo inapropriados.
Existem duas classes distintas de erosão: a erosão acelerada, advinda das
atividades antrópicas e a erosão geológica, ou natural. A primeira é caracterizada
pelo alto poder destrutivo em curto intervalo de tempo, enquanto a segunda é um
processo lento e contínuo da evolução da superfície terrestre.
A erosão do solo, quando ocorre de forma acelerada, torna-se um problema
ambiental no que se refere a ocupação para práticas agropecuárias e florestais, o
que afeta sua capacidade produtiva.
O processo erosivo reduz a porosidade do solo, interferindo em sua
capacidade de retenção e infiltração da água, aumentando o escoamento
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superficial, transporte de sedimentos e assoreamento de corpos de água
(DURÃES e MELLO, 2016).
Neste contexto, o processo erosivo causado por intemperismo hídrico é
responsável pela formação de ravinas e voçorocas. A ravina é caracterizada pela
formação de uma vala profunda e estreita que é moldada pela erosão da água.
As ravinas são normalmente encontradas em áreas montanhosas ou com
muita chuva. A água da chuva corre pelas ravinas, levando consigo terra e
detritos. Isso pode causar a formação de ravinas maiores e mais profundas.
Figura 168 ± Exemplo de ravinas.
Fonte: Brasil Escola, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Enquanto as voçorocas são normalmente encontradas em áreas com solos
frágeis e muita chuva. A água da chuva corre pelas voçorocas, levando consigo
grandes quantidades de terra e detritos. Isso pode causar a formação de
voçorocas muito grandes e profundas, onde em níveis mais avançados do
processo erosivo pode comprometer construções e estradas.
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Figura 169 ± Exemplo de voçoroca.
Fonte: Mannarino, 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Conforme exposto pelo PSMB (2016), existem área na fração urbana do
município com problemas de ocorrência de voçorocas. O Plano cita uma pesquisa
de doutorado que relaciona chuvas intensas e enxurradas com problemas
erosivos e voçorocas. A Tabela 108 apresenta as localidades das voçorocas
identificadas.
Tabela 108 ± Principais voçorocas descritas na pesquisa comentada (PMSB 2016).
Voçoroca Local
Voçoroca Eron-SESC Lajeado Guavirá
Voçoroca Alvorada ± Rainha Bairros Alvorada e Rainha
Voçoroca Buraco Lajeado Borboleta
Voçoroca Borboleta Contorno viário Sul
Voçoroca do CTG
Fonte: PMSB-Marechal Cândido Rondon, 2016. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de
Cidades, 2023.
O Mapa da Vulnerabilidade dos Solos à Erosão Hídrica do Brasil constitui
um modelo espacial, em escala nacional, que expressa o grau de vulnerabilidade
dos solos aos processos erosivos, considerando o nível de exposição em função
da cobertura vegetal natural e/ou do uso agropecuário. Os níveis de
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Vulnerabilidade são representados em cinco (05) classes nominais de intensidade
± Muito Baixa; Baixa; Média; Alta; Muito Alta.
Portanto, de acordo com o exposto, a Figura 170 apresenta o mapa de
suscetibilidade a erosão hídrica no Brasil.
Figura 170 ± Suscetibilidade a erosão hídrica no Brasil.
Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária, 2020. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de
Cidades, 2023.
Enquanto a erosão é a remoção de partículas do solo pela ação da água
ou vento, a erodibilidade é a capacidade de um solo ser mais ou menos suscetível
a processos erosivos. Esta capacidade encontra-se diretamente relacionada com
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as propriedades físicas, químicas, mecânicas e estruturais do tipo de solo em
questão.
Pode-se dizer então, que erodibilidade do solo é influenciada por uma série
de fatores, como a textura do solo, a estrutura do solo, a presença de matéria
orgânica e a cobertura. Solos arenosos são mais suscetíveis à erosão do que
solos argilosos, assim como solos com baixa estrutura.
A matéria orgânica ajuda a melhorar a estrutura do solo e a reduzir a
erodibilidade. A cobertura vegetal também ajuda a proteger o solo da erosão, pois
impede a água da chuva de atingir diretamente o solo. A Figura 171 expõe a
erodibilidade dos solos no território nacional, enquanto que a Figura 172 mostra o
mapa de vulnerabilidade a erosão hídrica do município, respectivamente.
Figura 171 ± Erodibilidade dos solos no Brasil.
Fonte: Embrapa, 2020. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Figura 172 ± Vulnerabilidade a erosão hídrica de Marechal Cândido Rondon.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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3.4.5. Áreas de Risco
As áreas de risco podem ser definidas como polígonos geoespaciais onde se
observa uma elevada probabilidade de ocorrência de eventos adversos, tais como
fenômenos naturais, ou ainda, incidentes de natureza antropogênica. O mapeamento
georreferenciado destas zonas assume um caráter preponderante na condução de
práticas de gerenciamento de riscos e na concepção de estratégias de mitigação.
Mapear áreas de risco desempenha um papel crucial na gestão de riscos e na
formulação de estratégias de mitigação, e visa: previsão e preparação, redução de
perdas humanas e materiais, planejamento de infraestrutura, avaliação de riscos atuais
e futuros e alocação de recursos.
O risco de inundação é influenciado por chuvas rápidas e fortes. As chuvas
intensas de longa duração são intensificadas por ações antrópicas como
LPSHUPHDELOL]DomR GR VROR UHWLILFDomR GRV FXUVRV G¶iJXD H UHGXomR QR HVFRDPHQWR
dos canais devido a obras ou por assoreamento.
O deslizamento é o escorregamento de materiais sólidos. Na ocorrência de
chuva intensa o solo tende a ceder e deslizar, isso ocorre em função da retirada de
vegetação das encostas, deixando o solo exposto suscetível a deslizamentos.
Já o rolamento de blocos é um processo comum em áreas de rochas graníticas,
onde as mesmas se destacam do talude ou encostas e caem em queda livre podendo
atingir moradias de pessoas que moram nessas áreas.
Segundo o PMSB (2016) de Marechal Cândido Rondon, o município não possui
tecnologias ou técnicas de prevenção de desastres de inundação. Também não há
sistema de informação implantado que seja capaz de monitorar e alertar a população
sobre a ocorrência de chuvas de magnitude elevada e riscos de inundações, assim
como não é capaz de identificar focos de alagamento e inundações. Além disso, não
há presença de bacias de acumulação ou amortecimento no município.
Diante do exposto acima, a Figura 173 mostra uma área na sede municipal,
indicada pelo Plano Diretor Participativo Municipal de 2008 por apresentar deficiência
de drenagem.
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Figura 173 ± Área com drenagem deficitária.
Fonte: PMSB-Marechal Cândido Rondon, 2016. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades,
2023.
Em relação aos problemas de drenagem urbana existentes em Marechal
Cândido Rondon, o Plano Municipal de Saneamento Básico de 2016 identificou também
alguns pontos e problemas específicos, apresentados na Figura 174. Enquanto que a
Figura 175 exibe a localização dos pontos identificados.
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Figura 174 ± Pontos e problemas identificados (PMSB 2016).
Fonte: PMSB-Marechal Cândido Rondon, 2016. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades,
2023.
Figura 175 ± Localização dos pontos com problemas identificados (PMSB 2016).
Fonte: PMSB-Marechal Cândido Rondon, 2016. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de
Cidades, 2023.
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Ressalta-se que não foram disponibilizadas informações atualizadas sobre
novos pontos com problemas de drenagem urbana. Também não foi informado se os
pontos supracitados ainda apresentam os mesmos problemas ou foram sanados.
3.4.6. Doenças de Veiculação Hídrica Associada com Deficiências na Drenagem
das Águas Pluviais
A transmissão de doenças através da água contaminada é a principal
característica das doenças de veiculação hídrica. Essas doenças podem ser causadas
pela presença de bactérias, vírus, parasitas ou substâncias químicas na água, que são
ingeridas ou entram em contato com o corpo humano. Há vários exemplos de doenças
de veiculação hídrica.
Alguns exemplos de doença de veiculação hídrica por ingestão é a cólera, uma
infecção intestinal aguda ocasionada pela bactéria Vibrio cholerae, transmitida
principalmente por meio de água e alimentos contaminados. Outro exemplo é a hepatite
A, que ocorre quando água ou alimentos contaminados com o vírus são ingeridos.
Exemplos de doenças de veiculação hídrica contraídas pelo contato direto com água
contaminada são a dermatite, micose, conjuntivite e esquistossomose.
No Brasil, a situação das doenças de veiculação hídrica é preocupante. De
acordo com o Ministério da Saúde, algumas regiões do país ainda enfrentam
dificuldades para oferecer água tratada a toda a população, o que aumenta o risco de
contaminação e propagação de doenças, devido à falta de acesso ao saneamento
básico adequado.
É importante destacar que a infraestrutura de drenagem urbana inadequada
também pode contribuir para o acúmulo de água contaminada, em relação à deficiência
no serviço de drenagem urbana. A falta de escoamento adequado das águas pluviais
pode resultar em alagamento de ruas, áreas residenciais e até mesmo sistemas de
fornecimento de água, favorecendo a contaminação e disseminação de doenças.
A água empoçada na área urbana após chuvas intensas ocorre principalmente
em função da deficiência no sistema de drenagem. Esse problema é decorrente a
diferentes fatores, como a falta de planejamento urbano adequado, aumento da
impermeabilização do solo e dispositivos de drenagem insuficientes ou com avarias.
Quando há um grande volume de chuva em um curto espaço de tempo, o solo
não consegue absorver toda a água, principalmente nas áreas urbanas onde há muitos
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espaços concretados. Isso ocorre devido à impermeabilização do solo causada pela
urbanização, como construções, calçadas, vias asfaltadas, entre outros.
Dessa forma, a água da chuva não é capaz de se infiltrar no solo e se acumula
nas partes mais baixas da cidade, formando grandes poças. Além disso, muitas vezes
o sistema de drenagem existente é insuficiente para lidar com as chuvas intensas. Isso
pode ser resultado de um planejamento inadequado, falta de investimentos em
infraestrutura ou até mesmo o descarte irregular de lixo e entulho que obstruem as
galerias e bueiros, dificultando o escoamento da água.
A falta de manutenção adequada do sistema de drenagem também contribui
para o problema. Muitas vezes, as galerias e bueiros estão obstruídos por detritos e
folhas, o que impede o fluxo adequado da água. Além disso, quando o sistema não é
capaz de escoar toda a água da chuva, o excesso acaba transbordando para as vias,
formando poças e alagamentos.
Além de dificultar a mobilidade e acesso às ruas, representando um risco para
os motoristas e pedestres, a água parada também favorece o desenvolvimento de
doenças e proliferação de insetos, como o mosquito Aedes aegypti, transmissor de
dengue, zika vírus e chikungunya.
Dessa forma, existe um indicador de saúde que relaciona a incidência de
internações totais por doenças de veiculação hídrica a cada 10 mil habitantes. No caso
de Marechal Cândido Rondon, a Tabela 109 mostra a evolução desse indicador durante
o período entre 2010 e 2021, assim como os referidos gastos com as internações.
Tabela 109 ± Evolução anual da incidência de internações totais por doenças de veiculação
hídrica em Marechal Cândido Rondon e despesas.
Ano Incidência de internações totais Despesas com internações por doenças
por doenças de veiculação hídrica de veiculação hídrica (R$)
(Internações por 10 mil habitantes)
2010 43,79 70.093,79
2011 6,77 10.769,96
2012 0,84 1.413,04
2013 2,21 6.433,63
2014 10,34 15.149,98
2015 20,27 31.275,67
2016 10,14 14.263,21
2017 7,72 12.825,52
2018 5,54 9.319,62
2019 7,37 12.265,23
2020 8,04 12.841,72
2021 4,26 4.865,88
Fonte: Painel Saneamento Brasil, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Ainda de acordo com a incidência de internações totais por doenças de
veiculação hídrica (Internações por 10 mil habitantes), a Tabela 110 exibe a
comparação entre o Município de Marechal Cândido Rondo, o Brasil, a região sul, o
Estado do Paraná e o Município de Curitiba, para o ano de 2021.
Tabela 110 ± Comparação da incidência de internações totais por doenças de veiculação hídrica
por localidade (2021).
Localidade Indicador Despesas
Marechal Cândido Rondon 4,26 4.865,88
6,04 54.791.900,15
Brasil 4,18 5.960.959,63
Região Sul 5,15 2.594.512,24
Paraná (UF) 1,55 285.736,49
Curitiba
Fonte: Painel Saneamento Brasil, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Por fim, a Tabela 111 apresenta os números de casos relacionados com doenças
de veiculação hídrica no Município de Marechal Cândido Rondon, de acordo com
informações coletadas no Tabnet do DATASUS, referente ao último ano de atualização
de seu sistema.
Tabela 111 ± Número de casos de doenças de veiculação hídrica do Município de Marechal
Cândido Rondon.
Doenças de Veiculação Hídrica N° de Casos Confirmados Ano
Febre tifoide 0 2022
Hepatite 11 2020
Leptospirose 1 2022
Cólera 0 2020
Dengue 2022
Tétano 4.190 2022
Fonte: DATASUS, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
3.4.7. Indicadores de Drenagem
Para avaliação da existência e qualidade da prestação de serviços de drenagem
e manejo de águas pluviais, alguns indicadores para uma caracterização geral da
situação estão relacionados. Eles permitem a identificação da existência do sistema e
percentual de atendimento do mesmo, assim como de problemas advindos com a falta
e inadequação da drenagem urbana.
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Posteriormente, de acordo com a situação e caracterização deste setor,
indicadores referentes à manutenção do sistema, limpeza e desobstrução de galerias,
podem ser incorporados. Da mesma forma, com a implantação e ampliação do sistema
de drenagem, indicadores podem ser previstos para o monitoramento da qualidade da
água resultante do sistema de galerias das águas pluviais.
Através de análises de alguns parâmetros nas saídas dos emissários, como por
exemplo, de nitrogênio, fósforo, DBO, sólidos totais, dentre outros, é possível obter uma
análise qualitativa e quantitativa sobre as regiões com ligações clandestinas na rede
pluvial. Assim, os indicadores contribuirão para a avaliação da poluição difusa e de
problemas com a existência de ligações clandestinas de esgoto no sistema de
drenagem urbana.
De acordo com o PMSB (2016), nenhuma das Secretarias responsáveis pelos
sistemas de drenagem urbana do município possuem indicadores operacionais,
econômicos financeiros, administrativos e de qualidade aos serviços prestados. Além
disso, salienta-se que após consulta ao Sistema Nacional de Informações sobre
Saneamento ± SNIS (2022), foi verificado a inexistência do preenchimento de dados
para o eixo de drenagem.
3.4.8. Sistemas de Macrodrenagem
A macrodrenagem envolve os sistemas coletores de diferentes sistemas de
microdrenagem. Quando é mencionado o sistema de macrodrenagem, as áreas
envolvidas são de pelo menos 2 km² ou 200 ha.
Estes valores não devem ser tomados como absolutos, pois a malha urbana
pode possuir as mais diferentes configurações. O sistema de macrodrenagem deve ser
projetado com capacidade superior ao de microdrenagem, com riscos de acordo com
os prejuízos humanos e materiais potenciais (PMPA, 2005).
As localidades ribeirinhas apresentam ocupações irregulares consideráveis,
resultando em problemas nos leitos dos rios. Os rios geralmente possuem dois leitos:
o leito menor, onde a água escoa na maior parte do tempo; e o leito maior, que pode
ser inundado de acordo com a intensidade das chuvas. O impacto devido à inundação
ocorre quando a população ocupa o leito maior do rio, ficando sujeita a enchentes
(PMPA, 2005).
Segundo o PMSB (2016) de Marechal Cândido Rondon, levando em conta as
microbacias hidrográficas identificadas no referido trabalho, as principais
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macrodrenagens existentes no entorno da sede municipal são: Sangas Guavirá,
Córrego Bonito e Córrego Guará na Bacia do Arroio Guaçu, a Sanga Borboleta e o
Arroio Fundo na Bacia do Arroio Fundo.
Dentre as principais vias de escoamento das águas pluviais na área urbana do
município, mencionadas pelo Plano de 2016, estavam, de maneira resumida:
x A Sanga Guavirá, que percorre praticamente toda a extensão noroeste da
sede;
x Os córregos Guará e Bonito, localizados na Avenida das Flores e outras
vias ao nordeste da sede;
x Nos córregos que originam o Arroio Fundo (parte sudeste), dentro do
sistema de macrodrenagem próximo ao Lago Municipal e Parque
Ecológico Helmut Rieger (na Avenida Rio Grande do Sul em direção à BR
467, em direção a Toledo, PR);
x A Sanga Borboleta, ao sul, ao longo do acesso ao distrito urbano de
Margarida. Observa-se a preservação de uma faixa de vegetação
ribeirinha nessa área, visualmente com largura entre 5 a 10 metros. Tubos
de drenagem duplos, com 1 metro de diâmetro, são responsáveis por
grande parte do escoamento das águas da sede municipal.
Dessa forma, a Figura 176 mostra as principais macrodrenagens identificadas
pelo PMSB do município, em 2016, tomando como base o Plano Diretor Municipal de
2008.
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Figura 176 ± Principais macrodrenagens municipais (2016).
Fonte: PMSB-Marechal Cândido Rondon, 2016. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades,
2023.
A macrodrenagem na região central de Marechal Cândido Rondon consiste em
cinco canais que recebem o escoamento da água da microdrenagem. Esses canais são
o Córrego Bonito, Guará, Sangas Guavirá, Borboleta e Arroio Fundo.
As estruturas dessa macrodrenagem incluem diversos elementos, como
sarjetas, sarjetões, valas feitas naturalmente ou em concreto, construções para conter
encostas e caixas coletoras para captar o fluxo de água desses canais (PMSB, 2016).
3.4.9. Sistemas de Microdrenagem
Levando em consideração os componentes do sistema de microdrenagem
urbana, podem-se considerar as vias públicas e, consequentemente, as sarjetas, uma
das partes mais significativas do escoamento superficial das águas pluviais, uma vez
que a maioria das águas, que precipita nos lotes, vai para estas vias e escoam para as
FDSWDo}HVERFDVGHORER
HHPVHJXLGDSDUDRVFXUVRVG¶iJXD
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Devem ser estudados diversos traçados de rede de galerias, considerando os
dados topográficos existentes e o pré-dimensionamento hidrológico e hidráulico. A
definição da concepção inicial é mais importante para a economia global do sistema do
que os estudos posteriores de detalhamento do projeto e de especificação de materiais.
A diretriz técnica do DNIT que estipula a exigência do revestimento mínimo sobre
a parte superior do tubo e das conexões das canalizações de drenagem das bocas de
lobo é a DNIT 023/2006 - Drenagem - Tubos de concreto para bueiros - Especificação
de serviço. Conforme esta regulamentação, o revestimento mínimo na geratriz superior
do tubo deve ser equivalente a 1,5 vezes o diâmetro da tubulação ou a 60 cm,
considerando o valor que for maior.
O revestimento desempenha uma função crucial na preservação do tubo,
protegendo-o contra possíveis danos provenientes de cargas externas, tais como o
tráfego de veículos. As uniões das canalizações de escoamento das bocas de lobo
precisam ser construídas com uma mistura de cimento e areia, na proporção mínima
de 1:4 em peso.
Essa mistura deve ser aplicada de maneira uniforme, sem deixar espaços vazios.
A normativa também estipula os requisitos a seguir para a implementação de bueiros
tubulares de concreto:
x Os tubos devem ser de concreto armado, fabricados de acordo com as
especificações da Norma ABNT NBR 8.890/2020;
x O leito onde os tubos serão colocados deve ser formado por material granular,
sendo compactado em camadas com uma espessura máxima de 15 cm;
x O tubo deve ser assentado no leito, mantendo a geratriz superior alinhada com
o nível especificado no projeto;
x O revestimento deve ser realizado com material granular, também compactado
em camadas com uma espessura máxima de 15 cm;
x A vedação das junções dos tubos deve ser feita utilizando argamassa de
cimento e areia, com uma proporção mínima de 1:4 em peso.
Em Marechal Cândido Rondon, o sistema de microdrenagem é composto
especificamente por: meio fio, bocas de lobo, caixas coletoras com gradeamento,
galerias subterrâneas e poços de visita (PMSB, 2016).
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3.4.10. Análise Crítica do Sistema de Drenagem Urbana e Manejo das
Águas Pluviais
A seguir, serão descritos os principais problemas relacionados ao Sistema de
Drenagem das Águas Pluviais de Marechal Cândido do Rondon, os quais embasarão
as soluções a serem propostas no Prognóstico.
x Desatualização do banco de dados com cadastro da rede e dispositivos
de drenagem;
x Ausência de legislação e normas específicas para os sistemas de
drenagem urbana;
x Inexistência de indicadores municipais de drenagem;
x Não preenchimento do SNIS em relação ao eixo de drenagem urbana;
x Ausência de atualização de pontos/focos de inundações.
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4. PROGNÓSTICO DOS SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA,
ESGOTAMENTO SANITÁRIO, LIMPEZA URBANA E MANEJO DOS
RESÍDUOS SÓLIDOS E DRENAGEM PLUVIAL URBANA
A seguir, serão apresentadas as perspectivas estratégicas para cada eixo do
saneamento, abordando as soluções para as questões identificadas no diagnóstico e o
planejamento necessário para alcançar a universalização dos serviços. Essas
perspectivas levam em consideração tanto as características específicas do município
(como a infraestrutura existente e projeções populacionais) quanto as aspirações
sociais identificadas anteriormente.
Os objetivos, programas, projetos e ações destinados a alcançar a
universalização e aprimoramento da qualidade dos serviços são organizados em
tabelas sínteses, categorizados por setor e objetivo.
Cada tabela inclui uma base de dados fundamentada no diagnóstico, métodos
de monitoramento das metas estabelecidas, indicadores para avaliar o progresso e o
estado de implementação, bem como um cronograma para a execução dos programas,
projetos e ações em diferentes horizontes temporais: curto, médio e longo prazo.
Adicionalmente, as fontes de recursos financeiros necessárias para a realização dessas
iniciativas são identificadas.
4.1. SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ± SAA
Considerando a necessidade de ampliar os serviços e manter a universalização
do acesso visando manter o atendimento a 100% da população até 2033, deve ser
prevista a melhoria e adequação do sistema de abastecimento de água ± SAA, para
inclusive, atender o incremento da população previsto para o horizonte de projeto do
PMSB.
Para melhorar a eficácia do sistema de abastecimento de água deve-se
primeiramente buscar a redução sobre as perdas em toda a rede, iniciando-se na
captação, passando pelo tratamento até a distribuição. Estando também preparados
para a solução de problemas atípicos e as altas demandas que ocorrem em horários
de maior consumo.
Diante da importância de preservação dos mananciais de abastecimento de
água superficial e subterrânea, tendo em vista a disponibilidade de água com qualidade
para atender as necessidades da população atual e futura, deve ser mantido programa
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para monitorar a qualidade dos mananciais utilizados e possíveis pontos de
contaminação da água, de forma a proporcionar a adoção de medidas alternativas,
preventivas e corretivas quando detectadas alterações que representem risco de
contaminação.
Considerando a necessidade de toda a população ter acesso a água em
quantidade e qualidade adequada, o município deve proporcionar condições para que
toda população tenha acesso a meios apropriados e seguros de abastecimento.
4.1.1. Projeção de Demanda
O estudo de demanda de vazões para os sistemas de abastecimento de água
tem como principal objetivo apontar uma perspectiva do crescimento da demanda de
consumo de água para o município. Este estudo estabelece a estrutura de análise
comparativa entre a capacidade atual e futura de produção de água tratada dos
sistemas e o crescimento populacional.
Para tanto, podem ser calculadas as demandas de vazão média, máxima diária
e máxima horária, a partir da estimativa populacional já apresentada, do índice de
perdas na distribuição e do consumo per capita. Também são calculadas demandas de
reservação, número de ligações de água e extensão de rede. Para a determinação da
vazão média é utilizada a seguinte expressão:
sendo:
Qméd. = Vazão Média (L/s);
P = População Inicial e Final;
C = Quota per capita (L/s.hab).
A vazão máxima diária é obtida com aplicação da seguinte fórmula:
Qmaxd = Qmed * k1
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sendo:
Qmaxd = Vazão máxima diária (L/s);
K1 = Coeficiente de Consumo máximo Diário;
Q méd = Vazão Média.
Para o estudo em questão adotou-se k1 igual a 1,20.
A vazão máxima horária é obtida através da expressão que se apresenta a
seguir:
Qmaxh = Qmaxd * k2
sendo:
Qmaxh = Vazão máxima horária (L/s);
K2 = Coeficiente da hora de maior consumo;
Qmaxd = Vazão máxima diária.
Adotou-se para o estudo em questão k2 igual a 1,50.
A quota per capita refere-se ao consumo per capita adicionado às perdas, sendo
sua fórmula a que segue:
sendo:
C = Quota per capita (L/s.hab);
CPC = Consumo per capita;
IPD = Índice de perdas na distribuição.
A tabela abaixo traz a projeção das vazões necessárias para atender a demanda
atual e futura da população urbana em um horizonte de projeto de vinte anos, bem
como, o volume necessário de reservação para manter a segurança hídrica da
população urbana. Da mesma maneira, usando os dados referentes ao ano de 2021
disponibilizados pelo SNIS, foi estimado o crescimento do número de economias,
ligações e extensão da rede do SAA.
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Tabela 112 - Demandas para a Sede Municipal.
Ano Pop. Vazão Vazão Vazão Vazão Volume Volume Ligações (lig) Extensão da
Urbana Média Máxima Máxima Captação Consumido no dia necessário rede (Km)
2023 (L/s) Diária Horária
2024 52.128 (L/s) de maior para
2025 52.805 116,16 (L/s) Consumo (m³) Reservação
2026 53.481 117,67
2027 54.155 119,17 (m³)
2028 54.832 120,68
2029 55.506 122,19 139,39 209,09 210,59 12.043,44 4.014,48 18.405 535,67
2030 56.184 123,69 141,20 211,80 213,30 12.199,86 4.066,62 20.843 604,48
2031 56.858 125,20 143,01 214,51 216,01 12.356,04 4.118,68 21.109 612,21
2032 57.534 126,70 144,81 217,22 218,72 12.511,75 4.170,58 21.374 619,91
2033 58.207 128,21 146,62 219,93 221,43 12.668,17 4.222,72 21.641 627,64
2034 58.883 129,71 148,42 222,64 224,14 12.823,88 4.274,63 21.906 635,34
2035 59.560 131,21 150,24 225,36 226,86 12.980,53 4.326,84 22.173 643,09
2036 60.233 132,72
2037 60.908 134,22 152,04 228,06 229,56 13.136,24 4.378,75 22.438 650,79
2038 61.584 135,72 153,85 230,77 232,27 13.292,43 4.430,81 22.704 658,51
2039 62.261 137,23 155,65 233,47 234,97 13.447,91 4.482,64 22.968 666,20
2040 62.940 138,74 157,45 236,18 237,68 13.604,09 4.534,70 23.234 673,92
2041 63.613 140,25 159,27 238,90 240,40 13.760,50 4.586,83 23.501 681,66
2042 64.287 141,75
2043 64.962 143,25 161,06 241,60 243,10 13.915,99 4.638,66 23.765 689,35
65.638 144,76 162,87 244,30 245,80 14.071,94 4.690,65 24.031 697,06
146,26 164,68 247,02 248,52 14.228,12 4.742,71 24.297 704,78
166,49 249,73 251,23 14.384,53 4.794,84 24.563 712,52
168,30 252,45 253,95 14.541,41 4.847,14 24.830 720,27
170,10 255,15 256,65 14.696,89 4.898,96 25.095 727,96
171,91 257,86 259,36 14.852,61 4.950,87 25.360 735,66
173,71 260,57 262,07 15.008,56 5.002,85 25.626 743,38
175,52 263,28 264,78 15.164,74 5.054,91 25.892 751,10
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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4.1.2. Alternativas Técnicas de Engenharia para Atendimento da Demanda
Calculada
Para a área urbana de Marechal Cândido Rondon, é necessária a atualização e
ampliação da setorização da rede de distribuição, de acordo com o incremento
populacional previsto para o horizonte de projeto. A instalação de macromedidores em
cada seção particular da rede visa a um maior controle de perdas e facilitar a detecção
e reparação de anomalias.
Atualmente, a rede de distribuição de Marechal Cândido Rondon está totalmente
setorizada. No entanto, há necessidades de estudos para a delimitação adequada de
novos setores. Na elaboração desses estudos, é importante considerar as zonas de
pressão, os reservatórios existentes, suas capacidades de armazenamento e sua
localização geográfica no município.
Com a implantação de um sistema com novos setores, é possível agregar
benefícios a toda a malha existente na rede de distribuição de água potável da área
urbana. Cada setor de abastecimento deve ser definido pela área a ser suprida, através
de um reservatório de distribuição.
O reservatório de distribuição, citado no parágrafo anterior, é destinado a
regularizar as variações de adução e de distribuição, além de condicionar
adequadamente as pressões na rede. Dessa forma, o projeto da setorização da rede
de distribuição deve ser baseado na setorização clássica, utilizando um reservatório
elevado.
A principal função desse reservatório é condicionar as pressões de cotas
topográficas mais altas que não podem ser abastecidas pelo reservatório de
distribuição (ou reservatório principal), habitualmente instalados próximos aos poços
artesianos.
Assim, os setores de abastecimento devem ser divididos em zonas de pressão,
estática e dinâmica, e as mesmas devem obedecer aos limites estabelecidos pela
ABNT NBR n° 12.218/2017: a pressão estática máxima nas tubulações não deve
ultrapassar o valor de 500 kPa, e a pressão dinâmica mínima não deve ser inferior a
100 kPa.
Desta forma, através das diretrizes contida na referida Norma os setores não
irão mais funcionar com altas pressões, reduzindo assim a possibilidade de ocorrer um
novo vazamento e reduzindo também o volume de água perdida em um vazamento não
visível atualmente.
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Outros investimentos, além dos descritos anteriormente, também se fazem
necessários para a manutenção e ampliação do sistema, sendo eles:
x Execução de novas redes e ligações em virtude do crescimento
populacional;
x Substituição dos equipamentos eletromecânicos que ao longo do tempo
necessitam ser substituídos;
x Substituição de redes visando a manutenção anual;
x Substituição dos equipamentos de dosagem de cloro e flúor;
x Aquisição de data loggers de pressão, visando o monitoramento das
pressões na rede de distribuição de água;
x Implementação e manutenção de software comercial e recadastramento
dos usuários;
x Manutenção do laboratório de análises físico-químicas da qualidade da
água;
x Manutenção da estrutura física, tais como o departamento de recepção e
administrativo, bem como do barracão do almoxarifado;
x Aquisição de terrenos para implantação dos novos reservatórios (deve
ser realizada após a conclusão do projeto de setorização em zonas de
pressão);
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4.1.3. Ações de Emergência e Contingência para o Sistema de
Abastecimento de Água
As interrupções no abastecimento de água podem ocorrer por diversos motivos,
inclusive por ocorrências inesperadas, como rompimento de redes e adutoras de água,
quebra de equipamentos, contaminação da água distribuída, entre outros. Para
regularizar o atendimento deste serviço de forma mais ágil ou impedir a interrupção no
abastecimento, é importante prever as ações de emergência e contingência, que
orientam o procedimento a ser adotado e a possível solução de problema.
O plano de emergência e contingência complementa as demais ações que
devem ser tomadas para garantir a manutenção dos serviços e auxiliar na tomada de
decisão durante eventos e situações críticas.
Para melhor exposição e facilidade de consulta durante uma emergência, o plano
foi estruturado em tabelas sínteses, que apresentam a ocorrência, sua causa e as
respostas necessárias à sua correção ou mitigação.
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Tabela 113 - Ações para emergências e contingências referentes ao abastecimento emergencial/temporário de água.
MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO ± PLANO DE EMERGÊNCIA E
CONTINGÊNCIA
SETOR 1 ABASTECIMENTO DE ÁGUA
EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS
OCORRÊNCIA ORIGEM AÇÕES PARA EMERGÊNCIA E
CONTINGÊNCIA
Falta de água generalizada Inundação das captações de água com danificação de Comunicar à população,
equipamentos eletrônicos e estruturas. instituições, autoridades e Polícia
local, Defesa Civil e órgãos de
Interrupção prolongada no fornecimento de energia controle ambiental.
elétrica nas instalações de produção de água.
Implementar rodízio de
abastecimento.
Executar reparos das instalações
danificadas e troca de
equipamentos.
Promover o controle e o
racionamento da água disponível
em reservatórios.
Comunicar ao SAAE para que
acione socorro e ative captação
em fonte alternativa.
Promover abastecimento da área
atingida com caminhões
tanque/pipa
Comunicar à fornecedora de
energia elétrica.
Promover abastecimento
temporário de áreas mais
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO distantes com caminhões
Marechal Cândido Rondon - PR tanque/pipa.
Qualidade inadequada da água dos mananciais. Utilização de sistemas autônomos
Inexistência de monitoramento de geração de energia.
Ações de vandalismo Promover abastecimento da área
atingida com caminhões
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. tanque/pipa.
Comunicar ao SAAE para que
acione o socorro e ative a
captação em fonte alternativa.
Executar reparos das instalações
danificadas.
Promover o controle e o
racionamento da água disponível
em reservatórios.
Implementar rodízio de
abastecimento temporário das
áreas atingidas com caminhões
tanque/pipa.
Oficializar Boletim de Ocorrência,
se necessário.
Promover sistema de segurança
para evitar ações de vandalismo.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 114 - Ações para emergências e contingências referentes abastecimento emergencial/temporário de água.
MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDON RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO ± PLANO DE EMERGÊNCIA E
CONTINGÊNCIA
SETOR 1 ABASTECIMENTO DE ÁGUA
EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS
OCORRÊNCIA ORIGEM AÇÕES PARA EMERGÊNCIA E CONTINGÊNCIA
Promover o controle e o racionamento da água disponível em reservatórios.
Deficiências de água nos mananciais em período Implementar rodízio de abastecimento temporário das áreas atingidas com
de estiagem. caminhões tanque/pipa.
Transferir água entre setores de abastecimento com objetivo de atender
temporariamente a população atingida pela falta de água localizada.
Falta de água parcial Interrupção temporária no fornecimento de energia Comunicar a concessionária dos serviços para que acione e busque
ou localizada elétrica nas instalações de produção de água. alternativa de água.
Comunicar o fornecedor de energia elétrica.
Comunicar a concessionária dos serviços para que acione socorro e
busque fonte alternativa de água.
Interrupção no fornecimento de energia elétrica em Promover o controle e o racionamento da água disponível em reservatórios.
setores de distribuição.
Danificação de estruturas de reservatórios e Transferir água entre setores de abastecimento com o objetivo de atender
elevatórias de água tratada. temporariamente a população atingida pela falta de água localizada.
Promover abastecimento da área atingida com caminhões tanque/pipa.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 115 - Ações para emergências e contingências referentes ao sistema de abastecimento emergencial.
MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO ± PLANO DE EMERGÊNCIA E
CONTINGÊNCIA
SETOR 1 ABASTECIMENTO DE ÁGUA
EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS
OCORRÊNCIA ORIGEM AÇÕES PARA EMERGÊNCIA E CONTINGÊNCIA
Comunicar ao SAAE para que acione socorro e fonte alternativa de
água.
Rompimento de redes e linhas adutoras de água Executar reparos das instalações danificadas.
tratada.
Transferir água entre setores de abastecimento com o objetivo de
atender temporariamente a população atingida pela falta de água
localizada.
Promover abastecimento da área atingida com caminhões tanque/pipa.
Falta de água parcial ou Executar reparos nas instalações danificadas.
localizada. Comunicar as autoridades policiais.
Ações de vandalismo. Transferir água entre setores de abastecimento com o objetivo de
atender temporariamente a população atingida pela falta de água
localizada.
Promover abastecimento da área atingida com caminhões tanque/pipia.
Promover sistema de segurança para evitar ações de vandalismo.
Problemas mecanismo e hidráulicos na captação Implantar e executar serviço permanente de manutenção e
e de qualidade da água dos mananciais. monitoramento do sistema de captação.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 116 - Ações para emergências e contingências referentes ao abastecimento alternativo
de água.
MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO
BÁSICO ± PLANO DE EMERGÊNCIA E CONTINGÊNCIA
SETOR 1 ABASTECIMENTO DE ÁGUA
EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS
OCORRÊNCIA ORIGEM AÇÕES PARA EMERGÊNCIA E
CONTINGÊNCIA
Falta de água Por motivos diversos emergenciais Elaborar projeto para implantar/manter
generalizada (quebra de equipamento, danificação sistema de captação e tratamento de
na estrutura do sistema e de água para consumo humano como
tubulações, inundações, falta de meio alternativo de abastecimento no
energia, contaminação da água, etc.) caso de pane no sistema convencional
em situações emergenciais.
Diminuição da Vazamento e/ou rompimento de Desenvolver campanha junto à
pressão tubulação em algum trecho. comunidade para evitar o desperdício e
promover o uso racional e consciente
Ampliação do consumo em horários da água.
de pico.
Desenvolver campanha junto à
comunidade para instalação de
reservatório elevado nas unidades
habitacionais.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
4.1.4. Objetivos e Metas para o Sistema de Abastecimento de Água
Os objetivos e as metas para atingir tanto a universalização como a qualidade
dos serviços relacionados ao sistema de abastecimento de água de Marechal Cândido
Rondon foram elencados em tabelas sínteses, de acordo com seu setor e objetivo.
Nestas tabelas, a visualização das propostas pode ser observada tanto sob ótica
macro como micro de análise, fluindo numa sequência lógica da fundamentação do
objetivo e as metas para atingi-lo nos diferentes prazos de projeto. Sendo assim, abaixo
estão definidos os objetivos e as metas propostas para o sistema de abastecimento de
água do município de Marechal Cândido Rondon.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
4.1.4.1. Objetivo 1 ± Implementação do programa de educação
ambiental
A tabela abaixo sintetiza o Objetivo 1, com suas metas de curto, médio e longo
prazo.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
SETOR Tabela 117 ± Tabela Síntese do Objetivo 1.
OBJETIVO MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
1 ABASTECIMENTO DE ÁGUA
1 IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
FUNDAMENTAÇÃO A Educação Ambiental é a base para qualquer projeto na área de saneamento. Quanto mais consciente o cidadão, melhor será o
local onde ele vive, independentemente de sua condição financeira, cor, raça ou credo. Uma população bem educada evita o
desperdício, reutiliza a água, não polui mananciais e, principalmente, cobra uns dos outros e do Poder Público para garantir a
qualidade da água para as futuras gerações. No entanto, pouco foi informado sobre programas de Educação Ambiental para
crianças, jovens ou adultos em Marechal Cândido Rondon relacionados às questões hídricas do município. Se faz necessário então,
a adoção de práticas que estabeleçam programas como este voltado para toda a população, atendendo aos instrumentos da Política
Nacional de Recursos Hídricos, Lei nº 9.433/1997.
MÉTODO DE Número de ações realizadas, número de pessoas impactadas, histórico do macromedidor, histórico do consumo de energia
ACOMPANHAMENTO elétrica no sistema do Sistema de Abastecimento de Água e qualidade da água de rios e córregos da região.
(INDICADOR)
CURTO - ATÉ 4 ANOS METAS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS
MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS
1) Programa de Educação Ambiental voltado para 2) Manter o programa de Educação Ambiental 3) Manter o programa de Educação
evitar o desperdício de água, métodos de reuso, Ambiental.
preservação de rios, córregos e nascentes.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
4.1.4.2. Objetivo 2 - Ampliar e aprimorar o sistema de abastecimento
de água na zona urbana
A tabela a seguir sintetiza o Objetivo 2, com as suas metas de curto, médio e
longos prazos.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
SETOR Tabela 118 ± Tabela Síntese do Objetivo 2.
OBJETIVO MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
1 ABASTECIMENTO DE ÁGUA
2 AMPLIAR E APRIMORAR O ABASTECIMENTO DE ÁGUA NA ZONA URBANA
O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Marechal Cândido Rondon atende 100% da população urbana com
FUNDAMENTAÇÃO abastecimento de água potável, atingindo a universalização. No entanto, ainda são necessárias melhorias e ampliações para
otimizar o sistema, reduzir sua pressão sobre os recursos naturais regionais e melhorar a qualidade dos serviços para a população.
MÉTODO DE
ACOMPANHAMENTO Identificação das realizações das ações e projetos, quantidade de ligações, extensão da rede e índice de perdas.
(INDICADOR)
CURTO - ATÉ 4 ANOS METAS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS
MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS
1) Manter o abastecimento de água tratada para 4) Manter o abastecimento de água tratada para 6) Manter o abastecimento de água tratada
toda população. toda população. para toda a população.
2) Reduzir perdas do SAA. 5) Melhorias Operacionais e Manutenções para 7) Melhorias Operacionais e Manutenções
3) Melhorias Operacionais e Manutenções para manter a qualidade do SAA. para manter a qualidade do SAA.
manter a qualidade do SAA.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Marechal Cândido Rondon - PR
4.1.4.3. Objetivo 3 ± Aprimorar o sistema de abastecimento de água na
zona rural
A tabela a seguir sintetiza o Objetivo 3, com as suas metas de imediato, curto,
médio e longo prazos.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 119 ± Tabela Síntese do Objetivo 3.
MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
SETOR 1 ABASTECIMENTO DE ÁGUA
OBJETIVO 3 MONITORAMENTO DA QUALIDADE DA ÁGUA DOS SISTEMAS DE SOLUÇÕES ALTERNATIVAS COLETIVAS
FUNDAMENTAÇÃO De acordo com informações do SAAE, o município de Marechal Cândido Rondon conta com 39 associações rurais, denominadas
SACs - Soluções Alternativas Coletivas. Essas associações são compostas por 49 fontes ativas e 39 reservatórios. Para este
objetivo, foram consideradas informações oficiais e propostas alternativas para o aprimoramento.
MÉTODO DE Número de Soluções Alternativas Coletivas existentes. Acompanhamento e verificação das análises. Índice de atendimento =
ACOMPANHAMENTO (Análises em conformidade*100) /Número Total de Análises
(INDICADOR)
CURTO - ATÉ 4 ANOS METAS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS
MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS
1) Manutenção e melhorias dos pontos de 4) Monitorar a qualidade da água, reduzindo o 7) Monitorar a qualidade da água, reduzindo o
captação e reservação. risco de contaminação. risco de contaminação.
2) Monitorar a qualidade da água, reduzindo o risco 5) Manutenção e melhorias dos pontos de 8) Manutenção e melhorias dos pontos de
de contaminação. captação e reservação. captação e reservação.
3) Preservação, controle de invasão e recuperação 6) Preservação, controle de invasão e 9) Preservação, controle de invasão e recuperação
de mata ciliar. recuperação de mata ciliar. de mata ciliar.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
4.2. SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO
4.2.1. Projeção da Vazão Anual de Esgoto
A contribuição de esgoto está diretamente correlacionada ao consumo de água,
sendo assim, utiliza-se normalmente o consumo per capita usado para projetos de
sistemas de abastecimento de água para se projetar o sistema de esgotos. No sistema
de esgoto sanitário, porém, considera-se o consumo efetivo per capita, não incluindo
as perdas de água, sendo o consumo per capita de água variando em função do local.
Em locais onde não há dados referentes ao consumo per capita de água, a
literatura recomenda a adoção de valores de comunidades com características
semelhantes, ou 120 l/hab./dia.
Para que possa ser estabelecida a contribuição per capita de esgoto, o consumo
de água efetivo per capita é multiplicado pelo coeficiente de retorno. O coeficiente de
retorno é a relação entre o volume de esgotos recebido na rede coletora e o volume de
água efetivamente fornecido à população de acordo com a ABNT NBR n° 9.649/1986,
que diz para se adotar o valor de 80% para o coeficiente de retorno.
Desta maneira, faz-se necessário estabelecer coeficientes que traduzam estas
variações de contribuição para o dimensionamento das diversas unidades de um
sistema de esgotamento. Assim sendo, serão determinados os seguintes coeficientes:
x K1 coeficiente de máxima vazão diária - é a relação entre a maior
vazão diária verificada no ano e a vazão média diária anual;
x K2 coeficiente de máxima vazão horária - é a relação entre a maior
vazão observada num dia e a vazão média horária do mesmo dia;
x K3 coeficiente de mínima vazão horária - é a relação entre a vazão
mínima e a vazão média anual.
Na falta de valores obtidos através de medições, a ABNT NBR n° 9.649
recomenda o uso de K1 = 1,20, K2 = 1,50 e K3 = 0,50. Sendo assim, a tabela abaixo
mostra os valores de vazão anual de esgotos da área urbana do Distrito Sede de
Marechal Cândido Rondon, com a previsão para os próximos vinte anos.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 120 - Projeção da geração de esgoto doméstico no Distrito Sede.
Ano População urbana atendida Volume de Água Volume de Esgoto
com abastecimento de água Consumido - m³/dia Gerado m³/dia
2023 52.128 12.043,44 9.634,76
2024 9.759,88
2025 52.805 12.199,86 9.884,83
2026 10.009,40
2027 53.481 12.356,04 10.134,53
2028 10.259,11
2029 54.155 12.511,75 10.384,42
2030 10.509,00
2031 54.832 12.668,17 10.633,94
2032 10.758,33
2033 55.506 12.823,88 10.883,27
2034 11.008,40
2035 56.184 12.980,53 11.132,79
2036 11.257,55
2037 56.858 13.136,24 11.382,50
2038 11.507,63
2039 57.534 13.292,43 11.633,12
2040 11.757,51
2041 58.207 13.447,91 11.882,09
2042 12.006,85
2043 58.883 13.604,09 12.131,79
59.560 13.760,50
60.233 13.915,99
60.908 14.071,94
61.584 14.228,12
62.261 14.384,53
62.940 14.541,41
63.613 14.696,89
64.287 14.852,61
64.962 15.008,56
65.638 15.164,74
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023
4.2.2. Cargas de Concentração
Para se analisar o impacto da poluição e das eficácias das medidas de controle,
é necessária a quantificação das cargas poluidoras afluentes ao corpo hídrico. A carga
é retratada em termos de massa por unidade de tempo, podendo ser calculada por um
dos seguintes métodos, dependendo do tipo de problema em análise, da origem do
poluente e dos dados disponíveis.
Nos cálculos é sempre indicado converter as unidades para se trabalhar e
também, sempre utilizar unidades de medida consistentes, como por exemplo, o kg/dia.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Abaixo estão alguns métodos disponibilizados pelas principais literaturas para se
determinar as cargas de concentração de esgotos:
FDUJD FRQFHQWUDomR[YD]mR
FDUJD FRQWULEXLomRSHUFDSLWD[SRSXODomR
FDUJD FRQWULEXLomR SRU XQLGDGH SURGX]LGD NJXQLG SURGX]LGD
[ SURGXomR
(unid produzida/dia);
FDUJD FRQWULEXLomRSRUXQLGDGHGHiUHDNJNPðGLD
[iUHDNPð
Para o cálculo da carga para esgoto doméstico comumente é utilizado as
seguintes equações:
A porcentagem ou eficiência de remoção de determinado poluente no tratamento
ou em uma etapa do mesmo, é dada pela fórmula abaixo:
Sendo:
eficiência de remoção (%);
concentração afluente do poluente (mg/L);
concentração efluentes do poluente (mg/L);
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
4.2.2.1. Matéria orgânica - Demanda Bioquímica de Oxigênio - DBO
A DBO é a quantidade de oxigênio necessária para oxidar a matéria orgânica
por decomposição microbiana aeróbia, para uma forma inorgânica estável. A DBO é
normalmente considerada como a quantidade de oxigênio consumido durante um
determinado período de tempo, em uma temperatura de incubação específica. Um
período de tempo de cinco dias em uma temperatura de incubação de 20°C é
frequentemente usado e referido como DBO5,20.
2V PDLRUHV DXPHQWRV HP WHUPRV GH '%2 QXP FRUSR G¶iJXD VmR SURYRFDGRV
por despejos de origem predominantemente orgânica. A presença de um alto teor de
matéria orgânica pode induzir ao completo esgotamento do oxigênio na água,
provocando o desaparecimento de peixes e outras formas de vida aquática.
Um elevado valor da DBO pode indicar um incremento da microflora presente e
interferir no equilíbrio da vida aquática, além de produzir sabores e odores
desagradáveis e, ainda, pode obstruir os filtros de areia utilizados nas estações de
tratamento de água.
A carga de DBO expressa em kg/dia, e é um parâmetro fundamental no projeto
das estações de tratamento biológico de esgotos. Dela resultam as principais
características do sistema de tratamento, como áreas e volumes de tanques, potências
de aeradores e etc.
A carga de DBO é produto da vazão do efluente pela concentração de DBO. No
caso de esgotos sanitários, é tradicional no Brasil a adoção de uma contribuição per
capita de DBO 5,20 de 54 gramas por habitante por dia.
Assim sendo, apresentam-se na tabela abaixo as cargas orgânicas ± DBO,
previstas para o período de vigência deste Plano Municipal de Saneamento Básico,
caso o serviço ofertado pelo município de coleta e tratamento coletivo de esgoto,
continue atendendo um patamar de 38% de sua população.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 121 - Valores de cargas orgânicas de DBO.
Ano População Urbana Atendida Carga Orgânica (Kg de
com Coleta e Tratamento de DBO/dia)
2024 Esgoto
2026 19.808 1.069,63
2028 20.065 1.083,51
2030 20.322 1.097,39
2032 20.578 1.111,21
2034 20.836 1.125,14
2036 21.092 1.138,97
2038 21.349 1.152,84
2040 21.606 1.166,72
2042 21.862 1.180,55
22.118 1.194,37
22.375 1.208,25
22.632 1.222,13
22.888 1.235,95
23.145 1.249,83
23.401 1.263,65
23.659 1.277,59
23.917 1.291,52
24.172 1.305,29
24.429 1.319,17
24.685 1.332,99
24.942 1.346,87
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023
4.2.3. Comparação das Alternativas de Tratamento dos Esgotos
Há dois métodos de se implementar um sistema de esgotamento sanitário, o
primeiro é uma medida de sistema descentralizado, onde se implanta diversas estações
de tratamento, normalmente uma para cada sub-bacia de esgotamento.
Enquanto que, o segundo modelo é o centralizado ou sistema convencional,
onde se implanta apenas uma estação de tratamento para receber todo o efluente
produzido. Desta forma, as figuras abaixo mostram estes exemplos.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 177 - Exemplo de sistema e convencional.
Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Figura 178 - Exemplo de sistema descentralizado.
Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 179 - Exemplo de sistema de saneamento centralizado.
Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Desta forma, para o município de Marechal Cândido Rondon, não é necessário
investimentos em uma nova ETE, pelo menos no Distrito Sede, pois, como já relatado,
o distrito Sede dispõe de tratamento, necessitando em aumentar a oferta do serviço
para o restante da população.
4.2.4. Definição de Alternativas Técnicas de Engenharia para
o Atendimento da Demanda Calculada
Nos projetos básicos deverão ser estudadas alternativas de tratamento, que
atendam à legislação vigente quanto à classe dos mananciais que receberão os
efluentes sanitários tratados.
4.2.5. Sistemas Individuais
Os sistemas individuais ou descentralizados, atendem residências unifamiliares
ou um pequeno número de contribuintes, recomendado para áreas com baixa
densidade populacional.
É evidente que o despejo de esgoto sanitário sem tratamento nos mananciais
piora a qualidade da água, sendo de extrema importância tratar e dispor
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
adequadamente o esgoto. Em algumas áreas, esta questão complica -se devido ao
afastamento em relação às estações de tratamento de esgoto, à geografia do local, ou
mesmo, à falta de infraestrutura.
Neste contexto, uma solução é a descentralização do tratamento do esgoto
doméstico, com a implantação, por exemplo, de fossas sépticas, filtros e sumidouros.
Desenvolvidos para atender as comunidades mais isoladas, os sistemas
individuais, quando bem executados e operados, se tornam uma opção efetiva como
solução sanitária para o tratamento dos efluentes domésticos.
É um dos mais simples, porém eficientes, sistemas de tratamento de esgoto
doméstico previsto nas Normas NBR n° 7.229 e n° 13.969, indicado para residências
ou instalações localizadas em áreas não providas de rede de coleta.
Dentro desta abordagem são destacados os seguintes sistemas individuais de
tratamento de esgotos, que quando operado em conjunto, atingem os níveis de
tratamento exigido:
x Fossas Sépticas;
x Valas de Infiltração/Filtros;
x Sumidouro.
As fossas sépticas ou tanques sépticos, são unidades de forma cilíndrica ou
prismática retangular, de fluxo horizontal, destinadas principalmente ao tratamento
primário de esgotos de residências unifamiliares e de pequenas áreas não servidas por
redes coletoras. No tratamento, cumprem basicamente as seguintes funções:
x Separação gravitacional dos sólidos em relação ao líquido afluente, vindo
os sólidos a se constituir em lodo;
x Digestão anaeróbia e liquefação parcial do lodo;
x Armazenamento do lodo.
É de fundamental importância para o bom funcionamento dos tanques sépticos,
a retirada do lodo em períodos pré-determinados pelo projeto. A falta de retirada do
lodo leva a sua acumulação excessiva e à redução do volume reacional do tanque,
prejudicando sensivelmente as condições operacionais do reator.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
As fossas sépticas devem se distanciar da moradia em pelo menos quatro
metros, a fim de evitar o mau odor, e nem muito longe para evitar tubulações muito
longas.
Estruturas construídas próximas ao sanitário também tendem a evitar curvas nas
canalizações, o que beneficia o bom funcionamento. Também, sugere-se a instalação
em um nível mais baixo em relação ao terreno, favorecendo o escoamento.
Uma exigência importante é que este tipo de sistema seja construído longe de
poços ou de qualquer outra fonte de captação de água, pelo menos trinta metros de
distância, para evitar contaminações, no caso de um eventual vazamento. Abaixo
segue as imagens de um sistema de fossa séptica.
Figura 180 - Sistema Individual de Tratamento ± Fossas Sépticas.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
As valas de infiltração e os filtros apresentam o mesmo princípio no tratamento
dos esgotos. Caracterizado como tratamento secundário, este sistema permite uma
eficiência na redução da carga orgânica acima de 80%. Através da retenção das
partículas de lodo formadas e arrastadas da fossa séptica, as bactérias anaeróbias se
formam e se fixam na superfície do meio filtrante.
As valas de infiltração consistem na escavação de uma ou mais valas, nas quais
são colocados tubos de dreno com brita ou bambu que permite ao longo do seu
comprimento o escoamento do efluente proveniente da fossa séptica para dentro do
solo.
O comprimento total das valas depende do tipo de solo e quantidade de efluentes
a ser tratado. Em terrenos arenosos é proposto oito metros de valas por pessoa.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Entretanto, para um bom funcionamento do sistema, cada linha de tubos não deve ter
mais de trinta metros de comprimento. Portanto, dependendo do número de pessoas e
do tipo de terreno, pode ser necessária mais de uma linha de tubos ou valas.
Figura 181 ± Sistema de tratamento individual ± Valas de Infiltração.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
O sumidouro é um poço sem laje de fundo que permite a penetração do efluente
tratado da fossa séptica no solo. O diâmetro e a profundidade dos sumidouros
dependem da quantidade de efluentes e do tipo de solo. Mas não devem ter menos de
um metro de diâmetro e mais de três metros de profundidade para simplificar a
construção.
Os sumidouros podem ser construídos de tijolo maciço ou blocos de concreto ou
ainda com anéis pré-moldados de concreto. A construção de um sumidouro começa
pela sua escavação, a cerca de três metros da fossa séptica e em um nível um pouco
mais abaixo, para facilitar o escoamento dos efluentes por gravidade.
A profundidade do sumidouro deve ser setenta centímetros maior que a altura
final do sumidouro. Isso permite a colocação de uma camada de pedra, no fundo do
dispositivo, para a infiltração mais rápida no solo e de uma camada de terra, de vinte
centímetros, sobre a tampa do sumidouro.
Os tijolos ou blocos só devem ser assentados com argamassa de cimento e areia
nas juntas horizontais. As juntas verticais devem ter espaçamentos (no caso de tijolo
maciço) e não devem receber argamassa de assentamento, para facilitar o escoamento
dos efluentes. Se as paredes forem de anéis pré-moldados, eles devem ser apenas
colocados uns sobre os outros, sem nenhum rejuntamento, para permitir o escoamento
dos efluentes.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 182 ± Sistema individual de tratamento ± Sumidouro.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Outra possibilidade que deve ser listada para implantação nas comunidades
mais afastadas é a instalação de Estações Compactas de Tratamento de Esgotos.
Neste sentido, estas estações apresentam ótima eficiência do tratamento, além de
apresentar as seguintes vantagens:
x Operação simples e de baixo custo;
x Alta flexibilidade operacional e de tratabilidade;
x Permite automatização rápida, simples e com baixo investimento;
x Totalmente pré-montada;
x Volume de lodo gerado inferior aos sistemas convencionais;
x Necessita apenas de uma base de concreto para apoio dos tanques;
x Área de implantação até 50% inferior aos sistemas convencionais.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 183 ± Estação Compacta de Tratamento de Esgotos Sanitários.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de cidades, 2023.
Assim, a construção de programas que incentivem as comunidades mais
distantes a implantarem estes sistemas, se mostra importante para as regiões que
ainda não são atendidas, visto que muitas destas áreas têm os esgotos domésticos
lançados a céu aberto, diretamente nos mananciais ou através de fossas rudimentares.
A implantação de sistemas de tratamento descentralizado nas residências traz
melhorias significativas para a população em termos de saneamento e saúde, e diminui
impactos causados ao ambiente. Esta prática deve ser incentivada e monitorada pelos
órgãos municipais, prestadora de serviço de saneamento e/ou órgão fiscalizador.
Para as comunidades rurais e Distritos de Marechal Cândido Rondon,
recomenda-se que seja verificada a viabilidade de implementação de alternativas de
baixo custo, como mostrado nos parágrafos anteriores.
4.2.5.1. Descrição de Tecnologias Sociais de Saneamento Básico
As Tecnologias Sociais - TS apresentam-se como um conjunto de técnicas e
metodologias que são aplicadas em determinada localidade ou região em que é
evidenciada a participação ativa da comunidade com vista à solução de problemas que
os afetam direta e indiretamente.
Portanto, as Tecnologias Sociais aplicadas ao saneamento básico, podem ser
utilizadas por comunidades rurais, situadas em regiões com baixa oferta de
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Marechal Cândido Rondon - PR
infraestrutura sanitária, como por exemplo, fossa biodigestora, zona de raízes, círculo
de bananeiras e bacias de evaporação para ajudar no tratamento de águas cinzas.
As águas cinzas são águas geradas a partir de processos domésticos, como,
torneiras, chuveiros, lavanderias, lavatórios, que estão separados do esgoto sanitário.
As águas cinzas podem representar até 80% do efluente gerado em uma edificação. A
captação em redes hidráulicas separadas das águas cinzas e seu tratamento,
possibilita o reuso em atividades como irrigação de áreas verdes, descargas sanitárias,
lavagem de pisos entre outras atividades menos nobres.
Já a água negra é o termo utilizado para descrever a água descartada que possui
matéria fecal e urina. É assim chamada pela sua composição e a presença de
contaminantes biológicos, e por ser mais difícil de ser tratada.
Para a área rural do município de Marechal Cândido Rondon algumas soluções
para o tratamento de esgoto doméstico ou complementação do tratamento, podem ser
a readequação das fossas rudimentares para formas alternativas que serão descritas
abaixo, como métodos individuais de tratamento do esgoto doméstico.
A adoção de sistemas unifamiliares para as comunidades rurais se justifica
devido à baixa densidade populacional nestas áreas, o que resultaria em baixos
investimentos, tornando um sistema de tratamento coletivo economicamente inviável.
Entre as possíveis maneiras de tratamento podemos citar a bacia de
evapotranspiração, o banheiro seco, o círculo de bananeiras, a fossa séptica
biodigestora e as zonas de raízes que serão descritas abaixo.
4.2.5.2. Fossa Séptica Biodigestora - FSB
A Fossa Séptica Biodigestora é uma tecnologia criada em 2001 pela Embrapa
Instrumentação para o tratamento da água de vaso sanitário. É composta por três
FDL[DVG¶iJXDFRQHFWDGDVRQGHRFRUUHDGHJUDGDomRGDPDWpULDRUJkQLFDGRHVJRWRH
a transformação deste em um biofertilizante que pode ser aplicado em algumas
culturas.
O sistema é capaz de atender a uma casa de até cinco pessoas, mas adaptações
podem ser feitas caso o número de habitantes seja maior. O princípio do funcionamento
da Fossa Séptica Biodigestora é a fermentação anaeróbia (ausência de oxigênio),
realizada por um conjunto de microrganismos presentes no próprio esgoto.
Sob condições adequadas de temperatura, tempo de permanência no sistema
e nutrientes, os microrganismos consomem a matéria orgânica e transformam o esgoto
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
bruto em um efluente (esgoto tratado) adequado para ser utilizado no solo como um
fertilizante.
Este procedimento, desde que obedecendo critérios, promove a
complementação do tratamento do esgoto (tratamento terciário), que abrange a
absorção de nutrientes pelas plantas e eliminação de microrganismos.
Todo esse processo é realizado naturalmente, sem o uso de energia elétrica,
aplicando-se no início uma mistura de cinco litros de esterco bovino fresco e cinco litros
de água, uma vez por mês. As fezes dos ruminantes contêm uma seleção de bactérias
que aumentam a eficiência, potencializam o tratamento do esgoto, reduzem odores e
auxiliam na qualidade do líquido (efluente) da saída do sistema.
As duas primeiras caixas do sistema são denominadas módulos de fermentação,
ou seja, são os locais onde ocorre intensamente a biodigestão anaeróbia realizada
pelas bactérias. A última caixa, ou caixa coletora, é destinada ao armazenamento do
efluente já estabilizado, de onde este pode ser retirado para posterior utilização, como
visto na figura a seguir.
Como o sistema é modular, o número de caixas pode ser aumentado de maneira
proporcional ao número de moradores da residência, mantendo-se o volume mínimo
de mil litros para cada caixa. Estudos indicam que é necessário adicionar uma caixa de
mil Litros (módulo de fermentação) para cada 2,5 pessoas a mais na residência (duas
caixas para cada cinco pessoas a mais e assim proporcionalmente) para manter a
eficiência do sistema.
Residências rurais com menos de cinco habitantes também devem utilizar no
mínimo três caixas de mil litros cada. Não utilizar volumes inferiores a mil litros ou
adaptações no sistema. A figura abaixo mostra um exemplo de fossa séptica
biodigestora.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 184 - Esquema da fossa séptica biodigestora.
Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Os aspectos construtivos e de funcionamento do sistema são simples, deve-se
ter três caixas de mil litros e tubulações de 100 mm, instrumentos para a vedação e
conexões. As figuras abaixo mostram um exemplo de fossa biodigestora.
Figura 185 - Exemplo de instalação da fossa biodigestor.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
4.2.5.3. Sistema de Zona de Raízes
O sistema por zona de raízes utiliza plantas para o tratamento de águas
residuais. A degradação das substâncias poluidoras contidas na água ocorre através
da simbiose entre plantas, solo e/ou substrato artificial e microrganismos.
A função principal das plantas consiste em fornecer oxigênio ao solo/substrato
através de rizomas e possibilitar o desenvolvimento de uma população densa de
microrganismos, que finalmente são responsáveis pela remoção dos poluentes da
água.
De acordo com Tonetti et. al. (2018), as unidades de tratamento podem ser
usadas para águas cinzas ou para esgoto doméstico previamente tratado.
Os Sistemas Alagados Construídos - SAC, também conhecidos como zonas de
raízes ou wetlands (nomenclatura internacional), são compostos por valas com paredes
e fundo impermeabilizados, permitindo seu alagamento com o esgoto a ser tratado.
São pouco profundas (< 1,0 m) e possuem plantas aquáticas ou macrófitas que
atuam na remoção de poluentes, além de proporcionar a fixação de microrganismos
que degradam a matéria orgânica.
O SAC normalmente possui material particulado em seu interior (exemplo: areia,
brita, seixo rolado) como meio suporte para o crescimento das plantas e
microrganismos. A figura abaixo mostra um esquema de SAC.
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Figura 186 - Esquema de zona de raízes ou SAC.
Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Os aspectos construtivos e de funcionamento do sistema são simples, a zona de
raízes possui formato retangular, podendo ser escavado no próprio solo, manualmente
ou com a ajuda de máquinas. Suas paredes e fundo devem ser impermeabilizados com
alvenaria ou mantas sintéticas.
O dimensionamento das zonas de raízes se baseia principalmente no volume
diário de esgoto a ser tratado e também na qualidade do esgoto. Ele deve ter uma área
média de 2 m² por pessoa e uma profundidade entre 0,6 e 1,0 m.
O fluxo do esgoto mais comum é o subsuperficial, isto é, ocorre abaixo da
superfície do material utilizado como suporte e em sentido horizontal. Nesse caso o
esgoto é distribuído por tubos de PVC perfurados na superfície de entrada. Esse
primeiro trecho pode ser preenchido com brita nº 3 ou 4 para evitar entupimentos.
O trecho com plantas é onde acontece a maior parte da transformação do esgoto
(remoção de nutrientes e matéria orgânica). Essa zona pode ser preenchida com brita
nº 1 ou 2, mas há experiências que fazem uso de areia. Por fim, o líquido tratado é
coletado no extremo oposto à entrada de esgoto.
Para isso, deve-se utilizar tubos de PVC perfurados localizados no fundo da vala
do sistema. Esse trecho, pode ser preenchido com brita nº 3 ou 4. As figuras abaixo
exemplificam esse procedimento.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 187 - Exemplos de zonas de raízes e mecanismos de controle de PVC.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
4.2.5.4. Círculo de Bananeiras
Unidade de tratamento para águas cinzas ou tratamento complementar de
esgoto doméstico. Consiste em uma vala circular preenchida com galhos e palhada,
onde desemboca a tubulação.
Ao redor são plantadas bananeiras ou outras plantas que apreciem o solo úmido
e rico em nutrientes e que tenham grande capacidade de evapotranspiração,
transferindo a água do solo para a atmosfera. A figura abaixo mostra um esquema de
círculo de bananeira.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 188 - Esquema de círculo de bananeira.
Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Alguns aspectos construtivos e funcionamentos do sistema são, a escavação do
solo, que pode ser feita manualmente ou com a ajuda de máquinas. A escavação não
deve ser impermeabilizada e nem compactada. A escavação deve ter um formato de
um prato fundo com profundidade de aproximadamente 0,5 a 1,0 m e um diâmetro
interno de 1,4 a 2,0 m.
A escavação deve ter seu fundo preenchido com pequenos galhos e palhada na
parte superior (capim seco, folhas secas de bananeira) criando um ambiente arejado e
espaçoso para receber a água cinza que precisa ser tratada.
Para a entrada da água cinza no buraco, pode-se fixar um joelho na ponta da
tubulação, conduzindo o líquido a entrar no meio da camada de palha seca, evitando
que a água cinza fique exposta.
A água e os nutrientes do esgoto serão consumidos pelas bananeiras, enquanto
que os restos orgânicos (restos de alimentos, sabão etc.) serão degradados pelos
micro-organismos presentes no solo da vala. As figuras abaixo mostram outros
exemplos de círculo de bananeira.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 189 - Exemplo de círculo de bananeira.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
4.2.5.5. Bacias de Evapotranspiração ou Fossas Verdes
A Bacia de Evapotranspiração - BET ou Fossas Verdes é um sistema de
tratamento para águas de vaso sanitário, que realiza o aproveitamento da água e dos
nutrientes presentes no esgoto. A BET pode ser dividida em três partes: um
compartimento central para o recebimento e digestão inicial do esgoto, uma camada
filtrante e uma área plantada com bananeiras.
Outros nomes para o mesmo sistema são: tanque de evapotranspiração (Tevap),
ecofossa, fossa biosséptica, biorremediação vegetal, fossa de bananeira e canteiro
biosséptico. A figura abaixo mostra um exemplo de bacia de evapotranspiração ou
fossa verde.
Figura 190 - Esquema de BET.
Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Os aspectos construtivos e de funcionamento do sistema se inicia com a
escavação do solo, que pode ser feita manualmente ou com a ajuda de máquinas. O
segundo passo é a construção de uma grande caixa ou reservatório que ficará
enterrado, local onde o tratamento do esgoto acontece. A caixa precisa ser totalmente
impermeabilizada e não pode haver vazamentos no sistema e nem entrada de água
subterrânea.
A caixa pode ser construída com alvenaria convencional ou técnicas alternativas,
como o ferro-cimento ou superadobe. Mantas de PVC ou lonas também podem ser
utilizadas.
A entrada de esgoto no sistema é realizada através de uma tubulação de 100
mm que desemboca dentro da câmara central, localizada no fundo da caixa. A câmara
é a primeira etapa do tratamento, onde ocorre a sedimentação dos sólidos e também o
início da digestão do esgoto. Ela pode ser feita com muitos materiais diferentes, mas
os mais comuns são pneus velhos ou blocos cerâmicos vazados.
O esgoto sobe então pelas camadas filtrantes compostas de entulho, brita e
areia. Nesses materiais crescem e se desenvolvem microrganismos que degradam o
esgoto de forma anaeróbica. Acima da camada filtrante, fica uma camada de terra onde
são plantadas bananeiras e outras plantas como taioba e lírio do brejo.
Os nutrientes presentes no esgoto são utilizados pelas plantas na produção de
novas folhas e frutos, atuando como adubos naturais. Parte da água que entra no
sistema evapora pelo solo. As figuras abaixo mostram outros exemplos de BET ou
fossa verde.
Figura 191 - Exemplo de BET ou fossa verde.
Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Marechal Cândido Rondon - PR
4.2.5.6. Localização da Estação de Tratamento de Esgoto
O início de um projeto coincide com os seus estudos prévios e estes, buscam
entender a dinâmica do sistema a ser projetado, incluindo a avaliação quantitativa e
qualitativa dos esgotos que serão tratados na futura ETE, bem como, a análise técnico-
econômica dos inúmeros tipos de sistemas de tratamento de efluentes que podem ser
aplicados a um determinado município.
Ressaltando, que a melhor alternativa proposta deve ser aquela que oferecer as
maiores vantagens do ponto de vista técnico e econômico-financeiro.
Especificamente para a localização, antes de iniciar o projeto de implantação de
uma ETE, deve-se, atentar-se para algumas vertentes que são essenciais para o bom
funcionamento da mesma, além, de não causar incômodos para a população vizinha,
como maus odores e ruídos excessivos.
Normalmente averígua-se o custo por m² do local onde será implantada a futura
ETE, assim como, o sistema de tratamento de lodo, caso este não esteja localizado na
própria ETE, além da instalação dos equipamentos. Neste sentido, os tópicos abaixo
serão de maior utilidade para futuros projetos de tratamento de esgoto para os demais
Distritos do município de Marechal Cândido Rondon, pois, como já comentado
anteriormente, o Distrito Sede já possuí uma ETE, sendo a ETE Guavirá.
x Topografia deve-se considerar a topografia do terreno, pois, terreno
muito acidentado elevará o custo de implantação da ETE com obras de
nivelamento de terreno;
x Nível do lençol freático através de sondagens é necessário avaliar o
nível do lençol freático para que, em caso de vazamentos o efluente ao
infiltrar no solo, não entre em contato com a água contida no lençol
freático;
x Nível de cheia deve-se atentar para que, em períodos chuvosos não
haja problemas de inundação ou alagamentos dentro da ETE;
x Distância de Interceptação e corpo hídrico receptor a implantação de
uma ETE não deverá ser distante da área urbana, pois, deve-se dar
preferência para que o efluente coletado seja direcionado para o
tratamento por gravidade, evitando custos com a instalação de estações
elevatórias, da mesma forma, a Localização da ETE deve estar próxima
ao corpo hídrico que receberá o efluente tratado;
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
x Acessibilidade da mesma forma da distância de interceptação, o
acesso a ETE deve ser facilitado para veículos que necessitem
adentrarem no local e em situações de emergência, os operadores terão
mais agilidade para conter a ocorrência;
x Proximidade de residências estações de tratamento de esgoto,
principalmente o sistema de lagoas facultativas, possuem como uma de
suas características a liberação de gases que ocasionam mau odores,
podendo provocar incômodos nas regiões vizinhas.
4.2.6. Ações de Emergência e Contingência para o Sistema de
Esgotamento Sanitário
Abaixo seguem as ações de emergência e contingência para este sistema.
Ressalta-se, que algumas das ações de emergência e contingência contidas abaixo
são ações exclusivas para a rede coletora.
Desta forma, quando há um extravasamento de esgoto nas unidades do sistema
e anormalidades no funcionamento da estação de tratamento de esgoto, causando
prejuízos à eficiência, estes problemas colocam em risco a qualidade ambiental do
município, podendo contaminar os recursos hídricos e o solo.
Para estes casos, tanto para interrupção da coleta de esgoto por motivos
diversos, quanto por rompimento de coletores, medidas de emergência e contingência
devem ser previstas. Sendo assim, as tabelas abaixo constam as principais alternativas
para ações de emergência e contingência para o sistema de esgotamento sanitário.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 122 - Ações de emergência e contingência para o extravasamento de esgoto em estações
elevatórias.
MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO BÁSICO
SETOR 2 ESGOTAMENTO SANITÁRIO
OBJETIVO 1 ALTERNATIVAS PARA CONTROLAR O EXTRAVASAMENTO
DE ESGOTO
EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS
OCORRÊNCIA ORIGEM AÇÕES PARA EMERGÊNCIA E CONTINGÊNCIA
Interrupção no Comunicar companhia de energia elétrica.
fornecimento de Acionar gerador alternativo de energia.
energia elétrica
nas instalações Comunicar ao SAAE.
de Instalar tanques de acumulação do esgoto extravasado
bombeamento. com o objetivo de evitar contaminação do solo e água.
Extravasamento Comunicar o SAAE sobe os problemas com os
de esgoto em equipamentos e a possibilidade de ineficiência e
estações Danificação de paralisação das unidades de tratamento.
elevatórias. equipamentos
eletromecânicos Comunicar ao SAAE.
ou estruturas.
Instalar equipamentos reserva.
Comunicar o ato de vandalismo à Polícia local.
Ações de Comunicar ao SAAE.
vandalismo.
Executar reparo das instalações danificadas com
urgência.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 123 - Ações de emergência e contingência para o rompimento de linhas de recalque,
coletores, interceptores e emissários.
MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RODON - PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO BÁSICO
SETOR 2 ESGOTAMENTO SANITÁRIO
OBJETIVO 2 ALTERNATIVAS PARA CONTROLAR O ROMPIMENTO EM
PONTOS DO SISTEMA DE COLETA DE ESGOTO
EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS
OCORRÊNCIA ORIGEM AÇÕES PARA EMERGÊNCIA E
CONTINGÊNCIA
Desmoronamento Executar reparo da área danificada com
de taludes ou urgência.
paredes de canais. Comunicar ao SAAE.
Sinalizar e isolar a área como meio de evitar
acidentes.
Rompimento de Erosões de fundo Comunicar ao SAAE.
linhas de recalque, de vale.
Executar reparo da área danificada com
coletores, urgência.
interceptores e
Comunicar aos órgãos de controle ambiental
emissários. sobre o rompimento em alguma parte do
sistema de coleta de esgoto.
Rompimento de Comunicar as autoridades de trânsito sobre o
pontos para rompimento da travessia.
travessia de
veículos. Sinalizar e isolar a área como meio de evitar
acidentes.
Comunicar ao SAAE.
Executar reparo da área danificada com
urgência.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 124 - Ações de emergência e contingência para ocorrência de retorno de esgoto em
imóveis.
MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO BÁSICO
SETOR 2 ESGOTAMENTO SANITÁRIO
OBJETIVO 3 ALTERNATIVAS PARA EVITAR RETORNO DE ESGOTO EM
IMÓVEIS
EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS
OCORRÊNCIA ORIGEM AÇÕES PARA EMERGÊNCIA E
CONTINGÊNCIA
Comunicar ao SAAE.
Obstrução em Isolar o trecho danificado do restante da rede
coletores de com o objetivo de manter o atendimento de
áreas não afetadas pelo rompimento.
esgoto.
Executar reparo das instalações danificadas
com urgência.
Ocorrência de retorno Executar trabalhos de limpeza e desobstrução.
de esgoto nos Executar reparo das instalações danificadas.
imóveis.
Lançamento
indevido de águas Comunicar ao SAAE.
pluviais na rede
coletora de esgoto.
Ampliar a fiscalização e o monitoramento das
redes de esgoto e de captação de águas pluviais
com o objetivo de identificar ligações
clandestinas, regularizar a situação e implantar
sistema de cobrança de multa e punição para
reincidentes.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 125 - Ações de emergência e contingencia para vazamentos e contaminação de solo,
curso hídrico ou lençol freático por fossas.
MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO BÁSICO
SETOR 2 ESGOTAMENTO SANITÁRIO
OBJETIVO 4 ALTERNATIVAS PARA REDUZIR RISCOS DE CONTAMINAÇÃO
POR FOSSAS NA ÁREA URBANA E ZONA RURAL
EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS
OCORRÊNCIA ORIGEM AÇÕES PARA EMERGÊNCIA E
CONTINGÊNCIA
Comunicar ao SAAE e a Prefeitura Municipal.
Rompimento, Promover o isolamento da área e contenção do
extravasamento, resíduo com objetivo de reduzir a contaminação.
vazamento e/ou
Conter vazamento e promover a limpeza da área
infiltração de com caminhão limpa fossa, encaminhando o
esgoto bruto por resíduo para a estação de tratamento de esgoto.
ineficiência de
fossas.
Vazamentos e Construção de Implantar programa de orientação da
contaminação de fossas comunidade em parceria com a prestadora
solo, curso hídrico ou quanto à necessidade de adoção de fossas
lençol freático por inadequadas e sépticas em substituição às fossas rudimentares
ineficientes. e fiscalizar se a substituição e/ou desativação
fossas. está acontecendo nos padrões e prazos
exigidos.
Inexistência ou Ampliar o monitoramento e fiscalização destes
ineficiência do equipamentos na área urbana e na zona rural,
monitoramento. em parceria com a prestadora, principalmente
das fossas localizadas próximas aos cursos
hídricos e pontos de captação subterrânea de
água para consumo humano.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
4.2.7. Objetivos e Metas para o SES
Os objetivos e as metas para atingir tanto a universalização como a qualidade
dos serviços relacionados ao sistema de tratamento de esgoto de Marechal Cândido
Rondon foram elencados em tabelas sínteses, de acordo com seu setor e objetivo.
Nestas tabelas, a visualização das propostas pode ser observada tanto sob ótica
macro como micro de análise, fluindo numa sequência lógica da fundamentação do
objetivo e as metas para atingi-lo nos diferentes prazos de projeto. Sendo assim, abaixo
estão definidos os objetivos e as metas propostas para o SES do município.
4.2.7.1. Objetivo 1 ± Implementação do programa de educação
ambiental
A tabela a seguir sintetiza o Objetivo 1 com suas metas de curto, médio e longo
prazo.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 126 - Tabela Síntese do Objetivo 1.
MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
SETOR 2 ESGOTAMENTO SANITÁRIO
OBJETIVO 1 IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
FUNDAMENTAÇÃO A base para qualquer projeto na área de saneamento é a Educação Ambiental, quanto mais consciente o cidadão melhor será o
local onde ele vive. Isto independe de sua condição financeira, da sua cor, da sua raça ou do seu credo. População bem educada
evita o desperdício, reutiliza a água, não polui mananciais e principalmente, cobra uns dos outros e do Poder Público para garantir
a qualidade da água para as futuras gerações. Sendo assim, há Programas de Educação Ambiental principalmente para crianças
em Marechal Cândido Rondon, relacionado as questões do esgotamento sanitário do município. Se faz necessário então, a
manutenção destas práticas para que, a conscientização se torna cada vez maior no município.
MÉTODO DE
ACOMPANHAMENTO Número de ações realizadas e número de pessoas impactadas.
(INDICADOR)
METAS
CURTO - ATÉ 4 ANOS MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS
1) Programa de Educação Ambiental voltado para a 2) Manter o programa de Educação Ambiental 3) Manter o programa de Educação
importância sanitária da coleta e tratamento de esgoto, Ambiental.
inclusive na área rural.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
4.2.7.2. Objetivo 2 ± Ampliar e aprimorar o sistema de esgotamento
sanitário
A tabela a seguir sintetiza o Objetivo 2 com suas metas de curto, médio e longo
prazo.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 127 - Tabela Síntese do Objetivo 2.
MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
SETOR 2 ESGOTAMENTO SANITÁRIO
OBJETIVO 2 AMPLIAR E APRIMORAR O SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DO DISTRITO SEDE, DEMAIS DISTRITOS E
ÁREA RURAL
FUNDAMENTAÇÃO Através dos dados disponibilizados pelo SAAE, concluiu-se que Marechal Cândido Rondon, por meio dos serviços prestados,
atende 38% da população urbana do Distrito Sede, com sistemas coletivos de coleta e tratamento de esgotos. No horizonte de
projeto de 20 anos, a população urbana do Distrito Sede poderá atingir aproximadamente 54.666 habitantes em 2043. Constata-
se a necessidade de ampliar o sistema para atender a demanda futura em termos de rede coletora e número de ligações. No
caso dos demais Distritos, todos são providos de sistema individual de coleta e tratamento de esgotos, entretanto, não há
informações sobre o tipo destes sistemas, podendo ser fossas sépticas ou fossas rudimentares. Desta forma, se faz necessário
investimentos para implantar nestes Distritos, sistemas coletivos de coleta e tratamento de esgotos. Para a área rural do município
de Marechal Cândido Rondon, também se faz necessário a substituição das fossas rudimentares por fossas sépticas, através de
investimentos do Estado do Paraná ou recursos do próprio SAAE.
MÉTODO DE 1. Índice de atendimento urbano com coleta e tratamento de esgoto, que corresponde ao percentual da população urbana
ACOMPANHAMENTO atendida com coleta e tratamento de esgoto em relação a população urbana total. 2. Identificação da implementação da ação.
(INDICADOR)
METAS
CURTO PRAZO - ATÉ 4 ANOS MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS
1) Aumentar o atendimento de coleta e tratamento de esgoto 2) Manter a universalização do serviço de coleta e 5) Manter a universalização do
na área urbana do Distrito Sede em 100%. tratamento dos esgotos do Distrito Sede. 3) serviço de coleta e tratamento dos
esgotos gerados do Distrito Sede e
Implantar sistema coletivo de coleta e tratamento de
esgoto para todos os Distritos do município, demais Distritos. 6) Implantar
fossas sépticas nos 50% restantes
abrangendo 100% de suas populações. 4) Buscar
recursos financeiros, principalmente com a Itaipu das propriedades rurais do
Binacional, para a implantação de fossas sépticas município.
em 50% das propriedades rurais do município.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
4.3. SISTEMA DE LIMPEZA URBANA E MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS
4.3.1. Estimativa da Produção de Resíduos Sólidos com Base nos
Resultados dos Estudos Demográficos
Atualmente o Município de Marechal Cândido Rondon conta com geração per
capita de resíduos sólidos domésticos (RDO + RPU), em relação à população urbana
de 0,78 kg/hab./dia de acordo com o SNIS, 2022. Em concordância com o Diagnóstico
toda a área urbana é atendida pelo sistema de limpeza pública, com a coleta de
resíduos sólidos domésticos ocorrendo regularmente de acordo com o cronograma
estabelecido pela Secretaria Municipal de Agricultura e Política Ambiental.
Para a projeção de 20 anos (2023 a 2043) este percentual de atendimento foi
mantido, considerando que estes serviços continuarão existindo e serão ampliados de
acordo com a crescente demanda.
Para a estimativa de geração dos resíduos sólidos no Município de Marechal
Cândido Rondon, também foi considerado um incremento na quantidade per capta de
resíduos devido ao desenvolvimento que o município deve ter juntamente com o
aumento da população urbana, passando de 0,78 para 0,98 kg/hab./dia.
Observa-se na tabela abaixo que a população urbana de Marechal Cândido
Rondon terá um acréscimo de 20,58% em 20 anos, passando a ter 71.235 habitantes.
Concomitantemente ao aumento da população, a quantidade de resíduos gerados
também será superior no final do período avaliado, sendo aproximadamente 37% maior
em 2043.
Para a projeção do volume de geração anual foi utilizado o mesmo estudo
demográfico presente neste trabalho e considerado o aumento na produção diária por
habitante ao longo dos 20 anos estudados. Segundo SILVA & FERREIRA, 2015, os
resíduos recicláveis correspondem a 29,98% e os compostáveis (rejeitos orgânicos
domésticos) 60,64% do total ponderado, os resíduos de saúde, contaminantes e de
logística reversa obrigatória não foram considerados para o estudo.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 128 ± Estimativa da geração total, resíduos reciclados e compostados.
Ano População Geração Per Capta Total Reciclado Compostado
(kg/hab./dia) (ton/ano) (ton/ano) (ton/ano)
2023 56.569 0,78 16.105,19 4.828,34 9.766,19
2024 57.303 10.019,74
2025 58.036 0,79 16.523,32 4.953,69 10.276,36
2026 58.769 10.536,23
2027 59.502 0,80 16.946,51 5.080,56 10.799,35
2028 60.236 11.065,89
2029 60.969 0,81 17.375,05 5.209,04 11.335,49
2030 61.702 11.608,34
2031 62.435 0,82 17.808,95 5.339,12 11.884,44
2032 63.169 12.163,97
2033 63.902 0,83 18.248,50 5.470,90 12.446,56
2034 64.635 12.732,39
2035 65.368 0,84 18.693,10 5.604,19 13.021,46
2036 66.102 13.313,98
2037 66.835 0,85 19.143,05 5.739,09 13.609,55
2038 67.568 13.908,36
2039 68.301 0,86 19.598,35 5.875,58 14.210,42
2040 69.035 14.515,93
2041 69.768 0,87 20.059,32 6.013,78 14.824,48
2042 70.501 15.136,28
2043 71.235 0,88 20.525,32 6.153,49 15.451,53
0,89 20.996,68 6.294,80
0,90 21.473,39 6.437,72
0,91 21.955,78 6.582,34
0,92 22.443,19 6.728,47
0,93 22.935,96 6.876,20
0,94 23.434,07 7.025,54
0,95 23.937,89 7.176,58
0,96 24.446,71 7.329,12
0,97 24.960,88 7.483,27
0,98 25.480,76 7.639,13
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Para o município de Marechal Cândido Rondon, os resíduos domiciliares (RDO)
coletados são destinados em parte para as organizações de reciclagem presentes,
sendo a ACAN e a COOPERAGIR, e o restante não aproveitado é destinado para o
aterro sanitário municipal, não sendo necessária a aplicação de um estudo para a
identificação de áreas favoráveis a implantação de aterro, já que o mesmo se encontra
dentro do período de vida útil estipulado.
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Marechal Cândido Rondon - PR
4.3.2. Proposição das Possibilidades de Implantação de Soluções
Consorciadas ou Compartilhadas com Outros Municípios
O Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, será de grande
importância para programar amplamente as diretrizes desse segmento nos âmbitos
municipal e regional. Muitos dos problemas de gestão de resíduos podem ser
solucionados de forma conjunta e consorciada entre os municípios.
Para o município de Marechal Cândido Rondon, o mesmo se encontra presente
em um consórcio intermunicipal, sendo o CISPAR ± Consórcio Público Intermunicipal
de Saneamento do Paraná, que atualmente conta com 52 municípios e tem como
objetivo primordial o de promover as ações e serviços na área de saneamento,
englobando inclusive a manutenção do sistema de manejo dos resíduos sólidos.
Entretanto, conforme informações disponibilizadas pelo SNIS, 2022, o município
não faz parte de nenhum consórcio intermunicipal regulamentado pela Lei nº
11.107/2005 e que tenha como atribuição específica a gestão ou prestação de um ou
mais serviços de manejo de resíduos sólidos urbanos.
A Lei n° 11.107/2005, que dispõe sobre normas gerais de contratação de
consórcio públicos, regulamentada pelo Decreto n° 6.017/2007, define consórcio
público da seguinte forma:
³3HVVRDMXULGLFDIRUPDGDH[FOXVLYDPHQWHSRUHQWHVGD)HGHUDomRQDIRUPD
de Lei N°11.107 de 2005, para estabelecer relações de cooperação federativa,
inclusive a realização de objetivos de interesse comum, constituída como associação
pública, com personalidade juridica de direito público e natureza autárquica, ou como
SHVVRDMXULGLFDGHGLUHLWRSULYDGRVHPILQVHFRQ{PLFRV´
Doravante, os serviços públicos de saneamento básico, quando não prestados
por entidade que integre a administração do titular, dependerão da celebração de
contrato de concessão, precedido de licitação, ficando vedada a sua disciplina mediante
contrato de programa, convênio, termo de parceria ou outros instrumentos de natureza
precária.
Vale destacar aqui a alteração promovida pela Lei nº 14.026/2020 na Lei nº
11.107/2005, citada acima, incluindo no art. 13 o § 8º, cujo comando estabelece que os
contratos de prestação de serviços públicos de saneamento básico deverão observar
o art. 175 da Constituição Federal, vedada a formalização de novos contratos de
programa para esse fim.
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Quanto aos contratos de programa regulares vigentes, a nova ordem legal
dispõe que eles permaneçam em vigor até o advento do seu termo final. A proibição de
celebrar contratos de programa com sociedade de economia mista ou empresa pública
também se aplica aos consórcios públicos e a subdelegação do serviço prestado pela
autarquia intermunicipal (criada para prestar os serviços de saneamento básico aos
entes consorciados) depende de prévio procedimento licitatório.
Portanto, de acordo com o novo modelo, os serviços públicos de saneamento
básico poderão ser prestados por uma das seguintes formas:
x diretamente pelo titular, por órgão da sua administração direta (exemplo:
departamento) ou indireta (exemplos: autarquia, empresa pública ou
sociedade de economia mista) e ainda por meio de autarquia
intermunicipal, quando a titularidade for exercida por gestão associada
(consórcio);
x por entidade não integrante da administração do titular, mediante contrato
de concessão, nas suas três modalidades: comum, patrocinada e
administrativa.
O instituto da concessão está disciplinado na esfera Federal, pelas Leis nº
8.987/1995 (concessão comum), nº 11.079/2004 (concessão patrocinada e
administrativa, concebidas na forma de parcerias público-privadas), nº 9.074/95 que
³HVWDEHOHFH QRUPDV SDUD RXWRUJD H SURUURJDo}HV GDV FRQFHVV}HV H permissões de
VHUYLoRVS~EOLFRVHGiRXWUDVSURYLGrQFLDV´HDLQGDSRUOHLV específicas que disciplinam
a concessão de determinados serviços públicos.
Os consórcios públicos são modelos de gestão incentivados pela Lei n°
12.305/2010, sendo que este tipo de gestão tem prioridade no acesso a recursos da
União.
A gestão consorciada de resíduos sólidos pode atuar nos segmentos de
construção regional de um aterro sanitário ou na utilização de aterros já existentes, de
centrais de tratamento de resíduos sólidos, compartilhamento de equipes técnicas,
realização de coleta intermunicipal de resíduos sólidos, centrais de beneficiamento de
materiais recicláveis, entre outros. Para definir o modelo de soluções compartilhadas
de aterros sanitários, são utilizados alguns critérios como:
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x Definição dos municípios sede do compartilhamento como os de maior
geração de RSU na região, preferencialmente integrados à principal
malha viária, envolvendo o maior número de municípios, e com
disponibilidade de área ambientalmente adequada para implantação das
instalações;
x Municípios beneficiados com o compartilhamento, necessariamente,
interligados ao município sede por meio de rodovias pavimentadas,
independentemente de fazerem parte da mesma região administrativa;
x Distância máxima até o município de 60 km (com tolerância de 10%). Este
valor é obtido pela adoção de tempo máximo para ida, descarregamento
e volta dos caminhões de três horas, tendo em vista que a velocidade
média dos caminhões deverá ser cerca de 50 km/ h.
De acordo com o diagnóstico técnico, o município de Marechal Cândido Rondon
já possui um aterro sanitário para a disposição dos RSU, além da presença de uma
associação de catadores e uma cooperativa, como já citado anteriormente.
Porém, caso não haja aterros sanitários para soluções compartilhadas nesta
distância a mesma poderá ser revista.
Entre as vantagens em se aderir aos consórcios intermunicipais para a gestão
dos resíduos sólidos, tem-se diminuíção dos custos para destinação final de resíduos,
melhoria da capacidade técnica, gerencial e financeira, compartilhamento dos recursos
técnológicos, otimização na contratação de serviços, maior agilidade na execução de
projetos, viabilização de obras de grande porte e serviços de alto custo que não são
acessíveis a maioria dos municípios, entre outros aspectos.
Já dentre as desvantagens, podem vir a acontecer desentendimentos políticos
com interferências de cárater pessoal ou partidário ou uma burocracia excessiva para
a implantação dos consórcios públicos.
Ressalta-se, que a promoção da capacidade de gestão consorciada entre os
municípios envolvidos se sobrepõe de maneira transversal à toda gestão municipal
individualizada. Abaixo seguem alguns critérios utilizados para a construção dos
arranjos:
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x Área de abrangência (distância máxima entre municípios);
x Contiguidade territorial e conurbação;
x Bacia Hidrográfica (sub ± bacia e micro bacia);
x Condições de acesso (infraestrutura de transporte entre os municípios);
x Similaridade quanto às características ambientais e socioculturais;
x Existência de fluxos econômicos entre municípios;
x Arranjos regionais pré-existentes (compartilhamento de unidades);
x Experiências comuns no manejo de resíduos;
x Dificuldades em localizar áreas adequadas para manejo em alguns
municípios;
x Existência de municípios polo com liderança regional;
x Existência de pequenos municípios que não podem ser segregados do
arranjo regional;
x Número de municípios envolvidos;
x População total a ser atendida (rateio de custos);
x Volume total de resíduos gerados nos municípios.
A elaboração de um Plano Intermunicipal de Resíduos Sólidos (gestão
associada) ou do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (gestão
individualizada), possui vantagens e desvantagens como mostrado acima. Porém,
como vantagem principal está a agregação de competências diversas, resultando em
ganhos de eficiência, economicidade e logística na gestão regional dos resíduos
sólidos.
As oportunidades mais interessantes para o município de Marechal Cândido
Rondon na atual conjuntura e estado de gestão, seriam a de disposição final de inertes,
triagem, beneficiamento e reciclagem de RCC, gestão dos resíduos eletrônicos,
embalagens de agrotóxico, destinação final de resíduos Classe I e entre outras. Sendo
assim, este Plano recomenda a busca por soluções consorciadas, tanto pelas
vantagens explanadas acima como pela preferência na obtenção de crédito, mas,
sempre resguardando a autonomia gerencial e a imparcialidade política em suas ações.
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4.3.3. Procedimentos Operacionais e Especificações Mínimas a Serem
Adotadas nos Serviços Públicos de Limpeza Urbana e Manejo de
Resíduos Sólidos, Incluindo a Disposição Final Ambientalmente
Adequada dos Rejeitos
Neste capítulo serão discutidas as formas de procedimentos operacionais e
especificações mínimas, para serem adotadas no gerenciamento e manejo dos
resíduos sólidos do Município de Marechal Cândido Rondon.
Insta salientar, que o município em questão, já possui ampla experiência e
qualidade na prestação de alguns dos serviços abaixo abordados, executando-os com
qualidade além daquela mínima necessária e proposta pelas normas e legislações.
Os tópicos seguintes tem o propósito de apenas apresentar as condições
mínimas necessárias para prestação dos serviços, não debilitando o que já é realizado,
mas, servindo de base para novas operações e comparativo para as já executadas.
4.3.3.1. Contratos e controle dos serviços
Caso o município continue com a contratação de empresas terceirizadas para o
manejo dos resíduos sólidos algumas exigências deverão ser consideradas, como:
x Cumprir a Lei n° 14.133/2021 ± Lei de Licitações, e suas alterações;
x Contratos com os critérios esmiuçados dos serviços, solicitando informações
de pesagem e valores cobrados para cada serviço prestado. Faz-se
importante dividir os diferentes serviços da limpeza urbana, discriminando os
valores de coleta, transporte, transbordo, e disposição final nos custos;
x Na gestão dos resíduos de serviços de saúde - RSS, exigir por meio legal
que os geradores dessa tipologia de resíduos apresentem o certificado de
destinação final dos resíduos e inventário semestral para o ente fiscalizador
e, realizar periodicamente auditorias nas empresas coletoras de RSS;
x Inserir nos contratos a responsabilidade do devido preenchimento do sistema
de informações pelo prestador, podendo assim gerar indicadores de
eficiência dos serviços, propiciando uma avaliação constante da qualidade
do serviço prestado;
x Na gestão dos resíduos da construção civil ± RCC, exigir por meio legal que
o gerador desse tipo de resíduo apresente o certificado de destinação final
dos resíduos e inventário semestral para o ente fiscalizador. No caso das
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empresas coletoras de RCC exigir o licenciamento para a execução da
atividade;
x Licitações com preço máximo, ou seja, teto máximo estabelecido para o
serviço.
4.3.3.2. Resíduos domiciliares
Os resíduos considerados domiciliares são basicamente os resíduos orgânicos,
os resíduos recicláveis e os resíduos não recicláveis ou rejeitos. O objetivo de
conscientizar a população sobre a importância de separar os resíduos adequadamente
facilita o trabalho dos catadores de materiais recicláveis, aumentando assim, o volume
de materiais que podem ser comercializados.
Para que os resíduos sólidos domiciliares possam ser valorizados e inseridos
novamente na cadeia da matéria-prima, deverá haver em todas as etapas do ciclo de
vida destes resíduos procedimentos que os mantenham aptos para uma nova
sistematização.
Estabelecendo critérios e procedimentos para a sua coleta e armazenamento,
impedindo assim, que os resíduos sejam danificados ou misturados.
Desta forma, preservando as suas características físicas e químicas os resíduos
sólidos domiciliares se classificam para as próximas fases, sendo elas, o reuso, a
reutilização e a reciclagem. Ressalta-se, que o ciclo de vida dos resíduos envolve desde
a sua geração, passando pelo acondicionamento e coleta e encerrando com a sua
destinação final.
Sendo assim, neste Plano serão recomendados medidas e procedimentos para
a coleta convencional de resíduos sólidos, coleta seletiva, triagem de materiais
recicláveis, transbordo, transporte e destinação final ambientalmente correta.
Procurando sempre apresentar os melhores procedimentos para serem inseridos em
cada etapa do sistema de manejo de resíduos sólidos.
O PMGIRS traz também recomendações para que todo o sistema em questão
seja executado de maneira eficiente, atendendo o que está disposto em leis e normas.
Contudo, com o intuito de apresentar um cenário de referência buscando manter
a qualidade dos serviços para os Sistema de Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos
Sólidos no Município de Marechal Cândido Rondon, serão apresentadas várias
diretrizes embasadas na Lei n° 12.305/2010 ± PNRS, que auxiliará a Gestão Municipal
a tomar as melhores decisões que beneficiará toda a população.
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4.3.3.3. Coleta convencional de resíduos sólidos
A coleta convencional de resíduos sólidos está amparada por leis e normas
Federais, Estaduais e, inclusive, municipais, onde as responsabilidades e a
sistematização dos serviços são estabelecidas através de estudos técnicos e
disponibilizadas através de procedimentos de gestão.
Dentre as Normas brasileiras relativas à coleta de resíduos sólidos, tem-se a
ABNT NBR n° 13.463/1995 ± Coleta de Resíduos Sólidos e a ABNT NBR n°
12.980/1993 ± Coleta, varrição e acondicionamento de resíduos sólidos urbanos. Esta
última, define coleta de resíduos sólidos da seguinte forma:
³&ROHWDUHJXODUGRVUHVtGXRVGRPLFLOLDUHVIRUPDGRVSRUUHVtGXRVJHUDGRVHP
residências, estabelecimentos comerciais, industriais, públicos e de
prestação de serviços, cujos volumes e características sejam compatíveis
FRPDOHJLVODomRPXQLFLSDOYLJHQWH´
É importante seguir algumas orientações para a programação e o
dimensionamento da coleta convencional de resíduos, como:
x Caracterização e localização de pontos importantes a serem coletados no
município;
x Elaboração de mapas de roteiros de coleta;
x Dimensionamento e estimativa da frota coletora necessária;
x Dimensionamento da mão de obra;
x Critérios para o volume e o tipo de resíduos a serem coletados;
x Estimativas de quantidades a serem coletadas por setores.
Ressalta-se que o Município de Marechal Cândido Rondon conta atualmente
com 100% de sua população urbana atendida pela coleta convencional de resíduos
sólidos domiciliares, realizada pela empresa Costa Oeste Serviços LTDA, conforme
informado no Diagnóstico.
Entretanto, para otimizar a coleta as rotas têm de ser planejadas de modo que
as guarnições comecem o trabalho no ponto mais longe do local de destino final do
resíduo e, com a progressão do trabalho se movam na direção da destinação final,
diminuindo as distâncias e o tempo de percurso.
Através da elaboração ou revisão dos itinerários deve-se orientar os condutores
dos veículos coletores a seguirem exatamente conforme o planejado. Respeitando os
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horários e as vias a serem percorridas e o local de destinação final. Sendo assim,
seguindo as diretrizes contidas em Normas e Legislações especificas, primeiramente,
a coleta convencional de resíduos domiciliar deve ser efetuada sempre nos mesmos
dias e horários para que a população não perca o hábito de enviar os seus resíduos
para o caminhão da coleta. A regularidade da coleta é, portanto, uma das mais
importantes características deste serviço.
Dentro da área urbana a coleta deve contemplar todos os imóveis, sendo estes,
os imóveis residenciais, comerciais, industriais, públicos e de saúde. Porém, nos
imóveis industriais e de saúde atentar-se para a quantidade e o tipo de resíduo a ser
recolhido.
Ressalta-se, que o Poder Público poderá estipular valores a serem coletados
pelos imóveis, podendo ser os imóveis comerciais, residenciais e industriais.
Em relação ao acondicionamento dos resíduos sólidos, de acordo com o Manual
de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos, elaborado pelo Instituto Brasileiro
de Administração Municipal ± IBAM, 2001, recomenda-se, que os recipientes para o
acondicionamento dos resíduos sólidos domiciliares possuam peso máximo de trinta
quilos, e que os sacos plásticos sejam de no máximo cem litros.
Pois, sacos plásticos acima de cem litros, de acordo ainda com o IBAM 2001,
podem não ser seguros, obrigando os coletadores a abraçá-los para carrega-los até o
caminhão de coleta. Ocasionando assim em maior periculosidade para o colaborador
devido a possibilidade de haver vidros dentro dos sacos plásticos.
A ocorrência de pontos de acumulação de resíduo domiciliar nos logradouros e
um número elevado de reclamações podem ser um dos fatores que apontam a
irregularidade da coleta.
Para a área comercial do município deve-se utilizar o mesmo procedimento para
os bairros residenciais. Porém, a frequência da coleta deverá ser diária, pois, o acúmulo
de resíduos nesta região comumente é mais elevado. A Prefeitura deverá também se
atentar para o tipo de resíduo a ser recolhido na área central, coletando apenas os
resíduos que estão ensacados e que possuem as dimensões compatíveis com o
caminhão compactador.
Nos bairros estritamente residenciais, a coleta deve preferencialmente ser
realizada durante o dia. Deve-se, entretanto, evitar fazer coleta em horários de grande
movimento de veículos nas vias principais. A coleta noturna deve ser cercada de
cuidados em relação ao controle dos ruídos. As guarnições devem ser instruídas para
não altear as vozes.
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O comando de anda/para do veículo, por parte do líder da guarnição deve ser
efetuado através de interruptor luminoso, acionado na traseira do veículo e o silenciador
deve estar em perfeito estado. O motor não deve ser levado a alta rotação para
apressar o ciclo de compactação, devendo existir um dispositivo automático de
aceleração sempre operante.
O Município de Marechal Cândido Rondon deverá exigir da empresa contratada
a dispor de planos de emergência relativos à manutenção ou danificação de veículos
coletores, dispondo de outros veículos para atender a demanda.
Este é um item muito importante sobre o procedimento da coleta convencional
de resíduos sólidos, pois, para que o plano de emergência não necessite ser acionado,
é importante o respeito a capacidade máxima de carga dos veículos coletores e o seu
estado de conservação. E, caso haja qualquer tipo de dano ao veículo coletor, deve-se
comunicar aos responsáveis alertando-os sobre o não atendimento aos requisitos de
segurança.
Sendo assim, o respeito a capacidade máxima de carga é necessário para que
o excesso de resíduos sólidos não seja lançado nas vias públicas, evitando desta
forma, acidentes e acúmulo de resíduos sólidos em locais inapropriados. Em locais
onde a trafegabilidade é precária, impedindo que o caminhão coletor alcance
determinados imóveis, os colaboradores da coleta deverão realizar o procedimento
manualmente, porém, não se deslocando mais que cinquenta metros do caminhão
coletor.
A coleta também deverá ocorrer quando os locais de acondicionamentos de
resíduos sólidos estiverem virados ou, quando o resíduo estiver solto na via pública em
decorrência do rompimento dos sacos plásticos. Caso algum imóvel esteja gerando
resíduos além do que foi estipulado pela Prefeitura, a responsabilidade em comunicar
a Secretaria Municipal de Agricultura e Política Ambiental é do condutor do veículo
coletor.
Em relação sobre alguns procedimentos da coleta convencional de resíduos
sólidos, ressalta-se, que a área do Aterro Sanitário de Marechal Cândido Rondon
possui uma balança de pesagem de veículos para melhor controle da entrada de
resíduos no local, além de gerar informações dos veículos coletores como data, horário,
placa, peso e etc.
O Manual de Orientação (MMA, 2012), propõe ainda dois procedimentos que
podem ser incluídos na coleta convencional de resíduos sólidos, sendo:
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x Buscar a redução significativa de resíduos orgânicos da coleta
convencional, para aumentar a vida útil do aterro sanitário e, promover
ações voltadas para a compostagem;
x Implantar sistema de conteinerização inicialmente em condomínios e
similares.
4.3.3.4. Guarnições de coleta
Aqui serão tratadas as questões de segurança, saúde, higiene, rotina e
procedimentos de trabalho dos colaboradores do sistema de limpeza urbana e manejo
dos resíduos sólidos de Marechal Cândido Rondon, mais precisamente da equipe de
coleta convencional de resíduos sólidos.
A Secretaria Municipal de Agricultura e Política Ambiental deve fiscalizar as
empresas terceirizadas, tanto para a coleta de RDO, quanto para os serviços da
limpeza púbica nos quesitos de segurança, saúde e higiene dos colaboradores destes
serviços.
As determinações são definidas pela Norma Regulamentadora ± NR 24 ±
Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho. A NR 24 estabelece as
condições indispensáveis à segurança, à saúde, à higiene e ao conforto dos
trabalhadores nas atividades relacionadas à limpeza urbana e o manejo de resíduos
sólidos, independentemente de sua forma de contratação.
Ressalta-se que algumas atividades relacionadas ao sistema de limpeza urbana
podem ser consideradas como insalubres pelo Ministério do Trabalho e Emprego, tendo
insalubridade de grau máximo o trabalho ou operações em contato permanente com o
resíduo urbano, hospitalar e industrial.
A NR 24 cita que o empregador que realiza serviços externos deve disponibilizar
um sistema de ponto de apoio, em locais estratégicos para que o trabalhador possa
higienizar as mãos, se hidratar, fazer as suas necessidades fisiológicas e se alimentar.
A respectiva Norma determina também que podem ser utilizadas instalações
móveis desde que, não seja possível instalar pontos de apoio fixo.
Porém, nestes casos, os mesmos devem possuir as mesmas características
físicas que um ponto de apoio fixo oferece, como: área de ventilação e conforto térmico,
lavatório com água corrente, sabonete líquido, toalha descartável e sistema de
descarga ou similar que garanta o isolamento da caixa de detritos.
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Além disso, deve-se manter nos postos de trabalho água potável e fresca e
fornecida em recipientes portáteis hermeticamente fechados, armazenados em locais
higienizados, sendo proibido o uso de copos coletivos.
No caso dos veículos de coleta de resíduos deve haver um recipiente para o
armazenamento de água potável e fresca em quantidade suficiente para uma jornada
completa da equipe de trabalho. Assim como, deve haver água, sabão e material para
enxugo com a finalidade de higienização das mãos do trabalhador.
Em se tratando especificamente da equipe de coleta convencional de resíduos
sólidos, geralmente, esta equipe é composta por um motorista e dois ou três coletores,
porém, dada as idiossincrasias de cada município, podem ocorrer alterações nas
guarnições nos turnos e na periodicidade das coletas e na dinamização das equipes.
Como exemplo de especificidades, existem municípios que adotam a
PHWRGRORJLD GR ³JDUL EDQGHLUD´ HQFDUUHJDGR GH VDLU DQWHV GR FDminhão coletor e o
restante da equipe para remover os resíduos alocados em ruas e locais de difícil acesso
e concentrá-los nas vias principais, agilizando e deixando o recolhimento dos resíduos
mais eficiente.
Em se tratando de capacitação a NR 24 estabelece que os trabalhadores
envolvidos na operação, manutenção, inspeção e demais intervenções em máquinas e
equipamentos devem receber capacitação adequada, sendo providenciada pelo
empregador. Esta capacitação deve abordar os riscos em que o colaborador está
exposto e as medidas de proteção existentes e necessárias para tal função.
Outra questão importante refere-se aos treinamentos exclusivos para os
colaboradores que trabalham no sistema de limpeza urbana e manejo de resíduos
sólidos.
Estes colaboradores devem ser orientados para que coletem os resíduos sólidos
de maneira segura e eficiente, para que não sofram ferimentos ou acidentes,
principalmente com vidros, lâminas, agulhas, produtos químicos e que os sacos
plásticos não sejam rasgados ou rompidos durante a execução da coleta. E apenas os
resíduos apresentados dentro das especificações exigidas para a coleta convencional
sejam recolhidos.
Desta forma, a tabela abaixo mostra alguns treinamentos essenciais para que
no decorrer de sua jornada, o colaborador possa executá-la de forma segura, prática e
que o ambiente de trabalho tenha um clima organizacional agradável.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 129 - Treinamento para os colaboradores dos serviços de limpeza pública e manejo dos
resíduos sólidos.
TEMA JUSTIFICATIVA
Informações sobre Este tema produz informações sobre o local onde o colaborador irá atuar,
as condições do sendo que, basicamente, este colaborador atua em locais abertos, como:
ambiente de ruas, avenidas, praças, parques e margens de rios e córregos. São locais
trabalho que podem perfeitamente oferecer riscos e acidentes, obrigando o
colaborador nestes casos o exercício do direito de recusa.
Riscos inerentes à Diferentemente sobre as condições do ambiente de trabalho, este tema
função aborda os riscos existentes nos resíduos a serem coletados, pois, se o
resíduo for acondicionado de maneira errada ou indevida, pode haver
ferimentos através de objetos pontiagudos, perfurocortantes ou produtos
químicos, ou risco de contaminação através de resíduos hospitalares. Sendo
assim, neste tipo de treinamento é essencial que o colaborador aprenda a
identificar as sinalizações destinadas a resíduos perigosos (industriais e
hospitalares) e que o manejo do resíduo tenha o mínimo de contato possível.
Equipamento de O Equipamento de Proteção Individual ± EPI, é item obrigatório para que o
Proteção Individual - profissional, neste caso, esteja seguro diante de riscos químicos, físicos,
EPI ergonômicos e biológicos que envolvem os resíduos. O tema em questão
trata da obrigatoriedade em proteger o colaborador durante a jornada de
trabalho, utilizando luvas adequadas para a função, botas, calças e camisas
longas, óculos de proteção, máscaras contra maus odores, capa de chuva,
colete refletor para a coleta noturna, bonés e protetor solar.
Ergonomia A má postura, o esforço repetitivo e o levantamento de peso são as principais
causas de afastamento do trabalho. O colaborador deve realizar treinamento
que seja apresentado a ele procedimentos que ao executar tarefas de
varrição, manuseio de equipamentos, recolha de resíduos, transporte e entre
outros, não haja risco de lesão em função da atividade que está exercendo.
Educação Ambiental Como o serviço de limpeza pública e manejo de resíduos sólidos é parte
inerente dos problemas ambientais, é importante que o colaborador deste
serviço conheça o valor de sua profissão. Pois, com a ausência dele, somado
a má educação das pessoas, os ambientes urbanos apresentariam
condições subumanas de vivência.
Plano de Norma Regulamentadora Referente às Atividades de Limpeza Urbana, em
Emergência seu item 2.4, determina a elaboração de um Plano de Emergência para a
respectiva atividade. Neste treinamento o colaborador deve conhecer os
possíveis cenários de emergência relacionados a sua função e os
procedimentos de resposta a emergência ocorrida.
O que é o Resíduo? Tema muito importante a ser apresentado aos colaboradores, pois, é este o
Coleta Seletiva motivo da consolidação da profissão em questão. Este tema mostra também
os problemas em não se coletar e destinar corretamente os resíduos
gerados.
Desvela o significado da coleta seletiva além da mera comercialização dos
materiais segregados, mostrando sua importância no aumento da vida útil
dos aterros e na diminuição da exploração dos recursos naturais.
Bebida alcoólica e Deve-se orientar os colaboradores a não ingerir bebidas alcoólicas e drogas
consumo de drogas durante a execução do trabalho, devido aos riscos em que a pessoa se
encontra na atividade de coleta convencional de resíduos. Deve-se também
orientar sobre as punições legais, caso haja situações deste tipo no local de
trabalho.
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Pedidos de O colaborador não deve realizar qualquer pedido de donativos ou
donativos ou gratificações durante a jornada de trabalho. Neste tema é abordado questões
gratificações salariais e benefícios da função, mostrando ao colaborador sobre a não
necessidade em pedir caridade para as pessoas.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
A NR 24 determina ainda que os treinamentos sejam realizados periodicamente
a cada seis meses, e com carga horária mínima de 4 horas. Caso o trabalhador mude
de função, ou que sejam adicionados em suas atividades novas tecnologias, o mesmo
deverá também receber novos treinamentos em concordância com as exigências
solicitadas.
Em relação aos EPIs ± Equipamentos de Proteção Individual, os mesmos
deverão ser divulgados e fiscalizados, a responsabilidade deverá ser de ambas as
partes, tanto da Prefeitura Municipal de Marechal Cândido Rondon quanto dos próprios
trabalhadores.
Por parte da Prefeitura, a fiscalização deverá ser em relação ao uso correto dos
equipamentos, não sendo permitida a realização do trabalho sem a utilização dos
mesmos. Entretanto, é dever dos trabalhadores em exigir da Prefeitura EPIs em bom
estado de conservação, não aceitando botas, luvas, óculos de proteção ou outros
componentes fora dos padrões de uso.
A figura abaixo mostra quais são os EPIs necessários para o uso do colaborador
do sistema de limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos determinados pela ABNT
NBR n° 12.980/1993.
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Figura 192 - EPIs necessários para os colaboradores dos serviços de limpeza pública e
manejo de Resíduos Sólidos.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
No caso das vacinas, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM, 2013),
recomenda que os colaboradores da coleta convencional de resíduos sólidos sejam
imunizados a tríplice viral (caxumba, sarampo e rubéola), hepatites A e B, tuberculose,
tétano, difteria, tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa), influenza (gripe), febre
amarela, raiva e febre tifoide.
A Prefeitura é a responsável pelo controle das vacinas destes colaboradores,
exigindo de cada um deles a comprovação destas imunizações e, promover a
vacinação daqueles que não foram imunizados pelas doenças citadas no parágrafo
anterior. Todos os critérios apontados nos parágrafos anteriores auxiliam em uma
melhor performance dos trabalhadores do serviço de sistema de limpeza pública e
manejo de resíduos sólidos.
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4.3.3.5. Regularidade, frequência e setorização da coleta
A coleta dos resíduos sólidos domiciliares, comerciais e de prestadores de
serviços do Município de Marechal Cândido Rondon deve ocorrer em cada imóvel nos
mesmos dias e horários estipulados, garantindo a eficiência do sistema como já dito em
capítulos anteriores. Conforme foi apresentado na etapa de diagnóstico, a coleta
convencional de resíduos sólidos abrange 100% da população urbana, incluindo sede
e demais Distritos, já na área rural.
Desta forma, não se deve acondicionar os resíduos sólidos por longos períodos
de tempo, estima-se que todo o processo de coleta e destinação final não deve
ultrapassar a marca de cinco dias. Isto ocorre, pois, conforme a temperatura aumenta,
o processo de decomposição também aumenta, ocasionando na proliferação de
vetores e maus odores.
Sendo assim, o planejamento estratégico da coleta convencional de resíduos
sólidos exige uma série de informações sobre todas as características do município,
como, os tipos de pavimentações existentes, sistema viário, intensidade de tráfego,
sazonalidade da produção dos resíduos e entre outros.
Outras situações a serem consideradas são o aumento populacional do
município, mudanças das características dos bairros, estações do ano e o recolhimento
irregular em locais não determinados pela Prefeitura Municipal. A figura abaixo mostra
o fluxograma das etapas básicas necessárias, para o dimensionamento e a
programação dos serviços de coleta regular de resíduos domiciliares.
Figura 193 - Fluxograma das etapas mínimas do dimensionamento da coleta convencional.
Fonte: CEMPRE, 2010. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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A frequência de coleta recomendada para as áreas urbanas é de duas a três
vezes por semana, podendo ter um acréscimo nas áreas de maior geração, onde
geralmente encontram-se os estabelecimentos predominantemente comerciais, e pelo
menos uma vez na semana para áreas rurais ou distritos municipais, caso haja.
Recomenda-se que a coleta na área central do Município e nas demais áreas
comerciais seja realizada logo pela manhã, ou no período noturno, para evitar
transtornos principalmente relacionados com o tráfego. Nos bairros residenciais a
coleta deve ser realizada preferencialmente durante o dia.
A coleta diurna gera menores custos com encargos sociais e trabalhistas,
permite maior fiscalização do serviço e teoricamente possibilita maior segurança à
equipe de coleta. Entretanto, optando-se pela coleta noturna, a tabela abaixo mostra as
vantagens e desvantagens deste horário.
Tabela 130 - Vantagens e desvantagens da coleta convencional noturna de resíduos sólidos.
VANTAGENS DESVANTAGENS
Causa menores interferências em áreas de Pode causar incômodos a população pelos ruídos
circulação mais intensa de veículos e pedestres. produzidos na compactação dos resíduos pelo
veículo coletor compactador ou pelo manuseio de
recipientes metálicos.
Permite maior produtividade dos veículos e da Aumenta o risco de acidentes com os veículos e
coleta pela maior velocidade média em com a equipe nos trajetos em ruas não
decorrência da menor interferência do tráfego em pavimentadas ou mal iluminadas.
geral.
Permite a diminuição da frota de veículos Aumenta os custos através de encargos sociais e
coletores em função do melhor aproveitamento trabalhistas adicionais incidentes na folha de
dos veículos disponíveis, proporcionada pelos pessoal.
dois turnos.
Aumenta o desgaste dos veículos usados
também em outros turnos e, diminui a
disponibilidade dos veículos para a manutenção.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Para que a coleta convencional de resíduos sólidos seja otimizada é necessária
uma avaliação constante do roteiro estabelecido, para que desta maneira, locais onde
a geração de resíduos sólidos é mínima, o itinerário possa ser alterado, economizando
com os custos de combustíveis e tempo de coleta.
Cabe ressaltar que, no âmbito do Município de Marechal Cândido Rondon, o
itinerário da coleta convencional já está alinhado com o proposto. Esse roteiro
contempla a coleta noturna de resíduos exclusivamente nas áreas centrais, onde estão
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localizados os estabelecimentos comerciais, durante todos os dias da semana, com
exceção dos Domingos. Nos bairros residenciais, a coleta ocorre durante o período
diurno, com uma frequência de três vezes por semana, enquanto nos distritos essa
frequência é reduzida para apenas um dia semanal.
A tabela abaixo mostra os locais, as frequências e os períodos para manter e
aprimorar a realização da coleta convencional de resíduos sólidos, no Município de
Marechal Cândido Rondon.
Tabela 131 - Recomendações para a coleta convencional de resíduos sólidos.
LOCAL FREQUÊNCIA PERÍODO
Áreas residenciais Três vezes na semana Diurno
Área comercial Seis vezes na semana Noturno
Distritos Uma vez na semana Diurno
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
O monitoramento de todo o sistema pode ser realizado através do uso de
softwares de gestão, que auxiliam todo o manejo de resíduos sólidos através da
aplicação de modelos matemáticos que interpretam as dinâmicas existentes nos
procedimentos.
4.3.3.6. Acondicionamento e apresentação para a coleta
O processo de acondicionamento temporário de resíduos sólidos inicia-se após
a geração dos mesmos. Este processo tem como objetivo principal preparar os resíduos
de forma adequada para a coleta.
Desta forma, o acondicionamento adequado dos resíduos sólidos gera uma
maior eficiência no procedimento de coleta e transporte, visto que, um bom
acondicionamento, aumenta a produtividade dos colaboradores do serviço de coleta,
diminuindo assim, os riscos de acidentes e a proliferação de vetores.
O acondicionamento adequado também auxilia na diminuição da poluição visual
e nos maus odores resultantes da disposição inadequada de resíduos sólidos nas vias
públicas. Ressalta-se que o processo de acondicionamento dos resíduos sólidos é de
responsabilidade do gerador e, a coleta é de responsabilidade do Poder Público, e este
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deverá fiscalizar como os resíduos sólidos estão acondicionados, se estão ou não, de
forma regular.
Cabe ao Poder Público também promover campanhas de educação ambiental
junto aos munícipes, orientando-os ao correto acondicionamento dos resíduos sólidos.
Sendo assim, abaixo seguem algumas recomendações para o acondicionamento
temporário dos RDO:
x A escolha do recipiente deverá considerar as características dos resíduos;
x O recipiente deverá ter uma altura de aproximadamente 1,50 m, do nível
do solo, evitando que o coletador se incline com frequência;
x O recipiente deverá ser de metal com cantos arredondados;
x O recipiente deverá conter orifícios em sua extremidade inferior, evitando
assim, o acúmulo de água da chuva;
x Em caso de bombonas ou containers estas deverão ser de plásticos, com
alças laterais e tampas;
x Os recipientes deverão ter no máximo a capacidade de cem litros, a fim de
evitar o acúmulo de resíduos em seu interior.
A figura abaixo mostra exemplos de recipientes para o acondicionamento de
resíduos sólidos domiciliares e comerciais, encontrados em frente aos imóveis de
alguns municípios brasileiros.
Figura 194 - Recipiente para o acondicionamento de resíduos sólidos domiciliares e comerciais.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Nos locais onde há grande geração de resíduos sólidos domiciliares como,
centros comerciais e condomínios, poderão ser adotados contêineres com capacidades
maiores que cem litros. Porém, para este tipo de coleta, é necessário que haja
caminhões coletores específicos, como os caminhões coletores do tipo basculantes.
Para a área central ou comercial do município orienta-se que a distância mínima
entre um contêiner e outro não ultrapasse duzentos e cinquenta metros, para que
assim, seja facilitado o acondicionamento do resíduo sólido pelo gerador. No entanto,
o Poder Público pode estipular outras distâncias que se achar necessário para o
dimensionamento entre um contêiner e outro, devendo também higienizar estes
recipientes com frequência.
Para os sacos plásticos utilizados no acondicionamento, a ABNT NBR n°
9190/1994 ± Sacos Plásticos para o Acondicionamento de Lixo ± Classificação e a
ABNT NBR n° 9191/2002 ± Sacos Plásticos para o Acondicionamento de Lixo -
Requisitos e Métodos de Ensaio, devem ser observadas quando da escolha dos
mesmos.
A ABNT NBR n° 9190/1994, especifica sobre a resistência, o volume e a cor dos
sacos plásticos para o acondicionamento de resíduos sólidos. Além disso, traz outras
características essenciais para a adequação dos mesmos em relação aos resíduos
gerados nas residências.
Em resumo, os recipientes de acondicionamento de resíduos sólidos
domiciliares deverão ser dimensionados para que possuam funcionalidade e higiene,
de maneira a evitar que os resíduos se espalhem em vias públicas e que o ambiente
ao redor esteja sempre livre de animais que possam danificá-los e, que a segurança do
coletor não seja prejudicada no momento da coleta.
Ressalta-se que no Município de Marechal Cândido Rondon, conforme
evidenciado na etapa de diagnóstico, a Prefeitura disponibiliza para os cidadãos sacos
de ráfia reforçados para o armazenamento dos resíduos recicláveis, que são recolhidos
pelas associações de catadores no momento da coleta seletiva e devolvido para os
residentes vazios.
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4.3.3.7. Veículos para a coleta convencional de resíduos sólidos
domiciliares
Três tipos de veículos coletores de resíduos sólidos municipais são
recomendados pela NBR n° 13.463/1995, sendo:
x Veículo basculante tipo standard;
x Veículo coletor compactador;
x Veículo coletor convencional.
A mesma norma preconiza que os principais critérios a serem avaliados para o
dimensionamento da frota na coleta dos resíduos sólidos são:
x Capacidade da coleta;
x Concentração de resíduos;
x Velocidade da coleta;
x Frequência da coleta e o período de coleta;
x Distância de transporte da coleta (tempo ocioso e efetivo);
x Tempo de transporte e tempo de viagem;
x Tempo de descarga;
x Quantidade de resíduo a coletar por dia.
A FUNASA sugere diferentes metodologias para o dimensionamento da frota de
acordo com o porte do município. Para municípios de pequeno e médio porte, sendo o
caso de Marechal Cândido Rondon, o cálculo da frota regular pode ser feito por meio
da equação representada na Figura abaixo.
Figura 195 - Equação do dimensionamento da frota de veículos de cidades de pequeno e médio
porte.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Em que:
Nf = Quantidade de veículos;
Lc = Quantidade de resíduos a ser coletado em m³ ou L;
Cv = Capacidade do Veículo em m³ ou Tonelada (Considerar 80% da
capacidade);
Nv = Número de viagens por dia (Considerar no Máx. 3 viagens)
Fr = Fator Frequência
Em geral, adota-se um valor que corresponde de 70 a 80% da capacidade
nominal, considerando-se a variabilidade da quantidade de resíduo coletada a cada dia.
É recomendado a elaboração de uma tabela por turno de trabalho em que seja indicado,
para cada setor, a demanda de veículos para cada dia da semana.
A partir disto, obtém-se a frota total para cada dia. A maior frota calculada durante
os sete dias da semana corresponde à frota necessária para aquele turno. Dentre as
frotas identificadas para todos os turnos a maior representa a frota mínima necessária
para o serviço de coleta do município. É usual acrescentar um adicional de segurança
para manutenção e emergências.
Segundo o CEMPRE - 2018, deve-se considerar que a frota total não
corresponde à soma dos veículos necessários para todos os setores, pois, a coleta não
ocorre em todos os setores nos mesmos dias e horários. A frota total efetivamente
necessária corresponderá ao maior número de veículos que precisam operar
concomitantemente num mesmo dia e horário.
Os equipamentos de segurança recomendados para os veículos de coleta de
resíduos domiciliares, segundo a NBR n° 12.980/93, são os elencados abaixo.
x Jogo de cones para sinalização, bandeirolas e pisca-pisca acionado pela
bateria do caminhão;
x Duas lanternas traseiras suplementares;
x Estribo traseiro de chapa xadrez, antiderrapante;
x Dispositivo traseiro para os coletores de resíduos sólidos se segurarem;
x Extintor de incêndio extra com capacidade de 10 kg;
x Botão que desligue o acionamento do equipamento de carga e descarga
ao lado da tremonha de recebimento dos resíduos, em local de fácil
acesso, nos dois lados;
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x Buzina intermitente acionada quando engatada a marcha ré do veículo
coletor;
x Lanterna pisca-pisca giratória para a coleta noturna em vias de grande
circulação.
4.3.3.8. Coleta seletiva
A coleta seletiva é essencial para atingir as metas de redução, reutilização e
reciclagem dos resíduos sólidos. Almejando, desta forma, o envio apenas dos rejeitos
para os aterros sanitários, diminuindo também os impactos negativos ao ambiente na
busca de novos recursos e os custos do sistema de gerenciamento de resíduos como
um todo.
Sendo assim, o Artigo 9° do Decreto n° 7.404/10, que regulamenta a Lei n°
12.305/10 ± PNRS diz que:
³2 VLVWHPD GH FROHWD VHOHWLYD VHUi LPSODQWDGR SHOR WLWXODU GR VHUYLoR S~EOLFR GH
limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e deverá estabelecer, no mínimo,
a separação de resíduos secos e úmidos e, progressivamente, ser estendido à
separação dos resíduos secos em suas parcelas específicas, segundo metas
HVWDEHOHFLGDVQRVUHVSHFWLYRVSODQRV´
Desta forma, a coleta seletiva intitulada na Lei Federal nº 12.305/10 ± PNRS,
possui como definição para a mesma os resíduos previamente separados de acordo
com a sua constituição e composição, devendo ser implantada por municípios como
forma de encaminhar as ações destinadas ao atendimento do princípio da hierarquia
na gestão de resíduos.
No Brasil, de acordo com dados fornecidos pelo panorama da ABRELPE, 2022,
4.183 municípios apresentaram alguma iniciativa de coleta seletiva, ou seja, 75,1%.
Contudo, a realização dessas atividades são incipientes e não abrangem todos os
bairros nos municípios. Sul (91,4%) e Sudeste (91,2%) são as regiões que apresentam
os maiores percentuais de municípios com alguma iniciativa de coleta seletiva.
Para a sociedade a adoção de políticas voltadas a coleta seletiva de materiais
recicláveis, os ganhos são ainda maiores, pois a Prefeitura poderá criar programas de
valorização econômica destes materiais e haverá uma maior geração de empregos com
a inclusão dos catadores informais e, inclusive, com a regularização dos
atravessadores informais.
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Por iniciativa do Movimento Nacional do Catadores de Materiais Recicláveis ±
MNCR, foi fundada a Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais
Recicláveis ± ANCAT, que foca sua atuação no apoio a organização social e econômica
dos catadores de materiais recicláveis e suas organizações, o que realiza por meio de
ações e projetos voltados a qualificação produtiva e fortalecimento econômico da
categoria.
No Município de Marechal Cândido Rondon estão presentes duas organizações
referentes à coleta seletiva por catadores associados, conforme explicitado no
diagnóstico, a ACAN ± Associação de Catadores Amigos da Natureza e a
COOPERAGIR ± Cooperativa dos Agentes Ambientais atuam no município.
Segundo ainda a ABRELPE, os materiais mais coletados pelas cooperativas e
associações de catadores acompanhadas pela ANCAT, estão divididos nas seguintes
categorias: papéis, plásticos, alumínio, outros metais (sucata e cobre, por exemplo),
vidros e outros materiais (eletroeletrônicos, óleos e gorduras residuais e outros
materiais não especificados).
Essas mesmas categorias podem ser subdivididas em outras de acordo com a
comercialização do material. Assim, a ANCAT registrou no ano de 2020 o volume total
e o faturamento das cooperativas e associações de catadores acompanhadas pela
entidade, faturando aproximadamente R$ 159 milhões com a coleta e comercialização
de 326.700 toneladas de resíduos recicláveis.
A proposta da padronização dos recipientes para os resíduos recicláveis implica
também na adoção desta padronização nas atuais e futuras instalações, podendo o
município desenvolver programas de sensibilização para o incentivo à implantação.
Desta forma, a Resolução CONAMA nº 275/01, estabelece o código de cores
para os diferentes tipos de resíduos gerados para serem adotados na identificação de
coletores e transportadores, bem como nas campanhas informativas para a coleta
seletiva. A figura abaixo mostra as cores específicas para cada tipo de resíduo,
conforme determinado pela Resolução CONAMA em questão.
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Tabela 132 - Cores de identificação de resíduos sólidos.
CORES TIPOS DE RESÍDUOS
Papel e Papelão
Plásticos
Vidros
Metais
Madeiras
Resíduos Perigosos
Resíduos Ambulatoriais e Serviços de Saúde
Resíduos Radioativos
Resíduos Orgânicos
Resíduos Não Recicláveis
Fonte: Resolução CONAMA 275/2001. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Para que essas informações cheguem até as pessoas é importante ressaltar que
sejam implantadas políticas de sensibilização da população, mostrando o seu
importante papel no processo de segregação dos resíduos e promovendo a ampliação
dos índices de coleta seletiva.
A Prefeitura, por outro lado, deve instalar recipientes específicos nas principais
vias públicas, prédios públicos, praças, centros esportivos, escolas e em outros locais
onde se achar necessário. A figura abaixo exemplifica os recipientes abordados acima.
Figura 196 - Recipientes para a coleta seletiva.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Estes coletores deverão estar bem identificados e a Prefeitura poderá implantar
meios de fiscalização para que a população respeite a proposta deste tipo de coleta.
Através de campanhas educacionais e punições, a Prefeitura terá condições de
promover a triagem dos resíduos sólidos logo na origem, facilitando as outras etapas
de segregação dos materiais recicláveis.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Por outro lado, o Município de Marechal Cândido Rondon também poderá optar
por metodologias mais simples para a separação dos resíduos recicláveis junto à
população. A tabela abaixo mostra as possíveis formas de segregação de resíduos
sólidos.
Tabela 133 - Formas de Segregação de Resíduos Sólidos.
FORMAS DE DEFINIÇÃO ILUSTRAÇÃO
SEGREGAÇÃO
Separação entre os resíduos
Coleta Tríplice recicláveis secos, recicláveis úmidos
(matéria orgânica) e resíduos não
recicláveis.
Separação entre resíduos
Coleta Binária recicláveis secos e resíduos úmidos
(matéria orgânica e não recicláveis).
Coleta de Separação dos resíduos recicláveis
Diversas entre papel e papelão, plásticos,
Categorias metais, vidros e não recicláveis.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Sendo assim, todos os parágrafos acima ilustram o sistema da coleta seletiva no
Brasil. Percebe-se que dentro das Normas e Legislações específicas há procedimentos
inclusive para a classificação de cores e maneiras de alocar os recipientes específicos
para a coleta seletiva.
Apresentou-se também neste capítulo que o sistema da coleta seletiva se
consolidou no Brasil, pelo menos no campo da organização e da metodologia, o que
poderá nortear a manutenção e aprimoramento do sistema de coleta seletiva no
município.
É de se destacar que Marechal Cândido Rondon já possui um amplo sistema de
coleta seletiva em seu território, atendendo 100% da população urbana do município,
conforme evidenciado na etapa de diagnóstico.
O que realmente falta para que uma quantidade maior de resíduos recicláveis
seja aproveitada e que os municípios saltem do campo metodológico e se conduzam
para o campo da prática, de uma coleta forte e estruturada até a comercialização dos
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
produtos e gerando renda é a sensibilização das pessoas através da Educação
Ambiental.
No Município de Marechal Cândido Rondon, a preservação e otimização do
sistema de coleta seletiva já implantado é pautada pela necessidade de engajamento
e conscientização da população, visando a completa integração do sistema. Nesse
contexto, torna-se imprescindível a alocação de recursos para campanhas de
conscientização que promovam a correta segregação de resíduos e a mitigação do
descarte inadequado.
Essas iniciativas visam fomentar a participação ativa da comunidade,
contribuindo para o eficaz funcionamento e aprimoramento contínuo do referido
sistema.
Além disso, é importante expandir a área de coleta seletiva, incluindo não apenas
a área urbana, mas também a área rural do município. Isso pode ser alcançado por
meio da instalação de áreas de transbordo em pontos estratégicos, de forma a facilitar
o transporte dos resíduos coletados para os locais de destinação adequada.
Para implementar essa ampliação da coleta seletiva de forma eficaz, é
fundamental realizar um mapeamento das áreas do município com maior potencial de
geração de resíduos recicláveis, identificando os tipos de materiais mais comuns e as
características da população que vive nessas regiões.
Além disso, é importante investir em infraestrutura adequada para a coleta
seletiva, como a instalação de pontos de coleta seletiva em locais de grande circulação,
como escolas, hospitais e áreas comerciais. É fundamental também garantir a
existência de um sistema eficiente de transporte e destinação dos resíduos coletados,
de forma a garantir a efetividade do programa.
No referido sistema de coleta seletiva presente em Marechal Cândido Rondon,
além da coleta porta a porta, tem-se a disposição da população o Ecoponto Municipal,
onde podem ser destinados os resíduos recicláveis, além de outros materiais.
4.3.3.9. Formas de execução da coleta seletiva
Abaixo seguem relacionados os modelos mais comuns de execução da coleta
seletiva implantados pelos municípios brasileiros. Ressalta-se, que o Município de
Marechal Cândido Rondon possui coleta seletiva bem estruturada, abrangendo 100%
da população urbana com coleta porta a porta, e são destinados para ambas
associações de catadores, ACAN e COOPERAGIR, conforme apresentado
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
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anteriormente. Entretanto, abaixo seguem algumas recomendações que podem ser
adotadas pelo município para aprimoramento e manutenção de seu sistema.
x Ponto de entrega voluntária: os PEVs são locais de responsabilidade
pública ou privada, geralmente implantados em grandes centros
comerciais, como shoppings centers, hipermercados, postos de
combustível e prédios públicos. Nesta modalidade, o gerador separa os
seus resíduos na fonte, comumente em suas residências e os deposita em
um dos locais citados acima. Em PEVs de característica privado, o gerador
pode solicitar aos responsáveis as evidências de destinação correta dos
materiais recicláveis. O ponto ou local de entrega voluntária de resíduos
recicláveis é considerado como um excelente método de Educação
Ambiental, pois, desperta na população a consciência sobre a importância
de se destinar corretamente os resíduos sólidos;
x Coleta seletiva porta-a-porta: esta modalidade geralmente é executada
pelo Poder Público, através de caminhões e cronograma específicos, em
que o gerador também realiza primeiramente a separação antes de enviar
ao caminhão coletor;
x Associações ou Cooperativas de Catadores: este tipo de coleta realizada
por organizações legalmente constituídas, abrange as duas modalidades
citadas acima, ou seja, as Associações ou Cooperativas de Catadores
adquirem seus materiais recicláveis através de recolhimentos porta±a±
porta, ou através de parcerias com os responsáveis dos PEVs;
x Postos de trocas: os postos de trocas permitem que o gerador de resíduos
residenciais e comerciais, troquem seus materiais recicláveis em bom
estado de conservação por algum tipo de produto, tais como descontos,
vales-transporte, vales-refeição ou até mesmo ser remunerado pelo
material reciclável entregue. Ressalta-se que esta modalidade é nova no
país e ainda pouco difundida;
A tabela abaixo mostra as vantagens e desvantagens dos principais modelos de
execução de coleta seletiva.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
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Tabela 134 - Vantagens e Desvantagens dos diferentes tipos de execução de coleta seletiva.
MODALIDADE PONTOS POSITIVOS PONTOS NEGATIVOS
1) Dispensa o deslocamento das 1) Custo elevado de operação, com o
pessoas até um local de entrega aumento da frota necessária para a
voluntária, aumentando a adesão ao coleta e de recursos humanos.
COLETA SELETIVA programa; 2) Facilita a mensuração,
PORTA A PORTA
identificando os imóveis
participantes; 3) Otimiza a
descarga nos Centros de Triagens
de Resíduos Sólidos ± CTRS.
1) Menor custo para a coleta; 2) 1) É necessário que a população se
Induz a população a compreender as desloque até os pontos, podendo
diferentes cores dos recipientes ± ocasionar desestímulos ao programa;
Educação Ambiental; 3) Os materiais 2) Manutenção periódica dos
são encaminhados ao Centro de recipientes, como limpezas e
Triagem já separados; 4) Permite a reformas, já que os mesmos se
PONTOS OU publicidade ou o patrocínio privado; encontram expostos as intempéries e
LOCAIS DE
ENTREGA 5) Boa qualidade dos resíduos ao vandalismo; 3) Capacidade
VOLUNTÁRIA
recebidos; 6) Aumento da cidadania limitada de armazenamento; 4)
com a fidelização das pessoas. Constante visitas de catadores
informais; 5) Impedimento da
mensuração, não havendo o controle
de quais domicílios aderiram ao
programa.
1) Promove a inclusão social através 1) Comumente estas Associações ou
Cooperativas de Catadores preferem
do trabalho e renda; 2) Reduz os materiais de maior valor de mercado;
2) Riscos de acidentes de trabalho,
custos da Prefeitura com a coleta e a com manuseios de prensas e outros
tipos de equipamentos mecânicos; 3)
triagem dos materiais; 3) Maior Alta rotatividade de colaboradores; 4)
Altos índices de colaboradores
independência sobre as alcoolizados; 5) Presença de
exploração da mão de obra infantil; 6)
vulnerabilidades ocorridas na gestão Impedimento da mensuração, não
havendo o controle de quais
ASSOCIAÇÕES OU municipal, como troca de governo ou domicílios aderiram ao programa.
COOPERATIVAS DE
corte em orçamentos; 4) Através
CATADORES
desta modalidade de execução de
coleta seletiva, o município possui
prioridades para a obtenção de
recursos junto à União.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
1) Maior adesão da população, pois, 1) Preferência a materiais de maior
permite que pessoas de baixa renda valor de mercado; 2) Impedimento da
POSTOS DE tenham uma receita extra; mensuração, não havendo o controle
TROCAS
de quais domicílios aderiram ao
programa.
Fonte: GRIMBERG, E., & BLAUTH, P. (1998). Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de
Cidades, 2023.
Alguns procedimentos e recomendações são necessários para a instalação de
PEV, sendo eles:
x O local não poderá estar susceptível a inundações;
x Os pontos de entrega voluntária deverão estar em locais de grande
movimentação de pessoas, como praças, centros comerciais, escolas e
prédios públicos;
x O local deverá estar coberto para evitar acúmulo de água da chuva em seu
interior;
x O local deverá estar sempre bem iluminado;
x O acondicionamento dos resíduos deverá ser composto por big bags de
cento e vinte litros cada;
x A retirada dos resíduos recicláveis deverá ocorrer semanalmente;
x Correta identificação para cada tipo de resíduo;
x Instalação de dobradiças na parte frontal, facilitando a retirada dos big
bags;
x Identificação dos responsáveis pela manutenção e coleta dos resíduos
recicláveis;
x Os resíduos recicláveis não poderão ser compactados dentro dos big bags.
A figura abaixo mostra um PEV ou local de entrega voluntária de resíduos
recicláveis, que o município poderá adotar em pontos estratégicos da área urbana e
rural.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 197 - Exemplo de Ponto de Entrega Voluntária.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Os Pontos de Entrega Voluntária de resíduos recicláveis deverão ser
implantados primeiramente nas regiões centrais e comerciais, para posteriormente
serem expandidos ao restante do município. Como já dito anteriormente, a população
de Marechal Cândido Rondon conta, além do Ecoponto Municipal, com o galpão da
ACAN para a entrega voluntária de resíduos, porém não há instalações deste tipo em
áreas rurais.
Sendo assim, em Marechal Cândido Rondon poderão ser desenvolvidos outros
métodos de recolhimento dos materiais recicláveis que melhor se adequem as
condições e características locais, além dos que já são executados no município.
4.3.3.10. Veículos utilizados para a coleta seletiva
O tipo de veículo a ser utilizado na coleta e transporte dos resíduos recicláveis
deve assegurar as características dos materiais, de modo que haja a separação dos
mesmos e a devida proteção no armazenamento. O município de Marechal Cândido
Rondon, conforme mencionado no diagnóstico, possui para cada associação de
catadores caminhões próprios para o recolhimento dos materiais.
A escolha do mesmo deverá considerar as características dos resíduos e a
funcionalidade e otimização do sistema, considerando, principalmente, as
idiossincrasias dos logradouros dos diferentes setores de coleta. Sendo assim, abaixo
segue um exemplo de caminhão que pode ser utilizado para a coleta seletiva.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 198 - Exemplo de veículo para a coleta seletiva.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
4.3.3.11. Guarnições da coleta seletiva
Como na coleta são utilizados veículos sem dispositivo de compactação,
recomenda-se que a equipe de trabalho seja composta por dois ou três trabalhadores,
além do motorista. Um permanece sobre a carroceria, ajeitando a carga para melhor
aproveitamento da capacidade do veículo, enquanto os demais executam a coleta
propriamente dita.
Naturalmente, o número de coletores deve variar de acordo com as
necessidades locais, aumentando ou diminuindo em função do relevo, das distâncias
percorridas ou da quantidade de materiais recolhidos.
Os uniformes e os equipamentos de proteção individual podem ser os mesmos
usados pelas equipes da coleta regular, salientando-se a importância do uso de luvas
de raspa de couro para a proteção das mãos e braços de ferimentos causados por vidro
quebrado ou outros materiais cortantes ou perfurantes.
Quando possível, uma marca ou símbolo da coleta seletiva estampada no
uniforme é sempre bem-vinda, e chamará a atenção positivamente para o processo
implantado pela municipalidade.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
4.3.3.12. Triagem dos resíduos recicláveis
Os Centros de Triagens de Resíduos Sólidos ± CTRS, ou, simplesmente
Unidades de Triagem, são estabelecimentos devidamente licenciados para onde todos
os resíduos da coleta seletiva são encaminhados para segregação e beneficiamento.
Nestes Centros os resíduos recicláveis recebem tratamento especial, são
separados por cada tipologia de resíduo, prensados ou triturados, estocados e
posteriormente comercializados, seguindo as diretrizes básicas de manejo de resíduos
recicláveis.
Os resíduos não recicláveis, sendo estes os rejeitos, serão encaminhados para
o aterro sanitário e os resíduos orgânicos serão encaminhados para a compostagem,
quando esta modalidade de tratamento estiver operante.
Sendo assim, a disposição incorreta de resíduos recicláveis se justifica pela falta
de conhecimento das pessoas sobre a coleta seletiva, onde o habitante munido de
poucas informações encaminha para a coleta seletiva, resíduos não recicláveis ou
orgânicos, julgando que os mesmos são resíduos recicláveis.
Figura 199 - Funcionamento de um CTR.
Fonte: Serviço de Limpeza Urbana, SLU. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Sobre a gestão dos CTRS, estes poderão ser de empresas privadas ou públicas,
onde em caso de os mesmos pertencerem a empresas públicas, a administração
poderá ser através de Associações ou Cooperativas de Catadores.
Ressalta-se também, que para a implantação de um CTRS é necessário um
projeto de engenharia, objetivando a eficiência de segregação dos materiais, assim
como, a classe de materiais a serem triados estudando a capacidade de escoamento
e o mercado da atividade, garantindo desta maneira, uma sustentabilidade econômico-
financeira de todo o processo.
Com todos estes procedimentos citados acima, percebe-se os altos custos que
envolvem a implantação de um CTRS. O custo-benefício de todo o processo será
mensurado através das entradas dos resíduos sólidos e, as saídas dos mesmos para
a reciclagem ou disposição final. Desta forma, torna-se necessário o controle periódico
de saídas e entradas do processo.
A capacidade de recebimento deste CTRS deverá ser dimensionada para
receber todos os resíduos da coleta seletiva do município. A estrutura operacional
deverá comportar todo o sistema por um período de vinte anos, onde este período
representa o horizonte do PMSB da região. Sendo assim, abaixo seguem as
recomendações mínimas para a instalação de uma CTRS:
x A unidade deverá ser implantada na área do aterro sanitário;
x O local deverá possuir cobertura e solo impermeável;
x Muros e cercas impedindo a entrada de animais e pessoas não
autorizadas;
x Área de descarga;
x Guarita de segurança;
x Balança industrial na entrada e saída;
x Esteiras rolantes e prensas;
x Água encanada e linha telefônica;
x Área administrativa;
x Refeitório, sanitários e área de vivência;
x Sinalizações e demais procedimentos de segurança (luz de emergência,
saída de emergência, extintores, alarmes contra incêndios e etc.);
x Baias para o acondicionamento de resíduos não recicláveis.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
As recomendações apresentadas neste trabalho são necessárias para que a
quantidade de resíduos sólidos destinados a reciclagem seja maior. Desta maneira
evita-se o acúmulo de resíduos sólidos em locais inapropriados, diminuindo os custos
para a destinação correta e aumentando a vida útil do aterro sanitário utilizado pelo
município de Marechal Cândido Rondon.
As figuras abaixo mostram um Centro de Triagem de Resíduos Sólidos - CTRS
e os seus colaboradores realizando a segregação entre resíduos recicláveis e não
recicláveis.
Figura 200 - Centro de Triagem de Resíduos Sólidos - CTRS e segregação de recicláveis e não
recicláveis.
Fonte: Imagem de divulgação Recicla Sampa. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades,
2023.
Os materiais triados deverão ser estocados separadamente em baias de
alvenaria ou madeira construídas com dimensões suficientes para o acúmulo de um
volume que justifique o pagamento das despesas de transporte para venda. Materiais
que apresentam grande volume e peso reduzido, como latas, plásticos, papéis e
papelão devem ser prensados e enfardados para maior conveniência no
armazenamento e transporte.
As embalagens de vidro devem ser separadas por cores e até por tipo, como
forma de se obter maior valor comercial, já que podem ser vendidas por unidade para
reuso em diversas empresas. Os recipientes quebrados devem ser triturados para
redução de volume e maior economia de transporte.
Para trituração podem ser usadas pequenas máquinas, acopláveis sobre latões
de 200 litros, que podem ser obtidas nas próprias indústrias que processam esse
material.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Os materiais estocados devem ser abrigados das intempéries para não acumular
água de chuva e se transformarem em focos de proliferação de vetores. É comum que
sejam entregues à coleta seletiva móveis e eletrodomésticos que quase sempre podem
ser reutilizados, encontrando utilidade em entidades assistenciais, por exemplo. Esses
materiais também necessitam de abrigo especial.
O Município de Marechal Cândido Rondon, como anteriormente mencionado,
possui uma sólida estruturação das associações de catadores, as quais já detêm os
sistemas de triagem para os materiais coletados.
Tais sistemas compreendem esteiras transportadoras, prensas, áreas de
armazenamento e todas as demais instalações recomendadas neste capítulo para a
operação eficiente de triagem dos resíduos recebidos.
4.3.3.13. Centro de tratamento de resíduos orgânicos ± unidades de
compostagem
A gestão dos resíduos orgânicos é outra forma importante de destinação final
incentivada pela Política Nacional dos Resíduos Sólidos ± PNRS, lei n° 12.305/2010.
Como principal forma de tratamento dos resíduos orgânicos a compostagem é um
processo de oxidação biológica através do qual os microrganismos decompõem os
compostos constituintes dos materiais, liberando dióxido de carbono e vapor de água.
Os resíduos orgânicos, biodegradáveis podem ser transformados em composto
orgânico, fertilizante e condicionador do solo, sob controle e monitoramento
sistemático, desde que atendam às leis, normas e instruções normativas pertinentes.
O Decreto n° 4.954 aprova o regulamento da Lei n° 6.894/1980, que dispõe sobre
a fiscalização da produção e do comércio de fertilizantes, corretivos e inoculantes ou
biofertilizantes destinados à agricultura e, a Instrução Normativa n° 25/2009, que aprova
as normas sobre as especificações e as garantias, as tolerâncias, o registro, a
embalagem e a rotulagem dos fertilizantes orgânicos simples, mistos, compostos,
organominerais e biofertilizantes destinados à agricultura.
Os resíduos orgânicos representam um dos maiores desafios na gestão dos
resíduos sólidos municipais, sendo esta classe, representando a maior porcentagem
da composição média dos resíduos domiciliares no país.
Entretanto, há de se diferenciar duas classes de resíduos orgânicos, a primeira
delas refere-se aos restos de alimentos preparados, que na sua composição foi
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Marechal Cândido Rondon - PR
adicionado sais e outros tipos de conservantes e que não podem ser utilizados como
compostos orgânicos.
Pois, estes conservantes ao entrar em contato com o solo promovem uma alta
concentração de sais que impedem o desenvolvimento vegetal e afugentam ou
exterminam a biótica do local. Para este tipo de resíduo o recomendável ainda é a
disposição em aterros sanitários.
Ressalta-se, que a composição percentual média dos resíduos domiciliares
produzidos no Brasil apresenta 51,4% de resíduos orgânicos, neste caso, os alimentos
cozidos, assados ou os restos de vegetais estando ou não cozidos.
E em virtude do processo de decomposição, estes resíduos transformam-se em
um efluente viscoso denominado chorume, com alto potencial de contaminação pela
concentração de nitrogênio, diferenciando o processo de gestão destes resíduos. Deve-
se deixar claro que para as ações voltadas a compostagem o melhor resíduo orgânico
é listado abaixo:
x Podas de galhos;
x Restos de capina e roçagem;
x Restos de frutas e vegetais sem conservantes.
Com as diretrizes estabelecidas na Política Nacional dos Resíduos Sólidos ±
PNRS, a gestão dos resíduos orgânicos é definida com processos de coleta, tratamento
e destinação final específicos. A segregação dos resíduos orgânicos dos rejeitos, na
fonte geradora, possibilita a implantação da coleta diferenciada dos orgânicos.
A construção de um sistema de compostagem aumenta a vida útil dos aterros
sanitários e o produto final, após o beneficiamento, pode ser reaproveitado como
biofertilizantes.
A implantação das novas diretrizes que nortearão a gestão dos resíduos
orgânicos no município de Marechal Cândido Rondon deve ser pautada com um
planejamento estratégico e contínuo.
Processos de gestão inovadores devem ser tratados com cautela e buscando a
sua abrangência gradativa, com campanhas educativas que sensibilizem e promovam
a participação da população em todos os aspectos. Caso contrário, os riscos de se ter
um mau planejamento são evidentes.
A gestão dos resíduos orgânicos deve ser iniciada com a coleta dos mesmos,
produzidos pelos grandes geradores, como feiras, restaurantes, supermercados,
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Marechal Cândido Rondon - PR
escolas e hospitais buscando a sua ampliação posterior de forma regional até atender
a sua completa universalização. Dentro desta perspectiva, deve-se ressaltar que para
áreas rurais a gestão deve obter outro direcionamento.
Em virtude da facilidade de reaproveitamento dos resíduos orgânicos na área
rural, culturalmente é observado ações adequadas que trazem benefícios para o
ambiente e para o homem. A sobra de alimentos, como cascas, frutas, e alimentos
preparados são destinados para criação de animais ou utilizados como adubos de
canteiros e hortas.
Outra forma de facilitar a gestão desta classe de resíduos é potencializar os
programas de sensibilização à separação e armazenamento dos resíduos na origem.
A utilização de bombonas é uma forma bem difundida para restringir insetos e a geração
de maus odores, geralmente um dos principais problemas que causam o desestímulo
da população. A figura abaixo mostra os tipos de bombonas que podem ser utilizadas
como acondicionamento de resíduos orgânicos.
Figura 201 - Bombonas para o acondicionamento de resíduos orgânicos.
Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Conforme evidenciado na etapa de diagnóstico, o Município de Marechal
Cândido Rondon não realiza a coleta diferenciada para os resíduos orgânicos, sendo
acondicionados em local planejado apenas os resíduos de varrição e roçagem.
Porém de acordo com informações da Prefeitura Municipal, já foram realizados
estudos para a implementação deste serviço, contendo a média calculada de resíduos
orgânicos gerados mensalmente, os tipos de veículos necessários para a execução e
o roteiro que será estabelecido, dentre outros fatores.
Além disso, é relevante mencionar que o município conta com a disponibilidade
de um trator destinado ao revolvimento das leiras de compostagem. Atualmente, esse
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Marechal Cândido Rondon - PR
equipamento poderia ser empregado no tratamento dos resíduos provenientes das
atividades de varrição e roçagem. Contudo, encontra-se inativo devido à falta de
operadores técnicos, conforme já destacado anteriormente.
Figura 202 - Leiras de compostagem natural de resíduos de feira e compostagem aeróbica de
resíduos orgânicos em leiras.
Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Contudo, emerge a necessidade de estudo da viabilidade da coleta de resíduos
orgânicos, principalmente para a área urbana. Sendo uma ferramenta importante de
gestão desses resíduos, a implantação de programas em parceria com as escolas e
outros segmentos para auxiliar a população com as devidas técnicas de compostagem.
A necessidade dessa prática se torna fundamental para a gestão dos resíduos
orgânicos no município, uma vez que não existe nenhum programa consolidado
especifico para este tipo.
Essas ações visadas para o tratamento dos resíduos orgânicos necessitam de
acompanhamento técnico, processos muito bem elaborados, tratamento adequando e
o produto posterior, utilizado de forma ambientalmente adequada.
Sendo assim, para o município de Marechal Cândido Rondon, se propõe a
implantação de um CTRO ± Centro de Tratamento de Resíduos Orgânicos, para o
recebimento e tratamento adequado, dotado de sistema de compostagem. Por se tratar
de um município de médio porte (50.001 até 100.000 habitantes) a captação de
recursos financeiros e o volume de resíduos orgânicos gerados são favoráveis a
instalação deste sistema.
Cabe ainda na proposta de implantação de unidades de tratamento, uma
parceria entre o Poder Público e a iniciativa privada para a viabilização dos
investimentos necessários mediante gestão compartilhada. Desta forma, a redução do
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Marechal Cândido Rondon - PR
volume de resíduos destinados ao aterro passa a ser iminente e diminuí os impactos
negativos ao ambiente neste local.
Ressalta-se, que o Centro de Tratamento de Resíduos Orgânicos deverá
também ser implantado através de projeto de engenharia, atentando-se para os
procedimentos de compactação do solo com uma camada de trinta centímetros de
argila e drenos de captação da água da chuva no entorno.
Especificamente para o município de Marechal Cândido Rondon pode-se propor
o método natural que está descrito abaixo e é mais condizente com o porte do
município.
x Método natural: a fração orgânica do lixo é levada para um
pátio e disposta em pilhas de formato variável. A aeração
necessária para o desenvolvimento do processo de
decomposição biológica é conseguida por revolvimentos
periódicos, com auxílio de equipamento apropriado. O
tempo para que o processo se complete varia de três a
quatro meses e para este método o mais comum é a
utilização de leiras. Como já mostrado acima.
Na tabela a seguir são apresentadas as vantagens e desvantagens do processo
de compostagem para o tratamento de resíduos orgânicos.
Tabela 135 - Vantagens e desvantagens do processo de compostagem.
VANTAGENS DESVANTAGENS
Baixa complexidade na Necessidade de investimentos
obtenção da licença ambiental. em mecanismos de mitigação dos odores e
Facilidade de monitoramento. efluentes gerados no processo.
Diminuição da carga orgânica Requer pré-seleção da matéria orgânica na fonte.
do rejeito a ser enviado ao
aterro, minimizando os
volumes a serem dispostos.
Tecnologia conhecida e de Necessidade de
fácil implantação. desenvolvimento de mercado
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Marechal Cândido Rondon - PR
Viabilidade comercial para consumidor do composto
venda do composto gerado. gerado no processo.
Fonte: Abrelpe 2021. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
4.3.4. Destinação Final
Neste capítulo serão discutidas as formas corretas de destinação final para os
resíduos sólidos domiciliares e comerciais e, para os resíduos sólidos provenientes da
coleta seletiva. O Artigo 3° da Lei n° 12.305/2010, define a destinação final
ambientalmente adequada da seguinte forma:
³'HVWLQDomR GH UHVtGXRV TXH LQFOXL D UHXWLOL]DomR D
reciclagem, a compostagem, a recuperação e o aproveitamento
energético ou outras destinações admitidas pelos órgãos
competentes do SISNAMA, do SNVS e do SUASA, entre elas a
disposição final, observando normas operacionais específicas
de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança
HDPLQLPL]DURVLPSDFWRVDPELHQWDLVDGYHUVRV´
Sendo assim, torna-se necessário o estudo e a análise para a implantação
correta de processos de encaminhamento dos resíduos, desde a sua origem, até a sua
destinação ou disposição final ambientalmente adequada.
Contudo, existem maneiras de implantar este tipo de empreendimento de
maneira consorciada, de acordo com a Lei Federal n° 11.107/2005, permitindo uma
série de vantagens aos municípios e entre elas o ganho em escala nas operações, com
a consequente redução de custos e contribuindo juntamente com a redução de emissão
de gases de efeito estufa, uma vez que mais de um município utilize do mesmo local
de disposição final.
Vale pontuar a necessidade de soluções ambientalmente adequadas para a
disposição de outros rejeitos, como os da construção civil e os rejeitos de resíduos
perigosos.
A possibilidade de implantar os demais serviços numa mesma área, deverá ser
considerada, pois a implantação de centrais de triagem e compostagem no mesmo
ambiente do aterro que será implantado otimiza as atividades relacionadas à disposição
final dos resíduos e consequentemente reduz os custos referentes ao transporte
realizado em cada etapa.
Desta forma, a tabela abaixo mostra o tipo de resíduo, a sua origem, a sua
composição, o responsável e a destinação final adequada.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 136 - Tipos de resíduos, origem e responsabilidade.
Tipo de Origem Composição Destinação final adequada Responsável
Resíduo Município
Resíduos Originários de atividades Resíduos orgânicos, Resíduos orgânicos: compostagem. Município
domiciliares domésticas em residências Resíduos recicláveis: reciclagem. Gerador
urbanas. resíduos recicláveis e Resíduos não recicláveis: aterro sanitário. Gerador
Resíduos de Gerador
limpeza urbana Originários da varrição, limpeza resíduos não Resíduos orgânicos: compostagem. Gerador
de logradouros e vias públicas. Resíduos recicláveis: reciclagem.
Resíduos de recicláveis. Resíduos não recicláveis: aterro sanitário.
estabelecimentos Originários de atividades
comerciais. Resíduos orgânicos, Resíduos orgânicos: compostagem.
comerciais e Resíduos recicláveis: reciclagem.
prestadores de resíduos recicláveis e Resíduos não recicláveis: aterro sanitário.
serviço resíduos não
Resíduos de
serviços de recicláveis.
transporte Resíduos orgânicos,
Resíduos resíduos recicláveis e
industriais
resíduos não
Resíduos de
serviços de saúde recicláveis.
Originários de portos, Resíduos orgânicos, Resíduos orgânicos: compostagem.
Resíduos recicláveis: reciclagem.
aeroportos, terminais resíduos recicláveis e Resíduos não recicláveis: aterro sanitário.
alfandegários, rodoviários, resíduos não Resíduos orgânicos: compostagem.
Resíduos recicláveis: reciclagem.
ferroviários e de passagens de recicláveis. Resíduos não recicláveis: aterro sanitário.
Resíduos perigosos: aterro de resíduos Classe I.
fronteiras.
Aterro de resíduos Classe I
Gerados nos processos Resíduos orgânicos,
produtivos e instalações resíduos recicláveis,
industriais. resíduos não
recicláveis e resíduos
perigosos.
Gerados em unidades de Resíduos perigosos.
prestação de cuidados de
saúde, em atividades de
prevenção, diagnóstico,
tratamento, reabilitação e
investigação relacionada com
seres humanos ou animais,
em farmácias, em atividades
médico-legais, de ensino e em
quaisquer outras que envolvam
procedimentos invasivos.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Resíduos da Gerados em obras e reformas. Resíduos recicláveis e Resíduos recicláveis: reciclagem. Gerador
construção civil Resíduos não recicláveis: aterro sanitário. Gerador
resíduos não Logística reversa e aterro de resíduos Classe I
Resíduos Gerador
agrossilvopastoris recicláveis. Resíduos não recicláveis: aterro sanitário.
Resíduos perigosos: aterro de resíduos Classe I.
Resíduos de São aqueles gerados por todas Resíduos perigosos.
mineração.
as atividades do setor
agrossilvopastoris incluindo
empresas como as serrarias,
madeireiras, frigoríficos,
abatedouros, além de toda a
indústria de alimentos agrícolas
e produtores de insumos
agropecuários.
Resultantes dos processos de Resíduos perigosos e
beneficiamento que são resíduos não
submetidas as substâncias recicláveis.
minerais.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
4.3.4.1. Destinação final dos resíduos da coleta seletiva
Como dito em capítulos anteriores, em Marechal Cândido Rondon, todos os
resíduos recicláveis provenientes da coleta seletiva devem ser encaminhados para as
sedes das associações e assim submetidos ao processo de triagem dos resíduos
sólidos, para posterior comercialização.
Nota-se que, uma das dificuldades se dá principalmente pela falta de estrutura
física, que impossibilita o armazenamento de grandes volumes de resíduos recicláveis
para comercialização. Com este viés, todo planejamento e projeto devem ser
calculados de modo que as unidades de reciclagem possam ter estrutura suficiente
para atender essa necessidade.
Os locais designados para a realização da triagem de resíduos, sob a jurisdição
de associações e cooperativas, deverão prestar contas detalhadas sobre todos os
produtos comercializados. Isso inclui informações como destinatários, datas de saída,
tipos de resíduos negociados, quantidades despachadas, valores envolvidos, entre
outros aspectos relevantes.
Sendo assim, a população poderá acompanhar a destinação final dos materiais
recicláveis, no qual a mesma foi fundamental para o sucesso e aprimoramento deste
projeto. Desta forma, a tabela abaixo mostra as etapas em que um resíduo reciclável é
submetido dentro do processo de reciclagem.
Tabela 137 - Etapas dos processos de reciclagem dos materiais.
Fonte: Instituto Brasileiro de Administração Ambiental. IBAM, 2014. Adaptado por Líder Engenharia e
Gestão de Cidades, 2023.
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4.3.4.2. Destinação Final dos Resíduos da Coleta Domiciliar e
Convencional
Atualmente, os resíduos classificados como rejeitos representam a menor
porcentagem dos resíduos domiciliares. O processo de tecnologias que envolvem a
disposição final dos rejeitos é bem abrangente e tem como fator determinante o volume
gerado, geralmente destinados em aterros sanitários para o processo de aterramento,
os rejeitos também possuem outras formas de disposição final onde podem ser
utilizados como fonte de energia.
Para que a incineração no Brasil se torne técnica e ambientalmente viável,
alguns pontos chaves precisam ser observados, tais como, ser instalada em grandes
centros urbanos, onde há alta demanda de resíduos sólidos a ser tratado, estar
alinhado ou até mesmo interligado com outras tecnologias, ser instalada em locais em
que possuem legislação a respeito do tema e desenvolver um canal de comunicação
aberto com a população.
Em virtude da estimativa de volume de rejeitos gerados pelo Município de
Marechal Cândido Rondon não serão apresentadas proposições de tecnologias
vinculadas com o processo de incineração.
Quanto às áreas rurais, considerando o que preconiza a Lei n° 12.305/2010 e as
recomendações da Lei n° 11.445/2007 ± Universalização do Acesso, é prioritário o
atendimento a essa população, com um serviço de qualidade e adequado à
minimização dos impactos ambientais. Para isso a utilização de locais de entrega
voluntária ± LEVs deve ser instalada em toda a região, facilitando a coleta e
possibilitando a viabilidade técnica e econômica para a gestão dos rejeitos.
Dentre os resíduos domiciliares e comerciais é necessário que os resíduos
orgânicos e os recicláveis sejam tratados de forma separada e adequada.
Somente assim, a gestão dos resíduos domiciliares e comerciais atenderão as
metas propostas neste Plano. Vale ressaltar que a Lei n° 12.305/2010, determina a
proibição do envio de resíduos recicláveis e orgânicos para os lixões ou aterros
sanitários, sem que antes se esgotem todas as possibilidades de reutilização e
reciclagem destes materiais.
Sendo assim, a definição do procedimento mais adequado para a disposição
final dos resíduos sólidos do município de Marechal Cândido Rondon é indicada a partir
do Diagnóstico Técnico, considerando os aspectos como origem, quantidade e as
características do local onde estão sendo dispostos.
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Desta forma, seguem abaixo as alternativas mais comuns adotadas pelos
municípios brasileiros, para destinarem corretamente os seus resíduos sólidos:
x Lixão: vazadouro a céu aberto, sem controle ambiental e nenhum
tratamento ao lixo, onde pessoas têm livre acesso para mexer nos
resíduos e até montar moradias em cima deles. É, ambiental e
socialmente, a pior situação encontrada no estado quando se fala de lixo;
x Aterro Controlado: é a instalação destinada à disposição de resíduos
sólidos urbanos, na qual alguns ou diversos tipos ou modalidades
objetivas de controle sejam periodicamente exercidos, quer sobre o
maciço de resíduos, quer sobre os seus efluentes. Admite-se, desta
forma, que o aterro controlado se caracterize por um estágio intermediário
entre o lixão e o aterro sanitário;
x Aterro Sanitário: é a instalação de destinação final dos resíduos sólidos
urbanos por meio de sua adequada disposição no solo, sob controle
técnico e operacional permanente, de modo a que, nem os resíduos, nem
seus efluentes líquidos e gasosos, venham a causar danos à saúde
pública ou ao meio ambiente.
Em Marechal Cândido Rondon a destinação final dos resíduos é o próprio aterro
sanitário presente no município, localizado próximo ao distrito de Novo Três Passos.
Este procedimento deve ser continuado até que novas alternativas, que otimizem a
gestão dos resíduos sólidos urbanos, como um consórcio intermunicipal com os
municípios próximos, sejam definidas.
4.3.5. Resíduos da Limpeza Pública
As atividades de limpeza pública definidas na Lei n° 11.445/2007 - Lei Federal
de Saneamento Básico, dizem respeito da varrição, podas, capina, raspagem, remoção
de solo e areia em logradouros públicos, desobstrução e limpeza de bueiros, bocas de
lobo e galerias, limpeza dos resíduos de feiras públicas e eventos particulares ou de
acesso aberto ao público, atividades correlatadas como limpeza de escadarias,
sanitários, abrigos, monumentos entre outros.
Dentre os principais problemas relacionados a esses tipos de resíduos, cita-se
o fato de os mesmos serem constituídos, em sua maioria, por materiais de pequenas
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dimensões, tornando-os menos aparente que os demais e com poucas opções de
destinação final.
Sendo assim, o volume dos resíduos da limpeza pública são uma incógnita
quanto à questão de geração nos municípios do país. Em virtude da variação dos
serviços e a sua abrangência específica em cada município, as ações de planejamento
são voltadas especificamente com a implantação de tecnologias e principalmente na
forma consorciada de aquisição.
Conforme será apresentado neste Plano, busca-se desenvolver mecanismos
onde a gestão dos resíduos de limpeza pública do município, favoreça a redução dos
custos dos maquinários utilizados nesta limpeza, bem como trabalhe de forma
adequada a destinação destes resíduos.
As diretrizes que possam implementar a triagem obrigatória dos resíduos no
próprio processo de limpeza pública e no fluxo coordenado dos materiais até as áreas
de triagem, transbordo e outras áreas de destinação, são apresentadas como soluções
para a gestão que se almeja.
Ressalta-se, que a limpeza pública possui como objetivo central a saúde
ambiental dos municípios, prevenindo desta forma, a proliferação de vetores, a
ocorrência de enchentes ou assoreamentos, ocasionados pelos acúmulos de resíduos
nas galerias pluviais e bocas de lobo e, a interferência no trânsito.
Outra questão importante relacionada a limpeza urbana é sobre o caráter
estético do município. Quando as vias públicas, praças, jardins e terrenos vazios estão
limpos e bem cuidados, a população percebe a benfeitoria e a boa aparência,
colaborando desta forma, com a manutenção destes locais, como, por exemplo, não
jogando seus resíduos nas vias públicas. O município estando limpo e bem cuidado
propicia também uma boa impressão e imagem, principalmente para os turistas.
Seguindo estas diretrizes, seguem abaixo as descrições, os procedimentos e as
especificações técnicas necessárias para os serviços relacionados a limpeza pública.
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4.3.5.1. Varrição e Manutenção das Vias e Logradouros Públicos
O serviço de varrição possui a sua definição pela ABNT NBR n° 12.980/1993,
sendo:
³2DWRGHYDUUHUYLDVFDOoDGDVVDUMHWDVW~QHLVHORJUDGRXURVS~EOLFRVHPJHUDO
SDYLPHQWDGRVGHIRUPDPDQXDORXPHFkQLFD´
A varrição pode ser considerada a principal atividade dentro dos serviços de
limpeza urbana. Geralmente, esta atividade possui um grande número de
colaboradores e a sua frequência está relacionada as dimensões físicas do município,
assim como, as características ambientais regionais, o grau de conscientização das
pessoas e os procedimentos operacionais estipulados pelo Poder Público.
É comum no Brasil, principalmente em pequenos municípios, a varrição ser
executada de forma manual, justificando desta forma o grande número de
colaboradores envolvidos nesta atividade. Pois, quanto maior o município, maiores são
as vias públicas a serem limpas e varridas.
Ressalta-se, que para os serviços de varrição, comumente, são utilizadas mão
de obra com menor qualificação profissional e, população de baixa renda. Enquanto
que em municípios maiores ou, em países mais desenvolvidos, este tipo de serviço é
realizado de forma mecânica, aumentando a eficiência da limpeza. A figura abaixo
mostra um equipamento de varrição mecanizada.
Figura 203 - Equipamento utilizado para varrição mecânica.
Fonte: Imagem de Divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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A Prefeitura de Marechal Cândido Rondon poderá implantar procedimentos para
a otimização dos serviços de varrição, determinando, por exemplo, que as varrições
sejam realizadas em uma faixa de até um metro de distância das sarjetas.
Sendo os passeios particulares, tendo a sua manutenção e limpeza sob
responsabilidade dos seus proprietários, onde a determinação poderá estar inserida no
Código de Obras Municipal ou, em outra Legislação pertinente.
Sendo assim, ao realizar o serviço de varrição, os colaboradores envolvidos
deverão acondicionar os resíduos sólido em sacos plásticos de até cem litros, deixando-
os dispostos sobre os passeios para posterior coleta convencional de resíduos sólidos.
Estes resíduos, como são caracterizados como resíduos não recicláveis, deverão ser
encaminhados para destinação final.
Dentre as ferramentas e materiais necessários para um melhor aproveitamento
das varrições manuais, seguem abaixo uma relação dos mais utilizados:
x Vassourão ou escovão;
x Pás;
x Carrinho do tipo lutocar;
x Carriolas;
x Sacos de lixo na cor preta.
Recomenda-se, que para os resíduos sólidos provenientes do serviço de
varrição e manutenção de vias e logradouros públicos, a coleta, deve ser realizada por
veículo coletor independente, para que o controle da pesagem seja diferenciado e, que
possa haver um banco de dados com informações sobre o sistema e a dinâmica do
serviço de varrição pública.
Dentro dos procedimentos implantados pela Prefeitura, relacionados a este
serviço, deverá haver o controle da periodicidade, pois, de acordo com as
características físicas e sociais de cada logradouro, as varrições poderão ocorrer
diariamente, de dois a três dias ou, semanalmente.
Os procedimentos dos serviços de varrição deverão conter também os
itinerários de coleta dos resíduos provenientes deste serviço, a fiscalização e as
equipes envolvidas.
De acordo com o Diagnóstico, o Município de Marechal Cândido Rondon realiza
a limpeza urbana em todos os bairros urbanizados, apresentando ponto de destaque
na questão das vias públicas e locais com boa execução dos serviços, porém, a tabela
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abaixo apresenta proposta técnica, que poderá ser adotada pela Prefeitura, a fim de
melhorar a eficiência do sistema e diminuir os custos destas atividades.
Tabela 138 - Proposta de frequência para os serviços da varrição pública.
LOCAL FREQUÊNCIA PERÍODO OBSERVAÇÕES
Bairros Três a quatro Diurno Preferência pelas vias de maior
residenciais vezes por semana movimento.
Comercial Diária Diurno e Preferência pelas vias de maior
noturno movimento.
Feiras, festas
e exposições Conforme a Após a Em caso de eventos particulares,
demanda realização do para a realização das varrições
durante o evento, deverão os
evento organizadores a contratar a sua
própria mão de obra.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
A atividade de varrição deverá ser realizada sempre por grupos de dois
colaboradores, revezando entre eles a coleta e a varrição. Estes colaboradores deverão
sempre estar munidos de EPIs fornecidos pela Prefeitura ou empresa terceirizada, caso
seja este o tipo de contratação para a execução do serviço.
A fiscalização de todo o procedimento de varrição e manutenção de vias e
logradouros públicos, deverá ser realizada por um supervisor de cada equipe,
oferecendo também, todo o apoio logístico, de materiais e qualquer outro tipo situação
que seja necessário para melhorar a execução do serviço.
Podendo ser realizado também, uma pesquisa de opinião junto à população,
para avaliar a qualidade dos serviços.
4.3.5.2. Limpeza de Feiras
A limpeza de feiras se assemelha com o serviço de varrição de vias públicas,
porém, com a especificidade de haver em feiras uma maior quantidade de alimentos
dispersos em lixeiras e no próprio chão.
A Prefeitura de Marechal Cândido Rondon deve realizar uma campanha
educacional com os feirantes orientando-os, a não misturar os alimentos que não foram
comercializados com os outros tipos de resíduos. Facilitando o envio destes ao sistema
de compostagem a ser instalado no município.
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O dimensionamento da mão de obra para a realização do serviço de limpeza de
feiras dependerá do tamanho e das características do local de realização. Comumente,
nas diversas feiras espalhadas pelos municípios brasileiros, as varrições e a lavagem
do local ocorrem ao término da mesma.
A Prefeitura deverá implantar um procedimento, no qual, em dias de realização
de feiras uma equipe é deslocada até o local, acompanhadas de um caminhão pipa e
de um supervisor. As ferramentas necessárias para a realização da limpeza são as
mesmas utilizadas nos serviços de varrição de vias públicas.
Após o recolhimento e acondicionamento dos resíduos em sacos plásticos de
até cem litros, os mesmos deverão estar dispostos sobre o passeio, para posterior
coleta e destinação final ambientalmente adequada. Finalizando este procedimento o
caminhão pipa realizará a lavagem do local.
4.3.5.3. Limpeza de Eventos Festivos
Como dito anteriormente, ao ocorrer eventos festivos particulares em locais
públicos, como, parques de exposições, praças e jardins, vias públicas, centro de
convenções, ginásio esportivo municipal, praias públicas e entre outros, a
responsabilidade de limpeza e arrumação do local é de responsabilidade do
organizador.
A organização do evento festivo deverá contratar a mão de obra necessária para
recolher os resíduos gerados e a Prefeitura de Marechal Cândido Rondon deverá
cobrar uma taxa dos organizadores do evento festivo, para a coleta e a destinação final
dos resíduos gerados. Seja através de contrato com a organização do evento festivo,
seja através de Leis municipais específicas.
Cabe a organização do evento festivo também, disponibilizar no local
acondicionadores de resíduos sólidos para a coleta seletiva e, divulgar o programa
dentro do evento. Pois, este tipo de ação pode apresentar resultados satisfatórios na
coleta de recicláveis.
Entretanto, quando o evento festivo for de caráter público, a Prefeitura poderá
disponibilizar uma equipe do serviço de varrição e manutenção de vias e logradouros
públicos, para a realização da limpeza e arrumação do local. Porém, para isso, algumas
medidas são necessárias como:
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x Efetuar a limpeza durante todo o evento, evitando desta forma grandes
acúmulos de resíduos sólidos;
x Aumentar temporariamente o efetivo de colaboradores;
x Aumentar o número de turnos para a limpeza;
x Disponibilizar um número maior de acondicionadores de resíduos sólidos;
x Disponibilizar também um número maior de acondicionadores de resíduos
sólidos para a coleta seletiva.
Todos os resíduos gerados, tanto em eventos públicos, como em eventos
particulares, devem ser destinados ao aterro sanitário que o município destina. Caso
os acondicionadores da coleta seletiva estejam com resíduos recicláveis em seu
interior, estes devem ser destinados para a reciclagem.
4.3.5.4. Limpeza de Praças e Jardins
Assim como a varrição e manutenção de vias e logradouros públicos, a limpeza
de praças e jardins segue os mesmos procedimentos. Vale lembrar que estes espaços
são públicos, com grande circulação de pessoas e, necessitam de constantes
manutenções para que a população continue usufruindo deste bem comum.
A Prefeitura de Marechal Cândido Rondon deverá destinar as podas dos
gramados e dos galhos de árvores para o sistema de compostagem em leiras que é
efetuado no município, enquanto que, os resíduos de varrição deverão ser
encaminhados para a coleta convencional.
As varrições deverão ser realizadas no mínimo a cada três dias e, as podas dos
gramados e galhos de árvores, ocorrendo conforme a demanda. Geralmente, a maior
demanda envolvendo os serviços de podas ocorre em períodos chuvosos.
A varrição e limpeza de praças e jardins devem ocorrer de duas formas, podendo
ser, no momento em que as suas vias adjacentes estejam sendo varridas, desta
maneira, os colaboradores se deslocariam até estes locais e realizariam as limpezas,
ou, em dias específicos, com equipes destinadas apenas a limpeza de praças e jardins.
As ferramentas de trabalho utilizadas para a varrição de praças e jardins são as
mesmas utilizadas para a varrição e manutenção de vias e logradouros públicos, assim
como, o acondicionando os resíduos sólidos em sacos plásticos com até cem litros, a
fiscalização do serviço por um supervisor, coleta sendo realizada pelo mesmo veículo
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coletor dos resíduos provenientes do serviço de varrição e, a destinação destes
resíduos para o aterro sanitário.
Recomenda-se, que a Prefeitura realize campanhas educacionais junto à
população, mostrando a importância em se conservar as praças e os jardins. Por outro
lado, deverá instalar recipientes de acondicionamento de resíduos sólidos, em pontos
específicos destes locais, facilitando para as pessoas descartarem corretamente seus
resíduos.
Preferencialmente, instalando sempre coletores de resíduos exclusivos para a
coleta seletiva, além, de toda a infraestrutura necessária para o lazer.
4.3.5.5. Roçada, Capina e Poda
Atualmente, alguns municípios do Brasil realizam a poda dos galhos das árvores
quando necessário, enquanto que outros municípios realizam esta atividade apenas
uma vez ao ano. O procedimento é quase o mesmo em todos os lugares e, a destinação
atualmente é feita em terrenos baldios existentes nos municípios ou nos arredores. De
acordo com a ABNT NBR n° 12980/1993, a definição de roçada e capina são:
x Roçada: corte de vegetação no qual se mantém uma cobertura vegetal
viva sobre o solo;
x Capina manual: corte e retirada total da cobertura vegetal existente em
determinados locais, com a utilização de ferramentas manuais;
x Capina química: eliminação de vegetais, realizada através de aplicação
de produtos químicos que, além de matá-los, podem impedir o
crescimento deles.
Na questão da capina química, deve-se atentar para a legislação local
relacionada a utilização de produtos químicos para a mesma. Pois, há municípios no
país, que proíbem dentro da área urbana o uso de produtos químicos para a atividade
em questão, devido ao fato, de haver a probabilidade de contaminação do solo e da
água.
A Prefeitura deverá exigir que a capina em terreno e passeios particulares, seja
realizada pelos proprietários, cabendo a Prefeitura a fiscalização destas atividades.
Enquanto que o Poder Público fica responsável pela capina e roçada de vias públicas,
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praças e margens de canais e rios, podendo ser realizada de forma manual ou
mecanizada.
A frequência e periodicidade destas atividades serão mais intensificadas nos
períodos chuvosos, devido ao aumento da radiação solar e, da quantidade de água
disponível no solo, onde estes fatores citados contribuem para o rápido crescimento
das plantas. Nos períodos mais secos, a Prefeitura poderá optar por capinas e roçadas
mensais, caso haja a necessidade.
A equipe de colaboradores ou mão de obra necessária para estas funções
poderão ser as mesmas equipes envolvidas em outras atividades de limpeza pública,
alternando-se os períodos, as frequências e o número de colaboradores, de acordo
com a necessidade. Dentre as ferramentas utilizadas para estas atividades, podem ser
utilizadas:
x Foices;
x Roçadeiras;
x Rastelos;
x Ceifadeiras;
x Enxadas;
x Pás;
x Carriolas.
A vantagem em se utilizar ceifadeiras mecânicas portáteis, é o fato de as
mesmas possuírem um rendimento até oito vezes superior as ceifadeiras manuais.
Sendo assim, deve-se priorizar a utilização desta ferramenta e, de ceifadeiras
acopladas a tratores de pequeno e médio porte. Entretanto, a definição dos
equipamentos a serem utilizados no momento da execução dos serviços, dependerá
da disponibilização da mão de obra no local.
Os resíduos deverão ser ensacados e o mato cortado poderá ser amontoado
para posteriormente, serem recolhidos, não podendo ultrapassar a marca de um ou
dois dias, evitando assim, que as partes menores sejam carregadas pela água da chuva
e os ventos e, que possam ser queimados por vândalos.
Os serviços de poda, assim como, os serviços de capina e roçada em vias
públicas, praças, margens de canais e rios também são de responsabilidade do Poder
Público. A Prefeitura deverá manter um sistema de comunicação periódico com a
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Companhia de Energia Elétrica responsável, em caso de necessidade em desligar a
rede energizada para a execução do serviço de poda de galhos de árvores.
O processo de execução de poda de galhos das árvores no município, deve ser
coordenado por técnicos capacitados que promovam o mínimo de distúrbios ao balanço
fisiológico existentes e, assegurar o máximo de benefícios derivados destes resíduos.
Observando sempre as melhores épocas do ano para a realização desta
atividade, em função do momento em que a árvore é capaz de suportar intervenções
com o mínimo risco e melhores chances de recuperação. Os resíduos oriundos da
roçada, capina e poda, podem ser utilizados como material seco para compostagem.
Vale ressaltar que a Prefeitura Municipal dispõe de um triturador de galhos
modelo Scorpion PTU/500, que poderia auxiliar na gestão destes resíduos, porém
conforme evidenciado, o mesmo se encontra inutilizado atualmente.
A Prefeitura de Marechal Cândido Rondon, optando por terceirizar este tipo de
serviço, a contratação deverá considerar os termos de períodos adequados à formação
e manutenção de mão de obra bem treinada. Abaixo seguem a ferramentas
necessárias para a eficiência da atividade de poda de galhos de árvores:
x Motosserras;
x Machados;
x Foices;
x Facão;
x Caminhão munk;
x Escadas ou plataformas elevatórias;
x Tesoura de poda;
x Serra de poda.
A manutenção das ferramentas dos serviços de roçada, capina e poda deverão
estar sempre limpas e afiadas, e com todos os dispositivos de segurança aferidos. Os
colaboradores deverão estar sempre munidos de Equipamentos de Proteção Individual
e, a Prefeitura é a responsável pela manutenção das ferramentas e segurança dos
colaboradores.
Além do cronograma elaborado pela Prefeitura para a coleta destes resíduos, os
mesmos podem ser depositados voluntariamente pela população no Ecoponto
Municipal. Posteriormente estes são destinados ao aterro sanitário.
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4.3.5.6. Limpezas de Bocas de Lobo, Galerias e Valas de Drenagem
A limpeza de bocas de lobo, galerias e valas de drenagem é extremamente
importante para o sistema de drenagem urbana no município. Pois, quando há o
acúmulo de resíduos nestes locais, a probabilidade de enchentes ou alagamentos
aumenta exponencialmente.
Os resíduos sólidos podem se deslocar para estes locais de inúmeras maneiras,
podendo ser, na coleta irregular de resíduos sólidos, falta de cidadania por parte de
alguns munícipes, que descartam seus resíduos em locais inapropriados ou, por parte
dos colaboradores da varrição pública, onde por descuido ou por falta de informações
e treinamentos varrem os resíduos para dentro das galerias.
Desta forma, recomenda-se para o município a realização da manutenção destes
locais duas vezes ao mês, ou após grandes períodos chuvosos. Abaixo seguem a
relação das ferramentas e equipamentos necessários para a manutenção de bocas de
lobo, galerias e valas de drenagem.
x Pás;
x Enxadas;
x Picaretas;
x Ganchos;
x Aspiradores;
x Sopradores;
x Caminhão pipa para o jateamento de água.
Os resíduos coletados devem ser ensacados, quando possível, e destinados
como resíduos não recicláveis para o aterro sanitário. Quando estes não puderem ser
ensacados, deverão ser acondicionados em caminhões basculantes com o auxílio de
pás-carregadeira.
A Prefeitura deverá implantar um procedimento para este tipo de limpeza, com
a utilização de sistemas de informações que indicam os roteiros a serem percorridos,
periodicidade das manutenções, mapeamento e outras informações que se achar
necessário para a adequada manutenção das bocas de lobo, galerias e valas de
drenagem.
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4.3.6. Resíduos dos Serviços de Saúde - RSS
Atualmente no Brasil, órgãos como a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária -
ANVISA e o Conselho Nacional do Meio Ambiente ± CONAMA, assumem o papel de
orientar, fiscalizar e definir as regras referentes ao gerenciamento e ao manejo dos
resíduos dos serviços de saúde.
Desta forma, consideram-se os resíduos dos serviços de saúde os provenientes
dos atendimentos clínicos à saúde humana ou animal, incluindo os atendimentos as
consultas domiciliares e de trabalho de campo. Abaixo seguem a relação dos
estabelecimentos geradores de RSS, segundo a Resolução CONAMA n° 358/2005:
x Hospitais;
x Clínicas médicas e odontológicas;
x Farmácias e drogarias;
x Laboratórios de análises clínicas e postos de coleta de
material biológico;
x Serviços de acupuntura;
x UTIs móveis;
x Instituto Médico Legal;
x Clínicas veterinárias;
x Centros de controle de zoonoses;
x Funerárias;
x Institutos educacionais e de pesquisas médicas;
x Serviços de tatuagens.
Os resíduos dos serviços de saúde constituem uma parte importante do total de
resíduos sólidos urbanos produzidos, não pela quantidade gerada, mas sim pelo seu
potencial poluidor que pode vir a resultar em um risco para a saúde e ao meio ambiente.
Estes resíduos estão inseridos em uma problemática ambiental, da qual, vêm
assumindo grande importância nos últimos anos, tanto em âmbito nacional como
regional.
Com esta premissa referente à problemática dos resíduos resultantes dos
serviços de saúde, deve-se considerar que as unidades geradoras devem possuir o
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Plano de Gerenciamento dos Resíduos da Saúde, que definem diretrizes para os
procedimentos gerais e para o manejo destes resíduos.
Também deve ser observada na íntegra a Resolução do CONAMA que também
dispõem especificamente sobre o tratamento e destinação final dos resíduos de
serviços da saúde.
O gerenciamento destes resíduos também pode considerar a dimensão
intermunicipal e consorciada de gestão, buscando através dela melhorias na oferta do
serviço, abrangência e a redução de custos, tendo como base princípios técnicos,
econômicos e ambientais.
Vale ressaltar que dos valores de RSS com a destinação adequada citados
acima no país cerca de 36,2% ainda são destinados de maneira irregular ou sem
tratamento prévio. A figura abaixo mostra a capacidade instalada de tratamento dos
resíduos dos serviços de saúde no Brasil.
Figura 204 - Capacidade instalada de tratamento de RSS. ton/ano.
Fonte: Abrelpe, 2019. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Quanto à classificação, segundo as Resoluções RDC ANVISA Nº 306/2004 e
CONAMA 358/2005, os resíduos são classificados em cinco grupos, sendo eles: A, B,
C, D e E.
x Grupo A: engloba os componentes com possível presença de agentes
biológicos que, por suas características de maior virulência ou
concentração, podem apresentar risco de infecção. Exemplos: placas e
lâminas de laboratório, carcaças, peças anatômicas (membros), tecidos,
bolsas transfusionais contendo sangue, dentre outras;
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x Grupo B: contém substâncias químicas que podem apresentar risco à
saúde pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas características
de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade. Exemplos:
medicamentos apreendidos, reagentes de laboratório, resíduos contendo
metais pesados, dentre outros;
x Grupo C: quaisquer materiais resultantes de atividades humanas que
contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de
eliminação especificados nas normas da Comissão Nacional de Energia
Nuclear - CNEN, como, por exemplo, serviços de medicina nuclear e
radioterapia;
x Grupo D: não apresentam risco biológico, químico ou radiológico à saúde
ou ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos domiciliares.
Exemplos: sobras de alimentos e do preparo de alimentos, resíduos das
áreas administrativas;
x Grupo E: materiais perfurocortantes ou escarificantes, tais como lâminas
de barbear, agulhas, ampolas de vidro, pontas diamantadas, lâminas de
bisturi, lancetas, espátulas e outros similares (ANVISA, 2006).
A Lei n° 12.305/2010 ± PNRS determina que os geradores dos resíduos dos
serviços de saúde são os responsáveis pelo seu correto gerenciamento, devendo desta
forma, elaborar um Plano de Gerenciamento dos Resíduos dos Serviços de Saúde.
A Resolução da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária
± RDC ANVISA N° 306/2004, orienta os geradores quanto a elaboração do respectivo
Plano. Exigindo que o Plano de Gerenciamento dos Resíduos dos Serviços de Saúde,
incluam os critérios técnicos referentes as informações sobre as legislações pertinentes
(Federal, Estadual e Municipal), geração, segregação, acondicionamento, coleta,
transporte, tratamento e disposição final.
A Prefeitura e a vigilância sanitária municipal devem fiscalizar o cumprimento
destas ações, referentes ao Plano de RSS, aplicando taxas para estabelecimentos que
geram este tipo de resíduo, afim de assegurar o devido tratamento e destinação correta
do mesmo. Vale ressaltar que o Município de Marechal Cândido Rondon atualmente
atribui a coleta e transporte destes resíduos a uma empresa privada, sendo a
Servioeste Soluções Ambientais LTDA, e os mesmos são destinados ao município de
Chapecó-SC.
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4.3.7. Resíduos da Construção Civil - RCC
O planejamento para a gestão dos resíduos da construção civil ± RCC, deverá
estar em consonância com a Resolução CONAMA n° 307/2002, sendo está, a principal
diretriz para determinar as ações que resultarão na destinação final ambientalmente
adequada, deste tipo de resíduo em Marechal Cândido Rondon.
Além da Resolução CONAMA n° 307/2002, serão também utilizadas como
fundamentação, as cinco Normas Brasileiras que regem o manejo e a valorização dos
resíduos da construção civil, sendo estas, as principais para as operações essenciais
nas novas áreas de manejo. A tabela abaixo mostra as Normas brasileiras para o
manejo e uso dos resíduos da construção civil e volumosos.
Tabela 139 - Normas para manejo e aspectos centrais da ABNT NBR voltadas para resíduos da
construção civil.
ABNT NBR Nome Diretriz Central Estabelece
15.112/2004 Resíduos da Triagem obrigatória de Procedimentos para o manejo
15.113/2004 Construção Civil e todos os resíduos, nas na triagem dos resíduos das
15.114/2004 Resíduos Volumosos. classes A, B, C e D. diversas classes, inclusive
15.115/2004 Áreas de Transbordo quanto a proteção ambiental e
e Triagem. Diretrizes controles diversos. Disciplina
também os PEVs.
para Projeto,
Implantação e Empreendimento deve Procedimentos para o preparo
permitir a utilidade das da área e disposição dos
Operação. áreas conformadas ou o
uso futuro dos resíduos resíduos classe A, proteção
Resíduos Sólidos da das águas e proteção
Construção Civil e reservados.
Resíduos Inertes. ambiental, planos de controle e
Aterros: Diretrizes monitoramento.
para Projeto,
Implantação e Controle das emissões Estabelece procedimentos
Operação. no processo e de para o isolamento da área e
para o recebimento, triagem e
Resíduos sólidos da qualidade dos produtos. processamento dos resíduos
construção civil. Áreas
Classe A.
de Reciclagem.
Diretrizes para Projeto,
Implantação e
Operação.
Agregados Reciclados Permitido o uso em Define as características dos
de Resíduos Sólidos da todas as camadas dos agregados e as condições para
uso e controle na execução de
Construção Civil. pavimentos. reforço de subleito, sub-base,
Execução de Camadas
base e revestimento primário
de pavimentação. (cascalhamento).
Procedimentos.
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15.116/2004 Agregados Reciclados Permite o uso em Define condições de produção,
de Resíduos Sólidos da concreto massa e requisitos para agregados para
artefatos até 15 Mpa.
Construção Civil. uso em pavimentação e em
Utilização em concreto, e o controle da
qualidade do agregado
Pavimentação e reciclado.
Preparo de Concreto
sem função estrutural.
Requisitos.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Sendo assim, deverá ser trabalhado com duas alternativas de gestão de RCC e
volumosos viáveis ao município, cabendo o mesmo procurar qual se encaixa melhor
com a sua realidade. A primeira será proposta um consórcio entre os municípios
vizinhos, para facilitar a captação de recurso junto à União, além, de promover a
transferência de tecnologia entre eles.
A segunda alternativa é o município conduzir por si só toda a estrutura que
envolve a gestão dos resíduos da construção civil. Com legislação própria e objetivando
o preconizado na Lei Federal n° 12.305/2010, relacionado a redução, reutilização,
reciclagem e a destinação final dos rejeitos em locais apropriados.
Entretanto, independentemente da forma em que o município optar por gerenciar
o RCC gerado em seu território, três diretrizes básicas são fundamentais para que a
gestão e o manejo deste tipo de resíduo sejam produtivos, sendo:
x Facilitar a ação correta dos agentes fiscalizadores criando os
instrumentos institucionais, jurídicos e físicos para que possam exercer
suas funções dando aos resíduos a destinação adequada;
x Disciplinar a ação dos agentes geradores e os fluxos dos materiais,
estabelecendo regras claras e factíveis que definam as responsabilidades
e os fluxos de todos eles e dos materiais envolvidos, elaboradas a partir
de processos de discussão com os interessados e que, considerando a
diversidade de condições, garantam que os custos decorrentes de cada
elo da cadeia operativa sejam atribuídos de forma transparente;
x Incentivar a adoção dos novos procedimentos adotando medidas que
tornem ambiental, econômica e socialmente vantajosa a migração para
as novas formas de gestão e de destinação por parte do conjunto dos
agentes. São resultados concretos destes incentivos a minimização da
geração de resíduos e a reutilização e reciclagem dos materiais.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Estas diretrizes citadas devem materializar-se em duas ações principais, com a
primeira ação, o Poder Público local assumindo formalmente o caráter de um serviço
público com a implantação de uma rede de serviços, por meio da qual os pequenos e
grandes geradores transferem a responsabilidade da destinação correta dos resíduos
da construção civil e volumosos para o Poder Público local.
A Prefeitura Municipal de Marechal Cândido Rondon, neste caso, incluiria um
conjunto de pontos de entrega voluntária para pequenos e grandes volumes, além, de
a própria Prefeitura Municipal criar um circuito de coleta destes materiais, mediante o
pagamento de uma taxa, devendo ela própria realizar a destinação final
ambientalmente adequada.
Vale ressaltar que o município se utiliza do Ecoponto para a disposição de
materiais volumosos dos pequenos geradores, onde posteriormente são destinados
para um local de depósito de RCC, conforme evidenciado no Diagnóstico.
A segunda ação, que promove a sustentabilidade aos Planos de Gerenciamento
de Resíduos da Construção Civil, obrigatórios para os pequenos e grandes geradores
destes resíduos, materializa-se numa rede de serviços abrangendo todos os elos da
cadeia operativa relacionada ao transporte, manejo, transformação e disposição final
dos resíduos da construção civil. Ou seja, caracteriza-se como um conjunto de
atividades privadas regulamentadas pelo Poder Público Municipal.
A figura abaixo mostra o organograma em que a Prefeitura Municipal de
Marechal Cândido Rondon deverá utilizar para a gestão e o manejo do RCC e
volumosos gerado no município.
Figura 205 - Organograma para sistema de gestão de RCC e volumosos.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Destaca-se, que a Lei Federal n° 12.305/2010, enfatiza a responsabilidade
compartilhada relacionada à geração de resíduos sólidos, sendo possível definir a
atribuição dos agentes ligados ao RCC e resíduos volumosos, visto que, a
responsabilidade compartilhada busca minimizar a geração dos resíduos sólidos,
aumentar a introdução de materiais recicláveis na cadeia produtiva dos produtos e
promover o seu retorno ao ciclo produtivo. Para que isso ocorra, é necessária uma
sincronia entre todos os agentes citados.
Destaca-se também, que o exercício das responsabilidades pelo conjunto de
agentes envolvidos na geração, destinação, fiscalização e controle institucional sobre
os geradores e transportadores de resíduos, está relacionado à possibilidade da
triagem e valorização dos materiais que por sua vez, será viável na medida em que
haja especificação técnica para o uso de agregados reciclados na construção civil.
4.3.7.1. Gestão Associada em Consórcios Públicos
A gestão e o manejo dos resíduos da construção civil e resíduos volumosos
através de consórcios públicos municipais, promoverá uma oportunidade em
investimentos nesta área, permitindo para os municípios consorciados a possibilidade
de ganhos econômicos, mesmo que, alguns destes municípios não gere volume
suficiente de RCC e volumosos destinados para a reciclagem.
Através do consórcio público entre municípios vizinhos, estes, poderão adquirir
uma usina móvel de reciclagem de RCC composta por peneira classificadora e
trituradores, estabelecendo assim, uma logística de triagem, acumulação e reciclagem
em cada município, variando o tempo de permanência do equipamento e o intervalo
entre as operações locais em função do porte de cada um deles.
Poderá haver também uma parceria com empresas privadas que viabilizem a
comercialização do produto triturado, transformando esta atividade em uma fonte de
recursos para a gestão destes resíduos. A figura abaixo mostra uma usina móvel de
reciclagem de RCC, que pode ser utilizada em consórcios municipais.
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Figura 206 - Usina Móvel de reciclagem de RCC.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Uma vez o consorcio público entre municípios para a gestão e o manejo de RCC
e resíduos volumosos constituído, devem ser determinadas as responsabilidades e
atribuições explícitas aos profissionais responsáveis. A multiplicidade de ações
necessárias para a implementação e a consolidação do Sistema de Gestão dos
Resíduos de Construção Civil e Resíduos Volumosos, torna imprescindível a
constituição de um núcleo gerencial, preservador da unicidade dessas ações.
O núcleo gerencial deve estar incorporado ao órgão responsável pela prestação
do serviço de gestão e manejo de resíduos sólidos urbanos e ser formado por um
coordenador e uma equipe de apoio proporcional ao porte do sistema.
É imprescindível, no entanto, que seja estruturada uma instância de discussão e
decisão com reuniões gerais rotineiras, para permitir a unificação das ações com outros
órgãos dedicados a temas diferenciados e importantes na nova gestão de resíduos,
bem como, uma interação com representantes formais dos agentes geradores,
coletores e receptores dos resíduos. Sendo assim, as principais atribuições do núcleo
gerencial são:
x Monitorar o funcionamento da rede de pontos de entrega voluntária de
pequenos volumes e das instalações para o processamento de grandes
volumes;
x Orientar os geradores quanto aos locais adequados para a disposição de
pequenos e grandes volumes;
x Divulgar a listagem dos transportadores corretamente cadastrados no
sistema de gestão de RCC;
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x Informar aos transportadores os locais licenciados para o descarte de
resíduos;
x Monitorar e controlar locais de descarte irregular (bota-fora);
x Monitorar e controlar os fluxos de entrada e saída de resíduos nos pontos
de entrega e nas instalações para o processamento de grandes volumes;
x Supervisionar o trabalho dos funcionários responsáveis pelos pontos de
entrega;
x Identificar as instituições e entidades locais com potencial multiplicador na
difusão dos novos procedimentos de gestão e manejo de RCC,
monitorando as parcerias constituídas;
x Orientar e controlar as ações de fiscalização, monitorando os resultados;
x Operar e monitorar outras ações como o programa de capacitação de
carroceiros, as ações para a coleta seletiva de resíduos domiciliares
secos recicláveis e as ações desenvolvidas com os resíduos de logística
reversa e seus responsáveis.
É importante também para o ajuste deste conjunto de ações, a preparação e
atualização frequente de mapas, gráficos e outras ferramentas de monitoramento
contínuo e sistemático dos novos procedimentos, permitindo confrontar a situação
anterior sem controle das áreas clandestinas de deposições irregulares com os
resultados obtidos.
Portanto, a cooperação entre as administrações municipais na busca de
soluções conjuntas, para tornar as atividades menos onerosas no cumprimento de suas
responsabilidades, são necessárias para a correta gestão do RCC e volumosos dentro
de cada município.
Ressalta-se, que os consórcios públicos municipais vêm se estruturando em todo
o país e representam uma forma economicamente viável para a prestação de serviços
públicos, com soluções que podem ser compartilhadas e os custos divididos.
4.3.7.2. Gestão Municipal
Através deste sistema de gestão a Prefeitura Municipal de Marechal Cândido
Rondon, a partir de sua experiência com o manejo do RCC e resíduos volumosos, sob
a responsabilidade da Secretaria Municipal de Agricultura e Política Ambiental, será
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encarregada pela contratação ou execução dos serviços, sendo a própria Prefeitura
Municipal incumbida pela captação de recursos.
Desta forma, o Município de Marechal Cândido Rondon terá autonomia nas
decisões e na forma de execução, além de um controle maior na fiscalização. A tabela
abaixo mostra a responsabilidade de cada agente envolvido na gestão em manejo do
RCC, podendo auxiliar o Poder Público local nas tomadas de decisão, referente a
gestão e o manejo deste tipo de resíduo
Tabela 140 - Responsabilidade de cada agente envolvido na gestão e manejo de RCC e resíduos
volumosos.
Agentes Especificação Responsabilidades
Ações voltadas para atender as
metas e programas
estabelecidos no prognóstico.
Organizar e disciplinar a
prestação de serviços
Prefeitura do Município de Definir a Secretaria e equipe
Marechal Cândido Rondon
Poder Público através da Secretaria capacitada para as ações de
responsável
fiscalização e assegurar o
cumprimento dos objetivos
propostos.
Disciplinar os transportadores
não licenciados pelo município.
Grande gerador - Elaboração e atendimento dos
dispostos no PGRSCC.
Geradores Construção passível de
Buscar a redução e reutilização
licenciamento e/ou licitação dos RCC gerados.
Pequeno gerador sendo o Contratação de transporte e
munícipe no ato de reformar, disposição adequada de RCC
construir, demolir e demais em local licenciado
obras que não necessitam de Exigir dos transportadores
licenciamento, com apenas a contratados o manifesto de
autorização do Poder Público transporte e descarte em
local. local licenciado.
Emitir Manifesto de transporte
de resíduos para a Prefeitura
Municipal e para o contratante.
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Prestador de serviço Disk Entulho ou caçambeiros Dispor em local licenciado apto
para o recebimento.
Prestador de serviços
relacionado as áreas para Emitir comprovante para o
recebimento de RCC e
volumosos. contratante do descarte em
local licenciado.
Cumprir e fazer cumprir as
determinações normativas que
disciplinam os procedimentos e
Aterros e áreas de operações de aterros de RCC,
recebimento, triagem e em especial, o seu controle
reciclagem de RCC e ambiental.
volumosos. Emitir comprovante de
recebimento de RCC.
Fonte: Lei Federal nº 12.305/2010. Conselho Nacional do Meio Ambiente Resolução CONAMA
nº307/2002. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Vale ressaltar, que o Município de Marechal Cândido Rondon deverá fiscalizar
os custos decorrentes do manejo correto dos resíduos da construção civil e volumosos,
exigido pela Resolução CONAMA n° 307/2002, e que sejam apurados de forma eficaz
e transparente, transferindo para os geradores e transportadores todos estes encargos.
Esta é uma condição básica de sustentabilidade para a nova política de gestão
e é exigência da Política Nacional de Resíduos Sólidos.
A Prefeitura Municipal conduzirá uma fiscalização rigorosa do sistema, como
condição importante para a gestão pública atingir progressivamente as suas metas,
como, a eliminação de bota-foras irregulares, coibir a presença de catadores informais,
disciplinar a ação dos geradores e garantir o uso adequado dos equipamentos de coleta
e das instalações de apoio.
4.3.7.3. Definição de Geradores
Não há nas legislações especificas e na literatura procedimentos para determinar
o que é o pequeno ou o grande gerador de RCC e resíduos volumosos. Tendo em vista
a diversidade das características dos agentes envolvidos na geração, no manejo e
destinação dos resíduos da construção civil.
Desta forma, nem mesmo a Resolução CONAMA n° 307/2002, que traz as
diretrizes para que os municípios desenvolvam e implementem políticas estruturadas
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para a gestão e o manejo do RCC gerado em seu território, define o que é o pequeno
e o grande gerador.
Sendo este procedimento dimensionado a partir de cada realidade local,
devendo o Poder Público local assumir a forma disciplinadora do conjunto dos agentes.
Pode-se ter como exemplo vários municípios brasileiros que adotaram por conta
própria, através das características de seus agentes, a quantidade que define o
pequeno e o grande gerador de RCC.
No caso do Município de São Paulo, Capital do Estado de São Paulo, adotou-se
através do Guia de Manejo Diferenciado (Decreto Municipal nº 58.701/2019), elaborado
pela própria Prefeitura Municipal, o total de 50 Kg/diários de resíduos da construção
civil e demolição para o pequeno gerador.
E caso o gerador ultrapasse esta quantidade, de pequeno gerador, o mesmo
passa a ser considerado um grande gerador, devendo se enquadrar a legislação
vigente para o mesmo.
Para o pequeno gerador, a Prefeitura Municipal é responsável pela gestão do
RCC. O material deve estar acondicionado em recipientes apropriados para que não
seja depositado em vias públicas. O munícipe é obrigado a manter esses resíduos
dentro de sua propriedade, respeitando o cronograma de coleta que será implementado
pelo Poder Público local.
Entretanto, no que diz a legislação municipal de Marechal Cândido Rondon, a
definição de pequeno e grande volume de resíduo da construção civil e volumosos é
atribuído da seguinte forma, de acordo com o Art. 35 da Lei Municipal n° 4.819/2015.
I - Pequenos Volumes de Resíduos da Construção Civil e Resíduos Volumosos:
aqueles contidos em volumes de até 02 (dois) metros cúbicos por descarga;
II - Grandes Volumes de Resíduos da Construção Civil e Resíduos Volumosos:
aqueles contidos em volumes superiores o 02 (dois) metros cúbicos por descarga.
4.3.7.4. Rede de Pontos de Entrega para Pequenas Quantidades
Uma das formas de o Município de Marechal Cândido Rondon, ou o consorcio
intermunicipal, caso este seja implementado, realizar a gestão e o manejo correto de
RCC para os pequenos geradores, é a instalação em locais definidos pela Prefeitura
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Municipal de Pontos de Entrega Voluntária ou Ecopontos, exclusivos para o
recebimento de resíduos da construção civil ou resíduos volumosos.
A definição dos locais de implantação da Rede de Pontos de Entrega Voluntária
para pequenos geradores, deverá ser feita através de estudo realizado pela Prefeitura
Municipal, de preferência mapeando os pontos críticos de descarte irregular de
resíduos dentro da área urbana, implantando nestes locais o Ecoponto.
Conhecendo bem a localização das deposições irregulares e o perfil dos
pequenos geradores, é possível definir os locais onde serão implantados os Pontos de
Entrega Voluntária, respeitando-se, tanto quanto seja tecnicamente possível e
financeiramente viável os atuais fluxos de coleta destes resíduos, lembrando que
Marechal Cândido Rondon já possui um Ecoponto Municipal, porém o mesmo recebe
outros tipos de resíduos além dos volumosos de pequenos geradores.
A Rede de Pontos de Entrega Voluntária são áreas de características
relativamente homogêneas, com dimensão tal que permite o deslocamento dos
pequenos geradores de seu perímetro até o respectivo Ponto de Entrega Voluntária,
inibindo assim, o despejo irregular destes resíduos pela facilidade conferida à sua
entrega num local para isso designado. Sendo assim, para definir a localização do
Ponto de Entrega Voluntária devem ser considerados os seguintes fatores:
x A capacidade de deslocamento dos pequenos geradores em cada viagem
deve ser em torno de 1,5 km e 2,5 km do local da geração do RCC e
resíduos volumosos;
x A declividade da região, para que os pequenos geradores não sejam
obrigados a subir ladeiras muito íngremes com os seus veículos
carregados para realizar o descarte dos resíduos.
O projeto de cada Ponto de Entrega Voluntária deve seguir o preconizado pela
ABNT NBR n° 15.112/2004 - Resíduos da Construção Civil e Resíduos Volumosos.
Áreas de Transbordo e Triagem. Diretrizes para Projeto, Implantação e Operação,
sendo:
x Prever o plantio de uma cerca viva nos limites da área, para reforçar a
imagem de qualidade ambiental do equipamento público;
x Diferenciar os espaços para a recepção dos resíduos que tenham de ser
triados, como, resíduos da construção civil, resíduos volumosos e
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resíduos da coleta seletiva, para que a remoção seja realizada por
circuitos de coleta, com equipamentos adequados a cada tipo de resíduo;
x Aproveitar o desnível existente, ou criar um platô para que a descarga dos
resíduos pesados, como os resíduos da construção civil seja realizada
diretamente no interior de caçambas metálicas estacionárias;
x Garantir os espaços corretos para as manobras dos veículos que
utilizarão a instalação, como, os pequenos veículos dos geradores e os
veículos de carga responsáveis pela remoção posterior dos resíduos
acumulados;
x Instalar placa de sinalização que informe à toda a população do município
sobre a finalidade deste equipamento público, como local correto para o
descarte do RCC e resíduos volumosos.
A tabela abaixo mostra de forma resumida as características físicas de um Ponto
de Entrega Voluntária ou Ecoponto para RCC e resíduos volumosos.
Tabela 141 - Características físicas de um Ponto de Entrega Voluntária ou Ecoponto.
Organização
Em caçambas No platô ou em baias
RCC Solo Rejeito Moveis Madeira Sucata
A granel Ferrosa e não
Ferrosa
Recepção
Em unidades
Características do Equipamento de Remoção
Veículo para transporte de elevada tonelagem Veículo para transporte de elevado volume
Melhor Opção de Transporte
Caminhão poliguindaste Caminhão carroceria com laterais altas
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Outros fatores também são levados em consideração para uma operação
eficiente dos Pontos de Entrega Voluntária ou Ecopontos, sendo:
x Treinamento de identificação de resíduos para os colaboradores
responsáveis por cada unidade;
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x Estabelecimento do volume máximo das cargas individuais de resíduos
que possam ser recebidos na unidade, de acordo com o proposto neste
trabalho, considera-se pequeno volume de RCC a quantidade limitada de
até 2m³ por descarga;
x Impedimento do descarte de resíduos orgânicos domiciliares, resíduos
industriais e resíduos dos serviços de saúde.
As imagens abaixo mostram as instalações de um Ponto de Entrega Voluntária
ou Ecoponto, que podem servir de modelo para a Prefeitura Municipal de Marechal
Cândido Rondon.
Figura 207 - Modelo de Ponto de Entrega Voluntária ou Ecoponto para recebimento de resíduos
da Construção Civil ou volumosos.
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Fonte: Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto - SP, 2018. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de
Cidades, 2023.
Diante de todo o exposto neste capitulo, deve-se considerar que o cidadão não
possui a obrigação de destinar o seu RCC ou resíduo volumoso em um Ponto de
Entrega Voluntária ou Ecoponto, caso este seja implementado no Município de
Marechal Cândido Rondon como recomenda este trabalho, por isso a palavra
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Entretanto, mesmo que o cidadão não se utilize desta benfeitoria implementada
pelo município gerando benefícios ambientais, sociais e econômicos para a região, o
mesmo não poderá mais dispor o seu RCC ou o seu resíduo volumoso sobre os
passeios ou calçadas, ou até mesmo sobre as vias municipais sem este estar
acondicionado em caçambas, como preconizado pelo Art. 37 da Lei Municipal n°
4.819/2015.
Muito menos contar com a recolha, transporte e destinação final sem custos
executado pela Prefeitura Municipal. Sobre esta questão, maiores informações e
procedimentos estarão contidos no Capítulo que trata sobre as formas de coleta e
transporte dos resíduos da construção civil e resíduos volumosos.
Sobre o Ponto de Entrega Voluntária ou Ecoponto para o RCC e resíduo
volumoso, a Prefeitura Municipal de Marechal Cândido Rondon não poderá operar
estas unidades sem custos para o gerador, mesmo este sendo um pequeno gerador.
Deverá ser criado uma taxa, caso seja necessário, criar também uma taxa social para
pessoas de baixa renda.
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Pois, estas unidades de recebimento geram custos para o Poder Público local
como, salários dos colaboradores, manutenção, abastecimento de água, energia
elétrica e o principal, a Prefeitura Municipal irá arcar com os custos da destinação final
adequada.
Desta forma, a Prefeitura Municipal de Marechal Cândido Rondon estará
atendendo o preconizado pela Lei Federal n° 12.305/2010, transferindo para o gerador
os custos da destinação final ambientalmente adequada.
A ideia do Ponto de Entrega Voluntária é para que o pequeno gerador não
precise acionar um disk-entulho, pois, a sua quantidade gerada está dentro da
classificação determinada e o custo, para que este pequeno gerador destine o seu RCC
ou resíduo volumoso para um Ponto de Entrega Voluntária, será um custo menor do
que o custo para a solicitação de um disk-entulho.
Ou seja, o pequeno gerador de RCC e resíduo volumoso terá duas formas de
destinar o seu resíduo, ou entregando-o em um Ponto de Entrega Voluntária ou
Ecoponto, através de uma taxa acessível a todos, ou através de um disk-caçamba com
um custo para o gerador maior que o Ponto de Entrega Voluntária ou Ecoponto.
Ressalta-se, que neste trabalho é proposto o não recolhimento de RCC e resíduo
volumoso pela Prefeitura Municipal de Marechal Cândido Rondon sem custos para o
gerador.
Com a criação da taxa de recebimento de resíduo, exclusiva para o Ponto de
Entrega Voluntária ou Ecoponto, a Prefeitura Municipal poderá se beneficiar com a
sustentabilidade financeira do local, pois, as caçambas, platôs ou baias presentes
dentro destes pontos, em um determinado momento deverão ser limpas ou esvaziadas
quando atingirem as suas capacidades máximas de volumes.
E ao atingirem estas capacidades, a Prefeitura Municipal deverá promover a
destinação final correta destes resíduos, através da terceirização da coleta e transporte
ou através de veículos próprios.
4.3.7.5. Formas de Coleta e Transporte do RCC e Resíduos
Volumosos
Na grande maioria das vezes este procedimento de coleta e transporte de RCC
e resíduo volumoso, será voltado para o grande gerador, pois, como apresentado no
capítulo anterior, o pequeno gerador poderá destinar o seu RCC ou resíduo volumoso
em um Ponto de Entrega Voluntária ou Ecoponto, caso este seja implementado pelo
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Município de Marechal Cândido Rondon, ou o pequeno gerador terá que acionar um
disk-entulho ou a Prefeitura Municipal para a recolha.
Ressaltando, que para ambas utilizações o pequeno gerador terá que pagar uma
taxa ou da recolha ou para dispor seus resíduos no Ponto de Entrega Voluntária ou
Ecoponto. Taxa está que deverá ser elaborado pela Prefeitura Municipal de Marechal
Cândido Rondon.
Para o procedimento de coleta e transporte de RCC e resíduos volumosos,
sendo o Município de Marechal Cândido Rondon a realizar a sua gestão e o manejo
destes tipos de resíduos na forma municipalizada ou consorciada com os municípios
vizinhos, poderá utilizar-se de frota própria para a recolha ou promover a entrada de
empresas especializadas neste tipo de transporte.
É recomendado neste trabalho que o Poder Público local não realize mais este
tipo de serviço sem custos para o gerador, seja ele pequeno ou grande, para que não
seja mais onerado o seu sistema de limpeza pública, ou como dito anteriormente, caso
o Poder Público venha a continuar com a recolha, que seja cobrado uma taxa para este
recolhimento.
Antes da recolha e posterior transporte do RCC e resíduos volumosos, ocorre a
etapa do acondicionamento destes resíduos, devendo este acondicionamento
continuar sendo realizado dentro de caçambas.
As imagens abaixo mostram o tipo de caminhão e caçamba para a recolha e o
acondicionamento de resíduos da construção civil, que devem continuar a ser utilizados
no Município de Marechal Cândido Rondon.
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Figura 208 - Modelo de Caçamba para acondicionamento de resíduos da construção civil e
caminhão poliguindaste para o recolhimento da caçamba.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
No caso dos resíduos volumosos, sendo estes compostos basicamente por
sofás, fogões, colchões, guarda-roupas, escrivaninhas, cômodas e entre outros,
comumente os munícipes quando querem se desfazer destes bens não acionam o
Poder Público local ou um disk entulho, para solicitar uma caçamba e acondicionar
estes bens neste recipiente.
Pois, uma vez solicitado a caçamba haverá uma taxa para a sua remoção e
posterior destinação final ambientalmente adequada.
O mais comum é presenciar na maioria dos municípios do país, móveis de todo
o tipo dispostos em áreas de despejo irregular dentro ou fora da área urbana destes
municípios, por mais que em Marechal Cândido Rondon tenha a opção de entrega
destes resíduos volumosos por parte da população no Ecoponto Municipal.
Para que este tipo de despejo irregular de resíduos volumosos não continue no
Município, deverá criar-se novos Artigos dentro da Lei Municipal n° 4.819/2015, ou criar-
se uma Lei Municipal exclusiva, que obrigue o cidadão a armazenar o móvel que ele
deseja se desfazer dentro de sua residência.
Ao decidir desfazer-se deste móvel, o munícipe deverá acionar o Poder Público
local ou um disk-entulho para a remoção do mesmo, mediante pagamento de uma taxa.
Desta forma, o móvel desfeito não ficará disposto no passeio ou calçada ou em um
bota-fora irregular, melhorando assim, o aspecto visual do município e dificultando a
proliferação de vetores.
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Ressalta-se, que o Município de Marechal Cândido Rondon optando por
normatizar e fiscalizar a gestão e o manejo dos resíduos da construção civil e resíduos
volumosos, ou seja, promovendo a entrada de empresas do tipo disk-entulho no
município e não mais, atuando na recolha e destinação final destes resíduos, a
Prefeitura Municipal deverá exigir destas empresas de disk-entulho, toda a parte
documental relacionada ao transporte e destinação final ambientalmente adequada.
Realizando vistorias periódicas principalmente no local onde estes resíduos são
dispostos. Além de exigir também o Controle de Transporte de Resíduos ± CTR,
determinado pela Resolução CONAMA n° 307/2002, com o modelo apresentado na
figura abaixo.
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Figura 209 - Modelo de Controle de Transporte de Resíduos ± CTR.
Fonte: Conselho Nacional do Meio Ambiente ± Resolução CONAMA n° 307/2002. Adaptado por Líder
Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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4.3.7.6. Mecanismos de Controle e Monitoramento da Eficiência do
Sistema
O Município de Marechal Cândido Rondon deverá estabelecer mecanismos de
controle do sistema de gestão e manejo dos resíduos da construção civil e resíduos
volumosos, que informem a Prefeitura Municipal sobre todo o planejamento proposto,
com ênfase na fiscalização e custos, caso este último, o Poder Público local continue
com a prática de recolha e destinação final destes tipos de resíduos.
É necessário que este controle seja eficaz mostrando os fluxos estabelecidos
no processo de gestão, para a constituição da base concreta sobre a qual o manejo do
RCC e resíduos volumosos se assentarão.
Sendo assim, a tabela abaixo apresenta várias situações, públicas ou privadas
do novo sistema que será implementado no município com sugestões de controle e
relatórios que podem ser estabelecidos para o núcleo gerencial.
Tabela 142 - Tipos de controle necessários sobre o fluxo de resíduos da construção civil e
resíduos volumosos.
Controle Conteúdo Mínimo Objetivo
x Data;
x Hora; Controlar as quantidades:
Planilha de Controle Diário x Tipo e placa do veículo x de resíduos;
de Entrada de Resíduos nos transportador; x de usuários.
Pontos de Entrega x Responsável pelo
Voluntária ou Ecopontos ou
Áreas de Transbordo ± ATT, transporte; Monitorar:
Públicas ou Privadas. x Tipo de resíduo; x horários de maior uso;
Planilha de Controle Diário de x Endereço de origem; x origem;
Saída de Resíduos nos
x Volume - m³; x tipo de veículo;
Pontos de Entrega Voluntária
ou Ecopontos ou Áreas de x Responsável pelo x tipos de resíduos.
Transbordo ± ATT, Públicas
ou Privadas. registro.
x Data; Controlar as quantidades:
x Hora; x de resíduos por
x Tipo e placa do veículo tipo.
transportador; Monitorar:
x Responsável pelo x a demanda por
remoção e o destino
transporte; de cada tipo de
x Tipo de resíduo; resíduo.
x Endereço de origem;
x Volume - m³;
x Responsável pelo
registro.
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Planilha de Controle Diário x Data de início de
das Correções dos Locais limpeza do local;
com Deposições x Endereço preciso
Irregulares. do local;
x Tipos de resíduos Limpeza e monitoramento
despejados do local
irregularmente;
x Volume m³;
x Local de destinação
dos resíduos
recolhidos na área
de despejo
irregular;
x Instalação de
sinalização de
advertência;
x Monitoramento local
Relatório de Controle Mensal x Identificação Controlar quantidades:
das Operações em Áreas de completa do x de resíduos recebidos;
operador e a sua x resíduos expurgados;
Manejo Privadas. licença de x produtos gerados.
operação;
Relatório de Controle Mensal Monitorar:
das Operações dos x Consolidação dos x as declarações dos
volumes recebidos transportadores;
Transportadores Autorizados. por tipo de resíduo; x o destino dos tipos de
resíduos.
x Listagem dos
usuários e Controlar quantidades:
respectivos
quantitativos no x de resíduos
período;
transportados;
x Consolidação dos
volumes x geradores atendidos.
expurgados por tipo
de resíduo e Monitorar:
identificação do
destino; x declarações dos
x Consolidação dos receptores;
volumes de
produtos gerados, x destino dos tipos de
por tipo.
resíduos.
x Identificação
completa do
transportador e a
sua autorização de
operação;
x Consolidação dos
volumes
transportados por
tipo de resíduo;
x Quantitativo de
geradores
atendidos no
período;
x Identificação do
destino por tipo de
resíduo e a sua
licença de
operação;
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Marechal Cândido Rondon - PR
x Comprovantes de
entrega.
x Conteúdo exigido na
PNRS e Resolução Controlar quantidades:
CONAMA n° x de resíduos gerados.
307/2002;
x Consolidação dos Controlar uso de:
Plano de Gerenciamento de volumes gerados por x transportadores
Resíduos da Construção Civil
tipo de resíduo; autorizados;
± PGRCC de Obras que
Necessitam de Licenciamento. x Identificação dos x destinos licenciados.
transportadores e a
sua autorização de Monitorar:
operação; x declarações dos
x Identificação do transportadores;
destino por tipo de x declarações dos
resíduo e a sua licença receptores;
de operação; x destino dos tipos de
x Comprovantes de resíduos.
entrega dos resíduos.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
No caso dos Planos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil -
PGRCC, determinado pela Resolução CONAMA n° 307/2002, para obras públicas ou
privadas e que necessitam de algum tipo de licenciamento, este, é peça fundamental
para o incentivo de procedimentos disciplinadores na cadeia de produção, onde se
inserem os resíduos da construção civil.
Exigido também pela Política Nacional de Resíduos Sólidos ± PNRS, Lei Federal
n° 12.305/2010, o PGRCC determina que todos os geradores e empresas da área da
construção civil, sejam responsáveis por todo o manejo que envolve estes tipos de
resíduos, iniciando-se na geração, acondicionamento, transporte e destinação final
ambientalmente adequada.
Sendo assim, abaixo é apresentado um modelo de PGRCC que o Município de
Marechal Cândido Rondon poderá exigir dos grandes geradores, sendo este
documento, um documento essencial para o monitoramento do fluxo dos resíduos
gerados em uma determinada obra, assim como, os seus locais de destinação.
Ressaltando que, para obras que não necessitam de algum tipo de licenciamento
para a sua execução, pressupõem-se que serão obras de pequeno porte e não
necessitam da elaboração de um PGRCC.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 210 - Modelo de plano de gerenciamento de resíduos da construção civil - PGRCC para
grandes geradores.
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Fonte: Conselho Nacional do Meio Ambiente ± Resolução CONAMA nº 307/2002. Adaptado por Líder
Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Ressalta-se também, que a Prefeitura Municipal de Marechal Cândido Rondon
deverá definir procedimentos adicionais ao conteúdo mínimo existente dentro da
Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS.
Pois, como comentado anteriormente, a PNRS determina que os grandes
geradores de resíduo de construção civil estão sujeitos à elaboração de Plano de
Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil - PGRCC. Sendo assim, abaixo segue
o conteúdo mínimo, contido no Art. n° 21, da Lei Federal n° 12.305/2010:
I - Descrição do empreendimento ou atividade;
II - Diagnóstico dos resíduos sólidos gerados ou administrados, contendo a
origem, o volume e a caracterização dos resíduos, incluindo os passivos
ambientais a eles relacionados;
III - Definição dos procedimentos operacionais relativos às etapas do
gerenciamento de resíduos sólidos sob responsabilidade do gerador, bem como
explicitação dos responsáveis por cada etapa;
IV - Identificação das soluções consorciadas ou compartilhadas com outros
geradores;
V - Ações preventivas e corretivas a serem executadas em situações de
gerenciamento incorreto ou acidentes;
VI - Metas e procedimentos relacionados à minimização da geração de resíduos;
VII - se couber, ações relativas à responsabilidade compartilhada pelo ciclo de
vida dos produtos, na forma do art. 31;
VIII - Medidas saneadoras dos passivos ambientais relacionados aos resíduos
sólidos;
IX - Periodicidade de sua revisão, observado, se couber, o prazo de vigência da
respectiva licença de operação a cargo dos órgãos ambientais.
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4.3.7.7. Destinação Final
Em relação a destinação final dos resíduos da construção civil e resíduos
volumosos, a Resolução CONAMA n° 307/2002, determina em seu Art. 10°, que a
destinação destes resíduos deve ser conforme a sua Classe, proibindo assim, a
disposição em aterros de resíduos sólidos urbanos, em áreas de bota fora, encostas,
corpos hídricos, lotes vagos e em áreas protegidas por Lei.
A Resolução CONAMA nº 307/2002, também classifica e estabelece os
possíveis destinos finais dos resíduos da construção civil e volumosos, além de atribuir
responsabilidades para o Poder Público Municipal e para os geradores.
No Município de Marechal Cândido Rondon, os resíduos da construção civil são
destinados para um pequeno aterro, sem passar por qualquer tipo de segregação dos
materiais e a recolha se dá através de um calendário pré-estabelecido pela Prefeitura
Municipal, além da disposição voluntaria de resíduos volumosos no Ecoponto.
Portanto, no município há a necessidade de um tratamento adequado para estes
resíduos, com a aquisição de uma usina móvel de RCC por exemplo, além de um maior
controle sobre o volume de material recolhido e sua composição.
Não será proposto neste trabalho que o município implante com recursos
próprios em seu território, um aterro ou uma usina de reciclagem de RCC. As usinas de
reciclagem de RCC ou os aterros, do ponto de vista deste trabalho devem ser de
empresas privadas, para não onerar mais o sistema de limpeza pública de Marechal
Cândido Rondon, mas que deve ser fomentado pelo município essa parceria com
empresas privadas para a implantação de usina de reciclagem de RCC.
Para os resíduos volumosos, estes, poderão continuar sendo destinados de
maneira voluntária ao Ecoponto Municipal. Caso o município opte pela gestão
consorciada, pode-se adotar pelos membros consorciados a concessão da Parceria
Público-Privada ± PPP, preconizado pela Lei Federal n° 11.079/2004, que Institui
Normas Gerais para Licitação e Contratação de Parceria Público-Privada no Âmbito da
Administração Pública.
Através da gestão consorciada o consórcio poderá escolher áreas entre os
municípios consorciados, para a construção de aterros ou usinas de reciclagem de
RCC. Caso o consórcio não consiga atrair investidores para a construção de aterro ou
usina de reciclagem de RCC, o mesmo poderá executar todo o manejo dos seus
resíduos da construção civil e volumosos.
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Pois, de acordo com a Lei Federal n° 12.305/2010, os consórcios intermunicipais
possuem prioridade junto à União para a captação de recursos financeiros. Sendo
assim, para a construção do aterro ou da usina de reciclagem de RCC, o interessado
deverá seguir as seguintes Normas:
x ABNT NBR n° 15.113/2004 - Resíduos Sólidos da Construção Civil e
Resíduos Inertes. Aterros: Diretrizes para Projeto, Implantação e
Operação;
x ABNT NBR n° 15.114/2004 - Resíduos Sólidos da Construção Civil. Áreas
de Reciclagem. Diretrizes para Projeto, Implantação e Operação.
A ABNT NBR n° 15.113/2004, também determina outras diretrizes, sendo:
x Somente devem ser recebidos no aterro os resíduos da construção civil e
os resíduos inertes;
x Os resíduos aceitos devem ser previamente triados, na fonte geradora,
em áreas de transbordo e triagem ou em área de triagem estabelecida no
próprio aterro, de modo que nele sejam dispostos apenas os resíduos de
construção civil da Classe A ou os resíduos inertes;
x Os resíduos devem ser dispostos em camadas sobrepostas e não será
permitido o despejo pela linha de topo. Em áreas de reservação a
disposição de resíduos deve ser feita de forma segregada, de modo a
viabilizar a reutilização ou reciclagem futura;
x Devem ser segregados os solos, os resíduos de concreto e alvenaria, os
resíduos de pavimentos viários asfálticos e os resíduos inertes;
x Deve ser mantido na instalação até o fim da vida útil e no período de pós-
fechamento, um registro da descrição e quantidade de cada resíduo
recebido e a data de disposição, incluídos os CTR, no caso de reservação
de resíduos, indicação do setor onde o resíduo foi disposto, descrição da
quantidade e destinação dos resíduos rejeitados, descrição da quantidade
e destinação dos resíduos reaproveitados, registro das análises efetuadas
nos resíduos, registro das inspeções realizadas e dos incidentes ocorridos
e respectivas datas, dados referentes ao monitoramento das águas
superficiais e subterrâneas.
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x O registro deve ser mantido em caso de alteração da titularidade da área
ou empreendimento e para eventual apresentação de relatórios.
Da mesma forma que a ABNT NBR n° 15.113/2004, a ABNT NBR n°
15.114/2004 também possui outras diretrizes, sendo:
x Somente podem ser aceitos na área de reciclagem os resíduos da
construção civil da Classe A;
x Os resíduos recebidos devem ser previamente triados, na fonte geradora,
em áreas de transbordo e triagem ou na própria área de reciclagem, de
modo que nela sejam reciclados apenas os resíduos de construção civil
da Classe A, incluso o solo;
x A área de triagem, se estabelecida na própria instalação deve estar em
conformidade com a ABNT NBR n° 15112/2004;
x Os equipamentos e a instalação devem ser dotados de sistemas de
controle de vibrações, ruídos e poluentes atmosféricos;
x Deve ser exigido o controle de entrada dos resíduos recebidos, a
descrição dos resíduos rejeitados e sua destinação, a descrição e
destinação dos resíduos reutilizados, a descrição e destinação dos
resíduos reciclados e o controle da qualidade dos produtos gerados;
x Os operadores devem manter os CTR recebidos e emitidos para eventual
apresentação de relatório.
As tabelas abaixo mostram as destinações ambientalmente adequadas para
cada tipo de resíduo que compõem o RCC e o resíduo volumoso e as formas de reuso,
respectivamente.
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Tabela 143 - Tipo de resíduo que compõem o RCC e o resíduo volumoso e sua destinação
adequada.
Tipo de Resíduo Cuidados Especiais Destinação
Blocos de concreto, Privilegiar soluções de Áreas de Transbordo e Triagem, Áreas para
blocos cerâmicos, destinação que envolvam Reciclagem ou Aterros de Resíduos da
argamassas, outros a reciclagem dos resíduos,
Construção Civil licenciadas pelos órgãos
componentes de modo a permitir seu competentes. Os resíduos classificados
cerâmicos, concreto, aproveitamento como como classe A (blocos, telhas, argamassa e
tijolos e assemelhados concreto em geral) podem ser reciclados
agregado. para uso em pavimentos e concretos sem
função estrutural.
Madeira Para uso em caldeira, Atividades econômicas que possibilitem a
garantir separação da reciclagem destes resíduos, a reutilização
serragem dos demais de peças ou o uso como combustível em
resíduos de madeira.
fornos ou caldeiras.
Plásticos Máximo aproveitamento Empresas, cooperativas ou associações de
dos materiais contidos e a coleta seletiva que comercializam ou
reciclam estes resíduos.
limpeza da embalagem
Papelão Proteger (não molhar) Empresas, cooperativas ou associações de
coleta seletiva que comercializam ou
reciclam estes resíduos.
Metal Ferroso e não Não há Empresas, cooperativas ou associações de
Ferroso coleta seletiva que comercializam ou
reciclam estes resíduos.
Gesso Proteger de intempéries Aproveitamento em usina de reciclagem
Solo Examinar a caracterização Desde que não estejam contaminados,
prévia dos solos para destinar a pequenas áreas de aterramento
definir destinação. ou em aterros de resíduos da construção
civil, ambos devidamente licenciados pelos
órgãos competentes.
EPS - Poliestireno Confinar, evitando a Possível destinação para empresas,
Expandido ou isopor dispersão. cooperativas ou associações de coleta
seletiva que comercializam, reciclam ou
aproveitam para enchimentos.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Tabela 144 - Formas de reuso dos resíduos da construção civil.
Formas de Reuso Descrição Vantagem
O resíduo ou a mistura podem
ser utilizados como reforço de
subleito, sub-base ou base de
pavimentação, considerando-
se as seguintes etapas:
Utilização em Pavimentação Utilização em base, sub-base x abertura e preparação
ou revestimento primário na da caixa ou
forma de brita corrida ou em regularização
misturas do resíduo com o mecânica da rua para
o uso como
solo. revestimento primário;
x corte ou escarificação
e destorroamento do
solo local para
misturas;
x umedecimento ou
secagem da camada;
x homogeneização e
compactação.
Utilização como Agregado O RCC processado pelas O RCC processado pelas
para o Concreto centrais de reciclagem pode Centrais de Reciclagem, cuja
ser utilizado como agregado fração mineral é britada em
para concreto não estrutural, a
britadores de impacto, é
partir da substituição dos utilizado como agregado no
agregados convencionais concreto, em substituição
simultânea à areia e à brita
como a areia e a brita. convencionalmente utilizadas.
A mistura é considerada
tradicional, geralmente
misturado com cimento e
água, está em quantidade
bastante superior devido à
grande absorção do resíduo.
Utilização Como Agregado Após ser processado por A partir da mistura de cimento,
para a Confecção de equipamentos que moem o areia e água a fração mineral
Argamassas do RCC é adicionada a uma
RCC, em granulometrias caçamba de piso horizontal,
Outros Usos semelhantes às da areia, ele
com dois rolos moedores
pode ser utilizado como girando em torno de um eixo
agregado para argamassas de central vertical, proporcionam
assentamento e revestimento. a moagem e homogeneização
Utilização de concreto da mistura que sai do
reciclado como agregado, equipamento pronta para ser
cascalhamento de estradas,
preenchimento de vazios em usada.
construções, preenchimento
de valas de instalações e
reforço de aterros ou taludes.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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4.3.8. Sistema Nacional de Informações Sobre a Gestão dos Resíduos
Sólidos ± SINIR e Manifesto de Transporte de Resíduo ± MTR
O Ministério do Meio Ambiente em 2019 publicou a Portaria nº 412, definindo o
Sistema Nacional de Informações Sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos ± SINIR. O
SINIR é um instrumento previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos ± PNRS,
com a finalidade especifica de disponibilizar para a sociedade diagnósticos e dados
sobre a gestão dos resíduos sólidos no Brasil.
O SINIR é todo informatizado com objetivo claro de centralizar no MMA os dados
de todas as Prefeituras e Estados sobre o tema Resíduos Sólidos. A Portaria
estabelece que, anualmente, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios ficam
obrigados a atualizar o SINIR com dados relativos à gestão de resíduos sólidos em
seus respectivos territórios.
O SINIR possibilita o monitoramento, a fiscalização, a avaliação da eficiência da
gestão e o gerenciamento dos resíduos sólidos, inclusive dos sistemas de logística
reversa, bem como avaliação dos resultados, impactos e acompanhamento das metas
definidas nos planos de gerenciamento de resíduos sólidos.
É de suma importância que os municípios adotem o quanto antes o sistema de
gestão de resíduos, inclusive com a logística reversa para que os números possam ser
processados, e a falta deles não dificulte o recebimento de verbas públicas.
As Prefeituras devem aprimorar os respectivos sistemas de gestão de resíduos,
pois a cobrança imposta aos Estados e Municípios resultará em uma imposição de
obrigações para o Poder Público.
Em relação ao Manifesto de Transporte de Resíduos ± MTR, foi instituído através
da Portaria MMA nº 280/2020, que passou a ser obrigatório em 1º de janeiro de 2022.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o MTR ± Manifesto de Transporte de
Resíduos, agora totalmente digital vai atuar diretamente.
x Permitindo a rastreabilidade dos resíduos em todo o território nacional;
x Auxiliando os geradores de resíduos, que passam a ter uma comprovação
efetiva e completa da destinação final ambientalmente adequada dos
seus resíduos.
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Concretizando e consolidando informações mais precisas e detalhadas para o
transportador e agilizando procedimentos de fiscalização permitindo assim, o
atendimento mais eficaz em caso de acidentes. As atividades geradoras,
transportadoras, armazenadoras temporárias e destinadoras de resíduos transportados
deverão se cadastrar no MTR.
Sendo assim, abaixo seguem as definições de gerador, transportador,
armazenador temporário e destinadoras de resíduos transportados e entre outros,
segundo o Artigo 3° da Portaria n° 280/2020:
I - Armazenador temporário: pessoa física ou jurídica, de direito público ou
privado, responsável pelo armazenamento temporário de resíduos sólidos do gerador,
para fins de consolidação de cargas, sem que ocorra qualquer tipo de processamento
dos resíduos, para posterior encaminhamento para a destinação final ambientalmente
adequada definida pelo gerador nos MTRs correspondentes;
II - Certificado de Destinação Final de Resíduos - CDF: documento emitido
pelo Destinador e de sua exclusiva responsabilidade que atesta a tecnologia aplicada
ao tratamento e/ou destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos
recebidos em suas respectivas quantidades, contidos em um ou mais MTRs;
III - Declaração de Movimentação de Resíduos - DMR: documento que
registra as quantidades de resíduos sólidos geradas, transportadas e destinadas por
geradores, transportadores e unidades de destinação;
IV - Destinador: pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado,
responsável pela destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos;
V - Gerador: pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, que gera
resíduos sólidos por meio de suas atividades, nelas incluído o consumo;
VI - Identificação de resíduos: identificação do tipo de resíduo, conforme
Lista Brasileira de Resíduos Sólidos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis - Ibama - IN nº 13, de 18 de dezembro 2012, e
sucedâneas;
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Marechal Cândido Rondon - PR
VII - Logística Reversa: instrumento de desenvolvimento econômico e social
caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar
a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para
reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final
ambientalmente adequada;
VIII - Manifesto de Transporte de Resíduos - MTR: documento numerado,
gerado por meio do SINIR, emitido exclusivamente pelo Gerador, que deverá
acompanhar o transporte do resíduo até a destinação final ambientalmente adequada;
IX - Manifesto de Transporte de Resíduos Complementar - MTR
Complementar: MTR gerado pelo Armazenador Temporário, contendo o(s) número(s)
do(s) MTR(s) que o compõe e que deve(m) estar a ele anexado(s) ou relacionados,
além da indicação dos dados do veículo de transporte e do motorista. Deverá
acompanhar o transporte da carga do armazenamento temporário até o local de
destinação final;
X - Manifesto de Transporte de Resíduos Provisório - MTR Provisório: MTR
de preenchimento manual dos dados, gerado previamente pelo sistema e utilizado
somente na eventualidade de indisponibilidade temporária do MTR;
XI - Manifesto de Transporte de Resíduos - Importação - MTR Importação:
emitido no caso de transporte de resíduos controlados, de acordo com Resolução
CONAMA nº 452, de 02 de julho de 2012 e suas alterações, que acompanha a carga
do resíduo ao sair do local de desembarque;
XII - Manifesto de Transporte de Resíduos - Exportação - MTR Exportação:
emitido para o transporte de resíduos que serão exportados para outros países,
acompanhando a carga ao sair do local de geração até o ponto de embarque;
XIII - PEV, Ecoponto ou Ecocentro: ponto de entrega voluntária de resíduos
sólidos, incluídos os pertencentes aos sistemas de logística reversa, podendo ser fixo
ou itinerante;
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XIV - Resíduos agrossilvopastoris: os gerados nas atividades agropecuárias
e silviculturais, incluídos os relacionados a insumos utilizados nessas atividades;
XV - Resíduos de construção civil: os gerados nas construções, reformas,
reparos e demolições de obras de construção civil, incluídos os resultantes da
preparação e escavação de terrenos para obras civis;
XVI - Resíduos de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços:
os gerados nessas atividades, excetuados os referidos como resíduos de limpeza
urbana, resíduos dos serviços públicos de saneamento básico, resíduos de serviços de
saúde, resíduos da construção civil e resíduos de serviços de transportes;
XVII - Resíduos de limpeza urbana: os originários da varrição, limpeza de
logradouros e vias públicas e outros serviços de limpeza urbana;
XVIII - Resíduos de mineração: os gerados na atividade de pesquisa,
extração ou beneficiamento de minérios;
XIX - Resíduos de serviços de saúde: os gerados nos serviços relacionados
ao atendimento à saúde humana ou animal, conforme definido em regulamento ou em
normas estabelecidas pelos órgãos do Sistema Nacional do Meio Ambiente - Sisnama
e do SNVS;
XX - Resíduos de serviços de transporte: os originários de portos,
aeroportos, terminais alfandegários, rodoviários e ferroviários e passagens de fronteira;
XXI - Resíduos domiciliares: os originários de atividades domésticas em
residências urbanas;
XXII - Resíduos equiparados: são os resíduos ou rejeitos que são
caracterizados como não perigosos e que, em razão de sua natureza, composição ou
volume, podem ser equiparados aos resíduos ou rejeitos domiciliares;
XXIII - Resíduos dos serviços públicos de saneamento básico: os gerados
no conjunto de serviços de infraestruturas e instalações operacionais de abastecimento
de água, esgotamento sanitário e drenagem, exceto os resíduos de limpeza urbana;
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
XXIV - Resíduos industriais: os gerados nos processos produtivos e
instalações industriais;
XXV - Resíduos não perigosos: não enquadrados como perigosos;
XXVI - Resíduos perigosos: aqueles que, em razão de suas características
de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade, patogenicidade,
carcinogenicidade, teratogenicidade e mutagenicidade, apresentam significativo risco à
saúde pública ou à qualidade ambiental, de acordo com lei, regulamento ou norma
técnica;
XXVII - Resíduos sólidos urbanos: os provenientes de atividades
domésticas em residências urbanas (resíduos domiciliares) e os originários da varrição,
limpeza de logradouros e vias públicas e outros serviços de limpeza urbana (resíduos
de limpeza urbana);
XXVIII - Transportador: pessoa física ou jurídica que realiza o transporte de
resíduos.
O acesso e o cadastramento de novos usuários, sendo os geradores, os
transportadores, os destinadores e os armazenadores temporários deverão se
cadastrar no Sistema MTR do SINIR, fornecendo as correspondentes informações
fiscais e ambientais através do link http://mtr.sinir.gov.br.
Uma vez acessado o sistema o usuário vai se declarar como gerador ou
transportador, a partir desta informação será inserido os dados das pessoas física ou
jurídica, o tipo de resíduos gerado, o tipo de transporte utilizado para o resíduo, o local
para onde os resíduos está sendo transportado e entre outros.
Salienta-se, que a Prefeitura de Marechal Cândido Rondon não realiza este
procedimento dentro da gestão de seus resíduos, pois, muito dos transportes de
resíduos realizados dentro do município são de empresas terceirizadas.
Sendo assim, a Prefeitura municipal de Marechal Cândido Rondon pode exigir
das empresas terceirizadas que transportam resíduos dentro do município, este
controle do Sistema Nacional de Informações Sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos ±
SINIR, além do Manifesto de Transporte de Resíduos ± MTR.
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Garantindo desta forma, que a responsabilidade sobre estes transportes não
seja transferida para o município.
4.3.9. Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana - ISLU
O Índice de Sustentabilidade na Limpeza Urbana, ISLU, criado em 2016, é fruto
de uma cooperação entre o Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana
(SELURB) e a PwC (PricewaterhouseCoopers).
O ISLU tem como objetivo acompanhar a implementação das medidas
preconizadas na PNRS de 2010 nos municípios e refletem a preocupação do setor de
limpeza urbana em contribuir de maneira efetiva para o aprimoramento contínuo das
políticas e ações relacionadas ao manejo dos resíduos em território nacional.
O ISLU é composto de quatro dimensões:
x Dimensão E: engajamento do município;
x Dimensão S: sustentabilidade financeira;
x Dimensão R: recuperação dos resíduos coletados;
x Dimensão I: impacto ambiental.
A Dimensão E indica o grau de engajamento e maturidade da sociedade em
relação ao manejo dos resíduos sólidos dentro do município. É aferida por meio do
índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e da porcentagem da população
atendida pelos serviços de limpeza urbana.
A Dimensão S visa mensurar o grau de autonomia financeira do município para
a prestação dos serviços de limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos e leva em
consideração a arrecadação específica sobre a despesa orçamentária, com dados
oriundos do SNIS e do Tesouro Nacional.
A Dimensão R busca identificar o grau de aproveitamento e recuperação da
fração reciclável dos resíduos municipais, a fim de aferir qual o real impacto advindo da
correta segregação e destinação das diferentes tipologias de resíduos sólidos.
Na Dimensão I avalia-se a geração do passivo ambiental dos municípios através
do cálculo do volume de resíduos destinados inadequadamente a lixões ou aterros
controlados. A figura abaixo resume os cálculos utilizados para cada uma das quatro
dimensões do índice.
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Figura 211 - Cálculo das diferentes dimensões do ISLU.
Fonte: PwC, 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
A equação geral do Índice é a que segue abaixo:
Figura 212 - Equação geral do ISLU.
Fonte: PwC, 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
O Índice varia de 0 a 1 e quanto mais próximo de 1, melhor o atendimento ao
preconizado na PNRS. Pretende-se, com o aumento da coleta seletiva e o correto
gerenciamento de cada tipologia de resíduo, elevar a taxa de materiais recuperados,
melhorando também o indicador final.
Desta forma, a tabela abaixo mostra os resultados das diferentes dimensões e
do indicador geral no ano de 2022 para o Município de Marechal Cândido Rondon.
Município Tabela 145 - Resultado do ISLU 2022.
Marechal Cândido Rondon Dimensão
E S R I ISLU 2022
0,723
0,797 0,892 0,150 1,000
Fonte: PwC, 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Observa-se diante dos resultados apresentados que o Município de Marechal
Cândido Rondon, de forma geral apresenta um bom indicador acerca do sistema de
limpeza urbana comparado aos municípios brasileiros, porém há uma certa pendência
a ser desenvolvida no quesito de recuperação dos materiais reciclados.
Com o aumento da coleta seletiva e o correto gerenciamento de cada tipologia
de resíduo a taxa de materiais recuperados é melhorada.
4.3.10. Regras Para o Transporte de Resíduos Sólidos
As regras sobre o transporte de resíduos sólidos serão aqui discutidas e
apresentadas através dos procedimentos contidos nas seguintes Normas e Resolução:
x ABNT - NBR 7500: Símbolos de risco e manuseio para o transporte e
armazenamento de materiais;
x ABNT ± NBR 7501: Transporte Terrestre de Produtos Perigosos ±
Terminologia;
x ABNT ± NBR 7503: Transporte Terrestre de Produtos Perigosos ± Ficha
de Emergência ± Requisitos Mínimos;
x ABNT ± NBR 12810: Coleta de Resíduos de Serviços de Saúde;
x ABNT ± NBR 13221: Transporte Terrestre de Resíduo;
x ABNT ± NBR 14064: Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos ±
Diretrizes do Atendimento à Emergência;
x ANTT ± Agência Nacional de Transportes Terrestres. Resolução
N°5.232/2016 ± Aprova as Instruções Complementares ao Regulamento
Terrestre do Transporte de Produtos Perigosos, e dá outras providências.
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Os procedimentos para o transporte de resíduos sólidos no Brasil são
determinados por um complexo e amplo sistema de Normas e Resoluções. Isto provoca
nos gestores municipais muitas incertezas em relação aos métodos mais seguros de
movimentação e carregamento de resíduos, sendo estes, perigosos ou não.
Desta forma, o entendimento das regulamentações sobre o transporte de
resíduos é muito importante para livrar-se de problemas como acidentes e infrações.
Acidentes envolvendo resíduos perigosos podem causar sérios problemas ao ambiente
e a população. As regulamentações apresentam-se como uma maneira de realizar o
transporte de resíduo de forma segura e eficaz.
Sendo assim, para os resíduos do Sistema de Limpeza Urbana o transporte é de
responsabilidade da Prefeitura, podendo a mesma, utilizar veículos próprios ou
terceirizados.
A Prefeitura deve utilizar veículos compactadores e atentar-se para as questões
de manutenção básica do veículo, como, pneus, carroceria, freios, sinalizações,
segurança e treinamento do condutor e dos trabalhadores que compõe a equipe de
coleta e entre outros.
O mesmo procedimento aplica-se a coleta de resíduos recicláveis, porém, estes
resíduos são direcionados até o galpão da organização de catadores. Ressalta-se, que
para os veículos da coleta seletiva pode-se utilizar caminhões do tipo baú, gaiola,
carrocerias ou até mesmo caminhões Roll On Roll Off.
Enquanto que, os resíduos gerados pelos estabelecimentos de saúde ± RSS,
devem ser transportados por empresa especializada. O gerenciamento do RSS de
estabelecimentos de saúde pública é dever da Prefeitura, onde, a Secretaria
responsável é obrigada a acompanhar todo o processo de destinação final do RSS,
através de Certificados de Destinação Correta até a realização de auditorias.
O transporte de resíduos de construção civil ± RCC, é de responsabilidade do
gerador, sendo ele, o encarregado em acionar uma empresa coletora. Geralmente as
empresas coletoras de RCC são conhecidas como empresas de caçamba.
Os resíduos sólidos grosseiros e areia gerados em estações de tratamento de
água e esgoto (lodo de ETE), devem ser encaminhados à aterro sanitário em veículo
apropriado. A torta, lodo digerido e desidratado, gerada nas estações de tratamento
encaminha-se à reflorestamento ou jardinagem ambos sob responsabilidade do
gerador.
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Porém, para tal procedimento é necessário atentar-se para as Resoluções
CONAMA n° 375 e n° 498, determinando análises laboratoriais para este tipo de
destinação.
Sendo assim, a figura abaixo mostra um veículo apropriado para o transporte
destes resíduos.
Figura 213 - Veículo utilizado para o transporte de lodo de ETE e ETA.
Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
A etapa de transporte dos resíduos sólidos deve ser pautada por procedimentos
descritos em normativas específicas. Tais normativas levam em conta as
características físicas e químicas do resíduo, bem como sua periculosidade.
A regulamentação nacional para o transporte de produtos perigosos, segundo a
Agência Nacional de Transportes Terrestres, ANTT, é a que segue:
x Resolução ANTT nº 5.232/16 - Aprova as Instruções Complementares ao
Regulamento Terrestre do Transporte de Produtos Perigosos, e dá outras
providências;
x Resolução ANTT nº 5.848/19 - Atualiza o Regulamento para o Transporte
Rodoviário de Produtos Perigosos, revogando, a partir de 23 de dezembro
de2019, a Resolução ANTT nº 3.665/11.
Já para o transporte de produtos perigosos pelo Mercosul, a regulamentação é
ordenada pelas seguintes normas:
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x Decreto nº 1797/1996 - Dispõe sobre a execução do Acordo de Alcance
Parcial para a Facilitação do Transporte de Produtos Perigosos, entre
Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, de 30 de dezembro de 1994;
x Decreto nº 2.866/1998 - 1º Protocolo Adicional do Acordo de Alcance
Parcial para a Facilitação do Transporte de Produtos Perigosos, entre
Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai - Regime de Infrações e Sanções.
4.3.11. Definição das Responsabilidades Quanto a sua Implementação e
Operacionalização
O Art. 3º da PNRS define o termo responsabilidade compartilhada como:
XVII ± Responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos: conjunto de
atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores e
comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de
manejo dos resíduos sólidos, para minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados,
bem como para reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental
decorrentes do ciclo de vida dos produtos, nos termos desta Lei;
A Política Nacional de Resíduos Sólidos institui, em seu art. 30, transcrito abaixo,
a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos em território nacional.
Desse modo, agrega responsabilidades para os fabricantes, importadores,
distribuidores, comerciantes, consumidores e poder público, durante as diferentes fases
da vida dos produtos.
Art. 30. É instituída a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos,
a ser implementada de forma individualizada e encadeada, abrangendo os fabricantes,
importadores, distribuidores e comerciantes, os consumidores e os titulares dos serviços
públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, consoante as atribuições e
procedimentos previstos nesta Seção.
A PNRS, ao instituir essa modalidade de responsabilidade, tem como principal
objetivo contribuir com seu próprio princípio de diminuição da geração de resíduos na
fonte, pois faz com que os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes
invistam no desenvolvimento, fabricação e comercialização de produtos no mercado
que sejam aptos, no seu pós-uso, à reutilização, reciclagem ou outra forma de
destinação final adequada, garantindo que a fabricação e uso desses produtos gerem
a menor quantidade de resíduos sólidos possível.
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A tabela abaixo mostra a responsabilidade dos gestores públicos e privados para
cada tipologia de resíduos, de acordo com a PNRS.
Tabela 146 - Responsabilidades dos gestores públicos e privados quanto ao manejo das
diferentes tipologias de resíduos.
Gestor Público Gestor Privado/Gerador
x Serviços públicos de limpeza urbana e x Comerciais ou de prestação de serviço
perigosos ou que, por sua natureza,
manejo de resíduos sólidos domiciliares e composição ou volume, não sejam
equiparados aos resíduos sólidos
comerciais; domiciliares;
Serviço de Saúde e Hospitalar
x Resíduos gerados em estabelecimentos (Particulares);
Portos, aeroportos, terminais ferroviários e
públicos (saúde, construção civil, rodoviários;
Industrial;
especiais, volumosos, agrícolas, etc.); x Agrícola;
Resíduos da Construção Civil e Demolição
x Manejo e destinação de resíduos (exceto pequenos geradores);
Resíduos Especiais;
produzidos por serviços de dragagem de x Resíduos Volumosos;
Resíduos de Saneamento;
canais, arroios e outros elementos de Resíduos de Mineração.
drenagem urbana; x
x Manejo e destinação dos resíduos x
produzidos na execução de serviços de x
remoção de resíduos de gradeamento e
remoção de areia em redes de efluentes x
domésticos e água; x
x Resíduos da construção civil e demolição x
produzidos por pequenos volumes, x
através dos pontos de entrega voluntária
ou outras formas de destinação.
Fonte: BRASIL, 2010. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
4.3.11.1. Resíduos Sólidos Domiciliares
A organização e a prestação dos serviços de limpeza urbana e manejo de
resíduos sólidos domiciliares é do Poder Público Municipal e pode ser realizada direta
ou indiretamente, por meio da delegação dos serviços.
Cabe aos domicílios e estabelecimentos servidos pela coleta convencional de
resíduos, a obrigação de acondicionar adequadamente e de forma diferenciada os
resíduos sólidos gerados, bem como disponibilizar de forma apropriada os resíduos
sólidos reutilizáveis ou recicláveis para coleta ou devolução, de acordo com o
preconizado na PNRS.
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Cabe ainda, ao Poder Público fornecer ao órgão federal responsável pela
coordenação do Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos
Sólidos (SINIR) todas as informações necessárias sobre os resíduos sob sua esfera de
competência, bem como realizar a identificação e o cadastramento dos grandes
geradores de resíduos sólidos, contendo informações sobre a localização, tipologia,
produção média, existência de PGRS, entre outras, as quais possibilitarão o estudo das
demandas pelos serviços de gerenciamento dos resíduos sólidos por ente responsável,
facilitando a delimitação de responsabilidades e conferindo maior precisão aos
orçamentos/gastos públicos relacionados.
Em Marechal Cândido Rondon, a Secretaria Municipal de Agricultura e Política
Ambiental coordena os serviços de Resíduos Sólidos que é responsável pela
fiscalização dos PGRS das empresas. Os grandes geradores de resíduos sólidos serão
responsáveis pelas seguintes ações:
x Elaboração do PGRS, obedecendo a critérios técnicos, legislação
ambiental, normas de coleta e transporte dos serviços locais de limpeza
urbana e atendimento à PNRS;
x Implementação e operacionalização integral do PGRS aprovado pelo
órgão ambiental competente;
x Designação de responsável técnico devidamente habilitado para a
elaboração, implementação, operacionalização e monitoramento de todas
as etapas do plano de gerenciamento de resíduos, incluindo o controle da
disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos e dos danos que
vierem a ser provocados pelo gerenciamento inadequado dos respectivos
resíduos ou rejeitos;
x O manejo de resíduos gerados em seus estabelecimentos, incluindo a
coleta, transporte, destinação final e disposição final ambientalmente
adequada, direta ou indiretamente através de contratação de serviços;
x Manter atualizadas e disponibilizar aos órgãos competentes as
informações sobre a implementação e operacionalização do PGRS.
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4.3.11.2. Resíduos dos Serviços de Saúde - RSS
O Poder Público Municipal será responsável diretamente ou através de
delegação dos serviços pela coleta, transporte, tratamento e disposição final dos
resíduos sépticos gerados por estabelecimentos públicos de serviços de saúde.
As leis de maior esfera, estaduais e federais atribui tais responsabilidades aos
geradores privados e que caso o Poder Público realize qualquer etapa do manejo de
responsabilidade dos geradores sujeitos à elaboração do PGRSS, os serviços deverão
ser devidamente remunerados pelas pessoas físicas ou jurídicas responsáveis.
Segundo o princípio da responsabilidade compartilhada, os pacientes que
fizerem uso de materiais como agulhas, lancetas (perfurador da pele) e seringas devem
ser orientados a encaminhar esses materiais, corretamente acondicionados, para a
unidade de saúde mais próxima, não devendo ser descartados junto aos resíduos
sólidos.
Uma vez recebidos em uma unidade pública de saúde, a destinação desses
resíduos será de responsabilidade do Poder Público. Os geradores privados de RSS
devem ser responsáveis pelas seguintes ações:
x Encaminhar inventário semestral para o órgão ambiental municipal com o
tipo e quantidade de resíduo;
x Elaboração do PGRSS, obedecendo a critérios técnicos, legislação
ambiental, normas de coleta e transporte e outras orientações contidas na
RDC ANVISA n° 306/2004 e na Resolução CONAMA nº 358/2005;
x Designação de profissional, com registro ativo junto ao seu Conselho de
Classe, com apresentação de Anotação de Responsabilidade Técnica -
ART, Certificado de Responsabilidade Técnica ou documento similar,
quando couber, para exercer a função de responsável pela elaboração,
implantação e operacionalização do PGRSS;
x Manter registro de operação de venda ou de doação dos resíduos gerados
destinados à reciclagem ou à compostagem;
x Fazer constar nos termos de contratação sobre os serviços referentes ao
manejo de RSS, as exigências de comprovação de capacitação e
treinamento dos funcionários das prestadoras de serviço de limpeza e
conservação que pretendam atuar nos estabelecimentos de saúde, bem
como no transporte, tratamento e disposição final destes resíduos;
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x Requerer às empresas prestadoras de serviços terceirizados a
apresentação de licença ambiental para o tratamento ou disposição final
dos resíduos de serviços de saúde, e documento de cadastro emitido pelo
órgão responsável para a coleta e o transporte dos resíduos;
x Prover a capacitação e o treinamento inicial e de forma continuada para
os envolvidos no gerenciamento de resíduos;
x Requerer o preenchimento do Controle de Transporte de Resíduos e do
MTR para todas as etapas externas que envolvam o transporte de
resíduos, estando eles ainda sem tratamento ou já tratados.
4.3.11.3. Resíduos Sólidos com Logística Reversa
Classificam-se como resíduos sólidos com logística reversa obrigatória todos os
resíduos que necessitam de tratamento especial como, por exemplo, as pilhas e
baterias, equipamentos eletrônicos, lâmpadas fluorescentes, pneus, óleos e graxas e
embalagens de agrotóxico.
O Artigo 33 da Lei Federal n° 12.305/2010, determina que após o uso pelo
consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e manejo
dos resíduos sólidos, competem aos fabricantes, importadores, distribuidores e
comerciantes estruturar e programar a logística reversa.
De acordo com as informações a Prefeitura de Marechal Cândido Rondon possui
práticas que fomentem a realização da logística reversa envolvendo políticas
legislativas entre setor industrial, comercial e o consumidor.
No caso das embalagens de agrotóxicos se faz necessária a participação
efetiva do fabricante, revendedor e agricultor para os processos relacionados à
comercialização, utilização, lavagem, armazenamento e destinação final, visando a
segurança da saúde humana e a proteção do ambiente.
De modo que os agricultores ao adquirirem os defensivos agrícolas, sejam
orientados para que após a utilização do produto, as embalagens sejam devolvidas ao
revendedor que encaminhará para uma empresa responsável, encaminhando-as para
a destinação final adequada. Em geral, os municípios brasileiros não possuem um
programa para recolhimento das embalagens de agrotóxicos nem outros pontos de
recebimento além dos próprios revendedores.
Não há fiscalização por parte do município de Marechal Cândido Rondon a
respeito da logística reversa estar ocorrendo em relação às embalagens de agrotóxicos,
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o que torna necessário o mapeamento das unidades do comércio para realizar o
processo.
No caso dos resíduos eletrônicos, estes, são definidos como partes de
equipamentos eletrônicos e seus componentes. O descarte inadequado destes
produtos coloca em risco a qualidade das águas, do solo e do ar que, em consequência,
podem afetar a saúde humana.
Em relação a coleta dos resíduos eletrônicos, pilhas, baterias e lâmpadas
fluorescentes, devem ser realizadas no município campanhas durante o ano para o
recolhimento destes resíduos, no Ecoponto Municipal. Para os pneus faz-se necessário
a fiscalização e adequação de um local para armazenamento, para posteriormente o
descarte correto.
Desta forma, com a implantação da PNRS a preocupação entre o setor
empresarial e os agentes públicos tornou-se inevitável pela busca de diretrizes técnicas
e econômicas para definir a melhor forma de gerir os resíduos desta classificação.
De acordo com a PNRS toda a cadeia, fabricantes, importadores, distribuidores
e comerciantes, passam a ter obrigação de criar e manter um sistema de retorno desses
produtos pós-consumo, incluindo comunicação com a sociedade, coleta
armazenamento, transporte e destinação final ambientalmente adequada,
independente do sistema público de coleta de resíduos (ou se este for usado, sendo
remunerado para tal).
Deverá haver também dentro dos programas a continuação da conscientização
da população, como, as instruções sobre o não descarte de resíduos perigosos em
PEVS.
4.3.12. Programas e Ações de Capacitação Técnica Voltados Para sua
Implementação e Operacionalização
A implementação e operacionalização do Plano Municipal de Gestão Integrada
de Resíduos Sólidos demanda uma estrutura gerencial apta, em termos de quantidade
e qualidade. Para o presente caso da Prefeitura do Município já conta com um quadro
gerencial capacitado e especializado em resíduos sólidos para implementar, operar e
monitorar o Plano.
Contudo, faz-se necessário um programa de capacitação constante, tanto para
atualizar os gestores como para capacitar novos colaboradores e outros atores
envolvidos na implementação e operação do plano.
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A capacitação da equipe é um item de extrema importância e fundamental para
a implementação do Plano. Os servidores deverão estar aptos para o exercício,
recebendo o devido treinamento e capacitação, visando disciplinar e dinamizar as
ações de manejo de resíduos sólidos e limpeza urbana contidas no Plano Municipal.
Recomenda-se a elaboração e execução de dois programas específicos de
capacitação, um para equalização e atualização dos conhecimentos a respeito dos
resíduos sólidos e outro sobre temáticas específicas relacionadas ao manejo de
resíduos sólidos.
4.3.12.1. Programa de Especialização e Operacionalização
a) Objetivo
O Programa de Especialização e Operacionalização - PEO do PMSB, tem como
objetivo principal especializar os diferentes atores envolvidos com o gerenciamento dos
resíduos sólidos sob tutela pública, cada qual em sua função e responsabilidade, bem
como capacitar o corpo operacional envolvido diretamente no manejo dos resíduos
sólidos, deixando a execução dos serviços mais segura e eficiente. Tem como objetivos
específicos:
x Elaborar e aplicar cursos de especialização para os gestores,
encarregados e supervisores, cada qual com sua especificidade, de todos
os serviços de manejo dos resíduos sólidos sob tutela pública;
x Elaborar e aplicar treinamentos específicos para o corpo operacional
(garis, motoristas, bueiristas, podadores, varredores, etc) diretamente
envolvido no manejo dos resíduos sólidos, tanto quanto à realização da
função como a segurança no trabalho realizado
b) Conteúdo Mínimo
Os cursos de especialização devem abranger os diferentes serviços da gestão
e manejo dos resíduos sólidos sob responsabilidade pública. São exemplos de temas
para especialização:
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x O Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos;
x Planejamento dos serviços de manejo de resíduos sólidos e limpeza
urbana;
x Identificação dos resíduos sólidos e dos geradores sujeitos à plano de
gerenciamento específico
x Identificação dos resíduos sólidos sujeitos ao sistema de logística reversa;
x Procedimentos operacionais e especificações mínimas a serem adotados
nos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos;
x Responsabilidades quanto ao gerenciamento de resíduos sólidos a cargo
do poder público;
x Controle e a fiscalização dos planos de gerenciamento de resíduos sólidos
especiais e dos sistemas de logística reversa;
x Condições de sustentabilidade e equilíbrio econômico-financeiro da
prestação dos serviços em regime de eficiência;
x Planejamento das ações;
x Ações para emergências e contingências;
x Mecanismos e procedimentos para a avaliação da eficiência e eficácia das
ações programadas;
Ainda, podem ser desenvolvidos cursos de especialização em diferentes
tipologias de resíduos, temos como exemplo:
x Resíduos da construção civil;
x Resíduos de saneamento;
x Resíduos agrossilvopastoris;
x Resíduos com logística reversa obrigatória;
x Resíduos de serviço de saúde;
x Disposição final;
x Coleta convencional de RDO;
x Coleta seletiva;
x Gestão dos resíduos orgânicos.
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Já para os treinamentos direcionados ao corpo operacional envolvido
diretamente com o manejo dos resíduos sólidos e limpeza pública, temos como
exemplos:
x Limpeza pública;
x Varrição e manutenção de vias e logradouros;
x Roçada, capina e poda;
x Limpeza de valas, córregos e rios;
x Uso de EPIs;
x Bebida alcoólica e consumo de drogas;
x Conceitos básicos sobre resíduos;
x Vacina e salubridade no trabalho.
4.3.13. Educação Ambiental
Diferentemente dos outros eixos do saneamento, em que bons projetos
executados da maneira correta por si só tendem a produzir bons resultados, a gestão
dos resíduos sólidos urbanos depende intrinsicamente da participação da população
para ter sucesso.
Para tanto, faz-se necessária a sensibilização dos geradores das diferentes
tipologias de resíduos dentro do território municipal para seu papel na cadeia de
gerenciamento dos mesmos e os impactos de suas ações e escolhas para o meio
ambiente, o saneamento e a sociedade.
A Educação Ambiental para os Resíduos Sólidos deve sempre ter como objetivo
a fixação, conceituação e sensibilização para a hierarquia preconizada pela PNRS, Lei
n° 12.305/2010: não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos
resíduos sólidos, bem como disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.
Conforme o Art. 5º da Lei n°12.305/10, a Política Nacional de Resíduos Sólidos
integra a Política Nacional do Meio Ambiente e articula-se com a Política Nacional de
Educação Ambiental, PNEA, regulada pela Lei nº 9.795/99.
A educação ambiental é um dos principais instrumentos da PNRS, devendo ser
amplamente difundida no município através de programas e ações que promovam a
não geração, a redução, a reutilização, a reciclagem de resíduos sólidos e sua correta
destinação.
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A Política Nacional de Educação Ambiental supracitada, traz em seu Art. 4º os
princípios básicos da educação ambiental no país:
³,- o enfoque humanista, holístico, democrático e participativo;
II - a concepção do meio ambiente em sua totalidade, considerando a
interdependência entre o meio natural, o socioeconômico e o cultural, sob o enfoque
da sustentabilidade;
III - o pluralismo de ideias e concepções pedagógicas, na perspectiva da inter, multi e
transdisciplinaridade;
IV - a vinculação entre a ética, a educação, o trabalho e as práticas sociais;
V - a garantia de continuidade e permanência do processo educativo;
VI - a permanente avaliação crítica do processo educativo;
VII - a abordagem articulada das questões ambientais locais, regionais, nacionais e
JOREDLV´
E traça seus objetivos fundamentais no Art. 5º:
I - o desenvolvimento de uma compreensão integrada do meio ambiente em suas
múltiplas e complexas relações, envolvendo aspectos ecológicos, psicológicos, legais,
políticos, sociais, econômicos, científicos, culturais e éticos;
II - a garantia de democratização das informações ambientais;
III - o estímulo e o fortalecimento de uma consciência crítica sobre a problemática
ambiental e social;
IV - o incentivo à participação individual e coletiva, permanente e responsável, na
preservação do equilíbrio do meio ambiente, entendendo-se a defesa da qualidade
ambiental como um valor inseparável do exercício da cidadania;
V - o estímulo à cooperação entre as diversas regiões do País, em níveis micro e
macrorregionais, com vistas à construção de uma sociedade ambientalmente
equilibrada, fundada nos princípios da liberdade, igualdade, solidariedade,
democracia, justiça social, responsabilidade e sustentabilidade;
VI - o fomento e o fortalecimento da integração com a ciência e a tecnologia;
VII - o fortalecimento da cidadania, autodeterminação dos povos e solidariedade como
fundamentos para o futuro da humanidade.
4.3.13.1. Espaços Formais de Ensino
Entende-se por educação ambiental no ensino formal aquela desenvolvida no
âmbito dos currículos das instituições de ensino públicas e privadas. A educação
ambiental deve ser desenvolvida como uma prática educativa integrada, contínua e
permanente em todos os níveis e modalidades do ensino formal.
A PNEA deixa explícito em sua redação que a Educação Ambiental não deve ser
oferecida como uma disciplina isolada na grade curricular, mas sim permear todas as
outras disciplinas, fazendo-se da visão holística do funcionamento do meio ambiente.
Para a implementação da educação ambiental aos moldes da Política Nacional,
faz-se necessária a capacitação dos servidores e colaboradores dos estabelecimentos
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formais de ensino, de forma a estarem aptos a inserir a dimensão ambiental em seu
cotidiano didático.
Mesmo a temática ambiental sendo obrigatória em todas as disciplinas dos
cursos de formação de educadores, recomenda-se que cursos de equalização e
atualização dos conhecimentos, como os propostos acima, sejam elaborados e
realizados para os professores da rede pública.
Os programas, projetos e ações para os espaços de ensino formais, além de
serem preconizados na PNEA, devem estar alinhados com as instituições de ensino e
serem construídos de forma participativa junto a seus gestores e docentes.
Contudo, como já é exigida a componente ambiental no ensino formal, dentro da
forma da lei, a municipalidade deve se ater à fiscalização de sua aplicação, bem como
no fomento indireto por meio de avaliações da componente, concursos e mostras
culturais nas escolas.
4.3.13.2. Espaços Não Formais de Ensino
Entendem-se por educação ambiental não-formal as ações e práticas educativas
voltadas à sensibilização e conscientização da coletividade sobre as questões
ambientais e à sua organização e participação na defesa da qualidade do meio
ambiente, fora dos espaços formais de ensino supracitados. Segundo a PNEA, o Poder
Público, em níveis federal, estadual e municipal, deve incentivar:
I - a difusão, por intermédio dos meios de comunicação de massa, em espaços nobres,
de programas e campanhas educativas, e de informações acerca de temas
relacionados ao meio ambiente;
II - a ampla participação da escola, da universidade e de organizações não-
governamentais na formulação e execução de programas e atividades vinculadas à
educação ambiental não-formal;
III - a participação de empresas públicas e privadas no desenvolvimento de programas
de educação ambiental em parceria com a escola, a universidade e as organizações
não-governamentais;
IV - a sensibilização da sociedade para a importância das unidades de conservação;
V - a sensibilização ambiental das populações tradicionais ligadas às unidades de
conservação;
VI - a sensibilização ambiental dos agricultores;
VII - o ecoturismo.
Faz-se necessária a criação de uma Política Municipal de Educação Ambiental,
de forma a regrar e incentivar as ações de educação ambiental na cidade, em
conformidade com as políticas federal e estadual sobre essa temática.
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Além disso, deve-se aproveitar os espaços culturais da cidade, bem como os
naturais, para iniciativas que aumentem o senso de pertencimento e
corresponsabilidade da população sobre a natureza e o meio em que vivem. De
maneira geral, a educação ambiental não-formal deve ser construída de forma
participativa e horizontal, com a devida atenção para os anseios e necessidades das
populações alvo das ações.
Este plano detalha diversos projetos de educação ambiental a serem
desenvolvidos no âmbito não-formal de ensino, um para cada tipologia e/ou de resíduo
e fase de manejo, de forma a propiciar à população conceitos e informações sobre a
gestão dos resíduos sólidos e sua importância para a manutenção da sociedade, dos
ecossistemas e dos serviços ambientais que desempenham.
As demais componentes da educação ambiental não-formal, ou seja, aquelas
que não envolvem os resíduos sólidos, devem ser implementadas pelo setor
responsável pela educação no município, não sendo objeto desse Plano.
4.3.14. Programas e Ações para a Participação dos Grupos
Interessados, em Especial das Cooperativas e Outras Formas de
Associações de Catadores de Materiais Recicláveis e Reutilizáveis
Há anos, a reciclagem é sustentada no Brasil, assim como em outros países em
desenvolvimento, pela catação informal de papéis e outros materiais achados nas ruas
e nos lixões. Estima-se hoje no Brasil a atuação de cerca de 800 mil catadores
responsáveis pela coleta de vários tipos de materiais (CEMPRE, 2018).
Ao contrário do que se imagina, os catadores têm remuneração acima da média
brasileira e não são mendigos. Estudos em várias cidades do Brasil já comprovam que
a renda de catadores de rua, na maioria dos casos, supera o salário mínimo. Muitos
destes trabalhadores já tiveram outras funções em empresas, mas, por algum motivo,
ficaram desempregados e aderiram à função de catador (CEMPRE, 2018).
Desta forma, no Município de Marechal Cândido Rondon há duas associação e
cooperativa de catadores conhecidas como COOPERAGIR (Cooperativa dos Agentes
Ambientais), e ACAN (Associação dos Catadores Amigos da Natureza) que ao receber
os materiais da coleta seletiva, realiza a triagem e prensa dos mesmos. A
comercialização dos recicláveis também é de responsabilidade de ambas
organizações.
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O benefício que os catadores de rua trazem para a limpeza urbana é grande,
mas geralmente passa despercebido. Eles coletam recicláveis antes do caminhão da
coleta convencional ou seletiva passar e, portanto, reduzem os gastos com a limpeza
pública. Os materiais que são encaminhados para a indústria geram empregos e
poupam recursos naturais.
A administração pública, em conjunto com uma entidade de assistência às
populações carentes, pode incentivar a formação de associações de catadores,
formalizando uma atividade de longa data marginal, auxiliando com a dotação de uma
infraestrutura mínima e ajudando a resgatar a cidadania desse segmento excluído.
A organização desses trabalhadores pode ajudar a racionalizar a coleta seletiva
e triagem, reduzindo custos e aumentando o fluxo de materiais recicláveis.
A criação de cooperativas de catadores tem por objetivo ajudar os catadores na
sua formação e consequentemente, aumentar os seus ganhos e se integrarem à
sociedade. A atuação da Prefeitura Municipal como agente incentivador reforça sua
posição enquanto gerente do desenvolvimento municipal. Poderá otimizar seu efetivo
de mão-de-obra e equipamento, optando pela terceirização e cogestão dos serviços
públicos, tornando a administração mais ágil e eficiente.
No incentivo às atividades de reciclagem de resíduos sólidos, a Prefeitura
Municipal de Marechal Cândido Rondon poderá atuar nas seguintes linhas:
x cadastramento de sucateiros e ferros-velhos;
x desenvolvimento de programas específicos afim de disciplinar a ação dos
catadores de rua;
x permissão de uso de terrenos públicos municipais ociosos, como áreas
para a triagem de materiais recicláveis, coletados por iniciativa de grupos
organizados da sociedade;
x organização de campanhas de doação de roupas e objetos a serem
reutilizados por pessoas necessitadas;
x criação de espaços (galpões) propícios à troca de objetos e móveis que
as pessoas não queiram mais. Os interessados poderão deixar as peças
em consignação, ficando a Prefeitura somente com a incumbência da
DGPLQLVWUDomRGR³PHUFDGR´RXWHUFHLUL]DomRGHVVDatividade.
Como agentes implementadores de medidas diretas e concretas para o
desenvolvimento da reciclagem de lixo, a Prefeitura poderá atuar nas seguintes linhas:
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x implementação de coleta seletiva;
x construção e gerenciamento de usinas de triagem e compostagem;
x treinamento e capacitação dos funcionários municipais envolvidos com os
serviços de limpeza urbana e coleta seletiva;
x instituição de uma coordenação municipal de reciclagem;
x instituição de consórcios intermunicipais.
Já como agentes consumidores a Prefeitura Municipal poderá usar em sua rotina
materiais reciclados, tais como:
x papel reciclado, para ser usado nas repartições públicas, na forma de
blocos, cadernos em escolas-guias, etc.;
x entulho de obras, servindo de agregado na confecção de peças de
mobiliário urbano e habitação;
x lixo orgânico transformado em adubo orgânico pelo processo da
compostagem, para adubar praças, hortas comunitárias e áreas verdes;
x filme plástico reciclado (saco para lixo, em geral, preto), para ser usado
no próprio setor de limpeza urbana (varrição de logradouros);
x escória de alto-forno de siderurgia, para ser usada na confecção de
subleito na pavimentação de vias. Solução vantajosa aos municípios que
tenham indústria siderúrgica instalada nele ou em sua proximidade;
x borracha de pneus velhos, para asfaltar estradas e contenção de
encostas, entre outras.
4.3.15. Mecanismos para Criação de Fontes de Negócios, Emprego e
Renda Mediante a Valorização dos Resíduos Sólidos
A finalidade de indicar métodos para alcançar uma boa capacidade institucional
e operacional do município, no que tange a gestão das diversas tipologias de resíduos
sólidos, é garantir a resiliência e o desenvolvimento sustentável do meio ambiente.
Visando prover mecanismos para a criação de fontes de negócio, emprego e
renda, mediante a valorização dos resíduos sólidos, é necessário que o município adote
um modelo tecnológico de gestão que seja incentivado pelo MMA, que ajude na
diminuição da geração e no manejo diferenciado dos resíduos sólidos.
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Por meio da triagem e da recuperação dos resíduos os mesmos são vistos como
um bem econômico e capaz de gerar valor social, ocorrendo assim a disposição final
exclusivamente dos rejeitos.
Os mecanismos mais utilizados são a isenção ou amortecimento de taxas e
impostos ou a cessão de áreas públicas para o desenvolvimento de negócios e
empreendimento relacionados com os resíduos. Essas políticas devem ser elaboradas
e implementadas de forma a incentivar a abertura e operação de novos negócios,
principalmente em uma cidade do porte e importância regional como é o caso de
Marechal Cândido Rondon.
Existem muitas oportunidades para a exploração de resíduos e um exemplo claro
é o aproveitamento dos refugos industriais de certa atividade como insumos ou matéria
prima para outra, situação que deve ser melhor investigada e detalhada em estudos
futuros de viabilidade econômica.
Outras medidas que tem como objetivo o incremento da atividade econômica
relacionada aos resíduos e a reciclagem são redução de impostos para a implantação
de indústrias recicladoras não-poluentes no município e o apoio à organização de uma
bolsa de resíduos.
Embora a destinação de resíduos industriais não seja competência direta da
administração pública local, é mais uma maneira de incentivar o setor privado a
participar de programas de coleta seletiva e reciclagem e também reduzir o volume final
de lixo disposto no município.
As bolsas de resíduos funcionam como canais diretos entre uma fonte geradora
que deseja se desfazer de seus resíduos e uma empresa ou indústria para a qual
aquele resíduo venha a se tornar matéria-prima.
Existem diversas bolsas de resíduos em território nacional, algumas no estado
do Rio de Janeiro, como mostram os exemplos abaixo, o que não exclui a possibilidade
de Marechal Cândido Rondon e os municípios circunvizinhos criarem uma bolsa
própria. A lista abaixo traz alguns exemplos de bolsas de resíduos:
x Bolsa de resíduos do Estado do Rio de Janeiro - FIRJAN - Federação
das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro
x Tresi Ambiental - Bolsa de Resíduos: A TRESI AMBIENTAL é uma
empresa de assessoria técnica às indústrias na área de meio ambiente.
x Bolsa de Recicláveis de São Paulo.
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x Bolsa de Resíduos de Goiás: a Bolsa de Resíduos é um ambiente virtual
gratuito, composta de um banco de dados com informações sobre oferta
e demandas de resíduos, com a intenção de promover a livre negociação
entre as indústrias, conciliando ganhos econômicos com ganhos
ambientais.
x B2Blue.com: Valorizando o seu resíduo: A B2Blue.com é uma iniciativa
inovadora da Maynis Company, empresa que visa o desenvolvimento de
negócios e projetos que ofereçam as ferramentas necessárias para a
orientação das organizações em direção às práticas ambientalmente
adequadas.
x Bolsa de Resíduos Industriais gerida pela AEP-Associação
Empresarial de Portugal: A Bolsa de Resíduos permite procurar
compradores e vendedores de resíduos e subprodutos dos diferentes
tipos conforme uma classificação de materiais simplificada.
x Bolsa de Resíduos da FIESP - Federação das Indústrias de São Paulo
x Bolsa de Resíduos: Como "na natureza nada se cria, tudo se
transforma", esta página tem como objetivo ser a interface entre empresas
que disponibilizam seus resíduos e as que procuram matérias-primas para
seus processos.
x SIBR - Sistema Integrado de Bolsa de Resíduos: Converter resíduos
em matérias-primas pode gerar inúmeras oportunidades de negócios e
empregos para a indústria. Este é o foco do Sistema Integrado de Bolsas
de Resíduos que reúne serviços desenvolvidos em seis estados, para que
indústrias possam oferecer.
x Bolsa de Resíduos e Subprodutos da FIEB: Esta é a Bolsa de
Resíduos. Uma iniciativa da FIEB - Federação das Indústrias do Estado
da Bahia através da Área de Meio Ambiente (AMA) do SENAI - Unidade
CETIND.
x Bolsa de Resíduos do Amazonas: Federação das Indústrias do Estado
do Amazonas - FIEAM Bolsa de resíduos do Estado do Amazonas.
x Bolsa de Reciclagem-Sistema FIEP-Federação da Indústrias do
Estado do Paraná: na Bolsa de Reciclagem Sistema FIEP você encontra
oportunidades de reaproveitar e destinar adequadamente os resíduos da
sua empresa, encontrar matéria-prima alternativa para o processo
produtivo.
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x Setor Reciclagem: o portal Setor Reciclagem é um veículo de
comunicação especializado em reciclagem para empresários,
empreendedores e pesquisadores do ramo.
x Bolsa de Resíduos & Negócios do Estado do Ceará: o programa se
caracteriza por ser um serviço de informações que objetiva identificar
mercados potenciais para os resíduos sólidos gerados nas operações
industriais.
x Bolsa de Resíduos do Sindicato dos Profissionais da Química do
Estado de São Paulo: um mecanismo facilitador para converter resíduos
em matérias-primas. Oportunidades de negócios, empregos e serviços
4.3.16. Sistema do Cálculo dos Custos da Prestação dos Serviços
Públicos de Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos Sólidos bem
Como a Forma de Cobrança Desses Serviços
O balanço financeiro na gestão de resíduos sólidos em Marechal Cândido
Rondon, contrário a tendência de a maioria dos outros municípios brasileiros, ocorre de
forma positiva. Conforme apresentado em capítulos anteriores, a gestão dos resíduos
sólidos do município apresentou um superávit entre a receita e as despesas de
aproximadamente R$1.282,00 para o ano de 2021.
Em referência aos municípios que não possuem um sistema de arrecadação dos
serviços e considerando os investimentos previstos para o sistema de limpeza urbana
e manejo dos resíduos sólidos, a gestão municipal deve prever uma readequação da
taxa para todo o conjunto. A busca pela sustentabilidade financeira dos serviços é uma
exigência da própria Política Nacional do Saneamento Básico e deve ser atendida.
Desta forma, serão apresentados nos próximos parágrafos os procedimentos
técnicos e legais referentes as diversas formas para que o município encontre a melhor
maneira de implementação de cobrança para o Sistema de Limpeza Urbana e Manejo
dos Resíduos Sólidos.
Desta forma, a cobrança pelos serviços públicos relacionados ao Sistema de
Limpeza Urbana e de Manejo de Resíduos Sólidos nem sempre é realizada de forma
explícita e direta ao contribuinte, sendo custeada pelo tesouro municipal, cujos recursos
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provêm dos impostos, tarifas e taxas ordinariamente cobrados, como: o IPTU, o ISS e
ainda do Fundo de Participação dos Municípios.
Segundo o Sistema Tributário Nacional, Lei nº. 5.172/66 a taxa é um tributo,
sendo que tributo é toda prestação pecuniária compulsória instituída em lei e cobrada
mediante atividade administrativa plenamente vinculada. O Art. 77 da Lei nº. 5.172/66
especifica que as taxas cobradas pelos diferentes entes da federação têm como fato
gerador:
³à utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível,
SUHVWDGRDRFRQWULEXLQWHRXSRVWRjVXDGLVSRVLomR´
O serviço deve ser quantificável e compete a pessoas de direito público a criação
de taxas, não tendo o objetivo de obtenção de lucro. A Constituição Federal, em seu
Art. 175, estabelece que a tarifa é cobrada nos casos de delegação de serviços
públicos. Nesta, existe a possibilidade de não adesão por parte do munícipe ao serviço,
diferentemente da taxa, ou seja, a cobrança é facultativa. As tarifas admitem a presença
do lucro.
O Supremo Tribunal Federal decidiu em 2012 que é legítima a cobrança através
de taxa para cobrir custos de coleta de resíduos sólidos, declarando a mesma
constitucional, através da qual o serviço pode ser cobrado na forma de taxa para a
coleta domiciliar ou específica, mas não pode ser cobrado pela limpeza das ruas, pois
faz parte do uso comum sem diferenciação do usuário.
A corte afirmou que a limpeza pública é serviço de caráter universal e indivisível,
ao contrário da coleta domiciliar de lixo, este sim, serviço individualizável e, portanto,
passível de custeio mediante taxa.
Portanto, o serviço de limpeza urbana não pode ser cobrado através de taxa, por
não poder ser individualizável. Já para a coleta, remoção, tratamento ou destinação de
lixo ou resíduos provenientes de imóveis, a cobrança através de taxa é constitucional.
Considerando o exposto, propõe-se que a cobrança pelo serviço de coleta,
remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis, seja
realizado através de taxa vinculada ao carnê anual de IPTU do município.
Sendo pago um valor fixo para a maioria dos domicílios, com exceção daqueles
em que as famílias se enquadrarem em critérios de baixa renda pela Secretaria de
Assistência Social, aos quais deverá ser cobrado um valor inferior subsidiado pelos
demais munícipes.
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Ademais, segundo a Lei nº 14.026/2020, são condições de validade dos
contratos que tenham por objeto a prestação de serviços públicos de saneamento
básico, entre outras, a existência de normas reguladoras prevendo meios para o
cumprimento das diretrizes da Lei, incluindo a designação das entidades responsáveis
pela regulação e fiscalização. Para os serviços prestados mediante contratos de
concessão ou de programa, as referidas normas deverão prever:
IV - as condições de sustentabilidade e equilíbrio econômico-financeiro da
prestação dos serviços, em regime de eficiência, incluindo:
a) o sistema de cobrança e a composição de taxas e tarifas;
b) a sistemática de reajustes e de revisões de taxas e tarifas;
O Art. 29 do mesmo normativo delibera que os serviços públicos de saneamento
básico terão a sustentabilidade econômico-financeira assegurada, sempre que
possível, mediante remuneração pela cobrança dos serviços, entre outros:
II - de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos urbanos: taxas ou tarifas
e outros preços públicos, em conformidade com o regime de prestação do
serviço ou de suas atividades;
§ 1° Observado o disposto nos incisos I a III do caput do artigo, a instituição
das tarifas, preços públicos e taxas para os serviços de saneamento básico
observará as seguintes diretrizes:
I - prioridade para atendimento das funções essenciais relacionadas à saúde
pública;
II - ampliação do acesso dos cidadãos e localidades de baixa renda aos
serviços;
III - geração dos recursos necessários para realização dos investimentos,
objetivando o cumprimento das metas e objetivos do serviço;
IV - inibição do consumo supérfluo e do desperdício de recursos;
V - recuperação dos custos incorridos na prestação do serviço, em regime de
eficiência;
VI - remuneração adequada do capital investido pelos prestadores dos
serviços;
VII - estímulo ao uso de tecnologias modernas e eficientes, compatíveis com
os níveis exigidos de qualidade, continuidade e segurança na prestação dos
serviços;
VIII - incentivo à eficiência dos prestadores dos serviços.
§ 2° Poderão ser adotados subsídios tarifários e não tarifários para os
usuários que não tenham capacidade de pagamento suficiente para cobrir o
custo integral dos serviços.
Os reajustes de tarifas de serviços públicos de saneamento básico serão
realizados observando-se o intervalo mínimo de doze meses, de acordo com as normas
legais, regulamentares e contratuais.
A Política Federal de Saneamento Básico infere que as revisões tarifárias
compreenderão a reavaliação das condições da prestação dos serviços e das tarifas
praticadas e poderão ser:
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I - periódicas, objetivando a distribuição dos ganhos de produtividade com os
usuários e a reavaliação das condições de mercado;
II - extraordinárias, quando se verificar a ocorrência de fatos não previstos no
contrato, fora do controle do prestador dos serviços, que alterem o seu
equilíbrio econômico-financeiro.
As revisões tarifárias terão suas pautas definidas pelas respectivas entidades
reguladoras, ouvidos os titulares, os usuários e os prestadores dos serviços. Poderão
ser estabelecidos mecanismos tarifários de indução à eficiência, inclusive fatores de
produtividade, assim como de antecipação de metas de expansão e qualidade dos
serviços. Os fatores de produtividade poderão ser definidos com base em indicadores
de outras empresas do setor.
A entidade de regulação poderá autorizar o prestador de serviços a repassar aos
usuários custos e encargos tributários não previstos originalmente e por ele não
administrados, nos termos da Lei n° 8.987, de 13 de fevereiro de 1995. As tarifas devem
ser fixadas de forma clara e objetiva, devendo os reajustes e as revisões serem
tornados públicos com antecedência mínima de trinta dias com relação à sua aplicação.
O Art. 42 da Lei nº 12.305/2010 determina que o Poder Público poderá instituir
medidas indutoras e linhas de financiamento para atender, prioritariamente, às
iniciativas de:
I - prevenção e redução da geração de resíduos sólidos no processo produtivo;
II - desenvolvimento de produtos com menores impactos à saúde humana e à
qualidade ambiental em seu ciclo de vida;
III - implantação de infraestrutura física e aquisição de equipamentos para
cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais
reutilizáveis e recicláveis formadas por pessoas físicas de baixa renda;
IV - desenvolvimento de projetos de gestão dos resíduos sólidos de caráter
intermunicipal ou, nos termos do inciso I do caput do art. 11, regional;
V - estruturação de sistemas de coleta seletiva e de logística reversa;
VI - descontaminação de áreas contaminadas, incluindo as áreas órfãs;
VII - desenvolvimento de pesquisas voltadas para tecnologias limpas aplicáveis
aos resíduos sólidos;
VIII - desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental e empresarial voltados
para a melhoria dos processos produtivos e ao reaproveitamento dos resíduos.
Já o Art. 8º da mesma Lei mostra que um dos instrumentos da Política Nacional
de Resíduos Sólidos são os incentivos fiscais, financeiros e creditícios. Segundo o Art.
14 do Decreto nº 7.217/2010, a remuneração pela prestação de serviço público de
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manejo de resíduos sólidos urbanos deve levar em conta a adequada destinação dos
resíduos coletados, podendo considerar também:
I - nível de renda da população da área atendida;
II - características dos lotes urbanos e áreas neles edificadas;
III - peso ou volume médio coletado por habitante ou por domicílio; ou
IV - mecanismos econômicos de incentivo à minimização da geração de
resíduos e à recuperação dos resíduos gerados.
Para o cálculo da taxa parte-se do princípio de que a mesma deve remunerar o
capital investido e ainda cobrir todos os custos relativos à prestação do serviço. Para
elaboração de metodologia de cálculo dos custos do sistema de manejo dos resíduos
domiciliares, pode ser utilizado a metodologia de cálculo de Taxa Interna de Retorno ±
TIR e Valor Presente Líquido ± VPL.
Para a elaboração deste modelo de cálculo, deverão ser utilizados os seguintes
parâmetros:
x Despesas ± custo operacional e impostos;
x Investimentos em obras e serviços;
x Receitas ± Faturamento, Inadimplência e Arrecadação.
As receitas obtidas são referentes às taxas específicas, como por exemplo, a
Taxa de Coleta de Lixo, cobrada juntamente com o Imposto sobre a Propriedade
Territorial Urbana ± IPTU. Deverão ser consideradas as despesas operacionais
relativas à coleta domiciliar (convencional e seletiva), destinação final (reciclagem dos
resíduos secos e orgânicos) e disposição final (aterro sanitário).
O VPL ± Valor Presente Líquido é uma função financeira utilizada na análise da
viabilidade de um projeto de investimento. É definido como o somatório dos valores
presentes dos fluxos estimados de uma aplicação, calculados a partir de uma taxa dada
e de seu período de duração.
Os fluxos estimados podem ser positivos ou negativos, de acordo com as
entradas ou saídas de caixa. A taxa fornecida à função representa o rendimento
esperado. Caso o VPL encontrado no cálculo seja negativo, o retorno do projeto será
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menor que o investimento inicial, o que sugere que ele seja reprovado. Caso ele seja
positivo o valor obtido no projeto pagará o investimento inicial, o que o torna viável.
A TIR ± Taxa Interna de Retorno é um método utilizado na análise de projetos
de investimento. É definida como a taxa de desconto de um investimento que torna seu
valor presente líquido nulo, ou seja, que faz com que o projeto pague o investimento
inicial quando considerado o valor do dinheiro no tempo.
Com os valores dos projetos, programas, ações e receitas anuais pode-se
calcular a taxa per capita (R$/habitantes/mês), conforme o valor que for cobrado pela
administração, sendo neste caso recomendada a cobrança juntamente no carnê de
IPTU no início do ano para se ter em caixa o valor de investimento neste setor.
A tabela a seguir especifica as principais estruturas e equipamentos que constam
no Sistema de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos, e que devem ser
computados no cálculo da taxa. Também existem os custos da operacionalização do
serviço e de programas como o de Educação Ambiental e Comunicação Social.
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Tabela 147 - Principais estruturas e equipamentos que constam no sistema de limpeza urbana e
manejo de resíduos sólidos.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Segundo o Manual de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos do
Governo Federal, do Instituto Brasileiro de Administração Municipal ± IBAM e da
Secretaria Especial de Desenvolvimento Urbano da Presidência da República ±
SEDU/PR, o valor unitário da Taxa de Coleta de Lixo ± TCL ±, pode ser calculado
simplesmente dividindo-se o custo total anual da coleta de lixo domiciliar pelo número
de domicílios existentes na cidade.
Todavia, esse valor unitário pode ser adequado às peculiaridades dos diferentes
bairros da cidade, levando em consideração alguns fatores, tais como os sociais
(buscando uma tarifação socialmente justa) e os operacionais. O fator social é função
do poder aquisitivo médio dos moradores das diferentes áreas da cidade.
Já o fator operacional reflete o maior ou menor esforço, em pessoal e em
equipamentos, empregado na coleta, seja em função do uso a que se destina o imóvel
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(comercial, residencial etc.), seja por efeito de sua localização ou da necessidade de
se realizar maiores investimentos (densidade demográfica, condições topográficas, tipo
de pavimentação etc.).
Segundo o manual não se deve negligenciar, no orçamento, parcelas dos custos
de transferência, transporte, tratamento e destino final, assim como administração,
gerenciamento, sistemas de controle, despesas de capital e desenvolvimento
tecnológico vinculados à coleta.
Os custos para a coleta de resíduos devem levar em consideração despesas de
custeio e capital, incluindo pessoal e encargos sociais, uniformes, auxílio de
alimentação e transporte, seguros e impostos.
Os custos dos veículos e equipamentos englobam preço de aquisição,
depreciação, reposição, consumo de combustíveis e lubrificantes, pneus, baterias,
manutenção e peças de reposição.
O manual infere que, em geral, o custo da coleta, incluindo todos os segmentos
operacionais até a disposição final, representa cerca de 50% do custo do sistema de
limpeza urbana da cidade. Na coleta, o emprego da mão-de-obra é pouco intensivo, e
a incidência dos custos de veículos e equipamentos é muito grande.
Na limpeza de logradouros acontece o inverso, com aplicação de mão-de-obra
intensiva, abrangendo os garis varredores e menos equipamentos. O Ministério do Meio
Ambiente apresenta também um sistema de cálculo para taxa de resíduos sólidos
urbanos em cinco etapas, Sendo elas:
x Levantamento de dados básicos do município, como número de
habitantes, domicílios e estabelecimentos e a geração de resíduos per
capita;
x Definição do valor presente dos investimentos necessários no horizonte
do Plano, como veículos, garagem, PEV, projetos, licenças e obras do
aterro sanitário e repasses não onerosos da União ou Estado;
x Definição dos custos operacionais mensais considerando a contratação
direta ou indireta (concessão), como combustíveis, mão de obra, EPIs,
materiais, energia elétrica, etc;
x Parâmetros para financiamento, sendo: porcentagem de resíduos na
coleta convencional; porcentagem de resíduos na coleta seletiva; prazo
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de pagamento e taxa de financiamento dos investimentos (inclui juros e
inflação);
x Cálculo da taxa: calculado através do custo operacional total por tonelada
mais o valor do financiamento dividido pelo número de economias.
Contudo, cabe aos gestores do Município identificar a melhor forma para aplicar
a taxa inerente aos serviços do sistema de limpeza urbana e manejo dos resíduos
sólidos. Sempre considerando os anseios da população urbana e rural na melhoria do
serviço e, que haja um balanço positivo entre a receita e o custo, propiciando desta
forma que outros setores da cidade possam receber mais investimentos.
Alcançar esta sustentabilidade financeira no gerenciamento de resíduos sólidos
municipal requer muito esforço técnico, político e principalmente a participação popular.
Sendo neste último, o fator preponderante, pois, população bem-educada e sinônimo
de ambiente limpo e saudável.
4.3.16.1. Modelo de Tarifa
Existem inúmeros sistemas tarifários aplicados por prestadoras de serviço,
públicas e privadas, de saneamento no Brasil. A diferença entre eles costuma ser em
virtude das condições e abrangência dos sistemas, do poder aquisitivo local, das
legislações estaduais e municipais diferentes, e das idiossincrasias municipais e
regionais.
Contudo, todas elas devem obedecer ao preconizado na Lei n° 14.026/2020,
Novo Marco Legal do Saneamento Básico, que dispõe sobre as tarifas dos serviços
públicos de saneamento e dá outras providências.
Para o sistema de limpeza pública e manejo dos resíduos sólidos, a taxa pode
ser cobrada segundo o emanado pela Lei n° 14.026/2020, atualiza o Marco Legal do
Saneamento Básico, que em seu Art. 35 diz que as taxas ou as tarifas decorrentes da
prestação de serviço de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos poderão
considerar, entre outros:
x A destinação ambientalmente adequada dos resíduos coletados;
x O nível de renda da população atendida;
x As características dos lotes e as áreas que podem ser neles edificadas;
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x O consumo de água e;
x A frequência de coleta.
Conforme evidenciado, o Município de Marechal Cândido Rondon já possui uma
cobrança referente aos serviços de manejo dos resíduos sólidos, sendo esta, a Taxa
de Coleta de Lixo e Limpeza Pública e segundo o Art 1º da Lei complementar nº 75, de
27 de dezembro de 2010, que altera dispositivos do código tributário do Município de
Marechal Cândido Rondon, e dá outras providências, é apresentada a base de cálculo
e da alíquota da taxa de coleta de lixo e de limpeza pública como sendo:
"Art. 256A - A Taxa de Coleta de Lixo e de Limpeza Pública tem como base de cálculo o custo
previsto dos serviços, rateados entre os contribuintes, conforme o número de economias
existentes no imóvel.
Parágrafo único. Para os efeitos desta Lei considera-se economia a unidade de núcleo familiar,
atividade econômica ou institucional, distinta em um mesmo imóvel."
"Art. 256B - O valor da Taxa de Coleta de Lixo e de Limpeza Púbica será obtido de conformidade
com a seguinte fórmula:
TCL = UCL x UT x ECO, onde:
I - UCL é a Unidade de Coleta e Limpeza obtida na forma do § 1º deste artigo;
II - UT O índice de utilização do imóvel equivalente a:
a) residencial;
b) comerciai ou prestador de serviços:
c) industrial ou agropecuário;
d) Terrenos Vagos;
III - ECO é o número de economias existentes no imóvel.
§ 1º A UCL será obtida pela fórmula:
UCL = CT/TED, onde:
IV - CT é o custo total do serviço de coleta de resíduos sólidos;
V - TED é o total de economias servidas por coleta de resíduos sólidos.
§ 2º As alíquotas da taxa são as estabelecidas na Tabela IV - A Anexo IV, desta Lei.
§ 3º Para os efeitos desta Lei considera-se economia a unidade de núcleo familiar, atividade
econômica ou institucional, distinta em um mesmo Imóvel."
Caso o município opte por reformular o sistema tarifário em relação ao manejo
dos resíduos sólidos, abaixo segue o modelo básico hipotético para estabelecer uma
taxa que garanta a sustentabilidade financeira dos serviços e ao mesmo tempo seja
justa quanto à responsabilidade de pagamento na mesma proporção de uso do sistema,
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de acordo com o preconizado no novo marco legal do saneamento básico, Lei Federal
n° 14.026/2020.
A taxa consiste na aplicação de uma fórmula com um valor fixo (VF)
(determinado pelo custo) e outra variável, levando-se em consideração parâmetros tais
como: Tipo de Economia, Número de Economias (NEC), Consumo de Água e
Frequência de Coleta de Resíduos.
TARIFA = VF.FC.CI.CA
FATORES:
Quanto a frequência da coleta (FC)
x Diária = 2,0
x Alternada (3x semana) = 1,0
Quanto à classificação do imóvel (CI)
x Social = 0,25
x Residencial = 0,7
x Comercial = 1,2
x Industrial = 5,0
x Público = 0,5
x Ambulantes = 0,5
x Feira Livre = 0,8
Quanto ao Consumo de Água (CA) ± RESIDENCIAL, PÚBLICA E SOCIAL
x 1ª Faixa - 0 a 10 m3 = 0,5
x 2ª Faixa - 11 a 15 m3 = 0,60
x 3ª Faixa - 16 a 30 m3 = 1,10
x 4ª Faixa - 31 a 45 m3 = 1,80
x 5ª Faixa - 46 a 60 m3 = 2,50
x 6ª Faixa - 61 a 999 m3 = 4,00
Quanto ao Consumo de Água (CA) ± COMERCIAL E INDUSTRIAL
x 1ª Faixa - 0 a 10 m3 = 0,7
x 2ª Faixa - 11 a 20 m3 = 1,6
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x 3ª Faixa - 21 a 30 m3 = 3,0
x 4ª Faixa - 31 a 999 m3 = 3,5
Portanto, será de decisão da Prefeitura Municipal em continuar ou não com a
cobrança apresentada em vigor, de forma a manter o balanço positivo observado na
gestão dos resíduos sólidos.
4.3.17. Medidas de Redução, Reutilização, Coleta Seletiva e
Reciclagem, Entre Outras, Com Vistas a Reduzir a Quantidade de
Rejeitos Encaminhados para a Disposição Ambientalmente Adequada
Para iniciar um projeto que estruture a redução, a reutilização, a coleta seletiva
e a reciclagem, com vistas a reduzir a quantidade de rejeitos encaminhados para o
Aterro Sanitário Municipal de Marechal Cândido Rondon, é necessário uma série de
procedimentos específicos à gestão, para propiciar uma política sustentável e que
possa fornecer a população local uma série de benefícios contemplando os aspectos
econômicos, sociais e ambientais.
Desta forma, seguem os capítulos abaixo com as etapas essenciais para atingir
a meta de redução de envio de rejeitos, relacionado aos resíduos recicláveis e aos
resíduos orgânicos. Pois, a gestão eficiente destes dois tipos de resíduos aumentará a
vida útil do local de destinação.
4.3.17.1. Resíduos Recicláveis
O Município de Marechal Cândido Rondon já possui um sistema de coleta
seletiva, conforme apresentado, executada por duas associações presentes na cidade,
entretanto, visando a melhoria na gestão dos resíduos e a diminuição do volume
encaminhado para destinação ambientalmente adequada, é necessária uma
participação ativa da população em questão, dentre outros fatores.
Portanto, abaixo seguem as metas referente aos resíduos recicláveis visando a
diminuição de rejeitos encaminhados para o Aterro Sanitário Municipal de Marechal
Cândido Rondon.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
x Diagnóstico da Situação Atual: nesta fase do projeto são
levantadas todas questões referentes a reciclagem de
resíduos sólidos no município, como, programas de
educação ambiental voltadas a reciclagem, elaboração de
pesquisa junto a comunidade local sobre a aceitação ou
não do programa de reciclagem, presença de comércio de
recicláveis no município ou na região (compradores de
sucata ferrosa, madeiras, papel e papelão, plásticos, vidros
e entre outros), existência de aterros sanitários, aterros
controlados ou lixões, catadores informais, atravessadores
informais, fontes de financiamentos e tecnologias
disponíveis;
x Fase de Planejamento: a fase do planejamento envolve a
adesão da população no projeto, os custos envolvidos, o
cadastramento de catadores e atravessadores informais,
data de início, locais onde a coleta será realizada,
dimensionamento de recursos físicos e humanos,
possibilidade de parcerias com municípios vizinhos e
possíveis compradores de materiais recicláveis;
x Fase de Implantação: para a implantação do projeto é
necessário uma ampla divulgação no município,
determinação dos dias e horários da coleta, implantação
de recipientes coletores próprios de materiais recicláveis,
treinamento dos colaboradores envolvidos, implantação de
centros de triagem com todos os equipamentos e normas
necessárias (local coberto, piso impermeável,
sinalizações, balanças, prensas e etc.), estruturação
humana e física da gestão e acompanhamento de
assistência social;
x Operação e Monitoramento: a operação e o monitoramento
consistem no acompanhamento das entradas e saídas dos
materiais, evolução dos preços e custos,
acompanhamentos sociais e econômicos dos
colaboradores envolvidos e avaliação dos ganhos
ambientais.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Através dos procedimentos citados acima é possível garantir através de uma
coleta seletiva eficiente o bom funcionamento do projeto em questão. Ressalta-se, que
etapas complementares poderão ser adicionadas e outras formas de gestão também
poderão ser acrescentadas.
4.3.17.2. Resíduos Orgânicos
Novamente este tipo de resíduo ganha destaque neste Plano, pois, uma gestão
eficiente sobre o mesmo ocasiona em economia para o município, relacionado ao
aumento da vida útil do Aterro Sanitário Municipal.
Através de programas que incentivam a agricultura familiar e a criação de hortas
domésticas, com os produtos da compostagem podendo ser utilizados em jardins e
hortas. Vale ressaltar que Marechal Cândido Rondon não possui uma coleta
diferenciada para os resíduos orgânicos.
Ressaltando que os principais benefícios advindos da compostagem são a
redução da quantidade de resíduos aterrados, a redução do potencial de geração de
gases e da carga orgânica dos líquidos lixiviados nos aterros, a eliminação dos
patógenos e das sementes de ervas daninhas e a produção de um composto orgânico
que melhora a estrutura do solo, diminuindo assim, os processos erosivos e
aumentando a eficiência de absorção dos fertilizantes minerais.
Mas, toda esta gestão voltada aos resíduos orgânicos, com metas para diminuir
os rejeitos encaminhados para o aterro sanitário, não se aplica apenas aos restos de
alimentos, produzidos ou pelas residências ou pelos grandes geradores. Esta gestão
deve também focar os resíduos oriundos da poda e da capina.
Pois, a poda e a capina geram grandes quantidades de massa verde, que
sobrecarregam também o aterro sanitário. Sendo assim, abaixo seguem as metas
relacionadas aos resíduos orgânicos com vistas a diminuição de rejeitos encaminhados
para o aterro sanitário:
x Educação Ambiental mostrando a população o que é o resíduo orgânico
e a sua importância em não o encaminhar para o aterro sanitário;
x Mapear os grandes geradores;
x Construir Centros de Tratamento de Resíduos Orgânicos ± CTRO;
x Distribuir sacos plásticos especiais para a população acondicionar este
resíduo;
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
x Criar mecanismos de controle.
4.3.18. Descrição das Formas e dos Limites da Participação do Poder
Público Local na Gestão dos Resíduos Sólidos
O Artigo 7° da Lei n° 11.445/2007, que estabelece as diretrizes nacionais para o
saneamento básico, relata que o serviço público de limpeza urbana e de manejo de
resíduos sólidos urbanos é composto pelas seguintes atividades:
I ± de coleta, transbordo e transporte dos resíduos relacionados na alínea c do
inciso I do caput do art. 3o desta Lei;
II - de triagem para fins de reuso ou reciclagem, de tratamento, inclusive por
compostagem, e de disposição final dos resíduos relacionados na alínea c do
inciso I do caput do art. 3o desta Lei;
III - de varrição, capina e poda de árvores em vias e logradouros públicos e outros
eventuais serviços pertinentes à limpeza pública urbana.
Desta forma, como a limpeza urbana e o manejo dos resíduos sólidos são
serviços públicos de interesse social, o município é o responsável pela organização e
prestação destes serviços, conforme determina o Artigo 30 da Constituição Federal de
1988. Sendo, de acordo com o respectivo Artigo, compete aos municípios:
V - Organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão,
os serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter
essencial.
As figuras abaixo mostram algumas formas de gestão para o manejo dos
resíduos sólidos urbanos.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 214 - Gestão pública para o manejo de resíduos sólidos urbanos.
Fonte: Lei Federal nº 11.079/2004. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Figura 215 - Gestão pública associada para o manejo de resíduos sólidos urbanos.
Fonte: Lei Federal nº 11.079/2004. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 216 - Gestão público-privada para o manejo de resíduos sólidos urbanos.
Fonte: Lei Federal nº 11.079/2004. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
O município poderá optar por um destes modelos de gestão de manejo de
resíduos sólidos ou, associar a duas ou mais formas, dependendo de sua viabilidade
econômica, financeira e social. Visto que, a gestão dos resíduos sólidos urbanos
envolvem muitas atividades diferentes, porém, correlacionadas.
Desta forma, pode ser vantajoso ao município terceirizar parte do serviço de
manejo de resíduos sólidos urbanos, e fiscalizar todo o sistema de gestão.
Entretanto, seja qual for a opção de gestão adotada pelo município, recomenda-
se análises técnicas, financeiras, políticas e sociais, para que todo o serviço de manejo
dos resíduos sólidos urbanos, venha a ter qualidade no atendimento e execução, e que
atenda os anseios da população.
Para definir melhor as modalidades de gestão de manejo dos resíduos sólidos
urbanos, atendendo desta forma as espectativas do município, são necessários
estudos mais aprofundados, principalmente nos segmentos citados no parágrafo
anterior.
Destaca-se, que além da gestão consorciada ou compartilhada de resíduos
sólidos urbanos, já tratada no item acima, outra modalidade de gestão integrada de
resíduos sólidos para o município, são as parcerias público-privadas ± PPP. A
implantação de PPP requer uma série de procedimentos estipulados pela Lei
n°11.079/2004, onde esta, institui normas gerais para licitação e contratação de
parceria público-privada no âmbito da Administração Pública.
Em resumo, a PPP são contratos de concessão em que o parceiro privado
realiza os investimentos em infraestrutura para a prestação de um serviço, cuja
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Marechal Cândido Rondon - PR
amortização e remuneração é viabilizada pela cobrança de tarifas dos usuários e de
subsídio público, ou é integralmente paga pela Administração Pública.
Este tipo de parceira possibilita que a gestão eficiente da iniciativa privada, assim
como, os capitais pertencentes a ela, sejam destinados para os serviços públicos,
estruturando uma gestão capaz de proporcionar o uso dos recursos públicos de
maneira otimizada. Dentre os instrumentos da Lei n°11.079/2004, destacam-se os
Artigos 5°,11, 12 e 13.
x Flexibilidade no processo licitatório, ao permitir a abertura das propostas
técnicas antes da habilitação;
x Emprego de mecanismo privado de resolução de disputa durante a
execução contratual;
x Possibilidade de os agentes financeiros assumirem o controle da
Sociedade de Propósito Específico - SPE, em caso de inadimplência dos
contratos de financiamentos;
x Repartição dos riscos entre as partes (pública e privada), inclusive os
referentes a caso fortuito, força maior e álea econômica extraordinária;
x Fornecimento de garantias de execução pelo parceiro público;
x Compartilhamento com a Administração Pública dos ganhos econômicos
efetivos do parceiro privado, decorrentes da redução dos riscos de créditos de
financiamentos
Os instrumentos da Lei n°11.079/2004 citados acima, demonstram que a
modalidade de PPP é bastante favorável para a prestação dos serviços de limpeza
urbana e manejo dos resíduos sólidos para o município de Marechal Cândido Rondon.
Além disso, a PPP apresenta para a sociedade uma forma de execução dos
serviços públicos com mais eficiência e agilidade. Pois, com a elaboração de bons
contratos de execução de serviços, os mesmos tendem a ser melhor administrados.
Para que as PPPs possuam maior transparência em suas aplicações, a Lei n°
11.079/2004, determina:
x Valor do contrato inferior a vinte milhões de reais;
x Período de prestação do serviço seja inferior a cinco anos ou superior a
trinta e cinco anos;
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Marechal Cândido Rondon - PR
x Contratos que tenham como objeto único o fornecimento de mão-de-obra,
o fornecimento e instalação de equipamentos ou a execução de obra pública.
Sendo assim, independentemente do modelo de gestão e manejo dos resíduos
sólidos urbanos adotados pelo município, deve-se atentar para todo trâmite legal
exigido. Atendendo principalmente os objetivos como a regularidade, a continuidade, a
funcionalidade e a universalização da prestação dos serviços públicos de limpeza
urbana e manejo dos resíduos sólidos, com sustentabilidade operacional e financeira
4.3.19. Meios a Serem Utilizados para o Controle e a Fiscalização, no
Âmbito Local, da Implementação e Operacionalização do Plano de
Gerenciamento dos Resíduos Sólidos de que Trata o Art. 20 e dos
Sistemas de Logística Reversa
Esta determinação é referente ao Artigo 20 da Lei n° 12.305/2010, de acordo
com o respectivo Artigo, estão sujeitos à elaboração do Plano de Gerenciamento de
Resíduos Sólidos:
I - *HUDGRUHVGHUHVtGXRVVyOLGRVSUHYLVWRVQDVDOtQHDV³H´³I´³J´H³N´GRLQFLVR
I do Artigo 13, sendo eles:
e) resíduos dos serviços públicos de saneamento básico;
f) resíduos industriais: os gerados nos processos produtivos e instalações
industriais;
g) resíduos de serviços de saúde: os gerados nos serviços de saúde, conforme
definido em regulamento ou em Normas estabelecidas pelos Órgãos do SISNAMA ±
Sistema Nacional de Meio Ambiente e do SNVS ± Sistema Nacional de Vigilância
Sanitária;
k) resíduos de mineração: os gerados na atividade de pesquisa, extração ou
beneficiamento de minérios;
II - Estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços que:
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Marechal Cândido Rondon - PR
a) gerem resíduos perigosos;
b) gerem resíduos que, mesmo caracterizados como não perigosos, por sua
natureza, composição ou volume, não sejam equiparados aos resíduos domiciliares
pelo Poder Público Municipal;
III - as empresas de construção civil, nos termos do regulamento ou de normas
estabelecidas pelos órgãos do SISNAMA;
IV - 2VUHVSRQViYHLVSHORVWHUPLQDLVHRXWUDVLQVWDODo}HVUHIHULGDVQDDOtQHD³M´
DV LQVWDODo}HV UHIHULGDV QD DOtQHD ³M´ VmR RV UHVtGXRV GH VHUYLoRV GH WUDQVSRUWHV
originários de portos, aeroportos, terminais alfandegários, rodoviários e ferroviários e
passagens de fronteira), do inciso I do Artigo 13 e, nos termos do regulamento ou de
normas estabelecidas pelos órgãos do SISNAMA e, se couber, do SNVS, as empresas
de transporte;
V - Os responsáveis por atividades agrossilvopastoris, se exigido pelo Órgão
competente do SISNAMA, do SNVS ou do SUASA ± Sistema Unificado de Atenção à
Sanidade Agropecuária.
A Prefeitura poderá também, realizar inventários anuais sobre os maiores
geradores de resíduos sólidos do município, a fim de conhecer melhor os tipos de
resíduos gerados e as suas quantidades.
Estes inventários pode ser uma exigência da própria Prefeitura, obrigando o
empreendimento a fornecer anualmente ou mensalmente, estas informações. O Artigo
21 da Lei n°12.305/2010, determina o conteúdo mínimo para a elaboração do Plano de
Gerenciamento de Resíduos Sólidos, sendo eles:
I - Descrição do empreendimento ou atividade;
II - Diagnóstico dos resíduos sólidos gerados ou administrados, contendo a
origem, o volume e a caracterização dos resíduos, incluindo os passivos ambientais a
eles relacionados;
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Marechal Cândido Rondon - PR
III - Observadas as normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama, do SNVS e
do SUASA e, se houver, o plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos:
a) Explicitação dos responsáveis por cada etapa do gerenciamento de resíduos
sólidos;
b) Definição dos procedimentos operacionais relativos às etapas do
gerenciamento de resíduos sólidos sob responsabilidade do gerador;
IV - Identificação das soluções consorciadas ou compartilhadas com outros
geradores;
V - Ações preventivas e corretivas a serem executadas em situações de
gerenciamento incorreto ou acidentes;
VI - Metas e procedimentos relacionados à minimização da geração de resíduos
sólidos e, observadas as normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama, do SNVS e
do SUASA, à reutilização e reciclagem;
VII - Se couber, ações relativas à responsabilidade compartilhada pelo ciclo de
vida dos produtos, na forma do Artigo 31;
VIII - Medidas saneadoras dos passivos ambientais relacionados aos resíduos
sólidos;
IX - Periodicidade de sua revisão, observado, se couber, o prazo de vigência da
respectiva licença de operação a cargo dos órgãos do SISNAMA.
As informações contidas no Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos
poderão ser complementadas caso o Órgão responsável, entenda como necessário. O
Órgão responsável poderá exigir também que o Plano de Gerenciamento de Resíduos
Sólidos, seja um critério utilizado nos processos de Licenciamento Ambiental.
Com relatórios de acompanhamentos e monitoramentos da implementação das
ações e metas pré-estabelecidas. No caso de atividades que já se encontram em
funcionamento, estes, deverão apresentar o Plano ao Órgão competente, no momento
da renovação do Alvará de Funcionamento, da Licença Ambiental de Operação ou, do
Atestado de Funcionamento.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Entretanto, o Órgão responsável pela fiscalização da elaboração e aplicação do
Plano, deverá também orientar sobre os procedimentos necessários para a elaboração
e implantação do mesmo e, da aplicação das penalidades incluídas na Lei n°
12.305/2010 ± PNRS.
4.3.20. Ações Preventivas e Corretivas a Serem Praticadas, Incluindo
Programa de Monitoramento
A quantidade gerada de resíduos per capita no município de Marechal Cândido
Rondon foi estimada em 0,78 kg/hab./dia. Conforme a Lei Federal n° 12.305/2010,
todos os geradores deverão ter como objetivos a não geração, redução, reutilização,
reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos, bem como disposição final
ambientalmente adequada dos rejeitos.
Os resíduos orgânicos devem ser separados dos rejeitos diretamente na origem,
de maneira a permitir a reciclagem. Quanto ao grande gerador, gerador de resíduos
perigosos, empresas de construção civil, estes são integralmente responsáveis pelos
resíduos decorrentes das suas atividades, assim como por elaborar e apresentar
respectivo Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, como já relatado em
capítulos anteriores.
Para população rural do município que não possui serviço de coleta convencional
é preciso criar áreas de transbordo ao longo de áreas estratégicas, para que esta
população deposite o seu resíduo em PEVs, e que o caminhão realize o serviço da
coleta ao longo das estradas rurais.
O município de Marechal Cândido Rondon não realiza compostagem dos
resíduos orgânicos e deve implantar sistema de coleta diferenciada, compostagem,
reaproveitamento da matéria orgânica e implantar o Centro de Tratamento de Resíduos
Orgânicos, diminuindo o volume de lixo a ser depositado no Aterro Sanitário Municipal,
aumentando assim a sua vida útil.
Manter os serviços de limpeza pública referente a cobertura do serviço de
varrição e estabelecendo cronograma para os demais serviços (poda, capina, roçagem,
coleta de resíduos volumosos e limpeza das bocas-de-lobo e galerias pluviais). Não
existem cadastros específicos para o atendimento deste serviço pela Prefeitura. Deve
ser criado um cronograma elaborado através de um estudo de viabilidade, necessidade
e urgência para a realização dos serviços de limpeza pública.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Deve-se destacar ainda que existem pontos de disposição irregular de resíduos,
como, resíduos da construção civil - RCC, resíduos recicláveis, resíduos volumosos e
que não se enquadram na categoria de Construção Civil, devendo o município fiscalizar
e multar os responsáveis por estas disposições irregulares e remover estes resíduos.
Desta forma, nos próximos capítulos estarão as propostas de objetivos e metas
contidos neste Plano, com o objetivo de auxiliar o município na excelência do sistema
de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.
4.3.21. Ações de Emergência e Contingência para o Sistema de
Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos Sólidos
A paralisação da coleta de resíduos e limpeza pública, bem como ineficiência da
coleta seletiva e inexistência de sistema de compostagem poderão gerar incômodos à
população e comprometimento da saúde pública e ambiental.
A limpeza das vias através da varrição trata-se de serviço primordial para a
manutenção de uma cidade limpa e salubre. A paralisação dos serviços de destinação
de resíduos ao aterro interfere no manejo dos mesmos, provocando mau cheiro,
formação excessiva de chorume, aparecimento de vetores transmissores de doenças,
comprometendo a saúde pública e a qualidade ambiental.
Diante disso, objetivou-se a adoção de medidas de contingência para casos de
eventos emergenciais de paralisação dos serviços relacionados à limpeza pública,
coleta e destinação de resíduos, conforme as tabelas a seguir.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 148 - Ações de Emergência e Contingência - Resíduos Sólidos.
MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON- PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO
BÁSICO
SETOR 3 GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS E
LIMPEZA PÚBLICA
EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS
OCORRÊNCIA ORIGEM AÇÕES PARA EMERGÊNCIA E
CONTINGÊNCIA
Paralisação dos serviços de Greve dos funcionários da
varrição empresa contratada para os Realizar campanha de comunicação
serviços de varrição ou outro visando mobilizar a sociedade para
fato administrativo (rescisão manter a cidade limpa no caso de
ou rompimento de contrato, paralisação da varrição pública
processo licitatório, etc.)
Contratar empresa especializada em
caráter de emergência para varrição e
coleta destes resíduos
Negociação da prefeitura/empresa com
os trabalhadores
Cumprimento de todas as obrigações
trabalhistas, contratuais e regulatórias
Paralisação dos serviços de Greve dos funcionários da Acionar funcionários e veículos da
coleta de resíduos empresa contratada para os prefeitura, da Secretaria Municipal de
domiciliares serviços de coleta de Agricultura e Política Ambiental, para
resíduos domiciliares e da efetuarem a coleta de resíduos em
Prefeitura Municipal ou outro locais críticos, bem como do entorno de
fato administrativo escolas, hospitais, terminais urbanos de
ônibus, lixeiras públicas, etc.
Realizar campanha de comunicação
visando mobilizar a sociedade para
manter a cidade limpa no caso de
paralisação da coleta de resíduos
Contratar empresas especializadas em
caráter de emergência para coleta de
resíduos
Negociação da prefeitura/empresa com
os trabalhadores
Paralisação dos serviços de Greve ou problemas Cumprimento de todas as obrigações
segregação de resíduos operacionais das trabalhistas, contratuais e regulatórias
recicláveis e/ou coleta associações/ ONGs/
seletiva Cooperativas responsáveis Acionar funcionários da prefeitura, da
pela coleta e triagem dos Secretaria de Agricultura e Política
resíduos recicláveis Ambiental para efetuarem estes
serviços temporariamente
Acionar os caminhões da Secretaria de
Agricultura e Política Ambiental para
execução dos serviços de coleta
seletiva
Realizar campanha de comunicação
visando mobilizar a sociedade para
manter a cidade limpa no caso de
paralisação da coleta seletiva
Celebrar contratação emergencial de
empresa especializada para a coleta e
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Paralisação dos serviços de Greve ou problemas comercialização dos resíduos
coleta e destinação dos operacionais da empresa recicláveis
resíduos de saúde/ responsável pela coleta e
hospitalares destinação dos resíduos de Negociação da prefeitura/empresa com
saúde/hospitalares os trabalhadores
Cumprimento de todas as obrigações
trabalhistas, contratuais e regulatórias
Acionar funcionários da prefeitura, da
Secretaria Municipal de Agricultura e
Política Ambiental para efetuarem estes
serviços temporariamente
Acionar os caminhões da Secretaria
Municipal de Agricultura e Política
Ambiental para execução dos serviços
de coleta dos resíduos de saúde/
hospitalares, bem como o transporte
dos resíduos de tratamento
Negociação da prefeitura/empresa com
os trabalhadores
Cumprimento de todas as obrigações
trabalhistas, contratuais e regulatórias
Greve ou problemas Encaminhar os resíduos orgânicos para
operacionais do órgão ou aterro alternativo (aterro particular ou
setor responsável pelo de cidade vizinha), negociação da
manejo do aterro e/ou área prefeitura/empresa com os
encerrada de disposição dos trabalhadores
resíduos
Cumprimento de todas as obrigações
trabalhistas, contratuais e regulatórias
Paralisação total dos Acionar os caminhões da Secretaria
serviços realizados no aterro Municipal de Agricultura e Política
Ambiental para execução dos serviços
Explosão, incêndio, de transporte dos resíduos até o local
vazamentos tóxicos no aterro alternativo
Ações de remediação do problema e
contenção da poluição ambiental.
Reparo mediato
Cumprimento de todas as obrigações
operacionais, normativas, contratuais e
regulatórias
Paralisação parcial dos Ruptura de taludes/células Evacuar a área do aterro sanitário
serviços realizados no aterro cumprindo os procedimentos internos
de segurança; acionar o órgão ou setor
responsável pela administração do
equipamento, bem como os bombeiros
Cumprimento de todas as obrigações
operacionais, normativas, contratuais e
regulatórias
Vazamento de Chorume Excesso de chuvas, Promover a contenção e remoção dos
vazamento de chorume ou resíduos através de caminhão limpa
problemas operacionais fossa e encaminhar estes para a
estação de tratamento de efluentes
mais próxima do aterro
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Procedimentos de remediação
emergenciais da área
Monitoramento constante/cumprimento
de todas as obrigações operacionais,
normativas, contratuais e regulatórias
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
4.3.22. Objetivos e Metas para o Sistema de Gestão dos Resíduos
Sólidos
Os objetivos e as metas para atingir tanto a universalização como a qualidade
dos serviços relacionados ao sistema de gestão dos resíduos sólidos de Marechal
Cândido Rondon foram elencados em tabelas sínteses, de acordo com seu setor e
objetivo.
Nestas tabelas, a visualização das propostas pode ser observada tanto sob ótica
macro como micro de análise, fluindo numa sequência lógica da fundamentação do
objetivo e as metas para atingi-lo nos diferentes prazos de projeto. Sendo assim, abaixo
estão definidos os objetivos e as metas propostas para os serviços de limpeza urbana
do Município de Marechal Cândido Rondon.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
4.3.22.1. Objetivo 1 ± Implementação do Programa de Educação
Ambiental
A tabela abaixo sintetiza o Objetivo 1, com suas metas de curto, médio e longo
prazo.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
SETOR 3 Tabela 149 - Tabela Síntese do Objetivo 1.
MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
OBJETIVO 1 IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
FUNDAMENTAÇÃO A base para qualquer projeto na área de gerenciamento de resíduos sólidos e limpeza pública é a Educação Ambiental, quanto
mais consciente o cidadão, melhor será o local onde ele vive. Isto independe de sua condição financeira, da sua cor, da sua raça
ou do seu credo. População bem educada é sinônimo de rios e córregos limpos, separação de seus resíduos dentro da sua casa,
da sua escola, do seu trabalho ou do seu local de lazer, ruas e avenidas limpas e principalmente, cobrar uns dos outros e do Poder
Público para manter locais limpos e arborizados. Sendo assim, pouco foi informado de Programas de Educação Ambiental, seja
para crianças, jovens ou adultos em Marechal Cândido Rondon. Se faz necessário então, a adoção de práticas que estabeleçam
no município programas como este, voltado para toda a população, atendendo aos instrumentos da Lei n° 12.305/2010 - Política
Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS.
MÉTODO DE Número de ações realizadas, número de pessoas impactadas, entrevistas com garis sobre a diminuição ou não de resíduos em
ACOMPANHAMENTO vias públicas, número de terrenos baldios com acúmulo de resíduos, controle de recebimento de embalagens de agrotóxicos,
(INDICADOR) qualidade da água de rios e córregos da região e controle de resíduos da logística reversa e RSS.
CURTO PRAZO - ATÉ 4 ANOS METAS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS
3) Manter o Programa de Educação Ambiental.
MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS
1) Programa de Educação Ambiental voltado 2) Manter o Programa de Educação
para a reciclagem, resíduos orgânicos, coleta Ambiental.
seletiva, logística reversa, vias públicas limpas,
rios e córregos limpos, terrenos baldios limpos
e a importância de se encerrar e recuperar
áreas de lixões a céu aberto.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
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4.3.22.2. Objetivo 2 ± Manutenção, Aprimoramento e Universalização da
Coleta Convencional
Marechal Cândido Rondon já conta com a universalização da coleta
convencional, contudo, existem ainda diversas oportunidades de melhoria para a
realização da mesma, visando deixá-la mais eficaz e eficiente, atendendo melhor a
população e otimizando os recursos a ela empregados. A tabela abaixo sintetiza o
Objetivo 2, com suas metas de curto, médio e longo prazo.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
SETOR 3 Tabela 150 - Tabela Síntese do Objetivo 2.
MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
OBJETIVO 2 MANUTENÇÃO, APRIMORAMENTO E UNIVESALIZAÇÃO DA COLETA CONVENCIONAL
FUNDAMENTAÇÃO O município de Marechal Cândido Rondon atualmente realiza a coleta convencional em 100% da área urbana, incluindo os Distritos
do município. A Prefeitura dispõe de planejamento para a execução do serviço através de um cronograma semanal e veículos
apropriados para a coleta. Porém, nas comunidades rurais mais distantes da área urbana não há realização da coleta convencional.
Desta forma, atendendo aos princípios contidos da Lei Federal n° 12.305/2010 e na Lei Federal n° 11.445/07, alterada pela Lei
Federal nº 14.026/2020, se faz necessário a universalização dos serviços de gestão de resíduos sólidos.
MÉTODO DE Extensão de comunidades rurais atendidas a partir da instalação de PEVs - Ponto de Entrega Voluntária. Custo unitário da coleta
ACOMPANHAMENTO de geração per capita de RDO. Custo unitário da coleta convencional por tonelada de RDO recolhido.
(INDICADOR)
METAS
CURTO PRAZO - ATÉ 4 ANOS MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS
1) Manter 100% da coleta convencional 3) Reduzir em 20% a geração per capita de 5) Reduzir em 30% a geração per capita de RDO;
de RDO; RDO;
2) Manter a coleta convencional de RDO. 4) Manter a coleta convencional de RDO. 6) Manter a coleta convencional de RDO.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
4.3.22.3. Objetivo 3 ± Aprimorar e Manter a Coleta Seletiva
O Município de Marechal Cândido Rondon, atualmente atende toda a população
urbana do Distrito Sede e demais Distritos com a coleta seletiva. Nesse sentido, torna-
se de grande interesse o aprimoramento e manutenção destes serviços.
As vantagens partem da redução do volume de resíduos domésticos, aumento
da vida útil do Aterro Sanitário Municipal e os benefícios relacionados com a redução
de impactos ambientais negativos.
Toda ação relacionada ao gerenciamento e manejo dos resíduos sólidos
depende essencialmente do grau de envolvimento, participação, consciência e
sensibilização da população. A tabela abaixo sintetiza o Objetivo 3, com suas metas de
curto, médio e longo prazo.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 151 - Tabela Síntese do Objetivo 3.
SETOR 3 MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
OBJETIVO 3 APRIMORAR E MANTER A COLETA SELETIVA
FUNDAMENTAÇÃO A coleta seletiva é essencial para atingir as metas de redução, reutilização e reciclagem. No Município de Marechal Cândido
Rondon há coleta seletiva que abrange toda a população urbana, incluindo Distrito Sede e demais Distritos, feitas por duas
associações de catadores, COOPERAGIR e ACAN. Ambas organizações possuem veículos próprios para a coleta, além de
galpões para o armazenamento e triagem dos resíduos. Porém conforme apresentado em Diagnóstico, a Prefeitura Municipal já
adquiriu um novo galpão equipado com esteiras de rolamento e prensas de enfardamento para a ACAN, porém a mesma ainda
não realizou a mudança por conta da localização mais afastada do centro urbano.
MÉTODO DE Massa de recicláveis coletada. Massa de recicláveis enviada ao aterro sanitário municipal. Massa de rejeitos após a triagem dos
ACOMPANHAMENTO recicláveis.
(INDICADOR)
METAS
CURTO PRAZO - ATÉ 4 ANOS MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS
1) Mudança da Associação ACAN para o novo 3) Manter a coleta seletiva. 4) Manter a coleta seletiva.
local adquirido pela Prefeitura Municipal;
2) Manter a Coleta Seletiva.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
4.3.22.4. Objetivo 4 ± Implementação da Gestão dos Resíduos
Orgânicos
O Município de Marechal Cândido Rondon atualmente não possui política
específica para a gestão de resíduos orgânicos. Esta ausência de diretrizes que ditam
sobre a disposição final desta tipologia de resíduo faz com que o volume que seria
separado, tratado e destinado de forma ambientalmente correta e financeiramente
viável, seja transportado para o aterro sanitário agregado aos demais tipos de resíduos,
o que leva a impactos negativos, sendo um destes a redução da vida útil do aterro que
no caso é o próprio Aterro Sanitário Municipal.
A prefeitura deve manter um controle maior em relação à geração de resíduos
orgânicos para então formular metas que visem a redução e disposição final adequada
do mesmo. Neste sentido, recomenda-se o cadastro de grandes geradores.
Também é necessário a elaboração, divulgação e implementação da rota de
coleta de resíduos orgânicos. A tabela abaixo sintetiza o Objetivo 4, com suas metas
de curto, médio e longo prazo.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 152 - Tabela Síntese do Objetivo 4.
SETOR 3 MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
OBJETIVO 4 IMPLEMENTAÇÃO DA GESTÃO DOS RESÍDUOS ORGÂNICOS
FUNDAMENTAÇÃO Atualmente não há ações direcionadas aos resíduos orgânicos em Marechal Cândido Rondon, os mesmos são destinados junto
aos demais resíduos da coleta convencional ao aterro controlado, sobrecarregando o local. Vale ressaltar que o município já
possui um trator para o reviramento de leiras de compostagem e um caminhão compactador que poderá ser utilizado na coleta
diferenciada, porém ambos se encontram parados por falta de operadores. Ressalta-se, que a Lei n° 12.305/2010 - PNRS prevê
dentre outras ações a implementação de práticas voltadas ao reaproveitamento da fração orgânica dos resíduos gerados nas
atividades urbanas. A mesma lei também obriga os usuários do sistema a apresentarem os resíduos orgânicos segregados dos
demais resíduos para coleta.
MÉTODO DE
ACOMPANHAMENTO Fração orgânica dos RDO coletados, grandes geradores cadastrados e produção de composto.
(INDICADOR)
METAS
CURTO PRAZO - ATÉ 4 ANOS MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS
1) Mapear os grandes geradores de resíduos 5) Iniciar para 50% da população urbana a coleta 7) Iniciar para 100% da população urbana a
orgânicos; diferenciada de resíduos orgânicos; coleta diferenciada para os resíduos orgânicos;
2) Contratação de operadores técnicos para o 6) Manter projeto de horta comunitária e viveiro de 8) Manter a coleta diferenciada de resíduos
caminhão compactador e o trator de reviramento mudas junto à central de compostagem. orgânicos para a população urbana;
de leiras de compostagem; 9) Manter projeto de horta comunitária e viveiro
3) Iniciar para 30% da população urbana a coleta de mudas junto à central de compostagem.
diferenciada dos resíduos orgânicos;
4) Implementar uma central de compostagem junto
ao Horto Municipal.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Marechal Cândido Rondon - PR
4.3.22.5. Objetivo 5 ± Aprimorar os Serviços de Limpeza Pública
A limpeza pública tem como fim maior proteger a saúde ambiental, prevenindo
as doenças resultantes da proliferação de vetores e a ocorrência de enchentes ou
assoreamento provocados pelo acúmulo de resíduos em sistemas de drenagem e
FXUVRVG¶iJXD
Em Marechal Cândido Rondon os serviços de varrição são realizados em todos
os bairros urbanizados de segunda a sábado, os resíduos oriundos da poda e capina
são direcionados para o Ecoponto Municipal e os resíduos de varrição são enviados
para uma área de compostagem.
Uma forma de diminuir o volume de material enviado para disposição é a
destinação correta dos resíduos verdes, os quais, após triturados, podem ser
transformados em composto para manutenção das áreas verdes do município. Desta
forma, a tabela abaixo sintetiza o Objetivo 5, com suas metas de curto, médio e longo
prazo.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 153 - Tabela Síntese do Objetivo 5.
SETOR MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
3 RESÍDUOS SÓLIDOS E LIMPEZA PÚBLICA
OBJETIVO 5 ADEQUAR OS SERVIÇOS DE LIMPEZA PÚBLICA
FUNDAMENTAÇÃO Em Marechal Cândido Rondon há um cronograma definido para a realização dos serviços de limpeza pública, sendo estes, a
varrição, a capina, a roçagem e a poda. Os resíduos verdes oriundos das podas e cortes de árvores são encaminhados para uma
área no interior do Ecoponto Municipal. Já os resíduos da varrição são direcionados para uma área de compostagem, localizada
próximo à sede da Cooperativa. De certa forma os serviços de limpeza pública no município apresentam bons resultados, mas
sempre podendo ser aprimorados e mantidos para os próximos anos.
MÉTODO DE Taxa de empregados no manejo de RDO em relação à população, extensão de vias atendidas com varrição, poda, capina e
ACOMPANHAMENTO roçagem, produção de composto e equipe de fiscalização de terrenos baldios.
(INDICADOR)
METAS
CURTO PRAZO - ATÉ 4 ANOS MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS LONGO PRAZO - 12 A 20 ANOS
1) Adequar o planejamento e execução dos serviços; 6) Manter o serviço de limpeza pública. 7) Manter o serviço de limpeza pública.
2) Fiscalização ostensiva;
3) Contratação de operador para o triturador de
galhos;
4) Destinar os resíduos verdes para a compostagem;
5) Manter o serviço de limpeza pública.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Marechal Cândido Rondon - PR
4.3.22.6. Objetivo 6 ± Gestão dos Resíduos Sólidos da Construção Civil
± RCC
O município de Marechal Cândido Rondon não possui tratamento efetivo para o
RCC que é gerado, neste sentido, faz-se necessário a criação de um Plano de
Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil. Outro ponto de extrema importância
é a implantação de um Consórcio Intermunicipal para aprimorar a gestão do RCC, como
a aquisição de uma usina móvel neste contexto.
Outra questão é sobre a fiscalização, sendo um fato de suma importância para
que não ocorra a disposição irregular dessa tipologia de resíduos. A tabela abaixo
sintetiza o Objetivo 6, com suas metas de curto, médio e longo prazos.
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Marechal Cândido Rondon - PR
SETOR Tabela 154 - Tabela Síntese do Objetivo 6.
OBJETIVO MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
3 RESÍDUOS SÓLIDOS E LIMPEZA PÚBLICA
6 GESTÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL - RCC
Marechal Cândido Rondon não possuí um Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos da Construção Civil ± PGIRCC, e o
FUNDAMENTAÇÃO município dispõe de um local de depósito de RCC para pequenos geradores, além do Ecoponto Municipal para a entrega de
resíduos volumosos, entretanto, há pontos de descarte irregulares na área urbana e rural.
MÉTODO DE Massa de RCC destinada ao local inapropriado. Massa de RCC coletada em pontos de descarte incorreto. Autuações
ACOMPANHAMENTO administrativas.
(INDICADOR)
METAS
CURTO PRAZO - ATÉ 4 ANOS MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS
1) Mapear os locais de destinação inadequada de 5) Fiscalização ostensiva em relação a abertura 7) Manter a fiscalização e aplicação de medidas
RCC; de novos pontos de descarte irregular e bota punitivas previstas em leis em caso de
fora;
2) Fortalecer a fiscalização no combate ao descumprimento das diretrizes estabelecidas;
descarte inadequado de RCC; 6) Manter solução consorciada com municípios 8) Manter solução consorciada com municípios
vizinhos.
3) Busca por solução consorciada com municípios vizinhos.
vizinhos na aquisição de uma usina móvel de
RCC;
4) Elaborar o PGRCC - Plano de Gerenciamento
de Resíduos da Construção Civil.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Marechal Cândido Rondon - PR
4.3.22.7. Objetivo 7 ± Fomentar a Responsabilidade Compartilhada
Sobre a Gestão dos Resíduos da Logística Reversa
A tabela abaixo sintetiza o Objetivo 7, com suas metas de curto, médio e longo
prazo.
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Marechal Cândido Rondon - PR
SETOR Tabela 155 - Tabela Síntese do Objetivo 7.
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3 RESÍDUOS SÓLIDOS E LIMPEZA PÚBLICA
OBJETIVO 7 FOMENTAR A RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA SOBRE A GESTÃO DOS RESÍDUOS DA LOGÍSTICA REVERSA
FUNDAMENTAÇÃO O município de Marechal Cândido Rondon possui programas para alguns resíduos da logística reversa, como por exemplo a
responsabilidade compartilhada para lâmpadas inservíveis, resíduos pneumáticos, embalagens de agrotóxicos vazias, além da
disposição de eletroeletrônicos nas instalações do Ecoponto Municipal. Porém, não existe legislação específica para estes resíduos
no município.
MÉTODO DE
ACOMPANHAMENTO Responsáveis mapeados. Massa e/ou volume coletados e destinados.
(INDICADOR)
CURTO - ATÉ 4 ANOS METAS LONGO PRAZO - 12 A 20 ANOS
MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS
1) Fomentar a destinação correta de 30% dos 3) Fomentar a destinação correta de 50% dos 4) Fomentar a destinação correta de 100% dos
Resíduos da Logística Reversa Obrigatória; Resíduos da Logística Reversa Obrigatória. Resíduos da Logística Reversa Obrigatória.
2) Fortalecer a fiscalização.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Marechal Cândido Rondon - PR
4.3.22.8. Objetivo 8 ± Aprimorar a Gestão dos Resíduos de Saúde - RSS
A tabela abaixo sintetiza o Objetivo 8, com suas metas de curto, médio e longo
prazo.
SETOR REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
OBJETIVO Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 156 - Tabela Síntese do Objetivo 8.
MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
3 RESÍDUOS SÓLIDOS E LIMPEZA PÚBLICA
8 APRIMORAR A GESTÃO DOS RSS
FUNDAMENTAÇÃO No Município de Marechal Cândido Rondon a gestão dos resíduos provenientes dos serviços de saúde é uma responsabilidade do
gerador, sendo que o Poder Público Municipal assume a gestão quando é ele próprio o gerador. Além disso, é incumbência do
Poder Público Municipal realizar a fiscalização quando os resíduos são gerados por terceiros. Ao que se trata dos RSS gerados
pelo município, o mesmo possui contrato com a Servioeste Soluções Ambientais LTDA para coleta, transporte, tratamento e
destinação final de resíduos sólidos de saúde e medicamentos vencidos, e que no caso, são enviados para Chapecó - SC.
MÉTODO DE
ACOMPANHAMENTO Massa de RSS coletada e fração reciclável dos RSS coletados.
(INDICADOR)
METAS
CURTO PRAZO - ATÉ 4 ANOS MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS
1) Adequar procedimentos internos de 2) Manter a destinação correta de RSS no 3) Manter a destinação correta de RSS no
gerenciamento. município. município.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Marechal Cândido Rondon - PR
4.3.22.9. Objetivo 9 ± Destinação Final
A tabela abaixo sintetiza o Objetivo 9, com suas metas de curto, médio e longo
prazo.
SETOR REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
OBJETIVO Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 157 - Tabela Síntese do Objetivo 9.
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3 RESÍDUOS SÓLIDOS E LIMPEZA PÚBLICA
9 DESTINAÇÃO FINAL
FUNDAMENTAÇÃO Conforme apresentado no Diagnóstico Técnico, Marechal Cândido Rondon conta, dentro de seu limite municipal, com um aterro
sanitário ambientalmente adequado a receber os resíduos sólidos urbanos gerados no município. Entretanto, o mesmo teve sua
implantação no ano de 2012 com uma vida útil de 20 anos, ou seja, com uma capacidade máxima para ser atingida no ano de
2032, antes do encerramento do longo prazo presente neste plano. Caso seja do interesse do município, o mesmo, através das
diretrizes contidas na PNRS, poderá se consorciar com os municípios vizinhos para a gestão e operação de um aterro sanitário
consorciado. Esta ação vai trazer para os municípios participantes prioridade na obtenção de recursos para a gestão de resíduos
dos municípios. Paralelo a inauguração do Aterro, tem-se a
MÉTODO DE
ACOMPANHAMENTO Massa de resíduos recebidos pelo Aterro Sanitário Municipal.
(INDICADOR)
METAS
CURTO PRAZO - ATÉ 4 ANOS MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS LONGO PRAZO - 12 A 20 ANOS
1) Estudo de solução consorciada para gestão e 4) Manter o aterro sanitário municipal; 6) Manter o aterro sanitário municipal;
operação de aterro sanitário para resíduos Classe I; 5) Manter a destinação final ambientalmente 7) Manter a destinação final ambientalmente
2) Iniciar a gestão consorciada do aterro sanitário correta. correta.
municipal;
3) Manter a destinação final correta.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Marechal Cândido Rondon - PR
4.3.22.10. Objetivo 10 ± Sistema Tarifário
A tabela abaixo sintetiza o Objetivo 10, com suas metas de curto, médio e longo
prazo.
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SETOR Tabela 158 - Tabela Síntese do Objetivo 10.
OBJETIVO MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
3 RESÍDUOS SÓLIDOS E LIMPEZA PÚBLICA
10 SISTEMA TARIFÁRIO
FUNDAMENTAÇÃO Marechal Cândido Rondon apresenta um equilíbrio financeiro favorável na gestão de resíduos, evidenciado pelo superavit entre
os gastos e a arrecadação. Isso é resultado da aplicação efetiva da Taxa de Coleta de Lixo e de Limpeza Pública, conforme
identificado na fase de diagnóstico. Esse procedimento reflete a adaptação do município às novas diretrizes da PNRS, portanto, é
importante que Marechal Cândido Rondon mantenha e supervisione seu sistema tarifário associado aos resíduos sólidos,
alinhando a autonomia em suas decisões com as diretrizes estabelecidas e proporcionando uma gestão eficaz e sustentável no
âmbito dos resíduos.
MÉTODO DE
ACOMPANHAMENTO Balanço financeiro do gerenciamento de resíduos sólidos e limpeza pública. Índice de inadimplência.
(INDICADOR)
CURTO PRAZO - ATÉ 4 ANOS METAS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS
MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS
1) Fiscalizar e manter os serviços de cobrança. 2) Fiscalizar e manter os serviços de cobrança. 3) Fiscalizar e manter os serviços de cobrança.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Marechal Cândido Rondon - PR
4.6. SISTEMA DE DRENAGEM URBANA E MANEJO DAS ÁGUAS
PLUVIAIS
As medidas de correção e prevenção na rede de drenagem são classificadas de
acordo com sua natureza como medidas estruturais e medidas não estruturais.
As medidas estruturais correspondem às obras que podem ser implantadas
visando a correção ou prevenção dos problemas.
Por outro lado, as medidas não estruturais não envolvem a construção de
infraestrutura física, mas sim a introdução de normas, regulamentos e programas que
visem, por exemplo, o disciplinamento do uso e ocupação do solo, a implementação de
sistemas de alerta e a conscientização da população para a manutenção dos
dispositivos, visando reduzir danos ou consequências de uma drenagem urbana
ineficiente.
4.6.1. Medidas Estruturais
4.6.1.1. Medidas de controle para redução do assoreamento
Os impactos causados pela urbanização em um ambiente natural podem ser
constatados a partir da análise do ciclo hidrológico. Qualquer meio natural tem sua
forma determinada principalmente pela ação das águas, entre outros condicionantes
físicos. As águas pluviais são dissipadas principalmente por meio da
evapotranspiração, infiltração e escoamento superficial.
De acordo com Tucci (2008), o escoamento das águas pluviais pode produzir
inundações e impactos em áreas ribeirinhas e em razão da urbanização dos centros
urbanos, que podem ocorrer de forma isolada ou combinada.
A ocorrência de inundações em áreas ribeirinhas está atrelada ao fato de os rios
possuírem dois leitos, um menor, em que a água escoa durante a maior parte do tempo,
e um maior, que costuma ser inundado pelo menos uma vez a cada dois anos quando
o escoamento atinge níveis superiores ao leito menor, atingindo as áreas de risco de
inundação (Tucci, 2008), principalmente fundos de vales que correspondem a áreas
situadas nas porções mais baixas das bacias hidrográficas, como o ponto com a cota
mais baixa em uma iUHDGHUHOHYRSUy[LPDVDRVFXUVRVG¶iJXDHFRQVHTXHQWHPHQWH
suscetíveis a alagamentos.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
No caso dos eventos de inundação decorrentes da urbanização, estes ocorrem
principalmente devido ao aumento da densidade de ocupação por edificações e obras
de infraestrutura viária, que resulta no aumento da impermeabilização do solo e, como
consequência, no aumento das velocidades e dos volumes de escoamento superficial
e na redução de recarga do lençol freático por meio da infiltração, causando graves
reflexos nos cursos de drenagem natural, provocando erosão, assoreamento e
enchentes (Tucci, 2008).
O assoreamento (Figura 217) é um processo de degradação dos rios e cursos
d'água devido ao acumulo de sedimentos em seu leito. Esse fenômeno tem como
principal impacto ambiental a formação de bancos de areia nas áreas de drenagem das
águas pluviais, o que pode resultar em modificações no curso dos rios e, em situações
extremas, levar à extinção desses cursos d'água ou à redução significativa de sua
vazão.
A principal causa do assoreamento dos rios é a intensificação da erosão do solo,
que envolve a remoção dos sedimentos da camada superficial, com o transporte
subsequente desses sedimentos em direção aos cursos d'água por meio do
escoamento da chuva. Essa situação é frequentemente originada ou agravada por
atividades humanas, com destaque para a remoção da vegetação, cuja função é conter
a lixiviação de sedimentos, protegendo o solo e dificultando a sua chegada aos rios.
Para combater o assoreamento e prevenir problemas de drenagem, é essencial
que as autoridades públicas, em colaboração com os órgãos governamentais
pertinentes, reconheçam a necessidade de planejar e implementar obras de controle
da erosão do solo. Tais intervenções devem abranger toda a área da bacia hidrográfica,
visando conter o acúmulo de sedimentos ao longo dos cursos d'água.
Uma medida eficaz para combater o assoreamento é o reflorestamento das
áreas adjacentes à bacia, incluindo a recuperação de Áreas de Preservação
Permanente (APP). Isso não só combate a erosão, mas também reduz o impacto direto
da chuva sobre o solo, prolongando o tempo de concentração da bacia e diminuindo os
picos de cheias.
O combate efetivo ao assoreamento requer a implementação de ações
preventivas para conter o desmatamento, tanto nas margens dos cursos d'água, onde
a erosão fluvial é mais acentuada, quanto em toda a bacia hidrográfica, reduzindo assim
a quantidade de sedimentos gerados durante os períodos chuvosos.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Figura 217 ± Desenho esquemático do processo de assoreamento.
Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
A erosão ocorre com maior frequência em áreas não pavimentadas, portanto,
uma medida para mitigar esses eventos é a implantação de pavimentação porosa,
juntamente com a instalação e manutenção de um sistema de drenagem adequado,
incluindo bueiros, bocas de lobo, galerias, sarjetas, entre outros. Isso ajudaria a
prevenir problemas de erosão em áreas vulneráveis.
4.6.1.2. Reservatórios e bacias de retenção ou detenção.
Buscando-se evitar picos de vazão de diferentes bacias que se sobreponham,
gerando picos resultantes superiores à capacidade de drenagem dos cursos d'água e
causando inundações indesejadas, uma estratégia eficaz é a utilização de reservatórios
ou bacias de detenção e retenção.
As bacias de detenção atuam como reservatórios de armazenamento de curtos
períodos, reduzindo as vazões de pico das cheias, aumentando seu tempo de base e
oferecendo diversos benefícios, como a prevenção de inundações localizadas, a
redução de custos em sistemas de galerias de drenagem e a melhoria na qualidade da
água.
Além disso, ajudam a combater a erosão nos pequenos tributários, aumentam o
tempo de resposta do escoamento superficial e facilitam a recarga do aquífero,
melhorando as condições de reuso da água. Também têm o potencial de reduzir as
vazões máximas de inundações a jusante (Tucci, 2000).
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Uma característica importante dessa estratégia é a busca pela utilização de
barragens já existentes e áreas de planície de inundação naturais em bacias menos
urbanizadas. Isso simplifica a implantação do projeto do ponto de vista técnico-
financeiro e ambiental, pois aproveita áreas que já são periodicamente inundadas,
evitando desapropriações em áreas urbanas e a construção de estruturas hidráulicas
complexas.
Autores como Walesh (1989), Urbonas (1990), Lazaro (1990) e Asce (1989),
citados por Canholi (2014), fazem a distinção entre bacias de detenção e retenção. As
bacias de detenção são obras destinadas a armazenar os escoamentos de drenagem,
normalmente secas durante as estiagens, mas projetadas para reter as águas
superficiais apenas durante e após as chuvas.
Por outro lado, as bacias de retenção são reservatórios de superfície que sempre
contêm um volume substancial de água permanente para fins recreacionais,
paisagísticos ou de abastecimento.
Existem também as bacias de sedimentação, cuja função principal é reter sólidos
em suspensão, detritos e poluentes carreados pelos escoamentos superficiais
(CANHOLI, 1995). Na Figura 218 está representado um exemplo de reservatório
subterrâneo com área de recreação integrada.
Figura 218 ± Exemplo de reservatório subterrâneo com recreação na parte superior.
Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
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4.6.1.3. Recuperação de Matas Ciliares e APP
Uma medida eficaz para reduzir os problemas de drenagem é a restauração das
matas ciliares, conforme previsto na legislação aplicável às Áreas de Preservação
Permanente (APPs), estabelecida na Lei n° 12.651 de 25 de maio de 2012, Lei de
Proteção da Vegetação Nativa. A recuperação deve seguir as diretrizes estipuladas por
essa lei em relação à largura das faixas de proteção, como ilustrado na
Figura 219, que mostra a relação entre a largura do leito do rio e o tamanho da
APP.
Figura 219 ± Demonstração de Faixas das APPs de acordo com Código Florestal.
Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
A recuperação deve ser feita preferencialmente com espécies nativas do bioma
em que a bacia está inserida. Além disso, pressupor uma futura urbanização, e mais
adiante, a possibilidade de criação de parques lineares para evitar a ocupação irregular
nas planícies aluviais.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
As APPs dos demais cursos hídricos que cortam a malha urbana também devem
ser recuperados, concomitantemente à implantação dos parques lineares, sempre
respeitando a largura estabelecida em lei e a escolha de espécies nativas da região.
4.6.1.4. Utilização de áreas verdes para controle hidrológico
A presença de áreas verdes nos centros urbanos é imprescindível para o
controle hidrológico, por representarem importância significativa no controle da
drenagem urbana, visando o equacionamento de problemas de inundações existentes
no município bem como evitar a formação de novas áreas de risco.
Além disso, a presença de vegetação desempenha de maneira integrada as
funções ecológicas na bacia, em especial a preservação de fauna e flora, por meio da
formação de corredores ecológicos, a proteção da qualidade dos recursos hídricos, a
formação de áreas verdes urbanas para prática de esportes, cultura e lazer, a melhoria
da paisagem e ambiência urbana, melhorias nas condições microclimáticas, entre
outros aspectos que contribuem para desenvolvimento sustentável do município,
melhorando tanto a saúde da população, quanto a saúde ambiental.
Desse modo, segue abaixo um trecho de conscientização e um conjunto de
maneiras para mitigar os alagamentos em centros urbanos.
³2FRQFHLWRGHFLGDGHVXVWHQWiYHOUHFRQKHFHTXHDFLGDGHSUHFLVDDWHQGHUDRV
objetivos sociais, ambientais, políticos e culturais, bem como aos objetivos
econômicos e físicos de seus cidadãos. É um organismo dinâmico tão
complexo quanto à própria sociedade e suficientemente ágil para reagir com
rapidez às suas mudanças que, num cenário ideal, deveria operar em ciclo de
vida contínuo, sem desperdícios [...]. A cidade sustentável deve operar
segundo um modelo de desenvolvimento urbano que procure balancear, de
forma eficiente, os recursos necessários ao seu funcionamento, seja nos
insumos de entrada (terra urbana e recursos naturais, água, energia, alimento,
HWF
VHMDQDVIRQWHVGHVDtGDUHVtGXRVHVJRWRSROXLomRHWF
´%(1,1,
apud LEITE; AWAD, 2012, p. 135)
¾ Corredores Verdes
A ideia de "corredores verdes" surgiu no final do século XX, inicialmente como
um conceito ligado à ecologia rural. Sua principal função é conectar diferentes
elementos da paisagem, como florestas, campos agrícolas, rios e estradas, facilitando
o fluxo de água, materiais, animais e seres humanos. Esse conceito também foi
aplicado em ambientes urbanos.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
A relação entre áreas verdes e espaços urbanos envolve a criação de uma
estrutura verde composta por árvores nas ruas, parques lineares e pequenos jardins,
criando corredores que conectam grandes parques e jardins e integram o ambiente
natural nas cidades (FALCÓN, 2007, p. 45, apud BENINI, 2012).
Corredores verdes oferecem a oportunidade de conciliar múltiplos usos urbanos
com a convivência diária em áreas naturais ou recuperadas. Eles podem ser projetados
ao longo de rios, córregos, lagos, pântanos e áreas sujeitas a alagamentos, bem como
em áreas de cumeada e encostas, que são áreas frágeis e ecologicamente importantes
(HERZOG, 2008, p. 17, apud BENINI, 2012). Na Figura 220 são apresentados
exemplos de corredores verdes.
Figura 220 - Exemplo de Corredores Verdes.
Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
De acordo com as observações feitas por Franco (2010), é possível destacar a
relevância dos corredores verdes dentro do contexto urbano. Além de embelezarem a
paisagem, esses corredores desempenham um papel crucial no aprimoramento do
ambiente urbano, uma vez que ajudam a reduzir o ruído e os impactos da poluição do
ar, além de contribuir para a regulação da umidade e temperatura.
Além disso, desempenham um papel fundamental na gestão da drenagem
urbana, um plano que abrange toda a bacia de drenagem e requer um projeto integrado,
multifuncional e esteticamente harmonizado com as características locais.
Esses corredores consistem em ruas arborizadas que são projetadas com
recursos como canteiros pluviais, permitindo uma gestão mais eficiente das águas
pluviais. Eles ajudam a reduzir o escoamento superficial durante períodos chuvosos,
diminuindo a poluição difusa que se origina de superfícies impermeáveis.
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Além disso, esses corredores oferecem a vantagem de tornar visíveis os
processos hidrológicos e o funcionamento da infraestrutura verde, promovendo uma
abordagem mais sustentável e consciente em relação à gestão da água nas áreas
urbanas. (Herzog, 2010b, p. 09, apud Benini, 2012).
¾ Biovaleta
As biovaletas, ou valetas de biorretenção vegetadas, são estruturas semelhantes
aos jardins de chuva. Elas geralmente se referem a depressões lineares preenchidas
com vegetação, solo e outros elementos filtrantes, que purificam a água da chuva.
Ao mesmo tempo, aumentam o tempo de escoamento da água, direcionando-a
para jardins de chuva ou sistemas convencionais de retenção e detenção das águas
(Cormier; Pellegrino, 2008, p. 32, apud Benini, 2012).
Essas biovaletas contribuem para o tratamento dos escoamentos de ruas e
estacionamentos, diminuindo a poluição difusa proveniente de superfícies
impermeabilizadas. Elas também desempenham um papel essencial na filtragem de
poluentes retidos na vegetação por meio da ação do sol, do ar e de microrganismos.
A Figura 221 apresenta um exemplo de biorretenção e a Figura 222 representa
um exemplo de biovaleta.
Figura 221 ± Seção típica de valas biorretenção.
Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Figura 222 ± Exemplos de biovaletas.
Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Portanto, as Biovaletas emergem como uma alternativa com potencial de
viabilidade em cenários futuros, especialmente diante do crescimento populacional
esperado no município. A categoria de infraestrutura verde oferece uma solução eficaz
para a gestão de águas pluviais, desempenhando um papel essencial na promoção da
infiltração e na purificação de sedimentos, tanto através de dispositivos de drenagem
quanto por meio dos processos naturais de infiltração.
¾ Biótopos Purificadores
Os biótopos purificadores desempenham funções de detenção, sedimentação e
absorção biológica. Eles consistem em pântanos artificiais construídos com
recirculação e compostos por substratos com baixo teor de nutrientes e plantas de
pântanos que possuem habilidades de purificação. Os biótopos purificadores
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direcionam o fluxo para a bacia de detenção e posteriormente para canais ou rios mais
próximos, contribuindo para a limpeza da água da chuva.
Essas estruturas são uma maneira eficaz de tratar o escoamento de ruas,
estacionamentos e áreas residenciais, entre outros. A Figura 223 mostra um exemplo
de biótopo purificador.
Figura 223 ± Exemplo de biótopos.
Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
4.6.1.5. Caixas de expansão
Uma caixa de expansão é uma escolha apropriada quando se trata de controlar
áreas sujeitas a inundações, com o propósito de mitigar o impacto das cheias que se
propagam ao longo dos cursos d'água. Sua função é análoga à de um reservatório de
amortecimento de enchentes.
Essas caixas de expansão são comumente instaladas na base de regiões de
relevo acidentado ou em regiões de planície e podem ser dispostas em série, paralelas
ao curso d'água ou em uma combinação de ambas as abordagens.
Muitas vezes, as próprias planícies naturais desempenham o papel de caixas de
expansão, pois durante as enchentes, elas se tornam temporariamente inundadas,
retendo um grande volume de água que é gradualmente liberado de volta para o rio
principal quando o nível da água começa a diminuir. A Figura 224 ilustra esse conceito.
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Figura 224 ± Exemplo de caixa de expansão.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
4.6.1.6. Diques
Diques são estruturas construídas ao longo das margens de rios, consistindo em
barragens ou muros de terra ou concreto, que podem ser inclinados ou retos. Eles são
dimensionados para restringir o fluxo de água no canal principal a um valor específico,
estabelecido durante o projeto. Essas construções oferecem um controle eficaz sobre
inundações cujo pico de água está abaixo desse valor limite, mas não proporcionam
proteção contra inundações que excedam essa marca, uma vez que a água fluirá sobre
esses diques.
Os diques representam uma das estratégias mais antigas para o controle de
enchentes. Geralmente, eles estão expostos às condições climáticas e, portanto,
sujeitos à precipitação.
Como é essencial que os diques permaneçam fechados para conter qualquer
vazamento dentro deles, acabam acumulando água da chuva. Para gerenciar essa
situação, os diques de contenção geralmente estão equipados com válvulas para
facilitar o escoamento dessa água acumulada. A Figura 225 ilustra exemplos de diques.
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Figura 225 ± Diques.
Fonte: TRATA BRASIL, 2014; ZAMBRANO, 2012. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de
Cidades, 2023.
4.6.1.7. Pôlders
Um pôlder (
Figura 226) é uma porção de terreno baixa e plana, criada artificialmente entre
diques elevados, com o propósito de permitir a agricultura ou habitação. Para manter
essa área seca e utilizável, é necessária a implementação de um sistema de drenagem
que envolve canais equipados com comportas e/ou bombas. Isso evita o acúmulo
excessivo de água dentro do pôlder, prevenindo inundações.
Essas estruturas são consideradas elementos fundamentais das técnicas
clássicas de drenagem para o controle de enchentes, especialmente em regiões
costeiras ou próximas a corpos d'água.
Os pôlders são essenciais para a proteção de áreas limitadas, transformando
regiões urbanas anteriormente suscetíveis a inundações de rios ou do mar em terras
secas adequadas para ocupação humana. A principal diferença entre diques e pôlders
reside no fato de que os pôlders empregam estações de bombeamento para remover
água que adentra a área protegida durante eventos de inundação.
Além disso, esses projetos frequentemente incluem a construção de galerias
com comportas ajustáveis, que servem para controlar o acesso da água do rio principal
à área protegida e facilitam a saída da água dos riachos quando as condições estão
normais.
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Figura 226 - Exemplo de Pôlder.
Fonte: EDUCALINGO, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
4.6.1.8. Canais de desvios
Os canais de desvio desempenham a função de redirecionar uma parcela do
volume de água da enchente do curso d'água principal, resultando na diminuição da
descarga do rio na região a ser protegida. Nesse tipo específico de construção, a água
desviada geralmente não retorna ao canal principal, mas sim é redirecionada para um
lago, outro curso d'água ou diretamente para o oceano.
O inconveniente desse tipo de obra reside na divisão do fluxo entre múltiplos
canais, resultando na redução da velocidade da água, o que, por sua vez, diminui a
capacidade de transporte de sedimentos. Como consequência, o leito do rio pode
elevar-se devido à deposição de sedimentos, o que pode anular os benefícios obtidos
com a construção da obra. Portanto, esses projetos requerem um planejamento
extremamente cuidadoso.
Outra abordagem é a metodologia do canal paralelo, que é adotada quando, por
diversas razões, não é possível aumentar a capacidade do canal principal. Nesse tipo
de construção, o fluxo é distribuído em dois ou mais ramos por um trecho específico, e
após o desvio, a água é reintegrada a um único canal.
Como resultado, o nível de inundação no trecho do canal principal de interesse
é reduzido. Os desafios associados a esse tipo de obra são semelhantes aos
mencionados para os canais de desvio.
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Outro tipo de canal amplamente utilizado é o canal extravasor. No entanto, ele
não se classifica como um canal de desvio ou paralelo. A diferença crucial é que o canal
extravasor é alimentado pelo rio apenas durante as cheias mais significativas, quando
a descarga na seção do leito, em correspondência com a barragem de
transbordamento, supera um valor pré-determinado e ultrapassa o canal principal.
Um canal extravasor geralmente permanece sem água e permite o crescimento
de vegetação, mas está sempre pronto para receber uma porção do fluxo do rio quando
a vazão ultrapassa o limite pré-determinado.
Os desafios associados a esse tipo de canal são semelhantes aos dos canais de
desvio e paralelos, mas em menor grau, uma vez que operam de forma intermitente.
Devido à sua capacidade de permanecer seco durante os períodos de ausência de
cheias e permitir o desenvolvimento de vegetação, o canal extravasor também é
conhecido como "canal verde".
4.6.1.9. Diretrizes para o controle de escoamento na fonte
As medidas de controle de escoamento pluvial na fonte vêm para possibilitar
meios de otimizar a redução e retenção dos sistemas tradicionais de drenagem pluvial.
Os sistemas convencionais englobam estruturas subterrâneas como condutos e
galerias de águas pluviais, sarjetas, bocas de lobo, calhas para coleta de águas
provenientes de telhados e a canalização de rios urbanos.
As MCs (Best Management Procedures, BMP, em inglês) têm um escopo mais
abrangente do que simplesmente controlar a quantidade de água da chuva. Elas
também incorporam o controle da poluição, sedimentos e resíduos. Essas medidas
podem ser categorizadas em dois tipos: dispositivos de armazenamento e dispositivos
de infiltração.
Os dispositivos de armazenamento têm como objetivo principal retardar o
escoamento das águas pluviais para liberá-lo de forma controlada, com picos
suavizados, em direção ao seu destino, que pode ser um ponto de coleta em uma rede
de drenagem existente. Exemplos típicos incluem reservatórios em propriedades
residenciais, bacias de retenção e detenção em áreas de loteamento ou em sistemas
de macrodrenagem.
Por outro lado, os dispositivos de infiltração, ao contrário dos de armazenamento,
removem água do sistema de drenagem, promovendo a absorção no solo para reduzir
o escoamento pluvial. Portanto, medidas como pavimentos permeáveis, trincheiras de
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infiltração, faixas e valas gramadas são exemplos típicos de dispositivos de infiltração
mais adequados para escalas de lote e loteamento.
Conforme descrito por Nakamura (1988), os dispositivos de infiltração podem ser
divididos em dois grupos: métodos dispersivos e métodos em poços. Os métodos
dispersivos envolvem dispositivos pelos quais a água da superfície infiltra diretamente
no solo, enquanto os métodos em poços implicam a recarga do lençol freático pelas
águas da superfície.
Os métodos dispersivos tendem a ficar obstruídos ao longo de sua vida útil e são
mais recomendados quando há uma área mais ampla disponível para sua
implementação. A seguir, são descritos os principais dispositivos dispersivos.
x Superfícies de infiltração: considerado o método mais simples para disposição
no local, consiste em deixar que as águas superficiais percorram uma área
coberta por vegetação. Em terrenos com subsolo argiloso ou pouco permeável
pode-se instalar subdrenos para evitar acúmulo de água parada;
x Trincheiras de percolação: as trincheiras de percolação são construídas por meio
do preenchimento de uma pequena vala com meio granular para infiltração e/ou
detenção do escoamento superficial. Geralmente é instalada juntamente com
manta geotêxtil de porosidade maior a do solo para promover o pré-tratamento
da água infiltrada. Para fins de projeto, geralmente são dimensionadas com
largura e profundidade de 1 a 2m e comprimento variável. O material granular
tem diâmetro aproximado de 40 a 60mm de forma que a porosidade resulte em
pelo menos 30%;
x Valetas de infiltração abertas: constituem-se de valetas revestidas com
vegetação, geralmente grama, adjacentes a ruas e estradas, ou próximas a
áreas de estacionamento para facilitar a infiltração. Podem ou não ser
complementadas por trincheiras de percolação ou alagados construídos,
formando pequenos bolsões de retenção denominadas valetas úmidas. A
vegetação promove a melhoria da qualidade da água e também ajuda a diminuir
sua velocidade de escoamento. Para fins de projeto, são dimensionadas com
largura de até 2m, margens com inclinação 3:1 e declividade longitudinal de 1%;
x Lagoas de infiltração: constituem-se de pequenas bacias de detenção
especialmente projetadas que facilitam a infiltração pelo aumento do tempo de
detenção. Possuem nível de água permanente e um volume de espera;
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x Bacias de percolação: usadas desde a década de 70 para a disposição de águas
de drenagem, as bacias de percolação são constituídas pela escavação de uma
valeta preenchida com brita ou cascalho e posteriormente re-aterrada. O material
granular promove a reservação temporária do escoamento, enquanto a
percolação se processa lentamente para o subsolo. Para fins de projeto, são
dimensionadas com uma profundidade de até 0,6m e grãos de dimensão de 0,5
a 1mm com uma razão mínima entre comprimento e largura de 2:1;
x Pavimentos porosos: também conhecidos como pavimentos permeáveis,
constituem-se normalmente de pavimentos de asfalto ou concreto convencionais
dos quais foram retiradas as partículas mais finas e construídos sobre camadas
permeáveis, geralmente bases de material granular. Uma variação de pavimento
poroso pode ser obtida com a implantação de elementos celulares de concreto
sobre uma base granular. Para evitar a passagem de partículas mais finas,
usualmente coloca-se mantas geotêxtis entre a base e o pavimento;
x Poços de Infiltração: medida de detenção na fonte mais indicada quando a
disponibilidade de área para implantação é baixa, geralmente quando a
urbanização, já consolidada, não permite a utilização das medidas dispersivas
para aumento de infiltração. Para serem eficientes, os poços devem ser
instalados em locais onde a altura do lençol freático se encontre suficientemente
baixa em relação a superfície do terreno e o subsolo possua camadas arenosas.
Figura 227 - Exemplos de controles na fonte.
Fonte: TASSI; PICCILLI; BRANCHER; ROMAN, 2016. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de
Cidades, 2023.
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Devido à importância dos reservatórios de detenção em áreas de lotes ou
loteamentos urbanos como componentes essenciais para o planejamento e controle de
drenagem em Marechal Cândido Rondon, está sendo considerada a criação de uma
legislação que exija que as residências possuam reservatórios capazes de coletar e
reutilizar a água da chuva.
Isso permitiria o seu aproveitamento em atividades como descargas sanitárias,
lavagem de pisos e irrigação de plantas. Esses reservatórios podem ser implementados
tanto subterraneamente quanto na superfície, como exemplificado na Figura 228.
Figura 228 - Exemplos de reservatórios para água da chuva em imóveis residenciais.
Fonte: LIV ARQUITETURA E ENGENHARIA, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de
Cidades, 2023.
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4.6.2. Medidas Não Estruturais
As medidas estruturais, geralmente, não são projetadas para fornecer uma
proteção completa. Isto requer uma proteção contra a maior enchente possível. As
medidas não-estruturais, juntas com as estruturais ou sozinhas, podem minimizar
significativamente os danos com um menor custo.
As medidas não estruturais não utilizam instrumentos que alteram o regime de
escoamento das águas do escoamento superficial direto. São formadas basicamente
por soluções indiretas, como por exemplo, aquelas destinadas ao controle do uso e
ocupação do solo (nas várzeas e nas bacias) ou à diminuição da vulnerabilidade dos
ocupantes das áreas de risco das consequências das inundações.
Envolvem aspectos de natureza cultural e participação do público, indispensável
para a implantação, com o investimento de recursos leve, baseado principalmente na
conscientização e educação das pessoas. As medidas não-estruturais visam a melhor
convivência da população com as enchentes e são de caráter preventivo.
4.6.2.1. Medidas de controle para reduzir o lançamento de resíduos
QRVFRUSRVG¶iJXD
Diante da insuficiência de investimentos em saneamento básico, deficiências no
tratamento das águas, redução da vegetação nas margens dos rios, somadas às
práticas de descarte inadequado de resíduos por parte de empresas e ao consumo
excessivo de produtos plásticos, a restauração dos corpos hídricos em escala global
emerge como um desafio de grandes magnitudes.
Uma pesquisa feita pela Organização das Nações Unidas, em 2010, apontou
que para cada mil litros de água utilizada pelo homem, há 10 mil litros de água que não
estão em condições de uso por conta da poluição (BANDEIRA, 2018).
Conforme salientado por Bandeira (2018), considerando que uma parcela
significativa da poluição hídrica deriva da carência de saneamento básico, um passo
importante consiste na implementação de programas por parte dos governos
municipais e federais, direcionados à fiscalização dos serviços e da qualidade da água.
Paralelamente, medidas de menor escala podem contribuir para a redução da
quantidade de resíduos em ambientes naturais, tais como:
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x Fiscalização de descarte incorreto de resíduos nos rios e córregos;
x Ter lixeiras e placas de conscientização de descarte correto de lixo em locais
como mananciais, lagos e cachoeiras etc.;
x Programa de descarte correto de óleos de cozinha;
x Programa de detecção de ligações clandestinas de esgotos;
x Fiscalização de produtos tóxicos em processos químicos e agropecuários sem
os filtros adequados.
4.6.2.2. Programas de fiscalização de despejo irregular de esgoto
Com a finalidade de preservar os canais de micro e macrodrenagem na área
urbana de Marechal Cândido Rondon, deve-se criar um programa de fiscalização para
detectar o despejo irregular de esgotos domésticos. Pois, além de comprometer a
qualidade das águas drenadas, a presença de esgoto tende a assorear e diminuir a
capacidade de escoamento dos canais.
A degradação biológica natural dos dejetos também pode ocasionar mau cheiro
e proliferação de vetores de pragas urbanas.
4.6.2.3. Regulamento do uso da terra
O zoneamento municipal é a definição de um conjunto de regras para a
ocupação das áreas de maior risco de inundação, visando à minimização futura das
perdas materiais e humanas em face das grandes cheias. Conclui-se daí que o
zoneamento urbano permitirá um desenvolvimento racional das áreas de inundação, a
partir do ordenamento territorial municipal.
A regulamentação do uso das zonas de inundação baseia-se em mapas com a
demarcação de áreas de diferentes riscos e nos critérios de ocupação das mesmas,
tanto em relação ao uso quanto aos aspectos construtivos. Para que essa
regulamentação seja utilizada em benefício das comunidades, ela deve ser integrada à
legislação municipal referente a loteamentos, construções e habitações, a fim de
garantir sua observância.
Sendo assim, o regulamento do uso da terra tem a finalidade de servir de base
para a regulamentação da várzea de inundação, através dos planos diretores urbanos,
permitindo às prefeituras a viabilização do seu controle efetivo.
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O risco de ocorrência de inundação varia de acordo com a cota da várzea. As
áreas mais baixas estão naturalmente sujeitas a uma frequência maior de enchentes.
Portanto, a delimitação das áreas do zoneamento depende das cotas altimétricas das
áreas urbanas.
A regulamentação da ocupação de áreas urbanas é um processo iterativo,
envolvendo uma proposta técnica que é discutida pela comunidade antes de ser
incorporada ao Plano Diretor da cidade. Portanto, não existem critérios rígidos
aplicáveis a todas as cidades, mas sim recomendações básicas que podem ser
seguidas em cada caso.
No caso de Marechal Cândido Rondon, a abordagem mais adequada seria
restringir construções nas áreas aluviais que ainda não foram urbanizadas, a montante
da malha urbana e nas margens dos corpos hídricos presentes na área urbana. Para o
primeiro caso, já se recomendou, acima neste mesmo plano, a recuperação das áreas
de APP do referido corpo hídrico e a criação dos Parques Lineares dos mesmos, com
a intenção de evitar a ocupação das planícies sujeitas à inundação.
4.6.2.4. Estudos hidrológicos e hidráulicos
Com relação à macrodrenagem, ela envolve a realização de estudos hidrológicos
e hidráulicos das sub-bacias ou microbacias nas quais o município está inserido, com
o objetivo de identificar áreas suscetíveis a inundação e acúmulo de sedimentos, como
pontes ou travessias em locais de menor altitude.
Com base no diagnóstico do processo de elaboração do PMSB, o foco do estudo
deve ser a microbacia do Córrego Guará, do Córrego Guavirá e Arroio Fundo, que
impactam a área urbana do município.
Para a expansão e melhoria da rede de drenagem, o município já possui um
projeto elaborado pela Prefeitura, que inclui a localização da rede existente, das redes
planejadas, bem como a identificação de bocas de lobo e poços de visita, sendo
essencial seguir as diretrizes desse projeto.
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4.6.2.5. Cadastramento da rede
Algo que deve ser contínuo para o sistema de drenagem é o cadastro abrangente
de toda a rede, tanto a rede existente quanto a futura, com o propósito de prevenir
conflitos entre a rede de gestão de águas pluviais e as redes de esgotamento sanitário
e abastecimento de água.
O uso inadequado dessas redes torna-se mais arriscado durante os períodos de
chuva, resultando, por exemplo, em transbordos e até mesmo no retorno de efluentes
de esgoto doméstico para as residências e poços de visita, o que acarreta riscos para
a saúde pública.
4.6.2.6. Normatização para contenção de enchentes e destinação de
águas pluviais
Outra medida não estrutural extremamente eficiente é a restrição de área
impermeabilizada nos novos loteamentos e empreendimentos imobiliários, bem como
a exigência de telhados verdes e/ou reservatórios de acordo com o porte da obra. As
técnicas de detenção na fonte já foram abordadas e devem ser incorporadas à
legislação municipal, principalmente no que se refere ao código de obras e posturas
municipal.
Exemplos de outros municípios brasileiros que obrigam a implantação de
sistema para a captação e retenção de águas pluviais, coletadas por telhados,
coberturas, terraços e pavimentos descobertos, em lotes, edificados ou não, que
tenham área impermeabilizada superior a 400m² (quatrocentos metros quadrados),
com os seguintes objetivos:
I. Reduzir a velocidade de escoamento de águas pluviais para as bacias
hidrográficas em áreas urbanas com alto coeficiente de impermeabilização do
solo e dificuldade de drenagem;
II. Controlar a ocorrência de inundações, amortecer e minimizar os problemas das
vazões de cheias e, consequentemente, a extensão dos prejuízos;
III. Contribuir para a redução do consumo e o uso adequado da água potável
tratada.
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Para estacionamentos e espaços similares, é requerido que 30% (trinta por
cento) da área total ocupada seja revestida com piso drenante ou mantida como área
naturalmente permeável. A água armazenada nos reservatórios deverá:
x Infiltrar-se no solo, preferencialmente;
x Ser utilizada em finalidades não potáveis, caso as edificações tenham
reservatório específico para essa finalidade.
O volume dos reservatórios, quando viável, deverá ser dimensionado de modo
a manter as condições de infiltração e vazão do escoamento superficial o mais próximo
possível dos naturais antes da implantação dos empreendimentos. Para Marechal
Cândido Rondon, baseado nas experiências de Asce (1992) e Apud Porto (1995), faz-
se necessário a captação e infiltração dos primeiros 10mm de precipitação para novas
construções em lotes acima de 400m², reduzindo assim significativamente os picos de
vazão a jusante nas bacias propensas à expansão da malha urbana.
Desse modo, o critério para a construção de caixas de retenção em cenários
futuros, integradas aos projetos de drenagem de águas pluviais de cada
empreendimento urbanístico, é baseado em uma capacidade de dez litros por metro
quadrado de superfície impermeabilizada. No caso das vias urbanas, ao pavimentar as
estradas municipais, recomenda-se a instalação de uma caixa de retenção com
capacidade de 10 m³ para cada 1.000 m² de pavimento impermeável.
No cenário de uma edificação em um lote que impermeabilize uma área de 500
m², o proprietário deve obrigatoriamente implantar uma caixa de retenção com um
volume de 5,0 m³.
No entanto, se a impermeabilização no lote ultrapassar 65% da área total, a área
impermeabilizada adicional deverá ser compensada com um aumento no volume da
caixa de retenção, equivalente a 87 litros por metro quadrado de impermeabilização
adicional.
Este valor representa 85% do volume de água decorrente de uma precipitação
de 102,44 mm, com duração de duas horas, utilizada para a simulação hidrológica da
bacia. Essa compensação é necessária apenas quando a implantação de bacias de
detenção por si só não seria suficiente para mitigar os impactos da urbanização com a
impermeabilização máxima de 65% no lote.
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Assim, em um lote de 500 m², onde o proprietário impermeabilize 450 m², ou
seja, 90% da área, será obrigatória a instalação de uma caixa de retenção com um
volume calculado da seguinte forma:
¾ Vcaixa de retenção (m3) = (0,65 x Alote x 0,010) + (0,25 x Alote x 0,087)
¾ Vcaixa de retenção (m3) = (0,65 x 500 x 0,010) + (0,25 x 500 x 0,087)
¾ Vcaixa de retenção (m3) = (3,25) + (10,875)
Vcaixa de retenção = 14,13 m3.
4.6.2.7. Educação ambiental
Em geral a educação ambiental engloba todos os tópicos de infraestruturas de
águas pluviais (drenagens) e deve ser implementada em todos os níveis educacionais,
de forma interdisciplinar e holística, assegurando uma visão crítica dos indivíduos sobre
seu papel na sociedade e na proteção do meio ambiente.
Especificamente no que diz respeito à drenagem urbana, é fundamental
implementar ações de educação ambiental de forma contínua e específica para
conscientizar e sensibilizar a população sobre o impacto de suas ações e escolhas no
contexto urbano. Essas ações devem ser adaptadas de acordo com o público-alvo e
devem se estender além dos ambientes de ensino formais, alcançando toda a
comunidade.
Os principais temas de educação ambiental a serem abordados no contexto da
drenagem urbana incluem:
x O ciclo da água;
x O conceito de bacia hidrográfica;
x Escoamento superficial;
x Impactos da urbanização no escoamento superficial;
x Importância dos canais naturais de drenagem;
x )XQomRHLPSRUWkQFLDGDVPDWDVFLOLDUHVSDUDDSURWHomRGRVFXUVRVG¶iJXD
x O papel do correto gerenciamento de resíduos sólidos para a drenagem urbana;
x A necessidade de se manter áreas permeáveis nos lotes comerciais e
residenciais;
x Medidas de contenção e mitigação de escoamentos superficiais na fonte;
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x Captação e utilização de águas pluviais.
4.6.2.8. Seguro enchente
Os critérios tradicionais de segurabilidade geralmente englobam os seguintes
aspectos: a possibilidade de quantificação, a aleatoriedade e as condições e preços
adequados ao risco. No entanto, ao longo do tempo, as maiores indenizações na
indústria de seguros passaram a ser resultado de catástrofes desencadeadas por
fenômenos naturais, como tempestades, enchentes e terremotos.
O seguro contra enchentes é uma forma de proporcionar proteção econômica
para pessoas físicas ou jurídicas em caso de perdas eventuais. Essa modalidade de
seguro se torna viável para empreendimentos de alto valor agregado, nos quais os
proprietários têm recursos financeiros disponíveis para pagar o prêmio do seguro. No
entanto, nem todas as seguradoras estão dispostas a oferecer seguros contra
enchentes, a menos que haja um sistema de resseguro para distribuição do risco.
No entanto, em cenários nos quais a população que reside em áreas de
inundação é de baixa renda, a obtenção desse tipo de seguro se torna inviável devido
à incapacidade financeira da população para pagar o prêmio, além do baixo valor das
propriedades. No Brasil, alguns bancos, como a Caixa Econômica Federal, têm
começado a disponibilizar seguros contra inundações e alagamentos para residências.
Quando há alguma ocorrência de inundação causada pelo transbordamento de
rios ou canais, e essa água causa danos a uma propriedade, o imóvel está protegido
por este seguro. Além disso, a residência também está resguardada contra
alagamentos provocados por fatores externos ao imóvel, como chuvas intensas ou
rupturas de canalizações que não pertencem à propriedade segurada, nem ao edifício
ou complexo residencial ao qual o imóvel pertence.
No entanto, esse seguro não cobre danos que sejam recorrentes e decorrentes
de problemas de construção, uso ou desgaste da propriedade. No caso de sinistros
causados por inundação e/ou alagamento que apresentem características de repetição,
o seguro oferecerá cobertura e indenização na primeira e na segunda ocorrência.
Em caso de uma segunda ocorrência recorrente dos eventos, a seguradora
notificará o proprietário acerca da necessidade de adotar medidas para eliminar os
fatores que contribuem para a repetição.
Caso ocorra um terceiro sinistro, ou seja, uma terceira ocorrência, dentro de um
período de três anos a partir do primeiro evento, a indenização ficará suspensa até que
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os fatores que causam a repetição sejam eliminados. É importante observar que a
ocorrência de chuvas intensas sequenciais não é um evento raro.
No verão, a probabilidade de tais eventos é maior. Segundo a instituição
bancária citada, não estão cobertos por este seguro os danos físicos ao imóvel que
decorram de:
x Uso e desgaste ± danos verificados exclusivamente em razão da utilização
normal do imóvel ou do decurso do tempo, como os que afetam revestimentos,
instalações elétricas e hidráulicas, pintura, esquadrias, vidros, ferragens e pisos;
x Má conservação ou falta de manutenção, ou seja, falta de cuidados usuais
visando o funcionamento normal do imóvel, como limpeza de calhas, tubulações
de esgoto, entre outros;
x Atos dolosos do próprio segurado ou de quem o representar;
x Água de chuva ou neve, quando penetrando diretamente no interior do imóvel,
pelas portas, janelas, vitrinas, claraboias, respiradouros ou ventiladores abertos
ou defeituosos;
x Água de torneira ou registro, ainda que deixados abertos inadvertidamente;
x Infiltração de água ou outra substância líquida através de pisos, paredes e tetos,
salvo quando consequente de riscos cobertos;
x Danos já existentes antes da contratação do seguro;
x Água oriunda de ruptura de encanamentos, pertencentes ao próprio imóvel
segurado ou ao edifício ou conjunto do qual o imóvel faça parte (fatores internos);
x Trincas e fissuras no imóvel, sem ameaça de desmoronamento;
x Obras de melhorias no imóvel não comunicadas à seguradora antes da
ocorrência de sinistro;
x Recuperação de qualquer dano não decorrente de sinistro;
x Móveis, utensílios e eletrodomésticos;
x Danos oriundos de vícios de construção (erro de cálculo, de projeto ou na
execução da obra);
x Danos elétricos, salvo quando consequentes de riscos cobertos;
x Furacões, ciclones, erupções vulcânicas e outras convulsões da natureza;
x Riscos aparentes;
x Roubo ou furto;
x Obras de infraestrutura.
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São identificadas diversas inconsistências na lista de situações não cobertas
pelo seguro, conforme apresentada pela rede bancária. No que diz respeito ao item
relacionado à água da chuva que penetra pelas portas, não há esclarecimento sobre
se essas portas devem ser vedadas ou se outras medidas devem ser tomadas.
Além disso, no mesmo item, o termo "outras convulsões da natureza" carece de
adequação, uma vez que não fornece detalhes específicos sobre o tipo de evento em
questão. Quanto ao último item, a referência a "obras de infraestrutura" é vaga e
necessita de maior especificação.
Portanto, conclui-se que o seguro contra enchentes é mais apropriado para
edifícios públicos e comerciais de alto valor, enquanto a população e as residências de
baixa renda devem contar com o auxílio da defesa civil. É fundamental manter as
medidas preventivas para evitar inundações e implementar outras ações pertinentes
com o intuito de prevenir a ocorrência desse evento desastroso.
A educação ambiental em relação ao descarte adequado de resíduos nas vias
públicas, um dos principais fatores que contribuem para as enchentes, deve ser
promovida de maneira eficaz. Portanto, é recomendável manter o seguro contra
enchentes como uma opção viável para cenários futuros, levando em consideração o
crescimento populacional e o planejamento territorial.
4.6.2.9. Sistemas de alerta e previsão de inundações
O Município de Marechal Cândido Rondon já conta com monitoramento em
tempo real no Arroio Fundo, que proporciona um papel fundamental na avaliação
contínua da condição do sistema de drenagem urbana e seus equipamentos. Essa
prática envolve o estabelecimento de uma rede de coleta de dados pluviométricos e
fluviométricos, que são transmitidos às centrais de processamento e informação em
tempo real.
Estações automáticas pluviométricas e fluviométricas são capazes de transmitir
informações em tempo real por meio de satélites ou através da tecnologia GPRS
(Serviço de Rádio de Pacote Geral). Esses dispositivos viabilizam o desenvolvimento
de procedimentos de previsão hidrometeorológica e a gestão de contingências em
tempo real, proporcionando a supervisão remota dessas operações.
Os dados obtidos por meio desse sistema de monitoramento em tempo real
permitem antecipar os impactos, uma vez que é possível prever situações com base no
conjunto de informações disponíveis. Isso também facilita a intervenção em situações
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de risco emergencial para o controle de inundações e possibilita a ativação de recursos
humanos e materiais para lidar com eventos extremos.
A automação oferecida pelo monitoramento em tempo real possibilita a detecção
imediata de quaisquer defeitos ou falhas no funcionamento dos equipamentos do
sistema de drenagem, permitindo que o operador tome medidas corretivas
prontamente.
O sistema de previsão e alerta de inundação abrange a coleta de dados em
tempo real, a transmissão dessas informações a um centro de análise, a previsão
atualizada com base em modelos matemáticos e a implementação de um plano de
contingência e de defesa civil. Esse plano envolve ações individuais e coletivas com o
objetivo de reduzir as perdas durante as inundações. Um sistema de alerta baseado
em previsão em tempo real engloba os seguintes aspectos:
I. Sistema de coleta e transmissão de informações do tempo e hidrológicas:
sistema de monitoramento por rede telemétrica, satélite ou radar e transmissão
destas informações para o centro de previsão;
II. Centro de Previsão: recepção e processamento de informações, modelo de
previsão, avaliação e alerta;
III. Defesa Civil: programas preventivos: educação, mapa de alerta, locais críticos;
alerta aos sistemas públicos: escolas, hospitais, infraestrutura; alerta a
população de risco, remoção e proteção à população atingida durante a
emergência ou nas enchentes.
Na ocorrência de eventos chuvosos críticos, há três níveis referentes ao sistema
de alerta:
x Nível de acompanhamento: Nível onde existe um acompanhamento por parte da
equipe técnica na evolução da enchente. A partir desse momento, a defesa civil
é alertada sobre a chegada de uma enchente. É iniciada então a previsão de
níveis em tempo real;
x Nível de alerta: A partir deste nível é previsto que um nível futuro crítico será
atingido dentro de um horizonte de tempo da previsão. Tanto a Defesa Civil como
os administradores municipais passam a receber regularmente as previsões
para a cidade e então a população recebe o alerta e as instruções da Defesa
Civil;
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x Nível de emergência: Neste nível ocorrem os prejuízos materiais e humanos.
Essas informações são o nível real e previsto com antecedência, e o intervalo
provável dos erros, obtidos dos modelos. A fase de mitigação consiste em
medidas que devem ser executadas para diminuir o prejuízo da população
quando a enchente ocorre, isolando ruas e áreas de risco, remoção da
população, animais e proteção de locais onde haja interesse público.
A viabilidade da implantação de sistemas de alerta em um município depende
de uma análise abrangente. É essencial considerar os riscos de desastres, a
vulnerabilidade da população, os recursos financeiros disponíveis, a infraestrutura de
comunicação, a capacidade técnica, o monitoramento e previsão, a integração com a
defesa civil, o envolvimento da comunidade e a análise de custo-benefício.
Além disso, a presença de legislação e normas que incentivem a implantação de
sistemas de alerta é relevante. Esta avaliação deve envolver diversas partes
interessadas e ajuda a determinar se a implantação de sistemas de alerta é necessária
e apropriada para o município em questão. A
Figura 229 ilustra um exemplo de estação fluviométrica.
Figura 229 - Exemplo de Estação Fluviométrica Automática.
Fonte: SIGMA SENSORES, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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4.6.2.10. Programa de manutenção e limpeza das estruturas de
microdrenagem
Para assegurar a eficácia e desempenho dos sistemas de microdrenagem, é
essencial manter essas estruturas livres de obstruções, sejam elas causadas pelo
crescimento de vegetação nos canais a céu aberto ou pela acumulação de resíduos
sólidos e partículas do solo transportadas pelo escoamento superficial.
Essa tarefa requer a implementação de um programa de monitoramento
contínuo das condições dessas estruturas e a mobilização de uma equipe de
funcionários responsáveis pela limpeza de bueiros e pelo desempenho de atividades
de capina, além de outros profissionais encarregados da manutenção geral.
Sempre que uma não conformidade na malha de microdrenagem for identificada,
deve-se realizar um estudo de seu impacto na rede total e classificar a manutenção
como urgente ou não-urgente.
Essa classificação indicará se a manutenção deve ser feita a curto, médio ou
longo prazo, dependendo da época do ano de sua ocorrência. Durante os períodos
chuvosos, é altamente recomendável que quaisquer reparos sejam realizados no
menor prazo possível, enquanto nos períodos de estiagem, a manutenção pode ser
agendada com prazos mais flexíveis.
4.6.2.11. Programa de fiscalização de despejo irregular de esgoto
Com o objetivo de preservar os canais de micro e macrodrenagem da rede de
Marechal Cândido Rondon, é necessário estabelecer um programa de fiscalização
destinado a identificar o despejo irregular de esgotos domésticos nesses dispositivos.
Além de comprometer a qualidade das águas drenadas, a presença de esgoto
tende a causar assoreamento e a reduzir a capacidade de escoamento dos canais. A
degradação biológica natural dos dejetos também pode resultar em odores
desagradáveis e na proliferação de pragas urbanas.
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4.6.3. Ações de Emergência e Contingência
Regiões que possuem sistemas de drenagem deficientes, com emissários e
dissipadores de energia inadequados, enfrentam desafios como erosão, acúmulo de
sedimentos e inundações, prejudicando a eficácia desse serviço. É crucial implementar
ações de resposta e planejamento para situações incomuns e de contingência.
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Quadro 8 - Ações para emergências e contingências referentes a ocorrência de alagamentos, inundações e enchentes.
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SETOR 4 DRENAGEM E MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS
OBJETIVO 1 ALTERNATIVAS PARA EVITAR ALAGAMENTOS LOCALIZADOS POR INEFICÊNCIA DO SISTEMA
Criar e implantar sistema de correção e manutenção das redes e ramais para resolução dos problemas críticos de
METAS alagamentos.
EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS
OCORRÊNCIA ORIGEM AÇÕES PARA EMERGÊNCIA E CONTINGÊNCIA
Boca de lobo e ramal Comunicar à Defesa Civil e ao Corpo de Bombeiros sobre o alagamento das áreas
assoreado/entupido ou afetadas, acionar o socorro e desobstruir redes e ramais.
subdimensionado da rede
existente. Comunicar o alagamento à Secretaria de Obras, responsável pela limpeza das
áreas afetadas, para desobstrução das redes e ramais.
Alagamentos localizados.
Sensibilizar e mobilizar a comunidade através de iniciativas de educação ambiental
como meio de evitar o lançamento de resíduos nas vias públicas e nos sistemas de
drenagem.
'HILFLrQFLDQR³HQJROLPHQWR´ Promover estudo e verificação do sistema de drenagem existente para identificar e
das bocas de lobo. resolver problemas na rede e ramais de drenagem urbana (entupimento,
estrangulamento, ligações clandestinas, etc.) (Secretaria de Obras).
Deficiência ou inexistência de Promover reestruturação/reforma/adaptação ou construção de emissários e
emissário. dissipadores adequados nos pontos finais do sistema de drenagem urbana
(Secretaria de Obras).
Transbordamento de rios, Identificar a intensidade do fenômeno e comunicar a Defesa Civil e o Corpo de
córregos ou canais de Bombeiros sobre o alagamento das áreas afetadas, acionar o socorro e desobstruir
Inundações e enchentes drenagem, devido à ineficiência redes e ramais. Comunicar o setor de assistência social para que sejam
do sistema de drenagem mobilizadas as equipes necessárias e a formação dos abrigos, quando
urbana. necessários.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Quadro 9 - Ações para emergências e contingências referentes a alternativas para resolução dos problemas com processos erosivos.
SETOR MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
4 DRENAGEM E MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS
OBJETIVO 2 ALTERNATIVAS PARA RESOLUÇÃO DOS PROBLEMAS COM PROCESSOS EROSIVOS PROVENIENTES DA
INEFICIÊNCIA DO SISTEMA DE DRENAGEM URBANA
METAS Criar e implantar sistema de controle e recuperação de processos erosivos.
EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS
OCORRÊNCIA ORIGEM AÇÕES PARA EMERGÊNCIA E CONTINGÊNCIA
Inexistência ou ineficiência de Elaborar e implantar projetos de drenagem urbana, iniciando pelas áreas, bairros e
rede de drenagem urbana. loteamentos mais afetados por processos erosivos (Secretaria Municipal de Obras).
Recuperar e readequar os emissários e dissipadores de energia existentes
Inexistência ou ineficiência de (Secretaria de Obras).
emissário e dissipadores de
Processos erosivos. energia. Recompor APP dos principais cursos hídricos, principalmente dos que recebem água
do sistema de drenagem urbana (Secretaria de Obras).
Inexistência de APP/áreas Ampliar a fiscalização e o monitoramento das áreas de recomposição de APP
desprotegidas. (Secretaria de Obras).
Executar obras de contenção de taludes (Defesa Civil e Secretaria de Obras).
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Quadro 10 - Ações para emergências e contingências referentes a alternativas para resolução dos problemas
MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
SETOR 4 DRENAGEM E MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS
OBJETIVO
3 ALTERNATIVAS PARA RESOLUÇÃO DOS PROBLEMAS de LIMPEZA E MAU CHEIRO PROVENIENTE DOS SISTEMAS DE
DRENAGEM URBANA
METAS Ampliar o sistema de fiscalização, manutenção e limpeza do sistema de drenagem urbana (boca de lobo, ramais, redes).
EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS
OCORRÊNCIA ORIGEM AÇÕES PARA EMERGÊNCIA E CONTINGÊNCIA
Interligação clandestina de esgoto Comunicar à Secretaria de Obras sobre a possibilidade da existência de
nas galerias pluviais. ligações clandestinas de esgoto na rede de drenagem urbana (para sistemas
Resíduos lançados nas bocas de separadores) para posterior detecção do ponto de lançamento, regularização
lobo. da ocorrência e aplicação de penalidades.
Limpeza e mau cheiro dos sistemas Sensibilizar e mobilizar a comunidade através de iniciativas de educação
de drenagem do município ambiental como meio de evitar o lançamento de resíduos nas vias públicas e
Ineficiência da limpeza das bocas de nos sistemas de drenagem (Secretaria de Obras).
lobo.
Ampliar a frequência de limpeza e manutenção das bocas de lobo, ramais e
redes de drenagem urbana (Secretaria de Obras).
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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4.6.4. Objetivos e Metas para o Sistema de Drenagem Urbana e Manejo
das Águas Pluviais
A inadequação no dimensionamento, aliada à ausência de manutenção e
limpeza dos dispositivos, acarreta complicações no sistema de drenagem urbana, uma
questão diretamente vinculada à fase de planejamento desses dispositivos.
A eficácia desses projetos está intrinsecamente ligada aos dados utilizados nos
cálculos, exigindo, portanto, uma atualização precisa desses valores para garantir a
assertividade dos projetos.
Uma estratégia para mitigar grande parte dos problemas na drenagem das águas
pluviais urbanas consiste em implementar o controle das águas na fonte. Isso implica
criar mecanismos que permitam aos terrenos ou loteamentos reter as águas que
precipitam em suas áreas, de modo a evitar um aumento na contribuição a montante.
Com isso, os dispositivos já instalados não seriam sobrecarregados, e a água
retida poderia ser aproveitada para usos não potáveis. Além disso, é essencial investir
na recuperação, revitalização e criação de áreas verdes urbanas, como fundos de
vales, parques e praças, como meio de mitigar os problemas associados à drenagem
urbana.
Para assegurar o eficiente funcionamento do sistema de drenagem, propõe-se a
implementação de uma taxa de drenagem urbana, precedida por estudos minuciosos
e discussões com a comunidade.
x Objetivo 1 ± Mapeamento, Digitalização e Georreferenciamento do
Sistema de Drenagem do Município;
x Objetivo 2 ± Implementar Ações Não Estruturais que Minimizem os
Problemas no Sistema de Drenagem Urbana;
x Objetivo 3 ± Implementar Ações Estruturais que Minimizem os
Problemas no Sistema de Drenagem Urbana;
x Objetivo 4 ± Controle das Águas Pluviais na Fonte (Lotes ou
Loteamentos);
x Objetivo 5 ± Implantação da Taxa de Drenagem.
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SETOR Quadro 11 - Síntese do objetivo 1.
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4 DRENAGEM E MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS
OBJETIVO 1 MAPEAMENTO, DIGITALIZAÇÃO E GEORREFERENCIAMENTO DO SISTEMA DE DRENAGEM DO MUNICÍPIO
FUNDAMENTAÇÃO O Município de Marechal Cândido Rondon não possui projetos ou mapeamento do sistema de drenagem urbana de águas
pluviais. Se faz necessário a criação do mapeamento das áreas, digitalização dos projetos em meios físicos existentes e o
georreferenciamento de todo o sistema de drenagem urbana municipal. E também, observou-se no município que há a
necessidade de melhorar as informações capazes de formular os indicadores necessários para apresentar a evolução e a
qualidade dos serviços prestados.
MÉTODO DE Será o índice de área atendida por sistema de drenagem e com projeto digitalizado e georreferenciado, o qual corresponde ao
ACOMPANHAMENTO percentual da área atendida, pelo sistema e com projeto digitalizado e georreferenciado, em relação à área total atendida pelo
(INDICADOR) sistema de drenagem urbana.
METAS
CURTO PRAZO - 1 A 4 ANOS MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS
1) Aumentar o mapeamento e o cadastramento 2) Alimentação do banco de dados. 3) Alimentação do banco de dados.
para 100% do sistema de drenagem urbana. Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Quadro 12 - Síntese do objetivo 2.
SETOR MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
4 DRENAGEM E MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS
OBJETIVO 2 IMPLEMENTAR AÇÕES NÃO ESTRUTURAIS QUE MINIMIZEM OS PROBLEMAS NO SISTEMA DE DRENAGEM URBANA
FUNDAMENTAÇÃO As medidas não estruturais englobam um conjunto de instrumentos definidos como soluções indiretas, destinadas ao controle
do uso e ocupação do solo ou à diminuição da vulnerabilidade dos ocupantes das áreas de risco como consequência das
inundações. Envolvem aspectos de natureza cultural e participação do público, indispensável para implantação. É baseado
principalmente na conscientização e educação da população.
MÉTODO DE
ACOMPANHAMENTO Identificação da implementação da ação.
(INDICADOR)
METAS
CURTO PRAZO - 1 A 4 ANOS MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS
1) Elaboração de Políticas de Planejamento 5) Aplicação de Políticas de Planejamento Urbano 9) Fiscalização da eficiência da aplicação
Urbano que regulamentem o uso da terra, ordenando a expansão urbana. 6) Aplicação de normas de Políticas de Planejamento Urbano
restringindo a ocupação nas áreas aluviais que ordenando a expansão urbana. 10)
ainda não foram urbanizadas. 2) Normatização que visem a restrição de área impermeabilizada nos
para contenção de enchentes; 3) Programa de novos loteamentos e empreendimentos imobiliários. 7) Fiscalização da eficiência da aplicação de
manutenção e limpeza da microdrenagem. 4) Fiscalizar e manter um cronograma de manutenção e normas que visem a restrição de área
Programa de fiscalização de despejo irregular limpeza da microdrenagem. 8) Fiscalização de despejo
impermeabilizada nos novos loteamentos e
de esgoto. irregular de esgoto. empreendimentos imobiliários.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Quadro 13 - Síntese do objetivo 3.
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SETOR 4 DRENAGEM E MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS
OBJETIV 3 IMPLEMENTAR AÇÕES ESTRUTURAIS QUE MINIMIZEM OS PROBLEMAS NO SISTEMA DE DRENAGEM URBANA
O
O Município de Marechal Cândido Rondon não apresenta problemas graves relacionados com assoreamento ou erosão,
FUNDAMENTAÇÃO contudo ressalta-se sobre a necessidade de uma frequência maior de limpeza e/ou manutenção no sistema de drenagem das
águas pluviais, a fim de garantir o funcionamento adequado do sistema, aumentar a vida útil do equipamento e evitar
problemas em cenários futuros. Torna-se de interesse a realização de estudos de identificação de locais com o sistema de
drenagem deficitário, visando garantir a continuidade do serviço considerando a expansão da malha urbana.
MÉTODO DE
ACOMPANHAMENTO Identificação da implementação da ação.
(INDICADOR)
METAS
CURTO PRAZO - 1 A 4 ANOS MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS
1) Elaboração de projeto para implantação de 4) Promover a correção nos locais que 7) Promover a correção nos locais que apresentam
dispositivos de controle de drenagem. 2) apresentam insuficiências ou deficiências insuficiências ou deficiências nas galerias e que
nas galerias e que causem problemas de
Promover a implementação e a correção nos alagamento, erosão, enxurrada, correnteza causem problemas de alagamento, erosão, enxurrada,
locais que apresentam insuficiências ou de água e empoçamento, eliminando 70% correnteza de água e empoçamento, eliminando 100%
deficiências nas galerias e que causem das deficiências; 5) Obras do projeto para das deficiências; 8) Obras do projeto para implantação
implantação de dispositivos de controle de
problemas de alagamento, erosão, enxurrada, drenagem; 6) Recuperar áreas de APP 50%; de dispositivos de controle de drenagem; 9) Instalar
correnteza de água e empoçamento, equipamentos de convivência
eliminando 40% das deficiências; 3) Recuperar
as áreas de APP 25%.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Quadro 14 - Síntese do objetivo 4.
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4 DRENAGEM E MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS
OBJETIVO 4 CONTROLE DAS ÁGUAS PLUVIAIS NA FONTE (LOTES OU LOTEAMENTOS)
FUNDAMENTAÇÃO Uma forma de amenizar a maioria dos problemas na drenagem das águas pluviais urbanas é realizar o controle das águas
na fonte, ou seja, criar mecanismos para que os lotes ou loteamentos realizem a retenção das águas que precipitam em
MÉTODO DE suas áreas para que a contribuição a jusante não aumente, assim, os dispositivos já construídos não sofreriam sobrecarga
ACOMPANHAMENTO e a água retida poderia ser utilizada para fins não potáveis. Assim, o município deve realizar tal controle nos prédios
públicos, assim como, fiscalizar a execução dos novos projetos de edificações em lotes e loteamentos particulares,
(INDICADOR) conforme consta na legislação proposta pelo Plano.
Será o índice de empreendimentos públicos que realizam controle das águas pluviais na fonte, o qual corresponde ao
número de empreendimentos públicos que realizam o controle das águas pluviais na fonte em relação, ao número total de
empreendimentos públicos.
METAS
CURTO PRAZO - 1 A 4 ANOS MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS
1) Elaborar legislação que regulamente o 2) Fiscalização dos Lotes e Atualização da Planta 3) Fiscalização dos Lotes e Atualização da Planta
controle das águas pluviais na fonte para Genérica de Cadastro e atingir 100% dos prédios Genérica de Cadastro dos prédios públicos e os
prédios públicos e novos empreendimentos públicos e os empreendimentos com dispositivos de empreendimentos com dispositivos de captação
(loteamentos). Deverá também realizar
captação das águas da chuva. das águas da chuva.
campanhas para orientar e estimular o
armazenamento da água da chuva.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Quadro 15 - Síntese do objetivo 5.
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OBJETIVO 5 IMPLANTAÇÃO DA TAXA DE DRENAGEM
A definição adequada da taxa possibilita que esta cumpra algumas funções, o que depende do objetivo a ser alcançado com a
FUNDAMENTAÇÃO receita aferida. Na ausência de informações precisas sobre a demanda dos serviços de drenagem e sem experiências de
medição do consumo individual e a sua cobrança, deve definir-se uma taxa equivalente ao custo médio de produção, priorizando
MÉTODO DE o financiamento do sistema. Como o sistema de drenagem urbana foi concebido para controlar o escoamento pluvial excedente,
ACOMPANHAMENTO decorrente da impermeabilização do solo, parece aceitável que a cobrança pelo serviço incida sobre a área impermeável da
propriedade. Diante das deficiências atuais, sugere-se a regularização da qualidade do serviço, mediante cumprimento das
(INDICADOR) ações anteriores para se iniciar a discussão sobre a cobrança.
Identificação da implementação da ação
METAS
CURTO PRAZO - 1 A 4 ANOS MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS
1) Realizar estudos e elaborar um projeto para a
implementação da taxa de drenagem no
município. 3) Implantar a taxa de drenagem. 4) Fiscalizar
2) Realizar debates com a população para a
definição da taxa de drenagem urbana.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Marechal Cândido Rondon ± PR
5. PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
O plano de educação ambiental no Município de Marechal Cândido Rondon
emerge como uma estratégia abrangente e crucial, enfocando os quatro eixos
fundamentais do saneamento básico: sistema de abastecimento de água, sistema de
esgotamento sanitário, gestão de resíduos sólidos e limpeza pública e sistema de
drenagem urbana.
A conscientização da população sobre esses temas é essencial para promover
a adesão ativa às práticas sustentáveis, alinhadas com os objetivos do Plano de
Saneamento Básico anterior. O entendimento profundo desses eixos permite que a
comunidade compreenda a interconexão entre suas ações individuais e o impacto
coletivo nos recursos naturais e na qualidade de vida local.
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Tabela 159 - Tabela Síntese dos Programas de Educação Ambiental.
CÓDIGO DESCRIÇÃO PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES (R$) POSSÍVEIS MEMORIAL DE
PRAZOS FONTES CÁLCULO
CURTO MÉDIO LONGO RP - FPU - Custo estimado em
FPR PMSB anterior * Correção
1.1 Campanhas de preservação, controle de invasão e R$118.440,00 R$ R$
recuperação da mata ciliar 118.440,00 101.520,00 RP - FPU - IPCA
FPR Custo estimado em
1.2 Orientação à agricultores quanto ao uso de R$ 49.350,00 R$ R$ PMSB anterior * Correção
defensivos agrícolas 49.350,00 42.300,00 RP - FPU -
FPR IPCA
1.3 Manter Programa de Ação educativa de R$ 49.350,00 R$ R$ Custo estimado em
conscientização para realização da ligação de esgoto 49.350,00 42.300,00 RP - FPU PMSB anterior * Correção
1.4 Implementar projeto de educação ambiental com a R$ 50.000,00 R$ R$ IPCA
temática de aplicação de tecnologias sociais do 40.000,00 120.000,00
saneamento rural. 1º ano 20.000 + 10
mil/ano até o 20º ano.
Implementar programa de Educação Ambiental para
a população com o objetivo de melhorar a
1.5 segregação dos RDO apresentados à coleta R$ 50.000,00 R$ R$ RP ± FPU ± 1º ano 20.000 + 10
convencional, envolvendo os resíduos recicláveis 40.000,00 mil/ano até o 20º ano.
120.000,00 FPR
destinados à coleta seletiva e os resíduos orgânicos
para a coleta diferenciada.
Implementar programa de Educação Ambiental para
1.6 a população com o objetivo de reduzir a quantidade R$ 50.000,00 R$ R$ RP ± FPU ± 1º ano 20.000 + 10
de resíduos dispostos irregularmente em vias mil/ano até o 20º ano.
40.000,00 120.000,00 FPR
públicas, terrenos baldios e rios e córregos.
TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES R$ R$ R$ TOTAL DO R$ 1.250.400,00
367.140,00 337.140,00 546.120,00 OBJETIVO
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento
Privado; AA ± Ação Administrativa.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon ± PR
6. PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES PARA O SISTEMA DE
ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Os programas, projetos e ações para atingir tanto a universalização como a
qualidade dos serviços relacionados ao sistema de abastecimento de água de Marechal
Cândido Rondon foram elencados em tabelas sínteses, de acordo com seu setor e
objetivo.
Nestas tabelas, a visualização das propostas pode ser observada tanto sob ótica
macro como micro de análise, fluindo numa sequência lógica da fundamentação dos
projetos e ações.
Sendo assim, abaixo estão definidas as propostas para os sistemas de
abastecimento de água do Município de Marechal Cândido Rondon, em concordância
com os prazos estabelecidos no produto anterior, juntamente com os custos previstos
para cada ação.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon ± PR
6.1. Programa 1 ± Manter a Universalização do Sistema de
Abastecimento de Água do Distrito Sede e Demais Distritos
Para manter a universalização do sistema de abastecimento de água do Distrito
Sede e demais Distritos, além do aumento na capacidade, o programa também
estabelece ações voltadas para a redução das perdas, adotando tecnologias
avançadas de monitoramento e manutenção.
A identificação e reparo eficientes de vazamentos, aliados a práticas de gestão
inteligente, visam otimizar a eficiência operacional do sistema. Essas medidas não
apenas contribuem para a preservação do recurso hídrico, mas também asseguram a
sustentabilidade financeira a longo prazo do sistema de abastecimento.
O monitoramento constante da qualidade da água praticado pelo SAAE, além da
implementação de práticas de tratamento inovadoras e a capacitação contínua dos
profissionais envolvidos, são elementos-chave para a manutenção do sistema de
abastecimento que não apenas atende às necessidades básicas da população, mas
que também promove a saúde e o bem-estar da comunidade.
Ressalta-se que para estes programas, foram levadas em consideração as
propostas vigentes no Plano Municipal de Saneamento Básico realizado no ano de
2016, onde foram elencadas as ações já realizadas, as realizadas parcialmente e as
não realizadas, com intuito de auxiliar a revisão do mesmo.
Os programas, projetos e ações para manter a universalização do sistema de
abastecimento de água do Município de Marechal Cândido Rondon foram elencados
na tabela síntese a seguir, juntamente com os custos previstos.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon ± PR
Tabela 160 - Tabela Síntese do Programa 1.
PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES (R$)
CÓDIGO DESCRIÇÃO PRAZOS POSSÍVEIS MEMORIAL DE
CURTO MÉDIO LONGO FONTES CÁLCULO
1.2.1 Instalação da ETA definitiva de 150 l/s R$ RP - FPU Valor médio de mercado
1.2.2 Recuperação da estrutura física da captação Nascente 6. 10.000.000,00 RP - FPU
1.2.3 RP - FPU Custo estimado em
1.2.4 R$ 7.050,00 RP - FPU PMSB anterior *
1.2.5 RP - FPU Correção IPCA
sistema soft-starter no conjunto moto bomba reserva do R$ 14.100,00
recalque do Sistema rainha. Custo estimado em
R$ 70.500,00 PMSB anterior *
Mobília e mudança para a nova sede (funcionários e R$ Correção IPCA
equipamentos) do laboratório de análise de qualidade da
água. 4.935.000,00 Custo estimado em
PMSB anterior *
Reservatório de apoio de 4.000m³ na região do bairro Boa Correção IPCA
Vista.
Custo estimado em
PMSB anterior *
Correção IPCA
1.2.6 Implantação de mais Distritos de Medição de Controle - DMC R$ RP - FPU Custo estimado em
PMSB anterior *
na rede de distribuição. 1.166.550,00 Correção IPCA
1.2.7 Adutora de Água tratada Arroio Fundo. R$ RP - FPU Custo estimado em
1.2.8 11.796.026,23 RP - FPU Projeto COBRAPE -
1.2.9 RP - FPU 2020 * Correção IPCA
1.2.10 Implantação da Rede de Distribuição de Água. R$ RP - FPU
1.2.11 5.857.372,60 RP - FPU Custo estimado em
1.2.12 RP - FPU Projeto COBRAPE -
Substituição da RDA de ferro no centro da cidade em diversos R$ RP - FPU 2020 * Correção IPCA
Custo estimado em
parâmetros. 1.313.279,94 Projeto COBRAPE -
2020 * Correção IPCA
Implantação do RAP-SEDE e EET. R$
2.192.805,72 Custo estimado em
Projeto COBRAPE -
Válvula Redutora de Pressão (VRP21, VRP22, VRP23, R$ 2020 * Correção IPCA
Custo estimado em
VRP24, VRP25, VRP26, VRP27, VRP28). 198.632,70 Projeto COBRAPE -
2020 * Correção IPCA
Macromedidor (M01, M02, M03). R$
278.913,60 Custo estimado em
Projeto COBRAPE -
1.2.13 Pressurizador de Rede de Água - Booster Maripá. R$ 84.888,01 2020 * Correção IPCA
Custo estimado em
Projeto COBRAPE -
2020 * Correção IPCA
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon ± PR
TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES R$ R$ R$ 0,00 TOTAL DO R$ 37.915.118,81
27.915.118,81 10.000.000,00 OBJETIVO
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento
Privado; AA ± Ação Administrativa.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon ± PR
6.2. Programa 2 ± Manter o Sistema de Abastecimento de Água na Zona
Rural
O programa de manutenção do sistema de abastecimento de água na zona rural
de Marechal Cândido Rondon visa atender às demandas específicas dessa região,
reconhecendo a importância estratégica de garantir o acesso sustentável à água para
as comunidades rurais.
Uma das principais vertentes desse programa concentra-se na manutenção
efetiva dos pontos de captação e reservação, assegurando a eficiência operacional
desses elementos fundamentais para o abastecimento rural. Investimentos em
tecnologias de conservação e práticas de gestão eficientes contribuirão para a
maximização dos recursos hídricos disponíveis.
A manutenção de sistemas de análise e vigilância contínua permitirá a
identificação precoce de potenciais problemas, possibilitando a tomada de medidas
preventivas e corretivas. Dessa forma, não apenas se preserva a saúde da população
rural, mas também se promove a sustentabilidade ambiental, considerando a
interconexão entre o ecossistema local e a qualidade da água consumida.
Ressalta-se que o Município de Marechal Cândido Rondon, através dos serviços
prestados pelo SAAE, se tornou referência nacional no quesito de universalização do
abastecimento de água para as populações rurais, sendo citado inclusive no Caderno
Técnico para Curso de Gestão de Sistemas de Abastecimento de Água em áreas rurais
do Brasil, realizado pela FUNASA ± Fundação Nacional de Saúde, no ano de 2020.
Os programas, projetos e ações para ampliar e aprimorar o sistema de
abastecimento de água na zona rural do Município de Marechal Cândido Rondon foram
elencados na tabela síntese a seguir, juntamente com os custos previstos.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon ± PR
Tabela 161 - Tabela Síntese do Programa 2.
PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES (R$)
CÓDIGO DESCRIÇÃO PRAZOS POSSÍVEIS MEMORIAL DE
CURTO MÉDIO LONGO FONTES CÁLCULO
1.2.1 O Serviço Autônomo de Água e Esgoto - SAAE de R$ R$ R$ RP - FPU 39 reservatórios *
Marechal Cândido Rondon deve continuar a fiscalização 320.804,64 481.206,96 802.011,60 análise
do abastecimento de água através da realização da coleta
e análise da água destinada ao consumo humano por bacteriológica
laboratório especializado. quantificada +
análise física
(Carta de Serviços
SAC, análises em
geral) * 12 meses *
anos dos
respectivos prazos
Sem valores,
1.2.2 Manter a Universalização do Sistema de Abastecimento - - - AA ação
de Água na Zona Rural. administrativa
(AA) contínua
R$ R$ R$ TOTAL
320.804,64 481.206,96 802.011,60
TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES DO R$ 1.604.023,20
OBJETIVO
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento
Privado; AA ± Ação Administrativa.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon ± PR
6.3. Análise Econômica
A tabela síntese a seguir mostra os investimentos necessários para atingir tanto
a universalização como a qualidade dos serviços relacionados ao sistema de
abastecimento de água de Marechal Cândido Rondon, elencados por objetivo e por
prazo de implementação.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon ± PR
SETOR 1 Tabela 162 - Totais dos Valores Estimados.
MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA
PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES - TOTAIS DOS VALORES ESTIMADOS (R$)
OBJETIVOS CURTO MÉDIO LONGO TOTAL GERAL
AMPLIAR E APRIMORAR O SAA NA ZONA URBANA R$ 27.915.118,81 R$ 10.000.000,00 - R$ 37.915.118,81
MONITORAR A QUALIDADE DA ÁGUA UTILIZADA NA R$ 320.804,64 R$ 481.206,96 R$ 802.011,60 R$ 1.604.023,20
ZONA RURAL
TOTAL R$ 28.235.923,45 R$ 10.481.206,96 R$ 802.011,60 R$ 39.519.142,01
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon ± PR
Em relação aos gastos realizados por prazo de execução, observa-se que para
os programas, projetos e ações do sistema de abastecimento de água ± SAA do
Município de Marechal Cândido Rondon, a totalidade das despesas deverão ser
executadas no curto prazo (1 a 4 anos).
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon ± PR
7. PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES PARA O SISTEMA DE
ESGOTAMENTO SANITÁRIO
Os programas, projetos e ações para atingir tanto a universalização como a
qualidade dos serviços relacionados ao sistema de esgotamento sanitário do Município
de Marechal Cândido Rondon foram elencados em tabelas sínteses, de acordo com
seu setor e objetivo.
Nestas tabelas, a visualização das propostas pode ser observada tanto sob ótica
macro como micro de análise, fluindo numa sequência lógica da fundamentação dos
projetos e ações. Sendo assim, abaixo estão definidas as propostas para os sistemas
de esgotamento sanitário do Município de Marechal Cândido Rondon, em concordância
com os prazos estabelecidos no produto anterior, juntamente com os custos previstos
para cada ação.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon ± PR
7.1. Programa 1 ± Ampliar o Sistema de Esgotamento Sanitário do
Distrito Sede
O programa de ampliação do sistema de esgotamento sanitário na zona urbana
do Distrito Sede do Município de Marechal Cândido Rondon emerge como uma
iniciativa estratégica para atender às crescentes demandas da população e aprimorar
a qualidade de vida.
Uma das principais metas desse programa é a integralização da coleta e
tratamento de esgoto. Para alcançar essa meta, o programa propõe a expansão da
rede de coleta, garantindo cobertura completa e contribuindo para a saúde pública e a
preservação ambiental.
A iniciativa não se limita apenas à infraestrutura física, mas também contempla
ações de conscientização e educação para a população urbana. Promover uma
compreensão mais ampla sobre a importância do correto descarte de resíduos e o
funcionamento adequado do sistema de esgotamento sanitário contribuirá para o
envolvimento ativo da comunidade, fomentando uma cultura de responsabilidade
ambiental.
É importante salientar que para o programa de implementação das Estações
Elevatórias de Esgoto (EEE), presentes neste objetivo, foram considerados os
investimentos previstos no projeto COBRAPE - 2020, disponibilizado para elaboração
deste Plano.
Em concordância com as respostas de atendimento às metas em relação ao
PMSB anterior, foi evidenciado que o município já possui 3 estações elevatórias em
funcionamento, sendo elas as estações UNIOESTE, Borboleta e Augusto. Portanto, foi
considerado para este programa apenas os investimentos previstos no projeto
COBRAPE das estações ainda não implementadas.
Ressalta-se que para estes programas, foram levadas em consideração as
propostas vigentes no Plano Municipal de Saneamento Básico realizado no ano de
2016, onde foram elencadas as ações já realizadas, as realizadas parcialmente e as
não realizadas, com intuito de auxiliar a revisão do mesmo.
Os programas, projetos e ações para ampliar o sistema urbano de esgotamento
sanitário de Marechal Cândido Rondon foram elencados na tabela síntese a seguir,
juntamente com os custos previstos.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 163 - Tabela Síntese do Programa 1.
PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES
CÓDIGO DESCRIÇÃO CURTO MÉDIO LONGO POSSÍVEIS MEMORIAL DE
R$ 250.000,00 FONTES CÁLCULO
2.1.1 Estudo para aplicação de tratamento
2.1.2 coletivo de esgoto nos Distritos R$ RP - FPU - FPR Custo estimado para
6.364.417,44 Estudo
Instalação das Estações Elevatórias de
Esgoto Restantes, previstas pelo Custo estimado no Projeto
Projeto COBRAPE. Excluindo as RP - FPU - FPR COBRAPE * Correção
EEE01, EEE06 e EEE09, que já estão
em funcionamento IPCA
2.1.3 Projeto de Reforma no Sistema de R$ 456.085,73 Custo estimado no Projeto
2.1.4 Entrada da ETE - Guavirá (Projeto R$ 959.969,33 RP - FPU - FPR COBRAPE * Correção
2.1.5 COBRAPE) R$ 824.835,06
IPCA
Instalação do Sistema de Aeração das
Lagoas - ETE Guavirá (Projeto RP - FPU - FPR Custo estimado no Projeto
COBRAPE) RP - FPU - FPR COBRAPE * Correção
RP - FPU - FPR IPCA
Elevatória de Recuperação de Nível
Custo estimado no Projeto
2.1.6 Sistema Elétrico e Automação da ETE R$ 541.409,40 COBRAPE * Correção
IPCA
Custo estimado no Projeto
COBRAPE * Correção
IPCA
2.1.7 Realizar mais 11.155 ligações de R$ RP - FPU - FPR 2,51hab/lig / R$98,00/lig
2.1.8 esgoto na área urbana do Distrito Sede 1.093.190,00
2.1.9
Realizar mais 695 ligações de esgoto R$ 68.110,00 RP - FPU - FPR 2,51hab/lig / R$98,00/lig
na área urbana do Distrito Sede
R$ RP - FPU - FPR 2,51hab/lig / R$98,00/lig
Realizar mais 2.434 ligações de esgoto 238.532,00
na área urbana do Distrito Sede Custo estimado no Projeto
COBRAPE * Correção
2.1.10 Instalação de todas as redes coletoras R$ RP - FPU - FPR IPCA
indicadas pelo projeto COBRAPE 95.269.017,03
Custo estimado no Projeto
2.1.11 Instalação de todos os coletores tronco R$ RP - FPU - FPR COBRAPE * Correção
indicados pelo projeto COBRAPE 3.618.445,95 IPCA
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
2.1.12 Instalação do emissário esquerdo R$ 692.784,22 RP - FPU - FPR Custo estimado no Projeto
Guavira R$ 760.894,22 COBRAPE * Correção
IPCA
TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E R$ R$ TOTAL DO
AÇÕES 10.489.906,95 R$ 110.376.796,15
99.125.994,98 OBJETIVO
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento
Privado; AA ± Ação Administrativa.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
7.2. Programa 2 ± Ampliar e Aprimorar os Sistemas Rurais de
Esgotamento Sanitário
O programa de ampliação e aprimoramento dos sistemas rurais de esgotamento
sanitário no município de Marechal Cândido Rondon é uma resposta estratégica para
a adequação dos meios utilizados nessa região, reconhecendo a necessidade de
reformular as infraestruturas existentes para atender de forma eficaz as necessidades
das comunidades rurais.
O programa busca, portanto, criar condições para a sustentabilidade dos
sistemas de esgotamento sanitário, alinhando-se com as práticas mais modernas e
eficientes, em substituição aos métodos ultrapassados.
A importância desse programa estende-se além do atendimento às
necessidades imediatas, abarcando a preservação ambiental na região rural de
Marechal Cândido Rondon. O aprimoramento dos sistemas de esgotamento sanitário
não só contribui para a saúde pública e a qualidade de vida das comunidades rurais,
mas também atua como um mecanismo de proteção aos recursos naturais locais.
Além disso, o programa busca envolver ativamente as comunidades rurais,
promovendo a conscientização sobre a importância do correto descarte de resíduos e
a utilização responsável dos sistemas de esgotamento sanitário.
Ao incentivar práticas sustentáveis e a participação ativa dos moradores, o
programa não apenas atende às demandas atuais, mas estabelece as bases para uma
convivência harmônica entre as comunidades rurais e o meio ambiente, contribuindo
para a preservação a longo prazo dos recursos naturais no município.
Os programas, projetos e ações para ampliar e aprimorar o sistema rural de
esgotamento sanitário de Marechal Cândido Rondon foram elencados na tabela síntese
a seguir, juntamente com os custos previstos.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 164 - Tabela Síntese do Programa 2.
PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES
CÓDIGO DESCRIÇÃO PRAZOS POSSÍVEIS MEMORIAL DE
CURTO MÉDIO LONGO FONTES CÁLCULO
2.2.1 Realizar o levantamento das propriedades com fossas R$ 40.000,00 RP - FPU Custo estimado
inadequadas (Fossas Rudimentares) para o
levantamento
2.2.2 Elaborar programa de conscientização para as R$ FPU - RP Média do custo e
comunidades rurais acerca do tratamento a partir de 141.000,00 execução dos
Fossas Sépticas serviços
Programa de Substituições dos tratamentos inadequados
2.2.3 (Fossas Rudimentares) a partir de parceria com Itaipu - - - AA
Binacional
TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES R$ R$ 0,00 R$ 0,00 TOTAL R$ 181.000,00
181.000,00 DO
OBJETIVO
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento
Privado; AA ± Ação Administrativa.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
7.3. Análise Econômica
A tabela síntese a seguir mostra os investimentos necessários para atingir tanto
a universalização como a qualidade dos serviços relacionados ao sistema de
esgotamento sanitário de Marechal Cândido Rondon, elencados por objetivo e por
prazo de implementação.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon ± PR
Tabela 165 - Totais dos valores estimados.
MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
SETOR 2 SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO
OBJETIVOS CURTO PRAZOS LONGO TOTAL GERAL
MÉDIO
AMPLIAR E APRIMORAR O SISTEMA URBANO DE R$ 10.489.906,95 R$ 760.894,22 R$ R$ 110.376.796,15
ESGOTAMENTO SANITÁRIO 99.125.994,98
AMPLIAR E APRIMORAR OS SISTEMAS RURAIS DE R$ 181.000,00 - - R$ 181.000,00
ESGOTAMENTO SANITÁRIO
TOTAL GERAL R$ 10.670.906,95 R$ 760.894,22 R$ R$ 110.557.796,15
99.125.994,98
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon ± PR
O gráfico a seguir ilustra as porções a serem investidas nos sistemas de
esgotamento sanitário do Município de Marechal Cândido Rondon por prazo de
execução.
Gráfico 14 - Despesas por prazo de execução.
R$ 10.670.906,95 R$ 760.894,22
R$ 99.125.944,98
CURTO MÉDIO LONGO
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon ± PR
8. PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES PARA O SISTEMA DE LIMPEZA
URBANA E GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS
Os programas, projetos e ações para atingir tanto a universalização como a
qualidade dos serviços relacionados ao sistema de gestão dos resíduos sólidos de
Marechal Cândido Rondon foram elencados em tabelas sínteses, de acordo com seu
setor e objetivo.
Nestas tabelas, a visualização das propostas pode ser observada tanto sob ótica
macro como micro de análise, fluindo numa sequência lógica da fundamentação dos
projetos e ações. Sendo assim, abaixo estão definidas as propostas para os serviços
de limpeza urbana e gerenciamento de resíduos sólidos do Município de Marechal
Cândido Rondon, em concordância com os prazos estabelecidos no produto anterior,
juntamente com os custos previstos para cada ação.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon ± PR
8.1. Programa 1 ± Manutenção da Coleta Convencional
No Município de Marechal Cândido Rondon a coleta convencional de resíduos
domiciliares abrange 100% da população urbana, incluindo os Distritos mais afastados
do Distrito Sede.
De acordo com a etapa de Diagnóstico, o roteiro de coleta dos resíduos baseia-
se em uma subdivisão das áreas, de forma a agrupar os bairros com mesmas
características de geração e densidade populacional no Distrito Sede, e de forma
individual nos demais Distritos.
Não foram evidenciadas deficiências no sistema de coleta convencional no
município, sendo proposto apenas a integralização da população rural de Marechal
Cândido Rondon, através de Pontos de Entregas Voluntárias (PEV) dispostos de forma
estratégica para suprir toda a demanda.
Ressalta-se que esses pontos são exclusivos para resíduos de materiais
recicláveis e rejeitos, de forma que os resíduos orgânicos gerados na zona rural
deverão continuar sendo beneficiados pelos próprios moradores, utilizados em
compostagem ou até na alimentação de animais domésticos.
Também é de grande importância salientar que alguns equipamentos e
maquinários adquiridos pela Prefeitura Municipal se encontram inutilizados por
ausência de operadores técnicos no município, conforme apresentado no Diagnóstico.
Em relação à coleta convencional, o caminhão compactador poderia auxiliar na
execução dos serviços, sendo também recomendado para este Plano, a contratação
de um operador para o mesmo.
Os programas, projetos e ações para manutenção, aprimoramento e
universalização da coleta convencional no Município de Marechal Cândido Rondon
foram elencados na tabela síntese a seguir, juntamente com os custos previstos.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon ± PR
Tabela 166 - Tabela Síntese do Programa 1.
PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES POSSÍVEIS MEMORIAL
PRAZOS FONTES DE
CÓDIGO DESCRIÇÃO CURTO MÉDIO LONGO CÁLCULO
3.1.1 Contratação de motorista operador para caminhão compactador R$ 86.400,00 RP - FPU Salário * anos
3.1.2 Implantação de 39 PEVS para recicláveis e rejeitos nas R$ RP ± FPU ± R$8.000,00 o
comunidades rurais (1 para cada associação rural do município). 312.000,00 FPR valor de um
PEV de 2500
R$
398.400,00 litros.
TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES R$ 0,00 R$ 0,00 TOTAL R$
DO 398.400,00
OBJETIVO
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento
Privado; AA ± Ação Administrativa.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon ± PR
8.2. Programa 2 ± Manter e Ampliar a Coleta Seletiva
No Município de Marechal Cândido Rondon, a coleta seletiva de resíduos é
executada por uma Cooperativa e uma Associação de catadores, abrangendo,
conforme evidenciado no Diagnóstico, a totalidade da população urbana, incluindo os
Distritos.
Ambas as entidades possuem veículos e galpões próprios para a coleta e
armazenamento, porém já foi disponibilizado pela Prefeitura Municipal uma nova
localidade para triagem dos resíduos da ACAN, sendo necessário a mudança da
mesma. Tanto a associação quanto a cooperativa também contam com o Ecoponto
Municipal para o recolhimento dos recicláveis, onde os materiais são voluntariamente
entregues pela população.
Porém, de acordo com visita técnica realizada em 2023, os resíduos dispostos
no Ecoponto são acondicionados ao ar livre, ademais, o mesmo local também é
utilizado pela Prefeitura Municipal para a realização de eventos festivos da cidade, por
se situar no interior do Parque de Exposições, como por exemplo a Oktober Fest de
Marechal Rondon e a Expo Rondon, sendo necessário o manejo anual dos resíduos
durante estes eventos. Desta forma, é proposto para o seguinte programa a aplicação
de um estudo técnico para viabilizar um novo local de Ecoponto no município.
Vale também ressaltar, conforme apresentado no Diagnóstico, que ambas as
organizações tem à disposição uma máquina extrusora de isopor, porém a mesma se
encontra inutilizada devido a carência de operador técnico para este maquinário, sendo
recomendado então, a contratação ou especialização de um profissional.
Os programas, projetos e ações para manutenção da coleta seletiva no
Município de Marechal Cândido Rondon foram elencados na tabela síntese a seguir,
juntamente com os custos previstos.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 167 - Tabela Síntese do Programa 2.
PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES
PRAZOS POSSÍVEIS MEMORIAL
FONTES DE
CÓDIGO DESCRIÇÃO CURTO MÉDIO LONGO
CÁLCULO
3.2.1 Mudança do Galpão da ACAN para nova localidade
disponibilizada pela Prefeitura Municipal.
3.2.2 Contratação de Operador para máquina extrusora. R$ 91.200,00 RP - FPU Salário
Operador *
anos
3.2.3 Estudo para implementação de uma nova localidade para o R$ 50.000,00 RP -FPU - Custo
Ecoponto Municipal. FPR previsto
para o
estudo
TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES R$ 141.200,00 R$ 0,00 R$ 0,00 TOTAL DO R$
OBJETIVO 141.200,00
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento
Privado; AA ± Ação Administrativa.
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Marechal Cândido Rondon - PR
8.3. Programa 3 ± Aprimoramento da Gestão dos Resíduos Orgânicos
No Município de Marechal Cândido Rondon não há o tratamento diferenciado
para os resíduos orgânicos gerados na zona urbana do Distrito Sede e demais Distritos,
sendo os mesmos acondicionados juntamente com outros rejeitos no Aterro Sanitário
Municipal, diminuindo assim sua vida útil. É, portanto, recomendado para este Plano, o
aprimoramento da Gestão dos Resíduos Orgânicos.
Conforme apresentado no Diagnóstico, Marechal Cândido Rondon já possui um
Horto Municipal localizado próximo à sede da COOPERAGIR, sendo de decisão do
Poder Público a criação de uma nova localidade ou a adequação e manutenção do
projeto já existente.
Para este programa, foi indicado a elaboração de um projeto para adequação do
local para tratamento dos resíduos orgânicos, a partir da aplicação de pisos
impermeáveis, cobertura e da transferência do triturador de galhos. Além disso, foi
proposto a escolha de uma região específica do município por parte da Prefeitura
Municipal para o mapeamento dos grandes geradores no local, como escolas,
mercados, hospitais etc.
A partir do mapeamento a Prefeitura Municipal, com apoio da Itaipu Binacional,
poderá aplicar projeto piloto para a coleta diferenciada nessa região, com uso de
bombonas para o armazenamento dos orgânicos.
Ao que se refere aos resíduos orgânicos gerados na zona rural, os mesmos
deverão continuar sendo tratados e utilizados pelos próprios moradores, seja na
compostagem dos mesmos, ou na alimentação de animais domésticos.
Os programas, projetos e ações para implementação da gestão dos resíduos
orgânicos no Município de Marechal Cândido Rondon foram elencados na tabela
síntese a seguir, juntamente com os custos previstos.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 168 - Tabela Síntese do Programa 3.
PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES
CÓDIGO DESCRIÇÃO PRAZOS LONGO POSSÍVEIS MEMORIAL
CURTO MÉDIO FONTES DE
CÁLCULO
3.3.1 Projeto de adequação do CTRO existente, com a aplicação de Piso R$ RP - AA Custo
Impermeável, cobertura e transferência do triturador. A partir de parceria com 200.000,00 estimado
a Itaipu Binacional
para o
projeto
3.3.2 Escolher uma região ou bairro do município com intuito de mapear os grandes
geradores desta localidade.
3.3.3 Aplicação de Projeto Piloto para a Coleta diferenciada das localidades R$ RP - FPU - Contratação
escolhidas 91.200,00 FPR de Motorista
e Operador
de
Caminhão
compactador
3.3.4 Disponibilização de bombonas para o armazenamento dos resíduos
orgânicos por parte da população
R$ R$ TOTAL R$
291.200,00 0,00 291.200,00
TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES R$ 0,00 DO
OBJETIVO
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento
Privado; AA ± Ação Administrativa.
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Marechal Cândido Rondon - PR
8.4. Programa 4 ± Manter os Serviços de Limpeza Pública
Para os serviços de limpeza pública executados no Município de Marechal
Cândido Rondon, não foram evidenciados problemas pertinentes no sistema, se
mostrando então, uma gestão eficiente, com as vias majoritariamente limpas, sem
resíduos dispersos ou dispositivos de armazenamento danificados e vandalizados.
Um fator importante observado, refere-se ao processo de poda de galhos e
geração de resíduos verdes, onde o município tem à disposição um triturador de galhos,
oriundo de parceria com a Itaipu Binacional, porém, conforme mencionado no
Diagnóstico, este maquinário encontra-se inutilizado devido à ausência de operador
técnico qualificado, sendo recomendado a contratação de profissional especializado,
além da inserção de fiscais para supervisionar os serviços de varrição no município.
Os programas, projetos e ações para adequação dos serviços de limpeza pública
no Município de Marechal Cândido Rondon foram elencados na tabela síntese a seguir,
juntamente com os custos previstos.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 169 - Tabela Síntese do Programa 4.
PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES
CÓDIGO DESCRIÇÃO CURTO PRAZOS LONGO POSSÍVEIS MEMORIAL DE
MÉDIO FONTES CÁLCULO
3.4.1 Contratação de Operador para o triturador de galhos R$ 86.400,00 RP Salário
operador * anos
3.4.2 Manter os serviços de Limpeza Pública - - - RP - AA
TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES R$ 86.400,00 R$ 0,00 R$ 0,00 TOTAL R$ 86.400,00
DO
OBJETIVO
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento
Privado; AA ± Ação Administrativa.
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Marechal Cândido Rondon - PR
8.5. Programa 5 ± Gestão dos Resíduos Sólidos da Construção Civil
No Município de Marechal Cândido Rondon, os materiais oriundos de
construções de pequeno porte são armazenados em caçambas particulares e
posteriormente são transportadas para um depósito de RCC, conforme apresentado na
etapa de diagnóstico, sem nenhum tipo de controle da entrada de volume dos resíduos.
Alguns resíduos volumosos como móveis e camas são destinados pela
população ao Ecoponto Municipal. Ao que se refere aos programas a serem
implementados, a busca por uma solução consorciada com outros municípios alinha-
se com as necessidades de Marechal Cândido Rondon, visando a construção de uma
usina de RCC ou a aquisição de uma usina móvel, que beneficiaria todas as partes
consorciadas.
Os programas, projetos e ações para gestão dos resíduos sólidos da construção
civil no Município de Marechal Cândido Rondon foram elencados na tabela síntese a
seguir, juntamente com os custos previstos.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 170 - Tabela Síntese do Programa 5.
PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES POSSÍVEIS MEMORIAL
PRAZOS FONTES DE
CÓDIGO DESCRIÇÃO CURTO MÉDIO LONGO CÁLCULO
R$ 0,00
Custo
Elaborar estudo de viabilidade para implantar um consórcio estimado
intermunicipal, visando a construção de uma usina de RCC em um R$ 250.000,00
3.5.1 dos municípios consorciados ou a adição de uma usina móvel. RP - FPU para Estudo
de
viabilidade
TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES R$ 250.000,00 R$ 0,00 TOTAL R$
DO 250.000,00
OBJETIVO
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento
Privado; AA ± Ação Administrativa.
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Marechal Cândido Rondon - PR
8.6. Programa 6 ± Fomentar a Responsabilidade Compartilhada Sobre a
Gestão dos Resíduos da Logística Reversa
A responsabilidade compartilhada destaca a importância de envolver tanto o
gerador quanto o consumidor no ciclo de vida dos produtos, incentivando a redução,
reutilização e reciclagem de materiais.
A conscientização da população sobre essa responsabilidade contribui para uma
mudança de mentalidade em relação aos resíduos, promovendo práticas mais
sustentáveis e alinhadas com os objetivos do Plano Municipal de Saneamento Básico.
No âmbito da conscientização, o programa propõe ações educativas
direcionadas para destacar a importância da responsabilidade compartilhada na gestão
dos resíduos. Essas ações visam informar a população sobre a correta separação de
resíduos, o descarte adequado e a contribuição ativa para a logística reversa.
Ao criar uma cultura de responsabilidade ambiental, o programa busca não
apenas atender aos requisitos legais, mas também promover uma gestão de resíduos
mais eficaz, minimizando os impactos ambientais e fomentando a economia circular.
Outra ação crucial proposta é a manutenção do programa de enfardamento de
embalagens laminadas realizado pela ACAN. Esse programa envolve a preparação e
destinação adequada de embalagens laminadas ao fabricante, contribuindo para a
redução do volume de resíduos e incentivando a reciclagem desses materiais.
Ao envolver os catadores e promover parcerias com a indústria, Marechal
Cândido Rondon reforça a importância da cooperação entre diferentes setores para a
eficácia da logística reversa, consolidando assim práticas sustentáveis no
gerenciamento dos resíduos urbanos.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 171 - Tabela Síntese do Programa 6.
PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES
CÓDIGO DESCRIÇÃO PRAZOS POSSÍVEIS MEMORIAL DE
CURTO MÉDIO LONGO FONTES CÁLCULO
Programa de Conscientização voltada a população acerca da
3.6.1 responsabilidade compartilhada em relação aos resíduos da logística - AA
reversa.
3.6.2 Manutenção do Programa de Enfardamento de embalagens laminadas - - - AA
realizado pela ACAN, e destinação do material para os fabricantes.
TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES TOTAL R$ 0,00
R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 DO
OBJETIVO
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento
Privado; AA ± Ação Administrativa.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
8.7. Programa 7 ± Manter a Gestão dos RSS
No Município de Marechal Cândido Rondon, os resíduos dos serviços de saúde
são de responsabilidade do próprio gerador, quando este for de caráter privado. Em
relação aos serviços públicos de saúde, a responsabilidade é da Prefeitura Municipal,
sendo o armazenamento, transporte e destinação final do mesmo.
No que tange à destinação final desta tipologia de resíduo, é recomendável que
o município mantenha o contrato vigente com a empresa Servioeste Soluções
Ambientais LTDA para a coleta e transporte, com destino ao Município de Chapecó/SC,
conforme identificado na etapa de Diagnóstico.
Em relação aos locais de armazenamento de resíduos dos serviços públicos de
saúde, é recomendado para este plano a adequação e qualificação destes pontos,
sendo de decisão da Prefeitura Municipal em continuar ou não com os espaços já
existentes.
Os programas, projetos e ações para aprimorar a gestão dos Resíduos dos
Serviços de Saúde ± RSS, no Município de Marechal Cândido Rondon foram elencados
na tabela síntese a seguir, juntamente com os custos previstos.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 172 - Tabela Síntese do Programa 7.
PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES POSSÍVEIS MEMORIAL
PRAZOS FONTES DE
CÓDIGO DESCRIÇÃO CURTO MÉDIO LONGO CÁLCULO
-
3.7.1 Manter a responsabilidade dos serviços privados para os - - AA
próprios geradores.
TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 TOTAL DO R$ 0,00
OBJETIVO
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento
Privado; AA ± Ação Administrativa.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
8.8. Programa 8 ± Destinação Final
A destinação final dos resíduos sólidos urbanos no Município de Marechal
Cândido Randon se dá através do Aterro Sanitário Municipal, inaugurado em 2012 e
com um projeto de vida útil de 20 anos.
Conforme apresentado em etapa de Diagnóstico, houve uma redução do tempo
de vida útil do aterro nos primeiros anos de operação, devido à baixa taxa de reciclagem
no município e deficiências nos processos de compactação dos resíduos, porém a
situação vem se contornando muito em conta da estruturação das associações e
cooperativas de reciclagem.
No que tange a situação atual de destinação dos resíduos, é proposto para este
Plano a busca por soluções consorciadas com outros municípios, seja na implantação
de um novo aterro sanitário, ou na ampliação e manutenção do local já existente, visto
que a previsão de capacidade máxima se encerraria antes do prazo final recorrente
deste trabalho.
Ressalta-se que atualmente, o aterro sanitário do Município de Marechal
Cândido Rondon está sem licença de operação, porém já há esforços da Prefeitura
Municipal para emissão da mesma.
Além da busca por soluções consorciadas, é de responsabilidade do município
a elaboração de um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas ± PRAD, para a área
correspondente ao antigo lixão de Marechal Cândido Rondon, que teve suas atividades
encerradas após atingir sua capacidade máxima estabelecida, no ano de 2012.
Os programas, projetos e ações para a destinação final no Município de
Marechal Cândido Rondon foram elencados na tabela síntese a seguir, juntamente com
os custos previstos.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 173 - Tabela Síntese do Programa 8.
PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES
CÓDIGO DESCRIÇÃO CURTO PRAZOS LONGO POSSÍVEIS MEMORIAL DE
MÉDIO FONTES CÁLCULO
3.8.1 Elaboração de um Plano de Recuperação de Área R$ 350.000,00 RP -FPU - Custo estimado
Degradada (PRAD) para a área do antigo lixão. FPR para elaboração de
um PRAD
Manter a destinação correta dos rejeitos no Aterro
3.8.2 Sanitário Municipal até sua capacidade máxima, - - - AA
buscando soluções consorciadas posteriormente.
Custo estimado para
Emitir licença de operação para o aterro sanitário as adequações
municipal.
3.8.3 R$619.741,33 - - AA necessárias, para que
o aterro sanitário
municipal possa vir a
ser licenciado.
TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES R$ 969.741,33 R$ 0,00 R$ 0,00 TOTAL DO R$ 969.741,33
OBJETIVO
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento
Privado; AA ± Ação Administrativa.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
8.9. Programa 9 ± Sistema Tarifário
O sistema tarifário de Marechal Cândido Rondon, referentes as despesas do
sistema de gestão dos resíduos sólidos, possui uma situação contrária a maioria dos
municípios brasileiros, apresentado um superávit entre os valores gastos e
arrecadados, de aproximadamente R$ 1.282,00 no ano de 2021, de acordo com o
apresentado na análise financeira deste setor.
Em relação as propostas para este Plano, o Município de Marechal Cândido
Rondon apresenta uma boa condução financeira na gestão dos resíduos sólidos,
através da cobrança da Taxa de Serviço Urbano, neste inserido a arrecadação pela
coleta e gestão de lixo, conforme apresentado na etapa de Diagnóstico, sendo
recomendado apenas a manutenção e atualização periódica destes valores ao longo
dos anos.
Os programas, projetos e ações para o sistema tarifário no Município de
Marechal Cândido Rondon foram elencados na tabela síntese a seguir, juntamente com
os custos previstos.
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Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 174 - Tabela Síntese do Programa 9.
PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES
CÓDIGO DESCRIÇÃO PRAZOS POSSÍVEIS MEMORIAL DE CÁLCULO
FONTES
CURTO MÉDIO LONGO
3.9.1 Manter e atualizar periodicamente a - - - AA
taxa de manejo de resíduos sólidos.
TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 TOTAL DO R$ 0,00
AÇÕES OBJETIVO
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento
Privado; AA ± Ação Administrativa.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
8.10. Análise Econômica
A tabela síntese a seguir mostra os investimentos necessários para atingir tanto
a universalização como a qualidade dos serviços relacionados ao sistema de gestão
dos resíduos sólidos de Marechal Cândido Rondon, elencados por objetivo e por prazo
de implementação.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 175 - Totais dos Valores Estimados.
MUNICÍPIO DE MARECHAL - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
SISTEMA DE GESTÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS E LIMPEZA PÚBLICA
PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES - TOTAIS DOS VALORES ESTIMADOS (R$)
OBJETIVOS CURTO PRAZOS LONGO TOTAL GERAL
MÉDIO R$ 398.400,00
R$ 141.200,00
MANUTENÇÃO E UNIVERSALIZAÇÃO DA COLETA R$ 398.400,00 - - R$ 291.200,00
CONVENCIONAL R$ 86.400,00
R$ 250.000,00
MANUTENÇÃO E UNIVERSALIZAÇÃO DA COLETA R$ 141.200,00 - -
SELETIVA R$ 0,00
R$ 0,00
GESTÃO DOS RESIDUOS ORGÂNICOS R$ 291.200,00 - - R$ 969.741,33
R$ 0,00
AMPLIAR E ADEQUAR OS SERVIÇOS DE LIMPEZA R$ 86.400,00 - - R$ 2.136.941,33
PÚBLICA
GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS DA CONSTRUÇÃO R$ 250.000,00 - -
CIVIL
FOMENTAR A RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA
SOBRE A GESTÃO DOS RESÍDUOS DA LOGÍSTICA - - -
REVERSA
APRIMORAR A GESTÃO DOS RSS - - -
DISPOSIÇÃO FINAL R$ 969.741,33 - -
REESTRUTURAR O SISTEMA TARIFÁRIO - - -
R$ 0,00
TOTAL GERAL R$ 2.136.941,33 R$ 0,00
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
O gráfico a seguir ilustra as porções a serem investidas para o Sistema de
Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos Sólidos do Município de Marechal Cândido
Rondon por prazo de execução.
Gráfico 15 - Despesas por prazo de execução.
R$ 842.400,00
R$ 1.813.600,00
R$ 278.400,00
CURTO MÉDIO LONGO
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
9. PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES PARA O SISTEMA DE DRENAGEM
URBANA E MANEJO DAS ÁGUAS PLUVIAIS
No contexto do sistema de drenagem urbana e manejo de águas pluviais em
Marechal Cândido Rondon, a eficácia desse sistema é diretamente proporcional ao
dimensionamento adequado e à correta manutenção dos dispositivos. O
dimensionamento adequado é crucial para garantir que a infraestrutura seja capaz de
lidar eficientemente com as águas pluviais, prevenindo inundações e minimizando os
riscos associados a eventos climáticos extremos.
Um planejamento cuidadoso considerando as características do ambiente
urbano e as projeções de crescimento populacional é essencial para assegurar que o
sistema atenda às demandas presentes e futuras, promovendo, assim, uma gestão
sustentável das águas pluviais.
Além do dimensionamento, a manutenção e limpeza periódica dos dispositivos
de drenagem são aspectos cruciais para o funcionamento eficiente do sistema. A
remoção regular de detritos, sedimentos e materiais acumulados nos canais, bueiros e
sistemas de drenagem evita obstruções que poderiam comprometer a capacidade de
escoamento.
Esta prática não apenas preserva a infraestrutura, prolongando sua vida útil, mas
também reduz os riscos de alagamentos e contribui para a preservação da qualidade
das águas pluviais. Dessa forma, a integração de programas específicos de limpeza e
manutenção no âmbito do manejo de águas pluviais é imperativa para garantir a
funcionalidade contínua e a resiliência do sistema diante das adversidades climáticas.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
9.1. Programa 1 ± Mapeamento, Digitalização e Georreferenciamento do
Sistema de Drenagem do Município
O não mapeamento, digitalização e georreferenciamento voltado ao sistema de
drenagem representa um desafio significativo para o planejamento eficiente do sistema,
especialmente considerando as demandas crescentes e as mudanças climáticas em
curso.
A implementação desse projeto visa preencher essa lacuna, proporcionando
uma visão abrangente e atualizada da infraestrutura de drenagem, possibilitando uma
gestão mais eficaz e proativa diante dos desafios decorrentes das águas pluviais.
A digitalização do sistema de drenagem permite uma análise mais precisa das
áreas de risco e a identificação de pontos críticos que necessitam de intervenção. Além
disso, a disponibilidade de dados georreferenciados possibilita a aplicação de
tecnologias de modelagem hidráulica, facilitando simulações e cenários hipotéticos
para melhor compreensão do comportamento do sistema em diferentes condições
climáticas.
A constante atualização dos dados é um componente crucial para a eficácia
contínua do sistema de drenagem. A dinâmica das cidades está sempre em evolução,
com mudanças no uso do solo, expansão urbana e modificações na infraestrutura.
Manter um sistema de mapeamento e digitalização atualizado garante que as
autoridades locais possuam informações precisas e relevantes para ajustar estratégias,
realizar intervenções pontuais e antecipar desafios emergentes.
Os programas, projetos e ações para o mapeamento, digitalização e
georreferenciamento do sistema de drenagem urbana do município de Marechal
Cândido Rondon foram elencados na tabela síntese a seguir, juntamente com os custos
previstos.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 176 - Tabela Síntese do Programa 1.
PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES
CÓDIGO DESCRIÇÃO CURTO PRAZOS LONGO POSSÍVEIS MEMORIAL DE
4.1.1 MÉDIO R$ 0,00 FONTES CÁLCULO
Atualizar o mapeamento e
cadastramento/banco de dados do sistema RP- FPU-
FPR
de drenagem com o auxílio da ferramenta R$ 144.000,00 R$3.000 mês
Sistema de Informações Georreferenciadas -
SIG.
TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES R$ 144.000,00 R$ 0,00 TOTAL DO R$ 144.000,00
OBJETIVO
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento
Privado; AA ± Ação Administrativa.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
9.2. Programa 2 ± Implementar Ações Não Estruturais que Minimizem os
Problemas no Sistema de Drenagem Urbana
O programa de implementação de ações não estruturais para minimizar
problemas no sistema de drenagem urbana de Marechal Cândido Rondon destaca a
importância de abordagens indiretas que visam controlar o uso e ocupação do solo,
assim como mitigar a vulnerabilidade dos ocupantes em áreas de risco de inundações.
Essas soluções não estruturais reconhecem a interconexão entre o ambiente
urbano e o meio natural, enfatizando que a gestão eficiente da drenagem urbana vai
além da simples construção de infraestrutura física.
Ao integrar práticas de ordenamento territorial e promover a redução da
vulnerabilidade humana, o programa busca abordar as causas fundamentais dos
problemas de drenagem, proporcionando soluções mais sustentáveis a longo prazo. A
conscientização e educação da população desempenham um papel central nesse
programa, pois são fatores-chave para o sucesso das ações não estruturais.
Ao envolver a comunidade em iniciativas de conscientização sobre o correto uso
do solo e os riscos associados às áreas de inundação, o programa visa promover
mudanças comportamentais e uma compreensão mais profunda das interações entre
a urbanização e os sistemas naturais de drenagem.
Os programas, projetos e ações para a implementação de ações não estruturais
referentes ao sistema de drenagem urbana do Município de Marechal Cândido Rondon
foram elencados na tabela síntese a seguir, juntamente com os custos previstos.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Tabela 177 - Tabela Síntese do Programa 2.
PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES
CÓDIGO DESCRIÇÃO PRAZOS POSSÍVEIS MEMORIAL DE
CURTO MÉDIO LONGO FONTES CÁLCULO
4.2.1 Campanha contínua para inibir a ligação R$ 28.200,00 R$ 28.200,00 R$ 84.600,00 RP - FPU Custo estimado
pluvial na rede de esgoto. em PMSB
anterior *
Correção IPCA
4.2.2 Elaboração de Políticas de Planejamento R$ 50.000,00 AA - RP Média do Custo
Urbano, regulamentando o uso das zonas de
inundação, permitindo um desenvolvimento
racional dessas áreas.
4.2.3 Implantação de um Programa de manutenção R$ 40.000,00 R$ 40.000,00 R$ 120.000,00 AA - RP 10.000 ano
4.2.4 e limpeza das estruturas de microdrenagem, R$ 110.400,00 R$ 110.400,00 R$ 331.200,00
garantindo a eficiência e eficácia desses AA - RP 1 Fiscal para
dispositivos. monitoramento
TOTAL DO (R$ 2.300 mês)
Programa de fiscalização de despejo irregular OBJETIVO
de esgoto, com a finalidade de preservar os R$ 943.000,00
canais de micro e macrodrenagem, além da
qualidade dos corpos hídricos.
TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES R$ 228.600,00 R$ 178.600,00 R$ 535.800,00
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento
Privado; AA ± Ação Administrativa.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
9.3. Programa 3 ± Implementar Ações Estruturais que Minimizem os
Problemas no Sistema de Drenagem Urbana
O programa de implementação de ações estruturais para otimizar o sistema de
drenagem urbana de Marechal Cândido Rondon destaca a importância da limpeza e
manutenção nos dispositivos de escoamento pluvial. O acúmulo de detritos, resíduos e
sedimentos nos canais de drenagem pode comprometer significativamente a eficiência
do sistema, resultando em riscos de inundações e prejuízos à infraestrutura urbana.
A realização regular de atividades de limpeza torna-se, portanto, crucial para
assegurar o funcionamento adequado e contínuo do sistema, garantindo a capacidade
de escoamento necessário para lidar com as demandas crescentes da expansão
demográfica do município.
Além da limpeza periódica, o programa enfatiza a importância de identificar os
pontos do sistema de drenagem que apresentam deficiências. A localização precisa
desses pontos deficitários permite uma intervenção direcionada e eficiente, otimizando
os recursos disponíveis e minimizando o impacto nas áreas urbanas.
Os programas, projetos e ações para a implementação de ações estruturais que
minimizem os problemas no sistema de drenagem urbana do Município de Marechal
Cândido Rondon foram elencados na tabela síntese a seguir, juntamente com os custos
previstos.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
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Tabela 178 - Tabela Síntese do Programa 3.
PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES
CÓDIGO DESCRIÇÃO PRAZOS POSSÍVEIS MEMORIAL DE
CURTO MÉDIO LONGO FONTES CÁLCULO
4.3.1 Promover limpeza e remoção de R$ 120.000,00 R$ 120.000,00 R$ 360.000,00 RP R$ 30.000 por ano
detritos acumulados nas
tubulações e canais de drenagem
de águas pluviais que impedem o
fluxo contínuo de águas e
reduzem a área útil da rede.
Manter parceria com Itaipu
4.3.2 Binacional para manutenção das - AA
estradas de acesso para as
comunidades rurais
TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS R$ 120.000,00 R$ 120.000,00 R$ 360.000,00 TOTAL DO R$ 600.000,00
E AÇÕES OBJETIVO
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento
Privado; AA ± Ação Administrativa.
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9.4. Programa 4 ± Implantação da Taxa de Drenagem
O programa de implantação da taxa de drenagem no Município de Marechal
Cândido Rondon é uma medida estratégica para garantir a sustentabilidade financeira
dos serviços de drenagem urbana. Ao estabelecer uma taxa dedicada a esses serviços,
o município busca criar uma fonte consistente de receitas que permita custear os
investimentos necessários, manutenção e melhorias nos sistemas de drenagem.
A definição de uma taxa equivalente ao custo médio de produção, em situações
em que não há informações precisas sobre a demanda ou experiências de medição do
consumo individual, representa uma abordagem pragmática e transparente.
Priorizar o financiamento do sistema por meio de uma taxa média permite uma
arrecadação justa e proporcional às necessidades gerais, garantindo que os recursos
sejam direcionados para onde são mais necessários.
Ademais, a implantação da taxa de drenagem não apenas viabiliza a
manutenção do sistema existente, mas também cria uma base financeira para futuros
investimentos em infraestrutura de drenagem.
Essa previsibilidade financeira é essencial para o planejamento estratégico a
longo prazo, permitindo que o Município de Marechal Cândido Rondon proativamente
aborde desafios emergentes e se adapte às necessidades dinâmicas de um
crescimento demográfico.
Os programas, projetos e ações para a implementação da taxa de drenagem no
Município de Marechal Cândido Rondon foram elencados na tabela síntese a seguir,
juntamente com os custos previstos.
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Tabela 179 - Tabela Síntese do Programa 5.
PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES
CÓDIGO DESCRIÇÃO PRAZOS POSSÍVEIS MEMORIAL DE
FONTES CÁLCULO
CURTO MÉDIO LONGO
RP - AA Média do custo
Contratar empresa para elaborar o projeto e
4.4.1 a realização dos estudos para a R$ 50.000,00 - -
implementação da taxa de drenagem
4.4.2 Implantar a taxa de drenagem. R$ 112.800,00 R$ R$ RP - AA 1 funcionário
112.800,00 338.400,00 administrativo + sistema +
gastos manutenção
TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES R$ 162.800,00 R$ R$ TOTAL DO R$ 614.000,00
112.800,00
338.400,00 OBJETIVO
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento
Privado; AA ± Ação Administrativa.
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9.5. Análise Econômica
A tabela e o gráfico abaixo mostram os investimentos necessários, relativos ao
sistema de drenagem urbana e manejo das águas pluviais no Município de Marechal
Cândido Rondon, elencados por objetivo e por prazo de implementação.
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Tabela 180 - Totais dos valores estimados.
MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
SETOR 4 DRENAGEM URBANA E O MANEJO DAS ÁGUAS PLUVIAIS
PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES - TOTAIS DOS VALORES ESTIMADOS (R$)
OBJETIVOS CURTO PRAZOS LONGO TOTAL GERAL
MÉDIO
MAPEAMENTO, DIGITALIZAÇÃO E R$ R$ R$
GEORREFERENCIAMENTO DO SISTEMA DE DRENAGEM 144.000,00 R$ - 144.000,00
DO MUNICÍPIO -
R$
IMPLEMENTAR AÇÕES ESTRUTURAIS QUE MINIMIZEM R$ R$ R$ 600.000,00
OS PROBLEMAS NO SISTEMA DE DRENAGEM URBANA 120.000,00 120.000,00 360.000,00
R$
IMPLEMENTAR AÇÕES NÃO ESTRUTURAIS QUE R$ R$ R$ 943.000,00
MINIMIZEM OS PROBLEMAS NO SISTEMA DE 228.600,00 178.600,00 535.800,00
DRENAGEM URBANA R$
R$ 614.000,00
CRIAÇÃO DE TAXA DE DRENAGEM R$ R$ 338.400,00
TOTAL GERAL 162.800,00 112.800,00 R$
R$ 2.301.000,00
R$ R$ 1.234.200,00
655.400,00 411.400,00
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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O gráfico a seguir ilustra as porções a serem investidas nos sistemas de
drenagem urbana e manejo das águas pluviais do Município de Marechal Cândido
Rondon por prazo de execução.
Gráfico 16 - Despesas por prazo de execução.
R$655.400,00
R$1.234.200,00
R$411.400,00
CURTO MÉDIO LONGO
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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10. FONTES DE FINANCIAMENTO
Para fixação dos valores estimados para cada ação foram realizadas diversas
consultas junto a fornecedores, prefeituras que estão implementando projetos e
executando obras semelhantes, e, no caso dos produtos, máquinas, veículos,
equipamentos, softwares, etc., em publicações especializadas.
Entretanto, estes valores serão utilizados considerando realidade econômica e
de mercado atual (2023), o que exigirá da administração municipal atualização e
adaptação dos custos conforme detalhamentos em projetos específicos elaborados e
implantados no devido tempo.
A identificação de algumas das possíveis fontes de financiamento por si só não
garante a obtenção dos recursos, devendo vir acompanhada de projetos específicos,
gestão administrativa e política para a concretização de financiamentos.
Algumas das metas e ações, muitas vezes, independem de recursos adicionais,
sendo desenvolvidas com a estrutura física, humana e financeira do Município ou seus
órgãos. Sendo assim, foram traçadas também, algumas ações de caráter institucional
que buscam a mobilização do Poder Público e sociedade em torno de causas
importantes para a promoção universalização dos serviços de saneamento básico com
qualidade e eficiência.
Existem recursos públicos e privados. Os públicos são oriundos de órgãos
governamentais, são os fundos municipais, estaduais, federais e de governos
internacionais.
O acesso a esse tipo de recurso ocorre por meio de concorrências ou editais
públicos, apresentando projetos em épocas específicas para serem avaliados e
potencialmente selecionados, e também por meio do contato direto com os órgãos e as
instâncias responsáveis por cada tipo de recurso.
Em todos esses níveis os financiamentos podem ser classificados como
voluntários, quando fazem parte do orçamento público, ou compulsórios, quando são
recursos captados e destinados obrigatoriamente a determinados fins.
Podemos citar alguns exemplos de negociações possíveis para se realizar como
linhas de crédito: empréstimos oferecidos por agentes financeiros, com juros menores
que os de mercado; Incentivos fiscais: oferecidos à iniciativa privada pelo governo sob
a forma de dedução de impostos, apresentam-se como benefício fiscal; Recursos a
fundo perdido, cuja oferta possui critérios preestabelecidos e são despendidos sem
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necessidade de reembolso à instituição financiadora, alocados nos fundos nacionais,
estaduais e municipais.
Os recursos privados são originários de diversas instituições, como associações,
empresas, fundações e bancos.
Normalmente, estas instituições possuem modelos específicos para
apresentação de projetos e linhas de financiamento bem definidas como diversas
empresas que dispõem de linhas de financiamento para projetos, diversas associações
que fazem doações ou financiamentos para o desenvolvimento de projetos em sua área
de atuação, sendo fortes fontes de parcerias, as fundações que são instituições,
nacionais ou estrangeiras, que têm como propósito executar ou financiar projetos
sociais, ambientais e culturais, alguns bancos, nacionais e internacionais, oferecem
financiamento a fundo perdido para o desenvolvimento de projetos socioambientais e
socioculturais.
Diante das limitações dos recursos por parte dos municípios e considerando que
são altos os investimentos necessários para a implantação do Plano, neste item são
apresentadas algumas fontes de recursos financeiros às quais o município pode
recorrer.
10.1. Recursos Ordinários
Os municípios dispõem de recursos ordinários decorrentes de impostos
descritos a seguir:
x IPTU - Imposto Predial Territorial Urbano;
x ISSQN ± Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza;
x ITBI ± Imposto sobre a Transmissão Onerosa de Bens Imóveis;
x ICMS ± Repasse do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de
Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual
e Intermunicipal e de Comunicação;
x FPM ± Fundo de Participação do Municípios;
x ITR ± Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural.
Esses recursos são empregados para financiar projetos de infraestrutura, que
poderiam incluir obras de melhoria na área de saneamento e gestão de resíduos. No
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entanto, esses recursos são de caráter obrigatório, e os municípios terão acesso a eles
mesmo se não corresponder as condições estabelecidas pela PNRS.
10.2. Recursos Extraordinários
A construção e aprovação deste Plano pelo município, nos termos previstos pela
PNRS, autoriza o acesso a recursos extraordinários da União, ou por ela controlados,
destinados a empreendimentos e serviços relacionados aos resíduos sólidos, ou para
serem beneficiados por incentivos ou financiamentos de entidades federais de crédito
ou fomento para tal finalidade.
Sendo assim, é importante saber os meios que se tem disponíveis para
financiamento da gestão dos resíduos sólidos. Em seguida os subitens apresentam
algumas alternativas de recursos extraordinários existentes.
10.3. Os Programas de Financiamento Reembolsáveis
10.3.1. BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento)
Uma das principais finalidades do BNDES é apoiar o desenvolvimento local por
meio de parcerias estabelecidas com governos estaduais e prefeituras, viabilizando e
implementando os investimentos necessários.
As instâncias de governo podem solicitar financiamentos a projetos de
investimentos, aquisição de equipamentos e exportação de bens e serviços. Esse tipo
de financiamento é reembolsável.
Quando requerido pelo município, é necessário que na lei orçamentária esteja
contida a previsão do pagamento do valor do empréstimo, bem como haja a permissão
para a assunção da dívida em nome do município.
10.3.2. Banco do Brasil (BB)
Seguindo a mesma estratégia do BNDES, o Banco do Brasil proporciona
financiamentos para a aquisição de máquinas, equipamentos novos e insumos. Tais
financiamentos só podem ser requeridos por sociedades empresárias (micro, pequenas
e médias empresas) ou por associações e cooperativas.
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10.3.3. Caixa Econômica Federal (CAIXA)
A Caixa Econômica Federal, firmou juntamente com o governo federal, um
acordo referente a linhas de crédito para financiar a elaboração de planos estaduais e
municipais de resíduos sólidos. Logo irá colaborar com a profissionalização de
cooperativas de catadores.
Portanto, o financiamento pode ser requerido tanto por Estados, Municípios e os
demais atores da PNRS, como é o caso dos catadores e das cooperativas que atuem
com reciclagem.
10.3.4. Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)
O BID propicia o desenvolvimento econômico, social e sustentável na América
Latina e no Caribe mediante suas operações de crédito, liderança em iniciativas
regionais, pesquisa e atividades, institutos e programas que promovem a divulgação de
conhecimento.
O BID auxilia na elaboração de projetos e oferece financiamento, assistência
técnica e conhecimentos para apoiar intervenções de desenvolvimento. Empresta a
governos nacionais, estaduais e municipais, bem como a instituições públicas
autônomas. Organizações da sociedade civil e empresas do setor privado também são
elegíveis para financiamentos do BID.
10.3.5. Banco Mundial (The World Bank)
O The World Bank é considerado o banco superior, pois é a fonte mundial de
assistência para o desenvolvimento, proporcionando cerca de US$30 bilhões anuais
em empréstimos para seus países clientes. Usa os recursos financeiros, o pessoal
altamente treinado e a ampla base de conhecimentos para ajudar cada país em
desenvolvimento numa trilha de crescimento estável, sustentável e equilibrado.
O objetivo principal é ajudar as pessoas mais pobres e os países mais pobres.
O Banco também ajuda os países a atrair e reter investimento privado. Com o apoio,
tanto em empréstimos quanto em assessoria, os governos estão reformando as suas
economias, fortalecendo sistemas bancários e investindo em recursos humanos,
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infraestrutura e proteção do meio ambiente, o que realça a atração e produtividade dos
investimentos privados.
10.3.6. Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)
O PAC é um projeto do governo federal que incentiva o crescimento da economia
brasileira mediante o investimento em obras de infraestrutura.
É uma das prioridades de investimentos em infraestrutura estão eixos como o
saneamento básico (PAC Cidade Melhor), a habitação (PAC Habitação), o transporte
(PAC Transporte), a energia (PAC Energia) e os recursos hídricos (PAC Água e Luz
Para Todos).
Visando no desenvolvimento social e econômico, o Programa de Aceleração do
Crescimento é uma maneira de acessar aos recursos federais, já que o capital utilizado
pode ser de recursos da União (orçamento do governo federal), capitais de
investimentos de empresas estatais e de investimentos privados com estímulos de
investimentos públicos e parcerias.
Sendo assim, cabe ao gestor público analisar as opções para, em parceria, poder
atender à PNRS com base nos recursos disponibilizados pelo governo federal.
10.4. Os Programas de Financiamento Não Reembolsáveis
10.4.1. Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA)
A Lei Federal nº 7.797/1989, criou o Fundo Nacional do Meio Ambiente - FNMA,
que pertence ao Ministério do Meio Ambiente e tem como objetivo disponibilizar
recursos para a capacitação de gestores nas áreas que desenvolvam ações de
temática ambiental como, a água, as florestas, a fauna, e projetos sustentáveis e de
planejamento e gestão territorial, ou qualquer outra área que tenha como objetivo a
proteção da biodiversidade e da natureza.
As propostas podem ser apresentadas de acordo com temas definidos
anualmente pelo Conselho Deliberativo do FNMA. A apresentação dos programas
deverá seguir as orientações publicadas na página eletrônica do FNMA.
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10.4.3. Fundo Brasileiro de Educação Ambiental (FunBEA)
FunBEA é fruto de um processo de diálogo e articulação que reflete a experiência
cotidiana de gestores, educadores, pesquisadores, cientistas e profissionais, diante dos
desafios jurídicos, operacionais, pedagógicos e de inovação social para o fomento da
EA no Brasil.
Surgiu em 2011, com o objetivo de viabilizar e potencializar ações, projetos e
programas de EA que historicamente enfrentam dificuldades em obter e acessar as
formas tradicionais de financiamento. A iniciativa partiu de educadores e gestores
ambientais, oriundos da academia, sociedade civil organizada, setor empresarial e
governo, contando com a presença e apoio do Ministério do Meio Ambiente.
10.4.4. Ministério da Saúde
A FUNASA, órgão executivo do Ministério da Saúde, autoriza que os municípios
que pretendem receber recursos para fomentar a gestão de resíduos sólidos exponham
seus projetos de pesquisa nas áreas de engenharia de saúde pública e saneamento
ambiental.
A finalidade é aprimorar as ações para a saúde pública com a criação de
sistemas que ampliem a coleta, o transporte, o tratamento e a destinação final de
resíduos sólidos para o controle de doenças decorrentes da ineficiência do sistema de
limpeza urbana.
Os projetos podem ser apresentados por municípios que tenham população total
de até 50 mil habitantes e/ou que estejam incluídos no Programa de Aceleração do
Crescimento - PAC, devendo a temática atender ao manual de orientações técnicas
para a Elaboração de Projetos de Resíduos Sólidos, que está disponível no sítio
eletrônico da FUNASA.
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10.4.5. Ministério das Cidades ± Secretaria Nacional de Saneamento
Ambiental
O Ministério das Cidades é um dos atores da PNRS cujo seu objetivo é assegurar
à população o direito de acesso ao sistema de saneamento básico em sua
integralidade.
O mesmo procura por projetos e ações que visem à implantação ou adequação
para o tratamento e a disposição final ambientalmente adequada de resíduos. Podem
fazer uso desses recursos os Estados, o Distrito Federal e os Municípios com
população superior a 50 mil habitantes.
10.4.6. Ministério da Justiça ± Fundo de Direito Difuso (FDD)
A finalidade do Fundo administrado pelo Ministério da Justiça é consertar os
danos causados ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico,
estético, histórico, turístico, paisagístico, por infração à ordem econômica e a outros
interesses difusos e coletivos.
As soluções para obter estes recursos, são provenientes de multas aplicadas
pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica - CADE, das multas aplicadas por
descumprimento a Termos de Ajustamento de Conduta e das condenações judiciais
em ações civis públicas.
Assim esses meios são destinados apenas às entidades que atuam diretamente
na defesa dos direitos difusos, como preservação e recuperação do meio ambiente,
proteção e defesa do consumidor, promoção e defesa da concorrência, entre outros.
Podem ser apoiados projetos que incentivem a gestão dos resíduos sólidos, a
coleta seletiva ou outras formas de programas que incluam os objetivos da própria
PNRS, que são a redução, a reutilização, o reaproveitamento e a reciclagem do lixo.
Com intuito de receber as verbas do FDD é necessário candidatar-se e
apresentar uma carta-consulta, cujo modelo é divulgado no site do Ministério da Justiça.
Conseguem solicitar os recursos do FDD as instituições governamentais da
administração direta e indireta dos governos federal, estadual e municipal e as
organizações não governamentais, desde que brasileiras e que estejam relacionadas
à atuação em projetos de meio ambiente, defesa do consumidor, de valor artístico ou
histórico.
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10.4.7. Fundo Nacional de Compensação Ambiental (FNCA)
Em 2005, para garantir a aplicação adequada dos recursos da compensação
ambiental dos processos de licenciamento federal, o MMA e o Ibama criaram o Fundo
Nacional de Compensação Ambiental ± FNCA, em cooperação com a CAIXA. Os
recursos eram depositados em um fundo de investimento gerido pelo banco, a partir da
adesão do empreendedor, e executado pelo Ibama.
O FNCA evitava a entrada dos recursos no caixa único do Tesouro federal e os
tornava mais disponíveis para a aplicação direta nas unidades de conservação federais.
O FNCA foi criado para investir quantias originárias de compensações ambientais,
pagas por empreendimentos de infraestrutura ou outros igualmente impactantes.
10.4.8. Fundo Vale
Criado em 2009 pela Cia. Vale do Rio Doce, como contribuição da empresa para
a busca de soluções globais de sustentabilidade, o fundo iniciou suas ações pelo Bioma
Amazônia, apoiando iniciativas que unem a conservação dos recursos naturais à
melhoria da qualidade de vida e ao fortalecimento dos territórios amazônicos e suas
comunidades.
Os recursos são oriundos da Vale, mas alguns projetos são desenvolvidos a
partir de parcerias com o poder público e outras organizações. Parceiros institucionais:
Fundação Avina, Forest Trends, Organização das Nações Unidas para a Educação, a
Ciência e a Cultura (Unesco), Articulação Regional Amazônica (ARA) e Iniciativa
Amapá.
As ações desenvolvidas pelo Fundo Vale estão agrupadas em três programas
de trabalho, sendo que os projetos podem abranger mais de um programa em suas
atividades:
Programa Municípios Verdes, que apoia uma agenda de
desenvolvimento sustentável nos municípios, com engajamento dos
atores locais, conciliando gestão ambiental e economia local de base
sustentável;
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Programa Áreas Protegidas e Biodiversidade: visa promover a gestão
integrada das áreas protegidas, em conexão com as estratégias de
desenvolvimento local, regional e nacional, de forma a demonstrar a
sua contribuição para os territórios e garantir a sustentabilidade
destas áreas e de seus povos;
Programa Monitoramento Estratégico: busca potencializar iniciativas
de monitoramento e políticas de intervenção, com base na geração e
uso de informação estratégica para a conservação dos recursos
naturais, a redução da sua degradação e o desenvolvimento
sustentável das populações locais.
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11. ANÁLISE GLOBAL DOS INVESTIMENTOS
A tabela a seguir mostra os valores necessários para a universalização dos
serviços de saneamento básico no Município de Marechal Cândido Rondon, bem como
sua execução e manutenção, para os próximos vinte anos.
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Tabela 181 - Análise Global dos Investimentos.
MARECHAL CÂNDIDO RONDON
EIXO PRAZOS TOTAL GERAL
MÉDIO
CURTO LONGO
Programas de R$ 367.140,00 R$ 337.140,00 R$ 546.120,00 R$ 1.250.400,00
Educação
Ambiental
Sistema de R$ 28.235.923,45 R$ 10.481.206,96 R$ 802.011,60 R$ 39.519.142,01
Abastecimento R$ 10.670.906,95 R$ 760.894,22 R$ 99.125.994,98 R$110.557.796,15
de Água
R$2.136.941,33 R$ 0,00 R$ 0,00 R$2.136.941,33
Sistema de
Esgotamento R$ 655.400,00 R$ 411.400,00 R$ 1.234.200,00 R$ 2.301.000,00
Sanitário
R$ 42.066.311,73 R$ 11.990.641,18 R$101.708.326,58 R$155.765.279,49
Sistema de Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Limpeza
Pública e
Manejo dos
Resíduos
Sólidos
Sistema de
Drenagem
Urbana e
Manejo das
Águas Pluviais
TOTAL
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Marechal Cândido Rondon - PR
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REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
O PRESENTE. CAMPANHA DO LIXO ELETRÔNICO É LANÇADA EM
MARECHAL RONDON. Disponível em: https://www.opresente.com.br/marechal-
candido-rondon/campanha-do-lixo-eletronico-e-lancada-em-marechal-rondon/.
O PRESENTE. Linha Neuhaus e Esquina Bandeirantes recebem
pavimentações com pedras irregulares. Disponível em:
prefeitura-garante-a-destinacao-correta-do-isopor-em-marechal-rondon/.
O PRESENTE. Máquina adquirida pela Prefeitura garante a destinação
correta do isopor em Marechal Rondon. Disponível em:
esquina-bandeirantes-recebem-pavimentacoes-com-pedras-irregulares/.
O PRESENTE. Marechal. Investimento com Itaipu, ATERRO DE MARECHAL
RONDON É COGITADO PARA RECEBR LIXO DE MUNICÍPIOS VIZINHOS.
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CÂNDIDO RONDON ± PR, P19 ± Produto Final SES TOMO 1, Projeto Básico ±
Revisão Final, set. 2020.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
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REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
ANEXOS
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
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Figura 230 - Lista de Presença Reunião Técnica.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
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Figura 231 - Apresentação do Diagnóstico e do Prognóstico.
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Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Figura 232 - Lista de Presença da Audiência Pública do Diagnóstico e do Prognóstico.
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Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Figura 233 - Fotos da Audiência Pública do Diagnóstico e do Prognóstico.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Figura 234 - Apresentação Audiência Pública Final.
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Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Figura 235 - Lista de presença da Audiência Pública Final.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Figura 236 - Fotos Audiência Pública final.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO BÁSICO
ESTUDO DE VIABILIDADE TÉCNICA E ECO-
NÔMICO-FINANCEIRA
Município de Marechal Cândido Rondon - PR
REVISÃO DOPLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
PREFEITURA MUNICIPAL DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PR
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO PMSB
ESTUDO DE VIABILIDADE TÉCNICA E ECONÔMICO-FINANCEIRA RELA-
TÓRIO FINAL
EMPRESA LÍDER ENGENHARIA E GESTÃO DE CIDADES LTDA
MARCIO ANDREI RAUBER
PREFEITO MUNICIPAL
REVISÃO DOPLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
EMPRESA DE PLANEJAMENTO CONTRATADA
EMPRESA LÍDER ENGENHARIA E GESTÃO DE CIDADES LTDA
CNPJ: 23.146.943/0001-22
Avenida Antônio Diederichsen, nº 400 sala 210.
CEP 14.020-250 Ribeirão Preto/SP
REVISÃO DOPLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
EQUIPE TÉCNICA
Robson Ricardo Resende Henrique Moraes Krüger
Engenheiro Sanitarista e Ambiental Engenheiro Sanitarista e Ambiental
CREA/SC 99639-2
CREA/SC 122794-8
Osmani Vicente Jr.
Arquiteto e Urbanista Rafael Remoto Menezes
CAU A23196-7 Engenheiro Ambiental
Juliano Mauricio da Silva Pedro Henrique Vicente
Engenheiro Civil Engenheiro Civil
CREA/PR 117165-D
CREA/SP 5070395829
Carmen Cecília Marques Minardi
Economista Mike Sam James Ferreira
CORECON/SP 36677 Engenheiro Florestal
Daniel Ferreira de Castro Furtado CREA/MG 142136158-2
Engenheiro Sanitarista e Ambiental
CREA/SC 118987-6 Camilla Stephanie Oliveira
Engenheira Civil
Paulo Guilherme Fuchs
Administrador Juliano Yamada Rovigati
CRA/SC 21705 Geólogo
Paula Evaristo dos Reis de Barros CREA/PR 109.137/D
Advogada
OAB/MG 107.935 Carolina Bavia Ferrucio Bandolin
Assistente Social
CRESS/PR 10.952
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
EQUIPE TÉCNICA MUNICIPAL
Rodrigo Emerson Copetti
Diretor Especial Departamento (Gestão de Compras)
Ana Paula Scherer
Agente Administrativo (Seção de Estatística)
Romeu Akio Shinkawa
Engenheiro Civil (Secretaria de Planejamento)
Geane Michele Rosa
Arquiteta (Secretaria de Planejamento)
Marcos José Chaves
Engenheiro Ambiental (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Sus-
tentável)
Léia Inês Kroth Bohnen
Agente Administrativo (Divisão de Planejamento SAAE)
Fabricio Romeiro Salviano
Assessoria Tecnica Operacional SAAE
Mariane Krause
Procuradoria Geral do Município
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
SUMÁRIO
LISTA DE TABELAS............................................................................................... 7
LISTA DE FIGURAS................................................................................................ 8
LISTA DE GRÁFICOS............................................................................................. 9
LISTA DE QUADROS ........................................................................................... 10
APRESENTAÇÃO ................................................................................................. 11
INTRODUÇÃO....................................................................................................... 12
1. METODOLOGIA ................................................................................... 13
2. ESTUDO DE VIABILIDADE TÉCNICA E ECONÔMICO-FINANCEIRA 13
2.1. CONCEITOS E CRITÉRIOS DE ESTUDOS DE VIABILIDADE...14
2.1.1. Despesas e Receitas ....................................................................15
2.1.2. Fluxo de Caixa ..............................................................................15
2.1.3. Demonstrativo do Resultado de Exercício DRE .........................16
2.2. ANÁLISE ATUAL DOS SERVIÇOS DE ÁGUA E ESGOTO DO
MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON..............................................17
2.2.1. Atendimento ao Usuário ................................................................19
2.2.2. Despesas e Receitas ....................................................................22
2.2.3. Investimentos ................................................................................24
2.2.4. Capacidade de Endividamento do Município.................................32
2.2.5. Demonstrativo do Resultado de Exercício .....................................33
2.3. RISCOS E INCERTEZAS DO ESTUDO DE VIABILIDADE .........35
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................. 40
REFERÊNCIAS ..................................................................................................... 42
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 Número de ligações, volume micromedido e faturado. .........................21
Tabela 2 Despesas com Água e Esgoto em 2021 e 2022. ..................................22
Tabela 3 Receitas com Água e Esgoto em 2021 e 2022. ....................................23
Tabela 4 Crédito a Receber em 2021 e 2022......................................................23
Tabela 5 Investimentos realizados pelo Estado em 2021 e 2022. .......................24
Tabela 6 Investimentos realizados pelo Prestador de Serviços em 2021 e 2022.25
Tabela 7 Investimentos realizados pelo Município em 2021 e 2022. ...................25
Tabela 8 Programas, Projetos e Ações do SAA. .................................................27
Tabela 9 Programas, Projetos e Ações do SES. .................................................29
Tabela 10 Soma total dos investimentos futuros para o SAA e SES. ..................31
Tabela 11 Previsão de investimentos ano a ano. ................................................31
Tabela 12 Receita corrente líquida do município.................................................32
Tabela 13 Capacidade de endividamento do município. .....................................33
Tabela 14 Fluxo de caixa. ...................................................................................33
Tabela 15 Probabilidade de ocorrências dos riscos e incertezas. .......................38
Tabela 16 Estratégia e monitoramento dos riscos e incertezas...........................39
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 Exemplo de um diagrama de fluxo de caixa. .........................................16
Figura 2 Relatório de Atendimento ao Usuário de Janeiro a Dezembro de 2022.20
Figura 3 Diagrama do fluxo de caixa. ..................................................................35
Figura 4 Análise FOFA preliminar. ......................................................................37
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
LISTA DE GRÁFICOS
Gráfico 1 Comparativo entre o fluxo de caixa. .........................................................34
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
LISTA DE QUADROS
Quadro 1 Possíveis fontes de financiamento...........................................................41
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
APRESENTAÇÃO
Este documento corresponde à revisão do Plano de Saneamento Básico do Mu-
nicípio de Marechal Cândido Rondon PR, conforme Contrato nº 052/2023.
O Plano Municipal de Saneamento Básico PMSB, abrange o conjunto de ser-
viços de infraestruturas e instalações dos setores de saneamento básico, que, por de-
finição, engloba o abastecimento de água, o esgotamento sanitário, a limpeza urbana
e o manejo de resíduos sólidos e a drenagem e o manejo de águas pluviais urbanas.
O Plano de Saneamento Básico do Município de Marechal Cândido Rondon visa
estabelecer um planejamento das ações de saneamento no município, atendendo aos
princípios da Política Nacional de Saneamento Básico - Lei n° 11.445/2007, alterada
pela Lei nº 14.026/2020, assim como as diretrizes da Política Nacional dos Resíduos
Sólidos - Lei Federal nº 12.305/2010, com vistas à melhoria da salubridade ambiental,
à proteção dos recursos hídricos e à promoção da saúde pública.
Neste sentido, o presente trabalho consiste no Relatório Final do Estudo de Via-
bilidade Técnica e Econômico-Financeira, contendo as análises de avaliação para iden-
tificação da viabilidade atrelada à execução dos projetos previstos nos Programas, Pro-
jetos e Ações, que se fazem objeto desta revisão do Plano Municipal de Saneamento
Básico PMSB de Marechal Cândido Rondon.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
INTRODUÇÃO
A necessidade da melhoria da qualidade de vida aliada às condições, nem sem-
pre satisfatórias, de saúde ambiental e a importância de diversos recursos naturais para
a manutenção da vida, resultam na necessidade de adotar uma política de saneamento
básico adequada, considerando os princípios da universalidade, equidade, desenvolvi-
mento sustentável, entre outros.
A falta de planejamento municipal e a ausência de uma análise integrada conci-
liando aspectos sociais, econômicos e ambientais resultam em ações fragmentadas e
nem sempre eficientes que conduzem para um desenvolvimento desequilibrado e com
desperdício de recursos.
A falta de saneamento ou adoção de soluções ineficientes trazem danos ao meio
ambiente, como a poluição hídrica e a poluição do solo que, por consequência, influen-
cia diretamente na saúde pública. Em contraposição, ações adequadas na área de sa-
neamento reduzem significativamente os gastos com serviços de saúde.
Acompanhando a preocupação das diferentes escalas de governo com questões
relacionadas ao saneamento, a Lei nº 11.445 de 2007 estabeleceu as diretrizes nacio-
nais para o saneamento básico, atualizada pelo Novo Marco Legal do Saneamento, Lei
n° 14.026 de 2020.
Entendendo saneamento básico como o conjunto de serviços, infraestruturas e
instalações operacionais de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza
urbana e manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo de águas pluviais urbanas,
a Lei condiciona a prestação dos serviços públicos destas áreas à existência do Plano
de Saneamento Básico, o qual deve ser revisto a cada dez anos, de acordo com as
diretrizes da Lei n° 14.026/2020.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
1. METODOLOGIA
· Apresentação dos dados e informações sobre os serviços de abastecimento
de água e esgotamento sanitário;
· Cálculo de limite de endividamento do município;
· Organização dos dados sobre fluxo de caixa dos serviços prestados pelos
sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário;
· Identificação dos riscos e incertezas acerca do estudo de viabilidade, seguido
do apontamento da probabilidade de ocorrência e impacto causado, finali-
zando com definição de estratégias de mitigação e gerenciamento, também
com o tipo de monitoramento.
· Compilação dos argumentos apresentados para fidelizar a decisão sobre a
viabilidade ou não dos projetos futuros dos sistemas.
2. ESTUDO DE VIABILIDADE TÉCNICA E ECONÔMICO-FINANCEIRA
Dentro do escopo do Plano Municipal de Saneamento Básico PMSB do Muni-
cípio de Marechal Cândido Rondon, a realização de estudos de viabilidade técnica e
econômico-financeira se revela como um passo fundamental para o direcionamento
adequado das ações voltadas aos Sistemas de Abastecimento de Água SAA e os
Sistemas de Esgotamento Sanitário SES.
Esses estudos se baseiam na análise minuciosa das condições locais, conside-
rando elementos como disponibilidade hídrica, peculiaridades geográficas, demanda
populacional e infraestrutura já existente. Por meio desta avaliação aprofundada, torna-
se possível identificar soluções técnicas e estruturais apropriadas para assegurar o for-
necimento de água potável de qualidade e a gestão eficaz do saneamento.
Paralelamente, a análise de viabilidade econômico-financeira se destaca como
um pilar essencial para garantir a sustentabilidade dos serviços de saneamento. Esta
abordagem compreende a avaliação dos custos envolvidos na implementação, opera-
ção e manutenção dos sistemas, bem como a projeção de receitas e fontes de financi-
amento viáveis.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
Por meio dessa análise, é viável planejar de maneira criteriosa a alocação de
recursos financeiros, levando em conta a capacidade de pagamento da comunidade e
a busca por fontes de investimento que assegurem a sustentabilidade econômica dos
serviços a longo prazo.
Portanto, os estudos de viabilidade econômico-financeira emergem como ferra-
mentas essenciais para embasar as decisões estratégicas e a formulação de um PMSB
consistente. Ao integrar de forma holística esses aspectos, o Plano se estabelece como
um guia direcionador para o desenvolvimento urbano sustentável, almejando o bem-
estar da população e a preservação do meio ambiente.
2.1. CONCEITOS E CRITÉRIOS DE ESTUDOS DE VIABILIDADE
A decisão de realizar determinado investimento, pautada na análise comparativa
da quantidade de recursos entrantes e de saídas que se referem ao custeio do empre-
endimento, configura-se uma análise de viabilização econômica.
Neste sentido, a decisão de investir baseada em um fluxo de caixa positiva, re-
fere-se à uma análise no âmbito financeiro. Portanto, infere-se que uma análise econô-
mica e financeira de um empreendimento abrange todas as quantidades envolvidas,
sejam entradas ou saídas de caixa (ROCHA; SOUZA; DALFIOR, 2016).
Um projeto necessita ser avaliado quanto à sua Viabilidade Econômica e Finan-
ceira VEF desde o seu início, atravessando as etapas de planejamento, monitora-
mento, controle, execução e encerramento. Isso viabiliza a projeção do fluxo de caixa,
delineando os valores de investimentos desde o começo até o término do empreendi-
mento, considerando sempre os contextos econômicos locais e globais (ROCHA;
SOUZA; DALFIOR, 2016).
De acordo com Strieder, Cunico e Walter (2022), a análise financeira de um pro-
jeto ou empresa tem como objetivo principal avaliar os riscos do empreendimento e
estimar sua rentabilidade. Para calcular essa rentabilidade, são usados indicadores que
demonstram, de forma quantitativa e comparativa, os resultados alcançados em um
determinado período.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
2.1.1. Despesas e Receitas
No contexto de um Estudo de Viabilidade Técnica e Econômico-Financeira, as
despesas abrangem os custos associados à implementação e operação de um projeto,
englobando não apenas os investimentos iniciais, mas também os gastos contínuos,
como custos de produção, manutenção, recursos humanos e outros desembolsos ao
longo do desenvolvimento do empreendimento.
Em contrapartida, as receitas são as entradas financeiras previstas, originadas
das vendas de produtos, serviços ou outras fontes de ganho associadas ao projeto em
análise.
Esses estudos minuciosos incluem projeções detalhadas das despesas e recei-
tas ao longo do tempo, levando em consideração variáveis como inflação, taxas de
juros, demanda de mercado e custos operacionais crescentes ou decrescentes. Essa
análise cuidadosa visa não apenas determinar a lucratividade do empreendimento, mas
também avaliar a sua sustentabilidade econômica e financeira, possibilitando a tomada
de decisões embasadas e estratégicas.
2.1.2. Fluxo de Caixa
O fluxo de caixa é um resumo gerencial que registra a movimentação financeira
em um período específico, detalhando entradas e saídas de dinheiro, assim como ana-
lisando conta a receber e a pagar. Sua elaboração visa apoiar decisões empresariais e
financeiras, criando estratégias para uma gestão mais eficaz do caixa (SILVA; NEIVA,
2010).
Essa ferramenta é fundamental para prever a saúde econômica futura de deter-
minada organização ou empreendimento, evitando possíveis problemas de insolvência
e falta de liquidez, proporcionando uma visão precisa e estratégica da situação finan-
ceira da organização (SILVA; NEIVA, 2010).
Além disso, o fluxo de caixa serve como um retrato preciso da saúde financeira
da organização, permitindo projeções e ações para lidar com momentos de escassez
ou excesso de recursos.
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Sendo um relatório dinâmico e atualizado, ele reflete de maneira transparente e
detalhada a situação financeira, oferecendo insights essenciais para a gestão financeira
da organização e possibilitando uma tomada de decisões mais precisa e embasada
(SILVA; NEIVA, 2010).
Também ajuda os gestores a reconhecerem as principais demandas de capital
ao longo do tempo. Em um projeto, é possível identificar, por exemplo, quando haverá
maior necessidade de pagamentos permitindo previsões financeiras e, consequente-
mente, tomadas de decisões estratégicas (ROCHA; SOUZA; DALFIOR, 2016).
Dessa forma, infere-se que o fluxo de caixa pode ser ilustrado por um diagrama
horizontal. As entradas (+) são indicadas por setas que se deslocam para cima a partir
do eixo horizontal do diagrama, enquanto as saídas (-) são representadas por setas
que se movem para baixo do respectivo eixo. Essas setas podem ser numeradas para
identificação das entradas ou saídas (ROCHA; SOUZA; DALFIOR, 2016).
Portanto, a Figura 1 mostra um exemplo com valores com valores ilustrativos de
um diagrama de fluxo de caixa.
Figura 1 Exemplo de um diagrama de fluxo de caixa.
Fonte: ROCHA; SOUZA; DALFIOR, 2016. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
2.1.3. Demonstrativo do Resultado de Exercício DRE
O Demonstrativo do Resultado de Exercício DRE revela a composição do re-
sultado por meio da comparação entre as receitas e os custos e despesas correspon-
dentes (SILVA; ROCHA; PRIEBE, 2021).
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Essa demonstração apresenta de forma concisa e organizada as operações re-
alizadas pela empresa, projeto ou entidade, detalhando as receitas, custos e despesas
do período, culminando no lucro ou prejuízo da operação (SILVA; ROCHA; PRIEBE,
2021).
Por ser um relatório que espelha o fluxo econômico, o DRE é uma ferramenta
crucial para análise e fornecimento de informações essenciais para a tomada de deci-
sões. Todas as receitas e despesas são detalhadas no DRE, categorizadas de acordo
com suas naturezas, possibilitando uma visão clara da situação do projeto (SILVA; RO-
CHA; PRIEBE, 2021).
2.2. ANÁLISE ATUAL DOS SERVIÇOS DE ÁGUA E ESGOTO DO MUNICÍPIO DE
MARECHAL CÂNDIDO RONDON
Conforme evidenciado na etapa do Diagnóstico (Produto 3) deste PMSB, o ser-
viço de fornecimento de água em Marechal Cândido Rondon é gerido pelo Serviço Au-
tônomo de Água e Esgoto (SAAE). Na área central, o sistema é composto por 18 poços
profundos, embora 2 estejam temporariamente inativos, além de 5 captação superficial
de mina e 1 captação em rio. Os Distritos e áreas rurais são supridos por 10 poços
profundos.
Nas linhas rurais, sob responsabilidade das associações, existem atualmente 49
fontes em funcionamento. Alguns desses grupos são servidos por duas fontes, tais
como Arara, Baitaca, Belmonte, Curvado, Guará, Guavirá, Maracanã, Ouro Verde/Flor
de Maio, Piacuê e São José do Guaçu.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
referentes a 2022, a população total atendida no município era de 55.836 habitantes,
abrangendo 100% da população municipal.
Apesar de não ser de expressiva relevância, Marechal Cândido Rondon enfrenta
problemas relacionados à escassez de água, além da paralização do abastecimento
em momentos de manutenção do sistema. Como prova, de acordo com o SAAE, em
agosto de 2021, foi preciso implementar medidas de racionamento devido à escassez
durante esse período.
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Atualmente, esse cenário apresenta melhoras devido, principalmente, ao novo
ponto de captação no Arroio Fundo, que aumentou significativamente a disponibilidade
hídrica na região. Porém, com a crescente escassez hídrica no município, há a neces-
sidade de implementação de uma nova ETA com maior vazão de captação.
O sistema de distribuição de água da Sede Municipal inclui 6 reservatórios sub-
terrâneos, 4 elevados, 9 apoiados, 8 estações elevatórias de água tratada (boosters
juntos). Essas estruturas atendem às 3 regiões de distribuição de água, fornecendo
água potável para 18.405 ligações.
Para o fornecimento de água potável nos 8 Distritos Urbanos (Novo Três Passos,
Novo Horizonte, Bela Vista, Iguipora, Bom Jardim, Porto Mendes, Margarida e São Ro-
que), a cidade possui sistemas independentes de captação, tratamento e distribuição.
A captação é feita por meio de poços profundos com tratamento simplificado. A distri-
buição é realizada de forma contínua, com reservatório de jusante. Esses sistemas
atendem a 1.683 ligações ativas, ressaltando, mais 10 ligações na Linha Hermann (Sis-
tema Rural abastecido pelo SAAE).
As associações rurais possuem sistemas independentes de captação e trata-
mento de água, utilizando poços profundos. Tais sistemas atendem a 1.949 ligações
domiciliares.
Em relação ao Sistema de Esgotamento Sanitário, com base nos dados do Índice
de Atendimento Urbano de Esgoto (ICn05) Sede, o sistema de esgoto sanitário (SES)
existente atende 38% da população urbana, dos quais aproximadamente 86% corres-
pondem à categoria residencial. Conforme esses dados, o município coleta e trata cerca
de 94.860 metros cúbicos por mês.
As demais construções, sejam elas residenciais, comerciais ou industriais, pos-
suem sistemas individuais de tratamento, que podem ser compostos por fossas sépti-
cas ou rudimentares. De acordo com informações do SAAE, não há descargas de es-
goto diretamente nos corpos hídricos da área urbana.
O sistema é composto por redes coletoras, coletores tronco, interceptores e es-
tações elevatórias. A rede coletora existente abrange três bacias, com extensão total
de 175 km, considerando diâmetros de tubulações variando de 50 mm a 400 mm. O
SES conta com 3 sistemas de bombeamento de esgoto: Estação Elevatória de Esgoto
EEE 01 UNIOESTE, EEE 02 Borboleta e EEE 03 Augusto.
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A rede coletora existente, conforme registro do SAAE, está distribuída nas sub-
bacias Guavirá e Bonito. A principal Estação de Tratamento de Esgoto do município, a
ETE Guavirá, localiza-se na sub-bacia homônima e recebe todos os esgotos gerados
na área urbana do Distrito Sede. O transporte do esgoto até a ETE é feito pelo Inter-
ceptor Guavirá.
Conforme informações do SAAE, o plano atual para a implementação de novas
redes coletoras concentra-se principalmente nas sub-bacias que contribuem para a
ETE Guavirá. Esta abordagem é baseada na viabilidade técnica para instalar redes
coletoras por gravidade, a fim de completar a malha de rede, especialmente em áreas
mais densamente povoadas, ou seja, do centro para as extremidades da cidade.
Em 2019, de acordo com dados do SAAE, foi instalada uma estação elevatória
na região central urbana, situada na sub-bacia Borboleta. Esta estação direciona parte
dos esgotos gerados nessa sub-bacia para a ETE Guavirá.
Essa estação elevatória recebe os esgotos de 9.608 metros de rede coletora,
uma parte localizada na região central da área urbana, conhecida como Ramal Borbo-
leta, inserida na área de esgotamento da sub-bacia Borboleta (Bacia Arroio Fundo),
porém com direcionamento para a sub-bacia Guavirá.
Por fim, vale dizer que nos subcapítulos abaixo, as informações e dados compi-
lados possuem relevante importância para este Estudo de Viabilidade Técnica e Eco-
nômico-Financeira, especialmente para tomada de decisões baseadas nas análises
dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário, referentes à viabili-
dade de investimentos futuros.
2.2.1. Atendimento ao Usuário
A seguir, a Figura 2 mostra o relatório de atendimento ao usuário, do Município
de Marechal Cândido Rondon, referente ao ano de 2022. A Tabela 1 mostra o número
de ligações, volume micromedido e faturado. Todos os dados foram disponibilizados
pelo SAAE e a Prefeitura Municipal.
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Figura 2 Relatório de Atendimento ao Usuário de Janeiro a Dezembro de 2022.
LIGAÇÕES E ECONOMIAS JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
ÁGUA 21.573 21.622 21.680 21.728 21.772 21.818 21.871 21.922 21.963 22.010 22.041 22.066
24.280 24.333 24.393 24.432 24.484 24.535 24.581 24.628 24.684 24.731 24.767 24.789
TOTAL LIGAÇÕES 21.851 21.900 21.957 21.998 22.042 22.090 22.129 22.179 22.222 22.267 22.292 22.314
TOTAL ECONOMIAS
RESIDENCIAL 2.250 2.254 2.257 2.256 2.264 2.268 2.275 2.273 2.286 2.288 2.293 2.294
COMERCIAL 122 122 122 122 122 121 121 121 121 121 128 127
INDUSTRIAL 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6
ESPECIAL 51 51 51 50 50 50 50 49 49 49 48 48
RURAL
6.588 6.603 6.632 6.691 6.713 6.738 6.754 6.928 7.129 7.151 7.260 7.262
ESGOTO 7.911 7.930 7.964 8.020 8.046 8.073 8.087 8.272 8.500 8.522 8.652 8.650
6.780 6.798 6.826 6.885 6.907 6.926 6.937 7.112 7.312 7.334 7.452 7.451
TOTAL LIGAÇÕES 1.120 1.121 1.127 1.124 1.128 1.136 1.139 1.148 1.175 1.175 1.186 1.185
TOTAL ECONOMIAS
RESIDENCIAL 11 11 11 11 11 11 11 12 13 13 14 14
COMERCIAL
INDUSTRIAL 36 22 41 32 38 41 33 47 42 39 44 18
ESPECIAL 0 0 2
RURAL 0 0 0 1 1 0 1 1 0 0 0 0
3 7 0
ALTERAÇÕES DE FATURA 2 0 1 0 0 0 1 0 0 0 0 0
VAZAMENTO INTERNO 34 2 9 28 8 3 3 3 1 0 2
VAZAMENTO NA LIGAÇÃO 20.063
MUDANÇA DE ECONOMIA 19.540 1 0 19.580 2 0 2 0 0 0 3 18.371
ERRO DE LEITURA
COBRANÇA INDEVIDA 0 13 25 204 14 21 15 19 25 24 20 1.692
OUTROS MOTIVOS 130
108 19.566 19.608 245 19.622 19.824 19.923 19.914 19.953 20.012 20.017 34
SERVIÇOS EXECUTADOS 13 20 18.145 18.240 18.227 18.267 18.326 18.332 127
7 407 713 593 4
LEITURA TOTAL 77 211 1.679 1.683 1.687 1.686 1.686 1.685 71
LEITURA SEDE 132 79 233 188 164 528 448 335 356 296 115
LEITURA DISTRITO 103 3 12 23 66 65 69 68 81
NOTIFICAÇÃO COM FITA 11 3 20 99 149 38 395 43 127 106 7
NOTIFICAÇÃO SEM FITA 13 51 12 128 39 15 30 7 3 14 0
CORTE COM TUBETE 0 109 91 129 41 234 28 91 77 0
VERIFICAÇÃO PÓS CORTE 4 41 15 3 103 140 55 308 98 111 102 0
CONSTATAÇÃO VIOLAÇÃO LACRE 8 0 184 82 93 76 78 80 127
RELIGAÇÃO POR CORTE 194 2 1 65 12 13 5 16 7 14
VERIFICAÇÃO DE LEITURA 1.509 0 132 0 85 0 2 0 0 1.518
VERIFICAÇÃO DE ECONOMIAS 1.033 0 70 1.801 0 19 1 0 0 774
SERVIÇOS DIVERSOS (recolocar lacre) 191 973 0 0 110 12 37 147
ENTREGA MATERIAL (LEITURISTAS/REFIS/2021) 3 181 2.075 0 0 190 178 143 1.791 4
ENTREGA OFÍCIOS 12 1.689 821 6 192 0 161 2.086 1
ALTERAÇÃO DE TITULARIDADE 11 3 1.713 380 1.687 1.186 1.323 1.666 897 5
EMISSÃO DE SEGUNDA VIA 816 13 181 786 862 783
GERENC. O.S. (ABERTURA, FECHAM., ARQUIV.) 841 1.544
ATENDIMENTO AO USUÁRIO
3 5 7 4 12 13 8 9 10
REQUERIM ENT OS:
2 7 1 4 1 2 2 6 4
INCLUSÃO NA TARIFA SOCIAL
DEVOLUÇÃO PAGAMENTO 7 6 15 11 9 12 14 7 3
PARCELAMENTO FATURAS
Fonte: SAAE Marechal Cândido Rondon, 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Tabela 1 Número de ligações, volume micromedido e faturado.
MESES JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV
Total de Ligações 6.588 6.603 6.632 6.691 6.713 6.738 6.754 6.928 7.129 7.151 7.260
Total de Economias 7.911 7.930 7.964 8.020 8.046 8.073 8.087 8.272 8.500 8.522 8.652
6.780 6.798 6.826 6.885 6.907 6.926 6.937 7.112 7.312 7.334 7.452
Residencial 1.120 1.121 1.127 1.124 1.128 1.136 1.139 1.148 1.175 1.175 1.186
Comercial
Industrial 11 11 11 11 11 11 11 12 13 13 14
Volume Micromedido
76.867 68.994 70.851 66.562 75.530 64.970 68.064 72.916 73.622 70.302 75.102
m³/mês
Volume Faturado m³/mês 83.114 77.410 79.155 76.260 75.530 76.079 77.352 81.332 82.693 80.835 84.392
Comercial m³/mês 9.005 8.489 8.806 8.617 8.482 8.334 8.459 9.096 9.332 8.733 8.984
Industrial m³/mês 122 127 162 122 106 92 103 125 119 110 138
Residencial m³/mês 67.560 60.378 61.883 57.823 56.327 56.544 59.502 63.695 64.171 61.459 65.980
Fonte: Serviço Autônomo de Água e Esgoto - SAAE, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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2.2.2. Despesas e Receitas
As tabelas abaixo mostram as despesas e receitas do Município de Marechal
Cândido Rondon em relação aos serviços de água e esgotamento sanitário, referentes
aos anos de 2021 e 2022, segundo informações do Sistema Nacional de Informações
sobre Saneamento SNIS.
Tabela 2 Despesas com Água e Esgoto em 2021 e 2022.
Descrição Unid. 2021 2022
Despesa com pessoal próprio R$/ano 7.415.839,96 8.631.277,84
Despesa com produtos químicos R$/ano 419.468,12 688.923,90
Despesa com energia elétrica R$/ano 4.228.638,66 4.385.037,62
Despesa com serviços de terceiros R$/ano 1.289.874,76 1.774.616,41
R$/ano 0,00 0,00
Despesa com água importada (bruta ou tra- R$/ano 0,00 0,00
tada) R$/ano
R$/ano 207.550,42 218.276,26
Despesa com esgoto exportado R$/ano 1.795.746,79 2.405.005,27
R$/ano
Despesas fiscais ou tributárias computadas na R$/ano 0,00 0,00
DEX R$/ano
0,00 0,00
Outras despesas de exploração R$/ano
R$/ano 0,00 0,00
Despesas com juros e encargos do serviço da R$/ano
dívida, exceto variações monetária e cambial R$/ano 0,00 0,00
Despesa com variações monetárias e cambiais
das 0,00 0,00
dívidas
Despesas com juros e encargos do serviço da 45.926,00 21.144,00
dívida
Despesas com depreciação, amortização do 0,00 0,00
ativo diferido e provisão para devedores duvi-
dosos 15.357.118,71 18.103.137,30
Despesas fiscais ou tributárias não computa-
das na
DEX
Outras despesas com os serviços
Despesas com amortizações do serviço da dí-
vida
Despesas de Exploração (DEX)
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Despesas totais com os serviços (DTS), R$/ano 15.403.044,71 18.124.281,30
Despesas totais com o serviço da dívida R$/ano 0,00 0,00
Fonte: SNIS, 2021 e 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Tabela 3 Receitas com Água e Esgoto em 2021 e 2022.
Descrição Unid. 2021 2022
Receita operacional direta de água R$/ano 15.781.005,03 16.264.055,83
R$/ano
Receita operacional direita de água exportada R$/ano 0,00 0,00
(bruta ou tratada) R$/ano
R$/ano 3.184.550,60 3.481.507,47
Receita operacional direta de esgoto
0,00 0,00
Receita operacional direta esgoto bruto im-
portado 1.761.385,23 1.921.012,32
Receita operacional indireta
Receita operacional direta total R$/ano 18.965.555,63 19.745.563,30
Receita operacional total (direta + indireta) R$/ano 20.726.940,86 21.666.575,62
Fonte: SNIS, 2021 e 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Como adendo, a Tabela 4 mostra os valores de crédito de contas a receber do
Município de Marechal Cândido Rondon, de acordo com o SNIS para os anos de 2021
e 2022.
Tabela 4 Crédito a Receber em 2021 e 2022.
Descrição Unid. 2021 2022
Crédito de contas a receber R$/ano 797.029,43 362.419,77
Fonte: SNIS, 2021 e 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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2.2.3. Investimentos
O investimento em um projeto refere-se à aplicação de recursos financeiros em
uma iniciativa específica, seja ela um empreendimento, uma iniciativa comercial, um
projeto de infraestrutura ou outra atividade. Esses recursos são direcionados com a
expectativa de obter retornos futuros provenientes do projeto (BODIE; KANE; MAR-
CUS, 2013).
A alocação financeira é realizada com o propósito de viabilizar e impulsionar o
projeto, buscando alcançar lucros, benefícios econômicos ou resultados positivos, de
forma a aumentar o valor ou rentabilidade do empreendimento ao longo do tempo (BO-
DIE; KANE; MARCUS, 2013).
Dessa forma, a Tabela 5 apresenta os dados disponibilizados pelo SNIS, refe-
rentes aos investimentos feitos pelo Estado, a Tabela 6 mostra os investimentos reali-
zados pelo prestador de serviços e a Tabela 7 exibe os investimentos concedidos pelo
próprio município, nos anos de 2021 e 2022.
Tabela 5 Investimentos realizados pelo Estado em 2021 e 2022.
Descrição Unid. 2021 2022
Despesas capitalizáveis realizadas pelo Estado R$/ano 0,00 0,00
Investimento realizado em abastecimento de R$/ano 0,00 0,00
água pelo Estado
Investimento realizado em esgotamento sani- R$/ano 0,00 0,00
tário pelo Estado
Outros investimentos realizados pelo Estado R$/ano 0,00 0,00
Investimento com recursos próprios realizado R$/ano 0,00 0,00
pelo Estado
Investimento com recursos onerosos realizado R$/ano 0,00 0,00
pelo Estado
Investimento com recursos não onerosos reali- R$/ano 0,00 0,00
zado pelo Estado
Investimentos totais realizados pelo estado R$/ano 0,00 0,00
Fonte: SNIS, 2021 e 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Tabela 6 Investimentos realizados pelo Prestador de Serviços em 2021 e 2022.
Descrição Unid. 2021 2022
Despesas capitalizáveis realizadas pelo pres- R$/ano 1.909.818,67 714.387,84
tador de serviços R$/ano 3.507.927,48 1.145.640,86
R$/ano 1.787.921,24
Investimento realizado em abastecimento de R$/ano 72.870,75
água pelo prestador de serviços R$/ano 706.681,39 12.718,60
R$/ano 6.197.298,29 3.660.668,54
Investimento realizado em esgotamento sani- R$/ano
tário pelo prestador de serviços R$/ano 0,00 0,00
0,00 0,00
Outros investimentos realizados pelo presta- 6.197.298,29 3.660.668,54
dor de serviços
Investimento com recursos próprios realizado
pelo prestador de serviços
Investimento com recursos onerosos realizado
pelo prestador de serviços
Investimento com recursos não onerosos reali-
zado pelo prestador de serviços
Investimentos totais realizados pelo presta-
dor de serviços
Fonte: SNIS, 2021 e 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Tabela 7 Investimentos realizados pelo Município em 2021 e 2022.
Descrição Unid. 2021 2022
Despesas capitalizáveis realizadas pelo muni- R$/ano 0,00 0,00
cípio
Investimento realizado em abastecimento de R$/ano 0,00 0,00
água pelo município
Investimento realizado em esgotamento sani- R$/ano 0,00 0,00
tário pelo município
Outros investimentos realizados pelo municí- R$/ano 0,00 0,00
pio
Investimento com recursos próprios realizado R$/ano 0,00 0,00
pelo município
Investimento com recursos onerosos realizado R$/ano 0,00 0,00
pelo município
Investimento com recursos não onerosos reali- R$/ano 0,00 0,00
zado pelo município
Investimentos totais realizados pelo muni- R$/ano 0,00 0,00
cípio
Fonte: SNIS, 2021 e 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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2.2.3.1. Investimentos futuros
Os investimentos futuros para os sistemas de abastecimento de água e esgota-
mento sanitário foram realizados no Produto 5 Programas, Projetos e Ações, também
objeto deste Plano Municipal de Saneamento Básico do Município de Marechal Cândido
Rondon.
A definição dos programas, projetos e ações a serem elaboradas para o referido
trabalho se deram a partir da exclusão das metas e objetivos estabelecidos pelo PMSB
anterior (2016) que foram concluídos e estão atualmente em andamento.
O SAA foi dividido em 3 objetivos, sendo eles a implementação do programa de
educação ambiental, a ampliação e aprimoramento do abastecimento de água na zona
urbana e o monitoramento da qualidade da água dos sistemas individuais na zona rural.
O SES também foi designado com 3 objetivos, a implementação do programa de edu-
cação ambiental, ampliação e aprimoramento do sistema urbano de esgotamento sani-
tário e a ampliação e aprimoramento dos sistemas rurais de esgotamento sanitário.
Portanto, as tabelas abaixo mostram os valores de investimentos para os siste-
mas de abastecimento de água e esgotamento sanitário designados para o município,
com horizonte de planejamento de 20 anos, considerando períodos de curto (1 a 4
anos), médio (5 a 12 anos) e longo (13 a 20 anos) prazo.
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Tabela 8 Programas, Projetos e Ações do SAA.
VALORES PRAZOS
OBJETIVO
CURTO MÉDIO LONGO
-
Instalação da ETA definitiva de 150 l/s - R$ 10.000.000,00 -
-
Recuperação da estrutura física da captação Nascente 6 R$ 7.050,00 - -
-
sistema soft-starter no conjunto moto bomba reserva do recalque do Sistema R$ 14.100,00 - -
rainha -
-
Mobília e mudança para a nova sede (funcionários e equipamentos) do labo- R$ 70.500,00 - -
ratório de análise de qualidade da água
Reservatório de apoio de 4.000m³ na região do bairro Boa Vista R$ 4.935.000,00 -
Implantação de mais Distritos de Medição de Controle - DMC na rede de dis- R$ 1.166.550,00 -
tribuição
Adutora de Água tratada Arroio Fundo R$ 11.796.026,23 -
Implantação da Rede de Distribuição de Água R$ 5.857.372,60 -
Substituição da RDA de ferro no centro da cidade em diversos parâmetros R$ 1.313.279,94 -
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Implantação do RAP-SEDE e EET R$ 2.192.805,72 - -
Válvula Redutora de Pressão (VRP21, VRP22, VRP23, VRP24, VRP25, R$ 198.632,70 - -
VRP26, VRP27, VRP28)
Macromedidor (M01, M02, M03) R$ 278.913,60 - -
Pressurizador de Rede de Água - Booster Maripá R$ 84.888,01 - -
R$ 320.804,64 R$ 481.206,96 R$ 802.011,60
O Serviço Autônomo de Água e Esgoto - SAAE de Marechal Cândido Ron-
don deve continuar a fiscalização do abastecimento de água através da rea- - - -
lização da coleta e análise da água destinada ao consumo humano por labo- R$ 802.011,60
ratório especializado
Manter a Universalização do Sistema de Abastecimento de Água na Zona
Rural
Total R$ 28.235.923,45 R$ 10.481.206,96
TOTAL GERAL DOS INVESTIMENTOS PREVISTOS PARA O SAA
R$ 39.519.142,01
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Tabela 9 Programas, Projetos e Ações do SES.
OBJETIVO VALORES PRAZOS
MÉDIO
CURTO LONGO
R$ 42.300,00
Manter Programa de Ação educativa de conscientização para realização da R$ 49.350,00 R$ 49.350,00 R$ 120.000,00
ligação de esgoto
-
Implementar projeto de educação ambiental com a temática de aplicação de R$ 50.000,00 R$ 40.000,00 -
tecnologias sociais do saneamento rural. -
-
Estudo para aplicação de tratamento coletivo de esgoto nos Distritos R$ 250.000,00 -
Instalação das Estações Elevatórias de Esgoto Restantes, previstas pelo
Projeto COBRAPE. Excluindo as EEE01, EEE06 e EEE09, que já estão em R$ 6.364.417,44 -
funcionamento
Projeto de Reforma no Sistema de Entrada da ETE - Guavirá (Projeto CO- R$ 456.085,73 -
BRAPE)
Instalação do Sistema de Aeração das Lagoas - ETE Guavirá (Projeto CO- R$ 959.969,33 -
BRAPE)
Elevatória de Recuperação de Nível R$ 824.835,06 - -
Sistema Elétrico e Automação da ETE R$ 541.409,40 - -
Realizar mais 11.155 ligações de esgoto na área urbana do Distrito Sede R$ 1.093.190,00 - -
Realizar mais 695 ligações de esgoto na área urbana do Distrito Sede - R$ 68.110,00
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OBJETIVO CURTO VALORES PRAZOS LONGO
Realizar mais 2.434 ligações de esgoto na área urbana do Distrito Sede - MÉDIO R$ 238.532,00
-
Instalação de todas as redes coletoras indicadas pelo projeto COBRAPE - - R$ 95.269.017,03
- - R$ 3.618.445,95
Instalação de todos os coletores tronco indicados pelo projeto COBRAPE - R$ 692.784,22
R$ 40.000,00 - -
Instalação do emissário esquerdo Guavira R$ 141.000,00 - -
Realizar o levantamento das propriedades com fossas inadequadas (Fossas -
- -
Rudimentares) -
Elaborar programa de conscientização para as comunidades rurais acerca
do tratamento a partir de Fossas Sépticas
Programa de Substituições dos tratamentos inadequados (Fossas Rudimen-
tares) a partir de parceria com Itaipu Binacional
Total R$ 10.770.256,96 R$ 850.244,22 R$ 99.288.294,98
TOTAL GERAL DOS INVESTIMENTOS PREVISTOS PARA O SES
R$ 110.908.796,16
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Tabela 10 Soma total dos investimentos futuros para o SAA e SES.
Descrição Valor
TOTAL GERAL DOS INVESTIMENTOS PREVISTOS PARA O SAA R$ 39.519.142,01
TOTAL GERAL DOS INVESTIMENTOS PREVISTOS PARA O SES R$ 110.908.796,16
TOTAL GERAL R$ 150.427.938,17
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Neste sentido, a Tabela 11 apresenta a projeção de investimentos a ser realizada
ano a ano durante o horizonte de projeto de 20 anos previsto para o PMSB. Lembrando
que, os valores e datas a serem apresentados, podem ou não condizer com a realidade
futura, pois depende de diversos fatores externos ao ambiente de projeção.
Tabela 11 Previsão de investimentos ano a ano.
Prazo Ano Valor
Curto
Médio 1 R$ 10.000.000,00
Longo 2 R$ 9.751.545,10
3 R$ 9.751.545,10
4 R$ 9.503.090,21
5 R$ 1.416.431,40
6 R$ 1.416.431,40
7 R$ 1.416.431,40
8 R$ 1.416.431,40
9 R$ 1.416.431,40
10 R$ 1.416.431,40
11 R$ 832.862,80
12 R$ 2.000.000,00
13 R$ 15.000.000,00
14 R$ 12.511.288,32
15 R$ 12.511.288,32
16 R$ 12.511.288,32
17 R$ 12.511.288,32
18 R$ 12.511.288,32
19 R$ 12.511.288,32
20 R$ 10.022.576,65
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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2.2.4. Capacidade de Endividamento do Município
A avaliação da capacidade de endividamento de um município está relacionada
à sua habilidade em contrair empréstimos ou compromissos financeiros para custear
projetos, investimentos e despesas, sem comprometer de maneira insustentável suas
finanças e capacidade de pagamento.
Gerenciar essa capacidade é essencial para evitar o excesso de endividamento,
assegurando a saúde financeira a longo prazo e mantendo a capacidade de investi-
mento em serviços públicos e infraestrutura.
O acúmulo excessivo de dívidas pode resultar em restrições no orçamento, difi-
culdades no pagamento dos compromissos financeiros, redução na capacidade de in-
vestimento e até mesmo a necessidade de adotar medidas extremas para equilibrar as
contas, impactando negativamente a qualidade de vida dos residentes (MINISTÉRIO
DA FAZENDA, 2023).
A Resolução 40/2001 do Senado Federal estipula parâmetros para o endivida-
mento dos municípios no Brasil, definindo um limite de 120% da Receita Corrente Lí-
quida (RCL) para a contratação de operações de crédito por esses entes municipais.
Essa resolução, como parte integrante das diretrizes da Lei de Responsabilidade Fiscal
(LRF), estabelece os critérios e limites para o endividamento de entidades federativas,
abrangendo estados, municípios e a União (SENADO FEDERAL, 2001).
Tabela 12 Receita corrente líquida do município. Valor
Descrição
RECEITA CORRENTE MUNICIPAL R$ 308.101.367,11
DESPESA CORRENTE MUNICIPAL TOTAL R$ 260.840.530,99
RECEITA CORRENTE LÍQUIDA R$ 47.260.836,12
Fonte: IPARDES, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Tabela 13 Capacidade de endividamento do município. Valor
Descrição
RECEITA CORRENTE LÍQUIDA R$ 47.260.836,12
LIMITE DE ENDIVIDAMENTO 120%
LIMITE R$ 56.713.003,34
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
2.2.5. Demonstrativo do Resultado de Exercício
Conforme comentando anteriormente neste trabalho, o Demonstrativo do Resul-
tado de Exercício (DRE) revela a composição do resultado por meio da comparação
entre as receitas e os custos e despesas, podendo apresentar lucro ou prejuízo (SILVA;
ROCHA; PRIEBE, 2021).
Para isso, a Tabela 14 mostra o fluxo de caixa do sistema de abastecimento de
água e de esgotamento sanitário do município, considerando os valores de crédito de
contas a receber como itens de "entrada". Permitindo a análise do demonstrativo refe-
rente aos SAA e SES.
Tabela 14 Fluxo de caixa.
FLUXO DE CAIXA DO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E DE ESGOTAMENTO
SANITÁRIO MARECHAL CÂNDIDO RONDON
ENTRADAS 2021 (R$/ano) 2022 (R$/ano)
Receita total com os SAA e SES 20.726.940,86 21.666.575,62
Crédito de contas a receber 797.029,43 362.419,77
SAÍDAS 2021 (R$/ano) 2022 (R$/ano)
15.403.044,71 18.124.281,30
Despesas totais com os SAA e SES 6.197.298,29 3.660.668,54
Investimentos totais com os SAA e SES
-76.372,71 244.045,55
SALDO DO CAIXA
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Conforme tabela acima, a análise dos valores referentes aos SAA e SES de Ma-
rechal Cândido Rondon, considerando os investimentos realizados durante o período
analisado, mostra que para o ano de 2021, o município apresentou prejuízo de R$
76.372,71. Já para o ano de 2022, houve lucro de R$ 244.045,55.
Apesar do primeiro ano analisado (2021) o município ter apresentado déficit, ao
comparar com o segundo ano (2022), que apresentou superavit, a diferença no valor
total acumulado é de R$ 167.672,84 positivos. Dessa forma, durante o período anali-
sado, os sistemas de SAA e SES de Marechal Cândido Rondon podem ser considera-
dos como lucrativos.
O Gráfico 1 mostra a evolução e comparação entre a receita total, despesa total
e os investimentos totais nos anos de 2021 e 2022, para o SAA e o SES. Já a Figura 3
exibe o diagrama do fluxo de caixa, também considerando o crédito de contas a receber
como valor de "entrada".
Gráfico 1 Comparativo entre o fluxo de caixa.
Comparativo fluxo de caixa
25.000.000,00
20.000.000,00
15.000.000,00
10.000.000,00
5.000.000,00
0,00 Crédito de contas a Despesa total com o SAA Investimentos totais com
Receita total com o SAA
e SES receber e SES o SAA e SES
2021 (R$/ano) 2022 (R$/ano)
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Figura 3 Diagrama do fluxo de caixa.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
2.3. RISCOS E INCERTEZAS DO ESTUDO DE VIABILIDADE
Assumir riscos significa, fundamentalmente, sair do território conhecido em dire-
ção ao desconhecido, abandonando aquilo que é familiar para explorar novas oportu-
nidades. Essa mudança implica deixar para trás a segurança do conhecido em busca
de algo distinto (VITTO et al., 2020).
A essência do risco reside na impossibilidade de prever com precisão o que está
por vir, revelando um grau de incerteza que pode resultar em consequências potenciais
para ações realizadas no presente. Em resumo, o risco reflete a medida da incerteza
em relação aos resultados futuros, englobando desde desfechos indesejados até a ex-
posição a possíveis perdas financeiras (VITTO et al., 2020).
Qualquer tipo de planejamento ou projeto, por mais bem elaborado que seja,
enfrenta a inevitabilidade da incerteza, uma vez que essa é uma característica intrín-
seca a todas as atividades futuras.
Custos e efeitos sobre o fluxo de caixa podem não ser inteiramente conhecidos
ou podem sofrer alterações rapidamente, devendo haver sempre um espaço para rea-
lização de análises e estratégias de gerenciamento de riscos (VITTO et al., 2020).
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A compreensão e o gerenciamento adequados de riscos e incertezas são essen-
ciais para embasar decisões informadas e garantir o sucesso de projetos em ambientes
voláteis e complexos. Ambos os elementos podem impactar a análise da viabilidade
econômica, influenciando projeções financeiras e o retorno do investimento (TAVARES,
2023).
Para lidar com essas questões, devem ser realizadas análises de sensibilidade
e cenários, considerando diferentes situações de risco e incerteza para avaliar a resili-
ência do projeto diante de adversidades. Ao realizar esse estudo, é crucial reconhecer
e enfrentar os riscos e incertezas associados ao processo (TAVARES, 2023).
Dentre as formas de lidar com os riscos e incertezas em um estudo de viabilidade
econômica, Tavares (2023) sugere que sejam seguidos alguns passos. Dentre eles,
para este estudo, considera-se de maior relevância os seguintes:
· Identificar todos os riscos e incertezas relevantes que podem afetar o projeto,
realizando uma análise do ambiente interno e externo;
· Avaliar a probabilidade de ocorrência e impacto de cada risco identificado, por
meio de análises qualitativas (como a análise FOFA);
· Desenvolver estratégias para mitigar os riscos identificados e gerenciar as in-
certezas;
· Manter um processo contínuo de monitoramento e revisão dos riscos e incer-
tezas ao longo do ciclo de vida do projeto, ajudando as estratégias de mitiga-
ção conforme necessário.
Desse modo, para analisar os riscos e incertezas para ampliação da rede de
esgotamento sanitário e implementação de estação de tratamento de água (ETA), as-
sim como demais propostas do PPA, inicialmente serão identificados os principais ris-
cos e incertezas envolvendo os SAA e SES do município. Para isso, será elaborado a
seguir a análise FOFA destes sistemas.
A matriz FOFA se trata de uma ferramenta gerencial que busca examinar o
ambiente interno e externo de determinada organização, com objetivo de melhorar e
otimizar seu desempenho. A sigla "FOFA" deriva das palavras: Forças, Oportunidades,
Fraquezas e Ameaças.
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As forças são os pontos positivos da organização, que podem ser controlados
pela mesma e não dependem de fatores externos, ou seja, se referem a fatores inter-
nos. As fraquezas são os pontos fracos da organização, não devendo serem negligen-
ciados na hora do planejamento estratégico.
As oportunidades constituem-se como forças externas que podem influenciar
determinada organização de maneira positiva, porém não podem ser controladas pela
mesma. As ameaças também são caracterizadas como forças externas que podem
afetar a organização, porém de maneira negativa, acarretando a necessidade de pre-
paro para lidar com as adversidades.
A análise das forças, oportunidades, fraquezas e ameaças possibilita que deci-
sões importantes sejam tomadas com maior propriedade, baseadas em informações e
dados mais seguros e confiáveis (EUAX CONSULTING, 2023). Portanto, a Figura 4
apresenta a análise FOFA inicial para os SAA e SEE de Marechal Cândido Rondon, a
fim de identificar os principais riscos e incertezas ligados à viabilidade dos projetos.
Figura 4 Análise FOFA preliminar.
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Conforme comentado acima, a análise preliminar por meio da matriz FOFA per-
mite um olhar geral para as condições de determinada organização, podendo auxiliar
na tomada de decisões. Sendo assim, dentre os 4 tópicos exaltados pela mesma, este
trabalho irá considerar as Ameaças como os riscos e incertezas.
Como próximo passo, a Tabela 15 mostra a probabilidade de ocorrência dos
riscos e incertezas identificados, assim como o impacto dos mesmos.
Tabela 15 Probabilidade de ocorrências dos riscos e incertezas.
Riscos e incertezas Probabilidade Impacto
Ano eleitoral de 2024 Média Moderado
Média Moderado
Possibilidade de troca de gestão das esferas
públicas
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Considerando o apresentado pela tabela acima, o fato do ano de 2024 ser um
ano eleitoral pode ser considerado um risco para o início e andamento dos projetos
programados para o município, pois os órgãos públicos disponibilização grande parcela
de atenção e esforço para outros assuntos de relevância política.
A possibilidade de troca de gestão pública também se configura como risco e
incerteza, pois é difícil prever se as gestões atuais irão se manter ou não. Um dos pro-
blemas interligados a isso é o momento do acontecimento do fato, pois pode prejudicar
o início dos projetos, assim como causar a paralização dos mesmos, caso ocorra du-
rante a realização de trâmites administrativos.
Como últimos processos, a Tabela 16 traz as estratégias para mitigar os riscos
e gerenciar as incertezas, assim como a forma de monitoramento dos mesmos ao longo
do processo de execução dos projetos.
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Tabela 16 Estratégia e monitoramento dos riscos e incertezas.
Riscos e incertezas Estratégias Monitoramento
Ano eleitoral de 2024
Elaboração de relatórios pe- Definição de prazo para elabo-
riódicos que acompanhe o ração do relatório periódico
andamento dos projetos e
verifica a situação atual do
risco e/ou incerteza
Agilidade e comprometi- Fiscalização periódica do an-
mento com as metas e obje- damento das etapas dos pro-
tivos estabelecidos jetos
Elaboração de relatórios pe- Definição de prazo para elabo-
riódicos que acompanhe o ração do relatório periódico
andamento dos projetos e
Possibilidade de troca de gestão verifica a situação atual do
das esferas públicas
risco e/ou incerteza
Estabelecer boa relação com
possíveis candidatos a assu- -
mirem as funções no futuro
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Infere-se que a identificação, apontamento da probabilidade e impacto e a defi-
nição de estratégias e monitoramento dos riscos e incertezas realizada acima, são ape-
nas análises preliminares.
Portanto, este trabalho indica a necessidade dos responsáveis pela elaboração,
fiscalização e acompanhamento dos projetos, darem continuidade e maior profundi-
dade técnica a essas análises, visando o sucesso dos projetos.
Por fim, é importante ressaltar que nenhum estudo de viabilidade econômica
pode eliminar completamente os riscos e incertezas, porém, uma abordagem cuidadosa
e estruturada pode auxiliar na identificação, compreensão e gestão desses fatores para
embasar decisões informadas sobre a viabilidade de um projeto ou investimento.
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3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente documento se constitui em uma importante ferramenta para análise
da viabilidade técnica proporcionada pelo aumento da qualidade e dimensão dos siste-
mas de abastecimento de água e esgotamento sanitário, mudanças que trarão mais
benefícios e melhor qualidade de vida para a população do município.
Também proporciona a análise da viabilidade econômico-financeira referente à
implementação dos programas, projetos e ações estabelecidos para os SAA e SES de
Marechal Cândido Rondon, que de forma geral, fazem menção à implantação de uma
nova estação de tratamento de água ETA e ampliação da rede de esgotamento sani-
tário.
Nesse contexto, a Prefeitura Municipal e o SAAE são os responsáveis por anali-
sar minuciosamente as informações contidas neste trabalho, considerando a realidade
atual no momento de tomada de decisão, assim como promover todos os esforços ne-
cessários para garantir o sucesso e sustentabilidade dos novos projetos a serem exe-
cutados.
Ao considerar os ganhos com a melhoria da infraestrutura dos SAA e SES, as-
sociados à melhoria da qualidade dos serviços prestados que, consequentemente, tam-
bém melhoram a qualidade de vida da população do município, este trabalho avalia a
implementação dos programas, projetos e ações (PPA) previstas nesta revisão do
PMSB de Marechal Cândido Rondon como tecnicamente viáveis.
No âmbito econômico-financeiro, o presente trabalho também aponta a imple-
mentação do PPA como viável, tendo em vista que os dados apresentados, mostram
os SAA e SES como sistemas que apresentam superavit anual (em específico para o
ano de 2022, dentre o período analisado).
Conforme mostrado anteriormente, a soma total dos investimentos futuros pre-
vistos para os programas, projetos e ações (PPA) para o município foram de R$
150.427.938,17, para o horizonte de projeto de 20 anos.
Apesar de ultrapassar o limite de endividamento do município, os recursos finan-
ceiros para implementação dos investimentos futuros serão obtidos por fontes externas,
ou seja, programas de financiamento reembolsáveis e não reembolsáveis, já apresen-
tados no Produto 5 Programas, Projetos e Ações desta revisão de PMSB.
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Referente a isso, o Quadro 1 apresenta uma síntese das possíveis fontes de
financiamento citadas.
Tipo Quadro 1 Possíveis fontes de financiamento.
Reembolsável Fonte
Não reembolsável Banco Nacional do Desenvolvimento
Bando do Brasil
Caixa Econômica Federal
Banco Internacional do Desenvolvimento
Banco Mundial
Programa de Aceleração do Crescimento
Fundo Nacional do Meio Ambiente
Fundo Brasileiro de Educação Ambiental
Ministério da Saúde
Ministério das Cidades Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental
Ministério da Justiça Fundo de Direito Difuso
Fundo Nacional de Compensação Ambiental
Fundo Vale
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
Além disso, a elaboração e aprovação desta revisão de PMSB, assim como o
fato de o município ser integrante de um consórcio público, são situações condicionan-
tes para obtenção de financiamentos para buscar melhorias nos serviços de sanea-
mento básico municipal, conforme estabelecido pela Lei nº 14.026 de 15 de julho de
2020, que atualiza o marco legal do saneamento básico.
Por fim, devido à falta de dados mais detalhados, não foi possível estimar qual
será a rentabilidade dos projetos futuros. Porém, é possível afirmar a viabilidade de
implementação dos mesmos.
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REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
TAVARES, Célio. Riscos e Incertezas no estudo de Viabilidade Econômica. Viabi-
lidade Econômica. Disponível em: https://viabilidadeeconomica.com.br/riscos-e-incer-
tezas-no-estudo-de-viabilidade-economica/. Acesso em: 12 dez. 2023.
VITTO, Daniel Malheros et al. A análise de risco nas operações financeiras. Monu-
menta, Paraíso do Norte, v. 1, n. 1, p. 1-9, maio 2020.
PLANO MUNICIPAL
DE SANEAMENTO BÁSICO
MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO
Município de Marechal Cândido Rondon
PR
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Marechal Cândido Rondon - PR
PREFEITURA MUNICIPAL DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PR
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO DO
MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PR
MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO RELATÓRIO FINAL
EMPRESA LÍDER ENGENHARIA E GESTÃO DE CIDADES LTDA
MARCIO ANDREI RAUBER
PREFEITO MUNICIPAL
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EMPRESA DE PLANEJAMENTO CONTRATADA
EMPRESA LÍDER ENGENHARIA E GESTÃO DE CIDADES LTDA
CNPJ: 23.146.943/0001-22
Avenida Antônio Diederichsen, nº 400 sala 210.
CEP 14.020-250 Ribeirão Preto/SP
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EQUIPE TÉCNICA
Robson Ricardo Resende Rafael Remoto Menezes
Engenheiro Sanitarista e Ambiental Engenheiro Ambiental
CREA/SC 99639-2
CREA/SP 50638875-57
Osmani Vicente Jr. Pedro Henrique Vicente
Arquiteto e Urbanista Engenheiro Civil
Especialista em Gestão Ambiental para
Municípios CREA/SP 5070395829
CAU A23196-7
Mike Sam James Ferreira
Juliano Mauricio da Silva Engenheiro Florestal
Engenheiro Civil
CREA/PR 117165-D CREA/MG 142136158-2
Carmen Cecília Marques Minardi Camilla Stephanie Oliveira
Economista Engenheira Civil
CORECON/SP 36677
Daniel Borges Couto
Daniel Ferreira de Castro Furtado Engenheiro Civil
Engenheiro Sanitarista e Ambiental
CREA/SC 118987-6 CREA/MG 280529
Paulo Guilherme Fuchs Henrique Moraes Krüger
Administrador Engenheiro Sanitarista Ambiental
CRA/SC 21705
CREA/SC 122794-8
Paula Evaristo dos Reis de Barros
Advogada
OAB/MG 107.935
Carolina Bavia Ferrucio Bandolin
Assistente Social
CRESS/PR 10.952
Juliano Yamada Rovigati
Geólogo
CREA/PR 109.137/D
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EQUIPE TÉCNICA MUNICIPAL
Rodrigo Emerson Copetti
Diretor Especial Departamento (Gestão de Compras)
Ana Paula Scherer
Agente Administrativo (Seção de Estatística)
Romeu Akio Shinkawa
Engenheiro Civil (Secretaria de Planejamento)
Geane Michele Rosa
Arquiteta (Secretaria de Planejamento)
Marcos José Chaves
Engenheiro Ambiental (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento
Sustentável)
Léia Inês Kroth Bohnen
Agente Administrativo (Divisão de Planejamento SAAE)
Fabricio Romeiro Salviano
Assessoria Tecnica Operacional SAAE
Mariane Krause
Procuradoria Geral do Município
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SUMÁRIO
1. BANCO DE DADOS COM INDICADORES PARA MONITORAMENTO E
TOMADA DE DECISÃO ....................................................................................9
1.1. Informações a Constar na Base de Dados Georreferenciados 10
1.2. Projetos relacionados ao sistema de informações municipais
sobre saneamento.............................................................................14
2 INDICADORES E INFORMAÇÕES PARA REVISÃO DO PMSB .................16
2.1. Indicadores para Avaliar os Resultados do PMSB...................20
2.1.1. Sistema de Abastecimento de Água........................................21
2.1.2. Sistema de Esgotamento Sanitário .........................................30
2.1.3. Sistema de Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos Sólidos.35
2.1.4. Sistema de Drenagem Urbana e Manejo das Águas Pluviais ..42
2.1.5. Indicadores de Avaliação dos Recursos Financeiros...............45
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................48
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LISTA DE TABELAS
Tabela 1 - Principais informações a constarem na base de dados
georreferenciada........................................................................................11
Tabela 2 - Indicadores de avaliação do nível de execução do PMSB. .......17
Tabela 3 - Indicadores para avaliação dos recursos financeiros do PMSB.
..................................................................................................................18
Tabela 4 - Indicadores para avaliar a capacidade de transformação da
realidade local em relação ao atendimento dos objetivos do PMSB. .........19
Tabela 5 - Indicadores para o monitoramento dos serviços de abastecimento
de água no Município de Marechal Cândido Rondon.................................22
Tabela 6 - Indicadores para o monitoramento dos serviços de esgotamento
sanitário. ....................................................................................................31
Tabela 7 - Indicadores para o monitoramento dos serviços de manejo dos
resíduos sólidos.........................................................................................36
Tabela 8 - Indicadores para o monitoramento dos serviços de drenagem e
manejo das águas pluviais.........................................................................43
Tabela 9 - Indicadores para avaliar o uso dos recursos financeiros. ..........46
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APRESENTAÇÃO
Este documento corresponde ao Produto 7 da revisão do Plano Municipal
de Saneamento Básico - PMSB de Marechal Cândido Rondon, em conformidade
com o Contrato nº 052/2023.
A revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico PMSB, abrange o
conjunto de serviços, infraestruturas e instalações dos setores de saneamento
básico, que, por definição, engloba abastecimento de água, esgotamento
sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e drenagem e manejo de
águas pluviais urbanas.
O Produto 7 Monitoramento e Avaliação traz a proposição de
mecanismos e procedimentos para a avaliação sistemática da eficiência e
eficácia das ações programadas, por meio de indicadores contidos em um banco
de dados municipal sobre saneamento, alinhado ao Sistema Nacional de
Informações Sobre Saneamento - SNIS, para acompanhamento e
direcionamento nas tomadas de decisão referentes ao saneamento no
município.
A estruturação do presente trabalho pautou-se pela busca de objetividade
e clareza na apresentação e relato das informações sobre os quatro setores do
saneamento básico do município, através de dados oficiais e atualizados e do
processo de integração das equipes multidisciplinares, envolvidas na revisão do
PMSB, com diferentes abordagens e formas de apresentação peculiares de cada
especialidade.
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1. BANCO DE DADOS COM INDICADORES PARA MONITORAMENTO E
TOMADA DE DECISÃO
O banco de dados com os indicadores para monitoramento e tomada de
decisão consiste em um sistema semiautomatizado para inserção dos
indicadores mensais utilizados para construção e monitoramento do Plano.
Este sistema, além de reunir todas as informações e indicadores dos
quatro eixos do saneamento, também compara automaticamente o crescimento
ou decréscimo do indicador com o valor do mês anterior e indica, por meio das
cores vermelha e verde, se há melhoria ou piora do indicador, auxiliando na
tomada de decisão e na investigação de possíveis não-conformidades ou
deficiências do sistema em tempo hábil para ajuste. As figuras que seguem
mostram as interfaces do sistema.
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1.1. Informações a Constar na Base de Dados Georreferenciados
Para cada serviço de saneamento básico existem alguns dados
essenciais a serem coletados para gerar os arquivos georreferenciados, assim
como as informações que constam na tabela de atributos relativa a cada arquivo.
A tabela abaixo demonstra os principais dados em formato shapefile a se
criar e alimentar periodicamente no sistema de informações municipal sobre
saneamento quando da implementação do PMSB.
São apresentados também dados gerais do município aos quais são
necessários constar na base cartográfica municipal. A apresentação da fonte dos
dados é essencial.
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Tabela 1 - Principais informações a constarem na base de dados georreferenciada.
Sistema de Abastecimento de Água
Arquivo/dado Colunas da tabela de atributos nos shapes
Distrito em que se insere
Vazão média captada (l/s)
Tipo (superficial/subterrâneo)
Localidade Abastecida
Pontos de captação de água bruta Nome manancial
Observações
Manutenções
Qualidade da água
Data de atualização
Tipo (bruta/tratada)
Material
Diâmetro
Rede de distribuição/adutoras Extensão
Ano de construção
Manutenções realizadas
Observações
Volume em m³
Tipo (ex. semi-enterrado, elevado construído,
Reservatórios elevado construído)
Água bruta/tratada
Ano de construção
Material
Tipo tratamento (ex. Convencional, 3 módulos
compactos; desarenação, filtragem e cloração)
Estações de tratamento de água Q nom. (l/s)
Q op. (l/s)
Qualidade da água
Área atendida
População atendida
Área de atendimento do sistema Unidade de produção
produtor Índice de perdas
Localidade de atendimento (bairros)
Metragem da rede
Unidade de produção
Potência (CV)
Estações elevatórias Altura manométrica
Vazão nominal
Observações
Manutenções realizadas
Sistema de Esgotamento Sanitário
Arquivo/dado Colunas da tabela de atributos nos shapes
Proposição ETEs shp Tipo de proposição
Distrito em que se insere
Ano de construção
Estação de Tratamento Associada
Traçado Rede Coletora Diâmetro
Manutenções realizadas
Observações
Ano de construção
Traçado Coletores Tronco e/ou Estação de Tratamento Associada
Interceptores Diâmetro
Manutenções realizadas
Observações
Estações Elevatórias (EEE) Unidade de tratamento associada
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Estações de Tratamento de Esgoto Potência (CV)
(ETEs) Altura manométrica
Bacia de Esgotamento Vazão nominal
Observações
Pontos de Lançamento Esgoto Manutenções realizadas
Áreas sem coleta de esgoto Observações
Tipo tratamento
Ligações de esgoto e drenagem Q nom. (l/s)
irregulares
Q op. (l/s)
Áreas fiscalizadas quanto às ligações Observações
irregulares Área atendida
Estação de Tratamento associada
Vazão Gerada (m³/s)
Extensão da rede (m)
N.º ligações
População Atendida
Observações
Localidade
Corpo Hídrico Receptor
Observações Gerais
População a ser atendida
Nº de ligações a serem atendidas
Observações
Endereço
Data vistoria
Observações
Data vistoria
Observações
Sistema de Drenagem Urbana e Manejo das Águas Pluviais
Arquivo/dado Colunas da tabela de atributos nos shapes
Nome da Bacia de Drenagem
Conexão com Rede Coletora de Esgoto (sim /
Traçado da Rede de Águas Pluviais não)
Extensão
Manutenções realizadas
Observações
Pavimentação
Traçado das vias Extensão
Existência de rede de drenagem
Observações
Tipo de Ocorrência (Alagamento ou Inundação)
Nome Localidade
Superfície Afetada
Área de Inundação ou Alagamento Ano de Ocorrência
Frequência de Ocorrência (ex.: anos 1998,
2004, 2012)
Nº Famílias Afetadas
Observações
Áreas sem atendimento com rede de População a ser atendida
drenagem Extensão a ser atendida
Área de Preservação Permanente - Nome manancial
APPs sem mata ciliar Área
Nome manancial
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Área de Preservação Permanente - Área
APPs com construções Número moradores
Número moradias
Pontos de Descarga no Corpo Hídrico Nome do Corpo Hídrico Receptor
Enquadramento do Corpo Hídrico Receptor
Localização dos bueiros
Hidrografia Observações
Tipo de abertura
Ligações de esgoto e drenagem Manutenções realizadas
irregulares Nome manancial
Extensão
Endereço
Data vistoria
Observações
Data vistoria
Áreas fiscalizadas quanto às ligações Observações
irregulares
Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos
Arquivo/dado Colunas da tabela de atributos nos shapes
Área
Ano instalação
Central de Tratamento e Disposição Vida útil
Final de Resíduos Volume mensal recebido
Observações
Limpeza Pública Rotas e frequência de varrição
Rotas e frequência das podas, roçagem e
Pontos de Entrega Voluntária
capina
Unidades de Triagem e Compostagem Rotas e frequências das manutenções de
de Resíduos
sarjeta e meio fio
Pontos de descarte irregular de Feiras e demais eventos
resíduos
Status de Atividade
Grandes geradores Km varridos
Geradores de resíduos Área
industriais/perigosos/infectantes
Volume coletado por região Ano instalação
Volume mensal recebido
Observações
Área
Ano instalação
Volume mensal recebido
Observações
Área Ocupada
Status área (pública/privada)
Observações
Tipo estabelecimento
Nome estabelecimento
Volume produzido
Forma de destinação final
Nome estabelecimento
Tipo resíduos
Forma de tratamento/destinação final
População
Nº de domicílios
Volume coletado coleta convencional
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Volume coletado coleta recicláveis
Dias de coleta
Observações
Dados Gerais do Município
Arquivo/dado Colunas da tabela de atributos nos shapes
Nome
Distritos/localidades População
Observações
Área
Área
Limite municipal Ano de vigência
Código do IBGE
Municípios.shp Nome do município
Código do IBGE
Microrregião Nome da microrregião
Mesorregião Nome da mesorregião
Pavimentação
Traçado das vias Extensão
Existência de rede de drenagem
Observações
Hidrografia Nome manancial
Extensão
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
1.2. Projetos relacionados ao sistema de informações municipais
sobre saneamento
Considerando a importância do acompanhamento das ações previstas
neste PMSB, conforme já explanado, prevê-se projetos de acompanhamento
dos dados dos serviços de saneamento básico. Sendo estes vinculados
diretamente ao sistema de informações municipal sobre saneamento básico.
Para os serviços de abastecimento de água potável e esgotamento
sanitário o SAAE é o responsável pela implementação deste projeto de
acompanhamento, sendo a Prefeitura municipal a responsável por criação de
link em seu site para disponibilização das informações à consulta geral.
Para os serviços de drenagem e manejo das águas pluviais, limpeza e
fiscalização preventiva das respectivas redes urbanas e limpeza urbana e
manejo de resíduos sólidos, a Prefeitura municipal é a responsável pela
implementação deste programa.
Diversos outros projetos relacionam-se ao sistema municipal de
informações, como:
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· Manutenções nos dispositivos dos serviços de controle e redução
de perdas de água;
· Plano de segurança hídrica;
· Fiscalização e notificação de ligação de esgoto irregular;
· Limpeza e manutenção dos dispositivos do sistema de drenagem
e manejo de águas pluviais.
O banco de dados deve constantemente ser alimentado e, é importante
que este processo permaneça para que ocorram melhorias nas avaliações e no
saneamento básico no município.
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2 INDICADORES E INFORMAÇÕES PARA REVISÃO DO PMSB
A Fundação Nacional de Saúde FUNASA, através do documento intitulado
Termo de Referência da Fundação Nacional de Saúde para Revisão de PMSB -
Plano Municipal de Saneamento Básico 2019, disponibiliza como ferramenta a
metodologia de indicadores para avaliar os resultados do Plano.
De acordo com a FUNASA 2019, os indicadores são valores utilizados para
medir e descrever uma circunstância ou acontecimento de forma sintetizada,
podendo ser originários de dados primários, secundários ou outros tipos de
indicadores. Sendo assim, para a construção de um indicador para avaliar os
resultados do PMSB, de acordo ainda com a FUNASA 2019, é necessário:
· nomear o indicador;
· definir seu objetivo;
· listar as variáveis que permitem o seu cálculo;
· identificar a fonte de origem dos dados;
· definir sua fórmula de cálculo;
· estabelecer sua periodicidade de cálculo;
· indicar seu intervalo de validade;
· indicar o responsável pela geração, atualização e divulgação.
Ressalta-se que os indicadores devem ser de fácil compreensão e que a sua
utilização pela gestão pública deverá ser contínua, divulgando informações que
mostrem o andamento das ações propostas no Plano.
Os indicadores para avaliar os resultados do PMSB de Marechal Cândido
Rondon devem ter transparência com a prestação dos serviços, propondo para a
sua população a participação de todos na construção de novas bases para os
serviços do saneamento básico.
Desta forma, as tabelas abaixo mostram a metodologia proposta pela
FUNASA 2019, para avaliar os resultados do PMSB do Município de Marechal
Cândido Rondon.
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Tabela 2 - Indicadores de avaliação do nível de execução do PMSB.
Indicador Objetivo Variáveis Cálculo Periodicidade Responsável pela
Geração,
Atualização e
Divulgação
Eficiência Mensurar o Número de A cada dez anos
nível de ações estabelecido por Prefeitura Municipal
execução do programadas e legislação.
PMSB, segundo executadas de
suas ações acordo com
programadas e suas metas e
respectivos
respectivas prazos e total
metas e prazos
de ações
para sua programadas
realização. segundo as
mesmas metas
e respectivos
prazos.
Fonte: Fundação Nacional de Saúde FUNASA, 2019. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Tabela 3 - Indicadores para avaliação dos recursos financeiros do PMSB.
Indicador Objetivo Variáveis Cálculo Periodicidade Responsável pela
Eficiência Geração,
Atualização e
Divulgação
Mensurar o Número de ações A cada dez anos
custo do concluídas em estabelecido por Prefeitura Municipal
PMSB, determinado
segundo a período e legislação.
executadas de
comparação acordo com o
entre o custo custo
programado e programado, e
total de ações
o custo concluídas em
realizado das determinado
suas ações. período.
Fonte: Fundação Nacional de Saúde FUNASA, 2019. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Tabela 4 - Indicadores para avaliar a capacidade de transformação da realidade local em relação ao atendimento dos objetivos do PMSB.
Indicador Objetivo Variáveis Cálculo Periodicidade Responsável pela
Geração,
Atualização e
Divulgação
Efetividade Mensurar a Número de A cada dez anos
capacidade do domicílios de estabelecido por Prefeitura Municipal
PMSB, por meio das
suas ações, no caso uma legislação.
da primeira revisão determinada
de um projeto em comunidade
atendidos pelos
particular, quatro serviços
transformar a de saneamento
realidade local na
direção do objetivo básico, e
de melhorar o índice número total de
de salubridade domicílios desta
ambiental de uma
determinada mesma
comunidade.
população.
Fonte: Fundação Nacional de Saúde FUNASA, 2019. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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2.1. Indicadores para Avaliar os Resultados do PMSB
Os indicadores para avaliar os resultados do PMSB do Município de
Marechal Cândido Rondon deverão ser capazes de expressar a qualidade da
prestação dos serviços de saneamento, do alcance das metas de curto, médio e
longo prazos, da universalização dos serviços e dos programas e ações previstas
dentro do Plano.
Ressalta-se que a Lei Federal n° 11.445/2007 atualizada pelo Novo Marco
Legal do Saneamento Básico, Lei Federal nº 14.026/2020, estabelece que no
conteúdo mínimo do PMSB devem constar os métodos e procedimentos para a
avaliação sistemática da eficiência e eficácia das ações objetivadas.
Esta avaliação deve ser realizada a partir da construção de um sistema de
informações fundamentados em indicadores de desempenho. O sistema de
informações constitui-se em uma ferramenta de gestão integrada, no qual os dados
e as informações geradas permitem verificar a efetividade e a eficiência das ações
e das metas estabelecidas pelo PMSB.
Além das metas do PMSB a melhoria na eficiência deve ser
permanentemente avaliada principalmente sobre os aspectos quantitativos e
qualitativos da prestação dos serviços de saneamento básico, possibilitando assim
promover os subsídios para a melhoria dessa prestação.
A responsabilidade em estabelecer o sistema de informações cabe ao
responsável pelos serviços de saneamento, além disso, este sistema de
informações deverá ser integrado ao Sistema Nacional de Informações em
Saneamento, além dos sistemas estaduais e das agências de bacia.
Outro objetivo do sistema de informações associa-se com a garantia de
transparência das ações em saneamento. De acordo com a lei, a transparência das
ações, princípio fundamental na prestação dos serviços públicos de saneamento,
deverá ser garantida por meio do sistema de informações.
Entretanto atenta-se para a necessidade de aprimoramento e atualização do
sistema ao longo do tempo. Neste caso, é possível adotar o período de dez anos
proposto para revisão do Plano como referência. Os resultados deverão ser
disponibilizados à população, de preferência através da internet e deverão ser de
fácil acesso para consulta.
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2.1.1. Sistema de Abastecimento de Água
A tabela abaixo mostra os indicadores do sistema de abastecimento de água,
para serem utilizados como ferramenta de avaliação do desempenho dos objetivos
estipulados no Plano Municipal de Saneamento Básico do Município de Marechal
Cândido Rondon.
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Tabela 5 - Indicadores para o monitoramento dos serviços de abastecimento de água no Município de Marechal Cândido Rondon.
Indicador Objetivo Periodicidade Fórmula de Variáveis Unidade Origem Responsável pela
dos Geração/Divulgação
de Cálculo Cálculo
Dados
QLM:
Quantidade de
Quantificar o número de Ligações
hidrômetros existentes nas Ativas de
ÍNDICE DE ligações de água, a fim de Anual Água % SAAE SAAE
HIDROMETRAÇÃO minimizar o desperdício e (QLM / QLA)*100 Micromedidas SAAE SAAE
realizar a cobrança justa SAAE SAAE
QLA:
pelo volume consumido de Quantidade de
água. Ligações
Ativas de
Água
VM: Volume
de Água
ÍNDICE DE Quantificar a relação entre o Mensal [VM / (VD - VS)] Micromedido %
MICROMEDIÇÃO volume micromedido e o *100 VD: Volume de
volume de produção.
RELATIVO AO Água
VOLUME Comparar o volume de água Disponibilizado
tratado e volume real
DISPONIBILIZADO para
consumido pela população. Distribuição
VS: Volume de
Água de
Serviços
VAP: Volume
Mensurar os volumes não de Água
ÍNDICE DE faturados pela empresa {[(VAP+ VTI -VS) Produzido
- VAF] / (VAP + VTI: Volume
PERDAS DE responsável pelo Mensal Tratado %
FATURAMENTO abastecimento de água do VTI - VS)} *100 Importado
município. VS: Volume de
Serviço
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VAF: Volume
de Água
Faturado
CONSUMO MÉDIO Calcular o volume médio de [(VAC - VAT) VAC: Volume
*(1000/365)] / de Água
PER CAPITA DE água consumido por Semestral L/habdia SAAE SAAE
PTA Consumido SAAE SAAE
ÁGUA habitante. VAT: Volume
VAD / QEA
de Água
Tratada
Exportado
PTA:
População
Total Atendida
com Abast. de
Água
VOLUME DE Calcular o volume de água Semestral VAD: Volume m³/mês/
ÁGUA disponibilizado para de Água economia
DISPONIBILIZADO distribuição por economia Disponibilizado
POR ECONOMIA ativa de água para
Distribuição
QEA:
Quantidade de
Economias
Ativas de Água
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VAC: Volume
de Água
Consumido
VAP: Volume
ÍNDICE DE Calcular a porcentagem de Mensal [VAC / (VAP + de Água % SAAE SAAE
CONSUMO DE consumo de água referente VTI - VS)] *100 Produzido SAAE SAAE
VTI: Volume SAAE SAAE
ÁGUA ao volume total de água de água
tratado.
Tratado
Importado VS:
Volume de
Serviço
VAF: Volume
de Água
Faturado
VAP: Volume
ÍNDICE DE Calcular a porcentagem de Mensal [VAF / (VAP + de Água %
FATURAMENTO volume de água faturado VTI - VS)] *100 Produzido
referente ao volume total de VTI: Volume
DE ÁGUA de água
água tratado.
Tratado
Importado
VS: Volume de
Serviço
PUA:
População
Urbana
ÍNDICE DE Calcular a porcentagem de Atendida com
ATENDIMENTO atendimento de
Anual (PUA /PUM) Abastecimento %
URBANO DE abastecimento de água da
ÁGUA população urbana. *100 de Água
PUM:
População
Urbana do
Município
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PTA:
População
Calcular a porcentagem de Total Atendida
atendimento de
ÍNDICE DE com
ATENDIMENTO abastecimento de água da
TOTAL DE ÁGUA população total do Anual (PTA /PTM) *100 Abastecimento % SAAE SAAE
município. de Água SAAE SAAE
SAAE SAAE
PTM:
População
Total do
Município
VAM: Volume
de Água
ÍNDICE DE Calcular a porcentagem de Mensal [VAM/ (VAC - Micromedido %
MICROMEDIÇÃO volume de água VATE)] *100 VAC: Volume
RELATIVO AO micromedido sobre o de Água
CONSUMO volume de água consumido Consumido
VATE: Volume
pela população.
de Água
Tratado
VAP: Volume
de Água
Produzido
VTI: Volume
ÍNDICE DE Medir as perdas totais na Mensal {[VAP + VTI - de água %
PERDAS rede de distribuição de água VS) - VAC] / Tratado
NA DISTRIBUIÇÃO (VAP + VTI - Importado
VS: Volume de
VS)} *100
Serviço
VAC: Volume
de água
Consumido
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VAP: Volume
de Água
Produzido
VTI: Volume
de água
Tratado
Importado
ÍNDICE DE Quantificar o volume de [(VAP + VTI - VS: Volume de
PERDAS perdas por ligação ativa de VS) - VAC] / QLA
POR LIGAÇÃO Mensal Serviço L/dia/ligação SAAE SAAE
água. Semestral VAC: Volume SAAE
de água
consumido
QLA:
Quantidade de
Ligações
Ativas de
Água
VF: Volume de
Água
Calcular o volume de água Fluoretado
fluoretado referente ao
ÍNDICE DE volume de água total [VF / (VAP + VAP: Volume % SAAE
FLUORETAÇÃO tratado. VTI)] *100 de Água
Produzido
DE ÁGUA
VTI: Volume
Tratado
Importado
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ÍNDICE DE Quantificar o consumo total Mensal CTEE / (VAP + CTEE: kWh/m³ COPEL/ SAAE
CONSUMO DE de energia elétrica no VTI) Consumo % SAAE SAAE
Total de
ENERGIA sistema de abastecimento Energia SAAE
ELÉTRICA por volume de água tratada. Elétrica no
NO SISTEMA DE Sistema de
ABASTECIMENTO Abastecimento
DE ÁGUA de Água
VAP: Volume
de Água
Produzido
VTI: Volume
de água
Tratado
Importado
ÍNDICE DE Verificar o atendimento às Mensal [NPC / NPD] NPC: Número
QUALIDADE DA exigências contidas nas *100 de pontos de
legislações atuais (Portaria coleta de água
ÁGUA 2914/11 do Ministério da na rede de
DISTRIBUÍDA distribuição de
Saúde), referentes a água dentro
padrões de potabilidade dos padrões
da legislação
para água
distribuída. em vigor
NPD: Número
de pontos de
coleta de água
na rede de
distribuição de
água
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NPP: Número
ÍNDICE DE Verificar o atendimento às Mensal [NPP/ NTP] *100 de % SAAE SAAE
QUALIDADE DA exigências contidas nas parâmetros SAAE SAAE
ÁGUA TRATADA legislações atuais (Portaria SAAE SAAE
2914/11 do Ministério da com
análises 28
Saúde), referentes a dentro do
padrões de potabilidade padrão
NTP: Número
para água tratada. total de
parâmetros
QAA:
Quantidade de
Amostras
Analisadas
ÍNDICE DE Verificar o atendimento às para Aferição
CONFORMIDADE exigências contidas nas
DA QUANTIDADE legislações atuais (Portaria de Cloro
2914/11 do Ministério da
DE Saúde), referentes ao Mensal [QAA / QMA] Residual %
AMOSTRAS DE padrão de cloro residual. *100 QMA:
CLORO RESIDUAL
Quantidade
Mínima de
Amostras
Obrigatórias
para
Análises de
Turbidez
QAA:
Verificar o atendimento às Quantidade de
exigências contidas nas
ÍNDICE DE Amostras
CONFORMIDADE legislações atuais
(Portaria 2914/11 do Analisadas
DA Ministério da Saúde),
QUANTIDADE DE referentes ao padrão de Mensal [QAA / QMA] para Aferição %
AMOSTRAS DE *100 de
turbidez.
TURBIDEZ Turbidez
QMA:
Quantidade
Mínima de
Amostras
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon PR
Obrigatórias
para
Análises de
Turbidez
QAA:
Quantidade de
Amostras
Analisadas
ÍNDICE DE Verificar o atendimento às para Aferição
CONFORMIDADE exigências contidas nas
DA QUANTIDADE legislações atuais (Portaria de Coliformes
DE AMOSTRAS 2914/11 do Ministério da
DE COLIFORMES Saúde), referentes ao Mensal [QAA / QMA] Totais % SAAE SAAE
padrão de coliformes totais. *100 QMA:
TOTAIS Quantidade
Mínima de
Amostras
Obrigatórias
para
Coliformes
Totais
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon - PR
2.1.2. Sistema de Esgotamento Sanitário
A tabela abaixo mostra os indicadores do sistema de esgotamento
sanitário, para serem utilizados como ferramenta de avaliação do desempenho
dos objetivos estipulados no Plano Municipal de Saneamento Básico do Município
de Marechal Cândido Rondon.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon PR
Tabela 6 - Indicadores para o monitoramento dos serviços de esgotamento sanitário.
Indicador Objetivo Periodicidade Fórmula de Variáveis Unidade Origem dos Responsável pela
Dados Geração/Divulgação
de Cálculo Cálculo
VEC: Volume
Medir o percentual de Esgoto
de volume de
Coletado
esgoto coletado
ÍNDICE DE COLETA DE comparado ao Anual [VEC / (VAC - VAC: Volume % SAAE SAAE
ESGOTO volume de água VAE)] *100 de Água
consumido. Consumido
VAE: Volume
de Água
Exportado
Medir o percentual VET: Volume de
de volume de
ÍNDICE DE esgoto tratado Esgoto Tratado
TRATAMENTO DE comparado ao
Mensal [VET / VEC] *100 VEC: Volume % SAAE SAAE
ESGOTO volume coletado. SAAE SAAE
de Esgoto
Coletado
VET: Volume de
Medir o percentual Esgoto Tratado
de volume de
ÍNDICE DE ESGOTO esgoto tratado VAC: Volume
TRATADO REFERENTE comparado ao
À ÁGUA CONSUMIDA Mensal [VET / (VAC - de Água %
volume de água VAE)] *100 Consumido
consumido.
VAE: Volume
de Água
Exportado
PUA:
ÍNDICE DE Calcular a População
ATENDIMENTO população urbana
URBANO DE ESGOTO atendida com rede Anual [PUA / PUM] Urbana % SAAE SAAE
*100 Atendida com
de esgoto.
Rede de Esgoto
PUM:
População
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon PR
Urbana do
Município
Calcular a PAE: População
porcentagem da
ÍNDICE DE população total do Atendida com
ATENDIMENTO TOTAL município que é
atendida com o Anual [PAE / PTM] *100 Rede de Esgoto % SAAE SAAE
DE ESGOTO Mensal PTM: SAAE SAAE
serviço de Mensal SAAE SAAE
esgotamento População Total
sanitário. do Município
ÍNDICE DE CONSUMO Quantificar o CTE / VEC CTE: Consumo kWh/m³
DE ENERGIA consumo total de Total de %
ELÉTRICA EM energia elétrica no [(DBO inicial
SISTEMAS DE DBO final) / DBO Energia Elétrica
sistema de em Sistema de
ESGOTAMENTO esgotamento inicial)] *100 Esgotamento
SANITÁRIO sanitário por volume
de esgoto coletado. Sanitário
VEC: Volume
EFICIÊNCIA DE Quantificar a
REMOÇÃO DE DBO NO eficiência de de Esgoto
remoção de DBO Coletado
SISTEMA DE no sistema de
TRATAMENTO DE tratamento de DBO inicial:
Demanda
ESGOTO esgoto. Bioquímica de
Oxigênio antes
do tratamento
DBO final:
Demanda
Bioquímica de
Oxigênio, após
o tratamento
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Marechal Cândido Rondon PR
CFC:
Concentração
Inicial de
Quantificar a Coliformes
eficiência de
EFICIÊNCIA DE Termotolerantes
REMOÇÃO DE remoção
COLIFORMES de coliformes -
TERMOTOLERA NTES termotolerantes no
NO TRATAMENTO DE Mensal [(CFC) / Concentração % SAAE SAAE
sistema de Mensal CIC)]*100 Final de SAAE
ESGOTO tratamento de Anual SAAE SAAE
Coliformes SAAE
esgoto.
Termotolerantes 33
CIC:
Concentração
Inicial de
Coliformes
Termotolerantes
QFP:
Quantidade de
Amostras do
Quantificar o Efluente da
número de
amostras na saída Saída do
do tratamento que
INCIDÊNCIA DE não atendem aos Tratamento de
AMOSTRAS NA SAÍDA padrões de
lançamento Esgoto Fora do
DO previstos na
TRATAMENTO DE legislação vigente. [QFP / QTA] *100 Padrão %
ESGOTO FORA DO QTA:
PADRÃO Quantidade
Total de
Amostras do
Efluente da
Saída do
Tratamento de
Esgoto
EXTENSÃO DA REDE Quantificar a [ERC / NLT] ERC: Extensão m/ligação
DE ESGOTO POR relação entre a da Rede
LIGAÇÃO extensão da rede
coletora de esgoto e Coletora de
as ligações totais de Esgoto
NLT: Número
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Esgoto no de Ligações
município. Totais de
Esgoto
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Marechal Cândido Rondon - PR
2.1.3. Sistema de Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos Sólidos
A tabela abaixo mostra os indicadores do sistema de limpeza urbana e
manejo dos resíduos sólidos, para serem utilizados como ferramenta de avaliação
do desempenho dos objetivos estipulados no Plano Municipal de Saneamento
Básico do Município de Marechal Cândido Rondon.
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Marechal Cândido Rondon PR
Tabela 7 - Indicadores para o monitoramento dos serviços de manejo dos resíduos sólidos.
Indicador Objetivo Periodicidade Fórmula de Variáveis Unidade Origem Responsável pela
de Cálculo Cálculo dos Geração/Divulgação
Dados
ÍNDICE DE Medir o Anual [EVU / ETV]*100 EVU: Extensão % Prefeitura Prefeitura Municipal
ATENDIMENTO DA percentual de das Vias Municipal
vias urbanas
COLETA DOS Urbanas com
RESIDUOS com Serviços de
SÓLIDOS atendimento de Coleta de
URBANOS Resíduos
coleta dos Sólidos Urbano
resíduos sólidos ETV: Extensão
Total das Vias
urbanos.
Urbanas
QRTA:
Quantidade de
Resíduos
ÍNDICE DE Quantificar o Anual Sólidos % Prefeitura Prefeitura Municipal
TRATAMENTO percentual de Coletados e Municipal
ADEQUADO DOS
tratamento Tratados
RESÍDUOS adequado dos [QRTA /QTRC] *100 adequadamente
SÓLIDOS
resíduos QTRC:
sólidos. Quantidade
Total de
Resíduos
Sólidos
Coletados
TAXA DE Calcular a taxa Semestral QTMR /QTC] * 100 QTMR: % Prefeitura Prefeitura Municipal
RECUPERAÇÃO DE de recuperação Quantidade Municipal
MATERIAIS de materiais Total de
RECICLÁVEIS recicláveis, em Materiais
(EXCETO MATÉRIA Recuperados
ORGÂNICA E relação à (exceto matéria
REJEITOS) EM quantidade total orgânica e
de resíduos
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Marechal Cândido Rondon PR
RELAÇÃO À domiciliares e rejeitos)
QUANTIDADE públicos QTC:
TOTAL (RDO + coletados.
RPU) COLETADA Quantidade
Total Coletada
TAXA DE Calcular a taxa Anual [PAD / PU]*100 PAD: % Prefeitura Prefeitura Municipal
COBERTURA DO de cobertura do Anual População Municipal
Atendida
SERVIÇO DE serviço de Declarada
COLETA DE coleta de PU: População
RESÍDUOS resíduos
sólidos, em Urbana
SÓLIDOS relação à
DOMICILIARES, EM população
urbana do
RELAÇÃO À município.
POPULAÇÃO
URBANA
TAXA DE Calcular a taxa QTE /QTC*100 QTE: % Prefeitura Prefeitura Municipal
TERCEIRIZAÇÃO de terceirização Quantidade Municipal
DO SERVIÇO DE Total Coletada
COLETA DE RDO E do serviço de por Empresas
RPU, EM RELAÇÃO coleta de Contratadas
À QUANTIDADE resíduos
QTC:
COLETADA domiciliares e Quantidade
públicos, em Total Coletada
relação à
quantidade total
de resíduos
coletada.
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TAXA DE Calcular a taxa Anual [QEC*1000] /PU QEC: Empregados/ Prefeitura Prefeitura Municipal
EMPREGADOS de empregados Semestral Quantidade 1000 habitantes Municipal
(COLETADORES + envolvidos na
MOTORISTAS) NA Anual Total de
COLETA (RDO + coleta de Empregados
resíduos sólidos (Coletadores +
RPU), EM Motoristas)
RELAÇÃO À domiciliares e PU: População
POPULAÇÃO públicos, em
Urbana
URBANA relação à
população
urbana do
município
MASSA COLETADA Quantificar a QRC / PAD QRC: Kg/habitante/dia Prefeitura Prefeitura Municipal
(RDO + RPU) PER massa coletada Quantidade Municipal
CAPITA, EM de resíduos Total de
RELAÇÃO À domiciliares e Resíduos
POPULAÇÃO públicos, em Domiciliares
ATENDIDA COM Coletado
SERVIÇO DE relação à
população PAD:
COLETA atendida com População
serviço de Atendida
coleta de Declarada
resíduos
TAXA DA Calcular a taxa [QTRP /QTRD] *100 QTRP: % Prefeitura Prefeitura
QUANTIDADE da quantidade Quantidade Municipal Municipal
TOTAL COLETADA total de resíduos
DE RESÍDUOS Total de
PÚBLICOS (RPU), públicos Resíduos
EM RELAÇÃO À coletada, em Sólidos
QUANTIDADE Públicos
TOTAL COLETADA relação à
DE RESÍDUOS quantidade total QTRD:
Quantidade
SÓLIDOS de resíduos Total Coletada
DOMÉSTICOS sólidos de Resíduos
(RDO) domésticos Sólidos
coletados Domésticos
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MASSA DE Quantificar a Anual [QTRSS*1000] / PU QTRSS: kg/ 1000 Prefeitura Prefeitura Municipal
RESÍDUOS DE massa coletada Anual Quantidade habitantes/ dia Municipal
SERVIÇOS DE de resíduos de Anual Total Coletada
SAÚDE COLETADA Anual de Resíduos
PER CAPITA, EM serviço da Sólidos de
saúde, em Serviços de
RELAÇÃO À relação à
POPULAÇÃO população Saúde
PU: População
URBANA urbana
Urbana
TAXA DE RSS Calcular a taxa QTRSS /QTC] * 100 QTRSS: % Prefeitura Prefeitura
COLETADA, EM de resíduos do Quantidade Municipal Municipal
Total Coletada
RELAÇÃO À serviço de de Resíduos
QUANTIDADE saúde coletada, Sólidos do
TOTAL COLETADA Serviço de
em relação à
quantidade total Saúde
QTC:
de resíduos Quantidade
sólidos Total Coletada
coletados.
Calcular a taxa EVC: Extensão
de terceirização
da extensão de de Sarjeta
vias municipais
TAXA DE contempladas Varrida por
TERCEIRIZAÇÃO com o serviço
DA EXTENSÃO [EVC / ETS] *100 Empresas % Prefeitura Prefeitura
de varrição Contratadas Municipal Municipal
VARRIDA ETS: Extensão
Total de Sarjeta
Varrida
TAXA DE Calcular a [QTV*1000] /PU QTV: Empregados/ Prefeitura Prefeitura
VARREDORES, EM quantidade de Quantidade 1000 habitantes Municipal Municipal
RELAÇÃO À varredores Total de
POPULAÇÃO disponíveis para Varredores
PU: População
URBANA cada mil
habitantes da Urbana
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Marechal Cândido Rondon PR
população
urbana.
ÍNDICE DE Quantificar o Anual [NDL / NDM]*100 NDL: Número % Prefeitura Prefeitura
DOMICÍLIOS número de de Domicílios Municipal Municipal
ATENDIDOS COM domicílios atendidos com
COLETA DE LIXO atendidos com
coleta de lixo no serviço de
município. coleta de lixo
NDM: Número
Total de
Domicílios no
Município
NDU: Número
Identificar o de Domicílios
índice de atendidos com
ÍNDICE DE atendimento de serviço de
DOMICÍLIOS domicílios, na Anual coleta de lixo na % Prefeitura Prefeitura
URBANOS área urbana do [NDU / NTM]*100 Área Urbana Municipal Municipal
ATENDIDOS COM município, com
NTM: Número
COLETA DE LIXO coleta de Total de
resíduos Domicílios
sólidos. Urbanos no
Município
Identificar o NDR: Número
índice de de
ÍNDICE DE atendimento de Domicílios
DOMICÍLIOS domicílios, na Anual [NDR /NTR]*100 atendidos % Prefeitura Prefeitura
RURAIS área rural do com serviço de Municipal Municipal
município, com coleta de lixo na
ATENDIDOS COM
Área Rural
COLETA DE LIXO coleta de
NTR: Número
resíduos
Total de
sólidos.
Domicílios da
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Área Rural no
Município
Identificar o ECV: Extensão
índice de
das Vias
atendimento do
ÍNDICE DE serviço de Urbanas com
ATENDIMENTO DO varrição das
Anual [ECV/ ETV]*100 Serviços de % Prefeitura Prefeitura
SERVIÇO DE vias urbanas do Varrição Municipal Municipal
VARRIÇÃO município.
ETV: Extensão
Total das Vias
Urbanas
NDA: Número
Identificar o de Domicílios
índice de
ÍNDICE DE atendidos com
DOMICÍLIOS atendimento de
URBANOS domicílios, na serviço de
ATENDIDOS COM área urbana do
COLETA SELETIVA município, com Anual [NDA/ NDT]*100 coleta seletiva % Prefeitura Prefeitura
coleta seletiva. na Área Urbana Municipal Municipal
NDT: Número
Total de
Domicílios na
Área Urbana
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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Marechal Cândido Rondon - PR
2.1.4. Sistema de Drenagem Urbana e Manejo das Águas Pluviais
A tabela abaixo mostra os indicadores do sistema de drenagem urbana e
manejo das águas pluviais, para serem utilizados como ferramenta de avaliação
do desempenho dos objetivos estipulados no Plano Municipal de Saneamento
Básico do Município de Marechal Cândido Rondon.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon PR
Tabela 8 - Indicadores para o monitoramento dos serviços de drenagem e manejo das águas pluviais.
Indicador Objetivo Periodicidade Fórmula de Variáveis Unidade Origem Responsável pela
dos Geração/Divulgação
de Cálculo Cálculo
Dados
Calcular a PAD: População
porcentagem da
população urbana Urbana Atendida
ÍNDICE DE do município com Sistema de
ATENDIMENTO COM atendida com
Anual [PAD / Drenagem % Prefeitura Prefeitura
SISTEMA DE sistema de PUM]*100 Urbana Municipal Municipal
DRENAGEM drenagem de águas
PUM: População
pluviais.
Urbana do
Município
Calcular o índice de EGP: Extensão
vias urbanas que
ÍNDICE DE VIAS apresentam galeria das Galerias
URBANAS COM para drenagem
GALERIA DE ÁGUAS urbana de águas Anual EGP / Pluviais % Prefeitura Prefeitura
pluviais. ETS]*100 ETS: Extensão Municipal Municipal
PLUVIAIS
Total do Sistema
Viário Urbano
ÍNDICE DE Identificar o número AUM: Área pontos de
OCORRÊNCIA DE de ocorrência de urbana do
ALAGAMENTOS Anual [NTA/ AUM] município alagamento Prefeitura Prefeitura
alagamentos por m² NTA: Número Municipal
de área urbana do / Municipal
total de
município. ocorrência de km²
alagamento no
ano
Identificar o índice EVA: Extensão
de vias urbanas
sujeitas a de vias urbanas
alagamento no
ÍNDICE DE VIAS sistema viário Anual [EVA / sujeitas a % Prefeitura Prefeitura
URBANAS SUJEITAS A urbano. ETS]*100 alagamento Municipal Municipal
ETS: Extensão
ALAGAMENTO
Total do Sistema
Viário Urbano
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NEF: Número de
emissários finais
do sistema de
galeria
Calcular a eficiência de águas pluviais
EFICIÊNCIA DO do sistema de NET: Número
SISTEMA DE drenagem referente [NEF / total de Prefeitura Prefeitura
NET]*100 emissários finais Municipal Municipal
DRENAGEM URBANA, aos emissários finais Semestral %
do sistema de
QUANTO AOS do sistema de
EMISSÁRIOS FINAIS galeria de águas galeria de águas
pluviais. pluviais que
contribuem para
a ocorrência de
erosões e
alagamentos
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
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2.1.5. Indicadores de Avaliação dos Recursos Financeiros
A tabela abaixo mostra os indicadores dos recursos financeiros, para serem
utilizados como ferramenta de avaliação do desempenho dos custos estipulados
no Plano Municipal de Saneamento Básico do Município de Marechal Cândido
Rondon.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
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Tabela 9 - Indicadores para avaliar o uso dos recursos financeiros.
Indicador Objetivo Periodicidade Fórmula de Variáveis Unidade Origem Responsável pela
dos Geração/Divulgação
de Cálculo Cálculo
Dados
DESPESA DE Calcular a despesa Anual [DE / QEA] DE: Despesas R$/ano/ SAAE SAAE
EXPLORAÇÃO POR de exploração, pelo de Exploração economia
ECONOMIA DE ÁGUA tratamento de água,
QEA:
por economia de Quantidade de
água ativa no
município. Economias
Ativas de Água
DESPESA DE Calcular a despesa Anual DE / QEE DE: Despesas R$/ano/ SAAE SAAE
EXPLORAÇÃO POR de exploração, pelo de Exploração economia
ECONOMIA DE tratamento de QEE:
ESGOTO esgoto, por Quantidade de
economia de esgoto Economias
ativa no município. Ativas de Esgoto
DESPESA PER CAPITA Calcular a despesa Anual [DT / PU] DT: Despesa R$/ano/ Prefeitura Prefeitura
COM MANEJO DE per capita do Total com habitante Municipal Municipal
RESÍDUOS SÓLIDOS serviço de coleta de Manejo de RSU
URBANOS, EM resíduos sólidos PU: População
RELAÇÃO À
urbanos, em relação Urbana
POPULAÇÃO URBANA à população
atendida.
AUTOSSUFICIÊNCIA Calcular o índice de Anual [RA /DT] *100 RA: Receita Porcentagem Prefeitura Prefeitura
FINANCEIRA COM autossuficiência Arrecadada com (%) Municipal
MANEJO DE financeira com o Manejo de RSU Municipal
serviço de manejo
RESÍDUOS SÓLIDOS DT: Despesa
URBANOS de resíduos sólidos Total com
urbanos.
Manejo de RSU
INDICADOR DE Calcular o indicador Anual [ROA / ROA: Receita Porcentagem SAAE SAAE
DESEMPENHO de desempenho DT]*100 Operacional (%)
FINANCEIRO DO financeiro do Direta de água
sistema de DT: Despesa
SISTEMA DE
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Marechal Cândido Rondon PR
TRATAMENTO DE abastecimento de Total com o
ÁGUA água no município. serviço de água
INDICADOR DE Calcular o indicador ROE: Receita
DESEMPENHO de desempenho
FINANCEIRO DO financeiro do Operacional
sistema de
SISTEMA DE esgotamento Anual [ROE / Direta de Esgoto Porcentagem SAAE SAAE
TRATAMENTO DE sanitário no DT]*100 DT: Despesa (%)
município. Total com o
ESGOTO
serviço de
esgoto
Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon PR
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drenagem urbana para municípios de pequeno porte. 2016.
TUCCI, C. E. M. Impacto da Urbanização nas cheias urbanas e na produção de
sedimentos. Instituto de Pesquisas Hidráulicas, relatório de pesquisa FAPERGS,
p. 120, 1995.
VILLELA, S.M. e MATTOS, A. Hidrologia aplicada. McGraw-Hill do Brasil, São
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VON SPERLING, M. Introdução à qualidade das águas e ao tratamento de
esgotos. Editora UFMG, 1996.
WISCHMEIER, W. H.; SMITH, D. D. Predicting rainfall erosion losses: a guide to
conservation planning. Department of Agriculture, Science and Education
Administration, 1978.
WILKEN, P. S. Engenharia de Drenagem Superficial. São Paulo: CETESB p,
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ZAVARIS, C. Documento de recomendações a serem implementadas pelos
órgãos competentes em todo território nacional relativas as lâmpadas com
mercúrio. Disponível em:
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Marechal Cândido Rondon PR
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PORTARIA nº 1343/2026, DE 30 DE JUNHO DE 2026
Atos Oficiais • Portarias
PORTARIA nº 1343/2026, DE 30 DE JUNHO DE 2026
O Prefeito do Município de Marechal Cândido Rondon, Estado do Paraná,
no uso das atribuições que lhe são conferidas por Lei, em conformidade com a Alínea "c",
Inciso II, do Artigo 75, da Lei Orgânica do Município, e consideradas as disposições
pertinentes da Lei nº 14.133/2021 e do Decreto Municipal nº 77/2023,
R E S O L V E
I DESIGNAR os servidores públicos municipais abaixo especificados, para
exercício das funções de GESTORES E FISCAIS DE CONTRATO, do Processo Licitatório nº
98/2026, na modalidade Concorrência Eletrônica n° 21/2026, cujo objeto é a contratação
de obra de construção da estrutura e cobertura do Museu Histórico Padre José Gaertner,
em Porto Mendes:
1. Gestor de Contrato: NEUSA MARA PROBST, na qualidade de membro titular
e MATHEUS EDUARDO FRANCO MAUL, na qualidade de membro suplente;
2. Fiscal Administrativo de Contrato: MARIANA GABRIELI BACKES, na
qualidade de membro titular e PAULA LUIZA SCHOWARTZ, na qualidade de membro
suplente;
3. Fiscal de Execução: CLAUDIO ROBERTO BORGES GOULART, na qualidade
de membro titular e MILTON DUTRA, na qualidade de membro suplente.
4. Fiscal Técnico: WILLIAN HENRIQUE SILVA, na qualidade de membro titular
e DANIEL BENETTI, na qualidade de membro suplente.
II O gestor do contrato é o gerente funcional, designado pela autoridade
de que trata o art. 3º, deste Decreto, a quem compete coordenar as atividades de
administração, acompanhamento e fiscalização técnica, administrativa e setorial ou de
execução do contrato, desde sua concepção até a finalização, incumbindo-lhe as
atribuições e providências descritas nos arts. 13 a 16 e 30 a 34, todos do Decreto Municipal
nº 77/2023.
III O fiscal de contrato é o servidor designado para acompanhamento e
fiscalização da execução do objeto, mediante fiscalização técnica, fiscalização
administrativa e fiscalização setorial ou de execução, conforme a natureza e a
complexidade do objeto, incumbindo-lhe as atribuições e providências descritas nos arts.
17 a 29 e 30 a 34, todos do Decreto Municipal nº 77/2023.
IV As atividades de gestão e fiscalização dos contratos, a serem realizadas
de forma preventiva, rotineira e sistemática, compete ao Secretário Municipal de
Administração ou a Secretário da pasta interessada na contratação, cabendo-lhe
cientificar prévia e individualmente o servidor.
V Os gestores e fiscais de contrato serão auxiliados pela Procuradoria Geral
do Município e pela Controladoria Geral do Município, competindo-lhes dirimir dúvidas e
subsidiar os servidores com informações para prevenir riscos na execução do contrato.
VI Todo contrato terá, no mínimo, um agente público formalmente
designado como gestor de contrato e um agente público formalmente designado como
responsável pela fiscalização da execução do objeto.
VII A atribuição de competência como gestor ou fiscal de contrato de que
trata o art. 4º, desta Portaria, deve levar em consideração o princípio da segregação de
funções, vedada a designação do gestor ordenador de despesa para tais funções, bem
como a indicação do mesmo agente público para atuação simultânea em funções mais
suscetíveis a riscos, de modo a reduzir a possibilidade de ocultação de erros e de
ocorrência de fraudes na respectiva contratação.
Gabinete do Prefeito do Município de Marechal Cândido Rondon, Estado
do Paraná, em 30 de junho de 2026.
ADRIANO BACKES
Prefeito
VALMIR MONTEIRO
Secretário Municipal de Administração
PORTARIA nº 1344/2026, DE 1º DE JULHO DE 2026
Atos Oficiais • Portarias
PORTARIA nº 1344/2026, DE 1º DE JULHO DE 2026
O Prefeito do Município de Marechal Cândido Rondon, Estado do Paraná,
no uso de suas atribuições que lhe são conferidos por Lei, em conformidade com a Lei
Complementar Municipal n° 141, de 10 de janeiro de 2022, Capítulo IV, seção VII, artigo
130, e, considerando ainda o requerimento protocolado sob nº 14239/2026, de 29 de junho
de 2026,
R E S O L V E
I CONCEDER LICENÇA PARA CONCORRER A CARGO ELETIVO, à servidora
pública municipal ANA MARIA DE CARVALHO, inscrita no CPF sob nº XXX.069.520-XX,
ocupante do cargo efetivo de FACILITADOR DE OFICINA ÁREA ARTE E CULTURA, a partir
do dia 04 de julho de 2026, nos termos do art. 130 da Lei Complementar Municipal nº
141/2022.
II CONSIGNAR que a percepção da remuneração prevista para a licença
de que trata esta Portaria, pelo Município, fica condicionada à cessação do benefício
previdenciário por incapacidade temporária concedido pelo Instituto Nacional do
Seguro Social INSS, mediante apresentação da respectiva alta médica ao
Departamento de Gestão de Pessoas.
III DETERMINAR que a servidora apresente ao Departamento de Gestão
de Pessoas cópia da certidão de registro de candidatura expedida pela Justiça Eleitoral,
no prazo de 05 (cinco) dias úteis contados da efetivação do registro, para fins de regular
instrução funcional.
Gabinete do Prefeito do Município de Marechal Cândido Rondon, Estado
do Paraná, em 1º de julho de 2026.
ADRIANO BACKES
Prefeito
VALMIR MONTEIRO
Secretário Municipal de Administração
TERMO ADITIVO (I) - CONTRATO Nº 15/2026 - CONCORRÊNCIA ELETRÔNICA Nº 28/2025
Concorrência / Tomada de Preços / Convite / Concurso / Leilão • Termo Aditivo
ADITAMENTO CONTRATUAL
PROCESSO: CONCORRÊNCIA ELETRÔNICA Nº 28/2025
OBJETO: Contratação de obra de pavimentação com pedras irregulares em Curvado (Morro do Belé).
ESPÉCIE: Primeiro Termo Aditivo ao Contrato nº 15/2026, firmado em 23/01/2026.
CONTRATANTE: Município de Marechal Cândido Rondon PR.
CONTRATADA: OESTE SERVICOS DE TERRAPLENAGEM LTDA.
CNPJ DA CONTRATADA: 27.939.531/0001-09
RESPONSÁVEL: Cleiton Jose Mombach
PRAZO: 30/07/2026
VALOR: R$8.798,25 (oito mil, setecentos e noventa e oito reais e vinte e cinco centavos).
FUNDAMENTO LEGAL: Art. 111 e Art. 124, I, "b", da Lei de Licitações e Contratos nº 14.133/2021.
JUSTIFICATIVA: Acrécimo de meta física, representando 4,89% do valor contratutal e prorrogação do prazo
de execução e vigência em 1 (um) mês..
DATA e ASSINATURA: Marechal Cândido Rondon, 15/06/2026 Adriano Backes, Prefeito e Cleiton Jose
Mombach.
* Documento na íntegra disponível no Endereço: https://c.ipm.com.br/pa524865a3d48d
ou através do site: www.mcr.pr.gov.br // Licitações // Serviços // Consulta Licitações
TERMO ADITIVO (III) - CONTRATO Nº 189/2025 - PREGÃO ELETRÔNICO Nº 103/2024
Concorrência / Tomada de Preços / Convite / Concurso / Leilão • Termo Aditivo
ADITAMENTO CONTRATUAL
PROCESSO: PREGÃO ELETRÔNICO Nº 103/2024
OBJETO: Contratação de serviços de transporte escolar
ESPÉCIE: Terceiro Termo Aditivo ao Contrato nº 189/2025, firmado em 05/06/2025.
CONTRATANTE: Município de Marechal Cândido Rondon PR.
CONTRATADA: VIACAO SANDER LTDA
CNPJ DA CONTRATADA: 84.800.853/0001-06
RESPONSÁVEL: ANDERSON LUIS ALVES
PRAZO: Inalterado
VALOR: R$47.523,84 (quarenta e sete mil, quinhentos e vinte e três reais e oitenta e quatro centavos).
FUNDAMENTO LEGAL: Art. 124, I, "b" c/c art. 125, da Lei de Licitações e Contratos nº 14.133/2021.
JUSTIFICATIVA: Acréscimo quantitativo nos itens 4 e 11.
DATA e ASSINATURA: Marechal Cândido Rondon, 30/06/2026 Adriano Backes, Prefeito e Anderson Luis
Alves.
* Documento na íntegra disponível no Endereço: https://c.ipm.com.br/pca445a64790e3
ou através do site: www.mcr.pr.gov.br // Licitações // Serviços // Consulta Licitações
TERMO ADITIVO (III) - CONTRATO Nº 192/2025 - PREGÃO ELETRÔNICO Nº 103/2024
Concorrência / Tomada de Preços / Convite / Concurso / Leilão • Termo Aditivo
ADITAMENTO CONTRATUAL
PROCESSO: PREGÃO ELETRÔNICO Nº 103/2024
OBJETO: Contratação de serviços de transporte escolar
ESPÉCIE: Terceiro Termo Aditivo ao Contrato nº 192/2025, firmado em 05/06/2025.
CONTRATANTE: Município de Marechal Cândido Rondon PR.
CONTRATADA: JAIR ANDRIN E CIA LTDA
CNPJ DA CONTRATADA: 19.853.941/0001-04
RESPONSÁVEL: JAIR ANDRIN
PRAZO: Inalterado.
VALOR: R$5.718,30 (cinco mil, setecentos e dezoito reais e trinta centavos).
FUNDAMENTO LEGAL: Art. 124, I, "b" c/c art. 125, da Lei de Licitações e Contratos nº 14.133/2021.
JUSTIFICATIVA: Acréscimo quantitativo no item 15.
DATA e ASSINATURA: Marechal Cândido Rondon, 30/06/2026 Adriano Backes, Prefeito e Jair Andrin.
* Documento na íntegra disponível no Endereço: https://c.ipm.com.br/pda40462e5eaf5
ou através do site: www.mcr.pr.gov.br // Licitações // Serviços // Consulta Licitações
TERMO ADITIVO (V) - CONTRATO Nº 191/2025 - PREGÃO ELETRÔNICO Nº 103/2024
Concorrência / Tomada de Preços / Convite / Concurso / Leilão • Termo Aditivo
ADITAMENTO CONTRATUAL
PROCESSO: PREGÃO ELETRÔNICO Nº 103/2024
OBJETO: Contratação de serviços de transporte escolar
ESPÉCIE: Quinto Termo Aditivo ao Contrato nº 191/2025, firmado em 05/06/2025.
CONTRATANTE: Município de Marechal Cândido Rondon PR.
CONTRATADA: V.C. MORAES-TRANSPORTES
CNPJ DA CONTRATADA: 10.533.343/0001-75
RESPONSÁVEL: VANDERLEI CARLOS MORAES
PRAZO: Inalterado.
VALOR: R$10.584,63 (dez mil, quinhentos e oitenta e quatro reais e sessenta e três centavos).
FUNDAMENTO LEGAL: Art. 124, I, "b" c/c art. 125, da Lei de Licitações e Contratos nº 14.133/2021.
JUSTIFICATIVA: Acréscimo quantitativo no item 12.
DATA e ASSINATURA: Marechal Cândido Rondon, 30/06/2026 Adriano Backes, Prefeito e Vanderlei
Carlos Moraes
* Documento na íntegra disponível no Endereço: https://c.ipm.com.br/p5a96d8641944d
ou através do site: www.mcr.pr.gov.br // Licitações // Serviços // Consulta Licitações
TERMO ADITIVO (VI) - CONTRATO Nº 193/2025 - PREGÃO ELETRÔNICO Nº 103/2024
Concorrência / Tomada de Preços / Convite / Concurso / Leilão • Termo Aditivo
ADITAMENTO CONTRATUAL
PROCESSO: PREGÃO ELETRÔNICO Nº 103/2024
OBJETO: Contratação de serviços de transporte escolar
ESPÉCIE: Sexto Termo Aditivo ao Contrato nº 193/2025, firmado em 05/06/2025.
CONTRATANTE: Município de Marechal Cândido Rondon PR.
CONTRATADA: KAMMER TRANSPORTES LTDA
CNPJ DA CONTRATADA: 30.828.476/0001-86
RESPONSÁVEL: Valdir Kammer
PRAZO: Inalterado.
VALOR: R$41.380,88 (quarenta e um mil, trezentos e oitenta reais e oitenta e oito centavos).
FUNDAMENTO LEGAL: Art. 124, I, "b" c/c art. 125, da Lei de Licitações e Contratos nº 14.133/2021.
JUSTIFICATIVA: Acréscimo quantitativo nos itens 3 e 8.
DATA e ASSINATURA: Marechal Cândido Rondon, 30/06/2026 Adriano Backes, Prefeito e Valdir Kammer.
* Documento na íntegra disponível no Endereço: https://c.ipm.com.br/p86ea5545638b7
ou através do site: www.mcr.pr.gov.br // Licitações // Serviços // Consulta Licitações
TERMO DE DOAÇÃO DE BENS INSERVÍVEIS nº 02/2026
Atos Administrativos • Outros atos
TERMO DE DOAÇÃO DE BENS INSERVÍVEIS Nº 02/2026
Doador: Serviço Autônomo de Água e Esgoto - SAAE (CNPJ - 76.878.669/0001-42)
Donatária: Associação de Recuperação do Alcoólatra - ARA.
Objeto: Doação de bem móvel classificado como inservível pela Autarquia Doadora, destinado à
Associação de Recuperação do Alcoólatra - ARA, para utilização exclusiva em atividades de
interesse público e social, sem fins lucrativos, conforme relação abaixo:
Quant. Bem Valor estimado Estado
01 und. Bebedouro para garrafão R$ 260,00 Ocioso
Justificativa: o bem objeto da presente doação não possui valor econômico relevante e encontra-
se sem utilização nas atividades da Autarquia, sendo considerado sem utilidade para o serviço
público, bem como torna-se antieconômica eventual alienação por outros meios.
Data e assinaturas: Marechal Cândido Rondon (PR), 29 de junho de 2026 Fabio
Alexandre Regelmeier, Diretor Executivo; Lidia Inhoato, Presidente da Associação de
Recuperação do Alcoólatra - ARA.