Publicações da edição 3624 - 02/07/2026 e Ano VII

Publicações da edição 3624

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MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON

ESTADO DO PARANÁ

Departamento de Gestão de Compras // Divisão de Licitações

EXTRATO DE CONTRATO DE CONCESSÃO ADMINISTRATIVA Nº 259/2026

PROCESSO: CONCORRÊNCIA PÚBLICA Nº 01/2026

OBJETO: Concessão Administrativa de Uso de Bem Público Municipal para fins industriais.

ESPÉCIE: Concessão Administrativa de Uso

CONCEDENTE: Município de Marechal Cândido Rondon

CONCESSIONÁRIA: 58.333.586 IGOR EBERTZ

CNPJ DA CONCESSIONÁRIA: 58.333.586/0001-96

RESPONSÁVEL: IGOR EBERTZ

PRAZO DE VIGÊNCIA: 02 (dois) anos, de acordo com a Lei Municipal n.º 5.376/2022.

DATA E ASSINATURA: Marechal Cândido Rondon - PR, em 30 de junho de 2026, Adriano Backes, Prefeito e Igor

Ebertz.

* Documento na íntegra disponível no Endereço: https://c.ipm.com.br/p436516acb8315

ou através do site: www.mcr.pr.gov.br // Licitações // Serviços // Consulta Licitações

MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON

ESTADO DO PARANÁ

Departamento de Gestão de Compras // Divisão de Licitações

EXTRATO DE CONTRATO DE CONCESSÃO ADMINISTRATIVA Nº 260/2026

PROCESSO: CONCORRÊNCIA PÚBLICA Nº 01/2026

OBJETO: Concessão Administrativa de Uso de Bem Público Municipal para fins industriais.

ESPÉCIE: Concessão Administrativa de Uso

CONCEDENTE: Município de Marechal Cândido Rondon

CONCESSIONÁRIA: 58.394.783 DANIEL MARLON REDIESS

CNPJ DA CONCESSIONÁRIA: 58.394.783/0001-15

RESPONSÁVEL: DANIEL MARLON REDIESS

PRAZO DE VIGÊNCIA: 02 (dois) anos, de acordo com a Lei Municipal n.º 5.376/2022.

DATA E ASSINATURA: Marechal Cândido Rondon - PR, em 30 de junho de 2026, Adriano Backes, Prefeito e Daniel

Marlon Rediess.

* Documento na íntegra disponível no Endereço: https://c.ipm.com.br/p0a8636ace3440

ou através do site: www.mcr.pr.gov.br // Licitações // Serviços // Consulta Licitações

MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON

ESTADO DO PARANÁ

Departamento de Gestão de Compras // Divisão de Licitações

EXTRATO DE CONTRATO DE CONCESSÃO ADMINISTRATIVA Nº 261/2026

PROCESSO: CONCORRÊNCIA PÚBLICA Nº 01/2026

OBJETO: Concessão Administrativa de Uso de Bem Público Municipal para fins industriais.

ESPÉCIE: Concessão Administrativa de Uso

CONCEDENTE: Município de Marechal Cândido Rondon

CONCESSIONÁRIA: 60.212.720 ANDERSON RAFAEL CHRISTMANN

CNPJ DA CONCESSIONÁRIA: 60.212.720/0001-42

RESPONSÁVEL: ANDERSON RAFAEL CHRISTMANN

PRAZO DE VIGÊNCIA: 02 (dois) anos, de acordo com a Lei Municipal n.º 5.376/2022.

DATA E ASSINATURA: Marechal Cândido Rondon - PR, em 30 de junho de 2026, Adriano Backes, Prefeito e

Anderson Rafael Christmann.

* Documento na íntegra disponível no Endereço: https://c.ipm.com.br/p4ac020446c64a

ou através do site: www.mcr.pr.gov.br // Licitações // Serviços // Consulta Licitações

MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON

ESTADO DO PARANÁ

Departamento de Gestão de Compras // Divisão de Licitações

EXTRATO DE CONTRATO DE CONCESSÃO ADMINISTRATIVA Nº 262/2026

PROCESSO: CONCORRÊNCIA PÚBLICA Nº 01/2026

OBJETO: Concessão Administrativa de Uso de Bem Público Municipal para fins industriais.

ESPÉCIE: Concessão Administrativa de Uso

CONCEDENTE: Município de Marechal Cândido Rondon

CONCESSIONÁRIA: F K FERRAMENTARIA LTDA

CNPJ DA CONCESSIONÁRIA: 61.485.250/0001-53

RESPONSÁVEL: SIVOLEI DE CARVALHO MORAIS

PRAZO DE VIGÊNCIA: 02 (dois) anos, de acordo com a Lei Municipal n.º 5.376/2022.

DATA E ASSINATURA: Marechal Cândido Rondon - PR, em 30 de junho de 2026, Adriano Backes, Prefeito e Sivolei

De Carvalho Morais.

* Documento na íntegra disponível no Endereço: https://c.ipm.com.br/p6d404a65f6334

ou através do site: www.mcr.pr.gov.br // Licitações // Serviços // Consulta Licitações

MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON

ESTADO DO PARANÁ

Departamento de Gestão de Compras // Divisão de Licitações

EXTRATO DE CONTRATO DE CONCESSÃO ADMINISTRATIVA Nº 264/2026

PROCESSO: CONCORRÊNCIA PÚBLICA Nº 01/2026

OBJETO: Concessão Administrativa de Uso de Bem Público Municipal para fins industriais.

ESPÉCIE: Concessão Administrativa de Uso

CONCEDENTE: Município de Marechal Cândido Rondon

CONCESSIONÁRIA: ZETEC SOLUCOES INDUSTRIAIS LTDA

CNPJ DA CONCESSIONÁRIA: 65.433.800/0001-41

RESPONSÁVEL: RODRIGO AVAN BERNARDI

PRAZO DE VIGÊNCIA: 02 (dois) anos, de acordo com a Lei Municipal n.º 5.376/2022.

DATA E ASSINATURA: Marechal Cândido Rondon - PR, em 30 de junho de 2026, Adriano Backes, Prefeito e

Rodrigo Avan Bernardi.

* Documento na íntegra disponível no Endereço: https://c.ipm.com.br/p214235a5a0465

ou através do site: www.mcr.pr.gov.br // Licitações // Serviços // Consulta Licitações

PROCESSO DE SELEÇÃO SIMPLIFICADO Nº 03/2026

EDITAL DE RESULTADO PRELIMINAR Nº 07.03/2026

A presidente da Comissão Organizadora de Processo Seletivo Simplificado, constituída pela Portaria nº

293/2026, de 25 de fevereiro de 2026, publicada em órgão oficial de imprensa na data de 27 de fevereiro de

2026, por meio de suas atribuições legais:

TORNA PÚBLICO

I ­ O RESULTADO DO PROCESSO SELETIVO nos termos da legislação pertinente e das normas

estabelecidas neste Edital, conforme segue:

FONOAUDIÓLOGO

Não teve inscritos

MÉDICO T24H/S ­ Ginecologista/Obstetra

Não teve inscritos

MÉDICO VETERINÁRIO

Nome do Candidato CPF Nota

70,50

LUIZ CLAUDIO TEIXEIRA XXX.487.896-XX 57,00

54,00

DANNA PINHEIRO LOBO FRAGA XXX.121.715-XX 52,50

45,00

MARCELO EDUARDO DA CRUZ XXX.674.759-XX 44,00

KREIN XXX.548.009-XX 34,00

GABRIELE GRUBER

NATHALY MACHADO MESSIAS XXX.237.019-XX

ADRIAN ALAVER FERNANDES XXX.545.549-XX

PRISCILA LUANA DE SOUZA XXX.034.439-XX

II ­ Este Edital entra em vigor na data de sua publicação.

Município de Marechal Cândido Rondon, Estado do Paraná, em 01 de julho de 2026.

FÁBIO CÉSAR NAUMANN

Presidente da Comissão Organizadora

CONSELHO MUNICIPAL DE ESPORTE E LAZER

EDITAL DE CONVOCAÇÃO 005/2026

O presidente do Conselho Municipal de Esporte e Lazer do município de Marechal Cândido

Rondon, convoca a todos os Conselheiros Titulares e convida a todos os Conselheiros Suplentes,

membros e demais interessados, para a Reunião ordinária a ser realizada no dia 07 de julho de

2026, às 07:40 horas, tendo como local a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, situada à Rua

Ceará 1515, centro, de acordo com o que é facultado pelo Regimento Interno deste CMEL, Mal. Cdo.

Rondon - PR.

Teremos como pauta:

A) Verificação da presença e da existência de quórum para instalação da reunião;

B) Leitura e aprovação da pauta;

C) Leitura e aprovação da ata da sessão anterior;

D) Recursos do fundo Estadual para o Fundo Municipal.

1. Linha 2 Políticas Públicas(2026/2027).

2. Linha 3 Municípios Sede.

F) Ofícios recebidos/enviados.

G) Assuntos Gerais.

Solicitamos que na falta do Conselheiro Titular, este se encarregue de comunicar ao seu suplente,

para que cada segmento possa se fazer representar.

Marechal Cândido Rondon, 01 de julho de 2026.

GIANMARCO STOEF

Presidente Conselho Municipal de Esporte e Lazer

Republicado: Publicado no Diário Oficial Eletrônico, Edição nº 3302, em 08/05/2025

LEI nº 5.573, DE 06 DE MAIO DE 2025

DISPÕE SOBRE A POLÍTICA MUNICIPAL DE

SANEAMENTO BÁSICO, REVISA O PLANO

MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO,

REESTRUTURA O CONSELHO MUNICIPAL DE

SANEAMENTO BÁSICO, CRIA O FUNDO MUNICIPAL

DE SANEAMENTO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

A Câmara Municipal de Marechal Cândido Rondon, Estado do Paraná,

aprovou, e eu Prefeito, sanciono a seguinte LEI:

CAPÍTULO I

DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

Art. 1º A Política Municipal de Saneamento Básico de Marechal Cândido

Rondon, com fundamento na Lei Federal n°. 11.445/2007 e no Decreto de

Regulamentação n.º 7.217/2010, tem como objetivo, respeitadas as competências da

União e do Estado, melhorar a qualidade da sanidade pública e manter o meio ambiente

equilibrado, buscando o desenvolvimento sustentável e fornecendo diretrizes ao poder

público e à coletividade para a defesa, conservação e recuperação da qualidade e

salubridade ambiental, cabendo a todos o direito de exigir a adoção de medidas nesse

sentido.

§ 1º Para os efeitos desta lei considera-se saneamento básico o conjunto de

serviços, infraestrutura e instalações operacionais de:

I - abastecimento de água potável: constituído pelas atividades e pela

disponibilização e manutenção de infraestruturas e instalações operacionais necessárias

ao abastecimento público de água potável, desde a captação até as ligações prediais

e seus instrumentos de medição;

II ­ esgotamento sanitário: constituído pelas atividades e pela

disponibilização e manutenção de infraestruturas e instalações operacionais necessárias

à coleta, ao transporte, ao tratamento e à disposição final adequados dos esgotos

sanitários, desde as ligações prediais até sua destinação final para produção de água de

reúso ou seu lançamento de forma adequada no meio ambiente;

III ­ limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos: constituídos pelas

atividades e pela disponibilização e manutenção de infraestruturas e instalações

operacionais de coleta, varrição manual e mecanizada, asseio e conservação urbana,

transporte, transbordo, tratamento e destinação final ambientalmente adequada dos

resíduos sólidos domiciliares e dos resíduos de limpeza urbana; e

IV ­ drenagem e manejo de águas pluviais urbanas: constituídos pelas

atividades, pela infraestrutura e pelas instalações operacionais de drenagem de águas

pluviais, transporte, detenção ou retenção para o amortecimento de vazões de cheias,

tratamento e disposição final das águas pluviais drenadas, contempladas a limpeza e a

fiscalização preventiva das redes.

§ 2º Nas Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis) ou outras áreas do

perímetro urbano ocupadas predominantemente por população de baixa renda, o

serviço público de esgotamento sanitário, realizado diretamente pelo titular ou por

concessionário, inclui conjuntos sanitários para as residências e solução para a destinação

de efluentes, quando inexistentes, assegurada compatibilidade com as diretrizes da

política municipal de regularização fundiária.

Art. 2º Não constitui serviço público de saneamento a ação executada por

meio de projetos e atividades individuais e específicas, desde que o usuário não dependa

da intervenção direta do poder público para operar os serviços, bem como as atividades

e obras de saneamento básico de responsabilidade privada, previstas em lei ou normas

regulamentadoras incluindo o manejo de resíduos de responsabilidade do gerador.

Art. 3º Os resíduos originários de atividades comerciais, desde que não se

enquadrem como resíduos perigosos, podem ser considerados como resíduos sólidos

urbanos.

Parágrafo único. Os resíduos industriais, de serviços de saúde, da construção

civil, agros silvipastoris, de serviços de transporte, de mineração, resíduos domiciliares e

resíduos perigosos devem observar a legislação específica quanto ao seu manuseio e

destino final.

Art. 4º Para o estabelecimento da Política Municipal de Saneamento Básico

serão observados os seguintes princípios fundamentais:

I - universalização do acesso e efetiva prestação do serviço;

II - integralidade, compreendida como o conjunto de atividades e

componentes de cada um dos diversos serviços de saneamento que propicie à

população o acesso a eles em conformidade com suas necessidades e maximize a

eficácia das ações e dos resultados;

III - abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e

manejo dos resíduos sólidos realizados de forma adequada à saúde pública, à

conservação dos recursos naturais e à proteção do meio ambiente;

IV - disponibilidade, nas áreas urbanas, de serviços de drenagem e manejo

das águas pluviais, tratamento, limpeza e fiscalização preventiva das redes, adequados à

saúde pública, à proteção do meio ambiente e à segurança da vida e do patrimônio

público e privado;

V - adoção de métodos, técnicas e processos que considerem as

peculiaridades locais e regionais;

VI - articulação com as políticas de desenvolvimento urbano e regional, de

habitação, de combate à pobreza e de sua erradicação, de proteção ambiental, de

promoção da saúde, de recursos hídricos e outras de interesse social relevante, destinadas

à melhoria da qualidade de vida, para as quais o saneamento básico seja fator

determinante;

VII - eficiência econômica e sustentabilidade;

VIII - estímulo à pesquisa, ao desenvolvimento e à utilização de tecnologias

apropriadas, consideradas a capacidade de pagamento dos usuários, a adoção de

soluções graduais e progressivas e a melhoria da qualidade com ganhos de eficiência e

redução dos custos para os usuários;

IX - transparência das ações, baseada em sistemas de informações e

processos decisórios institucionalizados;

X - controle social;

XI - segurança, qualidade, regularidade e continuidade;

XII - integração das infraestruturas e dos serviços com a gestão eficiente dos

recursos hídricos;

XIII - redução e controle das perdas de água, inclusive na distribuição de

água tratada, estímulo à racionalização de seu consumo pelos usuários e fomento à

eficiência energética, ao reúso de efluentes sanitários e ao aproveitamento de águas de

chuva;

XIV ­ fortalecimento da execução dos serviços de abastecimento de água

potável e esgotamento sanitário por meio da autarquia municipal ­ SAAE-MCR e

prestação regionalizada quanto aos demais serviços, quando julgada conveniente e

adequada sua realização, com vistas à geração de ganhos de escala e à garantia da

universalização e da viabilidade técnica e econômico-financeira dos serviços;

XV - seleção competitiva do prestador dos serviços; e

XVI - prestação concomitante dos serviços de abastecimento de água e de

esgotamento sanitário.

CAPÍTULO II

DO INTERESSE LOCAL

Art. 5º Para o cumprimento do disposto no Art. 30 da Constituição Federal no

que concerne ao saneamento básico consideram-se como de interesse local:

I - o incentivo à adoção de posturas, e práticas sociais e econômicas

ambientalmente sustentáveis;

II - a adequação das atividades e ações econômicas, sociais, urbanas e

rurais e do Poder Público, às imposições do equilíbrio ambiental;

III - a busca permanente de soluções negociadas entre o Poder Público, a

iniciativa privada e sociedade civil para a prevenção e mitigação dos impactos

ambientais;

IV - a adoção no processo de planejamento, de normas relativas ao

desenvolvimento urbano e econômico que priorizem a proteção ambiental, a utilização

adequada do espaço territorial e dos recursos naturais e que possibilitem novas

oportunidades de geração de emprego e renda;

V - a ação na defesa e conservação ambiental no âmbito regional e dos

demais municípios vizinhos, mediante convênios e consórcios;

VI - a defesa e conservação das áreas de mananciais, das reservas florestais

e demais áreas de interesse ambiental.

VII - o licenciamento e fiscalização ambiental com o controle das atividades

efetiva ou potencialmente degradadoras e poluidoras;

VIII - a melhoria constante da qualidade do ar, da água, do solo, da

paisagem e dos níveis de ruído e vibrações, mantendo-os dentro dos padrões técnicos

estabelecidos pelas legislações de controle de poluição ambiental federal, estadual e

municipal no que couber;

IX - o acondicionamento, a coleta, o transporte, o tratamento e a disposição

final dos resíduos sólidos;

X - a captação, o tratamento e a distribuição de água para consumo, assim

como o monitoramento de sua qualidade;

XI - a coleta, a disposição e o tratamento de esgotos;

XII - o tratamento e/ou reaproveitamento de efluentes gerados por

quaisquer atividades;

XIII - a drenagem e a destinação final das águas;

XIV - a garantia de crescentes níveis de salubridade ambiental, através do

provimento de infraestrutura sanitária e de condições de salubridade das edificações, ruas

e logradouros públicos;

XV - monitoramento de águas subterrâneas visando à manutenção dos

recursos hídricos para as atuais e futuras gerações, exigindo o cumprimento da legislação.

CAPÍTULO III

DOS ÓRGÃOS EXECUTORES DA POLÍTICA MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Art. 6º A Política Municipal de Saneamento de Marechal Cândido Rondon

será formulada, monitorada e revisada pelo Conselho Municipal de Saneamento, criado

pela Lei Municipal n.º 4.737/2015, e reestruturado pela presente Lei.

CAPÍTULO IV

DA EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS DE SANEAMENTO BÁSICO

Art. 7º Os serviços básicos de saneamento de que trata o § 1.º do art. 1º desta

Lei poderão ser executados das seguintes formas:

I - de forma direta pela Prefeitura ou por órgãos de sua administração

indireta;

II - por empresa contratada para a prestação dos serviços através de

processo licitatório;

III - por empresa concessionária escolhida em processo licitatório de

concessão, nos termos da Lei Federal nº. 8.987/95;

IV - por gestão associada com órgãos da administração direta e indireta de

entes públicos federados por convênio de cooperação ou em consórcio público, através

de contrato de programa, nos termos do art. 241 da Constituição Federal e da Lei Federal

nº. 11.107/05.

§ 1º A prestação de serviços públicos de saneamento básico por entidade

que não integre a administração municipal depende de celebração de contrato de

concessão, mediante prévia licitação, nos termos do art. 175 da Constituição Federal,

vedada a sua disciplina mediante contrato de programa, convênios, termos de parceria

ou outros instrumentos de natureza precária.

§ 2º Especificamente em relação aos serviços de abastecimento de água

potável e esgotamento sanitário de que tratam os incisos I e II do § 1.º do art. 1.º desta Lei,

sua execução será realizada por meio do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de

Marechal Cândido Rondon ­ SAAE-MCR, autarquia municipal criada especificamente

para tal fim e, na falta deste, a execução incumbirá diretamente à Prefeitura Municipal.

Art. 8º São condições de legalidade dos contratos que tenham por objeto a

prestação de serviços públicos de saneamento básico:

I - a existência de plano de saneamento básico;

II - a existência prévia de estudo comprovando a viabilidade técnica e

econômico-financeira da prestação universal e integral dos serviços;

III - a existência de normas de regulação que prevejam os meios para o

cumprimento das diretrizes desta Lei, incluindo a designação da entidade ou órgão de

regulação e de fiscalização;

IV - a realização prévia de audiência e de consultas públicas sobre o edital

e minuta do contrato no caso de concessão.

V - a existência de metas e cronograma de universalização dos serviços de

saneamento básico.

Art. 9º As contratações de serviços públicos de saneamento básico devem

respeitar as regras descritas na Lei Federal n.º 11.445/2007, que "Estabelece as diretrizes

nacionais para o saneamento básico (...)", na Lei n.º 8.987/1995 que "Dispõe sobre o

regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos (...)" quando

aplicável, bem como de outras legislações incidentes.

rt. 10. Os contratos de prestação dos serviços públicos de saneamento

básico deverão definir metas de universalização que garantam o atendimento de 99%

(noventa e nove por cento) da população com água potável e de 90% (noventa por

cento) da população com coleta e tratamento de esgotos até 31 de dezembro de 2033,

assim como metas quantitativas de não intermitência do abastecimento, de redução de

perdas e de melhoria dos processos de tratamento.

Art. 11. Nos serviços públicos de saneamento básico em que mais de um

prestador execute atividade interdependente com outra, a relação entre elas deverá ser

regulada por contrato e haverá órgão único encarregado das funções de regulação e

de fiscalização, adequadas às normativas publicadas pela ANA, nos termos da Lei Federal

n.º 11.445/2007.

CAPÍTULO V

DA PARTICIPAÇÃO REGIONALIZADA EM SERVIÇOS DE SANEAMENTO BÁSICO

Art. 12. O Município poderá participar de prestação regionalizada de

serviços de saneamento básico, exceto em relação aos serviços de abastecimento de

água potável e esgotamento sanitário, prestados por meio do Serviço Autônomo de Água

e Esgoto ­ SAAE-MCR, conforme descrito no § 2.º do art. 7.º desta Lei.

Parágrafo único. Para os demais serviços de saneamento básico, havendo

opção pela participação em prestação regionalizada, devem ser respeitadas as

disposições dos arts. 17 a 18-A da Lei Federal n.º 11.445/2007, bem como às disposições de

legislação municipal relacionadas a tais serviços.

CAPÍTULO VI

DA REGULAÇÃO E CONTROLE

Art. 13. A função de regulação, desempenhada por entidade de natureza

autárquica dotada de independência decisória e autonomia administrativa,

orçamentária e financeira, atenderá aos princípios de transparência, tecnicidade,

celeridade e objetividade das decisões.

Parágrafo único. A regulação e controle de serviços de saneamento básico

ficarão sob a responsabilidade do ORCISPAR - Órgão Regulador do Consórcio

Intermunicipal de Saneamento do Paraná, ou outra entidade que venha a substituí-lo.

Art. 14. Os prestadores de serviços de saneamento básico deverão fornecer

ao órgão ou entidade reguladora todos os dados e informações necessárias para o

desempenho de suas atividades, na forma das normas legais, regulamentares e

contratuais.

§ 1º Inclui-se entre os dados e informações a que se refere o caput deste

artigo aquelas produzidas por empresas ou profissionais contratados para executar

serviços ou fornecer materiais e equipamentos específicos.

§ 2º Compreendem-se nas atividades de regulação a interpretação e a

fixação de critérios para a fiel execução dos contratos, dos serviços e para a correta

administração de subsídios.

Art. 15. Será dada publicidade aos relatórios, estudos, decisões e

instrumentos equivalentes que se refiram à regulação e à fiscalização dos serviços públicos

de saneamento básico, com informação sobre os níveis dos reservatórios de água para

abastecimento público e outros dados relativos à segurança hídrica, bem como aos

direitos e deveres dos usuários e prestadores, a eles facultado o acesso de qualquer

indivíduo, independentemente da existência de interesse direto.

§ 1º Excluem-se do disposto no caput deste artigo os documentos

considerados sigilosos em razão de interesse público relevante, mediante prévia e

motivada decisão.

§ 2º A publicidade a que se refere o caput deste artigo será realizada por

meio eletrônico, através de publicação no endereço eletrônico do Serviço Autônomo de

Água e Esgoto (SAAE-MCR) do Município, bem como no Diário Oficial Eletrônico do

Município (DOEM), podendo, a critério da autoridade municipal, ser realizadas

divulgações por outros meios de comunicação.

Art. 16. É assegurado aos usuários dos serviços públicos de saneamento

básico:

I - amplo acesso a informações sobre os serviços prestados;

II - prévio conhecimento dos seus direitos e deveres e das penalidades a que

podem estar sujeitos;

III - acesso a manual de prestação do serviço e de atendimento ao usuário,

elaborado pelo prestador e aprovado pelo órgão ou entidade reguladora;

IV - acesso a relatório periódico sobre a qualidade da prestação dos

serviços.

V - acesso a relatórios periódicos sobre o nível dos reservatórios de água

para abastecimento público e a outros dados relativos à segurança hídrica.

CAPÍTULO VII

DOS ASPECTOS ECONÔMICOS E SOCIAIS

Art. 17 Os serviços de saneamento básico terão a sustentabilidade

econômico-financeira assegurada, por meio da remuneração pela cobrança dos

serviços, e quando necessário, por outras formas adicionais, como subsídios ou

subvenções, vedada a cobrança em duplicidade de custos administrativos ou gerenciais

a ser pagos pelo usuário, nos seguintes serviços:

I - de abastecimento de água e esgotamento sanitário, na forma de taxas,

tarifas e outros preços públicos, que poderão ser estabelecidos para cada um dos serviços

ou para ambos, conjuntamente;

II - de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, na forma de taxas, tarifas

e outros preços públicos, conforme o regime de prestação do serviço ou das suas

atividades; e

III - de drenagem e manejo de águas pluviais urbanas, na forma de tributos,

inclusive taxas, ou tarifas e outros preços públicos, em conformidade com o regime de

prestação do serviço ou das suas atividades.

§ 1º Na instituição das tarifas, preços públicos e taxas para os serviços de

saneamento básico serão observadas as seguintes diretrizes:

a) Prioridade para atendimento das funções essenciais relacionadas à

saúde pública;

b) ampliação do acesso dos cidadãos e localidades de baixa renda aos

serviços;

c) geração dos recursos necessários para realização dos investimentos,

objetivando o cumprimento das metas e objetivos do serviço;

d) inibição do consumo supérfluo e do desperdício de recursos;

e) recuperação dos custos incorridos na prestação do serviço, em regime

de eficiência;

f) remuneração adequada do capital investido pelos prestadores dos

serviços;

g) estímulo ao uso de tecnologias modernas e eficientes, compatíveis com

os níveis exigidos de qualidade, continuidade e segurança na prestação dos serviços;

h) incentivo à eficiência dos prestadores dos serviços.

§ 2º O Município poderá adotar subsídios tarifários e não tarifários para os

usuários que não tenham capacidade de pagamento suficiente para cobrir o custo

integral dos serviços, respeitada a sustentabilidade econômico-financeira do serviço e

desde que haja avaliação prévia da Secretaria Municipal de Assistência Social e Serviço

Autônomo de Água e Esgoto ­ SAAE.

§ 3º As novas edificações condominiais adotarão padrões de

sustentabilidade ambiental que incluam, entre outros procedimentos, a medição

individualizada do consumo hídrico por unidade imobiliária.

§ 4º Na hipótese de prestação dos serviços sob regime de concessão, as

tarifas e preços públicos serão arrecadados pelo prestador diretamente do usuário, e essa

arrecadação será facultativa em caso de taxas.

§ 5º Os prédios, edifícios e condomínios que foram construídos sem a

individualização da medição até a entrada em vigor da Lei nº 13.312, de 12 de julho de

2016, ou em que a individualização for inviável, pela onerosidade ou por razão técnica,

poderão instrumentalizar contratos especiais com os prestadores de serviços, nos quais

serão estabelecidas as responsabilidades, os critérios de rateio e a forma de cobrança.

Art. 18. Observado o disposto no artigo anterior, a estrutura de remuneração

e cobrança dos serviços públicos de saneamento básico levará em consideração os

seguintes fatores:

I - categorias de usuários, distribuídos por faixas ou quantidades crescentes

de utilização ou de consumo;

II - padrões de uso ou de qualidade requeridos;

III - quantidade mínima de consumo ou de utilização do serviço, visando a

garantia de objetivos sociais, como a preservação da saúde pública, o adequado

atendimento dos usuários de menor renda e a proteção do meio ambiente;

IV - custo mínimo necessário para disponibilidade do serviço em quantidade

e qualidade adequadas;

V - ciclos significativos de aumento de demanda dos serviços, em períodos

distintos;

VI - capacidade de pagamento dos consumidores.

Art. 19. Os subsídios destinados ao atendimento de usuários determinados de

baixa renda serão, dependendo da origem dos recursos:

I - tarifários: quando integrarem a estrutura tarifária;

II - fiscais: quando decorrerem da alocação de recursos orçamentários,

inclusive por meio de subvenções;

III - internos a cada titular ou entre titulares, nas hipóteses de prestação

regionalizada.

Art. 20. As taxas ou tarifas decorrentes da prestação de serviço público de

limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos devem levar em conta a adequada

destinação dos resíduos coletados e o nível de renda da população da área atendida,

de forma isolada ou combinada, podendo, ainda, considerar:

I - as características dos lotes e as áreas que podem ser neles edificadas;

II - o peso ou o volume médio coletado por habitante ou por domicílio;

III - o consumo de água; e

IV - a frequência de coleta.

Art. 21. O reajuste de tarifas de serviços públicos de saneamento básico será

realizado observando-se o intervalo mínimo de 12 (doze) meses, de acordo com as normas

legais, regulamentares e contratuais.

Art. 22. Poderá ser realizada cobrança pela prestação do serviço público de

drenagem e manejo de águas pluviais urbanas.

Art. 23. As revisões tarifárias compreenderão a reavaliação das condições

da prestação dos serviços e das tarifas praticadas e poderão ser:

I - periódicas, objetivando a distribuição dos ganhos de produtividade com

os usuários e a reavaliação das condições de mercado;

II - extraordinárias, quando se verificar a ocorrência de fatos não previstos

no contrato, fora do controle do prestador dos serviços, que alterem o seu equilíbrio

econômico-financeiro.

§ 1º As revisões tarifárias terão suas pautas definidas pelo órgão ou entidade

reguladora, ouvidos os usuários e os prestadores dos serviços.

§ 2º Poderão ser estabelecidos mecanismos tarifários de indução à

eficiência, inclusive fatores de produtividade, assim como de antecipação de metas de

expansão e qualidade dos serviços.

§ 3º Os fatores de produtividade poderão ser definidos com base em

indicadores de outras empresas do setor.

§ 4º O órgão ou entidade reguladora poderá autorizar o prestador dos

serviços a repassar aos usuários custos e encargos tributários não previstos originalmente e

por ele não administrados, nos termos da Lei Federal nº. 8.987/95.

Art. 24. As tarifas devem ser fixadas de forma clara e objetiva, devendo os

reajustes e as revisões ser tornados públicos com antecedência mínima de 30 (trinta) dias

com relação à sua aplicação.

Parágrafo único. A fatura a ser entregue ao usuário final deverá ter seu

modelo aprovado pelo órgão ou entidade reguladora, que definirá os itens e custos a ser

explicitados.

Art. 25. Os serviços poderão ser interrompidos pelo prestador nas seguintes

hipóteses:

I - situações de emergência que atinjam a segurança de pessoas e bens;

II - necessidade de efetuar reparos, modificações ou melhorias de qualquer

natureza nos sistemas, respeitados os padrões de qualidade e continuidade estabelecidos

pela regulação do serviço

III - negativa do usuário em permitir a instalação de dispositivo de leitura de

água consumida, após ter sido previamente notificado a respeito;

IV - manipulação indevida de qualquer tubulação, medidor ou outra

instalação do prestador, por parte do usuário;

V - inadimplemento, pelo usuário do serviço de abastecimento de água ou

de esgotamento sanitário, do pagamento das tarifas, após ter sido formalmente

notificado, de forma que, em caso de coleta, afastamento e tratamento de esgoto, a

interrupção dos serviços deverá preservar as condições mínimas de manutenção da

saúde dos usuários, de acordo com norma de regulação ou norma do órgão de política

ambiental

§ 1º As interrupções programadas serão previamente comunicadas ao

regulador e aos usuários, com antecedência prévia de 24 (vinte e quatro) horas através

de todos os meios de comunicação disponíveis.

§ 2º A suspensão dos serviços prevista nos incisos III e V será precedida de

prévio aviso ao usuário, não inferior a 30 (trinta) dias da data prevista para a suspensão.

§ 3º A interrupção ou a restrição do fornecimento de água por

inadimplência a estabelecimentos de saúde, a instituições educacionais e de internação

de pessoas e a usuário residencial de baixa renda beneficiário de tarifa social deverá

obedecer a prazos e critérios estabelecidos por Decreto Municipal e que preservem

condições mínimas de manutenção da saúde das pessoas atingidas.

Art. 26. Desde que previsto nas normas de regulação, grandes usuários

poderão negociar suas tarifas com o prestador dos serviços, mediante contrato específico,

ouvido previamente o regulador.

Art. 27. Os valores investidos em bens reversíveis pelos prestadores

constituirão créditos perante o titular, a ser recuperados mediante a exploração dos

serviços, nos termos das normas regulamentares e contratuais e, quando for o caso,

observada a legislação pertinente às sociedades por ações.

§ 1º Não gerarão crédito perante o titular os investimentos feitos sem ônus

para o prestador, tais como os decorrentes de exigência legal aplicável à implantação

de empreendimentos imobiliários e os provenientes de subvenções ou transferências fiscais

voluntárias.

§ 2º Os investimentos realizados, os valores amortizados, a depreciação e os

respectivos saldos serão anualmente auditados e certificados pelo órgão ou ente

regulador.

§ 3º Os créditos decorrentes de investimentos devidamente certificados

poderão constituir garantia de empréstimos aos delegatários, destinados exclusivamente

a investimentos nos sistemas de saneamento objeto do respectivo contrato.

CAPÍTULO VIII

DOS ASPECTOS TÉCNICOS

Art. 28. A prestação dos serviços atenderá a requisitos mínimos de qualidade,

incluindo a regularidade, a continuidade e aqueles relativos aos produtos oferecidos ao

atendimento dos usuários e às condições operacionais e de manutenção dos sistemas, de

acordo com as normas regulamentares e contratuais.

Art. 29. Toda edificação permanente urbana será conectada às redes

públicas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário disponível e sujeita ao

pagamento de taxas, tarifas e de outros preços públicos decorrentes da disponibilização

e manutenção da infraestrutura e do uso desses serviços, ressalvadas as disposições em

contrário da entidade de regulação e do meio ambiente.

§ 1º Na ausência de redes públicas de saneamento básico, serão admitidas

soluções individuais de abastecimento de água e de afastamento e destinação final dos

esgotos sanitários, observadas as normas editadas pela entidade reguladora e pelos

órgãos responsáveis pelas políticas ambiental, sanitária e de recursos hídricos, bem como

autorizações e licenças pertinentes, entre outros atos autorizados.

§ 2º A instalação hidráulica predial ligada à rede de abastecimento de água

não poderá ser também alimentada por outras fontes, ressalvada o uso de água da

chuva.

§ 3º A instalação hidráulica predial prevista no § 2º deste artigo constitui a

rede ou tubulação que se inicia na ligação de água da prestadora e finaliza no

reservatório de água do usuário.

§ 4º Quando disponibilizada rede pública de esgotamento sanitário, o

usuário estará sujeito aos pagamentos previstos no caput deste artigo, sendo-lhe

assegurada a cobrança de um valor mínimo de utilização dos serviços, ainda que a sua

edificação não esteja conectada à rede pública.

§ 5º O pagamento de taxa ou de tarifa, na forma prevista no caput deste

artigo, não isenta o usuário da obrigação de conectar-se à rede pública de esgotamento

sanitário, e o descumprimento dessa obrigação sujeita o usuário ao pagamento de multa

e demais sanções previstas na legislação, ressalvados os casos de reúso e de captação

de água de chuva, nos termos do regulamento.

§ 6º A entidade reguladora ou o titular dos serviços públicos de saneamento

básico deverão estabelecer prazo não superior a 1 (um) ano para que os usuários

conectem suas edificações à rede de esgotos, onde disponível, sob pena de o prestador

do serviço realizar a conexão mediante cobrança do usuário.

§ 7º A entidade reguladora ou o titular dos serviços públicos de saneamento

básico deverá, sob pena de responsabilidade administrativa, contratual e ambiental, até

31 de dezembro de 2025, verificar e aplicar o procedimento previsto no § 6º deste artigo a

todas as edificações implantadas na área coberta com serviço de esgotamento sanitário.

§ 8º O serviço de conexão de edificação ocupada por família de baixa

renda à rede de esgotamento sanitário poderá gozar de gratuidade, observado, quando

couber, o reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos.

§ 9º Para fins de concessão da gratuidade prevista no § 8º deste artigo,

caberá ao titular regulamentar os critérios para enquadramento das famílias de baixa

renda, consideradas as peculiaridades locais e regionais.

§ 10. A conexão de edificações situadas em núcleo urbano, núcleo urbano

informal e núcleo urbano informal consolidado observará o disposto na Lei nº 13.465, de 11

de julho de 2017.

§ 11. As edificações para uso não residencial ou condomínios regidos

pela Lei nº 4.591, de 16 de dezembro de 1964, poderão utilizar-se de fontes e métodos

alternativos de abastecimento de água, incluindo águas subterrâneas, de reúso ou

pluviais, desde que autorizados pelo órgão gestor competente e que promovam o

pagamento pelo uso de recursos hídricos, quando devido.

§ 12. Para a satisfação das condições descritas no § 11 deste artigo, os

usuários deverão instalar medidor para contabilizar o seu consumo e deverão arcar

apenas com o pagamento pelo uso da rede de coleta e tratamento de esgoto na

quantidade equivalente ao volume de água captado.

CAPÍTULO IX

DO FUNDO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO ­ FMSB

Art. 30. Fica instituído o Fundo Municipal de Saneamento Básico ­ FMSB,

vinculado à Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Sustentável,

com a finalidade de concentrar recursos para custear a universalização dos serviços

públicos de saneamento básico e proporcionar recursos e meios para empreender a

proteção, recuperação e conservação do meio ambiente no âmbito do Município de

Marechal Cândido Rondon.

§ 1º Os recursos do FMSB serão aplicados exclusivamente em saneamento

básico na área territorial do Município.

§ 2º A Política Municipal de Saneamento Básico e o Plano Municipal de

Saneamento Básico são os únicos instrumentos hábeis para orientar a aplicação dos

recursos financeiros do Fundo Municipal de Saneamento Básico.

§ 3º Fica vedada a utilização dos recursos do Fundo Municipal de

Saneamento Básico para pagamento de dívidas e cobertura de déficits dos órgãos e

entidades envolvidas direta ou indiretamente na Política Municipal de Saneamento

Básico.

Art. 31. O Fundo Municipal de Saneamento Básico (FMSB) será gerido pela

Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Sustentável, e orientado

pelo Conselho Municipal de Saneamento Básico, órgão colegiado responsável pela

formulação, acompanhamento e controle da política municipal de saneamento básico

do Município.

Parágrafo único. O plano de aplicação dos recursos do Fundo será

elaborado anualmente pela Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e

Desenvolvimento Sustentável, com a colaboração das Secretarias Municipais de

Planejamento, Infraestrutura, Saúde e Fazenda, sendo referendado pelo Conselho

Municipal de que trata este artigo.

Art. 32. Os recursos do FMSB serão provenientes de:

I - dotações do Orçamento Geral do Município;

II - arrecadação de multas;

III - valores de transferências, contribuições, doações e financiamentos de

instituições financeiras e organismos públicos ou privados, nacionais ou estrangeiros;

IV - valores recebidos a fundo perdido;

V ­ rendimentos de aplicações financeiras;

VI - quaisquer outros recursos destinados ao Fundo.

Parágrafo único. O resultado dos recolhimentos financeiros será depositado

em conta bancária exclusiva e poderão ser aplicados no mercado financeiro ou de

capitais de maior rentabilidade, sendo que tanto o capital como os rendimentos somente

poderão ser usados para as finalidades específicas descritas nesta Lei.

Art. 33. O orçamento, a contabilidade e a administração do Fundo

Municipal de Saneamento Básico obedecerão às normas estabelecidas pela Lei nº

4.320/64, Lei Complementar 101/2000 e as estabelecidas no Orçamento Geral do

Município.

Parágrafo único. Os procedimentos contábeis do Fundo serão executados

pela Contabilidade Geral do Município.

CAPÍTULO X

DO CONSELHO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Art. 34. O Conselho Municipal de Saneamento Básico- CMSB, é o órgão

colegiado, de caráter consultivo na formulação da política municipal de saneamento

básico, no planejamento e na avaliação de sua execução, sendo responsável pelo

acompanhamento dos serviços prestados na área de saneamento básico, com as

seguintes atribuições:

I - formular as políticas de saneamento básico, definir estratégias e

prioridades, acompanhar e avaliar sua implementação;

II - discutir e aprovar o Plano Municipal de Saneamento;

III - aprovar as diretrizes e normas para a gestão do Fundo Municipal de

Saneamento Básico;

IV - deliberar sobre propostas de projetos de lei e programas de saneamento

financiados com recursos do Fundo Municipal de Saneamento;

V - avaliar as propostas de fixação, revisão e reajuste tarifário dos serviços de

saneamento básico;

VI - promover estudos destinados a adequar os anseios da população à

política municipal de saneamento;

VII - definir os critérios para comprovação de interesse público relevante ou

da existência de riscos elevados à saúde pública, para aplicação dos recursos do Fundo

Municipal de Saneamento, a título de concessão de subsídios ou a fundo perdido;

VIII - acompanhar o cumprimento das metas de universalização dos serviços

de saneamento fixadas no Plano Municipal de Saneamento Básico;

IX - monitorar o cumprimento da Política Municipal de Saneamento,

especialmente no que diz respeito ao fiel cumprimento de seus princípios e objetivos e a

adequada prestação dos serviços e utilização dos recursos;

X - atuar no sentido da viabilização de recursos destinados aos planos,

programas e projetos de saneamento;

XI - articular-se com outros conselhos existentes no Município e no Estado

com vistas à implementação do Plano Municipal de Saneamento;

XII - elaborar e aprovar o seu regimento interno, bem como o Regimento

Interno da Conferência Municipal de Saneamento Básico;

XIII - promover a articulação com as políticas de desenvolvimento urbano e

regional, de habitação, de combate à pobreza e de sua erradicação, de proteção

ambiental, de promoção da saúde e outras de relevante interesse social voltadas para a

melhoria da qualidade de vida, para as quais o saneamento seja fator determinante.

Art. 35. O Conselho Municipal de Saneamento Básico nomeado pelo Prefeito

Municipal mediante Decreto, para um mandato de 2 (dois) anos, admitida a recondução

será constituído paritariamente, por 12 (doze) membros, sendo 6 (seis) governamentais e 6

(seis) não governamentais, conforme abaixo:

I - Representantes dos seguintes órgãos governamentais, sendo um titular e

um suplente:

a) Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento

Sustentável;

b) Secretaria Municipal de Saúde;

c) Secretaria Municipal de Planejamento;

d) Secretaria Municipal de Fazenda ;

e) Secretaria Municipal de Infraestrutura;

f) SAAE ­ Serviço Autônomo de Água e Esgoto.

II - Representantes das seguintes entidades não governamentais sendo um

titular e um suplente:

a) Associação Comercial, Industrial, de Serviços Agropecuária de Marechal

Cândido Rondon;

b) Sindicato Rural de Marechal Cândido Rondon;

c) Ordem dos Advogados do Brasil - OAB;

d) AREA-MCR ­ Associação Regional dos Engenheiros e Arquitetos de

Marechal Cândido Rondon;

e) 2 (dois) representantes de Clubes de serviços (Rotary, Lions, etc.).

§ 1º Os representantes - titular e suplente - dos órgãos governamentais de

que trata o inciso I deste artigo serão de livre nomeação do Prefeito, exceto em relação

ao representante do SAAE, que deve ser indicado por ofício de seu Diretor-Presidente.

§ 2º Os representantes ­ titular e suplente - das entidades não

governamentais de que tratam as alíneas "a", "b", "c" e "d" do inciso II deste artigo serão

indicados por ofício pelo respectivo seguimento.

§ 3º Os representantes ­ titulares e suplentes - das entidades não

governamentais de que trata a alínea "e" do inciso II deste artigo serão indicados em

ofício de consenso entre todos os clubes de serviços, ou, mediante escolha em audiência

pública convocada e conduzida pelas próprias entidades.

§ 4º O Conselho Municipal de Saneamento Básico reunir-se-á ordinariamente

no período designado em seu regimento interno e, extraordinariamente, sempre que

convocado.

§ 5º Caberá ao Município fornecer toda estrutura física e de pessoal para o

regular funcionamento do Conselho.

§ 6º As reuniões do Conselho Municipal de Saneamento Básico serão

públicas e conduzidas pelo Presidente eleito entre os membros do conselho.

§ 7º Cada membro titular terá direito a um voto nas reuniões, sendo que os

suplentes somente terão direito ao voto em caso de ausência do titular respectivo.

§ 8º O presidente do Conselho somente votará em caso de empate.

§ 9º Ninguém poderá representar ou votar em nome de mais de uma

entidade numa mesma reunião do conselho.

Art. 36. O Conselho Municipal de Saneamento Básico terá a seguinte

organização interna:

I ­ Plenária: instância máxima, composta por todos os Conselheiros, em

reuniões ordinárias e extraordinárias, nas quais são realizadas as deliberações, sempre

através de votação e registradas em ata;

II - Mesa Diretora, composta por:

a) Presidente;

b) Vice-Presidente;

c) Primeiro(a) Secretário(a);

d) Segundo(a) Secretário(a).

III - Comissões Temáticas e Especiais Temporárias: criadas, por meio de

Resolução do Conselho, com a finalidade de subsidiar as decisões, por meio de estudo ou

encaminhamentos relevantes e específicos na área de competência.

IV - Secretaria Executiva: exercida exclusivamente por um representante

governamental, responsável pelos encaminhamentos técnicos e administrativos

relacionados ao Conselho, tais como elaboração das pautas, atas, ofícios, resoluções e

suas respectivas publicações, e o que mais for designado no Regimento Interno.

Parágrafo único. As demais regras de estruturação e funcionamento do

Conselho deverão constar em Regimento Interno a ser elaborado pelo Conselho e

homologado por Decreto Municipal.

CAPÍTULO XI

DA PARTICIPAÇÃO POPULAR

Art. 37. A Participação Popular tem por objetivo valorizar e garantir a

participação e o envolvimento da comunidade, de forma organizada, na gestão pública

e nas atividades políticas administrativas.

Art. 38. A garantia da participação dos cidadãos é responsabilidade do

governo municipal e tem por objetivos:

I - a socialização do ser humano e a promoção do seu desenvolvimento

integral como indivíduo e membro da coletividade;

II - o pleno atendimento das aspirações coletivas no que se refere aos

objetivos e procedimentos da gestão pública, influenciando nas decisões e no seu

controle;

III - a permanente valorização e aperfeiçoamento do poder público como

instrumento a serviço da coletividade.

IV - os cidadãos podem participar das ações definidas nesta política por

meio da ouvidoria, da atuação da sociedade civil organizada, petição, participação nas

audiências públicas, reuniões do Conselho Municipal de Saneamento Básico e demais

formas que vierem a ser criadas e regulamentadas pelo poder executivo.

CAPÍTULO XII

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 39. Integram a presente Lei, como anexo, o Volume Único do Plano

Municipal de Saneamento Básico de Marechal Cândido Rondon contendo todos os

Relatórios do PMSB, incluindo todos os Programas, Projetos e Ações que deverão ser

executados.

Art. 40. Compete às autoridades máximas dos órgãos da Administração

Direta, Autárquica e Fundacional promover a capacitação sistemática dos servidores

municipais, para garantir a aplicação e a eficácia desta lei e das demais normas

pertinentes.

Art. 41. Este plano e sua implementação ficam sujeitos a contínuo

acompanhamento através das publicações dos indicadores da qualidade dos serviços,

bem como da implementação do PMSB, de acordo com os prazos estabelecidos no

plano.

Parágrafo único. Sem prejuízo do previsto no caput deste artigo, e na forma

do art. 19, § 4.º da Lei Federal n.º 11.445/2007, o PMSB deverá ser submetido à revisão

periódica geral em prazo não superior a 10 (dez) anos.

Art. 42. Ao Poder Executivo Municipal compete dar ampla divulgação do

PMSB e das demais normas municipais referentes ao saneamento básico.

Art. 43. Os regulamentos dos serviços de abastecimento de água,

esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e drenagem e

manejo das águas pluviais urbanas serão propostos pelo ente e aprovados pelo órgão

regulador, devendo ser respeitadas as regras dispostas em legislações que fixem políticas

ou planos municipais relacionados a tais serviços.

Art. 44. Enquanto não forem editados os regulamentos específicos ficam em

uso as atuais normas e procedimentos relativos aos serviços de água e esgotamento

sanitário, bem como as tarifas e preços públicos em vigor, que poderão ser reajustadas

anualmente pelos índices de correção setoriais adotados até a presente data.

Art. 45. Revogam-se as disposições em contrário, em especial as Leis

Municipais nº 4.737, de 12 março de 2015 e nº 4.781, de 27 de agosto de 2015.

Art. 46. Revoga-se ainda a Lei nº 4113, de 25 de setembro de 2009, sendo

aplicadas as disposições da Lei Federal n.º 14.898, de 13 de junho de 2024 para fins de

tarifa social.

Art. 47. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Gabinete do Prefeito do Município de Marechal Cândido Rondon, Estado

do Paraná, em 06 de maio de 2025.

ADRIANO BACKES

Prefeito

VALMIR MONTEIRO

Secretário Municipal de Administração

PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO

BÁSICO

PRODUTO 1 - PLANO DE TRABALHO

Município de Marechal Cândido Rondon - PR

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

PLANO DE TRABALHO

Marechal Cândido Rondon - PR

PREFEITURA MUNICIPAL DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PR

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

PLANO DE TRABALHO

EMPRESA LÍDER ENGENHARIA E GESTÃO DE CIDADES LTDA - ME

MARCIO RAUBER

PREFEITO MUNICIPAL

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

PLANO DE TRABALHO

Marechal Cândido Rondon - PR

EMPRESA DE PLANEJAMENTO CONTRATADA

EMPRESA LÍDER ENGENHARIA E GESTÃO DE CIDADES LTDA - ME

CNPJ: 23.146.943/0001-22

Avenida Antônio Diederichsen, nº 400 ­ sala 301.

CEP 14.020-250 ­ Ribeirão Preto/SP

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

PLANO DE TRABALHO

Marechal Cândido Rondon - PR

EQUIPE TÉCNICA

Robson Ricardo Resende

Engenheiro Sanitarista e Ambiental

CREA ­ SC 99639-2

Osmani Vicente Jr.

Arquiteto e Urbanista

CAU A23196-7

Especialista em Gestão Ambiental para Municípios

Juliano Mauricio da Silva

Engenheiro Civil

CREA/PR 117165-D

Carmen Cecília Marques Minardi

Economista

CORECON SP 36677

Daniel Ferreira de Castro Furtado

Engenheiro Sanitarista e Ambiental

CREA/SC 118987-6

Paulo Guilherme Fuchs

Administrador

CRA/SC 21705

Paula Evaristo dos Reis de Barros

Advogada

OAB/MG 107.935

Carolina Bavia Ferrucio Bandolin

Assistente Social

CRESS/PR 10.952

Juliano Yamada Rovigati

Geólogo

CREA/PR 109.137/D

Guilherme Ribeiro Nogueira

Engenheiro Ambiental

CREA/SP 5070630877

Rafael Remoto Menezes

Engenheiro Ambiental

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

PLANO DE TRABALHO

Marechal Cândido Rondon - PR

EQUIPE TÉCNICA MUNICIPAL

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

PLANO DE TRABALHO

Marechal Cândido Rondon - PR

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO ........................................................................................... 8

INTRODUÇÃO ................................................................................................. 9

1. OBJETIVOS ............................................................................................ 10

1.1. DO PLANO DE TRABALHO .......................................................................... 10

1.2. DA REVISÃO DO PMSB ............................................................................ 10

2. METODOLOGIA GERAL ........................................................................ 11

3. PRODUTOS PREVISTOS PARA A REVISÃO DO PMSB...................... 12

3.1. PRODUTO 1 ­ PLANO DE TRABALHO AJUSTADO .......................................... 14

3.2. PRODUTO 2 ­ PLANO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL........................................... 14

3.3. PRODUTO 3 ­ RELATÓRIO A - DO DIAGNÓSTICO TÉCNICO-PARTICIPATIVO ...... 15

3.4. PRODUTO 4 ­ RELATÓRIO B - DA PROSPECTIVA E PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

3.5. PRODUTO 5 - RELATÓRIO C - DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES ............ 20

3.6. PRODUTO 6 - RELATÓRIO D - SOBRE OS INDICADORES DE DESEMPENHO DO

PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO; RELATÓRIO FINAL DO PLANO

MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO MINUTA DE PROJETO DE LEI DO PLANO

MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO; ESTUDO DE VIABILIDADE TÉCNICA ECONÔMICA

FINANCEIRA...................................................................................................... 21

4. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO ... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .............................................................. 24

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

PLANO DE TRABALHO

Marechal Cândido Rondon - PR

LISTA DE FIGURAS

Figura 1 ­ Etapas e produtos da revisão do PMSB. .............................. 13

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Cronograma de Execução. ................................................... 23

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

PLANO DE TRABALHO

Marechal Cândido Rondon - PR

APRESENTAÇÃO

Este produto é parte integrante à revisão do Plano Municipal de

Saneamento Básico do Município de Marechal Cândido Rondon - PR. A revisão

do Plano Municipal de Saneamento Básico ­ PMSB, abrange o conjunto de

serviços de infraestruturas e instalações dos setores de saneamento básico, que,

por definição, engloba o abastecimento de água, o esgotamento sanitário, a

limpeza urbana e o manejo de resíduos sólidos e a drenagem e o manejo de

águas pluviais urbanas.

O Plano Municipal de Saneamento Básico ­ PMSB do Município de

Marechal Cândido Rondon visa estabelecer um planejamento das ações de

saneamento no município, atendendo aos princípios da Política Nacional de

Saneamento Básico, Lei n° 11.445/2007, alterada pelo Novo Marco Legal do

Saneamento Básico, Lei 14.026/2020, assim como as diretrizes da Política

Nacional dos Resíduos Sólidos - Lei Federal nº 12.305/2010, Política Nacional

de Recursos Hídricos - Lei Federal 9.433/1997, com vistas à melhoria da

salubridade ambiental, à proteção dos recursos hídricos e à promoção da saúde

pública.

Além disso, tal revisão tem por objetivo avaliar o andamento das ações

estabelecidas no Plano de Saneamento Vigente, regulamentado por legislação

municipal, como a Lei Municipal 4.781/2015, que institui o Plano Municipal de

Saneamento Básico e a Lei Municipal 4737/2015 que dispõe sobre a Política

Municipal de Saneamento Básico.

O presente relatório é apresentado ao município, com a descrição das

atividades referentes ao desenvolvimento dos trabalhos.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

PLANO DE TRABALHO

Marechal Cândido Rondon - PR

INTRODUÇÃO

A necessidade da melhoria da qualidade de vida aliada às condições, nem

sempre satisfatórias, de saúde ambiental e a importância de diversos recursos

naturais para a manutenção da vida, resultam na necessidade de adotar uma

política de saneamento básico adequada, considerando os princípios da

universalidade, equidade, desenvolvimento sustentável, entre outros.

A falta de planejamento municipal e a ausência de uma análise integrada

conciliando aspectos sociais, econômicos e ambientais resultam em ações

fragmentadas e nem sempre eficientes que conduzem para um desenvolvimento

desequilibrado e com desperdício de recursos.

A falta de saneamento ou adoção de soluções ineficientes trazem danos

ao meio ambiente, como a poluição hídrica e a poluição do solo que, por

consequência, influencia diretamente na saúde pública. Em contraposição,

ações adequadas na área de saneamento reduzem significativamente os gastos

com serviços de saúde.

Acompanhando a preocupação das diferentes escalas de governo com

questões relacionadas ao saneamento, a Lei nº 11.445 de 2007 estabeleceu as

diretrizes nacionais para o saneamento básico, atualizada pelo Novo Marco

Legal do Saneamento, Lei n° 14.026 de 15 de julho de 2020.

Nesse sentido, em 2015, o Município de Marechal Cândido Rondon

instituiu oficialmente seu Plano Municipal de Saneamento Básico,

estabelecendo, entre outras coisas, as diretrizes e ações para o setor de

saneamento para um horizonte de 20 anos, o qual será objeto de atualização

conforme metodologia apresentada neste Plano de Trabalho.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

PLANO DE TRABALHO

Marechal Cândido Rondon - PR

1. OBJETIVOS

1.1. Do Plano de Trabalho

O Plano de Trabalho é o documento balizador do processo construtivo da

revisão do PMSB, estipulando, por sua vez, metodologias, mecanismos e

procedimentos para sua realização.

A revisão do Plano será desenvolvida em oito etapas, através de

levantamentos bibliográficos, mapeamento das áreas de interesse, utilização de

ferramentas de geoprocessamento, análise de documentos, dados e indicadores

fornecidos pelo município, levantamentos de campo e visitas técnicas para

produção de dados primários, entrevistas e coleta de dados com técnicos e

representantes da sociedade bem como de atores chave relevantes para sua

elaboração.

1.2. Da Revisão do PMSB

O objetivo do PMSB a ser revisado deverá contemplar tópicos que

possibilitem o fomento e a melhoria contínua na prestação de serviços públicos

nos quatro eixos de saneamento básico sob a responsabilidade do município.

Ainda, é de suma importância mobilizar a sociedade para a sensibilização

e participação da revisão do Plano do município objeto deste trabalho, uma vez

que é importante o envolvimento da população nas discussões acerca do Plano,

para que assim haja um desenvolvimento de forma efetiva do mesmo.

Neste sentido, são Objetivos Específicos da revisão do PMSB do

Município de Marechal Cândido Rondon, o diagnóstico e o prognóstico dos 4

eixos do saneamento básico, sendo eles:

· abastecimento de água: constituído pelas atividades,

infraestruturas e instalações necessárias ao abastecimento público

de água potável, desde a captação até as ligações prediais e

respectivos instrumentos de medição;

· esgotamento sanitário: constituído pelas atividades, infraestruturas

e instalações operacionais de coleta, tratamento e disposição final

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

PLANO DE TRABALHO

Marechal Cândido Rondon - PR

adequados de esgotos sanitários desde as ligações prediais até o

lançamento final do efluente tratado ao meio ambiente;

· drenagem e manejo de águas pluviais urbanas: conjunto de

atividades, infraestruturas e instalações operacionais de drenagem

urbana de águas pluviais, de transporte, detenção ou retenção para

o amortecimento de vazões de cheias, tratamento e disposição

final das águas pluviais; e

· limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos: compreendendo o

conjunto de atividades de infraestrutura tais como instalações

operacionais de coleta, manipulação, transporte, transbordo,

tratamento e monitoramento e destino final dos resíduos sólidos

(domiciliares, de limpeza urbana, sólidos urbanos, de

estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços, de

serviços públicos de saneamento básico, industriais, de serviços

de saúde, da construção civil, agrossilvopastoris, de transporte e

mineração), a partir de suas caracterizações, normas e leis

pertinentes, sobretudo em atendimento às diretrizes da Lei 12.305

de 02 de agosto de 2010 que institui a Política Nacional de

Resíduos Sólidos.

2. METODOLOGIA GERAL

Para a revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico do Município

de Marechal Cândido Rondon, serão adotadas as diretrizes estabelecidas na Lei

nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, que define as diretrizes nacionais e

estabelece a Política Nacional de Saneamento Básico. Inclusive com as

alterações preconizadas pelo Novo Marco Legal do Saneamento Básico, Lei nº

14.026 de 15 de julho de 2020, bem como a Lei nº 12.305, de 2 de agosto de

2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, além de estar em

consonância com o Plano Diretor do Município.

As atividades desenvolvidas serão aquelas elencadas para cumprir tanto

o preconizado na legislação supracitada como o requerido pelo Termo de

Referência e consistirão em:

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

PLANO DE TRABALHO

Marechal Cândido Rondon - PR

· Refletir as necessidades e anseios da população local, devendo,

para tanto, resultar do planejamento democrático e participativo,

para que atinja sua função social;

· Levantamento e sistematização de dados primários e secundários

sobre o paradigma atual do saneamento no Município de Marechal

Cândido Rondon;

· Consultas públicas, de modo a democratizar o processo e mobilizar

a sociedade em uma construção participativa do Plano Municipal

de Saneamento Básico do Município de Marechal Cândido

Rondon;

· Audiências Públicas para validação com posterior consolidação

dos dados e propostas elencados na mesma, resultando na Versão

Final do Plano do Município de Marechal Cândido Rondon.

Destaca-se que as audiências públicas previstas no Termo de Referência,

quanto as questões relativas a logística, mobilização e alimentação dos

participantes, durante a realização, serão de responsabilidade da Prefeitura

Municipal. Desta forma, o item a seguir detalha as atividades anteriormente

citadas.

3. PRODUTOS PREVISTOS PARA A REVISÃO DO PMSB

Os tópicos a seguir trarão as definições das etapas necessárias para

realização dos trabalhos, segundo o Termo de Referência e a legislação

aplicável, para a revisão e atualização do PMSB do Município de Marechal

Cândido Rondon. O fluxograma da figura abaixo resume as etapas, os produtos

e os eventos para a revisão do Plano.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

PLANO DE TRABALHO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 1 ­ Etapas e produtos da revisão do PMSB.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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PLANO DE TRABALHO

Marechal Cândido Rondon - PR

3.1. Produto 1 ­ Plano de Trabalho Ajustado

O plano de trabalho constitui de um documento referência dos serviços

propostos, consistem em um esquema visual e composto por texto, que lista

todas as ações e etapas que precisam ser realizadas para concluir um projeto

específico.

Nesta primeira etapa, a equipe técnica da Líder Engenharia e Gestão de

Cidades apresenta por meio do referido documento, para o município, a proposta

do Plano de Trabalho, contendo:

· Equipe técnica;

· A metodologia geral de construção da revisão do PMSB;

· Descrição das atividades necessárias para cumprir os objetivos de

cada etapa do PMSB;

· Processo de participação da sociedade, cronograma das etapas de

elaboração dos produtos;

· Previsão de consultas ou audiências públicas.

Nesta etapa também será definido através da Prefeitura Municipal os

membros do Grupo de Trabalho ­ GT e outros comitês necessários, o qual serão

constituídos por representantes do poder público e da comunidade para

acompanhamento da revisão do PMSB.

O Plano de Trabalho será apresentado ao GT para validação e

apresentação das etapas de elaboração do projeto.

3.2. Produto 2 ­ Plano de Mobilização Social

A participação da população em processos decisórios é fundamental para

garantir a corresponsabilidade entre órgão público e comunidade. O Município

deve conceber mecanismos de envolvimento da sociedade durante todo o

processo de revisão do plano.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

PLANO DE TRABALHO

Marechal Cândido Rondon - PR

Para garantir a participação e a integração efetiva de toda população, a

prefeitura deve usar como elementos base à mobilização social uma estrutura

de contato já formalizada no município, com o auxílio do conselho municipal de

saneamento e demais conselhos municipais, como o de saúde, de assistência

social, do idoso, de educação, de meio ambiente, do desenvolvimento da

agricultura e meio ambiente entre outros. A prefeitura deverá fazer uso desta

base de contatos e do conhecimento de seus conselheiros para a divulgação e

disseminação do plano.

Desde o início da revisão do plano, haverá abertura para participação

social e democrática, a qual permanecerá durante todas as etapas do plano,

garantindo que ações vinculadas atendam às necessidades da população,

assegurando melhoria da qualidade de vida e sustentabilidade.

O Plano de Mobilização Social visa dar suporte metodológico à

participação concreta da população na revisão do PMSB e o seu papel está

presente em todas as etapas, assim como no conjunto total do plano. Além dos

objetivos gerais, o processo participativo também deverá contemplar os objetivos

específicos para cada etapa do plano.

3.3. Produto 3 ­ Relatório A - do diagnóstico técnico-participativo

Os estudos para a caracterização municipal e diagnóstico serão

elaborados a partir de dados primários e secundários, de acordo com a

disponibilidade e a necessidade técnica para desenvolvimento dos produtos.

A caracterização e atualização das informações serão realizadas através

do levantamento em bancos de dados oficiais, da realização de visitas para a

identificação e discussão da realidade atual dos serviços de saneamento básico

­ água, esgoto e resíduos - no município. Esse processo também se dará por

meio de reunião com o GT, levantamento in loco de dados primários,

fornecimento de dados administrativos através do preenchimento de formulários,

SIG e software de geoprocessamento, além de dados da infraestrutura de gestão

do município atualizadas de modo a subsidiar o processo de elaboração do

Plano.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

PLANO DE TRABALHO

Marechal Cândido Rondon - PR

O diagnóstico apresentará a situação atual nos quatro eixos do

saneamento básico e apontará quais foram as alterações acerca da versão

anterior do PMSB, tanto na parte relativa aos 4 eixos quanto a caracterização

socioeconômica.

O diagnóstico dos serviços públicos de saneamento básico englobará

todo o território do município, zonas urbanas e rurais e será elaborado com base

nas informações bibliográficas, inspeções de campo, dados secundários

disponibilizados pela Prefeitura e na leitura comunitária feita por meio de

questionários e entrevistas semiestruturadas, a serem aplicados nas localidades

inseridas na área de estudo, conforme necessidade.

A base cartográfica a ser adotada para detalhamento do plano será

fornecida pelo município e, quando inexistente, coletada em bases oficiais como

IBGE, INPE e outros, assim como todas as demais informações de que é

detentora ou de que possa ter acesso. O diagnóstico, de forma geral conterá,

entre outros, os seguintes tópicos:

· Coleta de dados e informações;

o Estrutura e capacidade institucional existente para a gestão

dos serviços, situação dos sistemas de saneamento básico

nos seus 4 (quatro) componentes em termos de cobertura e

de qualidade da prestação dos serviços, situação

socioeconômica e capacidade de pagamento dos usuários

e demais informações pertinentes dos órgãos municipais,

estaduais e federais.

· Visitas de campo;

· Caracterização do eixo Abastecimento de Água Potável;

o caracterização da cobertura e qualidade dos serviços,

consumo per capita, existência de outorgas de captações,

qualidade da água tratada e distribuída, avaliação da

disponibilidade e demanda de água dos mananciais,

descrição e avaliação dos sistemas de abastecimento de

água existentes, identificação de projetos futuros dos

sistemas, caracterização da prestação dos serviços e

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

PLANO DE TRABALHO

Marechal Cândido Rondon - PR

levantamento aéreo, por meio de VANT, para confecção de

ortofoto dos sistemas de abastecimento de água potável.

· Caracterização do eixo Esgotamento Sanitário;

o caracterização da cobertura e qualidade dos serviços,

existência de outorgas de lançamento de efluentes, situação

atual x capacidade de atendimento, descrição e avaliação

dos sistemas de esgotamento sanitário existentes,

identificação de projetos futuros dos sistemas, condições

dos corpos receptores, caracterização da prestação dos

serviços e levantamento aéreo, por meio de VANT, para

confecção de ortofoto dos sistemas de esgotamento

sanitário.

· Caracterização do eixo Limpeza Urbana e Resíduos Sólidos;

o diagnóstico da situação dos resíduos sólidos gerados,

identificação de áreas para disposição final dos rejeitos,

identificação dos geradores sujeitos a plano de

gerenciamento específico ou sistema de logística reversa,

procedimentos operacionais e especificações mínimas a

serem adotados (Lei nº 11.445/2007), regras para o

transporte e outras etapas do gerenciamento de resíduos

sólidos, identificação dos passivos ambientais relacionados

aos resíduos sólidos, incluindo áreas contaminadas, e

respectivas medidas saneadoras, descrição e análise da

situação dos sistemas de acondicionamento, coleta,

transporte, transbordo, manuseio, tratamento e disposição

final dos resíduos sólidos, identificação da cobertura da

coleta porta a porta, análise dos serviços de varrição,

serviços especiais e coleta seletiva, informação de áreas

identificadas de risco de poluição/contaminação e de áreas

já contaminadas por resíduos sólidos e levantamento aéreo,

por meio de VANT, para confecção de ortofoto dos locais de

deposição de resíduos.

· Caracterização do Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

PLANO DE TRABALHO

Marechal Cândido Rondon - PR

o análise dos sistemas de manejo e drenagem das águas

pluviais (macro e microdrenagem) e das técnicas e

tecnologias adotadas, identificação das deficiências no

sistema natural de drenagem a partir de estudos

hidrológicos, análise das condições de operação e

manutenção dos sistemas existentes, caracterização e

complementação da indicação cartográfica das áreas de

risco (enchentes, inundações e escorregamentos), análise

dos processos erosivos e sedimentológicos e sua influência

na degradação das bacias e riscos (enchentes, inundações

e escorregamentos).

Os eventos e atividades de participação social (audiências públicas ou

consultas públicas) terão os dias, horários e locais de realização sugeridos pela

Líder Engenharia e Gestão de Cidades e posteriormente aprovados pela

Prefeitura Municipal. Deverão ser precedidos de ampla divulgação, no intuito de

atingir o maior número possível de pessoas, cada qual com relatório, lista de

participantes e fotografias.

Tal registro fará parte do Relatório da Consulta Pública e Audiência

Pública, parte integrante da Versão Final do Plano Municipal de Saneamento

Básico.

Algumas atividades poderão ser desenvolvidas de forma virtual, com

metodologias que não prejudiquem os objetivos e funcionalidade das mesmas,

tampouco sua participação popular e democrática. As plataformas usuais usadas

pela empresa para esses eventos são a Microsoft Teams® e a Google Meet®,

dada sua facilidade de utilização, bem como a possibilidade de acessar a sala

de encontro sem a necessidade de instalar programas.

Por fim, a participação e o empoderamento da sociedade firmar-se-ão ao

final da elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico por meio de

audiência pública para apresentação e validação da versão final do plano.

Além das formas de participação supracitadas, o Diagnóstico também

será avaliado pelo Grupo de Trabalho.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

PLANO DE TRABALHO

Marechal Cândido Rondon - PR

3.4. Produto 4 ­ Relatório B - da prospectiva e planejamento

estratégico

O Prognóstico, contendo as soluções necessárias para a problemática

identificada referente aos serviços públicos de saneamento básico e a análise e

seleção das alternativas serão realizadas de forma a projetar os estados

progressivos de desenvolvimento. O mesmo objetiva a melhoria das condições

em que vivem as populações urbanas e rurais no que diz respeito à sua

capacidade de inibir, prevenir ou impedir a ocorrência de doenças relacionadas

com o meio ambiente através da universalização do acesso aos serviços de

saneamento básico.

A partir dos resultados das propostas de intervenção nos diferentes

cenários, será selecionado o conjunto de alternativas que promoverá a

compatibilização quali-quantitativa entre demandas e disponibilidade de

serviços, o qual se caracterizará como o cenário normativo, que deverá nortear

as ações do setor para atingir a situação desejada e necessária, tendo em vista

as projeções realizadas e os objetivos propostos

A projeção populacional será realizada por meio dos métodos do

Crescimento, Aritmético, Previsão e do método Geométrico. Serão utilizados os

levantamentos dos anos de 1970, 1980, 1991, 2000 e 2010, do Instituto

Brasileiro de Geografia e Estatística ­ IBGE.

A fim de definir qual dos métodos matemáticos mais se adequa a

realidade do município, serão obtidas as linhas de tendência para os dados do

IBGE, através de software de processamento de dados, utilizando-se quatro

tipos diferentes de curvas: logarítmica, linear, polinomial e exponencial.

A evolução da população e a taxa de crescimento (%) ano a ano, obtidos

através do ajuste dos dados do IBGE, são determinadas a partir da curva que

melhor se ajusta aos dados do próprio IBGE.

O prognóstico do sistema de abastecimento de água, esgotamento

sanitário, limpeza urbana e drenagem pluvial abordarão os seguintes aspectos:

· Previsão da demanda anual da área de planejamento, ao longo dos

20 anos após o início da ocupação da área e estabelecimento da

curva de demanda de água ao longo desse tempo;

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

PLANO DE TRABALHO

Marechal Cândido Rondon - PR

· Criação de cenários alternativos de demandas por serviços de

Saneamento Básico, os quais obedecerão às mesmas premissas

estabelecidas no PMSB vigente;

· Estabelecimentos de Objetivos e Metas que serão propostos de

forma gradual e apoiados em indicadores. Serão estabelecidas

metas de curto, médio e longos prazos definidos pelo PMSB

compatíveis e articulados com os seus objetivos de

universalização. Os prazos para as metas serão os mesmos do

vigente PMSB.

3.5. Produto 5 - Relatório C - dos programas, projetos e ações

Esta etapa consiste na elaboração dos programas, projetos e ações

concebido sob o viés estratégico compatível com as aspirações sociais e com as

características socioeconômicas do município.

Neste item também serão detalhadas medidas a serem tomadas por meio

da estruturação de programas, projetos e ações especificas para cada eixo do

setor de saneamento hierarquizadas de acordo com os anseios da população e

as deficiências expostas na etapa de diagnóstico.

Os programas, projetos e ações necessárias para atingir os objetivos e

metas devem ser compatíveis com os respectivos planos plurianuais e com

outros planos governamentais correlatos, identificando possíveis fontes de

financiamento e as formas de acompanhamento e avaliação e de integração

entre si e com outros programa e projetos de setores afins.

Serão também apresentadas, a programação de investimentos que

contemple ações integradas e ações relativas a cada um dos serviços, com a

estimativa de valores, cronograma das aplicações, fontes de recursos, dentro da

perspectiva de universalização do atendimento, com nível de detalhes

diferenciados para cada etapa.

Na etapa de Prognóstico serão efetivamente elaboradas as estratégias de

atuação para melhoria das condições dos serviços de saneamento. A

programação das ações do Plano será desenvolvida em duas etapas distintas:

uma imediata ao início dos trabalhos, chamada de Programação de Ações

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

PLANO DE TRABALHO

Marechal Cândido Rondon - PR

Imediatas e a outra denominada de Programação das Ações (Curto, Médio e

Longo Prazo), resultante do próprio desenvolvimento do Plano. Serão

priorizadas as temáticas propostas no PMSB vigente e incluídas outras

temáticas, caso necessário.

O planejamento estratégico pressupõe uma visão prospectiva da área e

dos itens de planejamento por meio de instrumentos de análise e antecipação,

construídos de forma coletiva pelos diferentes atores, técnicos e sociais.

Nesta etapa serão feitas as projeções das carências dos serviços de

saneamento, os objetivos e metas para o horizonte de projeto (20 anos),

particionadas em:

· Curto prazo - anual ou até 04 anos;

· Médio prazo - entre 04 e 08 anos;

· Longo prazo - acima de 08 e até 20 anos.

3.6. Produto 6 - Relatório D - sobre os indicadores de desempenho do

Plano Municipal de Saneamento Básico; Relatório final do Plano

Municipal de Saneamento Básico Minuta de projeto de Lei do Plano

Municipal de Saneamento Básico; Estudo de Viabilidade Técnica

Econômica Financeira

O último produto consistirá na compilação de todos os relatórios

elaborados anteriormente, o Estudo de Viabilidade Técnica e Econômico-

Financeira, Monitoramento e Avaliação e o Projeto de Lei para aprovação do

Plano Municipal de Saneamento Básico. Tais etapas e produtos deverão ser

consolidados e aprovados pelas referidas municipalidades e seu Grupo de

Trabalho.

Uma das etapas deste produto consiste na definição da metodologia, dos

sistemas, procedimentos e indicadores para o monitoramento e avaliação da

implantação e eficiência do PMSB e do Plano de Contingência e Emergência,

pelos órgãos regionais (se existirem) e entidades estaduais e federais.

Entende-se como emergencial o acontecimento perigoso, que leva a uma

situação crítica, incidental ou urgente. A contingência, por sua vez, é aquilo que

pode ou não suceder, a incerteza, a eventualidade.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

PLANO DE TRABALHO

Marechal Cândido Rondon - PR

A existência de um plano para lidar com possíveis emergências ou

contingências que venham a surgir diminui consideravelmente o tempo de

resposta às crises, garantindo mais segurança à população.

Além disso, neste produto constará a análise da avaliação sobre o

funcionamento do Sistema de Informação Municipal de Saneamento Básico e,

caso necessário a revisão do Termo de Referência para Elaboração do Sistema

de Informação Municipal de Saneamento Básico.

O Relatório Final do Plano Municipal de Saneamento Básico do Município

de Marechal Cândido Rondon, será apresentado em uma Audiência Pública ou

Consulta Pública a ser realizada, no âmbito de todo o território municipal,

objetivando a validação do Plano.

Após a realização da Audiência Pública Municipal de Saneamento Básico

e a validação pelo GT, será procedida pela Líder Engenharia e Gestão de

Cidades a sistematização das discussões, dos encaminhamentos e das

proposições estabelecidas no evento, objetivando embasar a consolidação da

proposta definitiva do Plano Municipal de Saneamento Básico.

Com base no documento de sistematização da Audiência Pública

Municipal de Saneamento Básico, será apresentada pela empresa o Relatório

Final do Plano Municipal de Saneamento Básico do Município.

Os produtos corresponderão aos conteúdos definidos, identificáveis e

compreensíveis em si que de forma articulada e sequencial, representam o

processo em todas as suas etapas.

4. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO

A figura abaixo mostra o cronograma de execução para a revisão do Plano

Municipal de Saneamento Básico do Município de Marechal Cândido Rondon -

PR.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

PLANO DE TRABALHO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 1 - Cronograma de Execução.

Produtos Etapas Mês 1 Mês 2 Mês 3 Mês 4 Mês 5 Mês 6 Mês 7

Plano de Trabalho Ajustado

Plano de Trabalho

Plano de Mobilização Social Mobilização Social

Relatório A - do diagnóstico Diagnóstico do Saneamento

técnico-participativo Básico

Relatório B - da prospectiva e Prognóstico, Objetivos e Metas

planejamento estratégico

Programas, Projetos e Ações

Relatório C - dos programas,

projetos e ações Estudo de Viabilidade Técnica e

Econômico-Financeira

Relatório D - sobre os indicadores

de desempenho do Plano Monitoramento e Avaliação

Municipal de Saneamento Básico; Projeto de Lei para aprovação do

Relatório final do Plano Municipal Plano Municipal de Saneamento

de Saneamento Básico Minuta de

projeto de Lei do Plano Municipal Básico

de Saneamento Básico; Estudo de Plano Municipal de Saneamento

Viabilidade Técnica Econômica Básico (PMSB): corresponde à

Financeira consolidação dos produtos

anteriores, exceto o Plano de

Trabalho, em um único documento

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2022.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

PLANO DE TRABALHO

Marechal Cândido Rondon - PR

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília ­ DF,

1988.

BRASIL. Lei Federal nº 11.445/2007 ­ Política Nacional de Saneamento Básico.

Brasília ­ DF, 2007.

BRASIL. Lei Federal nº 12.305/2010 ­ Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Brasília ­ DF, 2010.

BRASIL. Lei Federal nº 14.026/2020 ­ Novo Marco Legal do Saneamento. Brasília

­ DF, 2020.

MARECHAL CÂNDIDO RONDON. Lei Municipal 4.781/2015 ­ Institui o Plano

Municipal de Saneamento Básico. Marechal Cândido Rondon ­ PR, 2015.

MARECHAL CÂNDIDO RONDON. Lei Municipal 4737/2015 ­ Dispõe sobre a

Política Municipal de Saneamento Básico. Marechal Cândido Rondon ­ PR, 2015.

PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO

BÁSICO

PRODUTO 2 - PLANO DE MOBILIZAÇÃO

SOCIAL

Município de Marechal Cândido Rondon - PR

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PLANO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL

Marechal Cândido Rondon - PR

PREFEITURA MUNICIPAL DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PR

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PLANO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL

EMPRESA LÍDER ENGENHARIA E GESTÃO DE CIDADES LTDA - ME

MARCIO RAUBER

PREFEITO MUNICIPAL

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PLANO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL

Marechal Cândido Rondon - PR

EMPRESA DE PLANEJAMENTO CONTRATADA

EMPRESA LÍDER ENGENHARIA E GESTÃO DE CIDADES LTDA - ME

CNPJ: 23.146.943/0001-22

Avenida Antônio Diederichsen, nº 400 ­ sala 301.

CEP 14.020-250 ­ Ribeirão Preto/SP

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

PLANO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL

Marechal Cândido Rondon - PR

EQUIPE TÉCNICA

Robson Ricardo Resende

Engenheiro Sanitarista e Ambiental

CREA ­ SC 99639-2

Osmani Vicente Jr.

Arquiteto e Urbanista

CAU A23196-7

Especialista em Gestão Ambiental para Municípios

Juliano Mauricio da Silva

Engenheiro Civil

CREA/PR 117165-D

Carmen Cecília Marques Minardi

Economista

CORECON SP 36677

Daniel Ferreira de Castro Furtado

Engenheiro Sanitarista e Ambiental

CREA/SC 118987-6

Paulo Guilherme Fuchs

Administrador

CRA/SC 21705

Paula Evaristo dos Reis de Barros

Advogada

OAB/MG 107.935

Carolina Bavia Ferrucio Bandolin

Assistente Social

CRESS/PR 10.952

Juliano Yamada Rovigati

Geólogo

CREA/PR 109.137/D

Guilherme Ribeiro Nogueira

Engenheiro Ambiental

CREA/SP 5070630877

Rafael Remoto Menezes

Engenheiro Ambiental

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

PLANO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL

Marechal Cândido Rondon - PR

COMISSÃO DE ESTUDO E ATUALIZAÇÃO DO PMSB

(PORTARIA nº 292/2022)

RODRIGO EMERSON COPETTI

Secretaria Municipal de Administração

MARIANE KRAUSE

Secretaria Municipal de Administração

ANDRÉ ORLANDO SOFFA

Secretaria Municipal de Agricultura e Política Ambiental

MARCOS JOSÉ CHAVES

Secretaria Municipal de Agricultura e Política Ambiental

GEANE MICHELE ROSA

Secretaria Municipal de Coordenação e Planejamento

ROMEU AKIO SHINKAWA

Secretaria Municipal de Coordenação e Planejamento

ANA PAULA SCHERER

Serviço Autônomo de Água e Esgoto ­ SAAE

LEIA INES KROTH BOHNEN

Serviço Autônomo de Água e Esgoto ­ SAAE

VINICIUS DE SOUZA RIBEIRO

Serviço Autônomo de Água e Esgoto ­ SAAE

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

PLANO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL

Marechal Cândido Rondon - PR

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO ......................................................................................................7

INTRODUÇÃO ............................................................................................................8

1. OBJETIVOS DO PLANO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL...................................9

2. ESTRUTURA DO PLANO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL ...............................12

2.1. ETAPAS E EVENTOS............................................................................................. 12

2.2. ESTRUTURA DOS EVENTOS .................................................................................. 13

2.3. AUDIÊNCIAS PÚBLICAS......................................................................................... 14

2.4. PORTAL VIRTUAL................................................................................................. 14

2.5. EVENTOS VIRTUAIS ............................................................................................. 14

2.6. REUNIÕES TÉCNICAS E GRUPO DE DEBATE ........................................................... 15

2.7. METODOLOGIA PEDAGÓGICA ................................................................................ 15

2.8. COMUNICAÇÃO.................................................................................................... 16

2.9. PUBLICIDADE ...................................................................................................... 17

2.10. DIVULGAÇÃO E ACESSO À INFORMAÇÃO ................................................................ 17

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.........................................................................19

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

PLANO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL

Marechal Cândido Rondon - PR

APRESENTAÇÃO

Este produto é parte integrante da revisão do Plano Municipal de Saneamento

Básico (PMSB) de Marechal Cândido Rondon - PR. A revisão do PMSB, abrange o

conjunto de serviços de infraestruturas e instalações dos setores de saneamento

básico, que, por definição, engloba o abastecimento de água, o esgotamento sanitário,

a limpeza urbana e o manejo de resíduos sólidos e a drenagem e o manejo de águas

pluviais urbanas.

O PMSB do Município de Marechal Cândido Rondon visa estabelecer um

planejamento das ações de saneamento no município, atendendo aos princípios da

Política Nacional de Saneamento Básico, Lei n° 11.445/2007, alterada pelo Novo

Marco Legal do Saneamento Básico, Lei 14.026/2020, assim como as diretrizes da

Política Nacional dos Resíduos Sólidos - Lei Federal nº 12.305/2010, Política Nacional

de Recursos Hídricos - Lei Federal 9.433/1997, com vistas à melhoria da salubridade

ambiental, à proteção dos recursos hídricos e à promoção da saúde pública.

Além disso, tal revisão tem por objetivo avaliar o andamento das ações

estabelecidas no Plano de Saneamento Vigente, regulamentado por legislação

municipal, como a Lei Municipal 4.781/2015, que institui o Plano Municipal de

Saneamento Básico e a Lei Municipal 4737/2015 que dispõe sobre a Política Municipal

de Saneamento Básico.

O presente relatório é apresentado ao município, com a descrição das

atividades referentes ao desenvolvimento dos trabalhos de Mobilização Social para

melhor definir o processo participativo na construção da revisão do PMSB do

Município de Marechal Cândido Rondon.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

PLANO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL

Marechal Cândido Rondon - PR

INTRODUÇÃO

A necessidade da melhoria da qualidade de vida aliada às condições, nem

sempre satisfatórias, de saúde ambiental e a importância de diversos recursos

naturais para a manutenção da vida, resultam na necessidade de adotar uma política

de saneamento básico adequada, considerando os princípios da universalidade,

equidade, desenvolvimento sustentável, entre outros.

A participação da população em processos decisórios é fundamental para

garantir a corresponsabilidade entre órgão público e comunidade. O Município deve

conceber mecanismos de envolvimento da sociedade durante todo o processo de

elaboração do PMSB.

Para garantir a participação e a integração efetiva de toda população, serão

utilizadas como elementos base à mobilização social uma estrutura de contato já

formalizada no município, com o auxílio dos conselhos municipais e demais

segmentos da sociedade civil organizada. Estas bases de contatos e de conhecimento

de seus conselheiros serão utilizadas para a elaboração e divulgação do PMSB.

Desde o início da elaboração do plano, haverá abertura para participação social

e democrática, a qual permanecerá durante todas as etapas de revisão do PMSB,

garantindo que ações vinculadas ao plano atendam às necessidades da população,

assegurando melhoria da qualidade de vida e sustentabilidade.

Assim, este Plano de Mobilização Social inerente à revisão do Plano Municipal

de Saneamento Básico aborda a metodologia pedagógica e a estruturação dos

eventos, assim como a execução das reuniões.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

PLANO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL

Marechal Cândido Rondon - PR

1. OBJETIVOS DO PLANO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL

Deve o Plano de Mobilização Social ser alimentador do processo construtivo

da elaboração do PMSB, estipulando, por sua vez, metodologias, mecanismos e

procedimentos a fim de sensibilizar o maior número de atores para o trabalho a ser

realizado, arrecadando dados e informações, para uma "leitura técnica" do Município

de forma geral.

A Lei nº 11.445/2007 e principalmente o Novo Marco Legal do Saneamento

Básico, Lei 14.026, que define as diretrizes nacionais para o saneamento básico,

estabelece o controle social como um de seus princípios fundamentais e o define

como o "conjunto de mecanismos e procedimentos que garantem à sociedade

informações, representações técnicas e participações nos processos de formulação

de políticas de planejamento e de avaliação relacionados aos serviços públicos de

saneamento".

O objetivo é mobilizar a sociedade para a sensibilização e participação da

revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) em cada uma das etapas

deste trabalho, uma vez que é importante o envolvimento da população nas

discussões acerca do plano, para que assim haja um desenvolvimento de forma

efetiva do mesmo.

Tal objetivo pode ser melhor compreendido na exposição dos objetivos

específicos que seguem abaixo:

· Refletir as necessidades e anseios da população;

· Apresentar caráter democrático e participativo, considerando sua função

social;

· Envolver a sociedade durante todo o processo de elaboração do PMSB;

· Sensibilizar a sociedade para a responsabilidade coletiva na

preservação e conservação dos recursos naturais;

· Estimular os segmentos sociais a participarem do processo de gestão

ambiental; e

· Estimular a criação de novos grupos representativos da sociedade não

organizada através da criação de conselhos ou fóruns relacionados à

temática que defenda os interesses dos usuários dos serviços de

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saneamento básico, tendo em vista o princípio da universalização desse

setor.

Sendo assim, percebe-se a importância dada ao estímulo à participação da

sociedade, processo que permitirá elaborar um plano coerente e adequado com a

realidade local e capaz de promover a melhoria da qualidade de vida da população

municipal propiciados por uma melhor prestação dos serviços públicos de

saneamento básico.

A participação da população em processos decisórios é fundamental para

garantir a corresponsabilidade entre órgão público e comunidade. Conforme o Termo

de Referência, deve-se conceber mecanismos de envolvimento da sociedade durante

todo o processo de elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico ­ PMSB.

O Plano será aprovado em audiência pública, após um período de consulta pública,

física e virtual, para eventuais contribuições e complementações.

A participação social na metodologia de planejamento do PMSB é a base

fundamental de todas as ações, tem caráter continuo e estará em todas as fases,

como disposto na Figura 1.

Figura 1 - Fluxograma do Planejamento estratégico do PMSB

Fonte: Modificado de ­ FUNASA 2012

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O principal objetivo do Plano de Mobilização Social é garantir a efetiva

participação social e democrática na elaboração do PMSB de forma a criar um

sentimento de corresponsabilidade na população por meio da construção participativa

do mesmo, e par isso, tem como diretrizes:

· Refletir as necessidades e anseios da população;

· Apresentar caráter democrático e participativo, considerando sua função

social;

· Envolver a sociedade durante todo o processo de elaboração do PMSB;

· Sensibilizar a sociedade para a responsabilidade coletiva na

preservação e conservação dos recursos naturais;

· Estimular os segmentos sociais a participarem do processo de gestão

ambiental; e

· Estimular a criação de novos grupos representativos da sociedade não

organizada.

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2. ESTRUTURA DO PLANO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL

2.1. Etapas e Eventos

O fluxograma exibido na Figura 2 mostra os eventos previstos para cada etapa

da elaboração da revisão do PMSB do município de Marechal Cândido Rondon.

Figura 2 - Produtos e eventos previstos.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2021.

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2.2. Estrutura dos Eventos

Os eventos e atividades de participação e mobilização social deverão ser

convocados, através de publicação oficial, com antecedência mínima de 15 (quinze)

dias corridos da data da sua realização e deverão ser precedidos de ampla divulgação,

no intuito de atingir o maior número possível de pessoas, cada qual com relatório, lista

de participantes e fotografias que serão de responsabilidade da empresa Líder

Engenharia e Gestão de Cidades.

Tal registro fará parte do Relatório da Consulta Pública e Audiência Pública,

parte integrante da Versão Final do Plano Municipal de Saneamento Básico, que ficará

disponível à consulta da população como os demais documentos produzidos durante

a elaboração do Plano.

Ocorrerão seguindo o detalhamento dado com relação ao número, distribuição

e objetivos. No entanto, devem ser considerados alguns aspectos adicionais quanto

sua realização:

· A inscrição será feita por meio de lista de presença, com a devida

identificação dos participantes;

· Será feita a exposição dos temas da elaboração do Plano pelos técnicos

e posteriormente aberto espaço para a discussão junto com a sociedade;

· As propostas deverão ser apresentadas na forma escrita e serão

consideradas na Construção de Planos, Projetos e Ações do Plano;

· Todos os presentes terão direito a voz;

· No final será aberto espaço para os últimos questionamentos ou

considerações quando os presentes poderão se manifestar mediante

inscrição prévia;

· O tempo para intervenção oral dos presentes será limitado em três

minutos por participante.

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2.3. Audiências Públicas

A audiência pública é um espaço de democracia participativa reconhecido e

garantido por lei. Por meio das audiências, grupos e indivíduos podem expressar

pontos de vista e necessidades diretamente a gestores públicos. Isso ajuda a melhorar

o trabalho do poder público e traz mais poder à sociedade civil. O conteúdo da

audiência será apresentado à Comissão de estudo e atualização do Plano Municipal

de Saneamento Básico- PMSB com no mínimo 10 (dez) dias de antecedência da data

do evento e serão estruturadas com, no mínimo, os seguintes itens:

· Apresentação do conteúdo técnico;

· Divulgação e envio dos convites com no mínimo 10 (dez) dias de

antecedência;

· Carga horária mínima de 1 (uma) hora;

· Local com capacidade mínima para os participantes;

· Material mínimo: microcomputador, projetor multimídia e equipamento de

áudio (quando necessário);

· Lista de presença contendo o nome, instituição, telefone e e-mail do

participante;

· Facilitador(es) técnico(s) da Líder Engenharia e Gestão de Cidades para

conduzir os trabalhos.

2.4. Portal Virtual

Serão disponibilizados no site oficial da prefeitura, pela Líder Engenharia e

Gestão de Cidades juntamente com a administração municipal, todos os documentos

e consultas necessários e pertinentes à construção do Plano, facilitando assim a

participação democrática da sociedade em sua elaboração.

2.5. Eventos Virtuais

Devido à dinâmica e objetivando a otimização e fluidez dos trabalhos, algumas

atividades poderão ser desenvolvidas de forma virtual, com metodologias que não

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prejudiquem os objetivos e funcionalidade das mesmas, tampouco sua participação

popular e democrática.

2.6. Reuniões Técnicas e Grupo de Debate

Para tornar mais eficiente e eficaz a comunicação entre os envolvidos com a

elaboração do PMSB, a empresa Líder Engenharia e Gestão de Cidades adota a

metodologia de sempre realizar uma primeira Reunião Técnica, afim de estreitar os

laços entre as equipes da empresa e da prefeitura, nivelar conhecimentos e esclarecer

possíveis dúvidas sobre o andamento dos trabalhos.

Concomitante à realização da reunião técnica, também é criado um grupo para

debate no aplicativo de comunicação virtual WhatsApp, facilitando e agilizando a

comunicação. Esse grupo será usado apenas para tratar de assuntos referentes ao

trabalho desenvolvido no município e, sempre que necessário, as informações

poderão ser solicitadas oficialmente via e-mail.

2.7. Metodologia Pedagógica

A técnica de Educação Ambiental para os eventos terá como base

metodológica a teoria de aprendizagem cognitiva de David Ausubel, que define a

aprendizagem significativa como um processo pelo qual um novo conhecimento é

introduzido na estrutura cognitiva do educando, modificando ou se acoplando a

conhecimentos prévios já existentes na estrutura cognitiva do indivíduo. Para a

aprendizagem significativa ocorrer são necessários três fatores principais: o

conhecimento prévio, um recurso didático potencialmente significativo (como

imagens, textos, gráficos ou vídeo que possa se relacionar com a estrutura cognitiva

do educando) e a predisposição do educando para a aprendizagem. Quando o

primeiro fator ­ conhecimentos prévios ­ não se fizer presente o facilitador deve utilizar

precedentes organizadores que utilizem grande grau de abstração para despertar o

interesse dos participantes e estruturar sua aprendizagem por meio da hierarquização,

que parte de conceitos mais gerais e evolui explorando posteriormente conceitos mais

específicos.

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Freitas (2014), em sua tese de doutorado, aponta o facilitador/educador como

"elemento essencial no processo de ensino/aprendizagem, pois ele detém o

referencial metodológico para conduzir o processo de aprendizagem de acordo com

seus objetivos, reconhecendo e ancorando os conhecimentos prévios de seu público

alvo aos novos conhecimentos".

Os recursos técnicos pedagógicos a serem utilizados nos eventos serão a

exposição dialogada com apresentação em PowerPoint, fazendo uso de projetor de

imagens, mesa de som e computador sendo de responsabilidade da Prefeitura a

providência destes equipamentos. Após a explanação dos técnicos será aberto

espaço à participação da comunidade. A linguagem e os conceitos serão adequados

à cada um dos públicos, tornando a construção participativa o mais democrática

possível.

Insta salientar que, devido as restrições sanitárias impostas pela pandemia de

COVID-19, os eventos poderão ser realizados de forma virtual, a depender das

recomendações das autoridades municipais e estaduais.

A mobilização para a elaboração do Plano é de competência da empresa Líder

Engenharia e Gestão de Cidades com auxílio do Município. Assim, a empresa Líder

Engenharia e Gestão de Cidades, é responsável pela viabilização do processo de

mobilização, reunindo registros das atividades e sistematizando as propostas e

informações levantadas.

2.8. Comunicação

Esta é a fase de trabalho de interpretação, difusão e discussão das premissas

da elaboração do Plano, onde serão identificadas e incorporadas lideranças e

entidades locais que atuarão na construção conjunta de mecanismos efetivos para

todos os setores envolvidos no Plano: os membros da Comissão e outros atores chave

da sociedade. Esses grupos serão convidados e estimulados a participar das

atividades e eventos, das reuniões de trabalho e de participação social para que o

debate seja amplo.

A divulgação e o compartilhamento de informações entre os envolvidos serão

feitos por e-mail, redes sociais e telefone, estabelecendo, dessa maneira, um canal

aberto de comunicação.

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2.9. Publicidade

O material que compõe as Etapas da elaboração do Plano será disponibilizado

para a Comissão de Coordenação, que receberão o conteúdo para discutir e analisar

juntamente com a empresa Líder Engenharia e Gestão de Cidades, previamente à

realização das atividades e eventos de reuniões técnicas e audiências públicas.

Também haverá divulgação das etapas de trabalho em link específico no site

da Prefeitura para possibilitar maior transparência e acessibilidade aos produtos

elaborados, bem como nos meios locais de comunicação e nos pontos chave dos

setores de mobilização social.

2.10. Divulgação e Acesso à Informação

A mobilização popular consiste no trabalho de aproximação dos grupos sociais

de interesse e sensibilização da população em geral por meio de reuniões específicas,

além do trabalho de divulgação das atividades de elaboração do PMSB. Será

realizada junto às lideranças comunitárias, Câmara Municipal de Vereadores,

associações de classes, sindicatos, conselhos e entidades atuantes no Município,

organizações não governamentais, comunidade em geral, de forma a representar os

vários segmentos da sociedade.

Todo material produzido e entregue pela empresa Líder Engenharia e Gestão

de Cidades no final das etapas será disponibilizado à população na sede da

Administração Pública, podendo ser reproduzido e distribuído sob responsabilidade

da Prefeitura, inclusive na Internet.

A divulgação da Audiência Pública será promovida juntamente com a prefeitura

através de uma faixa no local a ser realizada e/ou cartazes nos pontos chave de

divulgação nos setores de mobilização social, publicação no site da prefeitura e nas

redes sociais além de publicação em jornal. Nesses materiais haverá indicação das

datas, temas/programação e local.

As datas destes eventos serão previamente acordadas entre a empresa Líder

Engenharia e Gestão de Cidades e a Comissão de Coordenação, de acordo com a

disponibilidade do município e das restrições sanitárias oriundas da pandemia.

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Os modelos de materiais para divulgação das atividades e eventos serão

desenvolvidos pela Líder Engenharia e Gestão de Cidades, depois de aprovados pela

Comissão do Plano.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, 1988.

BRASIL. Lei Federal nº 11.445/2007 ­ Política Nacional de Saneamento Básico,

2007.

BRASIL. Lei Federal nº 12.305/2010 ­ Política Nacional de Resíduos Sólidos,

2010.

BRASIL. Lei Federal nº 14.026/2020 ­ Novo Marco Legal do Saneamento, 2020.

BRASIL. Decreto Nº 7.217, de 21 de Junho De 2010. 2010.

FREITAS, MIRLAINE ROTOLY DE. Metodologias em educação ambiental formal

e não formal para a conservação do sistema socioecológico. 2014. 183 f. Tese

(Doutorado) - Curso de Engenharia Florestal, Universidade Federal de Lavras, Lavras,

2014. Disponível em: http://repositorio.ufla.br/bitstream/1/4628/1/TESE_Metodologias

em educação ambiental formal e não formal para a conservação do sistema sócio-

ecológico.pdf. Acesso em: julho de 2021.

MARECHAL CÂNDIDO RONDON. Lei Municipal 4.781/2015 ­ Institui o Plano

Municipal de Saneamento Básico. Marechal Cândido Rondon ­ PR, 2015.

MARECHAL CÂNDIDO RONDON. Lei Municipal 4737/2015 ­ Dispõe sobre a

Política Municipal de Saneamento Básico. Marechal Cândido Rondon ­ PR, 2015.

PNUD. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para

o Desenvolvimento (PNUD) (2010).

PLANO MUNICIPAL DE

SANEAMENTO BÁSICO

Município de Marechal Cândido Rondon ± PR

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PREFEITURA MUNICIPAL DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON ± PR

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO ± PMSB

RELATÓRIO FINAL

EMPRESA LÍDER ENGENHARIA E GESTÃO DE CIDADES LTDA

MARCIO ANDREI RAUBER

PREFEITO MUNICIPAL

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EMPRESA DE PLANEJAMENTO CONTRATADA

EMPRESA LÍDER ENGENHARIA E GESTÃO DE CIDADES LTDA

CNPJ: 23.146.943/0001-22

Avenida Antônio Diederichsen, nº 400 ± sala 210.

CEP 14.020-250 ± Ribeirão Preto/SP

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EQUIPE TÉCNICA

Robson Ricardo Resende Henrique Moraes Krüger

Engenheiro Sanitarista e Ambiental Engenheiro Sanitarista e Ambiental

CREA/SC 99639-2

CREA/SC 122794-8

Osmani Vicente Jr. Rafael Remoto Menezes

Arquiteto e Urbanista Engenheiro Ambiental

CAU A23196-7 CREA/SP 5063887557

Juliano Mauricio da Silva Pedro Henrique Vicente

Engenheiro Civil Engenheiro Civil

CREA/PR 117165-D

CREA/SP 5070395829

Carmen Cecília Marques Minardi Mike Sam James Ferreira

Economista Engenheiro Florestal

CORECON/SP 36677

CREA/MG 142136158-2

Daniel Ferreira de Castro Furtado Camilla Stephanie Oliveira

Engenheiro Sanitarista e Ambiental Engenheira Civil

CREA/SC 118987-6

Paulo Guilherme Fuchs Juliano Yamada Rovigati

Administrador Geólogo

CRA/SC 21705

CREA/PR 109.137/D

Paula Evaristo dos Reis de Barros

Advogada

OAB/MG 107.935

Carolina Bavia Ferrucio Bandolin

Assistente Social

CRESS/PR 10.952

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EQUIPE TÉCNICA MUNICIPAL

Rodrigo Emerson Copetti

Diretor Especial Departamento (Gestão de Compras)

Ana Paula Scherer

Agente Administrativo (Seção de Estatística)

Romeu Akio Shinkawa

Engenheiro Civil (Secretaria de Planejamento)

Geane Michele Rosa

Arquiteta (Secretaria de Planejamento)

Marcos José Chaves

Engenheiro Ambiental (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento

Sustentável)

Léia Inês Kroth Bohnen

Agente Administrativo (Divisão de Planejamento SAAE)

Fabricio Romeiro Salviano

Assessoria Tecnica Operacional SAAE

Mariane Krause

Procuradoria Geral do Município

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SUMÁRIO

1. CARACTERIZAÇÃO MUNICIPAL ................................................................30

1.1. ASPECTOS REGIONAIS, LOCALIZAÇÃO E ACESSO ...........................30

1.2. HISTÓRICO...............................................................................................32

1.3. ASPECTOS AMBIENTAIS........................................................................32

1.3.1. Clima ............................................................................................................. 32

1.3.2. Temperatura .................................................................................................. 37

1.3.3. Precipitação e Umidade Relativa do Ar ......................................................... 37

1.3.4. Levantamento da Rede Hidrográfica do Município ........................................39

1.3.5. Geologia ........................................................................................................ 43

1.3.6. Geomorfologia ............................................................................................... 45

1.3.7. Declividade .................................................................................................... 47

1.3.8. Solo ............................................................................................................... 51

1.3.9. Vegetação ..................................................................................................... 53

1.4. ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS..........................................................56

1.4.1. Densidade Demográfica ................................................................................ 56

1.4.2. Taxa de Urbanização.....................................................................................56

1.4.3. Distribuição Etária por Gênero.......................................................................58

1.4.4. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal ± IDHM.................................58

1.4.5. Educação ...................................................................................................... 60

1.4.6. Razão de dependência, taxa de mortalidade e esperança de vida ................ 62

1.4.7. Economia ...................................................................................................... 63

1.4.8. Produto Interno Bruto (PIB) ........................................................................... 64

1.4.9. Renda............................................................................................................65

1.4.10. Saúde ........................................................................................................ 66

1.4.11. Vulnerabilidade Social ............................................................................... 68

2. ESTUDO POPULACIONAL ..........................................................................70

3. DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO ATUAL DE SANEAMENTO.......................77

3.1. SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA............................................78

3.1.1. Infraestrutura e Recursos Disponíveis ........................................................... 78

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3.1.2. Identificação de Mananciais para Abastecimento Futuro ............................... 81

3.1.3. Regulação de Uso dos Recursos Hídricos.....................................................89

3.1.4. Descrição dos Sistemas de Abastecimento de Água Atuais ........................ 101

3.1.5. Indicadores Operacionais ............................................................................ 109

3.1.6. Panorama da Situação Atual dos Sistemas Existentes ................................ 112

3.1.7. Reservação ................................................................................................. 164

3.1.8. Balanço entre Consumos e Demandas de Abastecimento de Água na Área de

Planejamento ......................................................................................................... 198

3.1.9. Estrutura de Tarifação, Índice de Inadimplência, Receita Operacional e

Indicadores Operacionais....................................................................................... 201

3.1.10. Análise Crítica do Sistema de Abastecimento de Água de Marechal Cândido

Rondon........ .......................................................................................................... 206

3.2. SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO.......................................... 207

3.2.1. Caracterização do Sistema de Esgotamento Sanitário ................................ 207

3.2.2. Interceptores do Sistema de Esgotamento Sanitário ................................... 213

3.2.3. Estação de Tratamento de Esgoto ± ETE Guavirá ...................................... 214

3.2.4. Análise Crítica do Sistema de Esgotamento Sanitário ................................. 222

3.3. SISTEMA DE LIMPEZA URBANA E MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

....................................................................................................................... 223

3.3.1. Gerenciamento e Manejo dos Resíduos Sólidos ......................................... 223

3.3.2. Arcabouço Legal.......................................................................................... 226

3.3.3. Limpeza Pública .......................................................................................... 239

3.3.4. Resíduos Sólidos Domiciliares - RDO ......................................................... 243

3.3.5. Resíduos Recicláveis .................................................................................. 260

3.3.6. Resíduos com Logística Reversa Obrigatória .............................................. 270

3.3.7. Resíduos dos Serviços de Saúde ................................................................ 278

3.3.8. Resíduos de Construção Civil e Volumosos ................................................ 282

3.3.9. Destinação Final .......................................................................................... 287

3.3.10. Análise Financeira ................................................................................... 293

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3.3.11. Análise Crítica do Sistema de Gestão dos Resíduos Sólidos................... 294

3.4. SISTEMA DE DRENAGEM URBANA E MANEJO DAS ÁGUAS

PLUVIAIS............................................................................................................. 295

3.4.1. Drenagem e Manejo das Águas Pluviais Urbanas ....................................... 296

3.4.2. Caracterização das Microbacias Urbanas.................................................... 305

3.4.3. Estudos Hidrológicos ................................................................................... 317

3.4.4. Erosão ......................................................................................................... 334

3.4.5. Áreas de Risco ............................................................................................ 340

3.4.6. Doenças de Veiculação Hídrica Associada com Deficiências na Drenagem

das Águas Pluviais................................................................................................. 343

3.4.7. Indicadores de Drenagem............................................................................ 345

3.4.8. Sistemas de Macrodrenagem ...................................................................... 346

3.4.9. Sistemas de Microdrenagem ....................................................................... 348

3.4.10. Análise Crítica do Sistema de Drenagem Urbana e Manejo das Águas

Pluviais................................................................................................................... 350

4. PROGNÓSTICO DOS SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA,

ESGOTAMENTO SANITÁRIO, LIMPEZA URBANA E MANEJO DOS

RESÍDUOS SÓLIDOS E DRENAGEM PLUVIAL URBANA........................ 351

4...................... ................................................................................................... 351

4.1. SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ± SAA .............................. 351

4.1.1. Projeção de Demanda ................................................................................. 352

4.1.2. Alternativas Técnicas de Engenharia para Atendimento da Demanda

Calculada ............................................................................................................... 355

4.1.3. Ações de Emergência e Contingência para o Sistema de Abastecimento de

Água.......... ............................................................................................................ 357

4.1.4. Objetivos e Metas para o Sistema de Abastecimento de Água .................... 362

4.2. SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO.......................................... 369

4.2.1. Projeção da Vazão Anual de Esgoto ........................................................... 369

4.2.2. Cargas de Concentração ............................................................................. 370

4.2.3. Comparação das Alternativas de Tratamento dos Esgotos ......................... 373

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4.2.4. Definição de Alternativas Técnicas de Engenharia para o Atendimento da

Demanda Calculada............................................................................................... 375

4.2.5. Sistemas Individuais .................................................................................... 375

4.2.6. Ações de Emergência e Contingência para o Sistema de Esgotamento

Sanitário................................................................................................................. 391

4.2.7. Objetivos e Metas para o SES ..................................................................... 396

4.3. SISTEMA DE LIMPEZA URBANA E MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

....................................................................................................................... 400

4.3.1. Estimativa da Produção de Resíduos Sólidos com Base nos Resultados dos

Estudos Demográficos ........................................................................................... 400

4.3.2. Proposição das Possibilidades de Implantação de Soluções Consorciadas ou

Compartilhadas com Outros Municípios ................................................................. 402

4.3.3. Procedimentos Operacionais e Especificações Mínimas a Serem Adotadas

nos Serviços Públicos de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos, Incluindo

a Disposição Final Ambientalmente Adequada dos Rejeitos .................................. 406

4.3.4. Destinação Final .......................................................................................... 441

4.3.5. Resíduos da Limpeza Pública ..................................................................... 446

4.3.6. Resíduos dos Serviços de Saúde - RSS...................................................... 457

4.3.7. Resíduos da Construção Civil - RCC ........................................................... 460

4.3.8. Sistema Nacional de Informações Sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos ±

SINIR e Manifesto de Transporte de Resíduo ± MTR ............................................ 489

4.3.9. Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana - ISLU ................................ 494

4.3.10. Regras Para o Transporte de Resíduos Sólidos ...................................... 496

4.3.11. Definição das Responsabilidades Quanto a sua Implementação e

Operacionalização ................................................................................................. 499

4.3.12. Programas e Ações de Capacitação Técnica Voltados Para sua

Implementação e Operacionalização ..................................................................... 504

4.3.13. Educação Ambiental ................................................................................ 507

4.3.14. Programas e Ações para a Participação dos Grupos Interessados, em

Especial das Cooperativas e Outras Formas de Associações de Catadores de

Materiais Recicláveis e Reutilizáveis...................................................................... 510

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Marechal Cândido Rondon - PR

4.3.15. Mecanismos para Criação de Fontes de Negócios, Emprego e Renda

Mediante a Valorização dos Resíduos Sólidos....................................................... 512

4.3.16. Sistema do Cálculo dos Custos da Prestação dos Serviços Públicos de

Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos Sólidos bem Como a Forma de Cobrança

Desses Serviços .................................................................................................... 515

4.3.17. Medidas de Redução, Reutilização, Coleta Seletiva e Reciclagem, Entre

Outras, Com Vistas a Reduzir a Quantidade de Rejeitos Encaminhados para a

Disposição Ambientalmente Adequada.................................................................. 526

4.3.18. Descrição das Formas e dos Limites da Participação do Poder Público Local

na Gestão dos Resíduos Sólidos ........................................................................... 529

4.3.19. Meios a Serem Utilizados para o Controle e a Fiscalização, no Âmbito Local,

da Implementação e Operacionalização do Plano de Gerenciamento dos Resíduos

Sólidos de que Trata o Art. 20 e dos Sistemas de Logística Reversa .................... 533

4.3.20. Ações Preventivas e Corretivas a Serem Praticadas, Incluindo Programa de

Monitoramento ....................................................................................................... 536

4.3.21. Ações de Emergência e Contingência para o Sistema de Limpeza Urbana

e Manejo dos Resíduos Sólidos ............................................................................. 537

4.3.22. Objetivos e Metas para o Sistema de Gestão dos Resíduos Sólidos ....... 541

4.6. SISTEMA DE DRENAGEM URBANA E MANEJO DAS ÁGUAS

PLUVIAIS........................................................................................................... 562

4.6.1. Medidas Estruturais ..................................................................................... 562

4.6.2. Medidas Não Estruturais ............................................................................. 579

4.6.3. Ações de Emergência e Contingência ......................................................... 591

4.6.4. Objetivos e Metas para o Sistema de Drenagem Urbana e Manejo das Águas

Pluviais .................................................................................................................. 595

5. PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL............................................ 601

6. PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES PARA O SISTEMA DE

ABASTECIMENTO DE ÁGUA .................................................................... 603

6.1. Programa 1 ± Manter a Universalização do Sistema de Abastecimento de Água

do Distrito Sede e Demais Distritos .................................................................... 604

6.2. Programa 2 ± Manter o Sistema de Abastecimento de Água na Zona Rural607

6.3. Análise Econômica .................................................................................. 609

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

7. PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES PARA O SISTEMA DE

ESGOTAMENTO SANITÁRIO .................................................................... 612

7.1. Programa 1 ± Ampliar o Sistema de Esgotamento Sanitário do Distrito

Sede................................................................................................................... 613

7.2. Programa 2 ± Ampliar e Aprimorar os Sistemas Rurais de Esgotamento

Sanitário............................................................................................................. 616

7.3. Análise Econômica .................................................................................. 618

8. PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES PARA O SISTEMA DE LIMPEZA

URBANA E GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS ....................... 621

8.1. Programa 1 ± Manutenção da Coleta Convencional ................................ 622

8.2. Programa 2 ± Manter e Ampliar a Coleta Seletiva ................................... 624

8.3. Programa 3 ± Aprimoramento da Gestão dos Resíduos Orgânicos ......... 626

8.4. Programa 4 ± Manter os Serviços de Limpeza Pública ............................ 628

8.5. Programa 5 ± Gestão dos Resíduos Sólidos da Construção Civil............ 630

8.6. Programa 6 ± Fomentar a Responsabilidade Compartilhada Sobre a Gestão

dos Resíduos da Logística Reversa ................................................................... 632

8.7. Programa 7 ± Manter a Gestão dos RSS................................................. 634

8.8. Programa 8 ± Destinação Final ............................................................... 636

8.9. Programa 9 ± Sistema Tarifário ............................................................... 638

8.10. Análise Econômica .................................................................................. 640

9. PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES PARA O SISTEMA DE DRENAGEM

URBANA E MANEJO DAS ÁGUAS PLUVIAIS .......................................... 643

9.1. Programa 1 ± Mapeamento, Digitalização e Georreferenciamento do Sistema

de Drenagem do Município ................................................................................ 644

9.2. Programa 2 ± Implementar Ações Não Estruturais que Minimizem os Problemas

no Sistema de Drenagem Urbana ...................................................................... 646

9.3. Programa 3 ± Implementar Ações Estruturais que Minimizem os Problemas no

Sistema de Drenagem Urbana ........................................................................... 648

9.4. Programa 4 ± Implantação da Taxa de Drenagem .................................. 650

9.5. Análise Econômica .................................................................................. 652

10. FONTES DE FINANCIAMENTO ................................................................. 655

10.1. Recursos Ordinários ................................................................................ 656

10.2. Recursos Extraordinários ........................................................................ 657

10.3. Os Programas de Financiamento Reembolsáveis ................................... 657

10.3.1. BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento) ....................................... 657

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

10.3.2. Banco do Brasil (BB)................................................................................ 657

10.3.3. Caixa Econômica Federal (CAIXA) .......................................................... 658

10.3.4. Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).................................... 658

10.3.5. Banco Mundial (The World Bank) ............................................................ 658

10.3.6. Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ..................................... 659

10.4. Os Programas de Financiamento Não Reembolsáveis ............................ 659

10.4.1. Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) ............................................. 659

10.4.3. Fundo Brasileiro de Educação Ambiental (FunBEA) ................................ 660

10.4.4. Ministério da Saúde ................................................................................. 660

10.4.5. Ministério das Cidades ± Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental 661

10.4.6. Ministério da Justiça ± Fundo de Direito Difuso (FDD) ............................. 661

10.4.7. Fundo Nacional de Compensação Ambiental (FNCA) ............................. 662

10.4.8. Fundo Vale .............................................................................................. 662

11. ANÁLISE GLOBAL DOS INVESTIMENTOS .............................................. 664

REFERÊNCIAS ..................................................................................................... 666

ANEXOS.......... ...................................................................................................... 672

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Temperaturas 1991 a 2021 (ºC). .................................................. 37

Tabela 2- Precipitação de 1991 a 2021. ........................................................ 38

Tabela 3 - Umidade relativa do ar (1991 a 2021). .......................................... 38

Tabela 4 - Classes de declividade com indicações gerais da adequabilidade e

restrições para o planejamento......................................................................47

Tabela 5 - Características dos Tipos de Solos de Marechal Cândido Rondon.

...................................................................................................................... 51

Tabela 6 - Taxa de urbanização de Marechal Cândido Rondon. ................... 57

Tabela 7 - Série Histórica do IDH. ................................................................. 59

Tabela 8 - Índice de Desenvolvimento Humano Municipal e seus Componentes.

...................................................................................................................... 60

Tabela 9 - Estrutura Etária da População de Marechal Cândido Rondon. ..... 62

Tabela 10 - Taxa de Mortalidade Infantil e Esperança de Vida ao Nascer no

município. ...................................................................................................... 63

Tabela 11 - Economia nos setores municipais...............................................63

Tabela 12 - Evolução do PIB de 2010 a 2020................................................64

Tabela 13 - Classificação pela renda domiciliar per capita em Marechal Cândido

Rondon. ......................................................................................................... 65

Tabela 14 - Classificação com base no CadÚnico do Governo Federal no

município. ...................................................................................................... 65

Tabela 15 - Unidades de saúde Município de Marechal Cândido Rondon. .... 66

Tabela 16 - Estabelecimentos de Saúde no Município de Marechal Cândido

Rondon. ......................................................................................................... 67

Tabela 17 ± Quantitativo de Leitos em Marechal Cândido Rondon................68

Tabela 18 - Vulnerabilidade Social do município. .......................................... 68

Tabela 19 - População total do Município de Marechal Cândido Rondon. ..... 70

Tabela 20 - Projeção da população do município até o ano 2043..................75

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 21 ± Cargos existentes no SAAE. ...................................................... 79

Tabela 22 ± Equipamentos e maquinários disponíveis no SAAE ................... 80

Tabela 23 ± Valores de referência dos valores da vazão de margens plenas

(Qmp). ........................................................................................................... 82

Tabela 24 ± Outorgas existentes no Município para Abastecimento Público. 90

Tabela 25 ± Outorgas existentes vigentes para fins Particulares no Município.

...................................................................................................................... 92

Tabela 26 ± Sistema de indicadores do SNIS utilizados na avaliação dos

serviços do SAA. ......................................................................................... 109

Tabela 27 ± Volume e vazões do PTP001. .................................................. 112

Tabela 28 ± Volume e vazões do PTP002. .................................................. 114

Tabela 29 ± Volume e vazões do PTP003. .................................................. 115

Tabela 30 ± Volume e vazões do PTP004. .................................................. 116

Tabela 31 ± Volume e vazões do PTP005. .................................................. 117

Tabela 32 ± Volume e vazões do PTP006. .................................................. 118

Tabela 33 ± Volume e vazões do PTP008. .................................................. 119

Tabela 34 ± Volume e vazões do PTP009. .................................................. 121

Tabela 35 ± Volume e vazões do PTP010. .................................................. 122

Tabela 36 ± Volume e vazões do PTP011. .................................................. 123

Tabela 37 ± Volume e vazões do PTP013. .................................................. 125

Tabela 38 ± Volume e vazões do PTP014. .................................................. 126

Tabela 39 ± Volume e vazões do PTP015. .................................................. 127

Tabela 40 ± Volume e vazões do PTP016. .................................................. 128

Tabela 41 ± Volume e vazões do PTP017. .................................................. 129

Tabela 42 ± Volume e vazões do PTP018. .................................................. 130

Tabela 43 ± Volume e vazões do PTP019. .................................................. 131

Tabela 44 ± Volume e vazões do PTP020. .................................................. 132

Tabela 45 ± Volume e vazões do PTP101. .................................................. 138

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 46 ± Volume e vazões do PTP102. .................................................. 139

Tabela 47 ± Volume e vazões do PTP103. .................................................. 140

Tabela 48 ± Volume e vazões do PTP104. .................................................. 141

Tabela 49 ± Volume e vazões do PTP105. .................................................. 142

Tabela 50 ± Volume e vazões do PTP106. .................................................. 143

Tabela 51 ± Volume e vazões do PTP107. .................................................. 144

Tabela 52 ± Volume e vazões do PTP109. .................................................. 146

Tabela 53 ± Volume e vazões do PTP1027. ................................................ 147

Tabela 54 ± Pontos de captação ativos da área rural. ................................. 149

Tabela 55 ± Apresentação quantitativa das análises exigidas pela Portaria

n°888/2021 -GM/ MS. .................................................................................. 154

Tabela 56 ± Padrão microbiológico de potabilidade da água. ...................... 156

Tabela 57 ± Padrão Organoléptico de Potabilidade. .................................... 158

Tabela 58 ± Internações hospitalares causadas por doenças relacionadas ao

saneamento inadequado. ............................................................................ 163

Tabela 59 ± Volume e vazões do EAT001/REN001/REL001. ...................... 164

Tabela 60 ± Volume e vazões do EAT002/RAP002..................................... 165

Tabela 61 ± Volume e vazões do EAT003/RAP001..................................... 167

Tabela 62 ± Volume e vazões do EAT004/REN006. ................................... 168

Tabela 63 ± Volume e vazões do EAT005. .................................................. 169

Tabela 64 ± Volume e vazões do EAT006. .................................................. 170

Tabela 65 ± Volume e vazões do EAT007. .................................................. 171

Tabela 66 ± Volume e vazões do EAT008. .................................................. 172

Tabela 67 ± Volume e vazões do EAB001/REN003. ................................... 173

Tabela 68 ± Volume e vazões do EAB002/REN002. ................................... 174

Tabela 69 ± Volume e vazões do EAB003/REN004/RAP005. ..................... 175

Tabela 70 ± Volume e vazões do EAB004/RAP003. ................................... 176

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 71 ± Volume e vazões do EAB006/REN004. ................................... 177

Tabela 72 ± Pontos de reservação ativos da área rural. .............................. 190

Tabela 73 ± Volume, faturado e produzido na sede municipal de Marechal

Cândido Rondon.......................................................................................... 198

Tabela 74 ± Volume, faturado e produzido nos Distritos de Marechal Cândido

Rondon. ....................................................................................................... 198

Tabela 75 - Volume, faturado e produzido na Linha Hermann. .................... 199

Tabela 76 ± Número de Economias por Classe de Consumo na Sede Municipal.

.................................................................................................................... 200

Tabela 77 - Dados de Esgoto na Sede Municipal. ....................................... 210

Tabela 78 - Número de ligações, volume micromedido e faturado............... 212

Tabela 79 - Extensão e diâmetro dos interceptores e emissários de esgotos.

.................................................................................................................... 213

Tabela 80 - Média das análises físico-químicas de entrada e saída do efluente

na ETE Guavirá. .......................................................................................... 215

Tabela 81 ± Tabela tarifária do SAAE.......................................................... 216

Tabela 82 - Portaria Instituto Água e Terra. ................................................. 217

Tabela 83 ± Geração de resíduos per capita e total coletado nas diferentes

regiões do país em 2022. ............................................................................ 226

Tabela 84 - Massa Per Capita Coletada. ..................................................... 226

Tabela 85 - Informações sobre os serviços de limpeza pública de Marechal

Cândido Rondon.......................................................................................... 243

Tabela 86 - Informações de coleta do Setor 01. .......................................... 247

Tabela 87 - Informações de coleta do Setor 02. .......................................... 247

Tabela 88 - Informações de coleta do Setor 03. .......................................... 247

Tabela 89 ± Informações de coleta dos Setores 04 e 05. ............................ 248

Tabela 90 ± Informações de Coleta dos Setores 06 e 07. ........................... 248

Tabela 91 ± Informações de Coleta dos Setores 08 e 09. ........................... 249

Tabela 92 - Resumo Geral da Coleta Convencional. ................................... 259

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 93 - Cronograma de coleta da ACAN............................................... 264

Tabela 94 - Cronograma de coleta da COOPERAGIR................................. 264

Tabela 95 - Estabelecimentos de Saúde no Município de Marechal Cândido

Rondon. ....................................................................................................... 281

Tabela 96 - Análise Financeira da gestão dos resíduos sólidos de Marechal

Cândido Rondon.......................................................................................... 293

Tabela 97 ± Extensão total da rede de drenagem do município (em metros)

.................................................................................................................... 305

Tabela 98 ± Microbacias hidrográficas em Marechal Cândido Rondon de acordo

com a UNIOESTE (PMSB 2016). ................................................................ 306

Tabela 99 ± Principais índices físicos das bacias hidrográficas do município,

baseados em informações do Plano Diretor Participativo de 2008 (PMSB 2016).

.................................................................................................................... 306

Tabela 100 ± Hierarquia do fluxo de drenagem computado. ........................ 309

Tabela 101 ± Dados extraídos das microbacias. ......................................... 315

Tabela 102 ± Tempo de Concentração para as diferentes microbacias....... 318

Tabela 103 ± Classes de uso do solo utilizadas por microbacia. ................. 324

Tabela 104 ± Coeficientes da equação da chuva. ....................................... 326

Tabela 105 ± Valores da Equação de intensidade da chuva........................ 326

Tabela 106 ± Valores da Equação de intensidade da chuva........................ 331

Tabela 107 ± Vazões para diferentes Tempos de Retorno pelo Método I-PAI-

WU. ............................................................................................................. 332

Tabela 108 ± Principais voçorocas descritas na pesquisa comentada (PMSB

2016). .......................................................................................................... 336

Tabela 109 ± Evolução anual da incidência de internações totais por doenças

de veiculação hídrica em Marechal Cândido Rondon e despesas. .............. 344

Tabela 110 ± Comparação da incidência de internações totais por doenças de

veiculação hídrica por localidade (2021). ..................................................... 345

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 111 ± Número de casos de doenças de veiculação hídrica do Município

de Marechal Cândido Rondon. .................................................................... 345

Tabela 112 - Demandas para a Sede Municipal. ......................................... 354

Tabela 113 - Ações para emergências e contingências referentes ao

abastecimento emergencial/temporário de água. ........................................ 358

Tabela 114 - Ações para emergências e contingências referentes

abastecimento emergencial/temporário de água. ........................................ 360

Tabela 115 - Ações para emergências e contingências referentes ao sistema

de abastecimento emergencial. ................................................................... 361

Tabela 116 - Ações para emergências e contingências referentes ao

abastecimento alternativo de água. ............................................................. 362

Tabela 117 ± Tabela Síntese do Objetivo 1. ................................................ 364

Tabela 118 ± Tabela Síntese do Objetivo 2. ................................................ 366

Tabela 119 ± Tabela Síntese do Objetivo 3. ................................................ 368

Tabela 120 - Projeção da geração de esgoto doméstico no Distrito Sede. .. 370

Tabela 121 - Valores de cargas orgânicas de DBO. .................................... 373

Tabela 122 - Ações de emergência e contingência para o extravasamento de

esgoto em estações elevatórias................................................................... 392

Tabela 123 - Ações de emergência e contingência para o rompimento de linhas

de recalque, coletores, interceptores e emissários. ..................................... 393

Tabela 124 - Ações de emergência e contingência para ocorrência de retorno

de esgoto em imóveis. ................................................................................. 394

Tabela 125 - Ações de emergência e contingencia para vazamentos e

contaminação de solo, curso hídrico ou lençol freático por fossas. .............. 395

Tabela 126 - Tabela Síntese do Objetivo 1. ................................................. 397

Tabela 127 - Tabela Síntese do Objetivo 2. ................................................. 399

Tabela 128 ± Estimativa da geração total, resíduos reciclados e compostados.

.................................................................................................................... 401

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 129 - Treinamento para os colaboradores dos serviços de limpeza

pública e manejo dos resíduos sólidos. ....................................................... 413

Tabela 130 - Vantagens e desvantagens da coleta convencional noturna de

resíduos sólidos........................................................................................... 417

Tabela 131 - Recomendações para a coleta convencional de resíduos sólidos.

.................................................................................................................... 418

Tabela 132 - Cores de identificação de resíduos sólidos. ............................ 425

Tabela 133 - Formas de Segregação de Resíduos Sólidos. ........................ 426

Tabela 134 - Vantagens e Desvantagens dos diferentes tipos de execução de

coleta seletiva. ............................................................................................. 429

Tabela 135 - Vantagens e desvantagens do processo de compostagem. ... 440

Tabela 136 - Tipos de resíduos, origem e responsabilidade. ....................... 442

Tabela 137 - Etapas dos processos de reciclagem dos materiais................ 444

Tabela 138 - Proposta de frequência para os serviços da varrição pública.. 450

Tabela 139 - Normas para manejo e aspectos centrais da ABNT NBR voltadas

para resíduos da construção civil................................................................. 460

Tabela 140 - Responsabilidade de cada agente envolvido na gestão e manejo

de RCC e resíduos volumosos. ................................................................... 466

Tabela 141 - Características físicas de um Ponto de Entrega Voluntária ou

Ecoponto. .................................................................................................... 470

Tabela 142 - Tipos de controle necessários sobre o fluxo de resíduos da

construção civil e resíduos volumosos......................................................... 478

Tabela 143 - Tipo de resíduo que compõem o RCC e o resíduo volumoso e sua

destinação adequada. ................................................................................. 487

Tabela 144 - Formas de reuso dos resíduos da construção civil. ................ 488

Tabela 145 - Resultado do ISLU 2022. ........................................................ 495

Tabela 146 - Responsabilidades dos gestores públicos e privados quanto ao

manejo das diferentes tipologias de resíduos. ............................................. 500

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 147 - Principais estruturas e equipamentos que constam no sistema de

limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. ............................................ 521

Tabela 148 - Ações de Emergência e Contingência - Resíduos Sólidos...... 538

Tabela 149 - Tabela Síntese do Objetivo 1. ................................................. 543

Tabela 150 - Tabela Síntese do Objetivo 2. ................................................. 545

Tabela 151 - Tabela Síntese do Objetivo 3. ................................................. 547

Tabela 152 - Tabela Síntese do Objetivo 4. ................................................. 549

Tabela 153 - Tabela Síntese do Objetivo 5. ................................................. 551

Tabela 154 - Tabela Síntese do Objetivo 6. ................................................. 553

Tabela 155 - Tabela Síntese do Objetivo 7. ................................................. 555

Tabela 156 - Tabela Síntese do Objetivo 8. ................................................. 557

Tabela 157 - Tabela Síntese do Objetivo 9. ................................................. 559

Tabela 158 - Tabela Síntese do Objetivo 10. ............................................... 561

Tabela 159 - Tabela Síntese dos Programas de Educação Ambiental. ....... 602

Tabela 160 - Tabela Síntese do Programa 1. .............................................. 605

Tabela 161 - Tabela Síntese do Programa 2. .............................................. 608

Tabela 162 - Totais dos Valores Estimados................................................. 610

Tabela 163 - Tabela Síntese do Programa 1. .............................................. 614

Tabela 164 - Tabela Síntese do Programa 2. .............................................. 617

Tabela 165 - Totais dos valores estimados.................................................. 619

Tabela 166 - Tabela Síntese do Programa 1. .............................................. 623

Tabela 167 - Tabela Síntese do Programa 2. .............................................. 625

Tabela 168 - Tabela Síntese do Programa 3. .............................................. 627

Tabela 169 - Tabela Síntese do Programa 4. .............................................. 629

Tabela 170 - Tabela Síntese do Programa 5. .............................................. 631

Tabela 171 - Tabela Síntese do Programa 6. .............................................. 633

Tabela 172 - Tabela Síntese do Programa 7. .............................................. 635

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 173 - Tabela Síntese do Programa 8. .............................................. 637

Tabela 174 - Tabela Síntese do Programa 9. .............................................. 639

Tabela 175 - Totais dos Valores Estimados................................................. 641

Tabela 176 - Tabela Síntese do Programa 1. .............................................. 645

Tabela 177 - Tabela Síntese do Programa 2. .............................................. 647

Tabela 178 - Tabela Síntese do Programa 3. .............................................. 649

Tabela 179 - Tabela Síntese do Programa 5. .............................................. 651

Tabela 180 - Totais dos valores estimados.................................................. 653

Tabela 181 - Análise Global dos Investimentos. .......................................... 665

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

LISTA DE FIGURAS

Figura 1- Mapa de localização do Município de Marechal Cândido Rondon. . 31

Figura 2- Brasil de acordo com a Classificação de Köppen-Geiger. .............. 34

Figura 3 - Classificação Climática de Marechal Cândido Rondon. ................. 36

Figura 4 ± Bacias Hidrográficas do Brasil. ..................................................... 39

Figura 5 ± Bacia do Rio Paraná. .................................................................... 40

Figura 6 ± Mapa de Hidrografia do Município de Marechal Cândido Rondon. 41

Figura 7 - Mapa de Hidrografia urbana de Marechal Cândido Rondon. ......... 42

Figura 8 - Mapa Geológico do Município de Marechal Cândido Rondon. ...... 44

Figura 9 - Mapa Geomorfológico de Marechal Cândido Rondon. .................. 46

Figura 10 - Mapa de Declividade do município. ............................................. 49

Figura 11 - Mapa de Altitude do Município de Marechal Cândido Rondon. .... 50

Figura 12 - Mapa Pedológico do município. ................................................... 52

Figura 13- Cobertura vegetal do Município de Marechal Cândido Rondon. ... 55

Figura 14 - Taxas de Urbanização das Regiões Brasileiras (2015)................57

Figura 15 - Cálculo da Taxa de Urbanização. ................................................ 57

Figura 16 - Posição do IDHM de Marechal Cândido Rondon no Estado de

Paraná. .......................................................................................................... 59

Figura 17 ± Estrutura Organizacional do SAAE. ............................................ 79

Figura 18 ± Unidades aquíferas aflorantes no estado do Paraná. ................. 85

Figura 19 ± Sistema aquífero correspondente a área do Município de Marechal

Cândido Rondon - PR....................................................................................88

Figura 20 ± Captações e ETA na sede municipal. ....................................... 102

Figura 21 ± Fluxograma do Sistema na sede municipal............................... 104

Figura 22 ± Fluxograma do distrito de Bela Vista......................................... 105

Figura 23 ± Fluxograma do distrito de Bom Jardim...................................... 105

Figura 24 ± Fluxograma do distrito de Iguiporã. ........................................... 106

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 25 ± Fluxograma do distrito de Margarida......................................... 106

Figura 26 ± Fluxograma do distrito de Novo Horizonte. ............................... 107

Figura 27 - Fluxograma do distrito de Três Passos...................................... 107

Figura 28 ± Fluxograma do distrito de Porto Mendes................................... 108

Figura 29 ± Fluxograma do distrito de São Roque. ...................................... 108

Figura 30 ± PTP001..................................................................................... 113

Figura 31 ± PTP002..................................................................................... 114

Figura 32 ± PTP003..................................................................................... 115

Figura 33 ± PTP004..................................................................................... 116

Figura 34 ± PTP005..................................................................................... 117

Figura 35 ± PTP006..................................................................................... 118

Figura 36 ± PTP008..................................................................................... 120

Figura 37 ± PTP009..................................................................................... 121

Figura 38 ± PTP010..................................................................................... 122

Figura 39 ± PTP011..................................................................................... 123

Figura 40 ± PTP013..................................................................................... 125

Figura 41 ± PTP014..................................................................................... 126

Figura 42 ± PTP015..................................................................................... 127

Figura 43 ± PTP016..................................................................................... 128

Figura 44 ± PTP017..................................................................................... 129

Figura 45 ± PTP018..................................................................................... 130

Figura 46 ± PTP019..................................................................................... 131

Figura 47 ± PTP020..................................................................................... 132

Figura 48 ± CAP-M-001. .............................................................................. 133

Figura 49 ± CAP-M-002. .............................................................................. 134

Figura 50 ± CAP-M-004. .............................................................................. 134

Figura 51 ± CAP-M-005. .............................................................................. 135

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 52 ± CAP-M-006. .............................................................................. 136

Figura 53 ± CAP-R-001. .............................................................................. 137

Figura 54 ± PTP101..................................................................................... 138

Figura 55 ± PTP102..................................................................................... 139

Figura 56 ± PTP103..................................................................................... 140

Figura 57 ± PTP104..................................................................................... 141

Figura 58 ± PTP105..................................................................................... 142

Figura 59 ± PTP106..................................................................................... 143

Figura 60 ± PTP107..................................................................................... 144

Figura 61 ± PTP110..................................................................................... 145

Figura 62 ± PTP109..................................................................................... 146

Figura 63 ± PTP1027................................................................................... 147

Figura 64 ± Etapas de coagulação e floculação........................................... 153

Figura 65 ± Etapas de decantação e filtração. ............................................. 153

Figura 66 ± Doenças de veiculação hídrica. ................................................ 162

Figura 67 ± EAT001/REN001/REL001. ....................................................... 165

Figura 68 ± EAT002/RAP002. ..................................................................... 166

Figura 69 ± EAT003/RAP001. ..................................................................... 167

Figura 70 ± EAT004/REN006. ..................................................................... 168

Figura 71 ± EAT005..................................................................................... 169

Figura 72 ± EAT006..................................................................................... 170

Figura 73 ± EAT007/REL002/RAP006......................................................... 171

Figura 74 ± EAT008..................................................................................... 172

Figura 75 ± EAB001/REN003. ..................................................................... 173

Figura 76 ± EAB002/REN002. ..................................................................... 174

Figura 77 ± EAB003/REN004/RAP005. ....................................................... 175

Figura 78 ± EAB004/RAP003. ..................................................................... 176

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 79 ± EAB006/REN004. ..................................................................... 177

Figura 80 ± EAB007/REN005. ..................................................................... 178

Figura 81 ± REL003..................................................................................... 179

Figura 82 ± REL004..................................................................................... 180

Figura 83 ± RAP101. ................................................................................... 181

Figura 84 ± REL111..................................................................................... 182

Figura 85 ± REL101..................................................................................... 183

Figura 86 ± REL102..................................................................................... 184

Figura 87 ± REL103..................................................................................... 184

Figura 88 ± REL104..................................................................................... 185

Figura 89 ± REL105..................................................................................... 186

Figura 90 ± REL107..................................................................................... 186

Figura 91 ± REL108..................................................................................... 187

Figura 92 ± REL110..................................................................................... 188

Figura 93 ± REL113..................................................................................... 189

Figura 94 ± REL1021................................................................................... 190

Figura 95 ± Comparação dos índices de perdas municipal, estadual e nacional.

.................................................................................................................... 194

Figura 96 ± Exemplificação REN/REL/Elevatória......................................... 196

Figura 97 ± Exemplificação Poço profundo.................................................. 196

Figura 98 ± Tela dos Macromedidores. ....................................................... 197

Figura 99 ± Tela dos Reservatórios. ............................................................ 197

Figura 100 ± Indicadores do sistema de abastecimento de água - SAA. ..... 202

Figura 101 ± Comparativo de valores praticados. ........................................ 204

Figura 102 ± Fluxograma da coleta e tratamento de esgoto do município de

Marechal Cândido Rondon. ......................................................................... 208

Figura 103 - EEE 01 UNIOESTE e EEE 02 Borboleta. ................................ 209

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 104 - EEE Augusto. .......................................................................... 209

Figura 105 ± Poço de visita. ........................................................................ 214

Figura 106 - Entrada da ETE Guavirá.......................................................... 218

Figura 107 - Calha Parshall. ........................................................................ 219

Figura 108 - Lagoas anaeróbias e facultativas............................................. 219

Figura 109 ± Mapa de localização da ETE - Guavirá. .................................. 221

Figura 110 - Triturador de Galhos modelo Scorpion PTU/500. .................... 241

Figura 111 - Resíduos de poda dispostos no Ecoponto. .............................. 242

Figura 112 ± Locais com boa execução dos serviços de limpeza pública. ... 242

Figura 113 - Dispositivo para armazenamento de resíduo domiciliar. .......... 244

Figura 114 ± Armazenamento e separação de recicláveis e orgânicos. ...... 244

Figura 115 - Mapa dos Setores de Coleta Convencional no Distrito Sede. .. 246

Figura 116 ± Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de Porto Mendes. 250

Figura 117 - Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de Bom Jardim. .... 251

Figura 118 ± Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de Iguiporã. ......... 252

Figura 119 - Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de Novo Três Passos.

.................................................................................................................... 253

Figura 120 - Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de Novo Horizonte.

.................................................................................................................... 254

Figura 121 - Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de Bela Vista........ 255

Figura 122 - Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de Margarida........ 256

Figura 123 - Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de São Roque. ..... 257

Figura 124 - Roteiro da Coleta Convencional na Vila Rural Santa Clara...... 258

Figura 125 - Trator para revolvimento das leiras de compostagem.............. 259

Figura 126 - Containers dispostos no Ecoponto. ......................................... 261

Figura 127 - Imagem de divulgação do Ecoponto pela COOPERAGIR. ...... 261

Figura 128 - Caminhão utilizado para coleta da ACAN. ............................... 262

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 129 - Sacos para o armazenamento de resíduos recicláveis. ........... 263

Figura 130 - Novo Galpão disponibilizado para ACAN................................. 265

Figura 131 - Galpão da associação de catadores ACAN. ............................ 265

Figura 132 - Galpão da COOPERAGIR. ...................................................... 266

Figura 133 - Armazenamento dos resíduos no interior da Cooperativa. ...... 266

Figura 134 - Máquina extrusora de isopor. .................................................. 267

Figura 135 - Armazenamento de vidro no Ecoponto e ACAN. ..................... 268

Figura 136 - Embalagens laminadas enfardadas. ........................................ 269

Figura 137 - Fiações armazenadas no galpão da ACAN. ............................ 269

Figura 138 - Resíduos com logística reversa obrigatória. ............................ 271

Figura 139 - Relação interligada entre os atores no sistema de logística reversa.

.................................................................................................................... 271

Figura 140 - Fluxo simplificado de resíduos nos sistemas de logística reversa.

.................................................................................................................... 272

Figura 141 - Ciclo da logística reversa de eletroeletrônicos e seus

componentes. .............................................................................................. 274

Figura 142 - Ciclo da logística reversa de pilhas e baterias. ........................ 275

Figura 143 - Ciclo da logística reversa de lâmpadas inservíveis. ................. 276

Figura 144 - Resíduos volumosos e RCC no Ecoponto. .............................. 285

Figura 145 ± Materiais de gesso armazenado no Ecoponto Municipal. ....... 285

Figura 146 - Localização do depósito de RCC. ............................................ 286

Figura 147 - Interior do Depósito de RCC. ................................................... 286

Figura 148 - Exemplo de Lixão. ................................................................... 287

Figura 149 - Exemplo de aterro controlado. ................................................. 288

Figura 150 - Exemplo de aterro sanitário. .................................................... 288

Figura 151 - Localização do aterro sanitário. ............................................... 290

Figura 152 - Entrada do aterro sanitário e disposição dos resíduos............. 291

Figura 153 - Balança para pesagem dos veículos. ...................................... 291

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 154 - Localização do Antigo Lixão e sede da Cooperagir. ................ 292

Figura 155 - Situação do Antigo Lixão. ........................................................ 293

Figura 156 ± Dispositivos de microdrenagem no Município de Marechal

Cândido Rondon.......................................................................................... 298

Figura 157 ± Fluxograma do sistema de drenagem do município (PMSB 2016).

.................................................................................................................... 300

Figura 158 ± Inundação em Marechal Cândido Rondon, Avenida Rio Grande

do Sul (Lago Municipal). .............................................................................. 303

Figura 159 ± Inundação em Marechal Cândido Rondon, Avenida Rio Grande

do Sul. ......................................................................................................... 303

Figura 160 ± Mapa das microbacias de influência na área urbana do Município

de Marechal Cândido Rondon. .................................................................... 308

Figura 161 ± Mapa da hierarquia fluvial. ...................................................... 311

Figura 162 ± Mapa de uso e ocupação do solo da Microbacia Córrego Guará.

.................................................................................................................... 320

Figura 163 ± Mapa de uso e ocupação do solo da Microbacia Córrego Guavirá.

.................................................................................................................... 321

Figura 164 ± Mapa de uso e ocupação do solo da Microbacia Arroio Fundo.

.................................................................................................................... 322

Figura 165 ± Mapa de uso e ocupação do solo das microbacias de influência

na área urbana do Município de Marechal Cândido Rondon. ...................... 323

Figura 166 ± Equação de intensidade de chuva. ......................................... 326

Figura 167 ± Determinação da largura média da bacia................................ 331

Figura 168 ± Exemplo de ravinas. ............................................................... 335

Figura 169 ± Exemplo de voçoroca. ............................................................ 336

Figura 170 ± Suscetibilidade a erosão hídrica no Brasil............................... 337

Figura 171 ± Erodibilidade dos solos no Brasil. ........................................... 338

Figura 172 ± Vulnerabilidade a erosão hídrica de Marechal Cândido Rondon.

.................................................................................................................... 339

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 173 ± Área com drenagem deficitária. .............................................. 341

Figura 174 ± Pontos e problemas identificados (PMSB 2016). .................... 342

Figura 175 ± Localização dos pontos com problemas identificados (PMSB

2016). .......................................................................................................... 342

Figura 176 ± Principais macrodrenagens municipais (2016). ....................... 348

Figura 177 - Exemplo de sistema e convencional. ....................................... 374

Figura 178 - Exemplo de sistema descentralizado....................................... 374

Figura 179 - Exemplo de sistema de saneamento centralizado. .................. 375

Figura 180 - Sistema Individual de Tratamento ± Fossas Sépticas.............. 377

Figura 181 ± Sistema de tratamento individual ± Valas de Infiltração. ......... 378

Figura 182 ± Sistema individual de tratamento ± Sumidouro. ...................... 379

Figura 183 ± Estação Compacta de Tratamento de Esgotos Sanitários. ..... 380

Figura 184 - Esquema da fossa séptica biodigestora. ................................. 383

Figura 185 - Exemplo de instalação da fossa biodigestor. ........................... 383

Figura 186 - Esquema de zona de raízes ou SAC. ...................................... 385

Figura 187 - Exemplos de zonas de raízes e mecanismos de controle de PVC.

.................................................................................................................... 386

Figura 188 - Esquema de círculo de bananeira. .......................................... 387

Figura 189 - Exemplo de círculo de bananeira............................................. 388

Figura 190 - Esquema de BET. ................................................................... 388

Figura 191 - Exemplo de BET ou fossa verde.............................................. 389

Figura 192 - EPIs necessários para os colaboradores dos serviços de limpeza

pública e manejo de Resíduos Sólidos. ....................................................... 415

Figura 193 - Fluxograma das etapas mínimas do dimensionamento da coleta

convencional................................................................................................ 416

Figura 194 - Recipiente para o acondicionamento de resíduos sólidos

domiciliares e comerciais............................................................................. 419

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 195 - Equação do dimensionamento da frota de veículos de cidades de

pequeno e médio porte. ............................................................................... 421

Figura 196 - Recipientes para a coleta seletiva. .......................................... 425

Figura 197 - Exemplo de Ponto de Entrega Voluntária. ............................... 431

Figura 198 - Exemplo de veículo para a coleta seletiva. .............................. 432

Figura 199 - Funcionamento de um CTR. .................................................... 433

Figura 200 - Centro de Triagem de Resíduos Sólidos - CTRS e segregação de

recicláveis e não recicláveis. ....................................................................... 435

Figura 201 - Bombonas para o acondicionamento de resíduos orgânicos. .. 438

Figura 202 - Leiras de compostagem natural de resíduos de feira e

compostagem aeróbica de resíduos orgânicos em leiras. ........................... 439

Figura 203 - Equipamento utilizado para varrição mecânica. ....................... 448

Figura 204 - Capacidade instalada de tratamento de RSS. ton/ano............. 458

Figura 205 - Organograma para sistema de gestão de RCC e volumosos. . 462

Figura 206 - Usina Móvel de reciclagem de RCC. ....................................... 464

Figura 207 - Modelo de Ponto de Entrega Voluntária ou Ecoponto para

recebimento de resíduos da Construção Civil ou volumosos. ...................... 471

Figura 208 - Modelo de Caçamba para acondicionamento de resíduos da

construção civil e caminhão poliguindaste para o recolhimento da caçamba.

.................................................................................................................... 475

Figura 209 - Modelo de Controle de Transporte de Resíduos ± CTR. ......... 477

Figura 210 - Modelo de plano de gerenciamento de resíduos da construção civil

- PGRCC para grandes geradores............................................................... 481

Figura 211 - Cálculo das diferentes dimensões do ISLU. ............................ 495

Figura 212 - Equação geral do ISLU............................................................ 495

Figura 213 - Veículo utilizado para o transporte de lodo de ETE e ETA. ..... 498

Figura 214 - Gestão pública para o manejo de resíduos sólidos urbanos. ... 530

Figura 215 - Gestão pública associada para o manejo de resíduos sólidos

urbanos. ...................................................................................................... 530

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 216 - Gestão público-privada para o manejo de resíduos sólidos

urbanos. ...................................................................................................... 531

Figura 217 ± Desenho esquemático do processo de assoreamento. ........... 564

Figura 218 ± Exemplo de reservatório subterrâneo com recreação na parte

superior. ...................................................................................................... 565

Figura 219 ± Demonstração de Faixas das APPs de acordo com Código

Florestal....................................................................................................... 566

Figura 220 - Exemplo de Corredores Verdes............................................... 568

Figura 221 ± Seção típica de valas biorretenção. ........................................ 569

Figura 222 ± Exemplos de biovaletas. ......................................................... 570

Figura 223 ± Exemplo de biótopos. ............................................................. 571

Figura 224 ± Exemplo de caixa de expansão. ............................................. 572

Figura 225 ± Diques. ................................................................................... 573

Figura 226 - Exemplo de Pôlder. ................................................................. 574

Figura 227 - Exemplos de controles na fonte............................................... 577

Figura 228 - Exemplos de reservatórios para água da chuva em imóveis

residenciais.................................................................................................. 578

Figura 229 - Exemplo de Estação Fluviométrica Automática. ...................... 589

Figura 230 - Lista de Presença Reunião Técnica. ....................................... 673

Figura 231 - Apresentação do Diagnóstico e do Prognóstico....................... 674

Figura 232 - Lista de Presença da Audiência Pública do Diagnóstico e do

Prognóstico. ................................................................................................ 687

Figura 233 - Fotos da Audiência Pública do Diagnóstico e do Prognóstico.. 689

Figura 234 - Apresentação Audiência Pública Final..................................... 690

Figura 235 - Lista de presença da Audiência Pública Final.......................... 696

Figura 236 - Fotos Audiência Pública final. .................................................. 697

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

LISTA DE QUADROS

Quadro 1 - Breve descritivo dos principais dispositivos legais de âmbito federal

direta ou indiretamente relacionados com a gestão de resíduos sólidos. .... 228

Quadro 2 - Breve descritivo das principais deliberações do CONAMA no âmbito

federal que direta ou indiretamente se relacionam com a gestão de resíduos

sólidos. ........................................................................................................ 232

Quadro 3 - Breve descritivo das principais Normas da ABNT que direta e/ou

indiretamente se relacionam com a gestão de resíduos sólidos. ................. 234

Quadro 4 - Instrumentos de implementação e operacionalização do sistema de

logística reversa. ......................................................................................... 236

Quadro 5 - Legislações e normas estaduais de Resíduos Sólidos (Estado do

Paraná)........................................................................................................ 237

Quadro 6 - Legislação municipal aplicável a temática de Resíduos Sólidos.239

Quadro 7 - Definição e tipos de serviço que caracterizam a limpeza pública.

.................................................................................................................... 240

Quadro 8 - Ações para emergências e contingências referentes a ocorrência de

alagamentos, inundações e enchentes........................................................ 592

Quadro 9 - Ações para emergências e contingências referentes a alternativas

para resolução dos problemas com processos erosivos. ............................. 593

Quadro 10 - Ações para emergências e contingências referentes a alternativas

para resolução dos problemas..................................................................... 594

Quadro 11 - Síntese do objetivo 1. .............................................................. 596

Quadro 12 - Síntese do objetivo 2. .............................................................. 597

Quadro 13 - Síntese do objetivo 3. .............................................................. 598

Quadro 14 - Síntese do objetivo 4. .............................................................. 599

Quadro 15 - Síntese do objetivo 5. .............................................................. 600

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1 - Educação no município. ............................................................... 61

Gráfico 2- Educação no Município de Marechal Cândido Rondon, Paraná e

Brasil. ............................................................................................................ 61

Gráfico 3 - Evolução da população do Município de Marechal Cândido Rondon.

...................................................................................................................... 71

Gráfico 4 - Gráfico com Taxa de crescimento urbano. ................................... 71

Gráfico 5 - Análise comparativa entre o crescimento populacional pelo IBGE e

a Curva Linear. .............................................................................................. 72

Gráfico 6 - Análise comparativa entre o crescimento populacional pelo IBGE e

a Curva Potencial. ......................................................................................... 73

Gráfico 7 - Análise comparativa entre o crescimento populacional pelo IBGE e

a Curva Exponencial......................................................................................73

Gráfico 8 - Análise comparativa entre o crescimento populacional pelo IBGE e

a Curva Logarítmica. ..................................................................................... 74

Gráfico 9 - Análise comparativa entre o crescimento populacional pelo IBGE e

a Curva Polinomial......................................................................................... 74

Gráfico 10 ± Coeficiente de distribuição espacial da chuva (K).................... 332

Gráfico 11 ± Vazões Microbacia Córrego Guará.......................................... 333

Gráfico 12 ± Vazões Microbacia Córrego Guavirá. ...................................... 333

Gráfico 13 ± Vazões Microbacia Arroio Fundo. ............................................ 334

Gráfico 14 - Despesas por prazo de execução. ........................................... 620

Gráfico 15 - Despesas por prazo de execução. ........................................... 642

Gráfico 16 - Despesas por prazo de execução. ........................................... 654

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

APRESENTAÇÃO

Este documento corresponde à revisão do Plano de Saneamento Básico do

Município de Marechal Cândido Rondon ± PR, conforme Contrato nº 052/2023.

O Plano Municipal de Saneamento Básico ± PMSB, abrange o conjunto de

serviços de infraestruturas e instalações dos setores de saneamento básico, que, por

definição, engloba o abastecimento de água, o esgotamento sanitário, a limpeza

urbana e o manejo de resíduos sólidos e a drenagem e o manejo de águas pluviais

urbanas.

O Plano de Saneamento Básico do Município de Marechal Cândido Rondon

visa estabelecer um planejamento das ações de saneamento no município, atendendo

aos princípios da Política Nacional de Saneamento Básico - Lei n° 11.445/2007,

alterada pela Lei nº 14.026/2020, assim como as diretrizes da Política Nacional dos

Resíduos Sólidos - Lei Federal nº 12.305/2010, com vistas à melhoria da salubridade

ambiental, à proteção dos recursos hídricos e à promoção da saúde pública.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

INTRODUÇÃO

A necessidade da melhoria da qualidade de vida aliada às condições, nem

sempre satisfatórias, de saúde ambiental e a importância de diversos recursos

naturais para a manutenção da vida, resultam na necessidade de adotar uma política

de saneamento básico adequada, considerando os princípios da universalidade,

equidade, desenvolvimento sustentável, entre outros.

A falta de planejamento municipal e a ausência de uma análise integrada

conciliando aspectos sociais, econômicos e ambientais resultam em ações

fragmentadas e nem sempre eficientes que conduzem para um desenvolvimento

desequilibrado e com desperdício de recursos.

A falta de saneamento ou adoção de soluções ineficientes trazem danos ao

meio ambiente, como a poluição hídrica e a poluição do solo que, por consequência,

influencia diretamente na saúde pública. Em contraposição, ações adequadas na área

de saneamento reduzem significativamente os gastos com serviços de saúde.

Acompanhando a preocupação das diferentes escalas de governo com

questões relacionadas ao saneamento, a Lei nº 11.445 de 2007 estabeleceu as

diretrizes nacionais para o saneamento básico, atualizada pelo Novo Marco Legal do

Saneamento, Lei n° 14.026 de 2020.

Entendendo saneamento básico como o conjunto de serviços, infraestruturas e

instalações operacionais de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza

urbana e manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo de águas pluviais urbanas,

a Lei condiciona a prestação dos serviços públicos destas áreas à existência do Plano

de Saneamento Básico, o qual deve ser revisto a cada dez anos, de acordo com as

diretrizes da Lei n° 14.026/2020.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

1. CARACTERIZAÇÃO MUNICIPAL

A caracterização geral compreende um painel resumo sobre a área de estudo,

com um breve histórico do Município de Marechal Cândido Rondon, a localização,

suas principais vias de acesso, os aspectos ambientais regionais, a situação

socioeconômica em que são apresentados os aspectos demográficos e o índice de

desenvolvimento humano municipal.

1.1. ASPECTOS REGIONAIS, LOCALIZAÇÃO E ACESSO

Marechal Cândido Rondon é um município brasileiro que faz parte do Estado

de Paraná. Faz divisa com os municípios: Mercedes, Quatro Pontes, Nova Santa

Rosa, Toledo, Ouro Verde do Oeste, São José das Palmeiras, Entre Rios do Oeste e

Pato Bragado. Em relação às suas coordenadas geográficas, localiza-se na latitude

24º32¶59´VXOHORQJLWXGH54º03¶40´RHVWHDXPDDOWLWXGHGH25 metros. Está a 578

km de distância da capital do Estado de Paraná Curitiba, e a 1.461 km de distância da

capital do país, Brasília.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ± IBGE, a área

da unidade territorial era de 745,748 km² em 2022. E conforme o último censo

demográfico realizado em 2022, apresentava um total de 55.836 habitantes,

chamados pelo gentílico altinense (IBGE, 2022).

O principal acesso ao município de Marechal Cândido Rondon se dá pela

Rodovia Estadual PR ± 467 e BR - 163. Abaixo segue o mapa que expõe as

informações.

A figura abaixo mostra as principais rodovias de acesso ao município.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 1- Mapa de localização do Município de Marechal Cândido Rondon.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

1.2. HISTÓRICO

Marechal Cândido Rondon é um município típico germânico, onde as

características do povo e as construções, protegem a cultura europeia.

A ocupação da cidade e território local foi estimulada a partir da instalação da

empresa Colonizadora chamada Industrial Madeireira Rio Paraná S/A ± Maripá, por volta

dos anos cinquenta. A busca da extensão da fronteira agrícola, acoplada a premissa de

exploração da erva mate, a policultura de subsistência, e diversos fatores econômicos,

foram importantes para criação do núcleo populacional, que se originou no Município de

Marechal Cândido Rondon.

Para explorar as riquezas vegetais presente no território Oeste do Paraná a

Companhia Colonizadora Maripá foi responsável por tais procedimentos,

desmembrando assim o lugar em pequenas propriedades rurais e as comercializou

para os colonos provenientes dos vizinhos, Estados de Rio Grande do Sul e Santa

Catarina.

A vila General Rondon passou a ser distrito de Toledo em 1953. Já em 25 de julho

de 1960 General Rondon foi elevada a condição de município, recebendo o nome de

Marechal Cândido Rondon. A emancipação política do município foi em 1960.

1.3. ASPECTOS AMBIENTAIS

No quesito dos aspectos ambientais de Marechal Cândido Rondon, sendo eles

o clima, a temperatura, a precipitação, a umidade relativa do ar, geologia,

geomorfologia e vegetação, os capítulos subsequentes descreverão estas vertentes

do município, apresentando suas peculiaridades que determinam as características

ambientais do seu território.

1.3.1. Clima

A classificação climática é uma tentativa de reunir o maior número de

elementos possíveis que possam caracterizar os diferentes climas existentes em

grupos distantes como, por exemplo: temperatura, precipitação, radiação e vento. É

feita a partir de zonas, como as zonas polares, temperadas, tropical, subtropical e

equatorial. O sistema de classificação climática mais utilizado na climatologia,

ecologia e geografia é o de Köppen±Geiger, devido sua simplicidade, facilidade e por

conter base científica (PASSOS, 2009).

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Foi lançado pela primeira vez no ano de 1900, relacionando clima e vegetação

a partir de critérios numéricos que definem os tipos climáticos, porém, em algumas

ocasiões, o referido sistema classificatório não apresenta parâmetros para distinguir

quanto às regiões e biomas distintos, pois se trata de uma classificação genérica

(PASSOS, 2009).

Segundo Ayoade (1996), este primeiro modelo baseava-se nas zonas de

vegetação do mapa feito por Alphonse de Candolle. O modelo foi revisado em 1918,

dando maior atenção à temperatura, à precipitação pluvial e às suas características

sazonais. Estabeleceu-se assim, cinco tipos climáticos principais, designados pelas

letras maiúsculas:

A ± Climas tropicais chuvosos;

B ± Climas secos;

C ± Climas temperados chuvosos e moderadamente quentes;

D ± Climas frios com neve-floresta;

E ± Climas polares;

Sendo:

A ± O mês mais frio tem temperatura média superior a 18ºC. A precipitação

pluvial é maior que a evapotranspiração anual, prejudicando a sobrevivência

de algumas plantas tropicais;

B ± A evapotranspiração média anual é maior do que a precipitação anual;

C ± A temperatura média varia entre -3ºC e 18ºC no mês mais frio;

D ± Com temperatura média abaixo de -3ºC o mês mais frio e temperatura

média maior do que 10ºC para o mês mais quente;

E ± Temperatura média menor do que 10ºC para o mês mais moderadamente

quente.

Seguido desta classificação, adicionou-se um grupo de climas de terras-altas,

que ficou representado pela letra H. Esta classificação ainda passou a ter duas

subdivisões. A primeira realizada pela distribuição sazonal de precipitação, como

pode-se visualizar abaixo:

f ± Úmido o ano todo (A, C, D);

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m ± De monção, breve estação seca com chuvas intensas durante o resto do

ano (A);

w ± Chuva de verão (A, C, D);

S ± Estação seca de verão (B);

W ± Estação seca de inverno (B);

A figura 2 mostra o Brasil de acordo com a classificação climática de Köppen-

Geiger.

Figura 2- Brasil de acordo com a Classificação de Köppen-Geiger.

Fonte: ALVARES et al., 2013. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Após esse entendimento sobre a classificação climática de Köppen-Geiger, é

possível classificar o clima predominante dos municípios brasileiros. Sabe-se que o

clima de uma região é determinante para as atividades econômicas nela

desenvolvidas, assim como o tipo de vegetação predominante e o tipo de solo.

Especificamente para o município, localizado a uma altitude de 425 metros,

com pluviosidade anual de 1.835 mm, temperatura média estimada de 21ºC, seguindo

a classificação climática de Köppen, o clima de Marechal Cândido Rondon é

classificado como Cfa denominado Clima subtropical úmido.

Neste sentido, a Figura 3 mostra a classificação climática do município de

acordo com Köppen.

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Figura 3 - Classificação Climática de Marechal Cândido Rondon.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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1.3.2. Temperatura

Em relação ao Município de Marechal Cândido Rondon, a temperatura média

anual é 21°C. Janeiro e fevereiro são os meses mais quentes, com temperatura

máxima de 28,5°C enquanto que no mês mais frio (julho), atinge mínima de 12,8°C

(CLIMATE DATA, 2023).

Através da Tabela 1, é possível observar as variações de temperatura e

precipitação apresentadas durante o período de 1991 a 2021.

Tabela 1 - Temperaturas 1991 a 2021 (ºC).

Mês Temperatura Mínima Temperatura Máxima Média

JAN 24,2

FEV 20,7 28,5 24

MAR 23,4

ABR 20,6 28,5 21,7

MAI 17,8

JUN 19,8 28 16,8

JUL 16,4

AGO 18 26,3 18,4

SET 20,3

OUT 14,5 22,1 22,4

NOV 22,8

DEZ 13,5 21,2 23,9

12,8 21,2

14,1 23,9

15,9 25,9

18,3 27,5

18,8 27,5

20,1 28,4

Temperatura média

Fonte: CLIMATE DATA, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

1.3.3. Precipitação e Umidade Relativa do Ar

A precipitação é um fenômeno que inclui a chuva, a neve, a neblina, o granizo,

o orvalho entre outros fenômenos relacionados à queda de água do céu. A medida

utilizada para calcular a quantidade ocorrida de precipitação em um determinado local

é o mm/m².

Conforme análise de banco de dados entre os anos de 1991 a 2021, tem-se

uma mínima mensal de 97 mm e máxima mensal de 200 mm de chuva. A precipitação

anual foi de 1.835 mm (CLIMATE DATA, 2023).

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Tabela 2- Precipitação de 1991 a 2021.

Mês Chuva (mm)

JAN 176

FEV 172

MAR 134

ABR 132

MAI 164

JUN 139

JUL 114

AGO 97

SET 156

OUT 200

NOV 161

DEZ 190

TOTAL 1.835

Fonte: CLIMATE DATA, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

A umidade relativa do ar é uma das formas de expressar o conteúdo de vapor

existente na DWPRVIHUD $ SUHVHQoD GH YDSRU G¶água na atmosfera contribui para a

diminuição da amplitude térmica, sendo a diferença entre a temperatura mínima e

máxima registrada.

A tabela 3 ilustra as médias mensais de umidade relativa do ar durante o

período de 1991 a 2021 em Marechal Cândido Rondon.

Umidade JAN Tabela 3 - Umidade relativa do ar (1991 a 2021).

(%) 78 FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

78 75 74 76 78 75 66 65 70 71 75

Fonte: CLIMATE DATA, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Para o município, em relação a sensação de umidade, janeiro, fevereiro e junho

era o mês com maior porcentagem de umidade relativa do ar, com 78%. Setembro foi

o mês com menor valor 65% (CLIMATE DATA, 2023).

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1.3.4. Levantamento da Rede Hidrográfica do Município

A rede hidrográfica de um município é definida como bacia hidrográfica, sendo

o conjunto de terras banhadas por um rio e seus afluentes, de forma que toda vazão

seja descarregada através de um curso principal, limitada perifericamente por uma

unidade topográfica mais elevada, denominada divisor de águas.

A bacia hidrográfica desempenha um papel fundamental no fornecimento de

água potável, na prática de irrigação e no setor turístico. No entanto, a sub-bacia em

questão enfrenta o risco de inundações devido à falta de vegetação adequada para

conter a água quando ocorrem chuvas intensas.

Segundo o Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos do

Estado de São Paulo, o Brasil é dividido em 12 bacias hidrográficas nacionais,

ilustradas pela Figura 4.

Figura 4 ± Bacias Hidrográficas do Brasil.

Fonte: SIGRH, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

A bacia hidrográfica de Marechal Cândido Rondon, é uma sub bacia do rio

Paraná, a área da bacia é de 700 Km², e a população atendida pela sub bacia é cerca

de 100.000 habitantes.

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Figura 5 ± Bacia do Rio Paraná.

Fonte: RESEARCHGATE, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Abaixo a Figura 6 mostra o mapa de Hidrografia do Município de Marechal

Cândido Rondon.

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Figura 6 ± Mapa de Hidrografia do Município de Marechal Cândido Rondon.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Figura 7 - Mapa de Hidrografia urbana de Marechal Cândido Rondon.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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1.3.5. Geologia

Como conceito, a geologia busca o conhecimento da origem da terra, além de

sua estrutura, composição, processos de dinâmica interna e externa e de sua

evolução.

A geologia possibilita o entendimento da formação de minerais e rochas,

significado dos fósseis, a origem de vulcões, terremotos, maremotos e montanhas, a

formação de solos, o transporte e deposição de sedimentos, e a acumulação de água

subterrânea.

Para o Município de Marechal Cândido Rondon foi realizado o levantamento

geológico na base de dados do Banco de Dados e Informações Ambientais - BDiA, e

analisadas as unidades geológicas que estão presentes no território do município.

Identificou-se que Marechal Cândido Rondon possui apenas uma unidade

geológica em seu território, sendo ela Serra Geral, com 94,86% de incidência e corpo

G¶iJXDFRQWLQHQWDOFRPGHLQFLGrQFLD$VURFKDVEDViOWLFDVGDIRUPDomR6HUUD

Geral são originárias de lavas vulcânicas que emergiram da superfície há milhões de

anos.

As lavas se espalharam em grandes áreas, formando derrames de 30 a 40

metros de espessura. Cada derrame é composto de três partes principais: base,

central e topo. A Figura 8 apresenta o mapa geológico do município, segundo essas

informações.

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Figura 8 - Mapa Geológico do Município de Marechal Cândido Rondon.

Fonte: BDIA, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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1.3.6. Geomorfologia

A Geomorfologia pode ser entendida como a ciência que estuda as formas do

relevo, considerado a expressão espacial de uma superfície terrestre, que formam

variadas paisagens geomorfológicas.

É uma ciência que engloba os estudos das formas superficiais do relevo, seus

métodos de formação geológica e dinâmica de transformação, é um estudo amplo que

compreende elementos e encadeamento de fatores que fornecem a transformação do

modelo terrestre em diferentes escalas de tempo portando busca analisar os agentes

endógenos e exógenos de formação do relevo.

As características da geomorfologia de Marechal Cândido Rondon se dão pela

formação do relevo, com predomínio de Planalto Dissecado Rio Iguaçu 3,61%,

Planaltos Rebaixados do Rio Paraná H&RUSRG¶iJXD&RQWLQHQWDO

O gráfico abaixo expressa de forma didática as principais características

dessas formações. A Figura 9 apresenta o mapa geomorfológico de Marechal Cândido

Rondon.

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Figura 9 - Mapa Geomorfológico de Marechal Cândido Rondon.

Fonte: BDIA, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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1.3.7. Declividade

Declividade pode ser entendida como a inclinação do relevo em relação ao

plano horizontal. Sendo um dos aspectos limitantes à utilização de máquinas agrícolas

em terrenos que possam tornar lento o deslocamento, assim como não garantir a

estabilidade das máquinas.

A declividade também pode influenciar de maneira direta na radiação solar

recebida pelas diferentes encostas, explicando as diferenças encontradas na

distribuição e propriedades dos solos em encostas, na distribuição do escorrimento

superficial e desenvolvimento das redes de drenagem (HÖFIG; ARAUJO JUNIOR,

2015).

No que tange ao declive do Município de Marechal Cândido Rondon, a tabela

a seguir relaciona as classes de declividades com indicações gerais da

adequabilidade e restrições para o planejamento.

Tabela 4 - Classes de declividade com indicações gerais da adequabilidade e restrições

para o planejamento.

Intervalos Inclinações Indicações para o planejamento

0 ± 5% ¶ Áreas com muito baixa declividade. Restrições

à ocupação por dificuldades no escoamento de

águas superficiais e subterrâneas.

5 ± 10% ¶± ¶ Áreas com baixa declividade. Dificuldades na

instalação de infraestrutura subterrânea como

redes de esgoto e canalizações pluviais.

10 ± 20% ¶± ¶ Áreas com média declividade. Aptas à

ocupação considerando-se as demais restrições

como: espessura dos solos, profundidade do

lençol freático, susceptibilidade a processos

erosivos, adequabilidade a construções, etc.

20 ± 30% ¶± ¶ Áreas com alta declividade. Restrições à

ocupação sem critérios técnicos para

arruamentos e implantação de infraestrutura em

loteamentos

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> 30% !¶ Áreas com muito alta declividade. Inaptas à

ocupação face aos inúmeros problemas

apresentados.

Fonte: Embrapa. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Ao examinar a tabela que categoriza as classes de declividade, acompanhada

pelos mapas correspondentes de declividade e hipsometria, é possível observar que

na zona urbana do Distrito Sede, o Município de Marechal Cândido Rondon exibe uma

área caracterizada por uma declividade reduzida, enquanto evidencia elevação na

porção sul do município.

No contexto do mapa hipsométrico, a diferença altimétrica alcança 322,6

metros entre a região mais elevada (507,94 metros) e a região mais baixa (185,3

metros).

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Figura 10 - Mapa de Declividade do município.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Figura 11 - Mapa de Altitude do Município de Marechal Cândido Rondon.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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1.3.8. Solo

O Sistema Brasileiro de Classificação do Solo, estabelece que o solo é um

conjunto corpos naturais, constituídos por partes sólidas, líquidas e gasosas,

tridimensionais, dinâmicos, formados por materiais minerais e orgânicos.

O solo é constituído pelas fases sólido líquida, gasosa e orgânica, sendo sólido

os minerais, o líquido e gasoso correspondem aos poros e a orgânica é representada

pela matéria orgânica que compõem o solo.

Para o Município de Marechal Cândido Rondon, são 3 tipos de solos

dominantes em seu território. Em proporções decrescentes são: Nitossolo Vermelho

(50,70%), Latossolo Vermelho (32,11%), Neossolo Litólico (9,81%), incluso também

Corpo d'água continental (5,09%) e Área Urbana (2,28%) (BDIA, 2023).

Tabela 5 - Características dos Tipos de Solos de Marechal Cândido Rondon.

Solo Características

Nitossolo Vermelho Nitossolo Vermelho Solos constituídos por material mineral, não

hidromórfico, sendo definido pelo SiBCS (Embrapa, 2006) pela presença

Latossolo Vermelho de horizonte diagnóstico subsuperficial nítico em sequência a qualquer

Neossolo Litólico tipo de horizonte. Apresentam baixa atividade da argila, podendo

apresentar caráter alítico imediatamente abaixo do horizonte ou dentro

dos primeiros 50 cm.

Por apresentarem oxido de ferro, possuem uma cor vermelha acentuada,

dentro de sua composição se destaca em ambientes bem drenados, e

características de cor, textura e estrutura uniformes em profundidade.

Apresentar alta fertilidade por serem profundos e porosos ou muito

porosos.

Compõem solos rasos, onde as rochas não ultrapassam 50 cm,

associados normalmente a relevos mais declivosos.

Sua fertilidade está associada a presença de alumínio, sendo maior nos

eutróficos e mais limitada nos distróficos e alícos.

Fonte: EMBRAPA, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

A Figura 12 mostra o mapa pedológico do território de Marechal Cândido

Rondon.

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Figura 12 - Mapa Pedológico do município.

Fonte: BDIA, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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1.3.9. Vegetação

A vegetação é um dos atributos de maior significância da biota, por isso, sua

conservação é essencial para manutenção de serviços ambientais, existência de

hábitats para as espécies e garantia de bens necessários à sobrevivência humana.

Sendo assim, é um tópico indispensável de análises para estabelecimento de políticas

públicas que visem sua preservação e uso sustentável (MMA, 2023).

O estado do Paraná tem sua vegetação composta por Mata Atlântica e Cerrado,

sendo elas de extrema importância para o clima local. A biodiversidade deste bioma

ampara diversas atividades econômicas voltadas para fins agrossilvopastoris e

industriais.

A Mata Atlântica é composta por formações florestais e ecossistemas

associados. Situa-se em 17 estados brasileiros, estendendo-se na costa do país, com

área de 1,1 milhões de km². No entanto, devido à ocupação e atividades humanas na

região, hoje restam cerca de 29% de sua cobertura original. De acordo com o

Ministério do Meio Ambiente (2022):

As florestas e demais ecossistemas que compõem a Mata Atlântica são

responsáveis pela produção, regulação e abastecimento de água;

regulação e equilíbrio climáticos; proteção de encostas e atenuação de

desastres; fertilidade e proteção do solo; produção de alimentos,

madeira, fibras, óleos e remédios; além de proporcionar paisagens

cênicas e preservar um patrimônio histórico e cultural imenso.DD

2022).

O Cerrado está presente em todas as Regiões brasileiras, e ocupa uma área

de aproximadamente 2 milhões de km², cerca de 23,3% do território nacional. Neste

bioma estão situadas as nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América

do Sul (Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata), fato este que resulta em um

elevado potencial aquífero e favorece a sua biodiversidade.

Possui diversos tipos de fitofisionomias, que abrangem formações campestres,

savânicas, e florestais, além de ser considerado como um hotspot mundial de

biodiversidade devido a abundância de espécies endêmicas.

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³O bioma também tem importante papel social: muitas populações

sobrevivem de seus recursos naturais, incluindo etnias indígenas,

geraizeiros, ribeirinhos, babaçueiras, vazanteiros e Comunidades

quilombolas que, juntas, fazem parte do patrimônio histórico e

cultural brasileiro, e detêm um conhecimento tradicional de sua

biodiversidade.´00$

As formações florestais são um aglomerado de árvores com mais de 15 metros

de altura onde sua copa se encontra com outra, formando um dossel continuo. A

Figura 13 apresenta a cobertura vegetal no território de Marechal Cândido Rondon.

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Figura 13- Cobertura vegetal do Município de Marechal Cândido Rondon.

Fonte: BDIA, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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1.4. ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS

Neste capítulo serão analisados os principais indicadores socioeconômicos

do município, com vista a compreender o processo de produção do espaço e a

sua relação com a população e a economia do local, sendo:

x A caracterização demográfica;

x Os dados econômicos;

x Os indicadores de qualidade de vida.

1.4.1. Densidade Demográfica

Densidade demográfica, densidade populacional ou população relativa é a

medida expressa pela relação entre a população e a superfície do território,

geralmente aplicada a seres humanos e expressada em hab/km² (habitantes por

quilômetro quadrado).

No Município de Marechal Cândido Rondon, a densidade demográfica é de

74,87hab/km², para o ano 2022, de acordo com o IBGE, com o total de 55.836

habitantes (IBGE, 2023).

O resultado da densidade demográfica permite que o município desenvolva

políticas públicas para atender as necessidades sociais e econômicas de uma

determinada população. Este dado permite avaliar também os impactos causados

ao ambiente pelo excesso de pessoas em um determinado local. Monitorando

desta forma, o desmatamento, a poluição de rios e córregos e a geração de

resíduos (IBGE, 2023).

1.4.2. Taxa de Urbanização

A taxa de urbanização, como conceito, é definida como o percentual da

população residente em determinadas áreas urbanas, durante o ano considerado.

Conforme dados elaborados pela PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de

Domicílios) realizado em 2015, 84,72% da população brasileira vive em áreas

urbanas (IBGE, 2015).

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Figura 14 - Taxas de Urbanização das Regiões Brasileiras (2015).

Fonte: IBGE, 2015. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Por definição, a taxa de urbanização é encontrada pela divisão quantitativa

da população urbana pela população total, multiplicada por 100 (IBGE, 2015).

Figura 15 - Cálculo da Taxa de Urbanização.

Fonte: IBGE, 2015. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

De acordo com as projeções populacionais elaboradas pelo Sistema

Nacional de Informações sobre Saneamento, o SNIS apresentou valores da taxa

de urbanização do Município de Marechal Cândido Rondon.

Tabela 6 - Taxa de urbanização de Marechal Cândido Rondon.

Município Ano População População População Taxa de

2020 urbana rural total Urbanização

Marechal

Cândido 44.729 8.766 53.495 (%)

Rondon

83,61

Fonte: SNIS 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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1.4.3. Distribuição Etária por Gênero

A composição por sexo da população de Marechal Cândido Rondon,

focalizada segundo grupos etários, evidencia maior número de mulheres em

relação aos homens no ano de 2017, ainda que há pouca diferença entre eles,

sendo respectivamente, 51,23% e 48,77%. Dos 53.495 habitantes do município

(2017), 25.499 eram mulheres e 24.274 eram homens (ATLAS BRASIL, 2023).

Vale pontuar que a conformação etária constitui resultados dos efeitos

combinados entre fecundidade, mortalidade e migração, gerando pressões de

demanda diferenciadas sobre os serviços públicos de atendimento às

necessidades básicas da população (ATLAS BRASIL, 2023).

1.4.4. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal ± IDHM

O cálculo do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal ± IDHM, possui

a finalidade de caracterizar a qualidade do desenvolvimento do cidadão através

do estudo de três indicadores, sendo eles: a longevidade, a renda e a educação.

Para efeito de comparação, o Programa das Nações Unidas para o

Desenvolvimento ± PNDU, indica que o valor desse índice deve variar de 0 a 1,

sendo que, quanto mais próximo a 1, melhor é a qualidade do desenvolvimento

do indivíduo e, quanto mais próximo a 0, pior é o seu desenvolvimento.

Foram avaliados aspectos relacionados à educação, longevidade, emprego

e renda, acesso ao trabalho, condições habitacionais e outras variáveis que

integram alguns dos indicadores de desenvolvimento humano mencionados. A

variação metodológica, bem como o distanciamento do período de publicação

destes indicadores aponta diferenças, sobretudo na classificação do município,

especialmente quando se estabelece comparativos entre os indicadores.

Vale ressaltar que, os dados mais atuais de valores de IDHM individuais

disponíveis são apenas para o ano de 2010.

Em 2010, o IDHM do município ocupava a 7ª posição entre os municípios

do Estado de Paraná. E em relação ao nível nacional, ocupava a 185ª posição,

sendo 0,774 seu IDHM, valor considerado na faixa de Desenvolvimento Humano

baixo (IBGE, 2010).

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Marechal Cândido Rondon - PR

Desta forma, a Figura 16 ilustra o IDHM de Marechal Cândido Rondon em

relação ao Estado.

Figura 16 - Posição do IDHM de Marechal Cândido Rondon no Estado de Paraná.

Fonte: IBGE, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

A Tabela 7apresenta a série histórica do IDH de Marechal Cândido Rondon,

comparando com a série histórica do Estado de Paraná e da cidade de Curitiba

(capital).

Tabela 7 - Série Histórica do IDH.

Ano IDH Estado do Paraná IDHM Curitiba IDHM Marechal

1991 0,507 0,640 Cândido Rondon

2000 0,650 0,750

2010 0,749 0,823 0,569

0,705

0,774

Fonte: IBGE. ATLAS BRASIL, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

A Tabela 8 mostra a evolução do IDHM do município durante os censos

realizados pelo IBGE nos anos de 2000 e 2010, sendo possível notar a qualidade

registrada devido ao aumento de 0,705 para 0,774. Mostra-se também a

significância em cada setor, Educação, Longevidade e Renda.

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Tabela 8 - Índice de Desenvolvimento Humano Municipal e seus Componentes.

IDHM e componentes 2000 2010

IDHM 0,705 0,774

IDHM Educação 0,612 0,704

42,68 56,82

% de 18 anos ou mais com fundamental completo 48,60 83,83

% de 4 a 5 anos na escola 85,70 91,09

% de 11 a 13 anos nos anos finais do ensino fundamental

ou com ensino fundamental completo 81,55 68,03

% de 15 a 17 anos com ensino fundamental completo

% de 18 a 20 anos com ensino médio completo 48,36 59,72

IDHM Longevidade 0,804 0,842

Esperança de vida ao nascer 73,26 75,51

IDHM Renda 0,711 0,782

Renda per capita 669,62 1.036,38

Fonte: ATLAS BRASIL, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Em 2010, a dimensão que mais contribuiu para o IDHM do município foi a

Longevidade, com índice de 0,842, seguida de Renda, com índice de 0,782 e de

Educação com índice de 0,705. Entre 2000 e 2010, verificou-se que os IDHM

Longevidade, Renda e Educação apresentaram alterações de, respectivamente,

de 4,73%, 9,99% e 15,03% (ATLAS BRASIL, 2023).

1.4.5. Educação

Para este índice, são considerados cinco indicadores, sendo que em quatro

referem-se ao fluxo escolar de crianças e jovens com o intuito de medir até que

ponto estão frequentando a escola na série adequada à sua idade. Como quinto

indicador, está a escolaridade da população.

Para o Município de Marechal Cândido Rondon, em 2010, a proporção de

crianças de 5 a 6 anos na escola era de 95,78%. No mesmo ano, a proporção de

crianças de 11 a 13 anos frequentando os anos finais do ensino fundamental era

de 91,09% (ATLAS BRASIL, 2023).

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Marechal Cândido Rondon - PR

A proporção de jovens de 15 a 17 anos com ensino fundamental completo

era de 68,03%. E a proporção de jovens de 18 a 20 anos com ensino médio

completo era de 59,72% (ATLAS BRASIL, 2023).

Gráfico 1 - Educação no município.

Fonte: ATLAS BRASIL, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Para efeito de comparação, o Gráfico 2 demonstra o fluxo escolar por faixa

etária, em relação ao Estado do Paraná e Brasil.

Gráfico 2- Educação no Município de Marechal Cândido Rondon, Paraná e Brasil.

Fonte: ATLAS BRASIL, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

1.4.6. Razão de dependência, taxa de mortalidade e esperança de

vida

A razão de dependência é o percentual da população com menos de quinze

anos de idade e da população com sessenta e cinco anos de idade ou mais,

classificados como população dependente em relação à população de quinze

anos a sessenta e quatro anos, ou seja, a população potencialmente ativa.

Enquanto que a taxa de envelhecimento é a razão entre a população com

sessenta e cinco anos de idade ou mais em relação a população total. Sendo

assim, tem-se que a razão de dependência total de Marechal Cândido Rondon

passou de 48,78% (2000) para 40,61% (2010) e a proporção de idosos de 6,36%

para 8,56% (ATLAS BRASIL, 2023).

A Tabela 9 menciona a estrutura etária entre os anos de 2000 e 2010,

segundo o IBGE.

Tabela 9 - Estrutura Etária da População de Marechal Cândido Rondon.

Estrutura etária 2000 2010

Menor de 15 População % do Total População % do Total

anos

10.835 26,42 9.513 20,32

15 a 64 anos 27.550 67,18 33.247 71,01

65 anos ou mais 2.622 6,39 4.059 8,67

Razão de 48,78 - 40,61 -

dependência

Taxa de 6,36 - 8,56 -

envelhecimento

Fonte: ATLAS BRASIL, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

A taxa de mortalidade infantil é definida como o número de óbitos de

crianças com menos de um ano de idade para cada mil nascidos vivos. No

município essa taxa passou de 20,20 (2000) para 12,38 em 2010. No mesmo

período, na UF, mudou de 20,30 para 13,08.

Como conceito, a esperança de vida ao nascer é o indicador utilizado para

compor a dimensão Longevidade do Índice de Desenvolvimento Humano

Municipal - IDHM. Esta variável no Município de Marechal Cândido Rondon era

de 73,26 anos em 2000, e de 75,51 anos em 2010. Na UF a esperança de vida

ao nascer era de 69,83 anos no ano de 2000, passando para 74,80 anos em

2010 (ATLAS BRASIL, 2023).

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Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 10 - Taxa de Mortalidade Infantil e Esperança de Vida ao Nascer no

município.

Indicadores 2000 2010

Mortalidade infantil 20,20 12,38

Esperança de vida ao nascer 73,26 75,51

Fonte: ATLAS BRASIL, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

1.4.7. Economia

Economia é considerada uma ciência social, pois engloba o

comportamento que resulta nas necessidades individuais das pessoas,

abordando a produção, distribuição e consumo de bens e serviços que promovem

a qualidade de vida e sobrevivência humana (FEAUSP, 2021).

Em relação ao crescimento econômico e desenvolvimento social dos

municípios, o Valor Adicionado (VA) detém influência direta nos principais setores

econômicos responsáveis pela economia local de cada região, que são: Serviços,

Indústria e Agricultura (BARTH et al., 2018).

VA compreende-se como uma maneira de medir o valor criado por algum

agente econômico, após retirados os custos com matéria-prima, serviços e bens

intermediários, obtendo-se o valor dos bens produzidos por uma economia

(BARTH et al., 2018).

Tabela 11 - Economia nos setores municipais

Setor Atividade Valores em 2020 (R$) (%)

Serviços Serviços (não inclui 1.133.229,63 45,30

administração pública)

Indústria 301.882,04 12,90

Agropecuária Serviços de 643.213,56 25,71

administração pública 422.766,21 16,90

Diversas

Produção agropecuária

Fonte: IBGE,2020. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

1.4.8. Produto Interno Bruto (PIB)

O Produto Interno Bruto ± PIB, representa a soma em valores monetários

de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região, sendo

países, estados ou municípios, durante um período determinado de tempo. O PIB

é um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia com o objetivo de

quantificar a atividade econômica de uma região.

Entretanto, o PIB é apenas um indicador síntese de uma economia. Ele

ajuda a compreender um país, mas não expressa importantes fatores, como

distribuição de renda, qualidade de vida, educação e saúde.

Um país tanto pode ter um PIB pequeno e ostentar um altíssimo padrão de

vida, como registrar um PIB alto e apresentar um padrão de vida relativamente

baixo.

De acordo com o IBGE, em 2010, o PIB per capita do Município de

Marechal Cândido Rondon é de R$ 8.037,01, no ano de 2020. A Tabela 12

apresenta a evolução do PIB do município entre os anos de 2010 e 2020.

Tabela 12 - Evolução do PIB de 2010 a 2020.

Ano Valor (R$ x1000)

2010 88.401

2011 97.856

2012 110.693

2013 117.968

2015 134.776,35

2016 136.069,55

2017 139.794,54

2018 153.946,13

2019 171.950,66

2020 176.570,70

184.722,67

Fonte: IBGE, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

1.4.9. Renda

Os valores de renda per capita mensal registrados em 2000 e 2010

apresentaram crescimento em Marechal Cândido Rondon. No ano de 2000, a

renda per capita era de R$ 669,62, aumentando para R$ 1.036,38 em 2010

(ATLAS BRASIL, 2023).

Com isso, Atlas do Desenvolvimento Humano classifica a população do

município em extremamente pobres, pobres e vulneráveis à pobreza,

considerando a renda domiciliar per capita mensal.

Tabela 13 - Classificação pela renda domiciliar per capita em Marechal Cândido

Rondon.

Categoria Extremamente pobre Pobre Vulneráveis a pobreza

Renda per capita < R$ 70,00 < R$ 140,00 < R$ 255,00

Proporção em 2000 2,65%

Proporção em 2010 0,58% 11,52% 29,93%

2,15% 10,44%

Fonte: ATLAS BRASIL, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Com base nas informações de pessoas que estão inscritas no Cadastro

Único (CadÚnico) do Governo Federal, a Tabela 14 apresenta a proporção de

cada classificação mencionada anteriormente, após o recebimento do Bolsa

Família.

Tabela 14 - Classificação com base no CadÚnico do Governo Federal no município.

Categoria Extremamente pobre Pobre Vulneráveis a pobreza

Renda per capita < R$ 70,00 < R$ 140,00 < R$ 255,00

Proporção em 2014 1,00%

Proporção em 2017 5,84% 10,99% 19,36%

22,59%

50,48%

Fonte: ATLAS BRASIL, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Quanto ao índice que representa a desigualdade de renda, chamado de

Índice de Gini é uma das medidas de desigualdade de renda constantes do Atlas

do Desenvolvimento Humano no país. Seu valor pode variar entre 0 e 1, sendo

que quanto maior o índice, maior a desigualdade de renda existente.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Deste modo, o Índice de Gini para o Município de Marechal Cândido

Rondon em 2000 era de 0,56, passando para 0,53 em 2010, indicando redução

na desigualdade de renda (ATLAS BRASIL, 2023).

1.4.10. Saúde

De acordo com Datasus (2023), Marechal Cândido Rondon possui 10

Unidades de Saúde. Abaixo segue relação das Unidades de Saúde.

Tabela 15 - Unidades de saúde Município de Marechal Cândido Rondon.

Unidade Básica de Saúde

POSTO DE SAUDE DE NOVO TRES PASSOS

POSTO DE SAÚDE JARDIM PRIMAVERA

POSTO DE SAÚDE DE NOVO HORIZONTE

POSTO DE SAÚDE JARDIM MARECHAL

POSTO DE SAÚDE LOTEAMENTO SÃO LUCAS

POSTO DE SAÚDE DE PORTO MENDES

UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE GERTA HERPICH DE BOM JARDIM

POSTO DE SAÚDE DE IGUIPORA

POSTO DE SAÚDE DE MARGARIDA

CENTRO DE SAÚDE DA CRIANÇA E DA MULHER

POSTO DE SAÚDE VILA GAÚCHA

POSTO DE SAÚDE LOTEAMENTO AUGUSTO JOSE ALVES DE ARAÚJO

POSTO DE SAÚDE JARDIM ALVORADA

POSTO DE SAÚDE DE SÃO ROQUE

POSTO DE SAÚDE JARDIM LIDER

Fonte: DATASUS, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

A Tabela 16 mostra os tipos de estabelecimentos e as quantidades de

salas, com base em dados até junho de 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 16 - Estabelecimentos de Saúde no Município de Marechal Cândido

Rondon.

Descrição Salas

CENTRO DE SAÚDE / UNIDADE BÁSICA 19

POLICLÍNICA 2

HOSPITAL GERAL 2

CONSULTÓRIO ISOLADO 162

CLÍNICA/CENTRO DE ESPECIALIDADE 8

UNIDADE DE APOIO DIAGNOSE E TERAPIA (SADT ISOLADO) 14

UNIDADE MÓVEL DE NÍVEL PRÉ-HOSPITALAR NA ÁREA DE URGÊNCIA 1

FARMÁCIA 6

UNIDADE DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE 1

CENTRAL DE GESTÃO EM SAÚDE 1

CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL 1

PRONTO ATENDIMENTO 1

CENTRAL DE REGULAÇÃO DO ACESSO 1

POLO DE PREVENÇÃO DE DOENÇAS E AGRAVOS E PROMOÇÃO DA SAÚDE 1

CENTRO DE IMUNIZAÇÃO 2

Fonte: DATASUS, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

O Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde - CNES possui

informações dos leitos disponíveis nos estabelecimentos de saúde em todo

território nacional.

Essas informações são captadas pelas gestões municipais e estaduais por

meio das variáveis de Tipo de Leito (clínicos, cirúrgicos, complementares etc.),

Detalhamento do Leito (Especialidades) e a quantidade dividida entre Leitos

Existentes e Leitos SUS (CNES, 2023). Abaixo são descritos os conceitos de cada

tipo de leito:

x Leitos Existentes: são utilizados para internação, mesmo que

alguns deles, eventualmente, não possam ser utilizados por alguma

razão, no espaço de tempo de até 01 competência.

x Leitos SUS: são utilizados no âmbito do SUS, pelo qual conceitua-

se por leitos de internação hospitalar ativos, disponíveis para

internação do paciente do SUS. O gestor é responsável por informar

o quantitativo, exceto no caso dos leitos complementares, que é

resultado do processo de habilitação (vide Leitos não SUS);

x Leitos não SUS: é a diferença entre os Leitos Existentes e Leitos

SUS (CNES, 2020).

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Marechal Cândido Rondon - PR

Neste sentido, a Tabela 17 apresenta o quantitativo de leitos existentes e

leitos SUS por categoria.

Tabela 17 ± Quantitativo de Leitos em Marechal Cândido Rondon.

Descrição Existente SUS

CIRÚRGICO 21 3

CLÍNICO 39 11

11 6

OBSTÉTRICO 8 3

PEDIÁTRICO 3 0

COMPLEMENTAR 82 23

TOTAL GERAL

Fonte: DATASUS, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

1.4.11. Vulnerabilidade Social

O Índice de Vulnerabilidade Social (IVS), é um indicador que permite aos

governos um detalhamento sobre as condições de vida de todas as camadas

socioeconômicas do país, identificando àquelas que se encontram em

vulnerabilidade e risco social.

O índice faz menção à suscetibilidade à pobreza e é expressa por variáveis

relacionadas à renda, educação, trabalho e moradia das pessoas e famílias em

situações vulneráveis (ATLAS BRASIL, 2023).

Para estas quatro dimensões de indicadores, destacam-se para o

município os resultados apresentados na Tabela 18.

Tabela 18 - Vulnerabilidade Social do município.

Indicadores Ano

Crianças e Jovens 2000 2010

% de crianças de 0 a 5 anos de idade que não frequentam a escola 78.64 48,00

% de 15 a 24 anos de idade que não estudam nem trabalham em domicílios 6.39 3,76

vulneráveis à pobreza

% de crianças com até 14 anos de idade extremamente pobres 5.38 0,93

Adultos 40.65 28,75

% de pessoas de 18 anos ou mais sem ensino fundamental completo e em 9.21 9,26

0.81 0,61

ocupação informal 0,05

% de mães chefes de família, sem fundamental completo e com pelo menos -

um filho menor de 15 anos de idade

% de pessoas em domicílios vulneráveis à pobreza e dependentes de idosos

% de pessoas em domicílios vulneráveis à pobreza e que gastam mais de

uma hora até o trabalho

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Marechal Cândido Rondon - PR

Condição de Moradia 97.53 100,00

% da população que vivem em domicílios com banheiro e água encanada

Fonte: ATLAS BRASIL, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Com base na dinâmica de alguns indicadores da tabela acima, pode-se

destacar que, entre 2000 e 2010, houve redução no percentual de crianças

extremamente pobres de 5,38% para 0,93%. O percentual de mães chefes de

família sem fundamental completo e com filhos menores de 15 anos, passou de

9,21% para 9,26%.

Durante este mesmo período analisado, houve redução no percentual de

pessoas de 15 a 24 anos que não estudam nem trabalham e são vulneráveis à

pobreza, mudando de 6,39% para 3,76%. E a população em domicílios com

banheiro e água encanada no município aumentou de 97,53% para 100%.

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Marechal Cândido Rondon - PR

2. ESTUDO POPULACIONAL

As metas para a universalização do acesso e a promoção da saúde pública

que serão previstas na revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico, visam

o horizonte de planejamento de vinte anos. Para isso, se faz necessário conhecer

a população do município no final do período determinado.

Diversos são os métodos aplicáveis para o estudo do crescimento

populacional. Neste estudo foram utilizados o método do Crescimento, o

Aritmético, Previsão e o Geométrico. Foram utilizados os levantamentos dos anos

de 1970, 1980, 1991, 2000 e 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

± IBGE.

Com base nos dados do IBGE, realizou-se o estudo da evolução da

população total do município por meio dos métodos citados. Os valores na Tabela

19 apresentam os dados de população urbana e rural do município, dos anos de

1970 até 2010.

Tabela 19 - População total do Município de Marechal Cândido Rondon.

População residente de Marechal Cândido Rondon - PR

Situação do 1970 1980 Ano 2000 2010

domicílio 1991

Total 43.776 56.210 49.430 41.007 46.819

Urbana 7.166 25.039 26.455 31.246 39.147

Rural 36.610 31.171 22.975 9.761 7.672

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, 2022. Adaptado por Líder

Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

O gráfico abaixo apresenta a distribuição da população do município entre

os anos de 1970 a 2010, conforme dados disponibilizados pelo Instituto Brasileiro

de Geografia e Estatística ± IBGE.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Gráfico 3 - Evolução da população do Município de Marechal Cândido Rondon.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Já no Gráfico 4 é demonstrado a taxa de crescimento urbano anual em

cada período intercensitário. Pode-se averiguar que o período com maior

crescimento da população urbana foi o de 1970/1980, no qual a taxa de

crescimento anual foi de 13,33% ao ano.

Gráfico 4 - Gráfico com Taxa de crescimento urbano.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, 2022. Adaptado por Líder

Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

A fim de definir qual dos métodos matemáticos mais se adéqua a realidade

do município, obteve-se as linhas de tendência para os dados do IBGE, através

do Software EXCEL, utilizando-se cinco tipos diferentes de curvas: logarítmica,

linear, polinomial, exponencial e potencial.

A evolução da população e a taxa de crescimento (%) ano a ano, obtidos

através do ajuste dos dados do IBGE, são determinadas a partir da curva que

melhor se ajusta aos dados do próprio IBGE. Os gráficos que seguem ilustram o

estudo populacional e o desvio padrão (R²) de cada um dos métodos.

Gráfico 5 - Análise comparativa entre o crescimento populacional pelo IBGE e a

Curva Linear.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Gráfico 6 - Análise comparativa entre o crescimento populacional pelo IBGE e a

Curva Potencial.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Gráfico 7 - Análise comparativa entre o crescimento populacional pelo IBGE e a

Curva Exponencial.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Gráfico 8 - Análise comparativa entre o crescimento populacional pelo IBGE e a

Curva Logarítmica.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Gráfico 9 - Análise comparativa entre o crescimento populacional pelo IBGE e a

Curva Polinomial.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Sendo assim, a linha de tendência que melhor se ajustou (menor desvio

padrão) aos dados do IBGE foi a linha polinomial, que apresentou um R² no valor

de 0,91605243 resultando na equação:

y = -10,86593519x² + 43.946,03225647x - 44.394.568,22345990

R² = 0,91605243

2QGH ³\´ p D SRSXODomR HP XP GHWHUPLQDGR WHPSR ³W´ H ³[´ p R DQR QR

PHVPRWHPSR³W´$SyVGHILQLGDVDVWD[DVGHFUHVFLPHQWRGDOLQKDGHWHQGrQFLD

compara-se os valores com os obtidos por cada método de crescimento.

Desta forma, foi indicado como o mais aplicável ao comportamento do

município, o método Aritmético, que retratou melhor a evolução da população e

permitiu estima-la no futuro. Este método apresentou a população para os

próximos vinte anos, conforme a Tabela 20:

Tabela 20 - Projeção da população do município até o ano 2043.

Ano População

2023 56.569

2024 57.303

2025 58.036

2026 58.769

2027 59.502

2028 60.236

2029 60.969

2030 61.702

2031 62.435

2032 63.169

2033 63.902

2034 64.635

2035 65.368

2036 66.102

2037 66.835

2038 67.568

2039 68.301

2040 69.035

2041 69.768

2042 70.501

2043 71.235

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Ao considerarmos as projeções populacionais realizadas ou mesmo as

informações fornecidas pelo IBGE, é possível perceber o crescimento

populacional do município. Entretanto, percebe-se através dos dados expostos na

tabela acima que a população tem procurado cada vez mais as áreas urbanas

para se residir, buscando postos de trabalho, melhores condições de moradia e

de prestação de serviços.

Sendo assim, é necessário que o Município de Marechal Cândido Rondon

esteja preparado para um contingente futuro garantindo desta forma, uma boa

qualidade de vida para seus habitantes. Além de proporcionar para as áreas rurais

condições para que esta população permaneça em suas propriedades,

contribuindo para o desenvolvimento do município, e que a saída do campo por

estas pessoas seja uma opção e não uma necessidade de melhoria de condição

de vida.

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Marechal Cândido Rondon - PR

3. DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO ATUAL DE SANEAMENTO

A Lei Federal nº 11.445 de 2007, atualizada pela Lei Federal n°

14.026/2020 - Novo Marco Legal do Saneamento, é uma legislação que define os

serviços de saneamento básico. Esses serviços abrangem não apenas o sistema

de abastecimento de água e o de esgotamento sanitário, mas também incluem a

limpeza urbana, o manejo de resíduos sólidos e sistemas de drenagem urbana e

manejo de águas pluviais.

Nos centros urbanos, o abastecimento de água desempenha um papel vital

na vida cotidiana, fornecendo água segura para consumo humano e atividades

domésticas. No entanto, o tratamento dos efluentes gerados pelo uso da água é

igualmente importante. A devolução desses efluentes aos corpos d'água sem o

devido tratamento pode comprometer a qualidade dessas fontes hídricas e trazer

prejuízos sociais, econômicos e ambientais.

Os esgotos domiciliares frequentemente contêm uma grande quantidade

de matéria orgânica biodegradável, que, quando lançada sem tratamento

adequado nos cursos de água, pode levar à depleção do oxigênio nos rios, como

resultado da estabilização que as bactérias realizam, causando impactos

negativos no ecossistema aquático. Além disso, esses efluentes podem conter

nutrientes e organismos patogênicos, tornando-os inadequados para usos

posteriores, como irrigação ou recreação.

Em áreas urbanas e rurais que carecem de sistemas de coleta e tratamento

eficazes, podem surgir problemas de poluição difusa devido a práticas

inapropriadas, como lançamentos direto no solo, fossas rudimentares, secas e

sépticas. Essas práticas inadequadas podem prejudicar a qualidade do solo e das

águas subterrâneas, afetando a saúde pública e do ambiente.

A regulamentação das áreas de interesse de proteção de mananciais

municipais é crucial para preservar a capacidade de infiltração da água no solo e

garantir a conservação dos recursos hídricos naturais.

Essa regulamentação é estabelecida com base nas leis estaduais e

federais, como é o caso da Lei Federal de Saneamento Básico, com o objetivo de

proteger as fontes de água potável, promovendo, assim, a saúde e o bem-estar

das comunidades.

O órgão responsável pela fiscalização destes serviços no município de

Marechal Cândido Rondon é o Órgão Regulador do Consórcio Intermunicipal de

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Saneamento do Paraná ± ORCISPAR, que está encarregado de exercer a

atividade regulatória dos serviços de água, esgoto, resíduos e drenagem em

benefício dos municípios consorciados.

Desta forma, neste diagnóstico serão abordados dados e informações

referentes ao sistema de abastecimento de água, esgotamento sanitário, resíduos

sólidos e drenagem urbana do município de Marechal Cândido Rondon, para que

posteriormente possam ser propostas ações que visam a boa funcionalidade dos

serviços de saneamento básico, garantindo a excelência da qualidade de vida da

população.

3.1. SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA

Os serviços de saneamento, em todos os seus eixos, dependem

diretamente da disponibilidade de recursos hídricos. Além deste fato, a

inexistência de tais serviços impacta significativamente a qualidade do recurso

natural, que é essencial para a manutenção da vida e demais atividades

cotidianas.

Assim, a análise da disponibilidade hídrica torna-se um importante

instrumento de planejamento, utilizado para previsão das ações futuras que visam

a universalização dos serviços de saneamento.

3.1.1. Infraestrutura e Recursos Disponíveis

A responsabilidade pelo gerenciamento da prestação de serviços de

abastecimento de água e esgotamento sanitário do município de Marechal

Cândido Rondon é atribuída ao Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). A

estrutura organizacional do SAAE é apresentada na figura a seguir.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 17 ± Estrutura Organizacional do SAAE.

Fonte: SAAE, 2023.

Abaixo segue os cargos existentes e preenchidos do SAAE.

Tabela 21 ± Cargos existentes no SAAE.

Cargo Total Funcionários

Advogado 1

Assessor de Comunicação Institucional 1

Assessor de Desenvolvimento de Programas e Projetos 1

Assessor de Saneamento Rural 1

Assessor Técnico Operacional 1

Agente Administrativo 14

Agente Administrativo de Campo 6

Agente de Produção e Operação 27

Agente de Serviços de Zeladoria 3

Almoxarife 1

Analista de Informática 1

Auxiliar de Produção e Operação 1

Contador 2

Diretor de Departamento de Administração e Finanças 1

Diretor do Departamento Técnico e Operacional 1

Diretor Executivo 1

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Estagiário Nível Médio Administrativo 2

Estagiário Nível Superior - Laboratório de Análises 3

Eletricista de Operação 2

Engenheiro Civil 1

Mecânico de Operação 1

Operador de Trator e Escavadeira 3

Telefonista 1

Técnico Administrativo 5

Técnico Químico 2

Técnico em Saneamento 1

Vigia 3

TOTAL 87

Fonte: SAAE, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Para a realização dos serviços de manutenção dos sistemas de água e

esgoto, o SAAE dispõe dos veículos e maquinários listados a seguir.

Tabela 22 ± Equipamentos e maquinários disponíveis no SAAE

Equipamento Data Aquisição

GM - MONTANA CONQUEST 2P 1.8 - ALT-6215 - 2004 17/05/2004

FIAT SIENA HLX 4P 1.8 - APW-2975 - 2008 24/03/2008

TOYOTA BAND. MOD.BJ55LP BL3 - 2P - AIE-1731 - 1998/99 24/11/1998

FORD - F-1000 MOD SS - 2P - HQQ-0256- 1992/93 04/02/2002

FIAT - STRADA FIRE - 2P 1.4 - ATM-1169 - 2010/11 22/12/2010

RETROESCAVADEIRA CATERPILLAR 416E 4X2 2007 SEM CABINE 04/07/2007

TRATOR LANDINI TECHNOFARM DT60 4X4 2008 01/09/2008

MOTOSSERRA STHIL 038 31/12/2009

MOTOBOMBA A GASOLINA PE 40 31/12/2009

HIDROLAVADORA GASOLINA HIDROLAU B 31/12/2009

CONJUNTO MOTOBOMBA A GASOLINA ESGOTO 31/12/2009

CONJUNTO MOTOBOMBA A GASOLINA ÁGUA 25/02/2011

VOLKSWAGEN SAVEIRO CS 2P 1.6 - AUA-5689 - 2011 03/06/2011

MOTOSSERRA MOD. MS250 40 CM 16 POLEGADAS 23/05/2011

FIAT UNO MILLE WAY ECONOMY 4P 1.0 - AVU-9G74 - 2012/13 13/08/2012

JCB MINI RETRO NOVA SEM CICLONE 1CX - 2013 19/08/2013

FORD RANGER CD 4P 2.5 - AXH 8946 -2013/14 19/08/2013

FIAT STRADA WORKING 2P 1.4 - AXH 7783 - 2013 19/08/2013

MOTOR A GASOLINA B4T 5,5CV BRANCO BETONE 10/04/2014

YBR AYG 3450 28/04/2014

GM - MONTANA SPORT 2P 1.4 - AYS 2178 - 2014/15 31/07/2014

JCB RETROESCAVADEIRA 4X4 3C - 2015 06/07/2015

FIAT STRADA WORKING 2P 1.4 - BAQ 0537 - 2016 06/07/2016

GM - MONTANA CONQUEST 2P 1.8 - AOP-1554 - 2007 28/02/2007

FIAT SIENA ESSENCE 4P 1.6 - BAQ 0542 - 2016 06/07/2016

FIAT STRADA WORKING 2P 1.4 - BAQ 0540 - 2016 06/07/2016

FIAT STRADA WORKING 2P 1.4 - BBN-4780 - 2017 07/08/2017

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

FIAT STRADA WORKING 4P 1.4 - BBN-4781 - 2017 07/08/2017

PERFURADOR DE SOLO 18/10/2017

VOLKSWAGEN SAVEIRO CS ROBUST 2P 1.6 - BCF 4540 - 2018/19 23/05/2018

VOLKSWAGEN SAVEIRO CS ROBUST 2P 1.6 - BCF 4541 - 2018/19 18/06/2018

CG 160 BCF 9468 18/06/2018

CG 160 BCF 9470 18/06/2018

CG 160 BCF 9472 18/06/2018

CG 160 BCF 9473 30/10/2018

CG 160 BCF 9474 30/10/2018

FOCUS SEDAN 2.0 16V/ 2.0 16V FLEX 4P AUT BCP 4169 01/04/2019

VOLKSWAGEN SAVEIRO CS ROBUST 2P 1.6 -BCP 6529 - 2018/19 01/04/2019

SAVEIRO CS ROBUST 2P 1.6 - BCY 7G09 - 2019/2019 17/05/2019

GOL VOLKSWAGEN 1.6 L 4P - BCY-7G07 - 2019/2019

SAVEIRO CS ROBUST - 1.6 2P - BCY 7G08 - 2019/2019 05/07/2019

FIAT STRADA HARD WORKING 1.4 EVO Flex BDB-8B13 2019/2019 05/08/2019

GERADOR A DIESEL 150/141 KVA, TRIFÁSICO, FATOR DE POTENCIA 01/10/2019

0,8, TENSÃO 200 VCA EM 60 HZ. 04/08/2020

MINI ESCAVADEIRA JCB 8026 CTS - 2019 01/07/2020

GERADOR A DIESEL 40/36 KVA DA EEE BORBOLETA

GERADOR A DIESEL 83/75 KVA DA EEE AUGUSTO / POÇO BONITO 18/05/2021

CAMINHÃO IVECO TECTOR 11-190 4X2 - BEG-9F10 - 2020/2020

CONJUNTO DE COMPRESSOR PORTÁTIL M20 25/05/2021

RETROESCAVADEIRA CATERPILLAR 416F2 2021 4X4 SERIE 28/07/2023

OLBF10727

GERADOR A DIESEL 7,5 KVA, TRIFÁSICO, FATOR DE POTENCIA 0,8,

FREQUENCIA 60 HZ.

SAVEIRO ROBUST CS, 2 P, 116 CV, SER- 0F87, 2023/2023

Fonte: SAAE, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

3.1.2. Identificação de Mananciais para Abastecimento

Futuro

3.1.2.1. Mananciais superficiais

O conhecimento adequado do comportamento hidrológico de uma bacia

hidrográfica é essencial para sua gestão. Desta forma, faz-se necessários estudos

que apontem a variabilidade temporal e espacial dos indicadores ambientais.

Sendo assim, a hidrografia do Município de Marechal Cândido Rondon é

cDUDFWHUL]DGD SHOD SUHVHQoD GH GLIHUHQWHV WLSRV GH FRUSRV G¶iJXD WDLV FRPR

sangas, riachos, lajeados, córregos, arroios e rios.

2 WHUPR ³VDQJD´ UHIHUH-se a pequenos ribeiros que apresentam uma

tendência a secar facilmente, como descrito por Oliveira em 1980. No município,

encontram-se várias sangas, incluindo Apepu, Bangu, Cascata, Horizonte, Matilde

Cuê, Onça Preta, Palmital, Peroba, Tereza, Tunas e Uru.

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Marechal Cândido Rondon - PR

/DMHDGRVVmRFRUSRVG¶iJXDFXMRVOHLWRVVmRFRQVWLWXtGRVSRUURFKDVHHVWmR

situados na superfície do solo, conforme a definição de Oliveira em 1980. No

município, podemos identificar os lajeados Bonito, Borboleta, Guará, Guavirá e

Santa Rosa, importante ressaltar que o lajeado Guavirá é o local onde a água é

devolvida após o tratamento de esgoto em Marechal Cândido Rondon.

Os córregos são cursos de água de pequeno porte que fluem

constantemente, de acordo com o conceito do IBGE de 2010. O município abriga

córregos como Ajuricaba, Arara, Barra Bonita, Barreiro, Belmonte, Boa Vista, Bom

Fim, Cotovelo, Curvado, Do Sete, Esperança, Havaí, Jaraguá, Maracanã e São

Luiz.

$UURLRVVmRFXUVRVG¶iJXDGHPHQRUH[WHQVmRTXHJHUDOPHQWHWUDQVSRUWDP

água doce e fluem gravitacionalmente em direção a um oceano, lago, mar ou outro

rio, conforme descrito por Oliveira em 1980. No município, podem ser identificados

os arroios Fundo, Guaçu, Marreco, Quatro Pontes e São Cristóvão.

Dentre as bacias anteriormente citadas, somente a Bacia Hidrográfica do

arroio São Cristóvão encontra-se integralmente situada no âmbito do território

municipal. As demais bacias também abrangem territórios de municípios vizinhos,

e é importante observar qXHWRGRVRVFXUVRVG¶iJXDGHVVDVEDFLDVGHViJXDPQR

Rio Paraná.

A tabela abaixo mostra o resumo da disponibilidade hídrica dos principais

córregos/rios do município de Marechal Cândido Rondon que estão inseridos na

Bacia Hidrográfica do Paraná 3.

Tabela 23 ± Valores de referência dos valores da vazão de margens plenas (Qmp).

Rio/Córrego Coordenadas Área da Bacia (km²) Vazão Qmp (m³/s)

Geográficas

Apepu ¶´6 7,62 4,37

¶´:

Matilde-cue ¶´6 4,63 1,77

¶´:

Borboleta ¶´6 4,96 2,0

¶´:

Guará ¶´6 7,44 2,92

54º ¶´:

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Marechal Cândido Rondon - PR

Guará ¶´6 9,7 3,16

¶´:

Guará ¶´6 13,63 7,21

¶´:

Peroba ¶´6 5,85 2,27

¶´:

Bonito ¶´: 6,74 3,28

¶´6

Arroio Fundo ¶´6 187,2 29,7

¶´:

Guavirá ¶´6 10,7 3,59

¶´:

Guavirá 24 31 41 S 8,9 1,47

54 03 47 W

Fonte: Plano da Bacia Hidrográfica do Paraná 3, 2014. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão

de Cidades, 2023.

Ressalta-se, que os dados contidos na tabela acima são importantes para

DHPLVVmRGHRXWRUJDVG¶iJXDHFRQFLOLDURVP~OWLSORVXVRVGRUHFXUVR

3.1.2.2. Mananciais subterrâneos

Em casos de carência de mananciais superficiais com qualidade para

abastecimento da população, em alguns municípios do Brasil, a água subterrânea

pode ser a principal fonte de abastecimento local. Entretanto, a locação de poços

profundos para a obtenção de água subterrânea é dificultada pela natureza

fissurada encontrada em aquíferos de determinadas regiões do país.

O cenário de escassez de recursos superficiais, tanto em grandes cidades

como em pequenas comunidades rurais, desencadeou a necessidade de melhoria

do arcabouço legal para o controle da exploração do recurso. Em função da

demanda por água subterrânea, pode acontecer a superexploração, ou seja, a

extração de água em volume maior do que a recarga natural, alterando a dinâmica

do ciclo hidrológico.

A quantidade, a qualidade e o fluxo das águas subterrâneas são

determinados pelas características geotécnicas das rochas e dos sedimentos.

Estas determinam a possibilidade de aproveitamento da água pelo homem em

quantidade economicamente viável.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Sendo assim, a partir da figura abaixo, extraída do Plano Estadual de

Recursos Hídricos, pode-se observar quais são os aquíferos presentes nessa

bacia, onde se encontra o município de Marechal Cândido Rondon.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 18 ± Unidades aquíferas aflorantes no estado do Paraná.

Fonte: Plano de Estadual de Recursos Hídricos, 2010. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

O levantamento hidrogeológico revelou que, na Bacia Hidrográfica do

Paraná 3, encontram-se duas unidades aquíferas distintas, a saber, o Aquífero

Serra Geral e o Aquífero Guarani.

O sistema Aquífero Serra Geral (SASG), cujo substrato é constituído por

basalto Serra Geral, uma rocha ígnea extrusiva, se destaca como um aquífero de

notável qualidade. Este destaque se fundamenta na abundância de fraturas e

fendas presentes no basalto, bem como no potencial de existência de uma

significativa quantidade de poros ou aberturas de dimensões consideráveis.

Estes últimos resultam da liberação de gases durante o processo de

formação da rocha, manifestando-se na forma de lavas vesiculares ou

amigdaloides. Consequentemente, os aquíferos basálticos abrigam água tanto

nas fraturas e fendas, sejam elas verticais ou horizontais, quanto nas vesículas

interconectadas (ATHAYDE, 2008).

Por sua vez, o sistema Aquífero Guarani (SAG) repousa sobre o arenito

Botucatu, uma rocha sedimentar de origem continental, estratigraficamente

posicionada abaixo do sistema Aquífero Serra Geral.

Importante ressaltar que não há afloramentos visíveis deste aquífero na

área da Bacia Hidrográfica do Paraná 3, uma vez que ele se encontra

profundamente enterrado sob espessas camadas de basalto, cuja espessura varia

de 600 a 1.100 metros (BORGHETTI, 2004).

Com base em dados geológicos e hidrogeológicos, constatou-se que o

município de Marechal Cândido Rondon está localizado no Aquífero Serra Geral.

A ocorrência de água subterrânea em rochas basálticas, mais

especificamente no Aquífero Serra geral, está intrinsecamente ligada à sua

estrutura geológica.

Esta estrutura é caracterizada por falhas, fraturas e zonas vesículo-

amigdaloidais interderrames, que criam vazios e poros interconectados nas

camadas superiores. Importante destacar que o basalto em si não é, por si só, um

aquífero, mas a porosidade e permeabilidade resultantes principalmente das

falhas e fraturas desempenham um papel significativo nesse contexto.

Surpreendentemente, essas rochas ígneas são capazes de armazenar

volumes de água até dez vezes maiores do que a maioria das rochas ígneas e

metamórficas.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Portanto, os derrames basálticos da Formação Serra Geral apresentam

porosidade e permeabilidade primárias praticamente insignificantes, tornando-os

aquíferos heterogêneos e anisotrópicos.

Os fatores estruturais desempenham um papel fundamental na

determinação das propriedades aquíferas desta formação. A capacidade de

armazenamento de água está diretamente relacionada a áreas afetadas por

fraturas de distensão, fraturas atectônicas e contatos interderrames.

Nas camadas subjacentes dos derrames basálticos, encontram-se zonas

vesiculares, enquanto nas camadas superiores há zonas com intenso

diaclasamento horizontal.

Essas características geológicas têm implicações importantes nas

disponibilidades e no gerenciamento dos recursos hídricos na região de Marechal

Cândido Rondon.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 19 ± Sistema aquífero correspondente a área do Município de Marechal Cândido Rondon - PR.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

3.1.3. Regulação de Uso dos Recursos Hídricos

A outorga é o instrumento de gestão das águas que assegura ao usuário o

direito de utilizar os recursos hídricos, no entanto, essa autorização não dá ao

usuário a propriedade da água. A outorga de direito de uso de recursos hídricos

deve assegurar o efetivo exercício dos direitos de acesso à água, bem como

garantir que existam múltiplos usos nas bacias hidrográficas.

A correta aplicação do instrumento da outorga, mais do que um ato de

regularização ambiental, se destina a disciplinar a demanda crescente das águas

superficiais e subterrâneas. Existem dois tipos de outorga:

x Autorização ± Obras, serviços ou atividades que forem

desenvolvidas por pessoa física ou jurídica de direito privado,

quando não se destinarem a finalidade de utilidade pública. Validade

de até cinco anos.

x Concessão ± Obras, serviços ou atividades que forem

desenvolvidas por pessoa jurídica ou direito público ou quando se

destinarem a finalidade de utilidade pública. Validade de até trinta e

cinco anos.

No estado do Paraná, a lei Estadual nº 20.070/2019, autoriza a

incorporação do Instituto de Terras, Cartografia e Geologia (ITGC) e do Instituto

das Águas do Paraná (Águas Paraná) pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP),

que passou a ser chamado Instituto Água e Terra (IAT) e atribui ao IAT a

responsabilidade de coordenar, executar e fiscalizar as ações de gestão dos

recursos hídricos, incluindo a concessão de outorgas.

De acordo com o IAT, os maiores volumes de água retirados de rios e

reservatórios no Paraná são destinados ao abastecimento público urbano, rural e

animal, à indústria e à mineração.

A ampliação do conhecimento sobre esses usos ocorre constantemente por

meio de levantamentos diretos, estudos setoriais e cadastro de usuários, o

número de poços outorgados em 2021 foi de 2.838.

Apresentam-se a seguir, as outorgas do município de Marechal Cândido

Randon, para o Abastecimento Público do Município, fornecidas pelo SAAE.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 24 ± Outorgas existentes no Município para Abastecimento Público.

Nome/Razão Social Recurso Hídrico/Manancial Coordenadas UTM Finalidade Vazão (m³/h) Volume dia Horas/dia Dias/mês

30,00 (m³) 24 30

Serviço Autônomo Mina 01 (São Lucas) 7279743 N Abastecimento 35,00 18 30

de Água e Esgoto 798802 E público 15,00 720,00 20 30

Mina 02 (Líder) 25,00 630,00 18 30

Serviço Autônomo 7280900 N Abastecimento 30,00 300,00 20 30

de Água e Esgoto Mina 04 (Higienópolis) 799250 E público 108,00 450,00 24 30

42,00 600,00 18 30

Serviço Autônomo Mina 05 (Universit.) 7283700 N Abastecimento 40,00 2.592,00 16 30

de Água e Esgoto 799450 E público 105,00 756,00 20 30

Mina 06 (Rainha) 11,00 640,00 20 30

Serviço Autônomo 7279803 N Abastecimento 2.100,00

de Água e Esgoto Arroio Fundo 799049 E público 16,00 20 30

220,00

Serviço Autônomo Poço 01 - Aquífero Serra 7282692 N Abastecimento 5,20 8 30

de Água e Esgoto Geral 797667 E público 35,00 320,00 20 30

Poço 03 - Aquífero Serra 55,00 22 30

Serviço Autônomo Geral 7277098 N Abastecimento 41,60

de Água e Esgoto Poço 04 (Livi) - Aquífero 796385 E público 700,00

Serra Geral 1.210,00

Serviço Autônomo PTP 04 - Aquífero Serra 7278500 N Abastecimento

de Água e Esgoto Geral 795150 E público

Poço 08 (Água mineral

Serviço Autônomo Feiden) - Aquífero Serra 7278605 N Abastecimento

de Água e Esgoto Geral 794985 E público

PTP 06 (João Pessoa) -

Serviço Autônomo Aquífero Serra Geral 7277209 N Abastecimento

de Água e Esgoto Poço 02 (Líder) - Aquífero 794756 E público

Serra Geral

Serviço Autônomo Poço 14 (Luciana I) - 7278794 N Abastecimento

de Água e Esgoto Aquífero Serra Geral 799820 E público

Serviço Autônomo 7279150 N Abastecimento

de Água e Esgoto 802600 E público

Serviço Autônomo 7278879 N Abastecimento

de Água e Esgoto 802176 E público

Serviço Autônomo 7280900 N Abastecimento

de Água e Esgoto 799200 E público

Serviço Autônomo 7282450 N Abastecimento

de Água e Esgoto 797750 E público

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Marechal Cândido Rondon - PR

Serviço Autônomo Poço 03 (Hagemann) - 7284613 N Abastecimento 90,00 1.620,00 18 30

de Água e Esgoto Aquífero Serra Geral 796586 E público

Serviço Autônomo Poço 01 (Dierings I) - 7283450 N Abastecimento 80,00 1.600,00 20 30

de Água e Esgoto Aquífero Serra Geral 797750 E público

Serviço Autônomo PTP 13 (Arroio Fundo 4) - 7276922 N Abastecimento 30,00 600,00 20 30

de Água e Esgoto Aquífero Serra Geral 797390 E público

Serviço Autônomo PTP 14 (Arroio Fundo 5) - 7276965 N Abastecimento 61,00 1220,00 20 30

de Água e Esgoto Aquífero Serra Geral 797441 E público

Serviço Autônomo PTP 15 (Arroio Fundo 6) - 7277140 N Abastecimento 72,00 1440,00 20 30

de Água e Esgoto Aquífero Serra Geral 796753 E público

Serviço Autônomo PTP 16 (Arroio Fundo 7) - 7276846 N Abastecimento 35,00 595,00 17 30

de Água e Esgoto Aquífero Serra Geral 795307 E público

Serviço Autônomo Poço 06 (Bonito) - Aquífero 7283700 N Abastecimento 20,00 400,00 20 30

de Água e Esgoto Serra Geral 799400 E público

Serviço Autônomo Poço 09 (Gressler) - 7283600 N Abastecimento 34,00 680,00 20 30

de Água e Esgoto Aquífero Serra Geral 799650 E público

Serviço Autônomo PTP 19 (Geib) - Aquífero 7277005 N Abastecimento 86,00 1260,00 18 30

de Água e Esgoto Serra Geral 796232 E público

Serviço Autônomo PTP Krauser - Aquífero 7276657 N Abastecimento 10,00 60,70 6,07 30

de Água e Esgoto Serra Geral 794672 E público

Serviço Autônomo PTP Peroba - Aquífero 7282100 N Abastecimento 5,30 60,42 11,40 30

de Água e Esgoto Serra Geral 797324 E público

Serviço Autônomo PTP 101 Bela Vista - 7286180 N Abastecimento 10,00 120,00 12 30

de Água e Esgoto Aquífero Serra Geral 783763 E público

Serviço Autônomo PTP 102 Bom Jardim - 7283550 N Abastecimento 12,00 60,00 5 30

de Água e Esgoto Aquífero Serra Geral 777250 E público

Serviço Autônomo PTP 103 Iguipora - 7280902 N Abastecimento 14,00 168,00 12 30

de Água e Esgoto Aquífero Serra Geral 781655 E público

Serviço Autônomo PTP 104 Margarida - 7270913 N Abastecimento 7,50 135,00 18 30

de Água e Esgoto Aquífero Serra Geral 791779 E público

Serviço Autônomo PTP 105 Novo Horizonte - 7286098 N Abastecimento 9,00 90,00 10 30

de Água e Esgoto Aquífero Serra Geral 791797 E público

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Marechal Cândido Rondon - PR

Serviço Autônomo PTP 106 Novo Três 7288650 N Abastecimento 10,00 120,00 12 30

de Água e Esgoto Passos - Aquífero Serra 803650 E público

Geral

Serviço Autônomo PTP 107 Porto Mendes - 7288600 N Abastecimento 22,00 264,00 12 30

de Água e Esgoto Aquífero Serra Geral 773250 E público

Serviço Autônomo PTP 109 São Roque - 7263489 N Abastecimento 20,00 360,00 18 30

de Água e Esgoto Aquífero Serra Geral 795568 E público

Serviço Autônomo PTP 110 Porto Mendes II 7288577 N Abastecimento 20,00 400,00 20 30

de Água e Esgoto (Praia) - Aquífero Serra 772237 E público

Geral

Fonte: SAAE, 2024. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2024.

Tabela 25 ± Outorgas existentes vigentes para fins Particulares no Município.

Nome/Razão Social Recurso Coordenadas Finalidade Vazão (m³/h) Volume Horas/dia Dias/semana

OTILO NESTOR SCHIMIDT Hídrico/Manancial Geográficas 4,5 anual (m³)

VILMAR JOSÉ KRENCINSKI Latitude Longitude Irrigação 10 18.144,00 12 7

ELVINO SCHRODER Serra Geral -24,5169 -54,12 Dessedentação 6 40.320,00

LAURI HAAG Serra Geral -24,6390 -54,14 8 20.160,00 12 7

DEOCLECIO MATTE Serra Geral de animais 9 7.392,00

VALDECIR ELDIR KOPPE Serra Geral -24,6002 -54,13 5 30.240,00 10 7

HUGO MERGENER Serra Geral Dessedentação 8 23.520,00

JOSE STEFFENS Serra Geral -24,4799 -54,31 de animais 8 12.288,00 3 7

FRIMESA COOPERATIVA CENTRAL Serra Geral 19,8 15.360,00

Serra Geral -24,5652 -54,17 Dessedentação 133.056,00 10 7

Serra Geral de animais

-24,5449 -54,11 14 7

Dessedentação

-24,5553 -54,29 de animais 4 8

-24,6918 -54,09 Dessedentação 5 8

de animais

-24,5794 -54,04 20 7

Dessedentação

de animais

Dessedentação

de animais

Processo

industrial

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

JACINTO ZEFERINO KLEIN Serra Geral -24,5184 -54,08 Dessedentação 12 32.256,00 8 7

de animais 7

VERNER MIGUEL HORN 7

VALDECIR JOÃO TAGLIEBER Serra Geral -24,6860 -54,04 Consumo 7 4.704,00 2 7

ALEXANDRE SCHMIDT humano 7

VALMIR ROGERIO GABE Serra Geral -24,4891 -54,31 Irrigação 8 21.504,00 8 7

OSVALDO FACCIN 7

COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL Serra Geral -24,6486 -54,10 Dessedentação 1,2 9.676,80 24 7

COPAGRIL de animais 7

JOSÉ BONA 7

Freático -24,5497 -54,02 Dessedentação 1,8 12.096,00 20 7

LUIZ CARLOS RUPOLO de animais 7

DARCI CARLOS LANG Serra Geral -24,5845 -54,03 Limpeza 8 2.688,00 1 7

CLAIR PRASS 7

COOPERATIVA AGRÍCOLA MISTA Serra Geral -24,5638 -54,14 Processo 55 369.600,00 20 7

RONDON industrial 7

COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL 7

COPAGRIL Serra Geral -24,6535 -54,15 Dessedentação 15 40.320,00 8 7

AIRTON SCHNEIDER de animais

ARI VORPAGEL Serra Geral -24,6608 -54,14 Dessedentação 10 13.440,00 4

de animais

MARCIO BICKEL

Serra Geral -24,4486 -54,04 Dessedentação 1,8 12.096,00 20

EGON BLUM de animais

CARLOS ALBERTO MAEHLER - -24,5934 -54,01 Aquicultura 15 120.960,00 24

JAQUELINE HANG STRELOW Serra Geral -24,5458 -54,05 Processo 4 16.128,00 12

industrial

ALEX RODRIGO LERMEN

Serra Geral -24,5463 -54,12 Processo 16 107.520,00 20

industrial

Serra Geral -24,5280 -54,10 Dessedentação 7 23.520,00 10

de animais

Serra Geral -24,6150 -54,01 Dessedentação 6 24.192,00 12

de animais

Serra Geral -24,6933 -54,06 Dessedentação 8 16.128,00 6

de animais

Serra Geral -24,6476 -54,12 Dessedentação 7 11.760,00 5

de animais

Serra Geral -24,7213 -54,09 Dessedentação 5 16.800,00 10

de animais

Serra Geral -24,5340 -54,12 Dessedentação 6 10.080,00 5

de animais

Serra Geral -24,5980 -54,03 Dessedentação 10 33.600,00 10

de animais

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

MARCIO BICKEL Serra Geral -24,6926 -54,06 Dessedentação 10 46.080,00 16 6

de animais

ADEMAR BALD Serra Geral -24,5562 -54,17 4 13.440,00 10 7

RUBENS RINGENBERG Serra Geral -24,4931 -54,30 Dessedentação 7

LÚCIA CATARINA KEMPER Serra Geral -24,4701 -54,02 de animais 10 26.880,00 8 7

SCHILLER

COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL Serra Geral -24,5685 -54,13 Irrigação 1,25 3.360,00 8 7

COPAGRIL

Serra Geral -24,4389 -54,06 Dessedentação 12 80.640,00 20 7

RUDI EDVINO GIBBERT de animais

Freático -24,7118 -54,03 6 12.096,00 6 7

IVAN CARLOS RHODEN Processo

Serra Geral -24,4293 -54,02 industrial 1 3.360,00 10 7

VILSON OSMAR HAMILTON

Serra Geral -24,5259 -54,16 Dessedentação 1,5 3.024,00 6 7

LIDIO ANDRÉ KOCHEPKA de animais

Serra Geral -24,6390 -54,06 1,8 12.096,00 20 7

OSNI TESSARI - -24,4362 -54,01 Dessedentação 7

LAIRTON DA ROSA BOIASKI - -24,6174 -54,16 de animais 1,7 571,20 1 7

ENEAS JUNG E OUTROS - -24,5847 -54,04 7

EGON BRAUWERS - -24,5561 -54,07 Dessedentação 65 524.160,00 24 7

RICARDO LETTNIN - -24,4903 -54,22 de animais 7

NELSON KRUGER - -24,6881 -54,14 350 2.822.400,00 24 7

DIONÍSIO G. CHAPLA E OUTROS - -24,4724 -54,00 Dessedentação 7

ADEMIR LUIZ SACHSER - -24,7010 -54,07 de animais 0,3 0,00 24 7

ALMO LUIZ GREGORY - -24,5472 -54,24 7

DIEGO IESES LANG - -24,6000 -54,14 Dessedentação 5 0,00 24 7

ARNILDO KOTTERS - -24,5817 -54,07 de animais 7

JULIERME ALAN GENTILINI - -24,4664 -54,06 19 57.456,00 9 7

ANDRE AFONSO BACH - -24,6314 -54,11 Aquicultura 7

ARMINDO KOCHEPKA -24,4872 -54,03 Aquicultura 10 80.640,00 24 7

AGRÍCOLA HORIZONTE LTDA. Serra Geral

Dessedentação 50 403.200,00 24 94

de animais

1,8 0,00 24

Aquicultura

Irrigação 10 80.640,00 24

Aquicultura 10 80.640,00 24

Aquicultura

1,5 12.096,00 24

Dessedentação

de animais 10 80.640,00 24

Aquicultura 10 80.640,00 24

Aquicultura

Aquicultura 70 470.400,00 20

Aquicultura

Aquicultura

Processo

industrial

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

ELIO LINO RUSCH Serra Geral -24,4669 -54,01 Dessedentação 14 75.264,00 16 7

de animais 7

OTÁVIO ARNO DRESCH Serra Geral -24,7177 -54,05 Dessedentação 8 16.128,00 6 7

de animais 7

CESAR RENATO UHLEIN Serra Geral -24,5966 -54,03 Dessedentação 8 53.760,00 20 7

de animais 7

DANTE ROQUE TONEZER Serra Geral -24,4308 -54,06 Dessedentação 8 8.064,00 3 7

de animais 7

EDEMAR OTAVIO HORN Serra Geral -24,6878 -54,04 Dessedentação 8 21.504,00 8 7

de animais 7

WELINGTON GRAEBIM Serra Geral -24,5270 -54,19 Dessedentação 8 26.880,00 10 7

de animais 7

ROGERIO MENDES Serra Geral -24,6469 -54,08 Dessedentação 5 1.680,00 1

de animais 95

SOLANGE MARIA COTTICA Serra Geral -24,6493 -54,18 Dessedentação 5 16.800,00 10

de animais

SILVERIO STANPENHORST Serra Geral -24,5335 -54,11 Dessedentação 13 69.888,00 16

de animais

LAERCIO BICKEL Serra Geral -24,7183 -54,04 Dessedentação 12 40.320,00 10

de animais

GILBERTO DOMINGOS Serra Geral -24,5158 -54,14 Dessedentação 7 35.280,00 15

KRENCHINSKI de animais

VILMAR ERLEI REDEL Serra Geral -24,5735 -54,26 Dessedentação 3 3.024,00 3

de animais

IRINEU FUHR E OUTRO - -24,5957 -54,16 Dessedentação 10 20.160,00 6

de animais

PAULO JOSÉ SCHNIDER E OUTROS Serra Geral -24,7266 -54,04 Dessedentação 8 26.880,00 10

de animais

NEUDI PIOTROWSKI Serra Geral -24,6957 -54,04 Dessedentação 2,6 17.472,00 20

de animais

TENI EGER Serra Geral -24,5274 -54,03 Dessedentação 40 241.920,00 18

de animais

VICENTE DE CESARO e outro Serra Geral -24,5723 -54,22 Dessedentação 6 16.128,00 8

de animais

RICARDO JOSE KEMFER Serra Geral -24,4420 -54,02 Dessedentação 1,6 6.988,80 13

de animais

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL Serra Geral -24,5580 -54,10 Processo 5 33.600,00 20 7

COPAGRIL industrial 7

WELINGTON GRAEBIM Serra Geral -24,5262 -54,19 Dessedentação 3 8.064,00 8 7

de animais 7

TANIA CRISTINA DA SILVA - -24,4872 -54,00 Aquicultura 10 80.640,00 24 7

HEINRICH E OUTRO 5

QUIRINO SCHUTZ E OUTRO - -24,5754 -54,15 Dessedentação 10 80.640,00 24 7

de animais 7

JANDIR VALDIR ENGE - -24,5106 -54,27 Aquicultura 10 80.640,00 24 7

ERECI KLEIN E OUTRO - -24,5489 -54,28 Irrigação 5 40.320,00 24 7

ELIANE STREY E OUTRO - -24,5533 -54,22 Aquicultura 6 44.352,00 24 7

CLAUDIO KRUG Serra Geral -24,4810 -54,09 Dessedentação 5 10.800,00 9 7

de animais 7

PEDRO VILMAR WINTER Serra Geral -24,7238 -54,08 Dessedentação 7 14.112,00 6 96

de animais

RUY JACOB HILIBIG Serra Geral -24,7521 -54,07 Dessedentação 2,5 10.080,00 12

de animais

HILEMAR JOÃO OSTJEN Serra Geral -24,5367 -54,11 Dessedentação 8 8.064,00 3

de animais

RUI FRANK Serra Geral -24,5194 -54,09 Dessedentação 8 10.752,00 4

de animais

ARI HANSEN Serra Geral -24,5377 -54,10 Dessedentação 10 13.440,00 4

de animais

GERALDO BERWALDT Serra Geral -24,6291 -54,02 Dessedentação 5 8.400,00 5

de animais

GILBERTO DOMINGOS Serra Geral -24,5182 -54,14 Dessedentação 12 40.320,00 10

KRENCHINSKI de animais

LEANDRO RICARDO VIVIAN Serra Geral -24,5683 -54,21 Dessedentação 6 40.320,00 20

de animais

ASSOC. US. SIST. ABAST. ÁGUA DA Serra Geral -24,5286 -54,03 Consumo 3 10.080,00 10

COMUNIDADE DA LINHA GUARÁ humano

LEANDRO JESUS DE ANDRADE Serra Geral -24,6441 -54,01 Dessedentação 1,8 12.096,00 20

de animais

COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL Serra Geral -24,5514 -54,15 Processo 50 151.200,00 9

COPAGRIL industrial

COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL Serra Geral -24,5454 -54,16 Processo 50 151.200,00 9

COPAGRIL industrial

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

FÁBIO FALCADE - -24,4248 -54,08 Aquicultura 5,3 0,00 24 7

QUIRINO SCHUTZ E OUTRO 7

CLAIR PRASS - -24,5758 -54,16 Dessedentação 24 193.536,00 24 7

TANIA CRISTINA DA SILVA de animais 7

HEINRICH E OUTRO 7

PEDREIRAS COROADOS LTDA. - -24,5948 -54,01 Aquicultura 10 80.640,00 24 7

FRANCISCO RICHART 7

ANDRÉ CZYCZA - -24,4858 -54,00 Aquicultura 10 80.460,00 24 5

LAR COOPERATIVA 7

AGROINDUSTRIAL - -24,5979 -54,09 Lazer 13,2 39.916,80 18 7

HILDOR DREYER - 7

- -24,5546 -54,15 Dessedentação 1,8 14.515,20 24 7

HUGO EIFERT Serra Geral de animais 7

Serra Geral 7

HERIBERTO CONRAT Serra Geral -24,7079 -54,16 Irrigação 4,5 36.288,00 24 7

Serra Geral 7

GIDIO LUIS RIETH Serra Geral -24,5451 -54,13 Processo 150 720.000,00 20 7

Serra Geral industrial 7

NEIMAR WEISS Serra Geral 7

Serra Geral -24,6115 -54,08 Dessedentação 6 16.128,00 8 7

NILTON FISCHER Serra Geral de animais 7

Serra Geral

MILTON LAYTER -24,5024 -54,19 Dessedentação 8 13.440,00 5 97

O C C FRIGORÍFICO DE PEIXES de animais

LTDA.

DIRLAN DA SILVA -24,5625 -54,17 Dessedentação 6,82 45.830,40 20

MARCIO ADRIANO SCHELL E de animais

OUTRO

IRINEU FUHR E OUTRO -24,6621 -54,06 Dessedentação 5 13.440,00 8

UDO WILL de animais

LAIRTON DA ROSA BOIASKI

-24,4610 -54,07 Dessedentação 5 6.720,00 4

de animais

-24,6616 -54,08 Dessedentação 6 16.128,00 8

de animais

-24,5884 -54,12 Dessedentação 8 26.880,00 10

de animais

-24,5558 -54,04 Processo 10 26.880,00 8

industrial

-24,5517 -54,12 Dessedentação 6 0,00 17

de animais

- -24,5651 -54,18 Aquicultura 5,4 0,00 24

- -24,5952 -54,16 Aquicultura 10 80.640,00 24

- -24,5953 -54,11 Dessedentação 0,3 0,00 24

de animais

- -24,4362 -54,01 Aquicultura 5 40.320,00 24

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

TANIA CRISTINA DA SILVA - -24,4864 -54,00 Aquicultura 10 80.640,00 24 7

HEINRICH E OUTRO 7

JAIR VALDECIR LANG - -24,5297 -54,20 Aquicultura 7,35 59.270,40 24

COOPERATIVA AGRÍCOLA MISTA Serra Geral -24,5460 -54,05 Processo 12 48.384,00 12

RONDON industrial 7

H GELOS LTDA Serra Geral -24,4257 -54,05 Processo 5 23520 14 7

industrial

ARLINDO OSMAR ABREU Serra Geral -24,6327 -54,11 Dessedentação 1,3 3494,4 8

de animais 7

MARCELO DIEDRICHS Serra Geral -24,4988 -54,01 Irrigação 3 16128 16 7

FRIGORÍFICO ECKERT LTDA - ME Serra Geral -24,5422 -54,04 Processo 8 26880 10 7

industrial

GILMAR ADOLFO LOHMANN Serra Geral -24,5162 -54,07 Dessedentação 8 21504 8

de animais 7

VANDERLEI GERALDO CARDOSO Serra Geral -24,5460 -54,13 Dessedentação 5 5040 3 7

DA SILVA de animais

CORINTIANS ESPORTE CLUBE Serra Geral -24,6545 -54,13 Consumo 8 53760 20 7

humano 7

GILBERTO DOMINGOS Serra Geral -24,5177 -54,14 Dessedentação 12 40320 10 7

KRENCHINSKI de animais 7

GIOMAR GERSON HUNEMEIER Serra Geral -24,6903 -54,10 Dessedentação 4 21504 16 7

de animais 7

CLAUDEMAR SEEFELD Serra Geral -24,4879 -54,14 Dessedentação 12 8064 2 98

de animais

OLIVIO JOSÉ HERRMANN Serra Geral -24,6299 -54,09 Dessedentação 5 700 5

de animais

COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL Serra Geral -24,5569 -54,13 Processo 55 166320 9

COPAGRIL industrial

DARLON ALEX FREITAG - -24,5671 -54,26 Aquicultura 5,4 0 24

ELZA HOFER - -24,5755 -54,18 Aquicultura 10 80640 24

EGON PRIESNITZ - -24,6854 -54,08 Dessedentação 0,3 0 24

de animais

ROGERIO RIEGER - -24,6540 -54,17 Aquicultura 2,4 0 24

DJONAS PEREZ - -24,5729 -54,21 Aquicultura 40 322560 24

ALTAIR RUPOLO - -24,6064 -54,16 Aquicultura 50 201600 12

CLACI SCHUMANN

- -24,5642 -54,20 Irrigação 10 80640 24

DIONÍSIO G. CHAPLA E OUTROS - -24,6875 -54,14 Aquicultura 10 80640 24

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL Serra Geral -24,5606 -54,14 Processo 50 336000 20 7

COPAGRIL industrial

FRIMESA COOPERATIVA CENTRAL Serra Geral -24,5790 -54,04 Processo 40 268800 20 7

industrial

COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL Serra Geral -24,5493 -54,15 Processo 50 151200 9 7

COPAGRIL industrial

ADEMIR LUIZ SACHSER - -24,4724 -54,00 Irrigação 10 80640 24 7

DJONAS PEREZ

- -24,5780 -54,21 Aquicultura 18 145152 24 7

FRIMESA COOPERATIVA CENTRAL Serra Geral -24,5238 -54,07 Processo 80 537600 20 7

industrial

VALMOR ADELAR FREITAG Serra Geral -24,5497 -54,29 Consumo 8 26880 10 7

humano

ERECI KLEIN E OUTRO - -24,5499 -54,28 Irrigação 4 32256 24 7

Fonte: IAT, 2024. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2024.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

3.1.3.1. Segurança hídrica

O conceito de segurança hídrica, segundo a Organização das Nações

Unidas ± ONU/2014, é dado como a capacidade de a população ter acesso

sustentável à água em quantidade e qualidade adequadas para a manutenção da

vida e do bem estar humano, garantindo o desenvolvimento das atividades

econômicas, a proteção contra doenças de veiculação hídrica e desastres

associados à água, bem como a preservação dos ecossistemas.

A concepção de segurança hídrica é o objetivo central da Política Nacional

de Recursos Hídricos, Lei n.º 9.433/1997. O conceito de segurança hídrica

também se alinha com os objetivos da ONU, cujas metas visam erradicar a

pobreza, proteger o planeta, garantir a paz e a prosperidade.

Dentro dessa perspectiva, foram elaborados os dezessete objetivos do

desenvolvimento sustentável - ODS, e dentre estes, pode-se destacar as ações

para ampliar a segurança hídrica brasileira em vista do objetivo seis. O objetivo 6

do Desenvolvimento Sustentável estabelece que é preciso:

x Melhorar a qualidade da água;

x Reduzir a poluição;

x Eliminar despejos;

x Minimizar a liberação de produtos químicos e materiais perigosos;

x Reduzir à metade a proporção de água residuais não tratadas;

x Aumentar substancialmente a eficiência do uso da água em todos

os setores;

x Assegurar retiradas sustentáveis e o abastecimento de água doce

para enfrentar a escassez de água;

x Apoiar e fortalecer a participação das Comunidades locais para

melhorar a gestão da água e do saneamento;

x Reduzir substancialmente o número de pessoas que sofrem com a

escassez de água;

x Aumentar substancialmente a reciclagem e reutilização de água

entre outras.

Deve-se ainda considerar a Lei Estadual nº 12.726/1999, a qual institui a

Política Estadual de Recursos Hídricos, tem como objetivos assegurar o controle

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

quantitativo e qualitativo dos usos da água e efetivo exercício dos direitos de

acesso à água no Estado do Paraná.

Em Marechal Cândido Rondon, a Lei Complementar nº 139/2021

regulamenta o Código de Posturas e estabelece outras providências, com o

objetivo de proteger os recursos hídricos no âmbito do Município.

Os serviços de água e esgotos são geridos pelo Serviço Autônomo de Água

e Esgoto (SAAE), com estrutura e competência própria.

3.1.4. Descrição dos Sistemas de Abastecimento de Água

Atuais

O sistema de abastecimento de água do município de Marechal Cândido

Rondon é administrado pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). O

sistema na sede municipal é composto por 18 poços profundos, sendo que 2 estão

inativos temporariamente, 5 captações de minas e 1 captação de rio. Os distritos

e a linha rural são abastecidos por 10 poços profundos.

Já as linhas rurais, cuja responsabilidade é das associações, atualmente

existem 49 fontes ativas. Algumas associações são atendidas por duas fontes,

como as linhas Arara, Baitaca, Belmonte, Curvado, Guará, Guavirá, Maracanã,

Ouro Verde/Flor de Maio, Piacuê e São José do Guaçu.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

(IBGE), referente ao ano de 2022, a população total abastecida no município é de

55.836 habitantes, o que corresponde a 100% da população municipal. A figura

abaixo ilustra as captações existentes na sede municipal.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 20 ± Captações e ETA na sede municipal.

Fonte: SAAE, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

No município, há problema relacionados à falta de água. A produção hoje

está no limite e a região não possui uma sobra hídrica. Desta forma, novas

estiagens poderão afetar abastecimento público de água, como o que vem

ocorrendo no ano de 2024.

Como prova, de acordo com o SAAE, em agosto de 2021, foi preciso

implementar medidas de racionamento devido à escassez durante este período.

Sendo assim, o desabastecimento público de água em Marechal Cândido Rondon

pode ocorrer em períodos de estiagem prolongada e, durante a realização de

manutenção do sistema. Entretanto, neste último, o sistema é reestabelecido após

a conclusão dos reparos.

Atualmente, há um novo ponto de captação de água para o abastecimento

público, que está localizado no Arroio Fundo, que aumentou significativamente a

disponibilidade hídrica de Marechal Cândido Rondon.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

O sistema de distribuição de água da Sede Municipal é composto por 6

reservatórios enterrados, 4 reservatórios elevados, 9 reservatórios apoiados, 8

estações elevatórias de água tratada (boosters junto). Essas estruturas atendem

as 3 regiões de abastecimento de água da Sede do município, fornecendo água

potável a 18.405 ligações ativas.

Para o abastecimento de água potável nos 8 Distritos Urbanos e uma linha

rural, o município possui sistemas independentes de captação, tratamento e

distribuição. A captação é realizada por meio de poços profundos, com tratamento

simplificado. A distribuição é feita em marcha, com reservatório de jusante. Esses

sistemas atendem a 1.693 ligações.

As associações rurais possuem sistemas independentes de captação e

tratamento de água. A captação é realizada por meio de poços profundos. Esses

sistemas atendem a 1.949 ligações.

As figuras a seguir apresentam um fluxograma que mostra, de forma

simplificada, o sistema de abastecimento de água nas regiões de distribuição na

sede e nos distritos.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 21 ± Fluxograma do Sistema na sede municipal.

Fonte: SAAE, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 22 ± Fluxograma do distrito de Bela Vista.

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 23 ± Fluxograma do distrito de Bom Jardim.

Fonte: SAAE, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 24 ± Fluxograma do distrito de Iguiporã.

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 25 ± Fluxograma do distrito de Margarida.

Fonte: SAAE, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 26 ± Fluxograma do distrito de Novo Horizonte.

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 27 - Fluxograma do distrito de Três Passos.

Fonte: SAAE, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 28 ± Fluxograma do distrito de Porto Mendes.

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 29 ± Fluxograma do distrito de São Roque.

Fonte: SAAE, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

3.1.5. Indicadores Operacionais

Os indicadores representam uma ferramenta fundamental para construção

de panoramas e cenários, de modo a transmitir informações de forma precisa e

de fácil entendimento para a população. Além dessa função, indicadores são

utilizados para registrar o acompanhamento e avaliação dos serviços, facilitando

as tomadas de decisões.

O uso de indicadores e o acompanhamento periódico de sua variação são

necessários, pois, permitem o monitoramento do sistema de abastecimento de

água. O incremento e disponibilização de um banco de dados para calcular o

maior número de indicadores para acompanhamento do sistema é desejável.

Sendo assim, abaixo segue a tabela especificando os principais

indicadores utilizados para analisar a eficiência do SAA do Município de Marechal

Cândido Rondon, ressaltando, que estes indicadores são elaborados pelo

Sistema Nacional de Informação Sobre Saneamento ± SNIS, e preenchidos pelos

responsáveis técnicos do SAAE.

Tabela 26 ± Sistema de indicadores do SNIS utilizados na avaliação dos serviços do SAA.

ITEM INDICADOR QUANTIDADE UNIDADE

AG001 População total atendida com abastecimento 54.031 Habitante

AG002 de água. 19.742 Ligação

Quantidade de ligações ativas de água.

AG003 Quantidade de economias ativas de água. 22.401 Economia

AG005 Extensão da rede de água 617,30 m

AG006 Volume de água produzido 5.103,55 1.000m³/ano

AG008 Volume de água micromedido 3.778,10 1.000m³/ano

AG010 Volume de água consumido 3.778,10 1.000m³/ano

AG011 Volume de água faturado 4.347,31 1.000m³/ano

AG021 Quantidade de ligações totais de água 21.521 Ligação

AG028 Consumo total de energia elétrica nos 5.554,10 1.000kWh/ano

IN003 sistemas de água 2,93 R$/m³

IN004 Despesa total com os serviços por m3 3,61 R$/m³

faturado 3,63 R$/m³

Tarifa média praticada

IN005 Tarifa média de água

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Marechal Cândido Rondon - PR

IN006 Tarifa média de esgoto 3,5 R$/m³

IN009 100 Percentual

IN012 Índice de hidrometração 123,13 Percentual

IN013 14,82 Percentual

IN015 Indicador de desempenho financeiro 21,44 Percentual

IN016 Índice de Perdas Faturamento 100 Percentual

IN021 25,03

IN022 Índice de coleta de esgoto 192,53 m/lig

IN023 100 l/hab./dia

Índice de tratamento de esgoto Percentual

IN024 35,89

IN044 Extensão da rede de esgoto por ligação Percentual

IN046 100 Percentual

IN049 Consumo médio per capita de água 21,44 Percentual

IN050 25,97 Percentual

IN051 Índice de atendimento urbano de água 5,94 m³/dia/Km

IN053 Índice de atendimento urbano de esgoto 186,5

referido aos municípios atendimento com 14,24 l/dia/lig.

água m³/mês/econ.

Índice de micromedição relativo ao consumo

Índice de esgoto tratado referido à água

consumida

Índice de perdas na distribuição

Índice bruto de perdas lineares

Índice de perdas por ligação

Consumo médio de água por economia

IN058 Índice de consumo de energia elétrica em 1,09 kWh/m³

sistemas de abastecimento de água.

Fonte: Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento ± SNIS, 2021. Adaptado por Líder

Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

De acordo com os parâmetros apresentados na tabela, o município de

Marechal Cândido Rondon apresenta índice de hidrometração de 100%. O índice

de hidrometração é um indicador da eficiência do sistema de abastecimento de

água, pois está diretamente relacionado ao índice de perdas. As perdas podem

ser causadas por problemas na medição, falta de hidrômetros, ligações

clandestinas ou cobrança ineficiente.

De acordo também com o Art. 29 da Lei n° 11.445/2007, atualizada pelo

1RYR0DUFR/HJDOGR6DQHDPHQWR%iVLFR/HLQ³DKLGURPHWUDomR

interfere nas diretrizes para fixação de tarifas dos serviços de saneamento básico,

entre quais, pode-se citar:

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Marechal Cândido Rondon - PR

x Inibição do consumo supérfluo e do desperdício de recursos;

x Recuperação dos custos incorridos na prestação do serviço, em

regime de eficiência;

x Estímulo ao uso de tecnologia modernas e eficientes, compatíveis

com os níveis exigidos de qualidade, continuidade e segurança na

prestação dos serviços;

x Incentivo à eficiência dos prestadores de serviço.

Com a atualização periódica do Plano Municipal de Saneamento Básico,

prevista por exigência legal, este sistema poderá ser complementado com outros

indicadores que no decorrer do processo forem considerados relevantes para o

acompanhamento da evolução do serviço de abastecimento de água no

município.

Desta forma, a Lei Federal n° 11.445/2007, atualizada pela Lei nº

14.026/2020, Novo Marco Legal do Saneamento, determina que os municípios

brasileiros estabeleçam um sistema de informações sobre os serviços articulados

com SNIS. O SNIS representa o principal sistema de coleta, armazenamento,

geração e divulgação dos dados de saneamento no Brasil.

Sendo assim, nos capítulos específicos para cada tópico relacionado ao

SAA do município, contidos neste Diagnóstico, será apresentado o indicador

responsável e seus respectivos valores. Pois, desta maneira, há uma melhor

compreensão da atual situação e através desta compreensão, apontamentos

podem ser realizados visando melhorias no sistema de abastecimento de água.

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Marechal Cândido Rondon - PR

3.1.6. Panorama da Situação Atual dos Sistemas Existentes

3.1.6.1. Captação

Como dito em capítulos anteriores, a captação de água para abastecimento

público no município de Marechal Cândido Rondon ocorre através de águas

vindas de vários lugares, incluindo poços profundos, minas e rio. A seguir será

descrito cada um deles.

3.1.6.2. Sede municipal

-Poços Tubulares Profundos:

x PTP001

a) Nome Técnico: PTP001 (Lat. -24.57.1953; Long. -

54.089547);

b) Aquífero: Serra Geral;

c) Data da Perfuração: 23/11/1999;

d) 'LkPHWUR¶

e) Profundidade: 88 m;

f) Localização: Linha Gaúcha ± LR 88/86 do 19º Perímetro;

g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da

medição em dezembro/2011).

Tabela 27 ± Volume e vazões do PTP001.

PTP001

ANO VOLUME BOMBEADO (m³/ano) VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2014 212.133,42 35

2016 211.480,12 38

2018 190.981,67 40

2020 197.314,88 38

2022 180.781,53 39

204.874,16 38

176.512,56 33

158.592,23 32

138.681,35 32

Fonte: SAAE, 2023.

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Figura 30 ± PTP001.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

x PTP002

a) Nome Técnico: PTP002 (Lat. -24.578806; Long. -54.087778);

b) Aquífero: Serra Geral;

c) Data de Perfuração: 25/02/2002;

d) 'LkPHWUR´

e) Profundidade: 100 m;

f) Localização: Linha Gaúcha ± LR 88 do 11º Perímetro;

g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (início da

medição março/2012).

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Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 28 ± Volume e vazões do PTP002.

ANO PTP002 VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 41

2015 34

2016 229.081,48 35

2017 167.218,58 33

2018 150.949,64 35

2019 145.412,06 24

2020 142.379,45 22

2021 91.290,91 21

2022 63.670,18 19

45.425,42

48.672,84

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 31 ± PTP002.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão Cidades, 2023.

x PTP0003

a) Nome Técnico: PTP003 (Lat. -24.591028; Long. -54.089403);

b) Aquífero: Serra Geral;

c) Data da Perfuração: 12/07/2002;

d) 'LkPHWUR´

e) Profundidade: 259 m;

f) Localização: Linha Concórdia ± LR 74 C do 19º Perímetro;

g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da

medição janeiro/2010).

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Tabela 29 ± Volume e vazões do PTP003.

ANO PTP003 VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 91

2015 91

2016 564.229,61 90

2017 504.508,57 87

2018 447.355,21 88

2019 449.813,53 91

2020 412.193,05 84

2021 483.893,64 78

2022 484.949,81 62

429.459,42

329.852,00

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 32 ± PTP003.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

x PTP004

a) Nome Técnico: PTP004 (Lat. -24.575836; Long. -54.039772);

b) Aquífero: Serra Geral;

c) Data da Perfuração: 06/08/1991;

d) 'LkPHWUR´

e) Profundidade: 102 m;

f) Localização: LR 51 do 11º Perímetro;

g) Medição de Vazão/Volume: Não, estimado conforme teste de

vazão/volume, e desde o final de 2018 realizado com medidor

portátil.

OBS: Estava desativado entre setembro/2018 a

fevereiro/2019, para recuperação de nível/vazão. Inativo

temporariamente desde novembro/2022.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 30 ± Volume e vazões do PTP004.

ANO PTP004 VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2015 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 17

2016 17

2017 120.079,90 17

2018 83.951,04 17

2019 107.845,13 11

2020 99.147,66 11

2021 24.062,65 11

2022 24.958,37 11

31.569,64

32.154,00

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 33 ± PTP004.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

x PTP005

a) Nome Técnico: PTP005 (Lat. -24.573278; Long. -54.020833);

b) Aquífero: Serra Geral;

c) Data da Perfuração: 19/12/1980;

d) 'LkPHWUR´

e) Profundidade: 150 m;

f) Localização: LR 41/42A do 11º Perímetro;

g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da

medição outubro/2006).

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 31 ± Volume e vazões do PTP005.

ANO PTP005 VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 16

2015 16

2016 111.734,36 19

2017 94.181,85 14

2018 92.608,68 12

2019 68.778,85 12

2020 64.496,86 11

2021 64.196,41 11

2022 66.946,30 11

62.770,39

63.848,34

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 34 ± PTP005.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

x PTP006

a) Nome Técnico: PTP006 (Lat. -24.574614; Long. -54.016561);

b) Aquífero: Serra Geral;

c) Data da Perfuração: 07/10/2003;

d) 'LkPHWUR´

e) Profundidade: 150 m;

f) Localização: Linha João Pessoa ± LR 40C do 11º Perímetro;

g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da

medição outubro/2013).

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OBS: Poço entrou em funcionamento em outubro de 2013.

Desativado temporariamente em outubro/2022.

Tabela 32 ± Volume e vazões do PTP006.

ANO PTP006 VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2015 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 7

2016 13

2017 49.632,86 9

2018 39.441,48 12

2019 31.031,41 10

2020 29.753,95 7

2021 27.472,12 5,5

2022 20.550,94 5

15.906,98

12.173,16

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 35 ± PTP006.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

x PTP008

a) Nome Técnico: PTP008 (Lat. -24.555669; Long. -54.044811);

b) Aquífero: Serra Geral;

c) Data da Perfuração: 05/03/1985;

d) 'LkPHWUR´

e) 3URIXQGLGDGH´

f) Localização: Rua Concordia, Jd. Lider ± LR 88 do 12º

Perímetro;

g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da

medição novembro de 2014 a novembro de 2017,

posteriormente ficou sem medição, sendo reinstalado um

novo macromedidor em julho de 2020.

Tabela 33 ± Volume e vazões do PTP008.

ANO PTP008 VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 16

2015 16

2016 193.671,34 23

2017 124.463,07 25

2018 98.005,59 27

2019 91.370,64 26

2020 128.306,35 20

2021 214.432,83 18

2022 168.105,56 15

87.243,00

87.675,00

Fonte: SAAE, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 36 ± PTP008.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

x PTP009

a) Nome Técnico: PTP009 (Lat. -24.543267; Long. -54.062306);

b) Aquífero: Serra Geral;

c) Data da Perfuração: 27/02/1991;

d) 'LkPHWUR´

e) Profundidade: 47m;

f) Localização: Rua Vitória, Loteamento Luciana I ± Q9 L1;

g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da

medição fevereiro/2021, anteriormente era realizado através

de teste de vazão ou ultrassônico portátil).

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Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 34 ± Volume e vazões do PTP009.

ANO PTP009 VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 55

2015 55

2016 455.137,90 55

2017 456.255,71 55

2018 330.079,40 55

2019 425.524,28 33

2020 423.738,85 22

2021 276.975,79 27,5

2022 189.484,17 34,5

229.120,00

258.722,00

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 37 ± PTP009.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

x PTP010

a) Nome Técnico: PTP010 (Lat. -24.523483; Long. -54.07234);

b) Aquífero: Serra Geral;

c) Data da Perfuração: 08/10/2001;

d) 'LkPHWUR´

e) Profundidade: 88 m;

f) Localização: Linha Guavirá ± LR 281/282B do 12º Perímetro;

g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da

medição junho/2021, anteriormente era realizado através de

teste de vazão ou ultrassônico portátil).

Tabela 35 ± Volume e vazões do PTP010.

ANO PTP010 VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 99,50

2015 99,50

2016 633.602,01 99,50

2017 824.766,24 99,50

2018 682.505,41 99,50

2019 623.485,32 80

2020 585.874,29 62

2021 496.557,60 58

2022 421.167,04 63

350.986,00

347.369,00

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 38 ± PTP010.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

x PTP011

a) Nome Técnico: PTP011 (Lat. -24.529331; Long. -54.063378);

b) Aquífero: Serra Geral;

c) Data da Perfuração: 08/06/1999;

d) 'LkPHWUR´

e) Profundidade: 78 m;

f) Localização: Linha Guavirá ± LR 284 do 12º Perímetro;

g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da

medição junho/2021, anteriormente era realizado através de

teste de vazão ou ultrassônico portátil).

Tabela 36 ± Volume e vazões do PTP011.

ANO PTP011 VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 74,30

2015 74,30

2016 357.836,65 74,30

2017 440.228,23 74,30

2018 197.234,83 74,30

2019 320.540,08 44

2020 217.337,21 44

2021 268.096,15 43,5

2022 310.814,54 45

331.924,30

315.270,00

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 39 ± PTP011.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

x PTP013

a) Nome Técnico: PTP013 (Lat. -24.591677; Long. -

54.0467472);

b) Aquífero: Serra Geral;

c) Data da Perfuração: 10/07/2002;

d) 'LkPHWUR´

e) Profundidade: 79 m;

f) Localização: Linha Arroio Fundo ± LR61A/62B do 20º

Perímetro, Faz. Britânia;

g) Medição de Vazão/Volume: Não, estimado conforme teste de

vazão/volume, e desde o final de 2018 realizado verificação

com medidor portátil.

OBS: Entrou em funcionamento em janeiro/2015, leituras e

acompanhamentos desde julho/2015.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 37 ± Volume e vazões do PTP013.

ANO PTP013 VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2015 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 60

2016 60

2017 55.916,55 60

2018 254.293,10 60

2019 277.940,81 47

2020 300.076,67 33

2021 188.640,24 24

2022 209.954,73 12,5

161.412,50

56.250,00

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 40 ± PTP013.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

x PTP014

a) Nome Técnico: PTP014 (Lat. -24.5928; Long. -54.062853)

b) Aquífero: Serra Geral;

c) Data da Perfuração: 13/04/2005;

d) 'LkPHWUR´

e) Profundidade: 82 m;

f) Localização: Linha Arroio Fundo ± LR 79B/A do 20º

Perímetro, Faz. Britânia;

g) Medição de Vazão/Volume: Não, estimado conforme teste de

vazão/volume, e desde o final de 2018 realizado verificação

com medidor portátil.

OBS: Entrou em funcionamento em fevereiro/2015, leituras e

acompanhamentos desde outubro/2015.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 38 ± Volume e vazões do PTP014.

ANO PTP014 VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2015 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 85

2016 85

2017 33.772,39 85

2018 270.203,51 85

2019 346.325,45 74

2020 387.103,62 69

2021 421.893,13 61,5

2022 473.487,19 65

395.686,00

404.437,80

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 41 ± PTP014.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

x PTP015

a) Nome Técnico: PTP015 (Lat. -24.59135: Long. -54.069683);

b) Aquífero: Serra Geral;

c) Data da Perfuração: 16/04/2005;

d) 'LkPHWUR´

e) Profundidade: 70 m;

f) Localização: Linha Arroio Fundo ± LR 84C do 20º Perímetro;

g) Medição de Vazão/Volume: Não, estimado conforme teste de

vazão/volume, e desde o final de 2018 realizado verificação

com medidor portátil.

OBS: Entrou em funcionamento em janeiro/2015, leituras e

acompanhamentos desde julho/2015.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 39 ± Volume e vazões do PTP015.

ANO PTP015 VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2015 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 80

2016 80

2017 96.444,19 80

2018 310.702,81 80

2019 182.162,44 72

2020 278.067,38 58

2021 341.607,38 46

2022 392.428,66 45

294.998,00

226.729,00

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 42 ± PTP015.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

x PTP016

a) Nome Técnico: PTP016 (Lat. -24.594278; Long. -54.083878);

b) Aquífero: Serra Geral;

c) Data da Perfuração: 14/04/2005;

d) 'LkPHWUR´

e) Profundidade: 162 m;

f) Localização: Linha Arroio Fundo- LR 98F do 20º Perímetro,

Fazenda Britânia;

g) Medição de Vazão/Volume: Não, estimado conforme teste de

vazão/volume, e desde o final de 2018 realizado verificação

com medidor portátil.

OBS: Entrou em funcionamento em janeiro/2015, leituras e

acompanhamentos desde julho/2015.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 40 ± Volume e vazões do PTP016.

ANO PTP016 VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2015 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 60

2016 60

2017 32.794,23 60

2018 126,419,80 60

2019 163.811,71 58

2020 166.841,94 48

2021 338.014,68 37,5

2022 333.765,11 36

226.741,00

208.035,00

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 43 ± PTP016.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

x PTP017

a) Nome Técnico: PTP017 (Lat. -24.527364; Long. -54.041242);

b) Aquífero: Serra Geral;

c) Data da Perfuração: 27/01/1986;

d) Diâmetro: ´

e) Profundidade: 200 m;

f) Localização: LR 115 do 12º Perímetro, Jd. Higienópolis;

g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da

medição abril/2008).

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 41 ± Volume e vazões do PTP017.

ANO PTP017 VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 20

2015 22

2016 148.374,30 22

2017 130.116,74 21

2018 76.569,19 21

2019 76.203,00 22

2020 94.409,69 19

2021 78.469,11 20

2022 85.984,30 20,5

99.153,54

99.279,00

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 44 ± PTP017.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

x PTP018

a) Nome Técnico: PTP018 (Lat. -24.529197; Long. -54.043547);

b) Aquífero: Serra Geral

c) Data da Perfuração: 08/04/1989;

d) 'LkPHWUR´

e) Profundidade: 144 m;

f) Localização: LR 106 do 12º Perímetro, Jd. Higienópolis;

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da

medição abril/2021, anteriormente era realizado através de

teste de vazão ou ultrassônico portátil).

Tabela 42 ± Volume e vazões do PTP018.

ANO PTP018 VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 34,50

2015 34,50

2016 242.434,51 34,50

2017 201.001,79 34,50

2018 96.132,97 34,50

2019 115.598,92 36,70

2020 118.787,94 36,70

2021 137.755,51 36

2022 162.231,71 33,5

103.777,15

110.123,00

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 45 ± PTP018.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

x PTP019

a) Nome Técnico: PTP019 (Lat. -24.592764; Long. -54.074815);

b) Aquífero: Serra Geral;

c) Data da Perfuração: 31/07/2020;

d) 'LkPHWUR´

e) Profundidade: 100 m;

f) Localização: Linha Guarani, Lote Rural 90A do 13º Perímetro;

g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor.

OBS: Poço entrou em funcionamento em 27/09/2020.

Tabela 43 ± Volume e vazões do PTP019.

ANO PTP019 VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2020 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 52

2021 55

2022 140.933,00 56

401.902,55

357.769,00

Fonte; SAAE, 2023.

Figura 46 ± PTP019.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

x PTP020

a) Nome Técnico: PTP020 (Lat. -24.59610822; Long. ±

54.09011111);

b) Aquífero: Serra Geral;

c) Data da Perfuração: 02/12/2020;

d) 'LkPHWUR´

e) Profundidade: 120 m;

f) Localização: LR 72/73B do 19° Perímetro ± Linha Gaúcha;

g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor.

OBS: Poço entrou em funcionamento em 25/09/2021.

Tabela 44 ± Volume e vazões do PTP020.

ANO PTP020 VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2021 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 44

2022 58

51.938,40

300.619,00

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 47 ± PTP020.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

-Captações de mina - Nascentes:

x CAP-M-001

a) Nome Técnico: CAP-M-001 (Lat. -24.567028: Long. -

54.050664;

b) Início de Funcionamento: 1967;

c) Vazão média atual da mina (2022): ~52,50 m³/h;

d) Localização: Av. Rio Grande do Sul, Bairro São Lucas ± Parte

da Chácara 140 e 141.

Figura 48 ± CAP-M-001.

Fonte: SAAE, 2023.

x CAP-M-002

a) Nome Técnico: CAP-M-002 (Lat. -24.556017; Long. -

54.050664)

b) Início do Funcionamento: 1974/1975;

c) Vazão média da mina: ~40,7 m³/h;

d) Localização: Rua Concórdia, Parte do LR 88 do 12º

Perímetro.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 49 ± CAP-M-002.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

x CAP-M-004

a) Nome Técnico: CAP-M-004 (Lat. -24.529161; Long. -

54.044253);

b) Início de Funcionamento: 1979;

c) Vazão média atual da mina (2022): ~30 m³/h;

d) Localização: Rua das Dálias, Higienópolis ± LR 111, 113 e

115 do 12º Perímetro.

Figura 50 ± CAP-M-004.

Fonte: SAAE, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

x CAP-M-005

a) Nome Técnico: CAP-M-005 (Lat. -24.566783: Long. -

54.0475);

b) Início de Funcionamento: 1991;

c) Vazão média atual da mina (2022): ~22,6 m³/h;

d) Localização: Av. Rio Grande do Sul, Chácara 157.

Figura 51 ± CAP-M-005.

Fonte: SAAE, 2023.

x CAP-M-006

a) Nome Técnico: CAP-M-006 (Lat. -24.540714; Long. -

54.061625);

b) Início de Funcionamento: 1997;

c) Vazão média atual da mina (2022): ~26 m³/h;

d) Localização: Loteamento Rainha Q9 L1.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 52 ± CAP-M-006.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

x CAP-R-001

a) Nome Técnico: Arroio Fundo Técnicos 001 (Lat. -24.591056;

Long. -54.069587);

b) Início de Funcionamento: março/2022;

c) Vazão média atual da mina (2022): ~108 m³/h;

d) Localização: Linha Arroio Fundo, LR 84C do 20º Perímetro.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 53 ± CAP-R-001.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

3.1.6.3. Distritos

x Bela Vista

a) Nome Técnico: PTP101 (Lat. -24.511913: Long. -54.198816);

b) Aquífero: Serra Geral;

c) Data da Perfuração: 03/11/2010;

d) 'LkPHWUR´

e) Profundidade: 70 m;

f) Localização: Bela Vista, LR 87C do 26º Perímetro;

g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da

medição agosto/2011).

Tabela 45 ± Volume e vazões do PTP101.

ANO PTP101 VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 7,32

2015 7,05

2016 12.871,06 7,06

2017 11.676,53 7,43

2018 14.152,90 7,38

2019 15.602,94 9,13

2020 12.949,92 9,44

2021 19.682,54 8,87

2022 16.691,04 8,83

13.136,45

15.083,62

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 54 ± PTP101.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

x Bom Jardim

a) Nome Técnico: PTP102 (Lat. -24.5370805; Long. -

54.2646138);

b) Aquífero: Serra Geral;

c) Data da Perfuração: 14/07/2000;

d) 'LkPHWUR´

e) Profundidade: 114 m;

f) Localização: Bom Jardim ± LR 9B do 26º Perímetro;

g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da

medição maio/2006).

Tabela 46 ± Volume e vazões do PTP102.

ANO PTP102 VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 10,74

2015 14,92

2016 22.013,30 15,05

2017 21.591,08 12,62

2018 20.738,32 10,75

2019 18.300,92 9,15

2020 21.873,35 11,37

2021 22.652,43 11,24

2022 23.680,47 11,34

23.382,45

22.563,11

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 55 ± PTP102.

Fonte: SAAE, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

x Iguiporã

a) Nome Técnico: PTP103 (Lat. -24.56033; Long. -54.219233);

b) Aquífero: Serra Geral;

c) Data da Perfuração: 23/12/1997;

d) 'LkPHWUR´

e) Profundidade: 60 m;

f) Localização: Distrito de Iguiporã, Chácara nº 65;

g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da

medição dezembro/2007).

Tabela 47 ± Volume e vazões do PTP103.

ANO PTP103 VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 9,59

2015 8,87

2016 38.771,91 8,42

2017 36.081,49 7,94

2018 38.639,61 7,45

2019 42.509,41 7,36

2020 44.099,37 7,90

2021 46.102,63 11,09

2022 47.481,06 10,91

50.216,90

50.956,63

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 56 ± PTP103.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

x Margarida

a) Nome Técnico: PTP104 (Lat. -24.6479; Long. -54.116956);

b) Aquífero: Serra Geral;

c) Data da Perfuração: 19/09/2008;

d) 'LkPHWUR´

e) Profundidade: 150 m;

f) Localização: Margarida, Chácara M14/M12/A;

g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da

medição dezembro/2008).

Tabela 48 ± Volume e vazões do PTP104.

ANO PTP104 VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 11,45

2015 11,58

2016 51.330,18 12,27

2017 51.023,37 9,77

2018 54.740,20 9,26

2019 57.516,89 11,37

2020 57.286,83 10,43

2021 57.295,23 11,51

2022 62.385,27 11,51

72.342,63

68.073,34

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 57 ± PTP104.

Fonte: SAAE, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

x Novo Horizonte

a) Nome Técnico: PTP105 (Lat. -24.511638; Long. -54.119766);

b) Aquífero: Serra Geral;

c) Data da Perfuração: 23/01/1993;

d) 'LkPHWUR´

e) Profundidade: 92 m;

f) Localização: Distrito de Novo Horizonte ± LR 70 do 18º

Perímetro;

g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da

medição março/2008).

Tabela 49 ± Volume e vazões do PTP105.

ANO PTP105 VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 6,44

2015 6,39

2016 33.563,70 6,63

2017 29.155,30 5,96

2018 32.870,01 6,25

2019 32.686,92 6,77

2020 28.633,74 6,39

2021 32.891,51 6,92

2022 36.652,86 7,57

36.718,85

35.474,17

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 58 ± PTP105.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

x Novo Três Passos

a) Nome Técnico: PTP106 (Lat. -24.486119; Long. -54.003981);

b) Aquífero: Serra Geral;

c) Data da Perfuração: 15/06/2001;

d) 'LkPHWUR´

e) Profundidade: 144 m;

f) Localização: Novo Três Passos, LR 162 do 13º Perímetro;

g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da

medição maio/2007).

Tabela 50 ± Volume e vazões do PTP106.

ANO PTP106 VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 8,99

2015 9,81

2016 32.761,46 10,13

2017 29.531,61 9,75

2018 30.840,11 9,76

2019 31.339,13 9,98

2020 32.121,17 10,71

2021 32.950,31 10,05

2022 39.727,09 9,98

43.985,23

37.129,09

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 59 ± PTP106.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

x Porto Mendes

a) Nome Técnico: PTP107 (Lat. -24.491206; Long. -54.304653);

b) Aquífero: Serra Geral;

c) Data da Perfuração: 27/08/1982;

d) 'LkPHWUR´

e) Profundidade: 80 m;

f) Localização: Rua Guanabara e Criciúma, Q67 L5 ± Porto

Mendes;

g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da

medição fevereiro/2008).

Tabela 51 ± Volume e vazões do PTP107.

ANO PTP107 VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 21,59

2015 21,67

2016 109.549,30 21,74

2017 120.270,00 21,00

2018 124.815,64 19,96

2019 116.544,44 18,6

2020 117.755,87 20,21

2021 122.100,37 19,97

2022 137.720,05 20,78

123.115,57

133.885,94

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 60 ± PTP107.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

x Praia ± Porto Mendes

a) Nome Técnico: PTP110 (Lat. -24.49215; Long. -54.313247);

b) Aquífero: Serra Geral;

c) Data da Perfuração: 03/10/2019;

d) 'LkPHWUR´

e) Profundidade: 120 m;

f) Localização: Praia de Porto Mendes;

g) Medição de Vazão/Volume: Não.

Figura 61 ± PTP110.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

x São Roque

a) Nome Técnico: PTP109 (Lat. -24.714341; Long. -54.078022);

b) Aquífero: Serra Geral;

c) Data da Perfuração: 30/06/2012;

d) 'LkPHWUR´

e) Profundidade: 150 m;

f) Localização: São Roque, LR 248 do 35º Perímetro;

g) Medição de Vazão/Volume: Sim ± Macromedidor (Início da

medição maio/2013).

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 52 ± Volume e vazões do PTP109.

ANO PTP109 VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2014 VOLUME BOMBEADO (m³/ano) 12,53

2015 12,69

2016 46.033,97 12,53

2017 47.397,95 11,84

2018 51.759,65 11,88

2019 47.678,94 11,61

2020 44.281,62 10,24

2021 46.952,53 11,47

2022 50.709,38 11,56

55.685,52

46.654,50

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 62 ± PTP109.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

3.1.6.4. Linha rural

x Linha Hermann

a) Nome Técnico: PTP1027;

b) Aquífero: Serra Geral;

c) Data da Perfuração: 25/06/2001;

d) 'LkPHWUR´

e) Profundidade: 66 m;

f) Localização: Linha Hermann ± São Roque;

g) Medição de Vazão/Volume: Sim.

OBS: Sistema/poço era administrado pela Associação de

Moradores desde 2001, em dezembro de 2021 passou a ser

administrado pelo SAAE.

Tabela 53 ± Volume e vazões do PTP1027.

PTP1027

ANO VOLUME BOMBEADO (m³/ano) VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2022 208,73 2,58

2.465,48 2,53

OBS: Volume apensa de dezembro/2021

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 63 ± PTP1027.

Fonte: SAAE, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

3.1.6.5. Sistemas rurais

O SAAE foi responsável pela implementação dos poços de captação de

água bruta e das redes de distribuição de água potável na área rural, mas não é

responsável pela manutenção e operação desses sistemas.

O SAAE é acionado somente em casos emergenciais que necessitam de

mão de obra especializada para a regularização do sistema. A tabela abaixo

identifica todos os pontos de captação ativos atualmente.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 54 ± Pontos de captação ativos da área rural.

CAPTAÇÃO DA ÁREA RURAL

DESCRIÇÃO LATITUDE LONGITUDE POTÊNCIA DIÂMETRO VAZÃO PROFUNDIDADE

ATUAL

PTP-1001 - POÇO -24,579536 -54,118052 7,00 6 60

AJURICABA II 6 100

PTP-1002 - POÇO -24,506175 -54,307408 2,50 6 5 200

APEPU/SANTA MARIA I 12 168

PTP-1003 - POÇO -24,605786 -54,058774 7,00 6 8 150

ARARA III 18 130

PTP-1005 - POÇO -24,609805 -54,052881 5,50 6 12 150

BAITACA II 9 100

PTP-1006 - POÇO -24,444678 54,034056 6,00 6 6 102

BANDEIRANTES II 5

PTP-1007 - POÇO BOA -24,279061 -54,30797 11,00 6 5 -

VISTA III 6 94

PTP-1009 - POÇO -24,518431 -54,170811 8,00 6 5 72

BELMONTE II 10 70

PTP-1010 - POÇO -24,524903 -54,132053 3,00 8 31 120

BELMONTE III 2 0

PTP-1011 - POÇO -24,678044 -54,150264 5,50 6 35 80

CAMPO SALLES 4 150

CAP-1012 - CAPTAÇÃO -24,716394 -54,046806 - -

CINCO CANTOS

PTP-1013 - POÇO -24,599994 -54,099544 5,00 6

CONCORDIA

PTP-1014 - POÇO -24,474819 -54,265764 5,50 6

CUNHAPORÃ

PTP-1015 - POÇO -24,560306 -54,144364 4,50 6

CURVADO I

PTP-1016 - POÇO -24,566993 -54,168211 - 6

CURVADO II

CAP-1018 - CAPTAÇÃO -24,708233 -54,052881 - -

GLÓRIA

PTP-1019 - POÇO -24,642905 -54,119908 - -

GRUTA VORÁ/FURÃO

PTP-1020 - POÇO -24,552397 -54,022861 5,50 6

GUARÁ II

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PTP-1021 - POÇO

GUARÁ III -24,528139 -54,025281 5,00 8 5 100

PTP-1022 - POÇO I 40

GUARANI -24,582594 -54,066506 11,00 8 12 114

PTP - 1023 - POÇO

GUAVIRÁ II -24,504827 -54,075458 7,50 6 14 118

PTP-1025 - POÇO 150

HAVAI -24,546008 -54,237797 4,50 4 4

PTP-1026 - POÇO 100

HEIDRICH -24,594636 -54,15436 7,00 6 6 60

PTP-1028 - POÇO 60

HORIZONTINA -24,516414 -54,109175 4,50 6 5

CAP-1029 - CAPTAÇÃO

LUDWIG -24,484197 -54,123505 - - 0

PTP-1030 - POÇO

MARACANÃ I -24,626819 -54,033842 4,00 6 15

PTP-1031 - POÇO

MARACANÃ III -24,644839 -54,035389 1,50 6 3

PTP-1032 - POÇO

MARRECO -24,687733 -54,082597 6,00 6 16

PTP-1033 - POÇO

NEUHAUS -24,472114 -54,039275 6,00 6 10

PTP-1034 - POÇO

OURO VERDE /FLOR

DE MAIO I -24,548319 -54,176761 5,50 8 6

PTP-1035 - POÇO

OURO VERDE / FLOR -24,570683 -54,188914 2,00 6 17

DE MAIO II

PTP-1036 - POÇO

PALMITAL -24,617786 -54,096403 4,50 6 5

PTP-1037 - POÇO

PASSO FUNDO -24,559528 -54,281411 3,00 6 7

PTP-1038 - POÇO

PAULISTA /SÃO LUIS -24,487108 -54,234269 3,00 6 8

PTP-1039 - POÇO

PERDIGÃO -24,486031 -54,105283 3,00 6 6

PTP-1040 - POÇO

PIACUÊ /FLOR DO

OESTE -24,545281 -54,203839 3,50 6 20

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PTP-1041 - POÇO

SANGA DO MICO -24,533051 -54,248136 6,00 6 6 100

PTP-1042 - POÇO

SANTO ANGELO -24,545917 -54,159419 7,00 6 20 100

PTP-1043 - POÇO

SANTOS DUMONT -24,487942 -54,281919 5,00 4 10 0

PTP-1044 - POÇO SÃO

BERNARDO -24,699273 -54,1082362 4,00 6 6 90

PTP-1045 - POÇO SÃO

CARLOS -24,504219 -54,258125 4,50 6 5 42

PTP-1046 - POÇO SÃO

CRISTOVÃO -24,66625 -54,048297 5,00 4 13 60

PTP-1047 - POÇO SÃO

JOSÉ DO GUAÇU I -24,436013 -54,060431 5,00 6 5 78

PTP-1048 - POÇO SÃO

JOSÉ DO GUAÇU II -24,447416 -54,053031 7,00 6 20 150

PTP-1049 - POÇO

WILHEMS -24,648731 -54,153119 11,00 8 27 46

PTP-1050 - POÇO VILA

RURAL SANTA CLARA

II -24,517924 -54,085241 7,50 6 16 150

PTP-1051 - POÇO TRÊS

VOLTAS (PARTE

BAIXA) -24,641777 -54,002824 6,00 6 10 102

PTP-1052 - POÇO

ARARA IV -24,615902 -54,074108 - 6 18 126

PTP - 1054 - POÇO

BAITACA (PARTE ALTA) -24,619751 -54,021147 4,50 6 12 114

PTP - 1055 - POÇO II

PIACUÊ /FLOR DO

OESTE -24,566947 -54,224473 5,50 6 10 60

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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As águas subterrâneas, por se tratarem de uma fonte de água de alta

qualidade, são classificados como Classe Especial pela Resolução nº 396/2008

do CONAMA. Portanto, necessitam apenas de tratamento simplificado para

atender aos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação.

3.1.6.6. Tratamento

No município de Marechal Cândido Rondon o tratamento das captações

por poços tubulares profundos é o tratamento simplificado, é um processo que

consiste na adição de cloro e flúor na água antes de sua distribuição à população

O município conta com uma Estação de Tratamento de Água (ETA),

conhecida como ETA Diego Alexandre Tech, localizada na Linha Guarani. A

estação iniciou suas operações em 7 de março de 2022 e realiza o tratamento de

água proveniente do Arroio Fundo.

De acordo com Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), a ETA tem

capacidade de produzir até 2,5 milhões de litros de água potável por dia. A

captação de água da estação ocorre a uma vazão de 30 L/s, podendo operar

24h/dia, porém atualmente opera em média 18h/dia, de segunda a sábado. A

seguir, descrevem-se as etapas envolvidas no referido processo:

x Eliminação de resíduos: Consiste na remoção de sólidos suspensos

na água;

x Floculação: É um processo físico-químico que consiste na adição de

sulfato de alumínio, sulfato férrico ou cloreto férrico, os quais

reagirão com as impurezas presentes na água. Isso promove a

coagulação das partículas, resultando na formação de flocos

pesados que desempenharão um papel auxiliar no processo de

decantação.

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Figura 64 ± Etapas de coagulação e floculação.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

x Adensamento: É um processo físico que consiste na remoção dos

flocos de impureza da água por meio de decantação, os flocos

sedimentam no fundo de um tanque, onde são retirados

periodicamente.

x Filtração: A filtragem é a remoção completa das partículas que não

foram removidas pelo processo de decantação.

Figura 65 ± Etapas de decantação e filtração.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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x Desinfecção: A etapa subsequente consiste na desinfecção da água, em

que o recurso é tratado com cloro para fins de desinfecção. Nessa mesma

etapa, a água recebe a adição de flúor, que tem como objetivo combater

cáries dentárias, e carvão ativado, para remoção de odor e sabor

indesejáveis.

Ressalta-se, que em 07 de maio de 2021, foi publicada a Portaria GM/MS

nº 888, que altera o Anexo XX da Portaria de Consolidação nº 5, de 28 de

setembro de 2017, para dispor sobre os procedimentos de controle e de vigilância

da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade. A

nova Portaria entrou em vigor na data de sua publicação, ou seja, é válida a partir

de 07 de maio de 2021.

As principais alterações incluem mudanças nos textos das definições,

alterações nas responsabilidades das autoridades públicas e dos responsáveis

pelos sistemas de abastecimento de água, adequações nos escopos analíticos de

monitoramento e seus VMPs (Valores Máximos Permitidos) e mudanças nos

Planos de Amostragem.

A Portaria 888, assim como a anterior PRC nº 5 Anexo XX, é aplicável aos

responsáveis pelos Sistemas de Abastecimento de Água (como concessionárias)

ou pelas Soluções Alternativas Coletivas de Abastecimento de Água (como poços

artesianos em empresas).

Sendo assim, a tabela abaixo indica, de acordo com a Portaria GM/MS nº

888/2021, as análises quantitativas que devem ser feitas a fim de assegurar a

qualidade da água.

Tabela 55 ± Apresentação quantitativa das análises exigidas pela Portaria n°888/2021 -GM/

MS.

Parâmetro Tipo de Saída do Sistema de distribuição (reservatórios e

Mananci Tratamento redes)

al

Nº de Frequênci População Abastecida

Amost a

ras

<50.0 <50.0 <50.0 <50.0

00 00 00 00 <50.00 <50.00

hab. hab. hab. hab. 0 hab. 0 hab.

Número de Frequência

amostras

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Turbidez,

Residual de

desinfetant Superfici 1 A cada 2 Conforme § 3º do Art. 42

e (1), al horas

Cor

aparente,

pH

Subterrâ

neo 1 semanal

Superfici

Fluoreto (2) al ou 1 A cada 2 Dispensada a análise

Subterrâ horas

neo

Gosto e Superfici Dispensada a análise

Dispensada a análise

odor al 1 Trimestral

Dispensada a análise

Subterrâ

neo 1 Semestral

Semanal

quando

contagem

Cianotoxina Superfici 1 de

cianobacté

s al

rias³

20.000

células/mL

Produtos Superfici Dispensada a 1(4) 4(4) 8(4) Bimestral

secundários al análise

da Subterrâ Semes Semes

desinfecção neo

1(4) 2(4) 3(4) Anual tral tral

(3) Superfici

al ou 1 Mensal 1(6) 1(6) 1(6) Mensal

Acrilamida

(5) Subterrâ 1 Mensal 1(6) 1(6) 1(6) Mensal

neo

Epicloridrin 1 Semestral 1 1 1 Semestral

a (4) Superfici

al ou 1 Semestral 1(6) 1(6) 1(6) Trimestral

Cloreto de

Vinila (7) Subterrâ

neo

Demais

parâmetros Superfici

al ou

(8)(9)

Subterrâ

neo

Superfici

al ou

Subterrâ

neo

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Notas (1) Análise exigida de acordo com o desinfetante utilizado. / (2) Para

sistemas que realizam a fluoretação ou desfluoretação da água. Os demais

sistemas devem realizar o monitoramento de fluoreto conforme a

frequência definida para demais parâmetros. / (3) Quando houver pré-

oxidação com agente diferente do desinfetante incluir o monitoramento de

subproduto em função do oxidante utilizado. / (4) As amostras devem ser

coletadas, preferencialmente, em pontos de maior tempo de detenção da

água no sistema de distribuição. / (5) Deve ser monitorado apenas pelos

SAA e SAC que fazem o uso de polímero que apresenta essa substância

em sua constituição. A coleta de amostra deve ser realizada durante o

período em que esse polímero for utilizado no tratamento de água. / (6)

Quando o parâmetro não for detectado na saída do tratamento (resultado

da análise menor que o limite de detecção) fica dispensado o

monitoramento na água distribuída, à exceção de substâncias que

potencialmente possam ser introduzidas no sistema. / (7) Cloreto de

Vinila deve ser monitorado na rede de distribuição, mesmo que não seja

encontrado na saída do tratamento, tendo em vista a possibilidade de

serem liberados de materiais a base de plástico PVC. / (8) Para

agrotóxicos, observar o disposto no parágrafo 4º do artigo 44. / (9)

Quando o parâmetro for detectado na saída do tratamento, deve-se

monitorar com frequência trimestral na saída do tratamento e no sistema

de distribuição.

Fonte: Portaria nº 888/2021 GM/MS ± Anexo 13. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de

Cidades, 2023.

O padrão bacteriológico da água para consumo humano está detalhado na

Portaria, além de orientações quanto ao procedimento de análise no caso de

detectadas amostras com resultado positivo, assim como para amostragens

individuais, por exemplo, de fontes e nascentes.

Tabela 56 ± Padrão microbiológico de potabilidade da água.

Formas de abastecimento Parâmetro VMP (1)

SAI Escherichia coli (2) Ausência em 100 mL

SAA Na saída do tratamento Coliformes totais (3) Ausência em 100 mL

e

SAC

Sistema de Escherichia coli (2) Ausência em 100 mL

distribuição e pontos

de consumo

Sistemas ou

soluções Apenas uma amostra, entre as

alternativas amostras examinadas no mês

Coliformes coletivas que pelo responsável pelo sistema

totais (4) abastecem ou por solução alternativa

menos de coletiva de abastecimento de

20.000 água, poderá apresentar

habitantes resultado positivo

Sistemas ou

soluções Ausência em 100 mL em 95%

alternativas das amostras examinadas no

coletivas que mês pelo responsável pelo

abastecem a sistema ou por solução

partir de 20.000 alternativa coletiva de

habitantes abastecimento de água.

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(1) Valor Máximo Permitido / (2) Indicador de contaminação fecal. / (3) Indicador de

eficiência de tratamento. / (4) Indicador da condição de operação e manutenção do

Notas sistema de distribuição de SAA e pontos de consumo e reservatório de SAC em que a

qualidade da água produzida pelos processos de tratamento seja preservada (indicador

de integridade).

Fonte: Portaria n° 888/2021 GM/MS. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Dentre as recomendações, condições, e orientações dadas na norma, os

seguintes itens também podem ser destacados:

x Para turbidez, após filtração rápida (tratamento completo ou filtração

direta) ou simples desinfecção (tratamento da água subterrânea), a

norma estabelece o limite de 1,0 uT (Unidade de Turbidez) em 95%

das amostras. Entre os 5% dos valores permitidos de turbidez

superiores ao valor máximo permitido citado, o limite máximo para

qualquer amostra pontual deve ser de 5,0 uT. Para isso, o

atendimento ao percentual de aceitação do limite de turbidez, deve

ser verificado mensalmente, com base em amostras no mínimo

diárias para desinfecção ou filtração lenta e a cada quatro horas para

filtração rápida, preferivelmente no efluente individual de cada

unidade de filtração;

x É obrigatória a manutenção de, no mínimo, 0,2 mg/L de cloro

residual livre ou 2 mg/L de cloro residual combinado ou de 0,2 mg/L

de dióxido de cloro em toda a extensão do sistema de distribuição

(reservatório e rede) e nos pontos de consumo.;

x A água potável também deve atender o padrão de potabilidade para

substâncias químicas que representam risco à saúde, conforme

relação apresentada na Portaria da nº 888/2021 ± Anexo 13;

x Monitoramento de cianotoxinas e cianobactérias deve ser realizado,

seguindo as orientações de amostragem para manancial de água

superficial e padrões e recomendações estabelecidos na norma;

x A água potável também deve estar em conformidade com o padrão

de aceitação de consumo humano, o qual está determinado na

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norma, sendo destacados na tabela abaixo os valores para os

parâmetros mais comumente analisados.

Sendo assim, a tabela abaixo mostra os parâmetros básicos e o seu valor

máximo permitido de aceitação, da qualidade da água para o consumo humano.

Tabela 57 ± Padrão Organoléptico de Potabilidade.

Parâmetro CAS Unidade VMP (¹)

Alumínio 7429-90-5 mg/L 0,2

7664-41-7 mg/L 1,2

Amônia (como N) 16887-00-6 mg/L 250

Cloreto uH 15

95-50-1 mg/L

Cor Aparente (²) 106-46-7 mg/L 0,001

1,2 diclorobenzeno mg/L 0,0003

1,4 diclorobenzeno 7439-89-6 mg/L

Dureza total 7439-96-5 Intensidade 0,3

Ferro 108-90-7 mg/L 6

7440-23-5 mg/L 0,1

Gosto e odor mg/L 0,02

Manganês 14808-79-8 mg/L 200

04/06/7783 mg/L 500

Monoclorobenzeno mg/L 250

Sódio 7440-66-6 uT 0,05

mg/L 5

Sólidos dissolvidos totais 5

Sulfato

Sulfeto de hidrogênio

Turbidez (3)

Zinco

Fonte: Portaria n° 88/2021 GM/MS. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Dentro do contexto apresentado, as seguintes definições são

consideradas:

x Cianobactérias: microrganismos procarióticos autotróficos,

também denominados cianofíceas ou algas azuis, que podem

ocorrer em qualquer manancial superficial, especialmente

nos com elevados níveis de nutrientes, podendo produzir

toxinas com efeitos adversos à saúde;

x Cianotoxinas: toxinas produzidas por cianobactérias que

apresentam efeitos adversos à saúde por ingestão oral,

incluindo microcistinas, cilindrospermopsina e saxitoxinas;

x Cloreto: presente nas águas naturais em maior ou menor

escala, contém íons da dissolução de minerais. Em

determinadas concentrações confere sabor salgado à água.

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Ele pode ser de origem natural (dissolução de sais e presença

de águas salinas) ou de origem antrópica (despejos

domésticos, industriais e águas utilizadas em irrigação);

x Cloro Residual Livre: deve permanecer na água tratada até

a sua utilização final. No tratamento o cloro é utilizado como

oxidante de matéria orgânica e para destruir microrganismos.

Quando aplicado, parte dele é consumido nas reações de

oxidação e quando as reações se completam, o excesso que

permanece é denominado cloro residual. Teores positivos

são desejáveis, pois é garantia de um processo de

desinfecção eficiente;

x Coliformes totais: bactérias do grupo coliforme, bacilos

gram-negativos, aeróbios ou anaeróbios facultativos, não

formadores de esporos, oxidase-negativos, capazes de

desenvolver na presença de sais biliares ou agentes

tensoativos que fermentam a lactose com produção de ácido,

gás e aldeído a 35,0 ± 0,5ºC em 24-48 horas, e que podem

apresentar atividade da enzima ß -galactosidase. A maioria

das bactérias do grupo coliforme pertence aos gêneros

Escherichia, Citrobacter, Klebsiella e Enterobacter, embora

vários outros gêneros e espécies pertençam ao grupo,

podendo existir bactérias que fermentam a lactose e podem

ser encontradas tanto nas fezes como no meio ambiente

(águas ricas em nutrientes, solos, materiais vegetais em

decomposição). Nas águas tratadas não devem ser

detectadas bactérias coliformes, pois se isso ocorre o

tratamento pode ter sido insuficiente, ocorreu contaminação

posterior ou a quantidade de nutrientes é excessiva. Espécies

dos gêneros Enterobacter, Citrobacter e Klebsiella podem

persistir por longos períodos e se multiplicarem em ambientes

não fecais;

x Coliformes termotolerantes: a definição é a mesma de

coliformes, porém restringem-se as bactérias do grupo

coliforme que fermentam a lactose a 44,5 ± 0,2ºC em 24

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horas, tendo como principal representante a Escherichia coli,

de origem exclusivamente fecal;

x Contagem de bactérias heterotróficas: determinação da

densidade de bactérias que são capazes de produzir

unidades formadoras de colônias (UFC), na presença de

compostos orgânicos contidos em meio de cultura

apropriada, sob condições pré-estabelecidas de incubação:

35,0, ± 0,5ºC por 48 horas;

x Cor: resulta da existência de substâncias dissolvidas,

provenientes de matéria orgânica (principalmente da

decomposição de vegetais ± ácidos húmicos e fúlvicos),

metais como ferro e manganês, resíduos industriais coloridos

e esgotos domésticos. No valor da cor aparente pode estar

incluída uma parcela devido à turbidez da água, sendo está

removida obtém-se a cor verdadeira;

x Dureza: resultante da presença de sais presentes com

exceção de sódio e potássio. Nas águas naturais a dureza é

predominantemente devido à presença de sais de cálcio e

magnésio, no entanto sais de ferro, manganês e outros

também contribuem para a dureza das águas. A dureza

elevada causa extinção de espuma do sabão, sabor

desagradável e produzem incrustações nas tubulações e

caldeiras;

x Escherichia coli (E. Coli): é a única espécie do grupo dos

coliformes termotolerantes cujo habitat exclusivo é o intestino

humano e de animais homeotérmicos, onde ocorre em

densidades elevadas (CONAMA nº 357/2005);

x pH: abreviação de potencial hidrogeniônico, que é usado

para medir acidez ou alcalinidade de soluções através da

medida de concentração do íon hidrogênio (logaritmo

negativo da concentração na solução). O pH 7 é considerado

neutro sendo abaixo de 7 ácido e acima alcalino. É um

parâmetro importante por influenciar diversos equilíbrios

químicos que ocorrem naturalmente na água ou em unidades

de tratamento de água;

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x Turbidez: medida da capacidade de uma amostra de água

em impedir a passagem de luz. Grau de atenuação de

intensidade que um feixe de luz sofre ao atravessá-la, devido

à presença de sólidos em suspensão, tais como partículas

inorgânicas (areia, silte, argila) e de detritos orgânicos, algas

e bactérias etc.

Para atender a todas as legislações pertinentes, o município de Marechal

Cândido Rondon realiza o monitoramento da qualidade de todas as fontes de

abastecimento. As análises são realizadas diariamente, por técnicos do SAAE.

A Portaria GM/MS nº 888/2021, que altera o Anexo XX da Portaria de

Consolidação nº 5/2017, estabelece que é aceitável que 5% das amostras

analisadas por mês apresentem coliformes totais. Os demais parâmetros exigidos

estão dentro dos padrões de potabilidade.

3.1.6.7. Análise de ocorrência de doenças de

veiculação hídrica

Há uma série de doenças epidemiológicas relacionadas a diversos fatores

vinculados a condições ambientais e sanitárias inadequadas. Dentre as possíveis

enfermidades estão as doenças infectocontagiosas como é o caso da

esquistossomose e da hepatite A, relacionadas à carência de boas condições

habitacionais.

Estas doenças podem estar associadas em maior ou menor grau, difusa ou

heterogeneamente, a deficiências do sistema de abastecimento de água,

inidoneidades no sistema de esgotamento sanitário, contaminação por resíduos

sólidos ou condições precárias de habitação.

As doenças potencialmente determinadas por estas condições são

denominadas de Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado -

DRSAI, que seriam evitáveis ou passíveis de controle por ações adequadas de

saneamento ambiental.

A precariedade nos sistemas de abastecimento de água, esgotamento

sanitário, coleta e destinação final dos resíduos sólidos, drenagem urbana, bem

como a higiene inadequada, são aspectos que colocam em risco a saúde da

população, sobretudo para populações em situação de precariedade sanitária

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como em países em desenvolvimento, afetando diretamente na qualidade e

expectativa de vida dessas pessoas.

Neste sentido, torna-se de extrema importância a análise minuciosa de

cada doença derivada da falta de saneamento básico, desde os modos de

transmissão até as formas de proliferação e técnicas de controle. Para gerar um

diagnóstico da saúde é importante especificar as principais doenças relacionadas

ao saneamento que assolam países em desenvolvimento, como o Brasil.

Dentre as principais doenças relacionadas com veiculação hídrica a tabela

abaixo explicita as principais formas de transmissão.

Figura 66 ± Doenças de veiculação hídrica.

Doenças relacionadas com a água.

Grupo de Formas de Principais Doenças Formas de Prevenção

Doenças Transmissão

Diarreias e desinterias, Proteger e tratar as águas

Transmitidas O organismo como a cólera e a de abastecimento e evitar o

por vias feco- patogênico, giardíase; uso de fontes

oral (alimentos agente causador contaminadas; fornecer

contaminados da doença é Febre tifoide e água em quantidade

por fezes) ingerido paratifoide; adequada e promover

higiene pessoal, doméstica

Leptospirose; e dos alimentos.

Amebíase;

Hepatite infecciosa;

Ascaridíase (lombriga).

Controladas A falta de água e Infecção na pele e olhos, Fornecer água em

pela a higiene pessoal como tracoma e o tifo quantidade adequada e

higienização insuficiente criam relacionado com piolhos promover higiene pessoal e

(associadas ao condições e a escabiose. doméstica;

abastecimento favoráveis para a

de água) sua disseminação.

Associadas a O patogênico Esquistossomose Evitar o contato de pessoas

água (uma penetra pela pele com águas infectadas;

parte do ciclo ou é ingerido

da vida do Proteger mananciais;

agente

infeccioso Adotar medidas adequadas

ocorre em um para a deposição de

animal esgotos;

aquático)

Combater o hospedeiro

intermediário.

Transmitidas As doenças são Malária; Combater os insetos

por vetores que propagadas por Febre amarela; transmissores;

se relacionam insetos que Dengue;

com a água nascem na água Filariose (elefantíase). Eliminar condições que

ou picam perto possam favorecer

dela criadouros;

Evitar contato com

criadouro;

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Marechal Cândido Rondon - PR

Utilizar meios de produção

individual.

Fonte: BARROS, R.T. de V. et. al., 1995. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades,

2023.

A tabela a seguir traz o histórico do número de internações hospitalares por

ano ocorridas em consequência de Doenças Relacionadas ao Saneamento

Ambiental Inadequado ± DRSAI, no Município de Marechal Cândido Rondon.

Tabela 58 ± Internações hospitalares causadas por doenças relacionadas ao saneamento

inadequado.

Ano Internações

2007 30

2008 351

2009 202

2010 202

2011 29

2012 3

2013 8

2014 38

2015 102

2016 50

2017 35

2018 27

2019 38

2020 41

2021 23

Fonte: Internações Hospitalares - SIH/DATASUS, 2022; adaptado por Líder Engenharia e

Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

3.1.7. Reservação

Em relação ao sistema de reservação de água para o abastecimento

público de Marechal Cândido Rondon, de acordo com informações do SAAE, o

total é de dezenove reservatórios espalhados pela área urbana do município,

sendo 6 reservatórios enterrados, 4 reservatórios elevado e 9 reservatórios

apoiado, além dos reservatórios existem 8 estações elevatórias de água tratada

(boosters junto).

Nos Distritos a reservação é a partir de 11 reservatórios, e na área rural

abastecida pelo SAAE (Linha Hermann), 1 reservatório. Já nos Sistemas Rurais

existem 39 reservatórios em operação.

3.1.7.1. Sede municipal

x EAT001/REN001/REL001

a) Nome Convencional: Centro de Distribuição I ± Caixa I;

b) Localização: Rua Santa Catarina, nº 750 ± Centro (Sede

administrativa SAAE);

c) REN001: Reservatório enterrado de água tratada com

capacidade de 456 m³;

d) REL001: Reservatório elevado de água tratada com

capacidade de 200 m³;

e) Distribui água para a Região I e DMC II;

f) Macromedição: Iniciada em agosto/2017.

Tabela 59 ± Volume e vazões do EAT001/REN001/REL001.

EAT-001/REN-001/REL-001 (CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO I) - ÁGUA TRATADA

ANO VOLUME BOMBEADO (m³/ano) VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2017 1.175.064,49 143

2018 1.086.543,81 132

2019 1.148.092,09 136

2020 1.182.655,12 145

2021 1.243.918,00 142

2022 1.123.516,00 141

Fonte: SAAE, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 67 ± EAT001/REN001/REL001.

Fonte: SAAE, 2023.

x EAT002/RAP002

a) Nome Convencional: Centro de Distribuição II ± Caixa II;

b) Localização: Rua 15 de Novembro S/N ± Centro (Parque de

Exposições);

c) RAP002: Reservatório apoiado de água tratada com

capacidade de 4.000 m³;

d) Distribui água para a Região II;

e) Macromedição: Iniciada em janeiro/2017.

Tabela 60 ± Volume e vazões do EAT002/RAP002.

EAT-002/RAP-002 (CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO II) - ÁGUA TRATADA

ANO VOLUME BOMBEADO (m³/ano) VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2018 2.041.018,66 233

2020 2.209.832,93 252

2022 2.359.422,35 269

2.389.398,40 272

2.285.759,00 261

2.479.015,00 283

Fonte: SAAE, 2023.

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Figura 68 ± EAT002/RAP002.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

x EAT003/RAP001

a) Nome Convencional: Recalque Gaúcha;

b) Localização: Linha Gaúcha - Chácara nº 32;

c) RAP001: Reservatório apoiado de água tratada com

capacidade de 108 m³;

d) Recebe água de PTP001, PTP002, PTP003 e PTP020;

e) Distribui água para a Região I e Região I ± DMC II;

f) Macromedição: Iniciada em abril/2008.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 61 ± Volume e vazões do EAT003/RAP001.

EAT-003/RAP-001 (RECALQUE GAÚCHA) - ÁGUA TRATADA

ANO VOLUME BOMBEADO (m³/ano) VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2014 1.112.218,85 165

2016 1.014.147,20 163

2018 874.357,06 158

2020 794.570,61 160

2022 757.378,23 145

720.816,79 155

733.604,34 141

705.543,00 123

687.685,00 125

859.190,00 160

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 69 ± EAT003/RAP001.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

x EAT004/REN006

a) Nome Convencional: Recalque Captação IV;

b) Localização: Rua das Dálias, nº 994 ± Higienópolis;

c) REN006: Reservatório enterrado de água tratada com

capacidade de 302 m³;

d) Recebe água de PTP017, PTP018 E CAP-M-004;

e) Distribui água para a Região III;

f) Macromedição: Iniciada em abril/2008.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 62 ± Volume e vazões do EAT004/REN006.

EAT-004/REN-006 (SISTEMA CAPTAÇÃO IV)

ANO VOLUME BOMBEADO (m³/ano) VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2014 354.557,53 62

2016 346.603,18 57

2018 314.354,01 55

2020 352.035,52 53

2022 385.086,74 59

370.077,23 62

399.112,10 63

472.511,00 61

467.397,00 58

475.399,00 74

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 70 ± EAT004/REN006.

Fonte: SAAE, 2023.

x EAT005

a) Nome Convencional: Booster Flamengo;

b) Localização: Av. Rio Grande do Sul ± Chácara 339;

c) Recebe água de RAP001/EAT003 e REL001/EAT001;

d) Distribui água para a Região I ± DMC II;

e) Macromedição: Iniciada em junho/2018.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 63 ± Volume e vazões do EAT005.

EAT-005 (BOOSTER FLAMENGO) - ÁGUA TRATADA

ANO VOLUME BOMBEADO (m³/ano) VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2020 251.567,13 689,23

2022 265.118,89 724,37

255.173,00 699,10

262.441,00 719,02

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 71 ± EAT005.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

x EAT006

a) Nome Convencional: Booster Portal;

b) Localização: Av. Rio Grande do Sul, LR 83/84B, Pq. Industrial

II;

c) Recebe água de RAP002/EAT002;

d) Distribui água para a Região II ± DMC I;

e) Macromedição: Iniciada em outubro/2013 (Sistema instalado

em 2013).

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Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 64 ± Volume e vazões do EAT006.

EAT-006 (BOOSTER PORTAL) - ÁGUA TRATADA

ANO VOLUME BOMBEADO (m³/ano) VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2014 26.157,34 33

2016 112.336,24 33

2018 120.613,91 31

2020 123.930,74 29

2022 138.755,30 25

120.918,97 26

128.723,80 24

145.546,00 29

142.566,00 30

145.565,00 33

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 72 ± EAT006.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

x EAT007/REL002/RAP006

a) Nome Convencional: Sistema Parque Industrial;

b) Localização: LR 76 do 12º Perímetro da Sede Municipal;

c) REL002: Reservatório elevado de água tratada com

capacidade de 10 m³;

d) RAP006: Reservatório apoiado de água tratada com

capacidade de 142 m³;

e) Recebe água de EAT006;

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

f) Distribui água para a Região II ± DMC I;

g) Macromedição: Iniciada em junho/2014.

Tabela 65 ± Volume e vazões do EAT007.

EAT-007 (PQ. INDUSTRIAL)

ANO VOLUME BOMBEADO (m³/ano) VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2016 2.346,00 2,14

2018 1.939,00 2,2

2020 1.789,00 2,24

1.368,00 2,28

1.531,00 2,30

1.633,00 2,04

2.341,00 2,25

OBS: 2022 com problemas no medidor.

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 73 ± EAT007/REL002/RAP006.

Fonte: SAAE, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

x EAT008

a) Nome Convencional: EAT Diego Alexandre Tech;

b) Localização: Linha Arroio Fundo, LR 84C do 20º Perímetro;

c) Recebe água de CAP-R-001;

d) Recalca água para RAP003/EAB004;

e) Macromedição: março de 2022, e data que entrou em

funcionamento.

Tabela 66 ± Volume e vazões do EAT008.

EAT-008 (DIEGO ALEXANDRE TECH)

ANO VOLUME BOMBEADO (m³/ano) VAZÃO MÉDIA (m³/h)

260.828,00 852

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 74 ± EAT008.

Fonte: SAAE, 2023.

x EAB001/REN003

a) Nome Convencional: Sistema Captação I;

b) Localização: Av. Rio Grande do Sul, parte da Chácara

140/141;

c) REN003: Reservatório enterrado de água bruta com

capacidade de 308 m³;

d) Recebe água de PTP004, PTP005, PTP006, EAB006/CAP-

M-005 e CAP-M-001;

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

e) Recalca água para RAP002 e REN001;

f) Macromedição: Iniciada em novembro/2011.

Tabela 67 ± Volume e vazões do EAB001/REN003.

EAB-001/REN-003 (SISTEMA CAPTAÇÃO I)

ANO VOLUME BOMBEADO (m³/ano) VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2014 751.681,30 95

2016 998.782,17 130

2018 939.266,67 117

2020 829.366,05 112

2022 805.694,52 109

811.202,09 104

641.979,24 102

572.332,00 100

662.053,90 104

766.784,00 105

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 75 ± EAB001/REN003.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

x EAB002/REN002

a) Nome Convencional: Sistema Captação II;

b) Localização: LR 88 do 12º Perímetro da Sede Municipal;

c) REN002: Reservatório enterrado de água bruta com

capacidade de 987 m³;

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

d) Recebe água de CAP-M-002;

e) Recalca água para RAP002 e REN001 (Até julho/2014

PTP008 bombeava água dentro do REN002, a partir de

agosto/2014 os dois sistemas se tornaram independentes);

f) Macromedição: Iniciada em novembro/2011.

ANO Tabela 68 ± Volume e vazões do EAB002/REN002.

2014 CAP-002/REN-002/EAB-002 (CAPTAÇÃO II)

2015 VOLUME BOMBEADO (m³/ano)

2016 441.512,33

2017 449.760,61

2018 419.974,54

2019 403.012,58

2020 375.747,50

2021 232.484,43

2022 249.329,09

350.316,00

368.124,10

356.426,00

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 76 ± EAB002/REN002.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

x EAB003/RAP004/RAP005

a) Nome Convencional: Sistema/Recalque Rainha;

b) Localização: Rua Salvador, Lot. Rainha Q8 L4;

c) RAP004/RAP005: Reservatórios apoiados de água bruta com

capacidade de 573 m³ cada, estão interligados;

d) Recebe água de CAP-M-006/EAB007, PTP009, PTP010 e

PTP011;

e) Recalca água para RAP002 e REN001;

f) Macromedição: Iniciada em novembro/2011.

Tabela 69 ± Volume e vazões do EAB003/REN004/RAP005.

EAB-003/RAP-004/RAP-005 (RECALQUE RAINHA) - ÁGUA BRUTA

ANO VOLUME BOMBEADO (m³/ano) VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2014 1.378.492,31 181

2016 1.423.495,30 179

2018 1.396.647,12 177

2020 1.237.750,04 166

2022 1.126.429,06 152

1.187.872,19 151

1.208.350,55 147

1.104.136,00 142

1.121.026,00 145

1.122.164,00 147

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 77 ± EAB003/REN004/RAP005.

Fonte: SAAE, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

x EAB004/RAP003

a) Nome Convencional: Sistema/Recalque Arroio Fundo;

b) Localização: LR 62/B/C do 11º Perímetro Linha Arroio Fundo;

c) RAP003: Reservatório apoiado de água bruta com

capacidade de 400 m³;

d) Recebe água de PTP013, PTP014, PTP015, PTP016,

PTP019, CAP-R-001/EAT008 (Quando esteve ativo do

PTP012);

e) Recalca água para RAP002 e REN001;

f) Macromedição: Iniciada em dezembro/2014, sendo também

início de funcionamento do sistema.

Tabela 70 ± Volume e vazões do EAB004/RAP003.

EAB-004/RAP-003 (RECALQUE ARROIO FUNDO) - ÁGUA BRUTA

ANO VOLUME BOMBEADO (m³/ano) VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2016 425.494,93 347

2018 1.089.074,90 360

2020 1.019.973,39 382

2022 1.080.486,61 361

1.413.798,77 275

1.600.528,00 269

1.488.139,00 268

1.460.112,00 260

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 78 ± EAB004/RAP003.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

x EAB006/REN004

a) Nome Convencional: Sistema Captação V;

b) Localização: Av. Rio Grande do Sul, Chácara 157;

c) REN004: Reservatório enterrado de água bruta com

capacidade de 136 m³;

d) Recebe água de CAP-M-005;

e) Recalca água para REN003;

f) Macromedição: Sim, iniciada em julho/2021.

Tabela 71 ± Volume e vazões do EAB006/REN004.

EAB-006/REN-004 (CAPTAÇÃO V - ÁGUA BRUTA)

ANO VOLUME BOMBEADO (m³/ano) VAZÃO MÉDIA (m³/h)

2022 236.810,00 30,5

198.021,00 25,6

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 79 ± EAB006/REN004.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

x EAB007/REN005

a) Nome Convencional: Sistema Captação VI;

b) Localização: Loteamento Rainha Q9 L1;

c) REN005: Reservatório enterrado de água bruta com

capacidade de 290 m³;

d) Recebe água de CAP-M-006;

e) Recalca água para RAP004/005;

f) Macromedição: Não.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 80 ± EAB007/REN005.

Fonte: SAAE, 2023.

x EAB008

a) Nome Convencional: Booster Gaúcha;

b) Localização: Linha Concórdia, LR 74C do 19º Perímetro;

c) Recebe água de PTP020;

d) Recalca água para RAP001/EAT003;

e) Macromedição: Não.

x REL003

a) Nome Convencional: Reservatório Barcelona;

b) Localização: Chácara 121 ± Barcelona;

c) REL003: Reservatório elevado de água tratada com

capacidade de 108 m³;

d) Recebe água de EAT004 e rede de abastecimento;

e) Distribui água para a Região III;

f) Macromedição: Não (Todo volume distribuído na Região III é

macromedido na saída da EAT004).

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 81 ± REL003.

Fonte: SAAE, 2023.

x REL004

a) Nome Convencional: Reservatório Lira ± Linha Esquina

Horizonte;

b) Localização: LR 3B do 18º Perímetro;

c) REL004: Reservatório elevado de água tratada com

capacidade de 11 m ³;

d) Recebe água de EAT005 e rede de abastecimento;

e) Distribui água para parte da Região I DMC II (Linha Esquina

Horizonte);

f) Macromedição: Não.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 82 ± REL004.

Fonte: SAAE, 2023.

3.1.7.2. Distritos

x São Roque

a) Nome Técnico: RAP101 (Lat. -24.714763; Long. -

54.0843194)

b) Localização: LR 149 do 39º Perímetro Linha Eldorado;

c) RAP101: Reservatório apoiado de água tratada com

capacidade de 10 m³;

d) Material: Polipropileno;

e) Distribui água para Linha Eldorado ± Distrito de São Roque.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 83 ± RAP101.

Fonte: SAAE, 2023.

a) Nome Técnico: REL111 (Lat. -24.708222; Long. -

54.07223055);

b) Localização: Rua Terezópolis, Q1 L8 ± São Roque;

c) REL111: Reservatório elevado de água tratada com

capacidade de 50 m³;

d) Material: Metálico;

e) Distribui água para o Distrito de São Roque (Vila) e Linha

Cascata.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 84 ± REL111.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

x Bela Vista

a) Nome Técnico: REL101 (Lat. -24.517397; Long. -54.215991)

b) Localização: Rua Souza Naves ± Bela Vista (Praça);

c) REL101: Reservatório elevado de água tratada com

capacidade de 20 m³;

d) Material: Metálico;

e) Distribui água para o Distrito de Bela Vista (Vila) e Linha São

Marcos.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 85 ± REL101.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

x Bom Jardim

a) Nome Técnico: REL102 (Lat. -24.5454; Long. -54.265716);

b) Localização: Rua Valdemar Zimmer, QA-2 L16 ± Bom Jardim

c) REL102: Reservatório elevado de água tratada com

capacidade de 50 m³;

d) Material: Metálico;

e) Distribui água para o Distrito de Bom Jardim (Vila).

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 86 ± REL102.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

x Iguiporã

a) Nome Técnico: REL103 (Lat. -24.558458; Long. -54.208138);

b) Localização: Rua do Sul ± Parte da Chácara 20 ± Iguiporã;

c) REL103: Reservatório elevado de água tratada com

capacidade de 50 m³;

d) Material: Metálico;

e) Distribui água para o Distrito de Iguiporã (Vila) e Linha Flor do

Oeste.

Figura 87 ± REL103.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

x Margarida

a) Nome Técnico: REL104 (Lat. -24.654419; Long. -54.122697);

b) Localização: Margarida Chácara 90

c) REL104: Reservatório elevado de água tratada com

capacidade de 50 m³;

d) Material: Metálico;

e) Distribui água para o Distrito de Margarida (Vila), Linha

Marrecos, Linha Sanga Furão e Linha Campo Sales.

Figura 88 ± REL104.

Fonte: SAAE, 2023.

x Novo Horizonte

a) Nome Técnico: REL105 (lat. -24.51915; Long. -54.121475);

b) Localização: Chácara 05 ± Novo Horizonte;

c) REL105: Reservatório elevado de água tratada com

capacidade de 30m³:

d) Material: Metálico;

e) Distribui água para o Distrito de Novo Horizonte (Vila), Linha

Esquina Horizonte e Linha Belmonte.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 89 ± REL105.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

x Porto Mendes

a) Nome Técnico: REL107 (Lat. -24.49215; Long. -54.313247);

b) Localização: Praia Porto Mendes;

c) REL107: Reservatório elevado de água tratada com

capacidade de 50 m³;

d) Distribui água para a Praia de Porto Mendes.

Figura 90 ± REL107.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

a) Nome Técnico: REL108;

b) Localização: Praia Porto Mendes;

c) REL108: Reservatório elevado de água tratada com

capacidade de 50 m³;

d) Material: Metálico;

e) Distribui água para a Praia de Porto Mendes.

Figura 91 ± REL108.

Fonte: SAAE, 2023.

a) Nome Técnico: REL109;

b) Localização: Praia Porto Mendes;

c) REL109: Reservatório elevado de água tratada com

capacidade de 20 m³;

d) Material: Concreto;

e) Distribui água para a Praia Porto Mendes.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

a) Nome Técnico: REL110 (Lat. -24.48915; Long. -54.297975);

b) Localização: Rua Hugo Simas, Q113 L6 ± Porto Mendes;

c) Material: Fibra de Vidro;

d) Distribui água para o Distrito de Porto Mendes e Linha

Provenil/Cunha Porã.

Figura 92 ± REL110.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

x Novo Três Passos

a) Nome Técnico: REL113 (Lat. -24.4967805; Long. -

54.0110416);

b) Localização: LR 163C do 13º Perímetro;

c) REL113: Reservatório elevado de água tratada com

capacidade de 30 m³;

d) Material: Metálico;

e) Distribui água para o Distrito de Novo Três Passos, Linha

Barro Preto e Linha Bandeirantes.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 93 ± REL113.

Fonte: SAAE, 2023.

x Linha Hermann: a Linha Hermann é uma linha diferenciada, pois

possui o sistema rural abastecido pelo SAAE, enquanto que, as

demais Linhas são independentes.

a) Nome Técnico: REL1021;

b) Localização: Linha Hermann;

c) REL1021: Reservatório elevado de água tratada com

capacidade de 15 m³;

d) Material: Metálico;

e) Distribui água para a Linha Hermann.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

3.1.7.3. Sistemas rurais

Figura 94 ± REL1021.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Tabela 72 ± Pontos de reservação ativos da área rural.

RESERVATÓRIOS DA ÁREA RURAL

DESCRIÇÃO LATITUDE LONGITUDE TIPO DE ÁGUA

REL-1001 - RESERVATÓRIO LINHA -24,581702 -54,111538 TRATADA

AJURICABA TRATADA

TRATADA

REL-1002 - RESERVATÓRIO LINHA APEPU -24,517425 -54,299983 TRATADA

TRATADA

REL-1003 - RESERVATÓRIO LINHA ARARA -24,611275 -54,042441 TRATADA

REL-1004 - RESERVATÓRIO LINHA -24,612011 -54,025061 TRATADA

BAITACA -24,444722 -54,026519 TRATADA

REL-1005 - RESERVATÓRIO LINHA -24,517469 -54,139722 TRATADA

BANDEIRANTES -24,518561 -54,178391 TRATADA

REL-1006 - RESERVATÓRIO I LINHA -24,484391 -54,063138 TRATADA

BELMONTE -24,700105 -54,143027 TRATADA

REL-1007 - RESERVATÓRIO II LINHA -24,720994 -54,045649 TRATADA

BELMONTE -24,586569 -54,110775 TRATADA

REL-1008 - RESERVATÓRIO LINHA BOA -24,472038 -54,27368 TRATADA

VISTA -24,563008 -54,166127

REL-1009 - RESERVATÓRIO LINHA -24,703519 -54,047933

CAMPO SALLES -24,646647 -54,105202

REL-1010 - RESERVATÓRIO LINHA CINCO

SANTOS

REL-1011 - RESERVATÓRIO LINHA

CONCÓRDIA

REL-1012 - RESERVATÓRIO LINHA

CUNHAPORÃ

REL-1013 - RESERVATÓRIO LINHA

CURVADO

REL-1014 - RESERVATÓRIO LINHA

GLÓRIA

RAP-1015 - RESERVATÓRIO LINHA

GRUTA VORÁ

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

REL-1016 - RESERVATÓRIO LINHA -24,555222 -54,018302 TRATADA

GUARÁ -24,581300 -54,057402 TRATADA

RAP-1017 - RESERVATÓRIO LINHA

GUARANI -24,524822 -54,082919 TRATADA

-24,534697 -54,234261 TRATADA

REL-1018 - RESERVATÓRIO LINHA -24,602136 -54,016563 TRATADA

GUAVIRÁ/VILA RURAL -24,511502 -54,112972 TRATADA

-24,481361 -54,124186 TRATADA

REL-1019 - RESERVATÓRIO LINHA HAVAI -24,633672 -54,02881 TRATADA

REL-1020 - RESERVATÓRIO LINHA -24,688586 -54,082091 TRATADA

HEIDRICH -24,478505 -54,039041 TRATADA

REL-1021 - RESERVATÓRIO LINHA -24,539794 -54,177352 TRATADA

HORIZONTINA -24,541675 -54,202716 TRATADA

REL-1022 - RESERVATÓRIO LINHA -24,623616 -54,078369 TRATADA

LUDWIG -24,567983 -54,275308 TRATADA

REL-1023 - RESERVATÓRIO LINHA -24,494886 -54,241405 TRATADA

MARACANÃ -24,491791 -54,104144 TRATADA

REL-1024 - RESERVATÓRIO LINHA -24,527966 -54,245297 TRATADA

MARRECO -24,538938 -54,16553 TRATADA

REL-1025 - RESERVATÓRIO LINHA -24,48613 -54,282216 TRATADA

NEUHAUS -24,694819 -54,105608 TRATADA

REL-1026 - RESERVATÓRIO LINHA OURO -24,496669 -54,254605 TRATADA

VERDE -24,675519 -54,049338 TRATADA

REL-1027 - RESERVATÓRIO LINHA

PIACUÊ -24,447511 -54,053047 TRATADA

REL-1028 - RESERVATÓRIO LINHA -24,657705 -54,151272 TRATADA

PALMITAL

REL-1029 - RESERVATÓRIO LINHA PASSO

FUNDO

REL-1030 - RESERVATÓRIO LINHA

PAULISTA

REL-1031 - RESERVATÓRIO LINHA

PERDIGÃO

REL-1032 - RESERVATÓRIO LINHA SANGA

DO MICO

REL-1033 - RESERVATÓRIO LINHA SANTO

ANGELO

REL-1034 - RESERVATÓRIO LINHA

SANTOS DUMONT

REL-1035 - RESERVATÓRIO LINHA SÃO

BERNARDO

REL-1036 - RESERVATÓRIO LINHA SÃO

CARLOS

REL-1037 - RESERVATÓRIO LINHA SÃO

CRISTÓVÃO

REL-1038 - RESERVATÓRIO LINHA SÃO

JOSÉ DO GUAÇU

REL-1039 - RESERVATÓRIO LINHA

WILHEMS

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

3.1.7.4. Distribuição

Após as etapas de captação, tratamento e reservação, cabe ressaltar que

o tratamento de água para o abastecimento público no município de Marechal

Cândido Rondon é do tipo convencional na Estação de Tratamento de Água (ETA)

e do tipo simples nos poços tubulares profundos. A água então segue para o

sistema de distribuição, que é composto por uma malha de tubulações que levam

a água tratada aos consumidores.

No município, de acordo com o SAAE, há um alto índice de atendimento,

servindo 55.836 habitantes, abrangendo desta forma 100% da população do

município.

De acordo ainda com informações do SAAE, o Sistema de Abastecimento

de água do município, como um todo, é muito amplo com os Sistemas Rurais

administrados pelas Associações. Marechal Cândido Rondon possui 525,07

quilômetros de rede na sede municipal, com 18.405 ligações e 105,24 quilômetros

de rede, com 1.683 ligações ativas nos Distritos, 10,70 quilômetros de rede, com

10 ligações para o Sistema Rural (SAAE).

Sendo que 100% destas ligações possuem micromedição. Ainda sobre a

rede de distribuição de Marechal Cândido Rondon, o SAAE informa que os

materiais são alternados entre ferro fundido, PEAD, tubo fofo e PVC e seus

diâmetros possuem variações entre 20mm e 250mm.

Ressalta-se que a importância do diagnóstico e da avaliação dos índices

de perdas nos sistemas de abastecimento e distribuição de água se deve ao poder

de aferir a eficiência dos prestadores em atividades como distribuição,

planejamento, investimentos e manutenção.

A International Water Association ± IWA classifica as perdas levando em

conta a sua natureza como reais ou aparentes. As perdas reais equivalem ao

volume de água perdido durante as diferentes etapas de produção, como a

captação, o tratamento, o armazenamento e a distribuição antes de chegar ao

consumidor final.

Estas possuem efeito direto sobre os custos de produção e a demanda

hídrica. Neste sentido, um elevado nível de perdas reais equivale a uma captação

e a uma produção superior ao volume efetivamente demandado, gerando

ineficiências nos seguintes âmbitos:

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Produção:

x maior custo dos insumos químicos, energia para bombeamento, entre outros

fatores de produção;

x maior custo de manutenção da rede e de equipamentos;

x desnecessário uso da capacidade de produção e distribuição existente;

x maior custo pela possível utilização de fontes de abastecimento alternativas

de menor qualidade ou difícil acesso.

Ambiental:

x desnecessária pressão sobre as fontes de abastecimento do recurso hídrico;

x maior custo de mitigação dos impactos negativos desta atividade

(externalidades).

Sendo assim, as fórmulas e a tabela abaixo avaliam os indicadores de

perdas do SAA do município de Marechal Cândido Rondon, apresentando um

comparativo também com valores do Estado de São Paulo e do Brasil. Ressalta-

se que os indicadores para avaliar as perdas de água são os indicadores do SNIS,

sendo eles:

x índice de perdas no faturamento ± IN013;

x índice de perdas na distribuição ± IN049;

x índice de perdas por ligação ± IN051.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 95 ± Comparação dos índices de perdas municipal, estadual e nacional.

Índice Objetivo Marechal Paraná Brasil

Cândido

Rondon

IN013 Avaliar em termos percentuais o nível 14,82 25,46 37,54

da água não faturada sem o volume de 25,97

Índice de

Perdas de serviço (%)

Faturamento

IN049 Avaliar em termos percentuais o nível 28,02 40,14

de perdas da água efetivamente

Índice de consumida em um sistema de

Perdas na

Distribuição abastecimento de água potável (%).

IN051 Avaliar o nível de perdas da água 186,5 212,26 343,37

efetivamente consumida em termos

Índice de

Perdas por unitários (l/lig./dia).

Ligação

Fonte: Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento ± SNIS, 2021. Adaptado por Líder

Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Conforme os dados apresentados na tabela, o índice IN013 do município

de Marechal Cândido Rondon é inferior à média estadual e nacional. O consumo

faturado medido corresponde ao volume de água registrado nos hidrômetros,

enquanto o volume não faturado corresponde à água extraída diretamente no

ponto de captação.

Com os dados do índice IN013, o SAAE pode aferir as perdas reais e

promover ações eficientes de combate às questões relacionadas às perdas. No

índice IN049, o município também apresenta um valor inferior ao índice brasileiro

e à média estadual.

No entanto, é importante ressaltar que esses valores podem não refletir a

realidade, pois a macro e micromedição podem ser deficitárias. Por fim, o índice

IN051 do município também apresenta um valor inferior à média entre o índice do

estado do Paraná e índice brasileiro. Isso indica que o município se encontra em

uma boa posição em nível nacional e estadual.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Desta forma, salienta-se a importância do monitoramento constante em

todo o processo produtivo, incluindo a elaboração ou até mesmo, a manutenção

de um cadastro técnico que relate a realidade da infraestrutura na rede de

distribuição local, com avaliações periódicas no controle dos possíveis

vazamentos e implantando uma gestão de perdas através de macro medidores e

do gerenciamento das pressões na rede. Ressalta-se, que o procedimento citado

neste parágrafo é realizado pelo SAAE.

A incorporação deste conjunto de boas práticas, colabora para a

continuação dos altos índices de qualidade, que foram constatados no município

em relação a gestão do sistema de abastecimento de água como um todo.

3.1.7.5. Telemetria e automação

O sistema de abastecimento de água de Marechal Cândido Rondon conta

com um sistema de telemetria e automação que permite o monitoramento em

tempo real de 31 unidades de abastecimento de água.

O sistema de telemetria utiliza sensores para coletar dados sobre o

funcionamento do sistema, tais como níveis de água nos reservatórios, vazões

nas redes, pressão da água e condições operacionais dos equipamentos. Esses

dados são transmitidos para um centro de controle, onde são analisados e

armazenados.

O sistema de automação utiliza esses dados para controlar o

funcionamento do sistema, de forma a garantir a qualidade e a continuidade do

abastecimento de água. Por exemplo, o sistema pode ser programado para operar

as bombas de forma a manter os níveis de água nos reservatórios dentro dos

limites especificados.

As Figura 96 e Figura 97, mostram a exemplificação da automação e

telemetria do reservatório e do poço profundo.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 96 ± Exemplificação REN/REL/Elevatória.

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 97 ± Exemplificação Poço profundo.

Fonte: SAAE, 2023.

As Figura 98 e Figura 99, mostram a tela dos macromedidores e dos

reservatórios do município de Marechal Cândido Rondon.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 98 ± Tela dos Macromedidores.

Fonte: SAAE, 2023.

Figura 99 ± Tela dos Reservatórios.

Fonte: SAAE, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

3.1.8. Balanço entre Consumos e Demandas de

Abastecimento de Água na Área de Planejamento

Com base nos dados disponibilizados pelo SAAE, foram calculadas as

médias mensais dos volumes consumido, faturado e produzido. O volume

faturado de água pode apresentar valor maior que o volume efetivamente

consumido, pois, o seu cálculo adota parâmetros de consumo mínimo ou médio.

Desse modo, caso o usuário consuma qualquer volume abaixo do definido

como valor faturado, este terá que pagar pelo volume determinado como consumo

mínimo. O volume consumido de água é o volume anual de água que de fato foi

servido nas ligações ativas.

Enquanto que o volume faturado de água é referente ao volume anual de

água debitado ao total de economias, medidas e não medidas, para fins de

faturamento, incluindo também o volume de água tratada exportado.

O volume de água produzido se refere a quantidade anual de água captada

disponível para o consumo. Sendo assim, a tabela abaixo mostra os valores do

volume consumido, do volume faturado e do volume produzido do município de

Marechal Cândido Rondon.

Tabela 73 ± Volume, faturado e produzido na sede municipal de Marechal Cândido

Rondon.

Ano Volume micromedido Volume Faturado (x 1.000 m³/ano) Volume de Água

(x 1.000 m³/ano) distribuído (x 1.000

m³/ano)

2022 3.533,97 4.080,23 4.937,12

Fonte: SAAE, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Tabela 74 ± Volume, faturado e produzido nos Distritos de Marechal Cândido Rondon.

Volume Volume de Água

Ano micromedido (x Volume Faturado (x 1.000 m³/ano) distribuído (x 1.000

1.000 m³/ano) m³/ano)

2022 256,42 314,07 409,82

Fonte: SAAE, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 75 - Volume, faturado e produzido na Linha Hermann.

Ano Volume Volume Faturado (x 1.000 m³/ano) Volume de Água

2022 micromedido (x 1,48 distribuído (x 1.000

1.000 m³/ano) m³/ano)

1,20 2,46

Fonte: SAAE, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Os dados acima mostram que o volume micromedido é inferior ao volume

distribuído, na sede municipal e nos distritos. Isso indica que há um índice de

perdas no sistema de abastecimento de água do município, que totaliza 28,42%

na sede municipal e 37,42% nos Distritos e 51,08% no Sistema Rural (Hermann -

SAAE).

Segundo informações do SAAE, o sistema de abastecimento de água da

sede municipal é composto de 18.405 ligações ativas de água, todas

hidrometradas. Isso resulta em 20.968 economias ativas de água. Nos Distritos, o

sistema de abastecimento de água é composto de 1.683 ligações ativas de água,

todas hidrometradas. Isso resulta em 1.794 economias ativas de água.

No sistema Rural abastecido pelo SAAE, o sistema de abastecimento de

água é composto por 10 ligações ativas de água, todas hidrometradas. Isso resulta

em 10 economias ativas de água. A tabela abaixo demonstra o número mensal

de economias por classe de consumo ao longo do ano de 2022, na Sede

Municipal.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 76 ± Número de Economias por Classe de Consumo na Sede Municipal.

DATA/ANO ECONOMIA MICRO ECONOMIA MICRO ECONOMIA MICRO ECONOMIA MICRO ECONOMIA MICRO

COMERCIAL COMERCIAL INDUSTRIAL INDUSTRIAL ESPECIAL ESPECIAL RESIDENCIAL RESINDECIAL RURAL RURAL

(m³/mês) (m³/mês)

(m³/mês) (m³/mês) (m³/mês)

Janeiro/2022 1.892 22.506 88 3.923 3 33.270 18.650 251.683 29 2.254

Fevereiro/2022 1.894 21.277 18.662 224.800

1.891 21.707 88 4.210 3 31.079 18.705 227.967 29 1.910

Março/2022 1.894 21.391 18.679 208.622

Abril/2022 1.897 20.583 89 4.665 3 36.367 18.732 202.553 29 2.068

Maio/2022 1.888 20.480 18.722 202.920

Junho/2022 1.902 20.898 89 4.600 3 41.294 18.805 213.921 28 1.651

Julho/2022 1.909 22.122 18.810 222.505

Agosto/2022 1.910 22.137 88 4.101 3 45.505 18.832 219.727 28 1.505

Setembro/2022 1.920 20.539 18.882 207.534

Outubro/2022 1.932 21.542 87 4.532 3 58.053 18.895 224.042 28 1.413

Novembro/2022 1.926 23.094 18.927 241.819

Dezembro/2022 87 4.067 3 46.464 28 1.630

86 4.171 3 46.175 28 1.750

88 4.560 3 50.836 28 1.733

85 4.286 3 55.844 28 1.803

83 4.157 3 52.573 27 1.664

85 4.522 3 57.300 27 1.668

Fonte: SAAE, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

3.1.9. Estrutura de Tarifação, Índice de Inadimplência,

Receita Operacional e Indicadores Operacionais

Taxa é o pagamento de imposto obrigatório ao Governo por serviços

prestados e, a tarifa corresponde à forma de pagamentos por serviço ou

benefício prestado, portanto, não sendo compulsória.

O regime tarifário do custo de serviço tem por objetivo evitar que os preços

fiquem abaixo dos custos de manutenção e operação, além de garantir que o

preço final seja estabelecido entre a receita bruta e a receita requerida para a

remuneração de todos os custos de produção. Dentre os principais objetivos da

tarifação, pode-se constatar os seguintes critérios:

x Evitar que o preço fique abaixo do custo;

x Evitar o excesso de lucro;

x Viabilizar a agilidade administrativa no processo de definição e

revisão de tarifas;

x Impedir a má-alocação de recursos e a produção ineficiente;

x Estabelecer preços não discriminatórios entre os consumidores.

Quanto à aplicação dos recursos adquiridos em função da cobrança do

uso da água, está previsto pela Política Nacional de Recursos Hídricos, Lei nº

9.433/1997, o artigo 22, que trata sobre as aplicações prioritárias destes recursos

na bacia hidrográfica em que foram gerados.

Em atendimento às diretrizes nacionais para o saneamento básico tem-

se a Lei Federal n° 11.445/2007, alterada pela Lei no 14026/2020 ± Novo Marco

Legal do Saneamento, os serviços desta área devem ser prestados em

condições de sustentabilidade e equilíbrio econômico-financeiro.

Assim, as tarifas e taxas devem ser adequadas de forma justa

considerando o balanço entre receitas, despesas e investimentos necessários

para manter a qualidade e a universalização dos serviços, com subsídios

tarifários à população de baixa renda, tendo em vista a equidade social no

atendimento.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

O Plano de Saneamento Básico deve discutir estes critérios a fim de

respaldar o município quanto aos interesses internos de investimentos.

Especificamente em Marechal Cândido Rondon, de acordo com informações do

SNIS, a cobrança pelo uso da água é realizada mensalmente, com cobrança da

tarifa média de água é de aproximadamente no valor de três reais e sete

centavos.

Desta forma, com o intuito de apresentar mais informações sobre os

custos operacionais realizados para o Município de Marechal Cândido Rondon,

abaixo segue a tabela com as informações do SNIS ± 2021 e, a metodologia de

cálculo para os principais indicadores.

Figura 100 ± Indicadores do sistema de abastecimento de água - SAA.

ITEM INDICADOR R$/ano R$/m³

FN002 Receita operacional direta de água 15.781.005,03 -

FN005 Receita operacional total (direta + indireta) 20.726.940,86 -

FN006 Arrecadação total 20.726.940,86 -

FN013 Despesa com energia elétrica 4.228.638,66 -

FN014 Despesa com serviços de terceiros 1.289.874,76 -

FN015 Despesas de exploração 15.537.118,71 -

IN003 Despesa total com os serviços por m³ faturado - 2,93

IN004 Tarifa média praticada - 3,61

IN005 Tarifa média de água - 3,63

Fonte: Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento ± SNIS, 2021. Adaptado por Líder

Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

O IN003 - Despesa Total com os serviços por m³ faturado de água e

esgoto, é calculado através do valor das despesas totais com os serviços dividido

pelo volume total faturado (Água e Esgoto). Sendo assim, para se calcular o

IN003 é utilizada a fórmula abaixo:

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

O IN004 ± Tarifa Média Praticada, corresponde ao cálculo da divisão da

receita operacional direta total, pela soma do volume de água faturado com o

volume de esgotos faturado. Este indicador apresenta o valor gasto por metro

cúbico de água ou de esgoto faturado. Sendo assim, para se calcular o IN004 é

utilizada a fórmula abaixo:

O IN005 - Tarifa Média de Água, corresponde ao valor da receita

operacional direta de água, dividido pelo valor obtido entre a subtração do

volume de água faturado e o volume de água exportado. Sendo assim, para se

calcular o IN005 é utilizada a fórmula abaixo:

Contudo, a tabela abaixo mostra os valores dos índices IN003, do IN004

e do IN005 do município de Marechal Cândido Rondon, do município de São

Mateus do Sul, utilizado como município de comparação, do Estado do Paraná

e do Brasil. Lembrando que a unidade dos valores apresentados é em R$/m³.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 101 ± Comparativo de valores praticados.

Índice Marechal Cândido Rondon São Mateus do Paraná Brasil

Sul

IN003 2,93 5,14 4,09 3,98

IN004 3,61 6,15 4,84 4,25

IN005 3,63 6,69 6,78 4,55

Fonte: Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento ± SNIS, 2021. Adaptado por Líder

Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Analisando-se os dados contidos na tabela acima, observa-se que o

município de Marechal Cândido Rondon, no índice de despesa total ± IN003,

apresentou um valor de 2,93 R$/m³, sendo este valor, inferior ao município de

São Mateus do Sul, ao Estado do Paraná e ao Brasil.

No índice da tarifa média praticada ± IN004, o valor foi de 3,61 R$/m³,

sendo este também inferior ao município de São Mateus do Sul que possui o

valor de 6,15 R$/m³, sendo este valor superior as tarifas praticadas no Estado

do Paraná e no Brasil.

Enquanto que no índice da tarifa média de água ± IN005, o valor no

município de Marechal Cândido Rondon foi 3,63 R$/m³, novamente inferior ao

município de São Mateus do Sul, com tarifa média de água de 6,69 R$/m³ e,

novamente com valor inferior ao Estado do Paraná e ao Brasil.

Um outro índice muito importante é o IN058 - Consumo de Energia Elétrica

em Sistemas de Abastecimento de Água, correspondendo à quantidade de

quilowatts por hora para a produção de um metro cúbico de água.

Este indicador é importante para a avaliação dos custos com energia

elétrica, sendo possível avaliar se o sistema demanda de muita energia para

manter o abastecimento da população, além de possibilitar um comparativo com

outros sistemas. Sendo assim, para se calcular o IN058 é utilizada a fórmula

abaixo:

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Marechal Cândido Rondon - PR

Contudo, a análise dos dados expostos nos parágrafos anteriores revela

que o SAA do município de Marechal Cândido Rondon gera receita. De acordo

com o SNIS referente ao ano de 2021, o indicador FN006 (arrecadação total)

apresentou um valor de R$ 20.726.940,86, enquanto o indicador FN015

(despesas de exploração) apresentou um valor de R$ 15.357.118,71, resultando

em um superávit de R$ 5.369.822,15 para o SAA do município no ano de 2021.

Cabe ressaltar que o Município, por meio da Resolução CRFS nº 20, de 7

de junho de 2023, reajustou as tarifas de água e esgoto.

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Marechal Cândido Rondon - PR

3.1.10. Análise Crítica do Sistema de Abastecimento de

Água de Marechal Cândido Rondon

As principais deficiências que podem ser citadas no SAA de Marechal

Cândido Rondon são:

x Necessidade de reduzir perdas no sistema de captação e

distribuição;

x Necessidade de maior regulação quanto a limpeza dos

reservatórios;

x Campanhas educacionais junto à população visando a redução do

consumo e o desperdício.

A partir das deficiências levantadas serão apresentadas propostas

mitigatórias na etapa de Prognóstico. Assim, deve-se apresentar soluções para

os problemas apontados no presente produto.

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Marechal Cândido Rondon - PR

3.2. SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO

3.2.1. Caracterização do Sistema de Esgotamento Sanitário

Neste capítulo será apresentado o diagnóstico dos Serviços de

Esgotamento Sanitário do Município de Marechal Cândido Rondon, incluindo os

Distritos e a área rural. A área urbana do Distrito Sede está inserida dentro de

seis microbacias, ou sub-bacias de contribuição de esgoto, sendo:

x Microbacia Bonita;

x Microbacia Guará;

x Microbacia Matilde Cuê;

x Microbacia Borboleta;

x Microbacia Andorinha;

x Microbacia Guavirá.

Tomando como base os dados do ICn05 - Índice de Atendimento Urbano

(SEDE) de Esgoto, o SES existente atende a 38% da população urbana, sendo

que, destes, aproximadamente 86% referem-se à classe residencial. De acordo

com os dados acima, o município coleta e trata aproximadamente 94.860

m³/mês.

O restante das edificações, sejam elas residenciais, comerciais ou

industriais possuem sistema individual de tratamento, podendo ser composto de

fossa séptica ou rudimentar. De acordo com o Serviço Autônomo de Água e

Esgoto ± SAAE, não há lançamentos de esgotos in natura nos corpos hídricos

da área urbana.

O sistema é composto por redes coletoras, coletores tronco, interceptores

e estações elevatórias. A rede coletora existente contempla três sub-bacias com

uma extensão total de 175 km, considerando os diâmetros das tubulações entre

100 mm a 400 mm. O SES existente conta com três sistemas de bombeamento

de esgotos, que realizam a reversão dos esgotos coletados, sendo a Estação

Elevatória de Esgoto - EEE 001 UNIOESTE, a EEE 002 Borboleta e a EEE 03

Augusto.

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Marechal Cândido Rondon - PR

A EEE 01 UNIOESTE, recebe o esgoto bruto da rede coletora de esgoto

- RCE da Bacia I (Subbacia II), e faz o bombeamento para a rede coletora de

esgoto ± RCE Bacia II. Após esta etapa, o efluente é direcionado para um

interceptor de esgoto bruto ± IEB, sendo posteriormente transportado por

gravidade para um emissário de esgoto bruto ± EEB, que por sua vez, o

transporta até a ETE Guavirá.

A EEE 02 Borboleta recebe por gravidade o esgoto bruto da rede coletora

de esgoto ± RCE Bacia III, e faz o bombeamento deste esgoto para um

interceptor de esgoto bruto ± IEB, que interliga a um emissário de esgoto bruto

± EEB, finalizando até a ETE Guavirá.

A ETE Augusto recebe por gravidade o esgoto bruto da rede coletora de

esgoto ± RCE Bacia I (Subbacia I), e faz o bombeamento deste esgoto para um

interceptor de esgoto bruto ± IEB, que interliga a um emissário de esgoto bruto

± EEB, finalizando até a ETE Guavirá. O fluxograma abaixo demonstra estes

fluxos de forma simplificada.

Figura 102 ± Fluxograma da coleta e tratamento de esgoto do município de Marechal

Cândido Rondon.

Fonte: Serviço Autônomo de Água e Esgoto - SAAE, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e

Gestão de Cidades, 2023.

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Figura 103 - EEE 01 UNIOESTE e EEE 02 Borboleta.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Figura 104 - EEE Augusto.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

A tabela abaixo destaca um compêndio das condições históricas do SES

em Marechal Cândido Rondon, abrangendo o intervalo de 2012 a 2022.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 77 - Dados de Esgoto na Sede Municipal.

Número Total de Número Total Economia Economias Economias Índice de Km de Rede de

Ligações de Economias Residenciais Comerciais Industriais Atendimento Esgoto

Ativas de Esgoto Ativas de Ativas de

Data/Ano Esgoto na Sede Esgoto na Urbano de 16,31

na Sede Municipal Sede Municipal Esgoto (%) ±

Municipal

Relativo a

Dez/2012 328 346 339 7 0 População

Atendida

2,83

Dez/2013 533 583 577 6 0 3,2 81,87

Dez/2014 1.423 1.705 1.578 126 1 10,3 89,00

Dez/2015 2.483 2.859 2.651 206 2 17,3 91,72

Dez/2016 3.486 4.147 3.703 439 5 23,7 105,16

Dez/2017 4.061 4.995 4.274 715 6 27,6 114,35

Dez/2018 4.566 5.577 4.771 799 7 28,4 134,73

Dez/2019 5.085 6.186 5.314 864 8 31,2 153,70

Dez/2020 5.994 7.262 6.226 1.027 9 34,8 158,15

Dez/2021 6.231 7.542 6.485 1.046 11 35,9 163,54

Dez/2022 6.852 8.221 7.106 1.102 13 37,6 167,97

Fonte: Serviço Autônomo de Água e Esgoto - SAAE, 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

A rede coletora existente, conforme indicado no registro fornecido pelo

SAAE, distribui-se nas sub-bacias Guavirá e Bonito. A principal Estação de

Tratamento de Esgoto ± ETE, do município de Marechal Cândido Rondon é a ETE

Guavirá, situada na sub-bacia homônima, sendo receptora de todos esgotos

gerados na área urbana do Distrito Sede. O transporte do esgoto até a ETE é

realizado por meio de um interceptor denominado Interceptor Guavirá.

De acordo com os dados fornecidos pelo SAAE, o plano atual para a

implementação de novas redes coletoras concentra-se principalmente na região

das sub-bacias que contribuem para a ETE Guavirá. Esta abordagem é

fundamentada na viabilidade técnica para o lançamento de redes coletoras por

gravidade, visando completar a malha de rede, especialmente em áreas mais

densamente povoadas, ou seja, do centro para as extremidades da cidade.

Segundo os dados fornecidos pelo SAAE, no ano de 2019 foi implementada

uma estação elevatória na região central urbana, situada na sub-bacia Borboleta.

Esta estação direciona os esgotos gerados em parte dessa sub-bacia para a ETE

Guavirá.

Esta estação elevatória recebe os esgotos provenientes de 9.608 metros

de rede coletora, que está em parte na região central da área urbana, conhecido

como Ramal Borboleta, inserido na delimitação de esgotamento da Sub-bacia

Borboleta (Bacia Arroio Fundo), mas com direcionamento para a sub-bacia

Guavirá. A tabela abaixo mostra o número de ligações por classe de atendimento

e, o volume micromedido e faturado no ano de 2022.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 78 - Número de ligações, volume micromedido e faturado.

MESES JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV

Total de Ligações 6.588 6.603 6.632 6.691 6.713 6.738 6.754 6.928 7.129 7.151 7.260

Total de Economias 7.911 7.930 7.964 8.020 8.046 8.073 8.087 8.272 8.500 8.522 8.652

Residencial 6.780 6.798 6.826 6.885 6.907 6.926 6.937 7.112 7.312 7.334 7.452

Comercial 1.120 1.121 1.127 1.124 1.128 1.136 1.139 1.148 1.175 1.175 1.186

Industrial 11 11 11 11 11 11 11 12 13 13 14

Volume Micromedido 76.867 68.994 70.851 66.562 75.530 64.970 68.064 72.916 73.622 70.302 75.102

m³/mês

83.114 77.410 79.155 76.260 75.530 76.079 77.352 81.332 82.693 80.835 84.392

Volume Faturado 9.005 8.489 8.806 8.617 8.482 8.334 8.459 9.096 9.332 8.733 8.984

m³/mês

Comercial m³/mês

Industrial m³/mês 122 127 162 122 106 92 103 125 119 110 138

Residencial m³/mês 67.560 60.378 61.883 57.823 56.327 56.544 59.502 63.695 64.171 61.459 65.980

Fonte: Serviço Autônomo de Água e Esgoto - SAAE, 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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3.2.2. Interceptores do Sistema de Esgotamento Sanitário

De acordo com informações do SAAE, o Distrito Sede de Marechal Cândido

Rondon conta com os interceptores Augusto e Bonito e, com o emissário bruto

Guavirá e com o emissário tratado também de nome Guavirá.

O Interceptor Bonito desempenha um papel fundamental no transporte dos

esgotos coletados na bacia de mesmo nome até a ETE Augusto, onde ocorre o

tratamento do efluente. Por sua vez, o Interceptor Guavirá percorre a margem

direita da Sanga Guavirá, coletando os esgotos gerados na respectiva bacia e

uma parte dos efluentes revertidos pela EEE UNIOESTE.

O interceptor encaminha este efluente até a ETE Guavirá, onde o

tratamento adequado é realizado. O emissário de esgoto tratado direciona o

efluente até o ponto de liberação no Córrego Guavirá, próximo à sua confluência

com a Sanga Horizontina.

Destaca-se, que o projeto deste interceptor foi desenvolvido em conjunto

com o projeto da ETE Guavirá, levando em consideração as vazões previstas para

o futuro. A tabela abaixo mostra as especificações técnicas de cada interceptor e

emissário.

Tabela 79 - Extensão e diâmetro dos interceptores e emissários de esgotos.

Unidade Material DN (mm) Extensão (m)

Interceptor Augusto PVC 200 913,1

400 916,0

300 599,0

PVC 250 1.064,0

Interceptor Bonito FD 200 2.365,7

PVC

Emissário Bruto FD 300 50,5

Guavirá

PVC 200 65,8

Emissário Tratado MB

Guavirá FD 400 2.238,4

Total

400 110,0

400 478,6

300 2.543,0

300 241,0

300 12,0

12.967,0 metros

Fonte: Serviço Autônomo de Água e Esgoto - SAAE, 2022. Adaptado por Líder Engenharia e

Gestão de Cidades, 2023.

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Figura 105 ± Poço de visita.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

3.2.3. Estação de Tratamento de Esgoto ± ETE Guavirá

A operação da ETE Guavirá iniciou-se no ano de 2014, com uma

capacidade instalada de 10 m³/hora, e projeção de atendimento para 57.616

habitantes. A ETE Guavirá está localizada às margens da Sanga Guavirá, na

periferia noroeste da cidade, aproximadamente a 4,5 km da área central do Distrito

Sede.

As fases do tratamento da ETE iniciam-se através do tratamento preliminar,

com gradeamento e desarenador (caixa de areia), seguidos pela lagoa anaeróbia

e lagoa facultativa. A ETE Guavirá trata em média 26,9 l/s de esgotos, com uma

carga orgânica de 928,69 kg/dia.

No ano de 2016, a ETE Guavirá estava operando com uma vazão de

entrada de efluentes em horários de pico de 40 m³/h. Esta quantidade foi suficiente

para preencher as lagoas anaeróbias, porém, não foi capaz de preencher

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completamente a lagoa facultativa. Consequentemente, até esta data, não houve

nenhum lançamento dos efluentes no corpo hídrico receptor, sendo o Sanga

Guavirá.

No ano seguinte, em 2017, foi constatado uma infiltração de esgoto no

talude da primeira lagoa anaeróbia. Desta forma, houve a necessidade da

implantação de uma segunda lagoa anaeróbia para receber o efluente, enquanto

que, a primeira lagoa recebia a manutenção. Atualmente há três lagoas em

operação e, o lodo gerado no tratamento é encaminhado para o aterro sanitário

municipal.

O SAAE realiza mensalmente, através de um laboratório terceirizado, as

análises físico-químicas e microbiológicas, tanto na entrada do sistema, quanto

na saída do efluente para o corpo hídrico receptor, destacando, que a ETE

Guavirá possuí outorga para operação e lançamento. As tabelas abaixo mostram

os resultados das análises físico-químicas no ano de 2022, para a entrada e saída

do efluente na ETE Guavirá, demonstrando a eficiência do tratamento.

Tabela 80 - Média das análises físico-químicas de entrada e saída do efluente na ETE

Guavirá.

ENTRADA

DBO DQO pH OD Turbidez Material Nit. Fósforo Sólidos O.

(mg/L) (mg/L) 0,20 (uT) Suspenso Amon. (mg/L) Suspensos Graxas

(mg/L) (mg/L)

318,64 577,09 7,65 193,67 (mL/L) 6,73 (mg/L)

57,29 86,73

2,58 168,00

SAÍDA

DBO DQO pH OD Turbidez Material Nit. Fósforo Sólidos O.

(mg/L) (mg/L) 8,31 10,85 (uT) Suspenso Amon. (mg/L) Suspensos Graxas

(mg/L) (mg/L)

68,82 221,18 105,80 (mL/L) 5,40 (mg/L)

34,39 14,91

0,22 112,17

Fonte: Serviço Autônomo de Água e Esgoto - SAAE, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e

Gestão de Cidades, 2023.

A tabela abaixo mostra os dados de outorgas de direito e vazões

operacionais da ETE Guavirá.

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Tabela 81 ± Tabela tarifária do SAAE.

Outorga para Lançamento de Efluentes

Razão Social SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO

CNPJ/CPF 76.878.669/0001-42

Endereço Lote 282/283/A-B

Bairro/Distrito Linha Peroba

Município Marechal Cândido Rondon

Atividade Captação, tratamento e distribuição de água

Bacia Hidrográfica Paraná 3

Corpo Hídrico Receptor Córrego Guavirá

Finalidade do Uso Diluição

Origem dom Efluente Sanitário

Vazão Máx. do Efluente (m³/h) 50,00 m³/h

Vazão Máx. p/ Diluição (m³/h) 250,00 m³/h

24 (vinte e quatro) hora(s) por dia

Regime de Lançamento 30 (trinta) dia(s) por mês

Coordenadas UTM

Jan/Fev/Mar/Abr/Mai/Jun/Jul/Ago/Set/Out/Nov/Dez

7286794 N 795604 E - Fuso 21

Concentrações máximas dos parâmetros Demanda Bioquímica de Oxigênio ± DBO: 60,00

para lançamento: (mg/L)

Demanda Química de Oxigênio ± DQO: 150,00

(mg/L)

Monitoramento do Efluente Tratado

Parâmetro Frequência

DBO Trimestral

DQO Trimestral

OD Trimestral

Vazão Trimestral

Monitoramento do Corpo Hídrico Receptor

Parâmetro Frequência

DBO Trimestral

DQO Trimestral

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Marechal Cândido Rondon - PR

STD Trimestral

pH Trimestral

Oxigênio Dissolvido Trimestral

Temperatura Trimestral

Fonte: Serviço Autônomo de Água e Esgoto - SAAE, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e

Gestão de Cidades, 2023.

Abaixo segue a tabela com os valores de cobrança praticados pelo SAAE,

de acordo com a Resolução n° 050/2023, que Dispõe sobre a Revisão Tarifária e

Serviços Públicos do Serviço Autônomo de Água e Esgoto, e dá outras

providências.

Tabela 82 - Portaria Instituto Água e Terra.

TARIFA RESIDENCIAL R$/M³

Faixa de Consumo Unidade Residencial R$ m³ Percentual Esgoto

Até 10 Mínimo 39,37 75%

De 11 até 35 m³ 4,40 75%

De 36 até 60 m³ 5,67 75%

Acima de 60 m³ 7,29 75%

TARIFA RESIDENCIAL SOCIAL R$/M³ - LEI MUNICIPAL n° 4.113/2009

Faixa de Consumo Unidade Residencial Social Percentual Esgoto

Até 10 Mínimo R$ m³ -

19,68

TARIFA COMERCIAL R$/M³

Faixa de Consumo Unidade Comercial R$ m³ Percentual Esgoto

Até 10 Mínimo 64,84 75%

De 11 até 35 m³ 6,95 75%

De 36 até 60 m³ 7,41 75%

Acima de 60 m³ 9,38 75%

TARIFA INDUSTRIAL R$/M³

Faixa de Consumo Unidade Industrial R$ m³ Percentual Esgoto

Até 10 Mínimo 72,37 75%

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Marechal Cândido Rondon - PR

De 11 até 60 m³ 7,76 75%

Acima de 60 m³ 9,14 75%

TARIFA PRODUTOR RURAL R$/M³

Faixa de Consumo Unidade Produtor Rural R$ m³ Percentual Esgoto

Até 60 Mínimo 164,42 75%

De 61 até 150 m³ 2,89 75%

De 151 até 300 m³ 3,12 75%

Acima de 300 m³ 4,05 75%

LIGAÇÕES DE ESGOTO

A vista - R$248,95

03 Pagamentos = 1+2 R$88,00 R$264,00

06 Pagamentos = 1+5 R$52,11 R$312,66

Fonte: Serviço Autônomo de Água e Esgoto - SAAE, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e

Gestão de Cidades, 2023.

Figura 106 - Entrada da ETE Guavirá.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Figura 107 - Calha Parshall.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Figura 108 - Lagoas anaeróbias e facultativas.

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Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Figura 109 ± Mapa de localização da ETE - Guavirá.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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3.2.4. Análise Crítica do Sistema de Esgotamento Sanitário

As principais deficiências que podem ser citadas no SES de Marechal

Cândido Rondon são:

x Ligações pluviais irregulares à rede de esgoto;

x 62% da população do Distrito Sede é desprovida do sistema coletivo

de tratamento de esgotos;

x Demais Distritos desprovidos de sistemas coletivos de tratamento de

esgotos.

A partir das deficiências levantadas serão apresentadas propostas

mitigatórias na etapa de Prognóstico. Assim, deve-se apresentar soluções para

os problemas apontados no presente produto.

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3.3. SISTEMA DE LIMPEZA URBANA E MANEJO DE RESÍDUOS

SÓLIDOS

Neste capítulo serão apresentados os diferentes aspectos técnicos,

institucionais, administrativos, legais, sociais e econômicos dos resíduos do

serviço de limpeza pública, domiciliares, resíduos orgânicos, coleta seletiva,

resíduos da construção civil ± RCC, resíduos volumosos, resíduos dos serviços

de saúde ± RSS, resíduos de logística reversa obrigatória, resíduos

agrossilvopastoris, resíduos de transporte, resíduos do saneamento e resíduos de

mineração e a destinação final, de acordo com a Política Nacional de Resíduos

Sólidos ± PNRS, Lei n° 12.305/2010.

Para cada tipo de resíduo gerado no Município de Marechal Cândido

Rondon, um panorama será mostrado, para que toda a população compreenda a

dinâmica do sistema de limpeza urbana.

3.3.1. Gerenciamento e Manejo dos Resíduos Sólidos

A PNRS - Política Nacional dos Resíduos Sólidos, em seu Artigo 3°, define

resíduos sólidos da seguinte forma:

...Material, substância, objeto ou bem descartado resultante

de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final se

procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos

estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em

recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu

ODQoDPHQWRQDUHGHS~EOLFDGHHVJRWRVRXHPFRUSRVG¶iJXDRX

exijam para isso soluções técnicas ou economicamente inviáveis em

face da melhor tecnologia disponível (BRASIL, 2010).

Os resíduos sólidos podem ser classificados de acordo com a sua origem,

tipo, composição química e periculosidade. Enquanto que a sua caracterização

tem por objetivo determinar a sua composição físico/químico. A classificação dos

resíduos é necessária para a obtenção de informações, sobre seus potenciais

riscos ambientais e de saúde pública.

A NBR n° 10.004/04 da ABNT ± Associação Brasileira de Normas Técnicas,

dispõe sobre a classificação de resíduos. De acordo com esta Norma, os resíduos

sólidos são classificados como resíduos no estado sólido e semissólido;

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resultantes de atividades industriais, domésticas, hospitalares, comerciais,

agrícolas e de varrição. Inclui-se também nesta definição os lodos provenientes

de sistemas de tratamento de água, os lodos gerados em equipamentos e

instalações de controle de poluição, assim como, líquidos cujas particularidades

tornem inviáveis seu lançamento ao ambiente.

A NBR n° 10.004/04 estabelece ainda a metodologia de classificação dos

resíduos sólidos quanto aos seus riscos potenciais ao meio ambiente e à saúde

pública. Sendo assim, o Resíduo Classe I, ou Resíduo Perigoso, é o resíduo que

apresenta característica de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade

e patogenicidade.

No que se refere ao Resíduo Classe II, considerado Não-Perigoso, estão

inseridos os Resíduos Não-Inertes e Inertes. Os resíduos Não-Inertes são aqueles

que podem apresentar propriedades como combustibilidade, biodegradabilidade

e solubilidade em água, geralmente são os resíduos úmidos, orgânicos.

Os Inertes, por outro lado, são aqueles que não se enquadram em

nenhuma das classificações anteriores, sendo fortemente representados pelos

resíduos recicláveis. De acordo com a PNRS, a classificação dos resíduos

segundo a sua origem ocorre da seguinte forma:

a) resíduos domiciliares: os originários de atividades domésticas em

residências urbanas;

b) Resíduos de Limpeza Urbana: os originários da varrição, limpeza de

logradouros e vias públicas e outros serviços de limpeza urbana;

F

UHVtGXRVVyOLGRVXUEDQRVRVHQJOREDGRVQDVDOtQHDV³D´H³E´

d) resíduos de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços: os

JHUDGRV QHVVDV DWLYLGDGHV H[FHWXDGRV RV UHIHULGRV QDV DOtQHDV ³E´ ³H´

³J´³K´H³M´

e) resíduos dos serviços públicos de saneamento básico: os gerados

QHVVDVDWLYLGDGHVH[FHWXDGRVRVUHIHULGRVQDDOtQHD³F´

f) resíduos industriais: os gerados nos processos produtivos e instalações

industriais;

g) resíduos de serviços de saúde: os gerados nos serviços de saúde,

conforme definido em regulamento ou em normas estabelecidas pelos

órgãos do Sisnama e do SNVS;

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h) resíduos da construção civil: os gerados nas construções, reformas,

reparos e demolições de obras de construção civil, incluídos os resultantes

da preparação e escavação de terrenos para obras civis;

i) resíduos agrossilvopastoris: os gerados nas atividades agropecuárias e

silviculturais, incluídos os relacionados a insumos utilizados nessas

atividades;

j) resíduos de serviços de transportes: os originários de portos, aeroportos,

terminais alfandegários, rodoviários e ferroviários e passagens de

fronteira;

k) resíduos de mineração: os gerados na atividade de pesquisa, extração

ou beneficiamento de minérios.

É imprescindível destacar que, para a elaboração deste plano, algumas das

informações e dados empregados foram derivados do descritivo técnico referente

à coleta convencional domiciliar de resíduos sólidos no Município de Marechal

Cândido Rondon, conduzido no ano de 2022 e disponibilizado pela Secretaria

Municipal de Agricultura e Política Ambiental.

Contudo, é importante também apresentar um panorama sobre os serviços

de gestão de resíduos sólidos e limpeza pública nos municípios da Região Sul.

Estes, geraram ao todo em 2022 a quantidade de 8.668.857 toneladas de

resíduos sólidos urbanos ± RSU, de acordo com o Panorama de Resíduos Sólidos

no Brasil realizado pela ABRELPE - Associação Brasileira de Empresas de

Limpeza Pública e Resíduos Especiais, em 2022.

A Tabela a seguir mostra a geração de RSU per capita nas cinco regiões

brasileiras e a quantidade de resíduos coletados no ano em questão.

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Tabela 83 ± Geração de resíduos per capita e total coletado nas diferentes regiões do país

em 2022.

Macrorregião Geração Per Quantidade de

Capita kg/hab./dia RSU Coletado

Toneladas/ano

Norte 0,884 5.110.575

Nordeste 0,955 16.705.718

Centro-Oeste 0,993 5.821.043

0,776 8.408.791

Sul 1,234 40.072.190

Sudeste 1,043 76.118.317

Brasil

Fonte: ABRELPE, 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Ainda de acordo com o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil de 2022,

realizado pela ABRELPE, cerca de 97% de todo o resíduo gerado na Região Sul

foi coletado no ano de 2022. Destes, apenas 71,6% foram encaminhados para

uma destinação adequada.

Acerca dos gastos por habitantes no ano de 2021, a Região Sul apresentou

um total de recursos aplicados no serviço de limpeza urbana de 08,48 R$/hab/mês

(ABRELPE, 2022).

A Tabela abaixo mostra a massa per capita coletada para o Município de

Marechal Cândido Rondon no ano de 2021, segundo o SNIS.

Tabela 84 - Massa Per Capita Coletada. Quantidade

Descrição (kg/hab.dia)

Massa coletada (rdo+rpu) per capita em relação à população urbana 0,78

Fonte: SNIS, 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

3.3.2. Arcabouço Legal

O presente capítulo retrata de forma sucinta os instrumentos legais (leis,

normas e regulamentos) que direta e/ou diretamente se relacionam com a gestão

dos resíduos sólidos, respectivamente nos âmbitos: federal, estadual e municipal,

os quais por sua vez serão confrontados numa análise integrada de suas redações

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por assunto de interesse ao planejamento, de modo a propiciar a identificação da

compatibilidade destes entre si.

No caso dos resíduos sólidos, para auxiliar os gestores nas tomadas de

decisões com o seu manejo adequado, há inúmeras determinações legais que

agem como suporte para facilitar as ações de gerenciamento que envolvem toda

a sua cadeia, sendo, a geração, o acondicionamento, o transporte, a disposição e

a destinação final correta.

Entretanto, todo este arcabouço legal, até o presente momento, não

impede que o indivíduo pratique atos criminosos envolvendo a questão dos

resíduos, mas através deste mesmo arcabouço legal, a sociedade se torna ciente

de que a comprovação de atos irregulares é passível de condenação, podendo

ser desde advertências, passando por sanções administrativas e multas, até a

detenção do responsável.

3.3.2.1. Âmbito federal

Neste subcapítulo é apresentada uma síntese dos principais dispositivos

legais e normativos vigentes no âmbito federal aplicáveis às temáticas

relacionadas à gestão e ao gerenciamento de resíduos sólidos especificamente,

educação, meio ambiente, saneamento básico, determinações e definições

técnicas, dentre outras que se referem tanto ao planejamento quanto à

estruturação e operação do sistema de limpeza urbana e manejo de resíduos

sólidos.

A gestão dos resíduos sólidos, diretamente conexa ao serviço público de

limpeza urbana, envolve-se no contexto do saneamento básico, o qual é um direito

do cidadão, conforme preconiza a Constituição Federal (BRASIL, 1988) em vista

da proteção à saúde e ao meio ambiente, de promoção à cidadania, infraestrutura

e desenvolvimento urbano.

Observa-se que anteriormente à CF/1988 existiam legislações mais

indiretamente aplicáveis à temática que também são elencadas e serão

consideradas neste relatório em se tratando de dispositivos legais recepcionados

pela Carta Magna e, portanto, vigentes.

A partir de promulgação da CF uma série de instrumentos legais na alçada

do saneamento básico foram elaborados almejando a melhoria de sua qualidade,

com objetivo de garantir o acesso universal ao sistema, com qualidade e controle

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social, conferindo ao gestor público um desafio para a sustentabilidade urbana

com enfoque na gestão dos resíduos sólidos.

Tratando especificamente do regramento legal do saneamento básico, bem

como dos demais instrumentos correlatos, que em síntese culminaram ao longo

dos anos póstumos a promulgação da CF em políticas que convergem à melhoria

ambiental com vista a gestão dos resíduos sólidos, apresenta-se no quadro a

seguir os principais atos legais (leis e decretos) formalizados no âmbito federal.

Quadro 1 - Breve descritivo dos principais dispositivos legais de âmbito federal direta ou

indiretamente relacionados com a gestão de resíduos sólidos.

NORMATIVO DESCRITIVO

Lei n. 5764, de 16 de Define a Política Nacional de Cooperativismo, institui o regime

dezembro de 1971 jurídico das sociedades cooperativas, e dá outras providências.

Portaria Minter n. 53, de Determina que os projetos específicos de tratamento e disposição

1 de março de 1979 de resíduos sólidos, ficam sujeitos à aprovação do órgão estadual

competente.

Lei n. 6.766, de 19 de Dispõe sobre o Parcelamento do Solo Urbano e dá outras

dezembro de 1979 Providências.

Lei n. 6.803, de 2 de julho Dispõe sobre as diretrizes básicas para o zoneamento industrial

de 1980 nas áreas críticas de poluição, e dá outras providências.

Art. 2: As zonas de uso estritamente industrial destinam-se,

preferencialmente, à localização de estabelecimentos industriais

cujos resíduos sólidos, líquidos e gasosos, ruídos, vibrações,

emanações e radiações possam causar perigo à saúde, ao bem-

estar e à segurança das populações, mesmo depois da aplicação

de métodos adequados de controle e tratamento de efluentes, nos

termos da legislação vigente.

Lei n. 6.938, de 31 de Institui a Política Nacional de Meio Ambiente.

agosto de 1981

Constituição da Art. 23: Define ser competência comum da União, dos Estados,

República Federativa do do Distrito Federal e dos Municípios promover programas de

saneamento básico;

Brasil de 1988

Art. 25, § 3º: Autoriza os Estados, mediante lei complementar,

instituir regiões para integrar a organização, o planejamento e a

execução de funções públicas de interesse comum;

Art. 30, inciso V: Compete aos Municípios organizar e prestar,

diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os

serviços públicos de interesse local que tem caráter essencial;

Art. 37, inciso XXI: ressalvados os casos especificados na

legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão

contratados mediante processo de licitação pública que assegure

igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas

que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as

condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente

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Lei n. 7.802, de 11 de permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica

julho de 1989 indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações;

Lei n. 8.666, de 21 de Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios

junho de 1993 poderão instituir os seguintes tributos: (...)II - taxas, em razão do

exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou

potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados

ao contribuinte ou postos a sua disposição; III - contribuição de

melhoria, decorrente de obras públicas.

§ 1º Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e

serão graduados segundo a capacidade econômica do

contribuinte, facultado à administração tributária, especialmente

para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados

os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os

rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte.

§ 2º As taxas não poderão ter base de cálculo própria de

impostos.

Art. 146. Cabe à lei complementar: (...)III - estabelecer normas

gerais em matéria de legislação tributária (...)

Art. 182, § 1º: Dispõe que a política de desenvolvimento urbano,

executada pelo Poder Público Municipal, conforme diretrizes

gerais fixadas por lei, tem por objetivo ordenar o pleno

desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-

estar de seus habitantes (art. 182) e obriga as cidades com mais

de 20.000 habitantes a elaborarem o Plano Diretor;

Art. 200: inciso IV: Define ser competência do Sistema Único de

Saúde (SUS) participar da formulação da política e da execução

das ações de saneamento básico; e inciso VI fiscalizar e

inspecionar bebidas e água para consumo humano;

Art. 225: Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente

equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia

qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o

dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras

gerações;

Art. 241: Preconiza que a União, os Estados, o Distrito Federal e

os Municípios disciplinarão por meio de lei os consórcios públicos

e os convênios de cooperação entre os entes federados,

autorizando a gestão associada de serviços públicos, bem como a

transferência total ou parcial de encargos, serviços, pessoal e

bens essenciais à continuidade dos serviços transferidos.

Dispõe sobre a pesquisa, a experimentação, a produção, a

embalagem e rotulagem, o transporte, o armazenamento, a

comercialização, a propaganda comercial, a utilização, a

importação, a exportação, o destino final dos resíduos e

embalagens, o registro, a classificação, o controle, a inspeção e a

fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins, e dá

outras providências. Regulamentado pelo Decreto n. 4.074, de 4

janeiro de 2002.

Regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, institui

normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá

outras providências.

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Decreto n 875, de 19 de Promulga o texto da Convenção sobre o Controle de Movimentos

julho de 1993 Transfronteiriços de Resíduos Perigosos e seu Depósito.

Lei n. 9.433, de 8 de Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, cria o Sistema

janeiro de 1997 Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamenta o

inciso XIX do art. 21 da Constituição Federal, e altera o art. 1º da

Lei n. 8.001, de 13 de março de 1990, que modificou a Lei n.

7.990, de 28 de dezembro de 1989.

Lei 9.605, de 12 de Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de

fevereiro de 1998 condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras

providências.

Lei n. 9.782, de 26 de Define o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, cria a Agência

janeiro de 1999 Nacional de Vigilância Sanitária, e dá outras providências.

Lei n. 9.795, de 27 de Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de

abril de 1999 Educação Ambiental e dá outras providências.

Lei n. 9974, de 6 de Altera a Lei n. 7.802, de 11 de julho de 1989, que dispõe sobre a

junho de 2000 pesquisa, a experimentação, a produção, a embalagem e

rotulagem, o transporte, o armazenamento, a comercialização, a

propaganda comercial, a utilização, a importação, a exportação, o

destino final dos resíduos e embalagens, o registro, a

classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização de

agrotóxicos, seus componentes e afins, e dá outras providências.

Lei n. 10.257, de 10 de Regulamenta os Arts. 182 e 183 da Constituição Federal,

julho de 2001 estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras

providências.

Art. 2: estabelece que a política urbana tem por objetivo ordenar o

pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da

propriedade urbana, mediante as seguintes diretrizes gerais:

Inciso II: gestão democrática por meio da participação da

população e de associações representativas dos vários

segmentos da comunidade na formulação, execução e

acompanhamento de planos, programas e projetos de

desenvolvimento urbano.

Decreto n. 4.074, de 4 de Regulamenta a Lei n. 7.802, de 11 de julho de 1989, que dispõe

janeiro de 2002 sobre a pesquisa, a experimentação, a produção, a embalagem e

rotulagem, o transporte, o armazenamento, a comercialização, a

propaganda comercial, a utilização, a importação, a exportação, o

destino final dos resíduos e embalagens, o registro, a

classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização de

agrotóxicos, seus componentes e afins, e dá outras providências.

Lei n. 11.107, de 06 de Dispõe sobre normas gerais de contratação de consórcios

abril de 2005 públicos e dá outras providências.

Lei n. 11.445, de 5 de Estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico; cria

janeiro de 2007 o Comitê Interministerial de Saneamento Básico; altera as Leis

nos 6.766, de 19 de dezembro de 1979, 8.666, de 21 de junho de

1993, e 8.987, de 13 de fevereiro de 1995; e revoga a Lei nº

6.528, de 11 de maio de 1978.

Decreto n. 6.017, de 17 Regulamenta a Lei n. 11.107, de 6 de abril de 2005, que dispõe

de janeiro de 2007 sobre normas gerais de contratação de consórcios públicos.

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Lei n. 12.187, de 29 de Institui a Política Nacional sobre Mudanças Climáticas - PNMC e

dezembro de 2009 dá outras providências.

Lei n. 12.305, de 02 Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei no

agosto de 2010 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências.

Lei n. 12.725, de 16 de Dispõe sobre o controle da fauna nas imediações de aeródromos.

outubro de 2012

Art. 2, inciso V: Área de Segurança Aeroportuária (ASA): área

circular do território de um ou mais municípios, definida a partir do

centro geométrico da maior pista do aeródromo ou do aeródromo

militar, com 20 km (vinte quilômetros) de raio, cujos uso e

ocupação estão sujeitos a restrições especiais em função da

natureza atrativa de fauna;

Art. 2, inciso VI: atividade atrativa de fauna: vazadouros de

resíduos sólidos e quaisquer outras atividades que sirvam de foco

ou concorram para a atração relevante de fauna, no interior da

ASA, comprometendo a segurança operacional da aviação.

Lei n. 14.026, de 15 de Atualiza o marco legal do saneamento básico e altera a Lei nº

julho de 2020 9.984, de 17 de julho de 2000, para atribuir à Agência Nacional de

Águas e Saneamento Básico (ANA) competência para editar

normas de referência sobre o serviço de saneamento, e altera a

Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, para tratar dos prazos

para a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.

Decreto Nº 10.936, de 12 Regulamenta a Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, que institui

de janeiro de 2022 a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Revoga o regulamento

anterior da PNRS (Decreto Federal nº 7.404/2010) e o Decreto

Federal nº 9.177/2017 que trata sobre a isonomia na logística

reversa, revoga o Decreto Federal nº 5.940/2006; Coleta Seletiva

Solidária foi substituída pelo Programa Coleta Seletiva Cidadã.

Altera o Decreto nº 7.404/201, há a necessidade de promover a

separação de resíduos secos e orgânicos, de forma segregada

dos rejeitos. Altera o Decreto nº 9.177/2017, as cooperativas e as

associações de catadores de materiais recicláveis poderão

integrar o sistema de logística reversa, desde que atendam aos

requisitos da lei e se comprometam a destinar 100% dos

materiais recebidos, inclusive aqueles que não tenham valor

positivo de mercado. Cria o Programa Nacional de Logística

Reversa.

Lei 9.974, de 6 de junho Altera a Lei nº 7.802, de julho de 1989, que dispõe sobre a

de 2000 pesquisa, a experimentação, produção, embalagem e rotulagem,

o transporte, armazenamento, comercialização, propaganda

comercial, a utilização, importação, exportação, destino final dos

resíduos e embalagens, o registro, a classificação, controle,

inspeção e fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e

afins, e dá outras providências.

Fonte: Brasil,2020. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), órgão consultivo e

deliberativo do Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA), instituído pela

Política Nacional de Meio Ambiente, cuja competência deliberativa é vinculada a

diretrizes e normas técnicas, critérios e padrões relativos à proteção ambiental e

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ao uso dos recursos ambientais, legislou desde 1986 acerca de matérias distintas

associadas a temática. O quadro a seguir sintetiza as preconizações de tal órgão

sobre a temática de resíduos sólidos, objeto do presente documento.

Quadro 2 - Breve descritivo das principais deliberações do CONAMA no âmbito federal

que direta ou indiretamente se relacionam com a gestão de resíduos sólidos.

NORMATIVO DESCRITIVO

Resolução CONAMA Dispõe sobre critérios básicos e diretrizes gerais para a avaliação de

n. 1, de 23 de janeiro impacto ambiental.

de 1986

Resolução CONAMA Dispõe sobre o gerenciamento de resíduos sólidos gerados nos

n. 5, 5 de agosto de portos, aeroportos, terminais ferroviários e rodoviários.

Resolução CONAMA Dispõe sobre as definições e o tratamento a ser dado aos resíduos

n. 23, de 12 perigosos, conforme as normas adotadas pela Convenção da Basiléia

dezembro de 1996 sobre o controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos

perigosos e seu Depósito.

Resolução CONAMA Dispõe sobre a importação, em caráter excepcional, de desperdícios

n. 228, de 20 de e resíduos de acumuladores elétricos de chumbo.

agosto de 1997

Resolução CONAMA Dispõe sobre a revisão e complementação dos procedimentos e

n. 237, de 19 de critérios utilizados para o licenciamento ambiental.

dezembro de 1997

Resolução CONAMA Licenciamento de fornos rotativos de produção de clínquer para

n. 264, de 26 de atividades de coprocessamento de resíduos.

agosto de 1999

Resolução CONAMA Estabelece o código de cores para os diferentes tipos de resíduos, a

n. 275, de 25 de abril ser adotado na identificação de coletores e transportadores, bem

como nas campanhas informativas para a coleta seletiva.

de 2001

Resolução CONAMA Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos

n. 307, de 5 de julho resíduos da construção civil.

de 2002

Resolução CONAMA Dispõe sobre o Inventário Nacional de Resíduos Sólidos Industriais.

n. 313, de 29 de

outubro de 2002

Resolução CONAMA Dispõe sobre procedimentos e critérios para o funcionamento de

n. 316, de 29 de sistemas de tratamento térmico de resíduos.

outubro de 2002

Resolução CONAMA Altera a Resolução CONAMA n. 307, de 5 de julho de 2002, incluindo

n. 348, de 16 de o amianto na classe de resíduos perigosos.

agosto de 2004

Resolução CONAMA Dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos

n. 358, de 29 de abril serviços de saúde e dá outras providências.

de 2005

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Resolução CONAMA Dispõe sobre o recolhimento, coleta e destinação final de óleo

n. 362, de 23 de lubrificante usado ou contaminado

junho de 2005

Resolução CONAMA Estabelece os limites máximos de chumbo, cádmio e mercúrio para

n. 401, de 4 de pilhas e baterias comercializadas no território nacional e os critérios e

padrões para o seu gerenciamento ambientalmente adequado, e dá

novembro de 2008

outras providências.

Resolução CONAMA Estabelece critérios e diretrizes para o licenciamento ambiental de

n. 404, de 11 de aterro sanitário de pequeno porte de resíduos sólidos urbanos.

novembro de 2008

Resolução CONAMA Dispõe sobre procedimentos para inspeção de indústrias

n. 411, de 6 de maio consumidoras ou transformadoras de produtos e subprodutos

florestais madeireiros de origem nativa, bem como os respectivos

de 2009 padrões de nomenclatura e coeficientes de rendimento volumétricos,

inclusive carvão vegetal e resíduos de serraria.

Resolução CONAMA Dispõe sobre a prevenção à degradação ambiental causada por

n. 416, de 30 de pneus inservíveis e sua destinação ambientalmente adequada, e dá

setembro de 2009

outras providências.

Resolução CONAMA Dispõe sobre os procedimentos de controle da importação de

n. 452, de 2 de julho resíduos, conforme as normas adotadas pela Convenção da Basiléia

de 2012 sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos

Perigosos e seu Depósito.

Resolução CONAMA Dispõe sobre os requisitos e critérios técnicos mínimos necessários

n. 465, de 5 de para o licenciamento ambiental de estabelecimentos destinados ao

dezembro de 2014 recebimento de embalagens de agrotóxicos e afins, vazias ou

contendo resíduos.

Resolução CONAMA Altera a Resolução CONAMA n. 307, de 05 de julho de 2002, que

n. 469, de 29 de julho estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos

de 2015 resíduos da construção civil.

Resolução CONAMA Altera a Resolução n. 411, de 6 de maio de 2009, que dispõe sobre

n. 474, de 6 de abril procedimentos para inspeção de indústrias consumidoras ou

de 2016 transformadoras de produtos e subprodutos florestais madeireiros de

origem nativa, bem como os respectivos padrões de nomenclatura e

coeficientes de rendimento volumétricos, inclusive carvão vegetal e

resíduos de serraria, e dá outras providências.

Resolução CONAMA Estabelece critérios e procedimentos para garantir o controle e a

n. 481, de 3 de qualidade ambiental do processo de compostagem de resíduos

outubro de 2017

orgânicos, e dá outras providências.

Resolução CONAMA Altera a Resolução nº 411, de 6 de maio de 2009, que dispõe sobre

n. 497, de 19 de procedimentos para inspeção de indústrias consumidoras ou

agosto de 2020.

transformadoras de produtos e subprodutos florestais madeireiros de

origem nativa, bem como os respectivos padrões de nomenclatura e

coeficientes de rendimento volumétricos, inclusive carvão vegetal e

resíduos de serraria.

Resolução CONAMA Dispõe sobre o licenciamento da atividade de coprocessamento de

n. 499, de 06 de resíduos em fornos rotativos de produção de clínquer.

outubro de 2020.

Fonte: CONAMA, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Analogamente ao CONAMA, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária -

ANVISA tem assumido papel de orientar, definir regras e regular conduta dos

diferentes agentes geradores de resíduos de serviços da saúde, à exemplo

destaca-se a Resolução Anvisa RDC n. 306, de 7 de dezembro de 2004 (ANVISA,

2004) que especificamente dispõe sobre o regulamento técnico para o

gerenciamento de resíduos de serviços da saúde.

No que tange a normalização1 insta salientar a Associação Brasileira de

Normas Técnicas (ABNT) como o Foro Nacional de Normalização, reconhecido

pela sociedade brasileira desde sua fundação, em 28 de setembro de 1940, cuja

responsabilidade é a de elaborar as Normas Brasileiras (ABNT NBR), as quais

permeiam a implementação de políticas públicas, desenvolvimento de mercados,

defesa de consumidores e a segurança.

Neste contexto, o quadro a seguir é apresentado de forma sucinta as

principais normas relacionadas a temática de planejamento do manejo dos

resíduos sólidos.

Quadro 3 - Breve descritivo das principais Normas da ABNT que direta e/ou indiretamente

se relacionam com a gestão de resíduos sólidos.

NORMA DESCRITIVO

ABNT NBR Aterros de resíduos perigosos - Critérios para projeto, construção e

10.157:1987 operação ± Procedimento.

ABNT NBR Apresentação de projetos de aterros sanitários de resíduos sólidos

8.419:1992 urbanos ± Procedimento.

(Versão

Corrigida:1996)

ABNT NBR Armazenamento de resíduos sólidos perigosos ± Procedimento.

12.235:1992

ABNT NBR Coleta, varrição e acondicionamento de resíduos sólidos urbanos ±

12.980:1993 Terminologia.

ABNT NBR Coleta de resíduos sólidos.

13.463:1995

ABNT NBR Aeroportos - Gerenciamento de resíduos sólidos.

8.843:1996

ABNT NBR Compostagem ± Terminologia.

13.591:1996

1 Normalização: segundo a ABNT Atividade que estabelece, em relação a problemas existentes ou

potenciais, prescrições destinadas à utilização comum e repetitiva com vistas à obtenção do grau ótimo de

ordem em um dado contexto

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Marechal Cândido Rondon - PR

ABNT NBR Aterros de resíduos não perigosos - Critérios para projeto,

13.896:1997 implantação e operação.

ABNT NBR Embalagem rígida vazia de agrotóxico ± Procedimentos de lavagem.

13.968:1997

Resíduos sólidos ± Classificação.

ABNT NBR

10.004:2004 Amostragem de Resíduos Sólidos.

ABNT NBR Resíduos sólidos da Construção civil e resíduos inertes - Aterros -

10.007:2004 Diretrizes para projeto, implantação e operação.

ABNT NBR Resíduos sólidos da Construção civil - Áreas de reciclagem -

15.113:2004 Diretrizes para projeto, implantação e operação.

Estabilidade de encostas.

ABNT NBR

15.114:2004 Resíduos sólidos urbanos ± Aterros sanitários de pequeno porte ±

Diretrizes para localização, projeto, implantação, operação e

ABNT NBR encerramento.

11.682:2009 Resíduos de serviços de saúde ² Terminologia

ABNT NBR Resíduos de serviços de saúde ² Gerenciamento de resíduos de

15.849:2010 serviços de saúde intraestabelecimento

ABNT NBR Resíduos de serviços de saúde ² Classificação

12.807:2013

Resíduos de serviços de saúde ² Gerenciamento

ABNT NBR extraestabelecimento ² Requisitos

12.809:2013

Resíduos sólidos urbanos para fins energéticos - Requisitos

ABNT NBR

12.808:2016

ABNT NBR

12.810:2020

ABNT NBR

16.849:2020

Fonte: ABNT, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Ainda, cita-se alguns mecanismos que são decorrentes dos dispositivos

legais e/ou iniciativas setoriais para atendimento da logística reversa de resíduos

como pode ser visto no quadro seguir.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Quadro 4 - Instrumentos de implementação e operacionalização do sistema de logística

reversa.

CATEGORIA OBJETO DOCUMENTO

Implantação de sistema de logística reversa - Assinado em

de embalagens plásticas usadas de 19/12/2012;

lubrificantes.

- Extrato publicado no

Diário Oficial da União

(D.O.U) de 07/02/2013.

Acordo setorial Implementação do sistema de logística - Assinado em

reversa de lâmpadas fluorescentes de 27/11/2014;

vapor de sódio e mercúrio e de luz mista.

- Extrato publicado no

Implementação de sistemas de logística D.O.U de 12/03/2015.

reversa de embalagens em geral

- Assinado em

25/11/2015;

- Extrato publicado no

D.O.U. de 27/11/2015;

Implantação da Logística Reversa de - Assinado em

Eletroeletrônicos 31/10/2019;

- Extrato publicado no

D.O.U de 19/11/2019

Decreto n. 10.388 Implantação da Logística Reversa de

de 05 de junho de Medicamentos

Regulamento Institui, para fabricantes nacionais e Instrução Normativa

importadores, os procedimentos relativos Ibama n. 8, de 30 de

ao controle do recebimento e da destinação setembro de 2012.

final de pilhas e baterias ou de produtos

Instrução Normativa

que as incorporem. Ibama n. 1, de 18 de

Procedimentos necessários ao março de 2010.

cumprimento da Resolução CONAMA nº

416 de 2009, pelos fabricantes e

importadores de pneus novos, sobre coleta

e destinação final de pneus inservíveis.

Iniciativas Inpev ± entidade que integra todos elos da

operantes na cadeia que gerencia o sistema de

temática destinação das embalagens de defensivos

agrícolas pós consumo.

Reciclanip ± realiza a coleta e destinação

de pneus inservíveis.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

3.3.2.2. Âmbito estadual

Em todo o território do Estado do Paraná há legislações e normas que

abrangem a proteção do ambiente, assim como, o seu uso sustentável, garantindo

que a exploração econômica não cause danos irreversíveis para o meio e para a

população.

No caso dos resíduos sólidos, para auxiliar os gestores nas tomadas de

decisões com o seu manejo adequado, há inúmeras leis, normas e resoluções

exclusivas, agindo como suporte para facilitar as ações de gerenciamento que

envolvem toda a sua cadeia, sendo, a geração, o acondicionamento, o transporte,

a disposição e a destinação final correta.

Quadro 5 - Legislações e normas estaduais de Resíduos Sólidos (Estado do Paraná).

NORMATIVO DESCRITIVO

Lei nº 9.056 de 02 de Dispõe que a produção, distribuição e a comercialização no Estado do

agosto de 1989 Paraná, de fertilizantes, corretivos, inoculantes, ou biofertilizantes,

destinados à agricultura, estão condicionados a prévio cadastramento

perante a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento e

adota outras providências.

Lei nº 12.493 de 22 de Estabelece princípios, procedimentos, normas e critérios referentes a

janeiro de 1999 geração, acondicionamento, armazenamento, coleta, transporte,

tratamento e destinação final dos resíduos sólidos no Estado do

Paraná, visando controle da poluição, da contaminação e a

minimização de seus impactos ambientais e adota outras providências.

Lei nº 15.698 de 27 de Autoriza o Estado do Paraná a participar dos consórcios

novembro de 2007 intermunicipais de gestão de resíduos sólidos que especifica.

Lei nº 16.075 de 01 de Proíbe o descarte de pilhas, lâmpadas fluorescentes, baterias de

abril de 2009 telefone celular e demais artefatos que contenham mercúrio metálico

em resíduo doméstico ou comercial, conforme especifica e adota

Lei nº 16.953 de 29 de outras providências.

novembro de 2011

Dispõe sobre multa por dano ambiental caracterizado por qualquer ato

que implique o depósito de lixo em logradouro público e propriedades

rurais.

Lei nº 17.211 de 03 de Dispõe sobre a responsabilidade da destinação dos medicamentos em

julho de 2012 desuso no Estado do Paraná e seus procedimentos.

Lei nº 17.232 de 16 de Estabelece diretrizes para coleta seletiva contínua de resíduos sólidos

julho de 2012 oriundos de embalagens que compõem a linha branca no âmbito do

território paranaense.

Lei nº 17.321 de 25 de Estabelece que a emissão do certificado de conclusão, expedido pelo

setembro de 2012 órgão competente, seja condicionada à comprovação de que os

resíduos (entulhos) remanescentes do processo construtivo tenham

sido recolhidos e depositados em conformidade com as exigências da

legislação aplicável à espécie.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Lei nº 19.260 de 05 de Dispõe sobre medidas de coleta e de reciclagem de óleos de origem

dezembro de 2017 vegetal e animal de uso culinário e seus resíduos em todo o Estado do

Paraná.

Lei nº 19.261 de 07 de Cria o Programa Estadual de Resíduos Sólidos Paraná Resíduos para

dezembro de 2017 atendimento às diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos no

Estado do Paraná e dá outras providências.

Lei nº 19.294 de 13 de Dispõe sobre o descarte de embalagens recicláveis em pontos

dezembro de 2017 comerciais.

Lei nº 19.967 de 16 de ,QVWLWXL D PDUFD GLVWLQWLYD ³6HOR (VWDGXDO /RJtVWLFD 5HYHUVD´ SDUD

outubro de 2019 fabricantes, importadores, comerciantes e distribuidores signatários de

acordo setorial estadual e/ou termos de compromisso de logística

reversa de resíduos sólidos no Estado do Paraná.

Lei nº 19.979 de 22 de Institui a Sema Estadual do Lixo Zero no Estado do Paraná.

outubro de 2019

Dispõe sobre o Plano Estadual de Resíduos Sólidos do Estado do

Lei nº 20.607 de 10 de Paraná e dá outras providências.

junho de 2021

Lei nº 20.708 de 22 de Dispõe sobre a separação do lixo orgânico e do lixo reciclável nas

setembro de 2021 repartições públicas estaduais.

Lei nº 21.052 de 23 de Estabelece diretrizes e critérios para o licenciamento, implantação,

maio de 2022 operação e encerramento de aterros sanitários e industriais e para o

gerenciamento de resíduos, contemplando as atividades de transporte,

coleta, armazenamento, tratamento e destinação final de resíduos,

visando o controle da poluição, da contaminação e a minimização de

seus impactos ambientais.

Fonte: Legislação Estadual do Paraná, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de

Cidades, 2023.

3.3.2.3. Âmbito municipal

Quanto à Legislação Municipal, leis que abrangem o território e

necessidades específicas para cada município constituem-se como importantes

ferramentas à disposição dos gestores municipais, fato que pode contribuir para

adoção e fiscalização de metas e objetivos acerca da gestão e manejo de resíduos

sólidos.

O quadro a seguir mostra algumas das legislações municipais de Marechal

Cândido Rondon, relacionadas com o gerenciamento e manejo dos resíduos

sólidos.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Quadro 6 - Legislação municipal aplicável a temática de Resíduos Sólidos.

NORMATIVO DESCRITIVO

Lei Ordinária nº 1858/1988 Dispõe sobre a coleta, transporte destino de resíduos sólidos

hospitalares no município de Marechal Cândido Rondon

Decreto nº 106/2002 Regulamenta a disposição e o transporte de resíduos de

construção civil e de escavações e similares, na cidade de

Marechal Cândido Rondon

Lei Ordinária nº 4329/2011 Autoriza o executivo a aderir ao consórcio intermunicipal para

gerenciamento de resíduos sólidos, e dá outras providências

Lei Ordinária nº 4699/2014 Aprova o plano municipal de gestão integrada de resíduos

sólidos e dá outras providências

Lei Ordinária nº 4819/2015 Institui a política municipal de resíduos sólidos, estabelece

normas e diretrizes para gestão integrada dos resíduos sólidos

urbanos e dá outras providências

Lei Ordinária nº 4781/2015 Institui o plano municipal de saneamento básico de Marechal

Cândido Rondon, compreendendo os serviços públicos de

abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza

urbana e manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo de

águas pluviais urbanas, e dá outras providências

Fonte: Prefeitura Municipal de Marechal Cândido Rondon, 2023. Adaptado por Líder Engenharia

e Gestão de Cidades, 2023.

3.3.3. Limpeza Pública

A limpeza pública é caracterizada pela composição dos serviços de

varrição, capina, roçagem, poda, corte de árvores e limpeza de bocas de lobo e

galerias pluviais. Sendo assim, o Quadro abaixo traz a definição e os tipos de

serviço de limpeza pública presente nos municípios brasileiros.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Quadro 7 - Definição e tipos de serviço que caracterizam a limpeza pública.

SERVIÇO DEFINIÇÃO FORMAS DE EXECUÇÃO

Varrição A varrição pode ser considerada A varrição pode ser realizada de

como uma das principais atividades forma manual ou mecanizada. No

de limpeza pública. Ela se estende Brasil, a varrição manual é realizada

para todos os tipos de vias públicas, por garis, podendo ser de empresas

como vias pavimentadas ou não, privadas contratadas para a

calçadas, praças, túneis, sarjetas, execução dos serviços ou, da própria

escadarias e qualquer outro tipo de Prefeitura.

logradouros públicos em geral.

Roçagem Conjunto de procedimentos

concernentes ao corte, manual ou

mecanizado, da cobertura vegetal A roçada pode ser realizada de forma

herbácea considerada prejudicial e manual ou mecanizada. Na forma

que se desenvolve em vias e mecanizada são utilizadas roçadeiras

logradouros públicos, bem como em e na forma manual, são utilizadas

áreas não edificadas, públicas ou enxadas ou enxadinhas.

privadas, abrangendo a coleta dos

resíduos resultantes.

Executada antes da roçada, a capina

também consiste em um conjunto de

procedimentos concernentes ao

corte, manual ou mecanizado, ou à

supressão por agentes químicos da A capina é realizada de forma

manual, utilizando enxada ou

cobertura vegetal rasteira, enxadinha, e quando autorizado,

utiliza-se produtos químicos.

Capina considerada prejudicial e que se

desenvolve em vias públicas, bem

como em áreas não edificadas,

públicas ou privadas, abrangendo,

eventualmente, a remoção de suas

raízes e incluindo a coleta dos

resíduos resultantes.

Poda Utilizada no paisagismo urbano para

retirar folhas, ramos e galhos, com o

objetivo de modificar a sua aparência Geralmente executada de forma

e estética, para que os galhos mecânica, com o auxílio de

cresçam de forma ordenada, evitando motosserras.

a danificação da rede elétrica ou a

queda de galhos podres.

Conjunto de procedimentos para A limpeza das bocas-de-lobo e valas

Limpeza das retirar os resíduos das galerias de drenagem são realizadas de forma

bocas de lobo e

pluviais e redes de drenagem urbana, manual com pás, porém, quando há a

valas de

drenagem evitando desta forma as enchentes e presença de resíduos mais pesados,

acúmulo de resíduos nos rios e utiliza-se tratores ou caminhões

córregos. Munck.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Para o Município de Marechal Cândido Rondon, os resíduos oriundos da

varrição são destinados para uma área de compostagem localizada próximo à

sede da COOPERAGIR ± Cooperativa dos Agentes Ambientais e são de

responsabilidade da Secretaria Municipal de Agricultura e Política Ambiental. É de

se destacar que a população do município pode estar utilizando deste material

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Marechal Cândido Rondon - PR

compostado como adubo para suas lavouras e plantações, dentre outras

finalidades.

O município de Marechal Cândido Rondon dispõe de um triturador de

galhos a partir de investimentos em parceria com a Itaipu Binacional, que contribui

para o desenvolvimento nos sistemas de saneamento dos municípios presentes

na região.

O modelo disposto para uso é o Scorpion PTU/500, mas conforme

verificado em visita técnica ao município, o mesmo encontra-se inutilizado por falta

de operadores técnicos.

Figura 110 - Triturador de Galhos modelo Scorpion PTU/500.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Para os outros serviços que caracterizam a limpeza pública descritos no

quadro acima, no Município de Marechal Cândido Rondon, a Secretaria Municipal

de Agricultura e Política Ambiental também é a responsável pelo gerenciamento.

Os serviços de poda são executados através de um cronograma elaborado

pela Prefeitura e, podem também ser destinados voluntariamente pela população

no Ecoponto Municipal, localizado dentro do Parque de Exposições. Na imagem

abaixo é possível notar os resíduos de poda armazenados no interior do ecoponto.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 111 - Resíduos de poda dispostos no Ecoponto.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

No que se refere à execução dos serviços de limpeza pública, de forma

geral, o Município de Marechal Cândido Rondon demonstra uma gestão eficiente

do sistema. Não foram identificadas vias públicas com resíduos dispersos ou

dispositivos de armazenamento danificados ou vandalizados, o que contribui

positivamente para o desenvolvimento do município e para a manutenção das

condições sanitárias.

Diante disso, a imagem abaixo demonstra os locais com boa execução dos

serviços de limpeza pública no município.

Figura 112 ± Locais com boa execução dos serviços de limpeza pública.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Em relação a algumas informações sobre os serviços de limpeza pública,

a Tabela a seguir mostra alguns dados disponibilizados pelo Sistema Nacional de

Informações sobre Saneamento - SNIS, referentes ao Município de Marechal

Cândido Rondon, tomando como base valores do ano de 2021.

Tabela 85 - Informações sobre os serviços de limpeza pública de Marechal Cândido

Rondon.

Indicador Quantidade

TB015 - Quantidade total de trabalhadores remunerados envolvidos 138 trabalhadores

nos serviços de manejo de RSU.

FN208 - Despesa total com o serviço de coleta de RDO e RPU. R$ 2.594.984,14

FN214 - Despesa total com o serviço de varrição. R$ 1.257.423,38

FN220 - Despesa total com serviços de manejo de RSU. R$ 4.930.065,03

Fonte: SNIS,2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

3.3.4. Resíduos Sólidos Domiciliares - RDO

Para o Município de Marechal Cândido Rondon, a responsabilidade pelo

gerenciamento dos resíduos sólidos domiciliares é da Secretaria Municipal de

Agricultura e Política Ambiental e a empresa que realiza a coleta destes resíduos

é a Costa Oeste Serviços LTDA.

Conforme dados fornecidos pela Prefeitura, a coleta convencional de

resíduos domiciliares atinge integralmente a população urbana do Município,

abrangendo tanto a sede quanto os demais Distritos. No entanto, é importante

destacar que não há prestação de serviço na área rural. Nestas regiões, é comum

a utilização de composteiras para a gestão dos resíduos orgânicos, visando sua

posterior utilização nas propriedades rurais.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 113 - Dispositivo para armazenamento de resíduo domiciliar.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Figura 114 ± Armazenamento e separação de recicláveis e orgânicos.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

No que se refere ao roteiro de coleta dos resíduos domiciliares do município

de Marechal Cândido Rondon, o mesmo é realizado em todas as vias públicas da

área urbana, tanto da sede quanto dos Distritos. Em relação a setorização, a

mesma é elaborada de forma a agrupar as regiões com características comuns

de quantidade de resíduos gerados, uso e ocupação do solo, densidade

populacional, dentre outros fatores.

A seguir são demonstrados através de mapas e tabelas a divisão territorial

imposta para os roteiros de coleta, juntamente com informações a respeito da

quantidade coletada, reciclada, distância ao aterro, dentre outros dados.

No Distrito Sede, a segmentação do itinerário de coleta é efetuada por meio

de nove Setores, sendo que a área correspondente ao Centro Comercial ostenta

a maior frequência de coleta no município, com um total de seis dias semanais,

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

ao passo que os demais Setores possuem uma frequência de três dias por

semana. Por outro lado, nos demais Distritos, a necessidade de coleta se restringe

a um único dia por semana.

O Mapa a seguir apresenta a setorização imposta no Distrito Sede para o

roteiro da coleta convencional de resíduos domiciliares no Município de Marechal

Cândido Rondon.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 115 - Mapa dos Setores de Coleta Convencional no Distrito Sede.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon ± PR

A seguir são apresentados os dados de cada setorização em respeito ao

número de unidades geradoras, a média de geração total de lixo, fração reciclável,

volume de resíduos destinados ao aterro municipal, distância média do aterro e

periodicidade da coleta, informações que agrupam as características de cada

setor, fator importante no planejamento da rota de coleta e na subdivisão das

áreas.

Tabela 86 - Informações de coleta do Setor 01. 2.670

4.188

SETOR 1 - CENTRO COMERCIAL 1.466

Número médio de unidades geradoras de resíduos 32,97

92,64

Geração total de lixo (média) (kg/dia) 13.700

Fração reciclável (kg/dia)

Meta de recolha de resíduos recicláveis (ton/mês) 6

Destinado ao aterro sanitário (ton/mês)

Distância média do aterro sanitário (m)

Periodicidade da coleta (dias/semana)

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Tabela 87 - Informações de coleta do Setor 02.

SETOR 2 - CENTRO LESTE

Número médio de unidades geradoras de resíduos 1.062

1.666

Geração total de lixo (média) (kg/dia) 583

Fração reciclável (kg/dia) 13,11

Meta de recolha de resíduos recicláveis (ton/mês) 36,84

Destinado ao aterro sanitário (ton/mês) 13.700

Distância média do aterro sanitário (m)

Periodicidade da coleta (dias/semana) 3

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Tabela 88 - Informações de coleta do Setor 03.

SETOR 3 - CENTRO OESTE 1.048

Número médio de unidades geradoras de resíduos 1.644

Geração total de lixo (média) (kg/dia) 12,93

Fração reciclável (kg/dia) 36,36

Meta de recolha de resíduos recicláveis (ton/mês) 13.700

Destinado ao aterro sanitário (ton/mês)

Distância média do aterro sanitário (m) 3

Periodicidade da coleta (dias/semana)

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon ± PR

Tabela 89 ± Informações de coleta dos Setores 04 e 05.

SETOR 4 ± BAIRRO BOA VISTA SETOR 5 ± BAIRRO VILA GAÚCHA

Número médio de unidades 2.216 Número médio de unidades 1.555

geradoras de resíduos 3.476 geradoras de resíduos 2.439

Geração total de lixo (média) Geração total de lixo (média)

(kg/dia) (kg/dia)

Fração reciclável (kg/dia) 1.216 Fração reciclável (kg/dia) 854

Meta de recolha de resíduos Meta de recolha de resíduos

recicláveis (ton/mês) 27,36 recicláveis (ton/mês) 19,20

Destinado ao aterro sanitário Destinado ao aterro sanitário

(ton/mês) 76,89 (ton/mês) 53,97

Distância média do aterro 17.600 Distância média do aterro 15.400

sanitário (m) sanitário (m)

Periodicidade da coleta Periodicidade da coleta

(dias/semana) 3 (dias/semana) 3

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Tabela 90 ± Informações de Coleta dos Setores 06 e 07.

SETOR 6 ± BAIRROS ANA PAULA/SÃO SETOR 7 ± BAIRROS UNIVERSITÁRIO /

LUCAS/MARECHAL LÍDER

Número médio de unidades 2.538 Número médio de unidades 2.204

geradoras de resíduos 3.981 geradoras de resíduos 3.457

Geração total de lixo (média) Geração total de lixo (média)

(kg/dia) (kg/dia)

Fração reciclável (kg/dia) 1.393 Fração reciclável (kg/dia) 1.210

Meta de recolha de resíduos Meta de recolha de resíduos

recicláveis (ton/mês) 31,35 recicláveis (ton/mês) 27,21

Destinado ao aterro sanitário Destinado ao aterro sanitário

(ton/mês) 88,08 (ton/mês) 76,47

Distância média do aterro 15.400 Distância média do aterro 14.000

sanitário (m) sanitário (m)

Periodicidade da coleta Periodicidade da coleta

(dias/semana) 3 (dias/semana) 3

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon ± PR

Tabela 91 ± Informações de Coleta dos Setores 08 e 09.

SETOR 8 ± BAIRROS PRIMAVERA / SETOR 9 ± BAIRROS BOTAFOGO /

HIGIENÓPOLIS ALVORADA

Número médio de unidades 2.704 Número médio de unidades 2.933

geradoras de resíduos 4.241 geradoras de resíduos 4.600

Geração total de lixo (média) Geração total de lixo (média)

(kg/dia) (kg/dia)

Fração reciclável (kg/dia) 1.484 Fração reciclável (kg/dia) 1.610

Meta de recolha de resíduos Meta de recolha de resíduos

recicláveis (ton/mês) 33,39 recicláveis (ton/mês) 36,24

Destinado ao aterro sanitário Destinado ao aterro sanitário

(ton/mês) 93,84 (ton/mês) 101,79

Distância média do aterro 12.600 Distância média do aterro 11.800

sanitário (m) sanitário (m)

Periodicidade da coleta Periodicidade da coleta

(dias/semana) 3 (dias/semana) 3

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Em relação aos demais distritos presentes no Município de Marechal

Cândido Rondon, os mesmos participam do roteiro de coleta convencional dos

resíduos domiciliares, mas com a frequência reduzida a apenas um dia por

semana, sendo realizado especificamente nas Terças, Quintas, Sextas e Sábados

no período diurno.

A seguir são apresentados os mapas de localização de cada distrito do

Município de Marechal Cândido Rondon, totalizando oito distritos e uma vila rural.

Concomitantemente aos mapas, são fornecidas as informações previamente

delineadas para a subdivisão das áreas, juntamente com as distâncias de cada

localidade até o Aterro Sanitário Municipal e a frequência de coleta estabelecida.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 116 ± Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de Porto Mendes.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 117 - Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de Bom Jardim.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Figura 118 ± Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de Iguiporã.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 119 - Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de Novo Três Passos.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 120 - Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de Novo Horizonte.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 121 - Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de Bela Vista.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Figura 122 - Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de Margarida.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Figura 123 - Roteiro da Coleta Convencional no Distrito de São Roque.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Figura 124 - Roteiro da Coleta Convencional na Vila Rural Santa Clara.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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A seguir são apresentados os valores gerais referentes a coleta convencional dos

resíduos domiciliares no Município de Marechal Cândido Rondon, incluindo a

Sede e os demais Distritos.

Tabela 92 - Resumo Geral da Coleta Convencional. 20.149

31.601

RESUMO GERAL 11.060

Número médio de unidades geradoras de resíduos 248,85

699,18

Geração total de lixo (média) (kg/dia)

Fração reciclável (kg/dia)

Meta de recolha de resíduos recicláveis (ton/mês)

Coleta Convencional (ton/mês)

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

No Município de Marechal Cândido Rondon, acerca da coleta e tratamento

de resíduos orgânicos, existe um projeto pendente de implementação destinado

à coleta diferenciada dos mesmos. A Prefeitura Municipal adquiriu um trator, por

meio de investimentos em parceria com a Itaipu Binacional, para o revolvimento

das leiras de compostagem.

Tal procedimento visa facilitar a circulação de oxigênio e potencializar as

propriedades fertilizantes do composto resultante. Contudo, devido à ausência de

implementação do referido projeto e à escassez de operadores técnicos, o

equipamento para o revolvimento das leiras permanece inutilizado. Na Figura

abaixo é mostrado o maquinário adquirido.

Figura 125 - Trator para revolvimento das leiras de compostagem.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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3.3.5. Resíduos Recicláveis

A reciclagem é um conjunto de técnicas de reaproveitamento de materiais

descartados, reintroduzindo-os no ciclo produtivo. É uma das alternativas de

tratamento de resíduos sólidos mais vantajosas, tanto do ponto de vista ambiental,

quanto social e econômico, reduzindo o consumo de recursos naturais,

economizando energia e água, diminuindo o volume gerado de resíduos sólidos e

promovendo emprego à população (FRANCESCHET; ROSA, 2015).

A coleta seletiva é definida como o conjunto de procedimentos referentes

ao recolhimento de resíduos recicláveis e/ou de resíduos orgânicos compostáveis,

que tenham sido previamente separados na fonte geradora, dos resíduos

orgânicos e rejeitos. Essas separações buscam evitar a contaminação dos

materiais reaproveitáveis e aumentar o valor agregado (CEMPRE, 2018).

Silva e Capanema (2019) consideram a participação popular extremamente

importante para a gestão de resíduos. Entretanto, de acordo com pesquisa

elaborada pela Ibope Inteligência, a população brasileira de maneira geral carece

de informações sobre coleta seletiva e quais os tipos de materiais que podem ser

reciclados, fato que salienta a importância do papel do Poder Público na

divulgação dessas informações, de maneira eficiente.

De acordo com a Abrelpe (2021), no ano de 2019, as associações e

cooperativas vinculadas à entidade coletaram e venderam cerca de 354 mil

toneladas de materiais recicláveis. Com destaque para as categorias de papel,

plástico e vidro, seguidos de outros metais, outros materiais e alumínio. Gerando

cerca de R$30.000,00 de faturamento por mês.

No âmbito do município de Marechal Cândido Rondon, um importante

recurso no gerenciamento de resíduos sólidos é o Ecoponto, estrategicamente

localizado no Parque de Exposições da cidade, adjacente ao Estádio Municipal.

Este Ecoponto é destinado à recepção voluntária de resíduos recicláveis por parte

da população, oferecendo um ponto central para a entrega consciente desses

materiais.

Essa iniciativa visa não apenas promover a separação adequada dos

resíduos, contribuindo para a eficiência dos processos de reciclagem, mas

também fomentar a conscientização ambiental e a participação ativa da

comunidade na gestão sustentável dos resíduos sólidos. O local em questão é

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disposto de diversos containers de armazenamento para cada tipo de resíduo,

conforme identificado na Figura abaixo.

Figura 126 - Containers dispostos no Ecoponto.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Segundo a Prefeitura Municipal, os materiais aceitos no Ecoponto são

resíduos de podas e jardinagem, eletrônicos, madeiras, resíduos da construção

civil, resíduos volumosos e eletrodomésticos. Desta forma, há um revezamento

para o recolhimento dos resíduos entre a associação e a cooperativa de catadores

presentes no município e que serão melhor detalhados no decorrer do trabalho.

Figura 127 - Imagem de divulgação do Ecoponto pela COOPERAGIR.

Fonte: Divulgação Prefeitura Municipal, 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de

Cidades, 2023.

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O Município de Marechal Cândido Rondon possuí programa de coleta

seletiva que abrange toda a população do Distrito Sede e os demais Distritos,

realizada por uma cooperativa, a COOPERAGIR, e a ACAN ± Associação dos

Catadores Amigos da Natureza.

De acordo com informações disponibilizadas pela Prefeitura Municipal, a

abrangência da coleta porta a porta é de 100% da população urbana e, além do

recolhimento, estas associações realizam a comercialização dos materiais

reaproveitados.

De acordo com informações da Prefeitura Municipal, no ano de 2022 foram

comercializadas 1.097 toneladas pela COOPERAGIR e 805 toneladas pela

ACAN, somando um total de 1.902 toneladas comercializadas.

Dentre a composição deste material, temos 848 toneladas de papel e

papelão, 562 toneladas de plástico, 184 toneladas de metais, 305 toneladas de

materiais de vidro e o restante composto por outros elementos. Ambas as

organizações dispõem de caminhões próprios para a coleta, na imagem abaixo é

evidenciado um caminhão utilizado pela ACAN para o transporte dos resíduos.

Figura 128 - Caminhão utilizado para coleta da ACAN.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Ainda no contexto da coleta seletiva, a Prefeitura Municipal de Marechal

Cândido Rondon disponibiliza dois sacos de ráfia reforçados aos cidadãos para

acondicionamento de resíduos recicláveis.

Durante o dia designado para a coleta seletiva, conduzida tanto pela ACAN

quanto pela COOPERAGIR, o primeiro saco é coletado e encaminhado às sedes

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das respectivas associações. Subsequentemente, no caso de uma coleta

adicional na mesma semana, o segundo saco, agora preenchido, é recolhido,

enquanto o primeiro, previamente coletado, é devolvido ao residente vazio. Este

procedimento possibilita o armazenamento adequado dos materiais recicláveis

pelos cidadãos.

Na Figura a seguir é identificado os sacos de ráfia utilizados na coleta

seletiva do município.

Figura 129 - Sacos para o armazenamento de resíduos recicláveis.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Acerca do roteiro de coleta, há um revezamento entre as duas

organizações para o recolhimento dos resíduos, dispostos de caminhões próprios.

O cronograma é efetuado de segunda a sexta feira, das 8h às 22h, e os locais de

coleta são planejados segundo as Tabelas abaixo.

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Tabela 93 - Cronograma de coleta da ACAN.

LOCAL DIA HORÁRIO ASSOCIAÇÃO

Barcelona, Augusto, Higienópolis, Sol Segunda Feira

Nascente Terça Feira

Primavera, São Matheus, Ciprestes,

Ipês

São Francisco, Industrial, Leste Quarta Feira 8h às 22h ACAN

Recanto Feliz, São Marcos, Nova Quinta Feira

América, Botafogo

Ana Neusa, Klaumann, Frankfurth, Sexta Feira

Natacha

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Tabela 94 - Cronograma de coleta da COOPERAGIR.

HORÁRI COOPERATIV

LOCAL DIA O A

Vila Gaúcha Sexta Feira

Boa Vista Segunda Feira

Alvorada, Espigão Quinta Feira 8h às 22h COOPERAGIR

Quarta Feira

Universitário, Marechal, São

Lucas

Quadrante Central Leste Terças e Sextas

Quadrante Central Oeste Segundas e Quintas

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Tanto a ACAN quanto a COOPERAGIR possuem locais próprios para o

armazenamento dos resíduos recicláveis, no caso da Cooperativa, o mesmo se

estabelece em uma área próxima ao antigo lixão municipal localizado na Rodovia

PR 491, Quilômetro 2.

Já a Associação de Catadores possui um galpão localizado ao lado do

Ecoponto Municipal, dentro do parque de exposições. Porém, já foi disponibilizado

pela Prefeitura um novo local de operação, próximo à sede da COOPERAGIR.

Este novo local disponibilizado já possui uma esteira de rolagem dos

resíduos, além de diversas caçambas de reciclagem armazenadas, conforme

mostrado na Figura abaixo. Porém, de acordo com informações da Prefeitura

Municipal, os membros da associação ainda não realizaram a mudança.

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Figura 130 - Novo Galpão disponibilizado para ACAN.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Nas imagens abaixo são mostradas as entradas dos galpões atualmente

utilizados pela ACAN e COOPERAGIR, respectivamente.

Figura 131 - Galpão da associação de catadores ACAN.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Figura 132 - Galpão da COOPERAGIR.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Figura 133 - Armazenamento dos resíduos no interior da Cooperativa.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Segundo informações a respeito do maquinário utilizado pela cooperativa,

tem-se a disposição uma esteira de elevação, um funil de alimentação, uma

esteira de triagem (chão) uma esteira de rejeitos e uma prensa de enfardamento,

além de uma máquina extrusora de isopor, este último que também se encontra a

disposição para o uso da ACAN.

A máquina extrusora possui a finalidade de diminuir o volume do isopor e

consequentemente aumentar o seu valor comercial. Sob alta pressão e

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temperatura, o material é fundido e moldado em formato específico,

transformando resíduos de poliestireno expandido (EPS) em novos produtos.

O equipamento é oriundo de um investimento de R$ 69.405,66 através de

convênio com o Ministério do Meio Ambiente e está à disposição da

COOPERAGIR e da ACAN. Porém, o mesmo encontra-se inutilizado por falta de

operadores técnicos presentes nas associações.

Na imagem abaixo é mostrada a máquina extrusora de isopor, responsável

pela redução do volume destes resíduos.

Figura 134 - Máquina extrusora de isopor.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Para a reciclagem de vidros, a população realiza a entrega voluntária tanto

no Ecoponto Municipal, quanto no galpão de responsabilidade da ACAN. Em

razão da inviabilidade comercial deste tipo de material, devido às precauções

necessárias no manuseio e o grande volume gerado, a Prefeitura Municipal de

Marechal Cândido Rondon realiza um incentivo financeiro para a associação de

catadores, onde a mesma faz uma contribuição extra para cada Quilograma do

material comercializado.

Em muitos casos, quando há compradores para este tipo de resíduo, as

associações e cooperativas são as responsáveis pelo transporte dos mesmos,

tornando ainda mais inviável a comercialização. Portanto, essa intervenção

financeira desempenha um papel crucial ao mitigar os desafios logísticos

associados à comercialização, tornando-a executável economicamente.

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Na figura abaixo, tem-se o armazenamento de vidro em caçambas no

interior do Ecoponto Municipal e no galpão da associação de catadores,

respectivamente.

Figura 135 - Armazenamento de vidro no Ecoponto e ACAN.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Outro ponto de destaque para o tratamento de resíduos recicláveis no

Município de Marechal Cândido Rondon é em relação as embalagens laminadas

de alimentos, que possuem aspecto metalizado.

A associação de catadores realiza o recolhimento deste tipo de resíduo e

também atua no enfardamento dos mesmos, diminuindo o volume e facilitando o

transporte e manuseio. Após o processo de enfardamento, as embalagens

laminadas são retornadas para os fabricantes.

Na Figura a seguir é mostrado o enfardamento do material situado no

interior do galpão da ACAN.

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Figura 136 - Embalagens laminadas enfardadas.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Ainda tratando dos materiais comercializados pela ACAN, a mesma

também realiza o recolhimento de fiações. Quando desprovidas de Cobre em usa

composição, as mesmas apresentam valor comercial muito baixo, dificultando a

venda.

Entretanto, a associação de catadores realiza a comercialização para uma

empresa especializada no tratamento desse tipo específico de resíduo, gerando

renda.

Figura 137 - Fiações armazenadas no galpão da ACAN.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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3.3.6. Resíduos com Logística Reversa Obrigatória

A logística reversa busca implementar o princípio da responsabilidade

compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos na etapa do pós-consumo,

retornando-os a um novo ciclo de reaproveitamento (ABRELPE, 2021).

Com o auxílio de embasamento legal, produtos e embalagens que possam

e/ou causem prejuízo à saúde pública, também devem ser incorporados ao

sistema logístico reverso (SINIR, 2023).

O Artigo 3° da Política Nacional dos Resíduos Sólidos define a logística

reversa da seguinte forma:

³,QVWUXPHQWRGHGHVHQYROYLPHQWRHFRQ{PLFRHVRFLDO

caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios

destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao

setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros

ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada

(BRASIL, 2010).

Os resíduos sólidos com logística reversa obrigatória (RLO) são:

x Baterias automotivas;

x Eletroeletrônicos;

x Embalagens de agrotóxicos;

x Embalagens plásticas de óleos lubrificantes;

x Embalagens em geral;

x Filtros usados de óleo lubrificante automotivo;

x Lâmpadas;

x Medicamentos;

x Óleo comestível;

x Óleo lubrificante usado ou contaminado;

x Pilhas e baterias;

x Pneus inservíveis;

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Figura 138 - Resíduos com logística reversa obrigatória.

Fonte: SINIR, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Sendo assim, o Artigo 33 da Lei Federal nº 12.305/2010 ± Política Nacional

dos Resíduos Sólidos, determinou a existência da responsabilidade pós-consumo

dos fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e consumidores,

obrigando-os a criar e manter sistemas de retorno dos produtos, além da coleta,

armazenamento, transporte e destinação final ambientalmente adequada, de

forma independente do serviço público de limpeza urbana e manejo dos resíduos

sólidos. Não deixando de aproximar o engajamento social pela comunicação com

a sociedade (FECOMERCIOSP, 2023).

Figura 139 - Relação interligada entre os atores no sistema de logística reversa.

Fonte: COUTO; LANGE, 2017. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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A PNRS representa um marco para a sociedade brasileira em relação à

sustentabilidade, expondo uma avançada visão na forma como a sociedade em

geral se relaciona com os resíduos sólidos gerados. E além de introduzir a

Logística Reversa, também preconiza o Princípio da Responsabilidade

Compartilhada pelo Ciclo de Vida dos Produtos (SINIR, 2023).

Esse princípio é preconizado pela ideia de que fabricantes, importadores,

distribuidores, comerciantes e consumidores devem agir em conjunto para que

aconteça o reaproveitamento, reciclagem e destinação adequada dos resíduos

sólidos. Nele, o cidadão no papel de consumidor é responsável por entregar os

resíduos nas condições solicitadas e nos locais estabelecidos pelos sistemas de

logística reversa (SINIR, 2023).

O setor privado fica responsável pelo gerenciamento ambientalmente

correto dos resíduos sólidos, reincorporação na cadeia produtiva, inovações nos

produtos que tragam benefícios socioambientais, uso racional dos materiais e

prevenção da poluição.

Por último, o Poder Público fica à cargo de fiscalizar todo o processo

envolvendo os demais responsáveis pelo sistema, sempre buscando

conscientizar e educar os cidadãos (SINIR, 2023).

Figura 140 - Fluxo simplificado de resíduos nos sistemas de logística reversa.

Fonte: SINIR, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Dentre os resíduos com logística reversa obrigatória, tem-se os resíduos

eletroeletrônicos, que são aqueles cujo funcionamento se dá por meio de

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correntes elétricas com tensão nominal não superior a 240 volts, podendo ser de

grande porte ou não, tais como refrigeradores, micro-ondas, fogões, máquinas de

lavar, ar-FRQGLFLRQDGR ³SURGXWRV GH OLQKD EUDQFD´

DVVLP FRPR FRPSXWDGRUHV

telefones, televisores, celulares, drones, cartuchos e toners, por exemplo

(ABRELPE, 2021).

De acordo com o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, elaborado pela

Abrelpe em 2022, no país existem duas entidades gestoras responsáveis pela

logística reversa de resíduos eletroeletrônicos, a Abree - Associação Brasileira de

Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos e a Green Eletron - Gestora

para Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos Nacional.

A Abree informou que até o presente momento da elaboração do

panorama, existiam naquele ano um total de 3.417 pontos de recebimento

espalhados entre 1.224 municípios. (ABRELPE, 2022). Ainda de acordo com a

Abree, a quantidade de resíduos eletroeletrônicos e eletrodomésticos coletada e

destinada de forma ambientalmente correta para reciclagem em 2021 foi de 1.245

toneladas.

Para o sistema Green Eletron (Gestora para Resíduos de Equipamentos

Eletroeletrônicos Nacional), em 2021 foram coletados e destinados de forma

ambientalmente adequada 715,83 toneladas de resíduos eletroeletrônicos.

(ABRELPE, 2022).

Em Marechal Cândido Rondon, os resíduos caracterizados como

eletrodomésticos inservíveis são destinados voluntariamente pela população no

ecoponto municipal, e o material que poderá ser reaproveitado é recolhido pelas

associações de catadores (COOPERAGIR e ACAN) para separação e posterior

comercialização.

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Figura 141 - Ciclo da logística reversa de eletroeletrônicos e seus componentes.

Fonte: SINIR, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

No caso das pilhas e baterias, o sistema Green Eletron informou ter

destinado corretamente um total de 144,41 toneladas de pilhas no ano de 2021,

além de possuir, até o ano em questão, 7.453 pontos de entrega voluntária de

pilhas e baterias instalados em 978 municípios em todos os estados da federação

(ABRELPE, 2022).

De acordo com o Sinir (2023), existe a responsabilidade incumbida aos

fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de pilhas e baterias de

disponibilizarem locais para recebimento destes resíduos, quando inservíveis,

para os consumidores que quiserem realizar o descarte.

Em Marechal Cândido Rondon, os resíduos de pilhas e baterias podem ser

descartados em locais disponibilizados pela Prefeitura Municipal e em outros

pontos de recolhimento espalhados pelo município. Além disso, são propostas

algumas campanhas para o recolhimento destes materiais e a conscientização da

população para o manejo correto, como por exemplo a Semana do Lixo Zero

realizada em outubro de 2023.

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Figura 142 - Ciclo da logística reversa de pilhas e baterias.

Fonte: SINIR, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

No caso da logística reversa de lâmpadas, conforme expõe a Associação

Brasileira para a Gestão da Logística Reversa de Produtos de Iluminação

(Reciclus), de acordo com o último relatório anual disponível (2020) haviam 2.124

pontos de coletas instalados por 465 municípios, e também associação com 99

empresas colaboradoras, promovendo então a coleta e destinação adequada de

6.351.257 unidades de lâmpadas (ABRELPE, 2022).

Também de acordo com a Reciclus, desde o começo de suas atividades

em 2017, até o ano de 2021, foram coletadas 20.138.214 unidades de lâmpadas

em 3.043 pontos de coleta (SINIR, 2023).

A separação de lâmpadas inservíveis tem certo nível de complexidade

maior, pois a fim de evitar quebra durante o transporte, devem ser embaladas

individualmente, de preferência na posição vertical, identificadas e encaminhadas

para empresas licenciadas. Além de haver o cuidado de separar as quebradas

das demais, em recipientes herméticos com vedação adequada (MOURÃO; SEO,

2012).

No Município de Marechal Cândido Rondon o descarte de Lâmpadas

fluorescentes inservíveis deve ser realizado nos próprios locais de compra a partir

da responsabilidade compartilhada entre os fabricantes, importadores,

distribuidores, comerciantes e consumidores. Além disso, em 2022 foi realizada

uma campanha para a destinação de lâmpadas inservíveis no Ecoponto

municipal.

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Figura 143 - Ciclo da logística reversa de lâmpadas inservíveis.

Fonte: SINIR, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

No que diz respeito a coleta e armazenamento de pneus inservíveis no

Município de Marechal Cândido Rondon, os mesmos são acondicionados nas

próprias borracharias.

Entretanto, há um esforço do poder público em redirecionar a destinação

destes materiais para um espaço apropriado ao armazenamento dos mesmos,

pois, segundo relatos de vereadores apresentados em sessão, há um espaço

limitado para o volume de material nas borracharias, além da dificuldade de

solicitar empresas que atendem no setor, pois a demanda não é grande o

suficiente.

De acordo com informações repassadas pela Prefeitura Municipal, a

responsabilidade de armazenamento e destinação dos resíduos de pneus

inservíveis no município se dá pelos próprios geradores, sendo eles oficinas,

concessionárias, dentre outros.

Na atividade agrícola a produção de resíduos está mais associada ao

acúmulo de embalagens de fertilizantes, produtos veterinários, agrotóxicos e

maquinários de implementação (MMA, 2012).

No caso das embalagens, possuem tóxicos que representam grandes

riscos para a saúde humana e contaminação do meio ambiente. Por esse motivo,

cabe a implantação ou utilização da logística reversa, devendo os próprios

distribuidores e fornecedores se responsabilizarem pela realização do serviço de

destinação correta.

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A Lei Federal n° 9.974/2000, conhecida como Lei do Agrotóxico, disciplina

a destinação final de embalagens vazias de agrotóxicos determinando

responsabilidades para o agricultor, para o revendedor e para o fabricante

(BRASIL, 2000).

De acordo com o Decreto nº 4.074/2002, que regulamenta a Lei dos

Agrotóxicos, a gestão de todo o processo de logística reversa desses resíduos é

feita pelos produtores e comerciantes, os quais devem manter o controle das

quantidades, dos tipos e das datas de vendas de produtos, além das embalagens

devolvidas pelos usuários, devendo tais controles estar disponíveis para a

fiscalização (BRASIL, 2002).

O fluxo logístico da operação inicia-se no ato da venda do produto, em que

o usuário (agricultor) deve ser informado sobre os procedimentos de lavagem,

acondicionamento, armazenamento, transporte e devolução de embalagens

vazias. Assim, cabe ao Poder Público Municipal fiscalizar quanto ao cumprimento

dessas ações.

Os usuários de agrotóxicos e afins deverão efetuar a devolução das

embalagens vazias, e respectivas tampas, aos estabelecimentos comerciais em

que foram adquiridos, no prazo de até um ano, contado da data de sua compra

(BRASIL, 2000).

Após o uso e antes da devolução, cabe ao agricultor realizar a lavagem das

embalagens no campo, armazenando-as temporariamente para entrega posterior

na unidade de recebimento indicada. A norma técnica ABNT NBR n° 13.968/1997,

da Associação Brasileira de Normas Técnicas, define a chamada "tríplice

lavagem" e a lavagem sob pressão, técnica que permite que os resíduos contidos

nas embalagens possam ser diluídos em diferentes concentrações e reutilizados

na lavoura (ABNT, 1997).

Os estabelecimentos destinados ao desenvolvimento de atividades que

envolvem embalagens vazias de agrotóxicos, componentes ou afins, bem como

produtos em desuso ou impróprios para utilização, deverão obter licenciamento

ambiental (BRASIL, 2000).

As empresas titulares de registro, produtoras e comercializadoras de

agrotóxicos, seus componentes e afins, são responsáveis pelo recolhimento, pelo

transporte e pela destinação final das embalagens vazias, devolvidas pelos

usuários aos estabelecimentos comerciais ou aos postos de recebimento, bem

como dos produtos por elas fabricados e comercializados (BRASIL, 2000).

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Quando o produto não for fabricado no país, a pessoa física ou jurídica

responsável pela importação assumirá, com vistas à reutilização, reciclagem ou

inutilização, a responsabilidade pela destinação (BRASIL, 2000).

No município de Marechal Cândido Rondon, ao que se refere a logística

das embalagens de agrotóxicos vazias, os mesmos são devolvidos aos

comerciantes dos produtos para o correto acondicionamento e destinação dos

resíduos.

3.3.7. Resíduos dos Serviços de Saúde

Os Resíduos de Serviços de Saúde (RSS), são aqueles provenientes de

qualquer atividade de natureza médico-assistencial humano ou animal, clínicas

odontológicas, veterinárias, farmácias, centros de pesquisa - farmacologia e

saúde, medicamentos vencidos, necrotérios, funerárias, medicina legal e barreiras

sanitárias (CEMPRE, 2018).

Segundo o Art. 13 da Política Nacional do Meio Ambiente ± PNRS n°

12.305/ 2010, os resíduos de serviços de saúde estão inclusos na classificação

dos resíduos sólidos, sendo sua gestão de responsabilidade do gerador

obedecendo as normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama, do SNVS e do

Suasa (BRASIL, 2010).

Um importante marco na área de resíduos de serviços de saúde ± RSS,

ocorreu na década de noventa com a Resolução CONAMA nº 006/1991, que

desobrigou a incineração dos resíduos provenientes deste tipo de atividade,

transferindo a competência da criação de normas de destinação final desses

resíduos para os órgãos estaduais.

Desse modo, os procedimentos técnicos de licenciamento, como

acondicionamento, transporte e disposição final realizados nos municípios que

não optaram pela incineração, são feitos por órgãos estaduais (CONAMA, 1991).

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, através da Resolução

RDC n° 306/2004, dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de

resíduos de serviços de saúde, que já atribuía aos geradores dos resíduos a

obrigatoriedade e responsabilidade de elaboração do Plano de Gerenciamento de

Resíduos de Serviços de Saúde ± PGRSS (ANVISA, 2004).

Conforme a Resolução CONAMA n° 358/2005, que dispõe sobre o

tratamento e a disposição dos resíduos dos serviços de saúde e dá outras

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providências, é de responsabilidade dos geradores de resíduos de serviço de

saúde, o gerenciamento dos resíduos, desde a geração até a disposição final, de

forma a atender aos requisitos ambientais e de saúde pública e ocupacional

(CONAMA, 2005).

Quanto à classificação, segundo as resoluções RDC ANVISA nº 306/2004

e CONAMA n° 358/2005 os RSS são classificados em 5 grupos: A, B, C, D e E,

sendo:

x Grupo A: engloba os componentes com possível presença de

agentes biológicos que, por suas características de maior virulência

ou concentração, podem apresentar risco de infecção. Exemplos:

placas e lâminas de laboratório, carcaças, peças anatômicas

(membros), tecidos, bolsas transfusionais contendo sangue, dentre

outras;

x Grupo B: contém substâncias químicas que podem apresentar risco

à saúde pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas

características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e

toxicidade. Exemplos: medicamentos apreendidos, reagentes de

laboratório, resíduos contendo metais pesados, dentre outros;

x Grupo C: quaisquer materiais resultantes de atividades humanas

que contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos

limites de eliminação especificados nas normas da Comissão

Nacional de Energia Nuclear (CNEN) como, por exemplo, serviços

de medicina nuclear e radioterapia etc;

x Grupo D: não apresentam risco biológico, químico ou radiológico à

saúde ou ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos

domiciliares. Exemplos: sobras de alimentos e do preparo de

alimentos, resíduos das áreas administrativas etc;

x Grupo E: materiais perfurocortantes ou escarificantes, tais como

lâminas de barbear, agulhas, ampolas de vidro, pontas

diamantadas, lâminas de bisturi, lancetas, espátulas e outros

similares (CONAMA, 2005).

Os resíduos de serviços de saúde grupos A, B, C e E são caracterizados

pela Norma ABNT NBR n° 10.004/2004 como Resíduos de Classe I ± Perigosos,

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Marechal Cândido Rondon - PR

tendo em vista suas características de patogenicidade, toxicidade, reatividade,

corrosividade e inflamabilidade (ABNT, 2004).

Ainda de acordo com a RDC ANVISA nº. 306/2004 e CONAMA 358/2005,

todo gerador deve elaborar um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços

de Saúde.

O PGRSS deve ser documentado, apontando e descrevendo as ações

relativas ao manejo dos resíduos, abrangendo as etapas de geração, segregação,

acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte, tratamento e disposição

final, bem como as ações desenvolvidas visando a proteção da saúde pública e

do meio ambiente (ANVISA, 2004).

A observação de estabelecimentos de serviços de saúde tem demonstrado

que os resíduos dos Grupos A, B, C e E são, em conjunto, 25% do volume total.

Os do Grupo D (resíduos comuns e passíveis de reciclagem, como as

embalagens) respondem por 75% do volume (MMA, 2012).

No município de Marechal Cândido Rondon, de acordo com informações

do SNIS referente ao ano de 2021, 100% das despesas para a coleta de RSS são

a partir da contratação de empresas privadas, com um gasto anual de R$

139.287,34. A empresa responsável pela coleta e transporte destes resíduos é a

Servioeste - Soluções Ambientais LTDA.

Ainda com base em dados do SNIS, Marechal Cândido Rondon envia os

resíduos de serviços de saúde coletados para outro município, no caso Chapecó

± SC e possui uma massa de RSS coletado por capita em relação a população

urbana de 2,28 kg/1000 hab/dia. A seguir são listadas as unidades públicas de

saúde e que são geradoras de resíduos.

x POSTO DE SAÚDE DE NOVO TRÊS PASSOS

x POSTO DE SAÚDE JARDIM PRIMAVERA

x POSTO DE SAÚDE DE NOVO HORIZONTE

x POSTO DE SAÚDE JARDIM MARECHAL

x POSTO DE SAÚDE LOTEAMENTO SÃO LUCAS

x POSTO DE SAÚDE DE PORTO MENDES

x UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE GERTA HERPICH DE BOM JARDIM

x POSTO DE SAÚDE DE IGUIPORA

x POSTO DE SAÚDE DE MARGARIDA

x CENTRO DE SAÚDE DA CRIANÇA E DA MULHER

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x POSTO DE SAÚDE VILA GAÚCHA

x POSTO DE SAÚDE LOTEAMENTO AUGUSTO JOSE ALVES DE

ARAÚJO

x POSTO DE SAÚDE JARDIM ALVORADA

x POSTO DE SAÚDE DE SÃO ROQUE

x POSTO DE SAÚDE JARDIM LIDER

A Tabela a seguir mostra os tipos de estabelecimentos e as quantidades

de salas, com base em dados até junho de 2023.

Tabela 95 - Estabelecimentos de Saúde no Município de Marechal Cândido Rondon.

Descrição Salas

CLINICAS BÁSICAS 19

POLICLÍNICA 3

HOSPITAL GERAL 2

CONSULTÓRIO ISOLADO 161

CLÍNICA/CENTRO DE ESPECIALIDADE 8

UNIDADE DE APOIO DIAGNOSE E TERAPIA (SADT ISOLADO) 14

UNIDADE MÓVEL DE NÍVEL PRÉ-HOSPITALAR NA ÁREA DE URGÊNCIA 1

FARMÁCIA 6

UNIDADE DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE 1

CENTRAL DE GESTÃO EM SAÚDE 1

CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL 1

PRONTO ATENDIMENTO 1

CENTRAL DE REGULAÇÃO DO ACESSO 1

POLO DE PREVENÇÃO DE DOENÇAS E AGRAVOS E PROMOÇÃO DA SAÚDE 1

CENTRO DE IMUNIZAÇÃO 2

Fonte: Sistema Único de Saúde, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades,

2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

3.3.8. Resíduos de Construção Civil e Volumosos

Os Resíduos de Construção Civil - RCC, também conhecidos como

entulhos, são oriundos de resquícios das atividades de obras e infraestrutura tais

como: reformas, construções novas, demolições, restaurações, reparos e outros

inúmeros conjuntos de fragmentos como restos de pedregulhos, areias, materiais

cerâmicos, argamassas, aço, madeira e etc. (CONAMA, 2002).

A resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA nº

307/2002, é o instrumento legal determinante no quesito dos resíduos da

construção civil, que define quem são os geradores, quais são os tipos de resíduos

e as ações a serem tomadas quanto à geração e a destinação (CONAMA, 2002).

De acordo com a classificação dos resíduos, podem ser divididos em quatro

classes:

x Classe A: são os reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais

como: de construção, demolição, reformas e reparos de

pavimentação e de outras obras de infraestrutura, inclusive solos

provenientes de terraplanagem; de construção, demolição, reformas

e reparos de edificações: componentes cerâmicos (tijolos, blocos,

telhas, placas de revestimento etc.), argamassa e concreto; de

processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em

concreto (blocos, tubos, meios-fios etc.) produzidas nos canteiros de

obras;

x Classe B: são os resíduos recicláveis para outras destinações, tais

como: plásticos, papel/papelão, metais, vidros, madeiras e outros;

x Classe C: são os resíduos para os quais não foram desenvolvidas

tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a

sua reciclagem ou recuperação, tais como os produtos oriundos do

gesso;

x Classe D: são os resíduos perigosos oriundos do processo de

construção, tais como: tintas, solventes, óleos e outros, ou aqueles

contaminados oriundos de demolições, reformas e reparos de

clínicas radiológicas, instalações industriais e outros. Classificação

alterada pelo artigo terceiro da resolução 348/2004 da CONAMA,

que passa a incluir telhas e demais objetos e materiais que

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contenham amianto ou outros produtos nocivos à saúde (BRASIL,

2004).

A Resolução também considera outros conceitos e definições sobre o RCC,

sendo:

x Agregado reciclado - é o material granular proveniente do

beneficiamento de resíduos de construção que apresentem

características técnicas para a aplicação em obras de edificação, de

infraestrutura, em aterros sanitários ou outras obras de engenharia;

x Áreas de destinação de resíduos - são áreas destinadas ao

beneficiamento e/ou reciclagem ou à disposição final de resíduo;

x Aterro de resíduos classe A de reserva de material para usos

futuros - é a área tecnicamente adequada onde serão empregadas

técnicas de destinação de resíduos da construção civil classe A no

solo, visando a reserva de materiais segregados de forma a

possibilitar seu uso futuro ou futura utilização da área, utilizando

princípios de engenharia para confiná-los ao menor volume possível,

sem causar danos à saúde pública e ao meio ambiente e

devidamente licenciado pelo órgão ambiental competente;

x Área de transbordo e triagem de resíduos da construção civil e

resíduos volumosos (ATT) - área destinada ao recebimento de

resíduos da construção civil e resíduos volumosos, para triagem,

armazenamento temporário dos materiais segregados, eventual

transformação e posterior remoção para destinação adequada,

observando normas operacionais específicas de modo a evitar

danos ou riscos à saúde pública e a segurança e a minimizar os

impactos ambientais adversos;

x Beneficiamento - é o ato de submeter um resíduo as operações

e/ou processos que tenham por objetivo dotá-los de condições que

permitam que sejam utilizados como matéria-prima ou produto;

x Destinação - Local para qual o resíduo é encaminhado, de acordo

com o previsto em legislação e preceitos da sustentabilidade, não

sendo legal o despejo irregular em lixões, via pública, vazios urbanos

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ou afins. Resíduos gerados e reaproveitados na própria obra têm

seu destino final na mesma;

x Geradores - são pessoas, físicas ou jurídicas, públicas ou privadas,

responsáveis por atividades ou empreendimentos que gerem os

resíduos definidos de acordo com a Resolução CONAMA;

x Reciclagem - ato de submeter o resíduo a um processo de

transformação física, química ou biológica, obtendo um novo

produto, idêntico ou não ao anterior;

x Reutilização - submeter o resíduo ao ato de reaplicação, sem a

transformação física, química ou biológica do mesmo, e sem que

haja prejuízo ao padrão de qualidade inerente ao produto final;

x Segregação - Ato de garantir a separação dos resíduos na fonte de

sua geração ou posteriormente;

x Transportadores - São as pessoas, físicas ou jurídicas,

encarregadas da coleta e do transporte dos resíduos entre as fontes

geradoras e as áreas de destinação (CONAMA, 2002).

Os resíduos volumosos são considerados peças com grandes dimensões,

que não são comumente coletadas pelo sistema de recolhimento domiciliar

convencional, sendo definidos em normas brasileiras que fazem menção aos

RCC. Dentre eles, tem-se por exemplo: grandes embalagens, podas, resíduos de

origem não industrial, madeiras e metais. Normalmente são removidos junto com

os RCC (MMA, 2012).

No município de Marechal Cândido Rondon, os pequenos geradores deste

tipo de resíduo podem destinar os materiais ao ecoponto municipal, ou armazená-

los em caçambas para o recolhimento.

Além de resíduos da construção civil, os cidadãos podem realizar a entrega

de materiais volumosos como móveis, grandes embalagens, materiais de mobília,

colchões, camas, dentre outros. Na Figura abaixo estão os resíduos volumosos e

de construção armazenados no Ecoponto.

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Figura 144 - Resíduos volumosos e RCC no Ecoponto.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Ainda tratando de materiais utilizados na construção civil, o Município de

Marechal Cândido Rondon realiza o armazenamento de gesso em seu Ecoponto,

conforme mostrado na Figura abaixo, e quando este material é destinado

incorretamente pode apresentar maiores danos ao meio ambiente devido a suas

características físicas e químicas.

Figura 145 ± Materiais de gesso armazenado no Ecoponto Municipal.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Posteriormente os materiais são transportados por veículos privados que

destinam os mesmos a um depósito de resíduos da construção civil, porém não

foram encontradas informações sobre a quantidade de material destinados ao

local.

Nas figuras abaixo, são demonstrados o mapa de localização do depósito

de RCC e uma imagem do interior da área.

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Figura 146 - Localização do depósito de RCC.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Figura 147 - Interior do Depósito de RCC.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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3.3.9. Destinação Final

Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento - SNIS,

as seguintes definições são consideradas:

x Lixão: vazadouro a céu aberto, sem controle ambiental e nenhum

tratamento ao lixo, onde pessoas têm livre acesso para mexer nos

resíduos e até montar moradias em cima deles. Sendo,

ambientalmente e socialmente, a pior situação encontrada ao se

tratar de reVtGXRVeRPHVPRTXHGHVFDUJDD³FpXDEHUWR´VHQGR

considerada inadequada e ilegal, segundo a legislação brasileira

(SNIS, 2023).

Figura 148 - Exemplo de Lixão.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

x Aterro controlado: instalação destinada à disposição de resíduos

sólidos urbanos, na qual alguns ou diversos tipos e/ou modalidades

objetivas de controle sejam periodicamente exercidos, quer sobre o

maciço de resíduos, quer sobre seus efluentes. Admite-se, desta

forma, que o aterro controlado se caracterize por um estágio

intermediário entre o lixão e o aterro sanitário.

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Figura 149 - Exemplo de aterro controlado.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

x Aterro sanitário: instalação de destinação final dos resíduos sólidos

urbanos por meio de sua adequada disposição no solo, sob controle

técnico e operacional permanente, de modo a que, nem os resíduos,

nem seus efluentes líquidos e gasosos, venham a causar danos à

saúde pública e/ou ao meio ambiente.

Figura 150 - Exemplo de aterro sanitário.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

A Constituição Federal de 1988, Cap. VI, Art.225 estabelece que todos têm

direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo

e essencial disposição inadequada dos resíduos sólidos urbanos à sadia

qualidade de vida, atribuindo ao Poder Público, e também à coletividade, o dever

de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações (BRASIL, 2003).

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A disposição inadequada dos resíduos sólidos urbanos representa um

grave passivo ambiental para a maioria dos municípios brasileiros, configurando-

se, inclusive, como um problema ambiental e de saúde pública, contrariando o Art.

225 da Constituição (BRASIL, 20023).

Atualmente, a maior parte dos municípios brasileiros dispõe de uma coleta

regular dentro nas áreas urbanas, serviço esse que é de fácil controle da

população, visto que sua não realização gera grande transtorno à cidade e a seus

moradores.

Porém, a disposição final dos resíduos sólidos urbanos, na maioria das

vezes, é colocada em um segundo plano, realidade que necessita de forte

coalizão do setor privado e poder público para alcance universalização da

adequada destinação dos resíduos sólidos (IPEA, 2021).

No mundo, vários episódios de contaminação de solos e águas

subterrâneas são atribuídos aos depósitos de lixo, até mesmo naqueles onde

foram implantadas medidas de controle, como drenos, impermeabilizações, etc.

Evidenciando a grande dificuldade de se gerenciar os resíduos sólidos (FIM DO

LIXO, 2023).

Assim, o correto gerenciamento incluí uma cadeia de ações com visões na

redução da geração, implementação ou melhoria da coleta seletiva, segurança no

transporte, o reaproveitamento de materiais recicláveis ou com potencial

energético, até a disposição final em sistemas projetados e operados sob critérios

técnicos adequados. Temas de suma importância que devem ser cada vez mais

presentes nas tomadas de decisões dos gestores públicos municipais (FIM DO

LIXO, 2023).

O município de Marechal Cândido Rondon conta com um aterro sanitário

municipal, localizado próximo ao Distrito de Novo Três Passos, onde são

dispostos os resíduos domiciliares (RDO) oriundos da coleta convencional.

O aterro em questão possui uma balança para a pesagem dos caminhões

e de acordo com informações repassadas pela prefeitura o mesmo recebeu no

ano de 2022 uma quantidade total de 9.860 toneladas de resíduos, sendo que

8.477 toneladas foram recolhidas na coleta convencional.

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Figura 151 - Localização do aterro sanitário.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Com base no mapa de localização apresentado, o aterro sanitário é

acessado através da rodovia PR-491, conectando-se à linha Neuhaus, que liga as

instalações do aterro e outras propriedades à rodovia estadual. A frequente

circulação de caminhões de coleta ao longo dessa rota resultou na necessidade

de manutenção constante da via, acarretando custos e prejudicando a

trafegabilidade da região.

Como resposta a essa situação, foi identificada a solução de pavimentação

com pedras irregulares, através de convênio com a Itaipu Binacional, otimizando

assim o processo de transporte dos resíduos e prolongando a durabilidade da

estrada de acesso.

O aterro municipal em referência foi inaugurado no ano de 2012, com um

projeto que estipulava uma vida útil de 20 anos. Nos primeiros anos de operação,

contudo, houve uma redução prematura da expectativa de vida útil devido à

ineficiência na compactação dos rejeitos, à ausência de fiscalização rigorosa dos

materiais recebidos e à baixa taxa de reciclagem.

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No entanto, ao longo do tempo, a situação tem apresentado uma reversão

significativa, resultado da estruturação das associações de reciclagem e da

consequente redução nos volumes de resíduos destinados ao aterro.

Na figura abaixo tem-se o acesso ao aterro sanitário e a disposição espacial

dos resíduos.

Figura 152 - Entrada do aterro sanitário e disposição dos resíduos.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Figura 153 - Balança para pesagem dos veículos.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

No cenário atual do Município de Marechal Cândido Rondon, os resíduos

são devidamente encaminhados para uma destinação apropriada no Aterro

Sanitário Municipal.

Entretanto, de acordo com o antigo Plano Municipal de Gestão Integrada

de Resíduos Sólidos, até o ano de implantação do aterro, em 2012, os resíduos

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eram depositados em um lixão, próximo onde hoje se encontra a sede da

COOPERAGIR e o Horto Municipal, de acordo com o mapa de localização abaixo.

Figura 154 - Localização do Antigo Lixão e sede da Cooperagir.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

A área passou por um processo de encerramento e recuperação no ano de

2012, sendo conduzido por uma empresa especializada no ramo. Atualmente, é

perceptível a presença de vegetação que se estabeleceu no local, conforme é

visto na figura abaixo, porém a área não se encontra totalmente recuperada.

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Figura 155 - Situação do Antigo Lixão.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

3.3.10. Análise Financeira

A Tabela abaixo mostra os custos e os valores arrecadados com os

serviços de manejo dos resíduos sólidos e limpeza pública, no ano de 2021, para

o Município de Marechal Cândido Rondon, de acordo com informações do SNIS.

Tabela 96 - Análise Financeira da gestão dos resíduos sólidos de Marechal Cândido

Rondon.

Análise Financeira da Gestão dos Resíduos - Exercício de 2021

Despesa total com serviços de manejo de RSU R$ 4.930.065,03

Receita arrecadada com taxas e tarifas referentes à gestão e manejo R$ 4.931.347,12

de RSU

Superávit R$ 1.282,09

Fonte: SNIS, 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Através do balanço financeiro do setor, observou-se que no município de

Marechal Cândido Rondon há a arrecadação com os serviços prestados para

cobrir os custos operacionais, apresentando um superávit financeiro de R$

1.282,00. De acordo com informações do legislativo do município, o mesmo

realiza a cobrança da Taxa de Serviço Urbano, neste inserido a arrecadação pela

coleta e gestão de lixo.

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3.3.11. Análise Crítica do Sistema de Gestão dos Resíduos Sólidos

A seguir, serão descritos os principais problemas relacionados ao Sistema

de Limpeza Pública e Manejo dos Resíduos Sólidos de Marechal Cândido

Rondon, os quais embasarão as soluções propostas no Prognóstico.

x Falta de operadores técnicos que acabam por deixar alguns

maquinários inutilizados, como por exemplo o triturador de galhos, o

caminhão compactador e a máquina extrusora de isopor,

equipamentos que poderiam auxiliar na gestão de resíduos do

município;

x Ausência de informações da quantidade de resíduos da construção

civil recolhidos e destinados para o depósito de RCC;

x Ausência de tratamento de Resíduos Volumosos em solução

individual ou consorciada;

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3.4. SISTEMA DE DRENAGEM URBANA E MANEJO DAS ÁGUAS

PLUVIAIS

A gestão eficiente das águas pluviais em áreas urbanas tem se tornado

uma prioridade crucial para comunidades em todo o mundo. O crescente impacto

das mudanças climáticas e o contínuo desenvolvimento urbano tem acentuado a

necessidade de uma abordagem holística para o planejamento e a implementação

de sistemas de drenagem que possam mitigar os riscos associados a inundações,

erosão do solo e contaminação da água.

No contexto municipal, a drenagem urbana e o manejo das águas pluviais

desempenham um papel fundamental na promoção da saúde pública, na

preservação dos ecossistemas locais e na garantia da sustentabilidade das

infraestruturas urbanas.

Compreender a complexidade dos desafios enfrentados pelo município em

relação à gestão das águas pluviais é essencial para a formulação de estratégias

e políticas integradas que assegurem a conservação dos recursos hídricos e a

proteção do meio ambiente.

Desse modo, busca-se uma avaliação minuciosa das condições existentes,

considerando os padrões de precipitação, a topografia local, o uso do solo e a

infraestrutura urbana, a fim de identificar de maneira precisa as vulnerabilidades

e deficiências no sistema de drenagem e manejo de águas pluviais.

O mapeamento das áreas de risco de inundação, a avaliação da

capacidade dos sistemas de drenagem e a análise dos impactos das mudanças

climáticas sobre o regime de chuvas constituem elementos-chave deste

Diagnóstico.

É essencial compreender a interrelação entre o crescimento urbano

acelerado, a impermeabilização do solo e a capacidade de absorção natural das

áreas urbanas, a fim de delinear um panorama claro das necessidades imediatas

e dos desafios futuros relacionados à drenagem urbana.

Portanto, para este eixo do Plano Municipal de Saneamento Básico ±

PMSB de Marechal Cândido Rondon, procura-se estabelecer as bases para a

formulação de estratégias e medidas específicas que possam melhorar a

resiliência do município em face dos eventos climáticos extremos e garantir a

sustentabilidade de longo prazo do sistema de drenagem e manejo das águas

pluviais.

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Marechal Cândido Rondon - PR

3.4.1. Drenagem e Manejo das Águas Pluviais Urbanas

O estudo da drenagem possui foco principal na predição dos resultados

dos hidrogramas de picos de vazões, que se elevam diretamente com a intensa

ocupação urbana nas bacias hidrográficas e consequente aumento da

impermeabilização da superfície.

No país, o crescimento urbano desordenado provoca impactos negativos

na população e no meio ambiente, pelo aumento da frequência e gravidade das

inundações e dos deslizamentos, prejudicando também a qualidade da água

devido ao aumento da presença de materiais sólidos no escoamento pluvial.

Assim, existem fatores a serem atribuídos a este crescimento urbano

desordenado. Sendo estes: a falta de planejamento para a abertura de novos

loteamentos; o uso impróprio do solo; a ocupação irregular em áreas de risco e;

sistemas de drenagem ineficientes.

A geografia hídrica do município está inteiramente ligada à Bacia do Rio

Paraná, a qual exerce o papel de escoamento para grande parte do sul do

continente sul-americano, desaguando no oceano Atlântico entre o Uruguai e a

Argentina. Esta bacia apresenta um fluxo de água que segue de norte a sul na

região de Marechal Cândido Rondon (SAAE, 2020).

Além disso, o município conta com uma extensa e intricada rede de canais,

que incluem sangas, córregos e rios, todos se originando na sede municipal e

fluindo em direções que abrangem o norte, noroeste, oeste e sudoeste (SAAE,

2020).

Conforme apresentado nos Estudos de Concepção, Projetos de

Engenharia para Reformulação dos Sistemas de Abastecimento de Água e

Esgotamento Sanitário com Plano de Controle Ambiental (PCA), da Sede do

Município de Marechal Cândido Rondon ± PR, P19, elaborado em setembro de

2020, os principais rios que desempenham um papel crucial na drenagem dos

terrenos das principais bacias hidrográficas do município são o Rio São Cristóvão,

Rio Branco, Rio Guaçu, Arroio Fundo, Rio Marreco e Rio São Francisco. Eles são

responsáveis por conduzir o escoamento das águas dessas áreas (SAAE, 2020).

Porém, de acordo com o Plano Municipal de Saneamento Básico anterior

(2016), o município não possui Plano Diretor de Drenagem Urbana (PDDU), não

havendo, portanto, recursos humanos, equipamentos, materiais e/ou veículos de

uso e destino exclusivo ao sistema de saneamento de drenagem municipal. Por

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este motivo, os serviços municipais relacionados à drenagem urbana são

executados conforme demanda, prioridade e urgência, pela Secretaria de

Coordenação e Planejamento e pela Secretaria de Viação e Serviços Públicos

(PMSB, 2016).

A implantação dos sistemas de redes de drenagem é feita por empresas

especializadas contratadas através de processos licitatórios, responsáveis pela

execução dos projetos de drenagem urbana elaborados pelo Setor de Engenharia

vinculado à Chefia de Planejamento e Projetos da Secretaria de Coordenação e

Planejamento.

Ademais, infere-se que os dispositivos de drenagem e manejo de águas

pluviais são, em sua maioria, implementados de forma complementar às obras de

pavimentação (PMSB, 2016).

O sistema tradicional de drenagem é geralmente dividido em dois

componentes, sendo a microdrenagem e a macrodrenagem. Ambos os sistemas

devem ser planejados e projetados sob critérios diferenciados.

A microdrenagem das águas pluviais urbanas é um sistema de

infraestrutura que coleta e direciona a água da chuva das ruas, calçadas e outros

espaços urbanos para um corpo d'água ou outro local de disposição. Segue

exemplos de dispositivos que compreendem a microdrenagem urbana:

x Sarjetas: As sarjetas são canais estreitos que coletam a água da chuva da

superfície das ruas e calçadas e a direcionam para bueiros ou outros

dispositivos de drenagem;

x Bueiros: Os bueiros são aberturas no leito de uma rua ou calçada que

permitem que a água da chuva seja coletada e direcionada para um

sistema de drenagem subterrâneo;

x Galerias de drenagem: As galerias de drenagem são túneis subterrâneos

que transportam a água da chuva de áreas urbanas para rios ou outros

corpos d'água;

x Sistemas de retenção: Os sistemas de retenção são projetados para

retardar o fluxo da água da chuva e permitir que ela se infiltre no solo ou

seja absorvida pelas plantas. Eles podem ser feitos de uma variedade de

materiais, incluindo jardins de chuva e pátios permeáveis;

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x Sistemas de drenagem verde: Os sistemas de drenagem verde são

projetados para combinar a drenagem urbana com a restauração da

paisagem.

Enquanto o sistema de macrodrenagem das águas pluviais urbanas é um

sistema de infraestrutura que coleta e direciona a água da chuva de grandes áreas

urbanas, como bairros, distritos ou cidades, para um corpo d'água ou outro local

de disposição. O sistema consiste em uma variedade de dispositivos, incluindo

rios, córregos, canais e reservatórios.

A

Figura 156 mostra o registro fotográfico de alguns dispositivos do sistema

de microdrenagem no município.

Figura 156 ± Dispositivos de microdrenagem no Município de Marechal Cândido Rondon.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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A macrodrenagem é de extrema importância para a infraestrutura urbana,

pois ajuda a prevenir inundações e melhora a qualidade da água do corpo hídrico

receptor. Segue exemplos de dispositivos que compreendem a macrodrenagem

urbana:

x Rios: Os rios são cursos d'água naturais que transportam a água da chuva

das áreas urbanas para o oceano ou outros corpos d'água;

x Córregos: Os córregos são cursos d'água menores que os rios e

geralmente fluem para os rios;

x Canais: Os canais são cursos d'água artificiais que são construídos para

transportar a água da chuva das áreas urbanas para corpos d'água;

x Reservatórios: Os reservatórios são grandes reservatórios de água que

são usados para armazenar a água da chuva para uso futuro;

x Túneis: Os túneis são passagens subterrâneas que são usadas para

transportar a água da chuva das áreas urbanas para o oceano ou outros

corpos d'água;

x Barragens: As barragens são estruturas construídas para represar a água

da chuva e criar reservatórios;

x Diques: Os diques são estruturas construídas para proteger áreas urbanas

de inundações.

Diante disso, o Plano Municipal de Saneamento Básico de Marechal

Cândido Rondon, elaborado em 2016, apresentou um fluxograma esquemático

sobre o sistema de drenagem do município, ilustrado na Figura 157.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 157 ± Fluxograma do sistema de drenagem do município (PMSB 2016).

Fonte: PMSB-Marechal Cândido Rondon, 2016. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de

Cidades, 2023.

Neste contexto, considerando os termos legislativos específicos para o

Município de Marechal Cândido Rondon, de acordo com o Plano Diretor Municipal,

tem-se os seguintes artigos:

x Artigo 21, inciso IX - Parceria entre setor público municipal e

proprietários rurais quanto às soluções de drenagem nas estradas

rurais do município, mediante soluções técnicas adequadas,

cuidando dos aspectos de gestão do lançamento de águas pluviais,

principalmente, em vias públicas;

x Artigo 34, inciso III - Implantar bacias de acumulação e

amortecimento em pontos estratégicos para auxiliar na drenagem

urbana e amenizar os impactos das águas pluviais;

x Artigo 50, inciso VII - Elaborar Plano Diretor de Drenagem Urbana,

com indicação de pontos críticos e elaboração de projetos de

ampliação, complementação e/ ou ajuste da rede atual em acordo

ao Plano de Saneamento Básico.

Outro fator expressivo que é observado como agravante do sistema de

drenagem urbana é a concepção equivocada de projetos, os quais, em sua

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Marechal Cândido Rondon - PR

maioria, não preveem a expansão da área urbana e o aumento da

impermeabilidade do solo do município, bem como investir em ações estruturais

ao invés de estruturantes. Portanto, em relação à drenagem urbana, pode-se dizer

que existem duas condutas que tendem a agravar ainda mais a situação:

x Os projetos de drenagem urbana têm como filosofia escoar a água

precipitada o mais rapidamente possível para jusante. Este critério

aumenta em várias ordens de magnitude a vazão máxima, a

frequência e o nível de inundação de jusante;

x As áreas ribeirinhas, que o rio utiliza durante os períodos chuvosos

como zona de passagem da inundação, têm sido ocupadas pela

população com construções, reduzindo a capacidade de

escoamento. A ocupação destas áreas de risco resulta em prejuízos

evidentes quando o rio inunda seu leito maior.

Além destes dois sistemas tradicionais, cada vez mais, difunde-se o uso de

medidas sustentáveis, que buscam o controle do escoamento na fonte através da

infiltração ou detenção no próprio lote ou loteamento das águas pluviais, de modo

a manter as condições naturais pré-existentes de vazão para um risco definido.

A Prefeitura Municipal tem a importante responsabilidade de oferecer um

bom serviço de drenagem das águas pluviais para a população. As águas da

chuva precisam ser adequadamente drenadas para evitar enchentes e prejuízos

para a população e infraestrutura local.

Uma das principais atribuições da Prefeitura é planejar, projetar e executar

sistemas de drenagem eficientes, por meio de obras estruturais e ações

estruturantes. Isso envolve a construção de redes de captação e escoamento das

águas pluviais, como galerias, bueiros e canais, de forma a direcionar o fluxo para

as áreas adequadas, bem como introdução de legislações municipais como

zoneamento, diretrizes de uso e ocupação do solo, incentivo para captação de

águas pluviais e dentre outros.

Além disso, é importante realizar constantes melhorias e manutenção

desses sistemas, a fim de garantir o seu correto funcionamento. A Prefeitura

Municipal também é responsável por realizar estudos hidrológicos e topográficos

que auxiliem na identificação das áreas mais vulneráveis a enchentes e

alagamentos.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Com base nessas informações, é possível desenvolver estratégias

preventivas, como a construção de reservatórios para armazenamento temporário

das águas pluviais, bombas de drenagem e até mesmo a implementação de

medidas de retenção da água, como parques lineares com áreas permeáveis.

A necessidade de manter estruturas de microdrenagem em boas condições

e realizar uma manutenção contínua é de extrema importância para a gestão

eficaz das águas pluviais em ambientes urbanos. Essas estruturas, como bocas

de lobo, valetas de drenagem e galerias subterrâneas, desempenham um papel

fundamental na prevenção de inundações, na minimização de danos causados

por enchentes e na preservação da infraestrutura urbana.

A falta de manutenção pode resultar em obstruções, deterioração e

redução da capacidade de escoamento, o que pode agravar os problemas de

inundação e erosão. Além disso, a manutenção adequada dessas estruturas

contribui para a preservação da qualidade da água, evitando a contaminação por

poluentes transportados pelas águas pluviais.

Portanto, a atenção constante à manutenção das estruturas de

microdrenagem é essencial para garantir a resiliência das cidades diante dos

desafios climáticos e ambientais.

A vida útil de uma boca de lobo, ou bueiro, pode variar consideravelmente

com base em vários fatores, incluindo o material de construção, as condições

ambientais, o tráfego e a manutenção adequada. Em geral, as bocas de lobo são

construídas com materiais duráveis, como concreto ou aço, para resistir às

condições adversas.

A média de vida útil de uma boca de lobo pode variar dependendo dos

fatores, como material de construção, condições climáticas, tráfego e

manutenção. Em geral, no entanto, as bocas de lobo bem projetadas e

construídas com materiais duráveis, como concreto reforçado com aço, podem ter

uma vida útil que varia de 20 a 50 anos ou até mais em algumas circunstâncias.

Neste sentido, a Figura 158 e a Figura 159 mostram alguns episódios de

inundações no município.

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Figura 158 ± Inundação em Marechal Cândido Rondon, Avenida Rio Grande do Sul (Lago

Municipal).

Fonte: Conecta Oeste, 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Figura 159 ± Inundação em Marechal Cândido Rondon, Avenida Rio Grande do Sul.

Fonte: RIC, 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

A Secretaria de Coordenação e Planejamento, a respeito de suas funções

na área de drenagem urbana, atua na fiscalização e acompanhamento da

execução de obras de drenagem por terceiros, assim como na aprovação e

elaboração de projetos básicos e executivos referentes a microdrenagem e

macrodrenagem do município. Também executam projetos e obras de pequeno

porte de microdrenagem (PMSB, 2016).

Já a Secretaria de Viação e Serviços Públicos, no que tange à drenagem

urbana, participa ativamente nos pequenos serviços de manutenção da

pavimentação asfáltica, conservação de vias (fechamento de buracos), serviços

de manutenção no sistema de drenagem principal, no desentupimento de bueiros,

dentre outros (PMSB, 2016).

O município carece de um sistema de gestão centralizado e padronizado

para informações relacionadas ao manejo das águas pluviais e à drenagem

urbana. O que existe é um registro preliminar das informações sobre o sistema de

drenagem, compilado em um arquivo digital do tipo CAD pelo Sistema Autônomo

de Água e Esgoto ± SAAE.

Este registro é fundamental para as atividades do SAAE relacionadas à

expansão das redes de água e esgoto, pois permite a compreensão da localização

e configuração das tubulações de drenagem nas vias, prevenindo danos e

interferências nos sistemas (PMSB, 2016).

No entanto, essas informações não são armazenadas em um sistema

informatizado acessível por várias secretarias e órgãos simultaneamente. O

arquivo permanece sob responsabilidade do SAAE e é ocasionalmente

requisitado pela Secretaria Municipal de Planejamento. A última atualização deste

cadastro foi em maio de 2013 (PMSB, 2016).

Dessa forma, a tabela mostra o cadastro preliminar da extensão e

dimensão das tubulações existentes na sede municipal.

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Tabela 97 ± Extensão total da rede de drenagem do município (em metros)

Diâmetro da tubulação Extensão total

0,40 86.710,16

0,60 23.740,92

0,80 9.182,47

1,00 5.574,80

Total 125.208,35

Fonte: PMSB-Marechal Cândido Rondon, 2016. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de

Cidades, 2023.

Por fim, vale dizer que neste plano, a componente drenagem e manejo de

águas pluviais, em sua fase de diagnóstico, pretende analisar os sistemas de

microdrenagem, macrodrenagem e de drenagem natural, apontar problemas

existentes e potenciais e além disto, elaborar cartas temáticas com base nos

dados secundários e cartografia disponível da região, destacando temas de

hidrografia, uso e ocupação dos solos, cobertura vegetal, estações pluviométricas

e fluviométricas, características dos solos e topografia.

Ressalta-se que este capítulo do PMSB se difere de um Plano de

Macrodrenagem, sendo este, responsável por propor diretrizes técnicas para

solucionar problemas de inundação, assoreamento e erosão.

Enquanto que, aqui serão apresentados um panorama do ciclo hidrológico

das principais bacias em que o Município de Marechal Cândido Rondon está

inserido e cálculos de intensidade de chuvas.

3.4.2. Caracterização das Microbacias Urbanas

Em relação à divisão e caracterização das microbacias urbanas do

Município de Marechal Cândido Rondon, o Plano Municipal de Saneamento

%iVLFR

FRPHQWRX VREUH R SURMHWR ³*HVWmR $PELHQWDO GH 0DQDQFLDLV´

elaborado pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná ± UNIOESTE. O

projeto dividiu o município em 10 microbacias hidrográficas, após levantamentos

e análises pela universidade, apresentados na Tabela 98.

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Tabela 98 ± Microbacias hidrográficas em Marechal Cândido Rondon de acordo com a

UNIOESTE (PMSB 2016).

Microbacia Área (ha) Área (%)

Arroio Fundo 17.517,09 24,60

Rio Marreco 11.990,18 16,84

Córrego Guavirá 6.895,62 9,69

Córrego Belmonte/Sanga São Luiz 6.661,31 9,36

Arroio Quatro Pontes 5.943,46 8,35

Rio Branco 5.553,87 7,80

Rio São Francisco 5.494,14 7,72

Rio São Cristóvão/Apepú 5.166,44 7,26

3.030,04 4,26

Rio Guaçu 2.941,16 4,13

Pequenos Afluentes do Lago Itaipú 71.193,31 100

Total

Fonte: PMSB-Marechal Cândido Rondon, 2016. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de

Cidades, 2023.

Além da divisão supracitada, o Plano de 2016 também trouxe a divisão do

município em 6 bacias hidrográficas, com dados baseados no Plano Diretor

Participativo Municipal de 2008, exibidas na Tabela 99.

Tabela 99 ± Principais índices físicos das bacias hidrográficas do município, baseados em

informações do Plano Diretor Participativo de 2008 (PMSB 2016).

Índices físicos Unid. Bacia hid. Bacia hid. Bacia hid.

Arroio Guaçu Arroio Fundo Rio Branco

Área km² 935,8 199,7 141,8

154,7 72,6 49,9

Perímetro km 110,0 36,1 16,90

0,16 0,36 0,35

Comprimento do rio principal km 0,07 0,15 0,50

Coeficiente de compacidade ± Kc -

Fator de forma ± Kf -

Índices físicos Unid. Bacia hid. Bacia hid. Bacia hid.

Arroio Guaçu Arroio Fundo Rio Branco

Área km² 57,2 128,7 250,7

37,6 57,9 83,9

Perímetro km 10,35 28,4 47,2

0,65 0,45 0,33

Comprimento do rio principal km 0,53 0,16 0,11

Coeficiente de compacidade ± Kc -

Fator de forma ± Kf -

Fonte: PMSB-Marechal Cândido Rondon, 2016. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de

Cidades, 2023.

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Entretanto, com o objetivo de revisar o PMSB anterior (2016), foi realizado

novamente o estudo de drenagem das águas pluviais de Marechal Cândido

Rondon. Desse modo, foram delimitadas 3 microbacias urbanas que possuem

influência direta na zona urbana do município: Córrego Guará, Córrego Guavirá e

Arroio Fundo.

Para delimitação das microbacias hidrográficas utilizou-se o software Arc

Hydro Tools, uma extensão do software: ESRI ® Arc Map 10.4. Portanto, o

mapa ilustrado pela Figura 160 mostra as microbacias urbanas identificadas para

o Município de Marechal Cândido Rondon. Ressalta-se que nos próximos tópicos

serão apresentadas as análises detalhadas para cada uma das microbacias.

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Figura 160 ± Mapa das microbacias de influência na área urbana do Município de Marechal Cândido Rondon.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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3.4.2.1. Análise Morfométrica

A metodologia utilizada para determinação dos parâmetros foi a proposta

por Horton (1945), sendo a mesma aplicada, considerando as condições

ambientais brasileiras definidas por Villela e Mattos (1975) e Christofoletti (1974).

Os dados secundários utilizados foram armazenados em ambiente SIG,

onde foram feitos os cálculos, por meio de ferramentas estatísticas e de

geoprocessamento, fazendo uso dos softwares: ESRI ® Arc Map 10.4.1 e

Microsoft ® Excel 2016.

O principal objetivo do estudo morfométrico é demonstrar, mediante os

cálculos de parâmetros, quais microbacias apresentam as melhores e piores

condições de drenagem, de acordo com suas condições naturais.

Neste estudo de caracterização morfométrica, optou-se pela utilização de

uma microbacia com o objetivo de identificar as condições de drenagem natural,

consequentemente o programa gerou um possível fluxo de drenagem através do

MDE, de modo que os cálculos foram realizados sobre esses dados. As

microbacias selecionadas foram as que apresentaram influência direta na

dinâmica urbana do Município de Cândido Rondon.

A análise morfométrica expõe a classificação e ordenação dos principais

fluxos de drenagem, obtendo assim a hierarquia fluvial para cada microbacia.

Portanto, a Tabela 100 apresenta as quantidades e extensões das ordens da

hierarquia fluvial das 3 microbacias identificadas para Marechal Cândido Rondon.

Tabela 100 ± Hierarquia do fluxo de drenagem computado.

Hierarquia Fluvial

Microbacias Ordem Quantidade Extensão (km)

Primária 5 11,994

Córrego Guará Secundária 2 14,167

Terciária 1 3,182

Primária 9 22,256

10,292

Córrego Guavirá Secundária 2

Terciária - -

Primária 13 24,729

Arroio Fundo Secundária 2 9,343

3,639

Terciária 1

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Com isso, a Figura 161 traz o mapa da Hierarquia Fluvial de Marechal

Cândido Rondon, referente às 3 microbacias identificadas anteriormente.

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Figura 161 ± Mapa da hierarquia fluvial.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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3.4.2.2. Análise linear

Comprimento do canal principal (km) - Lcp

É a distância que se estende ao longo do canal principal, desde sua

nascente até a foz.

Altura do canal principal (m) - Hcp

Para encontrar a altura do canal principal, subtrai-se a cota altimétrica

encontrada na nascente pela cota encontrada na foz.

*UDGLHQWHGRFDQDOSULQFLSDOPNP

- Gcp

É a relação entre a altura do canal e o comprimento do respectivo canal,

LQGLFDQGRDGHFOLYLGDGHGRFXUVRG¶iJXDeREWLGRSHODIyUPXOD

Gcp = Hcp / Lcp

Sendo:

Gcp = Gradiente do canal principal (m/km);

Hcp = Altura do canal principal (m);

Lcp = Comprimento do canal principal (km).

Este gradiente, também, pode ser expresso em porcentagem:

(%) ± Gcp = Hcp / Lcp * 100

([WHQVmRGRSHUFXUVRVXSHUILFLDONPNPð

- Eps

Representa a distância média percorrida pelas águas entre o interflúvio e o

canal permanente. É obtido pela fórmula:

Eps = 1 / 2 * Dd

Sendo:

Eps = Extensão do percurso superficial (km/km²);

1 = constante;

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2 = constante;

Dd = Valor da densidade de drenagem (km/km²).

3.4.2.3. Análise areal

Na análise areal das bacias hidrográficas, estão englobados vários índices,

nos quais, intervêm medições planimétricas, além de medições lineares. Podemos

incluir os seguintes índices:

Comprimento da bacia (km) ± Lb

É calculado, através da medição de uma linha reta traçada ao longo do rio

principal, desde sua foz até o ponto divisor da bacia.

&RHILFLHQWHGHFRPSDFLGDGHGDEDFLD- Kc

É a relação entre o perímetro da bacia e a raiz quadrada da área da bacia.

(VWHFRHILFLHQWHGHWHUPLQDDGLVWULEXLomRGRGHIO~YLRDRORQJRGRVFXUVRVG¶iJXD

e é em parte responsável pelas características das enchentes, ou seja, quanto

mais próximo do índice de referência, que designa uma bacia de forma circular,

mais sujeita a enchentes, será a bacia. É obtido pela fórmula:

.F

3¥$

o Kc = Coeficiente de compacidade;

o P = Perímetro da bacia (km);

o A = Área da bacia (km²).

Sendo:

Índice de referência ± 1,0 = forma circular.

Índice de referência ± 1,8 = forma alongada.

Pelos índices de referência, 1,0 indica que a forma da bacia é circular e 1,8

indica que a forma da bacia é alongada. Quanto mais próximo de 1,0 for o valor

deste coeficiente, mais acentuada será a tendência para maiores enchentes. Isto

porque, em bacias circulares, o escoamento será mais rápido, pois a bacia

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descarregará seu deflúvio direto com maior rapidez, produzindo picos de enchente

de maiores magnitudes. Já nas bacias alongadas, o escoamento será mais lento

e a capacidade de armazenamento maior.

Densidade hidrográfica (rios/km²) - Dh o Dh = Densidade hidrográfica;

o N1 = Número de rios de 1ª ordem;

o A = Área da bacia (km²).

É a relação entre o número de segmentos de 1ª ordem e a área da bacia.

É obtida pela fórmula:

Dh = N1 / A, sendo:

Canali (1986) define três categorias de densidade hidrográfica:

Dh baixa ± menos de 5 rios/km²;

Dh média ± de 5 a 20 rios/km²;

Dh alta ± mais de 20 rios/km².

Densidade de drenagem (km/km²) - Dd o Dd = Densidade de drenagem;

o Lt = Comprimento dos canais (km);

o A = Área da bacia (km²).

É a relação entre o comprimento dos canais e a área da bacia. É obtida

pela fórmula:

Dd = Lt/A

Segundo Villela & Mattos (1975), o índice varia de 0,5 km/km², para bacias

com pouca capacidade de drenagem, até 3,5 km/km² ou mais, para bacias,

excepcionalmente, bem drenadas.

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3.4.2.4. Análise hipsométrica

Altura da bacia (m) - Hb

É a diferença altimétrica entre o ponto mais elevado da bacia (crista) e o

ponto mais baixo (foz).

Sendo assim, foram analisados os parâmetros lineares, areais e

hipsométricos das microbacias localizadas dentro do perímetro urbano da sede

do Município de Marechal Cândido Rondon, cujos dados estão expostos na

Tabela 101.

Microbacias Tabela 101 ± Dados extraídos das microbacias. Valores

Córrego Guará 61,764

Parâmetros 38,055

Área da bacia - A (Km²) 17,248

Perímetro da bacia - P (Km)

Comprimento do canal principal - Lcp (Km) 140

Altura do canal principal - Hcp (m) 8,116

Gradiente do canal principal - Gcp (m/Km) 0,235

Extensão do Percurso Superficial - Eps (Km/Km²) 16,219

Comprimento da bacia - Lb (Km) 1,35

Coeficiente de compacidade (Fator de forma) - Kc 0,80

Densidade hidrográfica - Dh (rios/Km²) 0,47

Densidade de drenagem - Dd (Km/Km²) 203

Altura da bacia - Hb (m)

62,486

Córrego Guavirá Área da bacia - A (Km²) 32,058

Perímetro da bacia - P (Km) 11,477

Comprimento do canal principal - Lcp (Km)

Altura do canal principal - Hcp (m) 105

Gradiente do canal principal - Gcp (m/Km) 16,99

Extensão do Percurso Superficial - Eps (Km/Km²) 0,26

Comprimento da bacia - Lb (Km) 11,734

Coeficiente de compacidade (Fator de forma) - Kc 1,13

Densidade hidrográfica - Dh (rios/Km²) 0,17

Densidade de drenagem - Dd (Km/Km²) 0,52

Altura da bacia - Hb (m) 134

Arroio Fundo Área da bacia - A (Km²) 68,867

Perímetro da bacia - P (Km) 33,810

Comprimento do canal principal - Lcp (Km) 11,773

Altura do canal principal - Hcp (m)

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Marechal Cândido Rondon - PR

Gradiente do canal principal - Gcp (m/Km) 10,53

Extensão do Percurso Superficial - Eps (Km/Km²) 0,27

Comprimento da bacia - Lb (Km) 12,414

Coeficiente de compacidade (Fator de forma) - Kc 1,14

Densidade hidrográfica - Dh (rios/Km²) 0,18

Densidade de drenagem - Dd (Km/Km²) 0,54

Altura da bacia - Hb (m) 229

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Através da análise dos parâmetros morfométricos, pode-se inferir que as

microbacias localizadas na área urbana de Marechal Cândido Rondon possuem

influência direta junto ao rio Arroio Fundo e aos córregos Guará e Guavirá. Em

relação a Densidade Hidrográfica concluiu-se que todas as microbacias

estudadas apresentaram um valor baixo para este índice, com menos de cinco

rios/km².

A Densidade Hidrográfica é de suma importância, pois representa o

comportamento hidrográfico em determinada área, em um de seus aspectos

fundamentais, como a capacidade de gerar novos cursos de água.

Para o fator Densidade de Drenagem, todas as microbacias apresentaram

resultado baixo, sendo que a microbacia Córrego Guará apresentou valor abaixo

da medição mínima (0,5 km/km²), com seu valor em 0,47 km/km².

A Densidade de Drenagem é uma das variáveis mais importantes para a

análise morfométrica, representando o grau de dissecação topográfica, em

paisagens esculpidas pela atuação fluvial, ou expressando a quantidade

disponível de canais para o escoamento e o controle exercido pelas estruturas

geológicas.

Já para o Gradiente do Canal Principal, avaliando os valores referentes de

cada microbacia, observou-se que a microbacia que exibe o maior gradiente é a

microbacia Córrego Guavirá e, consequentemente, apresenta a maior velocidade

de escoamento. Além disso, é a microbacia com maior parte da área urbana de

Marechal Cândido Rondon.

Considerando que a principal microbacia responsável por causar

enchentes e alagamentos em diversos pontos da área urbana de Marechal

Cândido Rondon é a microbacia Arroio Fundo, faz-se necessário traçar metas

para o direcionamento adequado dos seus dispositivos de drenagem para controle

das águas pluviais.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Ressalta-se que o índice de Gradiente do Canal Principal está relacionado

com o índice de sinuosidade do respectivo canal. Este índice determina o

potencial de acumulo de sedimentos no corpo hídrico, o que pode resultar no

assoreamento e em casos mais graves, em erosão.

No caso do índice de Coeficiente de Compacidade ± Kc, mediante os

cálculos realizados, é possível verificar que, ao se aplicar a fórmula que o define,

todas microbacias identificadas apresentaram valores que indicam se aproximar

de uma forma circular, e desta forma, menor propensão ao escoamento natural

das águas da chuva, com maiores riscos de inundações. A microbacia Córrego

Guará é que apresenta maior valor de Kc, sendo 1,35.

3.4.3. Estudos Hidrológicos

Os Estudos Hidrológicos visam fornecer resultados das análises

matemáticas feitas em uma bacia hidrográfica em função das características que

alteram a sua capacidade de escoamento. Como exemplo destas características,

tem-se as alterações da sua vegetação com determinada ocupação de solo, seu

tipo de solo e geologia inserida, a intensidade pluviométrica e seus resultados das

análises morfométricas.

3.4.3.1. Índices físicos

Os índices físicos, em termos hidrológicos, são aqueles que representam

algumas características geométricas da bacia em estudo. Os abordados neste

estudo são o comprimento do talvegue principal e sua declividade média.

Os valores de desnível geométrico nas microbacias, bem como o

comprimento do talvegue principal, foram obtidos através do uso de

processamento digital de imagens, usando os sistemas de informações

geográficas e o auxílio da base cartográfica (IBGE, SRTM).

A literatura técnica especializada apresenta diversas equações para o

cálculo do tempo de concentração de bacias de drenagem. Dentre estas, as mais

conhecidas são Kirpich, Bransby-Willians, Onda Cinemática, SCS (Soil

Conservation Service) e de Watt e Chow.

O tempo de concentração de uma bacia pode ser definido como o tempo

contado a partir do início da precipitação, necessário para que toda a bacia

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Marechal Cândido Rondon - PR

contribua para a vazão na seção de saída ou em estudo, isto é, corresponde ao

tempo que a partícula de água de chuva que cai no ponto mais remoto da bacia

leva para atingir a seção em estudo, escoando superficialmente.

Para a elaboração do presente plano foram comparados os resultados

obtidos por meio das equações de Kirpich, Soil Conservation Service e a de Watt

e Chow. Mediante a análise dos resultados encontrados, foi observado que os

métodos de Watt e Chow e Soil Conservation Service forneceram valores de

tempo de concentração extremamente altos, e, por conseguinte, bem fora da

realidade requerida para o estudo. Portanto optou-se por utilizar os resultados da

equação de Kirpich. Sendo assim, a equação de Kirpich se apresenta a seguir:

Sendo:

Tc: Tempo de concentração, em minutos;

L: extensão do talvegue em quilômetros e;

H: diferença de cotas entre seção de drenagem e o ponto mais alto do

talvegue em metros.

A Tabela 102 apresenta os valores referentes ao Tempo de Concentração

(Tc) para as microbacias urbanas de Marechal Cândido Rondon.

Tabela 102 ± Tempo de Concentração para as diferentes microbacias.

Microbacias L (Km) +P

Tc(min) Tc (h)

3,29

Córrego Guará 17,248 203 197,66 2,41

2,02

Córrego Guavirá 11,477 134 144,89

Arroio Fundo 11,773 229 121,4

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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3.4.3.2. Permeabilidade dos solos

A permeabilidade do solo é um atributo físico de grande importância para a

engenharia, sendo necessária à sua determinação nos trabalhos em que se tem

PRYLPHQWRG¶iJXDQRVROR9iULRVVmRRVDWULEXWRVItVLFRVGRVRORTXHLQIOXHQFLDP

nos valores do seu coeficiente de permeabilidade, sendo considerados de maior

importância a densidade e a porosidade.

3.4.3.3. Uso e ocupação do solo urbano

Neste ponto da análise, a imagem foi recortada para que abrangesse

apenas as áreas das microbacias relevantes para o estudo hidrológico e que

possuem influência direta e indireta na drenagem da área urbana do município. A

classificação que se deu foi de forma supervisionada, identificando as fisionomias

mais aparentes e, a partir do valor de seus pixels, realizando uma classificação

semiautomática.

Após isso, foram feitas correções manuais visando eliminar interferências

atmosféricas da imagem e alterar algumas áreas classificadas que não estavam

fiéis à realidade. Escolheram-se seis classes para a classificação supervisionada,

seguindo um critério de que cada classe possui uma maior tendência ao

escoamento da água e menor tendência à infiltração. São as seguintes:

6ROR([SRVWR

9HJHWDomR'HQVD

9HJHWDomR5DVWHLUD

6ROR(GLILFDGR

9LD3DYLPHQWDGD

As figuras a seguir mostram os mapas da classificação do uso e

ocupação do solo da área urbana corresponde a área de abrangência das

microbacias identificadas.

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Figura 162 ± Mapa de uso e ocupação do solo da Microbacia Córrego Guará.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Figura 163 ± Mapa de uso e ocupação do solo da Microbacia Córrego Guavirá.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Figura 164 ± Mapa de uso e ocupação do solo da Microbacia Arroio Fundo.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Figura 165 ± Mapa de uso e ocupação do solo das microbacias de influência na área urbana do Município de Marechal Cândido Rondon.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Com a elaboração dos mapas apresentados acima, a Tabela 103 mostra

as classes de uso do solo e seus respectivos valores por microbacia.

Tabela 103 ± Classes de uso do solo utilizadas por microbacia.

Microbacias Classes de uso Valores

Córrego Guará Área (km²) 61,764

38,055

Perímetro (km) 2,755

Solo edificado (km²) 0,598

Solo exposto (km²) 9,099

Vegetação densa (km²) 47,947

Vegetação rasteira (km²) 1,089

Via pavimentada (km²)

Córrego Guavirá Área (km²) 62,486

Perímetro (km) 32,058

Solo edificado (km²) 4,883

Solo exposto (km²) 0,594

Vegetação densa (km²) 7,821

Vegetação rasteira (km²) 46,82

Via pavimentada (km²) 2,103

Área (km²) 68,867

Perímetro (km) 33,810

Solo edificado (km²) 3,848

Arroio Fundo Solo exposto (km²) 0,769

Vegetação densa (km²) 14,978

Vegetação rasteira (km²) 47,355

Via pavimentada (km²) 1,665

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Em seguida, a partir da análise dos mapas de uso e ocupação do solo das

microbacias, bem como das áreas de cada classe que foram coletadas, é possível

inferir sobre as características de drenagem de cada microbacia.

A microbacia Córrego Guará apresenta valor baixo na classe que

demonstra impermeabilização do solo, sendo a junção da classe de solo edificado

e de via pavimentada, possuindo um total de 3,844 km², representando cerca de

6,2% da área total da microbacia. O restante da bacia pode ser considerado como

permeável, ou seja, apresenta maior tendência de infiltração das águas pluviais,

sendo aproximadamente 93,8% do total da área.

No caso da microbacia Córrego Guavirá, também apresenta valor baixo na

classe que demonstra impermeabilização do solo, sendo a junção da classe de

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solo edificado e de via pavimentada, possuindo um total de 6,986 km²,

representando cerca de 11,2% da área total da microbacia. O restante da bacia

pode ser considerado como permeável, ou seja, apresenta maior tendência de

infiltração das águas pluviais, sendo aproximadamente 88,8% do total da área.

A microbacia Arroio Fundo segue a mesma lógica, apresenta valor baixo

na classe que demonstra impermeabilização do solo, sendo a junção da classe

de solo edificado e de via pavimentada, possuindo um total de 5,513 km²,

representando cerca de 8,1% da área total da microbacia.

O restante da bacia pode ser considerado como permeável, ou seja,

apresenta maior tendência de infiltração das águas pluviais, sendo

aproximadamente 91,9% do total da área.

Ressalta-se que em todos as microbacias, a vegetação rasteira apresenta

os maiores valores percentuais em relação às áreas totais das mesmas, sendo

que para a microbacia Córrego Guará, representa cerca de 77,63% de sua área

total.

Para a microbacia Córrego Guavirá, o valor é de 74,93%. Já a microbacia

Arroio Fundo apresenta 68,76% de vegetação em sua área total, sendo a de

menor proporção entre as três microbacias analisadas.

3.4.3.4. Chuvas intensas

As equações de chuvas intensas são fórmulas que dependem de estudos

hidrológicos realizados na região de estudo. Esses estudos têm por objetivo a

obtenção de uma equação que melhor descreve o regime de chuvas do local. No

caso do Município de Marechal Cândido Rondon, segundo Bello e Carvalho

(2018), é possível calcular essa relação pela equação a seguir.

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Figura 166 ± Equação de intensidade de chuva.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Os dados pluviográficos e pluviométricos foram utilizados para obtenção da

equação de chuvas intensas. As séries históricas de intensidades máximas

médias de precipitação, correspondentes às diversas durações, foram submetidas

à análise estatística a fim de identificar o modelo probabilístico que apresentasse

melhor ajuste aos dados chegando aos valores apresentados na Tabela 104.

Tabela 104 ± Coeficientes da equação da chuva.

Município Estação k a b c

Marechal Cândido Cascavel 1.062,92 0,141 5 0,776

Rondon

Fonte: Fest, 2007. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

A Tabela 105 mostra as chuvas intensas para os diferentes tempos de

retorno.

Tabela 105 ± Valores da Equação de intensidade da chuva.

Bacia Tc (min) Intensidade para Diferentes TR (mm/h)

5 anos 10 anos 50 anos 100 anos

Córrego Guará 197,66 21,62 23,84 29,92 32,99

Córrego Guavirá 144,89 27,33 30,13 37,81 41,69

Arroio Fundo 121,39 31,19 34,39 43,16 47,59

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

A intensidade da precipitação indica a quantidade (altura) precipitada em

determinado tempo. Já o conceito de período de retorno (TR), de acordo com a

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1RUPD1%5$%17QSRGHVHUH[SUHVVRFRPRR³Q~PHURPpGLRGHDQRV

em que, para a mesma duração de precipitação, uma determinada intensidade

SOXYLRPpWULFDLJXDODGDRXXOWUDSDVVDGDDSHQDVXPDYH]´

O tempo de duração de chuva foi adotado como geralmente ocorre na

drenagem urbana, sendo igual ao tempo de concentração da seção analisada das

bacias.

3.4.3.5. Métodos para cálculos da vazão

Partes integrantes dos métodos de transformação de chuva em vazão são

os métodos de separação do escoamento. As águas pluviais, ao atingirem a

superfície terrestre, têm dois caminhos principais a seguir: infiltrar no solo ou

escoar superficialmente.

Para determinação da parcela das alturas precipitadas que escoam

superficialmente, foram desenvolvidos diversos métodos de estimativa. Os mais

conhecidos são:

x Coeficiente de run off;

x Método Racional;

x Índice (teta);

x SCS (Soil Conservation Service);

x Horton;

x Green & Ampt;

x I-Pai-Wu.

O Método Racional é o mais comum para a determinação da vazão de

projeto de bacias naturais é a partir de procedimentos estatísticos. Já para o

cálculo de vazão de projeto para pequenas bacias são aplicados modelos de

transformação chuva-vazão (ou indiretos), nos quais a vazão é calculada a partir

das chuvas. Para o uso desse modelo, a bacia precisa ter as seguintes

características:

$EDFLDGHYHWHUFDUDFWHUtVWLFDVItVLFDVKRPRJrQHDV

(PWRGDDiUHDGHGUHQDJHPGDEDFLDDSUHFLSLWDomRGHYHVHUXQLIRUPH

%DFLDVFRPiUHDDWpNPð

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O método é usado para calcular a vazão de pico de uma determinada bacia,

considerando uma seção de estudo. A fórmula, a seguir, apresenta a forma de

calcular a vazão de pico pelo Método Racional:

Sendo:

Q ± Vazão de pico (m³/s);

i ± intensidade máxima da chuva (mm/h);

C ± Coeficiente de escoamento superficial (adimensional);

A ± área de drenagem da bacia (km²).

2V YDORUHV GR FRHILFLHQWH ³&´ QR 0pWRGR 5DFLRQDO UHIHUHP-se ao

coeficiente de escoamento superficial, que é convencionado de acordo com as

características fisiográficas das bacias urbanas.

O método racional é um dos mais utilizados no território brasileiro. Sua

simplicidade de aplicação e resultados obtidos são geralmente satisfatórios, o que

o torna bem aceitável uma vez que as condições básicas são atendidas. De

acordo com Reis e Lima (201

RQRPHGRPpWRGR³5DFLRQDO´pSDUDFRQWUDSRU

os métodos antigos que eram empíricos e, portanto, não racionais.

O Método I-Pai-Wu é um aprimoramento do Método Racional e considera

características da bacia hidrográfica, como seu formato, a distribuição das águas

pluviais e sua capacidade de armazenamento. A utilização dessa metodologia

apresenta maior grau de precisão, porque relaciona variáveis importantes na

formação de uma cheia (SCHLICHTMANN, 2018).

O Departamento de Água e Energia Elétrica ± DAEE recomenda o Método

Racional para bacias de até 2 km² ou 200 ha, como já citado, e que não disponham

de série histórica de dados fluviométricos. Para bacias hidrográficas com áreas

acima deste valor, até 30 km², existem outros métodos mais indicados, como o

Método I-PAI-WU, que será utilizado neste estudo.

Desse modo, o método I-Pai-Wu é definido pela seguinte expressão:

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Q = 0,278.C.I.A*0,9.K

Em que:

Q = vazão (m³/s);

C = coeficiente de deflúvio;

I = intensidade de precipitação (mm/h);

A = área da bacia (km²);

K = coeficiente de distribuição espacial da chuva.

A obtenção do Coeficiente de deflúvio depende de fatores da bacia

hidrográfica analisada, tais como tipo de solo, declividade, uso da terra e

condições de cobertura. Segundo o DAEE (2012), o coeficiente C pode ser

determinado pela equação:

C = 2/1+F.C2/C1

Sendo:

C1 = Coeficiente de forma da bacia,

C2 = Coeficiente volumétrico de escoamento e

F = Fator de forma.

Para definição de C1, é necessário obter o valor de F, com a seguinte

equação:

F = L/2.(A/)¹/²

C1 = 4 / 2 + F

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Sendo:

A = Área da bacia contribuinte (km²) e

/ &RPSULPHQWRGRWDOYHJXHGRFXUVRG¶iJXDNP

O Fator de Forma é dado como sendo a razão entre a largura média da

bacia e o comprimento no sentido axial da mesma. O comprimento axial é medido

da saída da bacia até seu ponto mais remoto, seguindo-se as grandes curvas do

rio principal, sem considerar os meandros.

A largura média é obtida dividindo-se a área da bacia em faixas

perpendiculares, onde o polígono formado pela união dos pontos extremos dessas

perpendicularidades se aproxime da forma da bacia real. Pode ser também obtido

pela seguinte fórmula:

Ff = B/L

Sendo:

L: comprimento da bacia

B: largura média, obtida pela fórmula:

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Figura 167 ± Determinação da largura média da bacia.

Fonte: Méllo e Garcia, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

De acordo com o DAEE (2012) o coeficiente volumétrico de escoamento

(C2) está relacionado com grau de impermeabilidade da superfície do solo.

Podemos adotar o C2 de acordo com as características de cada microbacia

utilizando a Tabela 106.

Tabela 106 ± Valores da Equação de intensidade da chuva.

Uso do solo ou grau de urbanização Valores de C

Mínimos Máximos

Área totalmente urbanizada 0,50 1,00

Área parcialmente urbanizada 0,35 0,50

Área predominantemente de plantações, pastos etc. 0,20 0,35

Fonte: DAEE, 2012. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

O coeficiente de distribuição espacial da chuva, K, é em função do tempo

de concentração das chuvas e da área de drenagem. Seu valor pode ser obtido

através do

Gráfico 10.

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Gráfico 10 ± Coeficiente de distribuição espacial da chuva (K).

Fonte: Siqueira et al., 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Nesse sentido, a Tabela 107 demonstra as vazões estimadas pelo Método

I-PAI-WU.

Tabela 107 ± Vazões para diferentes Tempos de Retorno pelo Método I-PAI-WU.

Microbacias Vazão de Projeto Método I-PAI-WU (m³/s)

5 Anos 10 Anos 50 Anos 100 Anos

Córrego Guará 51,06 83,61 109,36 120,46

Córrego Guavirá 63,22 103,51 135,39 149,13

Arroio Fundo 58,73 96,17 125,78 138,55

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Gráfico 11 ± Vazões Microbacia Córrego Guará.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Gráfico 12 ± Vazões Microbacia Córrego Guavirá.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Gráfico 13 ± Vazões Microbacia Arroio Fundo.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

3.4.4. Erosão

A erosão é um fenômeno natural, em que a superfície terrestre sofre

desgaste e se afeiçoa por ação de processos físicos, químicos e biológicos

(SUGUIO, 2003). Pode ser definido como o processo de desagregação,

transporte, e deposição de partículas de solo pela ação do vento, da água e de

outros agentes (BERTONI e LOMBARDI NETO, 2008; MORGAN, 2005;

WISHMEIER e SMITH, 1978).

Esses agentes agem na superfície terrestre quebrando as partículas de

solo dispersando-as para regiões diferentes dos locais de origem, sendo que esse

processo pode ser acelerado pela ação antrópica por meio de práticas de uso e

manejo inapropriados.

Existem duas classes distintas de erosão: a erosão acelerada, advinda das

atividades antrópicas e a erosão geológica, ou natural. A primeira é caracterizada

pelo alto poder destrutivo em curto intervalo de tempo, enquanto a segunda é um

processo lento e contínuo da evolução da superfície terrestre.

A erosão do solo, quando ocorre de forma acelerada, torna-se um problema

ambiental no que se refere a ocupação para práticas agropecuárias e florestais, o

que afeta sua capacidade produtiva.

O processo erosivo reduz a porosidade do solo, interferindo em sua

capacidade de retenção e infiltração da água, aumentando o escoamento

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superficial, transporte de sedimentos e assoreamento de corpos de água

(DURÃES e MELLO, 2016).

Neste contexto, o processo erosivo causado por intemperismo hídrico é

responsável pela formação de ravinas e voçorocas. A ravina é caracterizada pela

formação de uma vala profunda e estreita que é moldada pela erosão da água.

As ravinas são normalmente encontradas em áreas montanhosas ou com

muita chuva. A água da chuva corre pelas ravinas, levando consigo terra e

detritos. Isso pode causar a formação de ravinas maiores e mais profundas.

Figura 168 ± Exemplo de ravinas.

Fonte: Brasil Escola, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Enquanto as voçorocas são normalmente encontradas em áreas com solos

frágeis e muita chuva. A água da chuva corre pelas voçorocas, levando consigo

grandes quantidades de terra e detritos. Isso pode causar a formação de

voçorocas muito grandes e profundas, onde em níveis mais avançados do

processo erosivo pode comprometer construções e estradas.

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Figura 169 ± Exemplo de voçoroca.

Fonte: Mannarino, 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Conforme exposto pelo PSMB (2016), existem área na fração urbana do

município com problemas de ocorrência de voçorocas. O Plano cita uma pesquisa

de doutorado que relaciona chuvas intensas e enxurradas com problemas

erosivos e voçorocas. A Tabela 108 apresenta as localidades das voçorocas

identificadas.

Tabela 108 ± Principais voçorocas descritas na pesquisa comentada (PMSB 2016).

Voçoroca Local

Voçoroca Eron-SESC Lajeado Guavirá

Voçoroca Alvorada ± Rainha Bairros Alvorada e Rainha

Voçoroca Buraco Lajeado Borboleta

Voçoroca Borboleta Contorno viário Sul

Voçoroca do CTG

Fonte: PMSB-Marechal Cândido Rondon, 2016. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de

Cidades, 2023.

O Mapa da Vulnerabilidade dos Solos à Erosão Hídrica do Brasil constitui

um modelo espacial, em escala nacional, que expressa o grau de vulnerabilidade

dos solos aos processos erosivos, considerando o nível de exposição em função

da cobertura vegetal natural e/ou do uso agropecuário. Os níveis de

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Vulnerabilidade são representados em cinco (05) classes nominais de intensidade

± Muito Baixa; Baixa; Média; Alta; Muito Alta.

Portanto, de acordo com o exposto, a Figura 170 apresenta o mapa de

suscetibilidade a erosão hídrica no Brasil.

Figura 170 ± Suscetibilidade a erosão hídrica no Brasil.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária, 2020. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de

Cidades, 2023.

Enquanto a erosão é a remoção de partículas do solo pela ação da água

ou vento, a erodibilidade é a capacidade de um solo ser mais ou menos suscetível

a processos erosivos. Esta capacidade encontra-se diretamente relacionada com

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as propriedades físicas, químicas, mecânicas e estruturais do tipo de solo em

questão.

Pode-se dizer então, que erodibilidade do solo é influenciada por uma série

de fatores, como a textura do solo, a estrutura do solo, a presença de matéria

orgânica e a cobertura. Solos arenosos são mais suscetíveis à erosão do que

solos argilosos, assim como solos com baixa estrutura.

A matéria orgânica ajuda a melhorar a estrutura do solo e a reduzir a

erodibilidade. A cobertura vegetal também ajuda a proteger o solo da erosão, pois

impede a água da chuva de atingir diretamente o solo. A Figura 171 expõe a

erodibilidade dos solos no território nacional, enquanto que a Figura 172 mostra o

mapa de vulnerabilidade a erosão hídrica do município, respectivamente.

Figura 171 ± Erodibilidade dos solos no Brasil.

Fonte: Embrapa, 2020. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Figura 172 ± Vulnerabilidade a erosão hídrica de Marechal Cândido Rondon.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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3.4.5. Áreas de Risco

As áreas de risco podem ser definidas como polígonos geoespaciais onde se

observa uma elevada probabilidade de ocorrência de eventos adversos, tais como

fenômenos naturais, ou ainda, incidentes de natureza antropogênica. O mapeamento

georreferenciado destas zonas assume um caráter preponderante na condução de

práticas de gerenciamento de riscos e na concepção de estratégias de mitigação.

Mapear áreas de risco desempenha um papel crucial na gestão de riscos e na

formulação de estratégias de mitigação, e visa: previsão e preparação, redução de

perdas humanas e materiais, planejamento de infraestrutura, avaliação de riscos atuais

e futuros e alocação de recursos.

O risco de inundação é influenciado por chuvas rápidas e fortes. As chuvas

intensas de longa duração são intensificadas por ações antrópicas como

LPSHUPHDELOL]DomR GR VROR UHWLILFDomR GRV FXUVRV G¶iJXD H UHGXomR QR HVFRDPHQWR

dos canais devido a obras ou por assoreamento.

O deslizamento é o escorregamento de materiais sólidos. Na ocorrência de

chuva intensa o solo tende a ceder e deslizar, isso ocorre em função da retirada de

vegetação das encostas, deixando o solo exposto suscetível a deslizamentos.

Já o rolamento de blocos é um processo comum em áreas de rochas graníticas,

onde as mesmas se destacam do talude ou encostas e caem em queda livre podendo

atingir moradias de pessoas que moram nessas áreas.

Segundo o PMSB (2016) de Marechal Cândido Rondon, o município não possui

tecnologias ou técnicas de prevenção de desastres de inundação. Também não há

sistema de informação implantado que seja capaz de monitorar e alertar a população

sobre a ocorrência de chuvas de magnitude elevada e riscos de inundações, assim

como não é capaz de identificar focos de alagamento e inundações. Além disso, não

há presença de bacias de acumulação ou amortecimento no município.

Diante do exposto acima, a Figura 173 mostra uma área na sede municipal,

indicada pelo Plano Diretor Participativo Municipal de 2008 por apresentar deficiência

de drenagem.

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Figura 173 ± Área com drenagem deficitária.

Fonte: PMSB-Marechal Cândido Rondon, 2016. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades,

2023.

Em relação aos problemas de drenagem urbana existentes em Marechal

Cândido Rondon, o Plano Municipal de Saneamento Básico de 2016 identificou também

alguns pontos e problemas específicos, apresentados na Figura 174. Enquanto que a

Figura 175 exibe a localização dos pontos identificados.

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Figura 174 ± Pontos e problemas identificados (PMSB 2016).

Fonte: PMSB-Marechal Cândido Rondon, 2016. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades,

2023.

Figura 175 ± Localização dos pontos com problemas identificados (PMSB 2016).

Fonte: PMSB-Marechal Cândido Rondon, 2016. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de

Cidades, 2023.

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Ressalta-se que não foram disponibilizadas informações atualizadas sobre

novos pontos com problemas de drenagem urbana. Também não foi informado se os

pontos supracitados ainda apresentam os mesmos problemas ou foram sanados.

3.4.6. Doenças de Veiculação Hídrica Associada com Deficiências na Drenagem

das Águas Pluviais

A transmissão de doenças através da água contaminada é a principal

característica das doenças de veiculação hídrica. Essas doenças podem ser causadas

pela presença de bactérias, vírus, parasitas ou substâncias químicas na água, que são

ingeridas ou entram em contato com o corpo humano. Há vários exemplos de doenças

de veiculação hídrica.

Alguns exemplos de doença de veiculação hídrica por ingestão é a cólera, uma

infecção intestinal aguda ocasionada pela bactéria Vibrio cholerae, transmitida

principalmente por meio de água e alimentos contaminados. Outro exemplo é a hepatite

A, que ocorre quando água ou alimentos contaminados com o vírus são ingeridos.

Exemplos de doenças de veiculação hídrica contraídas pelo contato direto com água

contaminada são a dermatite, micose, conjuntivite e esquistossomose.

No Brasil, a situação das doenças de veiculação hídrica é preocupante. De

acordo com o Ministério da Saúde, algumas regiões do país ainda enfrentam

dificuldades para oferecer água tratada a toda a população, o que aumenta o risco de

contaminação e propagação de doenças, devido à falta de acesso ao saneamento

básico adequado.

É importante destacar que a infraestrutura de drenagem urbana inadequada

também pode contribuir para o acúmulo de água contaminada, em relação à deficiência

no serviço de drenagem urbana. A falta de escoamento adequado das águas pluviais

pode resultar em alagamento de ruas, áreas residenciais e até mesmo sistemas de

fornecimento de água, favorecendo a contaminação e disseminação de doenças.

A água empoçada na área urbana após chuvas intensas ocorre principalmente

em função da deficiência no sistema de drenagem. Esse problema é decorrente a

diferentes fatores, como a falta de planejamento urbano adequado, aumento da

impermeabilização do solo e dispositivos de drenagem insuficientes ou com avarias.

Quando há um grande volume de chuva em um curto espaço de tempo, o solo

não consegue absorver toda a água, principalmente nas áreas urbanas onde há muitos

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espaços concretados. Isso ocorre devido à impermeabilização do solo causada pela

urbanização, como construções, calçadas, vias asfaltadas, entre outros.

Dessa forma, a água da chuva não é capaz de se infiltrar no solo e se acumula

nas partes mais baixas da cidade, formando grandes poças. Além disso, muitas vezes

o sistema de drenagem existente é insuficiente para lidar com as chuvas intensas. Isso

pode ser resultado de um planejamento inadequado, falta de investimentos em

infraestrutura ou até mesmo o descarte irregular de lixo e entulho que obstruem as

galerias e bueiros, dificultando o escoamento da água.

A falta de manutenção adequada do sistema de drenagem também contribui

para o problema. Muitas vezes, as galerias e bueiros estão obstruídos por detritos e

folhas, o que impede o fluxo adequado da água. Além disso, quando o sistema não é

capaz de escoar toda a água da chuva, o excesso acaba transbordando para as vias,

formando poças e alagamentos.

Além de dificultar a mobilidade e acesso às ruas, representando um risco para

os motoristas e pedestres, a água parada também favorece o desenvolvimento de

doenças e proliferação de insetos, como o mosquito Aedes aegypti, transmissor de

dengue, zika vírus e chikungunya.

Dessa forma, existe um indicador de saúde que relaciona a incidência de

internações totais por doenças de veiculação hídrica a cada 10 mil habitantes. No caso

de Marechal Cândido Rondon, a Tabela 109 mostra a evolução desse indicador durante

o período entre 2010 e 2021, assim como os referidos gastos com as internações.

Tabela 109 ± Evolução anual da incidência de internações totais por doenças de veiculação

hídrica em Marechal Cândido Rondon e despesas.

Ano Incidência de internações totais Despesas com internações por doenças

por doenças de veiculação hídrica de veiculação hídrica (R$)

(Internações por 10 mil habitantes)

2010 43,79 70.093,79

2011 6,77 10.769,96

2012 0,84 1.413,04

2013 2,21 6.433,63

2014 10,34 15.149,98

2015 20,27 31.275,67

2016 10,14 14.263,21

2017 7,72 12.825,52

2018 5,54 9.319,62

2019 7,37 12.265,23

2020 8,04 12.841,72

2021 4,26 4.865,88

Fonte: Painel Saneamento Brasil, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Ainda de acordo com a incidência de internações totais por doenças de

veiculação hídrica (Internações por 10 mil habitantes), a Tabela 110 exibe a

comparação entre o Município de Marechal Cândido Rondo, o Brasil, a região sul, o

Estado do Paraná e o Município de Curitiba, para o ano de 2021.

Tabela 110 ± Comparação da incidência de internações totais por doenças de veiculação hídrica

por localidade (2021).

Localidade Indicador Despesas

Marechal Cândido Rondon 4,26 4.865,88

6,04 54.791.900,15

Brasil 4,18 5.960.959,63

Região Sul 5,15 2.594.512,24

Paraná (UF) 1,55 285.736,49

Curitiba

Fonte: Painel Saneamento Brasil, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Por fim, a Tabela 111 apresenta os números de casos relacionados com doenças

de veiculação hídrica no Município de Marechal Cândido Rondon, de acordo com

informações coletadas no Tabnet do DATASUS, referente ao último ano de atualização

de seu sistema.

Tabela 111 ± Número de casos de doenças de veiculação hídrica do Município de Marechal

Cândido Rondon.

Doenças de Veiculação Hídrica N° de Casos Confirmados Ano

Febre tifoide 0 2022

Hepatite 11 2020

Leptospirose 1 2022

Cólera 0 2020

Dengue 2022

Tétano 4.190 2022

Fonte: DATASUS, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

3.4.7. Indicadores de Drenagem

Para avaliação da existência e qualidade da prestação de serviços de drenagem

e manejo de águas pluviais, alguns indicadores para uma caracterização geral da

situação estão relacionados. Eles permitem a identificação da existência do sistema e

percentual de atendimento do mesmo, assim como de problemas advindos com a falta

e inadequação da drenagem urbana.

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Posteriormente, de acordo com a situação e caracterização deste setor,

indicadores referentes à manutenção do sistema, limpeza e desobstrução de galerias,

podem ser incorporados. Da mesma forma, com a implantação e ampliação do sistema

de drenagem, indicadores podem ser previstos para o monitoramento da qualidade da

água resultante do sistema de galerias das águas pluviais.

Através de análises de alguns parâmetros nas saídas dos emissários, como por

exemplo, de nitrogênio, fósforo, DBO, sólidos totais, dentre outros, é possível obter uma

análise qualitativa e quantitativa sobre as regiões com ligações clandestinas na rede

pluvial. Assim, os indicadores contribuirão para a avaliação da poluição difusa e de

problemas com a existência de ligações clandestinas de esgoto no sistema de

drenagem urbana.

De acordo com o PMSB (2016), nenhuma das Secretarias responsáveis pelos

sistemas de drenagem urbana do município possuem indicadores operacionais,

econômicos financeiros, administrativos e de qualidade aos serviços prestados. Além

disso, salienta-se que após consulta ao Sistema Nacional de Informações sobre

Saneamento ± SNIS (2022), foi verificado a inexistência do preenchimento de dados

para o eixo de drenagem.

3.4.8. Sistemas de Macrodrenagem

A macrodrenagem envolve os sistemas coletores de diferentes sistemas de

microdrenagem. Quando é mencionado o sistema de macrodrenagem, as áreas

envolvidas são de pelo menos 2 km² ou 200 ha.

Estes valores não devem ser tomados como absolutos, pois a malha urbana

pode possuir as mais diferentes configurações. O sistema de macrodrenagem deve ser

projetado com capacidade superior ao de microdrenagem, com riscos de acordo com

os prejuízos humanos e materiais potenciais (PMPA, 2005).

As localidades ribeirinhas apresentam ocupações irregulares consideráveis,

resultando em problemas nos leitos dos rios. Os rios geralmente possuem dois leitos:

o leito menor, onde a água escoa na maior parte do tempo; e o leito maior, que pode

ser inundado de acordo com a intensidade das chuvas. O impacto devido à inundação

ocorre quando a população ocupa o leito maior do rio, ficando sujeita a enchentes

(PMPA, 2005).

Segundo o PMSB (2016) de Marechal Cândido Rondon, levando em conta as

microbacias hidrográficas identificadas no referido trabalho, as principais

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macrodrenagens existentes no entorno da sede municipal são: Sangas Guavirá,

Córrego Bonito e Córrego Guará na Bacia do Arroio Guaçu, a Sanga Borboleta e o

Arroio Fundo na Bacia do Arroio Fundo.

Dentre as principais vias de escoamento das águas pluviais na área urbana do

município, mencionadas pelo Plano de 2016, estavam, de maneira resumida:

x A Sanga Guavirá, que percorre praticamente toda a extensão noroeste da

sede;

x Os córregos Guará e Bonito, localizados na Avenida das Flores e outras

vias ao nordeste da sede;

x Nos córregos que originam o Arroio Fundo (parte sudeste), dentro do

sistema de macrodrenagem próximo ao Lago Municipal e Parque

Ecológico Helmut Rieger (na Avenida Rio Grande do Sul em direção à BR

467, em direção a Toledo, PR);

x A Sanga Borboleta, ao sul, ao longo do acesso ao distrito urbano de

Margarida. Observa-se a preservação de uma faixa de vegetação

ribeirinha nessa área, visualmente com largura entre 5 a 10 metros. Tubos

de drenagem duplos, com 1 metro de diâmetro, são responsáveis por

grande parte do escoamento das águas da sede municipal.

Dessa forma, a Figura 176 mostra as principais macrodrenagens identificadas

pelo PMSB do município, em 2016, tomando como base o Plano Diretor Municipal de

2008.

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Figura 176 ± Principais macrodrenagens municipais (2016).

Fonte: PMSB-Marechal Cândido Rondon, 2016. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades,

2023.

A macrodrenagem na região central de Marechal Cândido Rondon consiste em

cinco canais que recebem o escoamento da água da microdrenagem. Esses canais são

o Córrego Bonito, Guará, Sangas Guavirá, Borboleta e Arroio Fundo.

As estruturas dessa macrodrenagem incluem diversos elementos, como

sarjetas, sarjetões, valas feitas naturalmente ou em concreto, construções para conter

encostas e caixas coletoras para captar o fluxo de água desses canais (PMSB, 2016).

3.4.9. Sistemas de Microdrenagem

Levando em consideração os componentes do sistema de microdrenagem

urbana, podem-se considerar as vias públicas e, consequentemente, as sarjetas, uma

das partes mais significativas do escoamento superficial das águas pluviais, uma vez

que a maioria das águas, que precipita nos lotes, vai para estas vias e escoam para as

FDSWDo}HVERFDVGHORER

HHPVHJXLGDSDUDRVFXUVRVG¶iJXD

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Devem ser estudados diversos traçados de rede de galerias, considerando os

dados topográficos existentes e o pré-dimensionamento hidrológico e hidráulico. A

definição da concepção inicial é mais importante para a economia global do sistema do

que os estudos posteriores de detalhamento do projeto e de especificação de materiais.

A diretriz técnica do DNIT que estipula a exigência do revestimento mínimo sobre

a parte superior do tubo e das conexões das canalizações de drenagem das bocas de

lobo é a DNIT 023/2006 - Drenagem - Tubos de concreto para bueiros - Especificação

de serviço. Conforme esta regulamentação, o revestimento mínimo na geratriz superior

do tubo deve ser equivalente a 1,5 vezes o diâmetro da tubulação ou a 60 cm,

considerando o valor que for maior.

O revestimento desempenha uma função crucial na preservação do tubo,

protegendo-o contra possíveis danos provenientes de cargas externas, tais como o

tráfego de veículos. As uniões das canalizações de escoamento das bocas de lobo

precisam ser construídas com uma mistura de cimento e areia, na proporção mínima

de 1:4 em peso.

Essa mistura deve ser aplicada de maneira uniforme, sem deixar espaços vazios.

A normativa também estipula os requisitos a seguir para a implementação de bueiros

tubulares de concreto:

x Os tubos devem ser de concreto armado, fabricados de acordo com as

especificações da Norma ABNT NBR 8.890/2020;

x O leito onde os tubos serão colocados deve ser formado por material granular,

sendo compactado em camadas com uma espessura máxima de 15 cm;

x O tubo deve ser assentado no leito, mantendo a geratriz superior alinhada com

o nível especificado no projeto;

x O revestimento deve ser realizado com material granular, também compactado

em camadas com uma espessura máxima de 15 cm;

x A vedação das junções dos tubos deve ser feita utilizando argamassa de

cimento e areia, com uma proporção mínima de 1:4 em peso.

Em Marechal Cândido Rondon, o sistema de microdrenagem é composto

especificamente por: meio fio, bocas de lobo, caixas coletoras com gradeamento,

galerias subterrâneas e poços de visita (PMSB, 2016).

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3.4.10. Análise Crítica do Sistema de Drenagem Urbana e Manejo das

Águas Pluviais

A seguir, serão descritos os principais problemas relacionados ao Sistema de

Drenagem das Águas Pluviais de Marechal Cândido do Rondon, os quais embasarão

as soluções a serem propostas no Prognóstico.

x Desatualização do banco de dados com cadastro da rede e dispositivos

de drenagem;

x Ausência de legislação e normas específicas para os sistemas de

drenagem urbana;

x Inexistência de indicadores municipais de drenagem;

x Não preenchimento do SNIS em relação ao eixo de drenagem urbana;

x Ausência de atualização de pontos/focos de inundações.

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4. PROGNÓSTICO DOS SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA,

ESGOTAMENTO SANITÁRIO, LIMPEZA URBANA E MANEJO DOS

RESÍDUOS SÓLIDOS E DRENAGEM PLUVIAL URBANA

A seguir, serão apresentadas as perspectivas estratégicas para cada eixo do

saneamento, abordando as soluções para as questões identificadas no diagnóstico e o

planejamento necessário para alcançar a universalização dos serviços. Essas

perspectivas levam em consideração tanto as características específicas do município

(como a infraestrutura existente e projeções populacionais) quanto as aspirações

sociais identificadas anteriormente.

Os objetivos, programas, projetos e ações destinados a alcançar a

universalização e aprimoramento da qualidade dos serviços são organizados em

tabelas sínteses, categorizados por setor e objetivo.

Cada tabela inclui uma base de dados fundamentada no diagnóstico, métodos

de monitoramento das metas estabelecidas, indicadores para avaliar o progresso e o

estado de implementação, bem como um cronograma para a execução dos programas,

projetos e ações em diferentes horizontes temporais: curto, médio e longo prazo.

Adicionalmente, as fontes de recursos financeiros necessárias para a realização dessas

iniciativas são identificadas.

4.1. SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ± SAA

Considerando a necessidade de ampliar os serviços e manter a universalização

do acesso visando manter o atendimento a 100% da população até 2033, deve ser

prevista a melhoria e adequação do sistema de abastecimento de água ± SAA, para

inclusive, atender o incremento da população previsto para o horizonte de projeto do

PMSB.

Para melhorar a eficácia do sistema de abastecimento de água deve-se

primeiramente buscar a redução sobre as perdas em toda a rede, iniciando-se na

captação, passando pelo tratamento até a distribuição. Estando também preparados

para a solução de problemas atípicos e as altas demandas que ocorrem em horários

de maior consumo.

Diante da importância de preservação dos mananciais de abastecimento de

água superficial e subterrânea, tendo em vista a disponibilidade de água com qualidade

para atender as necessidades da população atual e futura, deve ser mantido programa

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Marechal Cândido Rondon - PR

para monitorar a qualidade dos mananciais utilizados e possíveis pontos de

contaminação da água, de forma a proporcionar a adoção de medidas alternativas,

preventivas e corretivas quando detectadas alterações que representem risco de

contaminação.

Considerando a necessidade de toda a população ter acesso a água em

quantidade e qualidade adequada, o município deve proporcionar condições para que

toda população tenha acesso a meios apropriados e seguros de abastecimento.

4.1.1. Projeção de Demanda

O estudo de demanda de vazões para os sistemas de abastecimento de água

tem como principal objetivo apontar uma perspectiva do crescimento da demanda de

consumo de água para o município. Este estudo estabelece a estrutura de análise

comparativa entre a capacidade atual e futura de produção de água tratada dos

sistemas e o crescimento populacional.

Para tanto, podem ser calculadas as demandas de vazão média, máxima diária

e máxima horária, a partir da estimativa populacional já apresentada, do índice de

perdas na distribuição e do consumo per capita. Também são calculadas demandas de

reservação, número de ligações de água e extensão de rede. Para a determinação da

vazão média é utilizada a seguinte expressão:

sendo:

Qméd. = Vazão Média (L/s);

P = População Inicial e Final;

C = Quota per capita (L/s.hab).

A vazão máxima diária é obtida com aplicação da seguinte fórmula:

Qmaxd = Qmed * k1

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sendo:

Qmaxd = Vazão máxima diária (L/s);

K1 = Coeficiente de Consumo máximo Diário;

Q méd = Vazão Média.

Para o estudo em questão adotou-se k1 igual a 1,20.

A vazão máxima horária é obtida através da expressão que se apresenta a

seguir:

Qmaxh = Qmaxd * k2

sendo:

Qmaxh = Vazão máxima horária (L/s);

K2 = Coeficiente da hora de maior consumo;

Qmaxd = Vazão máxima diária.

Adotou-se para o estudo em questão k2 igual a 1,50.

A quota per capita refere-se ao consumo per capita adicionado às perdas, sendo

sua fórmula a que segue:

sendo:

C = Quota per capita (L/s.hab);

CPC = Consumo per capita;

IPD = Índice de perdas na distribuição.

A tabela abaixo traz a projeção das vazões necessárias para atender a demanda

atual e futura da população urbana em um horizonte de projeto de vinte anos, bem

como, o volume necessário de reservação para manter a segurança hídrica da

população urbana. Da mesma maneira, usando os dados referentes ao ano de 2021

disponibilizados pelo SNIS, foi estimado o crescimento do número de economias,

ligações e extensão da rede do SAA.

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Tabela 112 - Demandas para a Sede Municipal.

Ano Pop. Vazão Vazão Vazão Vazão Volume Volume Ligações (lig) Extensão da

Urbana Média Máxima Máxima Captação Consumido no dia necessário rede (Km)

2023 (L/s) Diária Horária

2024 52.128 (L/s) de maior para

2025 52.805 116,16 (L/s) Consumo (m³) Reservação

2026 53.481 117,67

2027 54.155 119,17 (m³)

2028 54.832 120,68

2029 55.506 122,19 139,39 209,09 210,59 12.043,44 4.014,48 18.405 535,67

2030 56.184 123,69 141,20 211,80 213,30 12.199,86 4.066,62 20.843 604,48

2031 56.858 125,20 143,01 214,51 216,01 12.356,04 4.118,68 21.109 612,21

2032 57.534 126,70 144,81 217,22 218,72 12.511,75 4.170,58 21.374 619,91

2033 58.207 128,21 146,62 219,93 221,43 12.668,17 4.222,72 21.641 627,64

2034 58.883 129,71 148,42 222,64 224,14 12.823,88 4.274,63 21.906 635,34

2035 59.560 131,21 150,24 225,36 226,86 12.980,53 4.326,84 22.173 643,09

2036 60.233 132,72

2037 60.908 134,22 152,04 228,06 229,56 13.136,24 4.378,75 22.438 650,79

2038 61.584 135,72 153,85 230,77 232,27 13.292,43 4.430,81 22.704 658,51

2039 62.261 137,23 155,65 233,47 234,97 13.447,91 4.482,64 22.968 666,20

2040 62.940 138,74 157,45 236,18 237,68 13.604,09 4.534,70 23.234 673,92

2041 63.613 140,25 159,27 238,90 240,40 13.760,50 4.586,83 23.501 681,66

2042 64.287 141,75

2043 64.962 143,25 161,06 241,60 243,10 13.915,99 4.638,66 23.765 689,35

65.638 144,76 162,87 244,30 245,80 14.071,94 4.690,65 24.031 697,06

146,26 164,68 247,02 248,52 14.228,12 4.742,71 24.297 704,78

166,49 249,73 251,23 14.384,53 4.794,84 24.563 712,52

168,30 252,45 253,95 14.541,41 4.847,14 24.830 720,27

170,10 255,15 256,65 14.696,89 4.898,96 25.095 727,96

171,91 257,86 259,36 14.852,61 4.950,87 25.360 735,66

173,71 260,57 262,07 15.008,56 5.002,85 25.626 743,38

175,52 263,28 264,78 15.164,74 5.054,91 25.892 751,10

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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4.1.2. Alternativas Técnicas de Engenharia para Atendimento da Demanda

Calculada

Para a área urbana de Marechal Cândido Rondon, é necessária a atualização e

ampliação da setorização da rede de distribuição, de acordo com o incremento

populacional previsto para o horizonte de projeto. A instalação de macromedidores em

cada seção particular da rede visa a um maior controle de perdas e facilitar a detecção

e reparação de anomalias.

Atualmente, a rede de distribuição de Marechal Cândido Rondon está totalmente

setorizada. No entanto, há necessidades de estudos para a delimitação adequada de

novos setores. Na elaboração desses estudos, é importante considerar as zonas de

pressão, os reservatórios existentes, suas capacidades de armazenamento e sua

localização geográfica no município.

Com a implantação de um sistema com novos setores, é possível agregar

benefícios a toda a malha existente na rede de distribuição de água potável da área

urbana. Cada setor de abastecimento deve ser definido pela área a ser suprida, através

de um reservatório de distribuição.

O reservatório de distribuição, citado no parágrafo anterior, é destinado a

regularizar as variações de adução e de distribuição, além de condicionar

adequadamente as pressões na rede. Dessa forma, o projeto da setorização da rede

de distribuição deve ser baseado na setorização clássica, utilizando um reservatório

elevado.

A principal função desse reservatório é condicionar as pressões de cotas

topográficas mais altas que não podem ser abastecidas pelo reservatório de

distribuição (ou reservatório principal), habitualmente instalados próximos aos poços

artesianos.

Assim, os setores de abastecimento devem ser divididos em zonas de pressão,

estática e dinâmica, e as mesmas devem obedecer aos limites estabelecidos pela

ABNT NBR n° 12.218/2017: a pressão estática máxima nas tubulações não deve

ultrapassar o valor de 500 kPa, e a pressão dinâmica mínima não deve ser inferior a

100 kPa.

Desta forma, através das diretrizes contida na referida Norma os setores não

irão mais funcionar com altas pressões, reduzindo assim a possibilidade de ocorrer um

novo vazamento e reduzindo também o volume de água perdida em um vazamento não

visível atualmente.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Outros investimentos, além dos descritos anteriormente, também se fazem

necessários para a manutenção e ampliação do sistema, sendo eles:

x Execução de novas redes e ligações em virtude do crescimento

populacional;

x Substituição dos equipamentos eletromecânicos que ao longo do tempo

necessitam ser substituídos;

x Substituição de redes visando a manutenção anual;

x Substituição dos equipamentos de dosagem de cloro e flúor;

x Aquisição de data loggers de pressão, visando o monitoramento das

pressões na rede de distribuição de água;

x Implementação e manutenção de software comercial e recadastramento

dos usuários;

x Manutenção do laboratório de análises físico-químicas da qualidade da

água;

x Manutenção da estrutura física, tais como o departamento de recepção e

administrativo, bem como do barracão do almoxarifado;

x Aquisição de terrenos para implantação dos novos reservatórios (deve

ser realizada após a conclusão do projeto de setorização em zonas de

pressão);

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Marechal Cândido Rondon - PR

4.1.3. Ações de Emergência e Contingência para o Sistema de

Abastecimento de Água

As interrupções no abastecimento de água podem ocorrer por diversos motivos,

inclusive por ocorrências inesperadas, como rompimento de redes e adutoras de água,

quebra de equipamentos, contaminação da água distribuída, entre outros. Para

regularizar o atendimento deste serviço de forma mais ágil ou impedir a interrupção no

abastecimento, é importante prever as ações de emergência e contingência, que

orientam o procedimento a ser adotado e a possível solução de problema.

O plano de emergência e contingência complementa as demais ações que

devem ser tomadas para garantir a manutenção dos serviços e auxiliar na tomada de

decisão durante eventos e situações críticas.

Para melhor exposição e facilidade de consulta durante uma emergência, o plano

foi estruturado em tabelas sínteses, que apresentam a ocorrência, sua causa e as

respostas necessárias à sua correção ou mitigação.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 113 - Ações para emergências e contingências referentes ao abastecimento emergencial/temporário de água.

MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO ± PLANO DE EMERGÊNCIA E

CONTINGÊNCIA

SETOR 1 ABASTECIMENTO DE ÁGUA

EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS

OCORRÊNCIA ORIGEM AÇÕES PARA EMERGÊNCIA E

CONTINGÊNCIA

Falta de água generalizada Inundação das captações de água com danificação de Comunicar à população,

equipamentos eletrônicos e estruturas. instituições, autoridades e Polícia

local, Defesa Civil e órgãos de

Interrupção prolongada no fornecimento de energia controle ambiental.

elétrica nas instalações de produção de água.

Implementar rodízio de

abastecimento.

Executar reparos das instalações

danificadas e troca de

equipamentos.

Promover o controle e o

racionamento da água disponível

em reservatórios.

Comunicar ao SAAE para que

acione socorro e ative captação

em fonte alternativa.

Promover abastecimento da área

atingida com caminhões

tanque/pipa

Comunicar à fornecedora de

energia elétrica.

Promover abastecimento

temporário de áreas mais

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO distantes com caminhões

Marechal Cândido Rondon - PR tanque/pipa.

Qualidade inadequada da água dos mananciais. Utilização de sistemas autônomos

Inexistência de monitoramento de geração de energia.

Ações de vandalismo Promover abastecimento da área

atingida com caminhões

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. tanque/pipa.

Comunicar ao SAAE para que

acione o socorro e ative a

captação em fonte alternativa.

Executar reparos das instalações

danificadas.

Promover o controle e o

racionamento da água disponível

em reservatórios.

Implementar rodízio de

abastecimento temporário das

áreas atingidas com caminhões

tanque/pipa.

Oficializar Boletim de Ocorrência,

se necessário.

Promover sistema de segurança

para evitar ações de vandalismo.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 114 - Ações para emergências e contingências referentes abastecimento emergencial/temporário de água.

MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDON RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO ± PLANO DE EMERGÊNCIA E

CONTINGÊNCIA

SETOR 1 ABASTECIMENTO DE ÁGUA

EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS

OCORRÊNCIA ORIGEM AÇÕES PARA EMERGÊNCIA E CONTINGÊNCIA

Promover o controle e o racionamento da água disponível em reservatórios.

Deficiências de água nos mananciais em período Implementar rodízio de abastecimento temporário das áreas atingidas com

de estiagem. caminhões tanque/pipa.

Transferir água entre setores de abastecimento com objetivo de atender

temporariamente a população atingida pela falta de água localizada.

Falta de água parcial Interrupção temporária no fornecimento de energia Comunicar a concessionária dos serviços para que acione e busque

ou localizada elétrica nas instalações de produção de água. alternativa de água.

Comunicar o fornecedor de energia elétrica.

Comunicar a concessionária dos serviços para que acione socorro e

busque fonte alternativa de água.

Interrupção no fornecimento de energia elétrica em Promover o controle e o racionamento da água disponível em reservatórios.

setores de distribuição.

Danificação de estruturas de reservatórios e Transferir água entre setores de abastecimento com o objetivo de atender

elevatórias de água tratada. temporariamente a população atingida pela falta de água localizada.

Promover abastecimento da área atingida com caminhões tanque/pipa.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 115 - Ações para emergências e contingências referentes ao sistema de abastecimento emergencial.

MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO ± PLANO DE EMERGÊNCIA E

CONTINGÊNCIA

SETOR 1 ABASTECIMENTO DE ÁGUA

EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS

OCORRÊNCIA ORIGEM AÇÕES PARA EMERGÊNCIA E CONTINGÊNCIA

Comunicar ao SAAE para que acione socorro e fonte alternativa de

água.

Rompimento de redes e linhas adutoras de água Executar reparos das instalações danificadas.

tratada.

Transferir água entre setores de abastecimento com o objetivo de

atender temporariamente a população atingida pela falta de água

localizada.

Promover abastecimento da área atingida com caminhões tanque/pipa.

Falta de água parcial ou Executar reparos nas instalações danificadas.

localizada. Comunicar as autoridades policiais.

Ações de vandalismo. Transferir água entre setores de abastecimento com o objetivo de

atender temporariamente a população atingida pela falta de água

localizada.

Promover abastecimento da área atingida com caminhões tanque/pipia.

Promover sistema de segurança para evitar ações de vandalismo.

Problemas mecanismo e hidráulicos na captação Implantar e executar serviço permanente de manutenção e

e de qualidade da água dos mananciais. monitoramento do sistema de captação.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 116 - Ações para emergências e contingências referentes ao abastecimento alternativo

de água.

MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO

BÁSICO ± PLANO DE EMERGÊNCIA E CONTINGÊNCIA

SETOR 1 ABASTECIMENTO DE ÁGUA

EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS

OCORRÊNCIA ORIGEM AÇÕES PARA EMERGÊNCIA E

CONTINGÊNCIA

Falta de água Por motivos diversos emergenciais Elaborar projeto para implantar/manter

generalizada (quebra de equipamento, danificação sistema de captação e tratamento de

na estrutura do sistema e de água para consumo humano como

tubulações, inundações, falta de meio alternativo de abastecimento no

energia, contaminação da água, etc.) caso de pane no sistema convencional

em situações emergenciais.

Diminuição da Vazamento e/ou rompimento de Desenvolver campanha junto à

pressão tubulação em algum trecho. comunidade para evitar o desperdício e

promover o uso racional e consciente

Ampliação do consumo em horários da água.

de pico.

Desenvolver campanha junto à

comunidade para instalação de

reservatório elevado nas unidades

habitacionais.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

4.1.4. Objetivos e Metas para o Sistema de Abastecimento de Água

Os objetivos e as metas para atingir tanto a universalização como a qualidade

dos serviços relacionados ao sistema de abastecimento de água de Marechal Cândido

Rondon foram elencados em tabelas sínteses, de acordo com seu setor e objetivo.

Nestas tabelas, a visualização das propostas pode ser observada tanto sob ótica

macro como micro de análise, fluindo numa sequência lógica da fundamentação do

objetivo e as metas para atingi-lo nos diferentes prazos de projeto. Sendo assim, abaixo

estão definidos os objetivos e as metas propostas para o sistema de abastecimento de

água do município de Marechal Cândido Rondon.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

4.1.4.1. Objetivo 1 ± Implementação do programa de educação

ambiental

A tabela abaixo sintetiza o Objetivo 1, com suas metas de curto, médio e longo

prazo.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

SETOR Tabela 117 ± Tabela Síntese do Objetivo 1.

OBJETIVO MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

1 ABASTECIMENTO DE ÁGUA

1 IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

FUNDAMENTAÇÃO A Educação Ambiental é a base para qualquer projeto na área de saneamento. Quanto mais consciente o cidadão, melhor será o

local onde ele vive, independentemente de sua condição financeira, cor, raça ou credo. Uma população bem educada evita o

desperdício, reutiliza a água, não polui mananciais e, principalmente, cobra uns dos outros e do Poder Público para garantir a

qualidade da água para as futuras gerações. No entanto, pouco foi informado sobre programas de Educação Ambiental para

crianças, jovens ou adultos em Marechal Cândido Rondon relacionados às questões hídricas do município. Se faz necessário então,

a adoção de práticas que estabeleçam programas como este voltado para toda a população, atendendo aos instrumentos da Política

Nacional de Recursos Hídricos, Lei nº 9.433/1997.

MÉTODO DE Número de ações realizadas, número de pessoas impactadas, histórico do macromedidor, histórico do consumo de energia

ACOMPANHAMENTO elétrica no sistema do Sistema de Abastecimento de Água e qualidade da água de rios e córregos da região.

(INDICADOR)

CURTO - ATÉ 4 ANOS METAS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS

MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS

1) Programa de Educação Ambiental voltado para 2) Manter o programa de Educação Ambiental 3) Manter o programa de Educação

evitar o desperdício de água, métodos de reuso, Ambiental.

preservação de rios, córregos e nascentes.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

4.1.4.2. Objetivo 2 - Ampliar e aprimorar o sistema de abastecimento

de água na zona urbana

A tabela a seguir sintetiza o Objetivo 2, com as suas metas de curto, médio e

longos prazos.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

SETOR Tabela 118 ± Tabela Síntese do Objetivo 2.

OBJETIVO MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

1 ABASTECIMENTO DE ÁGUA

2 AMPLIAR E APRIMORAR O ABASTECIMENTO DE ÁGUA NA ZONA URBANA

O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Marechal Cândido Rondon atende 100% da população urbana com

FUNDAMENTAÇÃO abastecimento de água potável, atingindo a universalização. No entanto, ainda são necessárias melhorias e ampliações para

otimizar o sistema, reduzir sua pressão sobre os recursos naturais regionais e melhorar a qualidade dos serviços para a população.

MÉTODO DE

ACOMPANHAMENTO Identificação das realizações das ações e projetos, quantidade de ligações, extensão da rede e índice de perdas.

(INDICADOR)

CURTO - ATÉ 4 ANOS METAS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS

MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS

1) Manter o abastecimento de água tratada para 4) Manter o abastecimento de água tratada para 6) Manter o abastecimento de água tratada

toda população. toda população. para toda a população.

2) Reduzir perdas do SAA. 5) Melhorias Operacionais e Manutenções para 7) Melhorias Operacionais e Manutenções

3) Melhorias Operacionais e Manutenções para manter a qualidade do SAA. para manter a qualidade do SAA.

manter a qualidade do SAA.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

4.1.4.3. Objetivo 3 ± Aprimorar o sistema de abastecimento de água na

zona rural

A tabela a seguir sintetiza o Objetivo 3, com as suas metas de imediato, curto,

médio e longo prazos.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 119 ± Tabela Síntese do Objetivo 3.

MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

SETOR 1 ABASTECIMENTO DE ÁGUA

OBJETIVO 3 MONITORAMENTO DA QUALIDADE DA ÁGUA DOS SISTEMAS DE SOLUÇÕES ALTERNATIVAS COLETIVAS

FUNDAMENTAÇÃO De acordo com informações do SAAE, o município de Marechal Cândido Rondon conta com 39 associações rurais, denominadas

SACs - Soluções Alternativas Coletivas. Essas associações são compostas por 49 fontes ativas e 39 reservatórios. Para este

objetivo, foram consideradas informações oficiais e propostas alternativas para o aprimoramento.

MÉTODO DE Número de Soluções Alternativas Coletivas existentes. Acompanhamento e verificação das análises. Índice de atendimento =

ACOMPANHAMENTO (Análises em conformidade*100) /Número Total de Análises

(INDICADOR)

CURTO - ATÉ 4 ANOS METAS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS

MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS

1) Manutenção e melhorias dos pontos de 4) Monitorar a qualidade da água, reduzindo o 7) Monitorar a qualidade da água, reduzindo o

captação e reservação. risco de contaminação. risco de contaminação.

2) Monitorar a qualidade da água, reduzindo o risco 5) Manutenção e melhorias dos pontos de 8) Manutenção e melhorias dos pontos de

de contaminação. captação e reservação. captação e reservação.

3) Preservação, controle de invasão e recuperação 6) Preservação, controle de invasão e 9) Preservação, controle de invasão e recuperação

de mata ciliar. recuperação de mata ciliar. de mata ciliar.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

4.2. SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO

4.2.1. Projeção da Vazão Anual de Esgoto

A contribuição de esgoto está diretamente correlacionada ao consumo de água,

sendo assim, utiliza-se normalmente o consumo per capita usado para projetos de

sistemas de abastecimento de água para se projetar o sistema de esgotos. No sistema

de esgoto sanitário, porém, considera-se o consumo efetivo per capita, não incluindo

as perdas de água, sendo o consumo per capita de água variando em função do local.

Em locais onde não há dados referentes ao consumo per capita de água, a

literatura recomenda a adoção de valores de comunidades com características

semelhantes, ou 120 l/hab./dia.

Para que possa ser estabelecida a contribuição per capita de esgoto, o consumo

de água efetivo per capita é multiplicado pelo coeficiente de retorno. O coeficiente de

retorno é a relação entre o volume de esgotos recebido na rede coletora e o volume de

água efetivamente fornecido à população de acordo com a ABNT NBR n° 9.649/1986,

que diz para se adotar o valor de 80% para o coeficiente de retorno.

Desta maneira, faz-se necessário estabelecer coeficientes que traduzam estas

variações de contribuição para o dimensionamento das diversas unidades de um

sistema de esgotamento. Assim sendo, serão determinados os seguintes coeficientes:

x K1 coeficiente de máxima vazão diária - é a relação entre a maior

vazão diária verificada no ano e a vazão média diária anual;

x K2 coeficiente de máxima vazão horária - é a relação entre a maior

vazão observada num dia e a vazão média horária do mesmo dia;

x K3 coeficiente de mínima vazão horária - é a relação entre a vazão

mínima e a vazão média anual.

Na falta de valores obtidos através de medições, a ABNT NBR n° 9.649

recomenda o uso de K1 = 1,20, K2 = 1,50 e K3 = 0,50. Sendo assim, a tabela abaixo

mostra os valores de vazão anual de esgotos da área urbana do Distrito Sede de

Marechal Cândido Rondon, com a previsão para os próximos vinte anos.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 120 - Projeção da geração de esgoto doméstico no Distrito Sede.

Ano População urbana atendida Volume de Água Volume de Esgoto

com abastecimento de água Consumido - m³/dia Gerado m³/dia

2023 52.128 12.043,44 9.634,76

2024 9.759,88

2025 52.805 12.199,86 9.884,83

2026 10.009,40

2027 53.481 12.356,04 10.134,53

2028 10.259,11

2029 54.155 12.511,75 10.384,42

2030 10.509,00

2031 54.832 12.668,17 10.633,94

2032 10.758,33

2033 55.506 12.823,88 10.883,27

2034 11.008,40

2035 56.184 12.980,53 11.132,79

2036 11.257,55

2037 56.858 13.136,24 11.382,50

2038 11.507,63

2039 57.534 13.292,43 11.633,12

2040 11.757,51

2041 58.207 13.447,91 11.882,09

2042 12.006,85

2043 58.883 13.604,09 12.131,79

59.560 13.760,50

60.233 13.915,99

60.908 14.071,94

61.584 14.228,12

62.261 14.384,53

62.940 14.541,41

63.613 14.696,89

64.287 14.852,61

64.962 15.008,56

65.638 15.164,74

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023

4.2.2. Cargas de Concentração

Para se analisar o impacto da poluição e das eficácias das medidas de controle,

é necessária a quantificação das cargas poluidoras afluentes ao corpo hídrico. A carga

é retratada em termos de massa por unidade de tempo, podendo ser calculada por um

dos seguintes métodos, dependendo do tipo de problema em análise, da origem do

poluente e dos dados disponíveis.

Nos cálculos é sempre indicado converter as unidades para se trabalhar e

também, sempre utilizar unidades de medida consistentes, como por exemplo, o kg/dia.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Abaixo estão alguns métodos disponibilizados pelas principais literaturas para se

determinar as cargas de concentração de esgotos:

FDUJD FRQFHQWUDomR[YD]mR

FDUJD FRQWULEXLomRSHUFDSLWD[SRSXODomR

FDUJD FRQWULEXLomR SRU XQLGDGH SURGX]LGD NJXQLG SURGX]LGD

[ SURGXomR

(unid produzida/dia);

FDUJD FRQWULEXLomRSRUXQLGDGHGHiUHDNJNPðGLD

[iUHDNPð

Para o cálculo da carga para esgoto doméstico comumente é utilizado as

seguintes equações:

A porcentagem ou eficiência de remoção de determinado poluente no tratamento

ou em uma etapa do mesmo, é dada pela fórmula abaixo:

Sendo:

eficiência de remoção (%);

concentração afluente do poluente (mg/L);

concentração efluentes do poluente (mg/L);

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Marechal Cândido Rondon - PR

4.2.2.1. Matéria orgânica - Demanda Bioquímica de Oxigênio - DBO

A DBO é a quantidade de oxigênio necessária para oxidar a matéria orgânica

por decomposição microbiana aeróbia, para uma forma inorgânica estável. A DBO é

normalmente considerada como a quantidade de oxigênio consumido durante um

determinado período de tempo, em uma temperatura de incubação específica. Um

período de tempo de cinco dias em uma temperatura de incubação de 20°C é

frequentemente usado e referido como DBO5,20.

2V PDLRUHV DXPHQWRV HP WHUPRV GH '%2 QXP FRUSR G¶iJXD VmR SURYRFDGRV

por despejos de origem predominantemente orgânica. A presença de um alto teor de

matéria orgânica pode induzir ao completo esgotamento do oxigênio na água,

provocando o desaparecimento de peixes e outras formas de vida aquática.

Um elevado valor da DBO pode indicar um incremento da microflora presente e

interferir no equilíbrio da vida aquática, além de produzir sabores e odores

desagradáveis e, ainda, pode obstruir os filtros de areia utilizados nas estações de

tratamento de água.

A carga de DBO expressa em kg/dia, e é um parâmetro fundamental no projeto

das estações de tratamento biológico de esgotos. Dela resultam as principais

características do sistema de tratamento, como áreas e volumes de tanques, potências

de aeradores e etc.

A carga de DBO é produto da vazão do efluente pela concentração de DBO. No

caso de esgotos sanitários, é tradicional no Brasil a adoção de uma contribuição per

capita de DBO 5,20 de 54 gramas por habitante por dia.

Assim sendo, apresentam-se na tabela abaixo as cargas orgânicas ± DBO,

previstas para o período de vigência deste Plano Municipal de Saneamento Básico,

caso o serviço ofertado pelo município de coleta e tratamento coletivo de esgoto,

continue atendendo um patamar de 38% de sua população.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 121 - Valores de cargas orgânicas de DBO.

Ano População Urbana Atendida Carga Orgânica (Kg de

com Coleta e Tratamento de DBO/dia)

2024 Esgoto

2026 19.808 1.069,63

2028 20.065 1.083,51

2030 20.322 1.097,39

2032 20.578 1.111,21

2034 20.836 1.125,14

2036 21.092 1.138,97

2038 21.349 1.152,84

2040 21.606 1.166,72

2042 21.862 1.180,55

22.118 1.194,37

22.375 1.208,25

22.632 1.222,13

22.888 1.235,95

23.145 1.249,83

23.401 1.263,65

23.659 1.277,59

23.917 1.291,52

24.172 1.305,29

24.429 1.319,17

24.685 1.332,99

24.942 1.346,87

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023

4.2.3. Comparação das Alternativas de Tratamento dos Esgotos

Há dois métodos de se implementar um sistema de esgotamento sanitário, o

primeiro é uma medida de sistema descentralizado, onde se implanta diversas estações

de tratamento, normalmente uma para cada sub-bacia de esgotamento.

Enquanto que, o segundo modelo é o centralizado ou sistema convencional,

onde se implanta apenas uma estação de tratamento para receber todo o efluente

produzido. Desta forma, as figuras abaixo mostram estes exemplos.

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Figura 177 - Exemplo de sistema e convencional.

Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Figura 178 - Exemplo de sistema descentralizado.

Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 179 - Exemplo de sistema de saneamento centralizado.

Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Desta forma, para o município de Marechal Cândido Rondon, não é necessário

investimentos em uma nova ETE, pelo menos no Distrito Sede, pois, como já relatado,

o distrito Sede dispõe de tratamento, necessitando em aumentar a oferta do serviço

para o restante da população.

4.2.4. Definição de Alternativas Técnicas de Engenharia para

o Atendimento da Demanda Calculada

Nos projetos básicos deverão ser estudadas alternativas de tratamento, que

atendam à legislação vigente quanto à classe dos mananciais que receberão os

efluentes sanitários tratados.

4.2.5. Sistemas Individuais

Os sistemas individuais ou descentralizados, atendem residências unifamiliares

ou um pequeno número de contribuintes, recomendado para áreas com baixa

densidade populacional.

É evidente que o despejo de esgoto sanitário sem tratamento nos mananciais

piora a qualidade da água, sendo de extrema importância tratar e dispor

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Marechal Cândido Rondon - PR

adequadamente o esgoto. Em algumas áreas, esta questão complica -se devido ao

afastamento em relação às estações de tratamento de esgoto, à geografia do local, ou

mesmo, à falta de infraestrutura.

Neste contexto, uma solução é a descentralização do tratamento do esgoto

doméstico, com a implantação, por exemplo, de fossas sépticas, filtros e sumidouros.

Desenvolvidos para atender as comunidades mais isoladas, os sistemas

individuais, quando bem executados e operados, se tornam uma opção efetiva como

solução sanitária para o tratamento dos efluentes domésticos.

É um dos mais simples, porém eficientes, sistemas de tratamento de esgoto

doméstico previsto nas Normas NBR n° 7.229 e n° 13.969, indicado para residências

ou instalações localizadas em áreas não providas de rede de coleta.

Dentro desta abordagem são destacados os seguintes sistemas individuais de

tratamento de esgotos, que quando operado em conjunto, atingem os níveis de

tratamento exigido:

x Fossas Sépticas;

x Valas de Infiltração/Filtros;

x Sumidouro.

As fossas sépticas ou tanques sépticos, são unidades de forma cilíndrica ou

prismática retangular, de fluxo horizontal, destinadas principalmente ao tratamento

primário de esgotos de residências unifamiliares e de pequenas áreas não servidas por

redes coletoras. No tratamento, cumprem basicamente as seguintes funções:

x Separação gravitacional dos sólidos em relação ao líquido afluente, vindo

os sólidos a se constituir em lodo;

x Digestão anaeróbia e liquefação parcial do lodo;

x Armazenamento do lodo.

É de fundamental importância para o bom funcionamento dos tanques sépticos,

a retirada do lodo em períodos pré-determinados pelo projeto. A falta de retirada do

lodo leva a sua acumulação excessiva e à redução do volume reacional do tanque,

prejudicando sensivelmente as condições operacionais do reator.

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Marechal Cândido Rondon - PR

As fossas sépticas devem se distanciar da moradia em pelo menos quatro

metros, a fim de evitar o mau odor, e nem muito longe para evitar tubulações muito

longas.

Estruturas construídas próximas ao sanitário também tendem a evitar curvas nas

canalizações, o que beneficia o bom funcionamento. Também, sugere-se a instalação

em um nível mais baixo em relação ao terreno, favorecendo o escoamento.

Uma exigência importante é que este tipo de sistema seja construído longe de

poços ou de qualquer outra fonte de captação de água, pelo menos trinta metros de

distância, para evitar contaminações, no caso de um eventual vazamento. Abaixo

segue as imagens de um sistema de fossa séptica.

Figura 180 - Sistema Individual de Tratamento ± Fossas Sépticas.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

As valas de infiltração e os filtros apresentam o mesmo princípio no tratamento

dos esgotos. Caracterizado como tratamento secundário, este sistema permite uma

eficiência na redução da carga orgânica acima de 80%. Através da retenção das

partículas de lodo formadas e arrastadas da fossa séptica, as bactérias anaeróbias se

formam e se fixam na superfície do meio filtrante.

As valas de infiltração consistem na escavação de uma ou mais valas, nas quais

são colocados tubos de dreno com brita ou bambu que permite ao longo do seu

comprimento o escoamento do efluente proveniente da fossa séptica para dentro do

solo.

O comprimento total das valas depende do tipo de solo e quantidade de efluentes

a ser tratado. Em terrenos arenosos é proposto oito metros de valas por pessoa.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Entretanto, para um bom funcionamento do sistema, cada linha de tubos não deve ter

mais de trinta metros de comprimento. Portanto, dependendo do número de pessoas e

do tipo de terreno, pode ser necessária mais de uma linha de tubos ou valas.

Figura 181 ± Sistema de tratamento individual ± Valas de Infiltração.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

O sumidouro é um poço sem laje de fundo que permite a penetração do efluente

tratado da fossa séptica no solo. O diâmetro e a profundidade dos sumidouros

dependem da quantidade de efluentes e do tipo de solo. Mas não devem ter menos de

um metro de diâmetro e mais de três metros de profundidade para simplificar a

construção.

Os sumidouros podem ser construídos de tijolo maciço ou blocos de concreto ou

ainda com anéis pré-moldados de concreto. A construção de um sumidouro começa

pela sua escavação, a cerca de três metros da fossa séptica e em um nível um pouco

mais abaixo, para facilitar o escoamento dos efluentes por gravidade.

A profundidade do sumidouro deve ser setenta centímetros maior que a altura

final do sumidouro. Isso permite a colocação de uma camada de pedra, no fundo do

dispositivo, para a infiltração mais rápida no solo e de uma camada de terra, de vinte

centímetros, sobre a tampa do sumidouro.

Os tijolos ou blocos só devem ser assentados com argamassa de cimento e areia

nas juntas horizontais. As juntas verticais devem ter espaçamentos (no caso de tijolo

maciço) e não devem receber argamassa de assentamento, para facilitar o escoamento

dos efluentes. Se as paredes forem de anéis pré-moldados, eles devem ser apenas

colocados uns sobre os outros, sem nenhum rejuntamento, para permitir o escoamento

dos efluentes.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 182 ± Sistema individual de tratamento ± Sumidouro.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Outra possibilidade que deve ser listada para implantação nas comunidades

mais afastadas é a instalação de Estações Compactas de Tratamento de Esgotos.

Neste sentido, estas estações apresentam ótima eficiência do tratamento, além de

apresentar as seguintes vantagens:

x Operação simples e de baixo custo;

x Alta flexibilidade operacional e de tratabilidade;

x Permite automatização rápida, simples e com baixo investimento;

x Totalmente pré-montada;

x Volume de lodo gerado inferior aos sistemas convencionais;

x Necessita apenas de uma base de concreto para apoio dos tanques;

x Área de implantação até 50% inferior aos sistemas convencionais.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 183 ± Estação Compacta de Tratamento de Esgotos Sanitários.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de cidades, 2023.

Assim, a construção de programas que incentivem as comunidades mais

distantes a implantarem estes sistemas, se mostra importante para as regiões que

ainda não são atendidas, visto que muitas destas áreas têm os esgotos domésticos

lançados a céu aberto, diretamente nos mananciais ou através de fossas rudimentares.

A implantação de sistemas de tratamento descentralizado nas residências traz

melhorias significativas para a população em termos de saneamento e saúde, e diminui

impactos causados ao ambiente. Esta prática deve ser incentivada e monitorada pelos

órgãos municipais, prestadora de serviço de saneamento e/ou órgão fiscalizador.

Para as comunidades rurais e Distritos de Marechal Cândido Rondon,

recomenda-se que seja verificada a viabilidade de implementação de alternativas de

baixo custo, como mostrado nos parágrafos anteriores.

4.2.5.1. Descrição de Tecnologias Sociais de Saneamento Básico

As Tecnologias Sociais - TS apresentam-se como um conjunto de técnicas e

metodologias que são aplicadas em determinada localidade ou região em que é

evidenciada a participação ativa da comunidade com vista à solução de problemas que

os afetam direta e indiretamente.

Portanto, as Tecnologias Sociais aplicadas ao saneamento básico, podem ser

utilizadas por comunidades rurais, situadas em regiões com baixa oferta de

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Marechal Cândido Rondon - PR

infraestrutura sanitária, como por exemplo, fossa biodigestora, zona de raízes, círculo

de bananeiras e bacias de evaporação para ajudar no tratamento de águas cinzas.

As águas cinzas são águas geradas a partir de processos domésticos, como,

torneiras, chuveiros, lavanderias, lavatórios, que estão separados do esgoto sanitário.

As águas cinzas podem representar até 80% do efluente gerado em uma edificação. A

captação em redes hidráulicas separadas das águas cinzas e seu tratamento,

possibilita o reuso em atividades como irrigação de áreas verdes, descargas sanitárias,

lavagem de pisos entre outras atividades menos nobres.

Já a água negra é o termo utilizado para descrever a água descartada que possui

matéria fecal e urina. É assim chamada pela sua composição e a presença de

contaminantes biológicos, e por ser mais difícil de ser tratada.

Para a área rural do município de Marechal Cândido Rondon algumas soluções

para o tratamento de esgoto doméstico ou complementação do tratamento, podem ser

a readequação das fossas rudimentares para formas alternativas que serão descritas

abaixo, como métodos individuais de tratamento do esgoto doméstico.

A adoção de sistemas unifamiliares para as comunidades rurais se justifica

devido à baixa densidade populacional nestas áreas, o que resultaria em baixos

investimentos, tornando um sistema de tratamento coletivo economicamente inviável.

Entre as possíveis maneiras de tratamento podemos citar a bacia de

evapotranspiração, o banheiro seco, o círculo de bananeiras, a fossa séptica

biodigestora e as zonas de raízes que serão descritas abaixo.

4.2.5.2. Fossa Séptica Biodigestora - FSB

A Fossa Séptica Biodigestora é uma tecnologia criada em 2001 pela Embrapa

Instrumentação para o tratamento da água de vaso sanitário. É composta por três

FDL[DVG¶iJXDFRQHFWDGDVRQGHRFRUUHDGHJUDGDomRGDPDWpULDRUJkQLFDGRHVJRWRH

a transformação deste em um biofertilizante que pode ser aplicado em algumas

culturas.

O sistema é capaz de atender a uma casa de até cinco pessoas, mas adaptações

podem ser feitas caso o número de habitantes seja maior. O princípio do funcionamento

da Fossa Séptica Biodigestora é a fermentação anaeróbia (ausência de oxigênio),

realizada por um conjunto de microrganismos presentes no próprio esgoto.

Sob condições adequadas de temperatura, tempo de permanência no sistema

e nutrientes, os microrganismos consomem a matéria orgânica e transformam o esgoto

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Marechal Cândido Rondon - PR

bruto em um efluente (esgoto tratado) adequado para ser utilizado no solo como um

fertilizante.

Este procedimento, desde que obedecendo critérios, promove a

complementação do tratamento do esgoto (tratamento terciário), que abrange a

absorção de nutrientes pelas plantas e eliminação de microrganismos.

Todo esse processo é realizado naturalmente, sem o uso de energia elétrica,

aplicando-se no início uma mistura de cinco litros de esterco bovino fresco e cinco litros

de água, uma vez por mês. As fezes dos ruminantes contêm uma seleção de bactérias

que aumentam a eficiência, potencializam o tratamento do esgoto, reduzem odores e

auxiliam na qualidade do líquido (efluente) da saída do sistema.

As duas primeiras caixas do sistema são denominadas módulos de fermentação,

ou seja, são os locais onde ocorre intensamente a biodigestão anaeróbia realizada

pelas bactérias. A última caixa, ou caixa coletora, é destinada ao armazenamento do

efluente já estabilizado, de onde este pode ser retirado para posterior utilização, como

visto na figura a seguir.

Como o sistema é modular, o número de caixas pode ser aumentado de maneira

proporcional ao número de moradores da residência, mantendo-se o volume mínimo

de mil litros para cada caixa. Estudos indicam que é necessário adicionar uma caixa de

mil Litros (módulo de fermentação) para cada 2,5 pessoas a mais na residência (duas

caixas para cada cinco pessoas a mais e assim proporcionalmente) para manter a

eficiência do sistema.

Residências rurais com menos de cinco habitantes também devem utilizar no

mínimo três caixas de mil litros cada. Não utilizar volumes inferiores a mil litros ou

adaptações no sistema. A figura abaixo mostra um exemplo de fossa séptica

biodigestora.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 184 - Esquema da fossa séptica biodigestora.

Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Os aspectos construtivos e de funcionamento do sistema são simples, deve-se

ter três caixas de mil litros e tubulações de 100 mm, instrumentos para a vedação e

conexões. As figuras abaixo mostram um exemplo de fossa biodigestora.

Figura 185 - Exemplo de instalação da fossa biodigestor.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

4.2.5.3. Sistema de Zona de Raízes

O sistema por zona de raízes utiliza plantas para o tratamento de águas

residuais. A degradação das substâncias poluidoras contidas na água ocorre através

da simbiose entre plantas, solo e/ou substrato artificial e microrganismos.

A função principal das plantas consiste em fornecer oxigênio ao solo/substrato

através de rizomas e possibilitar o desenvolvimento de uma população densa de

microrganismos, que finalmente são responsáveis pela remoção dos poluentes da

água.

De acordo com Tonetti et. al. (2018), as unidades de tratamento podem ser

usadas para águas cinzas ou para esgoto doméstico previamente tratado.

Os Sistemas Alagados Construídos - SAC, também conhecidos como zonas de

raízes ou wetlands (nomenclatura internacional), são compostos por valas com paredes

e fundo impermeabilizados, permitindo seu alagamento com o esgoto a ser tratado.

São pouco profundas (< 1,0 m) e possuem plantas aquáticas ou macrófitas que

atuam na remoção de poluentes, além de proporcionar a fixação de microrganismos

que degradam a matéria orgânica.

O SAC normalmente possui material particulado em seu interior (exemplo: areia,

brita, seixo rolado) como meio suporte para o crescimento das plantas e

microrganismos. A figura abaixo mostra um esquema de SAC.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 186 - Esquema de zona de raízes ou SAC.

Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Os aspectos construtivos e de funcionamento do sistema são simples, a zona de

raízes possui formato retangular, podendo ser escavado no próprio solo, manualmente

ou com a ajuda de máquinas. Suas paredes e fundo devem ser impermeabilizados com

alvenaria ou mantas sintéticas.

O dimensionamento das zonas de raízes se baseia principalmente no volume

diário de esgoto a ser tratado e também na qualidade do esgoto. Ele deve ter uma área

média de 2 m² por pessoa e uma profundidade entre 0,6 e 1,0 m.

O fluxo do esgoto mais comum é o subsuperficial, isto é, ocorre abaixo da

superfície do material utilizado como suporte e em sentido horizontal. Nesse caso o

esgoto é distribuído por tubos de PVC perfurados na superfície de entrada. Esse

primeiro trecho pode ser preenchido com brita nº 3 ou 4 para evitar entupimentos.

O trecho com plantas é onde acontece a maior parte da transformação do esgoto

(remoção de nutrientes e matéria orgânica). Essa zona pode ser preenchida com brita

nº 1 ou 2, mas há experiências que fazem uso de areia. Por fim, o líquido tratado é

coletado no extremo oposto à entrada de esgoto.

Para isso, deve-se utilizar tubos de PVC perfurados localizados no fundo da vala

do sistema. Esse trecho, pode ser preenchido com brita nº 3 ou 4. As figuras abaixo

exemplificam esse procedimento.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 187 - Exemplos de zonas de raízes e mecanismos de controle de PVC.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

4.2.5.4. Círculo de Bananeiras

Unidade de tratamento para águas cinzas ou tratamento complementar de

esgoto doméstico. Consiste em uma vala circular preenchida com galhos e palhada,

onde desemboca a tubulação.

Ao redor são plantadas bananeiras ou outras plantas que apreciem o solo úmido

e rico em nutrientes e que tenham grande capacidade de evapotranspiração,

transferindo a água do solo para a atmosfera. A figura abaixo mostra um esquema de

círculo de bananeira.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 188 - Esquema de círculo de bananeira.

Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Alguns aspectos construtivos e funcionamentos do sistema são, a escavação do

solo, que pode ser feita manualmente ou com a ajuda de máquinas. A escavação não

deve ser impermeabilizada e nem compactada. A escavação deve ter um formato de

um prato fundo com profundidade de aproximadamente 0,5 a 1,0 m e um diâmetro

interno de 1,4 a 2,0 m.

A escavação deve ter seu fundo preenchido com pequenos galhos e palhada na

parte superior (capim seco, folhas secas de bananeira) criando um ambiente arejado e

espaçoso para receber a água cinza que precisa ser tratada.

Para a entrada da água cinza no buraco, pode-se fixar um joelho na ponta da

tubulação, conduzindo o líquido a entrar no meio da camada de palha seca, evitando

que a água cinza fique exposta.

A água e os nutrientes do esgoto serão consumidos pelas bananeiras, enquanto

que os restos orgânicos (restos de alimentos, sabão etc.) serão degradados pelos

micro-organismos presentes no solo da vala. As figuras abaixo mostram outros

exemplos de círculo de bananeira.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 189 - Exemplo de círculo de bananeira.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

4.2.5.5. Bacias de Evapotranspiração ou Fossas Verdes

A Bacia de Evapotranspiração - BET ou Fossas Verdes é um sistema de

tratamento para águas de vaso sanitário, que realiza o aproveitamento da água e dos

nutrientes presentes no esgoto. A BET pode ser dividida em três partes: um

compartimento central para o recebimento e digestão inicial do esgoto, uma camada

filtrante e uma área plantada com bananeiras.

Outros nomes para o mesmo sistema são: tanque de evapotranspiração (Tevap),

ecofossa, fossa biosséptica, biorremediação vegetal, fossa de bananeira e canteiro

biosséptico. A figura abaixo mostra um exemplo de bacia de evapotranspiração ou

fossa verde.

Figura 190 - Esquema de BET.

Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Os aspectos construtivos e de funcionamento do sistema se inicia com a

escavação do solo, que pode ser feita manualmente ou com a ajuda de máquinas. O

segundo passo é a construção de uma grande caixa ou reservatório que ficará

enterrado, local onde o tratamento do esgoto acontece. A caixa precisa ser totalmente

impermeabilizada e não pode haver vazamentos no sistema e nem entrada de água

subterrânea.

A caixa pode ser construída com alvenaria convencional ou técnicas alternativas,

como o ferro-cimento ou superadobe. Mantas de PVC ou lonas também podem ser

utilizadas.

A entrada de esgoto no sistema é realizada através de uma tubulação de 100

mm que desemboca dentro da câmara central, localizada no fundo da caixa. A câmara

é a primeira etapa do tratamento, onde ocorre a sedimentação dos sólidos e também o

início da digestão do esgoto. Ela pode ser feita com muitos materiais diferentes, mas

os mais comuns são pneus velhos ou blocos cerâmicos vazados.

O esgoto sobe então pelas camadas filtrantes compostas de entulho, brita e

areia. Nesses materiais crescem e se desenvolvem microrganismos que degradam o

esgoto de forma anaeróbica. Acima da camada filtrante, fica uma camada de terra onde

são plantadas bananeiras e outras plantas como taioba e lírio do brejo.

Os nutrientes presentes no esgoto são utilizados pelas plantas na produção de

novas folhas e frutos, atuando como adubos naturais. Parte da água que entra no

sistema evapora pelo solo. As figuras abaixo mostram outros exemplos de BET ou

fossa verde.

Figura 191 - Exemplo de BET ou fossa verde.

Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

4.2.5.6. Localização da Estação de Tratamento de Esgoto

O início de um projeto coincide com os seus estudos prévios e estes, buscam

entender a dinâmica do sistema a ser projetado, incluindo a avaliação quantitativa e

qualitativa dos esgotos que serão tratados na futura ETE, bem como, a análise técnico-

econômica dos inúmeros tipos de sistemas de tratamento de efluentes que podem ser

aplicados a um determinado município.

Ressaltando, que a melhor alternativa proposta deve ser aquela que oferecer as

maiores vantagens do ponto de vista técnico e econômico-financeiro.

Especificamente para a localização, antes de iniciar o projeto de implantação de

uma ETE, deve-se, atentar-se para algumas vertentes que são essenciais para o bom

funcionamento da mesma, além, de não causar incômodos para a população vizinha,

como maus odores e ruídos excessivos.

Normalmente averígua-se o custo por m² do local onde será implantada a futura

ETE, assim como, o sistema de tratamento de lodo, caso este não esteja localizado na

própria ETE, além da instalação dos equipamentos. Neste sentido, os tópicos abaixo

serão de maior utilidade para futuros projetos de tratamento de esgoto para os demais

Distritos do município de Marechal Cândido Rondon, pois, como já comentado

anteriormente, o Distrito Sede já possuí uma ETE, sendo a ETE Guavirá.

x Topografia deve-se considerar a topografia do terreno, pois, terreno

muito acidentado elevará o custo de implantação da ETE com obras de

nivelamento de terreno;

x Nível do lençol freático através de sondagens é necessário avaliar o

nível do lençol freático para que, em caso de vazamentos o efluente ao

infiltrar no solo, não entre em contato com a água contida no lençol

freático;

x Nível de cheia deve-se atentar para que, em períodos chuvosos não

haja problemas de inundação ou alagamentos dentro da ETE;

x Distância de Interceptação e corpo hídrico receptor a implantação de

uma ETE não deverá ser distante da área urbana, pois, deve-se dar

preferência para que o efluente coletado seja direcionado para o

tratamento por gravidade, evitando custos com a instalação de estações

elevatórias, da mesma forma, a Localização da ETE deve estar próxima

ao corpo hídrico que receberá o efluente tratado;

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

x Acessibilidade da mesma forma da distância de interceptação, o

acesso a ETE deve ser facilitado para veículos que necessitem

adentrarem no local e em situações de emergência, os operadores terão

mais agilidade para conter a ocorrência;

x Proximidade de residências estações de tratamento de esgoto,

principalmente o sistema de lagoas facultativas, possuem como uma de

suas características a liberação de gases que ocasionam mau odores,

podendo provocar incômodos nas regiões vizinhas.

4.2.6. Ações de Emergência e Contingência para o Sistema de

Esgotamento Sanitário

Abaixo seguem as ações de emergência e contingência para este sistema.

Ressalta-se, que algumas das ações de emergência e contingência contidas abaixo

são ações exclusivas para a rede coletora.

Desta forma, quando há um extravasamento de esgoto nas unidades do sistema

e anormalidades no funcionamento da estação de tratamento de esgoto, causando

prejuízos à eficiência, estes problemas colocam em risco a qualidade ambiental do

município, podendo contaminar os recursos hídricos e o solo.

Para estes casos, tanto para interrupção da coleta de esgoto por motivos

diversos, quanto por rompimento de coletores, medidas de emergência e contingência

devem ser previstas. Sendo assim, as tabelas abaixo constam as principais alternativas

para ações de emergência e contingência para o sistema de esgotamento sanitário.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 122 - Ações de emergência e contingência para o extravasamento de esgoto em estações

elevatórias.

MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE

SANEAMENTO BÁSICO

SETOR 2 ESGOTAMENTO SANITÁRIO

OBJETIVO 1 ALTERNATIVAS PARA CONTROLAR O EXTRAVASAMENTO

DE ESGOTO

EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS

OCORRÊNCIA ORIGEM AÇÕES PARA EMERGÊNCIA E CONTINGÊNCIA

Interrupção no Comunicar companhia de energia elétrica.

fornecimento de Acionar gerador alternativo de energia.

energia elétrica

nas instalações Comunicar ao SAAE.

de Instalar tanques de acumulação do esgoto extravasado

bombeamento. com o objetivo de evitar contaminação do solo e água.

Extravasamento Comunicar o SAAE sobe os problemas com os

de esgoto em equipamentos e a possibilidade de ineficiência e

estações Danificação de paralisação das unidades de tratamento.

elevatórias. equipamentos

eletromecânicos Comunicar ao SAAE.

ou estruturas.

Instalar equipamentos reserva.

Comunicar o ato de vandalismo à Polícia local.

Ações de Comunicar ao SAAE.

vandalismo.

Executar reparo das instalações danificadas com

urgência.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 123 - Ações de emergência e contingência para o rompimento de linhas de recalque,

coletores, interceptores e emissários.

MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RODON - PLANO MUNICIPAL DE

SANEAMENTO BÁSICO

SETOR 2 ESGOTAMENTO SANITÁRIO

OBJETIVO 2 ALTERNATIVAS PARA CONTROLAR O ROMPIMENTO EM

PONTOS DO SISTEMA DE COLETA DE ESGOTO

EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS

OCORRÊNCIA ORIGEM AÇÕES PARA EMERGÊNCIA E

CONTINGÊNCIA

Desmoronamento Executar reparo da área danificada com

de taludes ou urgência.

paredes de canais. Comunicar ao SAAE.

Sinalizar e isolar a área como meio de evitar

acidentes.

Rompimento de Erosões de fundo Comunicar ao SAAE.

linhas de recalque, de vale.

Executar reparo da área danificada com

coletores, urgência.

interceptores e

Comunicar aos órgãos de controle ambiental

emissários. sobre o rompimento em alguma parte do

sistema de coleta de esgoto.

Rompimento de Comunicar as autoridades de trânsito sobre o

pontos para rompimento da travessia.

travessia de

veículos. Sinalizar e isolar a área como meio de evitar

acidentes.

Comunicar ao SAAE.

Executar reparo da área danificada com

urgência.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 124 - Ações de emergência e contingência para ocorrência de retorno de esgoto em

imóveis.

MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE

SANEAMENTO BÁSICO

SETOR 2 ESGOTAMENTO SANITÁRIO

OBJETIVO 3 ALTERNATIVAS PARA EVITAR RETORNO DE ESGOTO EM

IMÓVEIS

EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS

OCORRÊNCIA ORIGEM AÇÕES PARA EMERGÊNCIA E

CONTINGÊNCIA

Comunicar ao SAAE.

Obstrução em Isolar o trecho danificado do restante da rede

coletores de com o objetivo de manter o atendimento de

áreas não afetadas pelo rompimento.

esgoto.

Executar reparo das instalações danificadas

com urgência.

Ocorrência de retorno Executar trabalhos de limpeza e desobstrução.

de esgoto nos Executar reparo das instalações danificadas.

imóveis.

Lançamento

indevido de águas Comunicar ao SAAE.

pluviais na rede

coletora de esgoto.

Ampliar a fiscalização e o monitoramento das

redes de esgoto e de captação de águas pluviais

com o objetivo de identificar ligações

clandestinas, regularizar a situação e implantar

sistema de cobrança de multa e punição para

reincidentes.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 125 - Ações de emergência e contingencia para vazamentos e contaminação de solo,

curso hídrico ou lençol freático por fossas.

MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE

SANEAMENTO BÁSICO

SETOR 2 ESGOTAMENTO SANITÁRIO

OBJETIVO 4 ALTERNATIVAS PARA REDUZIR RISCOS DE CONTAMINAÇÃO

POR FOSSAS NA ÁREA URBANA E ZONA RURAL

EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS

OCORRÊNCIA ORIGEM AÇÕES PARA EMERGÊNCIA E

CONTINGÊNCIA

Comunicar ao SAAE e a Prefeitura Municipal.

Rompimento, Promover o isolamento da área e contenção do

extravasamento, resíduo com objetivo de reduzir a contaminação.

vazamento e/ou

Conter vazamento e promover a limpeza da área

infiltração de com caminhão limpa fossa, encaminhando o

esgoto bruto por resíduo para a estação de tratamento de esgoto.

ineficiência de

fossas.

Vazamentos e Construção de Implantar programa de orientação da

contaminação de fossas comunidade em parceria com a prestadora

solo, curso hídrico ou quanto à necessidade de adoção de fossas

lençol freático por inadequadas e sépticas em substituição às fossas rudimentares

ineficientes. e fiscalizar se a substituição e/ou desativação

fossas. está acontecendo nos padrões e prazos

exigidos.

Inexistência ou Ampliar o monitoramento e fiscalização destes

ineficiência do equipamentos na área urbana e na zona rural,

monitoramento. em parceria com a prestadora, principalmente

das fossas localizadas próximas aos cursos

hídricos e pontos de captação subterrânea de

água para consumo humano.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

4.2.7. Objetivos e Metas para o SES

Os objetivos e as metas para atingir tanto a universalização como a qualidade

dos serviços relacionados ao sistema de tratamento de esgoto de Marechal Cândido

Rondon foram elencados em tabelas sínteses, de acordo com seu setor e objetivo.

Nestas tabelas, a visualização das propostas pode ser observada tanto sob ótica

macro como micro de análise, fluindo numa sequência lógica da fundamentação do

objetivo e as metas para atingi-lo nos diferentes prazos de projeto. Sendo assim, abaixo

estão definidos os objetivos e as metas propostas para o SES do município.

4.2.7.1. Objetivo 1 ± Implementação do programa de educação

ambiental

A tabela a seguir sintetiza o Objetivo 1 com suas metas de curto, médio e longo

prazo.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 126 - Tabela Síntese do Objetivo 1.

MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

SETOR 2 ESGOTAMENTO SANITÁRIO

OBJETIVO 1 IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

FUNDAMENTAÇÃO A base para qualquer projeto na área de saneamento é a Educação Ambiental, quanto mais consciente o cidadão melhor será o

local onde ele vive. Isto independe de sua condição financeira, da sua cor, da sua raça ou do seu credo. População bem educada

evita o desperdício, reutiliza a água, não polui mananciais e principalmente, cobra uns dos outros e do Poder Público para garantir

a qualidade da água para as futuras gerações. Sendo assim, há Programas de Educação Ambiental principalmente para crianças

em Marechal Cândido Rondon, relacionado as questões do esgotamento sanitário do município. Se faz necessário então, a

manutenção destas práticas para que, a conscientização se torna cada vez maior no município.

MÉTODO DE

ACOMPANHAMENTO Número de ações realizadas e número de pessoas impactadas.

(INDICADOR)

METAS

CURTO - ATÉ 4 ANOS MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS

1) Programa de Educação Ambiental voltado para a 2) Manter o programa de Educação Ambiental 3) Manter o programa de Educação

importância sanitária da coleta e tratamento de esgoto, Ambiental.

inclusive na área rural.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

4.2.7.2. Objetivo 2 ± Ampliar e aprimorar o sistema de esgotamento

sanitário

A tabela a seguir sintetiza o Objetivo 2 com suas metas de curto, médio e longo

prazo.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 127 - Tabela Síntese do Objetivo 2.

MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

SETOR 2 ESGOTAMENTO SANITÁRIO

OBJETIVO 2 AMPLIAR E APRIMORAR O SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DO DISTRITO SEDE, DEMAIS DISTRITOS E

ÁREA RURAL

FUNDAMENTAÇÃO Através dos dados disponibilizados pelo SAAE, concluiu-se que Marechal Cândido Rondon, por meio dos serviços prestados,

atende 38% da população urbana do Distrito Sede, com sistemas coletivos de coleta e tratamento de esgotos. No horizonte de

projeto de 20 anos, a população urbana do Distrito Sede poderá atingir aproximadamente 54.666 habitantes em 2043. Constata-

se a necessidade de ampliar o sistema para atender a demanda futura em termos de rede coletora e número de ligações. No

caso dos demais Distritos, todos são providos de sistema individual de coleta e tratamento de esgotos, entretanto, não há

informações sobre o tipo destes sistemas, podendo ser fossas sépticas ou fossas rudimentares. Desta forma, se faz necessário

investimentos para implantar nestes Distritos, sistemas coletivos de coleta e tratamento de esgotos. Para a área rural do município

de Marechal Cândido Rondon, também se faz necessário a substituição das fossas rudimentares por fossas sépticas, através de

investimentos do Estado do Paraná ou recursos do próprio SAAE.

MÉTODO DE 1. Índice de atendimento urbano com coleta e tratamento de esgoto, que corresponde ao percentual da população urbana

ACOMPANHAMENTO atendida com coleta e tratamento de esgoto em relação a população urbana total. 2. Identificação da implementação da ação.

(INDICADOR)

METAS

CURTO PRAZO - ATÉ 4 ANOS MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS

1) Aumentar o atendimento de coleta e tratamento de esgoto 2) Manter a universalização do serviço de coleta e 5) Manter a universalização do

na área urbana do Distrito Sede em 100%. tratamento dos esgotos do Distrito Sede. 3) serviço de coleta e tratamento dos

esgotos gerados do Distrito Sede e

Implantar sistema coletivo de coleta e tratamento de

esgoto para todos os Distritos do município, demais Distritos. 6) Implantar

fossas sépticas nos 50% restantes

abrangendo 100% de suas populações. 4) Buscar

recursos financeiros, principalmente com a Itaipu das propriedades rurais do

Binacional, para a implantação de fossas sépticas município.

em 50% das propriedades rurais do município.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

4.3. SISTEMA DE LIMPEZA URBANA E MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

4.3.1. Estimativa da Produção de Resíduos Sólidos com Base nos

Resultados dos Estudos Demográficos

Atualmente o Município de Marechal Cândido Rondon conta com geração per

capita de resíduos sólidos domésticos (RDO + RPU), em relação à população urbana

de 0,78 kg/hab./dia de acordo com o SNIS, 2022. Em concordância com o Diagnóstico

toda a área urbana é atendida pelo sistema de limpeza pública, com a coleta de

resíduos sólidos domésticos ocorrendo regularmente de acordo com o cronograma

estabelecido pela Secretaria Municipal de Agricultura e Política Ambiental.

Para a projeção de 20 anos (2023 a 2043) este percentual de atendimento foi

mantido, considerando que estes serviços continuarão existindo e serão ampliados de

acordo com a crescente demanda.

Para a estimativa de geração dos resíduos sólidos no Município de Marechal

Cândido Rondon, também foi considerado um incremento na quantidade per capta de

resíduos devido ao desenvolvimento que o município deve ter juntamente com o

aumento da população urbana, passando de 0,78 para 0,98 kg/hab./dia.

Observa-se na tabela abaixo que a população urbana de Marechal Cândido

Rondon terá um acréscimo de 20,58% em 20 anos, passando a ter 71.235 habitantes.

Concomitantemente ao aumento da população, a quantidade de resíduos gerados

também será superior no final do período avaliado, sendo aproximadamente 37% maior

em 2043.

Para a projeção do volume de geração anual foi utilizado o mesmo estudo

demográfico presente neste trabalho e considerado o aumento na produção diária por

habitante ao longo dos 20 anos estudados. Segundo SILVA & FERREIRA, 2015, os

resíduos recicláveis correspondem a 29,98% e os compostáveis (rejeitos orgânicos

domésticos) 60,64% do total ponderado, os resíduos de saúde, contaminantes e de

logística reversa obrigatória não foram considerados para o estudo.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 128 ± Estimativa da geração total, resíduos reciclados e compostados.

Ano População Geração Per Capta Total Reciclado Compostado

(kg/hab./dia) (ton/ano) (ton/ano) (ton/ano)

2023 56.569 0,78 16.105,19 4.828,34 9.766,19

2024 57.303 10.019,74

2025 58.036 0,79 16.523,32 4.953,69 10.276,36

2026 58.769 10.536,23

2027 59.502 0,80 16.946,51 5.080,56 10.799,35

2028 60.236 11.065,89

2029 60.969 0,81 17.375,05 5.209,04 11.335,49

2030 61.702 11.608,34

2031 62.435 0,82 17.808,95 5.339,12 11.884,44

2032 63.169 12.163,97

2033 63.902 0,83 18.248,50 5.470,90 12.446,56

2034 64.635 12.732,39

2035 65.368 0,84 18.693,10 5.604,19 13.021,46

2036 66.102 13.313,98

2037 66.835 0,85 19.143,05 5.739,09 13.609,55

2038 67.568 13.908,36

2039 68.301 0,86 19.598,35 5.875,58 14.210,42

2040 69.035 14.515,93

2041 69.768 0,87 20.059,32 6.013,78 14.824,48

2042 70.501 15.136,28

2043 71.235 0,88 20.525,32 6.153,49 15.451,53

0,89 20.996,68 6.294,80

0,90 21.473,39 6.437,72

0,91 21.955,78 6.582,34

0,92 22.443,19 6.728,47

0,93 22.935,96 6.876,20

0,94 23.434,07 7.025,54

0,95 23.937,89 7.176,58

0,96 24.446,71 7.329,12

0,97 24.960,88 7.483,27

0,98 25.480,76 7.639,13

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Para o município de Marechal Cândido Rondon, os resíduos domiciliares (RDO)

coletados são destinados em parte para as organizações de reciclagem presentes,

sendo a ACAN e a COOPERAGIR, e o restante não aproveitado é destinado para o

aterro sanitário municipal, não sendo necessária a aplicação de um estudo para a

identificação de áreas favoráveis a implantação de aterro, já que o mesmo se encontra

dentro do período de vida útil estipulado.

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4.3.2. Proposição das Possibilidades de Implantação de Soluções

Consorciadas ou Compartilhadas com Outros Municípios

O Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, será de grande

importância para programar amplamente as diretrizes desse segmento nos âmbitos

municipal e regional. Muitos dos problemas de gestão de resíduos podem ser

solucionados de forma conjunta e consorciada entre os municípios.

Para o município de Marechal Cândido Rondon, o mesmo se encontra presente

em um consórcio intermunicipal, sendo o CISPAR ± Consórcio Público Intermunicipal

de Saneamento do Paraná, que atualmente conta com 52 municípios e tem como

objetivo primordial o de promover as ações e serviços na área de saneamento,

englobando inclusive a manutenção do sistema de manejo dos resíduos sólidos.

Entretanto, conforme informações disponibilizadas pelo SNIS, 2022, o município

não faz parte de nenhum consórcio intermunicipal regulamentado pela Lei nº

11.107/2005 e que tenha como atribuição específica a gestão ou prestação de um ou

mais serviços de manejo de resíduos sólidos urbanos.

A Lei n° 11.107/2005, que dispõe sobre normas gerais de contratação de

consórcio públicos, regulamentada pelo Decreto n° 6.017/2007, define consórcio

público da seguinte forma:

³3HVVRDMXULGLFDIRUPDGDH[FOXVLYDPHQWHSRUHQWHVGD)HGHUDomRQDIRUPD

de Lei N°11.107 de 2005, para estabelecer relações de cooperação federativa,

inclusive a realização de objetivos de interesse comum, constituída como associação

pública, com personalidade juridica de direito público e natureza autárquica, ou como

SHVVRDMXULGLFDGHGLUHLWRSULYDGRVHPILQVHFRQ{PLFRV´

Doravante, os serviços públicos de saneamento básico, quando não prestados

por entidade que integre a administração do titular, dependerão da celebração de

contrato de concessão, precedido de licitação, ficando vedada a sua disciplina mediante

contrato de programa, convênio, termo de parceria ou outros instrumentos de natureza

precária.

Vale destacar aqui a alteração promovida pela Lei nº 14.026/2020 na Lei nº

11.107/2005, citada acima, incluindo no art. 13 o § 8º, cujo comando estabelece que os

contratos de prestação de serviços públicos de saneamento básico deverão observar

o art. 175 da Constituição Federal, vedada a formalização de novos contratos de

programa para esse fim.

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Quanto aos contratos de programa regulares vigentes, a nova ordem legal

dispõe que eles permaneçam em vigor até o advento do seu termo final. A proibição de

celebrar contratos de programa com sociedade de economia mista ou empresa pública

também se aplica aos consórcios públicos e a subdelegação do serviço prestado pela

autarquia intermunicipal (criada para prestar os serviços de saneamento básico aos

entes consorciados) depende de prévio procedimento licitatório.

Portanto, de acordo com o novo modelo, os serviços públicos de saneamento

básico poderão ser prestados por uma das seguintes formas:

x diretamente pelo titular, por órgão da sua administração direta (exemplo:

departamento) ou indireta (exemplos: autarquia, empresa pública ou

sociedade de economia mista) e ainda por meio de autarquia

intermunicipal, quando a titularidade for exercida por gestão associada

(consórcio);

x por entidade não integrante da administração do titular, mediante contrato

de concessão, nas suas três modalidades: comum, patrocinada e

administrativa.

O instituto da concessão está disciplinado na esfera Federal, pelas Leis nº

8.987/1995 (concessão comum), nº 11.079/2004 (concessão patrocinada e

administrativa, concebidas na forma de parcerias público-privadas), nº 9.074/95 que

³HVWDEHOHFH QRUPDV SDUD RXWRUJD H SURUURJDo}HV GDV FRQFHVV}HV H permissões de

VHUYLoRVS~EOLFRVHGiRXWUDVSURYLGrQFLDV´HDLQGDSRUOHLV específicas que disciplinam

a concessão de determinados serviços públicos.

Os consórcios públicos são modelos de gestão incentivados pela Lei n°

12.305/2010, sendo que este tipo de gestão tem prioridade no acesso a recursos da

União.

A gestão consorciada de resíduos sólidos pode atuar nos segmentos de

construção regional de um aterro sanitário ou na utilização de aterros já existentes, de

centrais de tratamento de resíduos sólidos, compartilhamento de equipes técnicas,

realização de coleta intermunicipal de resíduos sólidos, centrais de beneficiamento de

materiais recicláveis, entre outros. Para definir o modelo de soluções compartilhadas

de aterros sanitários, são utilizados alguns critérios como:

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x Definição dos municípios sede do compartilhamento como os de maior

geração de RSU na região, preferencialmente integrados à principal

malha viária, envolvendo o maior número de municípios, e com

disponibilidade de área ambientalmente adequada para implantação das

instalações;

x Municípios beneficiados com o compartilhamento, necessariamente,

interligados ao município sede por meio de rodovias pavimentadas,

independentemente de fazerem parte da mesma região administrativa;

x Distância máxima até o município de 60 km (com tolerância de 10%). Este

valor é obtido pela adoção de tempo máximo para ida, descarregamento

e volta dos caminhões de três horas, tendo em vista que a velocidade

média dos caminhões deverá ser cerca de 50 km/ h.

De acordo com o diagnóstico técnico, o município de Marechal Cândido Rondon

já possui um aterro sanitário para a disposição dos RSU, além da presença de uma

associação de catadores e uma cooperativa, como já citado anteriormente.

Porém, caso não haja aterros sanitários para soluções compartilhadas nesta

distância a mesma poderá ser revista.

Entre as vantagens em se aderir aos consórcios intermunicipais para a gestão

dos resíduos sólidos, tem-se diminuíção dos custos para destinação final de resíduos,

melhoria da capacidade técnica, gerencial e financeira, compartilhamento dos recursos

técnológicos, otimização na contratação de serviços, maior agilidade na execução de

projetos, viabilização de obras de grande porte e serviços de alto custo que não são

acessíveis a maioria dos municípios, entre outros aspectos.

Já dentre as desvantagens, podem vir a acontecer desentendimentos políticos

com interferências de cárater pessoal ou partidário ou uma burocracia excessiva para

a implantação dos consórcios públicos.

Ressalta-se, que a promoção da capacidade de gestão consorciada entre os

municípios envolvidos se sobrepõe de maneira transversal à toda gestão municipal

individualizada. Abaixo seguem alguns critérios utilizados para a construção dos

arranjos:

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x Área de abrangência (distância máxima entre municípios);

x Contiguidade territorial e conurbação;

x Bacia Hidrográfica (sub ± bacia e micro bacia);

x Condições de acesso (infraestrutura de transporte entre os municípios);

x Similaridade quanto às características ambientais e socioculturais;

x Existência de fluxos econômicos entre municípios;

x Arranjos regionais pré-existentes (compartilhamento de unidades);

x Experiências comuns no manejo de resíduos;

x Dificuldades em localizar áreas adequadas para manejo em alguns

municípios;

x Existência de municípios polo com liderança regional;

x Existência de pequenos municípios que não podem ser segregados do

arranjo regional;

x Número de municípios envolvidos;

x População total a ser atendida (rateio de custos);

x Volume total de resíduos gerados nos municípios.

A elaboração de um Plano Intermunicipal de Resíduos Sólidos (gestão

associada) ou do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (gestão

individualizada), possui vantagens e desvantagens como mostrado acima. Porém,

como vantagem principal está a agregação de competências diversas, resultando em

ganhos de eficiência, economicidade e logística na gestão regional dos resíduos

sólidos.

As oportunidades mais interessantes para o município de Marechal Cândido

Rondon na atual conjuntura e estado de gestão, seriam a de disposição final de inertes,

triagem, beneficiamento e reciclagem de RCC, gestão dos resíduos eletrônicos,

embalagens de agrotóxico, destinação final de resíduos Classe I e entre outras. Sendo

assim, este Plano recomenda a busca por soluções consorciadas, tanto pelas

vantagens explanadas acima como pela preferência na obtenção de crédito, mas,

sempre resguardando a autonomia gerencial e a imparcialidade política em suas ações.

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4.3.3. Procedimentos Operacionais e Especificações Mínimas a Serem

Adotadas nos Serviços Públicos de Limpeza Urbana e Manejo de

Resíduos Sólidos, Incluindo a Disposição Final Ambientalmente

Adequada dos Rejeitos

Neste capítulo serão discutidas as formas de procedimentos operacionais e

especificações mínimas, para serem adotadas no gerenciamento e manejo dos

resíduos sólidos do Município de Marechal Cândido Rondon.

Insta salientar, que o município em questão, já possui ampla experiência e

qualidade na prestação de alguns dos serviços abaixo abordados, executando-os com

qualidade além daquela mínima necessária e proposta pelas normas e legislações.

Os tópicos seguintes tem o propósito de apenas apresentar as condições

mínimas necessárias para prestação dos serviços, não debilitando o que já é realizado,

mas, servindo de base para novas operações e comparativo para as já executadas.

4.3.3.1. Contratos e controle dos serviços

Caso o município continue com a contratação de empresas terceirizadas para o

manejo dos resíduos sólidos algumas exigências deverão ser consideradas, como:

x Cumprir a Lei n° 14.133/2021 ± Lei de Licitações, e suas alterações;

x Contratos com os critérios esmiuçados dos serviços, solicitando informações

de pesagem e valores cobrados para cada serviço prestado. Faz-se

importante dividir os diferentes serviços da limpeza urbana, discriminando os

valores de coleta, transporte, transbordo, e disposição final nos custos;

x Na gestão dos resíduos de serviços de saúde - RSS, exigir por meio legal

que os geradores dessa tipologia de resíduos apresentem o certificado de

destinação final dos resíduos e inventário semestral para o ente fiscalizador

e, realizar periodicamente auditorias nas empresas coletoras de RSS;

x Inserir nos contratos a responsabilidade do devido preenchimento do sistema

de informações pelo prestador, podendo assim gerar indicadores de

eficiência dos serviços, propiciando uma avaliação constante da qualidade

do serviço prestado;

x Na gestão dos resíduos da construção civil ± RCC, exigir por meio legal que

o gerador desse tipo de resíduo apresente o certificado de destinação final

dos resíduos e inventário semestral para o ente fiscalizador. No caso das

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empresas coletoras de RCC exigir o licenciamento para a execução da

atividade;

x Licitações com preço máximo, ou seja, teto máximo estabelecido para o

serviço.

4.3.3.2. Resíduos domiciliares

Os resíduos considerados domiciliares são basicamente os resíduos orgânicos,

os resíduos recicláveis e os resíduos não recicláveis ou rejeitos. O objetivo de

conscientizar a população sobre a importância de separar os resíduos adequadamente

facilita o trabalho dos catadores de materiais recicláveis, aumentando assim, o volume

de materiais que podem ser comercializados.

Para que os resíduos sólidos domiciliares possam ser valorizados e inseridos

novamente na cadeia da matéria-prima, deverá haver em todas as etapas do ciclo de

vida destes resíduos procedimentos que os mantenham aptos para uma nova

sistematização.

Estabelecendo critérios e procedimentos para a sua coleta e armazenamento,

impedindo assim, que os resíduos sejam danificados ou misturados.

Desta forma, preservando as suas características físicas e químicas os resíduos

sólidos domiciliares se classificam para as próximas fases, sendo elas, o reuso, a

reutilização e a reciclagem. Ressalta-se, que o ciclo de vida dos resíduos envolve desde

a sua geração, passando pelo acondicionamento e coleta e encerrando com a sua

destinação final.

Sendo assim, neste Plano serão recomendados medidas e procedimentos para

a coleta convencional de resíduos sólidos, coleta seletiva, triagem de materiais

recicláveis, transbordo, transporte e destinação final ambientalmente correta.

Procurando sempre apresentar os melhores procedimentos para serem inseridos em

cada etapa do sistema de manejo de resíduos sólidos.

O PMGIRS traz também recomendações para que todo o sistema em questão

seja executado de maneira eficiente, atendendo o que está disposto em leis e normas.

Contudo, com o intuito de apresentar um cenário de referência buscando manter

a qualidade dos serviços para os Sistema de Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos

Sólidos no Município de Marechal Cândido Rondon, serão apresentadas várias

diretrizes embasadas na Lei n° 12.305/2010 ± PNRS, que auxiliará a Gestão Municipal

a tomar as melhores decisões que beneficiará toda a população.

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4.3.3.3. Coleta convencional de resíduos sólidos

A coleta convencional de resíduos sólidos está amparada por leis e normas

Federais, Estaduais e, inclusive, municipais, onde as responsabilidades e a

sistematização dos serviços são estabelecidas através de estudos técnicos e

disponibilizadas através de procedimentos de gestão.

Dentre as Normas brasileiras relativas à coleta de resíduos sólidos, tem-se a

ABNT NBR n° 13.463/1995 ± Coleta de Resíduos Sólidos e a ABNT NBR n°

12.980/1993 ± Coleta, varrição e acondicionamento de resíduos sólidos urbanos. Esta

última, define coleta de resíduos sólidos da seguinte forma:

³&ROHWDUHJXODUGRVUHVtGXRVGRPLFLOLDUHVIRUPDGRVSRUUHVtGXRVJHUDGRVHP

residências, estabelecimentos comerciais, industriais, públicos e de

prestação de serviços, cujos volumes e características sejam compatíveis

FRPDOHJLVODomRPXQLFLSDOYLJHQWH´

É importante seguir algumas orientações para a programação e o

dimensionamento da coleta convencional de resíduos, como:

x Caracterização e localização de pontos importantes a serem coletados no

município;

x Elaboração de mapas de roteiros de coleta;

x Dimensionamento e estimativa da frota coletora necessária;

x Dimensionamento da mão de obra;

x Critérios para o volume e o tipo de resíduos a serem coletados;

x Estimativas de quantidades a serem coletadas por setores.

Ressalta-se que o Município de Marechal Cândido Rondon conta atualmente

com 100% de sua população urbana atendida pela coleta convencional de resíduos

sólidos domiciliares, realizada pela empresa Costa Oeste Serviços LTDA, conforme

informado no Diagnóstico.

Entretanto, para otimizar a coleta as rotas têm de ser planejadas de modo que

as guarnições comecem o trabalho no ponto mais longe do local de destino final do

resíduo e, com a progressão do trabalho se movam na direção da destinação final,

diminuindo as distâncias e o tempo de percurso.

Através da elaboração ou revisão dos itinerários deve-se orientar os condutores

dos veículos coletores a seguirem exatamente conforme o planejado. Respeitando os

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horários e as vias a serem percorridas e o local de destinação final. Sendo assim,

seguindo as diretrizes contidas em Normas e Legislações especificas, primeiramente,

a coleta convencional de resíduos domiciliar deve ser efetuada sempre nos mesmos

dias e horários para que a população não perca o hábito de enviar os seus resíduos

para o caminhão da coleta. A regularidade da coleta é, portanto, uma das mais

importantes características deste serviço.

Dentro da área urbana a coleta deve contemplar todos os imóveis, sendo estes,

os imóveis residenciais, comerciais, industriais, públicos e de saúde. Porém, nos

imóveis industriais e de saúde atentar-se para a quantidade e o tipo de resíduo a ser

recolhido.

Ressalta-se, que o Poder Público poderá estipular valores a serem coletados

pelos imóveis, podendo ser os imóveis comerciais, residenciais e industriais.

Em relação ao acondicionamento dos resíduos sólidos, de acordo com o Manual

de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos, elaborado pelo Instituto Brasileiro

de Administração Municipal ± IBAM, 2001, recomenda-se, que os recipientes para o

acondicionamento dos resíduos sólidos domiciliares possuam peso máximo de trinta

quilos, e que os sacos plásticos sejam de no máximo cem litros.

Pois, sacos plásticos acima de cem litros, de acordo ainda com o IBAM 2001,

podem não ser seguros, obrigando os coletadores a abraçá-los para carrega-los até o

caminhão de coleta. Ocasionando assim em maior periculosidade para o colaborador

devido a possibilidade de haver vidros dentro dos sacos plásticos.

A ocorrência de pontos de acumulação de resíduo domiciliar nos logradouros e

um número elevado de reclamações podem ser um dos fatores que apontam a

irregularidade da coleta.

Para a área comercial do município deve-se utilizar o mesmo procedimento para

os bairros residenciais. Porém, a frequência da coleta deverá ser diária, pois, o acúmulo

de resíduos nesta região comumente é mais elevado. A Prefeitura deverá também se

atentar para o tipo de resíduo a ser recolhido na área central, coletando apenas os

resíduos que estão ensacados e que possuem as dimensões compatíveis com o

caminhão compactador.

Nos bairros estritamente residenciais, a coleta deve preferencialmente ser

realizada durante o dia. Deve-se, entretanto, evitar fazer coleta em horários de grande

movimento de veículos nas vias principais. A coleta noturna deve ser cercada de

cuidados em relação ao controle dos ruídos. As guarnições devem ser instruídas para

não altear as vozes.

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O comando de anda/para do veículo, por parte do líder da guarnição deve ser

efetuado através de interruptor luminoso, acionado na traseira do veículo e o silenciador

deve estar em perfeito estado. O motor não deve ser levado a alta rotação para

apressar o ciclo de compactação, devendo existir um dispositivo automático de

aceleração sempre operante.

O Município de Marechal Cândido Rondon deverá exigir da empresa contratada

a dispor de planos de emergência relativos à manutenção ou danificação de veículos

coletores, dispondo de outros veículos para atender a demanda.

Este é um item muito importante sobre o procedimento da coleta convencional

de resíduos sólidos, pois, para que o plano de emergência não necessite ser acionado,

é importante o respeito a capacidade máxima de carga dos veículos coletores e o seu

estado de conservação. E, caso haja qualquer tipo de dano ao veículo coletor, deve-se

comunicar aos responsáveis alertando-os sobre o não atendimento aos requisitos de

segurança.

Sendo assim, o respeito a capacidade máxima de carga é necessário para que

o excesso de resíduos sólidos não seja lançado nas vias públicas, evitando desta

forma, acidentes e acúmulo de resíduos sólidos em locais inapropriados. Em locais

onde a trafegabilidade é precária, impedindo que o caminhão coletor alcance

determinados imóveis, os colaboradores da coleta deverão realizar o procedimento

manualmente, porém, não se deslocando mais que cinquenta metros do caminhão

coletor.

A coleta também deverá ocorrer quando os locais de acondicionamentos de

resíduos sólidos estiverem virados ou, quando o resíduo estiver solto na via pública em

decorrência do rompimento dos sacos plásticos. Caso algum imóvel esteja gerando

resíduos além do que foi estipulado pela Prefeitura, a responsabilidade em comunicar

a Secretaria Municipal de Agricultura e Política Ambiental é do condutor do veículo

coletor.

Em relação sobre alguns procedimentos da coleta convencional de resíduos

sólidos, ressalta-se, que a área do Aterro Sanitário de Marechal Cândido Rondon

possui uma balança de pesagem de veículos para melhor controle da entrada de

resíduos no local, além de gerar informações dos veículos coletores como data, horário,

placa, peso e etc.

O Manual de Orientação (MMA, 2012), propõe ainda dois procedimentos que

podem ser incluídos na coleta convencional de resíduos sólidos, sendo:

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x Buscar a redução significativa de resíduos orgânicos da coleta

convencional, para aumentar a vida útil do aterro sanitário e, promover

ações voltadas para a compostagem;

x Implantar sistema de conteinerização inicialmente em condomínios e

similares.

4.3.3.4. Guarnições de coleta

Aqui serão tratadas as questões de segurança, saúde, higiene, rotina e

procedimentos de trabalho dos colaboradores do sistema de limpeza urbana e manejo

dos resíduos sólidos de Marechal Cândido Rondon, mais precisamente da equipe de

coleta convencional de resíduos sólidos.

A Secretaria Municipal de Agricultura e Política Ambiental deve fiscalizar as

empresas terceirizadas, tanto para a coleta de RDO, quanto para os serviços da

limpeza púbica nos quesitos de segurança, saúde e higiene dos colaboradores destes

serviços.

As determinações são definidas pela Norma Regulamentadora ± NR 24 ±

Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho. A NR 24 estabelece as

condições indispensáveis à segurança, à saúde, à higiene e ao conforto dos

trabalhadores nas atividades relacionadas à limpeza urbana e o manejo de resíduos

sólidos, independentemente de sua forma de contratação.

Ressalta-se que algumas atividades relacionadas ao sistema de limpeza urbana

podem ser consideradas como insalubres pelo Ministério do Trabalho e Emprego, tendo

insalubridade de grau máximo o trabalho ou operações em contato permanente com o

resíduo urbano, hospitalar e industrial.

A NR 24 cita que o empregador que realiza serviços externos deve disponibilizar

um sistema de ponto de apoio, em locais estratégicos para que o trabalhador possa

higienizar as mãos, se hidratar, fazer as suas necessidades fisiológicas e se alimentar.

A respectiva Norma determina também que podem ser utilizadas instalações

móveis desde que, não seja possível instalar pontos de apoio fixo.

Porém, nestes casos, os mesmos devem possuir as mesmas características

físicas que um ponto de apoio fixo oferece, como: área de ventilação e conforto térmico,

lavatório com água corrente, sabonete líquido, toalha descartável e sistema de

descarga ou similar que garanta o isolamento da caixa de detritos.

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Além disso, deve-se manter nos postos de trabalho água potável e fresca e

fornecida em recipientes portáteis hermeticamente fechados, armazenados em locais

higienizados, sendo proibido o uso de copos coletivos.

No caso dos veículos de coleta de resíduos deve haver um recipiente para o

armazenamento de água potável e fresca em quantidade suficiente para uma jornada

completa da equipe de trabalho. Assim como, deve haver água, sabão e material para

enxugo com a finalidade de higienização das mãos do trabalhador.

Em se tratando especificamente da equipe de coleta convencional de resíduos

sólidos, geralmente, esta equipe é composta por um motorista e dois ou três coletores,

porém, dada as idiossincrasias de cada município, podem ocorrer alterações nas

guarnições nos turnos e na periodicidade das coletas e na dinamização das equipes.

Como exemplo de especificidades, existem municípios que adotam a

PHWRGRORJLD GR ³JDUL EDQGHLUD´ HQFDUUHJDGR GH VDLU DQWHV GR FDminhão coletor e o

restante da equipe para remover os resíduos alocados em ruas e locais de difícil acesso

e concentrá-los nas vias principais, agilizando e deixando o recolhimento dos resíduos

mais eficiente.

Em se tratando de capacitação a NR 24 estabelece que os trabalhadores

envolvidos na operação, manutenção, inspeção e demais intervenções em máquinas e

equipamentos devem receber capacitação adequada, sendo providenciada pelo

empregador. Esta capacitação deve abordar os riscos em que o colaborador está

exposto e as medidas de proteção existentes e necessárias para tal função.

Outra questão importante refere-se aos treinamentos exclusivos para os

colaboradores que trabalham no sistema de limpeza urbana e manejo de resíduos

sólidos.

Estes colaboradores devem ser orientados para que coletem os resíduos sólidos

de maneira segura e eficiente, para que não sofram ferimentos ou acidentes,

principalmente com vidros, lâminas, agulhas, produtos químicos e que os sacos

plásticos não sejam rasgados ou rompidos durante a execução da coleta. E apenas os

resíduos apresentados dentro das especificações exigidas para a coleta convencional

sejam recolhidos.

Desta forma, a tabela abaixo mostra alguns treinamentos essenciais para que

no decorrer de sua jornada, o colaborador possa executá-la de forma segura, prática e

que o ambiente de trabalho tenha um clima organizacional agradável.

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Tabela 129 - Treinamento para os colaboradores dos serviços de limpeza pública e manejo dos

resíduos sólidos.

TEMA JUSTIFICATIVA

Informações sobre Este tema produz informações sobre o local onde o colaborador irá atuar,

as condições do sendo que, basicamente, este colaborador atua em locais abertos, como:

ambiente de ruas, avenidas, praças, parques e margens de rios e córregos. São locais

trabalho que podem perfeitamente oferecer riscos e acidentes, obrigando o

colaborador nestes casos o exercício do direito de recusa.

Riscos inerentes à Diferentemente sobre as condições do ambiente de trabalho, este tema

função aborda os riscos existentes nos resíduos a serem coletados, pois, se o

resíduo for acondicionado de maneira errada ou indevida, pode haver

ferimentos através de objetos pontiagudos, perfurocortantes ou produtos

químicos, ou risco de contaminação através de resíduos hospitalares. Sendo

assim, neste tipo de treinamento é essencial que o colaborador aprenda a

identificar as sinalizações destinadas a resíduos perigosos (industriais e

hospitalares) e que o manejo do resíduo tenha o mínimo de contato possível.

Equipamento de O Equipamento de Proteção Individual ± EPI, é item obrigatório para que o

Proteção Individual - profissional, neste caso, esteja seguro diante de riscos químicos, físicos,

EPI ergonômicos e biológicos que envolvem os resíduos. O tema em questão

trata da obrigatoriedade em proteger o colaborador durante a jornada de

trabalho, utilizando luvas adequadas para a função, botas, calças e camisas

longas, óculos de proteção, máscaras contra maus odores, capa de chuva,

colete refletor para a coleta noturna, bonés e protetor solar.

Ergonomia A má postura, o esforço repetitivo e o levantamento de peso são as principais

causas de afastamento do trabalho. O colaborador deve realizar treinamento

que seja apresentado a ele procedimentos que ao executar tarefas de

varrição, manuseio de equipamentos, recolha de resíduos, transporte e entre

outros, não haja risco de lesão em função da atividade que está exercendo.

Educação Ambiental Como o serviço de limpeza pública e manejo de resíduos sólidos é parte

inerente dos problemas ambientais, é importante que o colaborador deste

serviço conheça o valor de sua profissão. Pois, com a ausência dele, somado

a má educação das pessoas, os ambientes urbanos apresentariam

condições subumanas de vivência.

Plano de Norma Regulamentadora Referente às Atividades de Limpeza Urbana, em

Emergência seu item 2.4, determina a elaboração de um Plano de Emergência para a

respectiva atividade. Neste treinamento o colaborador deve conhecer os

possíveis cenários de emergência relacionados a sua função e os

procedimentos de resposta a emergência ocorrida.

O que é o Resíduo? Tema muito importante a ser apresentado aos colaboradores, pois, é este o

Coleta Seletiva motivo da consolidação da profissão em questão. Este tema mostra também

os problemas em não se coletar e destinar corretamente os resíduos

gerados.

Desvela o significado da coleta seletiva além da mera comercialização dos

materiais segregados, mostrando sua importância no aumento da vida útil

dos aterros e na diminuição da exploração dos recursos naturais.

Bebida alcoólica e Deve-se orientar os colaboradores a não ingerir bebidas alcoólicas e drogas

consumo de drogas durante a execução do trabalho, devido aos riscos em que a pessoa se

encontra na atividade de coleta convencional de resíduos. Deve-se também

orientar sobre as punições legais, caso haja situações deste tipo no local de

trabalho.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Pedidos de O colaborador não deve realizar qualquer pedido de donativos ou

donativos ou gratificações durante a jornada de trabalho. Neste tema é abordado questões

gratificações salariais e benefícios da função, mostrando ao colaborador sobre a não

necessidade em pedir caridade para as pessoas.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

A NR 24 determina ainda que os treinamentos sejam realizados periodicamente

a cada seis meses, e com carga horária mínima de 4 horas. Caso o trabalhador mude

de função, ou que sejam adicionados em suas atividades novas tecnologias, o mesmo

deverá também receber novos treinamentos em concordância com as exigências

solicitadas.

Em relação aos EPIs ± Equipamentos de Proteção Individual, os mesmos

deverão ser divulgados e fiscalizados, a responsabilidade deverá ser de ambas as

partes, tanto da Prefeitura Municipal de Marechal Cândido Rondon quanto dos próprios

trabalhadores.

Por parte da Prefeitura, a fiscalização deverá ser em relação ao uso correto dos

equipamentos, não sendo permitida a realização do trabalho sem a utilização dos

mesmos. Entretanto, é dever dos trabalhadores em exigir da Prefeitura EPIs em bom

estado de conservação, não aceitando botas, luvas, óculos de proteção ou outros

componentes fora dos padrões de uso.

A figura abaixo mostra quais são os EPIs necessários para o uso do colaborador

do sistema de limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos determinados pela ABNT

NBR n° 12.980/1993.

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Figura 192 - EPIs necessários para os colaboradores dos serviços de limpeza pública e

manejo de Resíduos Sólidos.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

No caso das vacinas, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM, 2013),

recomenda que os colaboradores da coleta convencional de resíduos sólidos sejam

imunizados a tríplice viral (caxumba, sarampo e rubéola), hepatites A e B, tuberculose,

tétano, difteria, tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa), influenza (gripe), febre

amarela, raiva e febre tifoide.

A Prefeitura é a responsável pelo controle das vacinas destes colaboradores,

exigindo de cada um deles a comprovação destas imunizações e, promover a

vacinação daqueles que não foram imunizados pelas doenças citadas no parágrafo

anterior. Todos os critérios apontados nos parágrafos anteriores auxiliam em uma

melhor performance dos trabalhadores do serviço de sistema de limpeza pública e

manejo de resíduos sólidos.

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Marechal Cândido Rondon - PR

4.3.3.5. Regularidade, frequência e setorização da coleta

A coleta dos resíduos sólidos domiciliares, comerciais e de prestadores de

serviços do Município de Marechal Cândido Rondon deve ocorrer em cada imóvel nos

mesmos dias e horários estipulados, garantindo a eficiência do sistema como já dito em

capítulos anteriores. Conforme foi apresentado na etapa de diagnóstico, a coleta

convencional de resíduos sólidos abrange 100% da população urbana, incluindo sede

e demais Distritos, já na área rural.

Desta forma, não se deve acondicionar os resíduos sólidos por longos períodos

de tempo, estima-se que todo o processo de coleta e destinação final não deve

ultrapassar a marca de cinco dias. Isto ocorre, pois, conforme a temperatura aumenta,

o processo de decomposição também aumenta, ocasionando na proliferação de

vetores e maus odores.

Sendo assim, o planejamento estratégico da coleta convencional de resíduos

sólidos exige uma série de informações sobre todas as características do município,

como, os tipos de pavimentações existentes, sistema viário, intensidade de tráfego,

sazonalidade da produção dos resíduos e entre outros.

Outras situações a serem consideradas são o aumento populacional do

município, mudanças das características dos bairros, estações do ano e o recolhimento

irregular em locais não determinados pela Prefeitura Municipal. A figura abaixo mostra

o fluxograma das etapas básicas necessárias, para o dimensionamento e a

programação dos serviços de coleta regular de resíduos domiciliares.

Figura 193 - Fluxograma das etapas mínimas do dimensionamento da coleta convencional.

Fonte: CEMPRE, 2010. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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A frequência de coleta recomendada para as áreas urbanas é de duas a três

vezes por semana, podendo ter um acréscimo nas áreas de maior geração, onde

geralmente encontram-se os estabelecimentos predominantemente comerciais, e pelo

menos uma vez na semana para áreas rurais ou distritos municipais, caso haja.

Recomenda-se que a coleta na área central do Município e nas demais áreas

comerciais seja realizada logo pela manhã, ou no período noturno, para evitar

transtornos principalmente relacionados com o tráfego. Nos bairros residenciais a

coleta deve ser realizada preferencialmente durante o dia.

A coleta diurna gera menores custos com encargos sociais e trabalhistas,

permite maior fiscalização do serviço e teoricamente possibilita maior segurança à

equipe de coleta. Entretanto, optando-se pela coleta noturna, a tabela abaixo mostra as

vantagens e desvantagens deste horário.

Tabela 130 - Vantagens e desvantagens da coleta convencional noturna de resíduos sólidos.

VANTAGENS DESVANTAGENS

Causa menores interferências em áreas de Pode causar incômodos a população pelos ruídos

circulação mais intensa de veículos e pedestres. produzidos na compactação dos resíduos pelo

veículo coletor compactador ou pelo manuseio de

recipientes metálicos.

Permite maior produtividade dos veículos e da Aumenta o risco de acidentes com os veículos e

coleta pela maior velocidade média em com a equipe nos trajetos em ruas não

decorrência da menor interferência do tráfego em pavimentadas ou mal iluminadas.

geral.

Permite a diminuição da frota de veículos Aumenta os custos através de encargos sociais e

coletores em função do melhor aproveitamento trabalhistas adicionais incidentes na folha de

dos veículos disponíveis, proporcionada pelos pessoal.

dois turnos.

Aumenta o desgaste dos veículos usados

também em outros turnos e, diminui a

disponibilidade dos veículos para a manutenção.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Para que a coleta convencional de resíduos sólidos seja otimizada é necessária

uma avaliação constante do roteiro estabelecido, para que desta maneira, locais onde

a geração de resíduos sólidos é mínima, o itinerário possa ser alterado, economizando

com os custos de combustíveis e tempo de coleta.

Cabe ressaltar que, no âmbito do Município de Marechal Cândido Rondon, o

itinerário da coleta convencional já está alinhado com o proposto. Esse roteiro

contempla a coleta noturna de resíduos exclusivamente nas áreas centrais, onde estão

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localizados os estabelecimentos comerciais, durante todos os dias da semana, com

exceção dos Domingos. Nos bairros residenciais, a coleta ocorre durante o período

diurno, com uma frequência de três vezes por semana, enquanto nos distritos essa

frequência é reduzida para apenas um dia semanal.

A tabela abaixo mostra os locais, as frequências e os períodos para manter e

aprimorar a realização da coleta convencional de resíduos sólidos, no Município de

Marechal Cândido Rondon.

Tabela 131 - Recomendações para a coleta convencional de resíduos sólidos.

LOCAL FREQUÊNCIA PERÍODO

Áreas residenciais Três vezes na semana Diurno

Área comercial Seis vezes na semana Noturno

Distritos Uma vez na semana Diurno

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

O monitoramento de todo o sistema pode ser realizado através do uso de

softwares de gestão, que auxiliam todo o manejo de resíduos sólidos através da

aplicação de modelos matemáticos que interpretam as dinâmicas existentes nos

procedimentos.

4.3.3.6. Acondicionamento e apresentação para a coleta

O processo de acondicionamento temporário de resíduos sólidos inicia-se após

a geração dos mesmos. Este processo tem como objetivo principal preparar os resíduos

de forma adequada para a coleta.

Desta forma, o acondicionamento adequado dos resíduos sólidos gera uma

maior eficiência no procedimento de coleta e transporte, visto que, um bom

acondicionamento, aumenta a produtividade dos colaboradores do serviço de coleta,

diminuindo assim, os riscos de acidentes e a proliferação de vetores.

O acondicionamento adequado também auxilia na diminuição da poluição visual

e nos maus odores resultantes da disposição inadequada de resíduos sólidos nas vias

públicas. Ressalta-se que o processo de acondicionamento dos resíduos sólidos é de

responsabilidade do gerador e, a coleta é de responsabilidade do Poder Público, e este

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deverá fiscalizar como os resíduos sólidos estão acondicionados, se estão ou não, de

forma regular.

Cabe ao Poder Público também promover campanhas de educação ambiental

junto aos munícipes, orientando-os ao correto acondicionamento dos resíduos sólidos.

Sendo assim, abaixo seguem algumas recomendações para o acondicionamento

temporário dos RDO:

x A escolha do recipiente deverá considerar as características dos resíduos;

x O recipiente deverá ter uma altura de aproximadamente 1,50 m, do nível

do solo, evitando que o coletador se incline com frequência;

x O recipiente deverá ser de metal com cantos arredondados;

x O recipiente deverá conter orifícios em sua extremidade inferior, evitando

assim, o acúmulo de água da chuva;

x Em caso de bombonas ou containers estas deverão ser de plásticos, com

alças laterais e tampas;

x Os recipientes deverão ter no máximo a capacidade de cem litros, a fim de

evitar o acúmulo de resíduos em seu interior.

A figura abaixo mostra exemplos de recipientes para o acondicionamento de

resíduos sólidos domiciliares e comerciais, encontrados em frente aos imóveis de

alguns municípios brasileiros.

Figura 194 - Recipiente para o acondicionamento de resíduos sólidos domiciliares e comerciais.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Nos locais onde há grande geração de resíduos sólidos domiciliares como,

centros comerciais e condomínios, poderão ser adotados contêineres com capacidades

maiores que cem litros. Porém, para este tipo de coleta, é necessário que haja

caminhões coletores específicos, como os caminhões coletores do tipo basculantes.

Para a área central ou comercial do município orienta-se que a distância mínima

entre um contêiner e outro não ultrapasse duzentos e cinquenta metros, para que

assim, seja facilitado o acondicionamento do resíduo sólido pelo gerador. No entanto,

o Poder Público pode estipular outras distâncias que se achar necessário para o

dimensionamento entre um contêiner e outro, devendo também higienizar estes

recipientes com frequência.

Para os sacos plásticos utilizados no acondicionamento, a ABNT NBR n°

9190/1994 ± Sacos Plásticos para o Acondicionamento de Lixo ± Classificação e a

ABNT NBR n° 9191/2002 ± Sacos Plásticos para o Acondicionamento de Lixo -

Requisitos e Métodos de Ensaio, devem ser observadas quando da escolha dos

mesmos.

A ABNT NBR n° 9190/1994, especifica sobre a resistência, o volume e a cor dos

sacos plásticos para o acondicionamento de resíduos sólidos. Além disso, traz outras

características essenciais para a adequação dos mesmos em relação aos resíduos

gerados nas residências.

Em resumo, os recipientes de acondicionamento de resíduos sólidos

domiciliares deverão ser dimensionados para que possuam funcionalidade e higiene,

de maneira a evitar que os resíduos se espalhem em vias públicas e que o ambiente

ao redor esteja sempre livre de animais que possam danificá-los e, que a segurança do

coletor não seja prejudicada no momento da coleta.

Ressalta-se que no Município de Marechal Cândido Rondon, conforme

evidenciado na etapa de diagnóstico, a Prefeitura disponibiliza para os cidadãos sacos

de ráfia reforçados para o armazenamento dos resíduos recicláveis, que são recolhidos

pelas associações de catadores no momento da coleta seletiva e devolvido para os

residentes vazios.

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4.3.3.7. Veículos para a coleta convencional de resíduos sólidos

domiciliares

Três tipos de veículos coletores de resíduos sólidos municipais são

recomendados pela NBR n° 13.463/1995, sendo:

x Veículo basculante tipo standard;

x Veículo coletor compactador;

x Veículo coletor convencional.

A mesma norma preconiza que os principais critérios a serem avaliados para o

dimensionamento da frota na coleta dos resíduos sólidos são:

x Capacidade da coleta;

x Concentração de resíduos;

x Velocidade da coleta;

x Frequência da coleta e o período de coleta;

x Distância de transporte da coleta (tempo ocioso e efetivo);

x Tempo de transporte e tempo de viagem;

x Tempo de descarga;

x Quantidade de resíduo a coletar por dia.

A FUNASA sugere diferentes metodologias para o dimensionamento da frota de

acordo com o porte do município. Para municípios de pequeno e médio porte, sendo o

caso de Marechal Cândido Rondon, o cálculo da frota regular pode ser feito por meio

da equação representada na Figura abaixo.

Figura 195 - Equação do dimensionamento da frota de veículos de cidades de pequeno e médio

porte.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Em que:

Nf = Quantidade de veículos;

Lc = Quantidade de resíduos a ser coletado em m³ ou L;

Cv = Capacidade do Veículo em m³ ou Tonelada (Considerar 80% da

capacidade);

Nv = Número de viagens por dia (Considerar no Máx. 3 viagens)

Fr = Fator Frequência

Em geral, adota-se um valor que corresponde de 70 a 80% da capacidade

nominal, considerando-se a variabilidade da quantidade de resíduo coletada a cada dia.

É recomendado a elaboração de uma tabela por turno de trabalho em que seja indicado,

para cada setor, a demanda de veículos para cada dia da semana.

A partir disto, obtém-se a frota total para cada dia. A maior frota calculada durante

os sete dias da semana corresponde à frota necessária para aquele turno. Dentre as

frotas identificadas para todos os turnos a maior representa a frota mínima necessária

para o serviço de coleta do município. É usual acrescentar um adicional de segurança

para manutenção e emergências.

Segundo o CEMPRE - 2018, deve-se considerar que a frota total não

corresponde à soma dos veículos necessários para todos os setores, pois, a coleta não

ocorre em todos os setores nos mesmos dias e horários. A frota total efetivamente

necessária corresponderá ao maior número de veículos que precisam operar

concomitantemente num mesmo dia e horário.

Os equipamentos de segurança recomendados para os veículos de coleta de

resíduos domiciliares, segundo a NBR n° 12.980/93, são os elencados abaixo.

x Jogo de cones para sinalização, bandeirolas e pisca-pisca acionado pela

bateria do caminhão;

x Duas lanternas traseiras suplementares;

x Estribo traseiro de chapa xadrez, antiderrapante;

x Dispositivo traseiro para os coletores de resíduos sólidos se segurarem;

x Extintor de incêndio extra com capacidade de 10 kg;

x Botão que desligue o acionamento do equipamento de carga e descarga

ao lado da tremonha de recebimento dos resíduos, em local de fácil

acesso, nos dois lados;

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Marechal Cândido Rondon - PR

x Buzina intermitente acionada quando engatada a marcha ré do veículo

coletor;

x Lanterna pisca-pisca giratória para a coleta noturna em vias de grande

circulação.

4.3.3.8. Coleta seletiva

A coleta seletiva é essencial para atingir as metas de redução, reutilização e

reciclagem dos resíduos sólidos. Almejando, desta forma, o envio apenas dos rejeitos

para os aterros sanitários, diminuindo também os impactos negativos ao ambiente na

busca de novos recursos e os custos do sistema de gerenciamento de resíduos como

um todo.

Sendo assim, o Artigo 9° do Decreto n° 7.404/10, que regulamenta a Lei n°

12.305/10 ± PNRS diz que:

³2 VLVWHPD GH FROHWD VHOHWLYD VHUi LPSODQWDGR SHOR WLWXODU GR VHUYLoR S~EOLFR GH

limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e deverá estabelecer, no mínimo,

a separação de resíduos secos e úmidos e, progressivamente, ser estendido à

separação dos resíduos secos em suas parcelas específicas, segundo metas

HVWDEHOHFLGDVQRVUHVSHFWLYRVSODQRV´

Desta forma, a coleta seletiva intitulada na Lei Federal nº 12.305/10 ± PNRS,

possui como definição para a mesma os resíduos previamente separados de acordo

com a sua constituição e composição, devendo ser implantada por municípios como

forma de encaminhar as ações destinadas ao atendimento do princípio da hierarquia

na gestão de resíduos.

No Brasil, de acordo com dados fornecidos pelo panorama da ABRELPE, 2022,

4.183 municípios apresentaram alguma iniciativa de coleta seletiva, ou seja, 75,1%.

Contudo, a realização dessas atividades são incipientes e não abrangem todos os

bairros nos municípios. Sul (91,4%) e Sudeste (91,2%) são as regiões que apresentam

os maiores percentuais de municípios com alguma iniciativa de coleta seletiva.

Para a sociedade a adoção de políticas voltadas a coleta seletiva de materiais

recicláveis, os ganhos são ainda maiores, pois a Prefeitura poderá criar programas de

valorização econômica destes materiais e haverá uma maior geração de empregos com

a inclusão dos catadores informais e, inclusive, com a regularização dos

atravessadores informais.

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Por iniciativa do Movimento Nacional do Catadores de Materiais Recicláveis ±

MNCR, foi fundada a Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais

Recicláveis ± ANCAT, que foca sua atuação no apoio a organização social e econômica

dos catadores de materiais recicláveis e suas organizações, o que realiza por meio de

ações e projetos voltados a qualificação produtiva e fortalecimento econômico da

categoria.

No Município de Marechal Cândido Rondon estão presentes duas organizações

referentes à coleta seletiva por catadores associados, conforme explicitado no

diagnóstico, a ACAN ± Associação de Catadores Amigos da Natureza e a

COOPERAGIR ± Cooperativa dos Agentes Ambientais atuam no município.

Segundo ainda a ABRELPE, os materiais mais coletados pelas cooperativas e

associações de catadores acompanhadas pela ANCAT, estão divididos nas seguintes

categorias: papéis, plásticos, alumínio, outros metais (sucata e cobre, por exemplo),

vidros e outros materiais (eletroeletrônicos, óleos e gorduras residuais e outros

materiais não especificados).

Essas mesmas categorias podem ser subdivididas em outras de acordo com a

comercialização do material. Assim, a ANCAT registrou no ano de 2020 o volume total

e o faturamento das cooperativas e associações de catadores acompanhadas pela

entidade, faturando aproximadamente R$ 159 milhões com a coleta e comercialização

de 326.700 toneladas de resíduos recicláveis.

A proposta da padronização dos recipientes para os resíduos recicláveis implica

também na adoção desta padronização nas atuais e futuras instalações, podendo o

município desenvolver programas de sensibilização para o incentivo à implantação.

Desta forma, a Resolução CONAMA nº 275/01, estabelece o código de cores

para os diferentes tipos de resíduos gerados para serem adotados na identificação de

coletores e transportadores, bem como nas campanhas informativas para a coleta

seletiva. A figura abaixo mostra as cores específicas para cada tipo de resíduo,

conforme determinado pela Resolução CONAMA em questão.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 132 - Cores de identificação de resíduos sólidos.

CORES TIPOS DE RESÍDUOS

Papel e Papelão

Plásticos

Vidros

Metais

Madeiras

Resíduos Perigosos

Resíduos Ambulatoriais e Serviços de Saúde

Resíduos Radioativos

Resíduos Orgânicos

Resíduos Não Recicláveis

Fonte: Resolução CONAMA 275/2001. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Para que essas informações cheguem até as pessoas é importante ressaltar que

sejam implantadas políticas de sensibilização da população, mostrando o seu

importante papel no processo de segregação dos resíduos e promovendo a ampliação

dos índices de coleta seletiva.

A Prefeitura, por outro lado, deve instalar recipientes específicos nas principais

vias públicas, prédios públicos, praças, centros esportivos, escolas e em outros locais

onde se achar necessário. A figura abaixo exemplifica os recipientes abordados acima.

Figura 196 - Recipientes para a coleta seletiva.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Estes coletores deverão estar bem identificados e a Prefeitura poderá implantar

meios de fiscalização para que a população respeite a proposta deste tipo de coleta.

Através de campanhas educacionais e punições, a Prefeitura terá condições de

promover a triagem dos resíduos sólidos logo na origem, facilitando as outras etapas

de segregação dos materiais recicláveis.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Por outro lado, o Município de Marechal Cândido Rondon também poderá optar

por metodologias mais simples para a separação dos resíduos recicláveis junto à

população. A tabela abaixo mostra as possíveis formas de segregação de resíduos

sólidos.

Tabela 133 - Formas de Segregação de Resíduos Sólidos.

FORMAS DE DEFINIÇÃO ILUSTRAÇÃO

SEGREGAÇÃO

Separação entre os resíduos

Coleta Tríplice recicláveis secos, recicláveis úmidos

(matéria orgânica) e resíduos não

recicláveis.

Separação entre resíduos

Coleta Binária recicláveis secos e resíduos úmidos

(matéria orgânica e não recicláveis).

Coleta de Separação dos resíduos recicláveis

Diversas entre papel e papelão, plásticos,

Categorias metais, vidros e não recicláveis.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Sendo assim, todos os parágrafos acima ilustram o sistema da coleta seletiva no

Brasil. Percebe-se que dentro das Normas e Legislações específicas há procedimentos

inclusive para a classificação de cores e maneiras de alocar os recipientes específicos

para a coleta seletiva.

Apresentou-se também neste capítulo que o sistema da coleta seletiva se

consolidou no Brasil, pelo menos no campo da organização e da metodologia, o que

poderá nortear a manutenção e aprimoramento do sistema de coleta seletiva no

município.

É de se destacar que Marechal Cândido Rondon já possui um amplo sistema de

coleta seletiva em seu território, atendendo 100% da população urbana do município,

conforme evidenciado na etapa de diagnóstico.

O que realmente falta para que uma quantidade maior de resíduos recicláveis

seja aproveitada e que os municípios saltem do campo metodológico e se conduzam

para o campo da prática, de uma coleta forte e estruturada até a comercialização dos

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

produtos e gerando renda é a sensibilização das pessoas através da Educação

Ambiental.

No Município de Marechal Cândido Rondon, a preservação e otimização do

sistema de coleta seletiva já implantado é pautada pela necessidade de engajamento

e conscientização da população, visando a completa integração do sistema. Nesse

contexto, torna-se imprescindível a alocação de recursos para campanhas de

conscientização que promovam a correta segregação de resíduos e a mitigação do

descarte inadequado.

Essas iniciativas visam fomentar a participação ativa da comunidade,

contribuindo para o eficaz funcionamento e aprimoramento contínuo do referido

sistema.

Além disso, é importante expandir a área de coleta seletiva, incluindo não apenas

a área urbana, mas também a área rural do município. Isso pode ser alcançado por

meio da instalação de áreas de transbordo em pontos estratégicos, de forma a facilitar

o transporte dos resíduos coletados para os locais de destinação adequada.

Para implementar essa ampliação da coleta seletiva de forma eficaz, é

fundamental realizar um mapeamento das áreas do município com maior potencial de

geração de resíduos recicláveis, identificando os tipos de materiais mais comuns e as

características da população que vive nessas regiões.

Além disso, é importante investir em infraestrutura adequada para a coleta

seletiva, como a instalação de pontos de coleta seletiva em locais de grande circulação,

como escolas, hospitais e áreas comerciais. É fundamental também garantir a

existência de um sistema eficiente de transporte e destinação dos resíduos coletados,

de forma a garantir a efetividade do programa.

No referido sistema de coleta seletiva presente em Marechal Cândido Rondon,

além da coleta porta a porta, tem-se a disposição da população o Ecoponto Municipal,

onde podem ser destinados os resíduos recicláveis, além de outros materiais.

4.3.3.9. Formas de execução da coleta seletiva

Abaixo seguem relacionados os modelos mais comuns de execução da coleta

seletiva implantados pelos municípios brasileiros. Ressalta-se, que o Município de

Marechal Cândido Rondon possui coleta seletiva bem estruturada, abrangendo 100%

da população urbana com coleta porta a porta, e são destinados para ambas

associações de catadores, ACAN e COOPERAGIR, conforme apresentado

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

anteriormente. Entretanto, abaixo seguem algumas recomendações que podem ser

adotadas pelo município para aprimoramento e manutenção de seu sistema.

x Ponto de entrega voluntária: os PEVs são locais de responsabilidade

pública ou privada, geralmente implantados em grandes centros

comerciais, como shoppings centers, hipermercados, postos de

combustível e prédios públicos. Nesta modalidade, o gerador separa os

seus resíduos na fonte, comumente em suas residências e os deposita em

um dos locais citados acima. Em PEVs de característica privado, o gerador

pode solicitar aos responsáveis as evidências de destinação correta dos

materiais recicláveis. O ponto ou local de entrega voluntária de resíduos

recicláveis é considerado como um excelente método de Educação

Ambiental, pois, desperta na população a consciência sobre a importância

de se destinar corretamente os resíduos sólidos;

x Coleta seletiva porta-a-porta: esta modalidade geralmente é executada

pelo Poder Público, através de caminhões e cronograma específicos, em

que o gerador também realiza primeiramente a separação antes de enviar

ao caminhão coletor;

x Associações ou Cooperativas de Catadores: este tipo de coleta realizada

por organizações legalmente constituídas, abrange as duas modalidades

citadas acima, ou seja, as Associações ou Cooperativas de Catadores

adquirem seus materiais recicláveis através de recolhimentos porta±a±

porta, ou através de parcerias com os responsáveis dos PEVs;

x Postos de trocas: os postos de trocas permitem que o gerador de resíduos

residenciais e comerciais, troquem seus materiais recicláveis em bom

estado de conservação por algum tipo de produto, tais como descontos,

vales-transporte, vales-refeição ou até mesmo ser remunerado pelo

material reciclável entregue. Ressalta-se que esta modalidade é nova no

país e ainda pouco difundida;

A tabela abaixo mostra as vantagens e desvantagens dos principais modelos de

execução de coleta seletiva.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 134 - Vantagens e Desvantagens dos diferentes tipos de execução de coleta seletiva.

MODALIDADE PONTOS POSITIVOS PONTOS NEGATIVOS

1) Dispensa o deslocamento das 1) Custo elevado de operação, com o

pessoas até um local de entrega aumento da frota necessária para a

voluntária, aumentando a adesão ao coleta e de recursos humanos.

COLETA SELETIVA programa; 2) Facilita a mensuração,

PORTA A PORTA

identificando os imóveis

participantes; 3) Otimiza a

descarga nos Centros de Triagens

de Resíduos Sólidos ± CTRS.

1) Menor custo para a coleta; 2) 1) É necessário que a população se

Induz a população a compreender as desloque até os pontos, podendo

diferentes cores dos recipientes ± ocasionar desestímulos ao programa;

Educação Ambiental; 3) Os materiais 2) Manutenção periódica dos

são encaminhados ao Centro de recipientes, como limpezas e

Triagem já separados; 4) Permite a reformas, já que os mesmos se

PONTOS OU publicidade ou o patrocínio privado; encontram expostos as intempéries e

LOCAIS DE

ENTREGA 5) Boa qualidade dos resíduos ao vandalismo; 3) Capacidade

VOLUNTÁRIA

recebidos; 6) Aumento da cidadania limitada de armazenamento; 4)

com a fidelização das pessoas. Constante visitas de catadores

informais; 5) Impedimento da

mensuração, não havendo o controle

de quais domicílios aderiram ao

programa.

1) Promove a inclusão social através 1) Comumente estas Associações ou

Cooperativas de Catadores preferem

do trabalho e renda; 2) Reduz os materiais de maior valor de mercado;

2) Riscos de acidentes de trabalho,

custos da Prefeitura com a coleta e a com manuseios de prensas e outros

tipos de equipamentos mecânicos; 3)

triagem dos materiais; 3) Maior Alta rotatividade de colaboradores; 4)

Altos índices de colaboradores

independência sobre as alcoolizados; 5) Presença de

exploração da mão de obra infantil; 6)

vulnerabilidades ocorridas na gestão Impedimento da mensuração, não

havendo o controle de quais

ASSOCIAÇÕES OU municipal, como troca de governo ou domicílios aderiram ao programa.

COOPERATIVAS DE

corte em orçamentos; 4) Através

CATADORES

desta modalidade de execução de

coleta seletiva, o município possui

prioridades para a obtenção de

recursos junto à União.

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Marechal Cândido Rondon - PR

1) Maior adesão da população, pois, 1) Preferência a materiais de maior

permite que pessoas de baixa renda valor de mercado; 2) Impedimento da

POSTOS DE tenham uma receita extra; mensuração, não havendo o controle

TROCAS

de quais domicílios aderiram ao

programa.

Fonte: GRIMBERG, E., & BLAUTH, P. (1998). Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de

Cidades, 2023.

Alguns procedimentos e recomendações são necessários para a instalação de

PEV, sendo eles:

x O local não poderá estar susceptível a inundações;

x Os pontos de entrega voluntária deverão estar em locais de grande

movimentação de pessoas, como praças, centros comerciais, escolas e

prédios públicos;

x O local deverá estar coberto para evitar acúmulo de água da chuva em seu

interior;

x O local deverá estar sempre bem iluminado;

x O acondicionamento dos resíduos deverá ser composto por big bags de

cento e vinte litros cada;

x A retirada dos resíduos recicláveis deverá ocorrer semanalmente;

x Correta identificação para cada tipo de resíduo;

x Instalação de dobradiças na parte frontal, facilitando a retirada dos big

bags;

x Identificação dos responsáveis pela manutenção e coleta dos resíduos

recicláveis;

x Os resíduos recicláveis não poderão ser compactados dentro dos big bags.

A figura abaixo mostra um PEV ou local de entrega voluntária de resíduos

recicláveis, que o município poderá adotar em pontos estratégicos da área urbana e

rural.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 197 - Exemplo de Ponto de Entrega Voluntária.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Os Pontos de Entrega Voluntária de resíduos recicláveis deverão ser

implantados primeiramente nas regiões centrais e comerciais, para posteriormente

serem expandidos ao restante do município. Como já dito anteriormente, a população

de Marechal Cândido Rondon conta, além do Ecoponto Municipal, com o galpão da

ACAN para a entrega voluntária de resíduos, porém não há instalações deste tipo em

áreas rurais.

Sendo assim, em Marechal Cândido Rondon poderão ser desenvolvidos outros

métodos de recolhimento dos materiais recicláveis que melhor se adequem as

condições e características locais, além dos que já são executados no município.

4.3.3.10. Veículos utilizados para a coleta seletiva

O tipo de veículo a ser utilizado na coleta e transporte dos resíduos recicláveis

deve assegurar as características dos materiais, de modo que haja a separação dos

mesmos e a devida proteção no armazenamento. O município de Marechal Cândido

Rondon, conforme mencionado no diagnóstico, possui para cada associação de

catadores caminhões próprios para o recolhimento dos materiais.

A escolha do mesmo deverá considerar as características dos resíduos e a

funcionalidade e otimização do sistema, considerando, principalmente, as

idiossincrasias dos logradouros dos diferentes setores de coleta. Sendo assim, abaixo

segue um exemplo de caminhão que pode ser utilizado para a coleta seletiva.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 198 - Exemplo de veículo para a coleta seletiva.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

4.3.3.11. Guarnições da coleta seletiva

Como na coleta são utilizados veículos sem dispositivo de compactação,

recomenda-se que a equipe de trabalho seja composta por dois ou três trabalhadores,

além do motorista. Um permanece sobre a carroceria, ajeitando a carga para melhor

aproveitamento da capacidade do veículo, enquanto os demais executam a coleta

propriamente dita.

Naturalmente, o número de coletores deve variar de acordo com as

necessidades locais, aumentando ou diminuindo em função do relevo, das distâncias

percorridas ou da quantidade de materiais recolhidos.

Os uniformes e os equipamentos de proteção individual podem ser os mesmos

usados pelas equipes da coleta regular, salientando-se a importância do uso de luvas

de raspa de couro para a proteção das mãos e braços de ferimentos causados por vidro

quebrado ou outros materiais cortantes ou perfurantes.

Quando possível, uma marca ou símbolo da coleta seletiva estampada no

uniforme é sempre bem-vinda, e chamará a atenção positivamente para o processo

implantado pela municipalidade.

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Marechal Cândido Rondon - PR

4.3.3.12. Triagem dos resíduos recicláveis

Os Centros de Triagens de Resíduos Sólidos ± CTRS, ou, simplesmente

Unidades de Triagem, são estabelecimentos devidamente licenciados para onde todos

os resíduos da coleta seletiva são encaminhados para segregação e beneficiamento.

Nestes Centros os resíduos recicláveis recebem tratamento especial, são

separados por cada tipologia de resíduo, prensados ou triturados, estocados e

posteriormente comercializados, seguindo as diretrizes básicas de manejo de resíduos

recicláveis.

Os resíduos não recicláveis, sendo estes os rejeitos, serão encaminhados para

o aterro sanitário e os resíduos orgânicos serão encaminhados para a compostagem,

quando esta modalidade de tratamento estiver operante.

Sendo assim, a disposição incorreta de resíduos recicláveis se justifica pela falta

de conhecimento das pessoas sobre a coleta seletiva, onde o habitante munido de

poucas informações encaminha para a coleta seletiva, resíduos não recicláveis ou

orgânicos, julgando que os mesmos são resíduos recicláveis.

Figura 199 - Funcionamento de um CTR.

Fonte: Serviço de Limpeza Urbana, SLU. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Sobre a gestão dos CTRS, estes poderão ser de empresas privadas ou públicas,

onde em caso de os mesmos pertencerem a empresas públicas, a administração

poderá ser através de Associações ou Cooperativas de Catadores.

Ressalta-se também, que para a implantação de um CTRS é necessário um

projeto de engenharia, objetivando a eficiência de segregação dos materiais, assim

como, a classe de materiais a serem triados estudando a capacidade de escoamento

e o mercado da atividade, garantindo desta maneira, uma sustentabilidade econômico-

financeira de todo o processo.

Com todos estes procedimentos citados acima, percebe-se os altos custos que

envolvem a implantação de um CTRS. O custo-benefício de todo o processo será

mensurado através das entradas dos resíduos sólidos e, as saídas dos mesmos para

a reciclagem ou disposição final. Desta forma, torna-se necessário o controle periódico

de saídas e entradas do processo.

A capacidade de recebimento deste CTRS deverá ser dimensionada para

receber todos os resíduos da coleta seletiva do município. A estrutura operacional

deverá comportar todo o sistema por um período de vinte anos, onde este período

representa o horizonte do PMSB da região. Sendo assim, abaixo seguem as

recomendações mínimas para a instalação de uma CTRS:

x A unidade deverá ser implantada na área do aterro sanitário;

x O local deverá possuir cobertura e solo impermeável;

x Muros e cercas impedindo a entrada de animais e pessoas não

autorizadas;

x Área de descarga;

x Guarita de segurança;

x Balança industrial na entrada e saída;

x Esteiras rolantes e prensas;

x Água encanada e linha telefônica;

x Área administrativa;

x Refeitório, sanitários e área de vivência;

x Sinalizações e demais procedimentos de segurança (luz de emergência,

saída de emergência, extintores, alarmes contra incêndios e etc.);

x Baias para o acondicionamento de resíduos não recicláveis.

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Marechal Cândido Rondon - PR

As recomendações apresentadas neste trabalho são necessárias para que a

quantidade de resíduos sólidos destinados a reciclagem seja maior. Desta maneira

evita-se o acúmulo de resíduos sólidos em locais inapropriados, diminuindo os custos

para a destinação correta e aumentando a vida útil do aterro sanitário utilizado pelo

município de Marechal Cândido Rondon.

As figuras abaixo mostram um Centro de Triagem de Resíduos Sólidos - CTRS

e os seus colaboradores realizando a segregação entre resíduos recicláveis e não

recicláveis.

Figura 200 - Centro de Triagem de Resíduos Sólidos - CTRS e segregação de recicláveis e não

recicláveis.

Fonte: Imagem de divulgação Recicla Sampa. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades,

2023.

Os materiais triados deverão ser estocados separadamente em baias de

alvenaria ou madeira construídas com dimensões suficientes para o acúmulo de um

volume que justifique o pagamento das despesas de transporte para venda. Materiais

que apresentam grande volume e peso reduzido, como latas, plásticos, papéis e

papelão devem ser prensados e enfardados para maior conveniência no

armazenamento e transporte.

As embalagens de vidro devem ser separadas por cores e até por tipo, como

forma de se obter maior valor comercial, já que podem ser vendidas por unidade para

reuso em diversas empresas. Os recipientes quebrados devem ser triturados para

redução de volume e maior economia de transporte.

Para trituração podem ser usadas pequenas máquinas, acopláveis sobre latões

de 200 litros, que podem ser obtidas nas próprias indústrias que processam esse

material.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Os materiais estocados devem ser abrigados das intempéries para não acumular

água de chuva e se transformarem em focos de proliferação de vetores. É comum que

sejam entregues à coleta seletiva móveis e eletrodomésticos que quase sempre podem

ser reutilizados, encontrando utilidade em entidades assistenciais, por exemplo. Esses

materiais também necessitam de abrigo especial.

O Município de Marechal Cândido Rondon, como anteriormente mencionado,

possui uma sólida estruturação das associações de catadores, as quais já detêm os

sistemas de triagem para os materiais coletados.

Tais sistemas compreendem esteiras transportadoras, prensas, áreas de

armazenamento e todas as demais instalações recomendadas neste capítulo para a

operação eficiente de triagem dos resíduos recebidos.

4.3.3.13. Centro de tratamento de resíduos orgânicos ± unidades de

compostagem

A gestão dos resíduos orgânicos é outra forma importante de destinação final

incentivada pela Política Nacional dos Resíduos Sólidos ± PNRS, lei n° 12.305/2010.

Como principal forma de tratamento dos resíduos orgânicos a compostagem é um

processo de oxidação biológica através do qual os microrganismos decompõem os

compostos constituintes dos materiais, liberando dióxido de carbono e vapor de água.

Os resíduos orgânicos, biodegradáveis podem ser transformados em composto

orgânico, fertilizante e condicionador do solo, sob controle e monitoramento

sistemático, desde que atendam às leis, normas e instruções normativas pertinentes.

O Decreto n° 4.954 aprova o regulamento da Lei n° 6.894/1980, que dispõe sobre

a fiscalização da produção e do comércio de fertilizantes, corretivos e inoculantes ou

biofertilizantes destinados à agricultura e, a Instrução Normativa n° 25/2009, que aprova

as normas sobre as especificações e as garantias, as tolerâncias, o registro, a

embalagem e a rotulagem dos fertilizantes orgânicos simples, mistos, compostos,

organominerais e biofertilizantes destinados à agricultura.

Os resíduos orgânicos representam um dos maiores desafios na gestão dos

resíduos sólidos municipais, sendo esta classe, representando a maior porcentagem

da composição média dos resíduos domiciliares no país.

Entretanto, há de se diferenciar duas classes de resíduos orgânicos, a primeira

delas refere-se aos restos de alimentos preparados, que na sua composição foi

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Marechal Cândido Rondon - PR

adicionado sais e outros tipos de conservantes e que não podem ser utilizados como

compostos orgânicos.

Pois, estes conservantes ao entrar em contato com o solo promovem uma alta

concentração de sais que impedem o desenvolvimento vegetal e afugentam ou

exterminam a biótica do local. Para este tipo de resíduo o recomendável ainda é a

disposição em aterros sanitários.

Ressalta-se, que a composição percentual média dos resíduos domiciliares

produzidos no Brasil apresenta 51,4% de resíduos orgânicos, neste caso, os alimentos

cozidos, assados ou os restos de vegetais estando ou não cozidos.

E em virtude do processo de decomposição, estes resíduos transformam-se em

um efluente viscoso denominado chorume, com alto potencial de contaminação pela

concentração de nitrogênio, diferenciando o processo de gestão destes resíduos. Deve-

se deixar claro que para as ações voltadas a compostagem o melhor resíduo orgânico

é listado abaixo:

x Podas de galhos;

x Restos de capina e roçagem;

x Restos de frutas e vegetais sem conservantes.

Com as diretrizes estabelecidas na Política Nacional dos Resíduos Sólidos ±

PNRS, a gestão dos resíduos orgânicos é definida com processos de coleta, tratamento

e destinação final específicos. A segregação dos resíduos orgânicos dos rejeitos, na

fonte geradora, possibilita a implantação da coleta diferenciada dos orgânicos.

A construção de um sistema de compostagem aumenta a vida útil dos aterros

sanitários e o produto final, após o beneficiamento, pode ser reaproveitado como

biofertilizantes.

A implantação das novas diretrizes que nortearão a gestão dos resíduos

orgânicos no município de Marechal Cândido Rondon deve ser pautada com um

planejamento estratégico e contínuo.

Processos de gestão inovadores devem ser tratados com cautela e buscando a

sua abrangência gradativa, com campanhas educativas que sensibilizem e promovam

a participação da população em todos os aspectos. Caso contrário, os riscos de se ter

um mau planejamento são evidentes.

A gestão dos resíduos orgânicos deve ser iniciada com a coleta dos mesmos,

produzidos pelos grandes geradores, como feiras, restaurantes, supermercados,

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Marechal Cândido Rondon - PR

escolas e hospitais buscando a sua ampliação posterior de forma regional até atender

a sua completa universalização. Dentro desta perspectiva, deve-se ressaltar que para

áreas rurais a gestão deve obter outro direcionamento.

Em virtude da facilidade de reaproveitamento dos resíduos orgânicos na área

rural, culturalmente é observado ações adequadas que trazem benefícios para o

ambiente e para o homem. A sobra de alimentos, como cascas, frutas, e alimentos

preparados são destinados para criação de animais ou utilizados como adubos de

canteiros e hortas.

Outra forma de facilitar a gestão desta classe de resíduos é potencializar os

programas de sensibilização à separação e armazenamento dos resíduos na origem.

A utilização de bombonas é uma forma bem difundida para restringir insetos e a geração

de maus odores, geralmente um dos principais problemas que causam o desestímulo

da população. A figura abaixo mostra os tipos de bombonas que podem ser utilizadas

como acondicionamento de resíduos orgânicos.

Figura 201 - Bombonas para o acondicionamento de resíduos orgânicos.

Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Conforme evidenciado na etapa de diagnóstico, o Município de Marechal

Cândido Rondon não realiza a coleta diferenciada para os resíduos orgânicos, sendo

acondicionados em local planejado apenas os resíduos de varrição e roçagem.

Porém de acordo com informações da Prefeitura Municipal, já foram realizados

estudos para a implementação deste serviço, contendo a média calculada de resíduos

orgânicos gerados mensalmente, os tipos de veículos necessários para a execução e

o roteiro que será estabelecido, dentre outros fatores.

Além disso, é relevante mencionar que o município conta com a disponibilidade

de um trator destinado ao revolvimento das leiras de compostagem. Atualmente, esse

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equipamento poderia ser empregado no tratamento dos resíduos provenientes das

atividades de varrição e roçagem. Contudo, encontra-se inativo devido à falta de

operadores técnicos, conforme já destacado anteriormente.

Figura 202 - Leiras de compostagem natural de resíduos de feira e compostagem aeróbica de

resíduos orgânicos em leiras.

Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Contudo, emerge a necessidade de estudo da viabilidade da coleta de resíduos

orgânicos, principalmente para a área urbana. Sendo uma ferramenta importante de

gestão desses resíduos, a implantação de programas em parceria com as escolas e

outros segmentos para auxiliar a população com as devidas técnicas de compostagem.

A necessidade dessa prática se torna fundamental para a gestão dos resíduos

orgânicos no município, uma vez que não existe nenhum programa consolidado

especifico para este tipo.

Essas ações visadas para o tratamento dos resíduos orgânicos necessitam de

acompanhamento técnico, processos muito bem elaborados, tratamento adequando e

o produto posterior, utilizado de forma ambientalmente adequada.

Sendo assim, para o município de Marechal Cândido Rondon, se propõe a

implantação de um CTRO ± Centro de Tratamento de Resíduos Orgânicos, para o

recebimento e tratamento adequado, dotado de sistema de compostagem. Por se tratar

de um município de médio porte (50.001 até 100.000 habitantes) a captação de

recursos financeiros e o volume de resíduos orgânicos gerados são favoráveis a

instalação deste sistema.

Cabe ainda na proposta de implantação de unidades de tratamento, uma

parceria entre o Poder Público e a iniciativa privada para a viabilização dos

investimentos necessários mediante gestão compartilhada. Desta forma, a redução do

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Marechal Cândido Rondon - PR

volume de resíduos destinados ao aterro passa a ser iminente e diminuí os impactos

negativos ao ambiente neste local.

Ressalta-se, que o Centro de Tratamento de Resíduos Orgânicos deverá

também ser implantado através de projeto de engenharia, atentando-se para os

procedimentos de compactação do solo com uma camada de trinta centímetros de

argila e drenos de captação da água da chuva no entorno.

Especificamente para o município de Marechal Cândido Rondon pode-se propor

o método natural que está descrito abaixo e é mais condizente com o porte do

município.

x Método natural: a fração orgânica do lixo é levada para um

pátio e disposta em pilhas de formato variável. A aeração

necessária para o desenvolvimento do processo de

decomposição biológica é conseguida por revolvimentos

periódicos, com auxílio de equipamento apropriado. O

tempo para que o processo se complete varia de três a

quatro meses e para este método o mais comum é a

utilização de leiras. Como já mostrado acima.

Na tabela a seguir são apresentadas as vantagens e desvantagens do processo

de compostagem para o tratamento de resíduos orgânicos.

Tabela 135 - Vantagens e desvantagens do processo de compostagem.

VANTAGENS DESVANTAGENS

Baixa complexidade na Necessidade de investimentos

obtenção da licença ambiental. em mecanismos de mitigação dos odores e

Facilidade de monitoramento. efluentes gerados no processo.

Diminuição da carga orgânica Requer pré-seleção da matéria orgânica na fonte.

do rejeito a ser enviado ao

aterro, minimizando os

volumes a serem dispostos.

Tecnologia conhecida e de Necessidade de

fácil implantação. desenvolvimento de mercado

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Marechal Cândido Rondon - PR

Viabilidade comercial para consumidor do composto

venda do composto gerado. gerado no processo.

Fonte: Abrelpe 2021. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

4.3.4. Destinação Final

Neste capítulo serão discutidas as formas corretas de destinação final para os

resíduos sólidos domiciliares e comerciais e, para os resíduos sólidos provenientes da

coleta seletiva. O Artigo 3° da Lei n° 12.305/2010, define a destinação final

ambientalmente adequada da seguinte forma:

³'HVWLQDomR GH UHVtGXRV TXH LQFOXL D UHXWLOL]DomR D

reciclagem, a compostagem, a recuperação e o aproveitamento

energético ou outras destinações admitidas pelos órgãos

competentes do SISNAMA, do SNVS e do SUASA, entre elas a

disposição final, observando normas operacionais específicas

de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança

HDPLQLPL]DURVLPSDFWRVDPELHQWDLVDGYHUVRV´

Sendo assim, torna-se necessário o estudo e a análise para a implantação

correta de processos de encaminhamento dos resíduos, desde a sua origem, até a sua

destinação ou disposição final ambientalmente adequada.

Contudo, existem maneiras de implantar este tipo de empreendimento de

maneira consorciada, de acordo com a Lei Federal n° 11.107/2005, permitindo uma

série de vantagens aos municípios e entre elas o ganho em escala nas operações, com

a consequente redução de custos e contribuindo juntamente com a redução de emissão

de gases de efeito estufa, uma vez que mais de um município utilize do mesmo local

de disposição final.

Vale pontuar a necessidade de soluções ambientalmente adequadas para a

disposição de outros rejeitos, como os da construção civil e os rejeitos de resíduos

perigosos.

A possibilidade de implantar os demais serviços numa mesma área, deverá ser

considerada, pois a implantação de centrais de triagem e compostagem no mesmo

ambiente do aterro que será implantado otimiza as atividades relacionadas à disposição

final dos resíduos e consequentemente reduz os custos referentes ao transporte

realizado em cada etapa.

Desta forma, a tabela abaixo mostra o tipo de resíduo, a sua origem, a sua

composição, o responsável e a destinação final adequada.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 136 - Tipos de resíduos, origem e responsabilidade.

Tipo de Origem Composição Destinação final adequada Responsável

Resíduo Município

Resíduos Originários de atividades Resíduos orgânicos, Resíduos orgânicos: compostagem. Município

domiciliares domésticas em residências Resíduos recicláveis: reciclagem. Gerador

urbanas. resíduos recicláveis e Resíduos não recicláveis: aterro sanitário. Gerador

Resíduos de Gerador

limpeza urbana Originários da varrição, limpeza resíduos não Resíduos orgânicos: compostagem. Gerador

de logradouros e vias públicas. Resíduos recicláveis: reciclagem.

Resíduos de recicláveis. Resíduos não recicláveis: aterro sanitário.

estabelecimentos Originários de atividades

comerciais. Resíduos orgânicos, Resíduos orgânicos: compostagem.

comerciais e Resíduos recicláveis: reciclagem.

prestadores de resíduos recicláveis e Resíduos não recicláveis: aterro sanitário.

serviço resíduos não

Resíduos de

serviços de recicláveis.

transporte Resíduos orgânicos,

Resíduos resíduos recicláveis e

industriais

resíduos não

Resíduos de

serviços de saúde recicláveis.

Originários de portos, Resíduos orgânicos, Resíduos orgânicos: compostagem.

Resíduos recicláveis: reciclagem.

aeroportos, terminais resíduos recicláveis e Resíduos não recicláveis: aterro sanitário.

alfandegários, rodoviários, resíduos não Resíduos orgânicos: compostagem.

Resíduos recicláveis: reciclagem.

ferroviários e de passagens de recicláveis. Resíduos não recicláveis: aterro sanitário.

Resíduos perigosos: aterro de resíduos Classe I.

fronteiras.

Aterro de resíduos Classe I

Gerados nos processos Resíduos orgânicos,

produtivos e instalações resíduos recicláveis,

industriais. resíduos não

recicláveis e resíduos

perigosos.

Gerados em unidades de Resíduos perigosos.

prestação de cuidados de

saúde, em atividades de

prevenção, diagnóstico,

tratamento, reabilitação e

investigação relacionada com

seres humanos ou animais,

em farmácias, em atividades

médico-legais, de ensino e em

quaisquer outras que envolvam

procedimentos invasivos.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Resíduos da Gerados em obras e reformas. Resíduos recicláveis e Resíduos recicláveis: reciclagem. Gerador

construção civil Resíduos não recicláveis: aterro sanitário. Gerador

resíduos não Logística reversa e aterro de resíduos Classe I

Resíduos Gerador

agrossilvopastoris recicláveis. Resíduos não recicláveis: aterro sanitário.

Resíduos perigosos: aterro de resíduos Classe I.

Resíduos de São aqueles gerados por todas Resíduos perigosos.

mineração.

as atividades do setor

agrossilvopastoris incluindo

empresas como as serrarias,

madeireiras, frigoríficos,

abatedouros, além de toda a

indústria de alimentos agrícolas

e produtores de insumos

agropecuários.

Resultantes dos processos de Resíduos perigosos e

beneficiamento que são resíduos não

submetidas as substâncias recicláveis.

minerais.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

4.3.4.1. Destinação final dos resíduos da coleta seletiva

Como dito em capítulos anteriores, em Marechal Cândido Rondon, todos os

resíduos recicláveis provenientes da coleta seletiva devem ser encaminhados para as

sedes das associações e assim submetidos ao processo de triagem dos resíduos

sólidos, para posterior comercialização.

Nota-se que, uma das dificuldades se dá principalmente pela falta de estrutura

física, que impossibilita o armazenamento de grandes volumes de resíduos recicláveis

para comercialização. Com este viés, todo planejamento e projeto devem ser

calculados de modo que as unidades de reciclagem possam ter estrutura suficiente

para atender essa necessidade.

Os locais designados para a realização da triagem de resíduos, sob a jurisdição

de associações e cooperativas, deverão prestar contas detalhadas sobre todos os

produtos comercializados. Isso inclui informações como destinatários, datas de saída,

tipos de resíduos negociados, quantidades despachadas, valores envolvidos, entre

outros aspectos relevantes.

Sendo assim, a população poderá acompanhar a destinação final dos materiais

recicláveis, no qual a mesma foi fundamental para o sucesso e aprimoramento deste

projeto. Desta forma, a tabela abaixo mostra as etapas em que um resíduo reciclável é

submetido dentro do processo de reciclagem.

Tabela 137 - Etapas dos processos de reciclagem dos materiais.

Fonte: Instituto Brasileiro de Administração Ambiental. IBAM, 2014. Adaptado por Líder Engenharia e

Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

4.3.4.2. Destinação Final dos Resíduos da Coleta Domiciliar e

Convencional

Atualmente, os resíduos classificados como rejeitos representam a menor

porcentagem dos resíduos domiciliares. O processo de tecnologias que envolvem a

disposição final dos rejeitos é bem abrangente e tem como fator determinante o volume

gerado, geralmente destinados em aterros sanitários para o processo de aterramento,

os rejeitos também possuem outras formas de disposição final onde podem ser

utilizados como fonte de energia.

Para que a incineração no Brasil se torne técnica e ambientalmente viável,

alguns pontos chaves precisam ser observados, tais como, ser instalada em grandes

centros urbanos, onde há alta demanda de resíduos sólidos a ser tratado, estar

alinhado ou até mesmo interligado com outras tecnologias, ser instalada em locais em

que possuem legislação a respeito do tema e desenvolver um canal de comunicação

aberto com a população.

Em virtude da estimativa de volume de rejeitos gerados pelo Município de

Marechal Cândido Rondon não serão apresentadas proposições de tecnologias

vinculadas com o processo de incineração.

Quanto às áreas rurais, considerando o que preconiza a Lei n° 12.305/2010 e as

recomendações da Lei n° 11.445/2007 ± Universalização do Acesso, é prioritário o

atendimento a essa população, com um serviço de qualidade e adequado à

minimização dos impactos ambientais. Para isso a utilização de locais de entrega

voluntária ± LEVs deve ser instalada em toda a região, facilitando a coleta e

possibilitando a viabilidade técnica e econômica para a gestão dos rejeitos.

Dentre os resíduos domiciliares e comerciais é necessário que os resíduos

orgânicos e os recicláveis sejam tratados de forma separada e adequada.

Somente assim, a gestão dos resíduos domiciliares e comerciais atenderão as

metas propostas neste Plano. Vale ressaltar que a Lei n° 12.305/2010, determina a

proibição do envio de resíduos recicláveis e orgânicos para os lixões ou aterros

sanitários, sem que antes se esgotem todas as possibilidades de reutilização e

reciclagem destes materiais.

Sendo assim, a definição do procedimento mais adequado para a disposição

final dos resíduos sólidos do município de Marechal Cândido Rondon é indicada a partir

do Diagnóstico Técnico, considerando os aspectos como origem, quantidade e as

características do local onde estão sendo dispostos.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Desta forma, seguem abaixo as alternativas mais comuns adotadas pelos

municípios brasileiros, para destinarem corretamente os seus resíduos sólidos:

x Lixão: vazadouro a céu aberto, sem controle ambiental e nenhum

tratamento ao lixo, onde pessoas têm livre acesso para mexer nos

resíduos e até montar moradias em cima deles. É, ambiental e

socialmente, a pior situação encontrada no estado quando se fala de lixo;

x Aterro Controlado: é a instalação destinada à disposição de resíduos

sólidos urbanos, na qual alguns ou diversos tipos ou modalidades

objetivas de controle sejam periodicamente exercidos, quer sobre o

maciço de resíduos, quer sobre os seus efluentes. Admite-se, desta

forma, que o aterro controlado se caracterize por um estágio intermediário

entre o lixão e o aterro sanitário;

x Aterro Sanitário: é a instalação de destinação final dos resíduos sólidos

urbanos por meio de sua adequada disposição no solo, sob controle

técnico e operacional permanente, de modo a que, nem os resíduos, nem

seus efluentes líquidos e gasosos, venham a causar danos à saúde

pública ou ao meio ambiente.

Em Marechal Cândido Rondon a destinação final dos resíduos é o próprio aterro

sanitário presente no município, localizado próximo ao distrito de Novo Três Passos.

Este procedimento deve ser continuado até que novas alternativas, que otimizem a

gestão dos resíduos sólidos urbanos, como um consórcio intermunicipal com os

municípios próximos, sejam definidas.

4.3.5. Resíduos da Limpeza Pública

As atividades de limpeza pública definidas na Lei n° 11.445/2007 - Lei Federal

de Saneamento Básico, dizem respeito da varrição, podas, capina, raspagem, remoção

de solo e areia em logradouros públicos, desobstrução e limpeza de bueiros, bocas de

lobo e galerias, limpeza dos resíduos de feiras públicas e eventos particulares ou de

acesso aberto ao público, atividades correlatadas como limpeza de escadarias,

sanitários, abrigos, monumentos entre outros.

Dentre os principais problemas relacionados a esses tipos de resíduos, cita-se

o fato de os mesmos serem constituídos, em sua maioria, por materiais de pequenas

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dimensões, tornando-os menos aparente que os demais e com poucas opções de

destinação final.

Sendo assim, o volume dos resíduos da limpeza pública são uma incógnita

quanto à questão de geração nos municípios do país. Em virtude da variação dos

serviços e a sua abrangência específica em cada município, as ações de planejamento

são voltadas especificamente com a implantação de tecnologias e principalmente na

forma consorciada de aquisição.

Conforme será apresentado neste Plano, busca-se desenvolver mecanismos

onde a gestão dos resíduos de limpeza pública do município, favoreça a redução dos

custos dos maquinários utilizados nesta limpeza, bem como trabalhe de forma

adequada a destinação destes resíduos.

As diretrizes que possam implementar a triagem obrigatória dos resíduos no

próprio processo de limpeza pública e no fluxo coordenado dos materiais até as áreas

de triagem, transbordo e outras áreas de destinação, são apresentadas como soluções

para a gestão que se almeja.

Ressalta-se, que a limpeza pública possui como objetivo central a saúde

ambiental dos municípios, prevenindo desta forma, a proliferação de vetores, a

ocorrência de enchentes ou assoreamentos, ocasionados pelos acúmulos de resíduos

nas galerias pluviais e bocas de lobo e, a interferência no trânsito.

Outra questão importante relacionada a limpeza urbana é sobre o caráter

estético do município. Quando as vias públicas, praças, jardins e terrenos vazios estão

limpos e bem cuidados, a população percebe a benfeitoria e a boa aparência,

colaborando desta forma, com a manutenção destes locais, como, por exemplo, não

jogando seus resíduos nas vias públicas. O município estando limpo e bem cuidado

propicia também uma boa impressão e imagem, principalmente para os turistas.

Seguindo estas diretrizes, seguem abaixo as descrições, os procedimentos e as

especificações técnicas necessárias para os serviços relacionados a limpeza pública.

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4.3.5.1. Varrição e Manutenção das Vias e Logradouros Públicos

O serviço de varrição possui a sua definição pela ABNT NBR n° 12.980/1993,

sendo:

³2DWRGHYDUUHUYLDVFDOoDGDVVDUMHWDVW~QHLVHORJUDGRXURVS~EOLFRVHPJHUDO

SDYLPHQWDGRVGHIRUPDPDQXDORXPHFkQLFD´

A varrição pode ser considerada a principal atividade dentro dos serviços de

limpeza urbana. Geralmente, esta atividade possui um grande número de

colaboradores e a sua frequência está relacionada as dimensões físicas do município,

assim como, as características ambientais regionais, o grau de conscientização das

pessoas e os procedimentos operacionais estipulados pelo Poder Público.

É comum no Brasil, principalmente em pequenos municípios, a varrição ser

executada de forma manual, justificando desta forma o grande número de

colaboradores envolvidos nesta atividade. Pois, quanto maior o município, maiores são

as vias públicas a serem limpas e varridas.

Ressalta-se, que para os serviços de varrição, comumente, são utilizadas mão

de obra com menor qualificação profissional e, população de baixa renda. Enquanto

que em municípios maiores ou, em países mais desenvolvidos, este tipo de serviço é

realizado de forma mecânica, aumentando a eficiência da limpeza. A figura abaixo

mostra um equipamento de varrição mecanizada.

Figura 203 - Equipamento utilizado para varrição mecânica.

Fonte: Imagem de Divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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A Prefeitura de Marechal Cândido Rondon poderá implantar procedimentos para

a otimização dos serviços de varrição, determinando, por exemplo, que as varrições

sejam realizadas em uma faixa de até um metro de distância das sarjetas.

Sendo os passeios particulares, tendo a sua manutenção e limpeza sob

responsabilidade dos seus proprietários, onde a determinação poderá estar inserida no

Código de Obras Municipal ou, em outra Legislação pertinente.

Sendo assim, ao realizar o serviço de varrição, os colaboradores envolvidos

deverão acondicionar os resíduos sólido em sacos plásticos de até cem litros, deixando-

os dispostos sobre os passeios para posterior coleta convencional de resíduos sólidos.

Estes resíduos, como são caracterizados como resíduos não recicláveis, deverão ser

encaminhados para destinação final.

Dentre as ferramentas e materiais necessários para um melhor aproveitamento

das varrições manuais, seguem abaixo uma relação dos mais utilizados:

x Vassourão ou escovão;

x Pás;

x Carrinho do tipo lutocar;

x Carriolas;

x Sacos de lixo na cor preta.

Recomenda-se, que para os resíduos sólidos provenientes do serviço de

varrição e manutenção de vias e logradouros públicos, a coleta, deve ser realizada por

veículo coletor independente, para que o controle da pesagem seja diferenciado e, que

possa haver um banco de dados com informações sobre o sistema e a dinâmica do

serviço de varrição pública.

Dentro dos procedimentos implantados pela Prefeitura, relacionados a este

serviço, deverá haver o controle da periodicidade, pois, de acordo com as

características físicas e sociais de cada logradouro, as varrições poderão ocorrer

diariamente, de dois a três dias ou, semanalmente.

Os procedimentos dos serviços de varrição deverão conter também os

itinerários de coleta dos resíduos provenientes deste serviço, a fiscalização e as

equipes envolvidas.

De acordo com o Diagnóstico, o Município de Marechal Cândido Rondon realiza

a limpeza urbana em todos os bairros urbanizados, apresentando ponto de destaque

na questão das vias públicas e locais com boa execução dos serviços, porém, a tabela

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abaixo apresenta proposta técnica, que poderá ser adotada pela Prefeitura, a fim de

melhorar a eficiência do sistema e diminuir os custos destas atividades.

Tabela 138 - Proposta de frequência para os serviços da varrição pública.

LOCAL FREQUÊNCIA PERÍODO OBSERVAÇÕES

Bairros Três a quatro Diurno Preferência pelas vias de maior

residenciais vezes por semana movimento.

Comercial Diária Diurno e Preferência pelas vias de maior

noturno movimento.

Feiras, festas

e exposições Conforme a Após a Em caso de eventos particulares,

demanda realização do para a realização das varrições

durante o evento, deverão os

evento organizadores a contratar a sua

própria mão de obra.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

A atividade de varrição deverá ser realizada sempre por grupos de dois

colaboradores, revezando entre eles a coleta e a varrição. Estes colaboradores deverão

sempre estar munidos de EPIs fornecidos pela Prefeitura ou empresa terceirizada, caso

seja este o tipo de contratação para a execução do serviço.

A fiscalização de todo o procedimento de varrição e manutenção de vias e

logradouros públicos, deverá ser realizada por um supervisor de cada equipe,

oferecendo também, todo o apoio logístico, de materiais e qualquer outro tipo situação

que seja necessário para melhorar a execução do serviço.

Podendo ser realizado também, uma pesquisa de opinião junto à população,

para avaliar a qualidade dos serviços.

4.3.5.2. Limpeza de Feiras

A limpeza de feiras se assemelha com o serviço de varrição de vias públicas,

porém, com a especificidade de haver em feiras uma maior quantidade de alimentos

dispersos em lixeiras e no próprio chão.

A Prefeitura de Marechal Cândido Rondon deve realizar uma campanha

educacional com os feirantes orientando-os, a não misturar os alimentos que não foram

comercializados com os outros tipos de resíduos. Facilitando o envio destes ao sistema

de compostagem a ser instalado no município.

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O dimensionamento da mão de obra para a realização do serviço de limpeza de

feiras dependerá do tamanho e das características do local de realização. Comumente,

nas diversas feiras espalhadas pelos municípios brasileiros, as varrições e a lavagem

do local ocorrem ao término da mesma.

A Prefeitura deverá implantar um procedimento, no qual, em dias de realização

de feiras uma equipe é deslocada até o local, acompanhadas de um caminhão pipa e

de um supervisor. As ferramentas necessárias para a realização da limpeza são as

mesmas utilizadas nos serviços de varrição de vias públicas.

Após o recolhimento e acondicionamento dos resíduos em sacos plásticos de

até cem litros, os mesmos deverão estar dispostos sobre o passeio, para posterior

coleta e destinação final ambientalmente adequada. Finalizando este procedimento o

caminhão pipa realizará a lavagem do local.

4.3.5.3. Limpeza de Eventos Festivos

Como dito anteriormente, ao ocorrer eventos festivos particulares em locais

públicos, como, parques de exposições, praças e jardins, vias públicas, centro de

convenções, ginásio esportivo municipal, praias públicas e entre outros, a

responsabilidade de limpeza e arrumação do local é de responsabilidade do

organizador.

A organização do evento festivo deverá contratar a mão de obra necessária para

recolher os resíduos gerados e a Prefeitura de Marechal Cândido Rondon deverá

cobrar uma taxa dos organizadores do evento festivo, para a coleta e a destinação final

dos resíduos gerados. Seja através de contrato com a organização do evento festivo,

seja através de Leis municipais específicas.

Cabe a organização do evento festivo também, disponibilizar no local

acondicionadores de resíduos sólidos para a coleta seletiva e, divulgar o programa

dentro do evento. Pois, este tipo de ação pode apresentar resultados satisfatórios na

coleta de recicláveis.

Entretanto, quando o evento festivo for de caráter público, a Prefeitura poderá

disponibilizar uma equipe do serviço de varrição e manutenção de vias e logradouros

públicos, para a realização da limpeza e arrumação do local. Porém, para isso, algumas

medidas são necessárias como:

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x Efetuar a limpeza durante todo o evento, evitando desta forma grandes

acúmulos de resíduos sólidos;

x Aumentar temporariamente o efetivo de colaboradores;

x Aumentar o número de turnos para a limpeza;

x Disponibilizar um número maior de acondicionadores de resíduos sólidos;

x Disponibilizar também um número maior de acondicionadores de resíduos

sólidos para a coleta seletiva.

Todos os resíduos gerados, tanto em eventos públicos, como em eventos

particulares, devem ser destinados ao aterro sanitário que o município destina. Caso

os acondicionadores da coleta seletiva estejam com resíduos recicláveis em seu

interior, estes devem ser destinados para a reciclagem.

4.3.5.4. Limpeza de Praças e Jardins

Assim como a varrição e manutenção de vias e logradouros públicos, a limpeza

de praças e jardins segue os mesmos procedimentos. Vale lembrar que estes espaços

são públicos, com grande circulação de pessoas e, necessitam de constantes

manutenções para que a população continue usufruindo deste bem comum.

A Prefeitura de Marechal Cândido Rondon deverá destinar as podas dos

gramados e dos galhos de árvores para o sistema de compostagem em leiras que é

efetuado no município, enquanto que, os resíduos de varrição deverão ser

encaminhados para a coleta convencional.

As varrições deverão ser realizadas no mínimo a cada três dias e, as podas dos

gramados e galhos de árvores, ocorrendo conforme a demanda. Geralmente, a maior

demanda envolvendo os serviços de podas ocorre em períodos chuvosos.

A varrição e limpeza de praças e jardins devem ocorrer de duas formas, podendo

ser, no momento em que as suas vias adjacentes estejam sendo varridas, desta

maneira, os colaboradores se deslocariam até estes locais e realizariam as limpezas,

ou, em dias específicos, com equipes destinadas apenas a limpeza de praças e jardins.

As ferramentas de trabalho utilizadas para a varrição de praças e jardins são as

mesmas utilizadas para a varrição e manutenção de vias e logradouros públicos, assim

como, o acondicionando os resíduos sólidos em sacos plásticos com até cem litros, a

fiscalização do serviço por um supervisor, coleta sendo realizada pelo mesmo veículo

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coletor dos resíduos provenientes do serviço de varrição e, a destinação destes

resíduos para o aterro sanitário.

Recomenda-se, que a Prefeitura realize campanhas educacionais junto à

população, mostrando a importância em se conservar as praças e os jardins. Por outro

lado, deverá instalar recipientes de acondicionamento de resíduos sólidos, em pontos

específicos destes locais, facilitando para as pessoas descartarem corretamente seus

resíduos.

Preferencialmente, instalando sempre coletores de resíduos exclusivos para a

coleta seletiva, além, de toda a infraestrutura necessária para o lazer.

4.3.5.5. Roçada, Capina e Poda

Atualmente, alguns municípios do Brasil realizam a poda dos galhos das árvores

quando necessário, enquanto que outros municípios realizam esta atividade apenas

uma vez ao ano. O procedimento é quase o mesmo em todos os lugares e, a destinação

atualmente é feita em terrenos baldios existentes nos municípios ou nos arredores. De

acordo com a ABNT NBR n° 12980/1993, a definição de roçada e capina são:

x Roçada: corte de vegetação no qual se mantém uma cobertura vegetal

viva sobre o solo;

x Capina manual: corte e retirada total da cobertura vegetal existente em

determinados locais, com a utilização de ferramentas manuais;

x Capina química: eliminação de vegetais, realizada através de aplicação

de produtos químicos que, além de matá-los, podem impedir o

crescimento deles.

Na questão da capina química, deve-se atentar para a legislação local

relacionada a utilização de produtos químicos para a mesma. Pois, há municípios no

país, que proíbem dentro da área urbana o uso de produtos químicos para a atividade

em questão, devido ao fato, de haver a probabilidade de contaminação do solo e da

água.

A Prefeitura deverá exigir que a capina em terreno e passeios particulares, seja

realizada pelos proprietários, cabendo a Prefeitura a fiscalização destas atividades.

Enquanto que o Poder Público fica responsável pela capina e roçada de vias públicas,

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praças e margens de canais e rios, podendo ser realizada de forma manual ou

mecanizada.

A frequência e periodicidade destas atividades serão mais intensificadas nos

períodos chuvosos, devido ao aumento da radiação solar e, da quantidade de água

disponível no solo, onde estes fatores citados contribuem para o rápido crescimento

das plantas. Nos períodos mais secos, a Prefeitura poderá optar por capinas e roçadas

mensais, caso haja a necessidade.

A equipe de colaboradores ou mão de obra necessária para estas funções

poderão ser as mesmas equipes envolvidas em outras atividades de limpeza pública,

alternando-se os períodos, as frequências e o número de colaboradores, de acordo

com a necessidade. Dentre as ferramentas utilizadas para estas atividades, podem ser

utilizadas:

x Foices;

x Roçadeiras;

x Rastelos;

x Ceifadeiras;

x Enxadas;

x Pás;

x Carriolas.

A vantagem em se utilizar ceifadeiras mecânicas portáteis, é o fato de as

mesmas possuírem um rendimento até oito vezes superior as ceifadeiras manuais.

Sendo assim, deve-se priorizar a utilização desta ferramenta e, de ceifadeiras

acopladas a tratores de pequeno e médio porte. Entretanto, a definição dos

equipamentos a serem utilizados no momento da execução dos serviços, dependerá

da disponibilização da mão de obra no local.

Os resíduos deverão ser ensacados e o mato cortado poderá ser amontoado

para posteriormente, serem recolhidos, não podendo ultrapassar a marca de um ou

dois dias, evitando assim, que as partes menores sejam carregadas pela água da chuva

e os ventos e, que possam ser queimados por vândalos.

Os serviços de poda, assim como, os serviços de capina e roçada em vias

públicas, praças, margens de canais e rios também são de responsabilidade do Poder

Público. A Prefeitura deverá manter um sistema de comunicação periódico com a

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Companhia de Energia Elétrica responsável, em caso de necessidade em desligar a

rede energizada para a execução do serviço de poda de galhos de árvores.

O processo de execução de poda de galhos das árvores no município, deve ser

coordenado por técnicos capacitados que promovam o mínimo de distúrbios ao balanço

fisiológico existentes e, assegurar o máximo de benefícios derivados destes resíduos.

Observando sempre as melhores épocas do ano para a realização desta

atividade, em função do momento em que a árvore é capaz de suportar intervenções

com o mínimo risco e melhores chances de recuperação. Os resíduos oriundos da

roçada, capina e poda, podem ser utilizados como material seco para compostagem.

Vale ressaltar que a Prefeitura Municipal dispõe de um triturador de galhos

modelo Scorpion PTU/500, que poderia auxiliar na gestão destes resíduos, porém

conforme evidenciado, o mesmo se encontra inutilizado atualmente.

A Prefeitura de Marechal Cândido Rondon, optando por terceirizar este tipo de

serviço, a contratação deverá considerar os termos de períodos adequados à formação

e manutenção de mão de obra bem treinada. Abaixo seguem a ferramentas

necessárias para a eficiência da atividade de poda de galhos de árvores:

x Motosserras;

x Machados;

x Foices;

x Facão;

x Caminhão munk;

x Escadas ou plataformas elevatórias;

x Tesoura de poda;

x Serra de poda.

A manutenção das ferramentas dos serviços de roçada, capina e poda deverão

estar sempre limpas e afiadas, e com todos os dispositivos de segurança aferidos. Os

colaboradores deverão estar sempre munidos de Equipamentos de Proteção Individual

e, a Prefeitura é a responsável pela manutenção das ferramentas e segurança dos

colaboradores.

Além do cronograma elaborado pela Prefeitura para a coleta destes resíduos, os

mesmos podem ser depositados voluntariamente pela população no Ecoponto

Municipal. Posteriormente estes são destinados ao aterro sanitário.

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4.3.5.6. Limpezas de Bocas de Lobo, Galerias e Valas de Drenagem

A limpeza de bocas de lobo, galerias e valas de drenagem é extremamente

importante para o sistema de drenagem urbana no município. Pois, quando há o

acúmulo de resíduos nestes locais, a probabilidade de enchentes ou alagamentos

aumenta exponencialmente.

Os resíduos sólidos podem se deslocar para estes locais de inúmeras maneiras,

podendo ser, na coleta irregular de resíduos sólidos, falta de cidadania por parte de

alguns munícipes, que descartam seus resíduos em locais inapropriados ou, por parte

dos colaboradores da varrição pública, onde por descuido ou por falta de informações

e treinamentos varrem os resíduos para dentro das galerias.

Desta forma, recomenda-se para o município a realização da manutenção destes

locais duas vezes ao mês, ou após grandes períodos chuvosos. Abaixo seguem a

relação das ferramentas e equipamentos necessários para a manutenção de bocas de

lobo, galerias e valas de drenagem.

x Pás;

x Enxadas;

x Picaretas;

x Ganchos;

x Aspiradores;

x Sopradores;

x Caminhão pipa para o jateamento de água.

Os resíduos coletados devem ser ensacados, quando possível, e destinados

como resíduos não recicláveis para o aterro sanitário. Quando estes não puderem ser

ensacados, deverão ser acondicionados em caminhões basculantes com o auxílio de

pás-carregadeira.

A Prefeitura deverá implantar um procedimento para este tipo de limpeza, com

a utilização de sistemas de informações que indicam os roteiros a serem percorridos,

periodicidade das manutenções, mapeamento e outras informações que se achar

necessário para a adequada manutenção das bocas de lobo, galerias e valas de

drenagem.

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4.3.6. Resíduos dos Serviços de Saúde - RSS

Atualmente no Brasil, órgãos como a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária -

ANVISA e o Conselho Nacional do Meio Ambiente ± CONAMA, assumem o papel de

orientar, fiscalizar e definir as regras referentes ao gerenciamento e ao manejo dos

resíduos dos serviços de saúde.

Desta forma, consideram-se os resíduos dos serviços de saúde os provenientes

dos atendimentos clínicos à saúde humana ou animal, incluindo os atendimentos as

consultas domiciliares e de trabalho de campo. Abaixo seguem a relação dos

estabelecimentos geradores de RSS, segundo a Resolução CONAMA n° 358/2005:

x Hospitais;

x Clínicas médicas e odontológicas;

x Farmácias e drogarias;

x Laboratórios de análises clínicas e postos de coleta de

material biológico;

x Serviços de acupuntura;

x UTIs móveis;

x Instituto Médico Legal;

x Clínicas veterinárias;

x Centros de controle de zoonoses;

x Funerárias;

x Institutos educacionais e de pesquisas médicas;

x Serviços de tatuagens.

Os resíduos dos serviços de saúde constituem uma parte importante do total de

resíduos sólidos urbanos produzidos, não pela quantidade gerada, mas sim pelo seu

potencial poluidor que pode vir a resultar em um risco para a saúde e ao meio ambiente.

Estes resíduos estão inseridos em uma problemática ambiental, da qual, vêm

assumindo grande importância nos últimos anos, tanto em âmbito nacional como

regional.

Com esta premissa referente à problemática dos resíduos resultantes dos

serviços de saúde, deve-se considerar que as unidades geradoras devem possuir o

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Plano de Gerenciamento dos Resíduos da Saúde, que definem diretrizes para os

procedimentos gerais e para o manejo destes resíduos.

Também deve ser observada na íntegra a Resolução do CONAMA que também

dispõem especificamente sobre o tratamento e destinação final dos resíduos de

serviços da saúde.

O gerenciamento destes resíduos também pode considerar a dimensão

intermunicipal e consorciada de gestão, buscando através dela melhorias na oferta do

serviço, abrangência e a redução de custos, tendo como base princípios técnicos,

econômicos e ambientais.

Vale ressaltar que dos valores de RSS com a destinação adequada citados

acima no país cerca de 36,2% ainda são destinados de maneira irregular ou sem

tratamento prévio. A figura abaixo mostra a capacidade instalada de tratamento dos

resíduos dos serviços de saúde no Brasil.

Figura 204 - Capacidade instalada de tratamento de RSS. ton/ano.

Fonte: Abrelpe, 2019. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Quanto à classificação, segundo as Resoluções RDC ANVISA Nº 306/2004 e

CONAMA 358/2005, os resíduos são classificados em cinco grupos, sendo eles: A, B,

C, D e E.

x Grupo A: engloba os componentes com possível presença de agentes

biológicos que, por suas características de maior virulência ou

concentração, podem apresentar risco de infecção. Exemplos: placas e

lâminas de laboratório, carcaças, peças anatômicas (membros), tecidos,

bolsas transfusionais contendo sangue, dentre outras;

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x Grupo B: contém substâncias químicas que podem apresentar risco à

saúde pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas características

de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade. Exemplos:

medicamentos apreendidos, reagentes de laboratório, resíduos contendo

metais pesados, dentre outros;

x Grupo C: quaisquer materiais resultantes de atividades humanas que

contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de

eliminação especificados nas normas da Comissão Nacional de Energia

Nuclear - CNEN, como, por exemplo, serviços de medicina nuclear e

radioterapia;

x Grupo D: não apresentam risco biológico, químico ou radiológico à saúde

ou ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos domiciliares.

Exemplos: sobras de alimentos e do preparo de alimentos, resíduos das

áreas administrativas;

x Grupo E: materiais perfurocortantes ou escarificantes, tais como lâminas

de barbear, agulhas, ampolas de vidro, pontas diamantadas, lâminas de

bisturi, lancetas, espátulas e outros similares (ANVISA, 2006).

A Lei n° 12.305/2010 ± PNRS determina que os geradores dos resíduos dos

serviços de saúde são os responsáveis pelo seu correto gerenciamento, devendo desta

forma, elaborar um Plano de Gerenciamento dos Resíduos dos Serviços de Saúde.

A Resolução da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária

± RDC ANVISA N° 306/2004, orienta os geradores quanto a elaboração do respectivo

Plano. Exigindo que o Plano de Gerenciamento dos Resíduos dos Serviços de Saúde,

incluam os critérios técnicos referentes as informações sobre as legislações pertinentes

(Federal, Estadual e Municipal), geração, segregação, acondicionamento, coleta,

transporte, tratamento e disposição final.

A Prefeitura e a vigilância sanitária municipal devem fiscalizar o cumprimento

destas ações, referentes ao Plano de RSS, aplicando taxas para estabelecimentos que

geram este tipo de resíduo, afim de assegurar o devido tratamento e destinação correta

do mesmo. Vale ressaltar que o Município de Marechal Cândido Rondon atualmente

atribui a coleta e transporte destes resíduos a uma empresa privada, sendo a

Servioeste Soluções Ambientais LTDA, e os mesmos são destinados ao município de

Chapecó-SC.

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Marechal Cândido Rondon - PR

4.3.7. Resíduos da Construção Civil - RCC

O planejamento para a gestão dos resíduos da construção civil ± RCC, deverá

estar em consonância com a Resolução CONAMA n° 307/2002, sendo está, a principal

diretriz para determinar as ações que resultarão na destinação final ambientalmente

adequada, deste tipo de resíduo em Marechal Cândido Rondon.

Além da Resolução CONAMA n° 307/2002, serão também utilizadas como

fundamentação, as cinco Normas Brasileiras que regem o manejo e a valorização dos

resíduos da construção civil, sendo estas, as principais para as operações essenciais

nas novas áreas de manejo. A tabela abaixo mostra as Normas brasileiras para o

manejo e uso dos resíduos da construção civil e volumosos.

Tabela 139 - Normas para manejo e aspectos centrais da ABNT NBR voltadas para resíduos da

construção civil.

ABNT NBR Nome Diretriz Central Estabelece

15.112/2004 Resíduos da Triagem obrigatória de Procedimentos para o manejo

15.113/2004 Construção Civil e todos os resíduos, nas na triagem dos resíduos das

15.114/2004 Resíduos Volumosos. classes A, B, C e D. diversas classes, inclusive

15.115/2004 Áreas de Transbordo quanto a proteção ambiental e

e Triagem. Diretrizes controles diversos. Disciplina

também os PEVs.

para Projeto,

Implantação e Empreendimento deve Procedimentos para o preparo

permitir a utilidade das da área e disposição dos

Operação. áreas conformadas ou o

uso futuro dos resíduos resíduos classe A, proteção

Resíduos Sólidos da das águas e proteção

Construção Civil e reservados.

Resíduos Inertes. ambiental, planos de controle e

Aterros: Diretrizes monitoramento.

para Projeto,

Implantação e Controle das emissões Estabelece procedimentos

Operação. no processo e de para o isolamento da área e

para o recebimento, triagem e

Resíduos sólidos da qualidade dos produtos. processamento dos resíduos

construção civil. Áreas

Classe A.

de Reciclagem.

Diretrizes para Projeto,

Implantação e

Operação.

Agregados Reciclados Permitido o uso em Define as características dos

de Resíduos Sólidos da todas as camadas dos agregados e as condições para

uso e controle na execução de

Construção Civil. pavimentos. reforço de subleito, sub-base,

Execução de Camadas

base e revestimento primário

de pavimentação. (cascalhamento).

Procedimentos.

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Marechal Cândido Rondon - PR

15.116/2004 Agregados Reciclados Permite o uso em Define condições de produção,

de Resíduos Sólidos da concreto massa e requisitos para agregados para

artefatos até 15 Mpa.

Construção Civil. uso em pavimentação e em

Utilização em concreto, e o controle da

qualidade do agregado

Pavimentação e reciclado.

Preparo de Concreto

sem função estrutural.

Requisitos.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Sendo assim, deverá ser trabalhado com duas alternativas de gestão de RCC e

volumosos viáveis ao município, cabendo o mesmo procurar qual se encaixa melhor

com a sua realidade. A primeira será proposta um consórcio entre os municípios

vizinhos, para facilitar a captação de recurso junto à União, além, de promover a

transferência de tecnologia entre eles.

A segunda alternativa é o município conduzir por si só toda a estrutura que

envolve a gestão dos resíduos da construção civil. Com legislação própria e objetivando

o preconizado na Lei Federal n° 12.305/2010, relacionado a redução, reutilização,

reciclagem e a destinação final dos rejeitos em locais apropriados.

Entretanto, independentemente da forma em que o município optar por gerenciar

o RCC gerado em seu território, três diretrizes básicas são fundamentais para que a

gestão e o manejo deste tipo de resíduo sejam produtivos, sendo:

x Facilitar a ação correta dos agentes fiscalizadores criando os

instrumentos institucionais, jurídicos e físicos para que possam exercer

suas funções dando aos resíduos a destinação adequada;

x Disciplinar a ação dos agentes geradores e os fluxos dos materiais,

estabelecendo regras claras e factíveis que definam as responsabilidades

e os fluxos de todos eles e dos materiais envolvidos, elaboradas a partir

de processos de discussão com os interessados e que, considerando a

diversidade de condições, garantam que os custos decorrentes de cada

elo da cadeia operativa sejam atribuídos de forma transparente;

x Incentivar a adoção dos novos procedimentos adotando medidas que

tornem ambiental, econômica e socialmente vantajosa a migração para

as novas formas de gestão e de destinação por parte do conjunto dos

agentes. São resultados concretos destes incentivos a minimização da

geração de resíduos e a reutilização e reciclagem dos materiais.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Estas diretrizes citadas devem materializar-se em duas ações principais, com a

primeira ação, o Poder Público local assumindo formalmente o caráter de um serviço

público com a implantação de uma rede de serviços, por meio da qual os pequenos e

grandes geradores transferem a responsabilidade da destinação correta dos resíduos

da construção civil e volumosos para o Poder Público local.

A Prefeitura Municipal de Marechal Cândido Rondon, neste caso, incluiria um

conjunto de pontos de entrega voluntária para pequenos e grandes volumes, além, de

a própria Prefeitura Municipal criar um circuito de coleta destes materiais, mediante o

pagamento de uma taxa, devendo ela própria realizar a destinação final

ambientalmente adequada.

Vale ressaltar que o município se utiliza do Ecoponto para a disposição de

materiais volumosos dos pequenos geradores, onde posteriormente são destinados

para um local de depósito de RCC, conforme evidenciado no Diagnóstico.

A segunda ação, que promove a sustentabilidade aos Planos de Gerenciamento

de Resíduos da Construção Civil, obrigatórios para os pequenos e grandes geradores

destes resíduos, materializa-se numa rede de serviços abrangendo todos os elos da

cadeia operativa relacionada ao transporte, manejo, transformação e disposição final

dos resíduos da construção civil. Ou seja, caracteriza-se como um conjunto de

atividades privadas regulamentadas pelo Poder Público Municipal.

A figura abaixo mostra o organograma em que a Prefeitura Municipal de

Marechal Cândido Rondon deverá utilizar para a gestão e o manejo do RCC e

volumosos gerado no município.

Figura 205 - Organograma para sistema de gestão de RCC e volumosos.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Destaca-se, que a Lei Federal n° 12.305/2010, enfatiza a responsabilidade

compartilhada relacionada à geração de resíduos sólidos, sendo possível definir a

atribuição dos agentes ligados ao RCC e resíduos volumosos, visto que, a

responsabilidade compartilhada busca minimizar a geração dos resíduos sólidos,

aumentar a introdução de materiais recicláveis na cadeia produtiva dos produtos e

promover o seu retorno ao ciclo produtivo. Para que isso ocorra, é necessária uma

sincronia entre todos os agentes citados.

Destaca-se também, que o exercício das responsabilidades pelo conjunto de

agentes envolvidos na geração, destinação, fiscalização e controle institucional sobre

os geradores e transportadores de resíduos, está relacionado à possibilidade da

triagem e valorização dos materiais que por sua vez, será viável na medida em que

haja especificação técnica para o uso de agregados reciclados na construção civil.

4.3.7.1. Gestão Associada em Consórcios Públicos

A gestão e o manejo dos resíduos da construção civil e resíduos volumosos

através de consórcios públicos municipais, promoverá uma oportunidade em

investimentos nesta área, permitindo para os municípios consorciados a possibilidade

de ganhos econômicos, mesmo que, alguns destes municípios não gere volume

suficiente de RCC e volumosos destinados para a reciclagem.

Através do consórcio público entre municípios vizinhos, estes, poderão adquirir

uma usina móvel de reciclagem de RCC composta por peneira classificadora e

trituradores, estabelecendo assim, uma logística de triagem, acumulação e reciclagem

em cada município, variando o tempo de permanência do equipamento e o intervalo

entre as operações locais em função do porte de cada um deles.

Poderá haver também uma parceria com empresas privadas que viabilizem a

comercialização do produto triturado, transformando esta atividade em uma fonte de

recursos para a gestão destes resíduos. A figura abaixo mostra uma usina móvel de

reciclagem de RCC, que pode ser utilizada em consórcios municipais.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 206 - Usina Móvel de reciclagem de RCC.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Uma vez o consorcio público entre municípios para a gestão e o manejo de RCC

e resíduos volumosos constituído, devem ser determinadas as responsabilidades e

atribuições explícitas aos profissionais responsáveis. A multiplicidade de ações

necessárias para a implementação e a consolidação do Sistema de Gestão dos

Resíduos de Construção Civil e Resíduos Volumosos, torna imprescindível a

constituição de um núcleo gerencial, preservador da unicidade dessas ações.

O núcleo gerencial deve estar incorporado ao órgão responsável pela prestação

do serviço de gestão e manejo de resíduos sólidos urbanos e ser formado por um

coordenador e uma equipe de apoio proporcional ao porte do sistema.

É imprescindível, no entanto, que seja estruturada uma instância de discussão e

decisão com reuniões gerais rotineiras, para permitir a unificação das ações com outros

órgãos dedicados a temas diferenciados e importantes na nova gestão de resíduos,

bem como, uma interação com representantes formais dos agentes geradores,

coletores e receptores dos resíduos. Sendo assim, as principais atribuições do núcleo

gerencial são:

x Monitorar o funcionamento da rede de pontos de entrega voluntária de

pequenos volumes e das instalações para o processamento de grandes

volumes;

x Orientar os geradores quanto aos locais adequados para a disposição de

pequenos e grandes volumes;

x Divulgar a listagem dos transportadores corretamente cadastrados no

sistema de gestão de RCC;

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Marechal Cândido Rondon - PR

x Informar aos transportadores os locais licenciados para o descarte de

resíduos;

x Monitorar e controlar locais de descarte irregular (bota-fora);

x Monitorar e controlar os fluxos de entrada e saída de resíduos nos pontos

de entrega e nas instalações para o processamento de grandes volumes;

x Supervisionar o trabalho dos funcionários responsáveis pelos pontos de

entrega;

x Identificar as instituições e entidades locais com potencial multiplicador na

difusão dos novos procedimentos de gestão e manejo de RCC,

monitorando as parcerias constituídas;

x Orientar e controlar as ações de fiscalização, monitorando os resultados;

x Operar e monitorar outras ações como o programa de capacitação de

carroceiros, as ações para a coleta seletiva de resíduos domiciliares

secos recicláveis e as ações desenvolvidas com os resíduos de logística

reversa e seus responsáveis.

É importante também para o ajuste deste conjunto de ações, a preparação e

atualização frequente de mapas, gráficos e outras ferramentas de monitoramento

contínuo e sistemático dos novos procedimentos, permitindo confrontar a situação

anterior sem controle das áreas clandestinas de deposições irregulares com os

resultados obtidos.

Portanto, a cooperação entre as administrações municipais na busca de

soluções conjuntas, para tornar as atividades menos onerosas no cumprimento de suas

responsabilidades, são necessárias para a correta gestão do RCC e volumosos dentro

de cada município.

Ressalta-se, que os consórcios públicos municipais vêm se estruturando em todo

o país e representam uma forma economicamente viável para a prestação de serviços

públicos, com soluções que podem ser compartilhadas e os custos divididos.

4.3.7.2. Gestão Municipal

Através deste sistema de gestão a Prefeitura Municipal de Marechal Cândido

Rondon, a partir de sua experiência com o manejo do RCC e resíduos volumosos, sob

a responsabilidade da Secretaria Municipal de Agricultura e Política Ambiental, será

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Marechal Cândido Rondon - PR

encarregada pela contratação ou execução dos serviços, sendo a própria Prefeitura

Municipal incumbida pela captação de recursos.

Desta forma, o Município de Marechal Cândido Rondon terá autonomia nas

decisões e na forma de execução, além de um controle maior na fiscalização. A tabela

abaixo mostra a responsabilidade de cada agente envolvido na gestão em manejo do

RCC, podendo auxiliar o Poder Público local nas tomadas de decisão, referente a

gestão e o manejo deste tipo de resíduo

Tabela 140 - Responsabilidade de cada agente envolvido na gestão e manejo de RCC e resíduos

volumosos.

Agentes Especificação Responsabilidades

Ações voltadas para atender as

metas e programas

estabelecidos no prognóstico.

Organizar e disciplinar a

prestação de serviços

Prefeitura do Município de Definir a Secretaria e equipe

Marechal Cândido Rondon

Poder Público através da Secretaria capacitada para as ações de

responsável

fiscalização e assegurar o

cumprimento dos objetivos

propostos.

Disciplinar os transportadores

não licenciados pelo município.

Grande gerador - Elaboração e atendimento dos

dispostos no PGRSCC.

Geradores Construção passível de

Buscar a redução e reutilização

licenciamento e/ou licitação dos RCC gerados.

Pequeno gerador sendo o Contratação de transporte e

munícipe no ato de reformar, disposição adequada de RCC

construir, demolir e demais em local licenciado

obras que não necessitam de Exigir dos transportadores

licenciamento, com apenas a contratados o manifesto de

autorização do Poder Público transporte e descarte em

local. local licenciado.

Emitir Manifesto de transporte

de resíduos para a Prefeitura

Municipal e para o contratante.

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Prestador de serviço Disk Entulho ou caçambeiros Dispor em local licenciado apto

para o recebimento.

Prestador de serviços

relacionado as áreas para Emitir comprovante para o

recebimento de RCC e

volumosos. contratante do descarte em

local licenciado.

Cumprir e fazer cumprir as

determinações normativas que

disciplinam os procedimentos e

Aterros e áreas de operações de aterros de RCC,

recebimento, triagem e em especial, o seu controle

reciclagem de RCC e ambiental.

volumosos. Emitir comprovante de

recebimento de RCC.

Fonte: Lei Federal nº 12.305/2010. Conselho Nacional do Meio Ambiente Resolução CONAMA

nº307/2002. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Vale ressaltar, que o Município de Marechal Cândido Rondon deverá fiscalizar

os custos decorrentes do manejo correto dos resíduos da construção civil e volumosos,

exigido pela Resolução CONAMA n° 307/2002, e que sejam apurados de forma eficaz

e transparente, transferindo para os geradores e transportadores todos estes encargos.

Esta é uma condição básica de sustentabilidade para a nova política de gestão

e é exigência da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

A Prefeitura Municipal conduzirá uma fiscalização rigorosa do sistema, como

condição importante para a gestão pública atingir progressivamente as suas metas,

como, a eliminação de bota-foras irregulares, coibir a presença de catadores informais,

disciplinar a ação dos geradores e garantir o uso adequado dos equipamentos de coleta

e das instalações de apoio.

4.3.7.3. Definição de Geradores

Não há nas legislações especificas e na literatura procedimentos para determinar

o que é o pequeno ou o grande gerador de RCC e resíduos volumosos. Tendo em vista

a diversidade das características dos agentes envolvidos na geração, no manejo e

destinação dos resíduos da construção civil.

Desta forma, nem mesmo a Resolução CONAMA n° 307/2002, que traz as

diretrizes para que os municípios desenvolvam e implementem políticas estruturadas

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Marechal Cândido Rondon - PR

para a gestão e o manejo do RCC gerado em seu território, define o que é o pequeno

e o grande gerador.

Sendo este procedimento dimensionado a partir de cada realidade local,

devendo o Poder Público local assumir a forma disciplinadora do conjunto dos agentes.

Pode-se ter como exemplo vários municípios brasileiros que adotaram por conta

própria, através das características de seus agentes, a quantidade que define o

pequeno e o grande gerador de RCC.

No caso do Município de São Paulo, Capital do Estado de São Paulo, adotou-se

através do Guia de Manejo Diferenciado (Decreto Municipal nº 58.701/2019), elaborado

pela própria Prefeitura Municipal, o total de 50 Kg/diários de resíduos da construção

civil e demolição para o pequeno gerador.

E caso o gerador ultrapasse esta quantidade, de pequeno gerador, o mesmo

passa a ser considerado um grande gerador, devendo se enquadrar a legislação

vigente para o mesmo.

Para o pequeno gerador, a Prefeitura Municipal é responsável pela gestão do

RCC. O material deve estar acondicionado em recipientes apropriados para que não

seja depositado em vias públicas. O munícipe é obrigado a manter esses resíduos

dentro de sua propriedade, respeitando o cronograma de coleta que será implementado

pelo Poder Público local.

Entretanto, no que diz a legislação municipal de Marechal Cândido Rondon, a

definição de pequeno e grande volume de resíduo da construção civil e volumosos é

atribuído da seguinte forma, de acordo com o Art. 35 da Lei Municipal n° 4.819/2015.

I - Pequenos Volumes de Resíduos da Construção Civil e Resíduos Volumosos:

aqueles contidos em volumes de até 02 (dois) metros cúbicos por descarga;

II - Grandes Volumes de Resíduos da Construção Civil e Resíduos Volumosos:

aqueles contidos em volumes superiores o 02 (dois) metros cúbicos por descarga.

4.3.7.4. Rede de Pontos de Entrega para Pequenas Quantidades

Uma das formas de o Município de Marechal Cândido Rondon, ou o consorcio

intermunicipal, caso este seja implementado, realizar a gestão e o manejo correto de

RCC para os pequenos geradores, é a instalação em locais definidos pela Prefeitura

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Marechal Cândido Rondon - PR

Municipal de Pontos de Entrega Voluntária ou Ecopontos, exclusivos para o

recebimento de resíduos da construção civil ou resíduos volumosos.

A definição dos locais de implantação da Rede de Pontos de Entrega Voluntária

para pequenos geradores, deverá ser feita através de estudo realizado pela Prefeitura

Municipal, de preferência mapeando os pontos críticos de descarte irregular de

resíduos dentro da área urbana, implantando nestes locais o Ecoponto.

Conhecendo bem a localização das deposições irregulares e o perfil dos

pequenos geradores, é possível definir os locais onde serão implantados os Pontos de

Entrega Voluntária, respeitando-se, tanto quanto seja tecnicamente possível e

financeiramente viável os atuais fluxos de coleta destes resíduos, lembrando que

Marechal Cândido Rondon já possui um Ecoponto Municipal, porém o mesmo recebe

outros tipos de resíduos além dos volumosos de pequenos geradores.

A Rede de Pontos de Entrega Voluntária são áreas de características

relativamente homogêneas, com dimensão tal que permite o deslocamento dos

pequenos geradores de seu perímetro até o respectivo Ponto de Entrega Voluntária,

inibindo assim, o despejo irregular destes resíduos pela facilidade conferida à sua

entrega num local para isso designado. Sendo assim, para definir a localização do

Ponto de Entrega Voluntária devem ser considerados os seguintes fatores:

x A capacidade de deslocamento dos pequenos geradores em cada viagem

deve ser em torno de 1,5 km e 2,5 km do local da geração do RCC e

resíduos volumosos;

x A declividade da região, para que os pequenos geradores não sejam

obrigados a subir ladeiras muito íngremes com os seus veículos

carregados para realizar o descarte dos resíduos.

O projeto de cada Ponto de Entrega Voluntária deve seguir o preconizado pela

ABNT NBR n° 15.112/2004 - Resíduos da Construção Civil e Resíduos Volumosos.

Áreas de Transbordo e Triagem. Diretrizes para Projeto, Implantação e Operação,

sendo:

x Prever o plantio de uma cerca viva nos limites da área, para reforçar a

imagem de qualidade ambiental do equipamento público;

x Diferenciar os espaços para a recepção dos resíduos que tenham de ser

triados, como, resíduos da construção civil, resíduos volumosos e

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Marechal Cândido Rondon - PR

resíduos da coleta seletiva, para que a remoção seja realizada por

circuitos de coleta, com equipamentos adequados a cada tipo de resíduo;

x Aproveitar o desnível existente, ou criar um platô para que a descarga dos

resíduos pesados, como os resíduos da construção civil seja realizada

diretamente no interior de caçambas metálicas estacionárias;

x Garantir os espaços corretos para as manobras dos veículos que

utilizarão a instalação, como, os pequenos veículos dos geradores e os

veículos de carga responsáveis pela remoção posterior dos resíduos

acumulados;

x Instalar placa de sinalização que informe à toda a população do município

sobre a finalidade deste equipamento público, como local correto para o

descarte do RCC e resíduos volumosos.

A tabela abaixo mostra de forma resumida as características físicas de um Ponto

de Entrega Voluntária ou Ecoponto para RCC e resíduos volumosos.

Tabela 141 - Características físicas de um Ponto de Entrega Voluntária ou Ecoponto.

Organização

Em caçambas No platô ou em baias

RCC Solo Rejeito Moveis Madeira Sucata

A granel Ferrosa e não

Ferrosa

Recepção

Em unidades

Características do Equipamento de Remoção

Veículo para transporte de elevada tonelagem Veículo para transporte de elevado volume

Melhor Opção de Transporte

Caminhão poliguindaste Caminhão carroceria com laterais altas

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Outros fatores também são levados em consideração para uma operação

eficiente dos Pontos de Entrega Voluntária ou Ecopontos, sendo:

x Treinamento de identificação de resíduos para os colaboradores

responsáveis por cada unidade;

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Marechal Cândido Rondon - PR

x Estabelecimento do volume máximo das cargas individuais de resíduos

que possam ser recebidos na unidade, de acordo com o proposto neste

trabalho, considera-se pequeno volume de RCC a quantidade limitada de

até 2m³ por descarga;

x Impedimento do descarte de resíduos orgânicos domiciliares, resíduos

industriais e resíduos dos serviços de saúde.

As imagens abaixo mostram as instalações de um Ponto de Entrega Voluntária

ou Ecoponto, que podem servir de modelo para a Prefeitura Municipal de Marechal

Cândido Rondon.

Figura 207 - Modelo de Ponto de Entrega Voluntária ou Ecoponto para recebimento de resíduos

da Construção Civil ou volumosos.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Fonte: Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto - SP, 2018. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de

Cidades, 2023.

Diante de todo o exposto neste capitulo, deve-se considerar que o cidadão não

possui a obrigação de destinar o seu RCC ou resíduo volumoso em um Ponto de

Entrega Voluntária ou Ecoponto, caso este seja implementado no Município de

Marechal Cândido Rondon como recomenda este trabalho, por isso a palavra

³9ROXQWiULD´FRPS}HRQRPHGHVWHGLVSRVLWLYRRXHTXLSDPHQWRS~EOLFR

Entretanto, mesmo que o cidadão não se utilize desta benfeitoria implementada

pelo município gerando benefícios ambientais, sociais e econômicos para a região, o

mesmo não poderá mais dispor o seu RCC ou o seu resíduo volumoso sobre os

passeios ou calçadas, ou até mesmo sobre as vias municipais sem este estar

acondicionado em caçambas, como preconizado pelo Art. 37 da Lei Municipal n°

4.819/2015.

Muito menos contar com a recolha, transporte e destinação final sem custos

executado pela Prefeitura Municipal. Sobre esta questão, maiores informações e

procedimentos estarão contidos no Capítulo que trata sobre as formas de coleta e

transporte dos resíduos da construção civil e resíduos volumosos.

Sobre o Ponto de Entrega Voluntária ou Ecoponto para o RCC e resíduo

volumoso, a Prefeitura Municipal de Marechal Cândido Rondon não poderá operar

estas unidades sem custos para o gerador, mesmo este sendo um pequeno gerador.

Deverá ser criado uma taxa, caso seja necessário, criar também uma taxa social para

pessoas de baixa renda.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Pois, estas unidades de recebimento geram custos para o Poder Público local

como, salários dos colaboradores, manutenção, abastecimento de água, energia

elétrica e o principal, a Prefeitura Municipal irá arcar com os custos da destinação final

adequada.

Desta forma, a Prefeitura Municipal de Marechal Cândido Rondon estará

atendendo o preconizado pela Lei Federal n° 12.305/2010, transferindo para o gerador

os custos da destinação final ambientalmente adequada.

A ideia do Ponto de Entrega Voluntária é para que o pequeno gerador não

precise acionar um disk-entulho, pois, a sua quantidade gerada está dentro da

classificação determinada e o custo, para que este pequeno gerador destine o seu RCC

ou resíduo volumoso para um Ponto de Entrega Voluntária, será um custo menor do

que o custo para a solicitação de um disk-entulho.

Ou seja, o pequeno gerador de RCC e resíduo volumoso terá duas formas de

destinar o seu resíduo, ou entregando-o em um Ponto de Entrega Voluntária ou

Ecoponto, através de uma taxa acessível a todos, ou através de um disk-caçamba com

um custo para o gerador maior que o Ponto de Entrega Voluntária ou Ecoponto.

Ressalta-se, que neste trabalho é proposto o não recolhimento de RCC e resíduo

volumoso pela Prefeitura Municipal de Marechal Cândido Rondon sem custos para o

gerador.

Com a criação da taxa de recebimento de resíduo, exclusiva para o Ponto de

Entrega Voluntária ou Ecoponto, a Prefeitura Municipal poderá se beneficiar com a

sustentabilidade financeira do local, pois, as caçambas, platôs ou baias presentes

dentro destes pontos, em um determinado momento deverão ser limpas ou esvaziadas

quando atingirem as suas capacidades máximas de volumes.

E ao atingirem estas capacidades, a Prefeitura Municipal deverá promover a

destinação final correta destes resíduos, através da terceirização da coleta e transporte

ou através de veículos próprios.

4.3.7.5. Formas de Coleta e Transporte do RCC e Resíduos

Volumosos

Na grande maioria das vezes este procedimento de coleta e transporte de RCC

e resíduo volumoso, será voltado para o grande gerador, pois, como apresentado no

capítulo anterior, o pequeno gerador poderá destinar o seu RCC ou resíduo volumoso

em um Ponto de Entrega Voluntária ou Ecoponto, caso este seja implementado pelo

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Marechal Cândido Rondon - PR

Município de Marechal Cândido Rondon, ou o pequeno gerador terá que acionar um

disk-entulho ou a Prefeitura Municipal para a recolha.

Ressaltando, que para ambas utilizações o pequeno gerador terá que pagar uma

taxa ou da recolha ou para dispor seus resíduos no Ponto de Entrega Voluntária ou

Ecoponto. Taxa está que deverá ser elaborado pela Prefeitura Municipal de Marechal

Cândido Rondon.

Para o procedimento de coleta e transporte de RCC e resíduos volumosos,

sendo o Município de Marechal Cândido Rondon a realizar a sua gestão e o manejo

destes tipos de resíduos na forma municipalizada ou consorciada com os municípios

vizinhos, poderá utilizar-se de frota própria para a recolha ou promover a entrada de

empresas especializadas neste tipo de transporte.

É recomendado neste trabalho que o Poder Público local não realize mais este

tipo de serviço sem custos para o gerador, seja ele pequeno ou grande, para que não

seja mais onerado o seu sistema de limpeza pública, ou como dito anteriormente, caso

o Poder Público venha a continuar com a recolha, que seja cobrado uma taxa para este

recolhimento.

Antes da recolha e posterior transporte do RCC e resíduos volumosos, ocorre a

etapa do acondicionamento destes resíduos, devendo este acondicionamento

continuar sendo realizado dentro de caçambas.

As imagens abaixo mostram o tipo de caminhão e caçamba para a recolha e o

acondicionamento de resíduos da construção civil, que devem continuar a ser utilizados

no Município de Marechal Cândido Rondon.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 208 - Modelo de Caçamba para acondicionamento de resíduos da construção civil e

caminhão poliguindaste para o recolhimento da caçamba.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

No caso dos resíduos volumosos, sendo estes compostos basicamente por

sofás, fogões, colchões, guarda-roupas, escrivaninhas, cômodas e entre outros,

comumente os munícipes quando querem se desfazer destes bens não acionam o

Poder Público local ou um disk entulho, para solicitar uma caçamba e acondicionar

estes bens neste recipiente.

Pois, uma vez solicitado a caçamba haverá uma taxa para a sua remoção e

posterior destinação final ambientalmente adequada.

O mais comum é presenciar na maioria dos municípios do país, móveis de todo

o tipo dispostos em áreas de despejo irregular dentro ou fora da área urbana destes

municípios, por mais que em Marechal Cândido Rondon tenha a opção de entrega

destes resíduos volumosos por parte da população no Ecoponto Municipal.

Para que este tipo de despejo irregular de resíduos volumosos não continue no

Município, deverá criar-se novos Artigos dentro da Lei Municipal n° 4.819/2015, ou criar-

se uma Lei Municipal exclusiva, que obrigue o cidadão a armazenar o móvel que ele

deseja se desfazer dentro de sua residência.

Ao decidir desfazer-se deste móvel, o munícipe deverá acionar o Poder Público

local ou um disk-entulho para a remoção do mesmo, mediante pagamento de uma taxa.

Desta forma, o móvel desfeito não ficará disposto no passeio ou calçada ou em um

bota-fora irregular, melhorando assim, o aspecto visual do município e dificultando a

proliferação de vetores.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Ressalta-se, que o Município de Marechal Cândido Rondon optando por

normatizar e fiscalizar a gestão e o manejo dos resíduos da construção civil e resíduos

volumosos, ou seja, promovendo a entrada de empresas do tipo disk-entulho no

município e não mais, atuando na recolha e destinação final destes resíduos, a

Prefeitura Municipal deverá exigir destas empresas de disk-entulho, toda a parte

documental relacionada ao transporte e destinação final ambientalmente adequada.

Realizando vistorias periódicas principalmente no local onde estes resíduos são

dispostos. Além de exigir também o Controle de Transporte de Resíduos ± CTR,

determinado pela Resolução CONAMA n° 307/2002, com o modelo apresentado na

figura abaixo.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 209 - Modelo de Controle de Transporte de Resíduos ± CTR.

Fonte: Conselho Nacional do Meio Ambiente ± Resolução CONAMA n° 307/2002. Adaptado por Líder

Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

4.3.7.6. Mecanismos de Controle e Monitoramento da Eficiência do

Sistema

O Município de Marechal Cândido Rondon deverá estabelecer mecanismos de

controle do sistema de gestão e manejo dos resíduos da construção civil e resíduos

volumosos, que informem a Prefeitura Municipal sobre todo o planejamento proposto,

com ênfase na fiscalização e custos, caso este último, o Poder Público local continue

com a prática de recolha e destinação final destes tipos de resíduos.

É necessário que este controle seja eficaz mostrando os fluxos estabelecidos

no processo de gestão, para a constituição da base concreta sobre a qual o manejo do

RCC e resíduos volumosos se assentarão.

Sendo assim, a tabela abaixo apresenta várias situações, públicas ou privadas

do novo sistema que será implementado no município com sugestões de controle e

relatórios que podem ser estabelecidos para o núcleo gerencial.

Tabela 142 - Tipos de controle necessários sobre o fluxo de resíduos da construção civil e

resíduos volumosos.

Controle Conteúdo Mínimo Objetivo

x Data;

x Hora; Controlar as quantidades:

Planilha de Controle Diário x Tipo e placa do veículo x de resíduos;

de Entrada de Resíduos nos transportador; x de usuários.

Pontos de Entrega x Responsável pelo

Voluntária ou Ecopontos ou

Áreas de Transbordo ± ATT, transporte; Monitorar:

Públicas ou Privadas. x Tipo de resíduo; x horários de maior uso;

Planilha de Controle Diário de x Endereço de origem; x origem;

Saída de Resíduos nos

x Volume - m³; x tipo de veículo;

Pontos de Entrega Voluntária

ou Ecopontos ou Áreas de x Responsável pelo x tipos de resíduos.

Transbordo ± ATT, Públicas

ou Privadas. registro.

x Data; Controlar as quantidades:

x Hora; x de resíduos por

x Tipo e placa do veículo tipo.

transportador; Monitorar:

x Responsável pelo x a demanda por

remoção e o destino

transporte; de cada tipo de

x Tipo de resíduo; resíduo.

x Endereço de origem;

x Volume - m³;

x Responsável pelo

registro.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Planilha de Controle Diário x Data de início de

das Correções dos Locais limpeza do local;

com Deposições x Endereço preciso

Irregulares. do local;

x Tipos de resíduos Limpeza e monitoramento

despejados do local

irregularmente;

x Volume m³;

x Local de destinação

dos resíduos

recolhidos na área

de despejo

irregular;

x Instalação de

sinalização de

advertência;

x Monitoramento local

Relatório de Controle Mensal x Identificação Controlar quantidades:

das Operações em Áreas de completa do x de resíduos recebidos;

operador e a sua x resíduos expurgados;

Manejo Privadas. licença de x produtos gerados.

operação;

Relatório de Controle Mensal Monitorar:

das Operações dos x Consolidação dos x as declarações dos

volumes recebidos transportadores;

Transportadores Autorizados. por tipo de resíduo; x o destino dos tipos de

resíduos.

x Listagem dos

usuários e Controlar quantidades:

respectivos

quantitativos no x de resíduos

período;

transportados;

x Consolidação dos

volumes x geradores atendidos.

expurgados por tipo

de resíduo e Monitorar:

identificação do

destino; x declarações dos

x Consolidação dos receptores;

volumes de

produtos gerados, x destino dos tipos de

por tipo.

resíduos.

x Identificação

completa do

transportador e a

sua autorização de

operação;

x Consolidação dos

volumes

transportados por

tipo de resíduo;

x Quantitativo de

geradores

atendidos no

período;

x Identificação do

destino por tipo de

resíduo e a sua

licença de

operação;

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Marechal Cândido Rondon - PR

x Comprovantes de

entrega.

x Conteúdo exigido na

PNRS e Resolução Controlar quantidades:

CONAMA n° x de resíduos gerados.

307/2002;

x Consolidação dos Controlar uso de:

Plano de Gerenciamento de volumes gerados por x transportadores

Resíduos da Construção Civil

tipo de resíduo; autorizados;

± PGRCC de Obras que

Necessitam de Licenciamento. x Identificação dos x destinos licenciados.

transportadores e a

sua autorização de Monitorar:

operação; x declarações dos

x Identificação do transportadores;

destino por tipo de x declarações dos

resíduo e a sua licença receptores;

de operação; x destino dos tipos de

x Comprovantes de resíduos.

entrega dos resíduos.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

No caso dos Planos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil -

PGRCC, determinado pela Resolução CONAMA n° 307/2002, para obras públicas ou

privadas e que necessitam de algum tipo de licenciamento, este, é peça fundamental

para o incentivo de procedimentos disciplinadores na cadeia de produção, onde se

inserem os resíduos da construção civil.

Exigido também pela Política Nacional de Resíduos Sólidos ± PNRS, Lei Federal

n° 12.305/2010, o PGRCC determina que todos os geradores e empresas da área da

construção civil, sejam responsáveis por todo o manejo que envolve estes tipos de

resíduos, iniciando-se na geração, acondicionamento, transporte e destinação final

ambientalmente adequada.

Sendo assim, abaixo é apresentado um modelo de PGRCC que o Município de

Marechal Cândido Rondon poderá exigir dos grandes geradores, sendo este

documento, um documento essencial para o monitoramento do fluxo dos resíduos

gerados em uma determinada obra, assim como, os seus locais de destinação.

Ressaltando que, para obras que não necessitam de algum tipo de licenciamento

para a sua execução, pressupõem-se que serão obras de pequeno porte e não

necessitam da elaboração de um PGRCC.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 210 - Modelo de plano de gerenciamento de resíduos da construção civil - PGRCC para

grandes geradores.

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Fonte: Conselho Nacional do Meio Ambiente ± Resolução CONAMA nº 307/2002. Adaptado por Líder

Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Ressalta-se também, que a Prefeitura Municipal de Marechal Cândido Rondon

deverá definir procedimentos adicionais ao conteúdo mínimo existente dentro da

Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS.

Pois, como comentado anteriormente, a PNRS determina que os grandes

geradores de resíduo de construção civil estão sujeitos à elaboração de Plano de

Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil - PGRCC. Sendo assim, abaixo segue

o conteúdo mínimo, contido no Art. n° 21, da Lei Federal n° 12.305/2010:

I - Descrição do empreendimento ou atividade;

II - Diagnóstico dos resíduos sólidos gerados ou administrados, contendo a

origem, o volume e a caracterização dos resíduos, incluindo os passivos

ambientais a eles relacionados;

III - Definição dos procedimentos operacionais relativos às etapas do

gerenciamento de resíduos sólidos sob responsabilidade do gerador, bem como

explicitação dos responsáveis por cada etapa;

IV - Identificação das soluções consorciadas ou compartilhadas com outros

geradores;

V - Ações preventivas e corretivas a serem executadas em situações de

gerenciamento incorreto ou acidentes;

VI - Metas e procedimentos relacionados à minimização da geração de resíduos;

VII - se couber, ações relativas à responsabilidade compartilhada pelo ciclo de

vida dos produtos, na forma do art. 31;

VIII - Medidas saneadoras dos passivos ambientais relacionados aos resíduos

sólidos;

IX - Periodicidade de sua revisão, observado, se couber, o prazo de vigência da

respectiva licença de operação a cargo dos órgãos ambientais.

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Marechal Cândido Rondon - PR

4.3.7.7. Destinação Final

Em relação a destinação final dos resíduos da construção civil e resíduos

volumosos, a Resolução CONAMA n° 307/2002, determina em seu Art. 10°, que a

destinação destes resíduos deve ser conforme a sua Classe, proibindo assim, a

disposição em aterros de resíduos sólidos urbanos, em áreas de bota fora, encostas,

corpos hídricos, lotes vagos e em áreas protegidas por Lei.

A Resolução CONAMA nº 307/2002, também classifica e estabelece os

possíveis destinos finais dos resíduos da construção civil e volumosos, além de atribuir

responsabilidades para o Poder Público Municipal e para os geradores.

No Município de Marechal Cândido Rondon, os resíduos da construção civil são

destinados para um pequeno aterro, sem passar por qualquer tipo de segregação dos

materiais e a recolha se dá através de um calendário pré-estabelecido pela Prefeitura

Municipal, além da disposição voluntaria de resíduos volumosos no Ecoponto.

Portanto, no município há a necessidade de um tratamento adequado para estes

resíduos, com a aquisição de uma usina móvel de RCC por exemplo, além de um maior

controle sobre o volume de material recolhido e sua composição.

Não será proposto neste trabalho que o município implante com recursos

próprios em seu território, um aterro ou uma usina de reciclagem de RCC. As usinas de

reciclagem de RCC ou os aterros, do ponto de vista deste trabalho devem ser de

empresas privadas, para não onerar mais o sistema de limpeza pública de Marechal

Cândido Rondon, mas que deve ser fomentado pelo município essa parceria com

empresas privadas para a implantação de usina de reciclagem de RCC.

Para os resíduos volumosos, estes, poderão continuar sendo destinados de

maneira voluntária ao Ecoponto Municipal. Caso o município opte pela gestão

consorciada, pode-se adotar pelos membros consorciados a concessão da Parceria

Público-Privada ± PPP, preconizado pela Lei Federal n° 11.079/2004, que Institui

Normas Gerais para Licitação e Contratação de Parceria Público-Privada no Âmbito da

Administração Pública.

Através da gestão consorciada o consórcio poderá escolher áreas entre os

municípios consorciados, para a construção de aterros ou usinas de reciclagem de

RCC. Caso o consórcio não consiga atrair investidores para a construção de aterro ou

usina de reciclagem de RCC, o mesmo poderá executar todo o manejo dos seus

resíduos da construção civil e volumosos.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Pois, de acordo com a Lei Federal n° 12.305/2010, os consórcios intermunicipais

possuem prioridade junto à União para a captação de recursos financeiros. Sendo

assim, para a construção do aterro ou da usina de reciclagem de RCC, o interessado

deverá seguir as seguintes Normas:

x ABNT NBR n° 15.113/2004 - Resíduos Sólidos da Construção Civil e

Resíduos Inertes. Aterros: Diretrizes para Projeto, Implantação e

Operação;

x ABNT NBR n° 15.114/2004 - Resíduos Sólidos da Construção Civil. Áreas

de Reciclagem. Diretrizes para Projeto, Implantação e Operação.

A ABNT NBR n° 15.113/2004, também determina outras diretrizes, sendo:

x Somente devem ser recebidos no aterro os resíduos da construção civil e

os resíduos inertes;

x Os resíduos aceitos devem ser previamente triados, na fonte geradora,

em áreas de transbordo e triagem ou em área de triagem estabelecida no

próprio aterro, de modo que nele sejam dispostos apenas os resíduos de

construção civil da Classe A ou os resíduos inertes;

x Os resíduos devem ser dispostos em camadas sobrepostas e não será

permitido o despejo pela linha de topo. Em áreas de reservação a

disposição de resíduos deve ser feita de forma segregada, de modo a

viabilizar a reutilização ou reciclagem futura;

x Devem ser segregados os solos, os resíduos de concreto e alvenaria, os

resíduos de pavimentos viários asfálticos e os resíduos inertes;

x Deve ser mantido na instalação até o fim da vida útil e no período de pós-

fechamento, um registro da descrição e quantidade de cada resíduo

recebido e a data de disposição, incluídos os CTR, no caso de reservação

de resíduos, indicação do setor onde o resíduo foi disposto, descrição da

quantidade e destinação dos resíduos rejeitados, descrição da quantidade

e destinação dos resíduos reaproveitados, registro das análises efetuadas

nos resíduos, registro das inspeções realizadas e dos incidentes ocorridos

e respectivas datas, dados referentes ao monitoramento das águas

superficiais e subterrâneas.

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Marechal Cândido Rondon - PR

x O registro deve ser mantido em caso de alteração da titularidade da área

ou empreendimento e para eventual apresentação de relatórios.

Da mesma forma que a ABNT NBR n° 15.113/2004, a ABNT NBR n°

15.114/2004 também possui outras diretrizes, sendo:

x Somente podem ser aceitos na área de reciclagem os resíduos da

construção civil da Classe A;

x Os resíduos recebidos devem ser previamente triados, na fonte geradora,

em áreas de transbordo e triagem ou na própria área de reciclagem, de

modo que nela sejam reciclados apenas os resíduos de construção civil

da Classe A, incluso o solo;

x A área de triagem, se estabelecida na própria instalação deve estar em

conformidade com a ABNT NBR n° 15112/2004;

x Os equipamentos e a instalação devem ser dotados de sistemas de

controle de vibrações, ruídos e poluentes atmosféricos;

x Deve ser exigido o controle de entrada dos resíduos recebidos, a

descrição dos resíduos rejeitados e sua destinação, a descrição e

destinação dos resíduos reutilizados, a descrição e destinação dos

resíduos reciclados e o controle da qualidade dos produtos gerados;

x Os operadores devem manter os CTR recebidos e emitidos para eventual

apresentação de relatório.

As tabelas abaixo mostram as destinações ambientalmente adequadas para

cada tipo de resíduo que compõem o RCC e o resíduo volumoso e as formas de reuso,

respectivamente.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 143 - Tipo de resíduo que compõem o RCC e o resíduo volumoso e sua destinação

adequada.

Tipo de Resíduo Cuidados Especiais Destinação

Blocos de concreto, Privilegiar soluções de Áreas de Transbordo e Triagem, Áreas para

blocos cerâmicos, destinação que envolvam Reciclagem ou Aterros de Resíduos da

argamassas, outros a reciclagem dos resíduos,

Construção Civil licenciadas pelos órgãos

componentes de modo a permitir seu competentes. Os resíduos classificados

cerâmicos, concreto, aproveitamento como como classe A (blocos, telhas, argamassa e

tijolos e assemelhados concreto em geral) podem ser reciclados

agregado. para uso em pavimentos e concretos sem

função estrutural.

Madeira Para uso em caldeira, Atividades econômicas que possibilitem a

garantir separação da reciclagem destes resíduos, a reutilização

serragem dos demais de peças ou o uso como combustível em

resíduos de madeira.

fornos ou caldeiras.

Plásticos Máximo aproveitamento Empresas, cooperativas ou associações de

dos materiais contidos e a coleta seletiva que comercializam ou

reciclam estes resíduos.

limpeza da embalagem

Papelão Proteger (não molhar) Empresas, cooperativas ou associações de

coleta seletiva que comercializam ou

reciclam estes resíduos.

Metal Ferroso e não Não há Empresas, cooperativas ou associações de

Ferroso coleta seletiva que comercializam ou

reciclam estes resíduos.

Gesso Proteger de intempéries Aproveitamento em usina de reciclagem

Solo Examinar a caracterização Desde que não estejam contaminados,

prévia dos solos para destinar a pequenas áreas de aterramento

definir destinação. ou em aterros de resíduos da construção

civil, ambos devidamente licenciados pelos

órgãos competentes.

EPS - Poliestireno Confinar, evitando a Possível destinação para empresas,

Expandido ou isopor dispersão. cooperativas ou associações de coleta

seletiva que comercializam, reciclam ou

aproveitam para enchimentos.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 144 - Formas de reuso dos resíduos da construção civil.

Formas de Reuso Descrição Vantagem

O resíduo ou a mistura podem

ser utilizados como reforço de

subleito, sub-base ou base de

pavimentação, considerando-

se as seguintes etapas:

Utilização em Pavimentação Utilização em base, sub-base x abertura e preparação

ou revestimento primário na da caixa ou

forma de brita corrida ou em regularização

misturas do resíduo com o mecânica da rua para

o uso como

solo. revestimento primário;

x corte ou escarificação

e destorroamento do

solo local para

misturas;

x umedecimento ou

secagem da camada;

x homogeneização e

compactação.

Utilização como Agregado O RCC processado pelas O RCC processado pelas

para o Concreto centrais de reciclagem pode Centrais de Reciclagem, cuja

ser utilizado como agregado fração mineral é britada em

para concreto não estrutural, a

britadores de impacto, é

partir da substituição dos utilizado como agregado no

agregados convencionais concreto, em substituição

simultânea à areia e à brita

como a areia e a brita. convencionalmente utilizadas.

A mistura é considerada

tradicional, geralmente

misturado com cimento e

água, está em quantidade

bastante superior devido à

grande absorção do resíduo.

Utilização Como Agregado Após ser processado por A partir da mistura de cimento,

para a Confecção de equipamentos que moem o areia e água a fração mineral

Argamassas do RCC é adicionada a uma

RCC, em granulometrias caçamba de piso horizontal,

Outros Usos semelhantes às da areia, ele

com dois rolos moedores

pode ser utilizado como girando em torno de um eixo

agregado para argamassas de central vertical, proporcionam

assentamento e revestimento. a moagem e homogeneização

Utilização de concreto da mistura que sai do

reciclado como agregado, equipamento pronta para ser

cascalhamento de estradas,

preenchimento de vazios em usada.

construções, preenchimento

de valas de instalações e

reforço de aterros ou taludes.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

4.3.8. Sistema Nacional de Informações Sobre a Gestão dos Resíduos

Sólidos ± SINIR e Manifesto de Transporte de Resíduo ± MTR

O Ministério do Meio Ambiente em 2019 publicou a Portaria nº 412, definindo o

Sistema Nacional de Informações Sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos ± SINIR. O

SINIR é um instrumento previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos ± PNRS,

com a finalidade especifica de disponibilizar para a sociedade diagnósticos e dados

sobre a gestão dos resíduos sólidos no Brasil.

O SINIR é todo informatizado com objetivo claro de centralizar no MMA os dados

de todas as Prefeituras e Estados sobre o tema Resíduos Sólidos. A Portaria

estabelece que, anualmente, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios ficam

obrigados a atualizar o SINIR com dados relativos à gestão de resíduos sólidos em

seus respectivos territórios.

O SINIR possibilita o monitoramento, a fiscalização, a avaliação da eficiência da

gestão e o gerenciamento dos resíduos sólidos, inclusive dos sistemas de logística

reversa, bem como avaliação dos resultados, impactos e acompanhamento das metas

definidas nos planos de gerenciamento de resíduos sólidos.

É de suma importância que os municípios adotem o quanto antes o sistema de

gestão de resíduos, inclusive com a logística reversa para que os números possam ser

processados, e a falta deles não dificulte o recebimento de verbas públicas.

As Prefeituras devem aprimorar os respectivos sistemas de gestão de resíduos,

pois a cobrança imposta aos Estados e Municípios resultará em uma imposição de

obrigações para o Poder Público.

Em relação ao Manifesto de Transporte de Resíduos ± MTR, foi instituído através

da Portaria MMA nº 280/2020, que passou a ser obrigatório em 1º de janeiro de 2022.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o MTR ± Manifesto de Transporte de

Resíduos, agora totalmente digital vai atuar diretamente.

x Permitindo a rastreabilidade dos resíduos em todo o território nacional;

x Auxiliando os geradores de resíduos, que passam a ter uma comprovação

efetiva e completa da destinação final ambientalmente adequada dos

seus resíduos.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Concretizando e consolidando informações mais precisas e detalhadas para o

transportador e agilizando procedimentos de fiscalização permitindo assim, o

atendimento mais eficaz em caso de acidentes. As atividades geradoras,

transportadoras, armazenadoras temporárias e destinadoras de resíduos transportados

deverão se cadastrar no MTR.

Sendo assim, abaixo seguem as definições de gerador, transportador,

armazenador temporário e destinadoras de resíduos transportados e entre outros,

segundo o Artigo 3° da Portaria n° 280/2020:

I - Armazenador temporário: pessoa física ou jurídica, de direito público ou

privado, responsável pelo armazenamento temporário de resíduos sólidos do gerador,

para fins de consolidação de cargas, sem que ocorra qualquer tipo de processamento

dos resíduos, para posterior encaminhamento para a destinação final ambientalmente

adequada definida pelo gerador nos MTRs correspondentes;

II - Certificado de Destinação Final de Resíduos - CDF: documento emitido

pelo Destinador e de sua exclusiva responsabilidade que atesta a tecnologia aplicada

ao tratamento e/ou destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos

recebidos em suas respectivas quantidades, contidos em um ou mais MTRs;

III - Declaração de Movimentação de Resíduos - DMR: documento que

registra as quantidades de resíduos sólidos geradas, transportadas e destinadas por

geradores, transportadores e unidades de destinação;

IV - Destinador: pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado,

responsável pela destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos;

V - Gerador: pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, que gera

resíduos sólidos por meio de suas atividades, nelas incluído o consumo;

VI - Identificação de resíduos: identificação do tipo de resíduo, conforme

Lista Brasileira de Resíduos Sólidos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos

Recursos Naturais Renováveis - Ibama - IN nº 13, de 18 de dezembro 2012, e

sucedâneas;

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

VII - Logística Reversa: instrumento de desenvolvimento econômico e social

caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar

a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para

reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final

ambientalmente adequada;

VIII - Manifesto de Transporte de Resíduos - MTR: documento numerado,

gerado por meio do SINIR, emitido exclusivamente pelo Gerador, que deverá

acompanhar o transporte do resíduo até a destinação final ambientalmente adequada;

IX - Manifesto de Transporte de Resíduos Complementar - MTR

Complementar: MTR gerado pelo Armazenador Temporário, contendo o(s) número(s)

do(s) MTR(s) que o compõe e que deve(m) estar a ele anexado(s) ou relacionados,

além da indicação dos dados do veículo de transporte e do motorista. Deverá

acompanhar o transporte da carga do armazenamento temporário até o local de

destinação final;

X - Manifesto de Transporte de Resíduos Provisório - MTR Provisório: MTR

de preenchimento manual dos dados, gerado previamente pelo sistema e utilizado

somente na eventualidade de indisponibilidade temporária do MTR;

XI - Manifesto de Transporte de Resíduos - Importação - MTR Importação:

emitido no caso de transporte de resíduos controlados, de acordo com Resolução

CONAMA nº 452, de 02 de julho de 2012 e suas alterações, que acompanha a carga

do resíduo ao sair do local de desembarque;

XII - Manifesto de Transporte de Resíduos - Exportação - MTR Exportação:

emitido para o transporte de resíduos que serão exportados para outros países,

acompanhando a carga ao sair do local de geração até o ponto de embarque;

XIII - PEV, Ecoponto ou Ecocentro: ponto de entrega voluntária de resíduos

sólidos, incluídos os pertencentes aos sistemas de logística reversa, podendo ser fixo

ou itinerante;

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

XIV - Resíduos agrossilvopastoris: os gerados nas atividades agropecuárias

e silviculturais, incluídos os relacionados a insumos utilizados nessas atividades;

XV - Resíduos de construção civil: os gerados nas construções, reformas,

reparos e demolições de obras de construção civil, incluídos os resultantes da

preparação e escavação de terrenos para obras civis;

XVI - Resíduos de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços:

os gerados nessas atividades, excetuados os referidos como resíduos de limpeza

urbana, resíduos dos serviços públicos de saneamento básico, resíduos de serviços de

saúde, resíduos da construção civil e resíduos de serviços de transportes;

XVII - Resíduos de limpeza urbana: os originários da varrição, limpeza de

logradouros e vias públicas e outros serviços de limpeza urbana;

XVIII - Resíduos de mineração: os gerados na atividade de pesquisa,

extração ou beneficiamento de minérios;

XIX - Resíduos de serviços de saúde: os gerados nos serviços relacionados

ao atendimento à saúde humana ou animal, conforme definido em regulamento ou em

normas estabelecidas pelos órgãos do Sistema Nacional do Meio Ambiente - Sisnama

e do SNVS;

XX - Resíduos de serviços de transporte: os originários de portos,

aeroportos, terminais alfandegários, rodoviários e ferroviários e passagens de fronteira;

XXI - Resíduos domiciliares: os originários de atividades domésticas em

residências urbanas;

XXII - Resíduos equiparados: são os resíduos ou rejeitos que são

caracterizados como não perigosos e que, em razão de sua natureza, composição ou

volume, podem ser equiparados aos resíduos ou rejeitos domiciliares;

XXIII - Resíduos dos serviços públicos de saneamento básico: os gerados

no conjunto de serviços de infraestruturas e instalações operacionais de abastecimento

de água, esgotamento sanitário e drenagem, exceto os resíduos de limpeza urbana;

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

XXIV - Resíduos industriais: os gerados nos processos produtivos e

instalações industriais;

XXV - Resíduos não perigosos: não enquadrados como perigosos;

XXVI - Resíduos perigosos: aqueles que, em razão de suas características

de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade, patogenicidade,

carcinogenicidade, teratogenicidade e mutagenicidade, apresentam significativo risco à

saúde pública ou à qualidade ambiental, de acordo com lei, regulamento ou norma

técnica;

XXVII - Resíduos sólidos urbanos: os provenientes de atividades

domésticas em residências urbanas (resíduos domiciliares) e os originários da varrição,

limpeza de logradouros e vias públicas e outros serviços de limpeza urbana (resíduos

de limpeza urbana);

XXVIII - Transportador: pessoa física ou jurídica que realiza o transporte de

resíduos.

O acesso e o cadastramento de novos usuários, sendo os geradores, os

transportadores, os destinadores e os armazenadores temporários deverão se

cadastrar no Sistema MTR do SINIR, fornecendo as correspondentes informações

fiscais e ambientais através do link http://mtr.sinir.gov.br.

Uma vez acessado o sistema o usuário vai se declarar como gerador ou

transportador, a partir desta informação será inserido os dados das pessoas física ou

jurídica, o tipo de resíduos gerado, o tipo de transporte utilizado para o resíduo, o local

para onde os resíduos está sendo transportado e entre outros.

Salienta-se, que a Prefeitura de Marechal Cândido Rondon não realiza este

procedimento dentro da gestão de seus resíduos, pois, muito dos transportes de

resíduos realizados dentro do município são de empresas terceirizadas.

Sendo assim, a Prefeitura municipal de Marechal Cândido Rondon pode exigir

das empresas terceirizadas que transportam resíduos dentro do município, este

controle do Sistema Nacional de Informações Sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos ±

SINIR, além do Manifesto de Transporte de Resíduos ± MTR.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Garantindo desta forma, que a responsabilidade sobre estes transportes não

seja transferida para o município.

4.3.9. Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana - ISLU

O Índice de Sustentabilidade na Limpeza Urbana, ISLU, criado em 2016, é fruto

de uma cooperação entre o Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana

(SELURB) e a PwC (PricewaterhouseCoopers).

O ISLU tem como objetivo acompanhar a implementação das medidas

preconizadas na PNRS de 2010 nos municípios e refletem a preocupação do setor de

limpeza urbana em contribuir de maneira efetiva para o aprimoramento contínuo das

políticas e ações relacionadas ao manejo dos resíduos em território nacional.

O ISLU é composto de quatro dimensões:

x Dimensão E: engajamento do município;

x Dimensão S: sustentabilidade financeira;

x Dimensão R: recuperação dos resíduos coletados;

x Dimensão I: impacto ambiental.

A Dimensão E indica o grau de engajamento e maturidade da sociedade em

relação ao manejo dos resíduos sólidos dentro do município. É aferida por meio do

índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e da porcentagem da população

atendida pelos serviços de limpeza urbana.

A Dimensão S visa mensurar o grau de autonomia financeira do município para

a prestação dos serviços de limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos e leva em

consideração a arrecadação específica sobre a despesa orçamentária, com dados

oriundos do SNIS e do Tesouro Nacional.

A Dimensão R busca identificar o grau de aproveitamento e recuperação da

fração reciclável dos resíduos municipais, a fim de aferir qual o real impacto advindo da

correta segregação e destinação das diferentes tipologias de resíduos sólidos.

Na Dimensão I avalia-se a geração do passivo ambiental dos municípios através

do cálculo do volume de resíduos destinados inadequadamente a lixões ou aterros

controlados. A figura abaixo resume os cálculos utilizados para cada uma das quatro

dimensões do índice.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 211 - Cálculo das diferentes dimensões do ISLU.

Fonte: PwC, 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

A equação geral do Índice é a que segue abaixo:

Figura 212 - Equação geral do ISLU.

Fonte: PwC, 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

O Índice varia de 0 a 1 e quanto mais próximo de 1, melhor o atendimento ao

preconizado na PNRS. Pretende-se, com o aumento da coleta seletiva e o correto

gerenciamento de cada tipologia de resíduo, elevar a taxa de materiais recuperados,

melhorando também o indicador final.

Desta forma, a tabela abaixo mostra os resultados das diferentes dimensões e

do indicador geral no ano de 2022 para o Município de Marechal Cândido Rondon.

Município Tabela 145 - Resultado do ISLU 2022.

Marechal Cândido Rondon Dimensão

E S R I ISLU 2022

0,723

0,797 0,892 0,150 1,000

Fonte: PwC, 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Observa-se diante dos resultados apresentados que o Município de Marechal

Cândido Rondon, de forma geral apresenta um bom indicador acerca do sistema de

limpeza urbana comparado aos municípios brasileiros, porém há uma certa pendência

a ser desenvolvida no quesito de recuperação dos materiais reciclados.

Com o aumento da coleta seletiva e o correto gerenciamento de cada tipologia

de resíduo a taxa de materiais recuperados é melhorada.

4.3.10. Regras Para o Transporte de Resíduos Sólidos

As regras sobre o transporte de resíduos sólidos serão aqui discutidas e

apresentadas através dos procedimentos contidos nas seguintes Normas e Resolução:

x ABNT - NBR 7500: Símbolos de risco e manuseio para o transporte e

armazenamento de materiais;

x ABNT ± NBR 7501: Transporte Terrestre de Produtos Perigosos ±

Terminologia;

x ABNT ± NBR 7503: Transporte Terrestre de Produtos Perigosos ± Ficha

de Emergência ± Requisitos Mínimos;

x ABNT ± NBR 12810: Coleta de Resíduos de Serviços de Saúde;

x ABNT ± NBR 13221: Transporte Terrestre de Resíduo;

x ABNT ± NBR 14064: Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos ±

Diretrizes do Atendimento à Emergência;

x ANTT ± Agência Nacional de Transportes Terrestres. Resolução

N°5.232/2016 ± Aprova as Instruções Complementares ao Regulamento

Terrestre do Transporte de Produtos Perigosos, e dá outras providências.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Os procedimentos para o transporte de resíduos sólidos no Brasil são

determinados por um complexo e amplo sistema de Normas e Resoluções. Isto provoca

nos gestores municipais muitas incertezas em relação aos métodos mais seguros de

movimentação e carregamento de resíduos, sendo estes, perigosos ou não.

Desta forma, o entendimento das regulamentações sobre o transporte de

resíduos é muito importante para livrar-se de problemas como acidentes e infrações.

Acidentes envolvendo resíduos perigosos podem causar sérios problemas ao ambiente

e a população. As regulamentações apresentam-se como uma maneira de realizar o

transporte de resíduo de forma segura e eficaz.

Sendo assim, para os resíduos do Sistema de Limpeza Urbana o transporte é de

responsabilidade da Prefeitura, podendo a mesma, utilizar veículos próprios ou

terceirizados.

A Prefeitura deve utilizar veículos compactadores e atentar-se para as questões

de manutenção básica do veículo, como, pneus, carroceria, freios, sinalizações,

segurança e treinamento do condutor e dos trabalhadores que compõe a equipe de

coleta e entre outros.

O mesmo procedimento aplica-se a coleta de resíduos recicláveis, porém, estes

resíduos são direcionados até o galpão da organização de catadores. Ressalta-se, que

para os veículos da coleta seletiva pode-se utilizar caminhões do tipo baú, gaiola,

carrocerias ou até mesmo caminhões Roll On Roll Off.

Enquanto que, os resíduos gerados pelos estabelecimentos de saúde ± RSS,

devem ser transportados por empresa especializada. O gerenciamento do RSS de

estabelecimentos de saúde pública é dever da Prefeitura, onde, a Secretaria

responsável é obrigada a acompanhar todo o processo de destinação final do RSS,

através de Certificados de Destinação Correta até a realização de auditorias.

O transporte de resíduos de construção civil ± RCC, é de responsabilidade do

gerador, sendo ele, o encarregado em acionar uma empresa coletora. Geralmente as

empresas coletoras de RCC são conhecidas como empresas de caçamba.

Os resíduos sólidos grosseiros e areia gerados em estações de tratamento de

água e esgoto (lodo de ETE), devem ser encaminhados à aterro sanitário em veículo

apropriado. A torta, lodo digerido e desidratado, gerada nas estações de tratamento

encaminha-se à reflorestamento ou jardinagem ambos sob responsabilidade do

gerador.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Porém, para tal procedimento é necessário atentar-se para as Resoluções

CONAMA n° 375 e n° 498, determinando análises laboratoriais para este tipo de

destinação.

Sendo assim, a figura abaixo mostra um veículo apropriado para o transporte

destes resíduos.

Figura 213 - Veículo utilizado para o transporte de lodo de ETE e ETA.

Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

A etapa de transporte dos resíduos sólidos deve ser pautada por procedimentos

descritos em normativas específicas. Tais normativas levam em conta as

características físicas e químicas do resíduo, bem como sua periculosidade.

A regulamentação nacional para o transporte de produtos perigosos, segundo a

Agência Nacional de Transportes Terrestres, ANTT, é a que segue:

x Resolução ANTT nº 5.232/16 - Aprova as Instruções Complementares ao

Regulamento Terrestre do Transporte de Produtos Perigosos, e dá outras

providências;

x Resolução ANTT nº 5.848/19 - Atualiza o Regulamento para o Transporte

Rodoviário de Produtos Perigosos, revogando, a partir de 23 de dezembro

de2019, a Resolução ANTT nº 3.665/11.

Já para o transporte de produtos perigosos pelo Mercosul, a regulamentação é

ordenada pelas seguintes normas:

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Marechal Cândido Rondon - PR

x Decreto nº 1797/1996 - Dispõe sobre a execução do Acordo de Alcance

Parcial para a Facilitação do Transporte de Produtos Perigosos, entre

Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, de 30 de dezembro de 1994;

x Decreto nº 2.866/1998 - 1º Protocolo Adicional do Acordo de Alcance

Parcial para a Facilitação do Transporte de Produtos Perigosos, entre

Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai - Regime de Infrações e Sanções.

4.3.11. Definição das Responsabilidades Quanto a sua Implementação e

Operacionalização

O Art. 3º da PNRS define o termo responsabilidade compartilhada como:

XVII ± Responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos: conjunto de

atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores e

comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de

manejo dos resíduos sólidos, para minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados,

bem como para reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental

decorrentes do ciclo de vida dos produtos, nos termos desta Lei;

A Política Nacional de Resíduos Sólidos institui, em seu art. 30, transcrito abaixo,

a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos em território nacional.

Desse modo, agrega responsabilidades para os fabricantes, importadores,

distribuidores, comerciantes, consumidores e poder público, durante as diferentes fases

da vida dos produtos.

Art. 30. É instituída a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos,

a ser implementada de forma individualizada e encadeada, abrangendo os fabricantes,

importadores, distribuidores e comerciantes, os consumidores e os titulares dos serviços

públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, consoante as atribuições e

procedimentos previstos nesta Seção.

A PNRS, ao instituir essa modalidade de responsabilidade, tem como principal

objetivo contribuir com seu próprio princípio de diminuição da geração de resíduos na

fonte, pois faz com que os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes

invistam no desenvolvimento, fabricação e comercialização de produtos no mercado

que sejam aptos, no seu pós-uso, à reutilização, reciclagem ou outra forma de

destinação final adequada, garantindo que a fabricação e uso desses produtos gerem

a menor quantidade de resíduos sólidos possível.

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Marechal Cândido Rondon - PR

A tabela abaixo mostra a responsabilidade dos gestores públicos e privados para

cada tipologia de resíduos, de acordo com a PNRS.

Tabela 146 - Responsabilidades dos gestores públicos e privados quanto ao manejo das

diferentes tipologias de resíduos.

Gestor Público Gestor Privado/Gerador

x Serviços públicos de limpeza urbana e x Comerciais ou de prestação de serviço

perigosos ou que, por sua natureza,

manejo de resíduos sólidos domiciliares e composição ou volume, não sejam

equiparados aos resíduos sólidos

comerciais; domiciliares;

Serviço de Saúde e Hospitalar

x Resíduos gerados em estabelecimentos (Particulares);

Portos, aeroportos, terminais ferroviários e

públicos (saúde, construção civil, rodoviários;

Industrial;

especiais, volumosos, agrícolas, etc.); x Agrícola;

Resíduos da Construção Civil e Demolição

x Manejo e destinação de resíduos (exceto pequenos geradores);

Resíduos Especiais;

produzidos por serviços de dragagem de x Resíduos Volumosos;

Resíduos de Saneamento;

canais, arroios e outros elementos de Resíduos de Mineração.

drenagem urbana; x

x Manejo e destinação dos resíduos x

produzidos na execução de serviços de x

remoção de resíduos de gradeamento e

remoção de areia em redes de efluentes x

domésticos e água; x

x Resíduos da construção civil e demolição x

produzidos por pequenos volumes, x

através dos pontos de entrega voluntária

ou outras formas de destinação.

Fonte: BRASIL, 2010. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

4.3.11.1. Resíduos Sólidos Domiciliares

A organização e a prestação dos serviços de limpeza urbana e manejo de

resíduos sólidos domiciliares é do Poder Público Municipal e pode ser realizada direta

ou indiretamente, por meio da delegação dos serviços.

Cabe aos domicílios e estabelecimentos servidos pela coleta convencional de

resíduos, a obrigação de acondicionar adequadamente e de forma diferenciada os

resíduos sólidos gerados, bem como disponibilizar de forma apropriada os resíduos

sólidos reutilizáveis ou recicláveis para coleta ou devolução, de acordo com o

preconizado na PNRS.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Cabe ainda, ao Poder Público fornecer ao órgão federal responsável pela

coordenação do Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos

Sólidos (SINIR) todas as informações necessárias sobre os resíduos sob sua esfera de

competência, bem como realizar a identificação e o cadastramento dos grandes

geradores de resíduos sólidos, contendo informações sobre a localização, tipologia,

produção média, existência de PGRS, entre outras, as quais possibilitarão o estudo das

demandas pelos serviços de gerenciamento dos resíduos sólidos por ente responsável,

facilitando a delimitação de responsabilidades e conferindo maior precisão aos

orçamentos/gastos públicos relacionados.

Em Marechal Cândido Rondon, a Secretaria Municipal de Agricultura e Política

Ambiental coordena os serviços de Resíduos Sólidos que é responsável pela

fiscalização dos PGRS das empresas. Os grandes geradores de resíduos sólidos serão

responsáveis pelas seguintes ações:

x Elaboração do PGRS, obedecendo a critérios técnicos, legislação

ambiental, normas de coleta e transporte dos serviços locais de limpeza

urbana e atendimento à PNRS;

x Implementação e operacionalização integral do PGRS aprovado pelo

órgão ambiental competente;

x Designação de responsável técnico devidamente habilitado para a

elaboração, implementação, operacionalização e monitoramento de todas

as etapas do plano de gerenciamento de resíduos, incluindo o controle da

disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos e dos danos que

vierem a ser provocados pelo gerenciamento inadequado dos respectivos

resíduos ou rejeitos;

x O manejo de resíduos gerados em seus estabelecimentos, incluindo a

coleta, transporte, destinação final e disposição final ambientalmente

adequada, direta ou indiretamente através de contratação de serviços;

x Manter atualizadas e disponibilizar aos órgãos competentes as

informações sobre a implementação e operacionalização do PGRS.

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Marechal Cândido Rondon - PR

4.3.11.2. Resíduos dos Serviços de Saúde - RSS

O Poder Público Municipal será responsável diretamente ou através de

delegação dos serviços pela coleta, transporte, tratamento e disposição final dos

resíduos sépticos gerados por estabelecimentos públicos de serviços de saúde.

As leis de maior esfera, estaduais e federais atribui tais responsabilidades aos

geradores privados e que caso o Poder Público realize qualquer etapa do manejo de

responsabilidade dos geradores sujeitos à elaboração do PGRSS, os serviços deverão

ser devidamente remunerados pelas pessoas físicas ou jurídicas responsáveis.

Segundo o princípio da responsabilidade compartilhada, os pacientes que

fizerem uso de materiais como agulhas, lancetas (perfurador da pele) e seringas devem

ser orientados a encaminhar esses materiais, corretamente acondicionados, para a

unidade de saúde mais próxima, não devendo ser descartados junto aos resíduos

sólidos.

Uma vez recebidos em uma unidade pública de saúde, a destinação desses

resíduos será de responsabilidade do Poder Público. Os geradores privados de RSS

devem ser responsáveis pelas seguintes ações:

x Encaminhar inventário semestral para o órgão ambiental municipal com o

tipo e quantidade de resíduo;

x Elaboração do PGRSS, obedecendo a critérios técnicos, legislação

ambiental, normas de coleta e transporte e outras orientações contidas na

RDC ANVISA n° 306/2004 e na Resolução CONAMA nº 358/2005;

x Designação de profissional, com registro ativo junto ao seu Conselho de

Classe, com apresentação de Anotação de Responsabilidade Técnica -

ART, Certificado de Responsabilidade Técnica ou documento similar,

quando couber, para exercer a função de responsável pela elaboração,

implantação e operacionalização do PGRSS;

x Manter registro de operação de venda ou de doação dos resíduos gerados

destinados à reciclagem ou à compostagem;

x Fazer constar nos termos de contratação sobre os serviços referentes ao

manejo de RSS, as exigências de comprovação de capacitação e

treinamento dos funcionários das prestadoras de serviço de limpeza e

conservação que pretendam atuar nos estabelecimentos de saúde, bem

como no transporte, tratamento e disposição final destes resíduos;

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Marechal Cândido Rondon - PR

x Requerer às empresas prestadoras de serviços terceirizados a

apresentação de licença ambiental para o tratamento ou disposição final

dos resíduos de serviços de saúde, e documento de cadastro emitido pelo

órgão responsável para a coleta e o transporte dos resíduos;

x Prover a capacitação e o treinamento inicial e de forma continuada para

os envolvidos no gerenciamento de resíduos;

x Requerer o preenchimento do Controle de Transporte de Resíduos e do

MTR para todas as etapas externas que envolvam o transporte de

resíduos, estando eles ainda sem tratamento ou já tratados.

4.3.11.3. Resíduos Sólidos com Logística Reversa

Classificam-se como resíduos sólidos com logística reversa obrigatória todos os

resíduos que necessitam de tratamento especial como, por exemplo, as pilhas e

baterias, equipamentos eletrônicos, lâmpadas fluorescentes, pneus, óleos e graxas e

embalagens de agrotóxico.

O Artigo 33 da Lei Federal n° 12.305/2010, determina que após o uso pelo

consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e manejo

dos resíduos sólidos, competem aos fabricantes, importadores, distribuidores e

comerciantes estruturar e programar a logística reversa.

De acordo com as informações a Prefeitura de Marechal Cândido Rondon possui

práticas que fomentem a realização da logística reversa envolvendo políticas

legislativas entre setor industrial, comercial e o consumidor.

No caso das embalagens de agrotóxicos se faz necessária a participação

efetiva do fabricante, revendedor e agricultor para os processos relacionados à

comercialização, utilização, lavagem, armazenamento e destinação final, visando a

segurança da saúde humana e a proteção do ambiente.

De modo que os agricultores ao adquirirem os defensivos agrícolas, sejam

orientados para que após a utilização do produto, as embalagens sejam devolvidas ao

revendedor que encaminhará para uma empresa responsável, encaminhando-as para

a destinação final adequada. Em geral, os municípios brasileiros não possuem um

programa para recolhimento das embalagens de agrotóxicos nem outros pontos de

recebimento além dos próprios revendedores.

Não há fiscalização por parte do município de Marechal Cândido Rondon a

respeito da logística reversa estar ocorrendo em relação às embalagens de agrotóxicos,

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

o que torna necessário o mapeamento das unidades do comércio para realizar o

processo.

No caso dos resíduos eletrônicos, estes, são definidos como partes de

equipamentos eletrônicos e seus componentes. O descarte inadequado destes

produtos coloca em risco a qualidade das águas, do solo e do ar que, em consequência,

podem afetar a saúde humana.

Em relação a coleta dos resíduos eletrônicos, pilhas, baterias e lâmpadas

fluorescentes, devem ser realizadas no município campanhas durante o ano para o

recolhimento destes resíduos, no Ecoponto Municipal. Para os pneus faz-se necessário

a fiscalização e adequação de um local para armazenamento, para posteriormente o

descarte correto.

Desta forma, com a implantação da PNRS a preocupação entre o setor

empresarial e os agentes públicos tornou-se inevitável pela busca de diretrizes técnicas

e econômicas para definir a melhor forma de gerir os resíduos desta classificação.

De acordo com a PNRS toda a cadeia, fabricantes, importadores, distribuidores

e comerciantes, passam a ter obrigação de criar e manter um sistema de retorno desses

produtos pós-consumo, incluindo comunicação com a sociedade, coleta

armazenamento, transporte e destinação final ambientalmente adequada,

independente do sistema público de coleta de resíduos (ou se este for usado, sendo

remunerado para tal).

Deverá haver também dentro dos programas a continuação da conscientização

da população, como, as instruções sobre o não descarte de resíduos perigosos em

PEVS.

4.3.12. Programas e Ações de Capacitação Técnica Voltados Para sua

Implementação e Operacionalização

A implementação e operacionalização do Plano Municipal de Gestão Integrada

de Resíduos Sólidos demanda uma estrutura gerencial apta, em termos de quantidade

e qualidade. Para o presente caso da Prefeitura do Município já conta com um quadro

gerencial capacitado e especializado em resíduos sólidos para implementar, operar e

monitorar o Plano.

Contudo, faz-se necessário um programa de capacitação constante, tanto para

atualizar os gestores como para capacitar novos colaboradores e outros atores

envolvidos na implementação e operação do plano.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

A capacitação da equipe é um item de extrema importância e fundamental para

a implementação do Plano. Os servidores deverão estar aptos para o exercício,

recebendo o devido treinamento e capacitação, visando disciplinar e dinamizar as

ações de manejo de resíduos sólidos e limpeza urbana contidas no Plano Municipal.

Recomenda-se a elaboração e execução de dois programas específicos de

capacitação, um para equalização e atualização dos conhecimentos a respeito dos

resíduos sólidos e outro sobre temáticas específicas relacionadas ao manejo de

resíduos sólidos.

4.3.12.1. Programa de Especialização e Operacionalização

a) Objetivo

O Programa de Especialização e Operacionalização - PEO do PMSB, tem como

objetivo principal especializar os diferentes atores envolvidos com o gerenciamento dos

resíduos sólidos sob tutela pública, cada qual em sua função e responsabilidade, bem

como capacitar o corpo operacional envolvido diretamente no manejo dos resíduos

sólidos, deixando a execução dos serviços mais segura e eficiente. Tem como objetivos

específicos:

x Elaborar e aplicar cursos de especialização para os gestores,

encarregados e supervisores, cada qual com sua especificidade, de todos

os serviços de manejo dos resíduos sólidos sob tutela pública;

x Elaborar e aplicar treinamentos específicos para o corpo operacional

(garis, motoristas, bueiristas, podadores, varredores, etc) diretamente

envolvido no manejo dos resíduos sólidos, tanto quanto à realização da

função como a segurança no trabalho realizado

b) Conteúdo Mínimo

Os cursos de especialização devem abranger os diferentes serviços da gestão

e manejo dos resíduos sólidos sob responsabilidade pública. São exemplos de temas

para especialização:

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

x O Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos;

x Planejamento dos serviços de manejo de resíduos sólidos e limpeza

urbana;

x Identificação dos resíduos sólidos e dos geradores sujeitos à plano de

gerenciamento específico

x Identificação dos resíduos sólidos sujeitos ao sistema de logística reversa;

x Procedimentos operacionais e especificações mínimas a serem adotados

nos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos;

x Responsabilidades quanto ao gerenciamento de resíduos sólidos a cargo

do poder público;

x Controle e a fiscalização dos planos de gerenciamento de resíduos sólidos

especiais e dos sistemas de logística reversa;

x Condições de sustentabilidade e equilíbrio econômico-financeiro da

prestação dos serviços em regime de eficiência;

x Planejamento das ações;

x Ações para emergências e contingências;

x Mecanismos e procedimentos para a avaliação da eficiência e eficácia das

ações programadas;

Ainda, podem ser desenvolvidos cursos de especialização em diferentes

tipologias de resíduos, temos como exemplo:

x Resíduos da construção civil;

x Resíduos de saneamento;

x Resíduos agrossilvopastoris;

x Resíduos com logística reversa obrigatória;

x Resíduos de serviço de saúde;

x Disposição final;

x Coleta convencional de RDO;

x Coleta seletiva;

x Gestão dos resíduos orgânicos.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Já para os treinamentos direcionados ao corpo operacional envolvido

diretamente com o manejo dos resíduos sólidos e limpeza pública, temos como

exemplos:

x Limpeza pública;

x Varrição e manutenção de vias e logradouros;

x Roçada, capina e poda;

x Limpeza de valas, córregos e rios;

x Uso de EPIs;

x Bebida alcoólica e consumo de drogas;

x Conceitos básicos sobre resíduos;

x Vacina e salubridade no trabalho.

4.3.13. Educação Ambiental

Diferentemente dos outros eixos do saneamento, em que bons projetos

executados da maneira correta por si só tendem a produzir bons resultados, a gestão

dos resíduos sólidos urbanos depende intrinsicamente da participação da população

para ter sucesso.

Para tanto, faz-se necessária a sensibilização dos geradores das diferentes

tipologias de resíduos dentro do território municipal para seu papel na cadeia de

gerenciamento dos mesmos e os impactos de suas ações e escolhas para o meio

ambiente, o saneamento e a sociedade.

A Educação Ambiental para os Resíduos Sólidos deve sempre ter como objetivo

a fixação, conceituação e sensibilização para a hierarquia preconizada pela PNRS, Lei

n° 12.305/2010: não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos

resíduos sólidos, bem como disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.

Conforme o Art. 5º da Lei n°12.305/10, a Política Nacional de Resíduos Sólidos

integra a Política Nacional do Meio Ambiente e articula-se com a Política Nacional de

Educação Ambiental, PNEA, regulada pela Lei nº 9.795/99.

A educação ambiental é um dos principais instrumentos da PNRS, devendo ser

amplamente difundida no município através de programas e ações que promovam a

não geração, a redução, a reutilização, a reciclagem de resíduos sólidos e sua correta

destinação.

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Marechal Cândido Rondon - PR

A Política Nacional de Educação Ambiental supracitada, traz em seu Art. 4º os

princípios básicos da educação ambiental no país:

³,- o enfoque humanista, holístico, democrático e participativo;

II - a concepção do meio ambiente em sua totalidade, considerando a

interdependência entre o meio natural, o socioeconômico e o cultural, sob o enfoque

da sustentabilidade;

III - o pluralismo de ideias e concepções pedagógicas, na perspectiva da inter, multi e

transdisciplinaridade;

IV - a vinculação entre a ética, a educação, o trabalho e as práticas sociais;

V - a garantia de continuidade e permanência do processo educativo;

VI - a permanente avaliação crítica do processo educativo;

VII - a abordagem articulada das questões ambientais locais, regionais, nacionais e

JOREDLV´

E traça seus objetivos fundamentais no Art. 5º:

I - o desenvolvimento de uma compreensão integrada do meio ambiente em suas

múltiplas e complexas relações, envolvendo aspectos ecológicos, psicológicos, legais,

políticos, sociais, econômicos, científicos, culturais e éticos;

II - a garantia de democratização das informações ambientais;

III - o estímulo e o fortalecimento de uma consciência crítica sobre a problemática

ambiental e social;

IV - o incentivo à participação individual e coletiva, permanente e responsável, na

preservação do equilíbrio do meio ambiente, entendendo-se a defesa da qualidade

ambiental como um valor inseparável do exercício da cidadania;

V - o estímulo à cooperação entre as diversas regiões do País, em níveis micro e

macrorregionais, com vistas à construção de uma sociedade ambientalmente

equilibrada, fundada nos princípios da liberdade, igualdade, solidariedade,

democracia, justiça social, responsabilidade e sustentabilidade;

VI - o fomento e o fortalecimento da integração com a ciência e a tecnologia;

VII - o fortalecimento da cidadania, autodeterminação dos povos e solidariedade como

fundamentos para o futuro da humanidade.

4.3.13.1. Espaços Formais de Ensino

Entende-se por educação ambiental no ensino formal aquela desenvolvida no

âmbito dos currículos das instituições de ensino públicas e privadas. A educação

ambiental deve ser desenvolvida como uma prática educativa integrada, contínua e

permanente em todos os níveis e modalidades do ensino formal.

A PNEA deixa explícito em sua redação que a Educação Ambiental não deve ser

oferecida como uma disciplina isolada na grade curricular, mas sim permear todas as

outras disciplinas, fazendo-se da visão holística do funcionamento do meio ambiente.

Para a implementação da educação ambiental aos moldes da Política Nacional,

faz-se necessária a capacitação dos servidores e colaboradores dos estabelecimentos

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

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formais de ensino, de forma a estarem aptos a inserir a dimensão ambiental em seu

cotidiano didático.

Mesmo a temática ambiental sendo obrigatória em todas as disciplinas dos

cursos de formação de educadores, recomenda-se que cursos de equalização e

atualização dos conhecimentos, como os propostos acima, sejam elaborados e

realizados para os professores da rede pública.

Os programas, projetos e ações para os espaços de ensino formais, além de

serem preconizados na PNEA, devem estar alinhados com as instituições de ensino e

serem construídos de forma participativa junto a seus gestores e docentes.

Contudo, como já é exigida a componente ambiental no ensino formal, dentro da

forma da lei, a municipalidade deve se ater à fiscalização de sua aplicação, bem como

no fomento indireto por meio de avaliações da componente, concursos e mostras

culturais nas escolas.

4.3.13.2. Espaços Não Formais de Ensino

Entendem-se por educação ambiental não-formal as ações e práticas educativas

voltadas à sensibilização e conscientização da coletividade sobre as questões

ambientais e à sua organização e participação na defesa da qualidade do meio

ambiente, fora dos espaços formais de ensino supracitados. Segundo a PNEA, o Poder

Público, em níveis federal, estadual e municipal, deve incentivar:

I - a difusão, por intermédio dos meios de comunicação de massa, em espaços nobres,

de programas e campanhas educativas, e de informações acerca de temas

relacionados ao meio ambiente;

II - a ampla participação da escola, da universidade e de organizações não-

governamentais na formulação e execução de programas e atividades vinculadas à

educação ambiental não-formal;

III - a participação de empresas públicas e privadas no desenvolvimento de programas

de educação ambiental em parceria com a escola, a universidade e as organizações

não-governamentais;

IV - a sensibilização da sociedade para a importância das unidades de conservação;

V - a sensibilização ambiental das populações tradicionais ligadas às unidades de

conservação;

VI - a sensibilização ambiental dos agricultores;

VII - o ecoturismo.

Faz-se necessária a criação de uma Política Municipal de Educação Ambiental,

de forma a regrar e incentivar as ações de educação ambiental na cidade, em

conformidade com as políticas federal e estadual sobre essa temática.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Além disso, deve-se aproveitar os espaços culturais da cidade, bem como os

naturais, para iniciativas que aumentem o senso de pertencimento e

corresponsabilidade da população sobre a natureza e o meio em que vivem. De

maneira geral, a educação ambiental não-formal deve ser construída de forma

participativa e horizontal, com a devida atenção para os anseios e necessidades das

populações alvo das ações.

Este plano detalha diversos projetos de educação ambiental a serem

desenvolvidos no âmbito não-formal de ensino, um para cada tipologia e/ou de resíduo

e fase de manejo, de forma a propiciar à população conceitos e informações sobre a

gestão dos resíduos sólidos e sua importância para a manutenção da sociedade, dos

ecossistemas e dos serviços ambientais que desempenham.

As demais componentes da educação ambiental não-formal, ou seja, aquelas

que não envolvem os resíduos sólidos, devem ser implementadas pelo setor

responsável pela educação no município, não sendo objeto desse Plano.

4.3.14. Programas e Ações para a Participação dos Grupos

Interessados, em Especial das Cooperativas e Outras Formas de

Associações de Catadores de Materiais Recicláveis e Reutilizáveis

Há anos, a reciclagem é sustentada no Brasil, assim como em outros países em

desenvolvimento, pela catação informal de papéis e outros materiais achados nas ruas

e nos lixões. Estima-se hoje no Brasil a atuação de cerca de 800 mil catadores

responsáveis pela coleta de vários tipos de materiais (CEMPRE, 2018).

Ao contrário do que se imagina, os catadores têm remuneração acima da média

brasileira e não são mendigos. Estudos em várias cidades do Brasil já comprovam que

a renda de catadores de rua, na maioria dos casos, supera o salário mínimo. Muitos

destes trabalhadores já tiveram outras funções em empresas, mas, por algum motivo,

ficaram desempregados e aderiram à função de catador (CEMPRE, 2018).

Desta forma, no Município de Marechal Cândido Rondon há duas associação e

cooperativa de catadores conhecidas como COOPERAGIR (Cooperativa dos Agentes

Ambientais), e ACAN (Associação dos Catadores Amigos da Natureza) que ao receber

os materiais da coleta seletiva, realiza a triagem e prensa dos mesmos. A

comercialização dos recicláveis também é de responsabilidade de ambas

organizações.

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Marechal Cândido Rondon - PR

O benefício que os catadores de rua trazem para a limpeza urbana é grande,

mas geralmente passa despercebido. Eles coletam recicláveis antes do caminhão da

coleta convencional ou seletiva passar e, portanto, reduzem os gastos com a limpeza

pública. Os materiais que são encaminhados para a indústria geram empregos e

poupam recursos naturais.

A administração pública, em conjunto com uma entidade de assistência às

populações carentes, pode incentivar a formação de associações de catadores,

formalizando uma atividade de longa data marginal, auxiliando com a dotação de uma

infraestrutura mínima e ajudando a resgatar a cidadania desse segmento excluído.

A organização desses trabalhadores pode ajudar a racionalizar a coleta seletiva

e triagem, reduzindo custos e aumentando o fluxo de materiais recicláveis.

A criação de cooperativas de catadores tem por objetivo ajudar os catadores na

sua formação e consequentemente, aumentar os seus ganhos e se integrarem à

sociedade. A atuação da Prefeitura Municipal como agente incentivador reforça sua

posição enquanto gerente do desenvolvimento municipal. Poderá otimizar seu efetivo

de mão-de-obra e equipamento, optando pela terceirização e cogestão dos serviços

públicos, tornando a administração mais ágil e eficiente.

No incentivo às atividades de reciclagem de resíduos sólidos, a Prefeitura

Municipal de Marechal Cândido Rondon poderá atuar nas seguintes linhas:

x cadastramento de sucateiros e ferros-velhos;

x desenvolvimento de programas específicos afim de disciplinar a ação dos

catadores de rua;

x permissão de uso de terrenos públicos municipais ociosos, como áreas

para a triagem de materiais recicláveis, coletados por iniciativa de grupos

organizados da sociedade;

x organização de campanhas de doação de roupas e objetos a serem

reutilizados por pessoas necessitadas;

x criação de espaços (galpões) propícios à troca de objetos e móveis que

as pessoas não queiram mais. Os interessados poderão deixar as peças

em consignação, ficando a Prefeitura somente com a incumbência da

DGPLQLVWUDomRGR³PHUFDGR´RXWHUFHLUL]DomRGHVVDatividade.

Como agentes implementadores de medidas diretas e concretas para o

desenvolvimento da reciclagem de lixo, a Prefeitura poderá atuar nas seguintes linhas:

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x implementação de coleta seletiva;

x construção e gerenciamento de usinas de triagem e compostagem;

x treinamento e capacitação dos funcionários municipais envolvidos com os

serviços de limpeza urbana e coleta seletiva;

x instituição de uma coordenação municipal de reciclagem;

x instituição de consórcios intermunicipais.

Já como agentes consumidores a Prefeitura Municipal poderá usar em sua rotina

materiais reciclados, tais como:

x papel reciclado, para ser usado nas repartições públicas, na forma de

blocos, cadernos em escolas-guias, etc.;

x entulho de obras, servindo de agregado na confecção de peças de

mobiliário urbano e habitação;

x lixo orgânico transformado em adubo orgânico pelo processo da

compostagem, para adubar praças, hortas comunitárias e áreas verdes;

x filme plástico reciclado (saco para lixo, em geral, preto), para ser usado

no próprio setor de limpeza urbana (varrição de logradouros);

x escória de alto-forno de siderurgia, para ser usada na confecção de

subleito na pavimentação de vias. Solução vantajosa aos municípios que

tenham indústria siderúrgica instalada nele ou em sua proximidade;

x borracha de pneus velhos, para asfaltar estradas e contenção de

encostas, entre outras.

4.3.15. Mecanismos para Criação de Fontes de Negócios, Emprego e

Renda Mediante a Valorização dos Resíduos Sólidos

A finalidade de indicar métodos para alcançar uma boa capacidade institucional

e operacional do município, no que tange a gestão das diversas tipologias de resíduos

sólidos, é garantir a resiliência e o desenvolvimento sustentável do meio ambiente.

Visando prover mecanismos para a criação de fontes de negócio, emprego e

renda, mediante a valorização dos resíduos sólidos, é necessário que o município adote

um modelo tecnológico de gestão que seja incentivado pelo MMA, que ajude na

diminuição da geração e no manejo diferenciado dos resíduos sólidos.

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Por meio da triagem e da recuperação dos resíduos os mesmos são vistos como

um bem econômico e capaz de gerar valor social, ocorrendo assim a disposição final

exclusivamente dos rejeitos.

Os mecanismos mais utilizados são a isenção ou amortecimento de taxas e

impostos ou a cessão de áreas públicas para o desenvolvimento de negócios e

empreendimento relacionados com os resíduos. Essas políticas devem ser elaboradas

e implementadas de forma a incentivar a abertura e operação de novos negócios,

principalmente em uma cidade do porte e importância regional como é o caso de

Marechal Cândido Rondon.

Existem muitas oportunidades para a exploração de resíduos e um exemplo claro

é o aproveitamento dos refugos industriais de certa atividade como insumos ou matéria

prima para outra, situação que deve ser melhor investigada e detalhada em estudos

futuros de viabilidade econômica.

Outras medidas que tem como objetivo o incremento da atividade econômica

relacionada aos resíduos e a reciclagem são redução de impostos para a implantação

de indústrias recicladoras não-poluentes no município e o apoio à organização de uma

bolsa de resíduos.

Embora a destinação de resíduos industriais não seja competência direta da

administração pública local, é mais uma maneira de incentivar o setor privado a

participar de programas de coleta seletiva e reciclagem e também reduzir o volume final

de lixo disposto no município.

As bolsas de resíduos funcionam como canais diretos entre uma fonte geradora

que deseja se desfazer de seus resíduos e uma empresa ou indústria para a qual

aquele resíduo venha a se tornar matéria-prima.

Existem diversas bolsas de resíduos em território nacional, algumas no estado

do Rio de Janeiro, como mostram os exemplos abaixo, o que não exclui a possibilidade

de Marechal Cândido Rondon e os municípios circunvizinhos criarem uma bolsa

própria. A lista abaixo traz alguns exemplos de bolsas de resíduos:

x Bolsa de resíduos do Estado do Rio de Janeiro - FIRJAN - Federação

das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro

x Tresi Ambiental - Bolsa de Resíduos: A TRESI AMBIENTAL é uma

empresa de assessoria técnica às indústrias na área de meio ambiente.

x Bolsa de Recicláveis de São Paulo.

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x Bolsa de Resíduos de Goiás: a Bolsa de Resíduos é um ambiente virtual

gratuito, composta de um banco de dados com informações sobre oferta

e demandas de resíduos, com a intenção de promover a livre negociação

entre as indústrias, conciliando ganhos econômicos com ganhos

ambientais.

x B2Blue.com: Valorizando o seu resíduo: A B2Blue.com é uma iniciativa

inovadora da Maynis Company, empresa que visa o desenvolvimento de

negócios e projetos que ofereçam as ferramentas necessárias para a

orientação das organizações em direção às práticas ambientalmente

adequadas.

x Bolsa de Resíduos Industriais gerida pela AEP-Associação

Empresarial de Portugal: A Bolsa de Resíduos permite procurar

compradores e vendedores de resíduos e subprodutos dos diferentes

tipos conforme uma classificação de materiais simplificada.

x Bolsa de Resíduos da FIESP - Federação das Indústrias de São Paulo

x Bolsa de Resíduos: Como "na natureza nada se cria, tudo se

transforma", esta página tem como objetivo ser a interface entre empresas

que disponibilizam seus resíduos e as que procuram matérias-primas para

seus processos.

x SIBR - Sistema Integrado de Bolsa de Resíduos: Converter resíduos

em matérias-primas pode gerar inúmeras oportunidades de negócios e

empregos para a indústria. Este é o foco do Sistema Integrado de Bolsas

de Resíduos que reúne serviços desenvolvidos em seis estados, para que

indústrias possam oferecer.

x Bolsa de Resíduos e Subprodutos da FIEB: Esta é a Bolsa de

Resíduos. Uma iniciativa da FIEB - Federação das Indústrias do Estado

da Bahia através da Área de Meio Ambiente (AMA) do SENAI - Unidade

CETIND.

x Bolsa de Resíduos do Amazonas: Federação das Indústrias do Estado

do Amazonas - FIEAM Bolsa de resíduos do Estado do Amazonas.

x Bolsa de Reciclagem-Sistema FIEP-Federação da Indústrias do

Estado do Paraná: na Bolsa de Reciclagem Sistema FIEP você encontra

oportunidades de reaproveitar e destinar adequadamente os resíduos da

sua empresa, encontrar matéria-prima alternativa para o processo

produtivo.

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x Setor Reciclagem: o portal Setor Reciclagem é um veículo de

comunicação especializado em reciclagem para empresários,

empreendedores e pesquisadores do ramo.

x Bolsa de Resíduos & Negócios do Estado do Ceará: o programa se

caracteriza por ser um serviço de informações que objetiva identificar

mercados potenciais para os resíduos sólidos gerados nas operações

industriais.

x Bolsa de Resíduos do Sindicato dos Profissionais da Química do

Estado de São Paulo: um mecanismo facilitador para converter resíduos

em matérias-primas. Oportunidades de negócios, empregos e serviços

4.3.16. Sistema do Cálculo dos Custos da Prestação dos Serviços

Públicos de Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos Sólidos bem

Como a Forma de Cobrança Desses Serviços

O balanço financeiro na gestão de resíduos sólidos em Marechal Cândido

Rondon, contrário a tendência de a maioria dos outros municípios brasileiros, ocorre de

forma positiva. Conforme apresentado em capítulos anteriores, a gestão dos resíduos

sólidos do município apresentou um superávit entre a receita e as despesas de

aproximadamente R$1.282,00 para o ano de 2021.

Em referência aos municípios que não possuem um sistema de arrecadação dos

serviços e considerando os investimentos previstos para o sistema de limpeza urbana

e manejo dos resíduos sólidos, a gestão municipal deve prever uma readequação da

taxa para todo o conjunto. A busca pela sustentabilidade financeira dos serviços é uma

exigência da própria Política Nacional do Saneamento Básico e deve ser atendida.

Desta forma, serão apresentados nos próximos parágrafos os procedimentos

técnicos e legais referentes as diversas formas para que o município encontre a melhor

maneira de implementação de cobrança para o Sistema de Limpeza Urbana e Manejo

dos Resíduos Sólidos.

Desta forma, a cobrança pelos serviços públicos relacionados ao Sistema de

Limpeza Urbana e de Manejo de Resíduos Sólidos nem sempre é realizada de forma

explícita e direta ao contribuinte, sendo custeada pelo tesouro municipal, cujos recursos

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provêm dos impostos, tarifas e taxas ordinariamente cobrados, como: o IPTU, o ISS e

ainda do Fundo de Participação dos Municípios.

Segundo o Sistema Tributário Nacional, Lei nº. 5.172/66 a taxa é um tributo,

sendo que tributo é toda prestação pecuniária compulsória instituída em lei e cobrada

mediante atividade administrativa plenamente vinculada. O Art. 77 da Lei nº. 5.172/66

especifica que as taxas cobradas pelos diferentes entes da federação têm como fato

gerador:

³à utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível,

SUHVWDGRDRFRQWULEXLQWHRXSRVWRjVXDGLVSRVLomR´

O serviço deve ser quantificável e compete a pessoas de direito público a criação

de taxas, não tendo o objetivo de obtenção de lucro. A Constituição Federal, em seu

Art. 175, estabelece que a tarifa é cobrada nos casos de delegação de serviços

públicos. Nesta, existe a possibilidade de não adesão por parte do munícipe ao serviço,

diferentemente da taxa, ou seja, a cobrança é facultativa. As tarifas admitem a presença

do lucro.

O Supremo Tribunal Federal decidiu em 2012 que é legítima a cobrança através

de taxa para cobrir custos de coleta de resíduos sólidos, declarando a mesma

constitucional, através da qual o serviço pode ser cobrado na forma de taxa para a

coleta domiciliar ou específica, mas não pode ser cobrado pela limpeza das ruas, pois

faz parte do uso comum sem diferenciação do usuário.

A corte afirmou que a limpeza pública é serviço de caráter universal e indivisível,

ao contrário da coleta domiciliar de lixo, este sim, serviço individualizável e, portanto,

passível de custeio mediante taxa.

Portanto, o serviço de limpeza urbana não pode ser cobrado através de taxa, por

não poder ser individualizável. Já para a coleta, remoção, tratamento ou destinação de

lixo ou resíduos provenientes de imóveis, a cobrança através de taxa é constitucional.

Considerando o exposto, propõe-se que a cobrança pelo serviço de coleta,

remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis, seja

realizado através de taxa vinculada ao carnê anual de IPTU do município.

Sendo pago um valor fixo para a maioria dos domicílios, com exceção daqueles

em que as famílias se enquadrarem em critérios de baixa renda pela Secretaria de

Assistência Social, aos quais deverá ser cobrado um valor inferior subsidiado pelos

demais munícipes.

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Ademais, segundo a Lei nº 14.026/2020, são condições de validade dos

contratos que tenham por objeto a prestação de serviços públicos de saneamento

básico, entre outras, a existência de normas reguladoras prevendo meios para o

cumprimento das diretrizes da Lei, incluindo a designação das entidades responsáveis

pela regulação e fiscalização. Para os serviços prestados mediante contratos de

concessão ou de programa, as referidas normas deverão prever:

IV - as condições de sustentabilidade e equilíbrio econômico-financeiro da

prestação dos serviços, em regime de eficiência, incluindo:

a) o sistema de cobrança e a composição de taxas e tarifas;

b) a sistemática de reajustes e de revisões de taxas e tarifas;

O Art. 29 do mesmo normativo delibera que os serviços públicos de saneamento

básico terão a sustentabilidade econômico-financeira assegurada, sempre que

possível, mediante remuneração pela cobrança dos serviços, entre outros:

II - de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos urbanos: taxas ou tarifas

e outros preços públicos, em conformidade com o regime de prestação do

serviço ou de suas atividades;

§ 1° Observado o disposto nos incisos I a III do caput do artigo, a instituição

das tarifas, preços públicos e taxas para os serviços de saneamento básico

observará as seguintes diretrizes:

I - prioridade para atendimento das funções essenciais relacionadas à saúde

pública;

II - ampliação do acesso dos cidadãos e localidades de baixa renda aos

serviços;

III - geração dos recursos necessários para realização dos investimentos,

objetivando o cumprimento das metas e objetivos do serviço;

IV - inibição do consumo supérfluo e do desperdício de recursos;

V - recuperação dos custos incorridos na prestação do serviço, em regime de

eficiência;

VI - remuneração adequada do capital investido pelos prestadores dos

serviços;

VII - estímulo ao uso de tecnologias modernas e eficientes, compatíveis com

os níveis exigidos de qualidade, continuidade e segurança na prestação dos

serviços;

VIII - incentivo à eficiência dos prestadores dos serviços.

§ 2° Poderão ser adotados subsídios tarifários e não tarifários para os

usuários que não tenham capacidade de pagamento suficiente para cobrir o

custo integral dos serviços.

Os reajustes de tarifas de serviços públicos de saneamento básico serão

realizados observando-se o intervalo mínimo de doze meses, de acordo com as normas

legais, regulamentares e contratuais.

A Política Federal de Saneamento Básico infere que as revisões tarifárias

compreenderão a reavaliação das condições da prestação dos serviços e das tarifas

praticadas e poderão ser:

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I - periódicas, objetivando a distribuição dos ganhos de produtividade com os

usuários e a reavaliação das condições de mercado;

II - extraordinárias, quando se verificar a ocorrência de fatos não previstos no

contrato, fora do controle do prestador dos serviços, que alterem o seu

equilíbrio econômico-financeiro.

As revisões tarifárias terão suas pautas definidas pelas respectivas entidades

reguladoras, ouvidos os titulares, os usuários e os prestadores dos serviços. Poderão

ser estabelecidos mecanismos tarifários de indução à eficiência, inclusive fatores de

produtividade, assim como de antecipação de metas de expansão e qualidade dos

serviços. Os fatores de produtividade poderão ser definidos com base em indicadores

de outras empresas do setor.

A entidade de regulação poderá autorizar o prestador de serviços a repassar aos

usuários custos e encargos tributários não previstos originalmente e por ele não

administrados, nos termos da Lei n° 8.987, de 13 de fevereiro de 1995. As tarifas devem

ser fixadas de forma clara e objetiva, devendo os reajustes e as revisões serem

tornados públicos com antecedência mínima de trinta dias com relação à sua aplicação.

O Art. 42 da Lei nº 12.305/2010 determina que o Poder Público poderá instituir

medidas indutoras e linhas de financiamento para atender, prioritariamente, às

iniciativas de:

I - prevenção e redução da geração de resíduos sólidos no processo produtivo;

II - desenvolvimento de produtos com menores impactos à saúde humana e à

qualidade ambiental em seu ciclo de vida;

III - implantação de infraestrutura física e aquisição de equipamentos para

cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais

reutilizáveis e recicláveis formadas por pessoas físicas de baixa renda;

IV - desenvolvimento de projetos de gestão dos resíduos sólidos de caráter

intermunicipal ou, nos termos do inciso I do caput do art. 11, regional;

V - estruturação de sistemas de coleta seletiva e de logística reversa;

VI - descontaminação de áreas contaminadas, incluindo as áreas órfãs;

VII - desenvolvimento de pesquisas voltadas para tecnologias limpas aplicáveis

aos resíduos sólidos;

VIII - desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental e empresarial voltados

para a melhoria dos processos produtivos e ao reaproveitamento dos resíduos.

Já o Art. 8º da mesma Lei mostra que um dos instrumentos da Política Nacional

de Resíduos Sólidos são os incentivos fiscais, financeiros e creditícios. Segundo o Art.

14 do Decreto nº 7.217/2010, a remuneração pela prestação de serviço público de

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manejo de resíduos sólidos urbanos deve levar em conta a adequada destinação dos

resíduos coletados, podendo considerar também:

I - nível de renda da população da área atendida;

II - características dos lotes urbanos e áreas neles edificadas;

III - peso ou volume médio coletado por habitante ou por domicílio; ou

IV - mecanismos econômicos de incentivo à minimização da geração de

resíduos e à recuperação dos resíduos gerados.

Para o cálculo da taxa parte-se do princípio de que a mesma deve remunerar o

capital investido e ainda cobrir todos os custos relativos à prestação do serviço. Para

elaboração de metodologia de cálculo dos custos do sistema de manejo dos resíduos

domiciliares, pode ser utilizado a metodologia de cálculo de Taxa Interna de Retorno ±

TIR e Valor Presente Líquido ± VPL.

Para a elaboração deste modelo de cálculo, deverão ser utilizados os seguintes

parâmetros:

x Despesas ± custo operacional e impostos;

x Investimentos em obras e serviços;

x Receitas ± Faturamento, Inadimplência e Arrecadação.

As receitas obtidas são referentes às taxas específicas, como por exemplo, a

Taxa de Coleta de Lixo, cobrada juntamente com o Imposto sobre a Propriedade

Territorial Urbana ± IPTU. Deverão ser consideradas as despesas operacionais

relativas à coleta domiciliar (convencional e seletiva), destinação final (reciclagem dos

resíduos secos e orgânicos) e disposição final (aterro sanitário).

O VPL ± Valor Presente Líquido é uma função financeira utilizada na análise da

viabilidade de um projeto de investimento. É definido como o somatório dos valores

presentes dos fluxos estimados de uma aplicação, calculados a partir de uma taxa dada

e de seu período de duração.

Os fluxos estimados podem ser positivos ou negativos, de acordo com as

entradas ou saídas de caixa. A taxa fornecida à função representa o rendimento

esperado. Caso o VPL encontrado no cálculo seja negativo, o retorno do projeto será

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menor que o investimento inicial, o que sugere que ele seja reprovado. Caso ele seja

positivo o valor obtido no projeto pagará o investimento inicial, o que o torna viável.

A TIR ± Taxa Interna de Retorno é um método utilizado na análise de projetos

de investimento. É definida como a taxa de desconto de um investimento que torna seu

valor presente líquido nulo, ou seja, que faz com que o projeto pague o investimento

inicial quando considerado o valor do dinheiro no tempo.

Com os valores dos projetos, programas, ações e receitas anuais pode-se

calcular a taxa per capita (R$/habitantes/mês), conforme o valor que for cobrado pela

administração, sendo neste caso recomendada a cobrança juntamente no carnê de

IPTU no início do ano para se ter em caixa o valor de investimento neste setor.

A tabela a seguir especifica as principais estruturas e equipamentos que constam

no Sistema de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos, e que devem ser

computados no cálculo da taxa. Também existem os custos da operacionalização do

serviço e de programas como o de Educação Ambiental e Comunicação Social.

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Tabela 147 - Principais estruturas e equipamentos que constam no sistema de limpeza urbana e

manejo de resíduos sólidos.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Segundo o Manual de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos do

Governo Federal, do Instituto Brasileiro de Administração Municipal ± IBAM e da

Secretaria Especial de Desenvolvimento Urbano da Presidência da República ±

SEDU/PR, o valor unitário da Taxa de Coleta de Lixo ± TCL ±, pode ser calculado

simplesmente dividindo-se o custo total anual da coleta de lixo domiciliar pelo número

de domicílios existentes na cidade.

Todavia, esse valor unitário pode ser adequado às peculiaridades dos diferentes

bairros da cidade, levando em consideração alguns fatores, tais como os sociais

(buscando uma tarifação socialmente justa) e os operacionais. O fator social é função

do poder aquisitivo médio dos moradores das diferentes áreas da cidade.

Já o fator operacional reflete o maior ou menor esforço, em pessoal e em

equipamentos, empregado na coleta, seja em função do uso a que se destina o imóvel

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(comercial, residencial etc.), seja por efeito de sua localização ou da necessidade de

se realizar maiores investimentos (densidade demográfica, condições topográficas, tipo

de pavimentação etc.).

Segundo o manual não se deve negligenciar, no orçamento, parcelas dos custos

de transferência, transporte, tratamento e destino final, assim como administração,

gerenciamento, sistemas de controle, despesas de capital e desenvolvimento

tecnológico vinculados à coleta.

Os custos para a coleta de resíduos devem levar em consideração despesas de

custeio e capital, incluindo pessoal e encargos sociais, uniformes, auxílio de

alimentação e transporte, seguros e impostos.

Os custos dos veículos e equipamentos englobam preço de aquisição,

depreciação, reposição, consumo de combustíveis e lubrificantes, pneus, baterias,

manutenção e peças de reposição.

O manual infere que, em geral, o custo da coleta, incluindo todos os segmentos

operacionais até a disposição final, representa cerca de 50% do custo do sistema de

limpeza urbana da cidade. Na coleta, o emprego da mão-de-obra é pouco intensivo, e

a incidência dos custos de veículos e equipamentos é muito grande.

Na limpeza de logradouros acontece o inverso, com aplicação de mão-de-obra

intensiva, abrangendo os garis varredores e menos equipamentos. O Ministério do Meio

Ambiente apresenta também um sistema de cálculo para taxa de resíduos sólidos

urbanos em cinco etapas, Sendo elas:

x Levantamento de dados básicos do município, como número de

habitantes, domicílios e estabelecimentos e a geração de resíduos per

capita;

x Definição do valor presente dos investimentos necessários no horizonte

do Plano, como veículos, garagem, PEV, projetos, licenças e obras do

aterro sanitário e repasses não onerosos da União ou Estado;

x Definição dos custos operacionais mensais considerando a contratação

direta ou indireta (concessão), como combustíveis, mão de obra, EPIs,

materiais, energia elétrica, etc;

x Parâmetros para financiamento, sendo: porcentagem de resíduos na

coleta convencional; porcentagem de resíduos na coleta seletiva; prazo

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de pagamento e taxa de financiamento dos investimentos (inclui juros e

inflação);

x Cálculo da taxa: calculado através do custo operacional total por tonelada

mais o valor do financiamento dividido pelo número de economias.

Contudo, cabe aos gestores do Município identificar a melhor forma para aplicar

a taxa inerente aos serviços do sistema de limpeza urbana e manejo dos resíduos

sólidos. Sempre considerando os anseios da população urbana e rural na melhoria do

serviço e, que haja um balanço positivo entre a receita e o custo, propiciando desta

forma que outros setores da cidade possam receber mais investimentos.

Alcançar esta sustentabilidade financeira no gerenciamento de resíduos sólidos

municipal requer muito esforço técnico, político e principalmente a participação popular.

Sendo neste último, o fator preponderante, pois, população bem-educada e sinônimo

de ambiente limpo e saudável.

4.3.16.1. Modelo de Tarifa

Existem inúmeros sistemas tarifários aplicados por prestadoras de serviço,

públicas e privadas, de saneamento no Brasil. A diferença entre eles costuma ser em

virtude das condições e abrangência dos sistemas, do poder aquisitivo local, das

legislações estaduais e municipais diferentes, e das idiossincrasias municipais e

regionais.

Contudo, todas elas devem obedecer ao preconizado na Lei n° 14.026/2020,

Novo Marco Legal do Saneamento Básico, que dispõe sobre as tarifas dos serviços

públicos de saneamento e dá outras providências.

Para o sistema de limpeza pública e manejo dos resíduos sólidos, a taxa pode

ser cobrada segundo o emanado pela Lei n° 14.026/2020, atualiza o Marco Legal do

Saneamento Básico, que em seu Art. 35 diz que as taxas ou as tarifas decorrentes da

prestação de serviço de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos poderão

considerar, entre outros:

x A destinação ambientalmente adequada dos resíduos coletados;

x O nível de renda da população atendida;

x As características dos lotes e as áreas que podem ser neles edificadas;

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x O consumo de água e;

x A frequência de coleta.

Conforme evidenciado, o Município de Marechal Cândido Rondon já possui uma

cobrança referente aos serviços de manejo dos resíduos sólidos, sendo esta, a Taxa

de Coleta de Lixo e Limpeza Pública e segundo o Art 1º da Lei complementar nº 75, de

27 de dezembro de 2010, que altera dispositivos do código tributário do Município de

Marechal Cândido Rondon, e dá outras providências, é apresentada a base de cálculo

e da alíquota da taxa de coleta de lixo e de limpeza pública como sendo:

"Art. 256A - A Taxa de Coleta de Lixo e de Limpeza Pública tem como base de cálculo o custo

previsto dos serviços, rateados entre os contribuintes, conforme o número de economias

existentes no imóvel.

Parágrafo único. Para os efeitos desta Lei considera-se economia a unidade de núcleo familiar,

atividade econômica ou institucional, distinta em um mesmo imóvel."

"Art. 256B - O valor da Taxa de Coleta de Lixo e de Limpeza Púbica será obtido de conformidade

com a seguinte fórmula:

TCL = UCL x UT x ECO, onde:

I - UCL é a Unidade de Coleta e Limpeza obtida na forma do § 1º deste artigo;

II - UT O índice de utilização do imóvel equivalente a:

a) residencial;

b) comerciai ou prestador de serviços:

c) industrial ou agropecuário;

d) Terrenos Vagos;

III - ECO é o número de economias existentes no imóvel.

§ 1º A UCL será obtida pela fórmula:

UCL = CT/TED, onde:

IV - CT é o custo total do serviço de coleta de resíduos sólidos;

V - TED é o total de economias servidas por coleta de resíduos sólidos.

§ 2º As alíquotas da taxa são as estabelecidas na Tabela IV - A Anexo IV, desta Lei.

§ 3º Para os efeitos desta Lei considera-se economia a unidade de núcleo familiar, atividade

econômica ou institucional, distinta em um mesmo Imóvel."

Caso o município opte por reformular o sistema tarifário em relação ao manejo

dos resíduos sólidos, abaixo segue o modelo básico hipotético para estabelecer uma

taxa que garanta a sustentabilidade financeira dos serviços e ao mesmo tempo seja

justa quanto à responsabilidade de pagamento na mesma proporção de uso do sistema,

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de acordo com o preconizado no novo marco legal do saneamento básico, Lei Federal

n° 14.026/2020.

A taxa consiste na aplicação de uma fórmula com um valor fixo (VF)

(determinado pelo custo) e outra variável, levando-se em consideração parâmetros tais

como: Tipo de Economia, Número de Economias (NEC), Consumo de Água e

Frequência de Coleta de Resíduos.

TARIFA = VF.FC.CI.CA

FATORES:

Quanto a frequência da coleta (FC)

x Diária = 2,0

x Alternada (3x semana) = 1,0

Quanto à classificação do imóvel (CI)

x Social = 0,25

x Residencial = 0,7

x Comercial = 1,2

x Industrial = 5,0

x Público = 0,5

x Ambulantes = 0,5

x Feira Livre = 0,8

Quanto ao Consumo de Água (CA) ± RESIDENCIAL, PÚBLICA E SOCIAL

x 1ª Faixa - 0 a 10 m3 = 0,5

x 2ª Faixa - 11 a 15 m3 = 0,60

x 3ª Faixa - 16 a 30 m3 = 1,10

x 4ª Faixa - 31 a 45 m3 = 1,80

x 5ª Faixa - 46 a 60 m3 = 2,50

x 6ª Faixa - 61 a 999 m3 = 4,00

Quanto ao Consumo de Água (CA) ± COMERCIAL E INDUSTRIAL

x 1ª Faixa - 0 a 10 m3 = 0,7

x 2ª Faixa - 11 a 20 m3 = 1,6

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Marechal Cândido Rondon - PR

x 3ª Faixa - 21 a 30 m3 = 3,0

x 4ª Faixa - 31 a 999 m3 = 3,5

Portanto, será de decisão da Prefeitura Municipal em continuar ou não com a

cobrança apresentada em vigor, de forma a manter o balanço positivo observado na

gestão dos resíduos sólidos.

4.3.17. Medidas de Redução, Reutilização, Coleta Seletiva e

Reciclagem, Entre Outras, Com Vistas a Reduzir a Quantidade de

Rejeitos Encaminhados para a Disposição Ambientalmente Adequada

Para iniciar um projeto que estruture a redução, a reutilização, a coleta seletiva

e a reciclagem, com vistas a reduzir a quantidade de rejeitos encaminhados para o

Aterro Sanitário Municipal de Marechal Cândido Rondon, é necessário uma série de

procedimentos específicos à gestão, para propiciar uma política sustentável e que

possa fornecer a população local uma série de benefícios contemplando os aspectos

econômicos, sociais e ambientais.

Desta forma, seguem os capítulos abaixo com as etapas essenciais para atingir

a meta de redução de envio de rejeitos, relacionado aos resíduos recicláveis e aos

resíduos orgânicos. Pois, a gestão eficiente destes dois tipos de resíduos aumentará a

vida útil do local de destinação.

4.3.17.1. Resíduos Recicláveis

O Município de Marechal Cândido Rondon já possui um sistema de coleta

seletiva, conforme apresentado, executada por duas associações presentes na cidade,

entretanto, visando a melhoria na gestão dos resíduos e a diminuição do volume

encaminhado para destinação ambientalmente adequada, é necessária uma

participação ativa da população em questão, dentre outros fatores.

Portanto, abaixo seguem as metas referente aos resíduos recicláveis visando a

diminuição de rejeitos encaminhados para o Aterro Sanitário Municipal de Marechal

Cândido Rondon.

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x Diagnóstico da Situação Atual: nesta fase do projeto são

levantadas todas questões referentes a reciclagem de

resíduos sólidos no município, como, programas de

educação ambiental voltadas a reciclagem, elaboração de

pesquisa junto a comunidade local sobre a aceitação ou

não do programa de reciclagem, presença de comércio de

recicláveis no município ou na região (compradores de

sucata ferrosa, madeiras, papel e papelão, plásticos, vidros

e entre outros), existência de aterros sanitários, aterros

controlados ou lixões, catadores informais, atravessadores

informais, fontes de financiamentos e tecnologias

disponíveis;

x Fase de Planejamento: a fase do planejamento envolve a

adesão da população no projeto, os custos envolvidos, o

cadastramento de catadores e atravessadores informais,

data de início, locais onde a coleta será realizada,

dimensionamento de recursos físicos e humanos,

possibilidade de parcerias com municípios vizinhos e

possíveis compradores de materiais recicláveis;

x Fase de Implantação: para a implantação do projeto é

necessário uma ampla divulgação no município,

determinação dos dias e horários da coleta, implantação

de recipientes coletores próprios de materiais recicláveis,

treinamento dos colaboradores envolvidos, implantação de

centros de triagem com todos os equipamentos e normas

necessárias (local coberto, piso impermeável,

sinalizações, balanças, prensas e etc.), estruturação

humana e física da gestão e acompanhamento de

assistência social;

x Operação e Monitoramento: a operação e o monitoramento

consistem no acompanhamento das entradas e saídas dos

materiais, evolução dos preços e custos,

acompanhamentos sociais e econômicos dos

colaboradores envolvidos e avaliação dos ganhos

ambientais.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Através dos procedimentos citados acima é possível garantir através de uma

coleta seletiva eficiente o bom funcionamento do projeto em questão. Ressalta-se, que

etapas complementares poderão ser adicionadas e outras formas de gestão também

poderão ser acrescentadas.

4.3.17.2. Resíduos Orgânicos

Novamente este tipo de resíduo ganha destaque neste Plano, pois, uma gestão

eficiente sobre o mesmo ocasiona em economia para o município, relacionado ao

aumento da vida útil do Aterro Sanitário Municipal.

Através de programas que incentivam a agricultura familiar e a criação de hortas

domésticas, com os produtos da compostagem podendo ser utilizados em jardins e

hortas. Vale ressaltar que Marechal Cândido Rondon não possui uma coleta

diferenciada para os resíduos orgânicos.

Ressaltando que os principais benefícios advindos da compostagem são a

redução da quantidade de resíduos aterrados, a redução do potencial de geração de

gases e da carga orgânica dos líquidos lixiviados nos aterros, a eliminação dos

patógenos e das sementes de ervas daninhas e a produção de um composto orgânico

que melhora a estrutura do solo, diminuindo assim, os processos erosivos e

aumentando a eficiência de absorção dos fertilizantes minerais.

Mas, toda esta gestão voltada aos resíduos orgânicos, com metas para diminuir

os rejeitos encaminhados para o aterro sanitário, não se aplica apenas aos restos de

alimentos, produzidos ou pelas residências ou pelos grandes geradores. Esta gestão

deve também focar os resíduos oriundos da poda e da capina.

Pois, a poda e a capina geram grandes quantidades de massa verde, que

sobrecarregam também o aterro sanitário. Sendo assim, abaixo seguem as metas

relacionadas aos resíduos orgânicos com vistas a diminuição de rejeitos encaminhados

para o aterro sanitário:

x Educação Ambiental mostrando a população o que é o resíduo orgânico

e a sua importância em não o encaminhar para o aterro sanitário;

x Mapear os grandes geradores;

x Construir Centros de Tratamento de Resíduos Orgânicos ± CTRO;

x Distribuir sacos plásticos especiais para a população acondicionar este

resíduo;

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Marechal Cândido Rondon - PR

x Criar mecanismos de controle.

4.3.18. Descrição das Formas e dos Limites da Participação do Poder

Público Local na Gestão dos Resíduos Sólidos

O Artigo 7° da Lei n° 11.445/2007, que estabelece as diretrizes nacionais para o

saneamento básico, relata que o serviço público de limpeza urbana e de manejo de

resíduos sólidos urbanos é composto pelas seguintes atividades:

I ± de coleta, transbordo e transporte dos resíduos relacionados na alínea c do

inciso I do caput do art. 3o desta Lei;

II - de triagem para fins de reuso ou reciclagem, de tratamento, inclusive por

compostagem, e de disposição final dos resíduos relacionados na alínea c do

inciso I do caput do art. 3o desta Lei;

III - de varrição, capina e poda de árvores em vias e logradouros públicos e outros

eventuais serviços pertinentes à limpeza pública urbana.

Desta forma, como a limpeza urbana e o manejo dos resíduos sólidos são

serviços públicos de interesse social, o município é o responsável pela organização e

prestação destes serviços, conforme determina o Artigo 30 da Constituição Federal de

1988. Sendo, de acordo com o respectivo Artigo, compete aos municípios:

V - Organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão,

os serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter

essencial.

As figuras abaixo mostram algumas formas de gestão para o manejo dos

resíduos sólidos urbanos.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 214 - Gestão pública para o manejo de resíduos sólidos urbanos.

Fonte: Lei Federal nº 11.079/2004. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Figura 215 - Gestão pública associada para o manejo de resíduos sólidos urbanos.

Fonte: Lei Federal nº 11.079/2004. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 216 - Gestão público-privada para o manejo de resíduos sólidos urbanos.

Fonte: Lei Federal nº 11.079/2004. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

O município poderá optar por um destes modelos de gestão de manejo de

resíduos sólidos ou, associar a duas ou mais formas, dependendo de sua viabilidade

econômica, financeira e social. Visto que, a gestão dos resíduos sólidos urbanos

envolvem muitas atividades diferentes, porém, correlacionadas.

Desta forma, pode ser vantajoso ao município terceirizar parte do serviço de

manejo de resíduos sólidos urbanos, e fiscalizar todo o sistema de gestão.

Entretanto, seja qual for a opção de gestão adotada pelo município, recomenda-

se análises técnicas, financeiras, políticas e sociais, para que todo o serviço de manejo

dos resíduos sólidos urbanos, venha a ter qualidade no atendimento e execução, e que

atenda os anseios da população.

Para definir melhor as modalidades de gestão de manejo dos resíduos sólidos

urbanos, atendendo desta forma as espectativas do município, são necessários

estudos mais aprofundados, principalmente nos segmentos citados no parágrafo

anterior.

Destaca-se, que além da gestão consorciada ou compartilhada de resíduos

sólidos urbanos, já tratada no item acima, outra modalidade de gestão integrada de

resíduos sólidos para o município, são as parcerias público-privadas ± PPP. A

implantação de PPP requer uma série de procedimentos estipulados pela Lei

n°11.079/2004, onde esta, institui normas gerais para licitação e contratação de

parceria público-privada no âmbito da Administração Pública.

Em resumo, a PPP são contratos de concessão em que o parceiro privado

realiza os investimentos em infraestrutura para a prestação de um serviço, cuja

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Marechal Cândido Rondon - PR

amortização e remuneração é viabilizada pela cobrança de tarifas dos usuários e de

subsídio público, ou é integralmente paga pela Administração Pública.

Este tipo de parceira possibilita que a gestão eficiente da iniciativa privada, assim

como, os capitais pertencentes a ela, sejam destinados para os serviços públicos,

estruturando uma gestão capaz de proporcionar o uso dos recursos públicos de

maneira otimizada. Dentre os instrumentos da Lei n°11.079/2004, destacam-se os

Artigos 5°,11, 12 e 13.

x Flexibilidade no processo licitatório, ao permitir a abertura das propostas

técnicas antes da habilitação;

x Emprego de mecanismo privado de resolução de disputa durante a

execução contratual;

x Possibilidade de os agentes financeiros assumirem o controle da

Sociedade de Propósito Específico - SPE, em caso de inadimplência dos

contratos de financiamentos;

x Repartição dos riscos entre as partes (pública e privada), inclusive os

referentes a caso fortuito, força maior e álea econômica extraordinária;

x Fornecimento de garantias de execução pelo parceiro público;

x Compartilhamento com a Administração Pública dos ganhos econômicos

efetivos do parceiro privado, decorrentes da redução dos riscos de créditos de

financiamentos

Os instrumentos da Lei n°11.079/2004 citados acima, demonstram que a

modalidade de PPP é bastante favorável para a prestação dos serviços de limpeza

urbana e manejo dos resíduos sólidos para o município de Marechal Cândido Rondon.

Além disso, a PPP apresenta para a sociedade uma forma de execução dos

serviços públicos com mais eficiência e agilidade. Pois, com a elaboração de bons

contratos de execução de serviços, os mesmos tendem a ser melhor administrados.

Para que as PPPs possuam maior transparência em suas aplicações, a Lei n°

11.079/2004, determina:

x Valor do contrato inferior a vinte milhões de reais;

x Período de prestação do serviço seja inferior a cinco anos ou superior a

trinta e cinco anos;

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Marechal Cândido Rondon - PR

x Contratos que tenham como objeto único o fornecimento de mão-de-obra,

o fornecimento e instalação de equipamentos ou a execução de obra pública.

Sendo assim, independentemente do modelo de gestão e manejo dos resíduos

sólidos urbanos adotados pelo município, deve-se atentar para todo trâmite legal

exigido. Atendendo principalmente os objetivos como a regularidade, a continuidade, a

funcionalidade e a universalização da prestação dos serviços públicos de limpeza

urbana e manejo dos resíduos sólidos, com sustentabilidade operacional e financeira

4.3.19. Meios a Serem Utilizados para o Controle e a Fiscalização, no

Âmbito Local, da Implementação e Operacionalização do Plano de

Gerenciamento dos Resíduos Sólidos de que Trata o Art. 20 e dos

Sistemas de Logística Reversa

Esta determinação é referente ao Artigo 20 da Lei n° 12.305/2010, de acordo

com o respectivo Artigo, estão sujeitos à elaboração do Plano de Gerenciamento de

Resíduos Sólidos:

I - *HUDGRUHVGHUHVtGXRVVyOLGRVSUHYLVWRVQDVDOtQHDV³H´³I´³J´H³N´GRLQFLVR

I do Artigo 13, sendo eles:

e) resíduos dos serviços públicos de saneamento básico;

f) resíduos industriais: os gerados nos processos produtivos e instalações

industriais;

g) resíduos de serviços de saúde: os gerados nos serviços de saúde, conforme

definido em regulamento ou em Normas estabelecidas pelos Órgãos do SISNAMA ±

Sistema Nacional de Meio Ambiente e do SNVS ± Sistema Nacional de Vigilância

Sanitária;

k) resíduos de mineração: os gerados na atividade de pesquisa, extração ou

beneficiamento de minérios;

II - Estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços que:

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Marechal Cândido Rondon - PR

a) gerem resíduos perigosos;

b) gerem resíduos que, mesmo caracterizados como não perigosos, por sua

natureza, composição ou volume, não sejam equiparados aos resíduos domiciliares

pelo Poder Público Municipal;

III - as empresas de construção civil, nos termos do regulamento ou de normas

estabelecidas pelos órgãos do SISNAMA;

IV - 2VUHVSRQViYHLVSHORVWHUPLQDLVHRXWUDVLQVWDODo}HVUHIHULGDVQDDOtQHD³M´

DV LQVWDODo}HV UHIHULGDV QD DOtQHD ³M´ VmR RV UHVtGXRV GH VHUYLoRV GH WUDQVSRUWHV

originários de portos, aeroportos, terminais alfandegários, rodoviários e ferroviários e

passagens de fronteira), do inciso I do Artigo 13 e, nos termos do regulamento ou de

normas estabelecidas pelos órgãos do SISNAMA e, se couber, do SNVS, as empresas

de transporte;

V - Os responsáveis por atividades agrossilvopastoris, se exigido pelo Órgão

competente do SISNAMA, do SNVS ou do SUASA ± Sistema Unificado de Atenção à

Sanidade Agropecuária.

A Prefeitura poderá também, realizar inventários anuais sobre os maiores

geradores de resíduos sólidos do município, a fim de conhecer melhor os tipos de

resíduos gerados e as suas quantidades.

Estes inventários pode ser uma exigência da própria Prefeitura, obrigando o

empreendimento a fornecer anualmente ou mensalmente, estas informações. O Artigo

21 da Lei n°12.305/2010, determina o conteúdo mínimo para a elaboração do Plano de

Gerenciamento de Resíduos Sólidos, sendo eles:

I - Descrição do empreendimento ou atividade;

II - Diagnóstico dos resíduos sólidos gerados ou administrados, contendo a

origem, o volume e a caracterização dos resíduos, incluindo os passivos ambientais a

eles relacionados;

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Marechal Cândido Rondon - PR

III - Observadas as normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama, do SNVS e

do SUASA e, se houver, o plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos:

a) Explicitação dos responsáveis por cada etapa do gerenciamento de resíduos

sólidos;

b) Definição dos procedimentos operacionais relativos às etapas do

gerenciamento de resíduos sólidos sob responsabilidade do gerador;

IV - Identificação das soluções consorciadas ou compartilhadas com outros

geradores;

V - Ações preventivas e corretivas a serem executadas em situações de

gerenciamento incorreto ou acidentes;

VI - Metas e procedimentos relacionados à minimização da geração de resíduos

sólidos e, observadas as normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama, do SNVS e

do SUASA, à reutilização e reciclagem;

VII - Se couber, ações relativas à responsabilidade compartilhada pelo ciclo de

vida dos produtos, na forma do Artigo 31;

VIII - Medidas saneadoras dos passivos ambientais relacionados aos resíduos

sólidos;

IX - Periodicidade de sua revisão, observado, se couber, o prazo de vigência da

respectiva licença de operação a cargo dos órgãos do SISNAMA.

As informações contidas no Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos

poderão ser complementadas caso o Órgão responsável, entenda como necessário. O

Órgão responsável poderá exigir também que o Plano de Gerenciamento de Resíduos

Sólidos, seja um critério utilizado nos processos de Licenciamento Ambiental.

Com relatórios de acompanhamentos e monitoramentos da implementação das

ações e metas pré-estabelecidas. No caso de atividades que já se encontram em

funcionamento, estes, deverão apresentar o Plano ao Órgão competente, no momento

da renovação do Alvará de Funcionamento, da Licença Ambiental de Operação ou, do

Atestado de Funcionamento.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Entretanto, o Órgão responsável pela fiscalização da elaboração e aplicação do

Plano, deverá também orientar sobre os procedimentos necessários para a elaboração

e implantação do mesmo e, da aplicação das penalidades incluídas na Lei n°

12.305/2010 ± PNRS.

4.3.20. Ações Preventivas e Corretivas a Serem Praticadas, Incluindo

Programa de Monitoramento

A quantidade gerada de resíduos per capita no município de Marechal Cândido

Rondon foi estimada em 0,78 kg/hab./dia. Conforme a Lei Federal n° 12.305/2010,

todos os geradores deverão ter como objetivos a não geração, redução, reutilização,

reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos, bem como disposição final

ambientalmente adequada dos rejeitos.

Os resíduos orgânicos devem ser separados dos rejeitos diretamente na origem,

de maneira a permitir a reciclagem. Quanto ao grande gerador, gerador de resíduos

perigosos, empresas de construção civil, estes são integralmente responsáveis pelos

resíduos decorrentes das suas atividades, assim como por elaborar e apresentar

respectivo Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, como já relatado em

capítulos anteriores.

Para população rural do município que não possui serviço de coleta convencional

é preciso criar áreas de transbordo ao longo de áreas estratégicas, para que esta

população deposite o seu resíduo em PEVs, e que o caminhão realize o serviço da

coleta ao longo das estradas rurais.

O município de Marechal Cândido Rondon não realiza compostagem dos

resíduos orgânicos e deve implantar sistema de coleta diferenciada, compostagem,

reaproveitamento da matéria orgânica e implantar o Centro de Tratamento de Resíduos

Orgânicos, diminuindo o volume de lixo a ser depositado no Aterro Sanitário Municipal,

aumentando assim a sua vida útil.

Manter os serviços de limpeza pública referente a cobertura do serviço de

varrição e estabelecendo cronograma para os demais serviços (poda, capina, roçagem,

coleta de resíduos volumosos e limpeza das bocas-de-lobo e galerias pluviais). Não

existem cadastros específicos para o atendimento deste serviço pela Prefeitura. Deve

ser criado um cronograma elaborado através de um estudo de viabilidade, necessidade

e urgência para a realização dos serviços de limpeza pública.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Deve-se destacar ainda que existem pontos de disposição irregular de resíduos,

como, resíduos da construção civil - RCC, resíduos recicláveis, resíduos volumosos e

que não se enquadram na categoria de Construção Civil, devendo o município fiscalizar

e multar os responsáveis por estas disposições irregulares e remover estes resíduos.

Desta forma, nos próximos capítulos estarão as propostas de objetivos e metas

contidos neste Plano, com o objetivo de auxiliar o município na excelência do sistema

de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.

4.3.21. Ações de Emergência e Contingência para o Sistema de

Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos Sólidos

A paralisação da coleta de resíduos e limpeza pública, bem como ineficiência da

coleta seletiva e inexistência de sistema de compostagem poderão gerar incômodos à

população e comprometimento da saúde pública e ambiental.

A limpeza das vias através da varrição trata-se de serviço primordial para a

manutenção de uma cidade limpa e salubre. A paralisação dos serviços de destinação

de resíduos ao aterro interfere no manejo dos mesmos, provocando mau cheiro,

formação excessiva de chorume, aparecimento de vetores transmissores de doenças,

comprometendo a saúde pública e a qualidade ambiental.

Diante disso, objetivou-se a adoção de medidas de contingência para casos de

eventos emergenciais de paralisação dos serviços relacionados à limpeza pública,

coleta e destinação de resíduos, conforme as tabelas a seguir.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 148 - Ações de Emergência e Contingência - Resíduos Sólidos.

MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON- PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO

BÁSICO

SETOR 3 GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS E

LIMPEZA PÚBLICA

EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS

OCORRÊNCIA ORIGEM AÇÕES PARA EMERGÊNCIA E

CONTINGÊNCIA

Paralisação dos serviços de Greve dos funcionários da

varrição empresa contratada para os Realizar campanha de comunicação

serviços de varrição ou outro visando mobilizar a sociedade para

fato administrativo (rescisão manter a cidade limpa no caso de

ou rompimento de contrato, paralisação da varrição pública

processo licitatório, etc.)

Contratar empresa especializada em

caráter de emergência para varrição e

coleta destes resíduos

Negociação da prefeitura/empresa com

os trabalhadores

Cumprimento de todas as obrigações

trabalhistas, contratuais e regulatórias

Paralisação dos serviços de Greve dos funcionários da Acionar funcionários e veículos da

coleta de resíduos empresa contratada para os prefeitura, da Secretaria Municipal de

domiciliares serviços de coleta de Agricultura e Política Ambiental, para

resíduos domiciliares e da efetuarem a coleta de resíduos em

Prefeitura Municipal ou outro locais críticos, bem como do entorno de

fato administrativo escolas, hospitais, terminais urbanos de

ônibus, lixeiras públicas, etc.

Realizar campanha de comunicação

visando mobilizar a sociedade para

manter a cidade limpa no caso de

paralisação da coleta de resíduos

Contratar empresas especializadas em

caráter de emergência para coleta de

resíduos

Negociação da prefeitura/empresa com

os trabalhadores

Paralisação dos serviços de Greve ou problemas Cumprimento de todas as obrigações

segregação de resíduos operacionais das trabalhistas, contratuais e regulatórias

recicláveis e/ou coleta associações/ ONGs/

seletiva Cooperativas responsáveis Acionar funcionários da prefeitura, da

pela coleta e triagem dos Secretaria de Agricultura e Política

resíduos recicláveis Ambiental para efetuarem estes

serviços temporariamente

Acionar os caminhões da Secretaria de

Agricultura e Política Ambiental para

execução dos serviços de coleta

seletiva

Realizar campanha de comunicação

visando mobilizar a sociedade para

manter a cidade limpa no caso de

paralisação da coleta seletiva

Celebrar contratação emergencial de

empresa especializada para a coleta e

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Paralisação dos serviços de Greve ou problemas comercialização dos resíduos

coleta e destinação dos operacionais da empresa recicláveis

resíduos de saúde/ responsável pela coleta e

hospitalares destinação dos resíduos de Negociação da prefeitura/empresa com

saúde/hospitalares os trabalhadores

Cumprimento de todas as obrigações

trabalhistas, contratuais e regulatórias

Acionar funcionários da prefeitura, da

Secretaria Municipal de Agricultura e

Política Ambiental para efetuarem estes

serviços temporariamente

Acionar os caminhões da Secretaria

Municipal de Agricultura e Política

Ambiental para execução dos serviços

de coleta dos resíduos de saúde/

hospitalares, bem como o transporte

dos resíduos de tratamento

Negociação da prefeitura/empresa com

os trabalhadores

Cumprimento de todas as obrigações

trabalhistas, contratuais e regulatórias

Greve ou problemas Encaminhar os resíduos orgânicos para

operacionais do órgão ou aterro alternativo (aterro particular ou

setor responsável pelo de cidade vizinha), negociação da

manejo do aterro e/ou área prefeitura/empresa com os

encerrada de disposição dos trabalhadores

resíduos

Cumprimento de todas as obrigações

trabalhistas, contratuais e regulatórias

Paralisação total dos Acionar os caminhões da Secretaria

serviços realizados no aterro Municipal de Agricultura e Política

Ambiental para execução dos serviços

Explosão, incêndio, de transporte dos resíduos até o local

vazamentos tóxicos no aterro alternativo

Ações de remediação do problema e

contenção da poluição ambiental.

Reparo mediato

Cumprimento de todas as obrigações

operacionais, normativas, contratuais e

regulatórias

Paralisação parcial dos Ruptura de taludes/células Evacuar a área do aterro sanitário

serviços realizados no aterro cumprindo os procedimentos internos

de segurança; acionar o órgão ou setor

responsável pela administração do

equipamento, bem como os bombeiros

Cumprimento de todas as obrigações

operacionais, normativas, contratuais e

regulatórias

Vazamento de Chorume Excesso de chuvas, Promover a contenção e remoção dos

vazamento de chorume ou resíduos através de caminhão limpa

problemas operacionais fossa e encaminhar estes para a

estação de tratamento de efluentes

mais próxima do aterro

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Procedimentos de remediação

emergenciais da área

Monitoramento constante/cumprimento

de todas as obrigações operacionais,

normativas, contratuais e regulatórias

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

4.3.22. Objetivos e Metas para o Sistema de Gestão dos Resíduos

Sólidos

Os objetivos e as metas para atingir tanto a universalização como a qualidade

dos serviços relacionados ao sistema de gestão dos resíduos sólidos de Marechal

Cândido Rondon foram elencados em tabelas sínteses, de acordo com seu setor e

objetivo.

Nestas tabelas, a visualização das propostas pode ser observada tanto sob ótica

macro como micro de análise, fluindo numa sequência lógica da fundamentação do

objetivo e as metas para atingi-lo nos diferentes prazos de projeto. Sendo assim, abaixo

estão definidos os objetivos e as metas propostas para os serviços de limpeza urbana

do Município de Marechal Cândido Rondon.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

4.3.22.1. Objetivo 1 ± Implementação do Programa de Educação

Ambiental

A tabela abaixo sintetiza o Objetivo 1, com suas metas de curto, médio e longo

prazo.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

SETOR 3 Tabela 149 - Tabela Síntese do Objetivo 1.

MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

OBJETIVO 1 IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

FUNDAMENTAÇÃO A base para qualquer projeto na área de gerenciamento de resíduos sólidos e limpeza pública é a Educação Ambiental, quanto

mais consciente o cidadão, melhor será o local onde ele vive. Isto independe de sua condição financeira, da sua cor, da sua raça

ou do seu credo. População bem educada é sinônimo de rios e córregos limpos, separação de seus resíduos dentro da sua casa,

da sua escola, do seu trabalho ou do seu local de lazer, ruas e avenidas limpas e principalmente, cobrar uns dos outros e do Poder

Público para manter locais limpos e arborizados. Sendo assim, pouco foi informado de Programas de Educação Ambiental, seja

para crianças, jovens ou adultos em Marechal Cândido Rondon. Se faz necessário então, a adoção de práticas que estabeleçam

no município programas como este, voltado para toda a população, atendendo aos instrumentos da Lei n° 12.305/2010 - Política

Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS.

MÉTODO DE Número de ações realizadas, número de pessoas impactadas, entrevistas com garis sobre a diminuição ou não de resíduos em

ACOMPANHAMENTO vias públicas, número de terrenos baldios com acúmulo de resíduos, controle de recebimento de embalagens de agrotóxicos,

(INDICADOR) qualidade da água de rios e córregos da região e controle de resíduos da logística reversa e RSS.

CURTO PRAZO - ATÉ 4 ANOS METAS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS

3) Manter o Programa de Educação Ambiental.

MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS

1) Programa de Educação Ambiental voltado 2) Manter o Programa de Educação

para a reciclagem, resíduos orgânicos, coleta Ambiental.

seletiva, logística reversa, vias públicas limpas,

rios e córregos limpos, terrenos baldios limpos

e a importância de se encerrar e recuperar

áreas de lixões a céu aberto.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

4.3.22.2. Objetivo 2 ± Manutenção, Aprimoramento e Universalização da

Coleta Convencional

Marechal Cândido Rondon já conta com a universalização da coleta

convencional, contudo, existem ainda diversas oportunidades de melhoria para a

realização da mesma, visando deixá-la mais eficaz e eficiente, atendendo melhor a

população e otimizando os recursos a ela empregados. A tabela abaixo sintetiza o

Objetivo 2, com suas metas de curto, médio e longo prazo.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

SETOR 3 Tabela 150 - Tabela Síntese do Objetivo 2.

MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

OBJETIVO 2 MANUTENÇÃO, APRIMORAMENTO E UNIVESALIZAÇÃO DA COLETA CONVENCIONAL

FUNDAMENTAÇÃO O município de Marechal Cândido Rondon atualmente realiza a coleta convencional em 100% da área urbana, incluindo os Distritos

do município. A Prefeitura dispõe de planejamento para a execução do serviço através de um cronograma semanal e veículos

apropriados para a coleta. Porém, nas comunidades rurais mais distantes da área urbana não há realização da coleta convencional.

Desta forma, atendendo aos princípios contidos da Lei Federal n° 12.305/2010 e na Lei Federal n° 11.445/07, alterada pela Lei

Federal nº 14.026/2020, se faz necessário a universalização dos serviços de gestão de resíduos sólidos.

MÉTODO DE Extensão de comunidades rurais atendidas a partir da instalação de PEVs - Ponto de Entrega Voluntária. Custo unitário da coleta

ACOMPANHAMENTO de geração per capita de RDO. Custo unitário da coleta convencional por tonelada de RDO recolhido.

(INDICADOR)

METAS

CURTO PRAZO - ATÉ 4 ANOS MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS

1) Manter 100% da coleta convencional 3) Reduzir em 20% a geração per capita de 5) Reduzir em 30% a geração per capita de RDO;

de RDO; RDO;

2) Manter a coleta convencional de RDO. 4) Manter a coleta convencional de RDO. 6) Manter a coleta convencional de RDO.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

4.3.22.3. Objetivo 3 ± Aprimorar e Manter a Coleta Seletiva

O Município de Marechal Cândido Rondon, atualmente atende toda a população

urbana do Distrito Sede e demais Distritos com a coleta seletiva. Nesse sentido, torna-

se de grande interesse o aprimoramento e manutenção destes serviços.

As vantagens partem da redução do volume de resíduos domésticos, aumento

da vida útil do Aterro Sanitário Municipal e os benefícios relacionados com a redução

de impactos ambientais negativos.

Toda ação relacionada ao gerenciamento e manejo dos resíduos sólidos

depende essencialmente do grau de envolvimento, participação, consciência e

sensibilização da população. A tabela abaixo sintetiza o Objetivo 3, com suas metas de

curto, médio e longo prazo.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 151 - Tabela Síntese do Objetivo 3.

SETOR 3 MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

OBJETIVO 3 APRIMORAR E MANTER A COLETA SELETIVA

FUNDAMENTAÇÃO A coleta seletiva é essencial para atingir as metas de redução, reutilização e reciclagem. No Município de Marechal Cândido

Rondon há coleta seletiva que abrange toda a população urbana, incluindo Distrito Sede e demais Distritos, feitas por duas

associações de catadores, COOPERAGIR e ACAN. Ambas organizações possuem veículos próprios para a coleta, além de

galpões para o armazenamento e triagem dos resíduos. Porém conforme apresentado em Diagnóstico, a Prefeitura Municipal já

adquiriu um novo galpão equipado com esteiras de rolamento e prensas de enfardamento para a ACAN, porém a mesma ainda

não realizou a mudança por conta da localização mais afastada do centro urbano.

MÉTODO DE Massa de recicláveis coletada. Massa de recicláveis enviada ao aterro sanitário municipal. Massa de rejeitos após a triagem dos

ACOMPANHAMENTO recicláveis.

(INDICADOR)

METAS

CURTO PRAZO - ATÉ 4 ANOS MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS

1) Mudança da Associação ACAN para o novo 3) Manter a coleta seletiva. 4) Manter a coleta seletiva.

local adquirido pela Prefeitura Municipal;

2) Manter a Coleta Seletiva.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

4.3.22.4. Objetivo 4 ± Implementação da Gestão dos Resíduos

Orgânicos

O Município de Marechal Cândido Rondon atualmente não possui política

específica para a gestão de resíduos orgânicos. Esta ausência de diretrizes que ditam

sobre a disposição final desta tipologia de resíduo faz com que o volume que seria

separado, tratado e destinado de forma ambientalmente correta e financeiramente

viável, seja transportado para o aterro sanitário agregado aos demais tipos de resíduos,

o que leva a impactos negativos, sendo um destes a redução da vida útil do aterro que

no caso é o próprio Aterro Sanitário Municipal.

A prefeitura deve manter um controle maior em relação à geração de resíduos

orgânicos para então formular metas que visem a redução e disposição final adequada

do mesmo. Neste sentido, recomenda-se o cadastro de grandes geradores.

Também é necessário a elaboração, divulgação e implementação da rota de

coleta de resíduos orgânicos. A tabela abaixo sintetiza o Objetivo 4, com suas metas

de curto, médio e longo prazo.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 152 - Tabela Síntese do Objetivo 4.

SETOR 3 MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

OBJETIVO 4 IMPLEMENTAÇÃO DA GESTÃO DOS RESÍDUOS ORGÂNICOS

FUNDAMENTAÇÃO Atualmente não há ações direcionadas aos resíduos orgânicos em Marechal Cândido Rondon, os mesmos são destinados junto

aos demais resíduos da coleta convencional ao aterro controlado, sobrecarregando o local. Vale ressaltar que o município já

possui um trator para o reviramento de leiras de compostagem e um caminhão compactador que poderá ser utilizado na coleta

diferenciada, porém ambos se encontram parados por falta de operadores. Ressalta-se, que a Lei n° 12.305/2010 - PNRS prevê

dentre outras ações a implementação de práticas voltadas ao reaproveitamento da fração orgânica dos resíduos gerados nas

atividades urbanas. A mesma lei também obriga os usuários do sistema a apresentarem os resíduos orgânicos segregados dos

demais resíduos para coleta.

MÉTODO DE

ACOMPANHAMENTO Fração orgânica dos RDO coletados, grandes geradores cadastrados e produção de composto.

(INDICADOR)

METAS

CURTO PRAZO - ATÉ 4 ANOS MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS

1) Mapear os grandes geradores de resíduos 5) Iniciar para 50% da população urbana a coleta 7) Iniciar para 100% da população urbana a

orgânicos; diferenciada de resíduos orgânicos; coleta diferenciada para os resíduos orgânicos;

2) Contratação de operadores técnicos para o 6) Manter projeto de horta comunitária e viveiro de 8) Manter a coleta diferenciada de resíduos

caminhão compactador e o trator de reviramento mudas junto à central de compostagem. orgânicos para a população urbana;

de leiras de compostagem; 9) Manter projeto de horta comunitária e viveiro

3) Iniciar para 30% da população urbana a coleta de mudas junto à central de compostagem.

diferenciada dos resíduos orgânicos;

4) Implementar uma central de compostagem junto

ao Horto Municipal.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

4.3.22.5. Objetivo 5 ± Aprimorar os Serviços de Limpeza Pública

A limpeza pública tem como fim maior proteger a saúde ambiental, prevenindo

as doenças resultantes da proliferação de vetores e a ocorrência de enchentes ou

assoreamento provocados pelo acúmulo de resíduos em sistemas de drenagem e

FXUVRVG¶iJXD

Em Marechal Cândido Rondon os serviços de varrição são realizados em todos

os bairros urbanizados de segunda a sábado, os resíduos oriundos da poda e capina

são direcionados para o Ecoponto Municipal e os resíduos de varrição são enviados

para uma área de compostagem.

Uma forma de diminuir o volume de material enviado para disposição é a

destinação correta dos resíduos verdes, os quais, após triturados, podem ser

transformados em composto para manutenção das áreas verdes do município. Desta

forma, a tabela abaixo sintetiza o Objetivo 5, com suas metas de curto, médio e longo

prazo.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 153 - Tabela Síntese do Objetivo 5.

SETOR MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

3 RESÍDUOS SÓLIDOS E LIMPEZA PÚBLICA

OBJETIVO 5 ADEQUAR OS SERVIÇOS DE LIMPEZA PÚBLICA

FUNDAMENTAÇÃO Em Marechal Cândido Rondon há um cronograma definido para a realização dos serviços de limpeza pública, sendo estes, a

varrição, a capina, a roçagem e a poda. Os resíduos verdes oriundos das podas e cortes de árvores são encaminhados para uma

área no interior do Ecoponto Municipal. Já os resíduos da varrição são direcionados para uma área de compostagem, localizada

próximo à sede da Cooperativa. De certa forma os serviços de limpeza pública no município apresentam bons resultados, mas

sempre podendo ser aprimorados e mantidos para os próximos anos.

MÉTODO DE Taxa de empregados no manejo de RDO em relação à população, extensão de vias atendidas com varrição, poda, capina e

ACOMPANHAMENTO roçagem, produção de composto e equipe de fiscalização de terrenos baldios.

(INDICADOR)

METAS

CURTO PRAZO - ATÉ 4 ANOS MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS LONGO PRAZO - 12 A 20 ANOS

1) Adequar o planejamento e execução dos serviços; 6) Manter o serviço de limpeza pública. 7) Manter o serviço de limpeza pública.

2) Fiscalização ostensiva;

3) Contratação de operador para o triturador de

galhos;

4) Destinar os resíduos verdes para a compostagem;

5) Manter o serviço de limpeza pública.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

4.3.22.6. Objetivo 6 ± Gestão dos Resíduos Sólidos da Construção Civil

± RCC

O município de Marechal Cândido Rondon não possui tratamento efetivo para o

RCC que é gerado, neste sentido, faz-se necessário a criação de um Plano de

Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil. Outro ponto de extrema importância

é a implantação de um Consórcio Intermunicipal para aprimorar a gestão do RCC, como

a aquisição de uma usina móvel neste contexto.

Outra questão é sobre a fiscalização, sendo um fato de suma importância para

que não ocorra a disposição irregular dessa tipologia de resíduos. A tabela abaixo

sintetiza o Objetivo 6, com suas metas de curto, médio e longo prazos.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

SETOR Tabela 154 - Tabela Síntese do Objetivo 6.

OBJETIVO MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

3 RESÍDUOS SÓLIDOS E LIMPEZA PÚBLICA

6 GESTÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL - RCC

Marechal Cândido Rondon não possuí um Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos da Construção Civil ± PGIRCC, e o

FUNDAMENTAÇÃO município dispõe de um local de depósito de RCC para pequenos geradores, além do Ecoponto Municipal para a entrega de

resíduos volumosos, entretanto, há pontos de descarte irregulares na área urbana e rural.

MÉTODO DE Massa de RCC destinada ao local inapropriado. Massa de RCC coletada em pontos de descarte incorreto. Autuações

ACOMPANHAMENTO administrativas.

(INDICADOR)

METAS

CURTO PRAZO - ATÉ 4 ANOS MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS

1) Mapear os locais de destinação inadequada de 5) Fiscalização ostensiva em relação a abertura 7) Manter a fiscalização e aplicação de medidas

RCC; de novos pontos de descarte irregular e bota punitivas previstas em leis em caso de

fora;

2) Fortalecer a fiscalização no combate ao descumprimento das diretrizes estabelecidas;

descarte inadequado de RCC; 6) Manter solução consorciada com municípios 8) Manter solução consorciada com municípios

vizinhos.

3) Busca por solução consorciada com municípios vizinhos.

vizinhos na aquisição de uma usina móvel de

RCC;

4) Elaborar o PGRCC - Plano de Gerenciamento

de Resíduos da Construção Civil.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

4.3.22.7. Objetivo 7 ± Fomentar a Responsabilidade Compartilhada

Sobre a Gestão dos Resíduos da Logística Reversa

A tabela abaixo sintetiza o Objetivo 7, com suas metas de curto, médio e longo

prazo.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

SETOR Tabela 155 - Tabela Síntese do Objetivo 7.

MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

3 RESÍDUOS SÓLIDOS E LIMPEZA PÚBLICA

OBJETIVO 7 FOMENTAR A RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA SOBRE A GESTÃO DOS RESÍDUOS DA LOGÍSTICA REVERSA

FUNDAMENTAÇÃO O município de Marechal Cândido Rondon possui programas para alguns resíduos da logística reversa, como por exemplo a

responsabilidade compartilhada para lâmpadas inservíveis, resíduos pneumáticos, embalagens de agrotóxicos vazias, além da

disposição de eletroeletrônicos nas instalações do Ecoponto Municipal. Porém, não existe legislação específica para estes resíduos

no município.

MÉTODO DE

ACOMPANHAMENTO Responsáveis mapeados. Massa e/ou volume coletados e destinados.

(INDICADOR)

CURTO - ATÉ 4 ANOS METAS LONGO PRAZO - 12 A 20 ANOS

MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS

1) Fomentar a destinação correta de 30% dos 3) Fomentar a destinação correta de 50% dos 4) Fomentar a destinação correta de 100% dos

Resíduos da Logística Reversa Obrigatória; Resíduos da Logística Reversa Obrigatória. Resíduos da Logística Reversa Obrigatória.

2) Fortalecer a fiscalização.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

4.3.22.8. Objetivo 8 ± Aprimorar a Gestão dos Resíduos de Saúde - RSS

A tabela abaixo sintetiza o Objetivo 8, com suas metas de curto, médio e longo

prazo.

SETOR REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

OBJETIVO Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 156 - Tabela Síntese do Objetivo 8.

MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

3 RESÍDUOS SÓLIDOS E LIMPEZA PÚBLICA

8 APRIMORAR A GESTÃO DOS RSS

FUNDAMENTAÇÃO No Município de Marechal Cândido Rondon a gestão dos resíduos provenientes dos serviços de saúde é uma responsabilidade do

gerador, sendo que o Poder Público Municipal assume a gestão quando é ele próprio o gerador. Além disso, é incumbência do

Poder Público Municipal realizar a fiscalização quando os resíduos são gerados por terceiros. Ao que se trata dos RSS gerados

pelo município, o mesmo possui contrato com a Servioeste Soluções Ambientais LTDA para coleta, transporte, tratamento e

destinação final de resíduos sólidos de saúde e medicamentos vencidos, e que no caso, são enviados para Chapecó - SC.

MÉTODO DE

ACOMPANHAMENTO Massa de RSS coletada e fração reciclável dos RSS coletados.

(INDICADOR)

METAS

CURTO PRAZO - ATÉ 4 ANOS MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS

1) Adequar procedimentos internos de 2) Manter a destinação correta de RSS no 3) Manter a destinação correta de RSS no

gerenciamento. município. município.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

4.3.22.9. Objetivo 9 ± Destinação Final

A tabela abaixo sintetiza o Objetivo 9, com suas metas de curto, médio e longo

prazo.

SETOR REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

OBJETIVO Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 157 - Tabela Síntese do Objetivo 9.

MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

3 RESÍDUOS SÓLIDOS E LIMPEZA PÚBLICA

9 DESTINAÇÃO FINAL

FUNDAMENTAÇÃO Conforme apresentado no Diagnóstico Técnico, Marechal Cândido Rondon conta, dentro de seu limite municipal, com um aterro

sanitário ambientalmente adequado a receber os resíduos sólidos urbanos gerados no município. Entretanto, o mesmo teve sua

implantação no ano de 2012 com uma vida útil de 20 anos, ou seja, com uma capacidade máxima para ser atingida no ano de

2032, antes do encerramento do longo prazo presente neste plano. Caso seja do interesse do município, o mesmo, através das

diretrizes contidas na PNRS, poderá se consorciar com os municípios vizinhos para a gestão e operação de um aterro sanitário

consorciado. Esta ação vai trazer para os municípios participantes prioridade na obtenção de recursos para a gestão de resíduos

dos municípios. Paralelo a inauguração do Aterro, tem-se a

MÉTODO DE

ACOMPANHAMENTO Massa de resíduos recebidos pelo Aterro Sanitário Municipal.

(INDICADOR)

METAS

CURTO PRAZO - ATÉ 4 ANOS MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS LONGO PRAZO - 12 A 20 ANOS

1) Estudo de solução consorciada para gestão e 4) Manter o aterro sanitário municipal; 6) Manter o aterro sanitário municipal;

operação de aterro sanitário para resíduos Classe I; 5) Manter a destinação final ambientalmente 7) Manter a destinação final ambientalmente

2) Iniciar a gestão consorciada do aterro sanitário correta. correta.

municipal;

3) Manter a destinação final correta.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

4.3.22.10. Objetivo 10 ± Sistema Tarifário

A tabela abaixo sintetiza o Objetivo 10, com suas metas de curto, médio e longo

prazo.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

SETOR Tabela 158 - Tabela Síntese do Objetivo 10.

OBJETIVO MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

3 RESÍDUOS SÓLIDOS E LIMPEZA PÚBLICA

10 SISTEMA TARIFÁRIO

FUNDAMENTAÇÃO Marechal Cândido Rondon apresenta um equilíbrio financeiro favorável na gestão de resíduos, evidenciado pelo superavit entre

os gastos e a arrecadação. Isso é resultado da aplicação efetiva da Taxa de Coleta de Lixo e de Limpeza Pública, conforme

identificado na fase de diagnóstico. Esse procedimento reflete a adaptação do município às novas diretrizes da PNRS, portanto, é

importante que Marechal Cândido Rondon mantenha e supervisione seu sistema tarifário associado aos resíduos sólidos,

alinhando a autonomia em suas decisões com as diretrizes estabelecidas e proporcionando uma gestão eficaz e sustentável no

âmbito dos resíduos.

MÉTODO DE

ACOMPANHAMENTO Balanço financeiro do gerenciamento de resíduos sólidos e limpeza pública. Índice de inadimplência.

(INDICADOR)

CURTO PRAZO - ATÉ 4 ANOS METAS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS

MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS

1) Fiscalizar e manter os serviços de cobrança. 2) Fiscalizar e manter os serviços de cobrança. 3) Fiscalizar e manter os serviços de cobrança.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

4.6. SISTEMA DE DRENAGEM URBANA E MANEJO DAS ÁGUAS

PLUVIAIS

As medidas de correção e prevenção na rede de drenagem são classificadas de

acordo com sua natureza como medidas estruturais e medidas não estruturais.

As medidas estruturais correspondem às obras que podem ser implantadas

visando a correção ou prevenção dos problemas.

Por outro lado, as medidas não estruturais não envolvem a construção de

infraestrutura física, mas sim a introdução de normas, regulamentos e programas que

visem, por exemplo, o disciplinamento do uso e ocupação do solo, a implementação de

sistemas de alerta e a conscientização da população para a manutenção dos

dispositivos, visando reduzir danos ou consequências de uma drenagem urbana

ineficiente.

4.6.1. Medidas Estruturais

4.6.1.1. Medidas de controle para redução do assoreamento

Os impactos causados pela urbanização em um ambiente natural podem ser

constatados a partir da análise do ciclo hidrológico. Qualquer meio natural tem sua

forma determinada principalmente pela ação das águas, entre outros condicionantes

físicos. As águas pluviais são dissipadas principalmente por meio da

evapotranspiração, infiltração e escoamento superficial.

De acordo com Tucci (2008), o escoamento das águas pluviais pode produzir

inundações e impactos em áreas ribeirinhas e em razão da urbanização dos centros

urbanos, que podem ocorrer de forma isolada ou combinada.

A ocorrência de inundações em áreas ribeirinhas está atrelada ao fato de os rios

possuírem dois leitos, um menor, em que a água escoa durante a maior parte do tempo,

e um maior, que costuma ser inundado pelo menos uma vez a cada dois anos quando

o escoamento atinge níveis superiores ao leito menor, atingindo as áreas de risco de

inundação (Tucci, 2008), principalmente fundos de vales que correspondem a áreas

situadas nas porções mais baixas das bacias hidrográficas, como o ponto com a cota

mais baixa em uma iUHDGHUHOHYRSUy[LPDVDRVFXUVRVG¶iJXDHFRQVHTXHQWHPHQWH

suscetíveis a alagamentos.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

No caso dos eventos de inundação decorrentes da urbanização, estes ocorrem

principalmente devido ao aumento da densidade de ocupação por edificações e obras

de infraestrutura viária, que resulta no aumento da impermeabilização do solo e, como

consequência, no aumento das velocidades e dos volumes de escoamento superficial

e na redução de recarga do lençol freático por meio da infiltração, causando graves

reflexos nos cursos de drenagem natural, provocando erosão, assoreamento e

enchentes (Tucci, 2008).

O assoreamento (Figura 217) é um processo de degradação dos rios e cursos

d'água devido ao acumulo de sedimentos em seu leito. Esse fenômeno tem como

principal impacto ambiental a formação de bancos de areia nas áreas de drenagem das

águas pluviais, o que pode resultar em modificações no curso dos rios e, em situações

extremas, levar à extinção desses cursos d'água ou à redução significativa de sua

vazão.

A principal causa do assoreamento dos rios é a intensificação da erosão do solo,

que envolve a remoção dos sedimentos da camada superficial, com o transporte

subsequente desses sedimentos em direção aos cursos d'água por meio do

escoamento da chuva. Essa situação é frequentemente originada ou agravada por

atividades humanas, com destaque para a remoção da vegetação, cuja função é conter

a lixiviação de sedimentos, protegendo o solo e dificultando a sua chegada aos rios.

Para combater o assoreamento e prevenir problemas de drenagem, é essencial

que as autoridades públicas, em colaboração com os órgãos governamentais

pertinentes, reconheçam a necessidade de planejar e implementar obras de controle

da erosão do solo. Tais intervenções devem abranger toda a área da bacia hidrográfica,

visando conter o acúmulo de sedimentos ao longo dos cursos d'água.

Uma medida eficaz para combater o assoreamento é o reflorestamento das

áreas adjacentes à bacia, incluindo a recuperação de Áreas de Preservação

Permanente (APP). Isso não só combate a erosão, mas também reduz o impacto direto

da chuva sobre o solo, prolongando o tempo de concentração da bacia e diminuindo os

picos de cheias.

O combate efetivo ao assoreamento requer a implementação de ações

preventivas para conter o desmatamento, tanto nas margens dos cursos d'água, onde

a erosão fluvial é mais acentuada, quanto em toda a bacia hidrográfica, reduzindo assim

a quantidade de sedimentos gerados durante os períodos chuvosos.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 217 ± Desenho esquemático do processo de assoreamento.

Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

A erosão ocorre com maior frequência em áreas não pavimentadas, portanto,

uma medida para mitigar esses eventos é a implantação de pavimentação porosa,

juntamente com a instalação e manutenção de um sistema de drenagem adequado,

incluindo bueiros, bocas de lobo, galerias, sarjetas, entre outros. Isso ajudaria a

prevenir problemas de erosão em áreas vulneráveis.

4.6.1.2. Reservatórios e bacias de retenção ou detenção.

Buscando-se evitar picos de vazão de diferentes bacias que se sobreponham,

gerando picos resultantes superiores à capacidade de drenagem dos cursos d'água e

causando inundações indesejadas, uma estratégia eficaz é a utilização de reservatórios

ou bacias de detenção e retenção.

As bacias de detenção atuam como reservatórios de armazenamento de curtos

períodos, reduzindo as vazões de pico das cheias, aumentando seu tempo de base e

oferecendo diversos benefícios, como a prevenção de inundações localizadas, a

redução de custos em sistemas de galerias de drenagem e a melhoria na qualidade da

água.

Além disso, ajudam a combater a erosão nos pequenos tributários, aumentam o

tempo de resposta do escoamento superficial e facilitam a recarga do aquífero,

melhorando as condições de reuso da água. Também têm o potencial de reduzir as

vazões máximas de inundações a jusante (Tucci, 2000).

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Uma característica importante dessa estratégia é a busca pela utilização de

barragens já existentes e áreas de planície de inundação naturais em bacias menos

urbanizadas. Isso simplifica a implantação do projeto do ponto de vista técnico-

financeiro e ambiental, pois aproveita áreas que já são periodicamente inundadas,

evitando desapropriações em áreas urbanas e a construção de estruturas hidráulicas

complexas.

Autores como Walesh (1989), Urbonas (1990), Lazaro (1990) e Asce (1989),

citados por Canholi (2014), fazem a distinção entre bacias de detenção e retenção. As

bacias de detenção são obras destinadas a armazenar os escoamentos de drenagem,

normalmente secas durante as estiagens, mas projetadas para reter as águas

superficiais apenas durante e após as chuvas.

Por outro lado, as bacias de retenção são reservatórios de superfície que sempre

contêm um volume substancial de água permanente para fins recreacionais,

paisagísticos ou de abastecimento.

Existem também as bacias de sedimentação, cuja função principal é reter sólidos

em suspensão, detritos e poluentes carreados pelos escoamentos superficiais

(CANHOLI, 1995). Na Figura 218 está representado um exemplo de reservatório

subterrâneo com área de recreação integrada.

Figura 218 ± Exemplo de reservatório subterrâneo com recreação na parte superior.

Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

4.6.1.3. Recuperação de Matas Ciliares e APP

Uma medida eficaz para reduzir os problemas de drenagem é a restauração das

matas ciliares, conforme previsto na legislação aplicável às Áreas de Preservação

Permanente (APPs), estabelecida na Lei n° 12.651 de 25 de maio de 2012, Lei de

Proteção da Vegetação Nativa. A recuperação deve seguir as diretrizes estipuladas por

essa lei em relação à largura das faixas de proteção, como ilustrado na

Figura 219, que mostra a relação entre a largura do leito do rio e o tamanho da

APP.

Figura 219 ± Demonstração de Faixas das APPs de acordo com Código Florestal.

Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

A recuperação deve ser feita preferencialmente com espécies nativas do bioma

em que a bacia está inserida. Além disso, pressupor uma futura urbanização, e mais

adiante, a possibilidade de criação de parques lineares para evitar a ocupação irregular

nas planícies aluviais.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

As APPs dos demais cursos hídricos que cortam a malha urbana também devem

ser recuperados, concomitantemente à implantação dos parques lineares, sempre

respeitando a largura estabelecida em lei e a escolha de espécies nativas da região.

4.6.1.4. Utilização de áreas verdes para controle hidrológico

A presença de áreas verdes nos centros urbanos é imprescindível para o

controle hidrológico, por representarem importância significativa no controle da

drenagem urbana, visando o equacionamento de problemas de inundações existentes

no município bem como evitar a formação de novas áreas de risco.

Além disso, a presença de vegetação desempenha de maneira integrada as

funções ecológicas na bacia, em especial a preservação de fauna e flora, por meio da

formação de corredores ecológicos, a proteção da qualidade dos recursos hídricos, a

formação de áreas verdes urbanas para prática de esportes, cultura e lazer, a melhoria

da paisagem e ambiência urbana, melhorias nas condições microclimáticas, entre

outros aspectos que contribuem para desenvolvimento sustentável do município,

melhorando tanto a saúde da população, quanto a saúde ambiental.

Desse modo, segue abaixo um trecho de conscientização e um conjunto de

maneiras para mitigar os alagamentos em centros urbanos.

³2FRQFHLWRGHFLGDGHVXVWHQWiYHOUHFRQKHFHTXHDFLGDGHSUHFLVDDWHQGHUDRV

objetivos sociais, ambientais, políticos e culturais, bem como aos objetivos

econômicos e físicos de seus cidadãos. É um organismo dinâmico tão

complexo quanto à própria sociedade e suficientemente ágil para reagir com

rapidez às suas mudanças que, num cenário ideal, deveria operar em ciclo de

vida contínuo, sem desperdícios [...]. A cidade sustentável deve operar

segundo um modelo de desenvolvimento urbano que procure balancear, de

forma eficiente, os recursos necessários ao seu funcionamento, seja nos

insumos de entrada (terra urbana e recursos naturais, água, energia, alimento,

HWF

VHMDQDVIRQWHVGHVDtGDUHVtGXRVHVJRWRSROXLomRHWF

´%(1,1,

apud LEITE; AWAD, 2012, p. 135)

¾ Corredores Verdes

A ideia de "corredores verdes" surgiu no final do século XX, inicialmente como

um conceito ligado à ecologia rural. Sua principal função é conectar diferentes

elementos da paisagem, como florestas, campos agrícolas, rios e estradas, facilitando

o fluxo de água, materiais, animais e seres humanos. Esse conceito também foi

aplicado em ambientes urbanos.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

A relação entre áreas verdes e espaços urbanos envolve a criação de uma

estrutura verde composta por árvores nas ruas, parques lineares e pequenos jardins,

criando corredores que conectam grandes parques e jardins e integram o ambiente

natural nas cidades (FALCÓN, 2007, p. 45, apud BENINI, 2012).

Corredores verdes oferecem a oportunidade de conciliar múltiplos usos urbanos

com a convivência diária em áreas naturais ou recuperadas. Eles podem ser projetados

ao longo de rios, córregos, lagos, pântanos e áreas sujeitas a alagamentos, bem como

em áreas de cumeada e encostas, que são áreas frágeis e ecologicamente importantes

(HERZOG, 2008, p. 17, apud BENINI, 2012). Na Figura 220 são apresentados

exemplos de corredores verdes.

Figura 220 - Exemplo de Corredores Verdes.

Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

De acordo com as observações feitas por Franco (2010), é possível destacar a

relevância dos corredores verdes dentro do contexto urbano. Além de embelezarem a

paisagem, esses corredores desempenham um papel crucial no aprimoramento do

ambiente urbano, uma vez que ajudam a reduzir o ruído e os impactos da poluição do

ar, além de contribuir para a regulação da umidade e temperatura.

Além disso, desempenham um papel fundamental na gestão da drenagem

urbana, um plano que abrange toda a bacia de drenagem e requer um projeto integrado,

multifuncional e esteticamente harmonizado com as características locais.

Esses corredores consistem em ruas arborizadas que são projetadas com

recursos como canteiros pluviais, permitindo uma gestão mais eficiente das águas

pluviais. Eles ajudam a reduzir o escoamento superficial durante períodos chuvosos,

diminuindo a poluição difusa que se origina de superfícies impermeáveis.

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Além disso, esses corredores oferecem a vantagem de tornar visíveis os

processos hidrológicos e o funcionamento da infraestrutura verde, promovendo uma

abordagem mais sustentável e consciente em relação à gestão da água nas áreas

urbanas. (Herzog, 2010b, p. 09, apud Benini, 2012).

¾ Biovaleta

As biovaletas, ou valetas de biorretenção vegetadas, são estruturas semelhantes

aos jardins de chuva. Elas geralmente se referem a depressões lineares preenchidas

com vegetação, solo e outros elementos filtrantes, que purificam a água da chuva.

Ao mesmo tempo, aumentam o tempo de escoamento da água, direcionando-a

para jardins de chuva ou sistemas convencionais de retenção e detenção das águas

(Cormier; Pellegrino, 2008, p. 32, apud Benini, 2012).

Essas biovaletas contribuem para o tratamento dos escoamentos de ruas e

estacionamentos, diminuindo a poluição difusa proveniente de superfícies

impermeabilizadas. Elas também desempenham um papel essencial na filtragem de

poluentes retidos na vegetação por meio da ação do sol, do ar e de microrganismos.

A Figura 221 apresenta um exemplo de biorretenção e a Figura 222 representa

um exemplo de biovaleta.

Figura 221 ± Seção típica de valas biorretenção.

Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Figura 222 ± Exemplos de biovaletas.

Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Portanto, as Biovaletas emergem como uma alternativa com potencial de

viabilidade em cenários futuros, especialmente diante do crescimento populacional

esperado no município. A categoria de infraestrutura verde oferece uma solução eficaz

para a gestão de águas pluviais, desempenhando um papel essencial na promoção da

infiltração e na purificação de sedimentos, tanto através de dispositivos de drenagem

quanto por meio dos processos naturais de infiltração.

¾ Biótopos Purificadores

Os biótopos purificadores desempenham funções de detenção, sedimentação e

absorção biológica. Eles consistem em pântanos artificiais construídos com

recirculação e compostos por substratos com baixo teor de nutrientes e plantas de

pântanos que possuem habilidades de purificação. Os biótopos purificadores

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direcionam o fluxo para a bacia de detenção e posteriormente para canais ou rios mais

próximos, contribuindo para a limpeza da água da chuva.

Essas estruturas são uma maneira eficaz de tratar o escoamento de ruas,

estacionamentos e áreas residenciais, entre outros. A Figura 223 mostra um exemplo

de biótopo purificador.

Figura 223 ± Exemplo de biótopos.

Fonte: Imagem de divulgação. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

4.6.1.5. Caixas de expansão

Uma caixa de expansão é uma escolha apropriada quando se trata de controlar

áreas sujeitas a inundações, com o propósito de mitigar o impacto das cheias que se

propagam ao longo dos cursos d'água. Sua função é análoga à de um reservatório de

amortecimento de enchentes.

Essas caixas de expansão são comumente instaladas na base de regiões de

relevo acidentado ou em regiões de planície e podem ser dispostas em série, paralelas

ao curso d'água ou em uma combinação de ambas as abordagens.

Muitas vezes, as próprias planícies naturais desempenham o papel de caixas de

expansão, pois durante as enchentes, elas se tornam temporariamente inundadas,

retendo um grande volume de água que é gradualmente liberado de volta para o rio

principal quando o nível da água começa a diminuir. A Figura 224 ilustra esse conceito.

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Figura 224 ± Exemplo de caixa de expansão.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

4.6.1.6. Diques

Diques são estruturas construídas ao longo das margens de rios, consistindo em

barragens ou muros de terra ou concreto, que podem ser inclinados ou retos. Eles são

dimensionados para restringir o fluxo de água no canal principal a um valor específico,

estabelecido durante o projeto. Essas construções oferecem um controle eficaz sobre

inundações cujo pico de água está abaixo desse valor limite, mas não proporcionam

proteção contra inundações que excedam essa marca, uma vez que a água fluirá sobre

esses diques.

Os diques representam uma das estratégias mais antigas para o controle de

enchentes. Geralmente, eles estão expostos às condições climáticas e, portanto,

sujeitos à precipitação.

Como é essencial que os diques permaneçam fechados para conter qualquer

vazamento dentro deles, acabam acumulando água da chuva. Para gerenciar essa

situação, os diques de contenção geralmente estão equipados com válvulas para

facilitar o escoamento dessa água acumulada. A Figura 225 ilustra exemplos de diques.

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Figura 225 ± Diques.

Fonte: TRATA BRASIL, 2014; ZAMBRANO, 2012. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de

Cidades, 2023.

4.6.1.7. Pôlders

Um pôlder (

Figura 226) é uma porção de terreno baixa e plana, criada artificialmente entre

diques elevados, com o propósito de permitir a agricultura ou habitação. Para manter

essa área seca e utilizável, é necessária a implementação de um sistema de drenagem

que envolve canais equipados com comportas e/ou bombas. Isso evita o acúmulo

excessivo de água dentro do pôlder, prevenindo inundações.

Essas estruturas são consideradas elementos fundamentais das técnicas

clássicas de drenagem para o controle de enchentes, especialmente em regiões

costeiras ou próximas a corpos d'água.

Os pôlders são essenciais para a proteção de áreas limitadas, transformando

regiões urbanas anteriormente suscetíveis a inundações de rios ou do mar em terras

secas adequadas para ocupação humana. A principal diferença entre diques e pôlders

reside no fato de que os pôlders empregam estações de bombeamento para remover

água que adentra a área protegida durante eventos de inundação.

Além disso, esses projetos frequentemente incluem a construção de galerias

com comportas ajustáveis, que servem para controlar o acesso da água do rio principal

à área protegida e facilitam a saída da água dos riachos quando as condições estão

normais.

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Figura 226 - Exemplo de Pôlder.

Fonte: EDUCALINGO, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

4.6.1.8. Canais de desvios

Os canais de desvio desempenham a função de redirecionar uma parcela do

volume de água da enchente do curso d'água principal, resultando na diminuição da

descarga do rio na região a ser protegida. Nesse tipo específico de construção, a água

desviada geralmente não retorna ao canal principal, mas sim é redirecionada para um

lago, outro curso d'água ou diretamente para o oceano.

O inconveniente desse tipo de obra reside na divisão do fluxo entre múltiplos

canais, resultando na redução da velocidade da água, o que, por sua vez, diminui a

capacidade de transporte de sedimentos. Como consequência, o leito do rio pode

elevar-se devido à deposição de sedimentos, o que pode anular os benefícios obtidos

com a construção da obra. Portanto, esses projetos requerem um planejamento

extremamente cuidadoso.

Outra abordagem é a metodologia do canal paralelo, que é adotada quando, por

diversas razões, não é possível aumentar a capacidade do canal principal. Nesse tipo

de construção, o fluxo é distribuído em dois ou mais ramos por um trecho específico, e

após o desvio, a água é reintegrada a um único canal.

Como resultado, o nível de inundação no trecho do canal principal de interesse

é reduzido. Os desafios associados a esse tipo de obra são semelhantes aos

mencionados para os canais de desvio.

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Outro tipo de canal amplamente utilizado é o canal extravasor. No entanto, ele

não se classifica como um canal de desvio ou paralelo. A diferença crucial é que o canal

extravasor é alimentado pelo rio apenas durante as cheias mais significativas, quando

a descarga na seção do leito, em correspondência com a barragem de

transbordamento, supera um valor pré-determinado e ultrapassa o canal principal.

Um canal extravasor geralmente permanece sem água e permite o crescimento

de vegetação, mas está sempre pronto para receber uma porção do fluxo do rio quando

a vazão ultrapassa o limite pré-determinado.

Os desafios associados a esse tipo de canal são semelhantes aos dos canais de

desvio e paralelos, mas em menor grau, uma vez que operam de forma intermitente.

Devido à sua capacidade de permanecer seco durante os períodos de ausência de

cheias e permitir o desenvolvimento de vegetação, o canal extravasor também é

conhecido como "canal verde".

4.6.1.9. Diretrizes para o controle de escoamento na fonte

As medidas de controle de escoamento pluvial na fonte vêm para possibilitar

meios de otimizar a redução e retenção dos sistemas tradicionais de drenagem pluvial.

Os sistemas convencionais englobam estruturas subterrâneas como condutos e

galerias de águas pluviais, sarjetas, bocas de lobo, calhas para coleta de águas

provenientes de telhados e a canalização de rios urbanos.

As MCs (Best Management Procedures, BMP, em inglês) têm um escopo mais

abrangente do que simplesmente controlar a quantidade de água da chuva. Elas

também incorporam o controle da poluição, sedimentos e resíduos. Essas medidas

podem ser categorizadas em dois tipos: dispositivos de armazenamento e dispositivos

de infiltração.

Os dispositivos de armazenamento têm como objetivo principal retardar o

escoamento das águas pluviais para liberá-lo de forma controlada, com picos

suavizados, em direção ao seu destino, que pode ser um ponto de coleta em uma rede

de drenagem existente. Exemplos típicos incluem reservatórios em propriedades

residenciais, bacias de retenção e detenção em áreas de loteamento ou em sistemas

de macrodrenagem.

Por outro lado, os dispositivos de infiltração, ao contrário dos de armazenamento,

removem água do sistema de drenagem, promovendo a absorção no solo para reduzir

o escoamento pluvial. Portanto, medidas como pavimentos permeáveis, trincheiras de

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infiltração, faixas e valas gramadas são exemplos típicos de dispositivos de infiltração

mais adequados para escalas de lote e loteamento.

Conforme descrito por Nakamura (1988), os dispositivos de infiltração podem ser

divididos em dois grupos: métodos dispersivos e métodos em poços. Os métodos

dispersivos envolvem dispositivos pelos quais a água da superfície infiltra diretamente

no solo, enquanto os métodos em poços implicam a recarga do lençol freático pelas

águas da superfície.

Os métodos dispersivos tendem a ficar obstruídos ao longo de sua vida útil e são

mais recomendados quando há uma área mais ampla disponível para sua

implementação. A seguir, são descritos os principais dispositivos dispersivos.

x Superfícies de infiltração: considerado o método mais simples para disposição

no local, consiste em deixar que as águas superficiais percorram uma área

coberta por vegetação. Em terrenos com subsolo argiloso ou pouco permeável

pode-se instalar subdrenos para evitar acúmulo de água parada;

x Trincheiras de percolação: as trincheiras de percolação são construídas por meio

do preenchimento de uma pequena vala com meio granular para infiltração e/ou

detenção do escoamento superficial. Geralmente é instalada juntamente com

manta geotêxtil de porosidade maior a do solo para promover o pré-tratamento

da água infiltrada. Para fins de projeto, geralmente são dimensionadas com

largura e profundidade de 1 a 2m e comprimento variável. O material granular

tem diâmetro aproximado de 40 a 60mm de forma que a porosidade resulte em

pelo menos 30%;

x Valetas de infiltração abertas: constituem-se de valetas revestidas com

vegetação, geralmente grama, adjacentes a ruas e estradas, ou próximas a

áreas de estacionamento para facilitar a infiltração. Podem ou não ser

complementadas por trincheiras de percolação ou alagados construídos,

formando pequenos bolsões de retenção denominadas valetas úmidas. A

vegetação promove a melhoria da qualidade da água e também ajuda a diminuir

sua velocidade de escoamento. Para fins de projeto, são dimensionadas com

largura de até 2m, margens com inclinação 3:1 e declividade longitudinal de 1%;

x Lagoas de infiltração: constituem-se de pequenas bacias de detenção

especialmente projetadas que facilitam a infiltração pelo aumento do tempo de

detenção. Possuem nível de água permanente e um volume de espera;

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x Bacias de percolação: usadas desde a década de 70 para a disposição de águas

de drenagem, as bacias de percolação são constituídas pela escavação de uma

valeta preenchida com brita ou cascalho e posteriormente re-aterrada. O material

granular promove a reservação temporária do escoamento, enquanto a

percolação se processa lentamente para o subsolo. Para fins de projeto, são

dimensionadas com uma profundidade de até 0,6m e grãos de dimensão de 0,5

a 1mm com uma razão mínima entre comprimento e largura de 2:1;

x Pavimentos porosos: também conhecidos como pavimentos permeáveis,

constituem-se normalmente de pavimentos de asfalto ou concreto convencionais

dos quais foram retiradas as partículas mais finas e construídos sobre camadas

permeáveis, geralmente bases de material granular. Uma variação de pavimento

poroso pode ser obtida com a implantação de elementos celulares de concreto

sobre uma base granular. Para evitar a passagem de partículas mais finas,

usualmente coloca-se mantas geotêxtis entre a base e o pavimento;

x Poços de Infiltração: medida de detenção na fonte mais indicada quando a

disponibilidade de área para implantação é baixa, geralmente quando a

urbanização, já consolidada, não permite a utilização das medidas dispersivas

para aumento de infiltração. Para serem eficientes, os poços devem ser

instalados em locais onde a altura do lençol freático se encontre suficientemente

baixa em relação a superfície do terreno e o subsolo possua camadas arenosas.

Figura 227 - Exemplos de controles na fonte.

Fonte: TASSI; PICCILLI; BRANCHER; ROMAN, 2016. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de

Cidades, 2023.

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Devido à importância dos reservatórios de detenção em áreas de lotes ou

loteamentos urbanos como componentes essenciais para o planejamento e controle de

drenagem em Marechal Cândido Rondon, está sendo considerada a criação de uma

legislação que exija que as residências possuam reservatórios capazes de coletar e

reutilizar a água da chuva.

Isso permitiria o seu aproveitamento em atividades como descargas sanitárias,

lavagem de pisos e irrigação de plantas. Esses reservatórios podem ser implementados

tanto subterraneamente quanto na superfície, como exemplificado na Figura 228.

Figura 228 - Exemplos de reservatórios para água da chuva em imóveis residenciais.

Fonte: LIV ARQUITETURA E ENGENHARIA, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de

Cidades, 2023.

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4.6.2. Medidas Não Estruturais

As medidas estruturais, geralmente, não são projetadas para fornecer uma

proteção completa. Isto requer uma proteção contra a maior enchente possível. As

medidas não-estruturais, juntas com as estruturais ou sozinhas, podem minimizar

significativamente os danos com um menor custo.

As medidas não estruturais não utilizam instrumentos que alteram o regime de

escoamento das águas do escoamento superficial direto. São formadas basicamente

por soluções indiretas, como por exemplo, aquelas destinadas ao controle do uso e

ocupação do solo (nas várzeas e nas bacias) ou à diminuição da vulnerabilidade dos

ocupantes das áreas de risco das consequências das inundações.

Envolvem aspectos de natureza cultural e participação do público, indispensável

para a implantação, com o investimento de recursos leve, baseado principalmente na

conscientização e educação das pessoas. As medidas não-estruturais visam a melhor

convivência da população com as enchentes e são de caráter preventivo.

4.6.2.1. Medidas de controle para reduzir o lançamento de resíduos

QRVFRUSRVG¶iJXD

Diante da insuficiência de investimentos em saneamento básico, deficiências no

tratamento das águas, redução da vegetação nas margens dos rios, somadas às

práticas de descarte inadequado de resíduos por parte de empresas e ao consumo

excessivo de produtos plásticos, a restauração dos corpos hídricos em escala global

emerge como um desafio de grandes magnitudes.

Uma pesquisa feita pela Organização das Nações Unidas, em 2010, apontou

que para cada mil litros de água utilizada pelo homem, há 10 mil litros de água que não

estão em condições de uso por conta da poluição (BANDEIRA, 2018).

Conforme salientado por Bandeira (2018), considerando que uma parcela

significativa da poluição hídrica deriva da carência de saneamento básico, um passo

importante consiste na implementação de programas por parte dos governos

municipais e federais, direcionados à fiscalização dos serviços e da qualidade da água.

Paralelamente, medidas de menor escala podem contribuir para a redução da

quantidade de resíduos em ambientes naturais, tais como:

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x Fiscalização de descarte incorreto de resíduos nos rios e córregos;

x Ter lixeiras e placas de conscientização de descarte correto de lixo em locais

como mananciais, lagos e cachoeiras etc.;

x Programa de descarte correto de óleos de cozinha;

x Programa de detecção de ligações clandestinas de esgotos;

x Fiscalização de produtos tóxicos em processos químicos e agropecuários sem

os filtros adequados.

4.6.2.2. Programas de fiscalização de despejo irregular de esgoto

Com a finalidade de preservar os canais de micro e macrodrenagem na área

urbana de Marechal Cândido Rondon, deve-se criar um programa de fiscalização para

detectar o despejo irregular de esgotos domésticos. Pois, além de comprometer a

qualidade das águas drenadas, a presença de esgoto tende a assorear e diminuir a

capacidade de escoamento dos canais.

A degradação biológica natural dos dejetos também pode ocasionar mau cheiro

e proliferação de vetores de pragas urbanas.

4.6.2.3. Regulamento do uso da terra

O zoneamento municipal é a definição de um conjunto de regras para a

ocupação das áreas de maior risco de inundação, visando à minimização futura das

perdas materiais e humanas em face das grandes cheias. Conclui-se daí que o

zoneamento urbano permitirá um desenvolvimento racional das áreas de inundação, a

partir do ordenamento territorial municipal.

A regulamentação do uso das zonas de inundação baseia-se em mapas com a

demarcação de áreas de diferentes riscos e nos critérios de ocupação das mesmas,

tanto em relação ao uso quanto aos aspectos construtivos. Para que essa

regulamentação seja utilizada em benefício das comunidades, ela deve ser integrada à

legislação municipal referente a loteamentos, construções e habitações, a fim de

garantir sua observância.

Sendo assim, o regulamento do uso da terra tem a finalidade de servir de base

para a regulamentação da várzea de inundação, através dos planos diretores urbanos,

permitindo às prefeituras a viabilização do seu controle efetivo.

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O risco de ocorrência de inundação varia de acordo com a cota da várzea. As

áreas mais baixas estão naturalmente sujeitas a uma frequência maior de enchentes.

Portanto, a delimitação das áreas do zoneamento depende das cotas altimétricas das

áreas urbanas.

A regulamentação da ocupação de áreas urbanas é um processo iterativo,

envolvendo uma proposta técnica que é discutida pela comunidade antes de ser

incorporada ao Plano Diretor da cidade. Portanto, não existem critérios rígidos

aplicáveis a todas as cidades, mas sim recomendações básicas que podem ser

seguidas em cada caso.

No caso de Marechal Cândido Rondon, a abordagem mais adequada seria

restringir construções nas áreas aluviais que ainda não foram urbanizadas, a montante

da malha urbana e nas margens dos corpos hídricos presentes na área urbana. Para o

primeiro caso, já se recomendou, acima neste mesmo plano, a recuperação das áreas

de APP do referido corpo hídrico e a criação dos Parques Lineares dos mesmos, com

a intenção de evitar a ocupação das planícies sujeitas à inundação.

4.6.2.4. Estudos hidrológicos e hidráulicos

Com relação à macrodrenagem, ela envolve a realização de estudos hidrológicos

e hidráulicos das sub-bacias ou microbacias nas quais o município está inserido, com

o objetivo de identificar áreas suscetíveis a inundação e acúmulo de sedimentos, como

pontes ou travessias em locais de menor altitude.

Com base no diagnóstico do processo de elaboração do PMSB, o foco do estudo

deve ser a microbacia do Córrego Guará, do Córrego Guavirá e Arroio Fundo, que

impactam a área urbana do município.

Para a expansão e melhoria da rede de drenagem, o município já possui um

projeto elaborado pela Prefeitura, que inclui a localização da rede existente, das redes

planejadas, bem como a identificação de bocas de lobo e poços de visita, sendo

essencial seguir as diretrizes desse projeto.

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4.6.2.5. Cadastramento da rede

Algo que deve ser contínuo para o sistema de drenagem é o cadastro abrangente

de toda a rede, tanto a rede existente quanto a futura, com o propósito de prevenir

conflitos entre a rede de gestão de águas pluviais e as redes de esgotamento sanitário

e abastecimento de água.

O uso inadequado dessas redes torna-se mais arriscado durante os períodos de

chuva, resultando, por exemplo, em transbordos e até mesmo no retorno de efluentes

de esgoto doméstico para as residências e poços de visita, o que acarreta riscos para

a saúde pública.

4.6.2.6. Normatização para contenção de enchentes e destinação de

águas pluviais

Outra medida não estrutural extremamente eficiente é a restrição de área

impermeabilizada nos novos loteamentos e empreendimentos imobiliários, bem como

a exigência de telhados verdes e/ou reservatórios de acordo com o porte da obra. As

técnicas de detenção na fonte já foram abordadas e devem ser incorporadas à

legislação municipal, principalmente no que se refere ao código de obras e posturas

municipal.

Exemplos de outros municípios brasileiros que obrigam a implantação de

sistema para a captação e retenção de águas pluviais, coletadas por telhados,

coberturas, terraços e pavimentos descobertos, em lotes, edificados ou não, que

tenham área impermeabilizada superior a 400m² (quatrocentos metros quadrados),

com os seguintes objetivos:

I. Reduzir a velocidade de escoamento de águas pluviais para as bacias

hidrográficas em áreas urbanas com alto coeficiente de impermeabilização do

solo e dificuldade de drenagem;

II. Controlar a ocorrência de inundações, amortecer e minimizar os problemas das

vazões de cheias e, consequentemente, a extensão dos prejuízos;

III. Contribuir para a redução do consumo e o uso adequado da água potável

tratada.

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Para estacionamentos e espaços similares, é requerido que 30% (trinta por

cento) da área total ocupada seja revestida com piso drenante ou mantida como área

naturalmente permeável. A água armazenada nos reservatórios deverá:

x Infiltrar-se no solo, preferencialmente;

x Ser utilizada em finalidades não potáveis, caso as edificações tenham

reservatório específico para essa finalidade.

O volume dos reservatórios, quando viável, deverá ser dimensionado de modo

a manter as condições de infiltração e vazão do escoamento superficial o mais próximo

possível dos naturais antes da implantação dos empreendimentos. Para Marechal

Cândido Rondon, baseado nas experiências de Asce (1992) e Apud Porto (1995), faz-

se necessário a captação e infiltração dos primeiros 10mm de precipitação para novas

construções em lotes acima de 400m², reduzindo assim significativamente os picos de

vazão a jusante nas bacias propensas à expansão da malha urbana.

Desse modo, o critério para a construção de caixas de retenção em cenários

futuros, integradas aos projetos de drenagem de águas pluviais de cada

empreendimento urbanístico, é baseado em uma capacidade de dez litros por metro

quadrado de superfície impermeabilizada. No caso das vias urbanas, ao pavimentar as

estradas municipais, recomenda-se a instalação de uma caixa de retenção com

capacidade de 10 m³ para cada 1.000 m² de pavimento impermeável.

No cenário de uma edificação em um lote que impermeabilize uma área de 500

m², o proprietário deve obrigatoriamente implantar uma caixa de retenção com um

volume de 5,0 m³.

No entanto, se a impermeabilização no lote ultrapassar 65% da área total, a área

impermeabilizada adicional deverá ser compensada com um aumento no volume da

caixa de retenção, equivalente a 87 litros por metro quadrado de impermeabilização

adicional.

Este valor representa 85% do volume de água decorrente de uma precipitação

de 102,44 mm, com duração de duas horas, utilizada para a simulação hidrológica da

bacia. Essa compensação é necessária apenas quando a implantação de bacias de

detenção por si só não seria suficiente para mitigar os impactos da urbanização com a

impermeabilização máxima de 65% no lote.

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Assim, em um lote de 500 m², onde o proprietário impermeabilize 450 m², ou

seja, 90% da área, será obrigatória a instalação de uma caixa de retenção com um

volume calculado da seguinte forma:

¾ Vcaixa de retenção (m3) = (0,65 x Alote x 0,010) + (0,25 x Alote x 0,087)

¾ Vcaixa de retenção (m3) = (0,65 x 500 x 0,010) + (0,25 x 500 x 0,087)

¾ Vcaixa de retenção (m3) = (3,25) + (10,875)

Vcaixa de retenção = 14,13 m3.

4.6.2.7. Educação ambiental

Em geral a educação ambiental engloba todos os tópicos de infraestruturas de

águas pluviais (drenagens) e deve ser implementada em todos os níveis educacionais,

de forma interdisciplinar e holística, assegurando uma visão crítica dos indivíduos sobre

seu papel na sociedade e na proteção do meio ambiente.

Especificamente no que diz respeito à drenagem urbana, é fundamental

implementar ações de educação ambiental de forma contínua e específica para

conscientizar e sensibilizar a população sobre o impacto de suas ações e escolhas no

contexto urbano. Essas ações devem ser adaptadas de acordo com o público-alvo e

devem se estender além dos ambientes de ensino formais, alcançando toda a

comunidade.

Os principais temas de educação ambiental a serem abordados no contexto da

drenagem urbana incluem:

x O ciclo da água;

x O conceito de bacia hidrográfica;

x Escoamento superficial;

x Impactos da urbanização no escoamento superficial;

x Importância dos canais naturais de drenagem;

x )XQomRHLPSRUWkQFLDGDVPDWDVFLOLDUHVSDUDDSURWHomRGRVFXUVRVG¶iJXD

x O papel do correto gerenciamento de resíduos sólidos para a drenagem urbana;

x A necessidade de se manter áreas permeáveis nos lotes comerciais e

residenciais;

x Medidas de contenção e mitigação de escoamentos superficiais na fonte;

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x Captação e utilização de águas pluviais.

4.6.2.8. Seguro enchente

Os critérios tradicionais de segurabilidade geralmente englobam os seguintes

aspectos: a possibilidade de quantificação, a aleatoriedade e as condições e preços

adequados ao risco. No entanto, ao longo do tempo, as maiores indenizações na

indústria de seguros passaram a ser resultado de catástrofes desencadeadas por

fenômenos naturais, como tempestades, enchentes e terremotos.

O seguro contra enchentes é uma forma de proporcionar proteção econômica

para pessoas físicas ou jurídicas em caso de perdas eventuais. Essa modalidade de

seguro se torna viável para empreendimentos de alto valor agregado, nos quais os

proprietários têm recursos financeiros disponíveis para pagar o prêmio do seguro. No

entanto, nem todas as seguradoras estão dispostas a oferecer seguros contra

enchentes, a menos que haja um sistema de resseguro para distribuição do risco.

No entanto, em cenários nos quais a população que reside em áreas de

inundação é de baixa renda, a obtenção desse tipo de seguro se torna inviável devido

à incapacidade financeira da população para pagar o prêmio, além do baixo valor das

propriedades. No Brasil, alguns bancos, como a Caixa Econômica Federal, têm

começado a disponibilizar seguros contra inundações e alagamentos para residências.

Quando há alguma ocorrência de inundação causada pelo transbordamento de

rios ou canais, e essa água causa danos a uma propriedade, o imóvel está protegido

por este seguro. Além disso, a residência também está resguardada contra

alagamentos provocados por fatores externos ao imóvel, como chuvas intensas ou

rupturas de canalizações que não pertencem à propriedade segurada, nem ao edifício

ou complexo residencial ao qual o imóvel pertence.

No entanto, esse seguro não cobre danos que sejam recorrentes e decorrentes

de problemas de construção, uso ou desgaste da propriedade. No caso de sinistros

causados por inundação e/ou alagamento que apresentem características de repetição,

o seguro oferecerá cobertura e indenização na primeira e na segunda ocorrência.

Em caso de uma segunda ocorrência recorrente dos eventos, a seguradora

notificará o proprietário acerca da necessidade de adotar medidas para eliminar os

fatores que contribuem para a repetição.

Caso ocorra um terceiro sinistro, ou seja, uma terceira ocorrência, dentro de um

período de três anos a partir do primeiro evento, a indenização ficará suspensa até que

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Marechal Cândido Rondon - PR

os fatores que causam a repetição sejam eliminados. É importante observar que a

ocorrência de chuvas intensas sequenciais não é um evento raro.

No verão, a probabilidade de tais eventos é maior. Segundo a instituição

bancária citada, não estão cobertos por este seguro os danos físicos ao imóvel que

decorram de:

x Uso e desgaste ± danos verificados exclusivamente em razão da utilização

normal do imóvel ou do decurso do tempo, como os que afetam revestimentos,

instalações elétricas e hidráulicas, pintura, esquadrias, vidros, ferragens e pisos;

x Má conservação ou falta de manutenção, ou seja, falta de cuidados usuais

visando o funcionamento normal do imóvel, como limpeza de calhas, tubulações

de esgoto, entre outros;

x Atos dolosos do próprio segurado ou de quem o representar;

x Água de chuva ou neve, quando penetrando diretamente no interior do imóvel,

pelas portas, janelas, vitrinas, claraboias, respiradouros ou ventiladores abertos

ou defeituosos;

x Água de torneira ou registro, ainda que deixados abertos inadvertidamente;

x Infiltração de água ou outra substância líquida através de pisos, paredes e tetos,

salvo quando consequente de riscos cobertos;

x Danos já existentes antes da contratação do seguro;

x Água oriunda de ruptura de encanamentos, pertencentes ao próprio imóvel

segurado ou ao edifício ou conjunto do qual o imóvel faça parte (fatores internos);

x Trincas e fissuras no imóvel, sem ameaça de desmoronamento;

x Obras de melhorias no imóvel não comunicadas à seguradora antes da

ocorrência de sinistro;

x Recuperação de qualquer dano não decorrente de sinistro;

x Móveis, utensílios e eletrodomésticos;

x Danos oriundos de vícios de construção (erro de cálculo, de projeto ou na

execução da obra);

x Danos elétricos, salvo quando consequentes de riscos cobertos;

x Furacões, ciclones, erupções vulcânicas e outras convulsões da natureza;

x Riscos aparentes;

x Roubo ou furto;

x Obras de infraestrutura.

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Marechal Cândido Rondon - PR

São identificadas diversas inconsistências na lista de situações não cobertas

pelo seguro, conforme apresentada pela rede bancária. No que diz respeito ao item

relacionado à água da chuva que penetra pelas portas, não há esclarecimento sobre

se essas portas devem ser vedadas ou se outras medidas devem ser tomadas.

Além disso, no mesmo item, o termo "outras convulsões da natureza" carece de

adequação, uma vez que não fornece detalhes específicos sobre o tipo de evento em

questão. Quanto ao último item, a referência a "obras de infraestrutura" é vaga e

necessita de maior especificação.

Portanto, conclui-se que o seguro contra enchentes é mais apropriado para

edifícios públicos e comerciais de alto valor, enquanto a população e as residências de

baixa renda devem contar com o auxílio da defesa civil. É fundamental manter as

medidas preventivas para evitar inundações e implementar outras ações pertinentes

com o intuito de prevenir a ocorrência desse evento desastroso.

A educação ambiental em relação ao descarte adequado de resíduos nas vias

públicas, um dos principais fatores que contribuem para as enchentes, deve ser

promovida de maneira eficaz. Portanto, é recomendável manter o seguro contra

enchentes como uma opção viável para cenários futuros, levando em consideração o

crescimento populacional e o planejamento territorial.

4.6.2.9. Sistemas de alerta e previsão de inundações

O Município de Marechal Cândido Rondon já conta com monitoramento em

tempo real no Arroio Fundo, que proporciona um papel fundamental na avaliação

contínua da condição do sistema de drenagem urbana e seus equipamentos. Essa

prática envolve o estabelecimento de uma rede de coleta de dados pluviométricos e

fluviométricos, que são transmitidos às centrais de processamento e informação em

tempo real.

Estações automáticas pluviométricas e fluviométricas são capazes de transmitir

informações em tempo real por meio de satélites ou através da tecnologia GPRS

(Serviço de Rádio de Pacote Geral). Esses dispositivos viabilizam o desenvolvimento

de procedimentos de previsão hidrometeorológica e a gestão de contingências em

tempo real, proporcionando a supervisão remota dessas operações.

Os dados obtidos por meio desse sistema de monitoramento em tempo real

permitem antecipar os impactos, uma vez que é possível prever situações com base no

conjunto de informações disponíveis. Isso também facilita a intervenção em situações

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Marechal Cândido Rondon - PR

de risco emergencial para o controle de inundações e possibilita a ativação de recursos

humanos e materiais para lidar com eventos extremos.

A automação oferecida pelo monitoramento em tempo real possibilita a detecção

imediata de quaisquer defeitos ou falhas no funcionamento dos equipamentos do

sistema de drenagem, permitindo que o operador tome medidas corretivas

prontamente.

O sistema de previsão e alerta de inundação abrange a coleta de dados em

tempo real, a transmissão dessas informações a um centro de análise, a previsão

atualizada com base em modelos matemáticos e a implementação de um plano de

contingência e de defesa civil. Esse plano envolve ações individuais e coletivas com o

objetivo de reduzir as perdas durante as inundações. Um sistema de alerta baseado

em previsão em tempo real engloba os seguintes aspectos:

I. Sistema de coleta e transmissão de informações do tempo e hidrológicas:

sistema de monitoramento por rede telemétrica, satélite ou radar e transmissão

destas informações para o centro de previsão;

II. Centro de Previsão: recepção e processamento de informações, modelo de

previsão, avaliação e alerta;

III. Defesa Civil: programas preventivos: educação, mapa de alerta, locais críticos;

alerta aos sistemas públicos: escolas, hospitais, infraestrutura; alerta a

população de risco, remoção e proteção à população atingida durante a

emergência ou nas enchentes.

Na ocorrência de eventos chuvosos críticos, há três níveis referentes ao sistema

de alerta:

x Nível de acompanhamento: Nível onde existe um acompanhamento por parte da

equipe técnica na evolução da enchente. A partir desse momento, a defesa civil

é alertada sobre a chegada de uma enchente. É iniciada então a previsão de

níveis em tempo real;

x Nível de alerta: A partir deste nível é previsto que um nível futuro crítico será

atingido dentro de um horizonte de tempo da previsão. Tanto a Defesa Civil como

os administradores municipais passam a receber regularmente as previsões

para a cidade e então a população recebe o alerta e as instruções da Defesa

Civil;

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Marechal Cândido Rondon - PR

x Nível de emergência: Neste nível ocorrem os prejuízos materiais e humanos.

Essas informações são o nível real e previsto com antecedência, e o intervalo

provável dos erros, obtidos dos modelos. A fase de mitigação consiste em

medidas que devem ser executadas para diminuir o prejuízo da população

quando a enchente ocorre, isolando ruas e áreas de risco, remoção da

população, animais e proteção de locais onde haja interesse público.

A viabilidade da implantação de sistemas de alerta em um município depende

de uma análise abrangente. É essencial considerar os riscos de desastres, a

vulnerabilidade da população, os recursos financeiros disponíveis, a infraestrutura de

comunicação, a capacidade técnica, o monitoramento e previsão, a integração com a

defesa civil, o envolvimento da comunidade e a análise de custo-benefício.

Além disso, a presença de legislação e normas que incentivem a implantação de

sistemas de alerta é relevante. Esta avaliação deve envolver diversas partes

interessadas e ajuda a determinar se a implantação de sistemas de alerta é necessária

e apropriada para o município em questão. A

Figura 229 ilustra um exemplo de estação fluviométrica.

Figura 229 - Exemplo de Estação Fluviométrica Automática.

Fonte: SIGMA SENSORES, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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4.6.2.10. Programa de manutenção e limpeza das estruturas de

microdrenagem

Para assegurar a eficácia e desempenho dos sistemas de microdrenagem, é

essencial manter essas estruturas livres de obstruções, sejam elas causadas pelo

crescimento de vegetação nos canais a céu aberto ou pela acumulação de resíduos

sólidos e partículas do solo transportadas pelo escoamento superficial.

Essa tarefa requer a implementação de um programa de monitoramento

contínuo das condições dessas estruturas e a mobilização de uma equipe de

funcionários responsáveis pela limpeza de bueiros e pelo desempenho de atividades

de capina, além de outros profissionais encarregados da manutenção geral.

Sempre que uma não conformidade na malha de microdrenagem for identificada,

deve-se realizar um estudo de seu impacto na rede total e classificar a manutenção

como urgente ou não-urgente.

Essa classificação indicará se a manutenção deve ser feita a curto, médio ou

longo prazo, dependendo da época do ano de sua ocorrência. Durante os períodos

chuvosos, é altamente recomendável que quaisquer reparos sejam realizados no

menor prazo possível, enquanto nos períodos de estiagem, a manutenção pode ser

agendada com prazos mais flexíveis.

4.6.2.11. Programa de fiscalização de despejo irregular de esgoto

Com o objetivo de preservar os canais de micro e macrodrenagem da rede de

Marechal Cândido Rondon, é necessário estabelecer um programa de fiscalização

destinado a identificar o despejo irregular de esgotos domésticos nesses dispositivos.

Além de comprometer a qualidade das águas drenadas, a presença de esgoto

tende a causar assoreamento e a reduzir a capacidade de escoamento dos canais. A

degradação biológica natural dos dejetos também pode resultar em odores

desagradáveis e na proliferação de pragas urbanas.

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Marechal Cândido Rondon - PR

4.6.3. Ações de Emergência e Contingência

Regiões que possuem sistemas de drenagem deficientes, com emissários e

dissipadores de energia inadequados, enfrentam desafios como erosão, acúmulo de

sedimentos e inundações, prejudicando a eficácia desse serviço. É crucial implementar

ações de resposta e planejamento para situações incomuns e de contingência.

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Quadro 8 - Ações para emergências e contingências referentes a ocorrência de alagamentos, inundações e enchentes.

MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

SETOR 4 DRENAGEM E MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS

OBJETIVO 1 ALTERNATIVAS PARA EVITAR ALAGAMENTOS LOCALIZADOS POR INEFICÊNCIA DO SISTEMA

Criar e implantar sistema de correção e manutenção das redes e ramais para resolução dos problemas críticos de

METAS alagamentos.

EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS

OCORRÊNCIA ORIGEM AÇÕES PARA EMERGÊNCIA E CONTINGÊNCIA

Boca de lobo e ramal Comunicar à Defesa Civil e ao Corpo de Bombeiros sobre o alagamento das áreas

assoreado/entupido ou afetadas, acionar o socorro e desobstruir redes e ramais.

subdimensionado da rede

existente. Comunicar o alagamento à Secretaria de Obras, responsável pela limpeza das

áreas afetadas, para desobstrução das redes e ramais.

Alagamentos localizados.

Sensibilizar e mobilizar a comunidade através de iniciativas de educação ambiental

como meio de evitar o lançamento de resíduos nas vias públicas e nos sistemas de

drenagem.

'HILFLrQFLDQR³HQJROLPHQWR´ Promover estudo e verificação do sistema de drenagem existente para identificar e

das bocas de lobo. resolver problemas na rede e ramais de drenagem urbana (entupimento,

estrangulamento, ligações clandestinas, etc.) (Secretaria de Obras).

Deficiência ou inexistência de Promover reestruturação/reforma/adaptação ou construção de emissários e

emissário. dissipadores adequados nos pontos finais do sistema de drenagem urbana

(Secretaria de Obras).

Transbordamento de rios, Identificar a intensidade do fenômeno e comunicar a Defesa Civil e o Corpo de

córregos ou canais de Bombeiros sobre o alagamento das áreas afetadas, acionar o socorro e desobstruir

Inundações e enchentes drenagem, devido à ineficiência redes e ramais. Comunicar o setor de assistência social para que sejam

do sistema de drenagem mobilizadas as equipes necessárias e a formação dos abrigos, quando

urbana. necessários.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Quadro 9 - Ações para emergências e contingências referentes a alternativas para resolução dos problemas com processos erosivos.

SETOR MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

4 DRENAGEM E MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS

OBJETIVO 2 ALTERNATIVAS PARA RESOLUÇÃO DOS PROBLEMAS COM PROCESSOS EROSIVOS PROVENIENTES DA

INEFICIÊNCIA DO SISTEMA DE DRENAGEM URBANA

METAS Criar e implantar sistema de controle e recuperação de processos erosivos.

EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS

OCORRÊNCIA ORIGEM AÇÕES PARA EMERGÊNCIA E CONTINGÊNCIA

Inexistência ou ineficiência de Elaborar e implantar projetos de drenagem urbana, iniciando pelas áreas, bairros e

rede de drenagem urbana. loteamentos mais afetados por processos erosivos (Secretaria Municipal de Obras).

Recuperar e readequar os emissários e dissipadores de energia existentes

Inexistência ou ineficiência de (Secretaria de Obras).

emissário e dissipadores de

Processos erosivos. energia. Recompor APP dos principais cursos hídricos, principalmente dos que recebem água

do sistema de drenagem urbana (Secretaria de Obras).

Inexistência de APP/áreas Ampliar a fiscalização e o monitoramento das áreas de recomposição de APP

desprotegidas. (Secretaria de Obras).

Executar obras de contenção de taludes (Defesa Civil e Secretaria de Obras).

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Quadro 10 - Ações para emergências e contingências referentes a alternativas para resolução dos problemas

MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

SETOR 4 DRENAGEM E MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS

OBJETIVO

3 ALTERNATIVAS PARA RESOLUÇÃO DOS PROBLEMAS de LIMPEZA E MAU CHEIRO PROVENIENTE DOS SISTEMAS DE

DRENAGEM URBANA

METAS Ampliar o sistema de fiscalização, manutenção e limpeza do sistema de drenagem urbana (boca de lobo, ramais, redes).

EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS

OCORRÊNCIA ORIGEM AÇÕES PARA EMERGÊNCIA E CONTINGÊNCIA

Interligação clandestina de esgoto Comunicar à Secretaria de Obras sobre a possibilidade da existência de

nas galerias pluviais. ligações clandestinas de esgoto na rede de drenagem urbana (para sistemas

Resíduos lançados nas bocas de separadores) para posterior detecção do ponto de lançamento, regularização

lobo. da ocorrência e aplicação de penalidades.

Limpeza e mau cheiro dos sistemas Sensibilizar e mobilizar a comunidade através de iniciativas de educação

de drenagem do município ambiental como meio de evitar o lançamento de resíduos nas vias públicas e

Ineficiência da limpeza das bocas de nos sistemas de drenagem (Secretaria de Obras).

lobo.

Ampliar a frequência de limpeza e manutenção das bocas de lobo, ramais e

redes de drenagem urbana (Secretaria de Obras).

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

4.6.4. Objetivos e Metas para o Sistema de Drenagem Urbana e Manejo

das Águas Pluviais

A inadequação no dimensionamento, aliada à ausência de manutenção e

limpeza dos dispositivos, acarreta complicações no sistema de drenagem urbana, uma

questão diretamente vinculada à fase de planejamento desses dispositivos.

A eficácia desses projetos está intrinsecamente ligada aos dados utilizados nos

cálculos, exigindo, portanto, uma atualização precisa desses valores para garantir a

assertividade dos projetos.

Uma estratégia para mitigar grande parte dos problemas na drenagem das águas

pluviais urbanas consiste em implementar o controle das águas na fonte. Isso implica

criar mecanismos que permitam aos terrenos ou loteamentos reter as águas que

precipitam em suas áreas, de modo a evitar um aumento na contribuição a montante.

Com isso, os dispositivos já instalados não seriam sobrecarregados, e a água

retida poderia ser aproveitada para usos não potáveis. Além disso, é essencial investir

na recuperação, revitalização e criação de áreas verdes urbanas, como fundos de

vales, parques e praças, como meio de mitigar os problemas associados à drenagem

urbana.

Para assegurar o eficiente funcionamento do sistema de drenagem, propõe-se a

implementação de uma taxa de drenagem urbana, precedida por estudos minuciosos

e discussões com a comunidade.

x Objetivo 1 ± Mapeamento, Digitalização e Georreferenciamento do

Sistema de Drenagem do Município;

x Objetivo 2 ± Implementar Ações Não Estruturais que Minimizem os

Problemas no Sistema de Drenagem Urbana;

x Objetivo 3 ± Implementar Ações Estruturais que Minimizem os

Problemas no Sistema de Drenagem Urbana;

x Objetivo 4 ± Controle das Águas Pluviais na Fonte (Lotes ou

Loteamentos);

x Objetivo 5 ± Implantação da Taxa de Drenagem.

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Marechal Cândido Rondon - PR

SETOR Quadro 11 - Síntese do objetivo 1.

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4 DRENAGEM E MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS

OBJETIVO 1 MAPEAMENTO, DIGITALIZAÇÃO E GEORREFERENCIAMENTO DO SISTEMA DE DRENAGEM DO MUNICÍPIO

FUNDAMENTAÇÃO O Município de Marechal Cândido Rondon não possui projetos ou mapeamento do sistema de drenagem urbana de águas

pluviais. Se faz necessário a criação do mapeamento das áreas, digitalização dos projetos em meios físicos existentes e o

georreferenciamento de todo o sistema de drenagem urbana municipal. E também, observou-se no município que há a

necessidade de melhorar as informações capazes de formular os indicadores necessários para apresentar a evolução e a

qualidade dos serviços prestados.

MÉTODO DE Será o índice de área atendida por sistema de drenagem e com projeto digitalizado e georreferenciado, o qual corresponde ao

ACOMPANHAMENTO percentual da área atendida, pelo sistema e com projeto digitalizado e georreferenciado, em relação à área total atendida pelo

(INDICADOR) sistema de drenagem urbana.

METAS

CURTO PRAZO - 1 A 4 ANOS MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS

1) Aumentar o mapeamento e o cadastramento 2) Alimentação do banco de dados. 3) Alimentação do banco de dados.

para 100% do sistema de drenagem urbana. Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Quadro 12 - Síntese do objetivo 2.

SETOR MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

4 DRENAGEM E MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS

OBJETIVO 2 IMPLEMENTAR AÇÕES NÃO ESTRUTURAIS QUE MINIMIZEM OS PROBLEMAS NO SISTEMA DE DRENAGEM URBANA

FUNDAMENTAÇÃO As medidas não estruturais englobam um conjunto de instrumentos definidos como soluções indiretas, destinadas ao controle

do uso e ocupação do solo ou à diminuição da vulnerabilidade dos ocupantes das áreas de risco como consequência das

inundações. Envolvem aspectos de natureza cultural e participação do público, indispensável para implantação. É baseado

principalmente na conscientização e educação da população.

MÉTODO DE

ACOMPANHAMENTO Identificação da implementação da ação.

(INDICADOR)

METAS

CURTO PRAZO - 1 A 4 ANOS MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS

1) Elaboração de Políticas de Planejamento 5) Aplicação de Políticas de Planejamento Urbano 9) Fiscalização da eficiência da aplicação

Urbano que regulamentem o uso da terra, ordenando a expansão urbana. 6) Aplicação de normas de Políticas de Planejamento Urbano

restringindo a ocupação nas áreas aluviais que ordenando a expansão urbana. 10)

ainda não foram urbanizadas. 2) Normatização que visem a restrição de área impermeabilizada nos

para contenção de enchentes; 3) Programa de novos loteamentos e empreendimentos imobiliários. 7) Fiscalização da eficiência da aplicação de

manutenção e limpeza da microdrenagem. 4) Fiscalizar e manter um cronograma de manutenção e normas que visem a restrição de área

Programa de fiscalização de despejo irregular limpeza da microdrenagem. 8) Fiscalização de despejo

impermeabilizada nos novos loteamentos e

de esgoto. irregular de esgoto. empreendimentos imobiliários.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Quadro 13 - Síntese do objetivo 3.

MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

SETOR 4 DRENAGEM E MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS

OBJETIV 3 IMPLEMENTAR AÇÕES ESTRUTURAIS QUE MINIMIZEM OS PROBLEMAS NO SISTEMA DE DRENAGEM URBANA

O

O Município de Marechal Cândido Rondon não apresenta problemas graves relacionados com assoreamento ou erosão,

FUNDAMENTAÇÃO contudo ressalta-se sobre a necessidade de uma frequência maior de limpeza e/ou manutenção no sistema de drenagem das

águas pluviais, a fim de garantir o funcionamento adequado do sistema, aumentar a vida útil do equipamento e evitar

problemas em cenários futuros. Torna-se de interesse a realização de estudos de identificação de locais com o sistema de

drenagem deficitário, visando garantir a continuidade do serviço considerando a expansão da malha urbana.

MÉTODO DE

ACOMPANHAMENTO Identificação da implementação da ação.

(INDICADOR)

METAS

CURTO PRAZO - 1 A 4 ANOS MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS

1) Elaboração de projeto para implantação de 4) Promover a correção nos locais que 7) Promover a correção nos locais que apresentam

dispositivos de controle de drenagem. 2) apresentam insuficiências ou deficiências insuficiências ou deficiências nas galerias e que

nas galerias e que causem problemas de

Promover a implementação e a correção nos alagamento, erosão, enxurrada, correnteza causem problemas de alagamento, erosão, enxurrada,

locais que apresentam insuficiências ou de água e empoçamento, eliminando 70% correnteza de água e empoçamento, eliminando 100%

deficiências nas galerias e que causem das deficiências; 5) Obras do projeto para das deficiências; 8) Obras do projeto para implantação

implantação de dispositivos de controle de

problemas de alagamento, erosão, enxurrada, drenagem; 6) Recuperar áreas de APP 50%; de dispositivos de controle de drenagem; 9) Instalar

correnteza de água e empoçamento, equipamentos de convivência

eliminando 40% das deficiências; 3) Recuperar

as áreas de APP 25%.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Quadro 14 - Síntese do objetivo 4.

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4 DRENAGEM E MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS

OBJETIVO 4 CONTROLE DAS ÁGUAS PLUVIAIS NA FONTE (LOTES OU LOTEAMENTOS)

FUNDAMENTAÇÃO Uma forma de amenizar a maioria dos problemas na drenagem das águas pluviais urbanas é realizar o controle das águas

na fonte, ou seja, criar mecanismos para que os lotes ou loteamentos realizem a retenção das águas que precipitam em

MÉTODO DE suas áreas para que a contribuição a jusante não aumente, assim, os dispositivos já construídos não sofreriam sobrecarga

ACOMPANHAMENTO e a água retida poderia ser utilizada para fins não potáveis. Assim, o município deve realizar tal controle nos prédios

públicos, assim como, fiscalizar a execução dos novos projetos de edificações em lotes e loteamentos particulares,

(INDICADOR) conforme consta na legislação proposta pelo Plano.

Será o índice de empreendimentos públicos que realizam controle das águas pluviais na fonte, o qual corresponde ao

número de empreendimentos públicos que realizam o controle das águas pluviais na fonte em relação, ao número total de

empreendimentos públicos.

METAS

CURTO PRAZO - 1 A 4 ANOS MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS

1) Elaborar legislação que regulamente o 2) Fiscalização dos Lotes e Atualização da Planta 3) Fiscalização dos Lotes e Atualização da Planta

controle das águas pluviais na fonte para Genérica de Cadastro e atingir 100% dos prédios Genérica de Cadastro dos prédios públicos e os

prédios públicos e novos empreendimentos públicos e os empreendimentos com dispositivos de empreendimentos com dispositivos de captação

(loteamentos). Deverá também realizar

captação das águas da chuva. das águas da chuva.

campanhas para orientar e estimular o

armazenamento da água da chuva.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon ± PR

Quadro 15 - Síntese do objetivo 5.

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4 DRENAGEM E MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS

OBJETIVO 5 IMPLANTAÇÃO DA TAXA DE DRENAGEM

A definição adequada da taxa possibilita que esta cumpra algumas funções, o que depende do objetivo a ser alcançado com a

FUNDAMENTAÇÃO receita aferida. Na ausência de informações precisas sobre a demanda dos serviços de drenagem e sem experiências de

medição do consumo individual e a sua cobrança, deve definir-se uma taxa equivalente ao custo médio de produção, priorizando

MÉTODO DE o financiamento do sistema. Como o sistema de drenagem urbana foi concebido para controlar o escoamento pluvial excedente,

ACOMPANHAMENTO decorrente da impermeabilização do solo, parece aceitável que a cobrança pelo serviço incida sobre a área impermeável da

propriedade. Diante das deficiências atuais, sugere-se a regularização da qualidade do serviço, mediante cumprimento das

(INDICADOR) ações anteriores para se iniciar a discussão sobre a cobrança.

Identificação da implementação da ação

METAS

CURTO PRAZO - 1 A 4 ANOS MÉDIO PRAZO - 4 A 8 ANOS LONGO PRAZO - 8 A 20 ANOS

1) Realizar estudos e elaborar um projeto para a

implementação da taxa de drenagem no

município. 3) Implantar a taxa de drenagem. 4) Fiscalizar

2) Realizar debates com a população para a

definição da taxa de drenagem urbana.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon ± PR

5. PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

O plano de educação ambiental no Município de Marechal Cândido Rondon

emerge como uma estratégia abrangente e crucial, enfocando os quatro eixos

fundamentais do saneamento básico: sistema de abastecimento de água, sistema de

esgotamento sanitário, gestão de resíduos sólidos e limpeza pública e sistema de

drenagem urbana.

A conscientização da população sobre esses temas é essencial para promover

a adesão ativa às práticas sustentáveis, alinhadas com os objetivos do Plano de

Saneamento Básico anterior. O entendimento profundo desses eixos permite que a

comunidade compreenda a interconexão entre suas ações individuais e o impacto

coletivo nos recursos naturais e na qualidade de vida local.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon ± PR

Tabela 159 - Tabela Síntese dos Programas de Educação Ambiental.

CÓDIGO DESCRIÇÃO PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES (R$) POSSÍVEIS MEMORIAL DE

PRAZOS FONTES CÁLCULO

CURTO MÉDIO LONGO RP - FPU - Custo estimado em

FPR PMSB anterior * Correção

1.1 Campanhas de preservação, controle de invasão e R$118.440,00 R$ R$

recuperação da mata ciliar 118.440,00 101.520,00 RP - FPU - IPCA

FPR Custo estimado em

1.2 Orientação à agricultores quanto ao uso de R$ 49.350,00 R$ R$ PMSB anterior * Correção

defensivos agrícolas 49.350,00 42.300,00 RP - FPU -

FPR IPCA

1.3 Manter Programa de Ação educativa de R$ 49.350,00 R$ R$ Custo estimado em

conscientização para realização da ligação de esgoto 49.350,00 42.300,00 RP - FPU PMSB anterior * Correção

1.4 Implementar projeto de educação ambiental com a R$ 50.000,00 R$ R$ IPCA

temática de aplicação de tecnologias sociais do 40.000,00 120.000,00

saneamento rural. 1º ano 20.000 + 10

mil/ano até o 20º ano.

Implementar programa de Educação Ambiental para

a população com o objetivo de melhorar a

1.5 segregação dos RDO apresentados à coleta R$ 50.000,00 R$ R$ RP ± FPU ± 1º ano 20.000 + 10

convencional, envolvendo os resíduos recicláveis 40.000,00 mil/ano até o 20º ano.

120.000,00 FPR

destinados à coleta seletiva e os resíduos orgânicos

para a coleta diferenciada.

Implementar programa de Educação Ambiental para

1.6 a população com o objetivo de reduzir a quantidade R$ 50.000,00 R$ R$ RP ± FPU ± 1º ano 20.000 + 10

de resíduos dispostos irregularmente em vias mil/ano até o 20º ano.

40.000,00 120.000,00 FPR

públicas, terrenos baldios e rios e córregos.

TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES R$ R$ R$ TOTAL DO R$ 1.250.400,00

367.140,00 337.140,00 546.120,00 OBJETIVO

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento

Privado; AA ± Ação Administrativa.

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Marechal Cândido Rondon ± PR

6. PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES PARA O SISTEMA DE

ABASTECIMENTO DE ÁGUA

Os programas, projetos e ações para atingir tanto a universalização como a

qualidade dos serviços relacionados ao sistema de abastecimento de água de Marechal

Cândido Rondon foram elencados em tabelas sínteses, de acordo com seu setor e

objetivo.

Nestas tabelas, a visualização das propostas pode ser observada tanto sob ótica

macro como micro de análise, fluindo numa sequência lógica da fundamentação dos

projetos e ações.

Sendo assim, abaixo estão definidas as propostas para os sistemas de

abastecimento de água do Município de Marechal Cândido Rondon, em concordância

com os prazos estabelecidos no produto anterior, juntamente com os custos previstos

para cada ação.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon ± PR

6.1. Programa 1 ± Manter a Universalização do Sistema de

Abastecimento de Água do Distrito Sede e Demais Distritos

Para manter a universalização do sistema de abastecimento de água do Distrito

Sede e demais Distritos, além do aumento na capacidade, o programa também

estabelece ações voltadas para a redução das perdas, adotando tecnologias

avançadas de monitoramento e manutenção.

A identificação e reparo eficientes de vazamentos, aliados a práticas de gestão

inteligente, visam otimizar a eficiência operacional do sistema. Essas medidas não

apenas contribuem para a preservação do recurso hídrico, mas também asseguram a

sustentabilidade financeira a longo prazo do sistema de abastecimento.

O monitoramento constante da qualidade da água praticado pelo SAAE, além da

implementação de práticas de tratamento inovadoras e a capacitação contínua dos

profissionais envolvidos, são elementos-chave para a manutenção do sistema de

abastecimento que não apenas atende às necessidades básicas da população, mas

que também promove a saúde e o bem-estar da comunidade.

Ressalta-se que para estes programas, foram levadas em consideração as

propostas vigentes no Plano Municipal de Saneamento Básico realizado no ano de

2016, onde foram elencadas as ações já realizadas, as realizadas parcialmente e as

não realizadas, com intuito de auxiliar a revisão do mesmo.

Os programas, projetos e ações para manter a universalização do sistema de

abastecimento de água do Município de Marechal Cândido Rondon foram elencados

na tabela síntese a seguir, juntamente com os custos previstos.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon ± PR

Tabela 160 - Tabela Síntese do Programa 1.

PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES (R$)

CÓDIGO DESCRIÇÃO PRAZOS POSSÍVEIS MEMORIAL DE

CURTO MÉDIO LONGO FONTES CÁLCULO

1.2.1 Instalação da ETA definitiva de 150 l/s R$ RP - FPU Valor médio de mercado

1.2.2 Recuperação da estrutura física da captação Nascente 6. 10.000.000,00 RP - FPU

1.2.3 RP - FPU Custo estimado em

1.2.4 R$ 7.050,00 RP - FPU PMSB anterior *

1.2.5 RP - FPU Correção IPCA

sistema soft-starter no conjunto moto bomba reserva do R$ 14.100,00

recalque do Sistema rainha. Custo estimado em

R$ 70.500,00 PMSB anterior *

Mobília e mudança para a nova sede (funcionários e R$ Correção IPCA

equipamentos) do laboratório de análise de qualidade da

água. 4.935.000,00 Custo estimado em

PMSB anterior *

Reservatório de apoio de 4.000m³ na região do bairro Boa Correção IPCA

Vista.

Custo estimado em

PMSB anterior *

Correção IPCA

1.2.6 Implantação de mais Distritos de Medição de Controle - DMC R$ RP - FPU Custo estimado em

PMSB anterior *

na rede de distribuição. 1.166.550,00 Correção IPCA

1.2.7 Adutora de Água tratada Arroio Fundo. R$ RP - FPU Custo estimado em

1.2.8 11.796.026,23 RP - FPU Projeto COBRAPE -

1.2.9 RP - FPU 2020 * Correção IPCA

1.2.10 Implantação da Rede de Distribuição de Água. R$ RP - FPU

1.2.11 5.857.372,60 RP - FPU Custo estimado em

1.2.12 RP - FPU Projeto COBRAPE -

Substituição da RDA de ferro no centro da cidade em diversos R$ RP - FPU 2020 * Correção IPCA

Custo estimado em

parâmetros. 1.313.279,94 Projeto COBRAPE -

2020 * Correção IPCA

Implantação do RAP-SEDE e EET. R$

2.192.805,72 Custo estimado em

Projeto COBRAPE -

Válvula Redutora de Pressão (VRP21, VRP22, VRP23, R$ 2020 * Correção IPCA

Custo estimado em

VRP24, VRP25, VRP26, VRP27, VRP28). 198.632,70 Projeto COBRAPE -

2020 * Correção IPCA

Macromedidor (M01, M02, M03). R$

278.913,60 Custo estimado em

Projeto COBRAPE -

1.2.13 Pressurizador de Rede de Água - Booster Maripá. R$ 84.888,01 2020 * Correção IPCA

Custo estimado em

Projeto COBRAPE -

2020 * Correção IPCA

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon ± PR

TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES R$ R$ R$ 0,00 TOTAL DO R$ 37.915.118,81

27.915.118,81 10.000.000,00 OBJETIVO

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento

Privado; AA ± Ação Administrativa.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon ± PR

6.2. Programa 2 ± Manter o Sistema de Abastecimento de Água na Zona

Rural

O programa de manutenção do sistema de abastecimento de água na zona rural

de Marechal Cândido Rondon visa atender às demandas específicas dessa região,

reconhecendo a importância estratégica de garantir o acesso sustentável à água para

as comunidades rurais.

Uma das principais vertentes desse programa concentra-se na manutenção

efetiva dos pontos de captação e reservação, assegurando a eficiência operacional

desses elementos fundamentais para o abastecimento rural. Investimentos em

tecnologias de conservação e práticas de gestão eficientes contribuirão para a

maximização dos recursos hídricos disponíveis.

A manutenção de sistemas de análise e vigilância contínua permitirá a

identificação precoce de potenciais problemas, possibilitando a tomada de medidas

preventivas e corretivas. Dessa forma, não apenas se preserva a saúde da população

rural, mas também se promove a sustentabilidade ambiental, considerando a

interconexão entre o ecossistema local e a qualidade da água consumida.

Ressalta-se que o Município de Marechal Cândido Rondon, através dos serviços

prestados pelo SAAE, se tornou referência nacional no quesito de universalização do

abastecimento de água para as populações rurais, sendo citado inclusive no Caderno

Técnico para Curso de Gestão de Sistemas de Abastecimento de Água em áreas rurais

do Brasil, realizado pela FUNASA ± Fundação Nacional de Saúde, no ano de 2020.

Os programas, projetos e ações para ampliar e aprimorar o sistema de

abastecimento de água na zona rural do Município de Marechal Cândido Rondon foram

elencados na tabela síntese a seguir, juntamente com os custos previstos.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon ± PR

Tabela 161 - Tabela Síntese do Programa 2.

PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES (R$)

CÓDIGO DESCRIÇÃO PRAZOS POSSÍVEIS MEMORIAL DE

CURTO MÉDIO LONGO FONTES CÁLCULO

1.2.1 O Serviço Autônomo de Água e Esgoto - SAAE de R$ R$ R$ RP - FPU 39 reservatórios *

Marechal Cândido Rondon deve continuar a fiscalização 320.804,64 481.206,96 802.011,60 análise

do abastecimento de água através da realização da coleta

e análise da água destinada ao consumo humano por bacteriológica

laboratório especializado. quantificada +

análise física

(Carta de Serviços

SAC, análises em

geral) * 12 meses *

anos dos

respectivos prazos

Sem valores,

1.2.2 Manter a Universalização do Sistema de Abastecimento - - - AA ação

de Água na Zona Rural. administrativa

(AA) contínua

R$ R$ R$ TOTAL

320.804,64 481.206,96 802.011,60

TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES DO R$ 1.604.023,20

OBJETIVO

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento

Privado; AA ± Ação Administrativa.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon ± PR

6.3. Análise Econômica

A tabela síntese a seguir mostra os investimentos necessários para atingir tanto

a universalização como a qualidade dos serviços relacionados ao sistema de

abastecimento de água de Marechal Cândido Rondon, elencados por objetivo e por

prazo de implementação.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon ± PR

SETOR 1 Tabela 162 - Totais dos Valores Estimados.

MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA

PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES - TOTAIS DOS VALORES ESTIMADOS (R$)

OBJETIVOS CURTO MÉDIO LONGO TOTAL GERAL

AMPLIAR E APRIMORAR O SAA NA ZONA URBANA R$ 27.915.118,81 R$ 10.000.000,00 - R$ 37.915.118,81

MONITORAR A QUALIDADE DA ÁGUA UTILIZADA NA R$ 320.804,64 R$ 481.206,96 R$ 802.011,60 R$ 1.604.023,20

ZONA RURAL

TOTAL R$ 28.235.923,45 R$ 10.481.206,96 R$ 802.011,60 R$ 39.519.142,01

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon ± PR

Em relação aos gastos realizados por prazo de execução, observa-se que para

os programas, projetos e ações do sistema de abastecimento de água ± SAA do

Município de Marechal Cândido Rondon, a totalidade das despesas deverão ser

executadas no curto prazo (1 a 4 anos).

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon ± PR

7. PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES PARA O SISTEMA DE

ESGOTAMENTO SANITÁRIO

Os programas, projetos e ações para atingir tanto a universalização como a

qualidade dos serviços relacionados ao sistema de esgotamento sanitário do Município

de Marechal Cândido Rondon foram elencados em tabelas sínteses, de acordo com

seu setor e objetivo.

Nestas tabelas, a visualização das propostas pode ser observada tanto sob ótica

macro como micro de análise, fluindo numa sequência lógica da fundamentação dos

projetos e ações. Sendo assim, abaixo estão definidas as propostas para os sistemas

de esgotamento sanitário do Município de Marechal Cândido Rondon, em concordância

com os prazos estabelecidos no produto anterior, juntamente com os custos previstos

para cada ação.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon ± PR

7.1. Programa 1 ± Ampliar o Sistema de Esgotamento Sanitário do

Distrito Sede

O programa de ampliação do sistema de esgotamento sanitário na zona urbana

do Distrito Sede do Município de Marechal Cândido Rondon emerge como uma

iniciativa estratégica para atender às crescentes demandas da população e aprimorar

a qualidade de vida.

Uma das principais metas desse programa é a integralização da coleta e

tratamento de esgoto. Para alcançar essa meta, o programa propõe a expansão da

rede de coleta, garantindo cobertura completa e contribuindo para a saúde pública e a

preservação ambiental.

A iniciativa não se limita apenas à infraestrutura física, mas também contempla

ações de conscientização e educação para a população urbana. Promover uma

compreensão mais ampla sobre a importância do correto descarte de resíduos e o

funcionamento adequado do sistema de esgotamento sanitário contribuirá para o

envolvimento ativo da comunidade, fomentando uma cultura de responsabilidade

ambiental.

É importante salientar que para o programa de implementação das Estações

Elevatórias de Esgoto (EEE), presentes neste objetivo, foram considerados os

investimentos previstos no projeto COBRAPE - 2020, disponibilizado para elaboração

deste Plano.

Em concordância com as respostas de atendimento às metas em relação ao

PMSB anterior, foi evidenciado que o município já possui 3 estações elevatórias em

funcionamento, sendo elas as estações UNIOESTE, Borboleta e Augusto. Portanto, foi

considerado para este programa apenas os investimentos previstos no projeto

COBRAPE das estações ainda não implementadas.

Ressalta-se que para estes programas, foram levadas em consideração as

propostas vigentes no Plano Municipal de Saneamento Básico realizado no ano de

2016, onde foram elencadas as ações já realizadas, as realizadas parcialmente e as

não realizadas, com intuito de auxiliar a revisão do mesmo.

Os programas, projetos e ações para ampliar o sistema urbano de esgotamento

sanitário de Marechal Cândido Rondon foram elencados na tabela síntese a seguir,

juntamente com os custos previstos.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 163 - Tabela Síntese do Programa 1.

PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES

CÓDIGO DESCRIÇÃO CURTO MÉDIO LONGO POSSÍVEIS MEMORIAL DE

R$ 250.000,00 FONTES CÁLCULO

2.1.1 Estudo para aplicação de tratamento

2.1.2 coletivo de esgoto nos Distritos R$ RP - FPU - FPR Custo estimado para

6.364.417,44 Estudo

Instalação das Estações Elevatórias de

Esgoto Restantes, previstas pelo Custo estimado no Projeto

Projeto COBRAPE. Excluindo as RP - FPU - FPR COBRAPE * Correção

EEE01, EEE06 e EEE09, que já estão

em funcionamento IPCA

2.1.3 Projeto de Reforma no Sistema de R$ 456.085,73 Custo estimado no Projeto

2.1.4 Entrada da ETE - Guavirá (Projeto R$ 959.969,33 RP - FPU - FPR COBRAPE * Correção

2.1.5 COBRAPE) R$ 824.835,06

IPCA

Instalação do Sistema de Aeração das

Lagoas - ETE Guavirá (Projeto RP - FPU - FPR Custo estimado no Projeto

COBRAPE) RP - FPU - FPR COBRAPE * Correção

RP - FPU - FPR IPCA

Elevatória de Recuperação de Nível

Custo estimado no Projeto

2.1.6 Sistema Elétrico e Automação da ETE R$ 541.409,40 COBRAPE * Correção

IPCA

Custo estimado no Projeto

COBRAPE * Correção

IPCA

2.1.7 Realizar mais 11.155 ligações de R$ RP - FPU - FPR 2,51hab/lig / R$98,00/lig

2.1.8 esgoto na área urbana do Distrito Sede 1.093.190,00

2.1.9

Realizar mais 695 ligações de esgoto R$ 68.110,00 RP - FPU - FPR 2,51hab/lig / R$98,00/lig

na área urbana do Distrito Sede

R$ RP - FPU - FPR 2,51hab/lig / R$98,00/lig

Realizar mais 2.434 ligações de esgoto 238.532,00

na área urbana do Distrito Sede Custo estimado no Projeto

COBRAPE * Correção

2.1.10 Instalação de todas as redes coletoras R$ RP - FPU - FPR IPCA

indicadas pelo projeto COBRAPE 95.269.017,03

Custo estimado no Projeto

2.1.11 Instalação de todos os coletores tronco R$ RP - FPU - FPR COBRAPE * Correção

indicados pelo projeto COBRAPE 3.618.445,95 IPCA

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

2.1.12 Instalação do emissário esquerdo R$ 692.784,22 RP - FPU - FPR Custo estimado no Projeto

Guavira R$ 760.894,22 COBRAPE * Correção

IPCA

TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E R$ R$ TOTAL DO

AÇÕES 10.489.906,95 R$ 110.376.796,15

99.125.994,98 OBJETIVO

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento

Privado; AA ± Ação Administrativa.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

7.2. Programa 2 ± Ampliar e Aprimorar os Sistemas Rurais de

Esgotamento Sanitário

O programa de ampliação e aprimoramento dos sistemas rurais de esgotamento

sanitário no município de Marechal Cândido Rondon é uma resposta estratégica para

a adequação dos meios utilizados nessa região, reconhecendo a necessidade de

reformular as infraestruturas existentes para atender de forma eficaz as necessidades

das comunidades rurais.

O programa busca, portanto, criar condições para a sustentabilidade dos

sistemas de esgotamento sanitário, alinhando-se com as práticas mais modernas e

eficientes, em substituição aos métodos ultrapassados.

A importância desse programa estende-se além do atendimento às

necessidades imediatas, abarcando a preservação ambiental na região rural de

Marechal Cândido Rondon. O aprimoramento dos sistemas de esgotamento sanitário

não só contribui para a saúde pública e a qualidade de vida das comunidades rurais,

mas também atua como um mecanismo de proteção aos recursos naturais locais.

Além disso, o programa busca envolver ativamente as comunidades rurais,

promovendo a conscientização sobre a importância do correto descarte de resíduos e

a utilização responsável dos sistemas de esgotamento sanitário.

Ao incentivar práticas sustentáveis e a participação ativa dos moradores, o

programa não apenas atende às demandas atuais, mas estabelece as bases para uma

convivência harmônica entre as comunidades rurais e o meio ambiente, contribuindo

para a preservação a longo prazo dos recursos naturais no município.

Os programas, projetos e ações para ampliar e aprimorar o sistema rural de

esgotamento sanitário de Marechal Cândido Rondon foram elencados na tabela síntese

a seguir, juntamente com os custos previstos.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 164 - Tabela Síntese do Programa 2.

PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES

CÓDIGO DESCRIÇÃO PRAZOS POSSÍVEIS MEMORIAL DE

CURTO MÉDIO LONGO FONTES CÁLCULO

2.2.1 Realizar o levantamento das propriedades com fossas R$ 40.000,00 RP - FPU Custo estimado

inadequadas (Fossas Rudimentares) para o

levantamento

2.2.2 Elaborar programa de conscientização para as R$ FPU - RP Média do custo e

comunidades rurais acerca do tratamento a partir de 141.000,00 execução dos

Fossas Sépticas serviços

Programa de Substituições dos tratamentos inadequados

2.2.3 (Fossas Rudimentares) a partir de parceria com Itaipu - - - AA

Binacional

TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES R$ R$ 0,00 R$ 0,00 TOTAL R$ 181.000,00

181.000,00 DO

OBJETIVO

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento

Privado; AA ± Ação Administrativa.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

7.3. Análise Econômica

A tabela síntese a seguir mostra os investimentos necessários para atingir tanto

a universalização como a qualidade dos serviços relacionados ao sistema de

esgotamento sanitário de Marechal Cândido Rondon, elencados por objetivo e por

prazo de implementação.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon ± PR

Tabela 165 - Totais dos valores estimados.

MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

SETOR 2 SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO

OBJETIVOS CURTO PRAZOS LONGO TOTAL GERAL

MÉDIO

AMPLIAR E APRIMORAR O SISTEMA URBANO DE R$ 10.489.906,95 R$ 760.894,22 R$ R$ 110.376.796,15

ESGOTAMENTO SANITÁRIO 99.125.994,98

AMPLIAR E APRIMORAR OS SISTEMAS RURAIS DE R$ 181.000,00 - - R$ 181.000,00

ESGOTAMENTO SANITÁRIO

TOTAL GERAL R$ 10.670.906,95 R$ 760.894,22 R$ R$ 110.557.796,15

99.125.994,98

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon ± PR

O gráfico a seguir ilustra as porções a serem investidas nos sistemas de

esgotamento sanitário do Município de Marechal Cândido Rondon por prazo de

execução.

Gráfico 14 - Despesas por prazo de execução.

R$ 10.670.906,95 R$ 760.894,22

R$ 99.125.944,98

CURTO MÉDIO LONGO

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon ± PR

8. PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES PARA O SISTEMA DE LIMPEZA

URBANA E GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

Os programas, projetos e ações para atingir tanto a universalização como a

qualidade dos serviços relacionados ao sistema de gestão dos resíduos sólidos de

Marechal Cândido Rondon foram elencados em tabelas sínteses, de acordo com seu

setor e objetivo.

Nestas tabelas, a visualização das propostas pode ser observada tanto sob ótica

macro como micro de análise, fluindo numa sequência lógica da fundamentação dos

projetos e ações. Sendo assim, abaixo estão definidas as propostas para os serviços

de limpeza urbana e gerenciamento de resíduos sólidos do Município de Marechal

Cândido Rondon, em concordância com os prazos estabelecidos no produto anterior,

juntamente com os custos previstos para cada ação.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon ± PR

8.1. Programa 1 ± Manutenção da Coleta Convencional

No Município de Marechal Cândido Rondon a coleta convencional de resíduos

domiciliares abrange 100% da população urbana, incluindo os Distritos mais afastados

do Distrito Sede.

De acordo com a etapa de Diagnóstico, o roteiro de coleta dos resíduos baseia-

se em uma subdivisão das áreas, de forma a agrupar os bairros com mesmas

características de geração e densidade populacional no Distrito Sede, e de forma

individual nos demais Distritos.

Não foram evidenciadas deficiências no sistema de coleta convencional no

município, sendo proposto apenas a integralização da população rural de Marechal

Cândido Rondon, através de Pontos de Entregas Voluntárias (PEV) dispostos de forma

estratégica para suprir toda a demanda.

Ressalta-se que esses pontos são exclusivos para resíduos de materiais

recicláveis e rejeitos, de forma que os resíduos orgânicos gerados na zona rural

deverão continuar sendo beneficiados pelos próprios moradores, utilizados em

compostagem ou até na alimentação de animais domésticos.

Também é de grande importância salientar que alguns equipamentos e

maquinários adquiridos pela Prefeitura Municipal se encontram inutilizados por

ausência de operadores técnicos no município, conforme apresentado no Diagnóstico.

Em relação à coleta convencional, o caminhão compactador poderia auxiliar na

execução dos serviços, sendo também recomendado para este Plano, a contratação

de um operador para o mesmo.

Os programas, projetos e ações para manutenção, aprimoramento e

universalização da coleta convencional no Município de Marechal Cândido Rondon

foram elencados na tabela síntese a seguir, juntamente com os custos previstos.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon ± PR

Tabela 166 - Tabela Síntese do Programa 1.

PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES POSSÍVEIS MEMORIAL

PRAZOS FONTES DE

CÓDIGO DESCRIÇÃO CURTO MÉDIO LONGO CÁLCULO

3.1.1 Contratação de motorista operador para caminhão compactador R$ 86.400,00 RP - FPU Salário * anos

3.1.2 Implantação de 39 PEVS para recicláveis e rejeitos nas R$ RP ± FPU ± R$8.000,00 o

comunidades rurais (1 para cada associação rural do município). 312.000,00 FPR valor de um

PEV de 2500

R$

398.400,00 litros.

TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES R$ 0,00 R$ 0,00 TOTAL R$

DO 398.400,00

OBJETIVO

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento

Privado; AA ± Ação Administrativa.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon ± PR

8.2. Programa 2 ± Manter e Ampliar a Coleta Seletiva

No Município de Marechal Cândido Rondon, a coleta seletiva de resíduos é

executada por uma Cooperativa e uma Associação de catadores, abrangendo,

conforme evidenciado no Diagnóstico, a totalidade da população urbana, incluindo os

Distritos.

Ambas as entidades possuem veículos e galpões próprios para a coleta e

armazenamento, porém já foi disponibilizado pela Prefeitura Municipal uma nova

localidade para triagem dos resíduos da ACAN, sendo necessário a mudança da

mesma. Tanto a associação quanto a cooperativa também contam com o Ecoponto

Municipal para o recolhimento dos recicláveis, onde os materiais são voluntariamente

entregues pela população.

Porém, de acordo com visita técnica realizada em 2023, os resíduos dispostos

no Ecoponto são acondicionados ao ar livre, ademais, o mesmo local também é

utilizado pela Prefeitura Municipal para a realização de eventos festivos da cidade, por

se situar no interior do Parque de Exposições, como por exemplo a Oktober Fest de

Marechal Rondon e a Expo Rondon, sendo necessário o manejo anual dos resíduos

durante estes eventos. Desta forma, é proposto para o seguinte programa a aplicação

de um estudo técnico para viabilizar um novo local de Ecoponto no município.

Vale também ressaltar, conforme apresentado no Diagnóstico, que ambas as

organizações tem à disposição uma máquina extrusora de isopor, porém a mesma se

encontra inutilizada devido a carência de operador técnico para este maquinário, sendo

recomendado então, a contratação ou especialização de um profissional.

Os programas, projetos e ações para manutenção da coleta seletiva no

Município de Marechal Cândido Rondon foram elencados na tabela síntese a seguir,

juntamente com os custos previstos.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 167 - Tabela Síntese do Programa 2.

PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES

PRAZOS POSSÍVEIS MEMORIAL

FONTES DE

CÓDIGO DESCRIÇÃO CURTO MÉDIO LONGO

CÁLCULO

3.2.1 Mudança do Galpão da ACAN para nova localidade

disponibilizada pela Prefeitura Municipal.

3.2.2 Contratação de Operador para máquina extrusora. R$ 91.200,00 RP - FPU Salário

Operador *

anos

3.2.3 Estudo para implementação de uma nova localidade para o R$ 50.000,00 RP -FPU - Custo

Ecoponto Municipal. FPR previsto

para o

estudo

TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES R$ 141.200,00 R$ 0,00 R$ 0,00 TOTAL DO R$

OBJETIVO 141.200,00

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento

Privado; AA ± Ação Administrativa.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

8.3. Programa 3 ± Aprimoramento da Gestão dos Resíduos Orgânicos

No Município de Marechal Cândido Rondon não há o tratamento diferenciado

para os resíduos orgânicos gerados na zona urbana do Distrito Sede e demais Distritos,

sendo os mesmos acondicionados juntamente com outros rejeitos no Aterro Sanitário

Municipal, diminuindo assim sua vida útil. É, portanto, recomendado para este Plano, o

aprimoramento da Gestão dos Resíduos Orgânicos.

Conforme apresentado no Diagnóstico, Marechal Cândido Rondon já possui um

Horto Municipal localizado próximo à sede da COOPERAGIR, sendo de decisão do

Poder Público a criação de uma nova localidade ou a adequação e manutenção do

projeto já existente.

Para este programa, foi indicado a elaboração de um projeto para adequação do

local para tratamento dos resíduos orgânicos, a partir da aplicação de pisos

impermeáveis, cobertura e da transferência do triturador de galhos. Além disso, foi

proposto a escolha de uma região específica do município por parte da Prefeitura

Municipal para o mapeamento dos grandes geradores no local, como escolas,

mercados, hospitais etc.

A partir do mapeamento a Prefeitura Municipal, com apoio da Itaipu Binacional,

poderá aplicar projeto piloto para a coleta diferenciada nessa região, com uso de

bombonas para o armazenamento dos orgânicos.

Ao que se refere aos resíduos orgânicos gerados na zona rural, os mesmos

deverão continuar sendo tratados e utilizados pelos próprios moradores, seja na

compostagem dos mesmos, ou na alimentação de animais domésticos.

Os programas, projetos e ações para implementação da gestão dos resíduos

orgânicos no Município de Marechal Cândido Rondon foram elencados na tabela

síntese a seguir, juntamente com os custos previstos.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 168 - Tabela Síntese do Programa 3.

PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES

CÓDIGO DESCRIÇÃO PRAZOS LONGO POSSÍVEIS MEMORIAL

CURTO MÉDIO FONTES DE

CÁLCULO

3.3.1 Projeto de adequação do CTRO existente, com a aplicação de Piso R$ RP - AA Custo

Impermeável, cobertura e transferência do triturador. A partir de parceria com 200.000,00 estimado

a Itaipu Binacional

para o

projeto

3.3.2 Escolher uma região ou bairro do município com intuito de mapear os grandes

geradores desta localidade.

3.3.3 Aplicação de Projeto Piloto para a Coleta diferenciada das localidades R$ RP - FPU - Contratação

escolhidas 91.200,00 FPR de Motorista

e Operador

de

Caminhão

compactador

3.3.4 Disponibilização de bombonas para o armazenamento dos resíduos

orgânicos por parte da população

R$ R$ TOTAL R$

291.200,00 0,00 291.200,00

TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES R$ 0,00 DO

OBJETIVO

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento

Privado; AA ± Ação Administrativa.

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Marechal Cândido Rondon - PR

8.4. Programa 4 ± Manter os Serviços de Limpeza Pública

Para os serviços de limpeza pública executados no Município de Marechal

Cândido Rondon, não foram evidenciados problemas pertinentes no sistema, se

mostrando então, uma gestão eficiente, com as vias majoritariamente limpas, sem

resíduos dispersos ou dispositivos de armazenamento danificados e vandalizados.

Um fator importante observado, refere-se ao processo de poda de galhos e

geração de resíduos verdes, onde o município tem à disposição um triturador de galhos,

oriundo de parceria com a Itaipu Binacional, porém, conforme mencionado no

Diagnóstico, este maquinário encontra-se inutilizado devido à ausência de operador

técnico qualificado, sendo recomendado a contratação de profissional especializado,

além da inserção de fiscais para supervisionar os serviços de varrição no município.

Os programas, projetos e ações para adequação dos serviços de limpeza pública

no Município de Marechal Cândido Rondon foram elencados na tabela síntese a seguir,

juntamente com os custos previstos.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 169 - Tabela Síntese do Programa 4.

PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES

CÓDIGO DESCRIÇÃO CURTO PRAZOS LONGO POSSÍVEIS MEMORIAL DE

MÉDIO FONTES CÁLCULO

3.4.1 Contratação de Operador para o triturador de galhos R$ 86.400,00 RP Salário

operador * anos

3.4.2 Manter os serviços de Limpeza Pública - - - RP - AA

TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES R$ 86.400,00 R$ 0,00 R$ 0,00 TOTAL R$ 86.400,00

DO

OBJETIVO

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento

Privado; AA ± Ação Administrativa.

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Marechal Cândido Rondon - PR

8.5. Programa 5 ± Gestão dos Resíduos Sólidos da Construção Civil

No Município de Marechal Cândido Rondon, os materiais oriundos de

construções de pequeno porte são armazenados em caçambas particulares e

posteriormente são transportadas para um depósito de RCC, conforme apresentado na

etapa de diagnóstico, sem nenhum tipo de controle da entrada de volume dos resíduos.

Alguns resíduos volumosos como móveis e camas são destinados pela

população ao Ecoponto Municipal. Ao que se refere aos programas a serem

implementados, a busca por uma solução consorciada com outros municípios alinha-

se com as necessidades de Marechal Cândido Rondon, visando a construção de uma

usina de RCC ou a aquisição de uma usina móvel, que beneficiaria todas as partes

consorciadas.

Os programas, projetos e ações para gestão dos resíduos sólidos da construção

civil no Município de Marechal Cândido Rondon foram elencados na tabela síntese a

seguir, juntamente com os custos previstos.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 170 - Tabela Síntese do Programa 5.

PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES POSSÍVEIS MEMORIAL

PRAZOS FONTES DE

CÓDIGO DESCRIÇÃO CURTO MÉDIO LONGO CÁLCULO

R$ 0,00

Custo

Elaborar estudo de viabilidade para implantar um consórcio estimado

intermunicipal, visando a construção de uma usina de RCC em um R$ 250.000,00

3.5.1 dos municípios consorciados ou a adição de uma usina móvel. RP - FPU para Estudo

de

viabilidade

TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES R$ 250.000,00 R$ 0,00 TOTAL R$

DO 250.000,00

OBJETIVO

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento

Privado; AA ± Ação Administrativa.

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Marechal Cândido Rondon - PR

8.6. Programa 6 ± Fomentar a Responsabilidade Compartilhada Sobre a

Gestão dos Resíduos da Logística Reversa

A responsabilidade compartilhada destaca a importância de envolver tanto o

gerador quanto o consumidor no ciclo de vida dos produtos, incentivando a redução,

reutilização e reciclagem de materiais.

A conscientização da população sobre essa responsabilidade contribui para uma

mudança de mentalidade em relação aos resíduos, promovendo práticas mais

sustentáveis e alinhadas com os objetivos do Plano Municipal de Saneamento Básico.

No âmbito da conscientização, o programa propõe ações educativas

direcionadas para destacar a importância da responsabilidade compartilhada na gestão

dos resíduos. Essas ações visam informar a população sobre a correta separação de

resíduos, o descarte adequado e a contribuição ativa para a logística reversa.

Ao criar uma cultura de responsabilidade ambiental, o programa busca não

apenas atender aos requisitos legais, mas também promover uma gestão de resíduos

mais eficaz, minimizando os impactos ambientais e fomentando a economia circular.

Outra ação crucial proposta é a manutenção do programa de enfardamento de

embalagens laminadas realizado pela ACAN. Esse programa envolve a preparação e

destinação adequada de embalagens laminadas ao fabricante, contribuindo para a

redução do volume de resíduos e incentivando a reciclagem desses materiais.

Ao envolver os catadores e promover parcerias com a indústria, Marechal

Cândido Rondon reforça a importância da cooperação entre diferentes setores para a

eficácia da logística reversa, consolidando assim práticas sustentáveis no

gerenciamento dos resíduos urbanos.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 171 - Tabela Síntese do Programa 6.

PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES

CÓDIGO DESCRIÇÃO PRAZOS POSSÍVEIS MEMORIAL DE

CURTO MÉDIO LONGO FONTES CÁLCULO

Programa de Conscientização voltada a população acerca da

3.6.1 responsabilidade compartilhada em relação aos resíduos da logística - AA

reversa.

3.6.2 Manutenção do Programa de Enfardamento de embalagens laminadas - - - AA

realizado pela ACAN, e destinação do material para os fabricantes.

TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES TOTAL R$ 0,00

R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 DO

OBJETIVO

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento

Privado; AA ± Ação Administrativa.

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Marechal Cândido Rondon - PR

8.7. Programa 7 ± Manter a Gestão dos RSS

No Município de Marechal Cândido Rondon, os resíduos dos serviços de saúde

são de responsabilidade do próprio gerador, quando este for de caráter privado. Em

relação aos serviços públicos de saúde, a responsabilidade é da Prefeitura Municipal,

sendo o armazenamento, transporte e destinação final do mesmo.

No que tange à destinação final desta tipologia de resíduo, é recomendável que

o município mantenha o contrato vigente com a empresa Servioeste Soluções

Ambientais LTDA para a coleta e transporte, com destino ao Município de Chapecó/SC,

conforme identificado na etapa de Diagnóstico.

Em relação aos locais de armazenamento de resíduos dos serviços públicos de

saúde, é recomendado para este plano a adequação e qualificação destes pontos,

sendo de decisão da Prefeitura Municipal em continuar ou não com os espaços já

existentes.

Os programas, projetos e ações para aprimorar a gestão dos Resíduos dos

Serviços de Saúde ± RSS, no Município de Marechal Cândido Rondon foram elencados

na tabela síntese a seguir, juntamente com os custos previstos.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 172 - Tabela Síntese do Programa 7.

PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES POSSÍVEIS MEMORIAL

PRAZOS FONTES DE

CÓDIGO DESCRIÇÃO CURTO MÉDIO LONGO CÁLCULO

-

3.7.1 Manter a responsabilidade dos serviços privados para os - - AA

próprios geradores.

TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 TOTAL DO R$ 0,00

OBJETIVO

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento

Privado; AA ± Ação Administrativa.

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Marechal Cândido Rondon - PR

8.8. Programa 8 ± Destinação Final

A destinação final dos resíduos sólidos urbanos no Município de Marechal

Cândido Randon se dá através do Aterro Sanitário Municipal, inaugurado em 2012 e

com um projeto de vida útil de 20 anos.

Conforme apresentado em etapa de Diagnóstico, houve uma redução do tempo

de vida útil do aterro nos primeiros anos de operação, devido à baixa taxa de reciclagem

no município e deficiências nos processos de compactação dos resíduos, porém a

situação vem se contornando muito em conta da estruturação das associações e

cooperativas de reciclagem.

No que tange a situação atual de destinação dos resíduos, é proposto para este

Plano a busca por soluções consorciadas com outros municípios, seja na implantação

de um novo aterro sanitário, ou na ampliação e manutenção do local já existente, visto

que a previsão de capacidade máxima se encerraria antes do prazo final recorrente

deste trabalho.

Ressalta-se que atualmente, o aterro sanitário do Município de Marechal

Cândido Rondon está sem licença de operação, porém já há esforços da Prefeitura

Municipal para emissão da mesma.

Além da busca por soluções consorciadas, é de responsabilidade do município

a elaboração de um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas ± PRAD, para a área

correspondente ao antigo lixão de Marechal Cândido Rondon, que teve suas atividades

encerradas após atingir sua capacidade máxima estabelecida, no ano de 2012.

Os programas, projetos e ações para a destinação final no Município de

Marechal Cândido Rondon foram elencados na tabela síntese a seguir, juntamente com

os custos previstos.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 173 - Tabela Síntese do Programa 8.

PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES

CÓDIGO DESCRIÇÃO CURTO PRAZOS LONGO POSSÍVEIS MEMORIAL DE

MÉDIO FONTES CÁLCULO

3.8.1 Elaboração de um Plano de Recuperação de Área R$ 350.000,00 RP -FPU - Custo estimado

Degradada (PRAD) para a área do antigo lixão. FPR para elaboração de

um PRAD

Manter a destinação correta dos rejeitos no Aterro

3.8.2 Sanitário Municipal até sua capacidade máxima, - - - AA

buscando soluções consorciadas posteriormente.

Custo estimado para

Emitir licença de operação para o aterro sanitário as adequações

municipal.

3.8.3 R$619.741,33 - - AA necessárias, para que

o aterro sanitário

municipal possa vir a

ser licenciado.

TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES R$ 969.741,33 R$ 0,00 R$ 0,00 TOTAL DO R$ 969.741,33

OBJETIVO

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento

Privado; AA ± Ação Administrativa.

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Marechal Cândido Rondon - PR

8.9. Programa 9 ± Sistema Tarifário

O sistema tarifário de Marechal Cândido Rondon, referentes as despesas do

sistema de gestão dos resíduos sólidos, possui uma situação contrária a maioria dos

municípios brasileiros, apresentado um superávit entre os valores gastos e

arrecadados, de aproximadamente R$ 1.282,00 no ano de 2021, de acordo com o

apresentado na análise financeira deste setor.

Em relação as propostas para este Plano, o Município de Marechal Cândido

Rondon apresenta uma boa condução financeira na gestão dos resíduos sólidos,

através da cobrança da Taxa de Serviço Urbano, neste inserido a arrecadação pela

coleta e gestão de lixo, conforme apresentado na etapa de Diagnóstico, sendo

recomendado apenas a manutenção e atualização periódica destes valores ao longo

dos anos.

Os programas, projetos e ações para o sistema tarifário no Município de

Marechal Cândido Rondon foram elencados na tabela síntese a seguir, juntamente com

os custos previstos.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 174 - Tabela Síntese do Programa 9.

PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES

CÓDIGO DESCRIÇÃO PRAZOS POSSÍVEIS MEMORIAL DE CÁLCULO

FONTES

CURTO MÉDIO LONGO

3.9.1 Manter e atualizar periodicamente a - - - AA

taxa de manejo de resíduos sólidos.

TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 TOTAL DO R$ 0,00

AÇÕES OBJETIVO

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento

Privado; AA ± Ação Administrativa.

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Marechal Cândido Rondon - PR

8.10. Análise Econômica

A tabela síntese a seguir mostra os investimentos necessários para atingir tanto

a universalização como a qualidade dos serviços relacionados ao sistema de gestão

dos resíduos sólidos de Marechal Cândido Rondon, elencados por objetivo e por prazo

de implementação.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 175 - Totais dos Valores Estimados.

MUNICÍPIO DE MARECHAL - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

SISTEMA DE GESTÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS E LIMPEZA PÚBLICA

PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES - TOTAIS DOS VALORES ESTIMADOS (R$)

OBJETIVOS CURTO PRAZOS LONGO TOTAL GERAL

MÉDIO R$ 398.400,00

R$ 141.200,00

MANUTENÇÃO E UNIVERSALIZAÇÃO DA COLETA R$ 398.400,00 - - R$ 291.200,00

CONVENCIONAL R$ 86.400,00

R$ 250.000,00

MANUTENÇÃO E UNIVERSALIZAÇÃO DA COLETA R$ 141.200,00 - -

SELETIVA R$ 0,00

R$ 0,00

GESTÃO DOS RESIDUOS ORGÂNICOS R$ 291.200,00 - - R$ 969.741,33

R$ 0,00

AMPLIAR E ADEQUAR OS SERVIÇOS DE LIMPEZA R$ 86.400,00 - - R$ 2.136.941,33

PÚBLICA

GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS DA CONSTRUÇÃO R$ 250.000,00 - -

CIVIL

FOMENTAR A RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA

SOBRE A GESTÃO DOS RESÍDUOS DA LOGÍSTICA - - -

REVERSA

APRIMORAR A GESTÃO DOS RSS - - -

DISPOSIÇÃO FINAL R$ 969.741,33 - -

REESTRUTURAR O SISTEMA TARIFÁRIO - - -

R$ 0,00

TOTAL GERAL R$ 2.136.941,33 R$ 0,00

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

O gráfico a seguir ilustra as porções a serem investidas para o Sistema de

Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos Sólidos do Município de Marechal Cândido

Rondon por prazo de execução.

Gráfico 15 - Despesas por prazo de execução.

R$ 842.400,00

R$ 1.813.600,00

R$ 278.400,00

CURTO MÉDIO LONGO

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

9. PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES PARA O SISTEMA DE DRENAGEM

URBANA E MANEJO DAS ÁGUAS PLUVIAIS

No contexto do sistema de drenagem urbana e manejo de águas pluviais em

Marechal Cândido Rondon, a eficácia desse sistema é diretamente proporcional ao

dimensionamento adequado e à correta manutenção dos dispositivos. O

dimensionamento adequado é crucial para garantir que a infraestrutura seja capaz de

lidar eficientemente com as águas pluviais, prevenindo inundações e minimizando os

riscos associados a eventos climáticos extremos.

Um planejamento cuidadoso considerando as características do ambiente

urbano e as projeções de crescimento populacional é essencial para assegurar que o

sistema atenda às demandas presentes e futuras, promovendo, assim, uma gestão

sustentável das águas pluviais.

Além do dimensionamento, a manutenção e limpeza periódica dos dispositivos

de drenagem são aspectos cruciais para o funcionamento eficiente do sistema. A

remoção regular de detritos, sedimentos e materiais acumulados nos canais, bueiros e

sistemas de drenagem evita obstruções que poderiam comprometer a capacidade de

escoamento.

Esta prática não apenas preserva a infraestrutura, prolongando sua vida útil, mas

também reduz os riscos de alagamentos e contribui para a preservação da qualidade

das águas pluviais. Dessa forma, a integração de programas específicos de limpeza e

manutenção no âmbito do manejo de águas pluviais é imperativa para garantir a

funcionalidade contínua e a resiliência do sistema diante das adversidades climáticas.

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Marechal Cândido Rondon - PR

9.1. Programa 1 ± Mapeamento, Digitalização e Georreferenciamento do

Sistema de Drenagem do Município

O não mapeamento, digitalização e georreferenciamento voltado ao sistema de

drenagem representa um desafio significativo para o planejamento eficiente do sistema,

especialmente considerando as demandas crescentes e as mudanças climáticas em

curso.

A implementação desse projeto visa preencher essa lacuna, proporcionando

uma visão abrangente e atualizada da infraestrutura de drenagem, possibilitando uma

gestão mais eficaz e proativa diante dos desafios decorrentes das águas pluviais.

A digitalização do sistema de drenagem permite uma análise mais precisa das

áreas de risco e a identificação de pontos críticos que necessitam de intervenção. Além

disso, a disponibilidade de dados georreferenciados possibilita a aplicação de

tecnologias de modelagem hidráulica, facilitando simulações e cenários hipotéticos

para melhor compreensão do comportamento do sistema em diferentes condições

climáticas.

A constante atualização dos dados é um componente crucial para a eficácia

contínua do sistema de drenagem. A dinâmica das cidades está sempre em evolução,

com mudanças no uso do solo, expansão urbana e modificações na infraestrutura.

Manter um sistema de mapeamento e digitalização atualizado garante que as

autoridades locais possuam informações precisas e relevantes para ajustar estratégias,

realizar intervenções pontuais e antecipar desafios emergentes.

Os programas, projetos e ações para o mapeamento, digitalização e

georreferenciamento do sistema de drenagem urbana do município de Marechal

Cândido Rondon foram elencados na tabela síntese a seguir, juntamente com os custos

previstos.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 176 - Tabela Síntese do Programa 1.

PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES

CÓDIGO DESCRIÇÃO CURTO PRAZOS LONGO POSSÍVEIS MEMORIAL DE

4.1.1 MÉDIO R$ 0,00 FONTES CÁLCULO

Atualizar o mapeamento e

cadastramento/banco de dados do sistema RP- FPU-

FPR

de drenagem com o auxílio da ferramenta R$ 144.000,00 R$3.000 mês

Sistema de Informações Georreferenciadas -

SIG.

TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES R$ 144.000,00 R$ 0,00 TOTAL DO R$ 144.000,00

OBJETIVO

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento

Privado; AA ± Ação Administrativa.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

9.2. Programa 2 ± Implementar Ações Não Estruturais que Minimizem os

Problemas no Sistema de Drenagem Urbana

O programa de implementação de ações não estruturais para minimizar

problemas no sistema de drenagem urbana de Marechal Cândido Rondon destaca a

importância de abordagens indiretas que visam controlar o uso e ocupação do solo,

assim como mitigar a vulnerabilidade dos ocupantes em áreas de risco de inundações.

Essas soluções não estruturais reconhecem a interconexão entre o ambiente

urbano e o meio natural, enfatizando que a gestão eficiente da drenagem urbana vai

além da simples construção de infraestrutura física.

Ao integrar práticas de ordenamento territorial e promover a redução da

vulnerabilidade humana, o programa busca abordar as causas fundamentais dos

problemas de drenagem, proporcionando soluções mais sustentáveis a longo prazo. A

conscientização e educação da população desempenham um papel central nesse

programa, pois são fatores-chave para o sucesso das ações não estruturais.

Ao envolver a comunidade em iniciativas de conscientização sobre o correto uso

do solo e os riscos associados às áreas de inundação, o programa visa promover

mudanças comportamentais e uma compreensão mais profunda das interações entre

a urbanização e os sistemas naturais de drenagem.

Os programas, projetos e ações para a implementação de ações não estruturais

referentes ao sistema de drenagem urbana do Município de Marechal Cândido Rondon

foram elencados na tabela síntese a seguir, juntamente com os custos previstos.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 177 - Tabela Síntese do Programa 2.

PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES

CÓDIGO DESCRIÇÃO PRAZOS POSSÍVEIS MEMORIAL DE

CURTO MÉDIO LONGO FONTES CÁLCULO

4.2.1 Campanha contínua para inibir a ligação R$ 28.200,00 R$ 28.200,00 R$ 84.600,00 RP - FPU Custo estimado

pluvial na rede de esgoto. em PMSB

anterior *

Correção IPCA

4.2.2 Elaboração de Políticas de Planejamento R$ 50.000,00 AA - RP Média do Custo

Urbano, regulamentando o uso das zonas de

inundação, permitindo um desenvolvimento

racional dessas áreas.

4.2.3 Implantação de um Programa de manutenção R$ 40.000,00 R$ 40.000,00 R$ 120.000,00 AA - RP 10.000 ano

4.2.4 e limpeza das estruturas de microdrenagem, R$ 110.400,00 R$ 110.400,00 R$ 331.200,00

garantindo a eficiência e eficácia desses AA - RP 1 Fiscal para

dispositivos. monitoramento

TOTAL DO (R$ 2.300 mês)

Programa de fiscalização de despejo irregular OBJETIVO

de esgoto, com a finalidade de preservar os R$ 943.000,00

canais de micro e macrodrenagem, além da

qualidade dos corpos hídricos.

TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES R$ 228.600,00 R$ 178.600,00 R$ 535.800,00

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento

Privado; AA ± Ação Administrativa.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

9.3. Programa 3 ± Implementar Ações Estruturais que Minimizem os

Problemas no Sistema de Drenagem Urbana

O programa de implementação de ações estruturais para otimizar o sistema de

drenagem urbana de Marechal Cândido Rondon destaca a importância da limpeza e

manutenção nos dispositivos de escoamento pluvial. O acúmulo de detritos, resíduos e

sedimentos nos canais de drenagem pode comprometer significativamente a eficiência

do sistema, resultando em riscos de inundações e prejuízos à infraestrutura urbana.

A realização regular de atividades de limpeza torna-se, portanto, crucial para

assegurar o funcionamento adequado e contínuo do sistema, garantindo a capacidade

de escoamento necessário para lidar com as demandas crescentes da expansão

demográfica do município.

Além da limpeza periódica, o programa enfatiza a importância de identificar os

pontos do sistema de drenagem que apresentam deficiências. A localização precisa

desses pontos deficitários permite uma intervenção direcionada e eficiente, otimizando

os recursos disponíveis e minimizando o impacto nas áreas urbanas.

Os programas, projetos e ações para a implementação de ações estruturais que

minimizem os problemas no sistema de drenagem urbana do Município de Marechal

Cândido Rondon foram elencados na tabela síntese a seguir, juntamente com os custos

previstos.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Tabela 178 - Tabela Síntese do Programa 3.

PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES

CÓDIGO DESCRIÇÃO PRAZOS POSSÍVEIS MEMORIAL DE

CURTO MÉDIO LONGO FONTES CÁLCULO

4.3.1 Promover limpeza e remoção de R$ 120.000,00 R$ 120.000,00 R$ 360.000,00 RP R$ 30.000 por ano

detritos acumulados nas

tubulações e canais de drenagem

de águas pluviais que impedem o

fluxo contínuo de águas e

reduzem a área útil da rede.

Manter parceria com Itaipu

4.3.2 Binacional para manutenção das - AA

estradas de acesso para as

comunidades rurais

TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS R$ 120.000,00 R$ 120.000,00 R$ 360.000,00 TOTAL DO R$ 600.000,00

E AÇÕES OBJETIVO

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento

Privado; AA ± Ação Administrativa.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

9.4. Programa 4 ± Implantação da Taxa de Drenagem

O programa de implantação da taxa de drenagem no Município de Marechal

Cândido Rondon é uma medida estratégica para garantir a sustentabilidade financeira

dos serviços de drenagem urbana. Ao estabelecer uma taxa dedicada a esses serviços,

o município busca criar uma fonte consistente de receitas que permita custear os

investimentos necessários, manutenção e melhorias nos sistemas de drenagem.

A definição de uma taxa equivalente ao custo médio de produção, em situações

em que não há informações precisas sobre a demanda ou experiências de medição do

consumo individual, representa uma abordagem pragmática e transparente.

Priorizar o financiamento do sistema por meio de uma taxa média permite uma

arrecadação justa e proporcional às necessidades gerais, garantindo que os recursos

sejam direcionados para onde são mais necessários.

Ademais, a implantação da taxa de drenagem não apenas viabiliza a

manutenção do sistema existente, mas também cria uma base financeira para futuros

investimentos em infraestrutura de drenagem.

Essa previsibilidade financeira é essencial para o planejamento estratégico a

longo prazo, permitindo que o Município de Marechal Cândido Rondon proativamente

aborde desafios emergentes e se adapte às necessidades dinâmicas de um

crescimento demográfico.

Os programas, projetos e ações para a implementação da taxa de drenagem no

Município de Marechal Cândido Rondon foram elencados na tabela síntese a seguir,

juntamente com os custos previstos.

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Tabela 179 - Tabela Síntese do Programa 5.

PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES

CÓDIGO DESCRIÇÃO PRAZOS POSSÍVEIS MEMORIAL DE

FONTES CÁLCULO

CURTO MÉDIO LONGO

RP - AA Média do custo

Contratar empresa para elaborar o projeto e

4.4.1 a realização dos estudos para a R$ 50.000,00 - -

implementação da taxa de drenagem

4.4.2 Implantar a taxa de drenagem. R$ 112.800,00 R$ R$ RP - AA 1 funcionário

112.800,00 338.400,00 administrativo + sistema +

gastos manutenção

TOTAIS DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES R$ 162.800,00 R$ R$ TOTAL DO R$ 614.000,00

112.800,00

338.400,00 OBJETIVO

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023. Legenda: RP ± Recursos Próprios; FPU ± Financiamento Público; FPR ± Financiamento

Privado; AA ± Ação Administrativa.

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9.5. Análise Econômica

A tabela e o gráfico abaixo mostram os investimentos necessários, relativos ao

sistema de drenagem urbana e manejo das águas pluviais no Município de Marechal

Cândido Rondon, elencados por objetivo e por prazo de implementação.

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Tabela 180 - Totais dos valores estimados.

MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

SETOR 4 DRENAGEM URBANA E O MANEJO DAS ÁGUAS PLUVIAIS

PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES - TOTAIS DOS VALORES ESTIMADOS (R$)

OBJETIVOS CURTO PRAZOS LONGO TOTAL GERAL

MÉDIO

MAPEAMENTO, DIGITALIZAÇÃO E R$ R$ R$

GEORREFERENCIAMENTO DO SISTEMA DE DRENAGEM 144.000,00 R$ - 144.000,00

DO MUNICÍPIO -

R$

IMPLEMENTAR AÇÕES ESTRUTURAIS QUE MINIMIZEM R$ R$ R$ 600.000,00

OS PROBLEMAS NO SISTEMA DE DRENAGEM URBANA 120.000,00 120.000,00 360.000,00

R$

IMPLEMENTAR AÇÕES NÃO ESTRUTURAIS QUE R$ R$ R$ 943.000,00

MINIMIZEM OS PROBLEMAS NO SISTEMA DE 228.600,00 178.600,00 535.800,00

DRENAGEM URBANA R$

R$ 614.000,00

CRIAÇÃO DE TAXA DE DRENAGEM R$ R$ 338.400,00

TOTAL GERAL 162.800,00 112.800,00 R$

R$ 2.301.000,00

R$ R$ 1.234.200,00

655.400,00 411.400,00

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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O gráfico a seguir ilustra as porções a serem investidas nos sistemas de

drenagem urbana e manejo das águas pluviais do Município de Marechal Cândido

Rondon por prazo de execução.

Gráfico 16 - Despesas por prazo de execução.

R$655.400,00

R$1.234.200,00

R$411.400,00

CURTO MÉDIO LONGO

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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10. FONTES DE FINANCIAMENTO

Para fixação dos valores estimados para cada ação foram realizadas diversas

consultas junto a fornecedores, prefeituras que estão implementando projetos e

executando obras semelhantes, e, no caso dos produtos, máquinas, veículos,

equipamentos, softwares, etc., em publicações especializadas.

Entretanto, estes valores serão utilizados considerando realidade econômica e

de mercado atual (2023), o que exigirá da administração municipal atualização e

adaptação dos custos conforme detalhamentos em projetos específicos elaborados e

implantados no devido tempo.

A identificação de algumas das possíveis fontes de financiamento por si só não

garante a obtenção dos recursos, devendo vir acompanhada de projetos específicos,

gestão administrativa e política para a concretização de financiamentos.

Algumas das metas e ações, muitas vezes, independem de recursos adicionais,

sendo desenvolvidas com a estrutura física, humana e financeira do Município ou seus

órgãos. Sendo assim, foram traçadas também, algumas ações de caráter institucional

que buscam a mobilização do Poder Público e sociedade em torno de causas

importantes para a promoção universalização dos serviços de saneamento básico com

qualidade e eficiência.

Existem recursos públicos e privados. Os públicos são oriundos de órgãos

governamentais, são os fundos municipais, estaduais, federais e de governos

internacionais.

O acesso a esse tipo de recurso ocorre por meio de concorrências ou editais

públicos, apresentando projetos em épocas específicas para serem avaliados e

potencialmente selecionados, e também por meio do contato direto com os órgãos e as

instâncias responsáveis por cada tipo de recurso.

Em todos esses níveis os financiamentos podem ser classificados como

voluntários, quando fazem parte do orçamento público, ou compulsórios, quando são

recursos captados e destinados obrigatoriamente a determinados fins.

Podemos citar alguns exemplos de negociações possíveis para se realizar como

linhas de crédito: empréstimos oferecidos por agentes financeiros, com juros menores

que os de mercado; Incentivos fiscais: oferecidos à iniciativa privada pelo governo sob

a forma de dedução de impostos, apresentam-se como benefício fiscal; Recursos a

fundo perdido, cuja oferta possui critérios preestabelecidos e são despendidos sem

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necessidade de reembolso à instituição financiadora, alocados nos fundos nacionais,

estaduais e municipais.

Os recursos privados são originários de diversas instituições, como associações,

empresas, fundações e bancos.

Normalmente, estas instituições possuem modelos específicos para

apresentação de projetos e linhas de financiamento bem definidas como diversas

empresas que dispõem de linhas de financiamento para projetos, diversas associações

que fazem doações ou financiamentos para o desenvolvimento de projetos em sua área

de atuação, sendo fortes fontes de parcerias, as fundações que são instituições,

nacionais ou estrangeiras, que têm como propósito executar ou financiar projetos

sociais, ambientais e culturais, alguns bancos, nacionais e internacionais, oferecem

financiamento a fundo perdido para o desenvolvimento de projetos socioambientais e

socioculturais.

Diante das limitações dos recursos por parte dos municípios e considerando que

são altos os investimentos necessários para a implantação do Plano, neste item são

apresentadas algumas fontes de recursos financeiros às quais o município pode

recorrer.

10.1. Recursos Ordinários

Os municípios dispõem de recursos ordinários decorrentes de impostos

descritos a seguir:

x IPTU - Imposto Predial Territorial Urbano;

x ISSQN ± Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza;

x ITBI ± Imposto sobre a Transmissão Onerosa de Bens Imóveis;

x ICMS ± Repasse do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de

Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual

e Intermunicipal e de Comunicação;

x FPM ± Fundo de Participação do Municípios;

x ITR ± Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural.

Esses recursos são empregados para financiar projetos de infraestrutura, que

poderiam incluir obras de melhoria na área de saneamento e gestão de resíduos. No

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entanto, esses recursos são de caráter obrigatório, e os municípios terão acesso a eles

mesmo se não corresponder as condições estabelecidas pela PNRS.

10.2. Recursos Extraordinários

A construção e aprovação deste Plano pelo município, nos termos previstos pela

PNRS, autoriza o acesso a recursos extraordinários da União, ou por ela controlados,

destinados a empreendimentos e serviços relacionados aos resíduos sólidos, ou para

serem beneficiados por incentivos ou financiamentos de entidades federais de crédito

ou fomento para tal finalidade.

Sendo assim, é importante saber os meios que se tem disponíveis para

financiamento da gestão dos resíduos sólidos. Em seguida os subitens apresentam

algumas alternativas de recursos extraordinários existentes.

10.3. Os Programas de Financiamento Reembolsáveis

10.3.1. BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento)

Uma das principais finalidades do BNDES é apoiar o desenvolvimento local por

meio de parcerias estabelecidas com governos estaduais e prefeituras, viabilizando e

implementando os investimentos necessários.

As instâncias de governo podem solicitar financiamentos a projetos de

investimentos, aquisição de equipamentos e exportação de bens e serviços. Esse tipo

de financiamento é reembolsável.

Quando requerido pelo município, é necessário que na lei orçamentária esteja

contida a previsão do pagamento do valor do empréstimo, bem como haja a permissão

para a assunção da dívida em nome do município.

10.3.2. Banco do Brasil (BB)

Seguindo a mesma estratégia do BNDES, o Banco do Brasil proporciona

financiamentos para a aquisição de máquinas, equipamentos novos e insumos. Tais

financiamentos só podem ser requeridos por sociedades empresárias (micro, pequenas

e médias empresas) ou por associações e cooperativas.

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10.3.3. Caixa Econômica Federal (CAIXA)

A Caixa Econômica Federal, firmou juntamente com o governo federal, um

acordo referente a linhas de crédito para financiar a elaboração de planos estaduais e

municipais de resíduos sólidos. Logo irá colaborar com a profissionalização de

cooperativas de catadores.

Portanto, o financiamento pode ser requerido tanto por Estados, Municípios e os

demais atores da PNRS, como é o caso dos catadores e das cooperativas que atuem

com reciclagem.

10.3.4. Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)

O BID propicia o desenvolvimento econômico, social e sustentável na América

Latina e no Caribe mediante suas operações de crédito, liderança em iniciativas

regionais, pesquisa e atividades, institutos e programas que promovem a divulgação de

conhecimento.

O BID auxilia na elaboração de projetos e oferece financiamento, assistência

técnica e conhecimentos para apoiar intervenções de desenvolvimento. Empresta a

governos nacionais, estaduais e municipais, bem como a instituições públicas

autônomas. Organizações da sociedade civil e empresas do setor privado também são

elegíveis para financiamentos do BID.

10.3.5. Banco Mundial (The World Bank)

O The World Bank é considerado o banco superior, pois é a fonte mundial de

assistência para o desenvolvimento, proporcionando cerca de US$30 bilhões anuais

em empréstimos para seus países clientes. Usa os recursos financeiros, o pessoal

altamente treinado e a ampla base de conhecimentos para ajudar cada país em

desenvolvimento numa trilha de crescimento estável, sustentável e equilibrado.

O objetivo principal é ajudar as pessoas mais pobres e os países mais pobres.

O Banco também ajuda os países a atrair e reter investimento privado. Com o apoio,

tanto em empréstimos quanto em assessoria, os governos estão reformando as suas

economias, fortalecendo sistemas bancários e investindo em recursos humanos,

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infraestrutura e proteção do meio ambiente, o que realça a atração e produtividade dos

investimentos privados.

10.3.6. Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)

O PAC é um projeto do governo federal que incentiva o crescimento da economia

brasileira mediante o investimento em obras de infraestrutura.

É uma das prioridades de investimentos em infraestrutura estão eixos como o

saneamento básico (PAC Cidade Melhor), a habitação (PAC Habitação), o transporte

(PAC Transporte), a energia (PAC Energia) e os recursos hídricos (PAC Água e Luz

Para Todos).

Visando no desenvolvimento social e econômico, o Programa de Aceleração do

Crescimento é uma maneira de acessar aos recursos federais, já que o capital utilizado

pode ser de recursos da União (orçamento do governo federal), capitais de

investimentos de empresas estatais e de investimentos privados com estímulos de

investimentos públicos e parcerias.

Sendo assim, cabe ao gestor público analisar as opções para, em parceria, poder

atender à PNRS com base nos recursos disponibilizados pelo governo federal.

10.4. Os Programas de Financiamento Não Reembolsáveis

10.4.1. Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA)

A Lei Federal nº 7.797/1989, criou o Fundo Nacional do Meio Ambiente - FNMA,

que pertence ao Ministério do Meio Ambiente e tem como objetivo disponibilizar

recursos para a capacitação de gestores nas áreas que desenvolvam ações de

temática ambiental como, a água, as florestas, a fauna, e projetos sustentáveis e de

planejamento e gestão territorial, ou qualquer outra área que tenha como objetivo a

proteção da biodiversidade e da natureza.

As propostas podem ser apresentadas de acordo com temas definidos

anualmente pelo Conselho Deliberativo do FNMA. A apresentação dos programas

deverá seguir as orientações publicadas na página eletrônica do FNMA.

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10.4.3. Fundo Brasileiro de Educação Ambiental (FunBEA)

FunBEA é fruto de um processo de diálogo e articulação que reflete a experiência

cotidiana de gestores, educadores, pesquisadores, cientistas e profissionais, diante dos

desafios jurídicos, operacionais, pedagógicos e de inovação social para o fomento da

EA no Brasil.

Surgiu em 2011, com o objetivo de viabilizar e potencializar ações, projetos e

programas de EA que historicamente enfrentam dificuldades em obter e acessar as

formas tradicionais de financiamento. A iniciativa partiu de educadores e gestores

ambientais, oriundos da academia, sociedade civil organizada, setor empresarial e

governo, contando com a presença e apoio do Ministério do Meio Ambiente.

10.4.4. Ministério da Saúde

A FUNASA, órgão executivo do Ministério da Saúde, autoriza que os municípios

que pretendem receber recursos para fomentar a gestão de resíduos sólidos exponham

seus projetos de pesquisa nas áreas de engenharia de saúde pública e saneamento

ambiental.

A finalidade é aprimorar as ações para a saúde pública com a criação de

sistemas que ampliem a coleta, o transporte, o tratamento e a destinação final de

resíduos sólidos para o controle de doenças decorrentes da ineficiência do sistema de

limpeza urbana.

Os projetos podem ser apresentados por municípios que tenham população total

de até 50 mil habitantes e/ou que estejam incluídos no Programa de Aceleração do

Crescimento - PAC, devendo a temática atender ao manual de orientações técnicas

para a Elaboração de Projetos de Resíduos Sólidos, que está disponível no sítio

eletrônico da FUNASA.

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10.4.5. Ministério das Cidades ± Secretaria Nacional de Saneamento

Ambiental

O Ministério das Cidades é um dos atores da PNRS cujo seu objetivo é assegurar

à população o direito de acesso ao sistema de saneamento básico em sua

integralidade.

O mesmo procura por projetos e ações que visem à implantação ou adequação

para o tratamento e a disposição final ambientalmente adequada de resíduos. Podem

fazer uso desses recursos os Estados, o Distrito Federal e os Municípios com

população superior a 50 mil habitantes.

10.4.6. Ministério da Justiça ± Fundo de Direito Difuso (FDD)

A finalidade do Fundo administrado pelo Ministério da Justiça é consertar os

danos causados ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico,

estético, histórico, turístico, paisagístico, por infração à ordem econômica e a outros

interesses difusos e coletivos.

As soluções para obter estes recursos, são provenientes de multas aplicadas

pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica - CADE, das multas aplicadas por

descumprimento a Termos de Ajustamento de Conduta e das condenações judiciais

em ações civis públicas.

Assim esses meios são destinados apenas às entidades que atuam diretamente

na defesa dos direitos difusos, como preservação e recuperação do meio ambiente,

proteção e defesa do consumidor, promoção e defesa da concorrência, entre outros.

Podem ser apoiados projetos que incentivem a gestão dos resíduos sólidos, a

coleta seletiva ou outras formas de programas que incluam os objetivos da própria

PNRS, que são a redução, a reutilização, o reaproveitamento e a reciclagem do lixo.

Com intuito de receber as verbas do FDD é necessário candidatar-se e

apresentar uma carta-consulta, cujo modelo é divulgado no site do Ministério da Justiça.

Conseguem solicitar os recursos do FDD as instituições governamentais da

administração direta e indireta dos governos federal, estadual e municipal e as

organizações não governamentais, desde que brasileiras e que estejam relacionadas

à atuação em projetos de meio ambiente, defesa do consumidor, de valor artístico ou

histórico.

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10.4.7. Fundo Nacional de Compensação Ambiental (FNCA)

Em 2005, para garantir a aplicação adequada dos recursos da compensação

ambiental dos processos de licenciamento federal, o MMA e o Ibama criaram o Fundo

Nacional de Compensação Ambiental ± FNCA, em cooperação com a CAIXA. Os

recursos eram depositados em um fundo de investimento gerido pelo banco, a partir da

adesão do empreendedor, e executado pelo Ibama.

O FNCA evitava a entrada dos recursos no caixa único do Tesouro federal e os

tornava mais disponíveis para a aplicação direta nas unidades de conservação federais.

O FNCA foi criado para investir quantias originárias de compensações ambientais,

pagas por empreendimentos de infraestrutura ou outros igualmente impactantes.

10.4.8. Fundo Vale

Criado em 2009 pela Cia. Vale do Rio Doce, como contribuição da empresa para

a busca de soluções globais de sustentabilidade, o fundo iniciou suas ações pelo Bioma

Amazônia, apoiando iniciativas que unem a conservação dos recursos naturais à

melhoria da qualidade de vida e ao fortalecimento dos territórios amazônicos e suas

comunidades.

Os recursos são oriundos da Vale, mas alguns projetos são desenvolvidos a

partir de parcerias com o poder público e outras organizações. Parceiros institucionais:

Fundação Avina, Forest Trends, Organização das Nações Unidas para a Educação, a

Ciência e a Cultura (Unesco), Articulação Regional Amazônica (ARA) e Iniciativa

Amapá.

As ações desenvolvidas pelo Fundo Vale estão agrupadas em três programas

de trabalho, sendo que os projetos podem abranger mais de um programa em suas

atividades:

Programa Municípios Verdes, que apoia uma agenda de

desenvolvimento sustentável nos municípios, com engajamento dos

atores locais, conciliando gestão ambiental e economia local de base

sustentável;

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Programa Áreas Protegidas e Biodiversidade: visa promover a gestão

integrada das áreas protegidas, em conexão com as estratégias de

desenvolvimento local, regional e nacional, de forma a demonstrar a

sua contribuição para os territórios e garantir a sustentabilidade

destas áreas e de seus povos;

Programa Monitoramento Estratégico: busca potencializar iniciativas

de monitoramento e políticas de intervenção, com base na geração e

uso de informação estratégica para a conservação dos recursos

naturais, a redução da sua degradação e o desenvolvimento

sustentável das populações locais.

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11. ANÁLISE GLOBAL DOS INVESTIMENTOS

A tabela a seguir mostra os valores necessários para a universalização dos

serviços de saneamento básico no Município de Marechal Cândido Rondon, bem como

sua execução e manutenção, para os próximos vinte anos.

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Tabela 181 - Análise Global dos Investimentos.

MARECHAL CÂNDIDO RONDON

EIXO PRAZOS TOTAL GERAL

MÉDIO

CURTO LONGO

Programas de R$ 367.140,00 R$ 337.140,00 R$ 546.120,00 R$ 1.250.400,00

Educação

Ambiental

Sistema de R$ 28.235.923,45 R$ 10.481.206,96 R$ 802.011,60 R$ 39.519.142,01

Abastecimento R$ 10.670.906,95 R$ 760.894,22 R$ 99.125.994,98 R$110.557.796,15

de Água

R$2.136.941,33 R$ 0,00 R$ 0,00 R$2.136.941,33

Sistema de

Esgotamento R$ 655.400,00 R$ 411.400,00 R$ 1.234.200,00 R$ 2.301.000,00

Sanitário

R$ 42.066.311,73 R$ 11.990.641,18 R$101.708.326,58 R$155.765.279,49

Sistema de Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Limpeza

Pública e

Manejo dos

Resíduos

Sólidos

Sistema de

Drenagem

Urbana e

Manejo das

Águas Pluviais

TOTAL

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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 10.844:

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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 13.463:

Coleta de Resíduos Sólidos. Rio de Janeiro, 1995.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 13.896:

Aterros de Resíduos não Perigosos - Critérios para Projeto, Implantação e

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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 13.968:

Embalagem Rígida Vazia de Agrotóxico ± Procedimentos de Lavagem. Rio

de Janeiro, 1997.

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Marechal Cândido Rondon - PR

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 14.064:

Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos ± Diretrizes do Atendimento

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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 15.112 a

15.116: Resíduos da Construção Civil e Resíduos Volumosos ± Áreas de

Transbordo e Triagem ± Diretrizes para Projeto, Implantação e Operação. Rio

de Janeiro, 2004.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 15.849:

Resíduos Sólidos Urbanos ± Aterros Sanitários de Pequeno Porte ±

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Transporte Terrestre de Produtos Perigosos ± Terminologia. Rio de Janeiro,

2021.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 7.503:

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O PRESENTE. CAMPANHA DE DESTINAÇÃO DE LÃMPADAS

FLUORESCENTES É REALIZADA EM MARECHAL RONDON. Disponível em:

destinacao-de-lampadas-fluorescentes-e-realizada-em-marechal-rondon/.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

O PRESENTE. CAMPANHA DO LIXO ELETRÔNICO É LANÇADA EM

MARECHAL RONDON. Disponível em: https://www.opresente.com.br/marechal-

candido-rondon/campanha-do-lixo-eletronico-e-lancada-em-marechal-rondon/.

O PRESENTE. Linha Neuhaus e Esquina Bandeirantes recebem

pavimentações com pedras irregulares. Disponível em:

prefeitura-garante-a-destinacao-correta-do-isopor-em-marechal-rondon/.

O PRESENTE. Máquina adquirida pela Prefeitura garante a destinação

correta do isopor em Marechal Rondon. Disponível em:

esquina-bandeirantes-recebem-pavimentacoes-com-pedras-irregulares/.

O PRESENTE. Marechal. Investimento com Itaipu, ATERRO DE MARECHAL

RONDON É COGITADO PARA RECEBR LIXO DE MUNICÍPIOS VIZINHOS.

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CÂNDIDO RONDON ± PR, P19 ± Produto Final SES TOMO 1, Projeto Básico ±

Revisão Final, set. 2020.

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Marechal Cândido Rondon - PR

SIGMA SENSORES. Estação Fluviométrica Onset com Telemetria de Dados

EF-RX-300. Disponível em: https://sigmasensors.com.br/produtos/estacao-

fluviometrica-onset-com-telemetria-de-dados-ef-rx-300.

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Marechal Cândido Rondon - PR

ANEXOS

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Figura 230 - Lista de Presença Reunião Técnica.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Figura 231 - Apresentação do Diagnóstico e do Prognóstico.

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Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Figura 232 - Lista de Presença da Audiência Pública do Diagnóstico e do Prognóstico.

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Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Figura 233 - Fotos da Audiência Pública do Diagnóstico e do Prognóstico.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Figura 234 - Apresentação Audiência Pública Final.

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Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Figura 235 - Lista de presença da Audiência Pública Final.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 236 - Fotos Audiência Pública final.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

PLANO MUNICIPAL DE

SANEAMENTO BÁSICO

ESTUDO DE VIABILIDADE TÉCNICA E ECO-

NÔMICO-FINANCEIRA

Município de Marechal Cândido Rondon - PR

REVISÃO DOPLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

PREFEITURA MUNICIPAL DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PR

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO ­ PMSB

ESTUDO DE VIABILIDADE TÉCNICA E ECONÔMICO-FINANCEIRA ­ RELA-

TÓRIO FINAL

EMPRESA LÍDER ENGENHARIA E GESTÃO DE CIDADES LTDA

MARCIO ANDREI RAUBER

PREFEITO MUNICIPAL

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Marechal Cândido Rondon - PR

EMPRESA DE PLANEJAMENTO CONTRATADA

EMPRESA LÍDER ENGENHARIA E GESTÃO DE CIDADES LTDA

CNPJ: 23.146.943/0001-22

Avenida Antônio Diederichsen, nº 400 ­ sala 210.

CEP 14.020-250 ­ Ribeirão Preto/SP

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Marechal Cândido Rondon - PR

EQUIPE TÉCNICA

Robson Ricardo Resende Henrique Moraes Krüger

Engenheiro Sanitarista e Ambiental Engenheiro Sanitarista e Ambiental

CREA/SC 99639-2

CREA/SC 122794-8

Osmani Vicente Jr.

Arquiteto e Urbanista Rafael Remoto Menezes

CAU A23196-7 Engenheiro Ambiental

Juliano Mauricio da Silva Pedro Henrique Vicente

Engenheiro Civil Engenheiro Civil

CREA/PR 117165-D

CREA/SP 5070395829

Carmen Cecília Marques Minardi

Economista Mike Sam James Ferreira

CORECON/SP 36677 Engenheiro Florestal

Daniel Ferreira de Castro Furtado CREA/MG 142136158-2

Engenheiro Sanitarista e Ambiental

CREA/SC 118987-6 Camilla Stephanie Oliveira

Engenheira Civil

Paulo Guilherme Fuchs

Administrador Juliano Yamada Rovigati

CRA/SC 21705 Geólogo

Paula Evaristo dos Reis de Barros CREA/PR 109.137/D

Advogada

OAB/MG 107.935 Carolina Bavia Ferrucio Bandolin

Assistente Social

CRESS/PR 10.952

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EQUIPE TÉCNICA MUNICIPAL

Rodrigo Emerson Copetti

Diretor Especial Departamento (Gestão de Compras)

Ana Paula Scherer

Agente Administrativo (Seção de Estatística)

Romeu Akio Shinkawa

Engenheiro Civil (Secretaria de Planejamento)

Geane Michele Rosa

Arquiteta (Secretaria de Planejamento)

Marcos José Chaves

Engenheiro Ambiental (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Sus-

tentável)

Léia Inês Kroth Bohnen

Agente Administrativo (Divisão de Planejamento SAAE)

Fabricio Romeiro Salviano

Assessoria Tecnica Operacional SAAE

Mariane Krause

Procuradoria Geral do Município

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Marechal Cândido Rondon - PR

SUMÁRIO

LISTA DE TABELAS............................................................................................... 7

LISTA DE FIGURAS................................................................................................ 8

LISTA DE GRÁFICOS............................................................................................. 9

LISTA DE QUADROS ........................................................................................... 10

APRESENTAÇÃO ................................................................................................. 11

INTRODUÇÃO....................................................................................................... 12

1. METODOLOGIA ................................................................................... 13

2. ESTUDO DE VIABILIDADE TÉCNICA E ECONÔMICO-FINANCEIRA 13

2.1. CONCEITOS E CRITÉRIOS DE ESTUDOS DE VIABILIDADE...14

2.1.1. Despesas e Receitas ....................................................................15

2.1.2. Fluxo de Caixa ..............................................................................15

2.1.3. Demonstrativo do Resultado de Exercício ­ DRE .........................16

2.2. ANÁLISE ATUAL DOS SERVIÇOS DE ÁGUA E ESGOTO DO

MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON..............................................17

2.2.1. Atendimento ao Usuário ................................................................19

2.2.2. Despesas e Receitas ....................................................................22

2.2.3. Investimentos ................................................................................24

2.2.4. Capacidade de Endividamento do Município.................................32

2.2.5. Demonstrativo do Resultado de Exercício .....................................33

2.3. RISCOS E INCERTEZAS DO ESTUDO DE VIABILIDADE .........35

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................. 40

REFERÊNCIAS ..................................................................................................... 42

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Marechal Cândido Rondon - PR

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 ­ Número de ligações, volume micromedido e faturado. .........................21

Tabela 2 ­ Despesas com Água e Esgoto em 2021 e 2022. ..................................22

Tabela 3 ­ Receitas com Água e Esgoto em 2021 e 2022. ....................................23

Tabela 4 ­ Crédito a Receber em 2021 e 2022......................................................23

Tabela 5 ­ Investimentos realizados pelo Estado em 2021 e 2022. .......................24

Tabela 6 ­ Investimentos realizados pelo Prestador de Serviços em 2021 e 2022.25

Tabela 7 ­ Investimentos realizados pelo Município em 2021 e 2022. ...................25

Tabela 8 ­ Programas, Projetos e Ações do SAA. .................................................27

Tabela 9 ­ Programas, Projetos e Ações do SES. .................................................29

Tabela 10 ­ Soma total dos investimentos futuros para o SAA e SES. ..................31

Tabela 11 ­ Previsão de investimentos ano a ano. ................................................31

Tabela 12 ­ Receita corrente líquida do município.................................................32

Tabela 13 ­ Capacidade de endividamento do município. .....................................33

Tabela 14 ­ Fluxo de caixa. ...................................................................................33

Tabela 15 ­ Probabilidade de ocorrências dos riscos e incertezas. .......................38

Tabela 16 ­ Estratégia e monitoramento dos riscos e incertezas...........................39

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Marechal Cândido Rondon - PR

LISTA DE FIGURAS

Figura 1 ­ Exemplo de um diagrama de fluxo de caixa. .........................................16

Figura 2 ­ Relatório de Atendimento ao Usuário de Janeiro a Dezembro de 2022.20

Figura 3 ­ Diagrama do fluxo de caixa. ..................................................................35

Figura 4 ­ Análise FOFA preliminar. ......................................................................37

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LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1 ­ Comparativo entre o fluxo de caixa. .........................................................34

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Marechal Cândido Rondon - PR

LISTA DE QUADROS

Quadro 1 ­ Possíveis fontes de financiamento...........................................................41

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Marechal Cândido Rondon - PR

APRESENTAÇÃO

Este documento corresponde à revisão do Plano de Saneamento Básico do Mu-

nicípio de Marechal Cândido Rondon ­ PR, conforme Contrato nº 052/2023.

O Plano Municipal de Saneamento Básico ­ PMSB, abrange o conjunto de ser-

viços de infraestruturas e instalações dos setores de saneamento básico, que, por de-

finição, engloba o abastecimento de água, o esgotamento sanitário, a limpeza urbana

e o manejo de resíduos sólidos e a drenagem e o manejo de águas pluviais urbanas.

O Plano de Saneamento Básico do Município de Marechal Cândido Rondon visa

estabelecer um planejamento das ações de saneamento no município, atendendo aos

princípios da Política Nacional de Saneamento Básico - Lei n° 11.445/2007, alterada

pela Lei nº 14.026/2020, assim como as diretrizes da Política Nacional dos Resíduos

Sólidos - Lei Federal nº 12.305/2010, com vistas à melhoria da salubridade ambiental,

à proteção dos recursos hídricos e à promoção da saúde pública.

Neste sentido, o presente trabalho consiste no Relatório Final do Estudo de Via-

bilidade Técnica e Econômico-Financeira, contendo as análises de avaliação para iden-

tificação da viabilidade atrelada à execução dos projetos previstos nos Programas, Pro-

jetos e Ações, que se fazem objeto desta revisão do Plano Municipal de Saneamento

Básico ­ PMSB de Marechal Cândido Rondon.

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Marechal Cândido Rondon - PR

INTRODUÇÃO

A necessidade da melhoria da qualidade de vida aliada às condições, nem sem-

pre satisfatórias, de saúde ambiental e a importância de diversos recursos naturais para

a manutenção da vida, resultam na necessidade de adotar uma política de saneamento

básico adequada, considerando os princípios da universalidade, equidade, desenvolvi-

mento sustentável, entre outros.

A falta de planejamento municipal e a ausência de uma análise integrada conci-

liando aspectos sociais, econômicos e ambientais resultam em ações fragmentadas e

nem sempre eficientes que conduzem para um desenvolvimento desequilibrado e com

desperdício de recursos.

A falta de saneamento ou adoção de soluções ineficientes trazem danos ao meio

ambiente, como a poluição hídrica e a poluição do solo que, por consequência, influen-

cia diretamente na saúde pública. Em contraposição, ações adequadas na área de sa-

neamento reduzem significativamente os gastos com serviços de saúde.

Acompanhando a preocupação das diferentes escalas de governo com questões

relacionadas ao saneamento, a Lei nº 11.445 de 2007 estabeleceu as diretrizes nacio-

nais para o saneamento básico, atualizada pelo Novo Marco Legal do Saneamento, Lei

n° 14.026 de 2020.

Entendendo saneamento básico como o conjunto de serviços, infraestruturas e

instalações operacionais de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza

urbana e manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo de águas pluviais urbanas,

a Lei condiciona a prestação dos serviços públicos destas áreas à existência do Plano

de Saneamento Básico, o qual deve ser revisto a cada dez anos, de acordo com as

diretrizes da Lei n° 14.026/2020.

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Marechal Cândido Rondon - PR

1. METODOLOGIA

· Apresentação dos dados e informações sobre os serviços de abastecimento

de água e esgotamento sanitário;

· Cálculo de limite de endividamento do município;

· Organização dos dados sobre fluxo de caixa dos serviços prestados pelos

sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário;

· Identificação dos riscos e incertezas acerca do estudo de viabilidade, seguido

do apontamento da probabilidade de ocorrência e impacto causado, finali-

zando com definição de estratégias de mitigação e gerenciamento, também

com o tipo de monitoramento.

· Compilação dos argumentos apresentados para fidelizar a decisão sobre a

viabilidade ou não dos projetos futuros dos sistemas.

2. ESTUDO DE VIABILIDADE TÉCNICA E ECONÔMICO-FINANCEIRA

Dentro do escopo do Plano Municipal de Saneamento Básico ­ PMSB do Muni-

cípio de Marechal Cândido Rondon, a realização de estudos de viabilidade técnica e

econômico-financeira se revela como um passo fundamental para o direcionamento

adequado das ações voltadas aos Sistemas de Abastecimento de Água ­ SAA e os

Sistemas de Esgotamento Sanitário ­ SES.

Esses estudos se baseiam na análise minuciosa das condições locais, conside-

rando elementos como disponibilidade hídrica, peculiaridades geográficas, demanda

populacional e infraestrutura já existente. Por meio desta avaliação aprofundada, torna-

se possível identificar soluções técnicas e estruturais apropriadas para assegurar o for-

necimento de água potável de qualidade e a gestão eficaz do saneamento.

Paralelamente, a análise de viabilidade econômico-financeira se destaca como

um pilar essencial para garantir a sustentabilidade dos serviços de saneamento. Esta

abordagem compreende a avaliação dos custos envolvidos na implementação, opera-

ção e manutenção dos sistemas, bem como a projeção de receitas e fontes de financi-

amento viáveis.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Por meio dessa análise, é viável planejar de maneira criteriosa a alocação de

recursos financeiros, levando em conta a capacidade de pagamento da comunidade e

a busca por fontes de investimento que assegurem a sustentabilidade econômica dos

serviços a longo prazo.

Portanto, os estudos de viabilidade econômico-financeira emergem como ferra-

mentas essenciais para embasar as decisões estratégicas e a formulação de um PMSB

consistente. Ao integrar de forma holística esses aspectos, o Plano se estabelece como

um guia direcionador para o desenvolvimento urbano sustentável, almejando o bem-

estar da população e a preservação do meio ambiente.

2.1. CONCEITOS E CRITÉRIOS DE ESTUDOS DE VIABILIDADE

A decisão de realizar determinado investimento, pautada na análise comparativa

da quantidade de recursos entrantes e de saídas que se referem ao custeio do empre-

endimento, configura-se uma análise de viabilização econômica.

Neste sentido, a decisão de investir baseada em um fluxo de caixa positiva, re-

fere-se à uma análise no âmbito financeiro. Portanto, infere-se que uma análise econô-

mica e financeira de um empreendimento abrange todas as quantidades envolvidas,

sejam entradas ou saídas de caixa (ROCHA; SOUZA; DALFIOR, 2016).

Um projeto necessita ser avaliado quanto à sua Viabilidade Econômica e Finan-

ceira ­ VEF desde o seu início, atravessando as etapas de planejamento, monitora-

mento, controle, execução e encerramento. Isso viabiliza a projeção do fluxo de caixa,

delineando os valores de investimentos desde o começo até o término do empreendi-

mento, considerando sempre os contextos econômicos locais e globais (ROCHA;

SOUZA; DALFIOR, 2016).

De acordo com Strieder, Cunico e Walter (2022), a análise financeira de um pro-

jeto ou empresa tem como objetivo principal avaliar os riscos do empreendimento e

estimar sua rentabilidade. Para calcular essa rentabilidade, são usados indicadores que

demonstram, de forma quantitativa e comparativa, os resultados alcançados em um

determinado período.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

2.1.1. Despesas e Receitas

No contexto de um Estudo de Viabilidade Técnica e Econômico-Financeira, as

despesas abrangem os custos associados à implementação e operação de um projeto,

englobando não apenas os investimentos iniciais, mas também os gastos contínuos,

como custos de produção, manutenção, recursos humanos e outros desembolsos ao

longo do desenvolvimento do empreendimento.

Em contrapartida, as receitas são as entradas financeiras previstas, originadas

das vendas de produtos, serviços ou outras fontes de ganho associadas ao projeto em

análise.

Esses estudos minuciosos incluem projeções detalhadas das despesas e recei-

tas ao longo do tempo, levando em consideração variáveis como inflação, taxas de

juros, demanda de mercado e custos operacionais crescentes ou decrescentes. Essa

análise cuidadosa visa não apenas determinar a lucratividade do empreendimento, mas

também avaliar a sua sustentabilidade econômica e financeira, possibilitando a tomada

de decisões embasadas e estratégicas.

2.1.2. Fluxo de Caixa

O fluxo de caixa é um resumo gerencial que registra a movimentação financeira

em um período específico, detalhando entradas e saídas de dinheiro, assim como ana-

lisando conta a receber e a pagar. Sua elaboração visa apoiar decisões empresariais e

financeiras, criando estratégias para uma gestão mais eficaz do caixa (SILVA; NEIVA,

2010).

Essa ferramenta é fundamental para prever a saúde econômica futura de deter-

minada organização ou empreendimento, evitando possíveis problemas de insolvência

e falta de liquidez, proporcionando uma visão precisa e estratégica da situação finan-

ceira da organização (SILVA; NEIVA, 2010).

Além disso, o fluxo de caixa serve como um retrato preciso da saúde financeira

da organização, permitindo projeções e ações para lidar com momentos de escassez

ou excesso de recursos.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

Sendo um relatório dinâmico e atualizado, ele reflete de maneira transparente e

detalhada a situação financeira, oferecendo insights essenciais para a gestão financeira

da organização e possibilitando uma tomada de decisões mais precisa e embasada

(SILVA; NEIVA, 2010).

Também ajuda os gestores a reconhecerem as principais demandas de capital

ao longo do tempo. Em um projeto, é possível identificar, por exemplo, quando haverá

maior necessidade de pagamentos permitindo previsões financeiras e, consequente-

mente, tomadas de decisões estratégicas (ROCHA; SOUZA; DALFIOR, 2016).

Dessa forma, infere-se que o fluxo de caixa pode ser ilustrado por um diagrama

horizontal. As entradas (+) são indicadas por setas que se deslocam para cima a partir

do eixo horizontal do diagrama, enquanto as saídas (-) são representadas por setas

que se movem para baixo do respectivo eixo. Essas setas podem ser numeradas para

identificação das entradas ou saídas (ROCHA; SOUZA; DALFIOR, 2016).

Portanto, a Figura 1 mostra um exemplo com valores com valores ilustrativos de

um diagrama de fluxo de caixa.

Figura 1 ­ Exemplo de um diagrama de fluxo de caixa.

Fonte: ROCHA; SOUZA; DALFIOR, 2016. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

2.1.3. Demonstrativo do Resultado de Exercício ­ DRE

O Demonstrativo do Resultado de Exercício ­ DRE revela a composição do re-

sultado por meio da comparação entre as receitas e os custos e despesas correspon-

dentes (SILVA; ROCHA; PRIEBE, 2021).

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Marechal Cândido Rondon - PR

Essa demonstração apresenta de forma concisa e organizada as operações re-

alizadas pela empresa, projeto ou entidade, detalhando as receitas, custos e despesas

do período, culminando no lucro ou prejuízo da operação (SILVA; ROCHA; PRIEBE,

2021).

Por ser um relatório que espelha o fluxo econômico, o DRE é uma ferramenta

crucial para análise e fornecimento de informações essenciais para a tomada de deci-

sões. Todas as receitas e despesas são detalhadas no DRE, categorizadas de acordo

com suas naturezas, possibilitando uma visão clara da situação do projeto (SILVA; RO-

CHA; PRIEBE, 2021).

2.2. ANÁLISE ATUAL DOS SERVIÇOS DE ÁGUA E ESGOTO DO MUNICÍPIO DE

MARECHAL CÂNDIDO RONDON

Conforme evidenciado na etapa do Diagnóstico (Produto 3) deste PMSB, o ser-

viço de fornecimento de água em Marechal Cândido Rondon é gerido pelo Serviço Au-

tônomo de Água e Esgoto (SAAE). Na área central, o sistema é composto por 18 poços

profundos, embora 2 estejam temporariamente inativos, além de 5 captação superficial

de mina e 1 captação em rio. Os Distritos e áreas rurais são supridos por 10 poços

profundos.

Nas linhas rurais, sob responsabilidade das associações, existem atualmente 49

fontes em funcionamento. Alguns desses grupos são servidos por duas fontes, tais

como Arara, Baitaca, Belmonte, Curvado, Guará, Guavirá, Maracanã, Ouro Verde/Flor

de Maio, Piacuê e São José do Guaçu.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

referentes a 2022, a população total atendida no município era de 55.836 habitantes,

abrangendo 100% da população municipal.

Apesar de não ser de expressiva relevância, Marechal Cândido Rondon enfrenta

problemas relacionados à escassez de água, além da paralização do abastecimento

em momentos de manutenção do sistema. Como prova, de acordo com o SAAE, em

agosto de 2021, foi preciso implementar medidas de racionamento devido à escassez

durante esse período.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Atualmente, esse cenário apresenta melhoras devido, principalmente, ao novo

ponto de captação no Arroio Fundo, que aumentou significativamente a disponibilidade

hídrica na região. Porém, com a crescente escassez hídrica no município, há a neces-

sidade de implementação de uma nova ETA com maior vazão de captação.

O sistema de distribuição de água da Sede Municipal inclui 6 reservatórios sub-

terrâneos, 4 elevados, 9 apoiados, 8 estações elevatórias de água tratada (boosters

juntos). Essas estruturas atendem às 3 regiões de distribuição de água, fornecendo

água potável para 18.405 ligações.

Para o fornecimento de água potável nos 8 Distritos Urbanos (Novo Três Passos,

Novo Horizonte, Bela Vista, Iguipora, Bom Jardim, Porto Mendes, Margarida e São Ro-

que), a cidade possui sistemas independentes de captação, tratamento e distribuição.

A captação é feita por meio de poços profundos com tratamento simplificado. A distri-

buição é realizada de forma contínua, com reservatório de jusante. Esses sistemas

atendem a 1.683 ligações ativas, ressaltando, mais 10 ligações na Linha Hermann (Sis-

tema Rural abastecido pelo SAAE).

As associações rurais possuem sistemas independentes de captação e trata-

mento de água, utilizando poços profundos. Tais sistemas atendem a 1.949 ligações

domiciliares.

Em relação ao Sistema de Esgotamento Sanitário, com base nos dados do Índice

de Atendimento Urbano de Esgoto (ICn05) ­ Sede, o sistema de esgoto sanitário (SES)

existente atende 38% da população urbana, dos quais aproximadamente 86% corres-

pondem à categoria residencial. Conforme esses dados, o município coleta e trata cerca

de 94.860 metros cúbicos por mês.

As demais construções, sejam elas residenciais, comerciais ou industriais, pos-

suem sistemas individuais de tratamento, que podem ser compostos por fossas sépti-

cas ou rudimentares. De acordo com informações do SAAE, não há descargas de es-

goto diretamente nos corpos hídricos da área urbana.

O sistema é composto por redes coletoras, coletores tronco, interceptores e es-

tações elevatórias. A rede coletora existente abrange três bacias, com extensão total

de 175 km, considerando diâmetros de tubulações variando de 50 mm a 400 mm. O

SES conta com 3 sistemas de bombeamento de esgoto: Estação Elevatória de Esgoto

­ EEE 01 UNIOESTE, EEE 02 Borboleta e EEE 03 Augusto.

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Marechal Cândido Rondon - PR

A rede coletora existente, conforme registro do SAAE, está distribuída nas sub-

bacias Guavirá e Bonito. A principal Estação de Tratamento de Esgoto do município, a

ETE Guavirá, localiza-se na sub-bacia homônima e recebe todos os esgotos gerados

na área urbana do Distrito Sede. O transporte do esgoto até a ETE é feito pelo Inter-

ceptor Guavirá.

Conforme informações do SAAE, o plano atual para a implementação de novas

redes coletoras concentra-se principalmente nas sub-bacias que contribuem para a

ETE Guavirá. Esta abordagem é baseada na viabilidade técnica para instalar redes

coletoras por gravidade, a fim de completar a malha de rede, especialmente em áreas

mais densamente povoadas, ou seja, do centro para as extremidades da cidade.

Em 2019, de acordo com dados do SAAE, foi instalada uma estação elevatória

na região central urbana, situada na sub-bacia Borboleta. Esta estação direciona parte

dos esgotos gerados nessa sub-bacia para a ETE Guavirá.

Essa estação elevatória recebe os esgotos de 9.608 metros de rede coletora,

uma parte localizada na região central da área urbana, conhecida como Ramal Borbo-

leta, inserida na área de esgotamento da sub-bacia Borboleta (Bacia Arroio Fundo),

porém com direcionamento para a sub-bacia Guavirá.

Por fim, vale dizer que nos subcapítulos abaixo, as informações e dados compi-

lados possuem relevante importância para este Estudo de Viabilidade Técnica e Eco-

nômico-Financeira, especialmente para tomada de decisões baseadas nas análises

dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário, referentes à viabili-

dade de investimentos futuros.

2.2.1. Atendimento ao Usuário

A seguir, a Figura 2 mostra o relatório de atendimento ao usuário, do Município

de Marechal Cândido Rondon, referente ao ano de 2022. A Tabela 1 mostra o número

de ligações, volume micromedido e faturado. Todos os dados foram disponibilizados

pelo SAAE e a Prefeitura Municipal.

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Marechal Cândido Rondon - PR

Figura 2 ­ Relatório de Atendimento ao Usuário de Janeiro a Dezembro de 2022.

LIGAÇÕES E ECONOMIAS JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

ÁGUA 21.573 21.622 21.680 21.728 21.772 21.818 21.871 21.922 21.963 22.010 22.041 22.066

24.280 24.333 24.393 24.432 24.484 24.535 24.581 24.628 24.684 24.731 24.767 24.789

TOTAL LIGAÇÕES 21.851 21.900 21.957 21.998 22.042 22.090 22.129 22.179 22.222 22.267 22.292 22.314

TOTAL ECONOMIAS

RESIDENCIAL 2.250 2.254 2.257 2.256 2.264 2.268 2.275 2.273 2.286 2.288 2.293 2.294

COMERCIAL 122 122 122 122 122 121 121 121 121 121 128 127

INDUSTRIAL 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6

ESPECIAL 51 51 51 50 50 50 50 49 49 49 48 48

RURAL

6.588 6.603 6.632 6.691 6.713 6.738 6.754 6.928 7.129 7.151 7.260 7.262

ESGOTO 7.911 7.930 7.964 8.020 8.046 8.073 8.087 8.272 8.500 8.522 8.652 8.650

6.780 6.798 6.826 6.885 6.907 6.926 6.937 7.112 7.312 7.334 7.452 7.451

TOTAL LIGAÇÕES 1.120 1.121 1.127 1.124 1.128 1.136 1.139 1.148 1.175 1.175 1.186 1.185

TOTAL ECONOMIAS

RESIDENCIAL 11 11 11 11 11 11 11 12 13 13 14 14

COMERCIAL

INDUSTRIAL 36 22 41 32 38 41 33 47 42 39 44 18

ESPECIAL 0 0 2

RURAL 0 0 0 1 1 0 1 1 0 0 0 0

3 7 0

ALTERAÇÕES DE FATURA 2 0 1 0 0 0 1 0 0 0 0 0

VAZAMENTO INTERNO 34 2 9 28 8 3 3 3 1 0 2

VAZAMENTO NA LIGAÇÃO 20.063

MUDANÇA DE ECONOMIA 19.540 1 0 19.580 2 0 2 0 0 0 3 18.371

ERRO DE LEITURA

COBRANÇA INDEVIDA 0 13 25 204 14 21 15 19 25 24 20 1.692

OUTROS MOTIVOS 130

108 19.566 19.608 245 19.622 19.824 19.923 19.914 19.953 20.012 20.017 34

SERVIÇOS EXECUTADOS 13 20 18.145 18.240 18.227 18.267 18.326 18.332 127

7 407 713 593 4

LEITURA TOTAL 77 211 1.679 1.683 1.687 1.686 1.686 1.685 71

LEITURA SEDE 132 79 233 188 164 528 448 335 356 296 115

LEITURA DISTRITO 103 3 12 23 66 65 69 68 81

NOTIFICAÇÃO COM FITA 11 3 20 99 149 38 395 43 127 106 7

NOTIFICAÇÃO SEM FITA 13 51 12 128 39 15 30 7 3 14 0

CORTE COM TUBETE 0 109 91 129 41 234 28 91 77 0

VERIFICAÇÃO PÓS CORTE 4 41 15 3 103 140 55 308 98 111 102 0

CONSTATAÇÃO VIOLAÇÃO LACRE 8 0 184 82 93 76 78 80 127

RELIGAÇÃO POR CORTE 194 2 1 65 12 13 5 16 7 14

VERIFICAÇÃO DE LEITURA 1.509 0 132 0 85 0 2 0 0 1.518

VERIFICAÇÃO DE ECONOMIAS 1.033 0 70 1.801 0 19 1 0 0 774

SERVIÇOS DIVERSOS (recolocar lacre) 191 973 0 0 110 12 37 147

ENTREGA MATERIAL (LEITURISTAS/REFIS/2021) 3 181 2.075 0 0 190 178 143 1.791 4

ENTREGA OFÍCIOS 12 1.689 821 6 192 0 161 2.086 1

ALTERAÇÃO DE TITULARIDADE 11 3 1.713 380 1.687 1.186 1.323 1.666 897 5

EMISSÃO DE SEGUNDA VIA 816 13 181 786 862 783

GERENC. O.S. (ABERTURA, FECHAM., ARQUIV.) 841 1.544

ATENDIMENTO AO USUÁRIO

3 5 7 4 12 13 8 9 10

REQUERIM ENT OS:

2 7 1 4 1 2 2 6 4

INCLUSÃO NA TARIFA SOCIAL

DEVOLUÇÃO PAGAMENTO 7 6 15 11 9 12 14 7 3

PARCELAMENTO FATURAS

Fonte: SAAE Marechal Cândido Rondon, 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Tabela 1 ­ Número de ligações, volume micromedido e faturado.

MESES JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV

Total de Ligações 6.588 6.603 6.632 6.691 6.713 6.738 6.754 6.928 7.129 7.151 7.260

Total de Economias 7.911 7.930 7.964 8.020 8.046 8.073 8.087 8.272 8.500 8.522 8.652

6.780 6.798 6.826 6.885 6.907 6.926 6.937 7.112 7.312 7.334 7.452

Residencial 1.120 1.121 1.127 1.124 1.128 1.136 1.139 1.148 1.175 1.175 1.186

Comercial

Industrial 11 11 11 11 11 11 11 12 13 13 14

Volume Micromedido

76.867 68.994 70.851 66.562 75.530 64.970 68.064 72.916 73.622 70.302 75.102

m³/mês

Volume Faturado m³/mês 83.114 77.410 79.155 76.260 75.530 76.079 77.352 81.332 82.693 80.835 84.392

Comercial m³/mês 9.005 8.489 8.806 8.617 8.482 8.334 8.459 9.096 9.332 8.733 8.984

Industrial m³/mês 122 127 162 122 106 92 103 125 119 110 138

Residencial m³/mês 67.560 60.378 61.883 57.823 56.327 56.544 59.502 63.695 64.171 61.459 65.980

Fonte: Serviço Autônomo de Água e Esgoto - SAAE, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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2.2.2. Despesas e Receitas

As tabelas abaixo mostram as despesas e receitas do Município de Marechal

Cândido Rondon em relação aos serviços de água e esgotamento sanitário, referentes

aos anos de 2021 e 2022, segundo informações do Sistema Nacional de Informações

sobre Saneamento ­ SNIS.

Tabela 2 ­ Despesas com Água e Esgoto em 2021 e 2022.

Descrição Unid. 2021 2022

Despesa com pessoal próprio R$/ano 7.415.839,96 8.631.277,84

Despesa com produtos químicos R$/ano 419.468,12 688.923,90

Despesa com energia elétrica R$/ano 4.228.638,66 4.385.037,62

Despesa com serviços de terceiros R$/ano 1.289.874,76 1.774.616,41

R$/ano 0,00 0,00

Despesa com água importada (bruta ou tra- R$/ano 0,00 0,00

tada) R$/ano

R$/ano 207.550,42 218.276,26

Despesa com esgoto exportado R$/ano 1.795.746,79 2.405.005,27

R$/ano

Despesas fiscais ou tributárias computadas na R$/ano 0,00 0,00

DEX R$/ano

0,00 0,00

Outras despesas de exploração R$/ano

R$/ano 0,00 0,00

Despesas com juros e encargos do serviço da R$/ano

dívida, exceto variações monetária e cambial R$/ano 0,00 0,00

Despesa com variações monetárias e cambiais

das 0,00 0,00

dívidas

Despesas com juros e encargos do serviço da 45.926,00 21.144,00

dívida

Despesas com depreciação, amortização do 0,00 0,00

ativo diferido e provisão para devedores duvi-

dosos 15.357.118,71 18.103.137,30

Despesas fiscais ou tributárias não computa-

das na

DEX

Outras despesas com os serviços

Despesas com amortizações do serviço da dí-

vida

Despesas de Exploração (DEX)

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Despesas totais com os serviços (DTS), R$/ano 15.403.044,71 18.124.281,30

Despesas totais com o serviço da dívida R$/ano 0,00 0,00

Fonte: SNIS, 2021 e 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Tabela 3 ­ Receitas com Água e Esgoto em 2021 e 2022.

Descrição Unid. 2021 2022

Receita operacional direta de água R$/ano 15.781.005,03 16.264.055,83

R$/ano

Receita operacional direita de água exportada R$/ano 0,00 0,00

(bruta ou tratada) R$/ano

R$/ano 3.184.550,60 3.481.507,47

Receita operacional direta de esgoto

0,00 0,00

Receita operacional direta ­ esgoto bruto im-

portado 1.761.385,23 1.921.012,32

Receita operacional indireta

Receita operacional direta total R$/ano 18.965.555,63 19.745.563,30

Receita operacional total (direta + indireta) R$/ano 20.726.940,86 21.666.575,62

Fonte: SNIS, 2021 e 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Como adendo, a Tabela 4 mostra os valores de crédito de contas a receber do

Município de Marechal Cândido Rondon, de acordo com o SNIS para os anos de 2021

e 2022.

Tabela 4 ­ Crédito a Receber em 2021 e 2022.

Descrição Unid. 2021 2022

Crédito de contas a receber R$/ano 797.029,43 362.419,77

Fonte: SNIS, 2021 e 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

2.2.3. Investimentos

O investimento em um projeto refere-se à aplicação de recursos financeiros em

uma iniciativa específica, seja ela um empreendimento, uma iniciativa comercial, um

projeto de infraestrutura ou outra atividade. Esses recursos são direcionados com a

expectativa de obter retornos futuros provenientes do projeto (BODIE; KANE; MAR-

CUS, 2013).

A alocação financeira é realizada com o propósito de viabilizar e impulsionar o

projeto, buscando alcançar lucros, benefícios econômicos ou resultados positivos, de

forma a aumentar o valor ou rentabilidade do empreendimento ao longo do tempo (BO-

DIE; KANE; MARCUS, 2013).

Dessa forma, a Tabela 5 apresenta os dados disponibilizados pelo SNIS, refe-

rentes aos investimentos feitos pelo Estado, a Tabela 6 mostra os investimentos reali-

zados pelo prestador de serviços e a Tabela 7 exibe os investimentos concedidos pelo

próprio município, nos anos de 2021 e 2022.

Tabela 5 ­ Investimentos realizados pelo Estado em 2021 e 2022.

Descrição Unid. 2021 2022

Despesas capitalizáveis realizadas pelo Estado R$/ano 0,00 0,00

Investimento realizado em abastecimento de R$/ano 0,00 0,00

água pelo Estado

Investimento realizado em esgotamento sani- R$/ano 0,00 0,00

tário pelo Estado

Outros investimentos realizados pelo Estado R$/ano 0,00 0,00

Investimento com recursos próprios realizado R$/ano 0,00 0,00

pelo Estado

Investimento com recursos onerosos realizado R$/ano 0,00 0,00

pelo Estado

Investimento com recursos não onerosos reali- R$/ano 0,00 0,00

zado pelo Estado

Investimentos totais realizados pelo estado R$/ano 0,00 0,00

Fonte: SNIS, 2021 e 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Tabela 6 ­ Investimentos realizados pelo Prestador de Serviços em 2021 e 2022.

Descrição Unid. 2021 2022

Despesas capitalizáveis realizadas pelo pres- R$/ano 1.909.818,67 714.387,84

tador de serviços R$/ano 3.507.927,48 1.145.640,86

R$/ano 1.787.921,24

Investimento realizado em abastecimento de R$/ano 72.870,75

água pelo prestador de serviços R$/ano 706.681,39 12.718,60

R$/ano 6.197.298,29 3.660.668,54

Investimento realizado em esgotamento sani- R$/ano

tário pelo prestador de serviços R$/ano 0,00 0,00

0,00 0,00

Outros investimentos realizados pelo presta- 6.197.298,29 3.660.668,54

dor de serviços

Investimento com recursos próprios realizado

pelo prestador de serviços

Investimento com recursos onerosos realizado

pelo prestador de serviços

Investimento com recursos não onerosos reali-

zado pelo prestador de serviços

Investimentos totais realizados pelo presta-

dor de serviços

Fonte: SNIS, 2021 e 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Tabela 7 ­ Investimentos realizados pelo Município em 2021 e 2022.

Descrição Unid. 2021 2022

Despesas capitalizáveis realizadas pelo muni- R$/ano 0,00 0,00

cípio

Investimento realizado em abastecimento de R$/ano 0,00 0,00

água pelo município

Investimento realizado em esgotamento sani- R$/ano 0,00 0,00

tário pelo município

Outros investimentos realizados pelo municí- R$/ano 0,00 0,00

pio

Investimento com recursos próprios realizado R$/ano 0,00 0,00

pelo município

Investimento com recursos onerosos realizado R$/ano 0,00 0,00

pelo município

Investimento com recursos não onerosos reali- R$/ano 0,00 0,00

zado pelo município

Investimentos totais realizados pelo muni- R$/ano 0,00 0,00

cípio

Fonte: SNIS, 2021 e 2022. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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2.2.3.1. Investimentos futuros

Os investimentos futuros para os sistemas de abastecimento de água e esgota-

mento sanitário foram realizados no Produto 5 ­ Programas, Projetos e Ações, também

objeto deste Plano Municipal de Saneamento Básico do Município de Marechal Cândido

Rondon.

A definição dos programas, projetos e ações a serem elaboradas para o referido

trabalho se deram a partir da exclusão das metas e objetivos estabelecidos pelo PMSB

anterior (2016) que foram concluídos e estão atualmente em andamento.

O SAA foi dividido em 3 objetivos, sendo eles a implementação do programa de

educação ambiental, a ampliação e aprimoramento do abastecimento de água na zona

urbana e o monitoramento da qualidade da água dos sistemas individuais na zona rural.

O SES também foi designado com 3 objetivos, a implementação do programa de edu-

cação ambiental, ampliação e aprimoramento do sistema urbano de esgotamento sani-

tário e a ampliação e aprimoramento dos sistemas rurais de esgotamento sanitário.

Portanto, as tabelas abaixo mostram os valores de investimentos para os siste-

mas de abastecimento de água e esgotamento sanitário designados para o município,

com horizonte de planejamento de 20 anos, considerando períodos de curto (1 a 4

anos), médio (5 a 12 anos) e longo (13 a 20 anos) prazo.

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Tabela 8 ­ Programas, Projetos e Ações do SAA.

VALORES PRAZOS

OBJETIVO

CURTO MÉDIO LONGO

-

Instalação da ETA definitiva de 150 l/s - R$ 10.000.000,00 -

-

Recuperação da estrutura física da captação Nascente 6 R$ 7.050,00 - -

-

sistema soft-starter no conjunto moto bomba reserva do recalque do Sistema R$ 14.100,00 - -

rainha -

-

Mobília e mudança para a nova sede (funcionários e equipamentos) do labo- R$ 70.500,00 - -

ratório de análise de qualidade da água

Reservatório de apoio de 4.000m³ na região do bairro Boa Vista R$ 4.935.000,00 -

Implantação de mais Distritos de Medição de Controle - DMC na rede de dis- R$ 1.166.550,00 -

tribuição

Adutora de Água tratada Arroio Fundo R$ 11.796.026,23 -

Implantação da Rede de Distribuição de Água R$ 5.857.372,60 -

Substituição da RDA de ferro no centro da cidade em diversos parâmetros R$ 1.313.279,94 -

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Implantação do RAP-SEDE e EET R$ 2.192.805,72 - -

Válvula Redutora de Pressão (VRP21, VRP22, VRP23, VRP24, VRP25, R$ 198.632,70 - -

VRP26, VRP27, VRP28)

Macromedidor (M01, M02, M03) R$ 278.913,60 - -

Pressurizador de Rede de Água - Booster Maripá R$ 84.888,01 - -

R$ 320.804,64 R$ 481.206,96 R$ 802.011,60

O Serviço Autônomo de Água e Esgoto - SAAE de Marechal Cândido Ron-

don deve continuar a fiscalização do abastecimento de água através da rea- - - -

lização da coleta e análise da água destinada ao consumo humano por labo- R$ 802.011,60

ratório especializado

Manter a Universalização do Sistema de Abastecimento de Água na Zona

Rural

Total R$ 28.235.923,45 R$ 10.481.206,96

TOTAL GERAL DOS INVESTIMENTOS PREVISTOS PARA O SAA

R$ 39.519.142,01

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Tabela 9 ­ Programas, Projetos e Ações do SES.

OBJETIVO VALORES PRAZOS

MÉDIO

CURTO LONGO

R$ 42.300,00

Manter Programa de Ação educativa de conscientização para realização da R$ 49.350,00 R$ 49.350,00 R$ 120.000,00

ligação de esgoto

-

Implementar projeto de educação ambiental com a temática de aplicação de R$ 50.000,00 R$ 40.000,00 -

tecnologias sociais do saneamento rural. -

-

Estudo para aplicação de tratamento coletivo de esgoto nos Distritos R$ 250.000,00 -

Instalação das Estações Elevatórias de Esgoto Restantes, previstas pelo

Projeto COBRAPE. Excluindo as EEE01, EEE06 e EEE09, que já estão em R$ 6.364.417,44 -

funcionamento

Projeto de Reforma no Sistema de Entrada da ETE - Guavirá (Projeto CO- R$ 456.085,73 -

BRAPE)

Instalação do Sistema de Aeração das Lagoas - ETE Guavirá (Projeto CO- R$ 959.969,33 -

BRAPE)

Elevatória de Recuperação de Nível R$ 824.835,06 - -

Sistema Elétrico e Automação da ETE R$ 541.409,40 - -

Realizar mais 11.155 ligações de esgoto na área urbana do Distrito Sede R$ 1.093.190,00 - -

Realizar mais 695 ligações de esgoto na área urbana do Distrito Sede - R$ 68.110,00

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OBJETIVO CURTO VALORES PRAZOS LONGO

Realizar mais 2.434 ligações de esgoto na área urbana do Distrito Sede - MÉDIO R$ 238.532,00

-

Instalação de todas as redes coletoras indicadas pelo projeto COBRAPE - - R$ 95.269.017,03

- - R$ 3.618.445,95

Instalação de todos os coletores tronco indicados pelo projeto COBRAPE - R$ 692.784,22

R$ 40.000,00 - -

Instalação do emissário esquerdo Guavira R$ 141.000,00 - -

Realizar o levantamento das propriedades com fossas inadequadas (Fossas -

- -

Rudimentares) -

Elaborar programa de conscientização para as comunidades rurais acerca

do tratamento a partir de Fossas Sépticas

Programa de Substituições dos tratamentos inadequados (Fossas Rudimen-

tares) a partir de parceria com Itaipu Binacional

Total R$ 10.770.256,96 R$ 850.244,22 R$ 99.288.294,98

TOTAL GERAL DOS INVESTIMENTOS PREVISTOS PARA O SES

R$ 110.908.796,16

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Tabela 10 ­ Soma total dos investimentos futuros para o SAA e SES.

Descrição Valor

TOTAL GERAL DOS INVESTIMENTOS PREVISTOS PARA O SAA R$ 39.519.142,01

TOTAL GERAL DOS INVESTIMENTOS PREVISTOS PARA O SES R$ 110.908.796,16

TOTAL GERAL R$ 150.427.938,17

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Neste sentido, a Tabela 11 apresenta a projeção de investimentos a ser realizada

ano a ano durante o horizonte de projeto de 20 anos previsto para o PMSB. Lembrando

que, os valores e datas a serem apresentados, podem ou não condizer com a realidade

futura, pois depende de diversos fatores externos ao ambiente de projeção.

Tabela 11 ­ Previsão de investimentos ano a ano.

Prazo Ano Valor

Curto

Médio 1 R$ 10.000.000,00

Longo 2 R$ 9.751.545,10

3 R$ 9.751.545,10

4 R$ 9.503.090,21

5 R$ 1.416.431,40

6 R$ 1.416.431,40

7 R$ 1.416.431,40

8 R$ 1.416.431,40

9 R$ 1.416.431,40

10 R$ 1.416.431,40

11 R$ 832.862,80

12 R$ 2.000.000,00

13 R$ 15.000.000,00

14 R$ 12.511.288,32

15 R$ 12.511.288,32

16 R$ 12.511.288,32

17 R$ 12.511.288,32

18 R$ 12.511.288,32

19 R$ 12.511.288,32

20 R$ 10.022.576,65

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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2.2.4. Capacidade de Endividamento do Município

A avaliação da capacidade de endividamento de um município está relacionada

à sua habilidade em contrair empréstimos ou compromissos financeiros para custear

projetos, investimentos e despesas, sem comprometer de maneira insustentável suas

finanças e capacidade de pagamento.

Gerenciar essa capacidade é essencial para evitar o excesso de endividamento,

assegurando a saúde financeira a longo prazo e mantendo a capacidade de investi-

mento em serviços públicos e infraestrutura.

O acúmulo excessivo de dívidas pode resultar em restrições no orçamento, difi-

culdades no pagamento dos compromissos financeiros, redução na capacidade de in-

vestimento e até mesmo a necessidade de adotar medidas extremas para equilibrar as

contas, impactando negativamente a qualidade de vida dos residentes (MINISTÉRIO

DA FAZENDA, 2023).

A Resolução 40/2001 do Senado Federal estipula parâmetros para o endivida-

mento dos municípios no Brasil, definindo um limite de 120% da Receita Corrente Lí-

quida (RCL) para a contratação de operações de crédito por esses entes municipais.

Essa resolução, como parte integrante das diretrizes da Lei de Responsabilidade Fiscal

(LRF), estabelece os critérios e limites para o endividamento de entidades federativas,

abrangendo estados, municípios e a União (SENADO FEDERAL, 2001).

Tabela 12 ­ Receita corrente líquida do município. Valor

Descrição

RECEITA CORRENTE MUNICIPAL R$ 308.101.367,11

DESPESA CORRENTE MUNICIPAL TOTAL R$ 260.840.530,99

RECEITA CORRENTE LÍQUIDA R$ 47.260.836,12

Fonte: IPARDES, 2023. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Tabela 13 ­ Capacidade de endividamento do município. Valor

Descrição

RECEITA CORRENTE LÍQUIDA R$ 47.260.836,12

LIMITE DE ENDIVIDAMENTO 120%

LIMITE R$ 56.713.003,34

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

2.2.5. Demonstrativo do Resultado de Exercício

Conforme comentando anteriormente neste trabalho, o Demonstrativo do Resul-

tado de Exercício (DRE) revela a composição do resultado por meio da comparação

entre as receitas e os custos e despesas, podendo apresentar lucro ou prejuízo (SILVA;

ROCHA; PRIEBE, 2021).

Para isso, a Tabela 14 mostra o fluxo de caixa do sistema de abastecimento de

água e de esgotamento sanitário do município, considerando os valores de crédito de

contas a receber como itens de "entrada". Permitindo a análise do demonstrativo refe-

rente aos SAA e SES.

Tabela 14 ­ Fluxo de caixa.

FLUXO DE CAIXA DO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E DE ESGOTAMENTO

SANITÁRIO ­ MARECHAL CÂNDIDO RONDON

ENTRADAS 2021 (R$/ano) 2022 (R$/ano)

Receita total com os SAA e SES 20.726.940,86 21.666.575,62

Crédito de contas a receber 797.029,43 362.419,77

SAÍDAS 2021 (R$/ano) 2022 (R$/ano)

15.403.044,71 18.124.281,30

Despesas totais com os SAA e SES 6.197.298,29 3.660.668,54

Investimentos totais com os SAA e SES

-76.372,71 244.045,55

SALDO DO CAIXA

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Conforme tabela acima, a análise dos valores referentes aos SAA e SES de Ma-

rechal Cândido Rondon, considerando os investimentos realizados durante o período

analisado, mostra que para o ano de 2021, o município apresentou prejuízo de R$

76.372,71. Já para o ano de 2022, houve lucro de R$ 244.045,55.

Apesar do primeiro ano analisado (2021) o município ter apresentado déficit, ao

comparar com o segundo ano (2022), que apresentou superavit, a diferença no valor

total acumulado é de R$ 167.672,84 positivos. Dessa forma, durante o período anali-

sado, os sistemas de SAA e SES de Marechal Cândido Rondon podem ser considera-

dos como lucrativos.

O Gráfico 1 mostra a evolução e comparação entre a receita total, despesa total

e os investimentos totais nos anos de 2021 e 2022, para o SAA e o SES. Já a Figura 3

exibe o diagrama do fluxo de caixa, também considerando o crédito de contas a receber

como valor de "entrada".

Gráfico 1 ­ Comparativo entre o fluxo de caixa.

Comparativo fluxo de caixa

25.000.000,00

20.000.000,00

15.000.000,00

10.000.000,00

5.000.000,00

0,00 Crédito de contas a Despesa total com o SAA Investimentos totais com

Receita total com o SAA

e SES receber e SES o SAA e SES

2021 (R$/ano) 2022 (R$/ano)

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Figura 3 ­ Diagrama do fluxo de caixa.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

2.3. RISCOS E INCERTEZAS DO ESTUDO DE VIABILIDADE

Assumir riscos significa, fundamentalmente, sair do território conhecido em dire-

ção ao desconhecido, abandonando aquilo que é familiar para explorar novas oportu-

nidades. Essa mudança implica deixar para trás a segurança do conhecido em busca

de algo distinto (VITTO et al., 2020).

A essência do risco reside na impossibilidade de prever com precisão o que está

por vir, revelando um grau de incerteza que pode resultar em consequências potenciais

para ações realizadas no presente. Em resumo, o risco reflete a medida da incerteza

em relação aos resultados futuros, englobando desde desfechos indesejados até a ex-

posição a possíveis perdas financeiras (VITTO et al., 2020).

Qualquer tipo de planejamento ou projeto, por mais bem elaborado que seja,

enfrenta a inevitabilidade da incerteza, uma vez que essa é uma característica intrín-

seca a todas as atividades futuras.

Custos e efeitos sobre o fluxo de caixa podem não ser inteiramente conhecidos

ou podem sofrer alterações rapidamente, devendo haver sempre um espaço para rea-

lização de análises e estratégias de gerenciamento de riscos (VITTO et al., 2020).

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A compreensão e o gerenciamento adequados de riscos e incertezas são essen-

ciais para embasar decisões informadas e garantir o sucesso de projetos em ambientes

voláteis e complexos. Ambos os elementos podem impactar a análise da viabilidade

econômica, influenciando projeções financeiras e o retorno do investimento (TAVARES,

2023).

Para lidar com essas questões, devem ser realizadas análises de sensibilidade

e cenários, considerando diferentes situações de risco e incerteza para avaliar a resili-

ência do projeto diante de adversidades. Ao realizar esse estudo, é crucial reconhecer

e enfrentar os riscos e incertezas associados ao processo (TAVARES, 2023).

Dentre as formas de lidar com os riscos e incertezas em um estudo de viabilidade

econômica, Tavares (2023) sugere que sejam seguidos alguns passos. Dentre eles,

para este estudo, considera-se de maior relevância os seguintes:

· Identificar todos os riscos e incertezas relevantes que podem afetar o projeto,

realizando uma análise do ambiente interno e externo;

· Avaliar a probabilidade de ocorrência e impacto de cada risco identificado, por

meio de análises qualitativas (como a análise FOFA);

· Desenvolver estratégias para mitigar os riscos identificados e gerenciar as in-

certezas;

· Manter um processo contínuo de monitoramento e revisão dos riscos e incer-

tezas ao longo do ciclo de vida do projeto, ajudando as estratégias de mitiga-

ção conforme necessário.

Desse modo, para analisar os riscos e incertezas para ampliação da rede de

esgotamento sanitário e implementação de estação de tratamento de água (ETA), as-

sim como demais propostas do PPA, inicialmente serão identificados os principais ris-

cos e incertezas envolvendo os SAA e SES do município. Para isso, será elaborado a

seguir a análise FOFA destes sistemas.

A matriz FOFA se trata de uma ferramenta gerencial que busca examinar o

ambiente interno e externo de determinada organização, com objetivo de melhorar e

otimizar seu desempenho. A sigla "FOFA" deriva das palavras: Forças, Oportunidades,

Fraquezas e Ameaças.

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As forças são os pontos positivos da organização, que podem ser controlados

pela mesma e não dependem de fatores externos, ou seja, se referem a fatores inter-

nos. As fraquezas são os pontos fracos da organização, não devendo serem negligen-

ciados na hora do planejamento estratégico.

As oportunidades constituem-se como forças externas que podem influenciar

determinada organização de maneira positiva, porém não podem ser controladas pela

mesma. As ameaças também são caracterizadas como forças externas que podem

afetar a organização, porém de maneira negativa, acarretando a necessidade de pre-

paro para lidar com as adversidades.

A análise das forças, oportunidades, fraquezas e ameaças possibilita que deci-

sões importantes sejam tomadas com maior propriedade, baseadas em informações e

dados mais seguros e confiáveis (EUAX CONSULTING, 2023). Portanto, a Figura 4

apresenta a análise FOFA inicial para os SAA e SEE de Marechal Cândido Rondon, a

fim de identificar os principais riscos e incertezas ligados à viabilidade dos projetos.

Figura 4 ­ Análise FOFA preliminar.

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Conforme comentado acima, a análise preliminar por meio da matriz FOFA per-

mite um olhar geral para as condições de determinada organização, podendo auxiliar

na tomada de decisões. Sendo assim, dentre os 4 tópicos exaltados pela mesma, este

trabalho irá considerar as Ameaças como os riscos e incertezas.

Como próximo passo, a Tabela 15 mostra a probabilidade de ocorrência dos

riscos e incertezas identificados, assim como o impacto dos mesmos.

Tabela 15 ­ Probabilidade de ocorrências dos riscos e incertezas.

Riscos e incertezas Probabilidade Impacto

Ano eleitoral de 2024 Média Moderado

Média Moderado

Possibilidade de troca de gestão das esferas

públicas

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Considerando o apresentado pela tabela acima, o fato do ano de 2024 ser um

ano eleitoral pode ser considerado um risco para o início e andamento dos projetos

programados para o município, pois os órgãos públicos disponibilização grande parcela

de atenção e esforço para outros assuntos de relevância política.

A possibilidade de troca de gestão pública também se configura como risco e

incerteza, pois é difícil prever se as gestões atuais irão se manter ou não. Um dos pro-

blemas interligados a isso é o momento do acontecimento do fato, pois pode prejudicar

o início dos projetos, assim como causar a paralização dos mesmos, caso ocorra du-

rante a realização de trâmites administrativos.

Como últimos processos, a Tabela 16 traz as estratégias para mitigar os riscos

e gerenciar as incertezas, assim como a forma de monitoramento dos mesmos ao longo

do processo de execução dos projetos.

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Tabela 16 ­ Estratégia e monitoramento dos riscos e incertezas.

Riscos e incertezas Estratégias Monitoramento

Ano eleitoral de 2024

Elaboração de relatórios pe- Definição de prazo para elabo-

riódicos que acompanhe o ração do relatório periódico

andamento dos projetos e

verifica a situação atual do

risco e/ou incerteza

Agilidade e comprometi- Fiscalização periódica do an-

mento com as metas e obje- damento das etapas dos pro-

tivos estabelecidos jetos

Elaboração de relatórios pe- Definição de prazo para elabo-

riódicos que acompanhe o ração do relatório periódico

andamento dos projetos e

Possibilidade de troca de gestão verifica a situação atual do

das esferas públicas

risco e/ou incerteza

Estabelecer boa relação com

possíveis candidatos a assu- -

mirem as funções no futuro

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Infere-se que a identificação, apontamento da probabilidade e impacto e a defi-

nição de estratégias e monitoramento dos riscos e incertezas realizada acima, são ape-

nas análises preliminares.

Portanto, este trabalho indica a necessidade dos responsáveis pela elaboração,

fiscalização e acompanhamento dos projetos, darem continuidade e maior profundi-

dade técnica a essas análises, visando o sucesso dos projetos.

Por fim, é importante ressaltar que nenhum estudo de viabilidade econômica

pode eliminar completamente os riscos e incertezas, porém, uma abordagem cuidadosa

e estruturada pode auxiliar na identificação, compreensão e gestão desses fatores para

embasar decisões informadas sobre a viabilidade de um projeto ou investimento.

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3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente documento se constitui em uma importante ferramenta para análise

da viabilidade técnica proporcionada pelo aumento da qualidade e dimensão dos siste-

mas de abastecimento de água e esgotamento sanitário, mudanças que trarão mais

benefícios e melhor qualidade de vida para a população do município.

Também proporciona a análise da viabilidade econômico-financeira referente à

implementação dos programas, projetos e ações estabelecidos para os SAA e SES de

Marechal Cândido Rondon, que de forma geral, fazem menção à implantação de uma

nova estação de tratamento de água ­ ETA e ampliação da rede de esgotamento sani-

tário.

Nesse contexto, a Prefeitura Municipal e o SAAE são os responsáveis por anali-

sar minuciosamente as informações contidas neste trabalho, considerando a realidade

atual no momento de tomada de decisão, assim como promover todos os esforços ne-

cessários para garantir o sucesso e sustentabilidade dos novos projetos a serem exe-

cutados.

Ao considerar os ganhos com a melhoria da infraestrutura dos SAA e SES, as-

sociados à melhoria da qualidade dos serviços prestados que, consequentemente, tam-

bém melhoram a qualidade de vida da população do município, este trabalho avalia a

implementação dos programas, projetos e ações (PPA) previstas nesta revisão do

PMSB de Marechal Cândido Rondon como tecnicamente viáveis.

No âmbito econômico-financeiro, o presente trabalho também aponta a imple-

mentação do PPA como viável, tendo em vista que os dados apresentados, mostram

os SAA e SES como sistemas que apresentam superavit anual (em específico para o

ano de 2022, dentre o período analisado).

Conforme mostrado anteriormente, a soma total dos investimentos futuros pre-

vistos para os programas, projetos e ações (PPA) para o município foram de R$

150.427.938,17, para o horizonte de projeto de 20 anos.

Apesar de ultrapassar o limite de endividamento do município, os recursos finan-

ceiros para implementação dos investimentos futuros serão obtidos por fontes externas,

ou seja, programas de financiamento reembolsáveis e não reembolsáveis, já apresen-

tados no Produto 5 ­ Programas, Projetos e Ações desta revisão de PMSB.

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Referente a isso, o Quadro 1 apresenta uma síntese das possíveis fontes de

financiamento citadas.

Tipo Quadro 1 ­ Possíveis fontes de financiamento.

Reembolsável Fonte

Não reembolsável Banco Nacional do Desenvolvimento

Bando do Brasil

Caixa Econômica Federal

Banco Internacional do Desenvolvimento

Banco Mundial

Programa de Aceleração do Crescimento

Fundo Nacional do Meio Ambiente

Fundo Brasileiro de Educação Ambiental

Ministério da Saúde

Ministério das Cidades ­ Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental

Ministério da Justiça ­ Fundo de Direito Difuso

Fundo Nacional de Compensação Ambiental

Fundo Vale

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

Além disso, a elaboração e aprovação desta revisão de PMSB, assim como o

fato de o município ser integrante de um consórcio público, são situações condicionan-

tes para obtenção de financiamentos para buscar melhorias nos serviços de sanea-

mento básico municipal, conforme estabelecido pela Lei nº 14.026 de 15 de julho de

2020, que atualiza o marco legal do saneamento básico.

Por fim, devido à falta de dados mais detalhados, não foi possível estimar qual

será a rentabilidade dos projetos futuros. Porém, é possível afirmar a viabilidade de

implementação dos mesmos.

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Marechal Cândido Rondon - PR

REFERÊNCIAS

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Marechal Cândido Rondon - PR

TAVARES, Célio. Riscos e Incertezas no estudo de Viabilidade Econômica. Viabi-

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menta, Paraíso do Norte, v. 1, n. 1, p. 1-9, maio 2020.

PLANO MUNICIPAL

DE SANEAMENTO BÁSICO

MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO

Município de Marechal Cândido Rondon ­

PR

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

PREFEITURA MUNICIPAL DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PR

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO DO

MUNICÍPIO DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PR

MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO ­ RELATÓRIO FINAL

EMPRESA LÍDER ENGENHARIA E GESTÃO DE CIDADES LTDA

MARCIO ANDREI RAUBER

PREFEITO MUNICIPAL

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Marechal Cândido Rondon - PR

EMPRESA DE PLANEJAMENTO CONTRATADA

EMPRESA LÍDER ENGENHARIA E GESTÃO DE CIDADES LTDA

CNPJ: 23.146.943/0001-22

Avenida Antônio Diederichsen, nº 400 ­ sala 210.

CEP 14.020-250 ­ Ribeirão Preto/SP

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Marechal Cândido Rondon - PR

EQUIPE TÉCNICA

Robson Ricardo Resende Rafael Remoto Menezes

Engenheiro Sanitarista e Ambiental Engenheiro Ambiental

CREA/SC 99639-2

CREA/SP 50638875-57

Osmani Vicente Jr. Pedro Henrique Vicente

Arquiteto e Urbanista Engenheiro Civil

Especialista em Gestão Ambiental para

Municípios CREA/SP 5070395829

CAU A23196-7

Mike Sam James Ferreira

Juliano Mauricio da Silva Engenheiro Florestal

Engenheiro Civil

CREA/PR 117165-D CREA/MG 142136158-2

Carmen Cecília Marques Minardi Camilla Stephanie Oliveira

Economista Engenheira Civil

CORECON/SP 36677

Daniel Borges Couto

Daniel Ferreira de Castro Furtado Engenheiro Civil

Engenheiro Sanitarista e Ambiental

CREA/SC 118987-6 CREA/MG 280529

Paulo Guilherme Fuchs Henrique Moraes Krüger

Administrador Engenheiro Sanitarista Ambiental

CRA/SC 21705

CREA/SC 122794-8

Paula Evaristo dos Reis de Barros

Advogada

OAB/MG 107.935

Carolina Bavia Ferrucio Bandolin

Assistente Social

CRESS/PR 10.952

Juliano Yamada Rovigati

Geólogo

CREA/PR 109.137/D

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EQUIPE TÉCNICA MUNICIPAL

Rodrigo Emerson Copetti

Diretor Especial Departamento (Gestão de Compras)

Ana Paula Scherer

Agente Administrativo (Seção de Estatística)

Romeu Akio Shinkawa

Engenheiro Civil (Secretaria de Planejamento)

Geane Michele Rosa

Arquiteta (Secretaria de Planejamento)

Marcos José Chaves

Engenheiro Ambiental (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento

Sustentável)

Léia Inês Kroth Bohnen

Agente Administrativo (Divisão de Planejamento SAAE)

Fabricio Romeiro Salviano

Assessoria Tecnica Operacional SAAE

Mariane Krause

Procuradoria Geral do Município

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SUMÁRIO

1. BANCO DE DADOS COM INDICADORES PARA MONITORAMENTO E

TOMADA DE DECISÃO ....................................................................................9

1.1. Informações a Constar na Base de Dados Georreferenciados 10

1.2. Projetos relacionados ao sistema de informações municipais

sobre saneamento.............................................................................14

2 INDICADORES E INFORMAÇÕES PARA REVISÃO DO PMSB .................16

2.1. Indicadores para Avaliar os Resultados do PMSB...................20

2.1.1. Sistema de Abastecimento de Água........................................21

2.1.2. Sistema de Esgotamento Sanitário .........................................30

2.1.3. Sistema de Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos Sólidos.35

2.1.4. Sistema de Drenagem Urbana e Manejo das Águas Pluviais ..42

2.1.5. Indicadores de Avaliação dos Recursos Financeiros...............45

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................48

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Marechal Cândido Rondon - PR

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Principais informações a constarem na base de dados

georreferenciada........................................................................................11

Tabela 2 - Indicadores de avaliação do nível de execução do PMSB. .......17

Tabela 3 - Indicadores para avaliação dos recursos financeiros do PMSB.

..................................................................................................................18

Tabela 4 - Indicadores para avaliar a capacidade de transformação da

realidade local em relação ao atendimento dos objetivos do PMSB. .........19

Tabela 5 - Indicadores para o monitoramento dos serviços de abastecimento

de água no Município de Marechal Cândido Rondon.................................22

Tabela 6 - Indicadores para o monitoramento dos serviços de esgotamento

sanitário. ....................................................................................................31

Tabela 7 - Indicadores para o monitoramento dos serviços de manejo dos

resíduos sólidos.........................................................................................36

Tabela 8 - Indicadores para o monitoramento dos serviços de drenagem e

manejo das águas pluviais.........................................................................43

Tabela 9 - Indicadores para avaliar o uso dos recursos financeiros. ..........46

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Marechal Cândido Rondon - PR

APRESENTAÇÃO

Este documento corresponde ao Produto 7 da revisão do Plano Municipal

de Saneamento Básico - PMSB de Marechal Cândido Rondon, em conformidade

com o Contrato nº 052/2023.

A revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico ­ PMSB, abrange o

conjunto de serviços, infraestruturas e instalações dos setores de saneamento

básico, que, por definição, engloba abastecimento de água, esgotamento

sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e drenagem e manejo de

águas pluviais urbanas.

O Produto 7 ­ Monitoramento e Avaliação traz a proposição de

mecanismos e procedimentos para a avaliação sistemática da eficiência e

eficácia das ações programadas, por meio de indicadores contidos em um banco

de dados municipal sobre saneamento, alinhado ao Sistema Nacional de

Informações Sobre Saneamento - SNIS, para acompanhamento e

direcionamento nas tomadas de decisão referentes ao saneamento no

município.

A estruturação do presente trabalho pautou-se pela busca de objetividade

e clareza na apresentação e relato das informações sobre os quatro setores do

saneamento básico do município, através de dados oficiais e atualizados e do

processo de integração das equipes multidisciplinares, envolvidas na revisão do

PMSB, com diferentes abordagens e formas de apresentação peculiares de cada

especialidade.

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1. BANCO DE DADOS COM INDICADORES PARA MONITORAMENTO E

TOMADA DE DECISÃO

O banco de dados com os indicadores para monitoramento e tomada de

decisão consiste em um sistema semiautomatizado para inserção dos

indicadores mensais utilizados para construção e monitoramento do Plano.

Este sistema, além de reunir todas as informações e indicadores dos

quatro eixos do saneamento, também compara automaticamente o crescimento

ou decréscimo do indicador com o valor do mês anterior e indica, por meio das

cores vermelha e verde, se há melhoria ou piora do indicador, auxiliando na

tomada de decisão e na investigação de possíveis não-conformidades ou

deficiências do sistema em tempo hábil para ajuste. As figuras que seguem

mostram as interfaces do sistema.

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1.1. Informações a Constar na Base de Dados Georreferenciados

Para cada serviço de saneamento básico existem alguns dados

essenciais a serem coletados para gerar os arquivos georreferenciados, assim

como as informações que constam na tabela de atributos relativa a cada arquivo.

A tabela abaixo demonstra os principais dados em formato shapefile a se

criar e alimentar periodicamente no sistema de informações municipal sobre

saneamento quando da implementação do PMSB.

São apresentados também dados gerais do município aos quais são

necessários constar na base cartográfica municipal. A apresentação da fonte dos

dados é essencial.

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Tabela 1 - Principais informações a constarem na base de dados georreferenciada.

Sistema de Abastecimento de Água

Arquivo/dado Colunas da tabela de atributos nos shapes

Distrito em que se insere

Vazão média captada (l/s)

Tipo (superficial/subterrâneo)

Localidade Abastecida

Pontos de captação de água bruta Nome manancial

Observações

Manutenções

Qualidade da água

Data de atualização

Tipo (bruta/tratada)

Material

Diâmetro

Rede de distribuição/adutoras Extensão

Ano de construção

Manutenções realizadas

Observações

Volume em m³

Tipo (ex. semi-enterrado, elevado construído,

Reservatórios elevado construído)

Água bruta/tratada

Ano de construção

Material

Tipo tratamento (ex. Convencional, 3 módulos

compactos; desarenação, filtragem e cloração)

Estações de tratamento de água Q nom. (l/s)

Q op. (l/s)

Qualidade da água

Área atendida

População atendida

Área de atendimento do sistema Unidade de produção

produtor Índice de perdas

Localidade de atendimento (bairros)

Metragem da rede

Unidade de produção

Potência (CV)

Estações elevatórias Altura manométrica

Vazão nominal

Observações

Manutenções realizadas

Sistema de Esgotamento Sanitário

Arquivo/dado Colunas da tabela de atributos nos shapes

Proposição ETEs shp Tipo de proposição

Distrito em que se insere

Ano de construção

Estação de Tratamento Associada

Traçado Rede Coletora Diâmetro

Manutenções realizadas

Observações

Ano de construção

Traçado Coletores Tronco e/ou Estação de Tratamento Associada

Interceptores Diâmetro

Manutenções realizadas

Observações

Estações Elevatórias (EEE) Unidade de tratamento associada

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Estações de Tratamento de Esgoto Potência (CV)

(ETEs) Altura manométrica

Bacia de Esgotamento Vazão nominal

Observações

Pontos de Lançamento Esgoto Manutenções realizadas

Áreas sem coleta de esgoto Observações

Tipo tratamento

Ligações de esgoto e drenagem Q nom. (l/s)

irregulares

Q op. (l/s)

Áreas fiscalizadas quanto às ligações Observações

irregulares Área atendida

Estação de Tratamento associada

Vazão Gerada (m³/s)

Extensão da rede (m)

N.º ligações

População Atendida

Observações

Localidade

Corpo Hídrico Receptor

Observações Gerais

População a ser atendida

Nº de ligações a serem atendidas

Observações

Endereço

Data vistoria

Observações

Data vistoria

Observações

Sistema de Drenagem Urbana e Manejo das Águas Pluviais

Arquivo/dado Colunas da tabela de atributos nos shapes

Nome da Bacia de Drenagem

Conexão com Rede Coletora de Esgoto (sim /

Traçado da Rede de Águas Pluviais não)

Extensão

Manutenções realizadas

Observações

Pavimentação

Traçado das vias Extensão

Existência de rede de drenagem

Observações

Tipo de Ocorrência (Alagamento ou Inundação)

Nome Localidade

Superfície Afetada

Área de Inundação ou Alagamento Ano de Ocorrência

Frequência de Ocorrência (ex.: anos 1998,

2004, 2012)

Nº Famílias Afetadas

Observações

Áreas sem atendimento com rede de População a ser atendida

drenagem Extensão a ser atendida

Área de Preservação Permanente - Nome manancial

APPs sem mata ciliar Área

Nome manancial

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Área de Preservação Permanente - Área

APPs com construções Número moradores

Número moradias

Pontos de Descarga no Corpo Hídrico Nome do Corpo Hídrico Receptor

Enquadramento do Corpo Hídrico Receptor

Localização dos bueiros

Hidrografia Observações

Tipo de abertura

Ligações de esgoto e drenagem Manutenções realizadas

irregulares Nome manancial

Extensão

Endereço

Data vistoria

Observações

Data vistoria

Áreas fiscalizadas quanto às ligações Observações

irregulares

Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos

Arquivo/dado Colunas da tabela de atributos nos shapes

Área

Ano instalação

Central de Tratamento e Disposição Vida útil

Final de Resíduos Volume mensal recebido

Observações

Limpeza Pública Rotas e frequência de varrição

Rotas e frequência das podas, roçagem e

Pontos de Entrega Voluntária

capina

Unidades de Triagem e Compostagem Rotas e frequências das manutenções de

de Resíduos

sarjeta e meio fio

Pontos de descarte irregular de Feiras e demais eventos

resíduos

Status de Atividade

Grandes geradores Km varridos

Geradores de resíduos Área

industriais/perigosos/infectantes

Volume coletado por região Ano instalação

Volume mensal recebido

Observações

Área

Ano instalação

Volume mensal recebido

Observações

Área Ocupada

Status área (pública/privada)

Observações

Tipo estabelecimento

Nome estabelecimento

Volume produzido

Forma de destinação final

Nome estabelecimento

Tipo resíduos

Forma de tratamento/destinação final

População

Nº de domicílios

Volume coletado coleta convencional

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Volume coletado coleta recicláveis

Dias de coleta

Observações

Dados Gerais do Município

Arquivo/dado Colunas da tabela de atributos nos shapes

Nome

Distritos/localidades População

Observações

Área

Área

Limite municipal Ano de vigência

Código do IBGE

Municípios.shp Nome do município

Código do IBGE

Microrregião Nome da microrregião

Mesorregião Nome da mesorregião

Pavimentação

Traçado das vias Extensão

Existência de rede de drenagem

Observações

Hidrografia Nome manancial

Extensão

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

1.2. Projetos relacionados ao sistema de informações municipais

sobre saneamento

Considerando a importância do acompanhamento das ações previstas

neste PMSB, conforme já explanado, prevê-se projetos de acompanhamento

dos dados dos serviços de saneamento básico. Sendo estes vinculados

diretamente ao sistema de informações municipal sobre saneamento básico.

Para os serviços de abastecimento de água potável e esgotamento

sanitário o SAAE é o responsável pela implementação deste projeto de

acompanhamento, sendo a Prefeitura municipal a responsável por criação de

link em seu site para disponibilização das informações à consulta geral.

Para os serviços de drenagem e manejo das águas pluviais, limpeza e

fiscalização preventiva das respectivas redes urbanas e limpeza urbana e

manejo de resíduos sólidos, a Prefeitura municipal é a responsável pela

implementação deste programa.

Diversos outros projetos relacionam-se ao sistema municipal de

informações, como:

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· Manutenções nos dispositivos dos serviços de controle e redução

de perdas de água;

· Plano de segurança hídrica;

· Fiscalização e notificação de ligação de esgoto irregular;

· Limpeza e manutenção dos dispositivos do sistema de drenagem

e manejo de águas pluviais.

O banco de dados deve constantemente ser alimentado e, é importante

que este processo permaneça para que ocorram melhorias nas avaliações e no

saneamento básico no município.

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2 INDICADORES E INFORMAÇÕES PARA REVISÃO DO PMSB

A Fundação Nacional de Saúde ­ FUNASA, através do documento intitulado

Termo de Referência da Fundação Nacional de Saúde para Revisão de PMSB -

Plano Municipal de Saneamento Básico 2019, disponibiliza como ferramenta a

metodologia de indicadores para avaliar os resultados do Plano.

De acordo com a FUNASA 2019, os indicadores são valores utilizados para

medir e descrever uma circunstância ou acontecimento de forma sintetizada,

podendo ser originários de dados primários, secundários ou outros tipos de

indicadores. Sendo assim, para a construção de um indicador para avaliar os

resultados do PMSB, de acordo ainda com a FUNASA 2019, é necessário:

· nomear o indicador;

· definir seu objetivo;

· listar as variáveis que permitem o seu cálculo;

· identificar a fonte de origem dos dados;

· definir sua fórmula de cálculo;

· estabelecer sua periodicidade de cálculo;

· indicar seu intervalo de validade;

· indicar o responsável pela geração, atualização e divulgação.

Ressalta-se que os indicadores devem ser de fácil compreensão e que a sua

utilização pela gestão pública deverá ser contínua, divulgando informações que

mostrem o andamento das ações propostas no Plano.

Os indicadores para avaliar os resultados do PMSB de Marechal Cândido

Rondon devem ter transparência com a prestação dos serviços, propondo para a

sua população a participação de todos na construção de novas bases para os

serviços do saneamento básico.

Desta forma, as tabelas abaixo mostram a metodologia proposta pela

FUNASA 2019, para avaliar os resultados do PMSB do Município de Marechal

Cândido Rondon.

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Tabela 2 - Indicadores de avaliação do nível de execução do PMSB.

Indicador Objetivo Variáveis Cálculo Periodicidade Responsável pela

Geração,

Atualização e

Divulgação

Eficiência Mensurar o Número de A cada dez anos

nível de ações estabelecido por Prefeitura Municipal

execução do programadas e legislação.

PMSB, segundo executadas de

suas ações acordo com

programadas e suas metas e

respectivos

respectivas prazos e total

metas e prazos

de ações

para sua programadas

realização. segundo as

mesmas metas

e respectivos

prazos.

Fonte: Fundação Nacional de Saúde ­ FUNASA, 2019. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Tabela 3 - Indicadores para avaliação dos recursos financeiros do PMSB.

Indicador Objetivo Variáveis Cálculo Periodicidade Responsável pela

Eficiência Geração,

Atualização e

Divulgação

Mensurar o Número de ações A cada dez anos

custo do concluídas em estabelecido por Prefeitura Municipal

PMSB, determinado

segundo a período e legislação.

executadas de

comparação acordo com o

entre o custo custo

programado e programado, e

total de ações

o custo concluídas em

realizado das determinado

suas ações. período.

Fonte: Fundação Nacional de Saúde ­ FUNASA, 2019. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Tabela 4 - Indicadores para avaliar a capacidade de transformação da realidade local em relação ao atendimento dos objetivos do PMSB.

Indicador Objetivo Variáveis Cálculo Periodicidade Responsável pela

Geração,

Atualização e

Divulgação

Efetividade Mensurar a Número de A cada dez anos

capacidade do domicílios de estabelecido por Prefeitura Municipal

PMSB, por meio das

suas ações, no caso uma legislação.

da primeira revisão determinada

de um projeto em comunidade

atendidos pelos

particular, quatro serviços

transformar a de saneamento

realidade local na

direção do objetivo básico, e

de melhorar o índice número total de

de salubridade domicílios desta

ambiental de uma

determinada mesma

comunidade.

população.

Fonte: Fundação Nacional de Saúde ­ FUNASA, 2019. Adaptado por Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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2.1. Indicadores para Avaliar os Resultados do PMSB

Os indicadores para avaliar os resultados do PMSB do Município de

Marechal Cândido Rondon deverão ser capazes de expressar a qualidade da

prestação dos serviços de saneamento, do alcance das metas de curto, médio e

longo prazos, da universalização dos serviços e dos programas e ações previstas

dentro do Plano.

Ressalta-se que a Lei Federal n° 11.445/2007 atualizada pelo Novo Marco

Legal do Saneamento Básico, Lei Federal nº 14.026/2020, estabelece que no

conteúdo mínimo do PMSB devem constar os métodos e procedimentos para a

avaliação sistemática da eficiência e eficácia das ações objetivadas.

Esta avaliação deve ser realizada a partir da construção de um sistema de

informações fundamentados em indicadores de desempenho. O sistema de

informações constitui-se em uma ferramenta de gestão integrada, no qual os dados

e as informações geradas permitem verificar a efetividade e a eficiência das ações

e das metas estabelecidas pelo PMSB.

Além das metas do PMSB a melhoria na eficiência deve ser

permanentemente avaliada principalmente sobre os aspectos quantitativos e

qualitativos da prestação dos serviços de saneamento básico, possibilitando assim

promover os subsídios para a melhoria dessa prestação.

A responsabilidade em estabelecer o sistema de informações cabe ao

responsável pelos serviços de saneamento, além disso, este sistema de

informações deverá ser integrado ao Sistema Nacional de Informações em

Saneamento, além dos sistemas estaduais e das agências de bacia.

Outro objetivo do sistema de informações associa-se com a garantia de

transparência das ações em saneamento. De acordo com a lei, a transparência das

ações, princípio fundamental na prestação dos serviços públicos de saneamento,

deverá ser garantida por meio do sistema de informações.

Entretanto atenta-se para a necessidade de aprimoramento e atualização do

sistema ao longo do tempo. Neste caso, é possível adotar o período de dez anos

proposto para revisão do Plano como referência. Os resultados deverão ser

disponibilizados à população, de preferência através da internet e deverão ser de

fácil acesso para consulta.

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2.1.1. Sistema de Abastecimento de Água

A tabela abaixo mostra os indicadores do sistema de abastecimento de água,

para serem utilizados como ferramenta de avaliação do desempenho dos objetivos

estipulados no Plano Municipal de Saneamento Básico do Município de Marechal

Cândido Rondon.

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Tabela 5 - Indicadores para o monitoramento dos serviços de abastecimento de água no Município de Marechal Cândido Rondon.

Indicador Objetivo Periodicidade Fórmula de Variáveis Unidade Origem Responsável pela

dos Geração/Divulgação

de Cálculo Cálculo

Dados

QLM:

Quantidade de

Quantificar o número de Ligações

hidrômetros existentes nas Ativas de

ÍNDICE DE ligações de água, a fim de Anual Água % SAAE SAAE

HIDROMETRAÇÃO minimizar o desperdício e (QLM / QLA)*100 Micromedidas SAAE SAAE

realizar a cobrança justa SAAE SAAE

QLA:

pelo volume consumido de Quantidade de

água. Ligações

Ativas de

Água

VM: Volume

de Água

ÍNDICE DE Quantificar a relação entre o Mensal [VM / (VD - VS)] Micromedido %

MICROMEDIÇÃO volume micromedido e o *100 VD: Volume de

volume de produção.

RELATIVO AO Água

VOLUME Comparar o volume de água Disponibilizado

tratado e volume real

DISPONIBILIZADO para

consumido pela população. Distribuição

VS: Volume de

Água de

Serviços

VAP: Volume

Mensurar os volumes não de Água

ÍNDICE DE faturados pela empresa {[(VAP+ VTI -VS) Produzido

- VAF] / (VAP + VTI: Volume

PERDAS DE responsável pelo Mensal Tratado %

FATURAMENTO abastecimento de água do VTI - VS)} *100 Importado

município. VS: Volume de

Serviço

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VAF: Volume

de Água

Faturado

CONSUMO MÉDIO Calcular o volume médio de [(VAC - VAT) VAC: Volume

*(1000/365)] / de Água

PER CAPITA DE água consumido por Semestral L/habdia SAAE SAAE

PTA Consumido SAAE SAAE

ÁGUA habitante. VAT: Volume

VAD / QEA

de Água

Tratada

Exportado

PTA:

População

Total Atendida

com Abast. de

Água

VOLUME DE Calcular o volume de água Semestral VAD: Volume m³/mês/

ÁGUA disponibilizado para de Água economia

DISPONIBILIZADO distribuição por economia Disponibilizado

POR ECONOMIA ativa de água para

Distribuição

QEA:

Quantidade de

Economias

Ativas de Água

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VAC: Volume

de Água

Consumido

VAP: Volume

ÍNDICE DE Calcular a porcentagem de Mensal [VAC / (VAP + de Água % SAAE SAAE

CONSUMO DE consumo de água referente VTI - VS)] *100 Produzido SAAE SAAE

VTI: Volume SAAE SAAE

ÁGUA ao volume total de água de água

tratado.

Tratado

Importado VS:

Volume de

Serviço

VAF: Volume

de Água

Faturado

VAP: Volume

ÍNDICE DE Calcular a porcentagem de Mensal [VAF / (VAP + de Água %

FATURAMENTO volume de água faturado VTI - VS)] *100 Produzido

referente ao volume total de VTI: Volume

DE ÁGUA de água

água tratado.

Tratado

Importado

VS: Volume de

Serviço

PUA:

População

Urbana

ÍNDICE DE Calcular a porcentagem de Atendida com

ATENDIMENTO atendimento de

Anual (PUA /PUM) Abastecimento %

URBANO DE abastecimento de água da

ÁGUA população urbana. *100 de Água

PUM:

População

Urbana do

Município

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PTA:

População

Calcular a porcentagem de Total Atendida

atendimento de

ÍNDICE DE com

ATENDIMENTO abastecimento de água da

TOTAL DE ÁGUA população total do Anual (PTA /PTM) *100 Abastecimento % SAAE SAAE

município. de Água SAAE SAAE

SAAE SAAE

PTM:

População

Total do

Município

VAM: Volume

de Água

ÍNDICE DE Calcular a porcentagem de Mensal [VAM/ (VAC - Micromedido %

MICROMEDIÇÃO volume de água VATE)] *100 VAC: Volume

RELATIVO AO micromedido sobre o de Água

CONSUMO volume de água consumido Consumido

VATE: Volume

pela população.

de Água

Tratado

VAP: Volume

de Água

Produzido

VTI: Volume

ÍNDICE DE Medir as perdas totais na Mensal {[VAP + VTI - de água %

PERDAS rede de distribuição de água VS) - VAC] / Tratado

NA DISTRIBUIÇÃO (VAP + VTI - Importado

VS: Volume de

VS)} *100

Serviço

VAC: Volume

de água

Consumido

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VAP: Volume

de Água

Produzido

VTI: Volume

de água

Tratado

Importado

ÍNDICE DE Quantificar o volume de [(VAP + VTI - VS: Volume de

PERDAS perdas por ligação ativa de VS) - VAC] / QLA

POR LIGAÇÃO Mensal Serviço L/dia/ligação SAAE SAAE

água. Semestral VAC: Volume SAAE

de água

consumido

QLA:

Quantidade de

Ligações

Ativas de

Água

VF: Volume de

Água

Calcular o volume de água Fluoretado

fluoretado referente ao

ÍNDICE DE volume de água total [VF / (VAP + VAP: Volume % SAAE

FLUORETAÇÃO tratado. VTI)] *100 de Água

Produzido

DE ÁGUA

VTI: Volume

Tratado

Importado

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ÍNDICE DE Quantificar o consumo total Mensal CTEE / (VAP + CTEE: kWh/m³ COPEL/ SAAE

CONSUMO DE de energia elétrica no VTI) Consumo % SAAE SAAE

Total de

ENERGIA sistema de abastecimento Energia SAAE

ELÉTRICA por volume de água tratada. Elétrica no

NO SISTEMA DE Sistema de

ABASTECIMENTO Abastecimento

DE ÁGUA de Água

VAP: Volume

de Água

Produzido

VTI: Volume

de água

Tratado

Importado

ÍNDICE DE Verificar o atendimento às Mensal [NPC / NPD] NPC: Número

QUALIDADE DA exigências contidas nas *100 de pontos de

legislações atuais (Portaria coleta de água

ÁGUA 2914/11 do Ministério da na rede de

DISTRIBUÍDA distribuição de

Saúde), referentes a água dentro

padrões de potabilidade dos padrões

da legislação

para água

distribuída. em vigor

NPD: Número

de pontos de

coleta de água

na rede de

distribuição de

água

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NPP: Número

ÍNDICE DE Verificar o atendimento às Mensal [NPP/ NTP] *100 de % SAAE SAAE

QUALIDADE DA exigências contidas nas parâmetros SAAE SAAE

ÁGUA TRATADA legislações atuais (Portaria SAAE SAAE

2914/11 do Ministério da com

análises 28

Saúde), referentes a dentro do

padrões de potabilidade padrão

NTP: Número

para água tratada. total de

parâmetros

QAA:

Quantidade de

Amostras

Analisadas

ÍNDICE DE Verificar o atendimento às para Aferição

CONFORMIDADE exigências contidas nas

DA QUANTIDADE legislações atuais (Portaria de Cloro

2914/11 do Ministério da

DE Saúde), referentes ao Mensal [QAA / QMA] Residual %

AMOSTRAS DE padrão de cloro residual. *100 QMA:

CLORO RESIDUAL

Quantidade

Mínima de

Amostras

Obrigatórias

para

Análises de

Turbidez

QAA:

Verificar o atendimento às Quantidade de

exigências contidas nas

ÍNDICE DE Amostras

CONFORMIDADE legislações atuais

(Portaria 2914/11 do Analisadas

DA Ministério da Saúde),

QUANTIDADE DE referentes ao padrão de Mensal [QAA / QMA] para Aferição %

AMOSTRAS DE *100 de

turbidez.

TURBIDEZ Turbidez

QMA:

Quantidade

Mínima de

Amostras

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon ­ PR

Obrigatórias

para

Análises de

Turbidez

QAA:

Quantidade de

Amostras

Analisadas

ÍNDICE DE Verificar o atendimento às para Aferição

CONFORMIDADE exigências contidas nas

DA QUANTIDADE legislações atuais (Portaria de Coliformes

DE AMOSTRAS 2914/11 do Ministério da

DE COLIFORMES Saúde), referentes ao Mensal [QAA / QMA] Totais % SAAE SAAE

padrão de coliformes totais. *100 QMA:

TOTAIS Quantidade

Mínima de

Amostras

Obrigatórias

para

Coliformes

Totais

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon - PR

2.1.2. Sistema de Esgotamento Sanitário

A tabela abaixo mostra os indicadores do sistema de esgotamento

sanitário, para serem utilizados como ferramenta de avaliação do desempenho

dos objetivos estipulados no Plano Municipal de Saneamento Básico do Município

de Marechal Cândido Rondon.

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Marechal Cândido Rondon ­ PR

Tabela 6 - Indicadores para o monitoramento dos serviços de esgotamento sanitário.

Indicador Objetivo Periodicidade Fórmula de Variáveis Unidade Origem dos Responsável pela

Dados Geração/Divulgação

de Cálculo Cálculo

VEC: Volume

Medir o percentual de Esgoto

de volume de

Coletado

esgoto coletado

ÍNDICE DE COLETA DE comparado ao Anual [VEC / (VAC - VAC: Volume % SAAE SAAE

ESGOTO volume de água VAE)] *100 de Água

consumido. Consumido

VAE: Volume

de Água

Exportado

Medir o percentual VET: Volume de

de volume de

ÍNDICE DE esgoto tratado Esgoto Tratado

TRATAMENTO DE comparado ao

Mensal [VET / VEC] *100 VEC: Volume % SAAE SAAE

ESGOTO volume coletado. SAAE SAAE

de Esgoto

Coletado

VET: Volume de

Medir o percentual Esgoto Tratado

de volume de

ÍNDICE DE ESGOTO esgoto tratado VAC: Volume

TRATADO REFERENTE comparado ao

À ÁGUA CONSUMIDA Mensal [VET / (VAC - de Água %

volume de água VAE)] *100 Consumido

consumido.

VAE: Volume

de Água

Exportado

PUA:

ÍNDICE DE Calcular a População

ATENDIMENTO população urbana

URBANO DE ESGOTO atendida com rede Anual [PUA / PUM] Urbana % SAAE SAAE

*100 Atendida com

de esgoto.

Rede de Esgoto

PUM:

População

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon ­ PR

Urbana do

Município

Calcular a PAE: População

porcentagem da

ÍNDICE DE população total do Atendida com

ATENDIMENTO TOTAL município que é

atendida com o Anual [PAE / PTM] *100 Rede de Esgoto % SAAE SAAE

DE ESGOTO Mensal PTM: SAAE SAAE

serviço de Mensal SAAE SAAE

esgotamento População Total

sanitário. do Município

ÍNDICE DE CONSUMO Quantificar o CTE / VEC CTE: Consumo kWh/m³

DE ENERGIA consumo total de Total de %

ELÉTRICA EM energia elétrica no [(DBO inicial ­

SISTEMAS DE DBO final) / DBO Energia Elétrica

sistema de em Sistema de

ESGOTAMENTO esgotamento inicial)] *100 Esgotamento

SANITÁRIO sanitário por volume

de esgoto coletado. Sanitário

VEC: Volume

EFICIÊNCIA DE Quantificar a

REMOÇÃO DE DBO NO eficiência de de Esgoto

remoção de DBO Coletado

SISTEMA DE no sistema de

TRATAMENTO DE tratamento de DBO inicial:

Demanda

ESGOTO esgoto. Bioquímica de

Oxigênio antes

do tratamento

DBO final:

Demanda

Bioquímica de

Oxigênio, após

o tratamento

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Marechal Cândido Rondon ­ PR

CFC:

Concentração

Inicial de

Quantificar a Coliformes

eficiência de

EFICIÊNCIA DE Termotolerantes

REMOÇÃO DE remoção

COLIFORMES de coliformes -

TERMOTOLERA NTES termotolerantes no

NO TRATAMENTO DE Mensal [(CFC) / Concentração % SAAE SAAE

sistema de Mensal CIC)]*100 Final de SAAE

ESGOTO tratamento de Anual SAAE SAAE

Coliformes SAAE

esgoto.

Termotolerantes 33

CIC:

Concentração

Inicial de

Coliformes

Termotolerantes

QFP:

Quantidade de

Amostras do

Quantificar o Efluente da

número de

amostras na saída Saída do

do tratamento que

INCIDÊNCIA DE não atendem aos Tratamento de

AMOSTRAS NA SAÍDA padrões de

lançamento Esgoto Fora do

DO previstos na

TRATAMENTO DE legislação vigente. [QFP / QTA] *100 Padrão %

ESGOTO FORA DO QTA:

PADRÃO Quantidade

Total de

Amostras do

Efluente da

Saída do

Tratamento de

Esgoto

EXTENSÃO DA REDE Quantificar a [ERC / NLT] ERC: Extensão m/ligação

DE ESGOTO POR relação entre a da Rede

LIGAÇÃO extensão da rede

coletora de esgoto e Coletora de

as ligações totais de Esgoto

NLT: Número

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon ­ PR

Esgoto no de Ligações

município. Totais de

Esgoto

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

2.1.3. Sistema de Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos Sólidos

A tabela abaixo mostra os indicadores do sistema de limpeza urbana e

manejo dos resíduos sólidos, para serem utilizados como ferramenta de avaliação

do desempenho dos objetivos estipulados no Plano Municipal de Saneamento

Básico do Município de Marechal Cândido Rondon.

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Marechal Cândido Rondon ­ PR

Tabela 7 - Indicadores para o monitoramento dos serviços de manejo dos resíduos sólidos.

Indicador Objetivo Periodicidade Fórmula de Variáveis Unidade Origem Responsável pela

de Cálculo Cálculo dos Geração/Divulgação

Dados

ÍNDICE DE Medir o Anual [EVU / ETV]*100 EVU: Extensão % Prefeitura Prefeitura Municipal

ATENDIMENTO DA percentual de das Vias Municipal

vias urbanas

COLETA DOS Urbanas com

RESIDUOS com Serviços de

SÓLIDOS atendimento de Coleta de

URBANOS Resíduos

coleta dos Sólidos Urbano

resíduos sólidos ETV: Extensão

Total das Vias

urbanos.

Urbanas

QRTA:

Quantidade de

Resíduos

ÍNDICE DE Quantificar o Anual Sólidos % Prefeitura Prefeitura Municipal

TRATAMENTO percentual de Coletados e Municipal

ADEQUADO DOS

tratamento Tratados

RESÍDUOS adequado dos [QRTA /QTRC] *100 adequadamente

SÓLIDOS

resíduos QTRC:

sólidos. Quantidade

Total de

Resíduos

Sólidos

Coletados

TAXA DE Calcular a taxa Semestral QTMR /QTC] * 100 QTMR: % Prefeitura Prefeitura Municipal

RECUPERAÇÃO DE de recuperação Quantidade Municipal

MATERIAIS de materiais Total de

RECICLÁVEIS recicláveis, em Materiais

(EXCETO MATÉRIA Recuperados

ORGÂNICA E relação à (exceto matéria

REJEITOS) EM quantidade total orgânica e

de resíduos

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Marechal Cândido Rondon ­ PR

RELAÇÃO À domiciliares e rejeitos)

QUANTIDADE públicos QTC:

TOTAL (RDO + coletados.

RPU) COLETADA Quantidade

Total Coletada

TAXA DE Calcular a taxa Anual [PAD / PU]*100 PAD: % Prefeitura Prefeitura Municipal

COBERTURA DO de cobertura do Anual População Municipal

Atendida

SERVIÇO DE serviço de Declarada

COLETA DE coleta de PU: População

RESÍDUOS resíduos

sólidos, em Urbana

SÓLIDOS relação à

DOMICILIARES, EM população

urbana do

RELAÇÃO À município.

POPULAÇÃO

URBANA

TAXA DE Calcular a taxa QTE /QTC*100 QTE: % Prefeitura Prefeitura Municipal

TERCEIRIZAÇÃO de terceirização Quantidade Municipal

DO SERVIÇO DE Total Coletada

COLETA DE RDO E do serviço de por Empresas

RPU, EM RELAÇÃO coleta de Contratadas

À QUANTIDADE resíduos

QTC:

COLETADA domiciliares e Quantidade

públicos, em Total Coletada

relação à

quantidade total

de resíduos

coletada.

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Marechal Cândido Rondon ­ PR

TAXA DE Calcular a taxa Anual [QEC*1000] /PU QEC: Empregados/ Prefeitura Prefeitura Municipal

EMPREGADOS de empregados Semestral Quantidade 1000 habitantes Municipal

(COLETADORES + envolvidos na

MOTORISTAS) NA Anual Total de

COLETA (RDO + coleta de Empregados

resíduos sólidos (Coletadores +

RPU), EM Motoristas)

RELAÇÃO À domiciliares e PU: População

POPULAÇÃO públicos, em

Urbana

URBANA relação à

população

urbana do

município

MASSA COLETADA Quantificar a QRC / PAD QRC: Kg/habitante/dia Prefeitura Prefeitura Municipal

(RDO + RPU) PER massa coletada Quantidade Municipal

CAPITA, EM de resíduos Total de

RELAÇÃO À domiciliares e Resíduos

POPULAÇÃO públicos, em Domiciliares

ATENDIDA COM Coletado

SERVIÇO DE relação à

população PAD:

COLETA atendida com População

serviço de Atendida

coleta de Declarada

resíduos

TAXA DA Calcular a taxa [QTRP /QTRD] *100 QTRP: % Prefeitura Prefeitura

QUANTIDADE da quantidade Quantidade Municipal Municipal

TOTAL COLETADA total de resíduos

DE RESÍDUOS Total de

PÚBLICOS (RPU), públicos Resíduos

EM RELAÇÃO À coletada, em Sólidos

QUANTIDADE Públicos

TOTAL COLETADA relação à

DE RESÍDUOS quantidade total QTRD:

Quantidade

SÓLIDOS de resíduos Total Coletada

DOMÉSTICOS sólidos de Resíduos

(RDO) domésticos Sólidos

coletados Domésticos

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Marechal Cândido Rondon ­ PR

MASSA DE Quantificar a Anual [QTRSS*1000] / PU QTRSS: kg/ 1000 Prefeitura Prefeitura Municipal

RESÍDUOS DE massa coletada Anual Quantidade habitantes/ dia Municipal

SERVIÇOS DE de resíduos de Anual Total Coletada

SAÚDE COLETADA Anual de Resíduos

PER CAPITA, EM serviço da Sólidos de

saúde, em Serviços de

RELAÇÃO À relação à

POPULAÇÃO população Saúde

PU: População

URBANA urbana

Urbana

TAXA DE RSS Calcular a taxa QTRSS /QTC] * 100 QTRSS: % Prefeitura Prefeitura

COLETADA, EM de resíduos do Quantidade Municipal Municipal

Total Coletada

RELAÇÃO À serviço de de Resíduos

QUANTIDADE saúde coletada, Sólidos do

TOTAL COLETADA Serviço de

em relação à

quantidade total Saúde

QTC:

de resíduos Quantidade

sólidos Total Coletada

coletados.

Calcular a taxa EVC: Extensão

de terceirização

da extensão de de Sarjeta

vias municipais

TAXA DE contempladas Varrida por

TERCEIRIZAÇÃO com o serviço

DA EXTENSÃO [EVC / ETS] *100 Empresas % Prefeitura Prefeitura

de varrição Contratadas Municipal Municipal

VARRIDA ETS: Extensão

Total de Sarjeta

Varrida

TAXA DE Calcular a [QTV*1000] /PU QTV: Empregados/ Prefeitura Prefeitura

VARREDORES, EM quantidade de Quantidade 1000 habitantes Municipal Municipal

RELAÇÃO À varredores Total de

POPULAÇÃO disponíveis para Varredores

PU: População

URBANA cada mil

habitantes da Urbana

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Marechal Cândido Rondon ­ PR

população

urbana.

ÍNDICE DE Quantificar o Anual [NDL / NDM]*100 NDL: Número % Prefeitura Prefeitura

DOMICÍLIOS número de de Domicílios Municipal Municipal

ATENDIDOS COM domicílios atendidos com

COLETA DE LIXO atendidos com

coleta de lixo no serviço de

município. coleta de lixo

NDM: Número

Total de

Domicílios no

Município

NDU: Número

Identificar o de Domicílios

índice de atendidos com

ÍNDICE DE atendimento de serviço de

DOMICÍLIOS domicílios, na Anual coleta de lixo na % Prefeitura Prefeitura

URBANOS área urbana do [NDU / NTM]*100 Área Urbana Municipal Municipal

ATENDIDOS COM município, com

NTM: Número

COLETA DE LIXO coleta de Total de

resíduos Domicílios

sólidos. Urbanos no

Município

Identificar o NDR: Número

índice de de

ÍNDICE DE atendimento de Domicílios

DOMICÍLIOS domicílios, na Anual [NDR /NTR]*100 atendidos % Prefeitura Prefeitura

RURAIS área rural do com serviço de Municipal Municipal

município, com coleta de lixo na

ATENDIDOS COM

Área Rural

COLETA DE LIXO coleta de

NTR: Número

resíduos

Total de

sólidos.

Domicílios da

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Marechal Cândido Rondon ­ PR

Área Rural no

Município

Identificar o ECV: Extensão

índice de

das Vias

atendimento do

ÍNDICE DE serviço de Urbanas com

ATENDIMENTO DO varrição das

Anual [ECV/ ETV]*100 Serviços de % Prefeitura Prefeitura

SERVIÇO DE vias urbanas do Varrição Municipal Municipal

VARRIÇÃO município.

ETV: Extensão

Total das Vias

Urbanas

NDA: Número

Identificar o de Domicílios

índice de

ÍNDICE DE atendidos com

DOMICÍLIOS atendimento de

URBANOS domicílios, na serviço de

ATENDIDOS COM área urbana do

COLETA SELETIVA município, com Anual [NDA/ NDT]*100 coleta seletiva % Prefeitura Prefeitura

coleta seletiva. na Área Urbana Municipal Municipal

NDT: Número

Total de

Domicílios na

Área Urbana

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon - PR

2.1.4. Sistema de Drenagem Urbana e Manejo das Águas Pluviais

A tabela abaixo mostra os indicadores do sistema de drenagem urbana e

manejo das águas pluviais, para serem utilizados como ferramenta de avaliação

do desempenho dos objetivos estipulados no Plano Municipal de Saneamento

Básico do Município de Marechal Cândido Rondon.

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Marechal Cândido Rondon ­ PR

Tabela 8 - Indicadores para o monitoramento dos serviços de drenagem e manejo das águas pluviais.

Indicador Objetivo Periodicidade Fórmula de Variáveis Unidade Origem Responsável pela

dos Geração/Divulgação

de Cálculo Cálculo

Dados

Calcular a PAD: População

porcentagem da

população urbana Urbana Atendida

ÍNDICE DE do município com Sistema de

ATENDIMENTO COM atendida com

Anual [PAD / Drenagem % Prefeitura Prefeitura

SISTEMA DE sistema de PUM]*100 Urbana Municipal Municipal

DRENAGEM drenagem de águas

PUM: População

pluviais.

Urbana do

Município

Calcular o índice de EGP: Extensão

vias urbanas que

ÍNDICE DE VIAS apresentam galeria das Galerias

URBANAS COM para drenagem

GALERIA DE ÁGUAS urbana de águas Anual EGP / Pluviais % Prefeitura Prefeitura

pluviais. ETS]*100 ETS: Extensão Municipal Municipal

PLUVIAIS

Total do Sistema

Viário Urbano

ÍNDICE DE Identificar o número AUM: Área pontos de

OCORRÊNCIA DE de ocorrência de urbana do

ALAGAMENTOS Anual [NTA/ AUM] município alagamento Prefeitura Prefeitura

alagamentos por m² NTA: Número Municipal

de área urbana do / Municipal

total de

município. ocorrência de km²

alagamento no

ano

Identificar o índice EVA: Extensão

de vias urbanas

sujeitas a de vias urbanas

alagamento no

ÍNDICE DE VIAS sistema viário Anual [EVA / sujeitas a % Prefeitura Prefeitura

URBANAS SUJEITAS A urbano. ETS]*100 alagamento Municipal Municipal

ETS: Extensão

ALAGAMENTO

Total do Sistema

Viário Urbano

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NEF: Número de

emissários finais

do sistema de

galeria

Calcular a eficiência de águas pluviais

EFICIÊNCIA DO do sistema de NET: Número

SISTEMA DE drenagem referente [NEF / total de Prefeitura Prefeitura

NET]*100 emissários finais Municipal Municipal

DRENAGEM URBANA, aos emissários finais Semestral %

do sistema de

QUANTO AOS do sistema de

EMISSÁRIOS FINAIS galeria de águas galeria de águas

pluviais. pluviais que

contribuem para

a ocorrência de

erosões e

alagamentos

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

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Marechal Cândido Rondon ­ PR

2.1.5. Indicadores de Avaliação dos Recursos Financeiros

A tabela abaixo mostra os indicadores dos recursos financeiros, para serem

utilizados como ferramenta de avaliação do desempenho dos custos estipulados

no Plano Municipal de Saneamento Básico do Município de Marechal Cândido

Rondon.

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Tabela 9 - Indicadores para avaliar o uso dos recursos financeiros.

Indicador Objetivo Periodicidade Fórmula de Variáveis Unidade Origem Responsável pela

dos Geração/Divulgação

de Cálculo Cálculo

Dados

DESPESA DE Calcular a despesa Anual [DE / QEA] DE: Despesas R$/ano/ SAAE SAAE

EXPLORAÇÃO POR de exploração, pelo de Exploração economia

ECONOMIA DE ÁGUA tratamento de água,

QEA:

por economia de Quantidade de

água ativa no

município. Economias

Ativas de Água

DESPESA DE Calcular a despesa Anual DE / QEE DE: Despesas R$/ano/ SAAE SAAE

EXPLORAÇÃO POR de exploração, pelo de Exploração economia

ECONOMIA DE tratamento de QEE:

ESGOTO esgoto, por Quantidade de

economia de esgoto Economias

ativa no município. Ativas de Esgoto

DESPESA PER CAPITA Calcular a despesa Anual [DT / PU] DT: Despesa R$/ano/ Prefeitura Prefeitura

COM MANEJO DE per capita do Total com habitante Municipal Municipal

RESÍDUOS SÓLIDOS serviço de coleta de Manejo de RSU

URBANOS, EM resíduos sólidos PU: População

RELAÇÃO À

urbanos, em relação Urbana

POPULAÇÃO URBANA à população

atendida.

AUTOSSUFICIÊNCIA Calcular o índice de Anual [RA /DT] *100 RA: Receita Porcentagem Prefeitura Prefeitura

FINANCEIRA COM autossuficiência Arrecadada com (%) Municipal

MANEJO DE financeira com o Manejo de RSU Municipal

serviço de manejo

RESÍDUOS SÓLIDOS DT: Despesa

URBANOS de resíduos sólidos Total com

urbanos.

Manejo de RSU

INDICADOR DE Calcular o indicador Anual [ROA / ROA: Receita Porcentagem SAAE SAAE

DESEMPENHO de desempenho DT]*100 Operacional (%)

FINANCEIRO DO financeiro do Direta de água

sistema de DT: Despesa

SISTEMA DE

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Marechal Cândido Rondon ­ PR

TRATAMENTO DE abastecimento de Total com o

ÁGUA água no município. serviço de água

INDICADOR DE Calcular o indicador ROE: Receita

DESEMPENHO de desempenho

FINANCEIRO DO financeiro do Operacional

sistema de

SISTEMA DE esgotamento Anual [ROE / Direta de Esgoto Porcentagem SAAE SAAE

TRATAMENTO DE sanitário no DT]*100 DT: Despesa (%)

município. Total com o

ESGOTO

serviço de

esgoto

Fonte: Líder Engenharia e Gestão de Cidades, 2023.

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon ­ PR

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TUCCI, C. E. M. Impacto da Urbanização nas cheias urbanas e na produção de

sedimentos. Instituto de Pesquisas Hidráulicas, relatório de pesquisa FAPERGS,

p. 120, 1995.

VILLELA, S.M. e MATTOS, A. Hidrologia aplicada. McGraw-Hill do Brasil, São

Paulo, 245 p. 1975.

VON SPERLING, M. Introdução à qualidade das águas e ao tratamento de

esgotos. Editora UFMG, 1996.

WISCHMEIER, W. H.; SMITH, D. D. Predicting rainfall erosion losses: a guide to

conservation planning. Department of Agriculture, Science and Education

Administration, 1978.

WILKEN, P. S. Engenharia de Drenagem Superficial. São Paulo: CETESB p,

477, 1978.

ZAVARIS, C. Documento de recomendações a serem implementadas pelos

órgãos competentes em todo território nacional relativas as lâmpadas com

mercúrio. Disponível em:

REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Marechal Cândido Rondon ­ PR

g.pdf

PORTARIA nº 1343/2026, DE 30 DE JUNHO DE 2026

O Prefeito do Município de Marechal Cândido Rondon, Estado do Paraná,

no uso das atribuições que lhe são conferidas por Lei, em conformidade com a Alínea "c",

Inciso II, do Artigo 75, da Lei Orgânica do Município, e consideradas as disposições

pertinentes da Lei nº 14.133/2021 e do Decreto Municipal nº 77/2023,

R E S O L V E

I ­ DESIGNAR os servidores públicos municipais abaixo especificados, para

exercício das funções de GESTORES E FISCAIS DE CONTRATO, do Processo Licitatório nº

98/2026, na modalidade Concorrência Eletrônica n° 21/2026, cujo objeto é a contratação

de obra de construção da estrutura e cobertura do Museu Histórico Padre José Gaertner,

em Porto Mendes:

1. Gestor de Contrato: NEUSA MARA PROBST, na qualidade de membro titular

e MATHEUS EDUARDO FRANCO MAUL, na qualidade de membro suplente;

2. Fiscal Administrativo de Contrato: MARIANA GABRIELI BACKES, na

qualidade de membro titular e PAULA LUIZA SCHOWARTZ, na qualidade de membro

suplente;

3. Fiscal de Execução: CLAUDIO ROBERTO BORGES GOULART, na qualidade

de membro titular e MILTON DUTRA, na qualidade de membro suplente.

4. Fiscal Técnico: WILLIAN HENRIQUE SILVA, na qualidade de membro titular

e DANIEL BENETTI, na qualidade de membro suplente.

II ­ O gestor do contrato é o gerente funcional, designado pela autoridade

de que trata o art. 3º, deste Decreto, a quem compete coordenar as atividades de

administração, acompanhamento e fiscalização técnica, administrativa e setorial ou de

execução do contrato, desde sua concepção até a finalização, incumbindo-lhe as

atribuições e providências descritas nos arts. 13 a 16 e 30 a 34, todos do Decreto Municipal

nº 77/2023.

III ­ O fiscal de contrato é o servidor designado para acompanhamento e

fiscalização da execução do objeto, mediante fiscalização técnica, fiscalização

administrativa e fiscalização setorial ou de execução, conforme a natureza e a

complexidade do objeto, incumbindo-lhe as atribuições e providências descritas nos arts.

17 a 29 e 30 a 34, todos do Decreto Municipal nº 77/2023.

IV ­ As atividades de gestão e fiscalização dos contratos, a serem realizadas

de forma preventiva, rotineira e sistemática, compete ao Secretário Municipal de

Administração ou a Secretário da pasta interessada na contratação, cabendo-lhe

cientificar prévia e individualmente o servidor.

V ­ Os gestores e fiscais de contrato serão auxiliados pela Procuradoria Geral

do Município e pela Controladoria Geral do Município, competindo-lhes dirimir dúvidas e

subsidiar os servidores com informações para prevenir riscos na execução do contrato.

VI ­ Todo contrato terá, no mínimo, um agente público formalmente

designado como gestor de contrato e um agente público formalmente designado como

responsável pela fiscalização da execução do objeto.

VII ­ A atribuição de competência como gestor ou fiscal de contrato de que

trata o art. 4º, desta Portaria, deve levar em consideração o princípio da segregação de

funções, vedada a designação do gestor ordenador de despesa para tais funções, bem

como a indicação do mesmo agente público para atuação simultânea em funções mais

suscetíveis a riscos, de modo a reduzir a possibilidade de ocultação de erros e de

ocorrência de fraudes na respectiva contratação.

Gabinete do Prefeito do Município de Marechal Cândido Rondon, Estado

do Paraná, em 30 de junho de 2026.

ADRIANO BACKES

Prefeito

VALMIR MONTEIRO

Secretário Municipal de Administração

PORTARIA nº 1344/2026, DE 1º DE JULHO DE 2026

O Prefeito do Município de Marechal Cândido Rondon, Estado do Paraná,

no uso de suas atribuições que lhe são conferidos por Lei, em conformidade com a Lei

Complementar Municipal n° 141, de 10 de janeiro de 2022, Capítulo IV, seção VII, artigo

130, e, considerando ainda o requerimento protocolado sob nº 14239/2026, de 29 de junho

de 2026,

R E S O L V E

I ­ CONCEDER LICENÇA PARA CONCORRER A CARGO ELETIVO, à servidora

pública municipal ANA MARIA DE CARVALHO, inscrita no CPF sob nº XXX.069.520-XX,

ocupante do cargo efetivo de FACILITADOR DE OFICINA ­ ÁREA ARTE E CULTURA, a partir

do dia 04 de julho de 2026, nos termos do art. 130 da Lei Complementar Municipal nº

141/2022.

II ­ CONSIGNAR que a percepção da remuneração prevista para a licença

de que trata esta Portaria, pelo Município, fica condicionada à cessação do benefício

previdenciário por incapacidade temporária concedido pelo Instituto Nacional do

Seguro Social ­ INSS, mediante apresentação da respectiva alta médica ao

Departamento de Gestão de Pessoas.

III ­ DETERMINAR que a servidora apresente ao Departamento de Gestão

de Pessoas cópia da certidão de registro de candidatura expedida pela Justiça Eleitoral,

no prazo de 05 (cinco) dias úteis contados da efetivação do registro, para fins de regular

instrução funcional.

Gabinete do Prefeito do Município de Marechal Cândido Rondon, Estado

do Paraná, em 1º de julho de 2026.

ADRIANO BACKES

Prefeito

VALMIR MONTEIRO

Secretário Municipal de Administração

ADITAMENTO CONTRATUAL

PROCESSO: CONCORRÊNCIA ELETRÔNICA Nº 28/2025

OBJETO: Contratação de obra de pavimentação com pedras irregulares em Curvado (Morro do Belé).

ESPÉCIE: Primeiro Termo Aditivo ao Contrato nº 15/2026, firmado em 23/01/2026.

CONTRATANTE: Município de Marechal Cândido Rondon ­ PR.

CONTRATADA: OESTE SERVICOS DE TERRAPLENAGEM LTDA.

CNPJ DA CONTRATADA: 27.939.531/0001-09

RESPONSÁVEL: Cleiton Jose Mombach

PRAZO: 30/07/2026

VALOR: R$8.798,25 (oito mil, setecentos e noventa e oito reais e vinte e cinco centavos).

FUNDAMENTO LEGAL: Art. 111 e Art. 124, I, "b", da Lei de Licitações e Contratos nº 14.133/2021.

JUSTIFICATIVA: Acrécimo de meta física, representando 4,89% do valor contratutal e prorrogação do prazo

de execução e vigência em 1 (um) mês..

DATA e ASSINATURA: Marechal Cândido Rondon, 15/06/2026 ­ Adriano Backes, Prefeito e Cleiton Jose

Mombach.

* Documento na íntegra disponível no Endereço: https://c.ipm.com.br/pa524865a3d48d

ou através do site: www.mcr.pr.gov.br // Licitações // Serviços // Consulta Licitações

ADITAMENTO CONTRATUAL

PROCESSO: PREGÃO ELETRÔNICO Nº 103/2024

OBJETO: Contratação de serviços de transporte escolar

ESPÉCIE: Terceiro Termo Aditivo ao Contrato nº 189/2025, firmado em 05/06/2025.

CONTRATANTE: Município de Marechal Cândido Rondon ­ PR.

CONTRATADA: VIACAO SANDER LTDA

CNPJ DA CONTRATADA: 84.800.853/0001-06

RESPONSÁVEL: ANDERSON LUIS ALVES

PRAZO: Inalterado

VALOR: R$47.523,84 (quarenta e sete mil, quinhentos e vinte e três reais e oitenta e quatro centavos).

FUNDAMENTO LEGAL: Art. 124, I, "b" c/c art. 125, da Lei de Licitações e Contratos nº 14.133/2021.

JUSTIFICATIVA: Acréscimo quantitativo nos itens 4 e 11.

DATA e ASSINATURA: Marechal Cândido Rondon, 30/06/2026 ­ Adriano Backes, Prefeito e Anderson Luis

Alves.

* Documento na íntegra disponível no Endereço: https://c.ipm.com.br/pca445a64790e3

ou através do site: www.mcr.pr.gov.br // Licitações // Serviços // Consulta Licitações

ADITAMENTO CONTRATUAL

PROCESSO: PREGÃO ELETRÔNICO Nº 103/2024

OBJETO: Contratação de serviços de transporte escolar

ESPÉCIE: Terceiro Termo Aditivo ao Contrato nº 192/2025, firmado em 05/06/2025.

CONTRATANTE: Município de Marechal Cândido Rondon ­ PR.

CONTRATADA: JAIR ANDRIN E CIA LTDA

CNPJ DA CONTRATADA: 19.853.941/0001-04

RESPONSÁVEL: JAIR ANDRIN

PRAZO: Inalterado.

VALOR: R$5.718,30 (cinco mil, setecentos e dezoito reais e trinta centavos).

FUNDAMENTO LEGAL: Art. 124, I, "b" c/c art. 125, da Lei de Licitações e Contratos nº 14.133/2021.

JUSTIFICATIVA: Acréscimo quantitativo no item 15.

DATA e ASSINATURA: Marechal Cândido Rondon, 30/06/2026 ­ Adriano Backes, Prefeito e Jair Andrin.

* Documento na íntegra disponível no Endereço: https://c.ipm.com.br/pda40462e5eaf5

ou através do site: www.mcr.pr.gov.br // Licitações // Serviços // Consulta Licitações

ADITAMENTO CONTRATUAL

PROCESSO: PREGÃO ELETRÔNICO Nº 103/2024

OBJETO: Contratação de serviços de transporte escolar

ESPÉCIE: Quinto Termo Aditivo ao Contrato nº 191/2025, firmado em 05/06/2025.

CONTRATANTE: Município de Marechal Cândido Rondon ­ PR.

CONTRATADA: V.C. MORAES-TRANSPORTES

CNPJ DA CONTRATADA: 10.533.343/0001-75

RESPONSÁVEL: VANDERLEI CARLOS MORAES

PRAZO: Inalterado.

VALOR: R$10.584,63 (dez mil, quinhentos e oitenta e quatro reais e sessenta e três centavos).

FUNDAMENTO LEGAL: Art. 124, I, "b" c/c art. 125, da Lei de Licitações e Contratos nº 14.133/2021.

JUSTIFICATIVA: Acréscimo quantitativo no item 12.

DATA e ASSINATURA: Marechal Cândido Rondon, 30/06/2026 ­ Adriano Backes, Prefeito e Vanderlei

Carlos Moraes

* Documento na íntegra disponível no Endereço: https://c.ipm.com.br/p5a96d8641944d

ou através do site: www.mcr.pr.gov.br // Licitações // Serviços // Consulta Licitações

ADITAMENTO CONTRATUAL

PROCESSO: PREGÃO ELETRÔNICO Nº 103/2024

OBJETO: Contratação de serviços de transporte escolar

ESPÉCIE: Sexto Termo Aditivo ao Contrato nº 193/2025, firmado em 05/06/2025.

CONTRATANTE: Município de Marechal Cândido Rondon ­ PR.

CONTRATADA: KAMMER TRANSPORTES LTDA

CNPJ DA CONTRATADA: 30.828.476/0001-86

RESPONSÁVEL: Valdir Kammer

PRAZO: Inalterado.

VALOR: R$41.380,88 (quarenta e um mil, trezentos e oitenta reais e oitenta e oito centavos).

FUNDAMENTO LEGAL: Art. 124, I, "b" c/c art. 125, da Lei de Licitações e Contratos nº 14.133/2021.

JUSTIFICATIVA: Acréscimo quantitativo nos itens 3 e 8.

DATA e ASSINATURA: Marechal Cândido Rondon, 30/06/2026 ­ Adriano Backes, Prefeito e Valdir Kammer.

* Documento na íntegra disponível no Endereço: https://c.ipm.com.br/p86ea5545638b7

ou através do site: www.mcr.pr.gov.br // Licitações // Serviços // Consulta Licitações

TERMO DE DOAÇÃO DE BENS INSERVÍVEIS Nº 02/2026

Doador: Serviço Autônomo de Água e Esgoto - SAAE (CNPJ - 76.878.669/0001-42)

Donatária: Associação de Recuperação do Alcoólatra - ARA.

Objeto: Doação de bem móvel classificado como inservível pela Autarquia Doadora, destinado à

Associação de Recuperação do Alcoólatra - ARA, para utilização exclusiva em atividades de

interesse público e social, sem fins lucrativos, conforme relação abaixo:

Quant. Bem Valor estimado Estado

01 und. Bebedouro para garrafão R$ 260,00 Ocioso

Justificativa: o bem objeto da presente doação não possui valor econômico relevante e encontra-

se sem utilização nas atividades da Autarquia, sendo considerado sem utilidade para o serviço

público, bem como torna-se antieconômica eventual alienação por outros meios.

Data e assinaturas: Marechal Cândido Rondon (PR), 29 de junho de 2026 ­ Fabio

Alexandre Regelmeier, Diretor Executivo; Lidia Inhoato, Presidente da Associação de

Recuperação do Alcoólatra - ARA.